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<p>Conceito de estética dentro da arte</p><p>Apresentação</p><p>A Arte é geradora de diversos questionamentos. Como se dá a relação entre o sujeito e o objeto</p><p>artístico? Como surgem as definições do que é Belo? Por que a Arte de determinado período é</p><p>daquela forma? A Estética não se resume à sua aplicação nas artes, mas é nessa área que alcança</p><p>plenamente seu significado.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem você estudará o conceito de estética dentro da arte e verá suas</p><p>principais características.</p><p>Bons estudos.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Identificar o conceito de Estética dentro da Arte.•</p><p>Discutir as diferentes teorias que compõem a Estética.•</p><p>Analisar obras e movimentos artísticos através dos conceitos da Estética.•</p><p>Infográfico</p><p>Confira no infográfico um dos conceitos centrais da Estética, o Belo, e como ele se relaciona com as</p><p>diversas obras. O conceito de Belo é fonte de vasta discussão na filosofia da arte, e sua</p><p>manifestação transcende as ideias do que é bonito ou agradável.</p><p>Conteúdo do livro</p><p>Não existe obstáculo maior à contemplação de uma grande obra de arte do que nossa recusa a</p><p>descartar hábitos e preconceitos. Uma pintura que representa um tema familiar de maneira</p><p>inesperada é, normalmente, condenada pela simples razão de não parecer estar certa. Quanto mais</p><p>virmos uma história representada pela Arte, mais convencidos ficaremos de que ela sempre deverá</p><p>ser representada de maneira semelhante.</p><p>Acompanhe um trecho da obra Gombrich essencial: textos selecionados sobre arte e cultura, livro que</p><p>será a base teórica desta Unidade de Aprendizagem. Leia o capítulo Sobre Arte e Artistas.</p><p>ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE</p><p>ORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS</p><p>IDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TÓPICOS DO NOSSO TEMPINDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE</p><p>LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º</p><p>E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS</p><p>ATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES</p><p>CAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE</p><p>ÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>TERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES</p><p>ANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY</p><p>DEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM</p><p>PENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE</p><p>SÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA</p><p>IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA</p><p>E ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A</p><p>RIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE</p><p>USÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA</p><p>NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E</p><p>DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA</p><p>PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>LEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ</p><p>EBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O</p><p>O DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E</p><p>SSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>EGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE</p><p>A ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA</p><p>STA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE</p><p>HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>LEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E</p><p>HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO</p><p>RT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>S DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA</p><p>ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS</p><p>ATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES</p><p>CAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE</p><p>ÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>TERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES</p><p>ANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY</p><p>DEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM</p><p>PENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE</p><p>SÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA</p><p>IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA</p><p>E ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A</p><p>RIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE</p><p>USÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA</p><p>NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E</p><p>DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA</p><p>PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>LEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ</p><p>EBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O</p><p>O DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E</p><p>SSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>EGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE</p><p>A ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA</p><p>STA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE</p><p>HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TÓPICOS DO NOSSO</p><p>T RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO</p><p>RT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>S DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS</p><p>ATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES</p><p>CAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE</p><p>ÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>TERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES</p><p>ANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY</p><p>DEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM</p><p>PENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE</p><p>SÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA</p><p>IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA</p><p>E ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A</p><p>RIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE</p><p>USÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA</p><p>NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E</p><p>DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA</p><p>PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>LEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ</p><p>EBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O</p><p>O DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E</p><p>SSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>EGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE</p><p>A ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA</p><p>STA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE</p><p>HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>LEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E</p><p>HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO</p><p>RT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>S DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS</p><p>ATUREZA E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO COM BRIDGET RILEY QUATRO CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO INTERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES</p><p>CAS REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE MENSAGEM CELEBRANDO O 150º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE</p><p>ÁDIO COM BRIDGET RILEY NORMA E FORMA O SENTIDO DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>TERNACIONAL DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE UM CAVALINHO DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A HERANÇA DE APELES</p><p>ANZ SCHUBERT DISCURSO PROFERIDO NA ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE A IMAGEM E O</p><p>OLHO A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE</p><p>RÁDIO COM BRIDGET</p><p>RILEY QUATRO CONVERSAS</p><p>DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONALDA</p><p>HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA</p><p>NOSSA ERA MEDITAÇÕES</p><p>SOBRE UM CAVALINHO DE</p><p>PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA</p><p>LUZ SOBRE VELHOS MESTRES</p><p>A HERANÇA DE APELES</p><p>PSICÓLOGO AMERICANO</p><p>IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>REFLEXÕES SOBRE A</p><p>HISTÓRIA DA ARTE ENSAGEM</p><p>CELEBRANDO</p><p>O 150º ANIVERSÁRIO DA</p><p>MORTE DE FRANZ SCHUBERT</p><p>DISCURSO PROFERIDO NA</p><p>ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA INDE-</p><p>PENDE NTE A IMAGEM E O</p><p>OLHO A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA</p><p>NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY NORMA</p><p>E FORMA O SENTIDO DE</p><p>ORDEM TRIBUTOS ARTE E</p><p>ILUSÃO A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA</p><p>NOSSA ERA INDEPENDENTE A</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE ARTE</p><p>E ILUSÃO ILUSÃO NA</p><p>NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>CONVERSAS DE RÁDIO</p><p>CONGRESSO INTERNACIO</p><p>NALDA HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA MEDI</p><p>TAÇÕES SOBRE UM CAVALI</p><p>NHO DE PAU IDEAIS E</p><p>ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE</p><p>VELHOS MESTRES A HERANÇA</p><p>DE APELES PSICÓLOGO</p><p>AMERICANO IMAGENS</p><p>SIMBÓLICAS REFLEXÕES</p><p>SOBRE A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE MENSAGEM</p><p>CELEBRANDO O</p><p>150º ANIVERSÁRIO</p><p>DA MORTE DE FRANZ</p><p>SCHUBERT DISCURSO</p><p>PROFERIDO NA ENTREGA DO</p><p>PRÊMIO GOETHE TEMAS DA</p><p>NOSSA ERA INDEPENDENTE A</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY NORMA</p><p>E FORMA O SENTIDO</p><p>DE ORDEM TRIBUTOS</p><p>ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE TEMAS DA NOSSA</p><p>ERA INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO ILUSÃO NA</p><p>NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>CONVERSAS DE RÁDIO</p><p>CONGRESSO INTERNACIONAL</p><p>DA HISTÓRIA DA ARTE TEMAS</p><p>DA NOSSA ERA EDITAÇÕES</p><p>SOBRE UM CAVALINHO</p><p>DE PAU IDEAIS E ÍDOLOS NOVA</p><p>LUZ SOBRE VELHOS MESTRES</p><p>A HERANÇA DE APELES</p><p>PSICÓLOGO AMERICANO</p><p>IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>REFLEXÕES SOBRE A</p><p>HISTÓRIA DA ARTE M</p><p>ENSAGEM CELEBRANDO</p><p>O 150º ANIVERSÁRIO DA</p><p>MORTE DE FRANZ SCHUBERT</p><p>DISCURSO PROFERIDO NA</p><p>ENTREGA DO PRÊMIO</p><p>GOETHE TEMAS DA NOSSA</p><p>ERA INDEPENDENTE A</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE ARTE</p><p>E ILUSÃO ILUSÃO NA</p><p>NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>COM BRIDGET RILEY</p><p>NORMA E FORMA O SENTIDO</p><p>DE ORDEM TRIBUTOS ARTE E</p><p>ILUSÃO</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E O OLHO A HISTÓRIA DA</p><p>ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>CONVERSAS DE RÁDIO</p><p>CONGRESSO INTERNACIONAL</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE A IMAGEM E O OLHO</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO</p><p>ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE</p><p>RÁDIO COM BRIDGET</p><p>RILEY QUATRO CONVERSAS</p><p>DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONALDA</p><p>HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA</p><p>NOSSA ERA MEDITAÇÕES SOBRE</p><p>UM CAVALINHO DE PAU</p><p>IDEAIS E ÍDOLOS NOVA</p><p>LUZ SOBRE VELHOS MESTRES A</p><p>HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO</p><p>AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA</p><p>ARTE ENSAGEM CELEBRANDO</p><p>O 150º ANIVERSÁRIO DA</p><p>MORTE DE FRANZ SCHUBERT</p><p>DISCURSO PROFERIDO NA</p><p>ENTREGA DO PRÊMIO GOETHE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA INDEPENDE</p><p>NTE A IMAGEM E O OLHO A</p><p>HISTÓRIA DA ARTE ARTE E ILUSÃO</p><p>ILUSÃO NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY NORMA</p><p>E FORMA O SENTIDO DE ORDEM</p><p>TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO A</p><p>HISTÓRIA DA ARTE TEMAS DA</p><p>NOSSA ERA INDEPENDENTE A</p><p>IMAGEM E O OLHO A HISTÓRIA DA</p><p>ARTE ARTE</p><p>E ILUSÃO ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>COM BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONALDA HISTÓRIA DA</p><p>ARTE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>MEDITAÇÕES SOBRE UM</p><p>CAVALINHO DE PAU IDEAIS E</p><p>ÍDOLOS NOVA LUZ SOBRE</p><p>VELHOS MESTRES A HERANÇA</p><p>DE APELES PSICÓLOGO</p><p>AMERICANO IMAGENS</p><p>SIMBÓLICAS REFLEXÕES</p><p>SOBRE A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE MENSAGEM</p><p>CELEBRANDO O</p><p>150º ANIVERSÁRIO</p><p>DA MORTE DE FRANZ</p><p>SCHUBERT DISCURSO</p><p>PROFERIDO NA ENTREGA DO</p><p>PRÊMIO GOETHE TEMAS DA NOSSA</p><p>ERA INDEPENDENTE A IMAGEM E O</p><p>OLHO A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY NORMA</p><p>E FORMA O SENTIDO</p><p>DE ORDEM TRIBUTOS</p><p>ARTE E ILUSÃO A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE TEMAS DA NOSSA</p><p>ERA INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E O OLHO A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO</p><p>ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>E NA ARTE ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>COM BRIDGET</p><p>RILEY QUATRO</p><p>CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONALDA HISTÓRIA DA</p><p>ARTE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>EDITAÇÕES SOBRE UM</p><p>CAVALINHO DE PAU IDEAIS</p><p>E ÍDOLOS NOVA LUZ</p><p>SOBRE VELHOS MESTRES A</p><p>HERANÇA DE APELES PSICÓLOGO</p><p>AMERICANO IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA</p><p>ARTE MENSAGEM CELEBRANDO</p><p>O 150º ANIVERSÁRIO DA</p><p>MORTE DE FRANZ</p><p>SCHUBERT DISCURSO</p><p>PROFERIDO NA</p><p>ENTREGA DO PRÊMIO</p><p>GOETHE TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE A IMAGEM E O</p><p>OLHO A HISTÓRIA DA ARTE ARTE</p><p>E ILUSÃO ILUSÃO NA</p><p>NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO</p><p>COM BRIDGET RILEY</p><p>NORMA E FORMA O SENTIDO DE</p><p>ORDEM TRIBUTOS ARTE E ILUSÃO</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE A IMAGEM</p><p>E O OLHO A HISTÓRIA DA</p><p>ARTE ARTE E ILUSÃO ILUSÃO</p><p>NA NATUREZA E NA ARTE</p><p>ENTREVISTA DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY QUATRO</p><p>CONVERSAS DE RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONALDA</p><p>HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>MEDITAÇÕES SOBRE UM</p><p>CAVALINHO DE PAU IDEAIS</p><p>E ÍDOLOS NOVA LUZ</p><p>SOBRE VELHOS MESTRES</p><p>A HERANÇA DE</p><p>APELES PSICÓLOGO</p><p>AMERICANO IMAGENS</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE</p><p>A IMAGEM E O OLHO</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO</p><p>ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>E NA ARTE ENTREVISTA</p><p>DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY</p><p>QUATRO CONVERSAS DE</p><p>RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONAL</p><p>DA HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>MEDITAÇÕES SOBRE UM</p><p>CAVALINHO DE PAU</p><p>IDEAIS E ÍDOLOS</p><p>NOVA LUZ SOBRE</p><p>VELHOS MESTRES</p><p>A HERANÇA DE</p><p>APELES PSICÓLOGO</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE</p><p>A IMAGEM E</p><p>O OLHO</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO</p><p>ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>E NA ARTE ENTREVISTA</p><p>DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY</p><p>QUATRO CONVERSAS DE</p><p>RÁDIO CONGRESSO</p><p>INTERNACIONAL</p><p>DA HISTÓRIA DA ARTE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>MEDITAÇÕES SOBRE UM</p><p>CAVALINHO DE PAU</p><p>IDEAIS E ÍDOLOS</p><p>NOVA LUZ SOBRE</p><p>VELHOS MESTRES</p><p>A HERANÇA DE</p><p>APELES</p><p>PSICÓLOGO</p><p>AMERICANO</p><p>IMAGENS SIMBÓLICAS</p><p>REFLEXÕES SOBRE</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>MENSAGEM</p><p>CELEBRANDO O</p><p>150º ANIVERSÁRIO</p><p>DA MORTE</p><p>DE FRANZ SCHUBERT</p><p>DISCURSO PROFERIDO</p><p>NA ENTREGA DO</p><p>PRÊMIO GOETHE</p><p>TEMAS DA NOSSA ERA</p><p>INDEPENDENTE</p><p>A IMAGEM E</p><p>O OLHO</p><p>A HISTÓRIA DA ARTE</p><p>ARTE E ILUSÃO</p><p>ILUSÃO NA NATUREZA</p><p>E NA ARTE ENTREVISTA</p><p>DE RÁDIO COM</p><p>BRIDGET RILEY</p><p>NORMA E FORMA</p><p>O SENTIDO DE ORDEM</p><p>TRIBUTOS</p><p>ARTE E ILUSÃO</p><p>A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE</p><p>GOMBRICH</p><p>ESSENCIAL</p><p>TEXTOS SELECIONADOS SOBRE ARTE E CULTURATEXTOS SELECIONADOS SOBRE ARTE E CULTURA</p><p>A HISTÓRIA</p><p>DA ARTE</p><p>NORMA E</p><p>FORMA</p><p>O SENTIDO</p><p>DE ORDEM</p><p>ARTE E</p><p>ILUSÃO</p><p>TEMAS DA</p><p>NOSSA ERA</p><p>Reservados todos os direitos de publicação, em língua portuguesa, à</p><p>BOOKMAN EDITORA LTDA., uma empresa do GRUPO A EDUCAÇÃO S.A.</p><p>Av. Jerônimo de Ornelas, 670 – Santana</p><p>90040-340 – Porto Alegre – RS</p><p>Fone: (51) 3027-7000 Fax: (51) 3027-7070</p><p>É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer</p><p>formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na Web</p><p>e outros), sem permissão expressa da Editora.</p><p>Unidade São Paulo</p><p>Av. Embaixador Macedo Soares, 10.735 – Pavilhão 5 – Cond. Espace Center</p><p>Vila Anastácio – 05095-035 – São Paulo – SP</p><p>Fone: (11) 3665-1100 Fax: (11) 3667-1333</p><p>SAC 0800 703-3444 – www.grupoa.com.br</p><p>IMPRESSO EM CINGAPURA</p><p>PRINTED IN SINGAPORE</p><p>Obra originalmente publicada sob o título The Essential Gombrich</p><p>Copyright ©1979, 1984 Phaidon Press Limited, Regent’s Wharf, All Saints Street, London N1 9PA, UK.</p><p>Edição publicada por Bookman Companhia Editora Ltda., uma empresa Grupo A Educação S.A.</p><p>Licença para esta tradução firmada entre Phaidon Press Limited e Grupo A Educação S.A.</p><p>Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução desta publicação em qualquer meio, seja eletrônico ou</p><p>mecânico, fotocópia ou de qualquer tipo de gravação, sem a prévia autorização de Phaidon Press Limited.</p><p>Capa: VS Digital (arte sobre capa original)</p><p>Leitura fi nal: Susana de Azeredo Gonçalves</p><p>Gerente Editorial – CESA: Arysinha Jacques Aff onso</p><p>Editora responsável por esta obra: Viviane Borba Barbosa</p><p>Editoração eletrônica: Techbooks</p><p>Catalogação na publicação: Fernanda B. Handke dos Santos – CRB 10/2107</p><p>G631 Gombrich essencial [recurso eletrônico] : textos selecionados</p><p>sobre arte e cultura / organizador, Richard Woodfield ;</p><p>tradução: Alexandre Salvaterra ; revisão técnica: Paula</p><p>Ramos. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Bookman,</p><p>2012.</p><p>Editado também como livro impresso em 2012.</p><p>ISBN 978-85-407-0160-1</p><p>1. Artes. I. Woodfield, Richard.</p><p>CDU 7</p><p>Sobre arte e artistas 65</p><p>Sobre arte e artistas</p><p>Não há o que possamos realmente chamar de Arte. Existem somente ar-</p><p>tistas. Há algum tempo, eram homens que, usando um pouco de terra</p><p>colorida, esboçavam as formas de um bisão nas paredes das cavernas. Hoje,</p><p>os artistas compram suas tintas e desenham cartazes para tapumes; eles</p><p>fizeram, e ainda fazem, muitas outras coisas. Não há nada de mal em cha-</p><p>mar todas essas atividades de arte, desde que tenhamos em mente que a</p><p>palavra arte poderá ter muitos significados em diferentes épocas e espaços,</p><p>e saibamos que Arte com A maiúsculo não existe. Arte com A maiúsculo</p><p>passou a ser algo como um fetiche ou como uma espécie de bicho-papão.</p><p>Você pode ofender seriamente um artista dizendo para ele que o que ele</p><p>fez pode ser muito bom a seu modo, só que não é “Arte”. E podemos des-</p><p>concertar alguém que está contemplando um quadro, dizendo que aquilo</p><p>que ela está vendo não é Arte, mas outra coisa.</p><p>Na realidade, não penso que existam razões errôneas para gostar ou</p><p>não de uma estátua ou pintura. Alguém pode preferir certa paisagem por-</p><p>que lhe recorda a cidade onde nasceu, ou um retrato porque lhe lembra um</p><p>amigo. Nada há de errado com isso. Todos nós, quando contemplamos um</p><p>quadro, tendemos a relembrar mil e uma coisas que influenciam o fato de</p><p>gostarmos ou não da obra. Desde que estas memórias nos ajudem a apreciar</p><p>o que vemos, não devemos nos preocupar. Somente quando algumas me-</p><p>mórias irrelevantes nos tornam preconceituosos, quando instintivamente</p><p>damos as costas para uma pintura de uma magnífica cena alpina somente</p><p>porque não gostamos de alpinismo, é que devemos prestar atenção para</p><p>descobrir por que aquela aversão arruinou um prazer que poderíamos ter</p><p>tido. Existem razões erradas para não gostar de uma obra de arte.</p><p>A maioria das pessoas gosta de ver nos quadros o que gostaria de</p><p>ver na realidade. Isso é uma preferência natural. Todos nós gostamos de</p><p>Introdução de A História</p><p>da Arte (1950, 16ª edição,</p><p>1995), pp. 15–37</p><p>66 Parte II: A imagem visual</p><p>ver a beleza da natureza e agradecemos aos artistas que a preservaram em</p><p>suas obras. Os próprios artistas não recriminariam nosso gosto. Quando</p><p>o grande pintor flamengo Rubens fez um desenho de seu jovem filho</p><p>(Figura 30), ele certamente se orgulhava da beleza do garoto e queria que</p><p>também o admirássemos. Mas essa tendência a admirar somente o que é</p><p>bonito e atraente pode nos impedir de contemplar o que é menos atraente.</p><p>O grande pintor alemão Albrecht Dürer desenhou sua mãe (Figura 31)</p><p>com a mesma devoção e amor com que Rubens desenhou seu filho gor-</p><p>ducho. Seu estudo sincero da velhice desgatada por preocupações pode</p><p>nos chocar e fazer que desviemos os olhos da obra. Contudo, se lutarmos</p><p>contra essa repulsa inicial, poderemos ser muito bem recompensados, pois</p><p>o desenho de Dürer, em sua tremenda sinceridade, é uma grande obra.</p><p>De fato, logo descobriremos que a beleza de uma obra não está na beleza</p><p>do tema escolhido. Não sei se os pequenos maltrapilhos que o pintor espa-</p><p>nhol Murillo gostava de pintar (Figura 32) eram realmente bonitos ou não,</p><p>mas, tal como ele os retratou, os garotos certamente são muito cativantes.</p><p>Por outro lado, a maioria das pessoas diria que a criança no maravilhoso</p><p>interior (Figura 33), do holandês Pieter de Hooch, não é muito atraente,</p><p>mas nem por isso a pintura deixa de sê-lo.</p><p>O problema é que gostos e padrões de beleza variam muitíssimo.</p><p>As Figuras 34 e 35 foram pintadas no século XV, e ambas representam</p><p>anjos tocando alaúde. Muita gente prefere a obra italiana de Melozzo da</p><p>Forlì (Figura 34), por seu charme e sua graça, à obra do seu contemporâ-</p><p>neo setentrional Hans Memling (Figura</p><p>35). Eu, contudo, gosto de ambas.</p><p>Talvez leve um pouco mais de tempo para descobrir a beleza intrínseca do</p><p>anjo de Memling, mas uma vez que não nos deixamos perturbar pela sua</p><p>leve deselegância, é possível que o consideremos infinitamente adorável.</p><p>30</p><p>Peter Paul Rubens,</p><p>Retrato de seu filho</p><p>Nicholas, cerca de 1620.</p><p>Albertina, Viena</p><p>31</p><p>Albrecht Dürer,</p><p>A Mãe do Artista. 1514.</p><p>Kupferstichkabinett,</p><p>Staatliche Museen, Berlim</p><p>Sobre arte e artistas 67</p><p>O que é verdadeiro quanto à beleza também vale para a expressão.</p><p>De fato, frequentemente é a expressão da figura de uma pintura que nos</p><p>leva a amar ou a detestar uma obra. Algumas pessoas gostam de expres-</p><p>sões que elas possam entender com facilidade e que as comovam profun-</p><p>damente. Quando o pintor italiano do século XVI Guido Reni pintou</p><p>a cabeça de Jesus Cristo na cruz (Figura 36), ele pretendia, sem dúvida,</p><p>que o espectador encontrasse em seu retrato toda a agonia e a glória da</p><p>Paixão. Muitas pessoas, ao longo dos séculos seguintes, têm se inspira-</p><p>do na força e no conforto da representação do Salvador. O sentimento</p><p>expresso na obra é tão forte e claro que cópias de seu trabalho têm sido</p><p>encontradas em capelas de beira de estrada e em casas remotas no campo,</p><p>onde as pessoas que ali vivem nada entendem de “Arte”. Mas ainda que</p><p>essa intensa expressão de sentimento nos comova, não deveríamos, por</p><p>esta razão, desprezar as obras cujas expressões são mais difíceis de enten-</p><p>der. O artista italiano da Idade Média que pintou o crucifixo (Figura</p><p>37) certamente foi tão sincero com a Paixão quanto Reni, mas primei-</p><p>ramente devemos conhecer os seus métodos de desenho para que pos-</p><p>samos entender seus sentimentos. Quando conseguimos entender essas</p><p>diferentes linguagens, podemos até preferir obras com expressões menos</p><p>óbvios que as da pintura de Reni. Assim como alguns preferem as pessoas</p><p>que usam poucas palavras e gestos e que sempre deixam algo no ar como</p><p>um mistério, outros preferem pinturas e obras que deixam algo para ser</p><p>adivinhado e pensado. Nos períodos mais “primitivos”, quando os artistas</p><p>não tinham tantas habilidades para representar o rosto e os gestos huma-</p><p>nos como hoje, muitas vezes é ainda mais comovente ver como tentaram,</p><p>mesmo assim, transmitir o sentimento desejado.</p><p>32</p><p>Bartolomé Estebán</p><p>Murillo, Crianças de Rua,</p><p>cerca de 1670–1675. Alte</p><p>Pinakothek, Munique</p><p>33</p><p>Pieter de Hooch, Interior</p><p>com mulher descascando</p><p>maçãs, 1663. Wallace</p><p>Collection, Londres</p><p>68 Parte II: A imagem visual</p><p>Nesse ponto, os iniciantes na arte frequentemente se deparam com</p><p>outras dificuldades. Eles querem admirar as habilidades do artista na re-</p><p>presentação das coisas tal como eles as veem. O que eles mais gostam são</p><p>as pinturas que “parecem reais”. Não nego, de modo algum, que essa seja</p><p>uma consideração importante. A paciência e a habilidade envolvidas na</p><p>representação fiel da realidade são realmente admiráveis. Grandes artistas</p><p>do passado trabalharam muito em suas obras para que até os mínimos</p><p>detalhes fossem fielmente registrados. O estudo de uma lebre na aquarela</p><p>de Dürer (Figura 38) é um dos exemplos mais famosos desta amorosa pa-</p><p>ciência. Mas quem vai dizer que o desenho de Rembrandt de um elefante</p><p>(Figura 39) é necessariamente pior porque mostra menos detalhes? Na</p><p>verdade, Rembrandt era dotado de uma tal magia que, com alguns traços</p><p>de seu giz, nos deu a sensação da pele rugosa e grossa do elefante.</p><p>Mas não é o esquematismo gráfico que mais ofende as pessoas que</p><p>gostam de pinturas parecendo “reais”. Elas são ainda mais repelidas por</p><p>obras que consideram ter sido desenhadas incorretamente, principalmente</p><p>quando pertencem a um período mais moderno, quando o artista “deveria</p><p>saber fazer algo melhor”. De fato, não há mistério nessas distorções da na-</p><p>tureza sobre as quais nós ainda ouvimos reclamações nos debates sobre arte</p><p>moderna. Quem já viu algum filme da Disney ou leu alguma história em</p><p>quadrinhos entende perfeitamente o que estou falando. Sabe-se que, às ve-</p><p>zes, é correto desenhar as coisas não do jeito que elas realmente parecem;</p><p>pode-se distorcer um ou outro detalhe. O personagem Mickey Mouse</p><p>não parece muito com um camundongo de verdade; no entanto, as pessoas</p><p>não escrevem cartas ofensivas aos jornais reclamando do comprimento</p><p>de sua cauda. Aqueles que entram no mundo encantado da Disney não</p><p>estão preocupados com Arte com A maiúsculo. Não assistem a seus filmes</p><p>armados com os mesmos preconceitos de quando vão a uma exposição de</p><p>pintura moderna. Mas, se um artista moderno desenha algo à sua maneira,</p><p>ele está sujeito às críticas de que não conseguiria fazer nada melhor. O que</p><p>quer que pensemos dos artistas modernos, podemos seguramente dar-lhes</p><p>o crédito de que eles sabem desenhar “corretamente”. Se não o fazem, suas</p><p>razões talvez sejam muito semelhantes às de Walt Disney. A Figura 40 mos-</p><p>tra uma ilustração do livro Natural History, do famoso pioneiro do movi-</p><p>mento moderno, Picasso. Sem dúvida, ninguém encontrará defeitos nessa</p><p>adorável representação de uma galinha com seus pintinhos fofos. Mas, ao</p><p>desenhar um galo jovem (Figura 41), Picasso não se contentou em fazer</p><p>uma mera reprodução da aparência física da ave. Ele quis trazer à tona toda</p><p>sua agressividade, insolência e estupidez. Em outras palavras, ele fez uma</p><p>caricatura. E que caricatura convincente é esta!</p><p>Existem duas coisas, portanto, que sempre devemos nos perguntar</p><p>quando encontramos falhas na exatidão de um quadro. Uma é se o artista</p><p>não teria tido suas razões para mudar a aparência do que viu. Veremos</p><p>mais destas razões à medida que desenrolar a história da arte. A outra razão</p><p>é que nunca devemos condenar uma obra por ter sido elaborada incorre-</p><p>Sobre arte e artistas 69</p><p>tamente, a não ser que tenhamos certeza de que estamos certos e de que</p><p>o artista está errado. Tendemos a fazer o julgamento precipitado de que as</p><p>coisas “não se parecem com isso”. Temos o curioso hábito de pensar que</p><p>a natureza sempre deve parecer com as imagens às quais estamos acostu-</p><p>mados. É fácil ilustrar isso com uma surpreendente descoberta, feita há</p><p>não muito tempo. Muitas gerações já viram cavalos galopando, já foram a</p><p>corridas de cavalos e a caçadas de montaria, têm apreciado quadros e obras</p><p>de arte ilustrando cavalos galopando ou correndo atrás de galgos. Nenhu-</p><p>ma dessas pessoas parece ter notado “o que realmente se vê” quando um</p><p>cavalo corre. Quadros e ilustrações de esportes normalmente mostravam</p><p>os cavalos com as pernas totalmente esticadas no ar – como no quadro</p><p>do grande pintor francês do século XIX, Théodore Géricault, que pintou</p><p>uma famosa representação das corridas no hipódromo de Epsom (Figura</p><p>42). Cerca de 50 anos depois, quando a câmera fotográfica já estava su-</p><p>ficientemente aperfeiçoada para tirar fotos rápidas dos cavalos correndo,</p><p>foi provado que tanto os pintores, como o seu público, estavam errados o</p><p>tempo todo. Jamais um cavalo a galope se move do jeito que nos parece</p><p>tão “natural”. Assim que as pernas saem do chão, elas se movem para o</p><p>impulso seguinte (Figura 43). Se refletirmos por um momento, concluire-</p><p>mos que, dificilmente, o animal poderia avançar de outro modo. Mesmo</p><p>34</p><p>Melozzo da Forli,</p><p>Anjo, cerca de 1480.</p><p>Detalhe de um afresco.</p><p>Pinacoteca, Vaticano</p><p>35</p><p>Hans Memling, Anjo,</p><p>cerca de 1490. Detalhe</p><p>de um altar. Koninklijk,</p><p>Museum voor Schone</p><p>Kunsten, Antuérpia</p><p>70 Parte II: A imagem visual</p><p>Sobre arte e artistas 71</p><p>assim, quando os pintores começaram a aplicar essa nova descoberta e</p><p>pintaram os cavalos da maneira como eles realmente correm, muitos re-</p><p>clamaram que suas pinturas pareciam erradas.</p><p>Isso, sem dúvida, é um exemplo extremo, mas erros similares não são</p><p>tão raros como podemos imaginar. Todos temos a inclinação de aceitar for-</p><p>mas ou cores convencionais como as únicas corretas. As crianças geralmen-</p><p>te pensam que as estrelas têm a forma estelar, embora naturalmente não a</p><p>tenham. As pessoas que insistem que, nos quadros, o céu deve ser azul e a</p><p>grama verde, não são</p><p>muito diferentes das crianças. Elas ficam indignadas</p><p>quando veem outras cores em uma pintura, mas se tentarmos esquecer tudo</p><p>que aprendemos sobre o céu azul e a grama verde e olharmos para o mun-</p><p>do como se tivéssemos recém-chegado de outro planeta em uma viagem de</p><p>descoberta, vendo tudo isso pela primeira vez, talvez descobríssemos que as</p><p>coisas realmente podem ter as cores mais surpreendentes. Ora, os pintores</p><p>às vezes sentem que estão nesta viagem de descoberta. Eles querem ver o</p><p>mundo sob uma nova perspectiva e descartar todas as noções aceitas e os</p><p>preconceitos sobre a pele humana ser cor-de-rosa e maçãs serem amarelas</p><p>ou vermelhas. Não é fácil nos livrarmos dessas ideias preconcebidas, mas os</p><p>artistas que têm sucesso nisso muitas vezes fazem as mais excitantes obras de</p><p>36</p><p>Guido Reni, Cristo com a</p><p>Coroa de Espinhos, cerca de</p><p>1639–1640. Louvre, Paris</p><p>37</p><p>Mestre toscano, Cabeça de</p><p>Cristo, cerca de 1175–1225.</p><p>Detalhe de um crucifixo.</p><p>Uffizi, Florença</p><p>72 Parte II: A imagem visual</p><p>arte. Eles nos ensinam a ver na natureza novas belezas que nunca sonhamos</p><p>existir. Se os seguirmos e aprendermos com eles, até mesmo uma olhada</p><p>rápida pela janela pode se converter numa emocionante aventura.</p><p>Não existe obstáculo maior à contemplação de uma grande obra de</p><p>arte do que nossa recusa a descartar hábitos e preconceitos. Uma pintura</p><p>que representa um tema familiar de uma maneira não esperada é normal-</p><p>mente condenada pela simples razão de não parecer estar certa. Quanto mais</p><p>virmos uma história representada pela arte, mais convencidos ficaremos de</p><p>que ela sempre deverá ser representada de maneira semelhante. Nos temas</p><p>bíblicos, em particular, os sentimentos são passíveis de se manifestarem com</p><p>certa veemência. Embora saibamos que as Escrituras nada nos falam sobre a</p><p>aparência de Jesus, que Deus não pode ser visualizado em forma humana e</p><p>que foram os artistas do passado os primeiros a criarem as imagens às quais</p><p>nos acostumamos, algumas pessoas são inclinadas a pensar que, se sairmos</p><p>desse padrão de imagem, estaremos cometendo uma blasfêmia.</p><p>De fato, foram usualmente aqueles artistas que leram as Escrituras</p><p>com maior devoção e cuidado que tentaram construir em suas mentes uma</p><p>imagem absolutamente original dos acontecimentos da história sagrada.</p><p>Eles tentaram esquecer todos os quadros que haviam visto e imaginar como</p><p>teria sido quando o Menino Jesus descansava na manjedoura e os pastores</p><p>vieram adorá-lo, ou até mesmo quando um pescador começou a pregar o</p><p>evangelho. Muitas vezes, os esforços de um grande artista de ler o velho</p><p>texto com novos olhos chocaram e irritaram pessoas preconceituosas. Um</p><p>“escândalo” desse tipo aconteceu com Caravaggio, um pintor italiano mui-</p><p>to ousado e revolucionário, que trabalhou por volta de 1600. Ele recebeu</p><p>a tarefa de pintar um quadro de São Mateus para o altar de uma igreja de</p><p>Roma. O santo deveria ser representado escrevendo o evangelho e, para</p><p>mostrar que os evangelhos eram a palavra de Deus, deveria ser representado</p><p>um anjo inspirando sua escrita. Caravaggio, que era um jovem altamen-</p><p>te imaginativo e descompromissado, pensou arduamente sobre como seria</p><p>38</p><p>Albrecht Dürer, Lebre,</p><p>1502. Albertina, Viena</p><p>39</p><p>Rembrandt van Rijn,</p><p>Elefante, 1637.</p><p>Albertina, Viena</p><p>Sobre arte e artistas 73</p><p>para um homem velho, pobre, trabalhador, um simples coletor de impostos,</p><p>de repente ter que sentar e escrever um livro. E então ele pintou um São</p><p>Mateus (Figura 44) calvo e descalço, com pés sujos de terra, segurando de-</p><p>sajeitadamente o enorme volume e franzindo ansiosamente o cenho, sob a</p><p>tensão da incomum tarefa de escrever. Ao seu lado, o artista pintou um jo-</p><p>vem anjo que parece recém-chegado do céu e que gentilmente guia a mão</p><p>do trabalhador, assim como um professor guiaria uma criança. Quando Ca-</p><p>ravaggio entregou o quadro à igreja, em cujo altar deveria ser colocado, as</p><p>pessoas ficaram escandalizadas e consideraram uma falta de respeito com o</p><p>santo. A obra não foi aceita, e Caravaggio teve que tentar de novo. Desta vez,</p><p>não correu riscos. Ele focou as ideias convencionais de como um santo e</p><p>um anjo deveriam parecer (Figura 45). O resultado ainda é uma pintura bas-</p><p>tante boa, pois Caravaggio se esforçou para que parecesse viva e interessante,</p><p>mas sentimos que é menos honesta e sincera do que fora sua primeira obra.</p><p>Essa história ilustra bem o dano que pode ser causado por aqueles</p><p>que não gostam ou criticam as obras de arte por razões erradas. E, o que</p><p>é pior, essa história prova que o que chamamos de “obra de arte” não é</p><p>resultado de uma atividade misteriosa, mas é um objeto feito por seres</p><p>humanos para seres humanos. Um quadro parece remoto quando está</p><p>emoldurado, envidraçado e pendurado em uma parede. E nos museus</p><p>é proibido – muito apropriadamente – tocar nas obras em exibição.</p><p>Mas, originalmente, elas foram feitas para serem tocadas e manipuladas,</p><p>elas eram barganhadas, eram motivos de brigas e preocupações. Tam-</p><p>bém devemos nos lembrar de que cada uma das características da obra</p><p>40</p><p>Pablo Picasso,</p><p>Galinha com pintos,</p><p>1941–1942. Ilustração</p><p>para a Natural History</p><p>de Buffon. Água-forte</p><p>41</p><p>Pablo Picasso, Galo, 1938.</p><p>Coleção particular</p><p>74 Parte II: A imagem visual</p><p>é resultado de uma decisão do artista: que ele deve ter ponderado sobre</p><p>elas e as mudado muitas vezes, que ele deve ter considerado se deixava</p><p>aquela árvore no fundo ou se deveria pintá-la novamente, que ele deve</p><p>ter ficado satisfeito por uma pincelada que deu um brilho em uma nu-</p><p>vem ensolarada e que ele incluiu algumas características a contragosto</p><p>devido à insistência de um comprador. Afinal, a maioria dos quadros e</p><p>das estátuas que hoje é alinhada ao longo das paredes de museus e gale-</p><p>rias não foi feita com o propósito de ser exibida como Arte. Tais obras</p><p>foram feitas para uma ocasião definida e um propósito determinado,</p><p>que estavam na mente do artista quando ele se pôs a trabalhar.</p><p>Por outro lado, essas ideias com as quais nós, meros espectadores, nor-</p><p>malmente nos preocupamos, esses conceitos sobre beleza e expressão, são</p><p>raramente mencionadas pelos artistas. Não foi sempre assim, mas foi por</p><p>muitos séculos no passado, e hoje isso se repete. A razão para isso é, em</p><p>parte, que os artistas frequentemente são tímidos e achariam por demais</p><p>embaraçoso usar palavras como “Beleza”. Eles se sentiriam bastante pe-</p><p>dantes se tivessem que falar sobre “a expressão de emoções” e usar clichês</p><p>similares. Tais coisas não são questionadas pelos artistas, e eles consideram</p><p>inútil discuti-las. Essa é uma razão, e me parece ser uma boa razão. Mas há</p><p>outra. Nas preocupações cotidianas e reais dos artistas, essas ideias desem-</p><p>penham um papel muito menos importante do que, penso eu, as demais</p><p>pessoas suspeitariam. Aquilo com o qual um artista se preocupa ao planejar</p><p>suas imagens, ao fazer seus esboços ou ao se questionar se uma tela está, ou</p><p>não, terminada, é algo muito mais difícil de expressar por meio de palavras.</p><p>42</p><p>Théodore Géricault,</p><p>Corrida de Cavalos em</p><p>Epsom, 1821. Louvre,</p><p>Paris</p><p>Sobre arte e artistas 75</p><p>Talvez ele diria que se preocupa em sentir se sua obra está “certa”. Ora,</p><p>somente quando entendemos o que ele quer dizer com essa palavrinha,</p><p>“certa”, é que começamos a entender o que os artistas realmente almejam.</p><p>Penso que a única esperança que temos para entender isso é se nos</p><p>basearmos em nossas próprias experiências. É claro, não somos artistas; tal-</p><p>vez jamais tenhamos tentado pintar um quadro e talvez não tenhamos in-</p><p>tenção alguma de um dia fazer isso. Contudo, isso não quer dizer que não</p><p>sejamos confrontados com problemas similares àqueles que caracterizam a</p><p>vida do artista. Na verdade, estou ansioso para provar que dificilmente se</p><p>encontra uma pessoa que não tenha pelo menos passado perto desse tipo</p><p>de problema, ainda que de maneira muito modesta. Qualquer pessoa que</p><p>algum dia já tentou arrumar um buquê de flores, misturando-as e recom-</p><p>pondo a organização das cores, colocando um pouquinho aqui e tirando</p><p>outro dali, já sentiu essa curiosa sensação de ter de equilibrar formas e</p><p>cores sem saber explicar exatamente que tipo de harmonia está tentado</p><p>alcançar. Sentimos que só um pouquinho de vermelho aqui pode fazer</p><p>toda a diferença, ou que este azul fica bem sozinho, mas não “combina”</p><p>com os outros e, de repente, um pequeno galho com folhas verdes parece</p><p>estar no lugar “certo”. “Não toque mais nisso!”, exclamamos, “agora está</p><p>perfeito”. Nem todas as pessoas, é verdade, são tão meticulosas com o</p><p>arranjo de suas flores, mas praticamente todo mundo tem alguma coisa</p><p>que deseja organizar da maneira “certa”. Talvez seja apenas uma questão</p><p>de encontrar o cinto certo para combinar com determinado vestido, ou</p><p>talvez seja algo aparentemente muito trivial, como decidir qual é a pro-</p><p>porção certa da quantidade de pudim e creme que colocamos em nosso</p><p>prato. Em todos esses casos, por mais banais que sejam, podemos sentir</p><p>que um pingo a mais ou a menos de um tom arruína o equilíbrio e que</p><p>há apenas uma proporção, que é a que deve ser.</p><p>As pessoas que se preocupam dessa maneira com suas flores, vesti-</p><p>dos ou pratos podem ser chamadas de excessivamente minuciosas, porque</p><p>43</p><p>Eadweard Muybridge,</p><p>Movimento de um</p><p>cavalo galopando, 1872.</p><p>Sequência de fotografias.</p><p>Kingston-upon-Thames</p><p>Museum</p><p>76 Parte II: A imagem visual</p><p>talvez achemos que tais coisas não mereçam tamanha atenção. Todavia, o</p><p>que às vezes pode ser considerado um mau hábito na vida cotidiana – e,</p><p>portanto, muitas vezes é suprimido ou ocultado – assume vida própria</p><p>no domínio da arte. Quando se trata de combinar formas ou distribuir</p><p>cores, um artista sempre precisa ser “excessivamente minucioso” ou exi-</p><p>gente. Talvez ele veja diferenças de tons e texturas que praticamente não</p><p>percebemos. Além disso, sua tarefa é infinitamente mais complexa do que</p><p>qualquer uma daquelas escolhas que talvez tenhamos de fazer em nosso</p><p>dia a dia. Ele não só tem de equilibrar duas ou três cores, formas ou gostos,</p><p>como fazer malabarismos com um sem-número dessas coisas. Talvez ele</p><p>tenha em sua tela centenas de tons e formas que deverão ser equilibradas</p><p>até que pareçam estar “certas”. Uma pequena área de verde pode, de re-</p><p>pente, parecer amarela demais por ter ficado muito próxima de um azul</p><p>forte – talvez ele até sinta que todo seu trabalho foi perdido, pois há uma</p><p>nota dissonante no quadro que lhe obriga a recomeçar tudo de novo.</p><p>Esse problema pode se tornar uma verdadeira agonia. Talvez ele pondere</p><p>o que fazer em suas noites de insônia; talvez passe o dia inteiro de fren-</p><p>te para sua obra, tentando adicionar um toque de cor aqui ou acolá, ou</p><p>buscando apagar aquele detalhe da tela, embora você e eu talvez nem pu-</p><p>déssemos notar tal diferença. Contudo, uma vez que ele conseguiu o que</p><p>queria, todos nós sentimos que o artista alcançou algo ao qual nada mais</p><p>44</p><p>Caravaggio, São Mateus,</p><p>1602. Pintura de altar.</p><p>Destruída; previamente</p><p>no Kaiser-Friedrich</p><p>Museum, Berlim</p><p>45</p><p>Caravaggio, São Mateus,</p><p>1602. Pintura de altar.</p><p>San Luigi dei Francesi,</p><p>Roma</p><p>Sobre arte e artistas 77</p><p>poderia ser acrescentado, algo que está certo – um exemplo de perfeição</p><p>em nosso mundo tão imperfeito.</p><p>Considere uma das famosas Madonas de Rafael: a “Virgem no Pra-</p><p>do”, por exemplo (Figura 46). Sem dúvida é linda e cativante. As figuras</p><p>foram incrivelmente bem desenhadas, e a expressão da Virgem que observa</p><p>as duas crianças é realmente inesquecível. Contudo, se observarmos os es-</p><p>boços feitos por Rafael para o quadro (Figura 47), perceberemos que essas</p><p>46</p><p>Rafael, Virgem no</p><p>Prado, 1505–1506.</p><p>Kunsthistorisches</p><p>Museum, Viena</p><p>47</p><p>Rafael, Quatro estudos</p><p>para a “Virgem no Prado”,</p><p>1505–1506. Albertina,</p><p>Viena</p><p>78 Parte II: A imagem visual</p><p>não eram as coisas com as quais ele mais se preocupava. Essas coisas eram</p><p>ponto pacífico. O que ele tentou inúmeras vezes alcançar foi o equilíbrio</p><p>perfeito entre as figuras e a relação correta que comporia o todo da forma</p><p>mais harmoniosa possível. No esboço rápido que vemos no canto esquer-</p><p>do, ele pensou em desenhar o Menino Jesus se afastando e se virando para</p><p>fitar a mãe. Ele também testou diferentes posições da cabeça da mãe em</p><p>resposta ao movimento da criança. Então, decidiu girar o Menino Jesus e</p><p>fazer que Ele erguesse seus olhos para ela. Depois, tentou outra coisa. Desta</p><p>vez, introduzindo o pequeno São João. Mas, em vez de fazer com que o</p><p>Menino Jesus olhasse para ele, colocou-o olhando para fora do quadro.</p><p>Então, fez mais uma tentativa e, aparentemente, perdeu a paciência, riscan-</p><p>do a cabeça de Jesus em muitas posições diferentes. No caderno de esboços</p><p>de Rafael, encontramos várias folhas desse tipo, nas quais o artista tentou</p><p>incessantemente encontrar a melhor maneira de equilibrar os três perso-</p><p>nagens. Porém, se agora voltarmos a olhar a imagem final, veremos que</p><p>ele, no final, conseguiu acertar. Tudo na imagem parece estar em seu lugar</p><p>adequado, e a postura e a harmonia que Rafael alcançou por meio de seu</p><p>trabalho árduo parecem tão naturais e espontâneas que mal as percebemos.</p><p>Ainda assim, é exatamente essa harmonia que torna a beleza da Madona</p><p>ainda mais bela, e a doçura das crianças ainda mais doce.</p><p>É fascinante observar um artista se esforçando para alcançar o equilí-</p><p>brio certo, mas se perguntássemos a ele por que fez isso ou mudou aquilo,</p><p>talvez ele não soubesse nos responder. Ele não segue nenhuma regra fixa.</p><p>Ele simplesmente continua por intuição. É verdade que alguns artistas ou</p><p>críticos em certos períodos tentaram formular leis para sua arte; mas, no</p><p>final, os artistas medíocres não alcançaram nada ao tentar seguir tais regras,</p><p>enquanto os grandes mestres conseguiam violá-las e, ainda assim, obter</p><p>um novo tipo de harmonia que ninguém havia pensado antes. Quando</p><p>o grande pintor inglês Sir Joshua Reynolds explicou a seus estudantes da</p><p>Royal Academy que o azul não deveria ser colocado no primeiro plano</p><p>das pinturas, mas sim ser reservado para os planos de fundo mais distan-</p><p>tes, para as colinas que mal vemos no horizonte, seu rival, Gainsborough</p><p>– segundo reza a lenda – quis mostrar que tais regras acadêmicas eram</p><p>usualmente uma tolice. Assim, ele pintou o famoso “Menino de Azul”,</p><p>cuja vestimenta azul no primeiro plano e no centro do quadro destaca-se</p><p>de maneira triunfal contra o marrom quente do fundo.</p><p>Na verdade, é impossível definir regras desse tipo, pois jamais temos</p><p>como saber previamente que efeito o artista deseja obter. Talvez o que ele</p><p>queira seja uma nota estrídula, dissonante, se achar que fica bem. Assim</p><p>como não há regras que possam nos dizer quando um quadro ou uma</p><p>estátua está certa, geralmente é impossível explicar por meio de palavras</p><p>por que sentimos estar diante de uma grande obra de arte. Porém, isso não</p><p>significa que todas as obras tenham a mesma qualidade ou que não pos-</p><p>samos discutir questões de gosto. No mínimo, tais discussões nos levam a</p><p>olhar para as obras de arte, e quanto mais olhamos para elas, mais notamos</p><p>Sobre arte e artistas 79</p><p>detalhes que antes nos haviam ficado de fora. Começamos a desenvolver</p><p>uma percepção para a espécie de harmonia que cada geração de artistas</p><p>tentou alcançar. Quanto maior for nossa sensibilidade para essas harmonias,</p><p>mais as apreciaremos, e isso, enfim, é o que realmente importa. O velho</p><p>provérbio de que gosto não se discute talvez seja verdadeiro, mas isso não</p><p>quer dizer que gosto não possa ser aprimorado. Mais uma vez, essa é uma</p><p>questão de experiência comum que pode ser testada por qualquer pessoa</p><p>em uma área bem simples. Para aqueles que não estão acostumados a be-</p><p>ber chá, uma mistura pode parecer exatamente idêntica a qualquer outra.</p><p>Porém, se eles se esforçarem e tiverem a oportunidade de provar as refinadas</p><p>infusões disponíveis, talvez se tornem verdadeiros “especialistas”, que con-</p><p>seguem distinguir perfeitamente que tipo e mistura preferem, e o aumento</p><p>do conhecimento levará ao desfrute cada vez maior dos mais refinados chás.</p><p>É verdade que o gosto, na arte, é algo infinitamente</p><p>mais complexo</p><p>do que o gosto por alimentos e bebidas. Não é apenas uma questão de</p><p>descobrir vários sabores sutis; é algo mais sério e mais importante. Afinal,</p><p>os grandes mestres da arte deram tudo de si em suas obras, sofreram por</p><p>elas, suaram sangue por elas, e o mínimo que eles têm direito de pedir de</p><p>nós é que tentemos entender o que eles quiseram realizar.</p><p>O aprendizado sobre a arte jamais termina. Sempre há novas coisas</p><p>a descobrir. Grandes obras de arte nos parecem diferentes a cada vez que</p><p>paramos para examiná-las. Elas parecem ser tão inexauríveis e imprevisí-</p><p>veis como as próprias pessoas. A arte é um mundo excitante por si só e</p><p>por suas estranhas leis e aventuras. Ninguém deveria pensar que sabe tudo</p><p>sobre ela, porque isso é impossível. Talvez o mais importante seja simples-</p><p>mente manter a mente aberta para poder apreciar tais obras; ter a mente,</p><p>antes de tudo, despoluída de palavras complicadas e pomposas e de frases</p><p>feitas. É infinitamente melhor não saber nada sobre arte do que ter um</p><p>falso conhecimento que nos torna esnobes. O perigo é muito real. Exis-</p><p>tem pessoas, por exemplo, que aprenderam as coisas simples que tentei</p><p>ressaltar neste capítulo e que entendem que há grandes obras de arte que</p><p>não possuem as características óbvias da beleza de expressão e do desenho</p><p>correto, mas essas pessoas se tornaram tão orgulhosas de seu conheci-</p><p>mento que fingem gostar apenas daquelas obras que não são belas nem</p><p>corretamente desenhadas. Essas pessoas vivem perseguidas pelo temor de</p><p>serem consideradas incultas se confessarem que gostam de uma obra que</p><p>parece agradável ou comovente de uma maneira muito óbvia. Elas aca-</p><p>bam se tornando pessoas esnobes que perderam o verdadeiro apreço pela</p><p>arte e que chamam de “muito interessante” tudo aquilo que, na verdade,</p><p>consideram um tanto repulsivo. Eu odiaria ser responsável por qualquer</p><p>mal-entendido similar. Preferiria ser totalmente desacreditado a ser acre-</p><p>ditado de um modo tão acrítico.</p><p>Nos capítulos a seguir, discutirei a história da arte, ou seja, a história das</p><p>edificações, da criação de quadros e de estátuas. Acredito que conhecer um</p><p>pouco dessa história nos ajuda a entender por que os artistas trabalhavam</p><p>80 Parte II: A imagem visual</p><p>de uma maneira particular e por que eles buscavam certos efeitos. Acima</p><p>de tudo, é uma boa maneira de afiarmos nossos olhos para as características</p><p>particulares das obras de arte e, portanto, de aprimorar nossa sensibilidade às</p><p>sutis matizes das diferenças. Talvez seja a única maneira de aprender a apre-</p><p>ciar uma obra de arte per se. Contudo, nenhuma maneira é isenta de riscos.</p><p>Às vezes, vemos as pessoas caminhando em uma galeria de arte com um</p><p>catálogo em mãos. Todas as vezes que param diante de um quadro, procuram</p><p>avidamente seu número. Podemos vê-las folhando seus livros e, uma vez</p><p>localizado o título, o nome da obra, seguem adiante. Elas poderiam perfei-</p><p>tamente ter ficado em casa, pois mal olharam para os quadros. Elas apenas</p><p>conferiram o catálogo. É uma espécie de curto-circuito mental que nada</p><p>tem a ver com o desfrute de uma obra.</p><p>As pessoas que já adquiriram algum conhecimento sobre a história da</p><p>arte às vezes correm o risco de cair em uma armadilha similar. Quando</p><p>veem uma obra de arte, não param para observá-la – em vez disso, tentam se</p><p>lembrar do rótulo adequado que se aplicaria a ela. Talvez elas tenham ouvido</p><p>falar que Rembrandt era famoso por seu chiaroscuro – que é o termo técnico</p><p>em italiano para luzes e sombras –, e então elas balançam a cabeça, murmu-</p><p>ram “que chiaroscuro maravilhoso” e passam imediatamente para o próximo</p><p>quadro. Quero ser muito franco quanto a esse falso conhecimento e esno-</p><p>bismo, pois todos podemos sucumbir a essas tentações, e um livro como este</p><p>poderia aumentar o risco. Gostaria de ajudar a abrir os olhos, não a soltar</p><p>as línguas. Falar sobre arte de maneira perspicaz não é muito difícil, pois as</p><p>palavras que os críticos utilizam têm sido empregadas em tantos contextos</p><p>diferentes que já perderam toda a precisão. Mas observar um quadro com</p><p>olhos joviais e se aventurar numa viagem de descobertas que ele nos permite</p><p>é uma tarefa muito mais difícil, mas também muito mais gratificante. Não há</p><p>como prever o que se pode trazer de volta de semelhante jornada.</p><p>Notas do editor</p><p>O pedido por clareza no parágrafo final reflete o famoso manifesto de Franz</p><p>Wickhoff para a Escola de História da Arte de Viena (1904):</p><p>O que ela busca... é inserir a História da Arte nas fileiras de outras ciências histó-</p><p>ricas, tratando o tema cientificamente. Afinal, de modo algum isso já foi conseguido.</p><p>Podemos observar que, não obstante suas várias conquistas, a História da Arte</p><p>ainda não é levada a sério pelas sociedades eruditas e desanda nos campos vizi-</p><p>nhos da história e da filosofia. Devemos admitir que isto não acontece sem motivo,</p><p>pois há poucas disciplinas nas quais ainda existam palavreados vazios e raciocínios</p><p>sem fundamento a serem tolerados e publicações a serem lançadas que devem ser</p><p>consideradas como um puro desdém de todos os princípios do método científico.1</p><p>Wickhoff e seus discípulos utilizaram sua revista para atacar os raciocínios</p><p>superficiais e a abordagem literária aos seus escritos sobre arte, comuns na época.</p><p>Wilfrid Blunt, fazendo uma crítica do A História da Arte para a Bur-</p><p>lington Magazine na sua primeira publicação2, descreveu as dificuldades encon-</p><p>Sobre arte e artistas 81</p><p>tradas ao introduzir a história da arte no currículo escolar. Hoje, os problemas são</p><p>outros. Devido à explosão do interesse pela arte, surgiram muitas galerias, e as</p><p>“exposições-espetáculo” estão se mostrando muito populares entre o público geral.</p><p>Muitos, se não a maioria de nossos historiadores da arte, tiveram seu primeiro con-</p><p>tato com a história da arte por meio da leitura do livro de Gombrich. Tornando-se</p><p>um sucesso à sua maneira, a obra foi acusada de não ser politicamente correta.</p><p>A primeira acusação foi a de ser uma obra elitista. Muita confusão é gerada</p><p>pela palavra “Arte”, que é hoje um rótulo empregado para quadros, esculturas,</p><p>fotografias e objetos produzidos por qualquer pessoa ou aparelho (inclusive o com-</p><p>putador), enquanto no passado arte significava qualquer habilidade (assim como a</p><p>arte da conversação). Uma solução para isso consiste em ter em mente a formulação</p><p>feita por Gombrich em um capítulo seguinte, “Arte Experimental”:</p><p>O segredo do artista é que ele faz seu trabalho tão superlativamente bem que nós</p><p>praticamente nos esquecemos de perguntar qual seria o significado de sua obra</p><p>para admirar tão somente a maneira que ele a fez. Estamos todos familiarizados</p><p>com mudança de ênfase em situações mais triviais. Se falamos que um estudante</p><p>é um artista fanfarrão ou que ele transformou uma malandragem em uma bela</p><p>obra de arte, queremos dizer exatamente isto – que ele mostra tanta criatividade e</p><p>imaginação na busca de seus objetivos que acabamos sendo forçados a admirar sua</p><p>habilidade, embora possamos desaprovar muito seus motivos.3</p><p>Nesse sentido, a história da arte é tão elitista quanto a história do esporte.</p><p>A segunda acusação é a de que o livro de Gombrich é antifeminino. Porém, o fato</p><p>de que A História da Arte é dominada por artistas do gênero masculino reflete</p><p>a situação histórica da maior parte do período coberto pela obra, quando a pintura</p><p>e a escultura eram ofícios como a carpintaria e a cantaria, organizados em oficinas</p><p>e de acordo com as regras de diversas corporações de ofício. E essas eram ocupações</p><p>predominantemente masculinas. Apenas a partir do momento em que o sistema deu</p><p>lugar à concepção da pintura como uma arte liberal é que as mulheres realmente</p><p>passaram a ter alguma chance de mostrar seus talentos, um desenvolvimento que</p><p>floresceu ao longo dos séculos XVIII e XIX. Os historiadores aceitam as coisas</p><p>como elas eram e são, não como gostariam que tivessem sido.</p><p>Para uma discussão sobre a ideia de que possa existir uma pequena lista das</p><p>principais obras de arte, veja “Canons and Values</p><p>in the Visual Arts: a Correspon-</p><p>dence with Quentin Bell” em Ideals and Idols.</p><p>Para um relato sobre a emergência histórica do conceito atual de arte, veja</p><p>P. O. Kristeller, “The Modern System of the Arts”, em P. Kivy (ed.), Essays on the</p><p>History of Aesthetics (Rochester, 1992), bem como M. H. Abrams, “Art-as-Such:</p><p>The Sociology of Modern Aesthetics” e “From Addison to Kant: Modern Aesthetics</p><p>and Exemplary Art”, Doing Things with Texts: Essays in Criticism and Criti-</p><p>cal Theory, ed. Michael Fischer (Nova York, 1991), pp. 135–158 e 159–187.</p><p>1. Franz Wickhoff, “An Die Leser!”, Kunstgeschichtliche Anzeigen, no. 1 (1994); traduzido por E.H.</p><p>Gombrich.</p><p>2. “Art History and the Public Schools”, The Burlington Magazine, 92 (1950), pp. 117–118.</p><p>3. A História da Arte, pp. 594–595.</p><p>Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado</p><p>para esta Unidade de Aprendizagem. Na</p><p>Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a</p><p>obra na íntegra.</p><p>Dica do professor</p><p>Como analisar uma obra de arte? Seria através de sua técnica, talvez através do objetivo que o</p><p>artista tinha ao realizar a obra, ou quem sabe é a beleza que conta?</p><p>Na verdade, o conceito de Estética aplicado às artes foi sendo modificado ao longo do tempo e com</p><p>ele, o significado de belo. Assista ao vídeo da dica do professor e observe como a influência do</p><p>meio denota características peculiares às artes de cada período histórico.</p><p>Acompanhe no vídeo como o conceito de Estética aplicado às artes foi sendo modificado ao longo</p><p>do tempo.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/da1f147c55c497101f8cab2c6d5e64f3</p><p>Na prática</p><p>Para expandir o repertório estético, é importante sair da zona de conforto, conhecer estilos novos</p><p>com os quais não se está acostumado. Atualmente, há diversos estilos que buscam o Belo ou a</p><p>sublimação através do bizarro, do grotesco, até mesmo do perturbador. Veja este exemplo:</p><p>A excelência estética e o dinamismo das obras das exposições da Expocatadores</p><p>Durante o evento, é possível visitar e contemplar obras não convencionais de excelência estética e</p><p>dinamismo criativo, despertando novos olhares e possibilidades que os artistas exploram.</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>A beleza do Grotesco</p><p>O artigo de Paula Soares “A beleza do Grotesco” traz o conceito da palavra e o trabalho de vários</p><p>artistas num conflito entre o belo e o grotesco.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>O que é a beleza na arquitetura hoje - e porque temos medo</p><p>dela?</p><p>No artigo “O que é a beleza na arquitetura hoje - e porque temos medo dela?” escrito por Mark</p><p>Alan Hewitt e Traduzido por Lis Moreira Cavalcante você vai ler sobre estética, neuroestética e</p><p>preferências estéticas do organismo.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>A estética do grotesco como meio para potencializar a</p><p>expressividade no corpo cênico</p><p>“A estética do grotesco como meio para potencializar a expressividade no corpo cênico”,</p><p>dissertação de Francisco Carlos Costa Filho investiga procedimentos que potencializam a</p><p>expressividade no corpo cênico a partir da estética do grotesco.</p><p>https://medium.com/@soaresdelapaula/a-beleza-do-grotesco-6296c5147f52</p><p>https://www.archdaily.com.br/br/912051/o-que-e-a-beleza-na-arquitetura-hoje-e-porque-temos-medo-dela</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/37961/1/2019_FranciscoCarlosCostaFilho.pdf</p>