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LARISSA GABRIELLY BELO DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cidade 
2017 
 
 
 
 
 
 
Brasília 
2018 
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES COM 
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA (IRC) EM AMBIENTE 
HOSPITALAR 
 
 
LARISSA GABRIELLY BELO DA SILVA 
 
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES COM 
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA (IRC) EM AMBIENTE 
HOSPITALAR 
 
Projeto apresentado ao Curso de Enfermagem 
da Instituição Faculdade Anhanguera. 
Orientador: Prof(ª): Maria Clara da Silva 
Coersch 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Brasília 
2018 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Em primeiro lugar, a Deus, fonte de inspiração para seguir meu caminho, amigo 
fiel e companheiro, por me ter concedido paciência e também oportunidade de 
percorrer nessa jornada e pela sabedoria com que guia os meus passos. 
Aos colegas de sala e amigos, pelo companheirismo, amizade e pelos grandes 
desafios enfrentados juntos, pela coragem e imensa força de vontade de vencer, que 
fez com que prosseguíssemos em busca dessa tão grande realização de nossas 
vidas. 
Ao meu orientador, pela dedicação, conhecimento, esforços, comprometimento 
e exemplo de profissionalismo repassado durante a realização deste Trabalho de 
Conclusão de Curso. 
A todas as pessoas, que direta ou indiretamente, fizeram parte desse estudo. 
Muito obrigada! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 5 
2. INSUFICIÊNCIAL RENAL E A ASSISTÊNCIAL DE ENFERMAGEM ................. 07 
3.FATORES QUE INTERFEREM NA VIDA DOS PORTADORES DE 
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA ........................................................................ 08 
4. HUMANIZACAO NO TRATAMENTO DO PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA 
RENAL CRÔNICA ................................................................................................... 10 
5. CONSIDERACOES FINAIS ................................................................................. 12 
 REFERENCIAS ...................................................................................................... 13 
 
 
5 
1 INTRODUÇÃO 
 
As doenças crônicas têm recebido maior atenção dos profissionais de saúde 
nas últimas décadas. isso se deve ao importante papel desempenhado na 
morbimortalidade da população mundial, não sendo apenas privilégio da população 
mais idosa, já que também as doenças crônicas atingem os jovens em idade produtiva 
(SOUZA, 2007). entre essas doenças está a insuficiência renal crônica (IRC), julgada 
uma condição sem alternativas de melhoras rápidas, de evolução progressiva, 
causando problemas médicos, sociais e econômicos (GONÇALVES, 2015). 
A doença renal é classificada como um grande problema de saúde pública, 
porque gera taxas superiores de morbidade e mortalidade e, além disso, tem um abalo 
negativo sobre a qualidade de vida ligado à saúde (ARAÚJO, 2009). 
Diante deste contexto questiona-se como identificar e solucionar as 
dificuldades de adesão do tratamento de doença renal crônica no ambiente hospitalar, 
e como haver uma intervenção na assistência prestada pelos profissionais de 
enfermagem? 
O Objetivo deste estudo é traçar o perfil precoce da doença renal e conduta 
terapêutica nos cuidados de enfermagem e no tratamento, sendo os específicos 
identificar os problemas e alterações que podem influenciar no cotidiano dos pacientes 
que se submetem ao tratamento dialítico; identificar as clinicas frequentes ao 
tratamento de hemodiálise; identificar as necessidades no hábito de vida para 
adaptação terapêutica dialítica efetiva, e adaptação na dieta e na terapia 
medicamentosa. 
A doença renal crônica (IRC) e uma doença assintomática que pode 
acompanhar o indivíduo por muitos anos e só se manifesta quando ele já perdeu 
quase totalidade do funcionamento dos rins que aparecem somente nos estágios 
avançados da doença. Considerando que no Brasil o número de casos de pacientes 
ativos no programa dialíticos praticamente mais que dobrou nos últimos anos, portanto 
que a prevalência de um indivíduo com insuficiência renal crônica (IRC). Submetido à 
hemodiálise e alta e necessário que se tenha profissionais, nas formas terapêuticas e 
no funcionamento das maquinas visando formas terapêuticas e qualidade no 
tratamento junto a equipe medica e enfermeiros no ambiente hospitalar. 
A realização deste trabalho se deu devido ao fato do tema ser um assunto 
muito interessante, o mesmo se trata de uma pesquisa de revisão bibliográfica de 
6 
 
caráter descritivo que teve por base fontes como, o Jornal Brasileiro de Nefrologia e a 
Revista Cientifica de Enfermagem. A partir deste estudo, busca-se conhecer os 
fatores que interferem na vida dos portadores de insuficiência renal e como o 
tratamento dialítico causam mudanças e diversas transformações físicas e 
emocionais. 
A metodologia utilizada caracteriza-se pela revisão bibliográfica, realizada a 
partir de seleção de artigos científicos que abordam a produção nacional buscando 
conhecer sobre os cuidados de enfermagem aos pacientes com insuficiência renal 
crônica (irc) em ambiente hospitalar. 
Após a definição do tema, foi feita uma busca em bases de dados virtuais em 
saúde, juntamente no banco de dados – Scientific Eletronic Library Online (SciELO). 
Sendo assim, foram utilizados os seguintes descritores controlados: Insuficiência renal 
crônica, cuidados de enfermagem e ambiente hospitalar . O passo seguinte foi uma 
leitura exploratória das publicações apresentadas no Banco de Dados SciELO, nos 
últimos 10 anos, caracterizando assim o estudo de revisão de literatura. Foram 
adotados como critérios de inclusão a utilização de idioma Português, a 
disponibilidade na íntegra do artigo nas bases de dados pesquisadas. Os artigos 
foram agrupados de acordo com as temáticas e os resultados convergentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
2. INSUFICIÊNCIA RENAL E A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
Com um tratamento adequado pode ajudar ao paciente a ter uma qualidade 
de vida melhor, sendo assim, os tipos de tratamento para substituir parcialmente 
as funções renais são hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. 
(BRUNNER, 2011). 
Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de 
efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando 
ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda 
é lenta, progressiva e irreversível (MS, 2011). 
A IRA é definida como a perda abrupta da filtração glomerular dos rins com 
consequente alteração no equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico no organismo. 
Esse desequilíbrio, por sua vez, leva ao acúmulo de substâncias no sangue como 
a ureia e a creatinina. 
A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é a perda progressiva e irreversível da 
função renal, urinárias e endócrinas na qual o organismo não mantém o equilíbrio 
metabólico e hidroeletrolítico, finalizando em um quadro urêmico, síndrome clínica 
em que compromete o funcionamento de diversos sistemas ou órgãos 
(GONÇALVES, 2012). 
O reconhecimento da IR nos estágios iniciais é fundamental para o retardo 
da evolução da doença, tornando possível a recuperação renal e evitando que o 
indivíduo seja submetido à terapia de substituição renal(2-3). Alguns indivíduos, 
em particular, devem ser monitorados de forma criteriosa em relação à filtração 
glomerular. 
Todavia, são classificados como grupo de risco para o desenvolvimento da 
IR, sendo formados pelos diabéticos, hipertensos, portadores de doenças 
cardiovasculares, história familiar de insuficiência renal, portadores de outras 
doenças renais e os indivíduos de raça negra (CERQUEIRA, 2014). 
8 
 
Os rins são órgãos fundamentais para a manutenção da homeostase do 
corpohumano. Assim, não é surpresa constatarmos que, diminuição progressiva 
da função renal, implique em comprometimento de essencialmente todos os outros 
órgãos. A função renal é avaliada pela filtração glomerular (FG) e a sua diminuição 
é observada na Doença Renal Crônica (DRC), associada a perda das funções 
regulatórias, excretórias e endócrinas do rim (BASTOS, 2010). 
O enfermeiro tem um papel importantíssimo no cuidado do paciente renal 
crônico, e um dos pontos chave é o incentivo ao autocuidado, de modo a facilitar 
a cooperação e adesão do paciente ao tratamento, além de estimulá-lo a enfrentar 
as mudanças cotidianas e a alcançar o seu bem-estar. 
Por estar em contato direto com o paciente, família e demais membros da 
equipe multiprofissional, o enfermeiro é responsável por orientar o paciente e seus 
familiares sobre a doença, suas implicações e limitações, assim como informar 
sobre o plano terapêutico, os aspectos técnicos do processo de hemodiálise e os 
possíveis problemas psicológicos que o paciente possa vir a apresentar. Portanto, 
para que ocorra a adaptação do paciente ao tratamento dialítico, faz-se necessária 
a inserção e a participação ativa dos familiares durante o tratamento, além da 
participação da equipe multiprofissional que o assiste, desenvolvendo atividades 
terapêuticas que promovam o crescimento educativo da pessoa frente ao seu 
processo de adoecimento. 
Por ser responsabilidade do enfermeiro, formular e executar condutas 
educativas e assistenciais dentro da unidade de diálise peritoneal que visem uma 
maior qualidade de vida para os pacientes ali presentes, o enfermeiro é 
considerado um dos principais, se não o principal coadjuvante durante este 
processo terapêutico. Sendo assim, cabe aos enfermeiros divulgarem mais sobre 
suas atividades voltadas para o paciente em diálise peritoneal, já que seu cuidado 
é indispensável para o sucesso do tratamento implementado (RIBEIRO, 2016). 
9 
 
Nesse sentido, o enfermeiro tem o papel imprescindível no que se refere às 
intervenções assistenciais do cuidado ao paciente, pois está à frente do 
planejamento e execução desses cuidados. O enfermeiro deve estar atento e 
sensível às fragilidades e sentimentos dos pacientes como: negação, frustação, 
depressão, entre outros. Mediante a isso, Cabe, pois, ao enfermeiro identificar 
essas alterações e levá-las em consideração ao planejar ações educativas que 
auxiliem o enfrentamento da doença e favoreçam a adesão ao tratamento (SILVA, 
2011). 
Os enfermeiros são responsáveis por tornarem o ambiente confortável e 
adequado para os cuidados pessoais, além de prepararem a sessão de 
hemodiálise cuidadosamente, gerenciando a máquina, mistura de Fluidos e a 
monitorização dos sinais vitais. Nessa linha de pensamento, o enfermeiro deve 
estar atento para que o ambiente em que o paciente se encontre seja favorável e 
assim transmitindo segurança, tranquilidade, conforto. 
Devido à venopunção (Fístula arteriovenosa ou cateter central), anemia, 
leucopenia e outras doenças crônicas associadas, como hipertensão arterial e 
diabetes, o paciente está susceptível ao diagnóstico de risco de infecção. 
Em virtude disso, o profissional deve utilizar técnicas corretas de punção, 
cuidados com máquina de hemodiálise e avaliar a taxa de Filtração, a Fim de 
prevenir infecções. Além disso, gerenciar o tratamento desde a admissão até a 
alta, avaliar constantemente os exames laboratoriais, trocas de curativos e 
observar as manifestações corporais, promovendo, dessa forma, a segurança e a 
proteção do paciente em hemodiálise (FRAZÃO, 2014). 
A qualidade do tratamento dialítico é influenciada pelo desempenho da 
equipe de enfermagem. Diante disso, as intervenções de enfermagem 
direcionadas aos diferentes acontecimentos com o paciente em hemodiálise e a 
educação permanente da equipe, são fatores que podem proporcionar uma melhor 
10 
 
qualidade do cuidado de enfermagem e diminuir os índices de intercorrências 
durante o tratamento. 
Diante das principais complicações que ocorrem durante o procedimento 
dialítico, a monitorização, a detecção de anormalidades e a rápida intervenção, por 
parte do profissional enfermeiro, tornam-se cruciais para a garantia de um 
procedimento seguro e eficiente ao paciente (TERRA, 2010). 
O enfermeiro e sua equipe devem compreender os aspectos clínicos da 
doença renal crônica e a complexidade do tratamento hemodialítico, que promove 
não apenas sintomas físicos, mas, mudanças significativas na rotina de vida diária 
e impacto negativo na qualidade de vida de pacientes e familiares. 
 Os cuidados de enfermagem prioritários ao paciente durante o tratamento 
hemodialítico são: a monitoração dos sinais vitais a cada trinta minutos, monitorar 
o peso do paciente antes e depois da diálise, examinar vias de acesso para 
hemodiálise e monitorar sinais flogísticos, adotar medidas para controle de 
infecções, proporcionar suporte emocional, avaliar dor e administrar analgésicos 
prescritos, e realizar massagens visando o relaxamento do paciente (FREITAS, 
2016). 
De forma geral, os cuidados de enfermagem na assistência aos pacientes 
com insuficiência renal são: Manter o equilíbrio hidroeletrolítico, o estado 
nutricional adequado, a integridade cutânea, a pele limpa e hidratada, aplicar 
pomadas ou cremes para o conforto e para aliviar o prurido, administrar 
medicamentos para o alívio do prurido, quando indicado, evitar a constipação, 
estimular dieta rica em fibras lembrando-se do teor de potássio de algumas frutas 
e vegetais, estimular a atividade conforme a tolerância, proporcionar massagem 
para as caimbras musculares intensas, evitar a imobilização porque ela aumenta 
a desmineralização óssea, aumentar a compreensão e a aceitação do esquema 
de tratamento, preparar o paciente para diálise ou transplante renal, oferecer 
11 
 
esperança de acordo com a realidade, avaliar o conhecimento do paciente a 
respeito do esquema terapêutico, bem como as complicações e temores. 
Entre outras, explorar alternativas que possam reduzir ou eliminar os efeitos 
colaterais do tratamento, ajustar o esquema de tal modo que se possa conseguir 
o repouso após a diálise, oferecer pequenas refeições a cada 3 horas com a 
finalidade de reduzir as náuseas e facilitar a administração de medicamentos, 
estimular o reforço para o sistema de apoio social e mecanismos de adaptação 
para diminuir o impacto do stress da doença renal crônica, fornecer indicações de 
assistência social e apoio da psicologia, discutir as opções da psicoterapia de 
apoio para a depressão, encorajar e possibilitar que o paciente tome certas 
decisões (CUNHA, 2012). 
O paciente com insuficiência renal crônica demanda assistência 
multiprofissional devido à complexidade da doença e do tratamento. Nesse 
contexto, o enfermeiro pode promover uma assistência individualizada, integral e 
humanizada, por meio do Processo de Enfermagem, que direciona o cuidado de 
enfermagem, facilitando a adaptação do paciente e de sua família à doença e ao 
tratamento (RAMOS et al, 2015). 
O tratamento da DRC a partir do diagnóstico pode trazer muitas marcas na 
vida do indivíduo, após o seu diagnóstico, acarretando diferentes problemas, 
embora muitos pacientes não terminem o tratamento por conta do psicológico, 
crenças espirituais, conformação, medo de morrer, trabalho, indiferença, eles 
acabam tendo dificuldade de enfrentar problemas que delira na sua vida física, 
social, econômica e emocional, e que interfere a convivência com a família. 
(MADEIRO et al; 2010). 
A doença renal e suas complicações afetam também as habilidades 
funcionais dos pacientes, prejudicando suas atividades diárias, esse problema é 
grave principalmente quando se trata do paciente ser uma criança ou adolescente, 
pois necessitam de cuidados especiais e também do apoio familiar. (RAMOS, 
QUEIROS, JORGE, 2007). 
12 
 
Estudo queinvestigou o processo de cuidar de pessoas com insuficiência 
renal crônica mostrou sobrecarga dos cuidadores e indicou a necessidade de um 
suporte especializado para que a família pudesse cuidar desses pacientes de 
modo adequado, bem como os profissionais de enfermagem (SOUSA et al, 2007). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
3. FATORES QUE INTERFEREM NA VIDA DOS PORTADORES DE 
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA 
A insuficiência renal é caracterizada pela perda progressiva e irreversível da 
função renal, e consequentemente perda de suas funções, onde os rins não 
conseguem mais manter a normalidade do meio interno do ser humano, a IRC 
possui evolução lenta e de longa duração, há um estágio terminal. (COSTA; 2012) 
O número de mortes tem crescido muito na população mundial por conta da 
incidência e prevalência da DRC, que abrange alta morbidade. (MALDANER et al, 
2008). 
Silva et al 2006, relata que : 
No Brasil, cerca de 12 milhões de pessoas apresentam 
algum grau de insuficiência renal e, aproximadamente, 95 mil 
renais crônicos dependem de diálise ou de um transplante renal 
para sobreviver. Segundo o Censo da Sociedade Brasileira de 
Nefrologia, 100.397 brasileiros estavam em tratamento dialítico 
em 2013, e esse número continua crescendo. 
As principais causas que podem levar os pacientes a DRC são Diabetes 
Mellitus, hipertensão arterial, nefrite intersticial, glomerulonefrite, lupus entre 
outras doenças sem tratamento adequado e eficiente. (BRUNNER, 2011) (PAZ; 
2016). 
É notável que a doença renal crônica marca a vida do paciente desde o 
diagnóstico e ao longo do tratamento, trazendo consigo, inúmeros questionamentos, 
que acabam por interferir também no psicológico deste indivíduo, tanto nas interações 
sociais e com a família na qual este está inserido. 
Percebe-se ainda, que existem complicações em função do tratamento na qual 
este paciente vivencia que afetam de maneira direta, as suas habilidades funcionais, 
fazendo com que haja certa limitação na execução de determinadas atividades diárias. 
Devido a isso, é de fundamental importância, que sejam identificadas, por parte da 
equipe multiprofissional, tais limitações, a fim de, auxiliar esse paciente com uma 
melhor qualidade de vida. (HIGA, et al., 2008). 
14 
 
Esta doença exige uma mudança na vida do paciente. É necessário que este, 
prepare-se para as novas adaptações em sua vida cotidiana. Isso gera uma tensão, 
que lega a uma ansiedade em função das situações na qual este indivíduo é exposto, 
tais como a diálise ou um transplante. Ou seja, esse diagnóstico interfere não somente 
no âmbito físico, mas também no contexto psicológico. 
O enfrentamento da doença é influenciado pelas percepções da qualidade de 
vida de cada indivíduo: as positivas estão mais relacionadas a estratégias racionais, 
como traçar uma meta ou conhecer mais sobre a doença, enquanto as negativas 
relacionam-se a estratégias evitativas, como negação da doença, agindo como se ela 
não existisse. (HIGA, et al., 2008, p. 206). 
Sendo assim, cabe destacar que, a forma como a doença interfere na vida do 
paciente, irá ser influenciado por meio das suas convicções de vida, e isso varia de 
individuo para individuo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
4. HUMANIZAÇÃO NO TRATAMENTO DO PACIENTE COM 
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA 
Os rins são órgãos responsáveis pela regulação interna do organismo, ou seja, 
pela homeostase. A perda da função renal afetará todos os sistemas do corpo 
humano, pois tudo o que for ingerido poderá se transformar em uma bomba tóxica 
para organismo. Mesmo sendo um órgão vital, a falência renal não implica em morte 
imediata como no caso de outros órgãos vitais. O tratamento é necessário para a 
manutenção da Saúde e qualidade de vida (SOUZA, 2012). 
Assim, uma vez diagnosticado com IRC, o paciente deve ser submetido o mais 
precocemente possível a tratamento, seja conservador ou dialítico. O tratamento é 
caracterizado como uma experiência difícil e dolorosa, mas seja essencial para a 
manutenção da vida da pessoa com IRC. Portanto, os pacientes renais devem se 
adaptar às mudanças, como os novos hábitos alimentares, rotina modificada, 
dependência familiar e perda da autonomia. E isso acarreta alterações na sua 
integridade física e emocional (SILVA, 2016). 
A humanização pode ser compreendida como um vínculo entre profissionais e 
usuários, alicerçado em ações guiadas pela compreensão e pela valorização dos 
sujeitos, reflexo de uma atitude ética e humana. Em outro sentido, a humanização é 
associada à qualidade do cuidado, que incluiria a valorização dos trabalhadores e o 
reconhecimento dos direitos dos usuários (MOREIRA, 2015). 
Neste sentido é importante refletir sobre o cuidado de aos pacientes crônicos, 
particularmente no que se refere a qualidade da assistência, resolutividade do 
serviço/tratamento e educação em saúde. O cuidar envolve ação interativa que deve 
estar calcada na dimensão ética entre cuidador e cliente. Em particular a hemodiálise 
requer cuidado de enfermagem especializado, mas que não se reduz ao cuidado 
técnico. 
Mesmo diante a complexidade e especificidade que envolve o processo de 
hemodiálise e que demanda conhecimento técnico e científico específico, permeado 
por constantes influências tecnológicas, o tratamento hemodialítico vai além do fazer, 
executar procedimentos e técnicas, ele atua na perspectiva do cuidado humanizado, 
preocupada com o ser cuidado (RODRIGUES, 2009). 
É imprescindível que os profissionais se preocupem com o bem estar físico e 
16 
 
psíquico do cliente, atuando com prontidão no decorrer do tratamento dialítico. 
Enquanto profissionais, devemos nos preocupar com a qualidade desse atendimento, 
compreendendo que ao cuidar dos doentes nós projetamos nas expectativas do outro 
e nas suas necessidades, e não nas nossas. 
 Com ênfase na humanização e saúde, ambos, profissional e cliente, se 
beneficiariam, pois tanto o profissional torna o seu trabalho mais prazeroso e 
gratificante, quanto o cliente obtém mais segurança em ter no cuidador alguém que 
possa confiar. É necessário buscar conhecer o cliente de forma que haja, 
constantemente, o diálogo entre ambos, pois a comunicação permite maior 
conhecimento no que diz respeito aos sentimentos, emoções, e opiniões sobre o 
outro, proporcionando um relacionamento que favoreça a diminuição da ansiedade do 
cliente enfermo, pois o fato de estar fisicamente debilitado, com o sistema imunológico 
provavelmente comprometido, faz com que o paciente se senta fragilizado e solitário 
(CAVALHEIRO, 2010). 
É muito importante para o cliente que a equipe o conheça, o identifique e não 
só veja o como mais um que ocupa um lugar. A equipe acaba se tornando parte da 
família. Jamais deixe seu cliente perder o valor de sua vida. Devemos olhar para o 
cliente não só como uma pressão alterada, uma glicemia aumentada. Ele às vezes 
emite sinais não verbais de como se sente naquele dia. 
Antes de estar doente fisicamente sua alma também está doente e suas 
principais dimensões estão afetadas, física, social, psíquico, emocional e 
principalmente sua autonomia que perdeu no momento em que deixou de fazer coisas 
que lhe davam prazer e que garantiam ser dono de seu tempo. Devemos mudar a 
imagem de dor e sofrimento que a equipe transmite ao cliente. E fazer com que ele 
acredite que o contato com a equipe também pode se prazeroso e eficaz. 
Humanizar a assistência não significa apenas ficar mais tempo com aquele 
cliente, mas sim oferecer um atendimento com qualidade humana, seja no tempo de 
aferição de pressão arterial, uma pesagem ou uma punção. E ouvir o cliente, até suas 
reclamações, pois quem não para para ouvir deixa a impressão de não se importar. 
Eles acreditam que a equipe estará sempre disposta para entender sua dor e 
sofrimento que é diferente de pessoa parapessoa. Pois esse cliente confia 
inteiramente sua vida em nossas mãos, seus anseios e suas expectativas com essa 
17 
 
nova realidade. O cuidado humano envolve sentimentos e respeito ao humano, e isso 
só se aprimora com o crescimento. É como apreciar o que a vida traz de bela, a 
natureza, amor e prazer de viver. Ser sensível ao sofrimento e ajudar na superação 
se preparar para o inevitável (TEIXEIRA, 2011). 
É relevante destacar sobre o cuidado por parte dos profissionais no tratamento 
dos pacientes co Insuficiência Renal Crônica, visto que, devido às mudanças na vida 
desse paciente, cabe aos profissionais, possibilitarem uma melhor adaptação. 
Principalmente no que tange á hemodiálise, o cuidado por parte do Enfermeiro e 
demais profissionais, não se deve centrar apenas nas técnicas, pois o cuidado vai 
além disso. Requer empatia, compreensão e disponibilidade para atender as 
demandas desse paciente, considerando-o não apenas em termos de doença, mas 
como sujeito. 
O cuidar em uma relação terapêutica deve-se focar nas necessidades do 
paciente, com sensibilidade e presteza mediante ações que promovam o bem-estar, 
só assim, o cuidado prestado irá englobar a integridade física e emocional desse 
indivíduo. (RODRIGUES e BOTTI, 2009). 
Rodrigues e Botti (2009) apontam ainda, que a assistência prestada pelos 
profissionais, deve-se ir além do executar procedimentos e técnicas, mas, 
principalmente, atuando na perspectiva do cuidado humanizado, preocupada com o 
“ser cuidado”. 
A enfermagem deve buscar conhecer o cliente de forma que haja, 
constantemente, o diálogo entre ambos, pois a comunicação permite maior 
conhecimento no que diz respeito aos sentimentos, emoções, e opiniões 
sobre o outro, proporcionando um relacionamento que favoreça a diminuição 
da ansiedade do cliente enfermo, pois o fato de estar fisicamente debilitado, 
com o sistema imunológico provavelmente comprometido, faz com que o 
paciente se senta fragilizado e solitário. (Cavalheiro, et al., 2010, p. 363). 
 
O profissional enfermeiro deve conscientizar-se que, planejar o cuidado, 
considerando os aspectos emocionais e sociais do paciente são relevantes para assim 
auxiliá-lo nas suas reais necessidades. 
No entanto, o profissional de enfermagem, ao prestar cuidado ao paciente 
18 
 
submetido a este tratamento, deve atentar para que suas ações não se transformem 
num fazer automático, sendo necessário valorizar os aspectos humanos na relação 
cuidador/cuidado. (SILVA, et al., 2011, P. 842). 
Silva, et al., (2011) destaca que a valorização da individualidade e 
humanização nesse tipo de tratamento, deve ser pautada na diminuição das dúvidas 
acerca do tratamento, bem como promover a saúde juntamente com a sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
5. CONSIDERACOES FINAIS 
A qualidade de vida do paciente renal crônico tem vital importância nos 
processos de ressignificação onde os discursos remetem a importância do 
consentimento esclarecido da seriedade da informação e da condição da fragilidade 
humana, onde necessita que o paciente desempenhe sua autonomia, caracterizada 
por autodeterminação respeitando o seu espaço, porém auxiliando nas decisões de 
alternativas para adesão ao tratamento que é importante para sua sobrevivência no 
meio que a rejeição significa rejeitar a própria vida. 
Conclui-se que a Insuficiência Renal Crônica não é uma doença cujo 
tratamento é de fácil de adesão, trazendo muitas dúvidas, restrição e dificuldade na 
qualidade do tratamento. Impactando no estilo de vida cotidiano dos pacientes, 
afetando o bem-estar biopsicossocial do paciente. A família também precisa ser 
abordada e esclarecida para contribuir na aquisição e no auxílio do tratamento da 
doença para uma boa adaptação e adesão a todas as exigências do tratamento onde 
requer uma construção psíquica para ter uma forma de enfrentamento da doença mais 
adequada. A enfermagem tem um papel importante na assistência do portador da 
DRC, garantindo uma visão holística com amor e diálogo proporcionando equilíbrio no 
tratamento, desenvolvendo programas de orientações e educação continuada para 
que o cliente/cuidador tenha consciência da doença e do tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
6. REFERÊNCIAS 
ALBINO, C.S; SOUZA, F.S. Trajetória de vida de transplantados renais: aprendendo 
as mudanças ocorridas na vida do paciente. Cienc Cuid Saude 2013 Jul/Set; 
12(3):467-474. Disponivel em: 
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