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<p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>*Objetivos:</p><p> Estudar a histologia do sistema muscular;</p><p> Compreender a anatomia dos membros</p><p>inferiores (ossos, músculos e articulações);</p><p> Entender a fisiologia da contração muscular</p><p>esquelética e o processo de acoplamento-</p><p>excitação-contração;</p><p> Entender o funcionamento da placa motora e</p><p>junção neuromuscular;</p><p>*Histologia do Sistema Muscular:</p><p>O tecido muscular é um tecido dos animais</p><p>caracterizado pela sua contratilidade, ou seja, pela</p><p>capacidade de se contrair segundo alguns estímulos</p><p>claros e utilizando o ATP (molécula orgânica</p><p>responsável pelo armazenamento de energia nas</p><p>suas ligações químicas); e pela sua excitabilidade, ou</p><p>seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso.</p><p>O tecido muscular é constituído por células</p><p>alongadas, em forma de fibras, que se dispõe</p><p>agrupadas em feixes. Essas células são</p><p>caracterizadas pelo seu formato alongado, uma</p><p>especialização é a função de contração e distensão</p><p>das fibras musculares, formada por numerosos</p><p>filamentos proteicos de actina (miofilamentos finos) e</p><p>miosina (miofilamentos grossos). (JUNQUEIRA, 2019)</p><p>O grau de contração muscular segue, a princípio,</p><p>dois fatores: o primeiro relacionado à intensidade do</p><p>estímulo e o segundo à quantidade de fibras</p><p>estimuladas. Dessa forma, somente ocorrerá</p><p>contração quando o estímulo nervoso tiver</p><p>intensidade suficiente para desencadear em um</p><p>número significativo de fibras, uma ação de contração</p><p>mediada por substâncias neurotransmissoras,</p><p>emitidas nas sinapses neuromusculares (contato</p><p>neurônio músculo), sinalizando o deslizamento dos</p><p>miofilamentos finos sobre os grossos. (TORTORA,</p><p>2019)</p><p>*Funções do tecido muscular</p><p>Movimento do corpo: depende do</p><p>funcionamento integrado de ossos, articulações</p><p>e músculo esquelético;</p><p>Movimento de substâncias dentro do</p><p>corpo: sangue, alimentos, etc;</p><p>Estabilização das posições do corpo e</p><p>regulação do volume dos órgãos: os</p><p>músculos do pescoço parcialmente contraídos</p><p>mantém a cabeça ereta; contrações</p><p>sustentadas dos músculos lisos impedem o</p><p>refluxo do conteúdo de um órgão oco;</p><p>Produção de calor: Quando o músculo</p><p>esquelético se contrai pra realizar trabalho, um</p><p>subproduto é o calor. (JUNQUEIRA, 2019)</p><p>Há três tipos de tecidos musculares: tecido</p><p>muscular liso, tecido muscular estriado</p><p>esquelético e tecido muscular estriado cardíaco,</p><p>sua caracterização histológica é baseada na</p><p>presença de estriações no citoplasma da célula,</p><p>quantidade de núcleos e localização do núcleo dentro</p><p>da célula. Dos três tipos de tecido, apenas o tecido</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>muscular estriado esquelético está sujeito a contração</p><p>voluntária. Os outros dois tipos teciduais possuem</p><p>contração involuntária, mas com características</p><p>contráteis diferentes.</p><p>-Nomeclatura do tecido muscular</p><p>O tecido muscular tem nomenclatura celular especial:</p><p> Fibra : célula muscular.</p><p> Sarcoplasma: citoplasma.</p><p> Sarcolema: membrana plasmática.</p><p> Miofibrilas: fibrilas contráteis (actina e</p><p>miosina).</p><p>*Organização do tecido muscular estriado</p><p>esquelético</p><p>As fibras musculares estão organizadas em</p><p>grupos de feixes, sendo o conjunto de feixes</p><p>envolvidos por tecido conjuntivo denso:</p><p>• Epimísio: É uma membrana de tecido conjuntivo</p><p>que envolve o músculo.</p><p>• Perimísio: Membrana de tecido conjuntivo que</p><p>envolve um feixe de fibras. (ROSS, 2019)</p><p>• Endomísio: Membrana de tecido conjuntivo que</p><p>envolve uma fibra (célula) muscular.</p><p>Em torno do conjunto de miofibrilas de uma</p><p>fibra muscular esquelética situa-se o retículo</p><p>sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso),</p><p>especializado no armazenamento de íons cálcio.</p><p>As miofibrilas são constituídas por unidades</p><p>que se repetem ao longo de seu comprimento,</p><p>denominadas sarcômeros. A distribuição dos</p><p>filamentos de actina e miosina varia ao longo do</p><p>sarcômero. As faixas mais extremas e mais claras do</p><p>sarcômero, chamadas banda I, contêm apenas</p><p>filamentos de actina. Dentro da banda I existe uma</p><p>linha que se cora mais intensamente,</p><p>denominada linha Z, que corresponde a várias uniões</p><p>entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais</p><p>escura, é chamada banda A, cujas extremidades são</p><p>formadas por filamentos de actina e miosina</p><p>sobrepostos. Dentro da banda A existe uma região</p><p>mediana mais clara – a banda H – que contém</p><p>apenas miosina. Um sarcômero compreende</p><p>o segmento entre duas linhas Z consecutivas e é a</p><p>unidade contrátil da fibra muscular, pois é a menor</p><p>porção da fibra muscular com capacidade de</p><p>contração e distensão. A contração ocorre pelo</p><p>deslizamento dos filamentos de actina sobre os de</p><p>http://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2018/04/epim%C3%ADsio.jpg</p><p>http://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2018/04/epim%C3%ADsio.jpg</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>miosina, o sarcômero diminui devido à aproximação</p><p>das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.</p><p>As miofibrilas dos músculos estriados contêm</p><p>quatro proteínas principais: miosina, actina,</p><p>tropomiosina e troponina. Os filamentos grossos são</p><p>formados de miosina e as outras 3 proteínas são</p><p>encontradas nos filamentos finos. O estímulo para</p><p>contração muscular é um impulso nervoso através de</p><p>um nervo. A contração da fibra muscular é regulada</p><p>pelo sistema nervoso. A área de “contato sináptico”</p><p>entre a extremidade da membrana do axônio e a</p><p>membrana da fibra muscular é a placa motora, onde</p><p>são liberados mediadores químicos</p><p>(neurotransmissores) pelos neurônios.</p><p>O impulso nervoso propaga-se pela membrana</p><p>das fibras musculares (sarcolema) e atinge o Retículo</p><p>sarcoplasmático, liberando o Ca2+ no citosol. O Ca</p><p>atua sobre a troponina, mudando a configuração das</p><p>três unidades de troponina e deixando exposto o sítio</p><p>de ligação da actina com a miosina, ocorrendo a</p><p>interação das cabeças da miosina com a actina,</p><p>iniciando a contração muscular. Assim que cessa o</p><p>estímulo, o Ca é imediatamente rebombeado para o</p><p>interior do RS, cessando a contração. A actina e a</p><p>miosina são cadeias protéicas que se deslizam para</p><p>encurtar e alongar a fibra muscular, podendo diminuir</p><p>cerca de 2/3 do seu comprimento, ou até mesmo à</p><p>metade. O período de recuperação do músculo</p><p>esquelético é tão curto que o músculo pode</p><p>responder a um 2°estímulo quando ainda perdura a</p><p>contração correspondente ao 1º. (ROSS, 2019)</p><p>*Regeneração do tecido muscular</p><p>No adulto os três tipos de tecido muscular exibem</p><p>diferenças na regeneração. O músculo cardíaco não</p><p>se regenera. Nas lesões do coração (isquemia), as</p><p>partes destruídas são invadidas por fibroblastos, que</p><p>produzem fibras colágenas, formando uma cicatriz.</p><p>Embora os núcleos das fibras esqueléticas não se</p><p>dividam, tem uma pequena capacidade de</p><p>reconstituição. Admite-se que as células satélites</p><p>sejam responsáveis pela regeneração, visualizadas</p><p>somente ao ME, consideradas mioblastos inativos.</p><p>Estas células também são importantes na hipertrofia,</p><p>quando se fundem com as fibras musculares</p><p>preexistentes. O músculo liso é capaz de uma</p><p>regeneração mais eficiente. Ocorrendo lesão as fibras</p><p>musculares lisas que permanecem viáveis entram em</p><p>mitose e reparam o tecido. Na parede dos vasos</p><p>sanguíneos há participação dos perícitos, que se</p><p>multiplicam por mitose originando novas células</p><p>musculares lisas, ocorrendo a regeneração.</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>*Tecido Muscular Cardíaco:</p><p>As células que integram o tecido muscular</p><p>cardíaco têm aspecto cilíndrico, são ramificadas e</p><p>apresentam extremidades irregulares. Essas células</p><p>são conhecidas como fibras musculares cardíacas,</p><p>células do miocárdio, miócitos, cardiócitos ou</p><p>cardiomiócitos. Seu tamanho varia de 10-20 µm de</p><p>diâmetro e 85-100 µm de comprimento. Normalmente,</p><p>apresentam um núcleo central e o citoesqueleto</p><p>forma estriações transversais no citoplasma – como</p><p>observado, também, no estriado esquelético. Em</p><p>corte transversal, as células se apresentam</p><p>justapostas, com contornos irregulares e perfis em</p><p>vários tamanhos. (ROSS, 2019)</p><p>Nas extremidades dos cardiócitos, observam-se</p><p>discos intercalares – que são junções intercelulares</p><p>complexas, que atuam tanto na adesão, como na</p><p>comunicação,</p><p>possibilitando o funcionamento</p><p>coordenado do tecido (contração em sincronia). Os</p><p>discos intercalares aparecem como linhas retas ou</p><p>exibem um aspecto em escada (escalariforme). No</p><p>citoplasma, o reticulo sarcoplasmático mostra-se</p><p>menos desenvolvido que na musculatura estriada</p><p>esquelética e a demanda de cálcio – essencial para a</p><p>contração – é suprida, principalmente, pelo íon</p><p>oriundo do meio extracelular. Diferentemente do</p><p>músculo liso, apresentam túbulos T.</p><p>Na análise histológica, nota-se, ainda, uma</p><p>delicada bainha de tecido conjuntivo, equivalente ao</p><p>endomísio do músculo esquelético, que circunda as</p><p>células cardíacas. A lâmina basal também está</p><p>presente. (ROSS, 2019)</p><p>No organismo, o tecido muscular cardíaco é</p><p>encontrado no músculo do coração (miocárdio). O</p><p>controle nervoso é involuntário, com contração rítmica</p><p>e espontânea. Essas características são essenciais</p><p>na fisiologia cardíaca, visto que é o que possibilita os</p><p>batimentos do coração, o que impulsiona o sangue na</p><p>circulação.</p><p>Finalmente, é importante ressaltar que as</p><p>células musculares cardíacas têm vida longa e não se</p><p>dividem. Ou seja, o tecido não apresenta capacidade</p><p>de regeneração, como já citado anteriormente.</p><p>*Histologia Músculo Liso:</p><p>Como o tecido do músculo cardíaco, o tecido</p><p>muscular liso é geralmente ativado involuntariamente.</p><p>Entre os dois tipos de tecido muscular liso, o tipo mais</p><p>comum é o tecido muscular liso visceral (unitário). É</p><p>encontrado na pele e nos arranjos tubulares que</p><p>compõem as paredes de pequenas artérias e veias e</p><p>de órgãos ocos, como estômago, intestinos, útero e</p><p>bexiga urinária. Como o músculo cardíaco, o músculo</p><p>liso visceral é autorrítmico. As fibras conectam-se</p><p>entre si por junções comunicantes, formando uma</p><p>rede através da qual os potenciais de ação muscular</p><p>podem se propagar. Quando um neurotransmissor,</p><p>hormônio ou sinal autorrítmico estimula uma fibra, o</p><p>potencial de ação muscular é transmitido às fibras</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/tecido-muscular.htm&psig=AOvVaw3t_DbhtNwPj2PgILkWcY2z&ust=1709806908751000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCIDUn6C134QDFQAAAAAdAAAAABAm</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://m.youtube.com/watch?v=5lBlMR80XKw&psig=AOvVaw0YMCCsYTaNILniqr7MxA7q&ust=1709811209216000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCND3pqPF34QDFQAAAAAdAAAAABAN</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>vizinhas, que em seguida, contraem em uníssono,</p><p>como uma unidade. (ROSS, 2019)</p><p>O segundo tipo de tecido muscular liso, o tecido</p><p>muscular liso multiunitário, consiste em fibras</p><p>individuais, cada uma com seus próprios terminais de</p><p>neurônios motores e com poucas junções</p><p>comunicantes entre fibras vizinhas. A estimulação de</p><p>uma fibra muscular visceral causa a contração de</p><p>muitas fibras adjacentes, mas a estimulação de uma</p><p>fibra multiunitária causa contração dessa fibra apenas.</p><p>O tecido muscular liso multiunitário é encontrado nas</p><p>paredes das grandes artérias, nas vias respiratórias</p><p>para os pulmões, nos músculos eretores do pelo que</p><p>se prendem aos folículos pilosos, nos músculos da</p><p>íris que ajustam o diâmetro da pupila e no corpo ciliar</p><p>que ajusta o foco da lente no olho.</p><p>Uma única fibra de músculo liso relaxada tem</p><p>30 a 200 μm de comprimento. É mais espessa no</p><p>meio (3 a 8 μm) e diminui em cada extremidade.</p><p>Dentro de cada fibra há um único núcleo, oval,</p><p>localizado centralmente. As fibras musculares lisas</p><p>também contêm filamentos intermediários. Como os</p><p>vários filamentos não possuem um padrão regular de</p><p>sobreposição, as fibras musculares lisas não exibem</p><p>estrias, o que fornece a aparência lisa. As fibras</p><p>musculares lisas também não apresentam túbulos T e</p><p>possuem apenas uma pequena quantidade de</p><p>retículo sarcoplasmático para armazenamento de</p><p>Ca2+. (JUNQUEIRA, 2019)</p><p>Embora não existam túbulos T no tecido</p><p>muscular liso, observam-se pequenas invaginações</p><p>em forma de bolsa da membrana plasmática,</p><p>denominadas cavéolas (cavo = espaço), que contêm</p><p>Ca2+ extracelular que pode ser utilizado para a</p><p>contração muscular. (JUNQUEIRA, 2019)</p><p>Nas fibras musculares lisas, os filamentos finos</p><p>se ligam a estruturas chamadas corpos densos, que</p><p>são funcionalmente semelhantes às linhas Z nas</p><p>fibras musculares estriadas. Alguns corpos densos</p><p>estão dispersos em todo o sarcoplasma; outros estão</p><p>ligados ao sarcolema. Feixes de filamentos</p><p>intermediários também se ligam aos corpos densos e</p><p>se estendem de um corpo denso ao outro. Durante a</p><p>contração, o mecanismo de filamento deslizante</p><p>envolvendo filamentos grossos e finos gera tensão</p><p>que é transmitida aos filamentos intermediários. Estes</p><p>por sua vez puxam os corpos densos ligados ao</p><p>sarcolema, causando um encurtamento longitudinal</p><p>da fibra muscular. Quando uma fibra muscular lisa se</p><p>contrai, ela gira como um saca-rolhas. A fibra é</p><p>submetida a uma torção em hélice conforme se</p><p>contrai e gira na direção oposta à medida que relaxa.</p><p>*Anatomia Membros Inferiores:</p><p>*Ossos:</p><p>O membro inferior tem função de sustentação</p><p>do peso corporal, locomoção, tem a capacidade de</p><p>mover-se de um lugar para outro e manter o equilíbrio.</p><p>Os membros inferiores são conectados ao tronco pelo</p><p>cíngulo do membro inferior (ossos do quadril e sacro).</p><p>A base do esqueleto do membro inferior é</p><p>formado pelos dois ossos do quadril, que são unidos</p><p>pela sínfise púbica e pelo sacro. O cíngulo do</p><p>membro inferior e o sacro juntos formam a PELVE</p><p>ÓSSEA.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://histoembrio.saomateus.ufes.br/tecido-muscular&psig=AOvVaw2mVef4Wu7_CjaicSLPgU37&ust=1709811671997000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCLCx8ojH34QDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>Os ossos dos membros inferiores podem ser</p><p>divididos em quatro segmentos:</p><p> Cintura Pélvica – Ilíaco (Osso do Quadril)</p><p> Coxa – Fêmur e Patela</p><p> Perna – Tíbia e Fíbula</p><p> Pé – Ossos do Pé (DRAKE, 2019)</p><p>*Ilíaco:</p><p>O Ilíaco é um osso plano, chato, irregular, par e</p><p>constituído pela fusão de três ossos:</p><p> Ílio – 2/3 superiores</p><p> Ísquio – 1/3 inferior e posterior (mais</p><p>resistente)</p><p> Púbis – 1/3 inferior e anterior</p><p>O osso apresenta duas faces, quatro bordas e</p><p>quatro ângulos. Os ossos da pelve se unem</p><p>anteriormente na sínfise púbica e posteriormente com</p><p>o sacro.</p><p>O osso da pelve é do tipo plano e suas</p><p>funções incluem as de movimento (participa das</p><p>articulações com o sacro e o fêmur), de defesa</p><p>(protege os órgãos pélvicos), e de sustentação</p><p>(transmite aos membros inferiores o peso de todos os</p><p>segmentos do corpo situados acima dele).</p><p>Estas três peças ósseas se unem na região onde</p><p>mais se faz sentir o peso suportado pelo osso do</p><p>quadril, isto é, no centro do acetábulo, fossa articular</p><p>que recebe a cabeça do fêmur. Assim, é neste ponto</p><p>que se dá a união entre o esqueleto apendicular do</p><p>membro inferior e a cintura pélvica. (MOORE, 2019)</p><p>No homem, até a puberdade as três peças</p><p>ósseas que constituem o osso da pelve permanecem</p><p>unidas umas às outras por cartilagem; a partir</p><p>desta época dá-se a ossificação da cartilagem e o</p><p>osso do quadril passa a ser único, embora se</p><p>conserve as denominações das peças ósseas que o</p><p>constituem originalmente. (TORTORA, 2019)</p><p>FACES DO ILÍACO</p><p>-FACE EXTERNA DO ILÍACO</p><p> Asa Ilíaca – linha glútea posterior,</p><p>linha glútea anterior e linha glútea inferior</p><p> Cavidade do Acetábulo – grande</p><p>cavidade articular constituída pela união dos</p><p>três ossos do quadril: ílio, ísquio e púbis. O</p><p>acetábulo apresenta as seguintes estruturas:</p><p>https://www.auladeanatomia.com/sistemas/321/iliaco</p><p>https://www.auladeanatomia.com/sistemas/323/femur</p><p>https://www.auladeanatomia.com/sistemas/325/patela</p><p>https://www.auladeanatomia.com/sistemas/329/tibia</p><p>https://www.auladeanatomia.com/sistemas/327/fibula</p><p>https://www.auladeanatomia.com/sistemas/331/ossos-do-pe</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>face semilunar, fossa do acetábulo e incisura</p><p>do acetábulo</p><p> Forame Obturatório – grande</p><p>abertura arredondada localizada entre o</p><p>ísquio e o púbis; (DRAKE, 2019)</p><p>-FACE INTERNA DO ILÍCO</p><p> Fossa Ilíaca – face grande, lisa e</p><p>côncava</p><p> Face Auricular</p><p> Linha Arqueada – divide o</p><p>ílio em</p><p>corpo e asa</p><p>BORDAS DO ILÍACO</p><p>-BORDA SUPERIOR DO ILÍACO</p><p> Crista Ilíaca – dividida em: lábio</p><p>externo e interno e uma linha intermediária</p><p>-BORDA ANTERIOR DO ILÍACO</p><p> Espinha Ilíaca Ântero-Superior</p><p> Espinha Ilíaca Ântero-Inferior</p><p> Eminência Iliopectínea – ponto de</p><p>união do ílio com o púbis</p><p>-BORDA POSTERIOR DO ILÍACO</p><p> Espinha Ilíaca Póstero-Superior</p><p> Espinha Ilíaca Póstero-Inferior</p><p> Incisura Isquiática Maior – superior à</p><p>espinha isquiática</p><p> Espinha Isquiática – eminência</p><p>triangular fina e pontiaguda</p><p> Incisura Isquiática Menor – inferior à</p><p>espinha isquiática</p><p> Túber Isquiático – grande saliência</p><p>dilatada</p><p>-BORDA INFERIOR DO ILÍACO</p><p> Ramo do Isquiopúbico – união do</p><p>ísquio com o púbis</p><p>-ÂNGULOS DO ILÍACO</p><p> Ântero-Superior: Espinha ilíaca</p><p>ântero-superior</p><p> Posterossuperior: Espinha ilíaca</p><p>póstero-superior</p><p> Posteroinferior: Túber isquiático</p><p> Anteroinferior: Púbis (DRAKE, 2019)</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>-ARTICULAÇÃO DO ILÍACO O Ilíaco se</p><p>articula com três ossos: Sacro, Fêmur e o Ilíaco do</p><p>lado oposto.</p><p>*Sacro:</p><p>O sacro tem a forma de uma pirâmide</p><p>quadrangular com a base voltada para cima e o ápice</p><p>para baixo. Articula-se superiormente com a 5ª</p><p>Vértebra Lombar e inferiormente com o Cóccix.</p><p>O sacro é a fusão de cinco vértebras e apresenta 4</p><p>faces: duas laterais, uma anterior e uma posterior.</p><p>-FACES LATERAIS DO SACRO</p><p>O principal acidente das faces laterais são</p><p>as Faces Auriculares que servem de ponto de</p><p>articulação com o osso do quadril ( Ilíaco ). (DRAKE,</p><p>2019)</p><p>-FACE ANTERIOR ( ILÍACA ) DO SACRO É côncava</p><p>e apresenta quatro cristas transversais, que</p><p>correspondem aos discos intervertebrais. Possui</p><p>quatro forames sacrais anteriores.</p><p>-FACE POSTERIOR ( DORSAL ) DO SACRO</p><p>É convexa e apresenta os seguintes acidentes</p><p>ósseos:</p><p> Crista Sacral Mediana – apresenta</p><p>três ou quatro processos espinhosos.</p><p> Crista Sacral Lateral – formada por</p><p>tubérculos que representam os processos</p><p>transversos das vértebras sacrais.</p><p> Crista Sacral Intermédia – tubérculos</p><p>produzidos pela fusão dos processos</p><p>articulares.</p><p> Forames Sacrais Posteriores –</p><p>lateralmente à crista intermédia.</p><p> Hiato Sacral – abertura ampla</p><p>formada pela separação das lâminas da</p><p>quinta vértebra sacral com a linha mediana</p><p>posterior.</p><p> Cornos Sacrais – tubérculos que</p><p>representam processos articulares posterior</p><p>da quinta vértebra sacral. (MOORE, 2019)</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://fortius.com.br/anatomia-da-articulacao-sacroiliaca/&psig=AOvVaw2KtUIkiv_znvBZuDaNz6JN&ust=1709813102554000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCNiX-avM34QDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.infoescola.com/anatomia-humana/quadril/&psig=AOvVaw2KtUIkiv_znvBZuDaNz6JN&ust=1709813102554000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCNiX-avM34QDFQAAAAAdAAAAABAV</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>-BASE DO SACRO</p><p> Promontório</p><p> Asas Sacrais</p><p> Processos Articulares Superiores</p><p>Direito e Esquerdo – articulam-se com a</p><p>quinta vértebra lombar.</p><p> Canal Sacral – canal vertebral do</p><p>sacro.</p><p>-ÁPICE DO SACRO</p><p>Articula-se com o cóccix.</p><p>*Cóccix:</p><p>Fusão de 3 a 5 vértebras, apresenta a base</p><p>voltada para cima e o ápice para baixo.</p><p>O cóccix apresenta algumas estruturas:</p><p> Cornos Coccígeos</p><p> Processos Transversos Rudimentares</p><p> Processos Articulares Rudimentares</p><p> Corpos</p><p>*Fêmur:</p><p>O maior osso do esqueleto é classificado como</p><p>um osso longo, apresentando portanto duas epífises,</p><p>proximal e distal, e um corpo, ou diáfise.</p><p>O fêmur articula-se pela sua extremidade</p><p>proximal com o osso do quadril e pela extremidade</p><p>distal com a tíbia. Também articula-se com a patela.</p><p>No esqueleto articulado que, em virtude das</p><p>articulações dos quadris serem muito afastadas,</p><p>devido à construção da pelve, os fêmures dirigem-se</p><p>inferior, medial e anteriormente, convergindo para os</p><p>joelhos e formando com as tíbias um ângulo obtuso.</p><p>A cabeça do</p><p>fêmur, esferóide</p><p>se encaixa no</p><p>acetábulo do</p><p>osso do quadril.</p><p>A cabeça do</p><p>fêmur apresenta</p><p>uma pequena</p><p>depressão,</p><p>a fóvea da</p><p>cabeça do fêmur</p><p>onde se fixa um</p><p>dos ligamentos</p><p>da articulação</p><p>do quadril, o</p><p>ligamento da</p><p>cabeça do fêmur.</p><p>A conexão da</p><p>cabeça femoral</p><p>com o corpo do</p><p>osso faz-se</p><p>pelo colo do</p><p>fêmur. Na</p><p>verdade, o colo</p><p>do fêmur é um</p><p>prolongamento</p><p>do corpo do</p><p>osso, tanto no</p><p>seu</p><p>desenvolvimento</p><p>quanto na sua</p><p>ossificação e</p><p>estrutura.</p><p>Assim, no nascimento o colo é curto e espesso,</p><p>alongando-se a medida que o osso se desenvolve.</p><p>Do mesmo modo, o ângulo que o eixo</p><p>longitudinal do colo forma com o eixo longitudinal da</p><p>diáfise, denominado ângulo de inclinação, varia com o</p><p>crescimento do osso, sendo mais aberto nos jovens.</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>Uma diminuição acentuada deste ângulo resulta</p><p>numa condição conhecida como coxa vara (quadril</p><p>inclinado).</p><p>O aumento exagerado do ângulo de inclinação</p><p>é conhecido como coxa valga. (MOORE, 2019)</p><p>Muitos vasos de pequeno calibre penetram no</p><p>colo do fêmur e constituem a fonte mais importante</p><p>de irrigação da cabeça do fêmur.</p><p>Nas fraturas do colo, e são bastante frequentes,</p><p>estes vasos podem ser lesados, resultando</p><p>eventualmente na necrose da cabeça do fêmur.</p><p>O exame cuidadoso do ponto de união do</p><p>colo com o corpo do fêmur, em vista anterior, mostra</p><p>uma linha saliente, a linha intertrocantérica,</p><p>mascarada lateral e superiormente pela presença de</p><p>uma grande massa óssea, o trocânter maior.</p><p>Observado pela face posterior, o trocânter</p><p>maior, na sua parte mais superior recobre urna</p><p>depressão profunda, a fossa trocantérica e está em</p><p>conexão com uma projeção óssea menor e medial,</p><p>o trocânter menor, através da crista intertrocantérica.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.tuasaude.com/joelho-valgo/&psig=AOvVaw0LbCNbrPpSo58HezWTd6hO&ust=1709851889854000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCNClo-rc4IQDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>O corpo do fêmur (diáfise) tem uma secção de</p><p>forma aproximadamente triangular no terço médio e,</p><p>assim, apresenta as faces anterior, medial e lateral.</p><p>As faces medial e lateral, estão delimitadas,</p><p>posteriormente pela linha áspera, que é bastante</p><p>visível.</p><p>Observe a linha áspera no terço médio do corpo</p><p>femural: note que ela é dupla, podendo-se distinguir</p><p>um lábio medial e outro lateral.</p><p>No terço médio os lábios estão muito próximos</p><p>mas nos terços proximal e distal eles tendem a</p><p>divergirem.</p><p>No terço proximal ocorre uma bifurcação da linha</p><p>áspera: o terço medial dirige-se para o trocânter</p><p>menor e denomina-se linha pectínea; por sua vez o</p><p>lábio lateral divergente é substituído por uma crista</p><p>larga rugosa a qual recebe o nome de tuberosidade</p><p>glútea. (DRAKE, 2019)</p><p>No terço distal os lábios medial e lateral da linha</p><p>áspera divergem, delimitando entre eles uma</p><p>superfície triangular, a face poplítea.</p><p>As linhas divergentes recebem o nome de linhas</p><p>supracondilares, medial e lateral. (MOORE, 2019)</p><p>A epífise distal se expande em duas massas</p><p>volumosas, os côndilos medial e lateral do</p><p>fêmur. Note que estão unidos anteriormente numa</p><p>superfície lisa, a face patelar, para receber a patela.</p><p>O contato da patela com a face patelar dá-se</p><p>quando a perna está totalmente fletida. Vistos</p><p>posteriormente, os côndilos do fêmur mostram-se</p><p>separados pela fossa intercondilar.</p><p>Repare que na parte mais superior do côndilo</p><p>medial apresenta-se uma projeção óssea</p><p>denominada tubérculo adutor. Observe na figura que</p><p>ambos os côndilos apresentam pequena projeção nas</p><p>suas superfícies não articulares,</p><p>denominadas epicôndilos medial e lateral.</p><p>No acetábulo é possível distinguir uma porção lisa</p><p>em forma de ferradura, a face semilunar, e outra,</p><p>situada entre os ramos da ferradura, rebaixada,</p><p>a fossa do acetábulo, contínua com a incisura do</p><p>acetábulo. (MOORE, 2019)</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.passeidireto.com/arquivo/67152313/femur-fotos-da-peca-com-nomes-02&psig=AOvVaw0zuRUAud7XHhr0k5N2n_w5&ust=1709852197066000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCKjIsoDe4IQDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>A cabeça do fêmur desliza na face semilunar,</p><p>sendo esta, portanto,</p><p>a porção articular do acetábulo.</p><p>Inferiormente ao acetábulo vê-se uma grande</p><p>abertura, o forame obturado, assim denominado</p><p>porque no vivente ele é fechado, exceto numa</p><p>pequena porção superior, pela membrana obturadora.</p><p>*Patela</p><p>A patela é um osso pequeno e triangular,</p><p>localizado anteriormente à articulação do joelho. É um</p><p>osso sesamoide.</p><p>É dividida em: Base (larga e superior)</p><p>e Ápice (pontiaguda e inferior).</p><p>-FACE ANTERIOR DA PATELA</p><p> É convexa</p><p>-FACE POSTERIOR DA PATELA</p><p> Apresenta uma área articular lisa e</p><p>oval</p><p> Borda Proximal – é espessa e pode ser chamada</p><p>de BASE</p><p> Borda Medial – é fina e converge distalmente</p><p> Borda Lateral – é fina e converge distalmente</p><p>A Patela articula-se com o Fêmur.</p><p>*Tíbia e Fíbula:</p><p>Tíbia e fíbula são dois ossos longos, fortemente</p><p>unidos, os quais, com a membrana</p><p>interósseadistendida entre eles, formam o esqueleto</p><p>da perna.</p><p>A tíbia é medial e mais robusta que a fíbula,</p><p>articulando-se com o fêmur pela sua extremidade</p><p>proximal.</p><p>Distalmente, entretanto, ambos os ossos</p><p>articulam-se com o tálus embora a tíbia seja a</p><p>responsável direta pela transmissão do peso àquele</p><p>osso.</p><p>Tíbia</p><p>Logo abaixo da localização da patela no joelho</p><p>humano, encontra-se a tuberosidade da Tíbia – uma</p><p>grande elevação oblonga onde se insere o ligamento</p><p>patelar.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://danielbohn.com.br/articulacoes-2/&psig=AOvVaw0rlucAxcc0exEQ1WFxgdCZ&ust=1709853716891000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCNjGrtLj4IQDFQAAAAAdAAAAABAH</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>Esta plataforma está constituída pelos côndilos</p><p>medial e lateral da tíbia que apresentam faces</p><p>articulares na sua parte superior, separadas por uma</p><p>elevação mediana, a eminência intercondilar.</p><p>Na verdade, esta projeção mediana está</p><p>constituída de dois tubérculos, o intercondilar medial</p><p>e o intercondilar lateral.</p><p>Há a presença de 2 áreas, respectivamente,</p><p>anterior e posterior à eminência intercondilar:</p><p> A anterior é maior, triangular, denominada área</p><p>intercondilar anterior;</p><p> A posterior é menor, estreitada, área intercondilar</p><p>posterior.</p><p>Basicamente o corpo da tíbia tem forma</p><p>triangular apresentando portanto 03 margens:</p><p> Anterior, muito proeminente e</p><p>subcutânea, medial e lateral, que delimitam as 03</p><p>faces, medial, lateral e posterior.</p><p>Devido à posição do osso, pode-se palpar</p><p>facilmente, não só a margem anterior como também a</p><p>face medial do corpo da tíbia no vivente.</p><p>A margem anterior, muito nítida nos 2/3</p><p>proximais, atenua-se no terço distal, e inclusive sofre</p><p>um desvio medial, fazendo com que a face lateral,</p><p>nesta região venha a ocupar uma posição</p><p>ligeiramente anterior. (MOORE, 2019)</p><p>Na parte mais superior da face posterior note a</p><p>presença de uma crista pouco marcada que, partindo</p><p>da face articular fibular cruza medial e obliquamente a</p><p>face posterior para alcançar a margem medial: é a</p><p>linha do músculo sóleo (linha solear). (MOORE, 2019)</p><p>A extremidade distal da tíbia é uma</p><p>continuação direta do corpo do osso que, estreitado</p><p>na junção do terço médio com o distal, vai se</p><p>alargando para constituir aquela extremidade.</p><p>Assim, observe que a face medial do corpo</p><p>termina expandindo-se numa robusta projeção óssea,</p><p>o maléolo medial, facilmente palpável sob a pele, ao</p><p>nível do tornozelo. (DRAKE, 2019)</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.clinicaecirurgiadope.com.br/artigo?c=10&psig=AOvVaw34rtBg0UDVMMoa5VnzfbwG&ust=1709854833845000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCMjGrufn4IQDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>Na parte posterior do maléolo medial está</p><p>presente o sulco maleolar, no qual se aloja o tendão</p><p>do m. tibial posterior.</p><p>A face lateral do maléolo é lisa, articula-se com o</p><p>tálus e recebe o nome de face articular do maléolo.</p><p>A face lateral da epífise distal é marcada pela</p><p>presença de uma incisura, a incisura fibular, que</p><p>recebe a extremidade distal da fíbula. (MOORE, 2019)</p><p>*Fíbula</p><p>É um osso longo, muito menos volumoso que a</p><p>tíbia com a qual se articula proximal e distalmente.</p><p>A face articular da cabeça da fíbula é uma</p><p>faceta oval que articula-se com a face articular fibular</p><p>do côndilo lateral da tíbia.</p><p>O corpo da fíbula, bastante delgado, está unido à</p><p>extremidade proximal por uma zona estreitada, o colo,</p><p>de limites imprecisos, e apresenta-se ligeiramente</p><p>torcido em espiral. Por esta razão, das suas três</p><p>bordas (interóssea, anterior e posterior), somente a</p><p>primeira pode ser identificada com facilidade. Como o</p><p>nome indica, prende-se aí a membrana interóssea.</p><p>A extremidade distal da fíbula tem forma triangular</p><p>e sua superfície lateral é subcutânea, facilmente</p><p>palpável no nível do tornozelo e termina em ponta,</p><p>constituindo o maléolo lateral. Na verdade, pode-se</p><p>dizer que a extremidade distal da fíbula é o maléolo</p><p>lateral. Na sua superfície medial nota-se uma face</p><p>articular para a articulação com o tálus e,</p><p>posteriormente a ela, a fossa do maléolo lateral.</p><p>Observe que não há uma face articular para a</p><p>articulação com a tíbia: a região situada acima da</p><p>face articular do maléolo, justapõe-se à incisura</p><p>fibular.</p><p>O esqueleto do pé, como o da mão, constitui-</p><p>se de ossos irregulares articulados entre si:</p><p> O ossos do tarso se articulam cinco ossos longos</p><p>em conjunto denominados metatarsos.</p><p> Esses por sua vez, articulam-se as falanges dos</p><p>dedos.</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>-Ossos do tarso:</p><p> Tálus;</p><p> Calcâneo;</p><p> Navicular;</p><p> Cubóide;</p><p> Cuneiformes (medial, lateral e intermédio).</p><p>Ossos metatársicos de l a V;</p><p>O tálus termina anteriormente numa projeção</p><p>arredondada, a cabeça do tálus, unida ao restante do</p><p>osso, o corpo, por uma porção estreitada, o colo. A</p><p>parte superior do corpo apresenta superfícies</p><p>articulares que, no conjunto, constituem a tróclea do</p><p>tálus. (MOORE, 2019)</p><p>O restante do corpo do tálus repousa sobre o</p><p>calcâneo que, para recebê-lo, apresenta uma</p><p>projeção medial denominada, por esta razão,</p><p>sustentáculo do tálus, visível numa vista inferior do</p><p>esqueleto do pé. Entre o tálus e o calcâneo, mais</p><p>particularmente entre a porção anterior do calcâneo e</p><p>a cabeça do tálus apresenta-se um verdadeiro canal,</p><p>ou funil, o seio do tarso. A cabeça do tálus articula-se</p><p>com o osso navicular e este com os três cuneiformes</p><p>(medial, intermédio e lateral) enquanto o calcâneo</p><p>articula-se com o cubóide. (MOORE, 2019)</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>É possível distinguir duas cadeias de ossos no</p><p>esqueleto do pé:</p><p>A primeira; medial, está representada pelo tálus,</p><p>navicular, cuneiformes (medial, intermédio e lateral), e</p><p>l, II e III ossos metatársicos;</p><p>A segunda; lateral, pelo calcâneo, cubóide e IV e V</p><p>ossos metatársicos. (DRAKE, 2019)</p><p>A cadeia lateral fica em nível mais baixo que a</p><p>medial. Os ossos metatársicos apresentam uma base</p><p>(extremidade proximal), um corpo e uma cabeça</p><p>(extremidade distal).</p><p>Quanto às falanges, o hálux apresenta apenas</p><p>duas, o que também pode ocorrer, ocasionalmente,</p><p>no V dedo.</p><p>https://teachmeanatomy.info/</p><p>*mÚSCULOS DOS mEMBROS iNFERIORES:</p><p>*Músculos MMII:</p><p>Os músculos dos membros inferiores são</p><p>fundamentais para a locomoção dos indivíduos, além</p><p>de manter o equilíbrio do corpo durante uma</p><p>caminhada, corrida, pulos, agachamentos e muitos</p><p>outros movimentos. Tais músculos são classificados</p><p>de acordo com a região em que se localizam, tais</p><p>como região glútea, coxa, perna e pé. (MOORE, 2019)</p><p>-Músculos da Região Glútea:</p><p>Fig 1. Músculos da região glútea.</p><p>Tabela1. Músculos da região glútea.</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>-Músculos da Coxa:</p><p>Os músculos reto femoral, vasto medial, vasto</p><p>lateral, vasto intermédio e formam o grupamento</p><p>denominado quadríceps femoral. Os músculos</p><p>semitendíneo, semimembranáceo e a cabeça longa</p><p>do bíceps femoral juntos formam o que conhecemos</p><p>por isquiotibiais.</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>Fig 3. Músculos da perna.</p><p>-Músculos da Perna:</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>-Músculos do pé:</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>*Articulações MMII:</p><p>As articulações desse segmento se dividem em</p><p>articulações do cíngulo dos membros inferiores,</p><p>essas incluem as lombossacrais,</p><p>as sacroilíacas e a</p><p>sínfise púbica, articulação do quadril, articulação do</p><p>joelho, as tibiofibulares, as talocrurais e as do pé.</p><p>O cíngulo dos membros inferiores se caracteriza</p><p>por ser um anel formado pela união de três ossos no</p><p>adulto, como já mencionado acima. Por meio dele, a</p><p>coluna é ligada aos dois fêmures, o peso é transferido</p><p>do esqueleto axial para o apendicular inferior e as</p><p>vísceras locais recebem proteção (HOUGLUM;</p><p>BERTOLI, 2014).</p><p>As articulações sacroilíacas, são fortes e firmes,</p><p>servem como sustentação do corpo e são formadas</p><p>por meio de duas articulações, sendo a anterior uma</p><p>articulação sinovial anterior, e a posterior, uma</p><p>sindesmose. Essa articulação possui uma mobilidade</p><p>restrita, sendo apresentados movimentos leves de</p><p>deslizamento e rotação, em reflexo da sua</p><p>transmissão de peso para os ossos do quadril, sendo</p><p>essa uma das suas principais funções.</p><p>Além disso, temos a sínfise púbica, uma</p><p>articulação classificada como cartilagínea secundária,</p><p>sendo resultado da junção dos corpos do púbis no</p><p>plano mediano (HOUGLUM; BERTOLI, 2014).</p><p>A região do quadril é uma área de transmissão</p><p>de peso, onde ela passa o peso do esqueleto axial</p><p>para os membros inferiores. Isso ocorre por meio da</p><p>musculatura do quadril, que é formada por uma</p><p>musculatura resistente, fazendo com que ocorra essa</p><p>transmissão da região axial para as estruturas do</p><p>esqueleto axial, como o fêmur.</p><p>Ademais, a região entre a cabeça do fêmur e o</p><p>acetábulo é conhecida como articulação do quadril.</p><p>Essa articulação é mais estável que a articulação do</p><p>ombro. Ela realiza os movimentos do tipo esferoide,</p><p>englobando flexão e extensão, abdução e adução,</p><p>por exemplo, sendo esferoide e triaxial. (HOUGLUM;</p><p>BERTOLI, 2014).</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.todamateria.com.br/articulacoes-do-corpo-humano/&psig=AOvVaw0QvEcfRHAWFYWueivT6OEZ&ust=1709869815030000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCMiMuM2f4YQDFQAAAAAdAAAAABAq</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.todamateria.com.br/articulacoes-do-corpo-humano/&psig=AOvVaw0M_AO8XFQxvEK_bsuorOKH&ust=1709870163068000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCKj-5vCg4YQDFQAAAAAdAAAAABAN</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>Outra parte que constitui os membros inferiores</p><p>é o joelho, classificado como uma articulação sinovial</p><p>do tipo gínglimo, onde por meio dela os movimentos</p><p>de flexão e extensão são possíveis. Além disso,</p><p>temos o movimento em dobradiça, que ocorre em</p><p>conjunto com o rolamento, deslizamento e rotação em</p><p>torno de um eixo vertical. Desse modo, vale ressaltar</p><p>que a articulação do joelho é a junção de três</p><p>articulações, sendo duas femorotibiais lateral e medial,</p><p>e a femoropatelar intermédia, que se localiza entre a</p><p>patela e o fêmur.</p><p>A estabilidade dessa articulação depende da</p><p>força e das condutas realizadas pelas musculaturas</p><p>próximas, o músculo quadríceps femoral tem uma</p><p>grande importância nesse processo, assim como os</p><p>tendões que unem a fíbula e a tíbia. O movimento de</p><p>flexão do joelho é realizado pelas articulações</p><p>femoropatelar e pela femorotibial, a extensão também</p><p>é realizada por essas articulações. Já a rotação</p><p>medial e lateral depende da femorotibial com o joelho</p><p>fletido (MOORE; DALLEY, 2019).</p><p>Outra articulação de suma importância dos</p><p>membros inferiores é a tibiofibular, assim como a</p><p>sindesmose tibiofibular une a tíbia e a fíbula</p><p>superiormente e inferiormente, respectivamente. A</p><p>articulação tibiofibular é caracterizada por ser uma</p><p>articulação sinovial do tipo plana, já a sindesmose</p><p>tibiofibular se classifica como uma articulação fibrosa</p><p>composta. A articulação talocrural também faz parte</p><p>do grupo dos membros inferiores, sendo classificada</p><p>como a articulação do tornozelo. Se caracteriza como</p><p>uma sinovial do tipo gínglimo, que se localiza entre as</p><p>extremidades distais da tíbia e da fíbula e da parte</p><p>elevada do tálus (MOORE; DALLEY, 2019).</p><p>Os ossos tarsais, metatarsais e as falanges são</p><p>envolvidos pela articulação do pé.</p><p>As articulações</p><p>talocalcânea e</p><p>articulação</p><p>transversa do tarso</p><p>são as articulações</p><p>que compõem as</p><p>intertasais, elas são</p><p>de forte importância.</p><p>A eversão e a</p><p>inversão do pé são</p><p>os movimentos</p><p>realizados por essa</p><p>articulação.</p><p>A talocalcânea é</p><p>do tipo articulação</p><p>sinovial plana, a</p><p>talocalcaneonavicular, que se classifica como</p><p>articulação sinovial e a parte talonavicular é do tipo</p><p>esferóidea, responsáveis por movimentos como</p><p>deslizamento e rotação. A calcaneocubóidea é uma</p><p>articulação do tipo sinovial plana que realiza</p><p>movimentos como inversão e eversão do pé. A</p><p>articulação cuneonavicular é do tipo sinovial plana,</p><p>responsáveis por pequenos movimentos, assim como</p><p>as intermetatarsal e as tarsometatarsal que por meio</p><p>dela ocorre o movimento de deslizamento (MOORE;</p><p>DALLEY, 2019).</p><p>Por fim, as articulações metatarsofalângicas são</p><p>articulações do tipo sinovial elipsóidea, que são</p><p>responsáveis por movimentos de flexão, extensão,</p><p>abdução, adução e circundação realizados pelo pé.</p><p>Entretanto, as interfalângicas são articulações</p><p>sinoviais do tipo gínglimo que realizam movimentos</p><p>de flexão e extensão (MOORE; DALLEY, 2019)</p><p>*Fisiologia Contração Muscular:</p><p>*Mecanismo de deslizamento do filamento (ou</p><p>filamento deslizante)</p><p>A contração muscular ocorre porque as cabeças</p><p>de miosina se fixam e “caminham” ao longo dos</p><p>filamentos finos em ambas as extremidades de um</p><p>sarcômero, puxando progressivamente os filamentos</p><p>finos em direção à linha M. Como resultado, os</p><p>filamentos finos deslizam para dentro e se encontram</p><p>no centro de um sarcômero. Eles podem até se</p><p>mover tão profundamente para dentro que suas</p><p>extremidades se sobrepõem. Como os filamentos</p><p>finos deslizam para dentro, a banda I e a zona H se</p><p>estreitam e, eventualmente, desaparecem</p><p>completamente quando o músculo estiver contraído</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.infoescola.com/anatomia-humana/joelhos/&psig=AOvVaw123Ye_YOy-rQzj00DUY_Qr&ust=1709870310081000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCODd6Luh4YQDFQAAAAAdAAAAABAI</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.sanarmed.com/resumo-da-anatomia-da-tibia-e-fibula-completo&psig=AOvVaw2CeIlmXt0u1BxtwWKKbNYg&ust=1709870524208000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCLDZmZ2i4YQDFQAAAAAdAAAAABAI</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>ao máximo. No entanto, a largura da banda A e os</p><p>comprimentos individuais dos filamentos grossos e</p><p>finos permanecem inalterados. Uma vez que os</p><p>filamentos finos de cada lado do sarcômero estão</p><p>ligados às linhas Z, quando os filamentos finos</p><p>deslizam para dentro, as linhas Z se aproximam e o</p><p>sarcômero encurta. O encurtamento dos sarcômeros</p><p>provoca o encurtamento de toda a fibra muscular, que</p><p>por sua vez, leva ao encurtamento de todo o músculo.</p><p>O ciclo de contração. No início da contração, o</p><p>retículo sarcoplasmático libera íons cálcio (Ca2+) no</p><p>sarcoplasma. Lá, eles se ligam à troponina, que então</p><p>move a tropomiosina para longe dos locais de ligação</p><p>da miosina na actina. Uma vez que os locais de</p><p>ligação estão “livres”, o ciclo de contração – a</p><p>sequência de eventos repetitivos que causa o</p><p>deslizamento dos filamentos – é iniciado. O ciclo de</p><p>contração consiste em quatro etapas:</p><p> Hidrólise de ATP. Como mencionado</p><p>anteriormente, uma cabeça de miosina inclui um</p><p>local de ligação de ATP que funciona como uma</p><p>ATPase – uma enzima que hidrolisa ATP em</p><p>ADP (adenosina difosfato) e um grupo fosfato. A</p><p>energia gerada dessa reação de hidrólise é</p><p>armazenada na cabeça de miosina para uso</p><p>posterior durante o ciclo de contração. Diz-se que</p><p>a cabeça de miosina é energizada quando</p><p>contém energia armazenada. A cabeça de</p><p>miosina energizada assume uma posição</p><p>“inclinada”, como uma mola esticada. Nessa</p><p>posição, a cabeça da miosina é perpendicular</p><p>(em um ângulo de 90°) em relação aos</p><p>filamentos grossos e finos e tem a orientação</p><p>adequada para se ligar a uma molécula de actina.</p><p>Observe que os produtos da hidrólise de ATP –</p><p>ADP e um grupo fosfato – ainda estão ligados à</p><p>cabeça de miosina.</p><p>*Ligação da miosina à actina. A cabeça de miosina</p><p>energizada liga-se ao local de ligação da miosina</p><p>na</p><p>actina e libera o grupo fosfato previamente hidrolisado.</p><p>Quando uma cabeça de miosina se liga à actina</p><p>durante o ciclo de contração, é chamada de ponte</p><p>cruzada. Embora uma única molécula de miosina</p><p>tenha uma cabeça dupla, apenas uma cabeça se liga</p><p>à actina por vez. (TORTORA, 2019)</p><p>*Movimento de força. Depois da formação de uma</p><p>ponte cruzada, a cabeça de miosina gira, mudando</p><p>sua posição de um ângulo de 90° para um ângulo de</p><p>45° em relação aos filamentos grossos e finos. Como</p><p>a cabeça de miosina muda para sua nova posição,</p><p>ela puxa o filamento fino em relação ao filamento</p><p>grosso em direção ao centro do sarcômero, gerando</p><p>tensão (força) no processo. Esse evento é conhecido</p><p>como movimento de força. A energia necessária para</p><p>o movimento de força é derivada da energia</p><p>armazenada na cabeça de miosina a partir da</p><p>hidrólise de ATP (ver etapa ). Uma vez que ocorre o</p><p>movimento de força, o ADP é liberado da cabeça de</p><p>miosina.</p><p>*Separação entre miosina e actina. No final do</p><p>movimento de força, a ponte cruzada permanece</p><p>firmemente ligada à actina até que se ligue a outra</p><p>molécula de ATP. À medida que a ATP se liga ao</p><p>local de ligação do ATP na cabeça de miosina, a</p><p>cabeça de miosina é separada da actina.</p><p>O ciclo de contração se repete à medida que a</p><p>ATPase da miosina hidrolisa a molécula de ATP</p><p>recém-ligada e continua enquanto o ATP estiver</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>disponível e o nível de Ca2+ próximo ao filamento</p><p>fino for suficientemente elevado. As pontes cruzadas</p><p>continuam girando para frente e para trás a cada</p><p>movimento de força, puxando os filamentos finos em</p><p>direção à linha M. (TORTORA, 2019)</p><p>Durante a contração muscular máxima, a</p><p>distância entre duas linhas Z pode diminuir para</p><p>metade do comprimento em repouso. As linhas Z, por</p><p>sua vez, puxam os sarcômeros vizinhos e a fibra</p><p>muscular inteira encurta. Alguns dos componentes de</p><p>um músculo são elásticos: eles esticam ligeiramente</p><p>antes de transferirem a tensão gerada pelos</p><p>filamentos deslizantes. Os componentes elásticos</p><p>incluem moléculas de titina, tecido conjuntivo ao redor</p><p>das fibras musculares (endomísio, perimísio e</p><p>epimísio) e tendões que fixam o músculo ao osso.</p><p>Quando as fibras de um músculo esquelético</p><p>começam a encurtar, elas primeiro puxam seus</p><p>revestimentos de tecido conjuntivo e tendões. As</p><p>coberturas e os tendões estiram e ficam esticados,</p><p>enquanto a tensão que atravessa os tendões puxa os</p><p>ossos aos quais estão fixados. O resultado é o</p><p>movimento de uma parte do corpo.</p><p>Em algumas contrações, as pontes cruzadas</p><p>giram e geram tensão, mas os filamentos finos não</p><p>podem deslizar para dentro, porque a tensão que eles</p><p>geram não é grande o suficiente para mover a carga</p><p>sobre o músculo (como tentar levantar uma caixa</p><p>inteira de livros com uma mão).</p><p>*Acoplamento de excitação-</p><p>contração.</p><p>Um aumento na concentração de Ca2+ no</p><p>sarcoplasma inicia a contração muscular e uma</p><p>diminuição a interrompe. Quando uma fibra muscular</p><p>é relaxada, a concentração de Ca2+ em seu</p><p>sarcoplasma é muito baixa. Entretanto, uma enorme</p><p>quantidade de Ca2+ é armazenada dentro do retículo</p><p>sarcoplasmático . (TORTORA, 2019)</p><p>Quando um potencial de ação muscular se</p><p>propaga ao longo do sarcolema e nos túbulos T, ele</p><p>causa a liberação de Ca2+ do RS no sarcoplasma e</p><p>isso desencadeia a contração muscular. A sequência</p><p>de eventos que liga a excitação (um potencial de</p><p>ação muscular) à contração (deslizamento dos</p><p>filamentos) é referida como acoplamento de</p><p>excitação-contração.</p><p>O acoplamento de excitação-contração ocorre</p><p>nas tríades da fibra muscular esquelética. Lembre</p><p>que uma tríade consiste em um túbulo T e duas</p><p>cisternas terminais opostos do retículo</p><p>sarcoplasmático (RS). Em uma determinada tríade, o</p><p>túbulo T e as cisternas terminais são mecanicamente</p><p>ligados entre si por dois grupos de proteínas integrais</p><p>de membrana: canais de Ca2+ dependentes de</p><p>voltagem e canais de liberação de Ca2+.</p><p>Os canais de Ca2+ dependentes de voltagem</p><p>estão localizados na membrana do túbulo T; eles</p><p>estão dispostos em grupos de quatro conhecidos</p><p>como tétrades. O papel principal desses canais de</p><p>Ca2+ dependentes de voltagem no acoplamento de</p><p>excitação-contração é servir como sensores de</p><p>voltagem que acionam a abertura dos canais para</p><p>liberação de Ca2+. Os canais de liberação de Ca2+</p><p>estão presentes na membrana da cisterna terminal do</p><p>RS. Quando uma fibra muscular esquelética está em</p><p>repouso, a parte do canal de liberação de Ca2+ que</p><p>se estende até o sarcoplasma é bloqueada por um</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://descomplica.com.br/blog/aula-ao-vivo-tecido-muscular-e-contracao/&psig=AOvVaw3zxeO3CfP5KFX6mj1QXceE&ust=1709871512727000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCOCPqval4YQDFQAAAAAdAAAAABAI</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.lecturio.com/pt/concepts/contracao-do-musculo-esqueletico/&psig=AOvVaw0K2KslL2YKBsI0FgqStqrW&ust=1709871914767000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCPigqban4YQDFQAAAAAdAAAAABAI</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>determinado agrupamento de canais de Ca2+</p><p>dependentes de voltagem, impedindo o Ca2+ de</p><p>deixar o RS. (HALL, 2019)</p><p>Quando uma fibra muscular esquelética é</p><p>excitada e um potencial de ação percorre ao longo do</p><p>túbulo T, os canais de Ca2+ dependentes de</p><p>voltagem detectam a mudança na voltagem e sofrem</p><p>uma mudança de forma que, em última análise, causa</p><p>a abertura dos canais de liberação de Ca2+. Uma vez</p><p>que esses canais se abrem, grandes quantidades de</p><p>Ca2+ fluem do RS para o sarcoplasma ao redor dos</p><p>filamentos grossos e finos. Como resultado, a</p><p>concentração de Ca2+ no sarcoplasma aumenta dez</p><p>vezes ou mais. (HALL, 2019)</p><p>Os íons cálcio liberados se combinam com a</p><p>troponina, que, por sua vez, sofre uma mudança de</p><p>forma que faz com que a tropomiosina se afaste dos</p><p>locais de ligação da miosina na actina. Uma vez que</p><p>esses locais estão livres, as cabeças de miosina se</p><p>ligam a eles para formar pontes cruzadas e a fibra</p><p>muscular se contrai. (TORTORA, 2019)</p><p>A membrana da cisterna terminal do retículo</p><p>sarcoplasmático também contém bombas de Ca2+-</p><p>ATPase que utilizam ATP para transportar</p><p>constantemente o Ca2+ do sarcoplasma para o RS.</p><p>Enquanto os potenciais de ação muscular continuam</p><p>a se propagar ao longo dos túbulos T, os canais de</p><p>liberação de Ca2+ permanecem abertos e o Ca2+ flui</p><p>para o sarcoplasma mais rápido do que é</p><p>transportado de volta para o RS pelas bombas de</p><p>Ca2+-ATPase. Após a propagação do último</p><p>potencial de ação ao longo dos túbulos T, os canais</p><p>de liberação de Ca2+ se fecham. Como as bombas</p><p>de Ca2+-ATPase movem o Ca2+ de volta para o RS,</p><p>o nível de Ca2+ no sarcoplasma diminui rapidamente.</p><p>Dentro do RS, moléculas de uma proteína conhecida</p><p>como calsequestrina ligam-se ao Ca2+, permitindo</p><p>que ainda mais Ca2+ seja sequestrado (armazenado)</p><p>dentro do RS. (HALL, 2019)</p><p>-Correlação clínica</p><p>Rigor mortis</p><p>Após a morte, as membranas celulares tornam-se</p><p>permeáveis. Íons cálcio extravasam do retículo</p><p>sarcoplasmático para o sarcoplasma e permitem que</p><p>as cabeças de miosina se liguem à actina. A síntese</p><p>de ATP cessa logo após a interrupção da respiração,</p><p>no entanto, as pontes cruzadas não podem se</p><p>separar da actina. A condição resultante, na qual os</p><p>músculos estão em um estado de rigidez (não podem</p><p>se contrair ou alongar), é denominada rigor mortis</p><p>(rigidez da morte). O rigor mortis começa 3 a 4 h após</p><p>a morte e dura cerca de 24 h; então ele desaparece à</p><p>medida que as enzimas proteolíticas dos lisossomos</p><p>digerem as pontes cruzadas. (TORTORA, 2019)</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>*Junção neuromuscular (sinapse)</p><p>Os neurônios que estimulam a contração das</p><p>fibras musculares esqueléticas são chamados</p><p>neurônios motores somáticos. Cada neurônio motor</p><p>somático tem um axônio filiforme que se estende do</p><p>encéfalo ou medula espinal a um grupo de fibras</p><p>musculares esqueléticas. (TORTORA, 2019)</p><p>Uma fibra muscular se contrai em resposta a um</p><p>ou mais potenciais de ação propagando-se ao longo</p><p>de seu sarcolema e através de seu sistema de</p><p>túbulos T. Os potenciais de ação muscular surgem na</p><p>junção neuromuscular (JNM) ou sinapse</p><p>neuromuscular (SNM), a sinapse entre um neurônio</p><p>motor somático e uma fibra muscular esquelética.</p><p>Uma sinapse é uma região onde ocorre a</p><p>comunicação entre dois neurônios ou entre um</p><p>neurônio e uma célula-alvo – nesse caso, entre um</p><p>neurônio motor somático e uma fibra muscular. Na</p><p>maioria das sinapses, uma pequena lacuna, chamada</p><p>fenda sináptica, separa as duas células. Como as</p><p>células não se tocam fisicamente, o potencial de ação</p><p>não pode “pular a lacuna” de uma célula para outra.</p><p>Em vez disso, a primeira célula se comunica com a</p><p>segunda liberando um mensageiro químico</p><p>denominado neurotransmissor.</p><p>Na JNM, a extremidade do neurônio motor,</p><p>chamada de terminal axônico, divide-se em um</p><p>aglomerado de botões sinápticos, a parte neural da</p><p>JNM. Centenas de sacos envoltos por membrana</p><p>denominados vesículas sinápticas estão suspensas</p><p>no citosol dentro de cada botão terminal sináptico.</p><p>Dentro de cada vesícula sináptica estão presentes</p><p>milhares de moléculas de acetilcolina (ACh), o</p><p>neurotransmissor liberado na JNM.</p><p>A região do sarcolema oposta aos botões</p><p>sinápticos, denominada placa motora, é a parte</p><p>muscular da JNM. Dentro de cada placa motora</p><p>existem 30 milhões a 40 milhões de receptores de</p><p>acetilcolina, proteínas transmembranas integrais às</p><p>quais a ACh se liga especificamente. Esses</p><p>receptores são abundantes nas dobras juncionais,</p><p>sulcos profundos na placa motora que fornecem uma</p><p>grande área de superfície para a ACh. (TORTORA,</p><p>2019)</p><p>Os receptores de ACh são canais iônicos</p><p>dependentes de ligante. Portanto, uma JNM inclui</p><p>todos os botões sinápticos em um lado da fenda</p><p>sináptica, a própria fenda sináptica, mais a placa</p><p>motora da fibra muscular do outro lado.</p><p>Um impulso nervoso (potencial de ação nervosa)</p><p>desencadeia um potencial de ação muscular da</p><p>seguinte maneira:</p><p>*Liberação de acetilcolina. A chegada do impulso</p><p>nervoso nos botões sinápticos estimula a abertura</p><p>dos canais dependentes de voltagem. Como os íons</p><p>cálcio estão mais concentrados no líquido extracelular,</p><p>o Ca2+ flui para dentro através dos canais abertos. A</p><p>entrada de Ca2+, por sua vez, estimula as vesículas</p><p>sinápticas ao processo de exocitose. Durante a</p><p>exocitose, as vesículas sinápticas se fundem com a</p><p>membrana plasmática do neurônio motor, liberando</p><p>ACh na fenda sináptica. A ACh então se difunde</p><p>através da fenda sináptica entre o neurônio motor e a</p><p>placa motora.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://neuroibb.wixsite.com/brainy/juno-neuromuscular&psig=AOvVaw1xTSQfgNRaYEPgZjtADrg8&ust=1709872773970000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCJD0-82q4YQDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.medicinanet.com.br/conteudos/acp-medicine/7710/disturbios_na_juncao_neuromuscular.htm&psig=AOvVaw1xTSQfgNRaYEPgZjtADrg8&ust=1709872773970000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCJD0-82q4YQDFQAAAAAdAAAAABAi</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://blogeducacaofisica.com.br/tonus-muscular-como-ganhar-com-o-treinamento-funcional/juncao-neuromuscular/&psig=AOvVaw1xTSQfgNRaYEPgZjtADrg8&ust=1709872773970000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCJD0-82q4YQDFQAAAAAdAAAAABAy</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.camping-bolter-ufer.de/uebernachten/extLink/http:/klublr.com/pta/jun%C3%A7%C3%A3o-neuromuscular-n%C3%A3o-marcada&psig=AOvVaw1xTSQfgNRaYEPgZjtADrg8&ust=1709872773970000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCJD0-82q4YQDFQAAAAAdAAAAABA-</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.sanarmed.com/biofisica-da-contracao-muscular&psig=AOvVaw199jUqhFXBbqYTZJX-B4VC&ust=1709873179255000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCMj8ro-s4YQDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>*Ativação de receptores de ACh. A ligação de duas</p><p>moléculas de ACh ao receptor na placa motora abre</p><p>um canal iônico no receptor de ACh. Assim que o</p><p>canal estiver aberto, pequenos cátions,</p><p>principalmente Na+, podem fluir pela membrana.</p><p>*Produção do potencial de ação muscular. O</p><p>influxo de Na+ (redução de seu gradiente</p><p>eletroquímico) torna o interior da fibra muscular</p><p>carregada mais positivamente. Essa mudança no</p><p>potencial de membrana ativa um potencial de ação</p><p>muscular. Cada impulso nervoso normalmente</p><p>provoca um potencial de ação muscular. O potencial</p><p>de ação muscular então se propaga ao longo do</p><p>sarcolema no sistema de túbulos T. Isso faz com que</p><p>o retículo sarcoplasmático libere seu Ca2+</p><p>armazenado no sarcoplasma e a fibra muscular</p><p>subsequentemente se contrai.</p><p>*Término da atividade da ACh. O efeito da ligação</p><p>de ACh dura pouco, porque a ACh é rapidamente</p><p>decomposta por uma enzima chamada</p><p>acetilcolinesterase (AChE). Essa enzima está</p><p>localizada no lado extracelular da membrana da placa</p><p>motora terminal. A AChE causa a quebra de ACh em</p><p>acetil e colina, produtos incapazes de ativar o</p><p>receptor de ACh. (TORTORA, 2019)</p><p>Se outro impulso nervoso libera mais acetilcolina,</p><p>as etapas e são repetidas. Quando os potenciais de</p><p>ação no neurônio motor cessam, a ACh não é mais</p><p>liberada e a AChE rapidamente decompõe a ACh já</p><p>presente na fenda sináptica. Isso termina com a</p><p>produção dos potenciais de ação muscular, o Ca2+</p><p>se move do sarcoplasma da fibra muscular de volta</p><p>para o retículo sarcoplasmático e os canais de</p><p>liberação de Ca2+ na membrana do retículo</p><p>sarcoplasmático se fecham.</p><p>Uma fibra muscular esquelética tem apenas uma</p><p>JNM, geralmente localizada próximo ao ponto médio</p><p>da fibra. Os potenciais de ação muscular que surgem</p><p>na JNM se propagam em direção a ambas as</p><p>extremidades da fibra muscular. Esse arranjo permite</p><p>a ativação quase simultânea (e, portanto, contração)</p><p>de todas as partes da fibra muscular.</p><p>Vários produtos vegetais e medicamentos</p><p>bloqueiam seletivamente determinados eventos na</p><p>JNM. A toxina botulínica, produzida pela bactéria</p><p>Clostridium botulinum, bloqueia a exocitose de</p><p>vesículas sinápticas na JNM. Como resultado, a ACh</p><p>não é liberada e não ocorre a contração muscular. As</p><p>bactérias proliferam em alimentos enlatados de forma</p><p>inadequada, e sua toxina é uma das substâncias</p><p>químicas mais letais conhecidas. Uma pequena</p><p>quantidade pode causar a morte por paralisia dos</p><p>músculos esqueléticos. A respiração é interrompida</p><p>em decorrência da paralisia dos músculos</p><p>respiratórios, incluindo o diafragma.</p><p>*Unidades motoras</p><p>Mesmo que cada fibra muscular esquelética</p><p>tenha apenas uma única junção neuromuscular, o</p><p>axônio de um neurônio motor somático ramifica-se e</p><p>forma junções neuromusculares com muitas fibras</p><p>musculares diferentes. Uma unidade motora consiste</p><p>em um neurônio motor somático mais todas as fibras</p><p>musculares esqueléticas que ele estimula. Um único</p><p>neurônio motor somático faz contato com uma média</p><p>de 150 fibras musculares esqueléticas e todas as</p><p>fibras musculares em uma unidade motora se</p><p>contraem em uníssono.</p><p>Músculos inteiros que controlam movimentos</p><p>precisos consistem em muitas unidades motoras</p><p>pequenas. Por exemplo, os músculos da laringe que</p><p>controlam a produção de voz têm apenas duas ou</p><p>três fibras musculares por unidade motora e os</p><p>músculos que controlam os movimentos oculares</p><p>podem ter de 10 a 20 fibras musculares por unidade</p><p>motora. Por outro lado, os músculos esqueléticos</p><p>responsáveis por movimentos poderosos e em</p><p>grande escala, como o músculo bíceps braquial no</p><p>braço e o músculo gastrocnêmio na panturrilha,</p><p>possuem até 2.000 a 3.000 fibras musculares em</p><p>algumas unidades motoras. Como todas as fibras</p><p>musculares de uma unidade motora se contraem e</p><p>relaxam juntas, a força total de uma contração</p><p>depende, em parte, do tamanho e do número de</p><p>unidades motoras que são ativados em um</p><p>determinado momento. (TORTORA, 2019)</p><p>*Fisiologia do músculo liso</p><p>Embora os princípios de contração sejam</p><p>semelhantes, o tecido muscular liso exibe algumas</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://ortodontiaportoalegre.net.br/services/tratamento-de-dores-e-incomodos/&psig=AOvVaw3AX6cHokDOgVizLILBzaql&ust=1709873428168000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCJjB3IWt4YQDFQAAAAAdAAAAABAI</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>diferenças fisiológicas importantes em relação</p><p>aos</p><p>tecidos musculares cardíaco e esquelético. A</p><p>contração em uma fibra muscular lisa começa mais</p><p>lentamente e dura muito mais tempo do que a</p><p>contração da fibra muscular esquelética. Outra</p><p>diferença é que o músculo liso pode encurtar e esticar</p><p>em maior extensão do que os outros tipos de</p><p>músculos.</p><p>Um aumento na concentração de Ca2+ no</p><p>sarcoplasma de uma fibra muscular lisa inicia a</p><p>contração, assim como no músculo estriado. O</p><p>retículo sarcoplasmático (o reservatório do Ca2+ no</p><p>músculo estriado) é encontrado em pequenas</p><p>quantidades no músculo liso. Os íons cálcio fluem</p><p>para o sarcoplasma do músculo liso a partir do líquido</p><p>intersticial e do retículo sarcoplasmático. Como não</p><p>existem túbulos T nas fibras musculares lisas (em vez</p><p>disso, estão presentes as cavéolas), leva mais tempo</p><p>para o Ca2+ alcançar os filamentos no centro da fibra</p><p>e desencadear o processo contrátil. Isso é</p><p>responsável, em parte, pelo início lento da contração</p><p>do músculo liso. (HALL, 2019)</p><p>Vários mecanismos regulam a contração e o</p><p>relaxamento de células musculares lisas. Em um</p><p>desses mecanismos, uma proteína reguladora</p><p>chamada calmodulina liga-se ao Ca2+ no</p><p>sarcoplasma. (Lembre-se de que a troponina</p><p>desempenha esse papel em fibras musculares</p><p>estriadas.) Após ligação ao Ca2+, a calmodulina ativa</p><p>uma enzima denominada quinase da cadeia leve de</p><p>miosina. Essa enzima usa ATP para adicionar um</p><p>grupo fosfato a uma porção da cabeça de miosina.</p><p>Uma vez que o grupo fosfato é ligado, a cabeça de</p><p>miosina pode se ligar à actina e as contrações podem</p><p>ocorrer. Como a quinase da cadeia leve de miosina</p><p>funciona bem lentamente, isso contribui para a</p><p>lentidão da contração do músculo liso.</p><p>Os íons cálcio não apenas entram nas fibras</p><p>musculares lisas lentamente, eles também se movem</p><p>lentamente para fora da fibra muscular, retardando o</p><p>relaxamento. A presença prolongada de Ca2+ no</p><p>citosol fornece o tônus da musculatura lisa, um</p><p>estado de contração parcial contínua. O tecido</p><p>muscular liso pode, portanto, sustentar um tônus a</p><p>longo prazo, o que é importante no trato digestório,</p><p>onde as paredes mantêm uma pressão constante</p><p>sobre o conteúdo do trato e nas paredes dos vasos</p><p>sanguíneos, denominadas arteríolas, que mantêm</p><p>uma pressão constante no sangue.</p><p>A contração ou o relaxamento da maioria das</p><p>fibras musculares lisas ocorre em resposta aos</p><p>impulsos nervosos do sistema nervoso autônomo.</p><p>Além disso, muitas fibras musculares lisas se</p><p>contraem ou relaxam em resposta ao estiramento,</p><p>hormônios ou fatores locais, como mudanças no pH,</p><p>níveis de oxigênio e dióxido de carbono, temperatura</p><p>e concentrações de íons. Por exemplo, o hormônio</p><p>epinefrina (epinefrina), liberado pela medula da</p><p>suprarrenal, promove o relaxamento do músculo liso</p><p>nas vias respiratórias e nas paredes de alguns vasos</p><p>sanguíneos (aqueles que possuem os chamados</p><p>receptores β2;)</p><p>Ao contrário das fibras musculares estriadas, as</p><p>fibras musculares lisas podem ser alongadas</p><p>consideravelmente e ainda manter sua função</p><p>contrátil. Quando as fibras musculares lisas são</p><p>alongadas, elas inicialmente se contraem,</p><p>desenvolvendo um aumento da tensão. Dentro de um</p><p>minuto, ou em seguida, a tensão diminui. Esse</p><p>fenômeno, denominado resposta ao estresse-</p><p>relaxamento, permite mudanças consideráveis no</p><p>comprimento do músculo liso, mantendo a</p><p>capacidade de contração de maneira eficaz. Assim,</p><p>embora possa ocorrer o alongamento do músculo liso</p><p>nas paredes dos vasos sanguíneos e órgãos ocos,</p><p>como o estômago, intestinos e a bexiga urinária, a</p><p>pressão sobre o conteúdo dentro deles muda muito</p><p>pouco. Após o esvaziamento do órgão, o músculo liso</p><p>na parede se recupera e a parede retém sua firmeza.</p><p>*Referências Bibliográficas:</p><p>DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.:</p><p>Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier, 2019.</p><p>HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado</p><p>de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.</p><p>NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 7 ed. Rio</p><p>de Janeiro, Elsevier, 2018.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https://www.passeidireto.com/arquivo/98323915/contracao-do-musculo-liso&psig=AOvVaw1OtY5x-I1qEMHU59lKX8NY&ust=1709873661829000&source=images&cd=vfe&opi=89978449&ved=0CBIQjRxqFwoTCLCW5fWt4YQDFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Júlia Carvalho</p><p>@juliacarvalhovg</p><p>MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.</p><p>SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica – texto e</p><p>atlas. 13ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.</p><p>TORTORA, Gerard J.Principios de anatomia e fisiologia .14</p><p>ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, 1201 p.</p><p>No homem, até a puberdade as três peças ósseas qu</p><p>FACES DO ILÍACO</p><p>-FACE EXTERNA DO ILÍACO</p><p>-FACE INTERNA DO ILÍCO</p><p>BORDAS DO ILÍACO</p><p>-BORDA SUPERIOR DO ILÍACO</p><p>-BORDA ANTERIOR DO ILÍACO</p><p>-BORDA POSTERIOR DO ILÍACO</p><p>-BORDA INFERIOR DO ILÍACO</p><p>-ÂNGULOS DO ILÍACO</p><p>-ARTICULAÇÃO DO ILÍACO  O Ilíaco se articula com t</p><p>-FACES LATERAIS DO SACRO</p><p>-FACE ANTERIOR ( ILÍACA ) DO SACRO É côncava e ap</p><p>-FACE POSTERIOR ( DORSAL ) DO SACRO</p><p>-BASE DO SACRO</p><p>-ÁPICE DO SACRO</p><p>-FACE ANTERIOR DA PATELA</p><p>-FACE POSTERIOR DA PATELA</p><p>Tíbia</p><p>*Fíbula</p>

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