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<p>INSTITUTO SUPERIOR MUTASA</p><p>Licenciatura em Psicologia Psicologia Social e do Trabalho</p><p>Disciplina: AGO</p><p>Tema: Características Gerais de Uma Organização</p><p>Turma: B Pós laboral Sala: 36, 2º Ano</p><p>Discente:</p><p>Vanessa Sitoe</p><p>Docente:</p><p>Narciso Silvio</p><p>Maputo, Agosto, 2024</p><p>INSTITUTO SUPERIOR MUTASA</p><p>Licenciatura em Psicologia Social e do Trabalho</p><p>Disciplina: AGO</p><p>CARACTERÍSTICAS GERAIS DE UMA ORGANIZAÇÃO</p><p>Trabalho de campo apresentado ao departamento de Ciências Sociais e Humanas, como requisito para avaliação, na Disciplina AGO , sob orientação do Docente: Narciso Silvio</p><p>Discente: Docente:</p><p>Vanessa Sitoe Narciso Silvio</p><p>Maputo, Agosto, 2024</p><p>ÍNDICE</p><p>1.Introdução..	1</p><p>1.1. Metodologia	2</p><p>2.Quadro teórico	3</p><p>2.1. Origem e Finalidade das Organizações	3</p><p>2.1.1. Conceitos de uma Organização	3</p><p>2.1.2. Estrutura Organizacional	4</p><p>2.1.3. Comportamento Organizacional	5</p><p>2.2. Características Gerais de uma Organização	6</p><p>2.2.1. Resumo das principais características de uma organização	6</p><p>2.2.2. Características das Organizações Moçambicanas	7</p><p>2.2.2.1. Características de uma Organização da Sociedade Civil moçambicana	8</p><p>3. Considerações Finais 	10</p><p>4.Referências Bibliográficas	11</p><p>1. Introdução</p><p>A eficácia e a eficiência do funcionamento de uma organização são diretamente influenciadas pela configuração de sua estrutura organizacional. A eficácia está associada à estratégia adotada e a eficiência ao funcionamento da organização. As estratégias organizacionais e a sua relação com as configurações organizacionais têm sido objeto de estudos desenvolvidos com o propósito de ampliar o conhecimento acerca dos elementos determinantes do desempenho organizacional (MINTZBERG, 2003).</p><p>Uma estrutura organizacional pode ser definida pela delimitação da atividade, pela escolha dos critérios de departamentalização, pela definição do grau de formalização, pela decisão quanto à amplitude de controle e cadeia de comando, pela determinação do nível de descentralização da autoridade, pelo sistema de comunicação, entre outros (VASCONCELLOS; HEMSLEY, 2002; PELLICER et al., 2014). Assim sendo, a presença de deficiências em quaisquer desses aspectos poderá levar a organização a prejuízos estratégicos.</p><p>A razão da existência de toda e qualquer organização, independentemente da sua natureza — privada, governamental, filantrópica ou sem fins lucrativos (OSCs, OSCIPs, ONGS etc.) — é prestar atendimento ao seu público-alvo. Não importa se a organização atua com troca de capital financeiro — ou não — para que ocorra a concretização e a entrega do produto e/ou serviço que se propõe oferecer. Com o único objetivo de atender o público, é preciso se estruturar como organização. Uma das definições da palavra “estrutura” é o modo de construir algo com a função de sustentar um todo. O termo “organizacional” remete a “organizar algo ou alguma coisa”; como sinônimos temos “empresa, institucional ou corporativo”. Estrutura organizacional, então, significa construir organizadamente uma empresa.</p><p>Andreolli (2016a, p. 92), sobre a estrutura organizacional, faz um comentário importante: é “um local de trabalho e atuação profissional, convívio social, desenvolvimento de habilidades e aprendizados, atendimento às necessidades físicas materiais, sociais ou psicológicas”. Em concordância com o comentário da autora, uma estrutura organizacional não se limita a oferecer algo a um público-alvo, mas pretende satisfazer necessidades gerais. Como organização, atenderá a sua própria necessidade de oferecer produtos e/ou serviços, cuidará dos requerimentos dos seus funcionários e os de seu público-alvo. Para isso, é essencial visualizar e desenvolver a sua estrutura organizacional como um todo. Conhecer caminhos para desenvolver essa estruturação da forma mais assertiva possível será um diferencial para entrar no mercado, vivenciar as competições e se manter sustentável.</p><p>Conforme Chiavenato (2014), a Organização fez-se muito importante ao longo da história, sem contar que a mesma, age em diferentes ambientes sendo contornada por vários fatores como os econômicos, políticos, tecnológicos, legais, sociais, culturais e demográficos, interagindo entre si e alternando-se constantemente, sendo proporcionado um campo dinâmico de forças que se caracteriza por uma enorme mudança e instabilidade ao redor.</p><p>Dentro da organização, faz-se necessário ter uma equipe competente que possa realizar uma Administração apropriada, fazendo com que a liderança desta organização haja e decida prudentemente nas diversas situações que lhes surgir, e como consequência da boa organização e administração, haverá resultados elevados de maneira eficiente e eficaz. Conforme Chiavenato (2014) é a Administração que faz as coisas acontecerem, sendo que a mesma envolve simultaneamente a arte, a técnica e a ciência.</p><p>Diante do exposto, o presente trabalho de pesquisa, tem como objetivo principal, analisar sobre características gerais de uma organização.</p><p>1.1. Metodologia</p><p>De acordo com Lakatos e Marconi (1991, p. 40), “todas as ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos; em contrapartida, nem todos os ramos de estudo que empregam estes métodos são ciência”. Conforme Bio (1996, p. 54):</p><p>“Na organização e conduta de uma pesquisa cientifica, a definição de uma metodologia tem relevância fundamental. Esta pode ser entedida como disciplina que se relaciona com a epistemologia ou filosofia da ciência.</p><p>Método de abordagem</p><p>Para se alcançar os objetivos estabelecidos serão realizadas pesquisas bibliográficas em livros voltados à características de uma organização, sites que tratam do mesmo tema, na Internet e todo tipo de material que se refira ao tema que está sendo desenvolvido.</p><p>2. Quadro Teórico</p><p>2.1. Origem e Finalidade das Organizações</p><p>Antes de conceituar as organizações, é interessante entender porque elas existem, para Coelho (2004) as organizações existem, pois todos precisamos de bens e serviços para viver e são as organizações as responsáveis por produzir esses bens e serviços. Portanto as organizações existem para atender às necessidades e desejos da sociedade e do mercado</p><p>Sobre a origem das Organizações Coelho (2004) diz que:</p><p>Na Antiguidade, roupas e víveres eram produzidos na própria casa, para os seus moradores; apenas os excedentes eventuais eram trocados entre vizinhos ou na praça. […] Alguns povos da Antiguidade, como os fenícios, destacaram-se intensificando as trocas e, com isto, estimularam a produção de bens destinados especificamente à venda. Esta atividade de fins econômicos, o comércio, expandiu-se com extraordinário vigor. (COELHO, 2004, p. 5).</p><p>Nem sempre houve a necessidade de ser juntar pessoas e recursos a fim de produzir bens ou serviços para atender a sociedade. Contudo, nos tempos contemporâneos, as organizações ganharam complexidade e volume. As organizações estão expandindo e melhorando a cada dia, impulsionadas pela alta competitividade e exigência da sociedade.</p><p>As organizações existem para servir às necessidades e desejos das pessoas. Essas entidades são planejadas, organizadas, dirigidas e controladas por Administradores, por meio da Administração e é na organização que o Administrador nasce e se desenvolve.</p><p>2.1.1. Conceitos de uma Organização</p><p>A organização é um artefato que pode ser abordado como um conjunto articulado de pessoas, métodos e recursos materiais, projetado para um dado fim e balizado por um conjunto de imperativos determinantes (crenças, valores, culturas etc.). (MEIRELES, 2003, p. 46).</p><p>De acordo com Chiavenato (2014) a organização é o método ao qual a sociedade atinge os seus objetivos. E para que as organizações consigam alcançar suas metas, é para isso que a Administração é usada como ferramenta, função ou instrumento para produzir o desenvolvimento. Diante disso, a Administração</p><p>não acontece isoladamente, e sim dentro das organizações.</p><p>O professor e autor Maximiano (2008, p. 4), define a organização como:</p><p>“um sistema de recursos que procura realizar algum tipo de objetivo (ou conjunto de objetivos).”</p><p>As organizações são identificadas como possuindo quatro elementos principais: “pessoas, divisão do trabalho, limites de atuação e objetivos” (SILVA, 2013, p. 43).</p><p>Organização é muito mais do que somente organogramas e um conjunto de cargos gerenciais e pode ser pensada como “uma casa a ser habitada por seres humanos” ou um “complexo sistema de comunicações e inter-relações existentes num grupamento humano”. A organização pode ser considerada, portanto, como um “sistema de papéis” que proporciona aos membros deste sistema tomar decisões (SIMON, 1965, p. 17).</p><p>A definição de organização está condicionada primeiramente à existência de uma “meta específica”, o que diferencia este sistema de outros sistemas sociais. Entretanto, para ser definida como um sistema social, uma organização deve possuir uma “estrutura descritível”, em duas dimensões: a “cultural e institucional” como “padrão de valores” do sistema; e os “papéis” dos grupos e indivíduos no funcionamento da organização (PARSONS, 1967, p. 44)</p><p>Organizações são “constructos sociais” em que são importantes as instalações físicas, as relações interpessoais, a natureza humana e as relações externas. O autor ressalta a importância da cultura (valores, crenças e regras de conduta) na organização, o que a caracteriza como “organismo vivo”, “contextualizado”, “sistêmico”, “complexo” e como “seres que aprendem” (PAGLIUSO; CARDOSO; SPIEGEL, 2010, p. 27)</p><p>2.1.2. Estrutura Organizacional</p><p>Por estrutura organizacional, Blau (1974, p. 12) entende que é a “distribuição em várias linhas de pessoas entre posições sociais que influenciam os relacionamentos entre os papéis dessas pessoas”. É preciso explanar um pouco mais sobre essa definição para uma melhor compreensão; trata-se da estruturação organizada do funcionamento da empresa dentro dos seus objetivos; essa estrutura se organiza em partes funcionais, que são seus departamentos iniciais, compostos por pessoas com funções específicas nas atividades que exercerão e nos cargos que ocuparão. Cada um tem um papel importante dentro da organização e no desenvolvimento da empresa. Esta estrutura é de nível hierárquico e posições, contendo regras e regulamentos que determinam o comportamento de cada um.</p><p>Para Chiavenato (2011, p. 102-103), fica claro então que a estrutura organizacional é a divisão em departamentos da organização, onde são separados os cargos e suas funções, o que produz uma certa hierarquia funcional. Essa divisão tem o objetivo de desenvolver uma boa produtividade nas ações de cada um, com a essencialidade de um bom alinhamento entre si.</p><p>Rossini (2016a, p. 102) indica que “Fayol, no contexto da função organizar da administração, estruturou e dividiu as organizações em dois sentidos: vertical e horizontal”. Surgem outras ramificações a partir deles, de acordo com a evolução administrativa. Então, as maneiras de se estruturar organizacionalmente uma empresa são várias: estrutura vertical, horizontal, híbrida, em rede, matricial, divisional e funcional. Seus conceitos misturam-se, pois todas têm um pouco de cada uma. Deve-se entender o funcionamento da estrutura vertical e horizontal, pois são a base para as outras. Ressalta-se que a forma de desenvolver uma estrutura organizacional não será a mesma para todas as organizações.</p><p>Para Chiavenato, o conceito de estrutura “refere-se ao um conjunto de dois ou mais elementos que se mantém inalterado com o passar do tempo, mesmo que haja modificação em um dos elementos ou em suas relações” (CHIAVENATO, 2011 apud ANDREOLI, 2016b, p. 120). O autor nos relata que, independentemente de eventuais modificações internas, como por exemplo a extinção de um departamento ou certo achatamento hierárquico, a empresa mantém a sua estrutura organizacional, pois ela é essencial para a sua continuidade no mercado.</p><p>2.1.3. Comportamento Organizacional</p><p>Para Robbins, (2010, p.7), Comportamento Organizacional é: “um campo de estudos que investiga o impacto que indivíduos, grupos e a estrutura organizacional têm sobre o comportamento das pessoas dentro das organizações, com o propósito de utilizar esse conhecimento para melhorar a eficácia organizacional”.</p><p>Para que as organizações trabalhem mais eficazmente e para que haja sucesso dentro das mesmas, o comportamento organizacional aplica o conhecimento sobre as pessoas e os grupos. Como diz Robbins (2010), o comportamento organizacional vai se ocupar do estudo sobre o que o ser humano faz nas organizações e de como esse comportamento afetará o desempenho organizacional, e como este estudo está voltado para situações relacionadas ao vínculo entre pessoas e as organizações, ressalta-se o comportamento relativo a tarefas, trabalho, absenteísmo, rotatividade, produtividade, desempenho e administração.</p><p>2.2. Características Gerais de uma Organização</p><p>As organizações, de qualquer tipo, grandes ou pequenas, públicas ou privadas, possuem algumas características em comum: são “entidades sociais”; são “orientadas por metas”; são “projetadas como sistemas de atividade deliberadamente estruturadas e coordenadas”; são “ligadas ao ambiente externo” (DAFT, 2014, p. 12).</p><p>Para Maximiano (1995), organização compreende “uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Além de pessoas, as organizações utilizam outros recursos, como máquinas e equipamentos, dinheiro, tempo, espaço e conhecimentos.</p><p>As organizações se caracterizam pela existência da divisão social do trabalho, do planejamento, dos objetivos que justificam a própria finalidade de sua existência, além de uma estrutura de poder hierarquizada e racionalizada. Possuem algumas características que são básicas e comuns a quase todas as existentes.</p><p>De acordo com os seus objetivos, as organizações são criadas para obtenção de produtos e/ou serviços, com a finalidade de lucro ou não. As organizações possuem objetivos desde seu início, pois foram criadas para atender a necessidades específicas, (MAXIMIANO).</p><p>De acordo com Moraes (2004), os elementos humanos e materiais, que fazem parte das organizações, possuem forte ligação e interdependência do meio ambiente, no qual estão inseridas, e a este fazendo trocas constantes. As organizações são diferentes entre si, não existem duas iguais, assim como as pessoas. Podem durar meses, décadas ou séculos, sobrevivendo aos seus fundadores, ou podem desaparecer repentinamente, pelo simples fato de que não são sistemas perfeitos.</p><p>2.2.1. Resumo das principais características de uma organização</p><p>· Finalidade definida: As organizações têm objetivos claros e bem definidos que orientam suas atividades.</p><p>· Estrutura formal: As organizações possuem uma estrutura hierárquica e formal que define as relações de autoridade e responsabilidade.</p><p>· Coordenação de recursos: As organizações coordenam e alocam recursos, incluindo pessoas, materiais, finanças e tecnologia, para alcançar seus objetivos.</p><p>· Divisão do trabalho: As organizações tendem a especializar as tarefas entre seus membros para aumentar a eficiência.</p><p>·  Comunicação: As organizações estabelecem canais de  comunicação internos e externos para garantir a troca de informações e a colaboração entre seus membros.</p><p>· Controle: As organizações implementam processos de controle para monitorar seu desempenho e avaliar se estão atingindo seus objetivos.</p><p>· Cultura: as organizações têm sua própria cultura, que inclui valores, crenças e comportamentos compartilhados pelos membros.</p><p>2.2.2. Características das Organizações Moçambicanas</p><p>À medida que as organizações em Moçambique se esforçam para competir no mercado global e navegar num ambiente de negócios em rápida mudança, a optimização do desempenho da força de trabalho e o desenvolvimento de talentos de liderança tornaram-se prioridades-chave. Para alcançar um crescimento sustentável, as organizações precisam de uma</p><p>liderança eficaz, um trabalho de equipa reforçado e um compromisso com o desenvolvimento dos colaboradores.</p><p>Fomentam o auto-conhecimento: Ao receber feedback de colegas de vários níveis, os funcionários ganham uma compreensão mais clara dos seus pontos fortes e áreas de melhoria. Esta auto-consciência acrescida permite que os indivíduos se responsabilizem pelo seu desenvolvimento e trabalhem para melhorar as suas competências.</p><p>Desenvolvimento da liderança: Para gestores e executivos, as avaliações lhes oferecem uma oportunidade única para avaliar os seus estilos de liderança e eficácia. O feedback construtivo de subordinados e colegas ajuda a identificar lacunas de liderança e a desenvolver líderes competentes e completos.</p><p>Necessidades de formação: são necessárias iniciativas de formação e desenvolvimento. As organizações moçambicanas podem então adaptar os programas de aprendizagem para responder eficazmente a essas necessidades.</p><p>Gestão de Desempenho: no processo de gestão de desempenho permite avaliações de desempenho mais equilibradas e objectivas. Isto, por sua vez, leva a recompensas mais justas, reconhecimento e progressão na carreira.</p><p>Considerações culturais: As organizações moçambicanas têm muitas vezes origens culturais diversas, e isso pode influenciar a forma como o feedback é dado e recebido. A sensibilidade às nuances culturais é crucial para evitar mal-entendidos e promover uma cultura de feedback construtivo.</p><p>A pertença a partidos políticos e ao estado é um factor significativo para a performance das Organizações formais. Outras características, como a dimensão da empresa, o grau de formalidade, são mais relevantes, o nível de educação da liderança e a sua capacidade de gerir riscos, correlacionam-se de modo significativo com níveis mais elevados de produtividade do trabalho.</p><p>2.2.2.1. Características de uma Organização da Sociedade Civil moçambicana</p><p>A principal característica das OSC (Organização da Sociedade Civil) moçambicanas é a sua fragilidade institucional, que se declina em vários aspectos: más condições materiais, baixo nível de qualificação do pessoal, fraca participação voluntária, dificuldade em se situar de forma credível face às autoridades públicas. Esta situação parece resultar por um lado, em grande parte, do peso da história política do país, em que o poder esteve sempre centralizado (época colonial, guerra, regime socialista) e em consequência, por outro lado, da recente emergência dos actores sociais não estatais.</p><p>O aparecimento destes últimos e a cultura de expressão que daí resulta, data com efeito de há uma quinzena de anos. Daí talvez o fraco grau de organização da sociedade civil em estruturas sólidas e eficazes. Em fase de consolidação, essas OSC não operam ainda como um corpo social homogéneo. Por outro lado, também não aparecem como actores totalmente credíveis perante as autoridades políticas nem mesmo perante as populações que são supostas representar.</p><p>As OSC moçambicanas não se organizam segundo o esquema tradicional de pirâmide, em que as entidades se encaixam no seio de colectivos cada vez mais gerais. Pelo contrário, elas formam uma rede em que os dirigentes possuem uma fraca capacidade coordenadora.</p><p>Um factor que atrasa o desenvolvimento das OSC em Moçambique é a sua pesada dependência financeira para com os doadores internacionais. Uma ampla maioria de OSC não funciona sobre uma estrutura financeira estável, mas graças aos fundos desbloqueados por financiadores estrangeiros com base em projectos específicos. A falta de capacidade em obter fundos próprios coloca em perigo a continuidade de muitas OSC, que têm dificuldade em sobreviver entre dois projectos. Este fenómeno induz uma outra consequência que é a raridade de OSC especializadas. Sem uma base financeira estável, as OSC dificilmente têm capacidade para implementar programas técnicos ou a longo prazo. Um bom número de OSC exerce pois actividades mais generalizadas, intervindo à medida das prioridades dos doadores e muitas vezes com um fraco grau de tecnicidade.</p><p>3. Considerações culturais:</p><p>Uma organização é uma instituição social, ou seja, um agrupamento humano que requer certas regras e uma ordem determinada para coexistir adequadamente e alcançar seus objetivos. Estes aspectos são estabelecidos através de uma cultura organizacional que permite que uma organização desempenhe e resista ao longo do tempo.</p><p>Todas as organizações modernas têm certas características. São burocracias com divisões bem definidas de trabalho e especialização que comandam especialistas numa hierarquia de autoridade, onde todos têm de ser responsabilizados por alguém e a autoridade limita-se a ações específicas regidas por regras ou procedimentos abstratos. Estas regras criam um sistema de decisão imparcial universal.</p><p>As organizações procuram contratar e promover colaboradores com base nas suas qualidades técnicas e profissionalismo (não nas suas ligações pessoais). A organização lida com o princípio da eficiência: maximizar a produção utilizando entradas limitadas. Outras características das organizações incluem os seus processos de negócio, cultura organizacional e políticas, ambientes envolventes, estrutura, objetivos, eleitorado e estilos de liderança. Todas estas funcionalidades afetam os tipos de sistemas de informação que as organizações utilizam.</p><p>4. Referências Bibliográficas</p><p>ANDREOLI, Taís. Organizações e suas atividades. In: ANDREOLI, Taís Pasquotto; ROSSINI, Fernando. OSM – Organização Sistemas e Métodos. Curitiba: InterSaberes. 2016a. cap. 5.</p><p>BLAU, Peter Michael. O estudo comparativo das organizações. In: CAMPOS, Edmundo (Org.). Sociologia da burocracia. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. p. 125-153.</p><p>COELHO, Fábio Ulhoa. Manual de direito comercial. São Paulo: Saraiva, 2004.</p><p>CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. São Paulo: Elsevier, 2011.</p><p>CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática / Idalberto Chiavenato. – 5ed. Barueri, SP: Manole, 2014.</p><p>DAFT, Richard L. Organizações: teoria e projetos. 11. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2014</p><p>MINTZBERG, H. Criando Organizações Eficazes: estrutura em cinco configurações. São Paulo: Atlas, 2003.</p><p>MORAES, Anna Maris Pereira. Introdução à Administração. São Paulo: Prentice Hall, 2004.</p><p>MAXIMIANO, Antonio C. Amaru. Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à revolução digital. 6ª edição. São Paulo: Atlas, 2008.</p><p>MEIRELES, Manuel. Teorias da administração: clássicas e modernas. São Paulo: Futura, 2003.</p><p>PARSONS, Talcott. Sugestões para um tratado sociológico da teoria das organizações. In: ETZIONI, Amitai. Organizações complexas: um estudo das organizações em face dos problemas sociais. São Paulo: Atlas, 1967. p. 43-69.</p><p>PELLICER, E. et al. Construction Management. Oxford: Wiley Blackwell, 2014.</p><p>PAGLIUSO, Antônio Tadeu; CARDOSO, Rodolfo; SPIEGEL, Thaís. Gestão organizacional: o desafio da construção do modelo de gestão. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>ROBBINS. S. O segredo na Gestão de Pessoas. Edições Centro Atlântico. 2010.</p><p>ROSSINI, Fernando. Organizando as organizações. In: ANDREOLI, Taís Pasquotto; ROSSINI, Fernando. OSM – Organização Sistemas e Métodos. Curitiba: InterSaberes. 2016a. cap. 6</p><p>SILVA, Reinaldo Oliveira da. Teorias da administração. 3. ed. São Paulo: Pearson, 2013.</p><p>SIMON, Herbert Alexander. Comportamento administrativo: estudo dos processos decisórios nas organizações administrativas. Rio de Janeiro: FGV, 1965.</p><p>VASCONCELLOS, E.; HEMSLEY, J. R. Estrutura das Organizações. 4. ed. São Paulo: Cengage Learning Edições, 2002</p><p>2</p><p>image1.png</p>

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