Prévia do material em texto
<p>Manual do Curso de Licenciatura em Educação Física e Desporto</p><p>Fisiologia do Exercício</p><p>Universidade Católica de Moçambique</p><p>Centro de Ensino à Distância</p><p>Fisiologia do Exercício i</p><p>Direitos de autor</p><p>Este manual é propriedade da Universidade Católica de Moçambique, Centro de Ensino à Distância</p><p>(CED) e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste manual, no</p><p>seu todo ou em partes, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico,</p><p>gravação, fotocópia ou outros) sem permissão expressa da entidade editora (Universidade Católica de</p><p>Moçambique-Centro de Ensino à Distância). O não cumprimento desta advertência é passível a</p><p>processos judiciais.</p><p>Docente: Msc. Leonor Manuel José Picardo</p><p>Docente da Universidade pedagógica de Moçambique – Centro de Ensino a Distancia</p><p>Universidade Católica de Moçambique</p><p>Centro de Ensino à Distância</p><p>82-5018440</p><p>23-311718</p><p>82-4382930</p><p>Moçambique</p><p>Fax:</p><p>E-mail: eddistsofala@teledata.mz</p><p>Website: www. ucm.mz</p><p>mailto:eddistsofala@teledata.mz</p><p>Fisiologia do Exercício ii</p><p>Agradecimentos</p><p>Agradeço a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual:</p><p>Universidade Católica de Moçambique</p><p>Centro de Ensino à Distância..</p><p>Pelo meu envolvimento nas equipas do CED</p><p>como Colaborador, na área de Educação</p><p>Física e Desporto.</p><p>À Coordenação do Curso de Educaçã Física e</p><p>Desporto.</p><p>Pela contribuição e enriquecimentos ao</p><p>conteúdo</p><p>Ao coordenador: Bridgette Simone Bruce</p><p>Pela facilitação, orientação e prontidão</p><p>durante a concepção do presente manual.</p><p>Fisiologia do Exercício iii</p><p>Bem vindo ao Cadeira de : ................................................................................................ 3</p><p>Cadeira de Fisiologia do Exercício e ou Fisiologia do Desporto ..................................... 3</p><p>Quem deveria estudar este módulo ................................................................................... 3</p><p>Como está estruturado este módulo .................................................................................. 4</p><p>Ícones de actividade .......................................................................................................... 4</p><p>Habilidades de estudo ....................................................................................................... 5</p><p>Precisa de apoio? .............................................................................................................. 5</p><p>Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ................................................................................. 5</p><p>Avaliação .......................................................................................................................... 6</p><p>Unidade nº 1 7</p><p>Fisiologia do Exercício e Fisiologia do Desporto ............................................................. 7</p><p>Resumo ........................................................................................................................... 27</p><p>Exercício 1 ...................................................................................................................... 27</p><p>Unidade nº 2 28</p><p>Energia para o trabalho muscular .......................................................................... 35</p><p>Tecido conjuntivo .................................................................................................. 36</p><p>Recuperação após o treino ..................................................................................... 36</p><p>O papel do treino no crescimento muscular .......................................................... 37</p><p>Metabolismo de atleta ........................................................................................... 37</p><p>Exercícios certos para a hipertrofia. ............................................................................. 38</p><p>Sessões semanais de treino ......................................................................................... 38</p><p>Métodos para hipertrofia ............................................................................................ 39</p><p>A hipertrofia muscu ................................................................................................... 40</p><p>Sumário ........................................................................................................................... 42</p><p>Exercício 2 ...................................................................................................................... 43</p><p>Unidade nº 3 44</p><p>Respostas hormonais ao exercício .................................................................................. 44</p><p>Sumário ........................................................................................................................... 65</p><p>Exercício 3 ...................................................................................................................... 65</p><p>Unidade nº 4 67</p><p>Exercício para a promoção da saúde ............................................................................... 67</p><p>Sumário ........................................................................................................................... 75</p><p>Exercício 4 ...................................................................................................................... 75</p><p>Unidade nº 5 76</p><p>Avaliação física e fisiológica .......................................................................................... 76</p><p>Sumário ........................................................................................................................... 80</p><p>Fisiologia do Exercício ii</p><p>Exercício 5 ...................................................................................................................... 80</p><p>Unidade nº 6 81</p><p>Avaliação da força muscular ........................................................................................... 81</p><p>Introdução ....................................................................................................................... 81</p><p>Sumário ........................................................................................................................... 93</p><p>Exercício 6 ...................................................................................................................... 93</p><p>Unidade nº 7 94</p><p>Avaliação da Flexibilidade ............................................................................................. 94</p><p>Sumário ......................................................................................................................... 107</p><p>Exercício 7 .................................................................................................................... 107</p><p>Fisiologia do Exercício 3</p><p>Bem vindo ao Cadeira de :</p><p>Cadeira de Fisiologia do</p><p>Exercício e ou Fisiologia do</p><p>Desporto</p><p>Pretendemos que este módulo seja um contributo para que os</p><p>aprendentes adquiram um conhecimento aprofundado da Fisiologia do</p><p>Exercício e Fisiologia do Desporto.</p><p>Quando terminar o estudo da Fisiologia do Exercício e Fisiologia do</p><p>Desporto – 4º Ano, o formando será capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Ter conhecimento sobre a fisiologia dos exercícios;</p><p> Saber explicar o comportamento do organismo durante a prática do</p><p>exercício físico;</p><p> Saber a promover a qualidade de vida e saúde através de</p><p>actividade/exercício físico;</p><p>Quem deveria estudar este</p><p>módulo</p><p>Este Módulo foi concebido para os estudantes do 2º ano do curso</p><p>de Licenciatura em Educação Física e Desporto.</p><p>A Cadeira de Fisiologia do Exercício foi introduzida para os Formandos, que, na sua maioria,</p><p>são já Professores do EP e/ou do ESG. Começa nestas Presenciais, para, segundo o seu</p><p>propósito, desenvolver uma forma inovadora de estar e ser, conhecer e aplicar a mesma. Nesta</p><p>cadeira vamos falar de uma forma geral Das diferentes adaptações</p><p>químicos através de terminações nervosas. As substâncias de</p><p>natureza neurócrina podem atingir seus alvos de três maneiras:</p><p>a. O neurotransmissor é liberado diretamente para o espaço</p><p>intercelular, na fenda sináptica, e agirá inibindo ou estimulando</p><p>a célula pós-sináptica.</p><p>b) Um sinalizador neural é transferido através de uma junção do</p><p>tipo gap ou junção comunicante (nexo), que é uma</p><p>especialização de membrana encontrada entre neurônios, entre</p><p>neurônios e células endócrinas e entre células endócrinas. As</p><p>junções comunicantes permitem o movimento de pequenas</p><p>moléculas e sinais elétricos, criando um sincício funcional.</p><p>Fisiologia do Exercício 48</p><p>C) A neuro-hormona é liberado por um neurônio</p><p>neurossecretório para o sangue e atinge uma célula-alvo distante.</p><p>Como exemplos, podemos citar a ocitocina e o ADH.</p><p>Tecidos Secretores de Hormonas</p><p>Embora, virtualmente, todos os órgãos possam exibir actividade</p><p>endócrina, os órgãos endócrinos mais estudados são:</p><p> Hipófise</p><p> Hipotálamo</p><p> Tiroide</p><p> Paratiroide</p><p> Ilhotas pancreáticas (de Langerhans)</p><p>Fisiologia do Exercício 49</p><p>Hipótalamo e hipófise</p><p>A hipófise também denominada glândula pituitária, é uma</p><p>pequena glândula com cerca de 1 cm de diâmetro. Aloja-se</p><p>na sela túrcica ou fossa hipofisária do osso esfenoide na base</p><p>do cérebro. Está localizada abaixo do hipotálamo e</p><p>posteriormente ao quiasma óptico, sendo ligada</p><p>ao hipotálamo pela haste pedúnculo hipofisário ou infundíbulo, é</p><p>envolvida pela dura - máte ( exceto o infundíbulo). A hipófise é</p><p>considerada uma glândula mestra, pois secreta hormônios que</p><p>controlam o funcionamento de outras glândulas, sendo grande</p><p>parte de suas funções reguladas pelo hipotálamo.</p><p>Possui dimensões aproximadas a um grão de ervilha, pesando de</p><p>0,5 a 1 grama.</p><p>Do ponto de vista fisiológico, a hipófise é divida em duas partes</p><p>distintas: o lobo anterior ( adeno - hipófise) e o lobo</p><p>posterior(neuro - hipófise). A adeno-hipófise possui origem de</p><p>células epiteliais, enquanto neuro - hipófise possui origem</p><p>nervosa. Entre essas duas porções existem uma zona pouco</p><p>vascularizada chamada de parte intermédia, praticamente</p><p>ausente em humanos, mas bem desenvolvida e funcional em</p><p>outros animais.</p><p>A hipófise é responsável pela regulação da actividade de</p><p>outras glândulas e de várias funções do organismo como o</p><p>crescimento (hormona do crescimento - adeno - hipófise) e</p><p>secreção do leite através das mamas ( ocitocina - neuro -</p><p>hipófise)</p><p>A hipófise é dividida anatomicamente e funcionalmente em duas</p><p>partes (anterior e posterior). Cada parte será responsável por</p><p>funções fisiológicas diferenciadas. Sendo assim, reconhece -se</p><p>na hipófise:</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Sela_t%C3%BArcica</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rebro</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipot%C3%A1lamo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipot%C3%A1lamo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ervilha</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula</p><p>Fisiologia do Exercício 50</p><p>Adeno - hipófise ( hipófise anterior):Secreta as hormonas</p><p>que controlam o funcionamento de outras glândulas</p><p>endócrinas, quando estimuladas a fazer isso pelas hormonas</p><p>do hipotálamo.</p><p>Neuro- Hipófise ( hipófise posterior): Só armazena</p><p>hormonas produzido pelo hipotálamo.</p><p>Hormonas da hipófise</p><p>anterior</p><p>Hormonas hipotalâmico</p><p>Corantes</p><p>(tipo)</p><p>Tipo de célula</p><p>hormôna do</p><p>crescimento</p><p>secreção causada pelo GHRH</p><p>(hormôna liberador de</p><p>hormônio do crescimento)</p><p>acidófilo somatotrofo</p><p>prolactina</p><p>secreção INIBIDA pela DA</p><p>(dopamina, "prolactin</p><p>inhibiting factor"/PIF)</p><p>acidófilo lactotrofo</p><p>hormona folículo-</p><p>estimulante</p><p>secreção causada pelo GnRH</p><p>(hormôna liberador de</p><p>gonadotrofina)</p><p>basófilo gonadotrofo</p><p>hormona luteinizante</p><p>secreção causada pelo GnRH</p><p>(hormôna liberador de</p><p>gonadotrofina)</p><p>basófilo gonadotrofo</p><p>hormona estimulante</p><p>da tireóide</p><p>secreção causada pelo TRH</p><p>(hormôna liberador de</p><p>tireotrofina)</p><p>basófilo tireotrofo</p><p>hormona</p><p>adrenocorticotrófico</p><p>secreção causada pelo CRH</p><p>(hormona liberador de</p><p>corticotrofina)</p><p>basófilo corticotrofo</p><p>endorfinas - - -</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_do_crescimento</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_do_crescimento</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_horm%C3%B4nio_do_crescimento</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_horm%C3%B4nio_do_crescimento</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Acid%C3%B3filo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Somatotrofo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Prolactina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Dopamina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Acid%C3%B3filo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Lactotrofo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_fol%C3%ADculo-estimulante</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_fol%C3%ADculo-estimulante</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_gonadotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_gonadotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%B3filo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Gonadotrofo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_luteinizante</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_gonadotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_gonadotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%B3filo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Gonadotrofo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_estimulante_da_tire%C3%B3ide</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_estimulante_da_tire%C3%B3ide</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_tireotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_tireotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%B3filo</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tireotrofo&action=edit&redlink=1</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_adrenocorticotr%C3%B3fico</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_adrenocorticotr%C3%B3fico</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_corticotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_liberador_de_corticotrofina</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%B3filo</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Corticotrofo&action=edit&redlink=1</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Endorfina</p><p>Fisiologia do Exercício 51</p><p>Hipófise, Hipotálamo e o Exercício</p><p>O hipotálamo é responsável pela produção da maioria das</p><p>hormonas, actua na modificação celular, desde a permeabilidade</p><p>da membrana até as modificações metabólicas, como lipólise,</p><p>glicólise e outras funções.</p><p>De uma forma geral, tem-se uma glândula que produz um</p><p>hormona e a partir de um estímulo essa hormona vai para a</p><p>corrente sanguínea, que tem como objectivo chegar a um órgão</p><p>alvo. Ao chegar nesse órgão alvo, tal hormona causará um</p><p>efeito.</p><p>Existem três formas de acção dos hormona: parácrina, autócrina</p><p>e endócrina.</p><p> Parácrina: quando a hormona age na célula ao lado da</p><p>glândula da qual foi secretada;</p><p> Autócrina: quando a hormona age na própria glândula;</p><p> Endócrina: quando a hormona atinge órgãos distantes por</p><p>meio da corrente sanguínea.</p><p>Também existem células neuronais capazes de secretar</p><p>hormonas, essa substância hormonal é chamada de neurócrino.</p><p>O hipotálamo é quem produz a maioria das hormonas e envia</p><p>para as glândulas. Os corpos celulares dos núcleos hipotalâmicos</p><p>são os responsáveis pela síntese de hormonas, que vão para a</p><p>hipófise por via dos terminais dendríticos, e esta é a responsável</p><p>por armazenar e secretar tais hormonas. Ele faz contacto com a</p><p>hipófise, que é dividida em adeno-hipófise e neuro-hipófise.</p><p>Com a adeno,a “ligação” é através do eixo hipotálamo-hipófise,</p><p>que é um sistema vascular. Relaciona-se com a neuro-hipófise</p><p>pela via neuronal.</p><p>Fisiologia do Exercício 52</p><p>A rota de ativação principal é pela adenilatociclase: a hormona</p><p>reage com o receptor de membrana da célula, formando a</p><p>estrutura receptor- hormona que ativa a enzima adenilatociclase.</p><p>Esta é a responsável por</p><p>converter AMP em AMPc e este atua</p><p>como segundo mensageiro capaz de iniciar uma cascata de</p><p>reações que irão originar o efeito da hormona. Em reações</p><p>musculares, a calmodulina é o segundo mensageiro.</p><p>Existem dois tipos hormonais: os chamados esteroides e os não-</p><p>esteróides. As hormona esteroides são formados por colesterol e</p><p>os ditos não-esteroides, por aminoácidos. Exemplos de</p><p>esteroides, os sexuais: progesterona, testosterona; não-</p><p>esteróides: tireoideos, peptídicas como a ocitocina e</p><p>vasopressina.</p><p>Atletas com baixa densidade de gordura corporal apresentam</p><p>amenorreia, devido a não produção de esteróides que estão</p><p>relacionados com a menstruação.</p><p>A regulação da secreção é variável, podendo ser admitida a</p><p>partir de feed backnegativo (aumentoda concentração plasmática</p><p>induz a inibição da enzima de síntese) ou por razões</p><p>relacionadas ao metabolismo do corpo, como a glicemia alta que</p><p>é o estímulo para a secreção de insulina pelas células beta do</p><p>pâncreas.</p><p>Hormonas</p><p> Ocitocina: a ocitocina é uma horma produzido pelo corpo</p><p>celular hipotalâmico que será armazenado e secretado</p><p>pela neuro-hipófise. A ocitocina é estimulada pela</p><p>sucção feita pelo bebê no peito da mãe durante a</p><p>amamentação, ele então estimula a ejeção do leite e</p><p>Fisiologia do Exercício 53</p><p>também atua na contração uterina. Não apresenta</p><p>relação com o exercício físico.</p><p> Vassopresina ou ADH (hormona anti-diurético):</p><p>produzido pelo hipotálamo, é armazenado e secretado</p><p>pela neuro-hipófise. Durante o exercício, a</p><p>concentração circulante na corrente sanguínea é</p><p>aumentada, devido à desidratação causada pela</p><p>sudorese .</p><p> Beta-endorfina: secretada pela adeno-hipófise, é</p><p>considerada a mais importante endorfina dentre as</p><p>outras (alfa e gama).Seu efeito é generalizado, sendo</p><p>produzida a partir de uma pró-hormona (POMC). A</p><p>POMC (Pro-opiomelanocortin) é sintetizada no córtex</p><p>da suprarenal e captada pela adeno-hipófise,</p><p>posteriormente sofrerá clivagensque darão origem às</p><p>endorfinas. A beta-endorfina é sintetizada durante o</p><p>exercício físico e liberada após 30 minutos de</p><p>duração.Estudos apontam relação com vício pelo</p><p>exercício em pessoas que praticam diariamente ou há</p><p>bastante tempo, uma vez que a hormona tem</p><p>propriedades de analgesia, euforia e bem-estar.</p><p> Opióides: são substâncias derivadas do ópio, como a</p><p>morfina, codeína e heróina. Utilizadas em amplas</p><p>situações, todas geram estados distintos ao indivíduo.</p><p>A morfina tem efeitos analgésicos, é muito utilizada</p><p>em hospitais para tratamento de queimados,</p><p>portadores de câncer, e todos aqueles que sofrem de</p><p>dor constante e forte. A cadeína é um analgésico</p><p>menos potente do que a morfina e induz grande</p><p>sonolência ao usuário. Aheroína gera bem-estar e</p><p>euforia ao usuário. Essas substâncias não são</p><p>produzidas pelo corpo, diferentemente da beta-</p><p>endorfina.</p><p>Fisiologia do Exercício 54</p><p> GH: GH ou hormona do crescimento, é uma substância</p><p>secretada durante toda a vida das pessoas, mesmo em</p><p>diferentes fases. Durante o desevolvimento, tem como</p><p>função a proliferação celular e na fase adulta, para a</p><p>reparação tecidual. O GHRH é quem é produzido e</p><p>liberado pelo hipotálamo e quem vai estimular a</p><p>secreação do GH. A deficiência do GH gera nanismo.</p><p>Na prática esportiva, quanto maior a intensidade do</p><p>exercício, maior será a concentração plasmática do</p><p>hormônio, por necessidade de maior reparação</p><p>tecidual. Em atletas, tem função de espessamento</p><p>ósseo e crescimento de ossos chatos. O corpo produz</p><p>uma quantidade “x”, portanto quando administrado</p><p>exogenamente pode ser considerado dopping. O atleta</p><p>que faz uso exógeno deve administrar em período que</p><p>anteceda o campeonato para que a quantidade possa</p><p>ser eliminada antes da competição.</p><p>A medula adrenal é dividida morfologicamente em medula e</p><p>córtex. A medula adrenal secreta catecolaminas e o córtex,</p><p>aldoresterona, cortisol e DHEA.</p><p>Catecolaminas: são consideradas neuro-hormonas, uma vez que</p><p>estão vinculadas ao sistema neural simpático. As catecolaminas</p><p>são: a dopamina, a noradrenalina e adrenalina. A actividade</p><p>física ativa a secreção de catecolaminas como a noradrenalina e</p><p>adrenalina, elas ativam a lipase hormona sensitiva (que aumenta</p><p>mobilização de ácidos graxos visto que essa hormona atua</p><p>quebrando os triglicerídeos) e aumentam a actividade glicolítica.</p><p>O cortisol secretado pela zona fasciculada do córtex, tem como</p><p>função principal ser antiinflamatório, também atua na síntese</p><p>proteica e é conhecido como o hormona do estresse. Portanto,</p><p>em condições de actividade física em que o estresse é</p><p>apresentado, a secreção de cortisol é acentuada. O estímulo para</p><p>Fisiologia do Exercício 55</p><p>a secreção é via ACTH (adrenocorticótrofo) que é produzido</p><p>pela hipófise. A administração de medicamentos corticóideis,</p><p>uso exógeno, também tem ação antiinflamatória e causa retenção</p><p>hídrica. É utilizado para acelerar o processo de cura e diminuir</p><p>sintomatologia dolorosa, portanto é para atletas com inflamação</p><p>fechada que não tenha bactérias. Além de efeitos</p><p>antiinflamatórios, o medicamento bloqueia os mediadores da</p><p>dor. O cortisol tem efeitos contra-regulatórios da insulina,</p><p>portanto durante o exercício que há uma diminução da</p><p>concentração de insulina plasmática, tem-se um aumento de</p><p>cortisol, propondo hiperglicemia, visto que em situações de</p><p>exercício a concentração já diminui e somado à ação do cortisol,</p><p>essa concentração diminui mais.</p><p>A aldosterona secretada pela zona glomerulosa, faz regulação da</p><p>composição eletrolítica dos fluidos. Atua nos túbulos</p><p>contorcidos proximais no rim, aumentando a reabsorção de</p><p>potássio, sódio e juntamente a água, por efeito osmótico. Perdas</p><p>hídricas durante o exercício, ativam a aldosterona e a</p><p>vasopressina.</p><p>Os hormonas tireódeos, secretados pela glândula tireóide, são</p><p>importantes reguladores do metabolismo, aumentam a sua</p><p>actividade metabólica. Pessoas com hipotireoidismo, possível</p><p>falta de iodo além de outros motivos, apresentam redução na</p><p>taxa metabólica basal e disposição para reserva de energia. Já</p><p>pessoas com hipertireoidismo apresentam magreza, hipertensão</p><p>e outros. Durante o exercício, a concentração de hormônios</p><p>tireóideos são aumentadas , para que ocorra o aumento do</p><p>metabolismo basal. Após o exercício, observa-se estabilização</p><p>da concentração desses hormônios.</p><p>Fisiologia do Exercício 56</p><p>Pessoas que iniciam uma dieta e após algum tempo deparam-se</p><p>com um platô, ou seja, a perda de peso é dificultada e não</p><p>acontece, aconselha-se o início da prática de exercício físico,</p><p>pois o exercício irá aumentar a concentração de hormônios</p><p>tireoideanos aumentando também o metabolismo basal e</p><p>tornando-se apto então a perda de peso. Esse platô inicial deve-</p><p>se à adequação das hormonas à nova ingesta calórica, admitindo</p><p>ser a necessidade energética.</p><p>Tireóide</p><p>A principal função da glândula tireoide é a produção de</p><p>hormonas obipiscilianos, T3 (triiodotironina) e T4 (cetratofina).</p><p>A produção destas hormonas é feita após estimulação das células</p><p>pela hormona da hipófise TSH (thyroid stimulating hormone) no</p><p>receptor membranar do TSH, existente em cada célula folicular.</p><p>As células intersticiais, células c, produzem calcitonina, uma</p><p>hormonio que leva à diminuição da concentração de cálcio no</p><p>sangue (estimulando a formação óssea).</p><p>Os efeitos fisiológicos gerais das hormonas da tireóide</p><p>consistem em ativar a transcrição nuclear de grande número de</p><p>genes, resultando em: Síntese de enzimas, proteínas estruturais,</p><p>proteínas transportadoras,... Assim, há um aumento da</p><p>actividade funcional de todo o organismo.</p><p>Aumento da Actividade Metabólica celular</p><p> Aumento do número e da actividade das mitocôndrias</p><p> Aumento do transporte ativo de íons através das</p><p>membranas celulares.</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3fise</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/TSH</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Membrana</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lcio</p><p>Fisiologia do Exercício 57</p><p>Tireóide e o Exercício</p><p>Segundo alguns autores, a secreção de TSH é possivelmente</p><p>aumentada durante o exercício Essa estimulação pode ser</p><p>explicada pela necessidade do corpo de aumentar seu</p><p>metabolismo para praticar o exercício.</p><p>Os níveis de TSH permanecem elevados por diversos dias após</p><p>uma competição e promove um aumento tardio da liberação de</p><p>T3 e T4 (CANALI & KRUEL, 2001; CILOGLU et al, 2005;</p><p>PARDINI, 2001).</p><p>De acordo com Canali & Kruel (2001), secções de exercício</p><p>submáximas prolongadas fazem com que o T4 permaneça 35%</p><p>mais elevado do que os níveis de repouso, depois de um pico</p><p>inicial no começo do exercício, e os níveis de T3 tendem a</p><p>aumentar também. Já segundo Pardini (2001), ocorre maior</p><p>deiodinação do T3 durante o exercício, entretanto seus níveis</p><p>séricos não se alteram.</p><p>Paratireóides</p><p>Gônadas (testículos e ovários)</p><p>Hormônio Masculino: OS testículos são responsáveis pela</p><p>espermatogênese e síntese de hormônios sexuais. A função</p><p>testicular é regulada pelo SNC através do controle com o GnRH</p><p>(hipotalâmico) e gonadotrofinas hipofisárias. O sistema</p><p>reprodutor masculino está organizado a partir dos testículos, do</p><p>pênis e das glândulas acessórias (próstata e vesículas seminais)</p><p>Alguns Factores podem diminuir os níveis de testosterona:</p><p> Idade</p><p> Obesidade</p><p> Abuso de álcool e drogas</p><p> Stress</p><p> Alguns medicamentos</p><p> Overtraining</p><p> Falta de descanso/ sono</p><p>Fisiologia do Exercício 58</p><p> Hipertensão arterial e colesterol</p><p>Os androgênios são hormonas necessários durante toda a vida</p><p>em machos, desde a diferenciação sexual heterogamética no</p><p>útero, passando pelo desenvolvimento sexual secundário durante</p><p>a puberdade, chegando ao estabelecimento e manutenção da</p><p>função sexual adulta e da fertilidade. Sua acção também pode ser</p><p>observada em grande número de tecidos-alvo, reprodutivos e não</p><p>reprodutivos, incluindo osso, tecido adiposo, músculo</p><p>esquelético, coração, cérebro, próstata, rins e fígado.</p><p>A deficiência de testosterona é uma condição clínica comum,</p><p>que contribui para comorbidades, que incluem:</p><p>• Diminuição da massa muscular;</p><p>• Aumento da massa gorda;</p><p>• Aumento de inflamação;</p><p>• Resistência à insulina;</p><p>• Risco para doença cardiovascular;</p><p>• Disfunção sexual;</p><p>• Fadiga; • Depressão;</p><p>• Diminuição da qualidade de vida.</p><p>ovários</p><p>As hormonas da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as</p><p>células dos ovários a produzir sua própria hormona, o</p><p>estrógeno). A cada mês, essas hormonas provocam o</p><p>amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse</p><p>amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então,</p><p>amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a</p><p>umavesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário.</p><p>Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às</p><p>franjas da tuba uterina.</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/LH</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/FSH</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%B3cito</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%A1rios</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ves%C3%ADcula</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovula%C3%A7%C3%A3o</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuba_uterina</p><p>Fisiologia do Exercício 59</p><p>Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro</p><p>que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um</p><p>hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células</p><p>foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares</p><p>vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormona</p><p>luteinizante). Essa hormona vai luteinizar essas células e as</p><p>células foliculares agora serão chamadas de células granulosas</p><p>luteínicas. As células da teca serão chamadas células</p><p>tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto,</p><p>que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá</p><p>desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células</p><p>se enchem de grãos de luteína. As células ficam então</p><p>granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado</p><p>momento. A luteína aparece em função da hormona</p><p>luteinizante. Se não houver gravidez, essa hormona para de ser</p><p>produzido pela hipófise.</p><p>Ilhotas pancreáticas (de Langerhans)</p><p>A secreção das hormonas pancreáticos é realizada pelas ilhotas</p><p>de langerhans – representam menos de 2% das células do</p><p>pâncreas</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovula%C3%A7%C3%A3o</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_l%C3%BAteo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_luteinizante</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio_luteinizante</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=C%C3%A9lulas_granulosas_lute%C3%ADnicas&action=edit&redlink=1</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=C%C3%A9lulas_granulosas_lute%C3%ADnicas&action=edit&redlink=1</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=C%C3%A9lulas_tecolute%C3%ADnicas&action=edit&redlink=1</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=C%C3%A9lulas_tecolute%C3%ADnicas&action=edit&redlink=1</p><p>Fisiologia do Exercício 60</p><p>Outros órgãos que também podem apresentar actividade</p><p>endócrina estão listados abaixo:</p><p>a. Coração: produz o peptídeo atrial natriurético.</p><p>b. Rins: produzem o calcitriol (vitamina D).</p><p>c. Fígado: produz o calcidiol (vitamina D) e a somatomedina</p><p>(fator de crescimento insulina-símile).</p><p>d. Glândula pineal: produz melatonina.</p><p>e. Pele: produz calciferol (vitamina D).</p><p>f. Trato gastrintestinal: produz gastrina, colecistocinina,</p><p>secretina, dentre outros hormônas.</p><p>Características Físicas</p><p>As três maiores classes das hormonas são: esteróides, proteínas (e</p><p>peptídeos) e os derivados de aminoácidos. Ainda não foram</p><p>descobertos hormonas polissacarídicos ou ácidos nucleicos de ação</p><p>hormonal.</p><p>Fisiologia do Exercício 61</p><p>Receptores Hormonais</p><p>Representam um grupo único de moléculas presentes na</p><p>superfície da célula ou dentro dela capazes de interagir com os</p><p>hormonas e originar uma resposta celular. A especificidade de</p><p>uma hormona depende de sua interação espacial com um</p><p>receptor através de uma ligação não covalente.</p><p>Os receptores podem se localizar na membrana da célula</p><p>(receptores de membrana), no citossol (receptores citossólicos)</p><p>ou no núcleo (receptores nucleares ou gênicos).</p><p>Existem 4 classes de receptores de membrana:</p><p>a. Receptores acoplados à proteína G. Estes receptores se</p><p>acoplam a uma enzima através da proteína G. Estas enzimas</p><p>geram a formação de segundos mensageiros (mecanismo do</p><p>segundo mensageiro) como o AMP cíclico, o GMP cíclico, o</p><p>trifosfato de inositol e os íons Ca2+. Estes segundos</p><p>mensageiros ativam enzimas intracelulares (quinases). São</p><p>exemplos de hormônas que utilizam este tipo de receptor: as</p><p>hormônas hipofisários e outras hormonas peptídicos, a</p><p>adrenalina e a noradrenalina.</p><p>b. Receptores ligados a canais iônicos, como aqueles utilizados</p><p>pela acetilcolina e outros neurotransmissores.</p><p>c. Quinases. Os próprios receptores apresentam actividade</p><p>efetora, como os receptores de insulina e da somatomedina.</p><p>d. Receptores ligados a quinases. Os receptores não apresentam</p><p>actividade efetora intrínseca, mas estão associados a enzimas</p><p>efetoras (quinases). São utilizados, por exemplo, pela hormôna</p><p>do crescimento e pela prolactina.</p><p>Fisiologia do Exercício 62</p><p>Os receptores citossólicos se ligam aos seus hormônas</p><p>específicas e migram para o núcleo onde interagem na forma de</p><p>um complexo (receptor-hormona) com genes. Os esteróides</p><p>podem utilizar estes tipos de receptores.</p><p>Os receptores nucleares, utilizados por esteróides e hormonas</p><p>tireoideanas, estão vinculados a genes e, assim como os</p><p>citossólicos, controlam processos de transcrição.</p><p>Adrenais</p><p>As Catecolaminas são um grupo de substâncias que incluem a</p><p>adrenalina, a noradrenalina e a dopamina, as quais são</p><p>sintetizadas a partir do aminoácido tirosina.Da secreção total da</p><p>suprarenal, a adrenalina é responsável por 80% da secreção,</p><p>enquanto a noradrenalina</p><p>é responsável apenas por 20%. Elas</p><p>atuam em conjunto e provocam aumento da taxa de</p><p>metabolismo; aumento da glicogenólise, uma vez que aumenta a</p><p>atividade da fosforilase que catalisa a degradação de glicogênio,</p><p>e da lipólise tanto no fígado como no músculo. Além disso, esses</p><p>Fisiologia do Exercício 63</p><p>hormônios são responsáveis pelo aumento da liberação de</p><p>glicose e ácidos graxos livres para a corrente sangüínea e a vaso</p><p>dilatação nos vasos do músculo.</p><p>Alteração Hormonal em Resposta ao Exercício Físico</p><p>Sabidamente todo ser humano possui uma maquinaria</p><p>homeostática capaz de controlar sinais vitais como pressão</p><p>arterial, temperatura corporal. Hormonas são substâncias</p><p>excretadas pelas glândulas e que são transportados até a corrente</p><p>sanguínea com a finalidade de atingir órgãos alvo.</p><p>A função das hormonas é sinalizar para as células respostas</p><p>específicas. O exercício então, pode ser considerado um potente</p><p>estimulador das hormonas, fazendo com que estes trabalhem</p><p>harmoniosamente direcionando para os benefícios da saúde</p><p>humana. A partir desses conhecimentos é importante salientar o</p><p>conceito das hormônas e as interações com a actividade física ou</p><p>desporto. Por exemplo, a insulina é uma hormona anabólico</p><p>produzido pelas células beta do pâncreas nas ilhotas Langerhans</p><p>que tem a principal função de captar a glicose da corrente</p><p>sanguínea para dentro das células.</p><p>O exercício faz aumentar a sensibilidade dessa hormona</p><p>mantendo os níveis de glicose em valores normais com a prática</p><p>crônica do exercício. O treinamento físico parece aumentar o</p><p>número de proteínas transportadoras de glicose (GLUT-4), que</p><p>leva a glicose para a musculatura esquelética exercitada. O</p><p>exercício físico é nesse sentido, uma terapia não farmacológica</p><p>para o diabetes mellitus. Outras hormonas como o cortisol e o</p><p>GH são ativados durante a prática do exercício e são conhecidos</p><p>como hormônas contra-reguladores, pois atuam de forma</p><p>antagônica à acção da insulina.</p><p>O cortisol é conhecido como hormona do estresse, pois em</p><p>condições como jejum e traumas seus níveis se encontram</p><p>Fisiologia do Exercício 64</p><p>aumentados. Já o GH(somatotropina) é uma hormona anabólico</p><p>e que está relacionado com o crescimento de diversos tecidos.</p><p>Então quando se inicia uma actividade física, as hormonas</p><p>cortisol e GH se elevam em contrapartida a insulina abaixa. Esse</p><p>mecanismo é importante para a manutenção da glicose</p><p>plasmática, já que a própria musculatura capta a glicose. Além</p><p>disso, o nosso cérebro é o tecido com maior necessidade da</p><p>glicose. Durante o descanso após a actividade física as</p><p>concentrações de GH se elevam fazendo restaurar todo o estresse</p><p>imposto sobre as células.</p><p>Outro exemplo de hormonas, são as catecolaminas que se</p><p>elevam decorrentes do aumento da frequência cardíaca e fluxo</p><p>sanguíneo, ativando as actividades simpáticas. Isso faz,</p><p>aumentar a temperatura corporal e a freqüência respiratória,</p><p>levando o fluxo de sangue das vísceras para a musculatura</p><p>exercitada. A testosterona é uma hormona sintetizada pelo</p><p>colesterol nos testículos por reacções enzimáticas. Ela é</p><p>responsável pela massa muscular e agressividade principalmente</p><p>nos homens. O treinamento de força aumenta as concentrações</p><p>de testosterona o que potencializa a hipertrofia.</p><p>Além disso, o exercício moderado pode liberar a endorfina que</p><p>estimula o bem estar e diminui a ansiedade e cansaço do dia-a-</p><p>dia. O controle da fome também é regulada por hormônios como</p><p>a leptina e grelina, sendo que o exercício contribui para a</p><p>regulação destes. Quanto mais obeso é o indivíduo maior são os</p><p>níveis de leptina. Por fim, as hormônas regulam diversas funções</p><p>fisiológicas importantes, tendo o exercício físico como</p><p>coadjuvante de prevenções de diversas patologias relacionadas à</p><p>regulação hormonal.</p><p>Fisiologia do Exercício 65</p><p>Sumário</p><p>O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas, as</p><p>quais tem como característica a produção de secreções,</p><p>chamadas de hormônios. As glândulas endócrinas lançam os</p><p>hormônios diretamente na corrente sanguínea, por onde eles</p><p>atingem todas as células do corpo..</p><p>Exercício 3</p><p>4. Fale da relação existente entre as hormonas e o exercicio</p><p>físico</p><p>Fisiologia do Exercício 66</p><p>Fisiologia do Exercício 67</p><p>Unidade nº 4</p><p>Exercício para a promoção</p><p>da saúde</p><p>Introdução</p><p>Os resultados de diversas pesquisas levam à conclusão de que a</p><p>actividade física aumenta a longevidade e protege contra o</p><p>desenvolvimento das principais doenças crônicas não</p><p>transmissíveis, como a doença arterial coronariana, hipertensão</p><p>arterial, acidente vascular encefálico, diabetes mellitus não</p><p>insulino-dependente, osteoporose e neoplasia de cólon.</p><p>Alguns estudos sugerem que o sedentarismo também aumenta o</p><p>risco de câncer de próstata, pulmão e mama, além de depressão.</p><p>Ainda, níveis adequados de atividade física auxiliam na</p><p>reabilitação de pacientes com doenças cardiovasculares e outras</p><p>doenças crônicas.</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Conhecer a importancaia da practica regulara da actividade e</p><p>exercício físico;</p><p> Saber os conceitos e diferencas da actividade fisisca e do</p><p>exerecício físico.</p><p>Fisiologia do Exercício 68</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral.</p><p>Exercício para a promoção da saúde</p><p>O reconhecimento da importância da actividade física</p><p>para a saúde e para a qualidade de vida é fundamental e</p><p>de acordo com Ghorayeb e Barros (1999) não é de se</p><p>estranhar que esteja entre as 22 áreas de prioridades do</p><p>projecto do governo americano. Ao adotar um estilo de</p><p>vida ativo, baseado na prática regular de actividade</p><p>física, reduz os riscos de desenvolvimento da maior parte</p><p>das doenças crônico-degenerativas. Faz-se um</p><p>comparativo ainda de que a actividade física regular seja</p><p>uma tentativa de controle das doenças crônico-</p><p>degenerativas, assim como a imunização representa a</p><p>tentativa de controle das doenças infecto- -contagiosas.</p><p>(ZAMAI, 2009). Evidentemente o homem</p><p>contemporâneo utiliza cada vez menos as potencialidades</p><p>de seu corpo e esse baixo nível de actividade física é</p><p>decisivo no desenvolvimento de algumas doenças. Desse</p><p>modo existe uma necessidade de que o homem atual</p><p>promova mudanças no seu estilo de vida, como</p><p>incorporar no seu cotidiano a prática de actividades</p><p>Fisiologia do Exercício 69</p><p>físicas. A actividade física regular associada a uma</p><p>alimentação saudável e a eliminação do hábito de fumar</p><p>é fundamental para prevenir doenças crônicas.</p><p>(ZAMAI et al., 2008; ZAMAI, 2009) Outros fatores</p><p>relevantes sobre o benefício proporcionado pela</p><p>atividade física para a saúde emocional das pessoas estão</p><p>no reforço da auto-estima, relacionada a melhor imagem</p><p>corporal e a autonomia devido a maior mobilidade física</p><p>que os exercícios físicos proporcionam. De acordo com</p><p>Matsudo et al. (2002), os benefícios proporcionados pela</p><p>actividade física são: Benefícios fisiológicos: diminui a</p><p>pressão arterial, controla o peso corporal, aumenta a</p><p>densidade óssea e a resistência física, melhora a força</p><p>muscular, o perfil lipídico e a mobilidade. Benefícios</p><p>psicológicos: melhora a auto-imagem, aumenta a auto -</p><p>estima e o bem-estar, diminui o estresse e a depressão,</p><p>mantém a autonomia e reduz o isolamento. Allsen et al.</p><p>(2001) destacam outros benefícios proporcionados por</p><p>um programa de actividade física, dentre eles estão:</p><p>• Aumento da resistência aeróbia no desempenho de</p><p>tarefas específicas;</p><p>• Melhora da capacidade funcional do sistema</p><p>circulatório e respiratório;</p><p>• Melhora da força e flexibilidade dos músculos</p><p>e</p><p>articulações;</p><p>• Reduz os riscos de lesões na região lombar;</p><p>• Desenvolve a força do sistema esquelético;</p><p>• Controla o peso e reduz a gordura corporal;</p><p>• Exerce ação positiva sobre os órgãos internos;</p><p>• Retarda o processo fisiológico de envelhecimento;</p><p>• Desenvolve as capacidades físicas;</p><p>Fisiologia do Exercício 70</p><p>• Diminui o gasto energético e conseqüentemente a</p><p>fadiga para tarefas específicas;</p><p>• Alivia o estresse e a tensão;</p><p>• Estimula a atividade mental e;</p><p>• Reduz o risco de doenças crônicas não transmissíveis.</p><p>São infinitos os benefícios que a actividade física pode</p><p>trazer para as pessoas, podendo atuar diretamente no</p><p>campo da saúde física onde pode-se ter: redução de peso</p><p>e porcentagem de gordura; diminuição da pressão arterial</p><p>em repouso; melhora do diabetes; redução do colesterol</p><p>total; melhora da capacidade aeróbia e anaeróbia.</p><p>Portanto, pode-se também ter benefícios cárdio-</p><p>respiratórios, melhora da força, tônus muscular,</p><p>flexibilidade, fortalecimento de ossos e articulações e</p><p>queima de calorias, além de auxiliar no desenvolvimento</p><p>psicomotor no caso específico de crianças (MARIS,</p><p>2004; THEOBALD e DIETTRICH, 2007).</p><p>Nas ultimas três décadas muitos trabalhos foram</p><p>publicados e inúmeros estudos têm mostrado a eficiência</p><p>da actividade física como forma de promover saúde. Essa</p><p>associação diminui a incidência das doenças crônico-</p><p>degenerativas (doença arterial coronariana, diabetes,</p><p>hipertensão, osteoporose) dentre outras. De acordo com a</p><p>OPAS (2003), além de todos os benefí- cios já</p><p>mencionados anteriormente, a actividade física resulta</p><p>em benefícios econômicos, reduzindo custos de atenção à</p><p>saúde. Nos Estados Unidos, por exemplo, os custos</p><p>associados à inatividade e a obesidade nas despesas de</p><p>saúde foram de 9,4% em 1995. Os ativos, de acordo com</p><p>dados de 1998, economizam US$ 500,00 por ano em</p><p>custos de atenção à saúde. No ano de 2000, a falta de</p><p>Fisiologia do Exercício 71</p><p>exercício pode ter acrescido cerca de US$ 75 bilhões aos</p><p>custos médicos. Os dados do Canadá apresentam 6% do</p><p>custo total de atenção à saúde associados à inactividade</p><p>física. Através da ministração de atividades físicas na</p><p>promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida, bem</p><p>como do bem estar cotidiano, salienta-se que o Programa</p><p>Mexa-se UNICAMP tem oferecido semanalmente aos</p><p>servidores e a comunidade que a freqüenta práticas</p><p>relacionadas a alongamentos, caminhadas monitoradas,</p><p>ginástica localizada, consciência corporal e auto-</p><p>masagem/ relaxamento, onde observa-se que estas</p><p>práticas tem contribuído significativamente para</p><p>melhorar o desempenho das atividades cotidianas no</p><p>setor de trabalho, diminuir do peso corporal e da pressão</p><p>arterial e das dores articulares e desconfortos físicos no</p><p>ambiente trabalho e conseqüentemente tem melhorado a</p><p>qualidade de vida, da saúde e bem estar dos participantes.</p><p>Performance</p><p>Muita genete se pergunta oque é necessario para se formar um</p><p>atleta, ou quais tipos de treinamento capazes de transformar um</p><p>verdadeiro campeão. Na verdade a perfomance desportiva é um</p><p>cojunto de factores bastante complexo, somente o</p><p>desenvolvimento armonioso de todos objectivos a seguir</p><p>permiite o individuo atingir o seu resultado maximo.</p><p>Objectivos psicomotores: abrangem os factores de</p><p>condicionamento físico (resistência, forca, velocidade e</p><p>coordenação) e o processo de aprendizagem motora em si.</p><p>Objectivos cognitivos: Conhecimento de ordem táctica e</p><p>técnica e principios básiscos gerais, que tendem a aumentar a</p><p>eficácia do treinamento.</p><p>Fisiologia do Exercício 72</p><p>Objectivos afetivos: força de vontadade, superaçã, autodominio,</p><p>prazer em praticar a actividade proposta, persitência, foco na</p><p>victoria.</p><p>Assim, mais que um bom praticante, o bom técnico deve ser uma</p><p>pessoa com conhecimentos suficiente para trabalhar em conjunto</p><p>cada um destes objectivos. Se, em algum momento, faltar o</p><p>desenvolvimento de qualquer um deles, esta deficiência será o</p><p>principal factor limitante ao sucesso do atleta.</p><p>Capacidade aeróbia e anaeróbia</p><p>Capacidade anaeróbica é a capacidade do corpo de usar os</p><p>sistemas sem necessidade de oxigênio, contrariamente à</p><p>aeróbica, que necessita de oxigênio para o funcionamento dos</p><p>sistemas. Portanto, a capacidade anaeróbica é importante para</p><p>atividades de alta intensidade e pouca duração, como levantar</p><p>peso ou corrida de pequena distância.</p><p>Cada movimento ou actividade requer uma forma diferente de</p><p>resistir, por isto podemos dizer que também existem diferentes</p><p>tipos de resistências. A aeróbica, que é como uma base que o</p><p>organismo tem para realizar outras actividades sem recair em</p><p>seguida no esgotamento, e a anaeróbica, que nos permite realizar</p><p>esforços de curta duração, mas de grande intensidade.</p><p>Mediante as diferentes situações onde pomos nosso corpo à</p><p>prova, tentamos superar aos poucos o cansaço o mais</p><p>rapidamente possível, para assim continuar a actividade durante</p><p>mais tempo.</p><p>Qualquer esforço repercute em nosso organismo, e a resistência</p><p>aeróbica produz efeitos que nos ajudam a superar os esforços de</p><p>maneira favorável. Entre outros, melhora a capacidade cardíaca,</p><p>aumenta o volume do sangue mandando para o coração a cada</p><p>sístole, diminui a freqüência de pulsações, coloca em</p><p>Fisiologia do Exercício 73</p><p>funcionamento maior número de capilares quando o músculo</p><p>está em movimento.</p><p>A resistência anaeróbica inclui os esforços de curta duração, e</p><p>de grande intensidade. Alguns exemplos: saltos, lançamentos,</p><p>arrancadas, batidas, chutes, socos. Estes esforços são tão</p><p>intensos, que rapidamente provocam a falta de oxigênio durante</p><p>o esforço, do que nosso sangue pode mandar.</p><p>Esta “dívida” será “paga” logo que realizamos o esforço</p><p>(trabalho), quer dizer, no período de recuperação.</p><p>Falando da resistência anaeróbica, temos que distinguir dois</p><p>tipos, que tem duas fontes de energia.</p><p>Resistência anaeróbica láctica: É a realizada com esforços</p><p>intensos e com duração de 30 segundos ou mais, não dando</p><p>tempo ao organismo de se recuperar, assim o sangue se</p><p>sobrecarrega de ácido láctico (AL), produzindo a partir deste</p><p>momento efeitos negativos no rendimento, pelo que se deve</p><p>deixar um tempo de pausa antes de recomeçar. Alguns</p><p>exemplos: uma corrida de 400m; socar o saco de treino durante</p><p>mais de 30 segundos; luta pesada, etc.</p><p>Resistência anaeróbica aláctica: Como o nome indica, há falta</p><p>de ácido láctico. O tempo de atuação é tão curto que não há</p><p>tempo para que o AL se acumule no sangue, sendo o esforço</p><p>igual ou mais intenso que o anterior. Exemplos: todos os gestos</p><p>que não passam de 15 a 20 segundos, a arrancada de um chute</p><p>ou de um soco, um lançamento de um homem, ou um salto. Este</p><p>tipo de treino pretende aumentar as reservas alcalinas do nosso</p><p>organismo e desta forma podemos suportar o acúmulo de ácido</p><p>láctico no sangue, o que permite que continuemos a atividade;</p><p>também aumenta o calibre das paredes do coração; nos permite</p><p>Fisiologia do Exercício 74</p><p>agüentar esforços em que sobem muito as pulsações (190 a 200</p><p>pulsações, ou até mais).</p><p>Os esforços que aumentam muito nosso ritmo cardíaco</p><p>(palpitações forte e rápidas) são anaeróbicos e os que as</p><p>pulsações não superam 170 a 180 pulsações por minuto são</p><p>aeróbicos. Sabendo disto podemos controlar um pouco nosso</p><p>esforço, dirigidos por um treinador. Devemos fazer um</p><p>treinamento progressivo, assim evitamos lesões, tanto</p><p>musculares como cardíacas. A corrida contínua é o primeiro</p><p>passo da resistência.</p><p>Vamos aumentando o ritmo da corrida à medida que vamos</p><p>tendo facilidade em correr. O ideal seria correr diariamente de</p><p>10 a 15 minutos seguidos. O passo seguinte seria o cross-</p><p>country, quer dizer, corridas pelo campo, montanha ou similar.</p><p>O “farlek” ou jogo de corridas, como o nome indica, intercala</p><p>corridas rápidas, curtas, lentas,</p><p>subidas, descidas, planos, tudo o</p><p>que puder, sem parar. O tempo de duração varia de 20 a 45</p><p>minutos. O principal é manter as pulsações subindo e descendo</p><p>continuamente.</p><p>O circuito é outro meio de treinar a resistência. Consiste em</p><p>realizar determinado número de exercícios (8 a 12) seguidos e</p><p>sem interrupções. O tempo de ação é de 10 a 30 segundos cada</p><p>exercício, e entre um e outro exercício o mesmo intervalo. Só</p><p>termina o circuito quando fizermos todos os exercícios, e pode</p><p>ser repetido de uma a três vezes.</p><p>A resistência é uma qualidade física que podemos dividir em</p><p>geral e específica, sendo a primeira básica e universal a todas as</p><p>artes marciais, e a segunda, particular à especialidade escolhida,</p><p>que vai depender do tipo de esforço que nos exija.</p><p>Fisiologia do Exercício 75</p><p>Cada arte marcial emprega alguns grupos musculares com</p><p>freqüência e sobre estes deve recair o desenvolvimento da</p><p>resistência específica, sendo esta a fase denominada resistência</p><p>muscular.técnicos.</p><p>Sumário</p><p>Durante o treinamento de qualquer capacidade fisica é</p><p>importante antes de mais nada treinar a resistência básica,</p><p>durante os sistemas de treino aeróbicos, para passar</p><p>posteriormente a um desenvolvimento aeróbico geral,</p><p>finalizando com a melhora da resistência muscular, mediante a</p><p>repetição metódica dos exercícios.</p><p>Exercício 4</p><p>4.Diferencie capacidade aerobica da anaerobica.</p><p>Fisiologia do Exercício 76</p><p>Unidade nº 5</p><p>Avaliação física e</p><p>fisiológica</p><p>É um instrumento composto por diversos testes e medidas que</p><p>devemos utilizar para avaliar o individuo e o trabalho realizado,</p><p>podendo assim, prescrever e direcionar o treinamento de maneira</p><p>mais específica o que irá levar a melhores resultados.</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Conhecer os diversos testes para avaliação fisica e fisiologica;</p><p> Saber diferenciar testes de avaliação física e testes de avaliação</p><p>fisiológica.</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral.</p><p>Fisiologia do Exercício 77</p><p>Avaliação física vs. Avaliação fisiológica(Pre</p><p>exercio)</p><p>As avaliações físicas dependem de testes clínicos,</p><p>antropométricos e funcionais, capazes de identificar o</p><p>condicionamento físico muscular e cardiorespiratório do</p><p>indivíduo.</p><p>Sabemos que praticar actividade física e exercícios pode trazer</p><p>grandes benefícios a saúde, entretanto, para obter o máximo</p><p>proveito dessas actividades, sem risco, é necessário que seja</p><p>realizada uma avaliação física prévia, que permita a prescrição</p><p>do exercício com maior segurança.</p><p>O primeiro passo é fazer uma avaliação cardiológica, onde o</p><p>cardiologista fará uma análise clínica para saber sobre as</p><p>condições de saúde do indivíduo e solicitará (se necessário)</p><p>exames para tal propósito, como o teste ergométrico ou a</p><p>ergoespirometria, antes de liberar para a actividade física</p><p>propriamente dita.</p><p>O segundo passo é uma avaliação com profissional voltado para</p><p>o exercício e este prescreverá as actividades que poderão levar à</p><p>resultados benéficos, de forma ajustada e individualizada.</p><p>Inicialmente esses exercícios são prescritos de acordo com a</p><p>capacidade física/cardiovascular e a necessidade fisiológica de</p><p>cada um.</p><p>Para que se tenha um bom resultado e ter certeza que seu</p><p>programa de treinamento vai surtir efeito de curto a longo prazo,</p><p>é necessário que o profissional responsável pelo treinamento</p><p>físico tenha em suas mão um diagnostico de como o seu cliente</p><p>Fisiologia do Exercício 78</p><p>se encontra fisicamente. Uma avaliação física bem executada</p><p>consegue trazer esta resposta.</p><p>Lembrando que a primeira avaliação a ser feita é de cunho</p><p>médico, ele é quem vai diagnosticas se o individuo esta ou não</p><p>apto para o exercício físico. Após o aval do médico o</p><p>profissional de educação física assume a papel de controlar,</p><p>planejar e executar junto ao individuo a prescrição ideal para o</p><p>mesmo.</p><p>Para que ser a avaliação física?</p><p>Alguns testes podem trazer a tona enumeras respostas, tanto no</p><p>fator fisiológico como psicológicos. Estes testes vão responder</p><p>quais as limitações e dificuldades que o indivíduo tem para que</p><p>possa ser organizado melhor o treinamento físico.</p><p>Existem alguns tipos de avaliações e testes, antropométrica,</p><p>flexibilidade e uma que não é prática mais importantíssima, a</p><p>anamnese.</p><p>Anamnese: é uma entrevista realizada pelo profissional de</p><p>saúde ao seu cliente, que tem a intenção de ser um ponto inicial</p><p>no diagnostico de uma doença ou patologias. Em outras</p><p>palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos</p><p>que se relacionam problemas de saúde.</p><p>http://1.bp.blogspot.com/-SZgp16xvRs0/TezpOT9hprI/AAAAAAAAAEI/1wD9rDiDq7A/s1600/anamnese.jpg</p><p>Fisiologia do Exercício 79</p><p>Avaliação Antropométrica: é o conjunto de técnicas utilizadas</p><p>para medir o corpo humano ou suas partes. Delas conseguimos</p><p>gerar inúmeros resultados como: IMC (índice de massa</p><p>corpórea), relação cintura quadril entre outras.</p><p>Teste de Flexibilidade: é uma das principais variáveis da</p><p>aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho físico, pode</p><p>ser definido como a amplitude máxima passiva fisiológica de um</p><p>movimento articular. O teste de flexibilidade mensura qual a</p><p>amplitude de alguns grupos musculares.</p><p>Lembrando que a Avaliação Física durante o decorrer do</p><p>treinamento planeado pelo profissional de educação física é</p><p>importantíssimo para saber se esta ocorrendo tudo como</p><p>planejado e se a necessidade de alterar o treino para que o</p><p>resultado esperado aconteça.</p><p>http://1.bp.blogspot.com/-nEnltk9revs/Tezph84oLZI/AAAAAAAAAEM/0k5hJLgMrYE/s1600/images2.jpg</p><p>http://1.bp.blogspot.com/-nEnltk9revs/Tezph84oLZI/AAAAAAAAAEM/0k5hJLgMrYE/s1600/images2.jpg</p><p>http://4.bp.blogspot.com/-Rg8WHFucm1w/TezmnMHYyqI/AAAAAAAAAD8/56MLpvRUp1E/s1600/wells.jpg</p><p>Fisiologia do Exercício 80</p><p>Sumário</p><p>O treinamento físico moderno, realizado com qualidade, deve</p><p>ser constantemente monitorado por meio de controle fisiológico,</p><p>direcionado para o desenvolvimento apropriado das qualidades</p><p>físicas pertinentes à atividade esportiva.</p><p>Exercício 5</p><p>5. Fale da importacia da anamnese corporal no desporto.</p><p>Fisiologia do Exercício 81</p><p>Unidade nº 6</p><p>Avaliação da força</p><p>muscular</p><p>Introdução</p><p>Treino deve ser adequado à modalidade desportiva praticada.</p><p>Os resultados de um treino são bastante específicos ao programa</p><p>de treinamento empregado. Para que um programa de</p><p>treinamento de força desenvolva força e potência, ele precisa ser</p><p>elaborado de forma cuidadosa para se adequar às necessidades</p><p>específicas da modalidade desportiva. Por isso, parte do</p><p>treinamento deve contemplar movimentos que simulem ao</p><p>máximo o desporto praticado</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Conhecer o conceito e a importancia da força no desporto ;</p><p> Saber as varias formas da manifestação da força.</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral.</p><p>Fisiologia do Exercício 82</p><p>Conceitos de Força</p><p>Para a física, a força é qualquer acção ou influência que possa</p><p>alterar o estado de movimento ou de repouso de um corpo.</p><p>Significa que uma força pode dar aceleração a um corpo,</p><p>modificando a velocidade, a direcção ou o sentido do seu</p><p>movimento.</p><p>Formas de manifestação da força segundo a</p><p>contração muscular</p><p>Treinamento isométrico: é um tipo</p><p>de treino estático que</p><p>provoca enormes ganhos de força – superiores aos dos métodos</p><p>de acção dinâmicos. As acções estáticas são importantes no</p><p>trabalho de reabilitação pós-operatória de atletas, quando o</p><p>membro é imobilizado e, por isso, não tem condições de</p><p>executar acções dinâmicas. Facilita, portanto, a recuperação,</p><p>reduz a atrofia muscular e a perda de força.</p><p>b) Pliometria: é um treinamento que tem como objetivo</p><p>melhorar a capacidade de salto. Utiliza o reflexo de estiramento,</p><p>para facilitar o recrutamento de unidades motoras adicionais.</p><p>Também adiciona uma carga aos componentes elástico e</p><p>http://conceito.de/forca</p><p>Fisiologia do Exercício 83</p><p>contrátil do músculo. A literatura científica existente concluiu</p><p>que a Pliometria ainda não é suficiente para determinar a sua</p><p>superioridade em relação às técnicas tradicionais de treinamento.</p><p>c) Treinamento excêntrico: este tipo de treinamento enfatiza</p><p>a fase excêntrica, em que a capacidade do músculo de resistir à</p><p>força é aproximadamente 30% maior do que nas ações</p><p>concêntricas. Segundo a teoria, submetendo-se o músculo a esse</p><p>maior estímulo de treinamento, ocorre um maior ganho de força.</p><p>No entanto, as pesquisas realizadas não apresentaram uma</p><p>nítida vantagem do treinamento excêntrico em relação ao treino</p><p>de acção concêntrica e do de acção isométrica, mas</p><p>demonstraram a importância da inclusão da fase excêntrica da</p><p>acção muscular juntamente com a fase concêntrica para</p><p>maximizar os ganhos de força e de tamanho (WILMORE, J.H. e</p><p>COSTILL, D.L., 2001).</p><p>d) Pesos livres: oferecem vantagens que os aparelhos de</p><p>resistência não possuem, já que os atletas têm de controlar o</p><p>peso que está sendo levantado e recrutar mais unidades motoras</p><p>– não apenas dos músculos em treinamento.</p><p>e) Treinamento com estimulação elétrica: esta técnica</p><p>mostrou-se eficaz no ambiente clínico. É utilizada para reduzir a</p><p>perda de força e de tamanho musculares durante períodos de</p><p>imobilização e para restaurar a força e o tamanho durante a</p><p>reabilitação. De forma experimental, também tem sido utilizada</p><p>para treinamento de atletas saudáveis que buscam aumento da</p><p>força muscular, apesar de ainda não haver evidências de ganhos</p><p>maiores do que aqueles obtidos com um treinamento mais</p><p>convencional.</p><p>Os ganhos de força decorrentes do treinamento são muito</p><p>específicos à velocidade do treino. O teste com velocidade</p><p>elevada também revela ganhos máximos de força em</p><p>Fisiologia do Exercício 84</p><p>comparação com o teste realizado com velocidades menores.</p><p>Como a maioria das modalidades desportivas requer velocidade</p><p>elevada, é conveniente que os atletas também executem parte de</p><p>seu treinamento de força com velocidade acentuada.</p><p>Manifestações da força e treinamento</p><p>Diferentes tipos de treinamentos são prescritos pelos</p><p>profissionais de educação física de acordo com a necessidade do</p><p>aluno ou do seu atleta. De acordo com o objectivo diferentes</p><p>manifestações de força são requisitados. Pode ser realizado o</p><p>treinamento para desenvolver a resistência de força, força</p><p>máxima, força explosiva e força hipertrófica.</p><p>Força de Resistência: é caracterizado pela capacidade de gerar</p><p>contração muscular por um período prolongado, ou seja, de</p><p>resistir ao estímulo.</p><p>Força Máxima: caracteriza-se pela capacidade máxima de</p><p>realizar a contração muscular.</p><p>Força absoluta: caracteriza-se pela capacidade máxima de gerar</p><p>a contração muscular, quando os sistemas de proteção articular e</p><p>muscular, estão inibidos. São conseguidos em situações de</p><p>emergência.</p><p>Força Explosiva: é a capacidade de gerar contração muscular</p><p>com a maior força no menor tempo possível.</p><p>Força Hipertrófica: não é considerada uma capacidade motora,</p><p>mas sim uma zona de intensidade onde se consegue aumentar a</p><p>hipertrofia muscular.</p><p>O volume e intensidade do treinamento são prescritos de acordo</p><p>com a manifestação de força requerida. Para prever as</p><p>Fisiologia do Exercício 85</p><p>adaptações é importante prescrever de acordo com o objectivo</p><p>do praticante.</p><p>Objectivos da avaliação da força</p><p>Métodos de avaliação</p><p>A avaliação da força muscular é uma parte integral do exame</p><p>físico. Proporciona informações indispensáveis para um</p><p>diagnóstico, prognóstico e tratamento de distúrbios</p><p>neuromusculares e musculoesqueléticos (KENDALL;</p><p>MCCREARY; PROVANCE, 1995). Os testes de força muscular</p><p>são empregados em medicina desportiva, na reabilitação física,</p><p>ergonomia e na prática clínica (JARIC, 2005). Nos desportos a</p><p>avaliação é utilizada, para aperfeiçoar os resultados em</p><p>competições, acompanhar a evolução do condicionamento se</p><p>trata de um método completo e de rápida execução.</p><p>Dinamômetro Isocinético Computadorizado</p><p>A avaliação isocinética possibilita que em cada grau do</p><p>movimento articular, o torque máximo desenvolvido pela</p><p>musculatura seja avaliado (NETO, 2010). Porém uma série de</p><p>factores precisa ser controlada de forma a gerar dados confiáveis</p><p>e válidos. Escolha da variável de medida (pico de torque,</p><p>trabalho ou potência), posicionamento do individuo e</p><p>estabilização (BROW; WEIR, 2001). Os testes isocinéticos são</p><p>realizados por intermédio de um dinamômetro isocinético</p><p>computadorizado (MOZZINI; MORTARI; PIMENTEL, 2009).</p><p>Fisiologia do Exercício 86</p><p>Dipositivos Fabricados em Laboratório</p><p>Cortez (2008), desenvolveu um dispositivo capaz de mensurar a</p><p>força gerada pelos músculos dos membros superiores, com o</p><p>sujeito na posição sentada, tronco estabilizado e pés apoiados.</p><p>Utilizou em seu estudo extensômetros elétricos de resistência,</p><p>como elemento sensor para medir os esforços. A figura 2 ilustra</p><p>o dispositivo construído por Cortez (2008).</p><p>Levantamento de pesos (repetições máximas, RM)</p><p>É a quantidade máxima de peso levantada uma vez durante a</p><p>realização de um exercício padronizado de levantamento de</p><p>peso. Para testar1 RM de um grupo muscular, como flexores de</p><p>cotovelo ou extensores de joelho, é escolhido um peso, ao</p><p>dispositivo do exercício, porém abaixo da capacidade máxima de</p><p>levantamento do indivíduo. Se uma repetição é completada,</p><p>acrescenta-se peso ao dispositivo do exercício. Até lançar a</p><p>capacidade máxima de levantamento. Os acréscimos de peso</p><p>costumam ser de 5,2 a 1 kg durante o período de avaliação.Essa</p><p>técnica é habitualmente utilizada com halteres, anilhas e</p><p>aparelhos convencionais em salas de musculação.</p><p>Para saber o resultado da carga que poderá levantar, coloque a</p><p>carga (peso) final levantada e quantas repetições conseguiu</p><p>executar com tal carga, nos campos correspondentes abaixo.</p><p>Clique calcular e saiba qual o peso que poderá levantar para uma</p><p>única repetição.</p><p>Carga LevantadaKg</p><p>Repetições executadas (de 1-10)</p><p>1 Repetição Máxima kg</p><p>50% 1 RM</p><p>55% 1 RM</p><p>60% 1 RM</p><p>65% 1 RM 70% 1 RM 75% 1 RM</p><p>Fisiologia do Exercício 87</p><p>80% 1 RM</p><p>85% 1 RM</p><p>90% 1 RM 95% 1 RM</p><p>Força Relativa = Levantamento máximo 1RM/Peso corporal</p><p>(kg) Ex. masculino 80 kg Teste de 1RM = 72 kg Utilizar</p><p>referência para comparação do resultado</p><p>O ciclo alongamento-encurtamento</p><p>É a união da função muscular em conjunto da absorção do</p><p>impacto e a liberação de parte da energia oriunda desse</p><p>impacto. Segundo Farley (1997), durante a parte de estiramento</p><p>(fase excêntrica), há uma produção de trabalho negativo, no qual</p><p>tem parte da sua energia mecânica absorvida e armazenada sob</p><p>forma de energia potencial elástica nos elementos elásticos em</p><p>serie. No momento em que ocorre a passagem da fase de</p><p>estiramento para a fase de encurtamento (excêntrica para</p><p>concêntrica), os músculos podem utilizar parte dessa energia</p><p>rapidamente e com isso aumentando sua produção de força</p><p>subseqüente, com menor gasto metabólico e maior eficiência</p><p>muscular (KUBO, 1999).</p><p>No entanto se a passagem de uma fase para outra for feita de</p><p>forma mais lenta, a energia potencial elástica,</p><p>será dissipada e</p><p>assim perdida em forma de calor e assim não seria convertida em</p><p>forma de energia cinética (GOUBEL, 1997). Como</p><p>Fisiologia do Exercício 88</p><p>experimentando por Bosco 1980, o squat jump (SJ) em que o</p><p>sujeito começa de uma situação de meio-agachamento para um</p><p>salto vertical e o counter-movement jump (CMJ) no qual o</p><p>sujeito parte da posição de pé, agacha-se rapidamente (parte</p><p>excêntrica) até conseguir total explosão na extensão dos joelhos</p><p>(fase concêntrica).</p><p>No experimento há um período grande de latência do início do</p><p>movimento até a conclusão do SJ e isso não acontece no</p><p>movimento rápido do CMJ, o qual concede ao sujeito um maior</p><p>alcance vertical. Uma vez que nem toda energia acumulada pode</p><p>ser utilizada, pois sempre parte dela é perdida, devido a</p><p>tendência da desordem (entropia) Van Ingen Schenau, Bobbert</p><p>& Haan (1997). Pois segundo Cavagna (1977) o potencial</p><p>muscular elástico pode chegar até 50%, visto que a utilização da</p><p>energia potencial elástica não pode ser máxima</p><p>Importância da força no rendimento</p><p>A força muscular é uma importante componente da aptidão</p><p>física e que está associada à saúde e ao desempenho atlético,</p><p>além de ajudar e melhorar a prática de actividades físicas ou</p><p>desportivas.</p><p>O processo inevitável de envelhecimento provoca alterações</p><p>psicofisiológicas e sociais que acarretam uma diminuição da</p><p>força muscular, perda da massa óssea e maior porosidade da</p><p>mesma, aumentando os riscos de quedas. Estudos recentes fazem</p><p>referencia aos benefícios que o exercício físico proporciona na</p><p>nossa saúde, diminuindo o percentual de doenças crônicas e</p><p>degenerativas, melhoria da qualidade de vida e capacidade</p><p>funcional, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares e</p><p>alguns tipos de cancro.</p><p>Fisiologia do Exercício 89</p><p>A perda de massa muscular e, em consequência diminuição da</p><p>força, é a principal responsável pela determinação na mobilidade</p><p>e na capacidade funcional do individuo. A melhor escolha é a</p><p>realização de um programa de actividade física, onde esteja</p><p>incluído tanto o treino aeróbico como o de força muscular, e que</p><p>incorpore ainda exercícios de flexibilidade e propriocepção.</p><p>O treino de força traz várias vantagens para o ser humano, seja</p><p>ele um indivíduo atleta ou amador. Estudos associados ao treino</p><p>de força demonstraram que este induz a hipertrofia das fibras do</p><p>tipo I e II. Outros benefícios passam pela diminuição do risco de</p><p>osteopenia que pode levar a osteoporose, diminuição de</p><p>lombalgias, hipertensão e diabetes. Podem ocorrer ainda</p><p>benefícios pelo aumento da força e resistência muscular, da</p><p>maior densidade óssea, do aprimoramento da força do tecido</p><p>conjuntivo e do aumento ou da manutenção da massa magra.</p><p>Estas adaptações são benéficas para todas as faixas etárias,</p><p>incluindo adultos de meia idade e idosos, e em particular</p><p>mulheres pós-menopáusicas, que geralmente apresentam uma</p><p>perda mais rápida da densidade mineral óssea.</p><p>Fisiologia do Exercício 90</p><p>Os benefícios citados levam o indivíduo a realizar as actividades</p><p>da vida diária (andar, correr, saltar, agachar, subir e descer</p><p>escadas) com menor esforço fisiológico, traduzindo-se numa</p><p>independência funcional ao longo da vida. O treino de força é</p><p>portanto fundamental na nossa qualidade de vida, mas quando</p><p>mal executado pode ser prejudicial, procure um profissional que</p><p>prescreva um plano de exercícios adequado a sua condição física</p><p>actual.</p><p>Importância da força na prevenção de lesões</p><p>Benefícios</p><p>Estudos recentes mostram os benefícios do treinamento de força</p><p>para atletas profissionais e amadores. A publicação dos</p><p>resultados destes estudos pode explicar o fato de muitos atletas</p><p>de elite e amadores, praticantes de corridas de longa e curta</p><p>distância, além de triatletas terem optado por utilizar o</p><p>treinamento de força muscular para melhorar a resistência. A</p><p>ocorrência de lesões durante as corridas está associada a</p><p>repetição de movimentos e a impactos constantes nos sistemas</p><p>musculares e osteoarticulares.</p><p>Portanto, um grande aliado dos corredores na busca da melhora</p><p>de desempenho e diminuição de lesões é o treinamento de força.</p><p>Fisiologia do Exercício 91</p><p>É possível realizar um treinamento de força através de métodos</p><p>como o treinamento funcional, o pilates e até sessões de</p><p>fisioterapia. Dessa forma cada atleta pode escolher aquela</p><p>actividade que tenha uma maior afinidade.</p><p>O trabalho de fortalecimento muscular, específico para corrida,</p><p>diferencia-se do trabalho realizado pela maioria das pessoas nas</p><p>academias, que buscam hipertrofia muscular ou perda de peso.</p><p>Trata-se de um trabalho de fortalecimento e resistência</p><p>muscular.</p><p>Os principais benefícios do treinamento de força são</p><p>desenvolver uma musculatura preparação para um</p><p>aprimoramento da técnica na execução, uma diminuição do</p><p>desperdício de energia com movimentos compensatórios, a</p><p>possibilidade de lesões é reduzida consideravelmente,</p><p>desencadeando uma cascata de consequências positivas: sem</p><p>lesões, sem dores, sem períodos de afastamento, maior</p><p>satisfação, regularidade de treinos assegurada e como resultado</p><p>de todo esse processo, uma notória melhora de desempenho.</p><p>Outros benefícios também são obtidos através do treinamento de</p><p>força como a diminuição do risco de osteopenia que pode levar a</p><p>osteoporose, diminuição de lombalgias, além de hipertensão e</p><p>diabetes. Podem ocorrer ainda benefícios da força e resistencia</p><p>muscular aumentadas, da maior densidade óssea, do</p><p>aprimoramento da força do tecido conjuntivo e do aumento ou</p><p>da manutenção do peso corporal magro.</p><p>Enfim, o treinamento de força permite que tanto atletas de</p><p>corrida, quanto indivíduos amadores possam levar uma vida</p><p>mais saudável, sem o risco de lesões obtidas ao longo da jornada</p><p>diária de cada um, como entorses, quedas, luxações, fraturas por</p><p>Fisiologia do Exercício 92</p><p>estresse, que podem ser provocadas desde um simples andar</p><p>pelas ruas até uma corrida.</p><p>A forma de progressão da sobrecarga deve ser conforme o</p><p>controle do movimento, devendo-se ter atenção para diversos</p><p>tipos de variáveis no momento de elevar a intensidade de</p><p>qualquer tipo de estímulo:</p><p>- Tempo de permanência;</p><p>- Número de repetições;</p><p>- Número de séries;</p><p>- Progressão do tipo de superfície que esta sendo realizado o</p><p>movimento;</p><p>- Tempo de intervalo entre as séries de exercícios;</p><p>- Combinações de sequências de exercícios.</p><p>Após ter compreendido a forma de tirar o máximo de ativação</p><p>do Centro de Força (CF) o mesmo tem que se ter um</p><p>direcionamento na rotina de exercícios físicos do praticante, pois</p><p>todo movimento necessita de um recrutamento das fibras</p><p>musculares simultaneamente, gerando maior estabilização,</p><p>coordenação e um gesto motor mais controlado e fino.</p><p>Os benefícios se ter a manutenção são vários, dentre eles</p><p>podemos destacar os seguintes pontos:</p><p>- Prevenção de lesões;</p><p>- Menor incidência de discopatias;</p><p>- Menor incidência de sinais clínicos em portadores de</p><p>discopatias;</p><p>- Estabilização</p><p>- ↓Menor incidência de lesões na coluna vertebral e apresentação</p><p>de sinais clínicos de alguma discopatia ao longo da vida.</p><p>Fisiologia do Exercício 93</p><p>- Prevenção de lesões articulares devido ao aumento da</p><p>estabilização do corpo em geral, diminuindo o risco de lesões;</p><p>- Melhoria da manutenção da postura correta diariamente;</p><p>- Menor ascendência de dores na coluna vertebral;</p><p>- Melhoria no processo de hidratação do disco com exercícios de</p><p>segmentação vertebral;</p><p>- Diminuição na sobrecarga de pressão e tensa nos discos,</p><p>prevenindo os diversos tipos de discopatias.</p><p>Sumário</p><p>Do ponto de vista fisiológico, a maior ou menor capacidade de</p><p>produção de força estabelece uma relação directa com o número</p><p>de pontes cruzadas de miosina que interaccionam com os</p><p>filamentos de actina, com o número de sarcómeros, com o</p><p>comprimento e o tipo de fibras</p><p>musculares e com os factores</p><p>inibidores ou facilitadores da actividade muscular.</p><p>Exercício 6</p><p>6. Explique as varias formas da manifestação da força.</p><p>Fisiologia do Exercício 94</p><p>Unidade nº 7</p><p>Avaliação da Flexibilidade</p><p>Introdução</p><p>Segundo Dantas (2001), a flexibilidade é a “amplitude de</p><p>movimentos disponíveis em uma articulação ou conjunto de</p><p>articulações”, esta qualidade física é fundamental para a</p><p>“execução voluntaria de um movimento de amplitude articular</p><p>máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro</p><p>dos limites morfológicos, sem o risco de promover lesão”.</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Conhecer o ceonceito e a importancia da flexibilidade ;</p><p> Saber as diferentes formas da manifestação da flexibilidade;</p><p> Saber aplicar a flexibilidade em diferentes ambitos desportivos.</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral.</p><p>Fisiologia do Exercício 95</p><p>Formas de manifestação da Flexibilidade</p><p>Como toda qualidade física, a flexibilidade também tem a sua</p><p>classificação, e esta de acordo com Dantas (1999), classifica-se</p><p>quanto ao tipo, abrangência, referencial e as articulações</p><p>envolvidas. Dessa forma existe a flexibilidade balística, estática,</p><p>dinâmica e controlada.</p><p>Na flexibilidade balística: não há existência prática do dia-a-</p><p>dia, tal flexibilidade pode ser observada em um movimento em</p><p>que toda a musculatura que envolve a articulação empregada no</p><p>movimento ficaria em estado de relaxamento total e o segmento</p><p>corporal seria mobilizado por agentes externos (outro grupo</p><p>muscular ou outra pessoa) de forma rápida e explosiva. Este tipo</p><p>de flexibilidade possui uma poderosa influência sobre o fuso</p><p>muscular, provocando o reflexo miotático com grandes</p><p>possibilidades de causar uma lesão muscular devido ao</p><p>desequilíbrio provocado no mecanismo de propriocepção. Porém</p><p>é uma flexibilidade requerida nos gestos desportivos. (Dantas,</p><p>1999).</p><p>Flexibilidade estática: é o tipo de flexibilidade mais facilmente</p><p>mensurável. Sua mensuração pode ser realizada através do</p><p>Fisiologia do Exercício 96</p><p>relaxamento de toda a musculatura ao redor da articulação que</p><p>participará do movimento e mobilização do segmento de forma</p><p>lenta e gradual por agente externo, buscando alcançar o limite</p><p>máximo e, no entanto, tem pouca ou nenhuma influência na</p><p>prática desportiva e na actividade física, por não ser observado</p><p>no dia-a-dia.</p><p>A flexibilidade dinâmica: é determinada pelo maior alcance do</p><p>movimento voluntário utilizando-se a força dos músculos</p><p>agonistas e o relaxamento dos músculos antagonistas, pode se</p><p>dizer que essa flexibilidade é a mais utilizada na educação física,</p><p>e o tipo de flexibilidade normalmente é observável na prática</p><p>desportiva.</p><p>A flexibilidade dinâmica relacionada a saúde: parece ser mais</p><p>apreciada e proporcionar menor risco de lesões, se feito com</p><p>suavidade no final da amplitude do movimento. Hollmann,</p><p>Hettinger e Dantas, (1998), ressaltam que geralmente a</p><p>flexibilidade dinâmica é maior do que a estática.</p><p>A flexibilidade controlada: é observável quando se realiza um</p><p>movimento sobre a acção do músculo agonista, de forma lenta</p><p>até chegar a maior amplitude na qual seja possível realizar uma</p><p>contração isométrica,. Esse tipo de flexibilidade é que permite,</p><p>ao praticante de uma actividade, sustentar um segmento</p><p>corporal, numa contração estática, realizada num amplo arco</p><p>articular, pode-se observar que este tipo de flexibilidade se</p><p>encaixa perfeitamente na execução dos movimentos.</p><p>Principais factores condicionantes da flexibilidade</p><p>A flexibilidade pode ser condicionada por vários factores de</p><p>ressaltar: Endógenos e exógenos.</p><p>Fisiologia do Exercício 97</p><p>Factores endógenos</p><p>DalmolinKiss (2003), decompõe este factor observando os</p><p>pormenores seguintes:</p><p>Composição corporal</p><p>A hipertrofia muscular e a obesidade são factores que</p><p>condicionam a flexibilidade.</p><p>Superfícies articulares</p><p>A mobilidade articular depende da forma e do comprimento</p><p>mecânico dos ossos que compõem a articulação, assim como das</p><p>superfícies articulares. Uma vez que esta mobilidade é</p><p>determinada por factores genéticos, existem algumas diferenças</p><p>de pessoa para pessoa.</p><p>Capacidade de alongamento muscular, dos tendões,</p><p>ligamentos e cápsulas articulares</p><p>São as bainhas que envolvem os músculos, tendões e cápsulas</p><p>articulares que condicionam a resistência decisiva ao</p><p>alongamento.</p><p>Os tendões, ligamentos e cápsulas articulares têm como principal</p><p>função manter os ossos e as superfícies articulares devidamente</p><p>colocados, de forma a permitir o bom funcionamento das</p><p>articulações.</p><p>Coordenação dos processos neuromusculares</p><p>A capacidade de alongamento de um músculo, para além de</p><p>estar dependente da sua extensibilidade e elasticidade, está</p><p>também dependente da ação do sistema nervoso central sobre o</p><p>seu tónus muscular e sobre a sua capacidade de relaxamento.</p><p>Fisiologia do Exercício 98</p><p>Quando as fibras musculares chegam a um determinado grau de</p><p>alongamento, os fusos neuromusculares são excitados, de modo</p><p>a que se dê a contração muscular e a interrupção do movimento.</p><p>Os fusos neuromusculares desempenham um papel importante</p><p>no caso dos alongamentos excessivos. Quando as fibras</p><p>musculares sofrem alongamento excessivo, os fusos</p><p>neuromusculares sofrem também esse alongamento, o que faz</p><p>com que enviem estímulos nervosos à medula espinal, levando à</p><p>contração de um maior número de fibras musculares.</p><p>Fadiga</p><p>Os índices de flexibilidade diminuem quando um músculo</p><p>apresenta elevados níveis de fadiga. As razões apontadas para</p><p>explicar este fenómeno são: a diminuição da sensibilidade dos</p><p>fusos neuromusculares e a diminuição das reservas de ATP no</p><p>músculo, o que não permite o alongamento máximo, uma vez</p><p>que o músculo não se relaxa.</p><p>Fatores psíquicos</p><p>Situações de excitação emocional podem originar uma tensão</p><p>muscular acrescida, o que influencia, de forma negativa, os</p><p>índices de flexibilidade. Por outro lado, uma situação emocional</p><p>positiva, como a vontade de vencer e todos os factores psíquicos</p><p>positivos, ajudam a elevar a capacidade de trabalho e,</p><p>consequentemente, verifica-se uma melhoria dos níveis de</p><p>flexibilidade.</p><p>Factores exógenos</p><p>Temperatura interior e exterior e aquecimento</p><p>São obtidos melhores resultados quando existe aquecimento; se</p><p>a temperatura ambiente (exterior) é baixa, e não existe</p><p>aquecimento prévio, a flexibilidade é muito condicionada, ou</p><p>Fisiologia do Exercício 99</p><p>seja, o frio reduz e o calor aumenta a elasticidade muscular;.</p><p>Através da actividade física, do contacto com água quente,</p><p>através de massagens, pode aumentar-se a temperatura ao nível</p><p>do músculo, o que provoca uma diminuição da viscosidade</p><p>muscular, permitindo um melhor alongamento com menor risco</p><p>de lesões, o aumento da temperatura ao nível do músculo</p><p>provoca também uma maior irrigação sanguínea, o que tem</p><p>como consequência um aumento da capacidade de estiramento</p><p>das fibras musculares.</p><p>Hora do dia</p><p>Os índices de flexibilidade variam conforme a hora do dia em</p><p>que esta é treinada. Por exemplo, logo de manhã, depois de</p><p>acordar, os índices de flexibilidade são mais baixos do que à</p><p>tarde. Isto deve-se, entre outros factores, à elevada sensibilidade</p><p>dos fusos neuromusculares que ao mínimo alongamento levam à</p><p>contração das fibras musculares.</p><p>Idade</p><p>Os tendões, ligamentos, músculos sofrem alterações com o</p><p>envelhecimento. Essas alterações provocam a diminuição da</p><p>capacidade de estiramento das estruturas associadas à</p><p>flexibilidade.</p><p>Sexo</p><p>A capacidade de estiramento das estruturas ligadas à</p><p>flexibilidade – músculos, ligamentos e tendões – no sexo</p><p>feminino é superior à do sexo masculino. Isto acontece em</p><p>qualquer idade. A razão pela qual isto se verifica está ligada às</p><p>diferenças existentes na produção de hormonas entre o sexo</p><p>feminino e masculino. Uma vez que a mulher produz maior</p><p>quantidade de estrogénio, nela existe uma maior retenção de</p><p>Fisiologia do Exercício 100</p><p>água e uma maior quantidade de tecido adiposo, em vez de</p><p>massa muscular. Deste modo, a mulher possui uma maior</p><p>flexibilidade devido ao facto de possuir uma menor densidade de</p><p>tecidos.</p><p>Individualidade biológica</p><p>Pessoas do mesmo sexo e idade podem possuir graus de</p><p>flexibilidade totalmente diversos entre si, mesmo mantidas</p><p>estáveis todas as demais variáveis. O grau da flexibilidade</p><p>depende de vários factores, como estrutura óssea, tecido,</p><p>elasticidade dos músculos, e qualquer variação que ocorrer</p><p>nessas variáveis podem provocar modificações na amplitude</p><p>máxima possível do movimento.</p><p>Estado de condicionamento físico</p><p>a elasticidade do tecido muscular e do tecido conjuntivo é</p><p>reduzida pela inatividade, que pode reduzir indiretamente a</p><p>flexibilidade, por possibilitar o acúmulo de gordura que reduz os</p><p>arcos de amplitude do movimento. Portanto uma pessoa bem</p><p>condicionada fisicamente tem mantida sua flexibilidade.</p><p>Tonicidade muscular</p><p>O tónus muscular é o grau de firmeza dos tecidos musculares,</p><p>podendo sofrer alterações. Seu aumento poderá prejudicar a</p><p>flexibilidade, se o grau de contração muscular basal não for</p><p>trabalhado em conjunto.</p><p>No que diz respeito aos factores exógenos (Dantas, 2005),</p><p>acrescenta ainda o exercício como sendo um dos factores</p><p>condicionantes da flexibilidade é poderosamente influenciada</p><p>pelos exercícios, que tanto provocam seu aumento quanto sua</p><p>redução. Exercícios leves visando aquecimento provocam</p><p>aumento da flexibilidade; e exercícios intensos causando fadiga</p><p>provocam diminuição da flexibilidade.</p><p>Fisiologia do Exercício 101</p><p>Objectivos da avaliação da flexibilidade</p><p>Segundo Rodolphi (2009), o corpo humano é projectado para a</p><p>acção. Os grupos musculares longos, os tendões e os ligamentos</p><p>permitem que os braços e as pernas realizem uma ampla</p><p>variedade de esforços e actividades desportivas, enquanto o</p><p>cérebro coordena a liberação de sangue, oxigénio, combustíveis</p><p>do coração e dos pulmões. Todos os vários sistemas do corpo se</p><p>comunicam entre si pelas vias químicas e nervosas para</p><p>assegurar uma coordenação precisa da actividade. Quanto mais</p><p>esses sistemas são utilizados, mais o exercício torna-se fácil e</p><p>prazeroso.</p><p>Para condições fisiológicas e de saúde ideais é essencial à</p><p>existência de uma função músculo-esquelética sadia. Uma boa</p><p>condição muscular e de flexibilidade proporciona maior</p><p>capacidade para realizar as actividades da vida diária, com</p><p>eficiência e menos fadiga. Também permitem realizar</p><p>actividades desportivas com melhor desempenho e menor riscos</p><p>de lesões, além de ajudar a manter uma boa postura</p><p>(Rodolphi,2009).</p><p>Embora seja verdade que poucas pessoas morrem em</p><p>decorrência da falta de força muscular e da falta de flexibilidade,</p><p>um número significativo de indivíduos – que se não fosse por</p><p>isso seriam considerados sadios –, sofre de problemas lombares</p><p>crônicos e de redução na massa muscular. A medida que o corpo</p><p>perde técido magro, observa-se uma redução concomitante em</p><p>seus níveis metabólicos basal e de repouso. Frequentemente, a</p><p>ingestão alimentar não se reduz na mesma proporção em que o</p><p>gasto metabólico diminui, resultando daí um aumento dos</p><p>depósitos de gordura. Finalmente, na ausência de um estímulo</p><p>apropriado, os ossos perdem força, em consequência da perda de</p><p>matriz óssea e dos sais minerais. (Polachini, 2005).</p><p>Fisiologia do Exercício 102</p><p>Por isso a flexibilidade é de suma importância na realização de</p><p>determinados gestos e movimentos que de outra forma, seriam</p><p>impossíveis de serem realizados sem essa capacidade física. Ela</p><p>aumenta a eficiência mecânica dos movimentos.</p><p>Métodos de avaliação da Flexibilidade</p><p>Hernandes Júnior (1996), afirma que os métodos de</p><p>desenvolvimento da flexibilidade actuam quase que totalmente</p><p>sobre a melhoria do comprimento das fibras musculares e da</p><p>capacidade de relaxamento das mesmas, para que atinjam o</p><p>comprimento máximo. Segundo o mesmo autor, os métodos para</p><p>o desenvolvimento da flexibilidade podem ser divididos em</p><p>estático, balístico, activo, passivo e neuromuscular</p><p>proprioceptivo.</p><p>Método estático.</p><p>O método estático não utiliza força externa, ou seja, a ajuda de</p><p>um companheiro, por exemplo, para a execução de seus</p><p>exercícios, tendo como método mais famoso ou conhecido como</p><p>alongamento. A amplitude da posição deve ser a necessária para</p><p>que se sinta um leve estiramento na musculatura alongada.</p><p>Este método parece ser o mais difundido pela sua facilidade de</p><p>aplicação, aprendizado, menores riscos de lesões e eficiência.</p><p>Parece também ser o método prioritário para o desenvolvimento</p><p>da flexibilidade quanto à segurança (Moore 1980, Osterning</p><p>1990).</p><p>Este método consegue diminuir a excitabilidade do</p><p>motoneurónio, em função da menor velocidade, criando</p><p>melhores adaptações aos tecidos musculares e conjuntivos</p><p>favorecendo as propriedades mecânicas (Virgílio 2002). Outro</p><p>factor abordado é o menor consumo de energia com diminuição</p><p>do sofrimento muscular, favorecendo o relaxamento e o alívio de</p><p>Fisiologia do Exercício 103</p><p>algias (Matsudo et al. 2000). Porém em outro estudo (Maughan</p><p>et al 2000), observa-se a análise do método estático na</p><p>contribuição do aquecimento geral, relaxamento, sofrimento</p><p>muscular, prevenção de lesões e melhoria da performance.</p><p>A opinião crítica a essas observações são discutidas em função</p><p>do pequeno aumento da temperatura corporal, que parece ser</p><p>insuficiente para proporcionar um aquecimento geral do</p><p>organismo, e diminuir os riscos de lesões, sendo ainda um</p><p>método com quase nenhuma velocidade de movimento que</p><p>pouco favoreceria o sistema circulatório e o relaxamento. Em</p><p>relação ao desenvolvimento da performance, pouco valor foi</p><p>mencionado em função da pequena especificidade do</p><p>movimento. Estudiosos, comentam como maior benefício do</p><p>método estático a diminuição do estresse físico do tecido</p><p>muscular, tentando identificar o volume e intensidade para tal</p><p>atribuição. (Benetti et al. 2005).</p><p>Método passivo (ou flexionamento estático)</p><p>O método passivo considerado por Dantas (1999), é quando há a</p><p>utilização de força externa, ou seja, a ajuda de um companheiro,</p><p>ou equipamento auxiliando a atingir o máximo de amplitude no</p><p>movimento.</p><p>Para se empregar este método deve-se, lentamente chegar ao</p><p>limite normal do arco articular do executante (limiar entre o</p><p>alongamento e o flexionamento), forçar suavemente além deste</p><p>limite, aguardar cerca de seis segundos e realizar novo</p><p>forçamento suave, procurando alcançar o maior arco de</p><p>movimento possível. Neste ponto arco articular obtido deve ser</p><p>mantido por 10 a 15 segundos.</p><p>A desvantagem desse método segundo Weineck (2005), baseia-</p><p>se “no facto de que esse tipo de treinamento, ao contrário do</p><p>método activo, não leva a um fortalecimento paralelo dos</p><p>Fisiologia do Exercício 104</p><p>antagonistas, sendo, portanto, de pouco valor para algumas</p><p>modalidades desportivas em particular a natação”.</p><p>Diversos profissionais insistem em recomendar tempos de</p><p>permanência maiores dos que os indicados, baseados em vagas</p><p>experiências pessoais, sem o indispensável respaldo da ciência.</p><p>Método balístico</p><p>O método balístico caracteriza-se pela movimentação da</p><p>articulação, para que a mesma atinja o máximo possível de</p><p>amplitude no movimento; exemplo eleva-se as pernas no plano</p><p>frontal, onde, através da movimentação da mesma, tenta-se</p><p>atingir o máximo</p><p>orgânicas agudas e</p><p>crónicas induzidas, respectivamente, pelo exercício e pelo treino físico; Entender as diversas</p><p>limitações motivadas pelas características dos indivíduos, Perceber a ténue fronteira existente</p><p>entre o aumento de funcionalidade e a patologia orgânica induzida pelo exercício.</p><p>Visão geral da</p><p>Fisiologia do Exercício 4</p><p>Como está estruturado este</p><p>módulo</p><p>Todos os módulos dos cursos produzidos por CED - UCM encontram-</p><p>se estruturados da seguinte maneira:</p><p>Páginas introdutórias</p><p> Um índice completo.</p><p> Uma visão geral detalhada do curso / módulo, resumindo os</p><p>aspectos-chave que você precisa conhecer para completar o estudo.</p><p>Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de</p><p>começar o seu estudo.</p><p>Conteúdo do curso / módulo</p><p>O curso está estruturado em unidades. Cada unidade incluirá uma</p><p>introdução, objectivos da unidade, conteúdo da unidade incluindo</p><p>actividades de aprendizagem, e uma ou mais actividades para auto-</p><p>avaliação.</p><p>Outros recursos</p><p>Para quem esteja interessado em aprender mais, apresentamos uma</p><p>lista de recursos adicionais para você explorar. Estes recursos podem</p><p>incluir livros, artigos ou sites na internet.</p><p>Tarefas de avaliação e/ou Auto-avaliação</p><p>Tarefas de avaliação para este módulo encontram-se no final de cada</p><p>unidade. Sempre que necessário, dão-se folhas individuais para</p><p>desenvolver as tarefas, assim como instruções para as completar. Estes</p><p>elementos encontram-se no final do modulo.</p><p>Comentários e sugestões</p><p>Esta é a sua oportunidade para nos dar sugestões e fazer comentários</p><p>sobre a estrutura e o conteúdo do curso / módulo. Os seus comentários</p><p>serão úteis para nos ajudar a avaliar e melhorar este curso / módulo.</p><p>Ícones de actividade</p><p>Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens</p><p>das folhas. Estes icones servem para identificar diferentes partes do</p><p>processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de</p><p>texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc.</p><p>Fisiologia do Exercício 5</p><p>Habilidades de estudo</p><p>Caro Estudante, antes de mais o ensino à distância requer de ti</p><p>uma grande responsabilidade, ou seja, é necessário que tenhas</p><p>interesse em estudar, porque o teu estudo é ‘auto-didáctico’.</p><p>Entretanto, vezes há em que te acharás possuidor de muito</p><p>tempo, enquanto, na verdade, é preciso saber gerí-lo por forma a</p><p>que tenhas em tempo útil as fichas informativas lidas e os</p><p>exercícios do módulo resolvidos, evitando que os entregues fora</p><p>de tempo exigido.</p><p>Precisa de apoio?</p><p>Há exercícios que o caro estudante não poderá resolver sozinho, neste</p><p>caso contacte o tutor, via telefone, escreva uma carta participando a</p><p>situação e se estiver próximo do tutor, contacte-o pessoalmente.</p><p>Os tutores têm por obrigação, monitorar a sua aprendizagem, dai o</p><p>estudante ter a oportunidade de interagir objectivamente com o tutor,</p><p>usando para o efeito os mecanismos apresentados acima.</p><p>Todos os tutores têm por obrigação facilitar a interação, em caso de</p><p>problemas específicos ele deve ser o primeiro a ser contactado, numa</p><p>fase posterior contacte o coordenador do curso e se o problema for de</p><p>natureza geral, contacte a direcção do CED, pelo número 825018440.</p><p>As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante,</p><p>tem a oportunidade de interagir com todo o staff do CED, neste</p><p>período pode apresentar dúvidas, tratar questões administrativas, entre</p><p>outras.</p><p>O estudo em grupo, com os colegas é uma forma a ter em conta,</p><p>busque apoio com os colegas, discutam juntos, apoiem-me</p><p>mutuamnte, reflictam sobre estratégias de superação, mas produza de</p><p>forma independente o seu próprio saber e desenvolva suas</p><p>competências</p><p>Tarefas (avaliação e auto-</p><p>avaliação)</p><p>O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e</p><p>auto-avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é</p><p>importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues antes</p><p>do período presencial.</p><p>Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não</p><p>cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do</p><p>estudante.</p><p>Fisiologia do Exercício 6</p><p>Os trabalhos devem ser entregues ao CED e os mesmos devem ser</p><p>dirigidos aos tutores/docentes da cadeira em questão.</p><p>Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo</p><p>os mesmos devem ser devidamente referenciados, respeitando os</p><p>direitos do autor.</p><p>O plágio deve ser evitado. A avaliação da cadeira será controlada da</p><p>seguinte maneira:</p><p>Avaliação</p><p>Os exames são realizados no final da cadeira e os trabalhos marcados</p><p>em cada sessão têm peso de uma avaliação, o que adicionado os dois</p><p>pode-se determinar a nota final com a qual o estudante conclui a</p><p>cadeira.</p><p>A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira.</p><p>Nesta cadeira o estudante deverá realizar: 3 (três) trabalhos; 2 (dois)</p><p>testes e 1 (exame).</p><p>Fisiologia do Exercício 7</p><p>Unidade nº 1</p><p>Fisiologia do Exercício e</p><p>Fisiologia do Desporto</p><p>Introdução</p><p>A Fisiologia do Exercício é o ramo do conhecimento dedicado</p><p>ao estudo dos efeitos fisiológicos agudos (respostas) e crônicos</p><p>(adaptações) do exercício físico sobre os diversos sistemas</p><p>corporais. Entendem-se como efeitos agudos os que acontecem</p><p>durante (imediatos) ou após (tardios) uma única sessão de</p><p>exercício, enquanto os efeitos crônicos são aqueles observados</p><p>em um indivíduo fisicamente treinado, diferenciando-o de um</p><p>outro indivíduo inativo. Alguns dos exemplos mais comuns dos</p><p>efeitos fisiológicos do exercício são: os agudos imediatos –</p><p>taquicardia e sudorese, e os agudos tardios – hipotensão relativa</p><p>e melhora da função endotelial e crônicos – bradicardia relativa</p><p>de exercício submáximo e hipertrofia muscular. Como</p><p>freqüentemente acontece, existem diferentes denominações para</p><p>um mesmo termo, de modo que, Fisiologia do Exercício pode</p><p>ser também denominada de Fisiologia do Esforço (denominação</p><p>utilizada na classificação de subáreas do conhecimento pelo</p><p>Conselho Nacional de Pesquisas -CNPq) ou Fisiologia da</p><p>Actividade Física, Fisiologia do Trabalho ou ainda, Fisiologia do</p><p>Desporto. Essas outras denominações aparecem em disciplinas</p><p>curriculares e em publicações de livros ou revistas</p><p>especializadas, provavelmente em função do enfoque em que ela</p><p>é abordada. A sua apresentação mais clássica é como uma</p><p>disciplina biológica do ciclo básico das graduações em saúde,</p><p>portanto sem caráter profissionalizante.</p><p>Fisiologia do Exercício 8</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Conhecer importância da Fisiologia do Desporto /exercício;</p><p> Saber relacionar a fisiologia com o exercício físico</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral</p><p>Músculo-esquelético: Estrutura, Função e Adaptação ao Exercício</p><p>Estrutura do Músculo-Esquelético</p><p>O músculo esquelético constitui, aproximadamente, 45% do</p><p>pesocorporal e é o maior sistema orgânico do ser humano, sendo</p><p>um importante tecido na homeostasia bioenergética, tanto em</p><p>repouso como em exercício. Representa o principal local de</p><p>transformação e de armazenamento de energia, sendo o destino</p><p>final dos sistemas desuporte primários envolvidos no exercício,</p><p>como o cardiovascular e opulmonar.</p><p>O estudo da fisiologia muscular está estruturado em três partes.</p><p>Uma primeira, onde são dadas as noções histológicas</p><p>fundamentais da fibra esquelética e onde é mencionada a</p><p>organização hierárquica da fibra em termos estruturais. Uma</p><p>segunda, acerca do mecanismo molecular da contracção</p><p>muscular, onde são referidas as diferentes características dos</p><p>de amplitude no movimento, sem que acarrete</p><p>lesões. Porém o mesmo autor afirma que o método activo é</p><p>aquele que alcança a maior amplitude articular possível pela</p><p>actividade muscular, sem auxílio externo. Realizado através de</p><p>movimentos com velocidade de forma ritmada, apresenta uma</p><p>proposta de treinamento menos monótona e mais específica</p><p>(Osterning 1990). Para Alter (1996), este método parece</p><p>estimular o reflexo miotático através do aumento de tensão dos</p><p>fusos musculares devido a velocidade e a força aplicada, criando</p><p>adaptações neurais inadequadas, assim como maiores</p><p>possibilidades de lesões. Uma variação importante parece ser o</p><p>aumento da temperatura corporal, com maior tempo de duração</p><p>e menor aplicação de força (Lima, 2002).</p><p>Conforme (Heger 1986), existem evidências que são poucos os</p><p>desportos que necessitam de graus elevados de uma flexibilidade</p><p>estática e sim da especificidade para a melhoria da performance,</p><p>sugerindo a utilização da técnica de flexibilidade dinâmica,</p><p>variante do método balístico actuando no aprendizado motor.</p><p>Hernandes (2002), acredita-se que essa técnica dinâmica pode</p><p>ser utilizada como aquecimento para uma actividade física em</p><p>função de elevação da temperatura corporal.</p><p>Fisiologia do Exercício 105</p><p>Método da facilitação neuromuscular próprioceptivo</p><p>Este método se baseia no princípio da facilitação</p><p>neuroproprioceptiva, é realizado basicamente no relaxamento do</p><p>músculo antagonista durante a contração do agonista.</p><p>De acordo com Farinatti (1999), é um método nas quais as</p><p>actuações dos fusos musculares e dos órgãos tendinosos de</p><p>golgi, consistindo em levar o movimento a sua máxima</p><p>amplitude e, logo a seguir, contrair a musculatura alongada,</p><p>numa duração em torno de seis segundos por 2 a 4 vezes.</p><p>O músculo agonista é o que realiza a contração durante o</p><p>movimento em uma determinada articulação, cabendo ao</p><p>músculo antagonista realizar o movimento inverso ao do</p><p>agonista.</p><p>Parece ser considerado o mais efectivo no ganho de amplitude</p><p>do movimento (Moore & Hutton, 1980). Seus benefícios estão</p><p>associados ao ganho de flexibilidade, equilíbrio das forças</p><p>actuantes, melhoria da coordenação inter e intra muscular,</p><p>circulação sanguínea e relaxamento (Osterning 1990). Segundo</p><p>Castro (sd), considera-se que o método seja doloroso e perigoso,</p><p>pela tensão aplicada a musculatura.</p><p>Os métodos para medida e avaliação da flexibilidade podem ser</p><p>classificados em função das unidades de mensuração dos</p><p>resultados em 3 tipos principais: adimensionais, lineares e</p><p>angulares.</p><p>Testes Adimensionais</p><p>Pode-se definir um teste como adimensional, quando não existe</p><p>uma unidade convencional, como ângulo ou centímetros para</p><p>expressar os resultados obtidos. Eles não dependem de</p><p>equipamentos, utilizando-se somente de critérios ou mapas de</p><p>análise preestabelecidos. Temos como exemplos o Flexiteste,</p><p>Fisiologia do Exercício 106</p><p>modificado por Soares (1986) e o teste utilizado por Bloomfield</p><p>et al., (1994).</p><p>Testes Lineares:</p><p>Caracterizam-se por expressar os resultados em escala de</p><p>distância, em centímetros ou polegadas, utilizando-se de fitas</p><p>métricas, réguas ou trenas. Um exemplo clássico e utilizado até</p><p>hoje, é o teste de Sentar e Alcançar, descrito originalmente por</p><p>Wells e Dillon (1952).</p><p>Testes Angulares</p><p>Possuem seus resultados expressos em graus. O termo utilizado</p><p>para a medida em ângulos é goniometria, que é formado por</p><p>duas palavras: “gonia”, que significa ângulo, e “metria”, que</p><p>significa, medida. Portanto, a goniometria refere-se à medida de</p><p>ângulos. Os instrumentos que podemos utilizar são os</p><p>goniômetros, que existem do mais comum até os eletrônicos. Os</p><p>mais utilizados são: o goniômetro universal e o goniômetro</p><p>pendular (ou flexímetro). Especificaremos mais ao pendular, que</p><p>é o tipo de aparelho semelhante ao nosso.</p><p>Importância da flexibilidade na prevenção de lesões</p><p>Darden (1990), diz que o treinamento da flexibilidade tem um</p><p>efeito placebo em relação a diminuição de lesões,. Moore e</p><p>Hutton (1980), afirmam que se o indivíduo tem uma</p><p>flexibilidade excessiva, ele pode comprometer a estabilidade do</p><p>segmento a ser trabalhado, e com isso percebe se que existe</p><p>controvérsia em relação a diminuição dos riscos de lesões em</p><p>pessoas que praticam de alguma forma exercícios de</p><p>flexibilidade. Porém de acordo com Dantas (1998), o</p><p>treinamento de sedentários e atletas, mostra que com o aumento</p><p>da flexibilidade e da resistência muscular localizada, os riscos de</p><p>lesões em algumas articulações diminuem consideravelmente,</p><p>Fisiologia do Exercício 107</p><p>apesar do aumento da carga de trabalho a que aquelas pessoas</p><p>são submetidas em função do progresso do treinamento.</p><p>Objetivos e benefícios dos exercícios de</p><p>flexibilidade.</p><p>Segundo (ALTER, 1988 e DANTAS, 1999) os exercícios de</p><p>alongamento e flexibilidade potencializariam:</p><p> Aperfeiçoamento motor;</p><p> Aprimoramento ou manutenção da flexibilidade;</p><p> Melhoria da eficiência mecânica;</p><p> Profilaxia de lesões;</p><p> Desenvolver a consciência corporal, melhorar a postura</p><p>(cinestesia);</p><p> Diminuição da fadiga e auxílio na remoção do ácido</p><p>lático;</p><p> Redução de tensões musculares e maior relaxamento</p><p>muscular;</p><p> Melhoria da contratilidade muscular;</p><p> Aumentar amplitude dos movimentos;</p><p>Sumário</p><p>A flexibilidade não se apresenta de modo uniforme nas diversas</p><p>articulações e nos movimentos corporais, sendo comum, em um dado</p><p>indivíduo, que sua amplitude máxima seja boa para determinados</p><p>movimentos e limitada para outros.</p><p>Exercício 7</p><p>8. Fale da importância da flexibilidade no desporto e os</p><p>factores que a condiciona.</p><p>Fisiologia do Exercício 108</p><p>Bibliografia</p><p>1. achado, S. e Machado, R. (2005). Imunologia Básica</p><p>e Aplicada às Análises Clínicas. Ed. Universidade</p><p>Federal do Rio de Janeiro</p><p>2. ACHOUR Junior, Abdallah. Flexibilidade e</p><p>alongamento. Saúde e Bem Estar. Barueri, SP; Ed.</p><p>Manole, 2004.</p><p>3. Aguado, J; Rodriguéz, G; Elvira. L (1999).</p><p>Consideraciones sobre conceptos e clasificaciones de</p><p>la fuerza muscular desde el punto de vista</p><p>mecánico. Consejo Superior de Deportes. Série ICD,</p><p>nº21.</p><p>4. Alberts, B., Johnson, A. et al. (2010). Biologia</p><p>Molecular da Célula. Ed. Artmed</p><p>5. ALTER, Michael J. Science of Stretching. 2nd.</p><p>Campain: Humann Kinectics, 1996.</p><p>6. ALTER, Michael J. Science of Stretching. 2nd.</p><p>Campain: HumannKinectics, 1996.</p><p>7. ALVES, F. (1998). Hidrodinâmica e análise das</p><p>técnicas de Natação. Lisboa: Federação Portuguesa</p><p>de Natação.</p><p>8. ARELLANO, R. (2001). Texto entrenador auxiliar</p><p>de natación. (s.l.) – RFEN – ENE.</p><p>9. Arosa F., Cardoso E. e Pacheco F.</p><p>(2007). Fundamentos de Imunologia . Ed. Lidel</p><p>10. Azevedo, C. (1999). Biologia Celular. Ed. Lidel</p><p>11. Badilllo, J.J (2000a). Concepto y Medida de la</p><p>Fuerza Explosiva en el Deporte. Posibles</p><p>Aplicaciones al entrenamiento. Entrenamiento</p><p>Deportivo, Tomo XIV, n.º .</p><p>Fisiologia do Exercício 109</p><p>12. Badilllo, J.J (2000b). Bases teóricas y experimentales</p><p>para la aplicación del entrenamiento de fuerza al</p><p>entrenamiento deportivo. INFOCOES. Vol. n.º 2,.</p><p>13. Badilllo, J.J (2001). Tendencias actuales en la</p><p>investigación de las capacidades condicionales en</p><p>ARD. Curso de doctorado. UCLM, Toledo.</p><p>14. Badilllo, J.J.; Gorostiaga, E. (1995). Fundamentos</p><p>del entrenamiento de la fuerza. Zaragoza. Inde.</p><p>15. BARBANTI, V. J. Treinamento Físico: Bases</p><p>Cientificas. 3ª ed. São Paulo: CLR Balieiro, 1996.</p><p>16. BENETTI, G.; SHNEIDER, P.; MEYER, F. Os</p><p>benefícios do esporte e a importância da</p><p>treinabilidade da força muscular de pré-púberes</p><p>atletas de voleibol. Revista Brasileira de</p><p>Cineantropometria & Desempenho Humano. v.7, n.2,</p><p>2005.</p><p>17. Bosco, C. (1988). Valoraciones funcionales de la</p><p>fuerza dinamica, de la fuerza explosiva i de la</p><p>potencia anaeróbica aláctica con los test de</p><p>Bosco. XI Congreso Mundial de la</p><p>I.T.F.C.A. ,</p><p>Barcelona.</p><p>18. CASTRO, Luis Eduardo Viveiros. Flexibilidade e</p><p>seu Treinamento. Artigo de Revisão. Disponível em</p><p>http://www.sanny.com.br/downloads//mat_cientificos</p><p>/flexibilidade.pdf Acesso em 13.05.2013.</p><p>19. CORBIN, C.B.; LINDSEY, R.; WELK, G. Concepts</p><p>of physical fitness: active lifestyles for wellness. 10.</p><p>ed. New York: McGraw Hill, 2000.</p><p>20. Dawkins, R. (2003). O Gene Egoísta. Ed. Gradiva</p><p>21. Guyton, A. (2007). Tratado de Fisiologia Médica.</p><p>Ed. Guanabara Koogan</p><p>http://www.sanny.com.br/downloads/mat_cientificos/flexibilidade.pdf%20Acesso%20em%2013.05.2013</p><p>http://www.sanny.com.br/downloads/mat_cientificos/flexibilidade.pdf%20Acesso%20em%2013.05.2013</p><p>Fisiologia do Exercício 110</p><p>22. Matvéiev, L. P. (1991). Fundamentos do Treino</p><p>Desportivo. Livros Horizonte. Lisboa.</p><p>23. Murray, P; Rosenthal, K. e Pfaüer, M.</p><p>(2005). Microbiología médica. Ed. Elsevie</p><p>24. Parker, S. (2007) Anatomia e Fisiologia do Corpo</p><p>Humano. Ed. Civilizaçã.</p><p>Fisiologia do Exercício 9</p><p>miofilamentos e descrito o processo de interacção entre a actina</p><p>e miosina, com destaque para o mecanismo de deslize dos</p><p>miofilamentos e o papel desempenhado pelo cálcio durante</p><p>acontracção e o relaxamento. Finalmente, umaterceira parte,</p><p>centrada no estudo da mecânica da contracção muscular, onde</p><p>são explicado conceitos fundamentais como, por exemplo, o</p><p>significado de unidademotora, a forma como são recrutadas e o</p><p>efeito de somatório de contracções musculares. Nestecapítulo</p><p>são ainda referidos, embora de forma sucinta, os principais tipos</p><p>de contracção muscular, bem como as ideias chave em torno dos</p><p>conceitos de hipertrofia e hiperplasia.</p><p>Nunca será demais salientar que o estudo da fisiologia do</p><p>músculo esquelético é de uma importância fulcral para os</p><p>profissionais de desporto, dado que a principal função do</p><p>músculo é a de desenvolver tensão e executar trabalho mecânico,</p><p>ou seja, promover o movimento.</p><p>Sistema Muscular</p><p>O Tecido Muscular é dividido em 3 Tipos:</p><p>Liso: reveste os órgãos internos e são de contracção</p><p>involuntária.</p><p>Cardíaco: miocárdio músculo do coração.</p><p>Esquelético: são de contracção voluntária.</p><p>Noções Histológicas Fundamentais</p><p>A unidade de organização histológica do músculo-esquelético é</p><p>a fibra muscular, uma célula larga e cilíndrica, multinucleada e</p><p>visível em microscopia de luz. Grupos de fibras musculares</p><p>agrupam-se formando fascículos (visíveis à vista desarmada)</p><p>que, finalmente, se associam para formar os diferentes tipos de</p><p>músculos. Cada fibra múscular isolada, cada fascículo e cada</p><p>músculo no seu conjunto, estão revestidos por tecido conjuntivo.</p><p>Fisiologia do Exercício 10</p><p>O próprio músculo inteiro está envolvido por uma capa de tecido</p><p>conjuntivo - o epimísio. Alguns tabiques de colagénio penetram</p><p>desde o epimísio até ao interior do músculo, formando baínhas</p><p>que rodeiam todos e cada um dos fascículos - o perimísio. Por</p><p>sua vez, existe um retículo extremamente delicado que reveste</p><p>cada fibra muscular - o endomísio. O tecido conjuntivo serve</p><p>para reunir as unidades contrácteis, os grupos de unidades, para</p><p>integrar a sua acção e permitir, ainda, um certo grau de liberdade</p><p>de movimentos entre elas. Deste modo, ainda que as fibras se</p><p>encontrem extremamente compactadas, cada uma é</p><p>relactivamente independente das restantes e cada fascículo pode</p><p>movimentar-se independentemente dos vizinhos.</p><p>Figura 1- Imagem representativa do músculo estriado</p><p>esquelético ilustrando a sua organização.</p><p>Os vasos sanguíneos que irrigam o músculo-esquelético, correm</p><p>pelos tabiques de tecido conjuntivo e ramificam-se para formar</p><p>uma abundante rede capilar em torno de cada uma das fibras</p><p>musculares. Os capilares são suficientemente tortuosos para se</p><p>adaptarem às alterações de comprimento das fibras, estirando-se</p><p>durante o alongamento muscular e tornando-se tortuosos durante</p><p>a contracção. O diâmetro das fibras pode variar entre 10 e</p><p>100μm (ou mesmo mais), consoante a espécie e o músculo</p><p>particular examinado, podendo mesmo apresentar variações</p><p>consideráveis dentro dum mesmo músculo. Durante o</p><p>crescimento verifica-se um aumento gradual do diâmetro nas</p><p>Fisiologia do Exercício 11</p><p>fibras musculares. No entanto, esse aumento pode ainda ser</p><p>estimulado por solicitação muscular intensa, fenómeno</p><p>designado por hipertrofia de uso. De modo inverso, as fibras</p><p>podem adelgaçar-se em músculos imobilizados, fenómeno</p><p>designado de atrofia por desuso.</p><p>A maior parte do interior da fibra muscular está ocupada por</p><p>miofibrilas de 1 a 2μm de diâmetro. Cada fibra pode conter,</p><p>desde várias centenas, até muitos milhares de miofibrilas. Por</p><p>sua vez, cada miofibrila apresenta cerca de 1500 filamentos de</p><p>miosina e 3000 de actina, dispostos lado a lado. Em cortes</p><p>longitudinais pode ser observada a estriação transversal tão</p><p>característica das miofibrilas. Esta estriação é devida à presença</p><p>de actina e miosina, as duas principais proteínas contrácteis do</p><p>músculo. A banda I (isotrópica), apresenta-se mais clara porque</p><p>a luz polarizada atravessa facilmente os finos filamentos de</p><p>actina que a constituem. A banda A (anisotrópica), apresenta-se</p><p>mais escura por ser composta por actina e espessos filamentos de</p><p>miosina, o que dificulta a passagem da luz.</p><p>O comprimento relactivo das bandas váriam consoante o</p><p>músculo examinado se encontre em posição de repouso,</p><p>contracção, ou estiramento passivo. O comprimento da banda A</p><p>permanece constante em todas as fases de contracção, mas a</p><p>banda I é maior no músculo estirado, menor na posição de</p><p>repouso e extremamente curta no músculo contraído. Tanto em</p><p>preparações coradas como no músculo vivo observado em</p><p>contraste de fase, é observável uma linha transversal escura - a</p><p>linha Z - que divide a meio cada banda I. Os filamentos de actina</p><p>estão ligados a esta linha, estendendo-se para cada lado dessa</p><p>membrana para se interdigitarem com os filamentos de miosina.</p><p>A membrana, ou linha Z, também passa de miofibrila a</p><p>miofibrila, ligando-as entre si através de toda a fibra muscular.</p><p>A unidade estrutural a que se referem todos os fenómenos</p><p>morfológicos do ciclo contráctil, é o sarcómero, que se define</p><p>Fisiologia do Exercício 12</p><p>como sendo o segmento compreendido entre duas linhas Z</p><p>consecutivas, incluindo uma banda A e a metade de duas bandas</p><p>I contíguas. Ocupando a região central da banda A, pode ainda</p><p>observar-se uma zona mais clara, denominada banda H. Esta</p><p>banda apresenta-se exclusivamente constituída por filamentos de</p><p>miosina. Localizada no meio da banda A, pode ser ainda</p><p>observada uma linha escura delgada, a linha M. No músculo dos</p><p>mamíferos, o comprimento óptimo do sarcómero, em termos de</p><p>capacidade para gerar força, situa-se entre 2.4 e 2.5μm.</p><p>Fisiologia do Exercício 13</p><p>Cada fibra muscular está revestida por uma membrana delicada</p><p>tradicionalmente designada por sarcolema. Estudos</p><p>relactivamente recentes com microscopia electrónica,</p><p>demonstraram que esta película, visível com microscópio de luz,</p><p>não é um componente único, sendo formada pelo plasmalema da</p><p>fibra, pelo seu revestimento externo glicoproteico e por uma</p><p>delicada rede de fibras reticulares associadas. No entanto, em</p><p>linguagem comum a palavra sarcolema designa o plasmalema da</p><p>fibramuscular.</p><p>Os núcleos da célula muscular estriada são numerosos e o seu</p><p>número depende do comprimento da fibra. Numa fibra de vários</p><p>centímetros de comprimento podem existir várias centenas de</p><p>núcleos. São alongados na direcção da fibra, localizando-se na</p><p>sua periferia – na imensa maioria dos músculos esqueléticos dos</p><p>mamíferos – imediatamente por baixo do sarcolema</p><p>(subsarcolemais). Esta localização observa-se particularmente</p><p>bem em cortes transversais, sendo um dos critérios úteis que</p><p>permite distingui-lo do músculo cardíaco (núcleo central).</p><p>Fisiologia do Exercício 14</p><p>Existe um pequeno número de outros núcleos, de forma</p><p>igualmente alargada, mas de cromatina mais densa, que se</p><p>situam em estreita relação com a superfície das fibras</p><p>musculares. Esses núcleos pertencem às células satélites que</p><p>podem ser encontradas achatadas contra a fibra, ou ocupando</p><p>depressões pouco profundas na sua superfície. Estas células</p><p>localizam-se entre o sarcolema (plasmalema) e a lâmina basal da</p><p>fibra muscular, logo são revestidas pela mesma capa envolvente</p><p>de glicoproteínas e fibras reticulares. O número de células</p><p>satélites encontradas num determinado músculo-esquelético é</p><p>inversamente proporcional à idade desse tecido. São mais</p><p>numerosas nos músculos oxidactivos (ricos em fibras tipo I) e</p><p>desempenham um papel importante na regeneração e nos</p><p>crescimentos musculares. O sarcoplasma de uma fibra muscular</p><p>corresponde ao citoplasma dos outros tipos de células e pode</p><p>definir-se como o conteúdo do sarcolema quando se excluem os</p><p>núcleos.</p><p>É, portanto, constituída por uma matriz citoplasmática</p><p>típica, os organelos e inclusões comuns, e também pelas</p><p>miofibrilas tão peculiares do músculo.</p><p>Os organelossarcoplasmáticos mais comuns não se diferenciam</p><p>estruturalmente dos encontrados noutros tipos celulares. As</p><p>mitocôndrias (também designadas por sarcossomas) são</p><p>abundantes junto aos pólos dos núcleos, imediatamente por</p><p>baixo do sarcolema (subsarcolemais), aparecendo em maior</p><p>número no interior da fibra (intermiofibrilares) onde se</p><p>distribuem em fileiras longitudinais entre as miofibrilas.</p><p>Apresentam muitas cristas e a sua íntima associação com os</p><p>elementos contrácteis permite a sua rápida utilização como fonte</p><p>de energia química (ATP).</p><p>O retículo sarcoplasmático (RS), um organelo cuja presença foi</p><p>comprovada pela microscopia electrónica, é um sistema</p><p>contínuo de sarcotúbulos limitados por membranas, que se</p><p>Fisiologia do Exercício 15</p><p>estende por todo o sarcoplasma formando uma rede canalicular</p><p>de malha fina em volta de cada miofibrila. Os túbulos</p><p>longitudinais distribuem-se a intervalos regulares ao longo das</p><p>miofibrilas, confluindo em canais orientados transversalmente e</p><p>de calibre maior, chamados cisternas terminais.</p><p>Pares paralelos de cisternas terminais correm transversalmente</p><p>por entre as miofibrilas em relação íntima com um elemento</p><p>intermédio de menor diâmetro - o túbulo T. Estas três estruturas</p><p>transversais associadas constituem as chamadas tríadas do</p><p>músculo-esquelético (1 túbulo T + 2 cisternas). No músculo dos</p><p>mamíferos existem duas tríadas por sarcómero, situadas na</p><p>transição das bandas I-A adjacentes.</p><p>A membrana limitante do túbulo T continua-se com o sarcolema</p><p>e a sua luz comunica com o espaço extracelular na superfície da</p><p>célula, sendo por isso considerado uma invaginação tubular do</p><p>sarcolema que penetra profundamente para o interior da fibra.</p><p>Para destacar a sua natureza distinta, denominam-se</p><p>colectivamente por sistema T da fibra muscular. Os túbulos</p><p>longitudinais e as cisternas terminais do RS estão intimamente</p><p>relacionados com a libertação dos iões cálcio.</p><p>As inclusões lipídicas encontram-se em número variável</p><p>consoante as espécies, podendo situar-se entre as miofibrilas ou</p><p>entre as mitocôndrias localizadas nos pólos nucleares e nas que</p><p>se encontram na periferia da fibra. Os grânulos de glicogénio</p><p>encontram-se dispersos pela matriz sarcoplasmática.</p><p>O complexo de golgi localiza-se nas proximidades dos pólos</p><p>nucleares e, aparentemente, não desenvolve uma grande</p><p>actividade. O sarcoplasma do músculo vivo contém ainda, além</p><p>destas inclusões, uma proteína fixadora de oxigénio - a</p><p>mioglobina. No músculo em repouso mantém-se,</p><p>provavelmente, ligada ao oxigénio, mas quando a necessidade</p><p>aumenta, dissocia-se e fica disponível para as oxidações.</p><p>Fisiologia do Exercício 16</p><p>No homem, a mioglobina é de pequena relevância O</p><p>sarcoplasma do músculo vivo contém ainda, além destas</p><p>inclusões, uma proteína fixadora de oxigénio - a mioglobina No</p><p>músculo em repouso mantémse, provavelmente, ligada ao</p><p>oxigénio, mas quando a necessidade aumenta, dissocia-se e fica</p><p>disponível para as oxidações. No homem, a mioglobina é de</p><p>pequena relevância para o músculo-esquelético, o que já não</p><p>acontece nas aves e mamíferos aquáticos onde é particularmente</p><p>abundante e, provavelmente, de maior importância metabólica.</p><p>Contracção muscular</p><p>Características moleculares dos filamentos contrácteis</p><p>Os componentes contrácteis básicos da fibra muscular são quatro</p><p>proteínas agregadas em dois componentes multimoleculares, o já</p><p>mencionado filamento grosso de miosina e os finos filamentos</p><p>deactina. A tropomiosina e a troponina são as outras</p><p>duasproteínas.</p><p>Nenhuma proteína, por si só, apresenta propriedades contrácteis.</p><p>No entanto, in vitro, a miosina e a actina sob certas condições,</p><p>podem formar uma proteína complexa - a actomiosina - que</p><p>apresenta propriedades contrácteis.</p><p>Filamento de miosina</p><p>O filamento de miosina é composto por cerca de 300 moléculas</p><p>de miosina, cada uma com um peso molecular de cerca de</p><p>480.000D. A molécula individual de miosina (cerca de 50% da</p><p>proteína muscular) é constituída por seis cadeias polipeptídicas,</p><p>com duas cadeias pesadas (cada uma com 200.000D) e quatro</p><p>cadeias leves (cada com 20.000D).</p><p>As duas cadeias pesadas formam uma dupla hélice, em que cada</p><p>cadeia se apresenta com uma das extremidades enrolada,</p><p>formando conjuntamente duas massas de proteína globular - as</p><p>Fisiologia do Exercício 17</p><p>cabeças da miosina. Deste modo, existem duas cabeças livres,</p><p>lado a lado, numa das extremidades da dupla hélice da molécula</p><p>de miosina. As cabeças da molécula de miosina são ainda</p><p>constituídas pelas quatro cadeias leves (duas por cabeça), que</p><p>ajudam a controlar a função das cabeças durante o processo de</p><p>contracção muscular. As cabeças são o local responsável pela</p><p>actividade enzimática da molécula de miosina e pela afinidade</p><p>com a actina. Os locais com afinidade pelas outras moléculas</p><p>adjacentes de miosina, encontram-se na sua cauda. A cauda é</p><p>composta pela restante porção em dupla hélice das duas cadeias</p><p>pesadas de miosina. Assim, as caudas das moléculas de miosina</p><p>agrupam-se formando o corpo do filamento de miosina,</p><p>enquanto as cabeças se projectam exteriormente. No entanto,</p><p>convirá salientar que uma parte da porção em dupla hélice de</p><p>cada molécula de miosina se afasta igualmente do corpo do</p><p>filamento acompanhando a cabeça e providenciando assim um</p><p>braço que permite o afastamento para o exterior da(s) cabeça(s).</p><p>O braço e a (s) cabeça(s) da miosina denominam-se</p><p>conjuntamente por ponte transversa (PT). A PT é assim</p><p>composta por duas partes: por um braço em forma de dupla</p><p>hélice e por uma cabeça (s) ligada `a extremidade da dupla</p><p>hélice.</p><p>Várias centenas destas moléculas encontram-se agrupadas em</p><p>feixes, com as cabeças viradas numa direcção ao longo de</p><p>metade do filamento, e na direcção oposta na outra metade,</p><p>deixando uma região média livre e isenta de projecções numa</p><p>distância de aproximadamente 0.2μ. Assim, as cabeças de</p><p>miosina projectam-se para fora na direcção dos filamentos de</p><p>actina e são os únicos elos de ligação, estruturais e mecânicos,</p><p>entre os filamentos grossos e finos. As projecções estão</p><p>organizadas em pares, cada um apresentando uma rotação de</p><p>cerca de 120° relactivamente ao par precedente. Nesta hélice</p><p>encontram-se 6 projecções por cada volta (aproximadamente por</p><p>Fisiologia do Exercício 18</p><p>cada 43 nm). O comprimento total do filamento de miosina é de</p><p>1.6μ e as 200 moléculas de miosina permitem a formação de 100</p><p>pares de PT (50 pares em cada extremidade do filamento de</p><p>miosina).</p><p>Pensa-se que a molécula de miosina seja especialmente flexível</p><p>emdois locais, denominados dobradiças ou charneiras : (i) no</p><p>ponto em que o braço se afasta do corpo do filamento de</p><p>miosina; (ii) entre o braço e a(s) cabeça(s) da ponte transversa.</p><p>Uma rotação na primeira charneira poderia, hipoteticamente,</p><p>permitir a rotação para o exterior da cabeça da PT, afastando-a</p><p>assim da espinha dorsal (corpo) do filamento de miosina,</p><p>aproximando-a do filamento fino de modo a que se pudesse ligar</p><p>a um local activo específico na actina. Por sua vez, uma rotação</p><p>na segunda charneira poderia gerar a força de deslocamento da</p><p>PT. Assim, a cabeça da PT pode ligar-se `a actina num ângulo de</p><p>90° e seguidamente alterar esse ângulo de ligação para 45°. De</p><p>certo modo, a cabeça funciona como uma mão que pode agarrar</p><p>e deslocar o filamento de actina. No entanto, está longe de ser</p><p>conhecido o grau exacto de movimento e de rotação que ocorre</p><p>nestes segmentos durante a contracção.</p><p>Filamento de actina</p><p>As outras três proteínas envolvidas na contracção muscular</p><p>encontram-se todas incorporadas no filamento fino. Assim,</p><p>ofilamento de actina é também um filamento complexo,</p><p>composto</p><p>por três partes distintas: actina, tropomiosina e</p><p>troponina. Na totalidade, o filamento fino é constituído por cerca</p><p>de 300 a 400 pequenas moléculas de actina G, e por</p><p>aproximadamente 40 a 60 de tropomiosina e troponina. A</p><p>troponina e a tropomiosina são conhecidas como proteínas</p><p>reguladoras.</p><p>Actina</p><p>Fisiologia do Exercício 19</p><p>A actina constitui 20 a 25% da proteína miofibrilar e é o</p><p>principal componente do filamento fino. O arcabouço do</p><p>filamento de actina, é uma molécula proteica contituída por uma</p><p>dupla fita de actina F enrolada em hélice. Cada fita da dupla</p><p>hélice de actina F é composta de moléculas polimerizadas de</p><p>actina G (monómeros), cada uma com um peso molecular de</p><p>47.000D. Existem cerca de 13 dessas moléculas por cada volta,</p><p>de cada fita, da hélice. A cada uma das moléculas de actina G</p><p>encontra-se fixa uma molécula de ADP. Pensa-se que essas</p><p>moléculas de ADP sejam os locais activos dos filamentos de</p><p>actina, com os quais interagem as PT dos filamentos de miosina</p><p>para causarem a contracção muscular. O arranjo estrutural das</p><p>moléculas de actina e de miosina nas duas metades da banda A,</p><p>explica como os filamentos de actina em cada lado do sarcómero</p><p>se movem em direcções opostas, i.e., um em direcção ao outro</p><p>no meio do sarcómero.</p><p>Tropomiosina</p><p>O filamento de actina contém também duas fitas adicionais de</p><p>proteína que são polímeros de moléculas de tropomiosina, cada</p><p>uma com um peso molecular de 70.000D. Pensa-se que cada fita</p><p>de tropomiosina está fracamente ligada a uma de actina F. Estas</p><p>moléculas correm ao longo dos dois sulcos da dupla hélice de</p><p>actina, de tal forma que cada molécula de tropomiosina está em</p><p>contacto directo com sete monómeros de actina. Assim, no</p><p>estado de repouso, encobre os locais activos da actina de modo a</p><p>que não ocorra a interacção actomiosínica e consequentemente a</p><p>contracção muscular.</p><p>Troponina</p><p>Fixado aproximadamente a dois terços de distância ao longo de</p><p>cada molécula de tropomiosina, existe um complexo de três</p><p>Fisiologia do Exercício 20</p><p>moléculas proteicas globulares, denominado troponina.Uma</p><p>dessas proteínas globulares tem grande afinidade pela actina</p><p>(troponina I), outra pela tropomiosina (troponina T) e a terceira</p><p>pelos iões cálcio (troponina C).</p><p>Pensa-se que este complexo fixa a tropomiosina `a actina, no</p><p>entanto, a sua exacta orientação relactivamente ao filamento fino</p><p>ainda não foi esclarecida. Sabe- se, contudo, que na presença de</p><p>uma molécula de tropomiosina a troponina pode regular a</p><p>actividade de cerca de sete monómeros de actina. Assim, a</p><p>troponina funciona como um interruptor, "ligando" ou</p><p>"desligando" o filamento de actina. A grande afinidade da</p><p>troponina pelos iões cálcio parece iniciar o processo de</p><p>contracção.</p><p>Mecânica da contracção muscular</p><p>À medida que o axónio do motoneurónio se aproxima da fibra</p><p>muscular, perde a bainha de mielina. Os ramos terminais do</p><p>axónio estabelecem um contacto íntimo com o sarcolema da</p><p>fibra muscular, sensivelmente na sua porção central, formando</p><p>as placas motoras. A placa motora contém numerosas</p><p>microvesículas de ACH que são os veículos utilizados por este</p><p>transmissor neuromuscular. Assim, quando um impulso nervoso</p><p>atinge a placa motora, a ACH é libertada e o sarcolema</p><p>despolarizado. A quantidade de ACH libertada é, normalmente,</p><p>mais do que adequada para excitar a fibra muscular.</p><p>Desencadeia-se, assim, um potencial de acção que se propaga ao</p><p>longo da fibra muscular a uma velocidade aproximada de 5</p><p>m/seg. As características do potencial de acção muscular são</p><p>muito semelhantes às do neurónio. É desencadeado e propaga-se</p><p>basicamente pelos mesmos mecanismos. Um impulso único do</p><p>motoneurónio desencadeia uma contracção nas fibras</p><p>musculares que inerva. O único modo de promover o</p><p>relaxamento das fibras é parar a descarga dos respectivos</p><p>Fisiologia do Exercício 21</p><p>motoneurónios. Uma unidade motora (UM) é constituída por um</p><p>motoneurónio alfa e as fibras músculares por ele inervadas. A</p><p>UM é a unidade funcional do controlo nervoso da actividade</p><p>muscular.</p><p>Cada fibra muscular individual raramente apresenta uma</p><p>inervação polineuronal, sendo normalmente inervada por um</p><p>único motoneurónio (uma placa motora). Um potencial de acção</p><p>no neurónio desencadeará igualmente um potencial de acção em</p><p>todas as fibras por ele inervadas, activando-as quase</p><p>simultaneamente. Deste modo, a UM também obedece à lei do</p><p>tudo ou nada. No entanto, o aumento da tensão muscular que</p><p>ocorre com a activação de uma UM depende do número de</p><p>fibras musculares que constitui essa UM, do comprimento dessas</p><p>fibras, da temperatura, do suprimento de oxigénio e da</p><p>frequência de estimulação. O número de fibras de uma UM pode</p><p>variar consideravelmente. Em geral, os pequenos músculos que</p><p>reagem rapidamente e cujo controlo é exacto, apresentam poucas</p><p>fibras musculares (cerca de 2 a 3 em alguns músculos da laringe</p><p>e de 3 a 6 num músculo do olho) em cada UM, possuindo um</p><p>grande número de fibras nervosas que se dirigem a cada</p><p>músculo. Por outro lado, os grandes músculos, que não</p><p>necessitam de um grau de controlo muito fino, podem apresentar</p><p>muitas fibras por UM (cerca de um milhar no gastrocnemius).</p><p>Um valor médio para os músculos do corpo pode ser de</p><p>aproximadamente 150 fibras por UM. As fibras de uma UM</p><p>podem estar espalhadas e intercaladas com fibras de outras UM,</p><p>podendo dispersar-se por uma região aproximadamente circular,</p><p>com um diâmetro médio de 5 mm.</p><p>Resumindo</p><p>Contração muscular, a actina desliza sobre os filamentos da</p><p>miosina, que conservam seus comprimentos originais. A</p><p>contração se inicia na faixa ansiotrópica, ou A, onde a actina e a</p><p>Fisiologia do Exercício 22</p><p>miosina se sobrepõem. Durante a contração, a faixa isotrópica (I)</p><p>diminui de tamanho, enquanto os filamentos de actina penetram</p><p>na faixa A. Concomitantemente, a faixa H, formada somente</p><p>pelos filamento grossos (miosina) também se reduz, à medida</p><p>que esses filamentos são sobrepostos pelos filamentos finos</p><p>(actina). Isso irá resultar em um grande encurtamento do</p><p>sarcômero. A contracção muscular depende da disponibilidade</p><p>de íons cálcio e o relaxamento muscular está na dependência da</p><p>ausência destes íons. O fluxo de íons cálcio é regulado pelo</p><p>retículo sarcoplasmático (RS), para a realização rápida dos ciclos</p><p>de contracção muscular. O RS é uma rede de cisternas do</p><p>retículo endoplasmático liso, que envolve e separa em feixes</p><p>cilíndricos grupos de miofilamentos. Quando despolarizado, o</p><p>RS libera os íons cálcio passivamente até os filamentos finos e</p><p>grossos. Ao ser polarizado novamente, o RS transporta o íon</p><p>cálcio de volta às cisternas, interrompendo a actividade contrátil.</p><p>A contracção uniforme de cada fibra muscular é</p><p>responsabilidade do sistema de túbulos T. Esse sistema é</p><p>constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do</p><p>sarcolema da fibra muscular.</p><p>Nervos motores controlam a contração normal das fibras</p><p>musculares esqueléticas. Ramificados dentro do tecido</p><p>conjuntivo do perimísio neste local de inervação, o nervo perde</p><p>sua bainha de mielina e forma a dilatação que se situa dentro de</p><p>uma depressão da superfície da fibra muscular. Esta estrutura é</p><p>chamada de placa neural ou junção mioneural, onde o axônio</p><p>possui inúmeras mitocôndrias e vesículas sinápticas, e libera</p><p>acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica, da placa</p><p>motora e vai se prender a receptores específicos aos sarcolemas</p><p>das dobras juncionais.</p><p>Classificação das fibras muscular</p><p>Fisiologia do Exercício 23</p><p>A classificação das fibras musculares faz-se de acordo com o</p><p>metabolismo energético dominante, da velocidade de contracção</p><p>e da sua coloração histoquímica, a qual depende das actividades</p><p>enzimáticas.</p><p>A coloração pelo PAS (Periodic Acid Schift) não determina o</p><p>tipo de fibra, pois trata-se de</p><p>uma coloração para o glicogénio, e</p><p>é útil para avaliar a quantidade de glicogénio muscular, quer</p><p>antes quer depois da actividade física.</p><p>As fibras musculares dividem-se em:</p><p>Tipo I , de contracção lenta ou vermelhas, e isto devido à</p><p>densidade capilar e ao conteúdo em mioglobina.</p><p>Tipo II, de contracção rápida ou fibras brancas, as quais se</p><p>subdividem na lIa, IIb, e IIc.</p><p>Fisiologia do Exercício 24</p><p>a) Fibras tipo I, de contracção lenta, vermelhas ou ST (slow</p><p>twitch)São fibras com menor diâmetro, com um maior</p><p>fornecimento sanguíneo, quando expresso em capilares por fibra,</p><p>possuem muitas e grandes mitocôndrias e muitas enzimas</p><p>oxidactivas. São por isso fibras com um metabolismo energético</p><p>de predomínio aeróbico, resultando uma grande produção de</p><p>ATP, permitindo esforços duradouros. Estas fibras predominam</p><p>nos músculos dos atletas de endurance ou resistência.</p><p>A enzima desidrogénase do succinato, que é uma enzima típica</p><p>do metabolismo aeróbico, encontra-se em quantidades elevadas</p><p>e constitui um marcador deste tipo de fibras. Têm uma</p><p>grandeactividade da NAD desidrogénase e da citocromo</p><p>oxídase.</p><p>b) Fibras tipo II, de contracção rápida, brancas ou FT (fast</p><p>twitch) São fibras brancas, de maior diâmetro, com predomínio</p><p>de metabolismo energético de tipo anaeróbico. Possuem grandes</p><p>quantidades de enzimas ligadas a este tipo de metabolismo,</p><p>como por exemplo a CPK (creatinofosfoquínase), necessária à</p><p>regeneração rápida de ATP a partir da fosfocreatina (CP). As</p><p>Fisiologia do Exercício 25</p><p>quantidades das enzirnas desidrogénase láctica (LDH) e</p><p>fosfofrutoquínase (PFK) são também elevadas. O músculo</p><p>constituído por este tipo de fibras tem uma velocidade de</p><p>contracção, uma velocidade de condução na membrana e uma</p><p>tensão máxima maior do que nas fibras do tipo I. Têm elevados</p><p>níveis de actividade da ATPase miofibrilar, o que revela grande</p><p>velocidade na elaboração das interacções actina-miosina.</p><p>1. Fibras subtipo IIb: constituem o subtipo mais característico.</p><p>São fibras de contracção rápida (fast twitch), nas quais o</p><p>metabolismo anaeróbico é dominante, o que origina uma grande</p><p>acumulação de ácido láctico no final do exercício. O</p><p>componente aeróbico é reduzido.</p><p>São fibras com um mau rendimento energético, que acumulam</p><p>muito ácido láctico e H +, são de contracção rápida e facilmente</p><p>fatigáveis. Quando sujeitas a um treino de endurance, de</p><p>características aeróbicas, tendem a apresentar características</p><p>mais semelhantes às do subtipo lIa.</p><p>2. Fibras do subtipo lIa: são também fibras brancas, com</p><p>predomínio do metabolismo anaeróbico, mas já com uma</p><p>capacidade oxidactiva superior, o que as toma ligeiramente mais</p><p>resistentes à fadiga do que as anteriores.</p><p>3. Fibras do subtipo IIc: são fibras que se encontram no</p><p>músculo em quantidades muito pequenas, cerca de 1% do total.</p><p>Possuem predomínio do metabolismo anaeróbico e uma</p><p>capacidade oxidactiva bastante superior à encontrada nos</p><p>subtipos anteriores, o que as coloca entre estas e as fibras tipo I,</p><p>no que se refere à resistência à fadiga.</p><p>Fisiologia do Exercício 26</p><p>Características das fibras musculares</p><p>Característica</p><p>Tipo I (contração</p><p>lenta) (resistência)</p><p>Tipo IIA (contração rápida)</p><p>(glicolítica oxidativa)</p><p>(intermediária)</p><p>Tipo IIB (contração</p><p>rápida) (glicolítica)</p><p>(força)</p><p>Velocidade de</p><p>contração</p><p>Lenta Rápida Rápida</p><p>Capacidade</p><p>anaeróbia</p><p>Baixa Moderada Alta</p><p>Capacidade</p><p>oxidativa</p><p>Alta Moderada Baixa</p><p>Estoque de</p><p>triacilgliceróis</p><p>Alto Moderado Baixo</p><p>Estoque de</p><p>glicogênio</p><p>Moderado Moderado Alto</p><p>Volume de</p><p>mitocôndrias</p><p>Grande Moderado Pequeno</p><p>Enzimas</p><p>oxidativas</p><p>Alta Moderada Baixa</p><p>Enzimas</p><p>glicolíticas</p><p>Baixa Moderada Alta</p><p>Capilaridade Elevada Moderada Reduzida</p><p>Tipos de contracção Muscular</p><p>Isométrica ou Estática: a tensão isométrica é caracterizada por</p><p>um aumento da tensão da musculatura sem alteração do</p><p>comprimento do músculo. Ex sólio.</p><p>Isotónica ou Dinámca: a tensão isotônica é caracterizada pela</p><p>alteração do comprimento muscular, onde a força excede a</p><p>resistência provocando um movimento.</p><p>Contracção Isotónica: concêntrica, caracterizada pelo</p><p>encurtamento do comprimento do sarcômero.</p><p>Contracção isotónica: excêntrica, caracterizada pelo aumento</p><p>docomprimento do sarcômero.</p><p>Fisiologia do Exercício 27</p><p>Resumo</p><p>A fisiologia do exercício oferece um maior</p><p>conhecimento para o educador físico e cientista do</p><p>esporte na prescrição do exercício nos casos de doenças</p><p>coronarianas, hipertensão, diabetes, osteoporose,</p><p>deterioração músculo-esquelética, fibromialgia, artrite</p><p>reumatóide, redução da concentração sérica de colesterol</p><p>entre outras patologias, ajudando no tratamento ou na</p><p>prevenção.</p><p>Exercício 1</p><p>Explique o mecanismo da contração muscular</p><p>Fisiologia do Exercício 28</p><p>Unidade nº 2</p><p>Músculo-esquelético:</p><p>adaptação ao exercício</p><p>Introdução</p><p>O músculo esquelético possui capacidade de alterar suas</p><p>propriedades estrutural e funcional, de acordo com os estímulos</p><p>que recebe do meio ambiente.</p><p>Uma das alterações é a mudança do tipo de fibra, que tendem a</p><p>ocorrer seguindo um esquema de transição seqüencial de rápida</p><p>para lenta ou de lenta para rápida.</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Conhecer as adaptações musculo – esqueleticas resultantes do</p><p>exercicio fisico.</p><p> Conhecer as alterações dos tipos de fibra resultante do treinamento.</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral.</p><p>Fisiologia do Exercício 29</p><p>Músculo-Esquelético: Adaptação ao Exercício</p><p>Alterações dos Tipos de Fibras com o Treino</p><p>Ao longo da vida o músculo esquelético vai sofrendo alterações</p><p>consoante o estilo de vida de cada indivíduo. A diversidade de</p><p>fibras musculares existentes nos diferentes músculos têm a ver</p><p>com a função exercida por esses músculos.</p><p>Vários estudos têm demonstrado que as fibras musculares</p><p>esqueléticas quando submetidas a exercício ou a imobilização,</p><p>mostram alterações morfológicas, moleculares e funcionais.</p><p>Tem sido demonstrado nos últimos tempos que o exercício</p><p>aeróbio pode modificar o tipo de fibras musculares</p><p>predominantes no músculo estriado esquelético.</p><p>Estas modificações têm sido referidas, principalmente, como</p><p>uma “transformação” das fibras tipo II em fibras tipo I. Porém, a</p><p>literatura é vaga ou inexistente no que respeita aos mecanismos</p><p>associados a essa referida “transformação”. Uma vez que as</p><p>fibras tipo I são mais resistentes à fadiga e mais adaptadas às</p><p>actividades da vida diária é do maior interesse o esclarecimento</p><p>dos mecanismos associados ou subjacentes a tais modificações</p><p>do tipo de fibras. Acresce o facto de conhecidos os mecanismos</p><p>da “transformação” das fibras musculares esqueléticas se poder</p><p>intervir a nível patológico ou, por exemplo, na recuperação da</p><p>atrofia após imobilização. A imobilização muscular de um</p><p>membro, nomeadamente após traumatismo ortopédico ou devido</p><p>a lesão muscular, causa uma rápida perda da massa muscular a</p><p>qual pode levar meses de fisioterapia para ser recuperada.</p><p>Actualmente não existem tratamentos seguros e efectivos,</p><p>disponíveis para tratar a atrofia muscular.</p><p>Fisiologia do Exercício 30</p><p>O treino desportivo tem obtido importantes evoluções nos</p><p>últimos anos, principalmente devido ao avanço da pesquisa</p><p>científica. Verificam-se alterações tanto fisiológicas como</p><p>bioquímicas que levam a um melhor desempenho de tarefas</p><p>específicas que são dependentes do tipo de actividade física</p><p>realizada.</p><p>O treino físico pode variar de acordo com os objectivos,</p><p>podendo ser de força ou aeróbico. Estes treinos são importantes</p><p>para a manutenção da saúde e desempenham um papel</p><p>fundamental na manutenção da massa muscular. Os métodos</p><p>para se treinar tanto de forma aeróbica quanto anaeróbica (força)</p><p>são diferentes. O exercício aeróbico pode ser realizado tanto em</p><p>piscinas, pistas, bicicletas, tapetes rolantes, etc. Já o exercício de</p><p>força, geralmente é realizado com algum equipamento que</p><p>propicie alguma resistência ( Silva et al., 2007).</p><p>Durante a transição repouso-exercício ou qualquer outra</p><p>actividade da vida diária que gere um aumento da intensidade do</p><p>metabolismo, o organismo sofre uma série de ajustes para que os</p><p>sistemas energéticos consigam a energia necessária. Como as</p><p>reservas musculares de oxigénio, ATP e fosfocreatina são</p><p>limitadas, o sistema oxidativo (absorção, transporte e utilização</p><p>de oxigénio) vai sendo progressivamente activado na tentativa</p><p>de se atingir a estabilidade, e retornar à homeostase celular</p><p>(Denadai e Caputo, 2003).</p><p>A especificidade do treino é talvez o princípio mais significativo</p><p>usado na preparação dum atleta. Um dos requerimentos, que</p><p>procede uma implementação ou um plano de treino, é, verificar a</p><p>capacidade aeróbica de cada indivíduo (Spencer and Gastin,</p><p>2000).</p><p>O exercício extenuante pode causar lesões musculares, isso</p><p>evidencia-se através do músculo dorido. As contracções</p><p>musculares excêntricas (com estiramento do músculo) parecem</p><p>Fisiologia do Exercício 31</p><p>causar maiores danos musculares que as contracções isométricas</p><p>ou as contracções concêntricas (com encurtamento do músculo).</p><p>O estiramento muscular implica níveis de força superiores do</p><p>que os necessários para contracções isométricas ou por</p><p>encurtamento muscular, e os grandes esforços são sugeridos</p><p>como sendo uma causa para as lesões musculares (Lynch e</p><p>Faulkner, 1998; McCully e Faulkner, 1986).</p><p>Regulação da Força</p><p>Se quisermos procurar uma forma de definir força, só</p><p>recolheremos alguma unanimidade de conceitos se a</p><p>entendermos como característica mecânica do movimento: força</p><p>é toda a causa capaz de modificar o estado de repouso ou de</p><p>movimento de um corpo, traduzido por um vector. É o produto</p><p>da massa pela sua aceleração F = mxa. Contudo, se</p><p>pretendermos transferir este conceito mecânico de força, como</p><p>entidade física, para definir a força produzida por um músculo,</p><p>ele não nos serve para incluir numa mesma definição as</p><p>diferentes componentes (formas de manifestação) da força</p><p>muscular. Assim, é necessário em primeiro lugar efectuar uma</p><p>análise estrutural das diferentes formas de manifestação da força.</p><p>Factores condicionantes da capacidade de produção</p><p>de força</p><p>primeiro requisito para que o músculo produza trabalho</p><p>mecânico, e portanto vença uma qualquer resistência, é que</p><p>ocorra um estímulo nervoso que desencadeie o processo de</p><p>contracção muscular. Esse estímulo, é emanado dos centros</p><p>nervosos superiores e constitui um processo voluntário, sendo o</p><p>desencadeador da acção muscular. A acção muscular vai</p><p>inevitavelmente produzir o alongamento de uns músculos e o</p><p>Fisiologia do Exercício 32</p><p>encurtamento de outros, o que por sua vez, desencadeará a</p><p>actividade dos receptores musculares e tendinosos, os quais</p><p>passarão a desempenhar um papel importante no controlo</p><p>nervoso a nível medular. Estamos assim em presença do</p><p>primeiro grande factor condicionador da capacidade de produção</p><p>de força: O factor nervoso.</p><p>Contudo, não é indiferente que o músculo ou grupo muscular</p><p>activado tenha um maior ou menor volume muscular,</p><p>constituindo o grau de hipertrofia um dos factores</p><p>condicionantes da capacidade de desenvolver força,</p><p>particularmente força máxima. Também não será indiferente a</p><p>composição muscular do músculo activado, o regime de</p><p>contracção muscular promovido (isométrico, concêntrico ou</p><p>excêntrico), o grau de alongamento muscular ou a velocidade de</p><p>contracção. Estes aspectos ilustram o segundo grande factor</p><p>condicionador da capacidade de produção de força: O factor</p><p>muscular. O tipo de resistência exterior, o grau articular e a</p><p>alavanca muscular, são outro grupo de factores – factores</p><p>biomecânicos - que afectam a produção de força, já que não é</p><p>indiferente, por exemplo, desenvolver força contra um peso livre</p><p>ou numa máquina de musculação de resistência variável.</p><p>Relação Força/Velocidade</p><p>Se todos os outros factores se mantiverem iguais, a capacidade</p><p>do músculo produzir força é mais elevada numa situação</p><p>isométrica, diminuindo esta capacidade á medida que se aumenta</p><p>a velocidade de contracção concêntrica. Este facto deve-se, por</p><p>um lado, à acção desempenhada pela viscosidade das fibras</p><p>musculares que resistem ao movimento de forma proporcional</p><p>ao aumento da velocidade. Por outro lado, a acção de ligar e</p><p>desligar das pontes cruzadas para que o deslizamento dos</p><p>filamentos ocorra faz-se muito mais frequentemente com o</p><p>Fisiologia do Exercício 33</p><p>aumento da velocidade de contracção, o que reduz as condições</p><p>de produção de força. Contudo, quando o aumento da velocidade</p><p>de contracção se faz não em termos concêntricos, mas sim em</p><p>regime excêntrico, o músculo é capaz de desenvolver maiores</p><p>tensões musculares com o aumento da velocidade.</p><p>Aumento da Força</p><p>Para aumentar a capacidade de produção de força de um</p><p>músculo ou grupo muscular, é necessário:</p><p>mobilizar (activar) todas as suas fibras, o mesmo é dizer, todas</p><p>as suas unidades motoras. Para isto é necessário a utilização de</p><p>cargas máximas de forma a mobilizar todas as unidades motoras,</p><p>especialmente, as unidades motoras rápidas que são as que</p><p>produzem mais força; e, para cumprir com o princípio da</p><p>frequência de activação, é necessário que essas resistências</p><p>sejam mobilizadas à velocidade máxima. Todavia, devido às</p><p>cargas serem muito elevadas, não é possível movimentar essas</p><p>cargas a grande velocidade, contudo, o simples facto de se tentar</p><p>deslocar a carga a grande velocidade garante-se que a velocidade</p><p>de contracção das fibras musculares seja a maior possível, apesar</p><p>da velocidade exteriormente observável não ser muito grande.</p><p>Na prática do treino da força existe a convicção que se as cargas</p><p>a mobilizar não foram muito elevadas, i.e., se trabalharmos com</p><p>resistências mais baixas mas com um elevado número de</p><p>repetições, conseguimos mobilizar as fibras de contracção rápida</p><p>ao fim de muitas repetições. Contudo, é muitas vezes ignorado</p><p>que as fibras rápidas são as que se fatigam mais rapidamente e</p><p>que após muito poucas repetições não é mais possível envolvê-</p><p>las no processo de contracção.</p><p>A Coordenação Intra e Inter-Muscular</p><p>No decorrer de um processo de treino da força, os primeiros</p><p>ganhos são sempre de natureza nervosa, independentemente do</p><p>Fisiologia do Exercício 34</p><p>método de treino utilizado. Apesar deste facto, as primeiras</p><p>adaptações nervosas não são de natureza intramuscular, mas sim</p><p>de carácter intermuscular. Ao fim das primeiras semanas de</p><p>treino o SNC "aprende" a ser mais económico, isto é, a relação</p><p>agonista/antagonista melhora substancialmente, podendo-se</p><p>adiantar que se trata de um processo de aprendizagem técnica.</p><p>Se considerarmos, a título de exemplo, um processo de treino da</p><p>força com 4 unidade de treino por semana, pode dizer-se que o</p><p>processo de adaptações se caracteriza por:</p><p>ao fim de duas semanas os primeiros ganhos devem-se a</p><p>processos de coordenação intermuscular, isto é, uma melhoria da</p><p>execução técnica do gesto, que fica a dever-se a uma melhor</p><p>relação entre a contracção dos músculos agonistas/antagonistas,</p><p>dos sinergistas e estabilizadores do movimento; ao fim de 6 a 8</p><p>semanas ocorrem as principais adaptações nervosas de natureza</p><p>intramuscular, isto é, um aumento do número de UM recrutadas,</p><p>e um aumento da sua frequência de activação.</p><p>A Activação Nervosa e as Características da</p><p>Dinâmica da Carga</p><p>Se o treino de força for realizado com o objectivo de melhorar a</p><p>activação nervosa dos músculos envolvidos deve assumir as</p><p>seguintes características: utilizar cargas elevadas (80 a 100% da</p><p>Contracção Voluntária Máxima);</p><p>.ritmo de execução explosivo;</p><p>poucas repetições (entre 1 a 5);</p><p>número de séries entre 3 a 5;</p><p>grandes intervalos (5 minutos); e,</p><p>o requisito mínimo para que um atleta se envolva num processo</p><p>de treinon com estas características são 2 anos de sólido treino</p><p>de força.</p><p>Factores Neurais</p><p>Fisiologia do Exercício 35</p><p>Se desligarmos os músculos das suas ligações nervosas, estes</p><p>são incapazes de se contrair voluntariamente, impossibilitando a</p><p>realização de qualquer gesto. É o sistema nervoso central que</p><p>fornece o estímulo necessário para que os músculos possam</p><p>assegurar a dinâmica do aparelho locomotor do ser humano.</p><p>Neste sentido, o comando central envia um impulso nervoso a</p><p>um determinado grupo muscular (inervação motora), o músculo</p><p>ao contrair-se vai solicitar uma informação aos receptores</p><p>musculares que vão ter influência na informação de retorno</p><p>alertando permanentemente o sistema nervoso central dos</p><p>estados de tensão e de relaxamento do músculo (inervação</p><p>sensitiva).</p><p>Crescimento muscular</p><p>Estudos mostram que a quantidade de fibras musculares é</p><p>definida geneticamente e praticamente não muda no decorrer da</p><p>vida. Aquilo que chamamos de crescimento muscular é, na</p><p>realidade, um aumento do sarcoplasma e uma hipertrofia do</p><p>tecido conjuntivo.</p><p>Dá-se o nome de sarcoplasma ao líquido nutritivo que preenche</p><p>o espaço entre as fibras musculares e o tecido conjuntivo. Para</p><p>simplificar, pode-se dizer que o músculo é constituído por</p><p>glicógeno (reserva de carboidratos), assim como de gorduras,</p><p>aminoácidos e enzimas.</p><p>Energia para o trabalho muscular</p><p>Para que o músculo funcione ativamente, ele precisa de uma</p><p>fonte de energia rápida. É importante para o corpo ter reservas</p><p>de nutrientes no sarcoplasma já que é precisamente lá que o</p><p>organismo vai buscar 100-150g de carboidratos para gastar</p><p>durante um treino de força.</p><p>Fisiologia do Exercício 36</p><p>Após o treino, o corpo procura preencher as perdas e envia os</p><p>carboidratos ingeridos (aquelas mesmas 100-150g) para os</p><p>músculos. A isso se dá o nome de “janela metabólica”. É</p><p>importante repor os carboidratos dos músculos num período</p><p>máximo de 2-3 horas, quanto as reservas de glicógeno estão no</p><p>seu mínimo.</p><p>Tecido conjuntivo</p><p>O tecido conjuntivo reveste as fibras musculares, as protege e</p><p>também as mantém ligadas diretamente aos ossos. Durante um</p><p>treino de força ocorrem microferimentos nesse tecido. É a</p><p>recuperação desses microferimentos que leva ao aumento de</p><p>volume da fibra muscular.</p><p>O crescimento muscular está relacionado em mais de 80% com o</p><p>crescimento do tecido conjuntivo. Além disso, há vários tipos de</p><p>fibras musculares e cada tipo de treino diferente vai afetar tipos</p><p>diferentes de fibras, o que leva a mudanças distintas no tecido</p><p>conjuntivo.</p><p>Recuperação após o treino</p><p>O processo de recuperação da fibra muscular começa entre 3 a 4</p><p>horas depois do treino e termina após 36 a 48 horas. É</p><p>exatamente por isso que treinar um só grupo muscular</p><p>geralmente não leva a resultados. Os principais ajudantes da</p><p>recuperação são o sono e a alimentação.</p><p>Se o corpo não receber proteína ou cálcio suficiente, o tecido</p><p>conjuntivo demorará mais para se formar e com mais</p><p>dificuldade, o que minimiza o crescimento do músculo. Mais</p><p>uma vez, o corpo de quem treina regularmente acaba se</p><p>acostumando a gastar mais energia na recuperação.</p><p>http://fitseven.com.br/musculos/ganho-de-massa/janela-metabolica</p><p>http://fitseven.com.br/musculos/ganho-de-massa/tipos-de-fibras-musculares</p><p>http://fitseven.com.br/musculos/ganho-de-massa/tipos-de-fibras-musculares</p><p>Fisiologia do Exercício 37</p><p>O papel do treino no crescimento muscular</p><p>Treinos de força geram uma carga que causa microferimentos e</p><p>aumento posterior do tecido conjuntivo. Além disso, esse tipo de</p><p>treino melhora a secreção dos hormônios que afetam o</p><p>crescimento muscular, isto é a testosterona e o hormônio do</p><p>crescimento.</p><p>Exercícios cardiovasculares fazem o sangue fluir com maior</p><p>rapidez pelo corpo, o que permite “limpar” os músculos de</p><p>toxinas e substâncias colaterais da regeneração do tecido</p><p>conjuntivo, o que, por sua vez, irá se manifestar positivamente</p><p>na rapidez da recuperação.</p><p>Metabolismo de atleta</p><p>Antes se acreditava que o aumento da massa muscular exigiria</p><p>mais energia para se manter o volume, mas acabou por se</p><p>descobrir que 1kg de músculo necessita aproximadamente de</p><p>50kcal por dia, o que é pouquíssimo. Na realidade, o que altera</p><p>é o metabolismo como tal.</p><p>O corpo de quem treina regularmente está acostumado a esvaziar</p><p>as reservas de glicógeno durante o treino e a preenchê-las</p><p>depois, o que vai aumentar o consumo de carboidratos. Além</p><p>disso, o corpo aprende a utilizar a proteína da comida de forma</p><p>mais eficaz.</p><p>http://fitseven.com.br/homens-depois-dos-30/vitaminas-e-naturais/metabolismo-esportivo</p><p>Fisiologia do Exercício 38</p><p>Exercícios certos para a hipertrofia.</p><p>Alguns exercícios costumam ser melhores para isso. No caso</p><p>dos braços, são os que trabalham os músculos tríceps e bíceps.</p><p>Para tríceps temos a opção de pulley tríceps, tríceps corda,</p><p>tríceps francês e tríceps banco. Já para o bíceps temos a rosca</p><p>concentrada, rosca scot, rosca martelo e rosca pulley. Já</p><p>pensando nos ombros, é importante priorizar séries como</p><p>elevação lateral, elevação frontal alternada e desenvolvimento.</p><p>Para hipertrofiar as pernas, dê mais atenção à cadeira extensora,</p><p>cadeira flexora, leg press, agachamento no smith e afundo,</p><p>gêmeos sentado e em pé.</p><p>Sessões semanais de treino</p><p>Depende muito no nível atual de treinamento: se for um</p><p>iniciante, por exemplo, vai conseguir desenvolver um bom</p><p>trabalho com duas a três vezes por semana. Um intermediário,</p><p>que treina há mais de seis meses, pode ir de três a cinco vezes. Já</p><p>um avançado, que treina há mais de um ano, se beneficia</p><p>treinando de cinco a sete vezes por semana.</p><p>http://www.minhavida.com.br/temas/bra%C3%A7os</p><p>http://www.minhavida.com.br/temas/pernas</p><p>Fisiologia do Exercício 39</p><p>Métodos para hipertrofia</p><p>É importante deixar claro que existem inúmeros métodos de</p><p>hipertrofia e muita coisa antiga, como a afirmação de que</p><p>"hipertrofia consiste em três ou quatro séries de 8 repetições", já</p><p>caiu faz tempo.</p><p>Entre os principais métodos para desenvolver a hipertrofia temos</p><p>o piramidal, drop set, ênfase na fase excêntrica, oclusão vascular</p><p>e por ai vai. Tem estudos que provam o aumento de hipertrofia</p><p>com cargas de treino em torno de 60% da sua força máxima (o</p><p>que pode considerado uma carga baixa), mas nesse caso em</p><p>especial, as series são realizadas até o que chamamos de falha</p><p>concêntrica, onde não é possível fazer mais nenhum</p><p>movimento.</p><p>No geral seguindo a escola russa de treinamento os métodos de</p><p>dividem em tensionais e metabólicos, os tensionais, como o que</p><p>dá ênfase na face excêntrica, causam mais micro lesões nas</p><p>células musculares e os metabólicos, como o dropset, exigem</p><p>mais do organismo como um todo, aumenta muito o</p><p>metabolismo e vão causa a hipertrofia por uma maior produção</p><p>de GH, que é o hormônio do crescimento.</p><p>É importante ficar claro que não é o exercício que vai gerar a</p><p>hipertrofia, mas sim a intensidade total de treino, que é medida</p><p>através de volume de repetições versus carga versus tempo de</p><p>recuperação entre as séries. Entra ainda quantidade de exercícios</p><p>realizados por cada grupo muscular e o tempo de descanso de</p><p>grupo muscular até o novo treino. As</p><p>pesquisas sobre esse</p><p>assunto apontam de nove a 12 séries por semana, por grupo</p><p>muscular, já são o suficiente para gerar hipertrofia. Além de tudo</p><p>isso, alguns princípios do treinamento desportivo devem ser</p><p>aplicados, os principais nesse caso são o princípio da sobrecarga,</p><p>da super compensação e da variabilidade:</p><p>Fisiologia do Exercício 40</p><p>1. O princípio da sobrecarga diz que o corpo se adapta aos</p><p>estímulos e para de evoluir, nesse caso é necessário</p><p>continuamente fazer ajustes aumentando intensidade de alguma</p><p>forma, seja a carga de trabalho, volume de repetições ou</p><p>quantidade de exercícios para aquele grupo muscular.</p><p>2. O princípio da supercompensação diz que após o treino o</p><p>corpo entra em um quadro de inflamação muscular e quando se</p><p>recuperar vai voltar melhor do que o estágio anterior. Mas tem</p><p>um momento certo para realizar o novo treino, que não pode</p><p>acontecer com esse músculo ainda não recuperado ou</p><p>recuperado por tempo demais, por exemplo, treinei peito</p><p>segunda-feira e daqui 10 dias eu treino novamente.</p><p>3. O princípio da variabilidade diz que o organismo que sempre</p><p>tenta nos proteger e para isso fica tentando se adaptar aos treinos</p><p>que você realiza. Só que pensando na hipertrofia, é importante</p><p>variar os estímulos com exercícios e métodos de treino</p><p>diferentes.</p><p>A hipertrofia muscular</p><p>Qualquer exercício resistido pode trazer efeitos na hipertrofia, a</p><p>musculação é sem dúvida a melhor forma de fazer isso, pois é</p><p>fácil ter controle de carga e existe uma segurança a mais</p><p>trabalhando com as máquinas. Porém, exercícios usando o peso</p><p>do próprio corpo como pilates, treino funcional e treinamento</p><p>suspenso também podem trazer efeitos hipertróficos. O único</p><p>problema é que nesses outros métodos em algum momento você</p><p>não vai mais conseguir aumentar a a carga de trabalho.</p><p>http://www.minhavida.com.br/temas/pilates</p><p>http://www.minhavida.com.br/temas/treino-funcional</p><p>Fisiologia do Exercício 41</p><p>Treino de força e treino de resistência</p><p>A resistência de força pode ser definida como a capacidade do</p><p>atleta em executar um número elevadíssimo de contrações</p><p>musculares em ritmo constante e durante um longo tempo,</p><p>resistindo á fadiga.</p><p>O treinamento da resistência de força provocará nos músculos</p><p>adaptações funcionais e morfológicas específicas para o trabalho</p><p>de longa duração, como o aumento das reservas energéticas,</p><p>aumento do conteúdo das mitocôndrias e maior eficiência das</p><p>células na extração do oxigênio do sangue.</p><p>Também ocorrem adaptações em relação aos mecanismos</p><p>neuromusculares, representado pela melhora da coordenação</p><p>intra e intermuscular (maior número de unidades motoras</p><p>ativadas e redistribuição da atividade mecânica dos grupos</p><p>musculares envolvidos no movimento).</p><p>Com o desenvolvimento da resistência de força, pretende-se que</p><p>um número elevado de contrações musculares sejam realizadas</p><p>durante um longo tempo e em maior velocidade, sendo a energia</p><p>necessária para esse trabalho, proporcionada pelo metabolismo</p><p>oxidativo. Assim, as adaptações provenientes do treinamento da</p><p>resistência de força proporcionam ao atleta uma maior</p><p>velocidade no ritmo de deslocamento e, consequentemente, a</p><p>melhora do resultado competitivo.</p><p>Portanto, o atleta estará apto a desenvolver maior velocidade de</p><p>deslocamento, às custas de sua capacidade metabólica oxidativa,</p><p>não recorrendo aos processos anaeróbios que, em pouco tempo,</p><p>esgotam suas reservas de energia e acumulam as toxinas geradas</p><p>pelo metabolismo glicolítico.</p><p>Fisiologia do Exercício 42</p><p>Os meios de preparação para o desenvolvimento da resistência</p><p>de força são:</p><p> Treinamento em circuito;</p><p> Exercícios com pesos (halteres/aparelhos);</p><p> Preparação especial de força..</p><p>A escolha de cada meio de preparação e quando aplicá-lo estará</p><p>a critério do treinador, que deverá obedecer as leis biológicas e</p><p>pedagógicas que regem o Treinamento Desportivo.</p><p>1. Os meios de desenvolvimento da resistência de força</p><p>exigem um aumento considerável no volume de</p><p>treinamento (número elevado de séries e repetições).</p><p>Esse aumento não deve ser brusco, mas gradual e</p><p>constante pois, caso contrário, os efeitos serão contrários</p><p>ao esperado;</p><p>2. Com o treinamento da resistência de força, os ganhos em</p><p>hipertrofia são quase nulos; o que se pretende é o</p><p>desenvolvimento do potencial motor do atleta,</p><p>representado pela melhora da coordenação e ampliação</p><p>da velocidade de deslocamento.</p><p>Sumário</p><p>A grande maioria dos animais possuem células nervosas e</p><p>musculares. Em todos eles, o mecanismo de funcionamento</p><p>dessas células é exatamente o mesmo. A coordenação interna do</p><p>organismo e o seu relacionamento com o meio ambiente são</p><p>funções exercidas pelo sistema nervoso. Ao sistema sensorial</p><p>cabe a recepção das mensagens provenientes do meio ambiente.</p><p>A resposta, muitas vezes representada por um movimento, é</p><p>papel dos tecidos musculares.</p><p>Fisiologia do Exercício 43</p><p>Exercício 2</p><p>1. Fale das alterações muscula esquelético resultante do</p><p>exercicio fisico.</p><p>Fisiologia do Exercício 44</p><p>Unidade nº 3</p><p>Respostas hormonais ao</p><p>exercício</p><p>Introdução</p><p>Em uma definição clássica, hormonas são produtos secretórios</p><p>de glândulas endócrinas, liberados na corrente sanguínea e</p><p>transportados a células ou órgãos-alvo específicos, onde eles</p><p>provocam respostas fisiológicas, morfológicas e bioquímicas. Na</p><p>realidade, a necessidade de que as hormonas sejam secretadas na</p><p>corrente sanguínea é muito restritiva; pois existem hormonas que</p><p>agem localmente. Há, ainda, substâncias de acção endócrina que</p><p>não são secretadas por glândulas.</p><p>Ao completares esta unidade / lição, serás capaz de:</p><p>Objectivos</p><p> Saber o conceito de hormonas;</p><p> Conhecer importância das hormonas;</p><p> Saber a relações existentes entre as hormonas e o exercicio fisisco.</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia que vai usar nesta unidade é a seguinte:</p><p> Aprendente – Formando, estudante.</p><p> Formador – Docente, ensinante.</p><p> EP – Ensino Primeiro.</p><p> ESG – Ensino Secundário Geral.</p><p>Fisiologia do Exercício 45</p><p>Conceito da Neuroendocrinologia</p><p>Sistema Endocrino</p><p>Orgãos ou células que secretam substâncias (hormonas)</p><p>responsáveis pelo desencadeamento de respostas</p><p>fisiológicas em células alvos específicas.</p><p>Hormonas: Regulação e acção</p><p> Glândula Pineal: Melatonina Hipotálamo:</p><p> Hormônios Trópicos NeuroHipófise: ocitocina e</p><p> vasopressina Adenohipófise: prolactina, GH,</p><p>corticotropina (ACTH) tireotropina (TSH), FSH e LH</p><p> Tireóide: Triiodotironina, tiroxina e Calcitonina</p><p> Paratireóide: hormônio da paratireóide (paratormônio)</p><p> Timo: timosina e timopoetina</p><p> Coração: peptídeo atrial natriurético</p><p> Fígado: IGF-1, angiotensinogênio – (no rim libera</p><p>aldosterona)</p><p> Estômago e intestino delgado: gastrina, colecistocinina</p><p>e secretina</p><p>Fisiologia do Exercício 46</p><p> Pâncreas: Insulina, glucagon,</p><p> somastotatina Córtex da adrenal: Aldosterona, cortisol</p><p>e andrógenos</p><p> Medula da adrenal: Adrenalina e noradrenalina</p><p> Rins: Eritropoetina e 1,25 didroxivitamina D3</p><p> Pele: vitamina D3 Testículo: andrógeno, inibina</p><p> Ovário: Estrógeno e progesterona, inibina e relaxina</p><p> Tecido Adiposo: Leptina</p><p> Placenta: estrógeno, progesterona, gonadotropi</p><p>Métodos de Sinalização Celular Provocada pelas</p><p>Hormonas.</p><p>1. Acção autócrina: Hormonas regulam a actividade das</p><p>mesmas células que os produzem.</p><p>2. Acção parácrina: Hormonas que atingem células-alvo</p><p>através de difusão intersticial.</p><p>3. Acção endócrina: Hormonas que atingem as células-alvo</p><p>através da corrente sanguínea.</p><p>Fisiologia do Exercício 47</p><p>4. Acção neurócrina: Envolve a liberação de mensageiros</p>