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<p>UNIVERSIDADE PAULISTA</p><p>DANIELE CONCEIÇÃO SOUZA</p><p>RA:2177625</p><p>ANÁLISE CRÍTICA</p><p>Mary A. R. Estigarribia 	 	 	 	Michelli de A.Geraldis Supervisora Acadêmica 	 	 	Supervisora de Campo</p><p>DOURADOS/MS</p><p>2024</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>O presente trabalho tem como objetivo de fazer uma analise critica, a partir do estágio realizado em serviço social na clínica UCM- Unidade Critica Medica, localizada na cidade de Dourados/Ms. Constituídas por uma equipe multidisciplinar de: Assistente social, nutricionista, psicóloga, nefrologista e profissionais da área da saúde.</p><p>Com uma equipe multidisciplinar trabalhando em conjunto, é possível identificar e abordar precocemente as complicações da doença renal, oferecer suporte emocional durante todo o processo e desenvolver estratégias personalizadas para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>A UCM Unidade Critica Medica localizada em Dourados -ms é dotada de equipamentos e profissionais para atender três turnos, 115 pacientes em hemodiálise, realizando três sessões semanais com duração de quatro horas para cada paciente. As sessões divididas em turnos de 2º, 4º e 6º ou 3º, 5º e sábado. Atualmente atende-se 28 pacientes/dia em tratamento ambulatorial, procedente de Dourados e cidades vizinha. São feitas visitas nos leitos que passam por psicólogo, assistente social, nutricionista e medico nefrologista.</p><p>No decorrer do estágio pude acompanhar, vivenciar experiencias e aprendizagem juntamente com a assistente social em seus atendimentos, onde surgiram questionamentos sobre a falta de vagas para o tratamento no SUS, desinformação da doença muitas vezes pelo próprio paciente e o abandono familiar. O apoio familiar é, sem sombra de dúvidas, o que mais o portador de DRC necessita diante do seu sofrimento, e considerando a importância dos familiares na vida dos portadores desta patologia. A desinformação pode ser consequência do não acesso às informações, uma vez que grande parte das pessoas trabalham muito e não tem tempo de buscar atendimento de rotina.</p><p>O número de portadores de Doença Renal Crônica (DRC) vem progressivamente aumentando por diversos fatores como má alimentação, comorbidades, doenças autoimunes e outros fatores externos. Com o avanço na detecção da doença em estádio inicial, que no caso se totalizam em cinco estágios, e o ultimo se baseia na Terapia Renal Substitutiva (Hemodiálise ou Diálise Peritoneal e Transplante Renal), e possível acompanhar a evolução da doença nos pacientes e postergar a entrada em terapia substitutiva quando seguido os protocolos médicos conforme cada caso. De acordo com Ribeiro et al.( p. 113.2020) a detecção precoce e o tratamento adequado em estágios iniciais ajudam a prevenir os desfechos deletérios e a subsequente morbidade relacionados às nefropatias.</p><p>Especificamente, a Insuficiência Renal Crônica impõe às pessoas uma série de modificações de atividades e novas perspectivas de vida, impulsionando-as à viver de um modo diferente, incluindo a dependência ao tratamento ambulatorial e auxílio constante de outras pessoas. Desta maneira, para a equipe de saúde, torna-se necessário estabelecer relações fundamentadas na confiança e compreensão, além de sólidos conhecimentos técnico-científicos. Caso contrário, a falta de aderência ao tratamento será mais um complicador na qualidade de vida do portador de doença renal crônica.</p><p>Stork apud SILVA et al. (2002) reflete sobre a questão da adesão do paciente renal crônico ao tratamento hemodialítico como sendo o resultado do difícil fato de se assumir sua condição crônica, no sentido de aceitá-la como parte da própria pessoa. Muitas vezes tal aceitação não é plena, mas parece estar relacionada a um acostumar-se com o que é ruim. Os autores descrevem ainda que muitos pacientes aceitam sua condição de saúde, porém experimentam momentos difíceis, de grande rejeição, culpa e lutas. Tal aceitação evidencia-se pela incorporação da própria doença e tratamento no seu cotidiano e na tentativa diária de conviver harmonicamente com sua condição de saúde.</p><p>Oliveira et al. (2016); Guedes e Guedes (2012) relatam que na maioria das vezes a família é quem fornece suporte, e também, é diretamente afetada pelo processo de adoecimento, desde a descoberta da doença, as modificações e alterações no cotidiano, até as resoluções e descobertas do funcionamento da doença. Por um lado, na maior parte dos casos, o apoio familiar é essencial e positivo, mas quando este é invasivo, como o paciente pode lidar com esta situação? Como agir na situação na qual a família está desmotivada e não é capaz de auxiliar o doente crônico? Estas questões, que não foram encontradas nos textos analisados, podem estar presentes no cotidiano de quem possui alguma doença crônica.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>O estágio me permitiu ter o contato com a atuação profissional do Serviço Social, permitindo-me compreender questões sociais e a postura profissional. Ao longo da experiência, foram adquiridos diversos conhecimentos, bem como os procedimentos a serem adotados diante da questão social apresentada por cada demandatário.</p><p>REFERENCIAS</p><p>Guedes, K. D; Guedes, H. M. (2012) Qualidade de vida do paciente portador de insuficiência renal crônica. Revista Ciência & Saúde 5(1), p. 48-53.</p><p>Qualidade de vida de pessoas com insuficiência renal crônica em tratamento hemodialítico. Rev. Bras. Enf., v. 55, n.5, p. 562-567, 2002</p><p>RIBEIRO, W. A. et al. Encadeamentos da Doença Renal Crônica e o impacto na qualidade de vida de pacientes em hemodiálise. Revista Pró-UniverSUS, v. 11, n. 2, p. 111-120, 2020.</p><p>_______________________ ___________________________ Supervisora de campo Supervisora acadêmica</p><p>________________________________ 	 	 	 	Estagiária</p><p>image1.png</p>

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