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<p>INSTRUMENTAÇÃO</p><p>BIOMÉDICA</p><p>Bruna Gerardon Batista</p><p>Métodos de diagnóstico</p><p>laboratorial</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>� Identificar os princípios metodológicos das técnicas mais utilizadas</p><p>em laboratório de análises clínicas.</p><p>� Caracterizar os métodos qualitativos, semiquantitativos e quantitativos.</p><p>� Explicar o uso de métodos laboratoriais automatizados.</p><p>Introdução</p><p>Os métodos utilizados no laboratório de análises clínicas contribuem</p><p>para o diagnóstico que, na área da medicina e da assistência à saúde,</p><p>corresponde ao processo analítico e que auxilia na determinação de uma</p><p>conduta em conjunto com o quadro clínico do paciente. Sendo assim,</p><p>um laudo laboratorial emitido pode levar à conclusão da existência ou</p><p>não de uma doença, além de possibilitar o monitoramento do estado de</p><p>saúde de indivíduos e de fornecer informações que podem identificar uma</p><p>possível doença de forma prévia, relacionando com o seu prognóstico.</p><p>Existem inúmeros processos analíticos complementares que podem</p><p>fornecer informações relevantes sobre o paciente.</p><p>Neste capítulo, você vai aprender mais sobre os principais métodos</p><p>utilizados em laboratório de análises clínicas, assim como sua caracteri-</p><p>zação, e vai conhecer os benefícios da automatização para o ambiente</p><p>laboratorial, cada vez mais presente na rotina desses espaços.</p><p>Metodologias utilizadas em laboratórios</p><p>de análises clínicas</p><p>O termo “biodiagnóstico” tem forte relação com as análises clínicas, ou análises</p><p>laboratoriais diagnósticas Esse tipo de análise tem como objetivo identificar</p><p>o estado de saúde ou a doença de indivíduos por meio da análise de fluidos</p><p>corporais, como os seguintes:</p><p>� sangue;</p><p>� urina;</p><p>� sêmen;</p><p>� fezes;</p><p>� escarro;</p><p>� secreções;</p><p>� derrames cavitários;</p><p>� líquido cerebrospinal.</p><p>Cada material biológico é analisado por meio de métodos específicos,</p><p>por isso, em um laboratório, várias metodologias diferentes são utilizadas,</p><p>e compreender o seu princípio permite uma visão mais ampla do resultado</p><p>obtido. Esses princípios metodológicos são baseados na biologia, na química</p><p>e na física e a sua aplicação ocorre em todos os setores do laboratório, como</p><p>o setor de bioquímica, de hematologia, de urinálise, de microbiologia, etc.</p><p>Podemos citar os métodos ópticos, imunoquímicos (ou imunoensaios), croma-</p><p>tográficos, eletroquímicos, entre outros. Entre eles, destacam-se os métodos</p><p>colorimétricos, cinéticos, microbiológicos e a citometria de fluxo.</p><p>Cultura de material biológico</p><p>Para a identificação de uma infecção, por exemplo, o método manual utilizado</p><p>é a cultura de material biológico, no qual uma amostra de secreção de ferida é</p><p>semeada em placa contendo meio de cultura para que se verifique crescimento</p><p>bacteriano. É um passo inicial para a posterior aplicação de métodos automa-</p><p>tizados ou manuais que irão facilitar a identificação desse microrganismo.</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial2</p><p>Automação para o exame de hemocultura</p><p>Ainda com relação ao setor da microbiologia, podemos contar com a auto-</p><p>mação para o exame de hemocultura, a qual apresenta vantagens em relação</p><p>às metodologias manuais, pois estão relacionadas com a rapidez na emissão</p><p>dos resultados e com a diminuição do trabalho técnico.</p><p>Nessa metodologia, são utilizados frascos contendo meio de cultura e a</p><p>detecção do crescimento bacteriano é baseada na presença de CO2 (pelo sensor</p><p>do frasco) produzido pelos microrganismos durante o seu metabolismo. Esse</p><p>sensor, que está localizado na base do frasco em contato com o CO2, sofrerá</p><p>alteração fluorescente ou mudança de pH e a sua coloração será alterada, o</p><p>que será detectado pelo equipamento, que emitirá um alarme sonoro.</p><p>Hemograma</p><p>No sangue total, um dos exames mais solicitados em um laboratório de análises</p><p>clínicas é o hemograma, que fornece informações sobre as células sanguíneas,</p><p>como a contagem e a avaliação de leucócitos, de hemácias e de plaquetas,</p><p>e cuja metodologia aplicada envolve tanto a avaliação de índices celulares</p><p>quantificáveis (avaliação quantitativa) quanto a avaliação qualitativa (carac-</p><p>terísticas celulares) das células (realizada tanto por microscopia quanto por</p><p>métodos automatizados).</p><p>A maioria dos laboratórios clínicos trabalha com equipamentos automati-</p><p>zados e o uso de métodos manuais é pequeno, apenas quando há necessidade</p><p>de validação de outra metodologia automatizada, ou para fins de checagem</p><p>de leucopenia ou de microcitose, por exemplo. A automação em hematologia</p><p>envolve a determinação de parâmetros, como a dosagem de hemoglobina,</p><p>a contagem global de eritrócitos, de leucócitos e de plaquetas, por meio de</p><p>equipamentos que trabalham com a emissão de sinais de alerta de alterações</p><p>( flags), ou seja, marcadores de parâmetros que necessitam avaliação minuciosa</p><p>(SOARES et al., 2012).</p><p>3Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Exame qualitativo de urina</p><p>Na urina, pode ser detectada uma série de alterações orgânicas apenas com o</p><p>resultado de um exame relativamente simples e que utiliza métodos químicos,</p><p>físicos e a análise do sedimento urinário: o exame qualitativo de urina (EQU),</p><p>também denominado exame comum de urina ou exame de urina tipo I.</p><p>Como avaliação química da urina, citamos a determinação de parâmetros</p><p>como pH, proteína, glicose, cetona, bilirrubina, urobilinogênio, hemoglobina,</p><p>etc, a partir da análise da fita reagente, que pode ser feita tanto de forma</p><p>visual quanto com o uso de equipamento de refletometria. A análise física</p><p>da urina relata parâmetros de cor, aspecto e densidade da amostra e a análise</p><p>do sedimento urinário envolve a técnica de microscopia ou a citometria de</p><p>fluxo, que detecta a presença de células, de cristais, de cilindros urinários e</p><p>de outros elementos.</p><p>A refletometria tem o princípio de observar a proporção entre o fluxo de radiação</p><p>eletromagnética incidente em uma superfície — a tira reagente — e o fluxo de radiação</p><p>que é refletido, provocando uma alteração na cor das áreas reagentes da tira.</p><p>Citometria de fluxo</p><p>A citometria de fluxo é uma técnica utilizada para contar, examinar e classificar</p><p>partículas microscópicas suspensas em meio líquido, permitindo a análise de</p><p>vários parâmetros ao mesmo tempo. Essa técnica é realizada com um aparelho</p><p>de detecção óptico-eletrônico, no qual é possível analisar características físicas</p><p>e/ou químicas de uma célula.</p><p>O princípio da citometria é a utilização de um feixe de luz (laser) de um</p><p>único comprimento de onda, direcionado a um meio líquido em fluxo. Cada</p><p>partícula suspensa nesse meio líquido que atravessar o laser, dispersa a luz</p><p>de uma forma específica; essa combinação de luz dispersa é captada pelos</p><p>detectores, determinando, assim, os resultados após explorar vários tipos de</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial4</p><p>informação sobre a estrutura física e química de cada célula. Os citômetros</p><p>de fluxo modernos são capazes de analisar várias partículas em “tempo real”,</p><p>apresentando similaridade a um microscópio; porém, em vez de produzir</p><p>imagens da célula produz uma quantificação de um conjunto de parâmetros,</p><p>entre eles volume, pigmento, quantidade, antígenos, etc.</p><p>Como aplicação da citometria de fluxo é possível citar a realização de um</p><p>hemograma que tem a determinação dos seguintes parâmetros:</p><p>� volume corpuscular médio (VCM);</p><p>� hemoglobina corpuscular média (HCM);</p><p>� contagem de plaquetas e leucócitos em um aparelho que utiliza essa</p><p>técnica, assim como sua aplicação na urinálise (identificando estruturas</p><p>presentes no sedimento urinário).</p><p>Imunoensaios</p><p>Imunoensaios são baseados na ligação específica de imunoglobulinas (anti-</p><p>corpos) com a substância que elas reconhecem (antígeno). Nessa metodologia,</p><p>a detecção de um anticorpo na amostra biológica se dá pela presença do</p><p>antígeno correspondente presente no teste. Entre os tipos de imunoensaios</p><p>estão os seguintes:</p><p>� imunofixação;</p><p>� imunocromatografia;</p><p>� imunodifusão;</p><p>� hemoaglutinação;</p><p>� teste enzyme linked immunonosorbent</p><p>assay (ELISA) (enzimaimuno-</p><p>ensaio).</p><p>Imunofixação</p><p>Como exemplo, podemos citar a avaliação do efeito de vacinas, quando se testa</p><p>uma amostra biológica para verificação da presença de um antígeno vacinal</p><p>previamente aplicado em um indivíduo. A técnica de imunofixação é utilizada</p><p>para determinar qual tipo de imunoglobulina (Ig) está sendo secretada; é uma</p><p>detecção de proteínas específicas.</p><p>5Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Imunocromatografia</p><p>A imunocromatografia é uma técnica de rápida execução, conhecida como</p><p>teste rápido e tem os seguintes componentes:</p><p>� filtro de amostra — local que promove a distribuição uniforme e con-</p><p>trolada do material a ser analisado);</p><p>� suporte do conjugado — conjugação de anticorpos ou antígenos;</p><p>� membrana de nitrocelulose — região de análise que contém os reagentes</p><p>de captura da linha de teste;</p><p>� filtro de adsorção — tem a finalidade de puxar o fluido.</p><p>Os testes imunocromatográficos são imunoensaios e têm uma técnica</p><p>bastante simples; são conhecidos como testes de triagem e possuem elevada</p><p>sensibilidade. Um exemplo é o exame beta-hCG (conhecido como teste de</p><p>gravidez), que dispensa o uso de reagentes ou equipamentos (Figura 1).</p><p>Figura 1. Testes de detecção de HCG urinário.</p><p>Fonte: Noomanee Kung/Shutterstock.com.</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial6</p><p>O sistema da imunocromatografia consiste na presença do antígeno ou</p><p>anticorpo fixado em membrana na forma de linhas. A amostra aplicada no</p><p>sistema se liga ao conjugado e, após a migração por cromatografia, há a</p><p>formação do imunocomplexo, que é revelado pela visualização da linha. Para</p><p>detecção de antígenos podem ser utilizados anticorpos fixados conjugados</p><p>ao corante. Assim, a revelação da interação antígeno-anticorpo se dá pela</p><p>observação de linhas de coloração rosa ou azul, dependendo do fabricante</p><p>do produto que será utilizado (Figura 2).</p><p>Figura 2. Teste rápido de fluxo lateral para Mycobacterium leprae (ML Flow).</p><p>Fonte: Adaptada de Bührer-Sékula (2008).</p><p>Teste Controle</p><p>Aplicação</p><p>da amostra</p><p>Reagente Tira de nitrocelulose Tira de absorção</p><p>Imunodifusão e hemoaglutinação</p><p>Na imunodifusão é possível determinar a concentração de um antígeno na</p><p>amostra. Já na hemoaglutinação, são utilizadas hemácias e anticorpos (imu-</p><p>noglobulinas) para verificar a presença de antígenos no sangue.</p><p>Teste ELISA</p><p>O ELISA é um teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos</p><p>específicos, útil no diagnóstico de várias doenças que induzem à produção</p><p>de imunoglobulinas e envolvem a fixação do antígeno em uma superfície</p><p>sólida, com posterior ligação do antígeno a um anticorpo (presente no soro</p><p>do paciente), e associação de um marcador enzimático. A detecção completa é</p><p>feita pela análise da presença de alteração de coloração, que ocorrerá quando</p><p>a ligação antígeno-anticorpo ocorrer.</p><p>7Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Técnica colorimétrica</p><p>A técnica colorimétrica é um método de análise quantitativa que se baseia</p><p>na quantificação da cor produzida por uma reação química, comparando-se</p><p>com a cor produzida em reação desenvolvida com o uso de soluções-padrão</p><p>(soluções de concentração conhecida do analito em questão). De acordo com a</p><p>intensidade da cor produzida, infere-se a concentração do analito (substância</p><p>que se quer analisar).</p><p>Métodos fotométricos</p><p>Métodos fotométricos são utilizados para realizar a medida da luz, que pode</p><p>ser absorvida, refletida, emitida ou dispersa e, posteriormente, medida por</p><p>equipamentos específicos. É um dos métodos mais utilizados em análises</p><p>laboratoriais de bioquímica clínica. Muitos métodos de análises bioquímicas</p><p>são cinéticos ou cromogênicos de ponto final.</p><p>Método cinético de várias leituras</p><p>O método cinético de várias leituras baseia-se na medição da absorbância do</p><p>analito na amostra em diferentes intervalos de tempo após a adição do reagente</p><p>específico, mostrando a constante de formação do produto. Por outro lado,</p><p>o método de ponto final irá realizar a medição de absorbância relacionada à</p><p>presença do analito contido na amostra, apenas ao término da reação, com a</p><p>desvantagem de que o resultado é obtido apenas de uma medida de absorbância.</p><p>Método enzimático</p><p>Os métodos enzimáticos também são bastante utilizados em laboratório clínico</p><p>para determinar a concentração de um analito de interesse. Um exemplo que</p><p>pode ser citado é quando a atividade de uma enzima é analisada por meio da</p><p>sua reação com um composto químico denominado substrato que gera um</p><p>produto. Em geral, a reação é acoplada à uma reação colorimétrica: à medida</p><p>que a conversão enzimática se processa e o produto é gerado, há produção de</p><p>cor que deve ser medida em espectrofotômetro.</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial8</p><p>Para elucidar melhor o princípio desse método, podemos descrever um</p><p>dos métodos para a dosagem da glicose. A enzima glicose oxidase presente</p><p>no reagente, em presença de oxigênio, catalisa a oxidação da glicose presente</p><p>na amostra do paciente, o que leva à formação de peróxido de hidrogênio.</p><p>A enzima peroxidase também presente no reagente catalisa a reação de oxida-</p><p>ção do fenol pelo peróxido de hidrogênio, em presença de 4-aminoantipirina,</p><p>formando um composto violáceo (antipirilquinonimina) com absorção máxima</p><p>em 505 nm. A concentração desse composto e a consequente intensidade</p><p>da cor são diretamente proporcionais à concentração de glicose na amostra.</p><p>A maioria dos laboratórios reliza as reações químicas (setor de bioquímica)</p><p>que quantificam analitos em sistema de “química úmida” (reações em meio</p><p>líquido), porém a “química seca” é outra possibilidade, em que são utilizadas</p><p>pastilhas impregnadas com os constituintes da reação e o produto da reação</p><p>é analisado por meio da reflectância.</p><p>Fotometria de chama</p><p>A fotometria de chama é a mais simples das técnicas analíticas baseadas em</p><p>espectroscopia atômica. O equipamento realiza a técnica que irá determinar</p><p>a dosagem de eletrólitos, por exemplo sódio (Na+) e potássio (K+), em uma</p><p>amostra clínica. Nessa técnica, a solução a ser analisada é exposta à ação de</p><p>uma chama. Os átomos são excitados e, ao retornarem ao estado de repouso,</p><p>emitem luz. O comprimento de onda da luz emitida é específico para cada</p><p>elemento e pode ser quantificado em condições adequadas (OKUMURA;</p><p>CAVALHEIRO; NÓBREGA, 2004).</p><p>Esse método está em crescente desuso em laboratórios clínicos, sendo</p><p>substituído por eletrodos seletivos ou sensores de íons, caracterizando a me-</p><p>todologia eletrodo íon seletivo (ISE). Os eletrodos de íons seletivos são</p><p>eletrodos de membrana que respondem seletivamente a alguns íons e esses</p><p>equipamentos são compostos por um medidor, uma sonda e os componentes</p><p>sensíveis às concentrações iônicas.</p><p>9Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Cromotografia, quimioluminescência, fluorescência e</p><p>imunoturbidimetria</p><p>Existem ainda outras metodologias utilizadas em laboratórios clínicos e que</p><p>também merecem atenção, como as listadas a seguir.</p><p>Cromatografia</p><p>A cromatografia é um método físico-químico de separação de substâncias de</p><p>uma mistura, ou seja, tem sua base na migração diferencial dos componentes</p><p>de uma mistura ou amostra em um suporte líquido, sólido ou gasoso. Envolve</p><p>uma fase móvel e uma fase estacionária, classificando, assim, em:</p><p>� cromatografia gasosa — consiste na “vaporização” da substância em</p><p>um gás de arraste e posterior migração por meio da coluna de croma-</p><p>tografia, utilizada no fracionamento de proteínas, enzimas, peptídeos</p><p>e aminoácidos);</p><p>� cromatografia de troca iônica — há uma resina trocadora de íon, a</p><p>amostra entra em contato com a resina e há passagem pela coluna de</p><p>cromatografia liberando, assim, os íons que estavam interagindo com a</p><p>resina, utilizada para fracionar peptídeos, aminoácidos, hemoglobinas</p><p>e hemoglobina glicada);</p><p>� high pressure liquid chromathography (HPLC) — é a cromatografia</p><p>líquida, com elevada sensibilidade, alta velocidade de reação e grande</p><p>desempenho com confiabilidade e rapidez na liberação de resultados.</p><p>Utiliza um líquido como</p><p>fase móvel, que é injetado na coluna cromato-</p><p>gráfica a altas pressões, e diferentes tipos de fase estacionária, variando</p><p>de acordo com o que se quer analisar.</p><p>Quimioluminescência</p><p>Quimioluminescência é uma reação química que gera energia luminosa. Nessa</p><p>técnica, são utilizados marcadores fluorescentes ou quimioluminescentes que</p><p>realizam emissão de luz via reação química envolvendo compostos sintéticos,</p><p>como o luminol, com posterior detecção por fluorômetros ou luminômetros</p><p>de alta sensibilidade. Sua facilidade de adaptação à automação explica o seu</p><p>uso cada vez mais frequente em laboratórios de médio e grande porte.</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial10</p><p>Fluorescência</p><p>Fluorescência é quando um fluorocromo absorve energia na forma de espectro</p><p>luminoso, tornando-se eletricamente “excitado” e, ao liberar essa energia,</p><p>emite luz em um comprimento de onda específico. Essa luz é quantificada em</p><p>equipamentos específicos, como um microscópio de fluorescência, por exemplo.</p><p>Imunoturbidimetria</p><p>Essa técnica mede a diminuição da luz ao passar por um complexo antígeno-</p><p>-anticorpo. Em outras palavras, a turbidimetria mede o quanto a solução</p><p>antígeno-anticorpo absorve da luz e o quanto ela deixa passar, sendo utilizada</p><p>para medir a concentração plasmática de diversas proteínas.</p><p>A busca de uma otimização dos custos nos laboratórios de análises clínicas é indis-</p><p>pensável para a redução dos valores médios pagos pelo cliente por cada exame.</p><p>Como exemplo, podemos citar os Estados Unidos, país que tem uma política de</p><p>gestão com dados bem documentados e, no ano de 1990, tinha uma receita média</p><p>por exame de US$ 24, em 1995 era de US$ 16 e, em 2005, esse valor já estava próximo</p><p>a US$ 10. Nesse contexto, a distribuição dos custos técnicos sofreu uma mudança</p><p>importante. Em 1991, os gastos foram representados por 43% em quadro pessoal, 35%</p><p>em equipamentos e reagentes e 22% de despesas gerais, enquanto no ano de 1999,</p><p>essa distribuição foi de 65%, 15% e 20%, respectivamente. Essa tentativa de diminuir os</p><p>valores gastos é resultado da pressão por reduções de custos. A pressão aqui descrita</p><p>é relacionada com os colaboradores da empresa, que exigem uma maior segurança,</p><p>a produtividade do processo com a eliminação de atividades desnecessárias com</p><p>combinação das atividades em processos únicos (simplificação) e a padronização do</p><p>processo, o que leva à redução na quantidade de documentação de suas atividades.</p><p>A automação na medicina laboratorial também permite o gerenciamento remoto</p><p>dos analisadores, padronização de protocolos de interfaceamento e facilidade na</p><p>integração de plataformas (CAMPANA; OPLUSTIL, 2011).</p><p>11Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Métodos qualitativos, semiquantitativos e</p><p>quantitativos</p><p>Um método é um conjunto de meios dispostos para que se atinja determinado</p><p>objetivo. Exitem muitos métodos analíticos utilizados e cada um deles descreve</p><p>e explica de forma diferente o que se busca saber. Por exemplo, cada método</p><p>tem a capacidade de determinar uma concentração de analito em uma amostra</p><p>por meio de formas diferentes de dosagens desse analito. Esses métodos podem</p><p>ser classificados como qualitativos, quantitativos ou semiquantitativos.</p><p>Quantitativos</p><p>Uma análise quantitativa pode ser caracterizada como a separação e a deter-</p><p>minação da quantidade de um analito em uma amostra que busca determinar</p><p>a concentração. A dosagem de ácido úrico tem seu resultado em números</p><p>determinando a quantidade do analito no soro do paciente. Esse resultado é</p><p>obtido após a aplicação de um método enzimático colorimétrico, enquadrando</p><p>essa metodologia como quantitativa.</p><p>Semiquantitativos</p><p>Em métodos de análise semiquantitativa são atribuídos valores; porém, não há</p><p>a necessidade de atribuir um valor que corresponda exatamente à magnitude</p><p>real. O objetivo dessa análise é produzir resultados mais detalhados, mas sem</p><p>sugerir valores absolutos, apenas relatando se esse valor é “superior a” ou “in-</p><p>ferior a”. Um exemplo de metodologia semiquantitativa pode ser observada em</p><p>técnicas de aglutinação em látex, que utiliza partículas de látex sensibilizadas</p><p>com antígenos ou anticorpos. Na rotina laboratorial, esses exames são muito</p><p>utilizados pela facilidade de manuseio e interpretação do resultado, pois os</p><p>casos positivos são submetidos a uma diluição seriada que revelará a titulação,</p><p>podendo ser superior a 64 mg/L, por exemplo.</p><p>Qualitativos</p><p>Os métodos qualitativos têm como objetivo determinar a natureza do composto</p><p>em uma amostra, não têm o intuito de obter concentrações, podendo indicar</p><p>apenas se há ou não presença de determinada substância em uma amostra.</p><p>Um método qualitativo pode ser exemplificado pelo teste rápido beta-hCG</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial12</p><p>imunocromatográfico, que pode fornecer um resultado positivo ou negativo,</p><p>independentemente da concentração do hormônio presente na amostra.</p><p>Os métodos quantitativos estão relacionados com uma garantia de precisão de re-</p><p>sultados porque o resultado obtido se refere à concentração do analito de interesse</p><p>na amostra. No laboratório de análises clínicas, o uso dessa metodologia favorece a</p><p>determinação do valor real da concentração da substância de interesse. Diferentes</p><p>metodologias podem ter como resultado final um dado quantitativo. Por exemplo,</p><p>métodos enzimáticos colorimétricos expressam seus resultados quantitativos, de-</p><p>terminam qual é a concentração do analito na amostra após a catálise da reação e a</p><p>formação de um complexo colorímetro (DALFOVO; LANA; SILVEIRA, 2008).</p><p>Automação no laboratório de análises clínicas</p><p>Os relatos relacionados com a área das análises clínicas são feitos desde 1000</p><p>a.C., por meio de escritos em papiros com a descrição de parasitas intestinais</p><p>(AMARAL; BARBOSA; CORREIA, [2015?]). Os povos hindus já descreviam</p><p>a urinálise como o mais antigo teste laboratorial com finalidade diagnóstica</p><p>e a técnica era baseada na observação da turvação, do odor, do volume e</p><p>da cor da urina. Porém, apenas após a invenção do microscópio, no século</p><p>XVII, foi que a medicina laboratorial teve seu marco notável e, a partir daí,</p><p>os fabricantes começaram a desenvolver novas lentes que beneficiaram a</p><p>técnica da microscopia.</p><p>A palavra “automação” tem origem do latin automatus e significa mover-se</p><p>por si. Sendo assim, tanto as técnicas computadorizadas quanto as mecânicas</p><p>têm o objetivo de tornar processos mais eficientes, aumentando a produção</p><p>com menor gasto de energia (mão de obra especializada, tempo e desperdícios)</p><p>e gerando maior segurança (CAMPANA; OPLUSTIL, 2011).</p><p>Os avanços tecnológicos proporcionam, na maioria das vezes, diversos</p><p>benefícios, além de facilitar a vida do indivíduo que está envolvido nessa</p><p>tecnologia. Nos laboratórios clínicos, a análise de exames como o hemograma,</p><p>por exemplo, já pode ser executada em um processo totalmente automatizado,</p><p>diminuindo o tempo de cada procedimento, a chance de erro humano e os</p><p>riscos de contaminação, não só dos profissionais mas também das amostras.</p><p>13Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Essa gama de qualidades dos equipamentos automatizados os torna fortes</p><p>candidatos para o futuro do laboratório. É importante ressaltar que, além do</p><p>avanço tecnológico, há a implementação de novos parâmetros, fazendo com</p><p>que a inovação se destaque no mercado. Por fim, mais uma vantagem da</p><p>automação pode ser caracterizada com o aumento da produtividade, a partir</p><p>do momento em que pode se estabelecer um fluxo maior de trabalho.</p><p>O mercado da medicina laboratorial cada vez mais exige altos padrões de</p><p>qualidade, com base na expectativa dos clientes em relação ao serviço que</p><p>será prestado. Com relação à assistência à saúde, essa qualidade é focada na</p><p>segurança do paciente, e busca a minimização de erros e a redução dos prazos</p><p>de resultados, além da confiabilidade dos resultados obtidos. Os métodos</p><p>automatizados também passam pelo processo de validação de parâmetros e</p><p>possuem um elevado nível de exatidão e precisão dos resultados.</p><p>As possibilidades</p><p>de automação na medicina laboratorial são amplas e</p><p>podem ser implementadas a partir da fase pré-analítica, caracterizada por</p><p>envolver processos anteriores à realização do ensaio laboratorial propriamente</p><p>dito e que interferem diretamente na qualidade do resultado final. Nessa</p><p>etapa, estão a coleta do material biológico, a manipulação, o processamento</p><p>e a entrega das amostras aos analisadores, também chamado de triagem.</p><p>A relevância de um processo de automação nessa fase se dá a partir da análise</p><p>de que o maior número de erros cometidos no laboratório acontece na fase</p><p>pré-analítica, variando de 31,6% a 84,5% de todos os erros.</p><p>Apesar da evolução voltada para a fase pré-analítica, os maiores avanços</p><p>ocorreram na fase analítica, em que praticamente todos os equipamentos são</p><p>processos automatizados. O início da automação em laboratórios foi registrado</p><p>nos ensaios bioquímicos enzimáticos, com equipamentos que apresentavam</p><p>um desenho de ensaios em cubetas em um fluxo contínuo. A necessidade da</p><p>implementação de diferentes detectores de adsorção de moléculas em fases</p><p>sólidas trouxe ao mercado novas gerações de equipamentos para diferentes</p><p>metodologias.</p><p>Alguns modelos de automação da fase analítica e da fase pré-analítica têm</p><p>sua base nos processos apresentados no Quadro 1, a seguir.</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial14</p><p>Fase pré-analítica Fase analítica</p><p>Robô móvel — consiste</p><p>em um modelo robô que</p><p>realiza o transporte dos tubos</p><p>coletados até os equipamentos</p><p>e se adapta a diferentes tipos</p><p>de amostras e tubos, sendo</p><p>flexível quanto às mudanças de</p><p>layout da área técnica. Porém, as</p><p>desvantagens existem e podem</p><p>ser exemplificadas pela quantidade</p><p>de tubos que o robô poderá</p><p>transportar e também pela falta</p><p>de interface com o equipamento</p><p>que recebe as amostras.</p><p>Stand alone automation (SAA) — é</p><p>uma interessante alternativa por ser</p><p>um processo de automação isolado.</p><p>Como exemplo, podemos citar um</p><p>equipamento que faz alíquota de</p><p>amostras ou um equipamento que dosa</p><p>eletrólitos. Esse modelo permite que</p><p>empresas que possuam um volume</p><p>pequeno de trabalho possam investir</p><p>em um equipamento automatizado.</p><p>Esteiras de transporte —</p><p>consiste em esteiras que realizam</p><p>o transporte de amostras entre os</p><p>setores do laboratório e podem</p><p>ter interface, garantindo um</p><p>fluxo automatizado contínuo.</p><p>A desvantagem desse tipo</p><p>de automação tem relação</p><p>com a baixa flexibilidade de</p><p>tipos de amostras que se faz</p><p>possível transportar, aliada à</p><p>dificuldade de alteração de</p><p>layout ou introdução e expansão</p><p>com novos equipamentos.</p><p>Modular automation (MA) — esse</p><p>sistema requer um menor investimento</p><p>e permite integrar diferentes fases</p><p>da automação em tempos diferentes</p><p>apresentando flexibilidade. As</p><p>plataformas modulares permitem a</p><p>integração dos processos pré-analíticos</p><p>com os analíticos. O ponto-chave</p><p>do sucesso é a consolidação de</p><p>metodologias distintas em uma única</p><p>plataforma, o que reduz o número</p><p>de equipamentos que necessitam ser</p><p>implementados e, como consequência,</p><p>traz benefícios em termos de velocidade,</p><p>de quantidade de amostras coletadas</p><p>e de atividades manuais (transporte</p><p>das amostras entre plataformas). Como</p><p>exemplo, citamos um equipamento</p><p>interfaceado que transporta a</p><p>amostra para o equipamento em</p><p>que será feita a análise do analito de</p><p>interesse ou, ainda, equipamentos</p><p>de automação em bioquímica que</p><p>congregam, em um único equipamento,</p><p>o módulo de processamento de</p><p>reações colorimétricas e cinéticas.</p><p>Quadro 1. Processos da fase pré-analítica e analítica</p><p>(Continua)</p><p>15Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>Quadro 1. Processos da fase pré-analítica e analítica</p><p>Fase pré-analítica Fase analítica</p><p>Braços robóticos — são braços</p><p>articulados cilíndricos que podem</p><p>se movimentar em diferentes</p><p>direções. A aplicação desses</p><p>modelos depende da configuração</p><p>dos equipamentos no entorno.</p><p>Task target automation (TTA)</p><p>— direciona e suporta atividades</p><p>específicas dos processos laboratoriais</p><p>que demandam bastante trabalho</p><p>manual e podem resultar em acidentes</p><p>biológicos e erros. Essa automação foi</p><p>desenvolvida pensando na recepção</p><p>de amostras, na aliquotagem, na</p><p>distribuição, na retirada de tampas e</p><p>no armazenamento. Os laboratórios</p><p>que possuem um fluxo grande de</p><p>quantidade de processos de diferentes</p><p>tipos de amostras e tubos são os</p><p>grandes beneficiados, pois podem</p><p>reduzir custos de até 70% dos gastos</p><p>totais. Como exemplo, podemos citar</p><p>um equipamento capaz de realizar</p><p>alíquotas de uma amostra que necessita</p><p>de análise em diferentes setores,</p><p>agilizando o processo e minimizando</p><p>erros e perdas de amostras.</p><p>Identificadores com código de</p><p>barras — a automação voltada</p><p>para a identificação do paciente,</p><p>referindo a ele um código de barras,</p><p>possibilita o interfaceamento do</p><p>cadastro e da comunicação com</p><p>os equipamentos analíticos, para</p><p>que, por meio dessa leitura, os</p><p>exames previamente cadastrados</p><p>sejam realizados, excluindo a</p><p>necessidade de programação</p><p>de exame requerido para cada</p><p>amostra. Além disso, essa</p><p>identificação inicial do paciente</p><p>vai beneficiar o armazenamento</p><p>da amostra, facilitando a busca</p><p>do tubo, caso necessário.</p><p>Total laboratory automation (TLA)</p><p>— teve início no Japão e expandiu</p><p>para a América do Norte na década</p><p>de 1990. Esse modelo de automação</p><p>envolve todos os processos do</p><p>laboratório (fase pré, pós e analítica).</p><p>Essas plataformas funcionam com a</p><p>integração de equipamentos analíticos</p><p>de diferentes tipos e metodologias</p><p>que são conectados por uma esteira</p><p>e envolvem diferentes setores</p><p>como a bioquímica, a imunologia,</p><p>a hematologia e a coagulação.</p><p>(Continua)</p><p>(Continuação)</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial16</p><p>Quadro 1. Processos da fase pré-analítica e analítica</p><p>Fase pré-analítica Fase analítica</p><p>Nessa identificação, está</p><p>envolvida também a minimização</p><p>de erros com relação à troca</p><p>de amostras, pois o tubo já</p><p>apresenta uma identificação da</p><p>amostra que ali será inserida.</p><p>São incluídos nesse processo</p><p>a identificação das amostras, a</p><p>centrifugação, a aliquotagem,</p><p>a separação e a distribuição, o</p><p>transporte, a retirada de tampas, a</p><p>introdução e a remoção das amostras</p><p>nos equipamentos analíticos, o</p><p>armazenamento de amostras, a</p><p>busca de amostras para repetição</p><p>de exames e a geração de amostras</p><p>secundárias, além do seu descarte. Para</p><p>isso, o gerenciamento de amostras é</p><p>feito por meio do código de barras e</p><p>possibilita operar com diferentes tipos</p><p>de amostras, como urina e fluidos</p><p>biológicos, além de amostras séricas.</p><p>Na etapa final, conhecida como a pós-analítica, a automação contribui</p><p>para o armazenamento das amostras, conhecida como soroteca. Esse processo</p><p>envolve não apenas o armazenamento, mas também a busca de uma amostra</p><p>que, talvez, necessite repetição de dosagem, colabora para a produtividade no</p><p>momento em que elimina uma atividade dispendiosa de tempo.</p><p>Foram descritos avanços tecnológicos com o passar do tempo não apenas</p><p>com relação às técnicas analíticas envolvendo amostras biológicas. A maioria</p><p>dos laboratórios clínicos conta com um sistema tecnológico para informações</p><p>acompanhando as modificações que vem surgindo desde a evolução marcante</p><p>do século XX na área da computação, com o intuito de se firmar em um</p><p>mercado de trabalho cada vez mais competitivo. No final dos anos 1950, o</p><p>computador já aparecia nos laboratórios de análises clínicas e, rapidamente,</p><p>passou a fazer parte dos processos operacionais e de apoio ao laboratório como</p><p>um todo. Em 1960, surgiu o laboratory information system (LIS), o sistema</p><p>de informática laboratorial que gerenciava informações internas. Passada essa</p><p>inovação, logo surgiu o laboratory automation system (LAS), um conjunto</p><p>que engloba o LIS e controla as atividades de gerenciamento de processos, de</p><p>controle de equipamentos, de amostras e de processos analíticos.</p><p>(Continuação)</p><p>17Métodos de diagnóstico laboratorial</p><p>� LAS — compreende o monitoramento da qualidade, dos resultados,</p><p>dos equipamentos, das ações de repetição, do cancelamento de</p><p>testes</p><p>e do gerenciamento do fluxo de trabalho.</p><p>� LIS — faz parte do LAS e necessita de uma validação para posterior im-</p><p>plementação e deve se adaptar à realidade e aos processos do laboratório.</p><p>O LIS associado ao LAS é uma ferramenta eficiente como fonte de informa-</p><p>ções consolidadas para a tomada de decisões gerenciais (ASHIBE et al., 2007).</p><p>A informatização colabora com os processos de automação tornando o ambiente</p><p>laboratorial mais produtivo, eficiente e controlado por meio das seguintes ações:</p><p>� minimização de erros;</p><p>� maior velocidade da entrega de resultados;</p><p>� padronização dos processos;</p><p>� maior segurança dos colaboradores;</p><p>� redução de materiais;</p><p>� otimização de controles, calibradores e reagentes.</p><p>AMARAL, P. S.; BARBOSA, R. S.; CORREIA, S. M. B. S. A importância da automação</p><p>nos laboratórios de análises clínicas. Brasil, [2015?]. Disponível em: https://news-</p><p>lab.com.br/wp-content/uploads/yumpu_files/A%20IMPORT%c3%82NCIA%20</p><p>DA%20AUTOMA%c3%87%c3%83O%20NOS%20LABORAT%c3%93RIOS%20DE%20</p><p>AN%c3%81LISES%20CL%c3%8dNICAS.pdf. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>ASHIBE, W. O. et al. Sistema de informática e automação em laboratórios de análises</p><p>clínicas. In: ENCONTRO LATINO AMERICANO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 11., 2007; São</p><p>José dos Campos. Anais eletrônicos... Disponível em: http://www.inicepg.univap.br/cd/</p><p>INIC_2007/trabalhos/biologicas/inic/INICG00278_01O.pdf. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>BÜHRER-SÉKULA, S. Sorologia PGL-I na hanseníase. Revista da Sociedade Brasileira de</p><p>Medicina Tropical, v. 41, supl. 2, p. 3-5, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/</p><p>rsbmt/v41s2/v41s2a02.pdf. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>Métodos de diagnóstico laboratorial18</p><p>CAMPANA, G. A.; OPLUSTIL, C. P. Conceitos de automação na medicina laboratorial:</p><p>revisão de literatura. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 47, n. 2, p.</p><p>119-127, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v47n2/v47n2a05.pdf.</p><p>Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>DALFOVO, M. S.; LANA, R. A.; SILVEIRA, A. Métodos quantitativos e qualitativos: um</p><p>resgate teórico. Revista Interdisciplinar Científica Aplicada, v. 2, n. 4, p. 1-13, 2008. Dis-</p><p>ponível em: https://www3.ufpe.br/moinhojuridico/images/ppgd/9.1b%20meto-</p><p>dos_quantitativos_e_qualitativos_um_resgate_teorico.pdf. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>OKUMURA, F.; CAVALHEIRO, E. T. G. I.; NÓBREGA, J. A. Experimentos simples usando</p><p>fotometria de chama para ensino de princípios de espectrometria atômica em cursos</p><p>de química analítica. Química Nova, v. 27, n. 5, p. 832-836, 2004. Disponível em: http://</p><p>www.scielo.br/pdf/qn/v27n5/a26v27n5.pdf. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>SOARES, J. L. M. F. et al. Métodos diagnósticos. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. (Série</p><p>Consulta rápida).</p><p>Leituras recomendadas</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Doença de Chagas: triagem e diagnóstico sorológico em</p><p>unidades hemoterápicas e laboratórios de saúde público. Brasília, DF: Ministério da</p><p>Saúde, 1998. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd07_08.pdf.</p><p>Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>HERMES PARDINI. Automação laboratorial: o futuro dos laboratórios. Brasil, [2018?].</p><p>Disponível em: http://hermespardini.com.br/blog/?p=202. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>LABTESTS ONLINE. Métodos laboratoriais. Brasil, 2012. Disponível em: https://labtest-</p><p>sonline.org.br/articles/metodos-laboratoriais. Acesso em: 27 set. 2019.</p><p>19Métodos de diagnóstico laboratorial</p>