Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>0 EDUCADOR/ORIENTADOR SOCIAL NO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUAS) MÓDULO 1 Assistência social e 0 trabalho socioeducativo: fundamentos da atuação do(a) educador(a) social no SUAS primeiro aspecto que chama atenção ao se observarem as funções do educador social/orientador social, é a junção entre o "educador" e o "social". Essa relação, que mais tarde se denomina socioeducação, ou educação social, é um elemento importante para nossa conversa. Veja que, apesar de ser um tema de grande relevância, a discussão sobre o chamado trabalho socioeducativo é recente, sobretudo no SUAS. Estamos falando mais precisamente de um trabalho socioeducativo desenvolvido pela figura do educador/orientador social. GG "Portanto, trabalho socioeducativo, na perspectiva aqui adotada, é entendido como uma ferramenta político-pedagógica, de forma que, a partir dela, os sujeitos possam ampliar seus processos de consciência, refletir sobre sua condição e seu lugar na sociedade [...]." (FAERMANN; NASCIMENTO, 2016, p. 9). 1.10 trabalho socioeducativo trabalho socioeducativo se apresenta como uma ferramenta político-pedagógica. Isso nos ajuda a entender que este trabalho pode ser uma ferramenta, portanto, uma técnica que se desenvolve para a operacionalização de um serviço. Esta é a dimensão técnico-operativa do trabalho socioeducativo. Mas ele é mais do que isso. Quando se atribui a um trabalho específico a possibilidade de contribuir para a reflexão dos sujeitos sobre sua situação e seu lugar na sociedade, essa intervenção ganha outro caráter. Seu trabalho adquire uma importância estratégica para o desenvolvimento daquele serviço. Essa importância estratégica do desenvolvimento do trabalho socioeducativo de educadores/orientadores sociais detém uma dimensão teórica e metodológica. Ou seja, sua atuação estará sempre baseada em determinada perspectiva teórica que irá fundamentar a sua intervenção metodológica.</p><p>Pense que tudo que fazemos no agir profissional está baseado em uma intencionalidade, ou seja, visa alcançar algum objetivo. Neste caso, o trabalho socioeducativo pode assumir "características disciplinadoras, voltadas ao enquadramento do 'cliente' em sua inserção institucional e na vida social, como pode se voltar para uma perspectiva emancipadora, defendendo, preservando e efetivando direitos sociais" (YAZBEK, 2006, p. 28). De fato, a partir da perspectiva a intervenção do educador/orientador social poderá ser um instrumento técnico- operativo que contribua com a defesa dos direitos sociais das famílias e indivíduos ou poderá também apenas disciplinar, oprimir e moralizar a vida desses sujeitos, deixando de contribuir com sua emancipação Foto: [Art Stocker]/ Shutterstock. Podemos dizer que, a partir do desenvolvimento do SUAS, uma das perspectivas que possibilita o desenvolvimento de um trabalho social que alcance seus pressupostos está ancorada na noção do trabalho socioeducativo a partir da concepção de Paulo Freire e da chamada "educação popular". GG "Nesta perspectiva, a educação popular não se restringe à educação formal e escolar, muito pelo contrário. Entendemos [...] que educação se constitui como um amplo processo de formação, que passa por diferentes dimensões da vida dos sujeitos, contribuindo para tomada do senso crítico, para o desenvolvimento de seu processo de formação da consciência, ou seja, para sua constituição enquanto ser social." (FARAGE, 2012, p. 209). Na mesma linha, Freire acrescenta que diferentes posturas por parte do educador/trabalhador social podem contribuir ou, ao contrário, impossibilitar a libertação do ser humano. Desta forma, ele argumenta que: GG "[...] trabalhador social [...] tem que fazer sua opção: ou adere à mudança que ocorre no sentido da verdadeira humanização do homem, de seu ser mais, ou fica a favor da permanência. Isto não significa, contudo, que deva, em seu trabalho pedagógico, impor sua opção aos demais. Se atua desta forma, apesar de afirmar sua opção pela libertação do homem e pela sua humanização, está trabalhando de maneira contraditória, isto é, manipulando, adapta-se somente à ação domesticadora do homem que, em lugar de prende-o." (FREIRE, 1979, p. 26).</p><p>ENCONTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR PAULO FREIRE ESTÁ PRESENTE. III Encontro de Educação Popular do CEU Heliópolis, 18/5/2020. Fonte: Prefeitura de São Paulo. Sem ter isso em mente, as funções do profissional perderão sentido e seguiremos repetindo as mesmas ações sem contribuir com processos de mudança na sociedade em que vivemos. Para a atuação de educadores/orientadores sociais, vamos tratar do trabalho socioeducativo com famílias que integra o trabalho social com famílias no SUAS. Seguindo as citações anteriores, todo trabalho tem uma fundamentação teórica. Vamos nos aqui a duas possibilidades principais. o trabalho socioeducativo pode ser alienado ou emancipatório. Ele pode contribuir para a superação das situações adversas das relações sociais ou pode servir para fiscalizar e estigmatizar o comportamento das famílias e indivíduos, sem promover a melhoria da sua situação de vida. Veja que seguir a perspectiva que visa a emancipação dos sujeitos é fundamental para o desenvolvimento e o conhecimento das funções do educador/orientador social. Daí que suas funções devem ser conhecidas e refletidas para seu aperfeiçoamento e atuação cotidiana. Ou seja, seu trabalho deve impactar na relação dos indivíduos consigo e nas relações familiares, comunitárias e sociais, no sentido de contribuir para o desenvolvimento de valores democráticos, humanos e cidadãos. Para isso, é fundamental compreender que os sujeitos, as famílias e os indivíduos não são meros objetos a serem manipulados pelos encaminhamentos e pelas orientações dadas por esse profissional. Esses sujeitos têm e interesses e devem ser identificados "[...] como um dos protagonistas do processo interativo e não como um receptor dos serviços estabelecidos previamente pelo poder público ou mesmo pelas organizações" (TORRES, 2009, p. 18).</p><p>Foto: [Fizkes]/ Shutterstock. Mas nem sempre foi assim. Vocês puderam ver que, historicamente, os sujeitos eram tratados, no âmbito das políticas sociais, como meros objetos de intervenção, não eram tidos como sujeitos ou protagonistas. Assim, não se enfrentavam as expressões da questão social e as desigualdades sociais e as situações de opressão. Apenas se "ajustavam" as famílias e indivíduos a modelos idealizados para o seu adestramento e bom comportamento, visando a disciplina, e não a reflexão e a transformação. A concepção emancipatória que tratamos aqui inverte a lógica anterior, e um dos seus principais ganhos no trabalho socioeducativo passa a ser que, no processo metodológico, o usuário é o sujeito reconhecido como protagonista dessa relação (TORRES, 2009, p. 18). GG "Salienta-se que, no decorrer do trabalho socioeducativo, profissional vale-se, além dos conteúdos teóricos, de instrumentos e de técnicas para operacionalizar o seu fazer, proporcionando às famílias momentos de reflexão crítica sobre a realidade e possibilitando a transformação, ainda que processual, de seus processos de consciência." (FAERMANN; NASCIMENTO, 2016, p. 11). Veja que a transformação dos processos de consciência é algo complexo e que o profissional que atua como educador/orientador social contribui em direção a isso, mas não é o responsável por isso. Clique no player para ouvir o podcast sobre a relação entre o educador/orientador social e os sujeitos atendidos. PODCAST 0:00 / 1:11 Ler transcrição</p><p>1.2 Pressupostos sobre 0 trabalho socioeducativo e sua relação com 0 SUAS trabalho socioeducativo é guiado por importantes pressupostos que constam na orientação técnica para o PAIF. Clique no player para ver quais são. Médio M1 Pressupostos do trabalho socioeducativo Tudo isso que vimos anteriormente deve ser compreendido pelo profissional que desempenha tais funções. Quanto ao conjunto de trabalhadores do SUAS, educadores e orientadores sociais devem ser reconhecidos como profissionais integrantes das equipes de referência no SUAS. Sua designação de "educador" ou "orientador" indica que tais profissionais desempenham funções de apoio direto no provimento de serviços, programas, projetos e benefícios. Devem ser reconhecidos, portanto, como essenciais para as ofertas e a proteção social no SUAS.</p>