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<p>PROCESSO DE ENFERMAGEM NA AVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO</p><p>DO SISTEMA GENITURINÁRIO</p><p>CATETERISMO VESICAL</p><p>PROF. ESP. CARLOS EDUARDO DOS SANTOS</p><p>PROFª ESP. PAULA REGINA JENSEN</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A eliminação urinária é uma das necessidades humanas básicas que pode ser comprometida por</p><p>uma variedade de situações.</p><p>Pode ser de forma espontânea ou com auxílio de alguns dispositivos urinários.</p><p>É um processo natural e privado;</p><p>O papel do enfermeiro é fundamental tanto na questão fisiológica quanto no apoio psicológico</p><p>ao paciente.</p><p>O trato urinário é estéril, por isso deve-se minimizar os riscos de contaminação durante os</p><p>procedimentos invasivos para sondagem</p><p>(POTTER, 2021)</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>• 15% a 25% dos pacientes hospitalizados são expostos ao cateterismo</p><p>urinário;</p><p>• Apesar do procedimento de inserção do cateter ser estéril há risco de</p><p>infecção, agravado após 72 horas de permanência com o cateter ou, por</p><p>traumas do tecido uretral no momento da inserção.</p><p>• O uso de sistema de drenagem fechada, treinamento dos profissionais</p><p>quanto a técnica estéril de inserção e manutenção dos cateteres tem se</p><p>mostrado de grande importância para a prevenção da infecção</p><p>(ALVES; LUPPI, 2006; CDC, 2009; POTTER, 2021; MAZZO et al, 2011)</p><p>◼ É uma das infecções relacionadas à assistência à saúde mais prevalente</p><p>◼ Cerca de 80% dos casos de Infecções do Trato Urinário (ITU) estão intimamente</p><p>ligadas ao uso e manuseio inadequado do cateter vesical, e ao tempo prolongado de</p><p>permanência do cateter, que eleva risco de ITU, chegando a 8% a cada dia de uso.</p><p>(TENKE, 2017; FARHADI, 2015).</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>ANATOMIA SISTEMA URINÁRIO</p><p>ELIMINAÇÃO URINÁRIA - URETRA</p><p>20 CM</p><p>4,5 CM</p><p>ELIMINAÇÃO URINÁRIA - URETRA</p><p>FUNÇÕES DO SISTEMA URINÁRIO</p><p>◼ Eliminação de produtos e substâncias químicas indesejáveis do metabolismo</p><p>◼ Regulação do balanço de água e eletrólitos</p><p>◼ Regulação da pressão arterial</p><p>◼ Regulação do balanço ácido básico</p><p>◼ Secreção, metabolismo e excreção de hormônios</p><p>◼ Produção da forma ativa da vitamina D (calcitriol)</p><p>◼ Gliconeogênese</p><p>(POTTER, 2021)</p><p>URINA</p><p>A composição principal da urina:</p><p>◼ Água (balanço hídrico);</p><p>◼ Ureia, creatinina, ácido úrico, bilirrubina e variados hormônios (excreção</p><p>de metabólitos indesejáveis);</p><p>◼ Eletrólitos: sódio, cloretos, potássio, cálcio, fosforo e magnésio (balanço</p><p>eletrolítico);</p><p>(POTTER e PERRY, 2013; RIELLA, 2008)</p><p>Características da urina</p><p>• Cor palha ao âmbar;</p><p>• Translúcida;</p><p>• Odor forte (amônia);</p><p>• Vermelho-escuro (rim</p><p>ou ureteres);</p><p>• Vermelho-brilhante</p><p>(bexiga ou uretra);</p><p>• Sedimentos;</p><p>• Turva;</p><p>• Odor doce;</p><p>FATORES QUE ALTERAM A ELIMINAÇÃO</p><p>URINÁRIA</p><p>◼ Idade;</p><p>◼ Traumas;</p><p>◼ Lesões renais;</p><p>◼ Hiperplasia prostática;</p><p>◼ Câncer geniturinário;</p><p>◼ Insuficiência renal;</p><p>◼ Infecções do trato urinário;</p><p>◼ Medicamentos;</p><p>◼ Distúrbios endócrinos</p><p>AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Passo Investigar</p><p>Anamnese • Padrão de micção (frequência, horas do dia, volume, coloração, odor e</p><p>outras característica pertinentes);</p><p>• Sintomas de alterações urinárias (alguma patologia específica, urgência,</p><p>incontinência, retenção, hematúria, disúria, entre outras);</p><p>Exame físico • Pele e mucosa;</p><p>• Rins;</p><p>• Bexiga;</p><p>• Genital e meato uretral;</p><p>TERMOS TÉCNICOS</p><p>◼ Disúria</p><p>◼ Poliúria</p><p>◼ Oligúria</p><p>◼ Polaciúria</p><p>◼ Nictúria</p><p>◼ Hematúria</p><p>◼ Anúria</p><p>◼ Piúria</p><p>DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM</p><p>◼ DOR AGUDA</p><p>◼ RISCO DE INFECÇÃO</p><p>◼ ELIMINAÇÃO URINÁRIA PREJUDICADA</p><p>◼ RISCO DE LESÃO DO TRATO URINÁRIO</p><p>◼ INCONTINÊNCIA URINÁRIA FUNCIONAL</p><p>◼ IMAGEM CORPORAL PREJUDICADA</p><p>(NANDA, 2021)</p><p>CATETERISMO VESICAL</p><p>◼ Cateterismo vesical ou sondagem vesical: É a introdução de um cateter/sonda pela</p><p>uretral até a bexiga de forma estéril;</p><p>◼ Indicações:</p><p>◼ Em casos de incontinência ou retenção urinária aguda ou crônica;</p><p>◼ esvaziar a bexiga para finalidade cirúrgica ou diagnóstica;</p><p>◼ Determinar quantidade de urina residual após a micção;</p><p>◼ Obter material para exames laboratoriais;</p><p>◼ Obter medida exata da drenagem urinária;</p><p>◼ Irrigar a bexiga ou instilar medicamentos nas cirurgias urológicas.</p><p>(NETINNA, 2009, WHITE et al., 2012. POTTER, 2021)</p><p>Riscos</p><p>◼ Risco de Infecção do Trato Urinário (ITU);</p><p>◼ Riscos de trauma, por lesão nas vias urinárias;</p><p>◼ Riscos de trauma, por fraturas, quedas;</p><p>◼ Riscos emocionais e psicológicos devido à exposição corporal;</p><p>Cateterismo vesical</p><p>◼ Contra indicação:</p><p>• Traumatismo de períneo, com ou sem fraturas de ossos da pelve e</p><p>uretrorragia;</p><p>• Dificuldade na introdução da sonda;</p><p>• Processos infecciosos graves da região;</p><p>• Falta de cateteres apropriados.</p><p>Tipos</p><p>Cateterismo de demora</p><p>Irrigação vesical</p><p>contínua</p><p>Cateterismo intermitente</p><p>Imediato</p><p>(Alívio)</p><p>Autocateterismo</p><p>Urostomia,</p><p>nefrostomia e</p><p>cistostomia</p><p>Procedimento médico</p><p>Privativa do enfermeiro, sendo imprescindível a presença do técnico de enfermagem para auxiliar na separação e</p><p>abertura dos materiais, preparação do ambiente, posicionar paciente e encaminhar material coletado para o laboratório.</p><p>RESOLUÇÃO COFEN N° 450/2013</p><p>prescrita pelo médico ou pelo enfermeiro que esteja respaldado por protocolo institucional.</p><p>COREN PR 2023</p><p>Manutenção e controle: papel da enfermagem</p><p>Cateterismo de demora</p><p>◼ Introdução de um cateter da uretra até a bexiga associado a um</p><p>sistema de drenagem fechado com o objetivo de obter fluxo</p><p>contínuo de urina nos pacientes com alguma obstrução ou</p><p>incontinência.</p><p>◼ Permanece por um período maior até que o paciente seja capaz</p><p>de urinar voluntariamente;</p><p>◼ Utiliza-se uma sonda de demora com 2 vias (duplo lúmen)</p><p>◼ Sonda: Látex ou silicone:</p><p>(flexível e confortável)</p><p>1 - Drenagem de urina</p><p>2 – Insuflar o balonete</p><p>A - Ponta simples;</p><p>B - Ponta aberta;</p><p>C - Ponta de Coude ou Tiemann: facilitam</p><p>o cateterismo em estreitamentos ou</p><p>obstruções</p><p>D - Ponta de asa ou Malecot; são</p><p>utilizadas para cateterismo suprapúbico</p><p>ou para nefrostomia</p><p>E - Ponta de cogumelo ou de Pezzer: são</p><p>utilizadas para cateterismo suprapúbico</p><p>F - Ponta de Foley.</p><p>Tipos de sondas</p><p>Cateterismo vesical</p><p>◼ Sistema fechado: reduzir o risco de infecção.</p><p>Tamanhos (calibres)</p><p>O calibre é padronizado em unidades French (Fr)</p><p>CATETERISMO DEMORA</p><p>Crianças: 8 a 10 Fr;</p><p>Mulheres: 12 a 14 Fr;</p><p>Homens: 16 a 18 Fr;</p><p>Irrigação vesical contínua</p><p>◼ Irrigação vesical contínua é a lavagem da mucosa que</p><p>reveste a bexiga.</p><p>◼ Indicada para retirada de sangue, coágulos, sedimentos e</p><p>administração de medicamentos diretamente na bexiga;</p><p>◼ O líquido introduzido (SF) é eliminado com a urina.</p><p>◼ Indicado no pós-operatório de cirurgias urológicas;</p><p>◼ Sonda de demora com 3 vias (triplo lúmen) calibre</p><p>maior</p><p>◼ Técnica de inserção igual à técnica da sonda de demora</p><p>Hematúria maciça: 22 a 26 Fr.</p><p>Irrigação vesical contínua</p><p>◼ CUIDADOS DE ENFERMAGEM</p><p>◼ O enfermeiro deve saber o objetivo da irrigação;</p><p>◼ O tipo e quantidade da solução para irrigar;</p><p>◼ Condições do paciente;</p><p>◼ Potência do cateter;</p><p>◼ Características e volume da drenagem urinária;</p><p>◼ Deve ser monitorada rigorosamente a igualdade entre a quantidade de irrigante instilado e retornado.</p><p>◼ A bolsa de irrigação, o equipo e os sistemas de drenagem devem ser mantidos como um sistema estéril fechado;</p><p>◼ Deixar infundir o soro em gotejamento rápido, trocando o frasco antes do término;</p><p>◼ Pedir ao paciente/acompanhante que ajude a observar quando acabar o soro da irrigação;</p><p>◼ Esvaziar a bolsa coletora sempre que a mesma estiver cheia, do contrário, o paciente pode ter dor ou a sonda</p><p>pode obstruir;</p><p>Cateterismo intermitente</p><p>◼ É um procedimento estéril que consiste na inserção de um cateter na bexiga através do</p><p>meato uretral, sendo realizado em intervalos regulares, previamente estabelecidos e de</p><p>acordo com o quadro clínico do paciente; (intermitente ou alívio)</p><p>◼ A drenagem urinária é realizada por meio de sistema aberto;</p><p>◼ Previne complicações decorrentes da distensão exagerada da bexiga e melhora as</p><p>condições do trato urinário.</p><p>◼ Utiliza-se um cateter urinário de polivinila (PVC)</p><p>◼ Utilizado também para coletar urina de forma estéril em pacientes que não tem condições</p><p>de</p><p>fazer a coleta deliberadamente.</p><p>◼ O cateter é retirado logo após o esvaziamento da bexiga, o que implica em menores taxas</p><p>de ITU</p><p>Tamanhos (calibres)</p><p>O calibre é padronizado em unidades French (Fr)</p><p>CATETERISMO INTERMITENTE</p><p>Crianças: 6 ou 8 Fr;</p><p>Mulheres e Homens: 10 a 12 Fr.</p><p>Autocateterismo</p><p>◼ Consiste na inserção periódica de cateter vesical com o objetivo de eliminar urina e promover o</p><p>esvaziamento vesical.</p><p>◼ Também chamado de cateterismo intermitente limpo, é realizado pelo paciente ou cuidador em domicílio</p><p>sem necessidade de utilização de materiais estéreis;</p><p>◼ É uma das principais intervenções adotadas para as disfunções urinárias que cursam com dificuldade de</p><p>esvaziamento vesical, como retenção ou esvaziamento incompleto da bexiga (bexiga neurogênica)</p><p>◼ Comum em paciente com paralisia cerebral e trama raquimedular (não possem controle esfíncter)</p><p>◼ Realizado conforme necessidade/rotina;</p><p>◼ Usa cateter urinário de polivinila (PVC) ou cateteres hidrofílicos pré-lubrificados (mais indicado/mais caro)</p><p>Cistostomia</p><p>• Cistostomia é um procedimento</p><p>médico de derivação, criando um</p><p>trajeto alternativo para a saída da</p><p>urina</p><p>• O objetivo é possibilitar a drenagem</p><p>da bexiga em situações que a uretra</p><p>não permite seu esvaziamento;</p><p>• A indicação mais comum para</p><p>cistostomia é quando temos</p><p>estenose uretral.</p><p>Cistostomia</p><p>Urostomia</p><p>◼ É uma intervenção cirúrgica que desvia o curso natural da</p><p>urina de forma permanente ou temporária.</p><p>◼ A drenagem da urina se dá fora dos condutos que envolvem a</p><p>pelve renal, ureteres, bexiga e uretra.</p><p>◼ É indicada para:</p><p>• neoplasia de bexiga e uretra;</p><p>• disfunção neurológica;</p><p>• lesões pós-tratamento radioterápico;</p><p>• infecção crônica da bexiga;</p><p>• defeitos congênitos.</p><p>(SILVA; HIGA-TANIGUCHI, 2010):</p><p>Urostomia</p><p>Nefrostomia</p><p>◼ Na nefrostomia, ocorre a drenagem da urina por</p><p>meio de um cateter uretral inserido na pelve</p><p>renal, o que é feito por uma incisão no flanco.</p><p>(LEWIS et al., 2013; MACIEL, 2014).</p><p>https://www.peapee.com.br/referencias-do-portal</p><p>https://www.peapee.com.br/referencias-do-portal</p><p>Cuidados de enfermagem uro, cisto e nefrostomia</p><p>◼ Os cuidados não diferem dos das estomas intestinais, entretanto é importante redobrá-los, pois a</p><p>urina é um efluente estéril, e qualquer contaminação pode levar a infecções mais sérias.</p><p>• Manter limpa e seca a pele em torno da área do estoma;</p><p>• Inspecionar a pele ao redor do estoma, os sinais de irritação e sangramento na mucosa;</p><p>• Na cisto e nefrostomia: O curativo deve ser trocado diariamente ou com maior frequência, caso fique</p><p>sujo ou se solto.</p><p>• Orientar o paciente e o cuidador a não dobrar o cateter nem deitar-se sobre ele, pois isso obstrui a</p><p>livre passagem da urina que estiver sendo eliminada pela bexiga;</p><p>• Não elevar a bolsa coletora para não haver retorno da diurese na bexiga.</p><p>• Esvaziar a bolsa coletora quando estiver cheia;</p><p>• Na urostomia: troca da bolsa</p><p>(SILVA; HUGA-TANIGUCHI, 2010; SMELTZER; BARE, 2005).</p><p>Dispositivos não invasivos</p><p>◼ Utilizados para melhorar a eliminação vesical</p><p>UROPEN</p><p>Também conhecido como sonda de camisinha,</p><p>é uma película fina de borracha, que se encaixa</p><p>no pênis e se conecta a uma bolsa coletora.</p><p>Pode ser usado no dia a dia para evitar o</p><p>gotejamento e uso de fraldas, evita o mau odor.</p><p>Troca deve ser diária afim de evitar infecções</p><p>urinária ou até mesmo o forte odor de urina.</p><p>Danos e cuidados com a pele</p><p>◼ Durante a internação, os danos à pele podem ocorrer devido à exposição a diversos fatores internos e</p><p>externos: idade, nutrição inadequada, uso de dispositivos invasivos, forças mecânicas e umidade.</p><p>◼ A umidade merece destaque devido às lesões de pele associadas à umidade</p><p>◼ As lesões são denominadas internacionalmente como Moisture-associated Skin Damage (MASD).</p><p>◼ Existem vários tipos de MASD;</p><p>◼ A dermatite associada à incontinência (DAI), também conhecida como assadura, é a lesão de pele</p><p>mais comum.</p><p>A DAI é caracterizada por inflamação e eritema, maceração, com ou sem erosão da pele, afetando área</p><p>maior que a do períneo, como genitália, glúteo, coxas e parte superior do abdômen. Desenvolve-se a</p><p>partir de uma combinação de fatores como a umidade excessiva causada pela incontinência urinária</p><p>e/ou fecal alteração no pH da pele, fricção, colonização por microrganismos, entre outros.</p><p>Risco de infecção secundária, principalmente por Cândida albicans</p><p>Dermatite Associada à Incontinência (DAI)</p><p>O uso de fraldas intensifica a irritação da pele devido ao pH cutâneo potencializado</p><p>pela conversão da ureia em amônia.</p><p>Causa desconforto, prurido, ardência e dor, o que compromete a qualidade de vida.</p><p>Pode-se intensificar por meio do efeito tóxico de produtos utilizados, como óleos,</p><p>pomada e também por resíduos de substâncias químicas que são aplicadas</p><p>diretamente sobre a pele, como sabões e limpadores.</p><p>(BENÍCIO et al., 2016; BEESON et al., 2017; BEECKMAN et al., 2018; STREHLOW et al., 2018).</p><p>Dermatite Associada à Incontinência (DAI): CUIDADOS DE ENFERMAGEM:</p><p>◼ Aumentar a frequência de troca das fraldas, trocando-a após cada eliminação de urina ou fezes;</p><p>◼ Capacidade de absorção das fraldas, escolher adequadamente o tamanho da fralda aparar os pelos pubianos,</p><p>realizar higiene da região perineal a cada troca de fraldas;</p><p>◼ Realizar higiene diária da área da fralda com água morna e algodão;</p><p>◼ Os cremes hidratantes, preferencialmente os emolientes e aqueles à base de dimeticona são os mais</p><p>indicados para a hidratação da pele. (cremes protetores à base de óxido de zinco, petrolatum, aloe Vera,</p><p>dimeticona, gel hidrocoloide, dióxido de titânio e amido ou creme com dexapantenol)</p><p>◼ Trocar o lençol, quando molhado, manter a área seca e limitar a mistura de fezes e urina;</p><p>A melhor forma de prevenir é manter a pele livre de umidade</p><p>e hidratada.</p><p>Avaliação diária, prever riscos – já existem instrumentos</p><p>para a avaliação do risco</p><p>CUIDADOS GERAIS</p><p>◼ Higiene perineal com água e sabão sempre que necessário;</p><p>◼ Ingesta de líquidos (se não for contraindicado);</p><p>◼ Prevenir infecções: clampear o prolongamento ao movimentar a bolsa, monitorar</p><p>permeabilidade do cateter, técnica asséptica ao colher exames/esvaziar a bolsa;</p><p>◼ Período de troca: avaliar individualmente;</p><p>◼ Trocar todo o sistema quando ocorrer quebra ou vazamento;</p><p>◼ Esvaziar a bolsa coletora quando a mesma atingir 2/3 de sua capacidade;</p><p>◼ Quantificar a diurese, assim como descrever sua coloração, presença de</p><p>sedimentos/grumos/coágulos e odor.</p><p>(POTTER, 2021; ANVISA, 2013)</p><p>ESTUDO DE CASO</p><p>◼ Paciente A.K.L, 77 anos, sexo masculino, internado há 5 dias na Clínica Médica Cirúrgica. Realizou</p><p>procedimento cirúrgico para correção de fratura de fêmur direito ontem às 17 horas. Ao exame</p><p>físico, PA 130x90 MMHG, FC 100 BCPM, TEMP 36,2º C, FR 18 IRPM. Relata dor em MID e que</p><p>não conseguiu urinar até o momento. Lúcido, orientado, pouco comunicativo. Ausculta cardíaca</p><p>bulhas normofonéticas 2T, murmúrios vesiculares presentes em ambos os campos pulmonares.</p><p>Abdome distendido, RH presentes, doloroso à palpação na região da bexiga. Presença de globo</p><p>vesical importante. Incisão cirúrgica com boa cicatrização. Escala de dor 8/10, mesmo em uso de</p><p>analgésicos: Tramadol 1 amp EV 8/8 horas, dipirona EV 6/6 horas.</p><p>1)Quais procedimento podemos realizar para auxiliar o paciente a eliminar a diurese</p><p>neste momento?</p><p>2)Quais DE prioritários para o caso e prescrições.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>◼ ANVISA. Medidas de Prevenção de Infecções Relacionadas a Saúde. Livro 04. 2013</p><p>◼ DOENGES, MARYLLINN M - MOORHOUSE, MARY FRANCES - MURR, ALICE.</p><p>Diagnósticos de Enfermagem . 14a Ed. Guanarabra, 2018</p><p>◼ HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem</p><p>da NANDA-I: definições e classificação - 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.</p><p>◼ NETTINA, S. M. Prática de Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.</p><p>◼ POTTER, P.A.; .ANNE, G.P. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,</p><p>2021.</p>