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<p>Segurança do paciente</p><p>Metas internacionais para segurança do paciente, segundo a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente da OMS:</p><p>11 certos da medicação</p><p>1 – paciente certo</p><p>2- medicação certa</p><p>3- Aspecto da medicação</p><p>4- Validade</p><p>5- Compatibilidade medicamentosa</p><p>6- direito de recusar medicamento</p><p>7- orientações ao paciente</p><p>8- anotação correta</p><p>9- dose certa</p><p>10- via certa</p><p>11- hora certa</p><p>Prevenção da LPP</p><p>· Incentive a mobilização precoce passiva e/ou ativa, respeitando as condições clínicas do paciente;</p><p>· Utilize superfícies de suporte e alívio da carga mecânica para minimizar os efeitos do excesso de pressão causado pela imobilidade, como o uso de almofadas, travesseiros ou coxins apropriados;</p><p>· Providencie colchão de poliuretano (colchão caixa de ovo) para o paciente acamado.</p><p>Prevenção de quedas:</p><p>· Identificar os pacientes de risco com a utilização de pulseiras de alerta;</p><p>· Orientar os profissionais e familiares a manter as grades da cama elevadas;</p><p>· Orientar o paciente e acompanhante a solicitar ao profissional auxílio para a saída do leito ou poltrona;</p><p>· Orientar o acompanhante a não dormir com criança no colo;</p><p>· Orientar o acompanhante a avisar a equipe toda vez que for se ausentar do quarto.</p><p>· Disponibilizar equipamentos de auxílio à marcha;</p><p>· Criar ambiente físico que minimize o risco de ocorrência de quedas,</p><p>· Adequar os horários dos medicamentos que possam causar sonolência;</p><p>· Orientar a utilização de calçados com sola antiderrapante e adequados ao formato dos pés.</p><p>· Realizar periodicamente manutenção das camas, berços e grades;</p><p>· Monitorar e documentar as intervenções preventivas realizadas.</p><p>Sinais Vitais</p><p>Sinais vitais é a expressão aplicada à verificação de temperatura, frequência cardíaca frequência respiratória, pressão arterial e dor.</p><p>Fornecem dados fisiológicos que o profissional utiliza na prática, constituindo na forma mais comum de coleta de dados de avaliação.</p><p>Quando mensurar os sinais vitais?</p><p>· Na admissão do paciente;</p><p>· De acordo com a rotina hospitalar ou conforme prescrição médica e/ou de enfermagem;</p><p>· Durante a consulta em ambulatório ou consultório;</p><p>· Antes e depois da realização de procedimentos invasivos ou na administração de medicamentos;</p><p>· Nos períodos pré, intra e pós-operatório.</p><p>Temperatura Corpórea</p><p>· Considera-se a temperatura oral como a normal 37ºC, sendo a temperatura axilar 0,6ºC mais baixa e a temperatura retal 0,6ºC mais alta.</p><p>Valores da temperatura:</p><p>· Temperatura axilar: 36ºC – 37,4ºC</p><p>· Temperatura oral: 36,3ºC – 37,4ºC</p><p>· Temperatura retal: 37ºC – 38ºC</p><p>Terminologia</p><p>· Hipotermia: temperatura abaixo do valor normal.</p><p>· Caracteriza-se por pele e extremidades frias, cianose e tremores.</p><p>· Hipertermia: aumento da temperatura corporal.</p><p>· Em geral a hipertermia acompanha processos infecciosos e inflamatórios e reações a distúrbios emocionais e manifestações de hipersensibilidade</p><p>Febrícula ou Estado febril: variações de temperatura entre 37,5 a 37,9ºC.</p><p>· Febre/Hipertermia: Temperatura corpórea acima de 38 a 38,9ºC;</p><p>· Pirexia: 39, 0 a 40,0 ºC</p><p>· Há aumento do consumo de oxigênio;</p><p>· Aumenta o metabolismo corpóreo: nutrição adequada</p><p>Sintomas que acompanham a febre: fraqueza muscular, cefaléia, taquicardia, taquipnéia, taquisfigmia, oligúria, dor no corpo, sudorese, náusea e vômitos, delírio, convulsões.</p><p>Avaliação da Temperatura:</p><p>· É verificada com a utilização do Termômetro, constituído de bulbo e pedúnculo;</p><p>· O bulbo possui o mercúrio, substância termossensível;</p><p>· Graduação em valores Centígrados (ºC) ou Fahrenheit (ºF)</p><p>Materiais utilizados:</p><p>· bandeja inoxidável, termômetro, papel e caneta,</p><p>· relógio, bolas de algodão, álcool a 70%</p><p>Locais para verificação de temperatura são: Axilar, Oral e retal</p><p>Assistência de enfermagem</p><p>Hipertermia:</p><p>· Aumentar a ingesta hídrica;</p><p>· Usar roupas leves;</p><p>· Realizar banho morno;</p><p>· Ambiente arejado;</p><p>· Aplicação de compressas frias;</p><p>· Repouso.</p><p>Hipotermia:</p><p>· Aquecer o paciente com agasalhos e cobertores;</p><p>· Manter o ambiente aquecido;</p><p>· Repouso;</p><p>· Ingestão de alimentos quentes</p><p>Pulso</p><p>O coração é uma bomba pulsátil que ejeta sangue intermitentemente no sistema arterial;</p><p>O pulso, é decorrente de alterações da pressão intravascular arterial, é uma medida indireta do débito cardíaco, e caracteriza-se por um fluxo periódico, reflexo da frequência dos batimentos cardíacos, mensurado em batimentos por minuto (bpm).</p><p>Valores normais do pulso</p><p>Frequência:</p><p>· Recém-nascido: 120 a 170 bpm</p><p>· Lactente: 120 a 160 bpm</p><p>· Escolar e adolescência: 80 a 100 bpm</p><p>· Adulto: 60 a 100 bpm</p><p>· Idoso: 60 a 80 bpm</p><p>Características do pulso</p><p>Volume:</p><p>· Cheio: facilmente palpável;</p><p>· Fraco ou fino: difícil palpação e pode ser facilmente perdido durante a verificação;</p><p>Ritmo:</p><p>· Normal ou Rítmico: batimentos em condições normais e intervalos regulares;</p><p>· Arrítmico: batimento irregular</p><p>Terminologia</p><p>· Taquisfigmia:pulso fino e acima do normal</p><p>· Normocardia: frequência cardíaca normal (60-100 bpm)</p><p>· Bradicardia: frequência cardíaca abaixo do normal (< 60 bpm)</p><p>· Taquicardia: frequência cardíaca acima do normal (> 100b pm)</p><p>Locais para</p><p>Verificação do pulso: Artérias</p><p>É perceptível à palpação de artérias superficiais, sobre superfícies ósseas, como ossos ou cartilagens, e sobre o ápice cardíaco.</p><p>Fatores que influenciam a frequência do pulso</p><p>Exercício; Dor aguda e ansiedade; Febre, calor;</p><p>Medicamentos; Hemorragia; Alterações posturais;</p><p>Respiração</p><p>A respiração é um mecanismo para a troca de oxigênio e dióxido de carbono entre a atmosfera e o sangue e entre o sangue e as células.</p><p>Esse processo é controlado pelo centro respiratório no tronco cerebral e divide-se em duas etapas: inspiração e expiração.</p><p>Tronco Encefálico: sede do controle da respiração</p><p>Valores normais da respiração</p><p>Frequência: número de ciclos de inspiração e expiração.</p><p>· Recém-nascido: 30 a 40 mrpm</p><p>· 1 ano: 20 a 40 mrpm</p><p>· 2 anos: 25 a 32 mrpm</p><p>· 8 a 10 anos : 20 a 26 mrpm;</p><p>· Adulto: 14 a 20 mrpm</p><p>Avaliação dos movimentos respiratórios</p><p>Amplitude: Grau de expansão ou movimento da parede torácica.</p><p>· Superficiais</p><p>· Normais</p><p>· Profundos</p><p>Ritmo: regularidade dos ciclos respiratórios.</p><p>· Normal: regular e ininterrupta.</p><p>RESPIRAÇÃO Terminologia</p><p>· Bradipnéia: frequência respiratória lenta, mas regular;</p><p>· Taquipnéia: frequência respiratória rápida,</p><p>· Dispnéia: dificuldade respiratória;</p><p>· Ortopnéia: respiração facilitada em posição vertical;</p><p>· Apnéia: parada respiratória;</p><p>· Respiração de Cheyne Stokes: períodos de respiração profunda alternados com período de apnéia</p><p>Fatores que influenciam a respiração</p><p>Estresse; Doença, Idade; Exercício; Posição corporal.</p><p>Materiais utilizados:</p><p>· relógio com ponteiro de segundos</p><p>· papel e caneta</p><p>Pressão arterial (pa)</p><p>Durante a sístole ventricular, a ejeção de sangue para a aorta gera um pulso de pressão que distende essa artéria;</p><p>A onda da distensão é transmitida pelas demais artérias e gera uma pressão em suas paredes, a pressão arterial (PA);</p><p>A PA é determinada pelo volume de sangue bombeado pelo coração por minuto (débito cardíaco) e pela resistência que as artérias oferecem quando o sangue passa por elas (resistência vascular sistêmica).</p><p>Definição: Reflete a tensão que o sangue exerce nas paredes das artérias;</p><p>A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima ou sistólica e a pressão mínima ou diastólica.</p><p>Pressão Sistólica:</p><p>A pressão sistólica é a maior força exercida pelo batimento cardíaco; a pressão sistólica representa a intensidade da contração ventricular esquerda.</p><p>Pressão diastólica:</p><p>A pressão diastólica é a menor força exercida pelo batimento cardíaco; relaxamento ventricular.</p><p>A unidade padrão para a medição da PA é a de milímetros de mercúrio (mmHg);</p><p>Pressão arterial depende:</p><p>· Débito cardíaco: quantidade de sangue ejetado do ventrículo esquerdo para o leito vascular em um minuto;</p><p>· Resistência vascular periférica: determinada pelo lúmen (calibre), pela elasticidade dos vasos e pela viscosidade sanguínea;</p><p>· Viscosidade do sangue: decorre das proteínas e elementos figurados do sangue.</p><p>· Volume de sangue</p><p>Terminologia</p><p>· Hipertensão: pressão arterial elevada.</p><p>· Hipotensão: pressão arterial abaixo do normal.</p><p>· Normotensão: pressão arterial dentro dos parâmetros normais.</p><p>Locais para verificação da pa</p><p>· Membros superiores: artéria radial e braquial</p><p>· Membros inferiores: artéria poplítea, pedial.</p><p>Fatores que podem alterar a Pressão Arterial</p><p>Ansiedade; Medo; Dor; Estresse emocional; Drogas;</p><p>Hormônios; Algumas patologias.</p><p>Material utilizado para medir pressão arterial</p><p>Bolas de algodão; Álcool a 70%; Esfigmomanômetro aneroide; Estetoscópio; Fita métrica.</p><p>Avaliação da dor</p><p>A DOR é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a lesão tissular real ou potencial.</p><p>Chamar a dor de quinto sinal vital sugere que sua avaliação seja tão automática quanto a obtenção da pressão arterial e pulso de um paciente.;</p><p>Pode ser categorizada em fisiológica (aguda, nociceptiva) e patológica (crônica).</p><p>A dor fisiológica é um sinal de alerta precoce que usualmente gera um reflexo de retirada e, portanto, promove sobrevivência ao proteger o organismo de demais lesões;</p><p>Os sintomas e duração variam de acordo com o tecido lesionado e a extensão da lesão.</p><p>Indivíduos com dor aguda têm maior propensão a manifestar respostas autonômicas, como taquicardia, sudorese, palidez etc.</p><p>A dor crônica, por sua vez, é uma expressão de funcionamento desadaptativo do sistema nervoso, definida como “dor que persiste além do tempo de cura normal e, portanto, não tem a função de alerta aguda de nocicepção fisiológica”, “dor persistente ou recorrente por mais de 3 meses”;</p><p>Indivíduos com dor crônica têm menor propensão a manifestar respostas autonômicas.</p><p>Efeitos lesivos da dor</p><p>Independente de sua natureza, padrão ou causa, a dor inadequadamente tratada apresenta efeitos lesivos, além do sofrimento que causa.</p><p>EFEITOS DA DOR AGUDA: não aliviada pode afetar os sistemas pulmonar, cardíaco, gastrintestinal, endócrino e imune.</p><p>EFEITOS DA DOR CRÔNICA: resulta em depressão e incapacidade,</p><p>Avaliação da dor</p><p>Etiologia, Intensidade (pouca, moderada, intensa..),Localização, Duração, Ritmo (contínuo, intermitente...), Qualidade (queimação, aperto, pontada...), Fatores de aliviam a dor, Efeitos da dor nas atividades diárias</p><p>Instrumentos para avaliar a percepção da dor</p><p>ESCALAS ANÁLOGAS VISUAIS (EVA): utiliza-se de uma linha horizontal de 10 cm, onde as extremidades indicam os extremos de dor. O próprio paciente é solicitado a fazer uma marca na linha que indique onde a dor atual se localiza. A extremidade à esquerda representa “sem nenhuma dor” e à direita “dor intensa”. Normalmente é utilizada para pacientes adultos comunicativos e conscientes.</p><p>ESCALAS ORDINAIS: escala descritiva simples da dor ou escala numérica de intensidade de dor (0–10). Torna-se a mais utilizada por poder ser aplicada para crianças, adultos, idosos e deficientes visuais ou cognitivos.</p><p>ESCALAS DE DOR DE FACES: esse instrumento possui faces demonstrando desde o sofrimento contido até o óbvio. O paciente é solicitado a apontar para a face que mais se assemelha à intensidade da dor sentida. Foi estabelecida a evidência para a confiabilidade e validade.</p><p>Oximetria de Pulso</p><p>A necessidade de oxigenação é a primeira necessidade humana e fundamental para a manutenção da vida e, neste sentido, desequilíbrios oriundos de processos patológicos influenciam diretamente no funcionamento de outras necessidades;</p><p>Os fatores que afetam a oxigenação são:</p><p>Alterações na hemoglobina (anemia); obstrução das vias aéreas; oxigênio ambiental diminuído (altas altitudes); obesidade (volume pulmonar reduzido); trauma; exercícios (aumentam a atividade metabólica e a demanda de oxigênio); tabagismo, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, alterações no funcionamento cardíaco.</p><p>A oximetria de pulso é um indicador de oxigenação não invasivo, utilizado em pacientes que necessitam de avaliação da saturação de oxigênio (SpO2);</p><p>Glicemia Capilar</p><p>A verificação da glicemia capilar tem como objetivo demonstrar o valor glicêmico momentâneo e possíveis variações no decorrer do dia, auxiliando no controle glicêmico;</p><p>É efetuado com a utilização de um glicosímetro e uma amostra de sangue coletada na polpa digital;</p><p>O resultado conserva-se disponível no próprio aparelho algum tempo após o contato do sangue coletado com a fita reagente inserida no glicosímetro.</p><p>Prevenção de Infecções:</p><p>Tipos de Limpezas</p><p>Limpeza da Unidade do Paciente:</p><p>A transmissão de infecções relacionadas aos cuidados em saúde possui causas que estão associadas a diversos fatores; os agentes infecciosos são transportados pelas próprias mãos dos profissionais, assim como o ambiente inanimado faz parte da disseminação dessas infecções.</p><p>A importância da higienização hospitalar está estritamente associada à prevenção e ao controle das infecções relacionadas à assistência à saúde.</p><p>A limpeza e a desinfecção de superfícies são ações que proporcionam segurança e conforto aos pacientes, profissionais e familiares nos serviços que prestam assistência à saúde,</p><p>Colaboraram para o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde, garantindo um ambiente com superfícies limpas, reduzindo o número de microrganismos, e proporcionando ambiente apropriado para a realização das atividades laborais dos profissionais.</p><p>Os processos de limpeza e desinfecção de superfícies em serviços de saúde envolvem:</p><p>-Limpeza concorrente (diária) - é a limpeza feita periodicamente, isto é, diariamente enquanto o paciente estiver internado.</p><p>- Limpeza terminal- é a limpeza feita toda vez que se desocupa o leito podendo ser devido à alta hospitalar, óbito e transferência ou de acordo com a rotina hospitalar</p><p>Destaca-se o material utilizado pela equipe de enfermagem na limpeza das superfícies consideradas frequentemente tocadas pelas mãos de profissionais e do próprio paciente;</p><p>São utilizados panos para limpeza devidamente separados para a finalidade de limpeza e desinfecção, além dos equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para a proteção dos profissionais em situações nas quais há riscos biológicos.</p><p>Para o serviço de limpeza e desinfecção de superfícies da instituição, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os materiais e equipamentos recomendados em instituições de saúde são:</p><p>· Conjunto MOP, formado por: cabo, armação ou haste e luva ou refil de luvas</p><p>· Rodos</p><p>· Panos para limpeza de mobília e piso</p><p>· Baldes</p><p>· Escadas</p><p>· Escovas com cerdas duras e cabo longo</p><p>· Carro funcional</p><p>· Placas de sinalização</p><p>· Kits para limpeza de vidros</p><p>De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) – Anvisa, no 11, de 13 de março de 2014, limpeza é a remoção e redução de carga microbiana utilizando água, detergentes, produtos e acessórios de limpeza por meio de ação mecânica (manual ou automatizada);</p><p>Já a desinfecção é um processo físico ou químico de destruíção de microrganismos na forma vegetativa, aplicado a superfícies previamente limpas.</p><p>Classificação de Àreas:</p><p>Áreas críticas: são aquelas em que existe o risco aumentado de transmissão de infecções, por serem locais onde se realiza grande volume de procedimentos de risco, com ou sem pacientes, ou onde se encontram pacientes com seu sistema imunológico deprimido.</p><p>Exemplos: salas de cirurgia, unidade de terapia intensiva (UTI), berçário de alto risco, pronto-socorro, unidade de queimados e de isolamento de doenças transmissíveis, unidade de transplantes, central de material e esterilização, salas de hemodiálise e hemodinâmica, laboratório de análises clínicas e de anatomia patológica, banco de sangue, serviço de nutrição e dietética, lactário, lavanderia e farmácia, entre outros.</p><p>Áreas semicríticas: são todas aquelas ocupadas por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas, excluindo as incorporadas às áreas críticas. Como exemplo temos: enfermarias, quartos de pacientes internados, ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, elevador, corredores, entre outros;</p><p>Áreas não críticas: são todas aquelas não ocupadas por pacientes e onde não se</p><p>realizam procedimentos de risco. Exemplos: áreas administrativas, vestiário, copa, entre outros.</p><p>A lei no 7.498/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercício profissional, estabelece que a equipe de enfermagem não precisa ser a responsável operacional pela limpeza da unidade, porém, no seu artigo 11, declara ser o enfermeiro quem exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-lhe a prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar e de danos que possam ser causados aos pacientes durante assistência de enfermagem.</p><p>A retirada de equipamentos médico-hospitalares deve ser feita pela equipe de enfermagem e posteriormente é solicitada a limpeza ao serviço de limpeza e desinfecção da instituição.</p><p>Caso não sejam retirados esses materiais, a equipe do serviço não terá como executar a limpeza concorrente.</p><p>Limpeza da Unidade do Paciente</p><p>A responsabilidade do serviço de limpeza e desinfecção de superfície do hospital compreende a limpeza e desinfecção das superfícies: campainha, interruptores de luz, portas e maçanetas, parapeitos de janelas, pisos, banheiro, cama e suas grades (na ausência de paciente), cortinas vinílicas/plásticas, criado-mudo (na ausência de pertences), suporte de soro (quando estiver sem medicamentos ou bomba de infusão), mesa de refeição (na ausência de alimentos), cesta para lixo, geladeira e frigobar (somente parte externa), televisão e outros mobiliários que podem ser utilizados durante a internação.</p><p>Limpeza Concorrente:</p><p>Limpeza úmida para todas as superfícies, utilizando baldes de cores diferenciadas (um contendo solução detergente e outro contendo água limpa);</p><p>Trocas a solução dos baldes a cada ambiente;</p><p>Limpeza do banheiro: lavar.</p><p>Técnicas de Desinfecção:</p><p>Limpeza Terminal:</p><p>Limpeza Terminal:</p><p>Arrumação do Leito</p><p>O ideal é que a arrumação do leito seja realizada após o procedimento de banho do paciente ou depois da realização de higiene da região perineal, com o objetivo de manter as roupas de cama limpas e sem umidade.</p><p>Os tipos de arrumação do leito são:</p><p>· Cama fechada: realizada em leito vago, aguardando internação.</p><p>· Cama aberta: realizada em leito ocupado por paciente que deambula.</p><p>· Cama de operado: realizada em leito que aguarda a chegada do paciente em maca.</p><p>· Cama aberta com paciente acamado: realizada em leito ocupado por paciente impossibilitado de sair do leito.</p><p>Materiais</p><p>Dois lençóis grandes, Um lençol dobrado (móvel) se indicado, Um lençol impermeável, se indicado, Uma fronha, Um cobertor, Compressas limpas</p><p>Solução para desinfecção do colchão (álcool a 70% ou solução padronizada na instituição), Saco para roupas sujas (hamper), Luvas de procedimentos.</p><p>Técnica</p><p>Objetivo: Arrumar o leito.</p><p>Aplicação: Em todos os leitos hospitalares ocupados e desocupados.</p><p>Responsabilidade: Enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem.</p><p>Observações para arrumação do leito:</p><p>Calçar luvas de procedimento para a realização;</p><p>Procurar por pertences pessoais do paciente e retirar campainhas, extensões e sondas que estejam presas ao leito;</p><p>Fazer a desinfecção dessa lateral do colchão com solução padronizada ou álcool a 70% da área menos contaminada (cabeceira e pés) para a mais contaminada (centro do colchão);</p><p>Desprezar os lençóis sujos em saco de roupa- hamper, mantendo-os longe do uniforme;</p><p>Não esquecer de elevar as grades;</p><p>As roupas de cama deverão ser trocadas quantas vezes forem necessárias durante o plantão;</p><p>Em qualquer sinal de sujidade, não reutilizar os lençóis e cobertores.</p><p>Realizar a troca de roupa de cama após o banho do paciente;</p><p>Não sacudir as roupas de cama;</p><p>Não deixar roupas de cama no chão;</p><p>Evitar passar por cima da cama e alisar os lençóis com as mãos. Para isso, utilizar as bordas dos lençóis;</p><p>Verificar condições de conservação das roupas de cama, travesseiros e colchões;</p><p>Nunca deixar os lençóis úmidos. Realizar a troca para evitar lesões de pele;</p><p>Interromper o procedimento se a condição do paciente ficar instável ou houver queixas álgicas.</p><p>Medidas de conforto e</p><p>segurança do cliente</p><p>MEDIDAS DE CONFORTO E SEGURANÇA DO CLIENTE</p><p>Ambiente limpo</p><p>Unidade do cliente limpa, organizada, seca para evitar desconforto térmico, olfativo e visual.</p><p>Orientação ao cliente quanto aos procedimentos</p><p>Diminui ansiedade, proporciona confiança e bem-estar.</p><p>Conforto no leito</p><p>Posicionamento adequado do cliente e higiene.</p><p>Manter objetos pessoais para ambiente mais agradável.</p><p>Recreação</p><p>Atividades terapêuticas para preencher tempo do cliente e auxiliar na movimentação e recuperação.</p><p>Conforto espiritual</p><p>Respeitar crenças e culturas; solicitar visita de representante.</p><p>Escuta qualificada</p><p>Avaliar necessidades do cliente; escuta direcionada e atenta.</p><p>Medidas específicas</p><p>Massagem de conforto</p><p>Mudança de decúbito</p><p>Dispositivos de suporte e conforto</p><p>Restrição no leito</p><p>Movimentação do cliente</p><p>Massagem de conforto</p><p>Objetivos</p><p>· Promover relaxamento</p><p>· Examinar condições da pele</p><p>· Promover circulação</p><p>· Prevenir lesões por pressão</p><p>· Materiais</p><p>· Loção ou creme hidratante</p><p>· Luvas de procedimento</p><p>· Bacia com água morna</p><p>· Toalha de rosto</p><p>Técnica</p><p>· Aplicação de creme ou loção</p><p>· Massagem nas costas</p><p>· Movimentos básicos: alisamento, fricção, pressionamento</p><p>· Massagem em pescoço, tórax e membros</p><p>· Remoção de excesso de creme</p><p>· Posicionamento confortável do paciente</p><p>· Higienização e organização do ambiente</p><p>Observações: procedimento após banho, contraindicações, aquecimento do produto, privacidade do paciente, inspeção da pele.</p><p>Lesões por pressão</p><p>Definição</p><p>· Área de trauma tecidual por pressão contínua e prolongada.</p><p>· Pode ocorrer em áreas de proeminência óssea ou relacionadas a dispositivos médicos.</p><p>· Classificadas em estágios de acordo com o dano tecidual.</p><p>Fatores de Risco</p><p>Externos: Pressão, Cisalhamento, Fricção.</p><p>Internos: Condições nutricionais, Nível de consciência, Idade avançada, Incontinência, Mobilidade reduzida, Peso corporal, Doenças, Medicamentos.</p><p>Classificação dos Estágios</p><p>Classificação dos Estágios</p><p>· Estágio 1: Eritema da pele.</p><p>· Estágio 2: Perda parcial da pele.</p><p>· Estágio 3: Perda da pele na sua espessura total.</p><p>· Estágio 4: Perda da pele na sua total espessura com destruição de músculos e ossos.</p><p>Prevenção</p><p>· Avaliação de risco na admissão e reavaliação diária.</p><p>· Inspeção diária da pele e manejo da umidade.</p><p>· Otimização da nutrição e hidratação.</p><p>· Minimizar a pressão e manejo da mobilidade.</p><p>Manejo da Umidade</p><p>· Higienização e hidratação da pele.</p><p>· Proteção da pele da umidade excessiva.</p><p>· Controle da umidade e troca de fraldas.</p><p>Manejo da Mobilidade</p><p>· Princípios básicos: Alinhamento corporal, Gravidade e atrito.</p><p>· Transferência do leito para maca ou cadeira.</p><p>· Técnicas de transferência com equipamentos e procedimentos específicos.</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p>