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<p>11</p><p>GRUPO SER EDUCACIONAL</p><p>CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA</p><p>ESTÁGIO SUPERVISIONADO I</p><p>Kelvyn Paulino de Barros</p><p>RELATÓRIO DO ESTÁGIO ACADÊMICO I</p><p>ABRIL - MACEIÓ - AL</p><p>11</p><p>2024</p><p>Estágio Acadêmico I – Farmácia – 3º Período - Digital</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO 4</p><p>2 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA 5</p><p>3 FARMÁCIA COMUNITÁRIA 9</p><p>4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 11</p><p>5 PESQUISA DE CAMPO 13</p><p>6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 14</p><p>7 REFERÊNCIAS 16</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saude (CONASS, 2007), A Assistência Farmacêutica é multidisciplinar, porém o farmacêutico, por ser legalmente o profissional responsável pelo medicamento, é imprescindível para o desenvolvimento das atividades relacionadas à área, tais como seleção, programação, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos. Ainda de acordo com o CONASS, Também é estratégica a participação do farmacêutico no processo de aquisição de medicamentos, em especial na elaboração das especificações, estabelecimento de critérios técnicos e emissão de parecer no julgamento das propostas. É considerado que a Assistência Farmacêutica visa assegurar o acesso da população aos medicamentos através da promoção do uso correto destes, a fim de garantir a integralidade do cuidado e a resolutividade das ações em saúde. Por essa razão, torna-se fundamental discutir o papel da Assistência Farmacêutica no atual estágio de desenvolvimento do SUS, além de debater como avançar conjuntamente na perspectiva das Redes, a fim de responder, de forma organizada e integrada, às demandas de saúde da população brasileira (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2014, p. 08). Nessa perspectiva, estabelece-se uma relação de reciprocidade de responsabilidades entre o profissional e o paciente, baseada em diálogo, confiança, respeito, sinceridade e autenticidade, com o objetivo específico de atender às necessidades de uma assistência sanitária adequadamente adaptada à complexidade social (ANGONESI, 2008)</p><p>As farmácias comunitárias são estabelecimentos do comércio varejista privado que têm o farmacêutico como responsável técnico, conforme a Lei nº 5.991/73 do Ministério da Saúde. É de suma importância ressaltar que, neste contexto, o termo "farmácia comunitária" não abrange farmácias de manipulação ou farmácias públicas, sendo utilizado exclusivamente para se referir a farmácias comerciais e drogarias. Nessas farmácias, o atendimento ao paciente ocorre no nível de atenção primária à saúde, com a responsabilidade técnica, legal e exclusiva de um farmacêutico (BASTOS, 2008). Além disso, pode oferecer informações sobre cuidados de saúde e higiene para prevenir complicações e doenças e/ou promover o bem-estar geral. De acordo com BASTOS (2008) a farmácia comunitária desempenha um papel fundamental no contexto da saúde pública brasileira, sendo um local crucial para a dispensação de medicamentos e para a contínua promoção do acesso aos mesmos pela população. Nestas farmácias, os usuários buscam, por meio do consumo de produtos, prescritos ou não, a melhoria ou restabelecimento de sua saúde.</p><p>2 assistência farmacêutica</p><p>A Assistência Farmacêutica engloba uma série de ações direcionadas para a promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual quanto coletiva, tendo o medicamento como componente essencial e buscando garantir seu acesso e uso adequado. Essas ações incluem pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos e insumos, bem como sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia de qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de sua utilização. O objetivo é obter resultados tangíveis e melhorar a qualidade de vida da população (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). Ela abrange diversas etapas do processo relacionado aos medicamentos, desde a seleção e aquisição até a dispensação e o acompanhamento do uso pelo paciente.</p><p>O principal objetivo da Assistência Farmacêutica é garantir o acesso equitativo, oportuno e seguro aos medicamentos essenciais, promovendo o seu uso racional e contribuindo para a melhoria da saúde da população (CONASS, 2007). Essa assistência visa garantir que os pacientes recebam os medicamentos apropriados para suas necessidades, na dose correta, com qualidade e segurança, além de fornecer orientações sobre seu uso adequado, monitorar possíveis reações adversas e promover a adesão ao tratamento. Em suma, o objetivo central da Assistência Farmacêutica é garantir que os medicamentos sejam utilizados de forma eficaz e segura, contribuindo para o alcance dos melhores resultados em saúde para os pacientes e para a comunidade em geral.</p><p>O farmacêutico, geralmente, é o último profissional de saúde a ter contato direto com o paciente após a decisão médica de iniciar a terapia medicamentosa. Portanto, ele compartilha a responsabilidade pela qualidade de vida do paciente (VIEIRA, 2005). A importância do farmacêutico na melhoria da qualidade de vida é significativa e abrange diversas áreas, tais quais:</p><p>· Orientação e Aconselhamento: Incentivar a ação comunitária fortalece todas as medidas adotadas para a promoção da saúde. A comunidade se torna um aliado importante na promoção do uso racional de medicamentos, identificando os problemas mais comuns e compartilhando com o farmacêutico a responsabilidade de divulgar informações para todos os indivíduos (VIEIRA, 2005).</p><p>· Promoção da Saúde: A atuação farmacêutica não deve se limitar apenas à prestação de assistência preventivo-curativa, mas também incluir a promoção da conscientização do usuário sobre questões transversais à promoção da saúde, como condições de vida e trabalho, saneamento básico, acesso a água potável e alimentação saudável, entre outros determinantes sociais da saúde (BARROS et al, 2020, p.11).</p><p>· Acompanhamento Farmacoterapêutico: Implantação de estratégias para aumentar a adesão aos tratamentos farmacológicos ou não, educação sobre o uso correto do medicamento, educação em saúde, indicação de medicamentos de venda livre, além do encaminhamento para outro profissional de saúde (ANGONESI, 2008).</p><p>· Gestão da Farmácia: A organização e administração da farmácia hospitalar devem estar em consonância com a gestão da unidade em seu modelo e estrutura, bem como atuar no sentido de garantir a logística e o abastecimento de materiais, medicamentos e todos os itens necessários ao funcionamento de uma unidade hospitalar, de maneira a garantir um melhor gerenciamento de recursos. Para tanto, esse serviço deve ser gerenciado por um farmacêutico hospitalar e a equipe deve ser multiprofissional para que todas as áreas do hospital possam ser contempladas, garantindo uma visão interdisciplinar (SANTOS AC et al, 2022).</p><p>No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o farmacêutico está inserido no processo de cuidado ao paciente, envolvendo desde a pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos, seleção, programação, a compra, distribuição e garantia de qualidade até o acompanhamento e a avaliação dos resultados, tendo sempre como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida da população (SES – SE, 2019). Algumas das principais áreas de atuação do farmacêutico no SUS incluem:</p><p>· Assistência Farmacêutica: Exercem atividades como seleção, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos, bem como o acompanhamento farmacoterapêutico dos pacientes (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002, pág.19)</p><p>· Farmácia Clínica: A farmácia clínica passou a abranger, enquanto área de atuação farmacêutica, todos os pontos e níveis de atenção à saúde, e incluir todas as atividades clínicas do farmacêutico, tanto de suporte à equipe de saúde, como voltadas ao cuidado direto do paciente (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015, pág.61).</p><p>· Vigilância Sanitária: Segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF) (2017), a inserção do farmacêutico na fiscalização é fundamental para a proteção da saúde pública e, até mesmo, do direito fundamental à vida. Somente esse profissional, em razão da sua formação acadêmica e de aspectos relacionados à legislação vigente, possui plena capacidade técnica e legal</p><p>para aferir eventual risco sanitário relativo à fabricação, manipulação, armazenagem, transporte e distribuição de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e produtos para a saúde.</p><p>· Educação em Saúde: A educação em saúde dentro da prática farmacêutica está bastante atrelada à promoção do uso racional de medicamentos, ou seja, do uso de fármacos adequados à necessidade clínica do paciente, em dose e posologia corretas, pelo período de tempo necessário, com o menor custo para a comunidade (SCHARR et al, 2016).</p><p>O profissional farmacêutico desempenha uma série de atribuições em diferentes áreas, incluindo saúde, pesquisa, indústria farmacêutica, controle de qualidade, entre outras. Algumas das principais atribuições desenvolvidas pelo farmacêutico incluem:</p><p>Assistência Farmacêutica: Como citado anteriormente pelo CONASS (2007), O Farmacêutico por ser legalmente o profissional responsável pelo medicamento, é imprescindível para o desenvolvimento das atividades relacionadas à área, tais como seleção, programação, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos.</p><p>Farmácia Clínica: Uma proposta de paradigma profissional que tinha como objetivo a atuação do farmacêutico na redução de morbimortalidade associada a medicamentos, principalmente no ambiente hospitalar (LOSS, 2019).</p><p>Controle de Qualidade: De acordo com o Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF-BA) (2021) o controle de qualidade de medicamentos é a parte das Boas práticas de Fabricação (BPF) referente à amostragem, especificações, ensaios, procedimentos de organização, à documentação e aos procedimentos de liberação que devem assegurar que os ensaios necessários e relevantes sejam executados e que os materiais não sejam liberados para uso, nem os produtos liberados para a venda ou fornecimento, até que a qualidade dos mesmos seja julgada satisfatória.</p><p>Indústria Farmacêutica: Na indústria farmacêutica, os farmacêuticos desempenham papéis cruciais em diversas etapas, desde o desenvolvimento de medicamentos até a produção em larga escala e o controle de qualidade. Eles são responsáveis pela pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos, pela formulação de produtos farmacêuticos, pela garantia da conformidade com regulamentações governamentais e padrões de qualidade, e pela supervisão dos processos de fabricação. Sua expertise contribui para a segurança e eficácia dos medicamentos disponíveis no mercado, impactando diretamente na saúde pública (NASCIUTTI, 2012).</p><p>Educação e Capacitação: A ação educativa do farmacêutico é prevista tanto nas comunicações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que tratam do farmacêutico e do uso racional de medicamentos, quanto no movimento pela reformulação curricular. A divulgação da campanha pelo uso racional de medicamentos é uma ação necessária para se conseguir que a população deixe de encarar os medicamentos como bens de consumo. Visão que é motivada por interesses econômicos e que faz parte da cultura de povos distintos de países com diferentes graus de desenvolvimento (LORANDI, 2003).</p><p>De acordo com SANTANA (2024), apesar da abundância de farmácias, o Brasil possui um número reduzido de farmacêuticos, ocupando a 84ª posição no ranking da OMS em comparação com outros países. A profissão farmacêutica desempenha um papel essencial na saúde pública, responsabilizando-se pela pesquisa, produção e gestão de medicamentos, além de garantir o uso adequado dos tratamentos medicamentosos. Ainda de acordo com SANTANA, os cenários a seguir tem consequências muito negativas para o país, tais quais:</p><p>Uso incorreto e problemas relacionados a medicamentos: Com o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas, os países desenvolvidos têm investido em programas de farmácia clínica e revisão periódica da farmacoterapia conduzidos por farmacêuticos. Essa abordagem estratégica visa evitar intoxicações, reações adversas, falta de adesão, resistência bacteriana e outros problemas. Atualmente, esses problemas são responsáveis por cerca de 10% das internações hospitalares e por 1 erro de medicação para cada 30 pacientes internados.</p><p>Falta de Reconhecimento Profissional: A crise de identidade profissional e, em consequência, falta de reconhecimento social e pouca inserção na equipe multiprofissional de saúde, não representando um referencial como profissional de saúde na farmácia, acompanhado da deficiência na formação de alguns profissionais serem excessivamente tecnicista e a escassez de oportunidades da educação continuada na área clínica (SILVA, 2004).</p><p>A concorrência entre o profissional farmacêutico e o marketing: As propagandas de marketing voltadas para os medicamentos incentivam o uso, mas dificilmente orientam sobre a administração deles. Com a ajuda de postagens negligentes na internet, a população deixa de procurar a orientação do farmacêutico e se automedica (CARREIRA…, 2019).</p><p>Sentimento de repressão: Um estudo feito por OLIVEIRA et al. (2005) demostrou que 78% dos entrevistados afirmaram não ter liberdade para atuar plenamente como farmacêutico Essa restrição surge devido ao fato de assumirem tarefas administrativas, especialmente de gestão, que consomem tempo e responsabilidades não estritamente ligadas à promoção da saúde, mas sim aos interesses corporativos. Isso colabora com a desvalorização do profissional diante da saúde pública, que não reconhece seu verdadeiro valor e habilidade.</p><p>3 FARMÁCIA COMUNITÁRIA</p><p>Segundo SARMENTO et al (2020), Farmácia comunitária é o estabelecimento farmacêutico que presta atendimento primário à população, sob responsabilidade técnica de um farmacêutico. Nos últimos anos vem ocorrendo um movimento no Brasil em busca da ampliação da atuação do farmacêutico e da participação da farmácia comunitária no sistema de saúde brasileiro com o desenvolvimento de serviços farmacêuticos clínicos.</p><p>A regulamentação das farmácias no Brasil é dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que estabelece diretrizes para a dispensação de medicamentos e a prestação de serviços farmacêuticos. Além disso, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e os conselhos regionais são responsáveis por fiscalizar e regulamentar a atuação dos profissionais farmacêuticos.</p><p>De acordo com a RDC Nº 44/2009 da ANVISA, destacam-se a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico responsável técnico em tempo integral de funcionamento, a necessidade de registro e licenciamento junto aos órgãos competentes e o cumprimento das boas práticas de dispensação e armazenamento de medicamentos. Essas medidas visam garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados, bem como proteger a saúde pública.</p><p>Conforme a Lei nº 13.021/2014 do Governo Federal, as farmácias são estabelecimentos de saúde destinados à prestação de assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva. Além disso, a Resolução nº 585/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) estabelece as atribuições do farmacêutico no âmbito da farmácia comunitária, destacando a importância do cuidado farmacêutico na promoção da saúde e na prevenção de doenças.</p><p>A organização da farmácia comunitária, de acordo com a RDC Nº 44/2009, envolve diversos aspectos, desde a estrutura física do estabelecimento até a gestão de estoques e o atendimento aos pacientes. No que diz respeito a estrutura física as áreas internas e externas das instalações devem estar em boas condições físicas e estruturais para garantir a higiene e a segurança dos usuários e funcionários. Isso inclui superfícies internas lisas, impermeáveis e laváveis, ambientes livres de insetos e roedores, ventilação e iluminação adequadas, e equipamentos de combate a incêndio conforme exigido pela legislação. Em relação ao estoque, ainda coforme a RDC 44/2009, todos os produtos devem ser armazenados de forma ordenada, seguindo as especificações do fabricante e sob condições que garantam a manutenção de sua identidade, integridade, qualidade, segurança, eficácia e rastreabilidade. No que compete ao atentimento ao paciente, de acordo com a RDC Nº 44/2009 o ambiente</p><p>para prestação dos serviços que demandam atendimento individualizado deve garantir a privacidade e o conforto dos usuários, possuindo dimensões, mobiliário e infra-estrutura compatíveis com as atividades e serviços a serem oferecidos.</p><p>O cenário em que o farmacêutico na farmácia comunitária é apenas um dispensador de medicamentos é contrário ao real papel desse profissional. O papel do farmacêutico é proporcionar esclarecimento à população no cuidado da saúde, trabalhando na prevenção e promoção da saúde e, principalmente, orientar o paciente sobre o uso racional de medicamentos (SARMENTO, 2020). Essas ações são essenciais para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos, além de contribuir para a redução de problemas relacionados à automedicação e à não adesão terapêutica. O cuidado prestado pelo farmacêutico se materializa para o paciente e para a sociedade na provisão de serviços farmacêuticos. Os serviços, como conciliação de medicamentos, monitorização terapêutica de medicamentos, revisão da farmacoterapia, acompanhamento farmacoterapêutico, gestão da condição de saúde, entre outros, se caracterizam pela expertise desse profissional em identificar, prevenir e resolver problemas relacionados à farmacoterapia (CFF, 2016 p.61 ).</p><p>De acordo com BRITO (2018) a atenção farmacêutica na farmácia comunitária é desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica, e sua execução compreende atitudes, compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, efetuada por interação direta do farmacêutico com o usuário. Ainda de acordo com BRITO (2018) a colaboração do farmacêutico nas práticas de orientação sobre a saúde, tem se mostrado imprescindível e deve ser um compromisso intransferível e indelegável do farmacêutico.</p><p>Dessarte, O papel do farmacêutico na sociedade é multifacetado e vai muito além da mera dispensação de medicamentos. Os farmacêuticos desempenham um papel fundamental na promoção da saúde e no bem-estar da população, desempenhando funções cruciais tanto na prevenção quanto no tratamento de doenças. farmacêutico, com seu conhecimento sobre medicamentos e terapias, desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e no cuidado direto aos pacientes, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população. (COSTA, 2023)</p><p>4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL</p><p>Figura 1 - Fluxograma da organização da Farmácia Comunitária</p><p>Figura 2 - fluxograma do ciclo da Assistência Farmacêutica</p><p>5 PESQUISA DE CAMPO</p><p>Realizada pesquisa de campo em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Maceió, a qual vamos chamá-la de UBS Graciliana Souza pois a direção da unidade não permitiu a inclusão do nome da unidade no presente trabalho. E em seguida pesquisa feita em uma unidade das Farmácias Permamente que participa do Programa Farmácia Popular na cidade de Maceió. A pesquisa remete aos medicamentos fornecidos por ambos os estabelecimentos para a parcela da população que possui as condições de Hipertensão e Diabetes. Os dados obtidos foram:</p><p>UBS GRACILIANA SOUZA (POSTO DE SAÚDE)</p><p>FARMÁCIA PERMANENTE (FARMÁCIA POPULAR)</p><p>HIPERTENSÃO</p><p>HIPERTENSÃO</p><p>MEDICAMENTO</p><p>DOSAGEM</p><p>MEDICAMENTO</p><p>DOSAGEM</p><p>BEZILATO DE ANLODIPINO</p><p>5mg</p><p>ATENOLOL</p><p>25mg</p><p>ATENOLOL</p><p>50mg</p><p>HIDROCLOROTIAZIDA</p><p>25mg</p><p>CAPTOPIRL</p><p>25mg</p><p>BEZILATO DE ANLODIPINO</p><p>5mg</p><p>CARVEDILOL</p><p>3,125mg</p><p>LOSARTANA POTÁSSICA</p><p>50mg</p><p>CARVEDILOL</p><p>6,25mg</p><p>MALEATO DE ENALAPRIL</p><p>10mg</p><p>CARVEDILOL</p><p>12,5mg</p><p>CAPTOPRIL</p><p>25mg</p><p>CARVEDILOL</p><p>25mg</p><p>ARADOIS</p><p>50mg</p><p>ESPIRONOLACTONA</p><p>25mg</p><p>ESPIRONOLACTONA</p><p>100mg</p><p>FUROSEMIDA - SOLUÇÃO INJETÁVEL</p><p>10mg/ml</p><p>FUROSEMIDA</p><p>40mg</p><p>HIDROCLOROTIAZIDA</p><p>25mg</p><p>LOSARTANA POTÁSSICA</p><p>50mg</p><p>METILDOPA</p><p>250mg</p><p>NIFEDIPINO</p><p>10mg</p><p>DIABETES</p><p>DIABETES</p><p>CLORIDRATO DE METFORMINA</p><p>500mg</p><p>CLORIDRATO DE METFORMINA</p><p>850mg</p><p>CLORIDRATO DE METFORMINA</p><p>850mg</p><p>GLIFAGE</p><p>500mg</p><p>GLIBENCLAMIDA</p><p>5mg</p><p>GLIBENCLAMIDA</p><p>5mg</p><p>INSULINA HUMANA NPH - SOLUÇÃO INJETÁVEL - FRASCO 10ML</p><p>100UI/ml</p><p>INSULINA HUMANA NPH - SOLUÇÃO INJETÁVEL - CANETA 3ML</p><p>100UI/ml</p><p>INSULINA HUMANA REGULAR - FRASCO 10ML</p><p>100UI/ml</p><p>INSULINA HUMANA REGULAR - CANETA 3ML</p><p>100UI/ml</p><p>Com base nos dados apresentados, temos o caso da paciente H.M.S, 49, que faz o uso dos medicamentos Losartana Potássica 50mg e Hidroclorotiazida 25mg, para Hipertensão Arterial, que são obtidos através da Farmácia Comunitária de uma UBS. Destarte, fica evidente que a Farmácia Comunitária é mais abrangente e o paciente tem melhor acesso ao medicamento que precisa, pela sua área de atuação, que, geralmente fica mais próximo da comunidade a qual ela atende e também pela maior variedade de medicamentos oferecidos para o tratamento das condições de Hipertensão e Diabetes.</p><p>6 cONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A análise abrangente do papel do farmacêutico na sociedade e na farmácia comunitária revela uma série de responsabilidades cruciais desempenhadas por esses profissionais. Mais do que simples dispensadores de medicamentos, os farmacêuticos são fundamentais na promoção da saúde, prevenção de doenças e no cuidado direto aos pacientes. A assistência farmacêutica, inserida no contexto da saúde pública, visa garantir o acesso equitativo e seguro aos medicamentos, promovendo seu uso racional e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.</p><p>Nas farmácias comunitárias, os farmacêuticos desempenham um papel vital, não apenas na dispensação de medicamentos, mas também na oferta de serviços farmacêuticos clínicos, que incluem desde a conciliação de medicamentos até o acompanhamento farmacoterapêutico. Esses serviços são essenciais para identificar, prevenir e resolver problemas relacionados à farmacoterapia, garantindo assim a segurança e eficácia dos tratamentos.</p><p>Além disso, a colaboração do farmacêutico nas práticas de orientação sobre a saúde é crucial e deve ser um compromisso intransferível desse profissional. É importante reconhecer que o papel do farmacêutico na sociedade é multifacetado, indo muito além da simples dispensação de medicamentos. Eles desempenham funções cruciais na promoção da saúde e no bem-estar da população, contribuindo significativamente tanto na prevenção quanto no tratamento de doenças.</p><p>Portanto, fica evidente que os farmacêuticos são peças-chave no sistema de saúde, desempenhando um papel essencial na garantia do acesso aos medicamentos e na promoção de práticas de saúde seguras e eficazes para a população. Investir no reconhecimento e valorização desses profissionais é fundamental para o aprimoramento contínuo dos serviços de saúde e para o alcance de melhores resultados em saúde para todos.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CONASS. Assistência farmacêutica no SUS. 2007. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.</p><p>br/bvs/publicacoes/colec_progestores_livro7.pdf. Acesso em: 18/03/2024.</p><p>ANGONESI, D. Atenção Farmacêutica: fundamentação conceitual e crítica para um modelo brasileiro. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/3GGQn9CxTy9NkS8VxwdRHtP/#. Acesso em: 18/03/2024.</p><p>SILVA E., NAVES J.O.S, VIDAL J. O papel do farmacêutico comunitário no aconselhamento ao paciente. Disponível em: https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/67/057a064_farmacoterapeutica.pdf. Acessado em: 19/03/2024</p><p>LEI Nº 13.021, DE 8 DE AGOSTO DE 2014. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2014/lei/l13021.htm#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20exerc%C3%ADcio%20e%20a%20fiscaliza%C3%A7%C3%A3o%20das%20atividades%20farmac%C3%AAuticas.&text=Art.,de%20direito%20p%C3%BAblico%20ou%20privado. Acesso em: 21/03/2024.</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cuidado farmacêutico na atenção básica. 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/servicos_farmaceuticos_atencao_basica_saude.pdf. Acesso em: 21/03/2024.</p><p>CAETANO, R. As percepções dos farmacêuticos sobre seu trabalho nas farmácias comunitárias em uma região do estado do rio de janeiro. 2007. 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