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Disciplina: Teoria do conhecimento
Aula 1: Investigação filosófica
Apresentação
Você sabe o que torna o homem diferente de outras espécies? 
Nossa capacidade de conhecer e racionalizar. A razão humana, o que somos e a
natureza do conhecimento são temas centrais da Filosofia desde seu nascimento. 
Nesta aula, veremos as primeiras análises acerca da natureza do conhecimento,
voltando no tempo até a Grécia Antiga. A proposta é compreender como os filósofos
investigavam o conhecimento e como seus trabalhos influenciariam os pensadores
subsequentes.
Objetivos
Explicar o fundamento da teoria do conhecimento;
Analisar as diversas formas de conhecimento na Grécia Clássica;
Comparar as teorias do conhecimento propostas por Platão e Aristóteles.
Razão, conhecimento, conhecer...
Como estas palavras se relacionam a nosso
cotidiano? 
Desde os tempos mais remotos, o homem questiona o mundo em que vive.
Como espécie, o que nos difere de outro animal é a capacidade de pensar, a
inteligência e a lógica que o raciocínio humano promove. 
De acordo com o professor, escritor e filósofo brasileiro Mario Sergio
Cortella, a Filosofia nasceu da necessidade de discutir sobre a razão e a
origem de todas as coisas, simplesmente porque somos capazes de refletir
acerca de tudo.
Para entender melhor seu ponto de vista, assista ao vídeo em que ele discorre
mais sobre o assunto:

Filosofia no dia a dia com Mario Sergio Cortella
https://www.youtube.com/watch?v=3oxP-wjI4lE
A famosa frase do filósofo francês René Descartes (1596-1650) resume bem o
sentido máximo da Filosofia, que é fundada na racionalidade:
 René Descartes (Fonte: Shutterstock)
É possível que vocês esteja se
perguntando...quem foi Descartes?
Ele foi um dos mais importantes pensadores que desenvolveu um método de
investigação sobre o qual nos deteremos mais na aula 3.
Dessas questões acerca de conhecer o mundo nasceu a teoria do
conhecimento, cujo objetivo é investigar, de forma ampla, a natureza do
saber.
Mas que natureza é essa?
Vejamos...
Natureza do conhecimento
Existem diversos tipos de conhecimento, tais como o conhecimento científico
e o senso comum ou conhecimento popular. Cada um possui seu próprio
método: algo que o forma e estabelece sua natureza, ou seja, aquilo que o
caracteriza. 
No caso do conhecimento científico e filosófico, sua principal característica é a
racionalidade, a busca em demonstrar os fenômenos de maneira lógica. 
Para estudarmos o conhecimento, muitas questões são colocadas, como, por
exemplo, o que é esse saber em si. 
Ao longo da história, muitos filósofos buscaram, de diferentes modos,
responder a esta e a outras questões, como o que é verdade e como podemos
nos aproximar de seu sentido (real e lógico).
E você? O que pensa sobre o conceito de
verdade?
Alguns afirmam que se trata daquilo que aconteceu e que não pode ser
questionado, mas tal noção não tem esse sentido exatamente.

Exemplo
Tomemos como exemplo um fato histórico como a Segunda Guerra
Mundial. Imagine que dois soldados – um norte-americano e um alemão
– tenham participado de uma mesma batalha. Será que ambos a
contariam de maneira semelhante?
Provavelmente, não! Mas por que não, se a batalha era a mesma? Porque
cada um narra a batalha a partir de seu ponto de vista, o que inclui uma
série de particularidades.
Há, aqui, então, duas verdades sobre um mesmo evento. Por isso:
A verdade não é absoluta!
A questão da verdade é muito importante para estudarmos o conhecimento.
Por esse motivo, vamos nos remeter a ela outras vezes durante esta
disciplina.
Significado de Filosofia
Ao longo do tempo, desde seu nascimento, na Antiguidade Clássica, a Filosofia
assumiu inúmeros sentidos, e o termo se tornou parte de nosso cotidiano. É
comum, por exemplo, para nós ouvirmos expressões como filosofia de vida.
Mas o que quer dizer Filosofia?
De acordo com o sentido etimológico:
FILOSOFIA = AMOR AO CONHECIMENTO
A prática filosófica surgiu exatamente do desejo em conhecer o mundo.
Hoje, tendemos a associar a Filosofia às Ciências Humanas, mas, quando esta
nasceu, sua ciência irmã era a Matemática.
 Estátua de Pitágoras (Fonte: Shutterstock)
Pitágoras havia estudado com outro famoso sábio grego: Tales de Mileto. O
objetivo do trabalho de Mileto era descobrir a origem de tudo, e tanto ele
quanto seus discípulos se voltavam para o universo. 
Essa Filosofia é conhecida como cosmogônica ou filosofia da natureza. 
Seus adeptos, como os já citados Mileto e Pitágoras, também são chamados
de pré-socráticos, pois antecedem o pensamento do filósofo ateniense
Sócrates (469-399 a.C.) – pai da Filosofia Ocidental –, cujo trabalho foi
fundamental para a consolidação do pensamento filosófico na Grécia Clássica.
 
Muito do que foi produzido na Antiguidade Clássica se perdeu ao longo do
tempo, como é o caso do próprio trabalho de Sócrates, que nada deixou
escrito. Conhecemos seu pensamento por meio de seu discípulo: o filósofo e
matemático Platão (428-348 a.C.).

Leitura
Para saber mais sobre esse matemático, conheça a História e a
Filosofia de Pitágoras. <http://www.ghtc.usp.br/server/Sites-
HF/Alain-Jacques-Burlet/html/node3.html >
Escola sofista
Entre os principais sofistas, destacamos os filósofos:
Górgias (485-380 a.C.) – grego;
Antífone (480-410 a.C.) – ateniense;
Protágoras (486-411 a.C.) – grego.1
http://www.ghtc.usp.br/server/Sites-HF/Alain-Jacques-Burlet/html/node3.html
file:///W:/2018.2/teoria_do_conhecimento__GON962/aula1.html
Diferente dos pré-socráticos, os sofistas tinham como
método filosófico conhecer o homem, e não a natureza.
Para Protágoras, todo o conhecimento – que é mutável – parte do homem,
porque ele também muda sua percepção das coisas ao longo do tempo.
Para os sofistas, o conhecimento não é absoluto, pois o indivíduo é subjetivo,
e cada um constrói uma perspectiva própria de verdade. Lembra-se do
exemplo anterior dos soldados da Segunda Guerra? Essa é a ideia.
Podemos, então, entender os sofistas como professores que se dispõem a
levar o conhecimento – mediante pagamento – aos diversos cidadãos da
Grécia.
De acordo com Silva (2017, p. 142):

Com a ideia de formar o cidadão para o Estado, ou
melhor, para atuar como cidadão em uma democracia
que estava nascendo, os sofistas ensinavam às pessoas
as técnicas argumentativas necessárias para o
discurso. Assim, a defesa de seu próprio pensamento
levava o cidadão a adquirir e ampliar seu espaço nessa
sociedade.
Para os sofistas, o conhecimento se amparava na retórica e na oratória. Era
por meio dessas práticas que se construiria o conhecimento e que se formaria
do indivíduo considerado virtuoso.
Os sofistas eram contra a ideia de que as leis e os costumes são de natureza
divina e universal, pois o homem não é único nem possui uma só forma de
pensar: seu pensamento é relativista. Por isso, eles sofreram várias críticas de
filósofos, como, por exemplo, de Platão.
Antiguidade Clássica
Todo pensamento filosófico e todo conhecimento produzido são frutos de seu
próprio tempo.
Para compreendermos os métodos e as teorias que estudamos – nesta ou em
outra disciplina –, temos de nos remeter ao contexto histórico no qual os
filósofos e pensadores estão inseridos.
Por isso, vamos analisar, brevemente, o período histórico conhecido como
Antiguidade Clássica, que envolve Grécia e Roma antes do século V d.C.,
marcado pela queda do Império Romano.
A história grega é anterior à história romana. A atual história ocidental deve à
Grécia um enorme legado, como o teatro, a democracia e, é claro, a Filosofia.
A Grécia era formada por diversas cidades-estados que possuíam autonomia e
se organizavam de forma soberana. Dessas cidades, destacamos Atenas –
berço da democracia e da cidadania.
 Ruínas da antiga Atenas (Fonte: Sven
Hansche/Shutterstock)
Quando tratamos desses conceitos, não estamos nos referindo à concepção
atual – muito mais ampla do que aquela existente na Grécia. A democracia
grega não incluía, por exemplo, mulheres, escravos e estrangeiros, ou seja,excluía uma enorme parcela da população.
Da mesma forma, a participação na vida pública e aquele considerado cidadão
eram algo restrito aos homens livres, nascidos em Atenas. Ainda assim,
mesmo com tais limitações, Atenas era muito à frente de seu tempo, e o culto
ao saber era extremamente importante para essa sociedade.
Embora compartilhem o olhar voltado para o homem, os sofistas e os
socráticos não faziam parte de um mesmo pensamento. Ao contrário, os
sofistas foram duramente criticados por filósofos como Platão e Aristóteles
(384-322 a.C.), que discordavam do pagamento recebido por eles em troca de
ensinamentos.
A partir de Sócrates, houve uma mudança relevante no pensamento
filosófico.
Atribui-se a ele a seguinte afirmação:
 Estátua de Sócrates (Fonte: Sven
markara/Shutterstock)
Para Sócrates, o saber e a verdade não estavam dados, mas iam sendo
descobertos à medida que o indivíduo questionava a si mesmo acerca daquilo
que sabia.
Sócrates fazia questionamentos aos cidadãos atenienses sobre os mais
diversos assuntos – como, por exemplo, ética e moral –, pois entendia que o
conhecimento nasce do diálogo.
Seu método é chamado de dialético justamente por isso.
Embora vivesse entre nobres e fosse reconhecido como um sábio, Sócrates
não era oriundo de uma família rica. Sua mãe exercia o ofício de parteira, o
que influenciou o pensamento filosófico socrático. A partir do exercício de
trazer as crianças à vida, Sócrates desenvolveu a maiêutica, que busca trazer
à luz o conhecimento.
Para ele, a verdade existe, ainda que não nos demos conta dela. É possível
chegar à verdade por meio de indagações: cada um questiona aquilo que
acredita saber, e se abre para novas perspectivas e novos conhecimentos, ou
seja, desenvolve outro olhar sobre uma questão.

Leitura
Para saber mais sobre esse filósofo, conheça as ideias de Sócrates, o
mestre em busca da verdade.
<https://novaescola.org.br/conteudo/177/socrates-mestre-
verdade>
https://novaescola.org.br/conteudo/177/socrates-mestre-verdade
Platão
Embora tenha sido admirado em seu tempo, Sócrates não era uma
unanimidade entre os atenienses e foi condenado a morrer envenenado pela
ingestão de cicuta, acusado de corromper os costumes e a juventude.
Um dos mais notórios discípulos de Sócrates foi Platão, cuja premissa
filosófica separa o mundo sensível do mundo das ideias, o que ficou conhecido
como dualidade platônica.
A extensa obra de Platão é escrita em forma de diálogos, possivelmente sob
influência do método dialético, e se dedica a diversos assuntos, inclusive a
política – um tema não amplamente abordado por Sócrates.
Platão entende que o mundo das ideias é amparado na razão, enquanto o
mundo sensível pode nos levar ao engano. Esse pensamento é ilustrado na
obra A República (PLATÃO, 1956, p. 287-291), no chamado O mito da
caverna <http://imagomundi.com.br/filo/mito_cave.pdf> O mito da
caverna. 
 Estátua de Platão (Fonte:
Nice_Media_PRO/Shutterstock)
Como vimos, para Platão, os prisioneiros que vivem na caverna conhecem o
mundo apenas por meio de projeções, que, por sua vez, não correspondem a
imagens reais, mas a simples representações.
Apenas deixando esse mundo de sensações ilusórias, é possível conhecer a
verdade, que está além dos sentidos e que existe no plano das ideias, da
racionalidade. Em outras palavras, o conhecimento advindo de nossas
percepções é falho, enquanto o conhecimento advindo da observação e da
racionalidade é verdadeiro.
http://imagomundi.com.br/filo/mito_cave.pdf
Além de O mito da caverna, podemos destacar O mito da parelha
<galeria/aula1/anexo/anexo.pdf> , que se encontra em outra importante
obra: Fedro (PLATÃO, 1966, p. 73-75). Nele, Platão divide a alma em três
partes, representadas pelo cocheiro e por dois cavalos. O cocheiro é a razão, e
os cavalos – um bom e um mau – simbolizam o filósofo e um tirano,
respectivamente.
Quando a alma se deixa guiar pelo cavalo mau, que reproduz o desejo e os
impulsos, não é possível perceber a verdade como um todo.
Já quando a alma se deixa conduzir pelo cocheiro e pelo cavalo bom, que
retrata a moral, é possível chegar à verdade e ao conhecimento.
Aristóteles
O trabalho de Platão afetou profundamente a obra de Aristóteles, de quem foi
mestre. Ambos entendiam que a Filosofia era uma ciência, e que a natureza
de seu conhecimento era baseada na racionalidade.
Mas Aristóteles não compartilhava a tese platônica da dualidade entre mundo
sensível e mundo das ideias. Se esta foi fundamental na teoria do
conhecimento de Platão, Aristóteles, por sua vez, entendia que a racionalidade
também passa pela percepção, por aquilo que os sentidos humanos captam.
Para Aristóteles, o conhecimento está na capacidade humana de observar,
perceber e distinguir a essência das coisas, separando-a do que é casual.
Platão entendia que essa essência está no mundo das ideias, enquanto
Aristóteles, naquilo que, de fato, é observado.
Esse debate tão relevante foi retratado séculos depois, no Renascimento, por
um dos mais importantes artistas da história, Rafael Sanzio, em sua obra A
Escola de Atenas.
 Escola de Atenas (Fonte: Serato/Shutterstock)
file:///W:/2018.2/teoria_do_conhecimento__GON962/galeria/aula1/anexo/anexo.pdf
Aristóteles ampliou muito a obra de seus antecessores. Como filósofo e
pensador, dedicou-se aos mais diversos assuntos, como a ética, a política e a
lógica – tão cara à Filosofia.
O conceito chave para entendermos a concepção aristotélica referente à teoria
do conhecimento é a metafísica. Sua preocupação é compreender o mundo
que nos rodeia.
A princípio, só podemos fazê-lo a partir
daquilo que sentimos e observamos, certo?
A metafísica busca analisar além dessa primeira impressão, dessa percepção
superficial, e procura refletir sobre o que compõe a natureza dos seres e das
coisas.

Exemplo
Como poderíamos definir a espécie humana? Esta deve ser definida por
suas características particulares ou gerais?
Se afirmamos que todos os homens pertencem a uma etnia específica,
desconsideramos inúmeros grupos étnicos. Logo, nossa etnia não pode
nos definir como espécie, visto que é uma particularidade, um caso.
Mas podemos reconhecer que todos os seres humanos são mamíferos.
Esta seria, então, nossa essência, aquilo que nos define. Cabe à razão
separar o que é um acaso ou acidente daquilo que é, de fato, a essência.
Todo homem é racional, pois a racionalidade e a busca pelo
conhecimento também são parte de sua essência.
De acordo com Aristóteles (1984, p. 11):

Todos os homens têm, por natureza, o desejo de
conhecer. O prazer causado pelas sensações é a prova
disso, pois, mesmo fora de qualquer utilidade, as
sensações nos agradam por si mesmas e, mais do que
todas as outras, as sensações visuais.
A metafísica aristotélica busca entender o que faz as coisas serem como são
e, para isso, dedica-se a investigar a causa de todas as coisas.
Se nos sentimos doentes, precisamos saber a causa de nosso mal-estar para
que possamos administrar o tratamento adequado. Logo, para compreender a
essência das coisas, é necessário conhecer as causas, aquilo que tornou algo
como é.
Quando somos crianças, temos uma série de potencialidades, não é? À
medida que crescemos e diante de diversas escolhas que fazemos na vida,
tornamo-nos adultos.
Aristóteles propôs investigar o que fez com que tomássemos determinado
caminho, e não outro, ou seja, o que nos tornou aquilo que somos. Para ele,
são quatro as causas a ser analisadas: material, formal, eficiente e final.
Tomemos como exemplo um livro. Ele é feito de papel e expressa as ideias de
um autor.
Aplicando o modelo das causas de Aristóteles, temos:
Causa material – papel (aquilo de que é feito);
Causa eficiente – autor (aquele que o fez);
Causa formal – conteúdo (a coisa em si);
Causa final – propósito (intenção).
Atividade
1. Pense em outros exemplos e aplique a teoria de Aristóteles acerca das
causas.
2. Diante do fato de que o conhecimento científico se ampara na
racionalidade, assinale a opção cuja proposição não representaesse tipo
de saber:
 a) Leis de Newton.
 b) Teorema de Pitágoras.
 c) Superstições populares.
 d) Evolucionismo de Darwin.
 e) Teoria da relatividade de Einstein.
3. (FUNCAB - 2012) Mestres da retórica e da oratória, os sofistas
opunham-se aos pressupostos de que as leis e os costumes sociais eram
de caráter divino e universal.
Assim, deu-se entre eles o:
 a) Relativismo.
 b) Naturalismo.
 c) Cientificismo.
 d) Racionalismo.
 e) Ceticismo filosófico.
4. (FUNCAB - 2012) A Escola de Atenas – pintura renascentista de Rafael
de Sanzio – retrata um dos maiores conflitos filosóficos de todas as
épocas. No meio da tela estão Platão, apontando para cima, e
Aristóteles, com a mão espalmada para baixo.
A obra indica o conflito entre:
 a) O céu e o inferno.
 b) O divino e o mundano.
 c) O intangível e o tangível.
 d) A virtude (no alto) e o vício (no chão).
 e) O conhecimento inteligível e o sensível.
Notas
Protágoras1
Responsável pela famosa afirmação:
O homem é a medida de todas as coisas.
Referências
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1984. 2 v.
HOBUSS, J. F. N. Introdução à história da Filosofia Antiga. Pelotas: NEPFIL
online, 2014. (Série Dissertatio-Filosofia).
PLATÃO. A República. 6. ed. São Paulo: Atena, 1956.
______. Fedro. Lisboa: Guimarães, 1966. (Coleção Filosofia & Ensaios).
SILVA, R. A. da. Caminhos da Filosofia. Curitiba: InterSaberes, 2017.
Próximos Passos
Conhecimento medieval;
Sentido de verdade relacionado ao cristianismo;
Pontos fracos e fortes das definições.
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Assista ao vídeo:
Introdução à Filosofia. <https://www.youtube.com/watch?
v=1YOKnrxumb8>
https://www.youtube.com/watch?v=1YOKnrxumb8

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