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PROJEÇÃO COMO MECANISMO 
DE DEFESA NA PSICANÁLISE 
FREUDIANA
Equipe: Lady
Geruza
Wanderson
DerinaLady
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO E CONCEITO
2.O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO EM FREUD
3.O CASO SCHREBER E A PARANOIA
4. PROJEÇÃO COMO MECANISMO DE DEFESA
5.A AMPLIAÇÃO DO CONCEITO EM FREUD
6. A PROJEÇÃO NA PSICANÁLISE PÓS-FREUDIANA E 
NA CLÍNICA
7. PROJEÇÃO E OUTROS FENÔMENOS PSÍQUICOS
8.CONCLUSÃO
Lady
INTRODUÇÃO E CONCEITO
O QUE É PROJEÇÃO?
• A projeção é um mecanismo de defesa inconsciente 
estudado pela Psicanálise. De forma simples, podemos 
dizer que ela acontece quando o sujeito atribui a outra 
pessoa ou ao mundo externo sentimentos, desejos, 
pensamentos ou características que pertencem a ele, 
mas que são difíceis de reconhecer ou aceitar.
• Ou seja, um conteúdo que provoca conflito 
internamente pode passar a ser percebido como se 
estivesse vindo de fora.
Lady
INTRODUÇÃO E CONCEITO
• Freud estudou inicialmente a projeção principalmente 
em relação à paranoia. Em seus primeiros estudos, ele 
percebeu que determinados conteúdos internos, quando 
não eram reconhecidos pelo sujeito, poderiam aparecer 
na consciência como uma percepção vinda do exterior.
• Freud afirma que, na paranoia, a autoacusação é 
recalcada por um processo que pode ser descrito como 
projeção.
• Dessa forma, podemos entender que existe uma relação 
entre três elementos: um conteúdo interno que provoca 
conflito, o mecanismo de defesa e a percepção desse 
conteúdo como algo pertencente ao mundo externo. Lady
• O conceito de projeção foi desenvolvido por Freud ao longo de seus 
primeiros estudos sobre o funcionamento psíquico e, principalmente, 
sobre a paranoia.
• Nos chamados Rascunho H, de 1895, e Rascunho K, de 1896, Freud já 
relacionava a projeção aos fenômenos paranoicos.
• Posteriormente, em 1896, no texto “Observações adicionais sobre as 
neuropsicoses de defesa”, Freud retoma esse mecanismo e aprofunda 
sua relação com a paranoia.
DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO 
Geruza
• Nesse contexto, a projeção aparece relacionada ao recalque de uma 
autoacusação. Em vez de reconhecer determinado conteúdo como 
pertencente a si mesmo, o sujeito passa a percebê-lo no outro ou no 
mundo externo.
• Portanto, podemos perceber que, desde suas primeiras formulações, 
Freud já estava interessado em compreender como um conflito 
interno poderia ser transformado em uma experiência aparentemente 
externa.
• Essa compreensão será importante para entender o caso Schreber, 
que foi analisado por Freud em seus estudos sobre a paranoia.
DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO EM FREUD
Geruza
• Um dos casos mais importantes para Freud compreender a paranoia 
foi o caso de Daniel Paul Schreber.
• Schreber era um jurista alemão que escreveu suas memórias durante 
um período de adoecimento psíquico. Freud analisou essas memórias 
e utilizou o caso para desenvolver sua compreensão sobre a paranoia.
• A partir desse caso, Freud procurou compreender como determinados 
conflitos e conteúdos internos poderiam ser experimentados pelo 
sujeito como acontecimentos provenientes do mundo externo.
• É justamente nesse ponto que a projeção se torna importante.
O CASO SCHREBER E A PARANOIA
Wanderson
• Quando um conteúdo interno é difícil de ser reconhecido pelo sujeito, 
ele pode ser atribuído ao exterior. Assim, aquilo que pertence à 
própria experiência psíquica passa a ser percebido como pertencente a 
outra pessoa ou ao mundo.
• Dessa forma, o caso Schreber ajuda a ilustrar a ideia central da 
projeção dentro da compreensão freudiana da paranoia: o conflito 
interno não é simplesmente eliminado, mas aparece transformado na 
percepção que o sujeito tem da realidade externa.
O CASO SCHREBER E A PARANOIA
Wanderson
• Em “Os Instintos e suas Vicissitudes”, Freud também relaciona essa 
dinâmica à maneira como o sujeito estabelece uma relação entre o Eu 
e o mundo externo.
• Aquilo que é percebido como agradável tende a ser aproximado do Eu, 
enquanto aquilo que provoca desprazer pode ser rejeitado e colocado 
para fora.
• Dessa forma, Freud amplia a compreensão da projeção, mostrando 
que ela pode estar relacionada à própria maneira como o sujeito 
organiza sua experiência do que considera interno e externo.
A AMPLIAÇÃO DO CONCEITO EM FREUD
Wanderson
• Embora Freud tenha estudado inicialmente a projeção principalmente 
em relação à paranoia, posteriormente ele ampliou esse conceito.
• Em “Totem e Tabu”, Freud afirma que a projeção de percepções 
internas para o exterior é um mecanismo primitivo.
• Isso mostra que a projeção não deveria ser pensada apenas como um 
fenômeno relacionado à paranoia. Ela também poderia participar de 
outros processos da vida psíquica.
A AMPLIAÇÃO DO CONCEITO EM FREUD
Wanderson
• A projeção também pode ser relacionada à ambivalência e aos 
conflitos internos.
• A ambivalência ocorre quando sentimentos diferentes ou até 
contraditórios estão presentes em relação à mesma pessoa ou 
situação. Quando esses sentimentos são difíceis de reconhecer, alguns 
deles podem ser atribuídos ao outro.
• Freud também utilizou a ideia de projeção para discutir fenômenos 
como a religião, o estranho e os sonhos.
PROJEÇÃO E OUTROS FENÔMENOS PSÍQUICOS
Derina
• Em “Totem e Tabu”, por exemplo, Freud relaciona a projeção à 
formação de representações religiosas. Já nos sonhos, ele compreende 
que processos internos podem ser externalizados e aparecer 
representados por meio de imagens, pessoas e situações.
• Esses exemplos mostram como o conceito de projeção foi sendo 
ampliado dentro da obra freudiana, deixando de estar restrito à 
paranoia.
PROJEÇÃO E OUTROS FENÔMENOS PSÍQUICOS
Derina
• Depois de Freud, outros autores da Psicanálise também contribuíram 
para o desenvolvimento dos conceitos relacionados aos mecanismos 
de defesa.
• Melanie Klein deu grande importância à projeção para compreender 
as primeiras relações do sujeito com seus objetos e a relação entre 
mundo interno e mundo externo.
• Anna Freud contribuiu para a sistematização dos mecanismos de 
defesa do Eu.
• Lacan, por sua vez, retomou conceitos freudianos e os reformulou 
dentro de sua própria teoria, dando destaque à linguagem e à relação 
do sujeito com o Outro.
A PROJEÇÃO NA PSICANÁLISE PÓS-FREUDIANA
E NA CLÍNICA
Derina
• Na clínica psicanalítica, compreender a projeção é importante porque 
o analista precisa estar atento à maneira como o paciente percebe e 
interpreta suas relações.
• Determinados sentimentos e conflitos podem aparecer na relação com 
outras pessoas e também na própria relação com o analista. Porém, 
isso não significa que o analista deva interpretar automaticamente 
qualquer comportamento como projeção. É necessário considerar a 
história e o contexto do paciente.
A PROJEÇÃO NA PSICANÁLISE PÓS-FREUDIANA 
E NA CLÍNICA
Derina
• Para concluir, podemos compreender a projeção como um mecanismo 
de defesa no qual conteúdos internos que provocam conflito podem ser 
atribuídos ao mundo externo.
• Assim, estudar a projeção permite compreender uma ideia importante 
da Psicanálise: a maneira como o sujeito percebe o mundo externo pode 
estar relacionada aos seus próprios conflitos, sentimentos e conteúdos 
internos.
• Por isso, compreender esse mecanismo também é importante para a 
escuta e a compreensão do sujeito na clínica psicanalítica.
CONCLUSÃO
Geruza
REFERÊNCIAS
FONSÊCA, Ana Lucia Barreto da; MARIANO, Maria do Socorro Sales. 
Desvendando o mecanismo da projeção. Psicologia & Foco, Aracaju, v. 1, n. 1, 
jul./dez. 2008. Disponível em: https://feapsico2012.wordpress.com/wp-
content/uploads/2015/04/marianoefonseca_desvendandoomecanismodaprojec3a7c
3a3o.pdf. Acesso em: 21 set. 2026. 
SANTOS, Renato dos. A constituição do Eu em Merleau-Ponty e o estatuto da 
projeção na psicanálise freudiana. Trans/Form/Ação, Marília, v. 41, p. 243-268, 
2018. Edição Especial. DOI: https://doi.org/10.1590/0101-3173.2018.v41esp.13.p243. 
TARELHO, Luiz Carlos. Projeção e sofrimento psíquico na paranoia. Psicologia emEstudo, Maringá, v. 17, n. 3, p. 463-473, jul./set. 2012. Disponível em: SciELO –
Projeção e sofrimento psíquico na paranoia. Acesso em: 21 set. 2026.
https://feapsico2012.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/04/marianoefonseca_desvendandoomecanismodaprojec3a7c3a3o.pdf?utm_source=chatgpt.com
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https://www.scielo.br/j/pe/a/h3t7m4h9K4pd6dRh5rCQQ7F/?lang=pt&format=pdf&utm_source=chatgpt.com
https://www.scielo.br/j/pe/a/h3t7m4h9K4pd6dRh5rCQQ7F/?lang=pt&format=pdf&utm_source=chatgpt.com
https://www.scielo.br/j/pe/a/h3t7m4h9K4pd6dRh5rCQQ7F/?lang=pt&format=pdf&utm_source=chatgpt.com
“O que você julga nos outros costuma ser o que você reprime em si mesmo”.
Sigmund Freud
OBRIGADA PELA ATENÇÃO!
Lady
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