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<p>Barãozin 04/01/2012</p><p>Desvendando o paradoxo da felicidade feminina</p><p>canal.bufalo.info /2012/01/desvendando-o-paradoxo-da-felicidade-feminina/</p><p>por The-Spearhead</p><p>Algum tempo atrás, num artigo que demonstrava que feministas tem</p><p>um entendimento equivocado sobre o que realmente excita as</p><p>mulheres, Heartiste linkou um artigo de 2009 do New York Times sobre</p><p>a sexualidade feminina. O artigo, que tem 9 páginas, era</p><p>surpreendentemente franco e revelador. Algumas das descobertas mais</p><p>curiosas incluem a natureza nebulosa do desejo feminino, que é muito</p><p>menos específico do que o masculino. Homens e mulheres foram</p><p>colocados em situações que testavam a sua excitação, e os resultados</p><p>apontavam que a mulher responde sexualmente para coisas e</p><p>circunstâncias muito mais diversas que os homens, incluindo alguns</p><p>resultados que poderiam sugerir a que a bestialidade e o</p><p>homossexualismo são mais comuns na mulher do que no homem.</p><p>Entretanto alguns podem ver isto uma evidência da depravação</p><p>feminina, um dos pesquisadores entrevistados no artigo veio com uma</p><p>teoria muito melhor sobre o que move o desejo feminino.</p><p>Marta Meana, uma professora de psiquiatria da UNLV, concluí que o desejo feminino é na sua essência narcisista;</p><p>mulheres se excitam com a ideia de serem desejadas. Algum tempo atrás, eu levantei uma conclusão sobre o</p><p>amor, e sugeri que o amor de uma mulher por um homem é baseado em como o apego que ela tem por ele</p><p>melhora sua excitação, mas sobre as origens do erotismo feminino acredito que a dra. Meana esteja mais correta.</p><p>Entretanto, uma síntese dessas idéias provavelmente explicam muito do processo da sedução. E também pode nos</p><p>dar uma pista do porque as mulheres relatam estarem mais infelizes neste mundo dominado por um viés feminista.</p><p>Alguns trechos do artigo:</p><p>A noção que é aceita normalmente que para as mulheres um relacionamento com um parceiro que é</p><p>mais intimamente ligado a ela pode levar a uma melhor qualidade de vida sexual, segundo a dra.</p><p>Meana, é na maioria das vezes equivocada. “Realmente”, ela diz, “o desejo da mulher não é</p><p>relacional, mas narcisista” – é dominado por anseios de “amor próprio”, pelo desejo de ser o objeto</p><p>de admiração erótica e de ser alvo do desejo sexual. Ainda sobre o assunto do narcisismo, ela</p><p>comentou sobre uma pesquisa que indica que, em comparação aos homens, as fantasias eróticas</p><p>femininas são muito mais ligadas a receber prazer do que proporcionar. “Quando o assunto é</p><p>desejo”, ela diz, “as mulheres são muito menos relacionais do que os homens.”</p><p>[…]</p><p>A dra. Meana usa uma cena simbólica para exemplificar o desejo feminino: uma mulher imprensada</p><p>a uma parede de um beco, sendo violada. Aqui, na visão de Meana, temos um emblema da</p><p>excitação feminina. O estuprador está tão focado em seu desejo por esta mulher que ela não</p><p>consegue se conter; ele transgride as normas sociais para poder atacá-la, e ela, se sentindo como a</p><p>única objeto dos desejos ele, fica chocada com sua própria carga reativa e se rende. Meana se</p><p>desculpa pela visão anti feminista e regressiva da cena.</p><p>1/3</p><p>http://canal.bufalo.info/2012/01/desvendando-o-paradoxo-da-felicidade-feminina/</p><p>http://www.the-spearhead.com/</p><p>http://canal.bufalo.info/2012/01/desvendando-o-paradoxo-da-felicidade-feminina/infelicidade/</p><p>http://heartiste.wordpress.com/2011/12/07/feminist-self-owned-on-male-porn-star-theory/</p><p>http://www.nytimes.com/2009/01/25/magazine/25desire-t.html?pagewanted=1&_r=1</p><p>A razão que o status de um homem é tão importante para o erotismo feminino, se Meana estiver correta, é que</p><p>temos um homem de alto status focado nos atrativos sexuais dela. Se é o tipo de homem que pode conquistar a</p><p>mulher que ele quiser, então a mulher que ele escolhe provavelmente é desejada por um número grande de</p><p>homens. Essa atenção alimenta suas fantasias narcisistas, assim despertando os desejos eróticos da mulher que</p><p>é alvo deste desejo. É uma resposta simples e elegante para a questão do que realmente excita as mulheres, e</p><p>explica a popularidade dos contos de fadas, a fixação feminina em concursos de beleza e de modelos. Esta é a</p><p>base da hipergamia. Mesmo a contradição intrigante das fantasias femininas de estupro fazem sentido quando</p><p>vistas a esta luz – o “estuprador” destas fantasias tipicamente é algum cara bonitão ou algum cara de alto status</p><p>social. Imaginando elas mesmas como um objeto de atenção e desejo é altamente erótico para uma mulher, e</p><p>quanto mais alto o status do homem que a deseja mais isto se confirma.</p><p>Dado este desejo primitivo, fica fácil entender porque mulheres procuram situações que as coloquem em contato</p><p>com homens com alto status. Provavelmente isto explica as massas de belas jovens que vão para Washington DC,</p><p>lugar que não é conhecido por ter gente bonita. O sucesso do seriado Mad Men faz sentido – qual mulher não</p><p>adoraria estar cercada por executivos de alto poder?</p><p>Então, se criarmos uma sociedade que aumenta o status feminino às custas dos homens ao redor dela, as</p><p>mulheres terão poucas chances de satisfazer suas necessidades eróticas – a atmosfera da “igualdade” terá um</p><p>efeito negativo na sua libido e as trará baixa satisfação sexual. E isto se traduz em menor felicidade. E é</p><p>exatamente isto que estamos tendo, especialmente no mundo anglo saxônico.</p><p>As americanas desde a década de 1970 estão reclamando cada vez mais de serem infelizes, justo quando o</p><p>feminismo começou a impor a igualdade e a sociedade começou a acomodar as mulheres em posições de poder.</p><p>Num estudo feito em 2009 pela Universidade da Pensilvânia relata que a felicidade feminina, que era superior a</p><p>dos homens antes da década de 1970, está declinando gradualmente ao ponto que os homens, na média, estarem</p><p>mais felizes que elas:</p><p>Em muitos graus, o progresso feminino nas décadas recentes foi extraordinário. A diferença entre os</p><p>sexos está muito menor. Os níveis educacionais cresceram e estão até ultrapassando os dos</p><p>homens. Elas ganharam níveis inacreditáveis de controle sobre sua fertilidade. Mudanças</p><p>tecnológicas, na forma de novos eletrodomésticos, libertou elas do serviço doméstico. Resumindo,</p><p>as liberdades femininas tanto nas esferas familiar e profissional expandiram. O estudo de Francine</p><p>D. Blau sobre mudanças objetivas no bem estar da mulher a partir da década de 1970 demonstram</p><p>que as mulheres tiveram enormes ganhos. A produtividade melhorou, e o salário das mulheres</p><p>cresceu em praticamente todas as classes, tirando as das classes mais baixas, e relativamente, os</p><p>salários das mulheres vem crescido mais do que para os homens em todas as raças e níveis</p><p>educacionais. E ainda, a participação da mulher na força de trabalho cresceu a níveis históricos</p><p>tanto em níveis absolutos e relativos quando comparados aos homens (Blau e Lawrence M. Kahn</p><p>2007). Por sua vez, melhores ganhos salariais para as mulheres melhoraram seu poder de barganha</p><p>em casa por ter dado a elas mais oportunidades fora do casamento.</p><p>Dado as mudanças de direito e do poder de barganha do homem para a mulher ocorridos nos</p><p>últimos 35 anos, mantendo todo o resto igual, era de se esperar ver uma mudança nos níveis de</p><p>felicidade em favor das mulheres. Mas, neste estudo, documentamos que a sensação de bem estar</p><p>subjetiva das mulheres decaíram tanto absolutamente quanto relativamente em comparação aos</p><p>homens. Enquanto o aumento das oportunidades para as mulheres foram estudadas</p><p>detalhadamente, o declínio da sensação de bem estar subjetiva das mulheres foi praticamente</p><p>ignorada. A única exceção dada ao estudo de David G. Blanchflower e Andrew J. Oswald (2004),</p><p>que estudaram tendências nos EUA e na Inglaterra e notaram que, enquanto as mulheres</p><p>reportavam estarem mais felizes que os homens no período em que eles examinaram, a tendência</p><p>2/3</p><p>http://bpp.wharton.upenn.edu/betseys/papers/Paradox of declining female happiness.pdf</p><p>nas mulheres de cor branca nos EUA foi negativa durante este período. Nos iremos mostrar, neste</p><p>estudo, que a felicidade feminina caiu tanto absolutamente quanto relativamente em comparação ao</p><p>homem de uma forma generalizada, de tal forma que as mulheres relatam</p><p>não serem mais felizes</p><p>do que homens, e, em muitos casos, relatam que a felicidade que está abaixo da dos homens. Além</p><p>disso, mostraremos que esta mudança ocorreu em praticamente todo o mundo industrializado.</p><p>O estudo é muito detalhista, mas os autores nunca chegam a uma conclusão plausível sobre o porquê do declínio</p><p>da felicidade feminina, mas admitem que o movimento feminista “pode ter contribuído para a diminuição da</p><p>felicidade da mulher”:</p><p>Finalmente, as mudanças trazidas pelo movimento feminista podem ter influenciado na queda dos</p><p>níveis de felicidade feminina. As maiores chances de serem bem sucedida em inúmeras áreas</p><p>podem ter levado a elas perceberem que tal vida pode levar a inúmeras frustrações. Similarmente,</p><p>mulheres podem comparar mais suas vidas entre mais pessoas, inclusive homens, e notarem que</p><p>suas vidas provavelmente não serão tão bem sucedida quanto a dos outros. Ou as mulheres</p><p>simplesmente perceberam que a complexidade e a maior pressão da vida moderna tem como custo</p><p>sua felicidade.</p><p>Diener (2000) nota que uma das características da sensação subjetiva de bem estar é ser subjetiva,</p><p>observando que “condições objetivas como saúde, conforto ou riqueza” são “notavelmente ausentes”</p><p>e, enquanto influenciam a sensação subjetiva de bem estar, “eles não são vistos como inerentes”.</p><p>Este aspecto da sensação subjetiva de bem estar faz com que o entendimento do que realmente há</p><p>por trás do declínio da felicidade feminina um desafio, ainda que decifrar este paradoxo como</p><p>fizemos neste estudo pode ser a chave para entender melhor a sensação subjetiva de bem estar.</p><p>Talvez podemos fazer um favor aos autores, e as mulheres, “decifrando este paradoxo”. O triunfo feminista privou</p><p>as mulheres do elemento essencial de sua vida sexual. Por ter aumentado o status da mulher e enfatizando a</p><p>“igualdade”, o feminismo fez o equivalente psicológico de uma clitoridectomia (NT: cirurgia para remoção do clítoris)</p><p>nas mulheres. Ao invés de objetos de desejo e paixão, elas agora são competidoras, rivais e colegas – seu capital</p><p>sexual caiu abruptamente. Os homens ao redor delas não são mais fortes e dominantes, mas intimidados,</p><p>vacilantes e tímidos. As chances de uma mulher se “sentir como uma mulher” foram radicalmente reduzidas. As</p><p>suas necessidades hipergâmicas foram deixadas de lado por seus maridos e namorados “iguais” a ela.</p><p>Ainda há dúvidas do porque as mulheres estarem tão infelizes?</p><p>Por todos os problemas que o feminismo causou aos homens ao passar das décadas, parece que ele também foi</p><p>fonte de um número significativo de misérias para as mulheres. É por isto que o feminismo está destinado a falhar:</p><p>em seus corações, as mulheres não o deseja.</p><p>fonte: http://www.the-spearhead.com/2011/12/12/decoding-the-female-happiness-paradox/</p><p>3/3</p><p>http://www.the-spearhead.com/2011/12/12/decoding-the-female-happiness-paradox/</p><p>Desvendando o paradoxo da felicidade feminina</p>