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<p>AGENTE FUNERÁRIO</p><p>Módulo 1:</p><p>Quem é o Agente Funerário</p><p>O agente funerário desempenha um papel crucial no apoio às famílias enlutadas, que estão passando por um</p><p>momento de profunda tristeza pela perda. Ele é responsável por preparar o corpo, garantindo que esteja</p><p>apresentável, e por transportá-lo para onde for necessário. Além disso, o agente funerário também cuida da</p><p>venda de urnas e coroas de flores, bem como de toda a documentação e burocracia relacionadas ao</p><p>sepultamento ou cremação.</p><p>O mercado funerário está em constante crescimento no Brasil, apesar de não ser um segmento amplamente</p><p>discutido devido ao tabu em torno da morte. Esse crescimento tem levado muitas pessoas a buscarem carreiras</p><p>nesse ramo. O setor funerário é um dos mais tradicionais e acompanha as tendências mundiais, com a</p><p>popularização dos serviços e produtos de "deathcare", que oferecem diversas opções para as despedidas finais.</p><p>Com a crescente demanda e os resultados positivos, o mercado está se diversificando e há uma maior procura</p><p>por profissionais qualificados, incluindo agentes funerários que realizam necromaquiagens e reconstruções</p><p>faciais, entre outros serviços.</p><p>Para se tornar um agente funerário, é necessário ter concluído o ensino fundamental ou médio e realizar uma</p><p>especialização em ciências mortuárias, que oferece conhecimentos avançados em tanatopraxia,</p><p>necromaquiagem e reconstrução facial. Esse curso abre diversas oportunidades no ramo mortuário, capacitando</p><p>os profissionais para atuarem em diferentes cargos e instituições, sendo o agente funerário uma das funções</p><p>mais essenciais em funerárias e crematórios.</p><p>Módulo 2:</p><p>Responsabilidades do Cargo de Agente Funerário</p><p>AGENTE FUNERÁRIO</p><p>Organizar funerais, providenciando registros de óbitos e documentos necessários;</p><p>Liberar, remover e transportar cadáveres conforme necessário;</p><p>Assistir famílias durante velórios e sepultamentos, cuidando dos procedimentos necessários;</p><p>Receber pagamentos relacionados aos serviços funerários;</p><p>Participar de campanhas de doação de órgãos, orientando famílias e realizando procedimentos iniciais;</p><p>Providenciar documentação para translado internacional de corpos e para faculdades de medicina;</p><p>Utilizar sistemas e equipamentos de informática para preenchimento de documentos;</p><p>Prestar informações e esclarecimentos aos usuários;</p><p>Executar tarefas correlatas.</p><p>AGENTE DE SUPORTE FUNERÁRIO</p><p>Auxiliar em necropsias e no transporte de cadáveres ou urnas;</p><p>Arranjar cadáveres em urnas com ornamentação;</p><p>Realizar conservação e arranjo dos corpos para velórios;</p><p>Realizar tanatopraxia e maquiagem funerária;</p><p>Acompanhar velórios e funerais;</p><p>Zelar pela limpeza e conservação das instalações e equipamentos;</p><p>Preencher documentos e relatórios;</p><p>Prestar informações aos usuários;</p><p>Executar tarefas correlatas.</p><p>5 COMPETÊNCIAS PARA SER UM AGENTE FUNERÁRIO</p><p>Certificação: Possuir certificação adequada para atuar na área.1.</p><p>Empatia: Transmitir confiança e serenidade às famílias enlutadas.2.</p><p>Paciência: Lidar com a sensibilidade das pessoas em momentos difíceis.3.</p><p>Ética e Respeito: Agir com ética, respeito e cuidado em todas as interações.4.</p><p>Atenção aos Desejos Familiares: Respeitar e atender aos desejos dos familiares do falecido.5.</p><p>Um agente funerário desempenha um papel fundamental, exigindo não apenas habilidades técnicas, mas</p><p>também sensibilidade e respeito pela dor alheia.</p><p>Módulo 3:</p><p>Ficha técnica de uma Funerária</p><p>FUNERÁRIA: UM NEGÓCIO ESSENCIAL E SENSÍVEL</p><p>Setor e Ramo de Atividade: Terciário, Comércio.</p><p>Produtos: Caixões e acessórios para velório.</p><p>Apresentação:</p><p>A funerária é um empreendimento que opera durante o horário comercial, mas seus profissionais estão</p><p>disponíveis 24 horas por dia para atender às necessidades das famílias enlutadas. Seus serviços vão além da</p><p>simples venda de caixões, incluindo o fornecimento de urnas mortuárias, a remoção e o transporte de corpos, a</p><p>ornamentação de câmaras mortuárias, o transporte em cortejos fúnebres, a instalação e manutenção de</p><p>velórios, além de serviços auxiliares como a disponibilização de aparelhos de ozona e a realização de</p><p>providências administrativas junto a cartórios de registro civil e cemitérios.</p><p>Mercado:</p><p>O mercado funerário é caracterizado pela sua estabilidade e pela amplitude do campo consumidor. Em</p><p>momentos de perda, as famílias preferem contar com uma empresa sólida, confiável e competente para cuidar</p><p>da parte burocrática e administrativa do funeral, proporcionando conforto e apoio emocional. Esse é um serviço</p><p>usado por todas as pessoas de forma indireta, o que torna o campo consumidor praticamente infinito. Os</p><p>fornecedores da funerária incluem fabricantes de urnas, floriculturas, serralherias, cemitérios, entre outros.</p><p>Localização:</p><p>A escolha da localização é fundamental para o sucesso do negócio. É importante que o local ofereça</p><p>infraestrutura adequada e condições que propiciem o desenvolvimento da funerária. Além disso, é fundamental</p><p>avaliar a facilidade de acesso, considerando a entrada e saída dos caixões e equipamentos usados nos funerais.</p><p>Geralmente, as funerárias costumam se instalar próximas a hospitais e institutos médico-legais.</p><p>Estrutura:</p><p>A estrutura básica de uma funerária deve contar com uma área mínima de 100m², onde serão instaladas uma</p><p>sala de preparação de cadáveres, um recinto para exposição de urnas e um escritório. A decoração do espaço</p><p>utilizado para atender o consumidor deverá ser simples e acolhedora, fazendo com que ele se sinta confortável</p><p>e amparado em um momento tão difícil.</p><p>Equipamentos:</p><p>Os equipamentos básicos de uma funerária incluem um veículo funerário, candelabros, suportes para coroas e</p><p>carrinhos de transporte para deslocamento e apoio das urnas.</p><p>Processos Produtivos:</p><p>Os processos produtivos de uma funerária envolvem a obtenção do atestado de óbito, que é o documento</p><p>expedido pelo médico atestando a causa da morte. Em casos de morte repentina ou em casa sem assistência</p><p>médica, a família deverá procurar o Distrito Policial mais próximo para solicitar a remoção do corpo para o</p><p>serviço de verificação de óbitos, que emitirá a declaração de óbito. A certidão de óbito, por sua vez, é obtida</p><p>junto ao Cartório de Registro Civil do distrito onde ocorreu a morte, após cinco dias úteis da solicitação. Além</p><p>disso, a funerária pode oferecer serviços de cremação e exumação, seguindo as normas e regulamentos</p><p>estabelecidos.</p><p>Esse é um mercado que exige sensibilidade e profissionalismo, pois lida com questões delicadas e</p><p>emocionalmente carregadas. Uma funerária bem estruturada e que oferece um serviço de qualidade pode se</p><p>tornar um ponto de apoio essencial para as famílias em momentos de perda e luto.</p><p>Módulo 4:</p><p>Padronização de Funerárias conforme a ANVISA</p><p>Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2009), os estabelecimentos funerários e similares</p><p>compreendem empresas públicas ou privadas que realizam diversas atividades relacionadas à gestão de restos</p><p>mortais humanos. Essas atividades incluem desde a remoção dos corpos até a conservação, ornamentação e</p><p>traslado dos mesmos.</p><p>Para o funcionamento desses estabelecimentos, são necessários diversos documentos e autorizações. O alvará</p><p>de funcionamento é expedido pelo setor de finanças municipal, enquanto a licença sanitária é emitida pela</p><p>Vigilância Sanitária Estadual, Municipal ou do Distrito Federal. Além disso, para atividades específicas como</p><p>tanatopraxia e conservação de restos mortais humanos, é exigido um Plano de Gerenciamento de Resíduos de</p><p>Serviços de Saúde (PGRSS) em conformidade com as normas da ANVISA.</p><p>A ANVISA também estabelece requisitos para os profissionais que executam os procedimentos, como a</p><p>necessidade de um responsável técnico com registro médico e certidão de responsabilidade técnica, bem como</p><p>a supervisão de profissionais com escolaridade mínima de segundo grau e qualificação específica</p><p>comprovada.</p><p>Além disso, a agência reguladora define as áreas mínimas necessárias para o funcionamento desses</p><p>estabelecimentos, como áreas para embarque e desembarque de carro funerário, sala para higienização e</p><p>conservação de restos mortais humanos, e sala ou área para higienização e esterilização de materiais e</p><p>equipamentos. Essas áreas devem atender a requisitos específicos, como sistema de exaustão, recursos para</p><p>lavagem das mãos e equipamentos compatíveis com a demanda do estabelecimento.</p><p>Em resumo, os estabelecimentos funerários e similares devem cumprir uma série de exigências da ANVISA para</p><p>garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados.</p><p>Módulo 5:</p><p>Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)</p><p>Este manual abrange as recomendações técnicas de segurança relacionadas à indicação e uso do Equipamento</p><p>de Proteção Individual (EPI), com o objetivo de eliminar, neutralizar ou reduzir os riscos ocupacionais, tornando</p><p>as condições de trabalho mais seguras para os servidores e diminuindo a probabilidade de acidentes e doenças</p><p>ocupacionais.</p><p>A Norma Regulamentadora n° 06 (NR 06), aprovada pela Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego</p><p>(MTE), estabelece que a empresa é obrigada a fornecer gratuitamente aos empregados EPI adequado ao risco e</p><p>em perfeito estado de conservação e funcionamento nas seguintes circunstâncias:</p><p>Quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa</p><p>proteção contra os riscos de acidente do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho;</p><p>Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implementadas;</p><p>Para atender a situações de emergência.</p><p>A mesma NR também estabelece as obrigações do empregador (Município) e do empregado (servidor):</p><p>O empregador deve adquirir o tipo adequado de EPI para a atividade do empregado, fornecer somente</p><p>EPI aprovado pelo MTE e de empresas cadastradas no DNSST/MTE, treinar o trabalhador sobre seu uso</p><p>adequado, tornar obrigatório seu uso, substituí-lo imediatamente quando danificado ou extraviado,</p><p>responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica, comunicar ao MTE qualquer</p><p>irregularidade observada no EPI, e registrar o fornecimento ao trabalhador;</p><p>O empregado deve usar o EPI apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizar-se por sua</p><p>guarda e conservação, comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso, e</p><p>cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.</p><p>Dessa forma, apresentamos os EPIs adequados aos riscos de cada cargo/função, ressaltando a importância da</p><p>adequação do EPI conforme a atividade efetiva do servidor. Em caso de necessidade de uso de EPI</p><p>complementar não previsto neste manual, deve-se comunicar imediatamente à Divisão de Medicina e</p><p>Segurança do Trabalho para orientação sobre o equipamento adequado.</p><p>Observações importantes:</p><p>Quando existirem duas ou mais atividades, deve ser entregue a soma dos EPIs necessários.1.</p><p>Em caso de mudança de atividade, os EPIs fornecidos devem ser adequados ao novo risco.2.</p><p>Todos os servidores que utilizam ferramentas ou transportam materiais que possam cair sobre os pés3.</p><p>devem usar botina com biqueira de aço.</p><p>Todos os servidores expostos à radiação não ionizante devem usar bloqueador solar.4.</p><p>A escolha e indicação dos demais uniformes ficam a critério da ACESC.5.</p><p>Módulo 6:</p><p>Prestação de Serviços Funerários</p><p>Os Serviços Funerários e sua Importância</p><p>Os serviços funerários desempenham um papel crucial após a perda de um ente querido, oferecendo</p><p>assistência desde a preparação do corpo até as cerimônias de despedida. É essencial contar com profissionais</p><p>nesse momento, pois muitas questões podem gerar dúvidas, principalmente para aqueles menos familiarizados</p><p>com o assunto. Portanto, é fundamental escolher uma empresa e profissionais sérios para lidar com esse</p><p>momento tão delicado para os familiares do falecido.</p><p>Os serviços funerários abrangem uma série de procedimentos após a morte, dependendo das escolhas dos</p><p>familiares ou das preferências expressas pela pessoa em vida. Algumas famílias optam por diferentes tipos de</p><p>homenagens, como a escolha de flores específicas ou cerimônias personalizadas. Essas escolhas podem ser</p><p>feitas pela própria pessoa em vida, facilitando as decisões para os familiares no momento do luto.</p><p>É comum que muitas pessoas não estejam familiarizadas com os serviços funerários e o que eles incluem. Por</p><p>isso, é importante pesquisar sobre as funerárias antes de contratar esses serviços para evitar surpresas</p><p>inesperadas. Alguns dos principais serviços incluídos são:</p><p>Translado: transporte do corpo até o local de preparação, velório e sepultamento ou cremação, caso não</p><p>sejam no mesmo local do velório.</p><p>Flores e Velas: homenagens florais e velas utilizadas durante o velório e na ornamentação do caixão,</p><p>organizadas pela funerária.</p><p>Cobertura: a abrangência do plano funerário, como cobertura nacional, garantindo assistência em todo o país.</p><p>Agente Funerário: profissional que auxilia a família durante o luto, orientando sobre procedimentos</p><p>burocráticos e preparando o corpo para o velório.</p><p>Velório: preparação e organização do velório, incluindo a decoração com flores, velas e o conforto dos</p><p>familiares e amigos presentes.</p><p>Documentação: auxílio na obtenção de documentos necessários após o falecimento, como o atestado e</p><p>registro de óbito.</p><p>Urna para Velório: disponibilização do caixão para o velório e posterior sepultamento ou cremação.</p><p>Esses são apenas alguns exemplos dos serviços prestados pelas funerárias, que podem variar de acordo com</p><p>cada empresa. É essencial buscar informações detalhadas sobre os serviços oferecidos antes de contratar,</p><p>garantindo assim que todas as necessidades sejam atendidas durante esse momento difícil.</p><p>Módulo 7:</p><p>Certidão de Óbito</p><p>A Declaração de Óbito (DO) é um documento fundamental no Sistema de Informações sobre Mortalidade do</p><p>Ministério da Saúde (SIM/MS). Ela consiste em três vias autocopiativas, prenumeradas sequencialmente,</p><p>distribuídas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de acordo com um fluxo padronizado em todo o</p><p>país.</p><p>Para que serve a Declaração de Óbito?</p><p>Além de possuir valor legal, a DO é crucial para entender a situação de saúde da população e para orientar</p><p>ações que visam melhorá-la. Por isso, é essencial que os dados sejam precisos e reflitam a realidade. As</p><p>estatísticas de mortalidade são baseadas na DO preenchida pelo médico.</p><p>Responsabilidade do médico</p><p>O preenchimento da DO é um ato médico conforme a legislação. Portanto, após um óbito, o médico é</p><p>legalmente responsável por constatar e atestar a morte, utilizando o formulário oficial "Declaração de Óbito".</p><p>O médico deve revisar cuidadosamente o documento antes de assiná-lo, sendo responsável tanto ética quanto</p><p>juridicamente pelas informações contidas em todos os campos.</p><p>Procedimentos do médico</p><p>Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Na falta de1.</p><p>documento, a autoridade policial deve reconhecer o cadáver.</p><p>Registrar os dados de forma legível e sem abreviações ou rasuras.2.</p><p>Anotar as causas da morte de acordo com as regras internacionais, preferencialmente com apenas um3.</p><p>diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte.</p><p>Verificar se todos os campos estão corretamente preenchidos antes de assinar.4.</p><p>O que o médico não deve fazer</p><p>Assinar a DO em branco.1.</p><p>Preencher a DO sem examinar pessoalmente o corpo e constatar a morte.2.</p><p>Utilizar termos vagos para descrever as causas da morte, como "parada cardíaca" ou "falência de3.</p><p>múltiplos órgãos".</p><p>Cobrar pela emissão</p><p>da DO. Observação: O ato de examinar e constatar o óbito pode ser cobrado em4.</p><p>casos de pacientes particulares aos quais o médico não prestava assistência.</p><p>Quando emitir a DO</p><p>Em todos os óbitos (naturais ou violentos).1.</p><p>Em casos de nascimento vivo seguido de morte imediata, independentemente da duração da gestação,2.</p><p>peso do recém-nascido e tempo de vida.</p><p>Em casos de óbito fetal com gestação igual ou superior a 20 semanas, peso igual ou superior a 5003.</p><p>gramas ou estatura igual ou superior a 25 centímetros.</p><p>Situações em que não emitir a DO</p><p>Em casos de óbito fetal com gestação inferior a 20 semanas, peso inferior a 500 gramas ou estatura1.</p><p>inferior a 25 centímetros. Observação: A legislação permite que a emissão da DO seja facultativa quando</p><p>a família deseja realizar o sepultamento do feto.</p><p>Em casos de peças anatômicas amputadas. Nesses casos, o médico elaborará um relatório descrevendo2.</p><p>o procedimento realizado, que será levado ao cemitério caso a peça seja sepultada.</p><p>Componentes da DO</p><p>A DO é composta por nove blocos de informações de preenchimento obrigatório:</p><p>I. Parte preenchida pelo Cartório de Registro Civil.</p><p>II. Identificação do falecido.</p><p>III. Residência habitual.</p><p>IV. Local de ocorrência do óbito.</p><p>V. Específico para óbitos fetais e de menores de um ano.</p><p>VI. Condições e causas do óbito.</p><p>VII. Dados do médico que assinou a DO.</p><p>VIII. Causas externas.</p><p>IX. Utilizado em localidades sem médico, em que o registro oficial do óbito é feito por duas testemunhas.</p><p>Módulo 8:</p><p>Serviço de Verificação de Óbito (SVO)</p><p>O Serviço de Verificação de Óbito – SVO é um serviço público para determinar a causa de morte natural ocorrido</p><p>sem assistência médica, com assistência médica sem elucidação diagnóstica ou decorrente de doenças de</p><p>interesse da saúde pública. É considerada MORTE NATURAL aquela que tem como causa a doença que iniciou a</p><p>sucessão de eventos mórbidos que levou diretamente à morte.</p><p>Casos que devem ser encaminhados ao SVO</p><p>Casos de morte natural (morte súbita, óbitos domiciliares sem assistência médica e não suspeito de causa</p><p>externa/violenta, óbitos em Pronto Atendimento sem causa conhecida, Casos notificados e/ou em estudo pela</p><p>vigilância epidemiológica).</p><p>Morte Natural</p><p>As mortes naturais em acompanhamento médico e com diagnóstico bem definido, devem ser atestadas pelo</p><p>médico que acompanhou o paciente em vida. Neste caso não há necessidade de encaminhar o corpo para o</p><p>SVO.</p><p>Se a circunstância do óbito for natural, mas a causa for desconhecia, a pessoa pode ter morrido em casa, num</p><p>hospital ou em via pública, o corpo será encaminhado para o SVO. Dessa forma, o Serviço de Verificação de</p><p>Óbito desenvolve um trabalho diferente do que é feito pelo Departamento Médico Legal (DML), da Secretaria de</p><p>Segurança Pública, que investiga mortes por causas externas, como quedas, envenenamentos, homicídios e</p><p>outras situações de morte violenta ou acidental.</p><p>Procedimentos para liberação de corpos:</p><p>Documentos de identificação com foto do falecido e também o CPF e CNS. O familiar de 1º grau (cônjuge, pais,</p><p>irmãos, filhos e avós) que autorizará o procedimento de necropsia a ser realizado, também deve apresentar</p><p>seus documentos.</p><p>Para familiar de 2º grau (netos, tios e sobrinhos, etc.) é necessário complementação com certidão de</p><p>nascimento para comprovar parentesco. No caso onde não é comprovado o parentesco, o reclamante será</p><p>encaminhado para obter autorização judicial para liberação dos procedimentos e sepultamento.</p><p>Sempre que possível, trazer documentos médicos, prontuários, exames laboratoriais, ou de imagem,</p><p>pertinentes à doença do falecido.</p><p>No caso de óbitos fetais ou recém-nascidos, é necessário trazer todos os exames pré-natais, inclusive o cartão</p><p>da gestante e de vacinas, bem como exames de ultrassonografia, quando estiverem disponíveis.</p><p>Para os óbitos fetais, as unidades hospitalares devem encaminhar juntamente com o corpo, a placenta para</p><p>análise.</p><p>É importante que a pessoa a vir reclamar o corpo possa fornecer informações acerca dos últimos dias de vida</p><p>e/ou histórico de saúde do falecido, e nos casos de gestantes, fetos e recém nascidos, o histórico da gestação e</p><p>parto.</p><p>Procedimento e finalidade da necropsia</p><p>É um procedimento realizado por médicos patologistas, com auxílio de técnicos de necropsia, em pessoa</p><p>falecida (após devidamente autorizados por parente de primeiro grau), encaminhadas ao SVO para elucidação</p><p>do óbito.</p><p>A necropsia consiste do exame externo e interno do corpo, anotações e observações sobre quaisquer aspectos</p><p>que possam ser encontrados fora do normal. Durante o procedimento são coletados fragmentos de tecidos</p><p>(partes de órgãos) para análise microscópica posterior, caso seja necessário.</p><p>Na suspeita de determinadas doenças são colhidos, sangue e líquor de meninges (líquido que protege o sistema</p><p>nervoso central) para exames laboratoriais como por exemplo cultura, bacterioscopia e pesquisa de agentes</p><p>infecciosos.</p><p>Apenas após a realização da necropsia ou uma análise detalhada do corpo é possível o preenchimento da</p><p>Declaração de Óbito, pelo médico patologista.</p><p>Muitas vezes o diagnóstico da causa do óbito é completamente elucidado durante o procedimento, porém o</p><p>esclarecimento definitivo da causa mortis requer o estudo microscópico subsequente do material coletado no</p><p>momento da necropsia.</p><p>A confecção de lâminas para análise e elucidação dos casos que não foram definidos apenas com o</p><p>procedimento de necropsia é parte integrante dos serviços prestados pelo SVO, bem como elaboração de</p><p>laudos conclusivos das causas do óbito. A liberação dos laudos cadavéricos, após solicitado, pode levar até 90</p><p>dias.</p><p>Módulo 9:</p><p>Tanatopraxia e Necromaquiagem</p><p>O mercado da estética é vasto, oferecendo oportunidades para os profissionais de</p><p>Cosmetologia e Estética atuarem em diversas áreas, como estética corporal, facial, capilar,</p><p>entre outras. Um nicho interessante dentro desse mercado é a Tanatopraxia e a</p><p>Necromaquiagem. A Tanatopraxia, também conhecida como embalsamamento, é o estudo e</p><p>os cuidados dispensados ao corpo após a morte, visando preservá-lo. Já a Necromaquiagem</p><p>consiste em uma forma de camuflagem, utilizando produtos específicos para melhorar a</p><p>aparência da pele.</p><p>No curso de Cosmetologia e Estética da Univali, durante a disciplina de maquiagem, surgiu o</p><p>interesse em aprofundar o conhecimento sobre essas áreas por meio de uma revisão</p><p>bibliográfica. Atualmente, há uma demanda crescente por esses serviços, exigindo</p><p>profissionais qualificados. Assim como a Tanatopraxia, a Necromaquiagem é um campo</p><p>promissor, pois é responsável pelo toque final no corpo falecido, buscando melhorar sua</p><p>aparência.</p><p>Profissionais Tecnólogos em Cosmetologia e Estética podem se destacar nesse mercado, pois</p><p>possuem conhecimentos relevantes, como anatomia facial e corporal e visagismo, que são</p><p>úteis para os procedimentos de harmonização e embelezamento dos cadáveres. Lidar com a</p><p>morte não é fácil para a maioria das pessoas, e ter uma boa lembrança do ente querido é</p><p>essencial. A restauração do corpo por meio dessas técnicas permite que os familiares se</p><p>despeçam de seus entes queridos de forma mais tranquila, preservando sua dignidade.</p><p>A Tanatopraxia foi desenvolvida nos EUA durante a Guerra Civil para preservar os corpos dos</p><p>militares, e chegou ao Brasil na década de 1990. Ela consiste na aplicação de produtos</p><p>químicos para desinfecção e retardamento do processo de decomposição. Já a</p><p>Necromaquiagem, também conhecida como reparação facial, busca minimizar marcas de</p><p>enfermidades e acidentes, devolvendo ao falecido uma aparência natural.</p><p>Essas técnicas são essenciais para manter a dignidade do falecido e proporcionar conforto</p><p>aos familiares. O mercado para esses profissionais é promissor, e é importante que estejam</p><p>sempre atualizados e preparados psicologicamente para exercer suas atividades com</p><p>segurança e respeito.</p><p>Módulo 10:</p><p>O que faz o Instituto Médico Legal (IML)?</p><p>Certamente você já ouviu falar de situações em que uma investigação criminal teve que passar por uma perícia</p><p>do Instituto Médico Legal. Esse órgão público, também chamado de Departamento Médico Legal, é responsável</p><p>pelas necropsias e laudos de cadáveres das Polícias Científicas dos Estados brasileiros.</p><p>Neste módulo, iremos explicar o que é o Instituto Médico Legal, em que situações devemos acionar esse órgão</p><p>e qual a sua importância para a sociedade.</p><p>O que é o Instituto Médico Legal?</p><p>O Instituto Médico Legal é um órgão público que oferece bases técnicas para o julgamento de causas criminais,</p><p>geralmente relacionadas a mortes. A mais conhecida função do IML é a autópsia de cadáveres, porém as suas</p><p>funções não se resumem a isso. Outros exames realizados pelos médicos legistas são:</p><p>• Análises de toxicologia;</p><p>• Exames de lesões corporais e de constatação de violência sexual;</p><p>• Avaliação de sanidade mental;</p><p>• Exames de constatação de idade.</p><p>Como você deve ter percebido, a maior parte das investigações feitas no IML ocorrem em pessoas vivas,</p><p>vítimas de acidentes de trânsito ou trabalho, agressões e outras circunstâncias.</p><p>Quando devemos acionar o IML?</p><p>Como dissemos, existem algumas situações em que devemos solicitar os serviços do Instituto Médico Legal.</p><p>Neste artigo, falaremos das circunstâncias que envolvem morte.</p><p>De modo geral, um corpo deve ser encaminhado para o IML nas seguintes situações:</p><p>• Morte violenta, ou seja, falecimento por acidentes de trânsito ou de trabalho, homicídios ou suicídios;</p><p>• Morte suspeita, isto é, quando há desconfiança de que houve um homicídio;</p><p>• Óbito por causas naturais em pessoas não identificadas.</p><p>Ainda, existem as mortes que ocorrem em casa, a pessoa não era assistida por um médico – e não se sabe as</p><p>causas do óbito. Nesses casos, se não houver suspeita de homicídio ou violência, é o Serviço de Verificação de</p><p>Óbitos (SVO) que deve examinar o corpo.</p><p>Quais são os procedimentos do Instituto Médico Legal?</p><p>Depois de entender o que é IML, você deve estar se perguntando quais são os procedimentos realizados pelos</p><p>peritos. A princípio, o corpo passa por uma série de exames que têm como objetivo determinar as causas</p><p>exatas da morte.</p><p>Não existe um tempo determinado de duração para essas investigações, mas elas devem durar apenas o</p><p>necessário e obter o máximo de respostas. Isso é feito para evitar a retirada do corpo do túmulo</p><p>posteriormente, prática que costuma causar transtornos para a família e todos os envolvidos.</p><p>Então, depois de determinadas as causas da morte, os médicos assinam o Atestado de Óbito e tem início o</p><p>processo de liberação do corpo. Essa liberação deve ser acompanhada por um parente de primeiro grau (pai,</p><p>mãe ou filhos) ou maridos e esposas. Porém, na falta dessas pessoas, parentes de segundo grau (primos, tios)</p><p>podem dar continuidade ao processo.</p><p>Módulo 11:</p><p>Traslado de Corpos</p><p>O que é o traslado de corpos?</p><p>O traslado de corpos é um serviço essencial para o transporte dos restos mortais de uma pessoa falecida, seja</p><p>por morte acidental, súbita ou natural, até o local de origem, permitindo que os ritos funerários e despedidas</p><p>pelos familiares ocorram adequadamente.</p><p>Além do traslado entre cidades e estados, o serviço também pode ser internacional, embora seja importante</p><p>ressaltar que, em casos de falecimento fora do país, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não assume</p><p>responsabilidades por despesas, tanto para turistas quanto para residentes no exterior.</p><p>Outra situação em que o traslado é comum é quando os familiares desejam mudar o sepultamento para outro</p><p>cemitério, o que geralmente requer o processo de exumação. Nesses casos, é fundamental seguir as normas e</p><p>regulamentos locais, incluindo o tempo mínimo para a exumação.</p><p>Quais são as principais regras sobre o traslado de corpos?</p><p>O transporte de restos mortais tem diversas exigências para garantir a integridade do corpo e a segurança dos</p><p>envolvidos. Para traslados intermunicipais, interestaduais ou internacionais, é essencial observar as normas de</p><p>cada localidade, incluindo as regras específicas de transporte aéreo, caso necessário.</p><p>Documentos como cópia autenticada da identidade do solicitante, certidão de óbito, laudo médico de</p><p>embalsamento e autorizações policiais e sanitárias são comumente exigidos. Além disso, as funerárias devem</p><p>cumprir requisitos como veículos adequados, contrato social válido, CNPJ regular e alvará de funcionamento em</p><p>dia.</p><p>Os custos do traslado variam conforme a distância e o tipo de transporte, sendo que o transporte aéreo</p><p>internacional pode custar entre R$ 2,7 mil e R$ 6,3 mil, dependendo da companhia aérea. Em casos de</p><p>falecimento durante viagem com seguro viagem, a seguradora pode cobrir os custos do traslado.</p><p>Para conservar os restos mortais durante o transporte, especialmente em casos de demora ou longas</p><p>distâncias, é necessário realizar o processo adequado de embalsamento, conforme normas da Anvisa (Agência</p><p>Nacional de Vigilância Sanitária).</p><p>Em resumo, o traslado de corpos é um serviço complexo, sujeito a várias regulamentações, cujo objetivo é</p><p>garantir que os ritos funerários sejam respeitados e que os familiares possam despedir-se adequadamente de</p><p>seus entes queridos.</p><p>Módulo 12:</p><p>Entendendo a Exumação</p><p>O que é exumação?</p><p>Exumação é o ato de desenterrar. O processo consiste na remoção dos despojos mortais de um ente querido</p><p>(ossos) do jazigo e a sua respectiva reacomodação em uma urna exclusiva para esta finalidade.</p><p>A exumação é normalmente solicitada com o objetivo de abrir espaço na gaveta para um novo sepultamento,</p><p>seja em um jazigo familiar ou por aluguel de gaveta por tempo determinado.</p><p>O processo de exumar é um momento doloroso para a família. Ele pode ser considerado um segundo</p><p>sepultamento, pois a memória da perda do ente querido é reavivada, desencadeando um segundo luto em</p><p>menor intensidade.</p><p>É muito importante que as empresas envolvidas neste processo reconheçam a sensibilidade do momento e</p><p>ofereçam um atendimento adequado.</p><p>Quais são os requisitos legais?</p><p>O prazo mínimo para a exumação de corpos, a partir da data de sepultamento, é de 3 (três) anos para adultos e</p><p>de 2 (dois) anos para criança até a idade de seis anos.</p><p>Fora dos prazos estabelecidos acima, a exumação poderá ser autorizada por ordem judicial ou pedido de</p><p>autoridade sanitária. Decreto Estadual 16.017/80 artigo 551.</p><p>Mesmo cumprindo o prazo legal de três anos não é certo que o corpo esteja apto a realização da exumação.</p><p>Fatores com umidade, falta de circulação de ar e utilização de tanatopraxia podem retardar o processo natural</p><p>de decomposição.</p><p>Como solicitar a exumação?</p><p>Para solicitar a exumação é necessário entrar em contato com o cemitério onde o ente querido foi sepultado.</p><p>O pedido de exumação deve ser feito pelo cônjuge ou filhos, sempre maiores de 18 (dezoito) anos. Na falta</p><p>deles, utilizar a ordem estabelecida pelo artigo 1.829 da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. (filhos</p><p>ou cônjuge; pais; irmãos…)</p><p>O parente que está solicitando a exumação deve assinar o requerimento de exumação. Caso o dono do jazigo</p><p>não seja o requerente da exumação, ele também deve assinar o requerimento.</p><p>Os documentos solicitados são:</p><p>I – Certidão de óbito;</p><p>II – Documento com foto do requerente;</p><p>III – Documento que comprove o parentesco do requerente com o falecido.</p><p>Para casos de morte violenta (p.ex. por perfuração, projétil de arma de fogo, etc) é necessário a “certidão de</p><p>objeto e pé” do Processo. Esta certidão é obtida no Fórum, em que tramita o processo. Para trasladação dos</p><p>despojos mortais</p><p>para outro cemitério é necessária uma carta com autorização do cemitério ou crematório que</p><p>irá receber os despojos.</p><p>Se for levado para outro município ou estado, há necessidade de autorização emitida pelo Distrito Policial.</p><p>No município de São Paulo, o pedido de exumação é regulamentado pelo Decreto Municipal Nº 59.196.</p><p>Por que exumar?</p><p>A prática da exumação é bastante comum no Brasil, o que possibilita um uso racional e ecológico dos espaços</p><p>destinados a cemitérios.</p><p>Em Jazigo próprio a decisão de exumar é exclusiva da família. Neste caso, a opção pela exumação está</p><p>relacionada à intenção de abrir espaço para novos sepultamentos.</p><p>O aluguel de gaveta para sepultamento é outro momento em que a exumação é muito utilizada. A locação é</p><p>uma modalidade de enterro utilizada pelas famílias que não possuem jazigo próprio, muito comum na cidade de</p><p>São Paulo.</p><p>Parte significativa dos óbitos da cidade utilizam o serviço de aluguel nos cemitérios municipais, conhecido como</p><p>quadra Geral. São cerca de 26.000 sepultamentos anuais, que representam 40% do total de óbitos da cidade.</p><p>Alguns cemitérios particulares também oferecem este serviço.</p><p>O aluguel se dá por um período de 3 anos. Após este período a família precisa dar um destino aos despojos</p><p>mortais do ente querido falecido.</p><p>Normalmente, os despojos mortais são exumados e realocados em um jazigo da família ou em um ossuário.</p><p>Como é realizada a exumação?</p><p>A exumação é realizada por profissionais habilitados para tais serviços. É obrigatório o uso de EPIs para</p><p>proteção dos profissionais.</p><p>O jazigo é aberto e a urna retirada. Em local aberto, a tampa do caixão é removida. Os restos mortais do ente</p><p>querido falecido (ossos) são separados e acondicionados em uma urna adequada para este fim.</p><p>A urna pode ser realocada no próprio jazigo ou pode ser levada para outro local de acordo com a preferência da</p><p>família.</p><p>Os restos de caixão e roupas são encaminhados para um local em acordo com as normas sanitárias locais.</p><p>A família, caso não se sinta à vontade em participar deste momento, não precisa acompanhar o processo</p><p>presencialmente.</p><p>Módulo 13:</p><p>O Que Significa a Cremação?</p><p>A cremação é um procedimento de redução do corpo humano após o falecimento que, por meio de altas</p><p>temperaturas, se transforma em cinzas. Ela surgiu há milhares de anos; as civilizações grega e romana já</p><p>optavam pela cremação como uma forma nobre de destino após a morte. Apesar de se associar essa prática</p><p>aos anos de 1000 a.C. para os gregos e 750 a.C. para os romanos, não se sabe ao certo a data da sua origem.</p><p>É importante que as crenças religiosas sejam consideradas na hora da escolha, pois enquanto, para algumas</p><p>crenças (o budismo e o hinduísmo, por exemplo), a cremação é obrigatória para a purificação e a libertação da</p><p>alma, para outras (como o islamismo e o judaísmo), ela não pode ser realizada de forma alguma.</p><p>No catolicismo, o procedimento foi proibido até aproximadamente 1960. Atualmente, a cremação é permitida</p><p>para pessoas dessa religião, com a recomendação de que as cinzas não sejam espalhadas.</p><p>Uma das ressalvas comuns que as pessoas têm em relação à cremação é a respeito do valor. No entanto, essa</p><p>opção é menos custosa que o sepultamento, pois são evitados alguns custos, como o jazigo e a taxa de</p><p>manutenção.</p><p>Assim, a escolha da melhor alternativa deve ser discutida pela família. Nesse sentido, muitas pessoas</p><p>conversam sobre o destino que desejam dar ao seu corpo após o seu falecimento e, em casos assim, é</p><p>importante que a vontade seja respeitada. Também é possível registrar em cartório o desejo de ser cremado.</p><p>COMO A CREMAÇÃO ACONTECE?</p><p>Agora que você já sabe o que é a cremação, vamos entender melhor como acontece esse procedimento. É</p><p>importante saber que existem algumas regras para o processo, que variam de acordo com o estado. Porém, em</p><p>geral, ela só pode acontecer depois do tempo mínimo de 24 horas após a emissão da declaração de óbito.</p><p>Preparação</p><p>O corpo passa por uma preparação, em que são retirados os objetos metálicos e os implantes, como marca-</p><p>passo, para garantir a segurança. Ele fica por algum tempo em câmara fria, antes de ser submetido ao calor.</p><p>Incineração</p><p>Na sequência, o corpo, que está em um recipiente adequado — produzido em material ecológico, sem química,</p><p>vidros, metais e verniz —, é introduzido em uma câmara. Lá, é exposto a uma temperatura de</p><p>aproximadamente 800°C, responsável pela desintegração. A temperatura se eleva e é preciso que um</p><p>profissional responsável monitore todo o procedimento, que dura entre 2 e 3 horas.</p><p>A cremação sempre deve ser feita individualmente. No Brasil, é ilegal fazer cremações simultâneas, além de as</p><p>câmaras não serem capazes de comportar mais de um corpo.</p><p>Fragmentação</p><p>Após o processo com o calor, o corpo cremado precisa repousar em uma superfície metálica, onde são</p><p>removidos quaisquer resíduos metálicos. Em seguida, passa-se pelo cremulador, uma máquina que faz com que</p><p>os resíduos se tornem fragmentos muito pequenos.</p><p>Por fim, eles passam por outra máquina para a pulverização, até que se tornem um pó fino. Ele é lacrado e pode</p><p>ser transferido para uma urna adequada, para que seja entregue à família.</p><p>COMO AS CINZAS DEVEM SER GUARDADAS?</p><p>Depois da cremação, é preciso fazer outra escolha muito importante: como as cinzas serão guardadas. Uma</p><p>alternativa que pode ajudar na despedida é mantê-las em um local especial para o ente querido. Para algumas</p><p>pessoas, essa é uma forma importante de preservar a memória com carinho e prestar homenagens.</p><p>Além disso, alguns cemitérios contam com um espaço chamado columbário, que é destinado especificamente</p><p>para guardar as cinzas e é um local calmo e agradável para fazer orações a quem já se foi.</p><p>Da mesma forma, existe a opção de transformar as cinzas em algo diferente, como uma joia, uma obra de arte</p><p>ou uma árvore. Essas alternativas são interessantes para quem deseja sentir a pessoa sempre por perto, de</p><p>maneira mais ampla. No caso da árvore, por exemplo, as cinzas podem ser colocadas em urnas biodegradáveis,</p><p>específicas para receber a terra e uma muda.</p><p>QUAIS AS PRINCIPAIS CURIOSIDADES SOBRE A CREMAÇÃO?</p><p>Para naturalizarmos o processo de cremação e aceitarmos que é uma das opções possíveis diante da perda de</p><p>um ente querido, vamos mostrar algumas informações interessantes sobre o processo. Veja a seguir.</p><p>É uma prática comum em alguns lugares</p><p>Apesar de ser uma tradição em crescimento no Ocidente, nos países do Oriente essa é considerada uma prática</p><p>purificadora, o que a torna mais comum. Ela tem a função religiosa-filosófica, assim, de eliminar os defeitos</p><p>daquela pessoa e liberar a sua alma. Alguns dos locais nos quais a prática é mais usual são:</p><p>• Japão;</p><p>• Inglaterra;</p><p>• Hong Kong;</p><p>• China;</p><p>• Índia.</p><p>Essa é uma alternativa que era comum, por exemplo, na Grécia Antiga. Eles faziam o processo em fogo aberto e</p><p>enviavam as cinzas para as terras natais. Isso começou a se tornar mais delicado por questões religiosas — por</p><p>exemplo, para os judeus, não pode haver destruição do corpo, já que a alma se desprende lentamente dele.</p><p>Só ocorre um processo por vez</p><p>Após o velório e a condução para uma sala refrigerada, o corpo precisa aguardar outros processos de cremação</p><p>serem realizados, se for o caso. Isso porque é ilegal que ele seja executado de forma coletiva, por exemplo.</p><p>Além disso, as próprias câmaras não apresentam tamanho para comportar mais de um corpo. É preciso que a</p><p>cremação seja realizada assim, até mesmo como forma de respeito aos familiares, para que possam receber os</p><p>restos mortais corretos e definirem o destino de acordo com a vontade de homenagear aquela pessoa querida.</p><p>Há casos em que a cremação não pode ser realizada</p><p>Por mais que seja um desejo do ente querido falecido, há circunstâncias nas quais</p><p>não é possível realizar a</p><p>cremação. Ter ciência disso é fundamental para encontrar outras formas de homenagear a pessoa.</p><p>Legalmente, em caso de morte violenta, a pessoa não poderia ser cremada. Isso porque, em caso de reabertura</p><p>da investigação, por meio de exumação, é preciso ter acesso ao corpo para realizar laudos adicionais. A</p><p>exceção é quando há uma autorização judicial para isso.</p><p>A CREMAÇÃO É UM PROCESSO MAIS ECONÔMICO</p><p>Muitas pessoas desistem dessa opção por acreditarem que é um processo mais caro do que o sepultamento.</p><p>Curiosamente, não é. Essa é uma opção mais barata, já que não envolve alguns custos, como:</p><p>• terreno;</p><p>• locação do espaço;</p><p>• compra do jazigo;</p><p>• manutenção do jazigo.</p><p>No caso da cremação, não há essas questões, o que torna tudo mais barato. Além disso, se for vontade da</p><p>família e do ente querido, é mais prático. Isso não impede, por exemplo, de deixar as cinzas no cemitério para</p><p>que os ritos de homenagem possam ser feitos ali — no caso, a urna ficará no columbário local. Ali, serão</p><p>depositadas as cinzas da pessoa, que poderão ser visitadas sempre que familiares e amigos queridos quiserem.</p><p>A CREMAÇÃO POLUI O AMBIENTE?</p><p>Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a cremação não polui o ambiente. Para isso, é preciso que o</p><p>processo seja feito com alguns cuidados, que garantem a preservação ambiental. Assim, existem</p><p>regulamentações para que tudo seja realizado de maneira ética e sem impactos à natureza.</p><p>Em relação aos gases que são produzidos, é importante saber que são liberadas apenas água e uma pequena</p><p>quantidade de gás carbônico.</p><p>Os equipamentos para o procedimento também contam com filtros de ar, que reduzem os resíduos tóxicos</p><p>gerados. Já as cinzas são compostas por cálcio e potássio e não oferecem nenhum risco de contaminação,</p><p>mesmo em casos de falecimento decorrente de enfermidade.</p><p>Para quem considera a importância das questões ambientais, que tal transformar-se em uma árvore? As</p><p>biournas permitem isso. Elas são compostas de uma cápsula que possibilita a germinação da semente e da</p><p>parte na qual são depositadas as cinzas. De acordo com a decomposição da cápsula, as cinzas alimentam as</p><p>raízes da árvore. Uma bela forma de renascer, não é mesmo?</p><p>Agora que você entendeu melhor o que é cremação e como ela funciona, pode refletir a respeito. É importante</p><p>escolher a maneira mais saudável de lidar com o luto e prestar a última homenagem a quem se foi. Assim, a</p><p>família precisa encontrar a alternativa que trará maior conforto nesse momento.</p><p>Módulo 14:</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Apostilas</p><p>Tanatopraxia e Necromaquiagem: Um Mercado para Profissionais da Estética1.</p><p>Recomendações Técnicas de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por Atividades - ACESC2.</p><p>SETEC - Serviços Técnicos Gerais - Autarquia Municipal de Campinas3.</p><p>A Declaração de Óbito: Documento Necessário e Importante (2009)4.</p><p>Sites</p><p>Agente Funerário: O que Faz e 5 Competências para se Tornar um - Signum Cursos</p><p>Exumação - Cerejeiras</p><p>O que é Cremação? - Blog Primaveras</p><p>Serviço de Verificação de Óbitos - Secretaria da Saúde da Bahia</p><p>Serviço de Verificação de Óbitos - Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo</p><p>Instituto Médico Legal - Viva Mais Plan</p><p>Saiba Tudo sobre Serviços Funerários - Parque das Flores</p><p>Traslado de Corpos - Blog Primaveras</p><p>https://signumcursos.com.br/blog/agente-funerario-o-que-faz-e-5-competencias-para-se-tornar-um/</p><p>https://cerejeiras.com.br/blog/exumacao/</p><p>https://blog.primaveras.com.br/o-que-e-cremacao/</p><p>https://www.saude.ba.gov.br/suvisa/svo/</p><p>https://saude.es.gov.br/servico-de-verificacao-de-obitos-2</p><p>https://www.vivamaisplan.com.br/instituto-medico-legal/</p><p>https://parquedasflores.com.br/blog/saiba-tudo-sobre-servicos-funerarios</p><p>https://blog.primaveras.com.br/traslado-de-corpos/</p>

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