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<p>COMPREENDER a anatomia e</p><p>histologia do sistema digestório;</p><p>COMPREENDER a anatomia da parede</p><p>anterolateral do abdome, peritônio e cavidade</p><p>peritonial;</p><p>O trato digestório e os órgãos anexos constituem o</p><p>sistema digestório. O trato digestório é um tubo oco que</p><p>se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também</p><p>chamado de canal alimentar ou trato gastrintestinal. As</p><p>estruturas do trato digestório incluem: Boca, Faringe,</p><p>Esôfago, Estômago, Intestino Delgado, Intestino</p><p>Grosso, Reto e Ânus. (TORTORA, 2016).</p><p>O comprimento do trato gastrintestinal, medido no</p><p>cadáver, é de cerca de 9 m. Na pessoa viva é menor</p><p>porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos</p><p>do trato gastrintestinal mantém o tônus.</p><p>Os órgãos digestório acessórios são os Dentes, a</p><p>Língua, as Glândulas Salivares, o Fígado, Vesícula</p><p>Biliar e o Pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento</p><p>físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na</p><p>deglutição. Os outros órgãos digestórios acessórios,</p><p>nunca entram em contato direto com o alimento.</p><p>Produzem ou armazenam secreções que passam para</p><p>o trato gastrintestinal e auxiliam na decomposição</p><p>química do alimento. (TORTORA, 2016).</p><p>O trato gastro intestinal é um tubo longo e sinuoso de</p><p>10 a 12 metros de comprimento desde a extremidade</p><p>cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus).</p><p>o 1- Destina-se ao aproveitamento pelo</p><p>organismo, de substâncias estranhas ditas</p><p>alimentares, que asseguram a manutenção de</p><p>seus processos vitais.</p><p>o 2- Transformação mecânica e química das</p><p>macromoléculas alimentares ingeridas</p><p>(proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de</p><p>tamanhos e formas adequadas para serem</p><p>o</p><p>o</p><p>absorvidas pelo intestino.</p><p>o 3- Transporte de alimentos digeridos, água e</p><p>sais minerais da luz intestinal para os capilares</p><p>sanguíneos da mucosa do intestino.</p><p>o 4- Eliminação de resíduos alimentares não</p><p>digeridos e não absorvidos juntamente com</p><p>restos de células descamadas da parte do trato</p><p>gastro intestinal e substâncias secretadas na luz</p><p>do intestino.</p><p>o Mastigação: Desintegração parcial dos</p><p>alimentos, processo mecânico e químico.</p><p>o Deglutição: Condução dos alimentos através</p><p>da faringe para o esôfago.</p><p>o Ingestão: Introdução do alimento no estômago.</p><p>o Digestão: Desdobramento do alimento em</p><p>moléculas mais simples.</p><p>o Absorção: Processo realizado pelos intestinos.</p><p>o Defecação: Eliminação de substâncias não</p><p>digeridas do trato gastro intestinal.</p><p>O trato gastro intestinal apresenta diversos</p><p>segmentos que sucessivamente são: BOCA,</p><p>FARINGE, ESÔFAGO, ESTÔMAGO, INTESTINO</p><p>DELGADO, INTESTINO GROSSO, RETO e ÂNUS.</p><p>Órgãos Anexos:</p><p> GLÂNDULAS PARÓTIDAS</p><p> GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES</p><p> GLÂNDULAS SUBLINGUAIS</p><p> FÍGADO E VESÍCULA BILIAR</p><p> PÂNCREAS</p><p>A boca também referida</p><p>como Cavidade Oral ou Bucal é formada pelas</p><p>bochechas (formam as paredes laterais da face e são</p><p>constituídas externamente por pele e internamente por</p><p>mucosa), pelos palatos duro (parede superior) e mole</p><p>(parede posterior) e pela língua (importante para o</p><p>transporte de alimentos, sentido do gosto e fala). O</p><p>palato mole se estende posteriormente na cavidade</p><p>bucal como a úvula, que é uma estrutura com forma de</p><p>letra V e que está suspensa na região superior e</p><p>posterior da cavidade bucal. (TORTORA, 2016).</p><p>Limites da Cavidade Oral</p><p>Cavidade Bucal</p><p>A cavidade da boca é onde o alimento é ingerido e</p><p>preparado para a digestão no estômago e intestino</p><p>delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a</p><p>saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita a</p><p>formação de um bolo alimentar controlável. A deglutição</p><p>é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase</p><p>voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da</p><p>boca para a faringe – a parte expandida do trato</p><p>digestório – onde ocorra a fase automática da</p><p>deglutição. (MOORE, 2019).</p><p>A cavidade da boca consiste em duas partes: o</p><p>vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. O</p><p>vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda</p><p>entre os dentes e a gengiva e os lábios e as</p><p>bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço</p><p>entre os arcos dentais superior e inferior. É limitada</p><p>lateral e anteriormente pelos arcos alveolares maxilares</p><p>e mandibulares que alojam os dentes. O teto da</p><p>cavidade da boca é formado pelo palato.</p><p>Posteriormente, a cavidade da boca se comunica com a</p><p>parte oral da faringe. Quando a boca está fechada e em</p><p>repouso, a cavidade da boca é completamente ocupada</p><p>pela língua. (MOORE, 2019).</p><p>Palato Duro e palato mole</p><p>Palato Duro</p><p>*Dentes: Os dentes são estruturas cônicas, duras,</p><p>fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são</p><p>usados na mastigação e na assistência à fala.</p><p>Crianças têm 20 dentes decíduos (primários ou de</p><p>leite). Adultos normalmente possuem 32 dentes</p><p>secundários. Na época em que a criança está com 2</p><p>anos de idade, provavelmente já estará com um</p><p>conjunto completo de 20 dentes de leite. Quando um</p><p>adulto jovem já está com algo entre 17 e 24 anos de</p><p>idade, geralmente está presente em sua boca um</p><p>conjunto completo de 32 dentes permanentes.</p><p>(TORTORA, 2019).</p><p>São estruturas rijas, esbranquiçadas, implantadas em</p><p>cavidades da maxila e da mandíbula,</p><p>denominadas alvéolos dentários.</p><p>-Em cada dente distinguem-se três partes:</p><p>o Raiz, implantada no alvéolo,</p><p>o Colo, circundado pela gengiva;</p><p>o Coroa, livre, e entre elas uma zona estreitada.</p><p>-No homem adulto, há 32 dentes, sendo:</p><p>o 8 incisivos; cortar</p><p>o 4 caninos; rasgar</p><p>o 8 pré-molares;esmagar e moer</p><p>o e 12 molares. Triturar</p><p>*Esmalte— a camada mais externa da superfície</p><p>do dente. É o tecido mais duro e mineralizado de</p><p>todo o corpo humano, mas pode ser danificado se</p><p>os dentes não forem higienizados adequadamente.</p><p>*Dentina— camada dentária situada abaixo do</p><p>esmalte. Se a cárie conseguir atravessar o</p><p>esmalte, ela passa a atacar a dentina, onde há</p><p>milhões de pequenos túbulos que vão diretamente</p><p>à polpa do dente.</p><p>*Polpa—tecido mole situado no centro do dente,</p><p>onde se encontram o nervo e os vasos</p><p>sangüíneos. Quando a cárie atingir essa área, as</p><p>pessoas geralmente sentem dor. (MOOORE,</p><p>2019).</p><p>FVonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto</p><p>Alegre: Artmed, 2000.</p><p>*CONCEITO DE LÍNGUA</p><p>A língua é o principal órgão do sentido do gosto e um</p><p>importante órgão da fala, além de auxiliar na</p><p>mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no</p><p>soalho da boca, dentro da curva do corpo da mandíbula.</p><p>A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso</p><p>hioide pelos músculos hioglosso e genioglosso e pela</p><p>membrana glossioidea; à epiglote, por três pregas da</p><p>mucosa; ao palato mole, pelos arcos palato-glossos, e a</p><p>faringe, pelos músculos constritores superiores da</p><p>faringe e pela mucosa.</p><p>O ápice é a extremidade anterior, um tanto</p><p>arredondada, que se apóia contra a face lingual dos</p><p>dentes incisivos inferiores. (MOORE, 2019).</p><p>A face inferior possui uma mucosa entre o soalho da</p><p>boca e a língua na linha mediana que forma uma prega</p><p>vertical nítida, o frênulo da língua.</p><p>O teto da cavidade bucal está constituído pelo palato</p><p>e neste reconhecemos o palato duro, anterior, ósseo,</p><p>e o palato mole, posterior, muscular.</p><p>O palato separa a cavidade nasal da cavidade bucal.</p><p>Do palato mole, no plano mediano, projeta-se uma</p><p>saliência cônica, a úvula e, lateralmente, duas pregas</p><p>denominadas arco palatoglosso (a mais anterior) e</p><p>o arco palatofaríngeo (a mais posterior), produzidas</p><p>por músculos que recebem os mesmos nomes dos</p><p>arcos.</p><p>Podemos agora definir os limites do istmo das</p><p>fauces que comunica a cavidade bucal com</p><p>do ramo caudal da alça do</p><p>intestino médio. O ápice do divertículo cecal não cresce</p><p>tão rapidamente como o restante; assim, o apêndice é</p><p>inicialmente um pequeno divertículo do ceco. O</p><p>apêndice aumenta rapidamente em comprimento, tanto</p><p>que, ao nascimento, ele é um tubo relativamente longo,</p><p>surgindo da extremidade distal do ceco. Após o</p><p>nascimento, a parede do ceco cresce de maneira</p><p>desigual, e o resultado é que o apêndice passa a sair de</p><p>sua face medial. O apêndice está sujeito a</p><p>consideráveis variações em sua posição. Como o colo</p><p>ascendente se alonga, o apêndice pode passar</p><p>posteriormente ao ceco (apêndice retrocecal que ocorre</p><p>em mais de 60% das pessoas) ou ao colo (apêndice</p><p>retrocólico). Ele pode também descer sobre a borda da</p><p>pelve (apêndice pélvico). (MOORE, 2019).</p><p>Os derivados do intestino posterior são:</p><p> O terço esquerdo até metade do colo transverso; o colo</p><p>descendente e o colo sigmoide; o reto e a parte superior</p><p>do canal anal.</p><p> O epitélio da bexiga urinária e a maior parte da uretra.</p><p>Todos os derivados do intestino posterior são</p><p>supridos pela artéria mesentérica inferior, a artéria do</p><p>intestino posterior. A junção entre o segmento do colo</p><p>transverso derivado do intestino médio e aquele que se</p><p>origina do intestino posterior é indicada pela mudança</p><p>na circulação sanguínea de um ramo da artéria</p><p>mesentérica superior (artéria do intestino médio) para</p><p>um ramo da artéria mesentérica inferior (artéria do</p><p>intestino posterior). O colo descendente torna-se</p><p>retroperitoneal quando o seu mesentério se funde com o</p><p>peritônio da parede abdominal posterior esquerda e,</p><p>então, desaparece. O mesentério do colo sigmóide é</p><p>mantido, porém ele é mais curto do que no embrião.</p><p>Esta porção terminal expandida do intestino posterior</p><p>é uma câmara revestida por endoderma sendo limitada</p><p>pela membrana cloacal que é constituída pelo</p><p>endoderma e pelo ectoderma superficial do proctodeu, e</p><p>recebe o alantóide ventralmente, que é um divertículo</p><p>digitiforme. (MOORE, 2019).</p><p>Septação da Cloaca</p><p>A cloaca é septada em porções dorsal e ventral através</p><p>de uma projeção do mesênquima — o septo urorretal.</p><p>Quando o septo cresce em direção à membrana cloacal,</p><p>ele desenvolve extensões bifurcadas que produzem</p><p>pregas das paredes laterais da cloaca. Essas pregas</p><p>crescem uma em direção a outra e se fundem formando</p><p>um septo que divide a cloaca em duas partes:</p><p> Reto e porção cranial do canal anal,</p><p> Seio urogenital,</p><p>Na sétima semana, o septo urorretal já se fundiu com</p><p>a membrana cloacal, dividindo-a em uma membrana</p><p>anal dorsal e uma membrana urogenital, maior e</p><p>ventral. A área de fusão do septo urorretal com a</p><p>membrana cloacal é representada, no adulto, pelo corpo</p><p>perineal. (MOORE, 2019)</p><p>O septo urorretal também divide o esfíncter cloacal</p><p>em porções anterior e posterior. A porção posterior</p><p>origina o esfíncter anal externo e a porção anterior se</p><p>desenvolve para a formação dos músculos transverso</p><p>superficial do períneo, bulbo esponjoso e</p><p>isquiocavernoso. Este detalhe do desenvolvimento</p><p>explica por que um nervo, o nervo pudendo, supre todos</p><p>esses músculos. Proliferações mesenquimais produzem</p><p>elevações do ectoderma superficial ao redor da</p><p>membrana anal. Como resultado, logo essa membrana</p><p>estará localizada no fundo de uma depressão</p><p>ectodérmica — o proctodeu ou fosseta anal.</p><p>A membrana anal normalmente se rompe ao final da</p><p>oitava semana, levando a porção final do trato digestivo</p><p>(canal anal) a se comunicar com a vesícula amniótica.</p><p>a parte da</p><p>faringe: Superiormente, está limitado pela úvula;</p><p>lateralmente, pelo arco palatoglosso e, inferiormente,</p><p>pelo dorso da língua.</p><p>No dorso da língua encontramos um sulco mediano</p><p>que divide a língua em metades simétricas. Nos 2/3</p><p>anteriores do dorso da língua encontramos as papilas</p><p>linguais. Já no 1/3 posterior encontramos numerosas</p><p>glândulas mucosas e folículos linfáticos (tonsila lingual).</p><p>*Papilas Linguais – são projeções do cório,</p><p>abundantemente distribuídas nos 2/3 anteriores da</p><p>língua, dando a essa região uma aspereza</p><p>característica. Os tipos de papilas são: papilas valadas,</p><p>fungiformes, filiformes e simples.</p><p>PAPILAS LINGUAIS</p><p>A língua é dividida em metades por um septo fibroso</p><p>mediano que se estende por todo o seu comprimento e</p><p>se fixa inferiormente no osso hioide. Em cada metade</p><p>há dois conjuntos de músculos, extrínsecos e</p><p>intrínsecos.</p><p>o Os Músculos Extrínsecos são: Genioglosso,</p><p>Hioglosso, Condroglosso, Estiloglosso e</p><p>Palatoglosso.</p><p>o Os Músculos Intrínsecos são: Longitudinal</p><p>Superior, Longitudinal Inferior, Transverso e</p><p>Vertical.</p><p>A faringe é um tubo que se estende da boca até o</p><p>esôfago.</p><p>A faringe apresenta suas paredes muito espessas</p><p>devido ao volume dos músculos que a revestem</p><p>externamente, por dentro, o órgão é forrado pela</p><p>mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida</p><p>passagem do alimento.</p><p>O movimento do alimento, da boca para o estômago,</p><p>é realizado pelo ato da deglutição. A deglutição é</p><p>facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe</p><p>e o esôfago.</p><p>Três estágios:</p><p> Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado</p><p>para a parte oral da faringe.</p><p> Faríngeo: passagem involuntária do bolo</p><p>alimentar pela faringe para o esôfago.</p><p> Esofágico: passagem involuntária do bolo</p><p>alimentar pelo esôfago para o estômago.</p><p>LIMITES DA FARINGE:</p><p> Superior – corpo do esfenoide e porção basilar</p><p>do osso occipital</p><p> Inferior – esôfago</p><p> Posterior – coluna vertebral e fáscia dos</p><p>músculos longo do pescoço e longo da cabeça</p><p> Anterior – processo pterigoideo, mandíbula,</p><p>língua, osso hioide e cartilagens tireoide e</p><p>cricoide</p><p> Lateral – processo estiloide e seus músculos</p><p>*PARTES DA FARINGE:</p><p>A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal</p><p>(Nasofaringe), oral (Orofaringe) e laríngea</p><p>(Laringofaringe).</p><p>o Parte Nasal – situa-se posteriormente ao nariz</p><p>e acima do palato mole e se diferencia da</p><p>outras duas partes por sua cavidade</p><p>permanecer sempre aberta. Comunica-se</p><p>anteriormente com as cavidades nasais através</p><p>das coanas. Na parede posterior encontra-se a</p><p>tonsila faríngea (adenoide em crianças).</p><p>o Parte Oral – estende-se do palato mole até o</p><p>osso hioide. Em sua parede lateral encontra-se</p><p>a tonsila palatina.</p><p>o Parte Laríngea – estende-se do osso hioide à</p><p>cartilagem cricoide. De cada lado do orifício</p><p>laríngeo encontra-se um recesso denominado</p><p>seio piriforme. (MOORE, 2019).</p><p>A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória</p><p>e digestória. O ato da deglutição normalmente direciona</p><p>o alimento da garganta para o esôfago, um longo tubo</p><p>que se esvazia no estômago.</p><p>Durante a deglutição, o alimento normalmente não</p><p>pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do</p><p>fechamento temporário das aberturas dessas vias.</p><p>Assim durante a deglutição, o palato mole move-se</p><p>em direção a abertura da parte nasal da faringe; a</p><p>abertura da laringe é fechada quando a traqueia move-</p><p>se para cima e permite a uma prega de tecido, chamada</p><p>de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.</p><p>O movimento da laringe também simultaneamente puxa</p><p>as cordas vocais e aumentando a abertura entre a parte</p><p>laríngea da faringe e o esôfago. O bolo alimentar passa</p><p>pela parte laríngea da faringe e entra no esôfago em 1-2</p><p>segundos.(MOORE, 2019).</p><p>O esôfago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se</p><p>estende entre a faringe e o estômago. Se localiza</p><p>posteriormente à traqueia começando na altura da 7ª</p><p>vértebra cervical. Perfura o diafragma pela abertura</p><p>chamada hiato esofágico e termina na parte superior do</p><p>estômago. Mede cerca de 25 centímetros de</p><p>comprimento.</p><p>PARTES DO ESÔFAGO</p><p>A presença de alimento no interior do esôfago</p><p>estimula a atividade peristáltica, e faz com que o</p><p>alimento mova-se para o estômago.</p><p>As contrações são repetidas em ondas que</p><p>empurram o alimento em direção ao estômago. A</p><p>passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca</p><p>para o estômago leva 4 – 8 segundos ; alimentos muito</p><p>moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.</p><p>Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago</p><p>para o interior do esôfago causa azia (ou pirose). A</p><p>sensação de queimação é um resultado da alta acidez</p><p>do conteúdo estomacal.</p><p>O refluxo gastresofágico se dá quando o esfíncter</p><p>esofágico inferior (localizado na parte superior do</p><p>esôfago) não se fecha adequadamente após o alimento</p><p>ter entrado no estômago, o conteúdo pode refluir para a</p><p>parte inferior do esôfago.</p><p>-PORÇÕES DO ESÔFAGO:</p><p>O esôfago é formado por três porções:</p><p> Porção Cervical: porção que está em contato</p><p>íntimo com a traqueia.</p><p> Porção Torácica: é a porção mais importante,</p><p>passa por trás do brônquio esquerdo</p><p>(mediastino superior, entre a traqueia e a coluna</p><p>vertebral).</p><p> Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma</p><p>e pressiona o fígado, formando nele a</p><p>impressão esofágica.</p><p>estômago está situado no abdome,</p><p>logo abaixo do diafragma, anteriormente ao pâncreas,</p><p>superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É</p><p>parcialmente coberto pelas costelas. O estômago está</p><p>localizado no quadrante superior esquerdo do abdome,</p><p>entre o fígado e o baço. (MOORE, 2019).</p><p>O estômago é o segmento mais dilatado do tubo</p><p>digestório, em virtude dos alimentos permanecerem</p><p>nele por algum tempo, necessita ser um reservatório</p><p>entre o esôfago e o intestino delgado.</p><p>A forma e posição do estômago são muito variadas</p><p>de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para</p><p>baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada</p><p>expiração e por isso não pode ser descrita como típica.</p><p>*REGIÕES DO ESTÔMAGO:</p><p>O estômago é divido em 4 áreas (regiões) pr</p><p>incipais: Cárdia, Fundo, Corpo e Piloro.</p><p>*O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima</p><p>do ponto onde se faz a junção do esôfago com o</p><p>estômago.</p><p>*O corpo representa cerca de 2/3 do volume total.</p><p>*Para impedir o refluxo do alimento para o esôfago,</p><p>existe uma válvula (orifício de entrada do estômago –</p><p>óstio cárdico ou orifício esofágico inferior), a Cárdia,</p><p>situada logo acima da curvatura menor do estômago. É</p><p>assim denominada por estar próximo ao coração.</p><p>(MOORE, 2019).</p><p>*Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino</p><p>delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma</p><p>poderosa válvula muscular, um esfíncter</p><p>chamado Piloro (orifício de saída do estômago – óstio</p><p>pilórico).</p><p>Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma</p><p>porção denominada antro-pilórica.</p><p>O estômago apresenta ainda duas partes: a Curvatura</p><p>Maior (margem esquerda do estômago) e a Curvatura</p><p>Menor</p><p>FUNÇÕES DIGESTIVAS DO ESTÔMAGO:</p><p> Digestão do alimento</p><p> Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas</p><p>digestórias e ácido hidroclorídrico como</p><p>substâncias mais importantes.</p><p> Secreção de hormônio gástrico e fator</p><p>intrínseco.</p><p> Regulação do padrão no qual o alimento é</p><p>parcialmente digerido e entregue ao intestino</p><p>delgado.</p><p> Absorção de pequenas quantidades de água e</p><p>substâncias dissolvidas.</p><p>*OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O abdome</p><p>está separado do tórax, internamente, por um septo</p><p>muscular, o m. diafragma, disposto em cúpula de</p><p>concavidade inferior.</p><p>O m. diafragma apresenta uma parte tendínea,</p><p>o centro tendíneo, e outra carnosa, periférica, que se</p><p>prende às 6 últimas costelas, extremidade caudal do</p><p>esterno e à coluna</p><p>vertebral. (MOORE, 2019)</p><p>A a. aorta, a v. cava inferior e o esôfago atravessam o</p><p>diafragma passando pelo hiato aórtico, forame da veia</p><p>cava e hiato esofágico, respectivamente. O músculo</p><p>diafragma exerce importante função na mecânica</p><p>respiratória.</p><p>A principal parte da digestão ocorre no intestino</p><p>delgado, que se estende do piloro até a junção</p><p>ileocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino</p><p>grosso. O intestino delgado é um órgão indispensável.</p><p>Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem</p><p>no intestino delgado, portanto sua estrutura é</p><p>especialmente adaptada para essa função. Sua</p><p>extensão fornece grande área de superfície para a</p><p>digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada</p><p>pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.</p><p>O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7</p><p>metros de comprimento, podendo variar entre 5 e 8</p><p>metros (o comprimento de intestino delgado e grosso</p><p>em conjunto após a morte é de 9 metros).</p><p>*PARTES DO INTESTINO DELGADO:</p><p>O intestino delgado, que consiste em</p><p>o Duodeno,</p><p>o Jejuno</p><p>o Íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal</p><p>onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do</p><p>intestino grosso.</p><p>*Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado.</p><p>Recebe este nome por ter seu comprimento</p><p>aproximadamente igual à largura de doze dedos (25</p><p>centímetros). É a única porção do intestino delgado que</p><p>é fixa. Não possui mesentério. Tem o formato de “C”</p><p>*PARTES DO DUODENO:</p><p>Apresenta 4 Partes:</p><p>1) Parte Superior ou 1ª porção – origina-se no piloro e</p><p>estende-se até o colo da vesícula biliar.</p><p>2) Parte Descendente ou 2ª porção – é</p><p>desperitonizada e encontramos a chegada de dois</p><p>Ductos:</p><p> Ducto Colédoco – provêm da vesícula biliar e</p><p>do fígado (bile)</p><p> Ducto Pancreático – provêm do pâncreas</p><p>(suco ou secreção pancreática)</p><p>3) Parte Horizontal ou 3ª porção</p><p>4) Parte Ascendente ou 4ª porção</p><p>*Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz</p><p>continuação ao duodeno, recebe este nome porque</p><p>sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo</p><p>(aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais</p><p>espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.</p><p>*Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz</p><p>continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação</p><p>com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais</p><p>finas e menos vascularizadas que o jejuno. Distalmente,</p><p>o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que</p><p>recebe o nome de óstio ileocecal. (TORTORA, 2018).</p><p>Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de</p><p>comprimento. A maior parte do jejuno situa-se no</p><p>quadrante superior esquerdo, enquanto a maior parte do</p><p>íleo situa-se no quadrante inferior direito. O jejuno e o</p><p>íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.</p><p>DUODENO</p><p>DUCTO COLÉDOCO E ESTRUTURAS</p><p>ADJASCENTES</p><p>INTESTINO DELGADO:</p><p>O intestino grosso pode ser comparado com uma</p><p>ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5</p><p>centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento.</p><p>Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à parede</p><p>posterior do abdômen pelo mesecolo.</p><p>O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez</p><p>que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a</p><p>consistência típica do bolo fecal.</p><p>O intestino grosso apresenta algumas diferenças em</p><p>relação ao intestino delgado: o calibre, as tênias, os</p><p>haustos e os apêndices epiploicos.</p><p>O intestino grosso é mais calibroso que o intestino</p><p>delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. O</p><p>calibre vai gradativamente afinando conforme vai</p><p>chegando no canal anal.</p><p>As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas</p><p>de aproximadamente 1 centímetro de largura e que</p><p>percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São</p><p>mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.</p><p>Os haustos do cólon (saculações) são abaulamentos</p><p>ampulares separados por sulcos transversais.</p><p>Os apêndices epiploicos são pequenos pingentes</p><p>amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em</p><p>gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmoide.</p><p>O intestino grosso é dividido em 4 partes principais:</p><p>o Ceco (cecun),</p><p>o Colo (cólun) (Ascendente, Transverso,</p><p>Descendente e Sigmoide),</p><p>o Reto</p><p>o Ânus.</p><p>A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que</p><p>se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do</p><p>material proveniente do intestino delgado, existe uma</p><p>válvula localizada na junção do íleo com o ceco –</p><p>Válvula Ileocecal (ileocólica). No fundo do ceco,</p><p>encontramos o Apêndice Vermiforme. (MOORE, 2019).</p><p>A porção seguinte do intestino grosso é o Colo,</p><p>segmento que se prolonga do ceco até o ânus.</p><p>Colo Ascendente – Colo Transverso – Colo</p><p>Descendente – Colo Sigmoide</p><p>o Colo Ascendente – é a segunda parte do</p><p>intestino grosso. Passa para cima do lado</p><p>direito do abdome a partir do ceco para o lobo</p><p>direito do fígado, onde se curva para a</p><p>esquerda na flexura direita do colo (flexura</p><p>hepática).</p><p>o Colo Transverso – é a parte mais larga e mais</p><p>móvel do intestino grosso. Ele cruza o abdome</p><p>a partir da flexura direita do colo até a flexura</p><p>esquerda do colo, onde curva-se inferiormente</p><p>para tornar-se colo descendente. A flexura</p><p>esquerda do colo (flexura esplênica),</p><p>normalmente mais superior, mais aguda e</p><p>menos móvel do que a flexura direita do colo.</p><p>o Colo Descendente – passa</p><p>retroperitonealmente a partir da flexura</p><p>esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda,</p><p>onde ele é contínuo com o colo sigmoide.</p><p>o Colo Sigmoide – é caracterizado pela sua alça</p><p>em forma de “S”, de comprimento variável. O</p><p>colo sigmoide une o colo descendente ao reto.</p><p>A terminação das tênias do colo,</p><p>aproximadamente a 15 cm do ânus, indica a</p><p>junção reto-sigmoide.</p><p>o Flexura Hepática – entre o cólon ascendente e o</p><p>cólon transverso.</p><p>o Flexura Esplênica – entre o cólon transverso e o</p><p>cólon descendente. (MOORE, 2019).</p><p>DIVISÕES DO IG</p><p>O reto recebe este nome por ser quase retilíneo.</p><p>Este segmento do intestino grosso termina ao perfurar o</p><p>diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus)</p><p>passando a se chamar de canal anal. (TORTORA,</p><p>2019).</p><p>O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros</p><p>de comprimento) é importante por apresentar algumas</p><p>formações essenciais para o funcionamento intestinal,</p><p>das quais citamos os esfincteres anais.</p><p>O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta</p><p>de um espessamento de fibras musculares lisas</p><p>circulares, sendo consequentemente involuntário. O</p><p>esfíncter anal externo é constituído por fibras</p><p>musculares estriadas que se dispõem circularmente em</p><p>torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário.</p><p>Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a</p><p>defecação possa ocorrer. (MOORE, 2019).</p><p>*FUNÇÕES DO INTESTINO GROSSO:</p><p> Absorção de água e de certos eletrólitos;</p><p> Síntese de determinadas vitaminas pelas</p><p>bactérias intestinais;</p><p> Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);</p><p> Eliminação de resíduos do corpo (defecação).</p><p>*O QUE É PERISTALTISMO:</p><p>Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas</p><p>movem o material fecal do ceco para o interior do colo</p><p>ascendente, transverso e descendente. Á medida que</p><p>se move através do colo, a água é continuamente</p><p>reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para</p><p>o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino</p><p>grosso por um período maior perdem o excesso de</p><p>água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao</p><p>contrário, movimentos rápidos do intestino não</p><p>permitem tempo suficiente para que ocorra a</p><p>reabsorção de água, causando diarreia. (DRAKE, 2019).</p><p>Trata-se de a maior membrana</p><p>serosa do corpo, formada por duas lâminas de epitélio</p><p>pavimentoso simples situada sobre uma camada de</p><p>tecido conjuntivo frouxo. O peritônio possui um aspecto</p><p>transparente, escorregadio e brilhante, localizando-se</p><p>na cavidade abdominopélvica, revestindo-a, assim como</p><p>envolvendo e suspendendo</p><p>as vísceras. A lâmina de</p><p>mesotélio que recobre a parede abdominal posterior é</p><p>chamada de peritônio parietal, enquanto a outra que</p><p>reveste as vísceras abdominais é denominada peritônio</p><p>visceral. Entre as lâminas de peritônio localiza-se uma</p><p>cavidade peritoneal. (DRAKE, 2019).</p><p>*Peritônio parietal O peritônio parietal está diretamente</p><p>ligado à parede abdominal, revestindo-a anterior e</p><p>posteriormente. Ele geralmente é fixado pelo tecido</p><p>conjuntivo extraperitonial, frouxamente, de maneira que</p><p>permite alterações no tamanho de estruturas como a</p><p>bexiga e o reto. Visto que este reveste a parede</p><p>abdominal, a vascularização sanguínea, linfática e a</p><p>inervação somática do peritônio é a mesma da região. A</p><p>dor no peritônio parietal, em geral, é bem localizada,</p><p>exceto na face inferior da parte central do diafragma,</p><p>por ser inervada pelos nervos frênicos, a dor não é bem</p><p>localizada nesta região.</p><p>*Peritônio visceral O peritônio visceral relembra</p><p>invaginações do peritônio parietal a partir da parede</p><p>abdominal, que atua para envolver completa ou</p><p>parcialmente grande parte das vísceras do abdome. Os</p><p>órgãos cobertos por ele têm a mesma vascularização e</p><p>inervação. Além disso, o peritônio visceral é insensível</p><p>ao toque, calor, frio e laceração, de forma que para ser</p><p>estimulado, é necessário distensão e irritação química.</p><p>Consequentemente, a dor que ocorre na região é mal</p><p>localizada e dependente dos dermátomos dos gânglios</p><p>vertebrais, responsáveis por emitir as fibras sensitivas.</p><p>As dores relacionadas ao intestino anterior são sentidas</p><p>na região epigástrica, do intestino médio na região</p><p>umbilical enquanto as do intestino posterior na região</p><p>púbica. (MOORE, 2019).</p><p>*Órgãos intraperitoneais</p><p>São órgãos que são completamente ou quase</p><p>revestidos por peritônio visceral, tais como o estômago,</p><p>o fígado e o baço. O termo “intraperitoneal” não significa</p><p>estar dentro da cavidade peritoneal, mas sim que os</p><p>órgãos referidos estão cobertos quase que</p><p>completamente por peritônio visceral e, isso ocorre</p><p>devido à invaginações de tais órgãos para dentro do</p><p>saco fechado durante o período de desenvolvimento.</p><p>*Órgãos retroperitoneais</p><p>Diferentemente dos órgãos intraperitoneais, os</p><p>retroperitoneais são parcialmente revestidos,</p><p>usualmente em apenas uma face, e estão localizados</p><p>entre o peritônio parietal e a parede posterior do</p><p>abdome. Alguns órgãos retroperitoneais já se</p><p>desenvolvem fora do peritônio, a exemplo dos rins,</p><p>enquanto outros iniciam seu desenvolvimento dentro e,</p><p>ao longo do desenvolvimento, movem-se</p><p>posteriormente ao peritônio, como é o caso do</p><p>pâncreas, duodeno distal e dos colos ascendente e</p><p>descendente.</p><p>Localizada na cavidade abdominal e continuando até</p><p>a cavidade pélvica, a cavidade peritoneal pode ser</p><p>entendida como um espaço potencial entre as lâminas</p><p>parietal e visceral do peritônio. Nesta cavidade há uma</p><p>pequena quantidade de líquido seroso responsável por</p><p>lubrificar as faces peritoneais e, consequentemente,</p><p>permitir alguma mobilidade entre as vísceras, o que</p><p>evitaria atrito durante os processos da digestão. No</p><p>entanto, além do líquido peritoneal (composto por água,</p><p>proteína, eletrólitos e solutos derivados do líquido</p><p>intersticial nos tecidos adjacentes), a cavidade é</p><p>certamente vazia. Além de lubrificar, o líquido peritoneal</p><p>contém células do sistema imune, como leucócitos e</p><p>anticorpos, sendo capaz de reagir e resistir à infecções.</p><p>Em situação de normalidade, a cavidade não contém</p><p>gases e, durante um evento inflamatório, a quantidade</p><p>de líquido pode aumentar para ajudar na defesa do</p><p>organismo. (DRAKE, 2018).</p><p>Fig. 9: Vista superior da cavidade peritoneal destacado em azul, a</p><p>partir de um corte transversal. Fonte: Standring (2011).</p><p>-Formações peritoneais</p><p>O peritônio apresenta características próprias como a</p><p>sua forma convoluta em que se dispõe bastante</p><p>enrolado em torno de si ou das vísceras. Isto leva a</p><p>projeção de estruturas relacionadas que ainda devem</p><p>servir como passagem de estruturas neurovasculares</p><p>(vasos, nervos, ductos) da parede do corpo aos órgãos,</p><p>além de permitir suporte e fixação.</p><p>Consiste em duas lâminas de peritônio fixando órgãos</p><p>intraperitoneais à parede abdominal posterior,</p><p>geralmente, com tecido conjuntivo frouxo associado.</p><p>Representa um meio de comunicação neurovascular</p><p>entre as vísceras e a parede do corpo. Sua</p><p>nomenclatura varia de acordo com a parte do sistema</p><p>digestório em que se relaciona, como por exemplo:</p><p>mesoesôfago, mesocolo transverso, mesocolo</p><p>sigmóide, mesoapêndice. Exceção ao intestino delgado</p><p>onde denomina-se apenas “mesentério”. (MOORE,</p><p>2019).</p><p>São pregas em duas camadas de peritônios com</p><p>tecido conjuntivo interposto. Partem do estômago e da</p><p>parte proximal do duodeno até os órgãos adjacentes. O</p><p>omento menor parte da curvatura menor do estômago e</p><p>da parte proximal do duodeno, dirigindo-se até o fígado.</p><p>Suas camadas se dividem e envolvem o estômago,</p><p>cobrindo as superfícies anterior e posterior do órgão.</p><p>Já o omento maior representa a maior prega</p><p>peritoneal existente, consistindo numa membrana dupla,</p><p>onde cada membrana é formada por duas camadas de</p><p>peritônio (totalizando quatro camadas de peritônio)</p><p>firmemente aderidas uma a outra, separadas por uma</p><p>quantidade escassa de tecido conjuntivo. Fixa-se a</p><p>curvatura maior do estômago, segue trajeto</p><p>descendente pela cavidade abdominal, dobra-se e</p><p>ascende superiormente até o colo transverso e seu</p><p>mesentério, ganhando a forma de um avental.</p><p>Fig. 11: Omento menor destacado em verde. Vista anterior. Fonte:</p><p>Kenhub.</p><p>-Ligamentos peritoneais</p><p>Também são formados por uma dupla camada de</p><p>peritônio e tecido conjuntivo associado, unindo um</p><p>órgão ao outro ou à parede abdominal. Destaca-se no</p><p>fígado o ligamento falciforme, onde suas camadas</p><p>envolvem o órgão e estabelece a ligação com a parede</p><p>do abdome. Geralmente, os ligamentos se apresentam</p><p>como partes contínuas dos omentos, como os</p><p>ligamentos hepatogástrico e hepatoduodenal.</p><p>-Pregas Peritoniais:</p><p>Consiste numa reflexão de peritônio que se encontra</p><p>elevada da parede abdominal por vasos sanguíneos,</p><p>ductos ou ligamentos formados a partir de vasos fetais</p><p>obliterados subjacentes. Um exemplo são as pregas</p><p>gastropancreáticas esquerda e direita, que se</p><p>sobrepõem às artérias gástrica esquerda e hepática,</p><p>respectivamente.</p><p>-Recessos peritoneais</p><p>São possíveis fossas ou recessos formadas na</p><p>cavidade peritoneal por uma prega peritoneal.</p><p>Apresentam importância clínica, pois partes do intestino</p><p>podem penetrá-las e sofrer compressão, causando,</p><p>posteriormente, uma herniação interna. Estão presentes</p><p>em sua maioria nas partes do intestino grosso.</p><p>Após rotação e surgimento da curvatura maior do</p><p>estômago, a cavidade peritoneal se divide, passando a</p><p>ter a parte principal e maior denominada saco maior –</p><p>a cavidade peritoneal propriamente dita – que circunda</p><p>a maioria das vísceras abdominais. A outra parte,</p><p>o saco menor – bolsa omental – está localizada</p><p>posterior ao estômago e omento menor, sendo capaz de</p><p>permitir o movimento do estômago, visto que suas</p><p>paredes anterior e posterior deslizam-se livremente</p><p>sobre si. Ela tem duas limitações, o recesso superior,</p><p>dado pelo diafragma e duas camadas posteriores dos</p><p>ligamentos coronários do fígado; e o recesso</p><p>inferior, entre as partes superiores do omento maior.</p><p>O forame omental, ou epiplóico, é responsável pela</p><p>comunicação entre os dois sacos e se situa</p><p>posteriormente à margem livre do omento menor.</p><p>Com intuito clínico, a cavidade peritoneal pode ser</p><p>dividida em duas porções, sendo elas o compartimento</p><p>supra e inframesocólico, separadas parcialmente pelo</p><p>colo transverso e seu mesocolo. Essa divisão influencia</p><p>em diagnósticos e tratamentos de processos</p><p>patológicos, que estão frequentemente contidos no</p><p>interior desses espaços.</p><p>*Mesocolo transverso</p><p>Também denominado mesentério do cólon transverso,</p><p>divide a cavidade peritoneal propriamente dita em</p><p>compartimento supracólico, onde estão o estômago,</p><p>fígado e baço, e compartimento infracólico, que contém</p><p>intestino delgado e os colos ascendente e descendente</p><p>do intestino grosso. Este está situado posterior ao</p><p>omento maior e apresenta também uma divisão a partir</p><p>do mesentério do intestino, formando assim os espaços</p><p>infracólicos direito e esquerdo. A comunicação entre os</p><p>compartimentos é possível a partir dos sulcos</p><p>paracólicos.</p><p>*Peritônio da pelve</p><p>O peritônio parietal da cavidade abdominal descende</p><p>até a cavidade pélvica, porém não chega a revestir o</p><p>assoalho pélvico, localizando-se por sobre as vísceras</p><p>pélvicas. Em ambos os sexos, o peritônio dispõem-se</p><p>sobre a superfície anterior do reto, tornando-o um órgão</p><p>retroperitoneal.(DRAKE, 2018).</p><p>Paredes Abdominais</p><p>- Embora contínua, a parede abdominal pode ser</p><p>subdividida em parede anterior, parede lateral direita,</p><p>parede lateral esquerda e parede posterior.</p><p>- As parede se caracterizam por ser</p><p>musculoaponeuróticas (exceto a posterior) e o limite</p><p>entre elas não é bem definido - daí o termo parede</p><p>anterolateral do abdome.</p><p>2) Delimitação</p><p>- Limite superior: cartilagens das VII a X costelas e</p><p>processo xifoide;</p><p>- Limite inferior: ligamento inguinal e margens</p><p>superiores das faces anterolaterais do cingulo do</p><p>membro inferior (cristas ilíacas, cristas púbicas e sínfise</p><p>púbica).</p><p>3) Composição Geral</p><p>- Pele: (epiderme e derme) está frouxamente fixada à</p><p>tela subcutânea, exceto no umbigo;</p><p>- Tela subcutânea: composta por gordura, músculos e</p><p>suas aponeuroses e fáscia, gordura extraperitoneal e</p><p>peritônio parietal. A maior parte da parede anterolateral</p><p>é composta por três camadas musculotendíneas, com</p><p>as fibras de cada camada dispostas em direções</p><p>diferentes.</p><p>A tela subcutânea da maior parte da parede tem</p><p>tecido adiposo, sendo um importante depósito de</p><p>gordura. Inferiormente ao umbigo, a tela subcutânea é</p><p>reforçada por muitas fibras elásticas e colágenas,</p><p>formando duas camadas: panículo adiposo do abdome</p><p>(fáscia de Camper) e o estrato membranáceo da tela</p><p>subcutânea do abdome (fáscia de Scarpa). (MOORE,</p><p>2019).</p><p>A camada superficial, a camada intermediária e a</p><p>camada profunda da fáscia de revestimento cobrem as</p><p>faces externas das três camadas musculares da parede</p><p>anterior anterolateral do abdome e suas aponeuroses,</p><p>não sendo facilmente separadas delas.</p><p>- A face interna da parede do abdome é revestida por</p><p>lâminas membranosas de tecido conjutivo com</p><p>espessuras variáveis, formando a fáscia parietal do</p><p>abdome.</p><p>Embora contínua, suas partes são denominadas de</p><p>acordo com o músculo/aponeurose que revestem.</p><p>Ex.: a porção que reveste a face profunda do m.</p><p>transverso do abdome é sua aponeurose, é a fáscia</p><p>transversal.</p><p>O Peritônio parietal é formado por uma camada</p><p>simples de células epiteliais + estroma, situa-se</p><p>internamente a fáscia transversal e é separado dela por</p><p>gordura extraperitoneal.</p><p>5) Músculos da Parede Anterolateral do Abdome</p><p>- Classificação</p><p>- A parede anterolateral do abdome tem cinco pares</p><p>bilaterais de músculos: (MOORE, 2019).</p><p>• Musculos planos (3). o m. obliquo externo do abdome.</p><p>o m. obliquo interno do abdome e o m. transverso do</p><p>abdome.</p><p>Todos os três continuam anterior e medialmente como</p><p>aponeuroses fortes; entre a linha mediocavicular e a</p><p>linha mediana. As aponeuroses formam a bainha do</p><p>músculo reto do abdome. As aponeuroses entao se</p><p>entrelaçam com as companheiras do lado oposto e</p><p>formam uma rate mediana, a linha alba, que se estende</p><p>do processo xifoide ate a sinfise púbica.</p><p>÷ Musculos verticais (2) o m. reto do abdome e o m.</p><p>piramidal. contidos na bainha do musculo reto do</p><p>abdome.</p><p>- Funções</p><p>o Sustentação para a parede anterolateral do</p><p>abdome e proteção das vísceras</p><p>o „ Aumentam a pressão intra-aboominal e</p><p>facilitam a expulsão de ar.</p><p>o Movem o tronco e ajudam a manter a postura</p><p>* Músculo Oblíquo Externo Do Abdome</p><p>- É o maior e mais superficial dos três musculos planos</p><p>do abdome seus fascículos se estendem inferior e</p><p>medialmente. (DRAKE, 2018).</p><p>- Inferiormente sua aponeurose se fixa a crista púbica,</p><p>medialmente ao tubérculo púbico. A margem inrerior da</p><p>aponeurose se espessa e se curva para baixo com uma</p><p>margem posterior livre, que seque entre a EIAS e o</p><p>tubérculo púbico com o ligamento inguinal.</p><p>*Principal ação: compressão das vísceras</p><p>- Musculo Oblíquo Interno do Abdome</p><p>É o músculo intermediário dos três;</p><p>- Suas Fibras se tornam aponeuróticas na linha</p><p>medioclavicular e participam da formação da bainha do</p><p>músculo reto do abdome.</p><p>- Principal ação: flexão lateral , inclinação e rotação</p><p>contralateral do tronco.</p><p>-Transverso do Abdome</p><p>- É o mais interno dos três músculos planos do abdome.</p><p>Suas fibras seguem em direção transversal, exceto as</p><p>infeiores</p><p>- Suas fibras também terminam em uma aponeurose</p><p>que contribui para a formação da bainha do músculo</p><p>reto do abdome.</p><p>- Entre os m. oblíquo interno e m. transverso do</p><p>abdome, há o plano neurovascular da parede</p><p>anterolateral do abdome, que contém os nervos e</p><p>artérias que suprem a parede anterolateral do abdome.</p><p>- Principal ação: comprime e sustenta as vísceras</p><p>abdominais. (DRAKE, 2018).</p><p>- Músculo Reto do Abdome</p><p>- É largo e fino superiormente e estreito e espesso</p><p>inferiormente.</p><p>- Os dois músculos retos são separados pela linha alba</p><p>e aproximan-se na parte inferior</p><p>A maior parte dele está contida na Bainha do Músculo</p><p>Reto do Abdome, sendo sustentado transversalmente</p><p>por fixação à lâmina anterir da bainha em três ou mais</p><p>inserções tendíneas.</p><p>-Principal ação: flexiona o tronco e comprime as víceras</p><p>abdominais, estabilizando e controlando a inclinação da</p><p>pelve.</p><p>-Músculo Piramidal</p><p>- Não é encontrado em cerca de 20% das pessoas.</p><p>- Situa-se anteriormente à parte inferior do m. reto do</p><p>abdome e se fixa à face anterior do púbis e ao</p><p>ligamento púbico anterior.</p><p>- Principal ação: termina na linha alba e a tensiona.</p><p>As depressões laterais às pregas umbilicais são as</p><p>fossas peritoneais, locais de possível hérnia. São as:</p><p>o 4 Fossas supravesicais: entre as pregas</p><p>umbilicais mediana e mediais, formadas quando</p><p>o peritônio se rebate da parede anterior do</p><p>abdome sobre a bexiga urinária.</p><p>o 4 Fossas inguinais mediais: entre as pregas</p><p>umbilicais mediais e laterais, comumente</p><p>denominadas trígonos inguinais (triângulo de</p><p>Hesselbach), que são possíveis locais de</p><p>hérnias inguinais diretas.</p><p>o 4 Fossas inguinais laterais: entre as pregas</p><p>umbilicais laterais, incluem os anéis inguinais</p><p>profundos e são os possíveis locais do tipo mais</p><p>comum de hérnia na parede inferior do abdome,</p><p>a hérnia inguinal indireta.</p><p>- A parte supraumbilical tem um rebatimento</p><p>peritoneal, o ligamento falcifome, que se estende entre</p><p>a parede anterossuperior do abdome e o fígado.</p><p>Encerra o ligamento redondo do fígado e as veias</p><p>paraumbilicais em sua margem livre inferior. (DRAKE,</p><p>2019).</p><p>Histologicamente o tubo digestório é formado por 4</p><p>camadas, ou túnicas, principais:</p><p>o (1) camada mucosa interna, ao redor do</p><p>lúmen,</p><p>o (2) uma camada submucosa,</p><p>o (3) uma camada muscular externa,</p><p>o (4) uma camada adventícia ou serosa.</p><p>A camada mucosa interna apresenta variações</p><p>significativas ao longo do tubo digestório e é subdividida</p><p>em três componentes: (1) uma camada epitelial, (2) uma</p><p>lâmina própria de tecido conjuntivo, e (3) uma camada</p><p>muscular da mucosa de músculo liso. (JUNQUEIRA,</p><p>2017).</p><p>*Boca</p><p>A boca ou cavidade oral, inclui os lábios, as bochechas,</p><p>os dentes, a gengiva, a língua e o palato. Com exceção</p><p>dos dentes, a boca é revestida pelo epitélio</p><p>pavimentoso estratificado, com uma submucosa</p><p>presente em certas regiões.</p><p>Os lábios possuem três regiões: (1) a região cutânea,</p><p>(2) a região vermelha, e (3) a região da mucosa</p><p>oral.</p><p>A região cutânea é revestida por pele delgada (epitélio</p><p>pavimentoso estratificado queratinizado) e derme com</p><p>glândulas sudoríparas, sebáceas e folículos pilosos.</p><p>A região vermelha é revestida por epiderme sustentado</p><p>por papilas dérmicas altas contendo vasos sanguíneos</p><p>responsáveis pela cor dessa região. A região da</p><p>mucosa oral é contínua com a mucosa das bochechas e</p><p>das gengivas.</p><p>O epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado</p><p>que recobre a superfície interna dos lábios e das</p><p>bochechas é sustentado por uma lâmina própria densa</p><p>e uma submucosa, intimamente ligada aos músculos</p><p>esqueléticos subjacentes através de fibras colágenas de</p><p>tecido conjuntivo. (ROSS, 2019).</p><p>A gengiva é semelhante a região vermelha dos lábios,</p><p>exceto em sua borda livre, onde uma queratinização</p><p>significativa é observada. A lâmina própria da gengiva</p><p>une-se intimamente ao periósteo do processo alveolar</p><p>da maxila e da mandíbula e ao ligamento periodontal. A</p><p>gengiva não possui submucosa e nem glândulas.</p><p>O palato duro é revestido por um epitélio pavimentoso</p><p>estratificado queratinizado semelhante ao epitélio da</p><p>borda livre da gengiva. Uma submucosa está presente</p><p>na linha média, mas ausente na área subjacente à</p><p>gengiva. Fibras colágenas na submucosa unem a</p><p>mucosa do palato duro ao periósteo do osso subjacente.</p><p>O palato mole e a úvula são revestidos por epitélio</p><p>pavimentoso estratificado não queratinizado que se</p><p>estende até a orofaringe, onde se torna contínuo com o</p><p>epitélio pseudo-estratificado cilíndrico ciliado do trato</p><p>respiratório superior. A submucosa é frouxa e contém</p><p>glândulas mucosas e glândulas serosas em abundância.</p><p>Fibras musculares esqueléticas estão presentes no</p><p>palato mole e na úvula. (ROSS, 2019).</p><p>*Língua</p><p>Os dois terços anteriores da língua são formados por</p><p>uma massa central de fibras musculares esqueléticas</p><p>orientadas em três direções: longitudinal, transversal e</p><p>oblíqua. O terço posterior apresenta agregados de</p><p>tecido linfoide, as tonsilas linguais.</p><p>A superfície dorsal da língua é revestida por um</p><p>epitélio pavimentoso estratificado queratinizado</p><p>sustentado por uma lâmina própria associada à</p><p>musculatura central da língua. Glândulas mucosas e</p><p>serosas se estendem até a lâmina própria e pela</p><p>musculatura. Seus ductos se abrem em criptas e sulcos</p><p>das tonsilas línguais e das papilas circunvaladas,</p><p>respectivamente.</p><p>A superfície dorsal da língua contém numerosas</p><p>projeções da mucosa denominada de papilas línguais.</p><p>Cada papila lingual é formada por uma parte central de</p><p>tecido conjuntivo altamente vascularizado e uma</p><p>camada de epitélio pavimentoso estratificado. De</p><p>acordo com o seu formato, as papilas línguais podem</p><p>ser divididas em quatro tipos:</p><p>o papilas filiformes (cônicas e estreitas),</p><p>as mais abundantes;</p><p>o (2) papilas fungiformes (formato de</p><p>cogumelo);</p><p>o (3) papilas circunvaladas, e</p><p>o (4) papilas folhadas (em forma de</p><p>folha), rudimentares em humanos, mas</p><p>bem desenvolvidas em coelhos e</p><p>macacos.</p><p>Os corpúsculos gustativos são encontrados em todas as</p><p>papilas línguais, exceto nas papilas filiformes. Os</p><p>corpúsculos gustativos são estruturas epiteliais em</p><p>formato de barril contendo células quimiossensoriais</p><p>chamadas células receptoras gustativas. Essas células</p><p>estão em contato sináptico com as terminações dos</p><p>nervos gustativos.</p><p>As papilas circunvaladas estão localizadas na parte</p><p>posterior da língua, alinhadas à frente do sulco terminal.</p><p>Cada papila circunvalada ocupa uma reentrância na</p><p>mucosa e, por isso, ela é circundada por um sulco ou</p><p>vala circular.</p><p>*As papilas folhadas não são encontradas em adultos,</p><p>também não tem queratina;</p><p>*As folhadas e circunvaladas têm glândulas salivares;</p><p>*Filiforme não têm botões gustativos;</p><p>*Os botões gustativos das papilas fungiformes estão no</p><p>topo, das demais papilas estão nas valas.</p><p>-Estrutura Botões Gustativos:</p><p>*Glândulas serosas, ou glândulas de von Ebner,</p><p>no tecido conjuntivo, em contato com a musculatura</p><p>subjacente, estão associadas as papilas circunvaladas.</p><p>Os ductos dessas glândulas se abrem no fundo dos</p><p>sulcos circulares.</p><p>As regiões laterais das papilas circunvaladas e as</p><p>paredes laterais dos sulcos contêm vários corpúsculos</p><p>gustativos. Cada corpúsculo gustativo, dependendo da</p><p>espécie é formado por 50 a 150 células, com estreitas</p><p>extremidades apicais que se estendem até um poro</p><p>gustativo. Um corpúsculo gustativo contém 3</p><p>componentes: (1) células receptoras gustativas, (2)</p><p>células de sustentação, (3) e células precursoras (ou</p><p>células basais).</p><p>As células precursoras gustativas têm um tempo</p><p>médio de vida de 10 a 14 dias. Elas dão origem às</p><p>células de sustentação (ou células gustativas imaturas),</p><p>que por sua vez, se tornam células receptoras</p><p>gustativas maduras. A porção basal de uma célula</p><p>receptora gustativa está em contato com uma</p><p>terminação nervosa aferente derivada de neurônios em</p><p>gânglios sensitivos dos nervos, facial, glossofaríngeo e</p><p>vago. (ROSS, 2019).</p><p>Doce, azedo, amargo e salgado são as quatro</p><p>sensações clássicas do sentido do paladar. Uma</p><p>sensação específica de um sabor é gerada por uma</p><p>célula receptora gustativa específica. O nervo facial (VII)</p><p>transmite todos os sabores; o nervo glossofaríngeo (IX)</p><p>transmite as sensações de sabores doce e amargo.</p><p>Superfície dorsal da língua</p><p>Organização geral do tubo digestório</p><p>Exceto pela cavidade oral o tubo digestório apresenta</p><p>uma organização uniforme. Esta organização é</p><p>caracterizada por variações distintas e significativas,</p><p>que refletem as mudanças na atividade funcional.</p><p>Após a cavidade oral, o tubo digestório se diferencia</p><p>em quatro órgãos principais: esôfago, estômago,</p><p>intestino delgado e intestino grosso. Cada um destes</p><p>órgãos é formado por quatro camadas concêntricas:</p><p>o (1) mucosa</p><p>o 2) a submucosa,</p><p>o (3) a túnica muscular, e</p><p>o (4) a adventícia ou serosa.</p><p>A mucosa possui três componentes: o epitélio de</p><p>revestimento, a lâmina própria subjacente, formada por</p><p>tecido conjuntivo frouxo vascularizado e uma delgada</p><p>camada de músculo liso, a camada muscular da</p><p>mucosa. IMPORTANTE</p><p>A túnica mucosa apresenta variações significativas que</p><p>de segmento para segmento no trato digestório.</p><p>A submucosa é formada por tecido conjuntivo denso</p><p>não modelado com grandes vasos sanguíneos, vasos</p><p>linfáticos e nervos que se ramifica na mucosa e na</p><p>túnica muscular. Glândulas estão presentes na</p><p>submucosa do esôfago e duodeno.</p><p>A túnica muscular contêm duas camadas de músculo</p><p>liso: a camada circular interna, organizadas ao redor do</p><p>lúmen do tubo, e a camada longitudinal externa,</p><p>dispostas ao longo do tubo. A contração das fibras</p><p>musculares da camada circular interna diminui o lúmen;</p><p>a contração das fibras da camada longitudinal externa</p><p>encurta o tubo. Fibras musculares esqueléticas estão</p><p>presentes na porção superior do esôfago e no esfíncter</p><p>anal.</p><p>A camada adventícia do trato digestório é formada por</p><p>várias camadas contínuas de tecido conjuntivos</p><p>adjacentes. Quando o tubo digestório é suspenso por</p><p>uma prega do mesentério ou peritoneal, a camada</p><p>adventícia é recoberta por um mesotélio, constituído de</p><p>epitélio simples pavimentoso, e sustentada por uma</p><p>delgada camada de tecido conjuntivo, que juntas forma</p><p>uma serosa, ou membrana serosa.</p><p>Organização geral do tubo digestório</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Tubo-digest%C3%B3rio.jpg</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Tubo-digest%C3%B3rio.jpg</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Tubo-digest%C3%B3rio.jpg</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Tubo-digest%C3%B3rio.jpg</p><p>Esôfago</p><p>O esôfago</p><p>é um órgão tubular que liga a faringe ao</p><p>estômago. Sua função é transportar alimento da boca</p><p>ao estômago.</p><p>A mucosa esofágica é formada por epitélio</p><p>pavimentoso estratificado não queratinizado. De modo</p><p>geral, o esôfago possui as mesmas camadas que o</p><p>resto do trato digestivo. A mucosa e a submucosa no</p><p>esôfago não distendidos formam pregas longitudinais</p><p>que dão um aspecto irregular ao lúmen. Conforme o</p><p>bolo alimentar se move para baixo no esôfago, as</p><p>pregas desaparecem temporariamente, e em seguida,</p><p>são restauradas devido à fibras elásticas da</p><p>submucosa. (ROSS, 2019).</p><p>Na submucosa existem grupos de pequenas</p><p>glândulas secretoras de muco, as glândulas esofágicas,</p><p>cuja secreção facilita o transporte de alimentos e</p><p>protege a mucosa. Na lâmina própria da região próxima</p><p>ao estômago existem grupos de glândulas, as glândulas</p><p>esofágicas da cárdia, que também secretam muco.</p><p>A composição das camadas circular interna e</p><p>longitudinal externa da túnica muscular mostra</p><p>variações dependentes do segmento. No terço superior</p><p>do esôfago, ambas as camadas são formadas por</p><p>músculo estriado esquelético. No terço médio, fibras</p><p>musculares lisas podem ser observadas misturadas às</p><p>fibras musculares estriadas esqueléticas. No terço</p><p>inferior, ambas as camadas contêm células musculares</p><p>lisas. (ROSS, 2019).</p><p>Apenas a parte do esôfago que está na cavidade</p><p>peritoneal é recoberta por uma membrana serosa. O</p><p>restante é envolvido por uma camada de tecido</p><p>conjuntivo, a adventícia, que se mistura, com o tecido</p><p>conjuntivo circundante. (JUNQUEIRA, 2018).</p><p>Estômago</p><p>O estômago, similarmente ao intestino delgado, é um</p><p>órgão que exerce funções exócrinas e endócrinas,</p><p>digerindo o alimento e secretando hormônios. Trata-se</p><p>de um segmento dilatado do trato digestório, cuja</p><p>função principal é transformar este bolo alimentar em</p><p>uma massa viscosa (quimo).</p><p>No estômago são identificadas quatro regiões: cárdia,</p><p>fundo, corpo e piloro. As regiões do fundo e corpo</p><p>possuem estrutura microscópica idêntica e, portanto,</p><p>histologicamente apenas três regiões são consideradas.</p><p>O estômago vazio apresenta pregas da mucosa</p><p>gástrica, ou rugas, cobertas por fossetas ou fovéolas</p><p>gástricas.</p><p>Mucosa</p><p>O epitélio que recobre a superfície do estômago é</p><p>cilíndrico simples com células secretoras de muco. Esse</p><p>epitélio sofre invaginações em direção à lâmina própria,</p><p>formando as fossetas gástricas. No fundo dessas</p><p>fossetas, na lâmina própria, se abrem muitas glândulas</p><p>pequenas, que são estruturalmente diferentes</p><p>dependendo da região considerada.</p><p>A lâmina própria do estômago é composta por tecido</p><p>conjuntivo frouxo contendo fibras colágenas e</p><p>reticulares, já as fibras elásticas são raras. Separando a</p><p>mucosa da submucosa adjacente existe uma camada</p><p>de músculo liso. A muscular da mucosa. (JUNQUEIRA,</p><p>2018).</p><p>Região cárdia</p><p>A cárdia é uma banda circular estreita, com cerca de</p><p>1,5 a 3,0 cm de largura, na transição entre o esôfago e</p><p>estômago. Sua mucosa contém glândulas tubulares</p><p>enoveladas que se abrem nas fossetas gástricas,</p><p>denominadas glândulas da cárdia. Suas células</p><p>secretoras produzem muco e lisozima, mas algumas</p><p>poucas células produtoras de H e Cl, também podem</p><p>ser encontradas.</p><p>Fundo e corpo</p><p>A lâmina própria da região do corpo e fundo está</p><p>preenchida por glândulas tubulares ramificadas</p><p>(glândulas fúndicas) das quais três a sete abrem-se no</p><p>fundo de cada fosseta gástrica. As glândulas possuem</p><p>três regiões distintas: istmo, colo e base. A distribuição</p><p>dos diferentes tipos celulares epiteliais nas glândulas</p><p>gástricas não é uniforme. O istmo possui células</p><p>mucosas em diferenciação que substituirão as células</p><p>da fosseta e as superficiais, células-tronco</p><p>indiferenciadas e células oxínticas (parietais); o colo</p><p>contêm as células mucosas do colo, células-tronco</p><p>mitoticamente ativas e células parietais; e a base,</p><p>representando a maior parte da glândula, contém</p><p>principalmente células parietais e zimogênicas.</p><p>As células mucosas superficiais revestem a superfície</p><p>da mucosa gástrica e das fossetas gástricas. As células</p><p>enteroendócrinas estão distribuídas pelo colo e base</p><p>das glândulas.</p><p>As glândulas fúndicas possuem cinco tipos celulares</p><p>principais: (1) células mucosas do colo, (2) células</p><p>principais ou zimogênicas, (3) células parietais ou</p><p>oxínticas, (4) células tronco, e (5) células</p><p>enteroendócrinas ou gastroenteroendócrinas (também</p><p>denominadas células enterocromafins, devido a sua</p><p>afinidade de coloração por sais ácidos de cromo).</p><p>A porção superior do corpo da glândula fúndica</p><p>contém células parietais em abundância. As células</p><p>principais e as células gastroenteroendócrinas</p><p>predominam na porção inferior.</p><p>A mucosa gástrica do corpo e fundo possui duas</p><p>classes de células produtoras de muco: (1) as células</p><p>mucosas superficiais, que revestem as fossetas, e (2)</p><p>as células mucosa do colo, localizadas na abertura da</p><p>glândula fúndica na fosseta.</p><p>Tipos celulares da região fúndica</p><p>Células-tronco</p><p>Encontradas em pequenas quantidades na base do</p><p>istmo e colo, as células-tronco são colunares baixas</p><p>com núcleos ovais próximos da base da célula. Estas</p><p>células possuem uma elevada taxa de mitoses, algumas</p><p>delas movem-se para a superfície para repor as células</p><p>mucosas superficiais e da fosseta, que se renova a</p><p>cada 4-7 dias. Outras células filhas migram mais</p><p>profundamente nas glândulas e se diferenciam em</p><p>células mucosas do colo ou parietais, zimogênicas ou</p><p>enteroendócrinas. Estas células são repostas muito</p><p>mais lentamente que as células mucosas superficiais.</p><p>Células mucosa do colo</p><p>Estas células são observadas agrupadas ou</p><p>isoladamente entre as células parietais no colo das</p><p>glândulas gástricas. Sua secreção mucosa é diferente</p><p>daquela proveniente das células epiteliais mucosas da</p><p>superfície. Elas possuem formato irregular, com núcleos</p><p>na base das células e os grânulos de secreção</p><p>próximos da superfície apical. (ROSS, 2019).</p><p>Células oxínticas (parietais)</p><p>Células parietais estão presentes principalmente na</p><p>metade superior das glândulas gástricas e no colo; elas</p><p>são escassas na base. São células arredondadas ou</p><p>piramidais, com um núcleo esférico que ocupa a</p><p>posição central e citoplasma intensamente eosinofílico.</p><p>As características mais marcantes observáveis ao</p><p>microscópio eletrônico em células que estão secretando</p><p>ativamente são uma abundância de mitocôndrias</p><p>(eosinofílicas) e uma invaginação circular profunda da</p><p>membrana plasmática apical, formando um canalículo</p><p>intracelular.</p><p>Células parietais secretam o ácido clorídrico do suco</p><p>gástrico e o fator intrínseco, uma glicoproteína que se</p><p>liga à vitamina B12 para facilitar a sua absorção no</p><p>intestino delgado. A vitamina B12 se liga no estômago ao</p><p>fator intrínseco. No intestino delgado, o complexo</p><p>vitamina B12 – fator intrínseco se liga ao receptor para o</p><p>fator intrínseco localizado na superfície dos enterócitos</p><p>do íleo e é transportado para o fígado pela circulação</p><p>porta.</p><p>Células zimogênicas ou principais</p><p>Predominam na região inferior da glândula fúndica.</p><p>As células principais não estão presentes nas glândulas</p><p>cárdicas e raramente são encontradas no antro pilórico.</p><p>A células principais possuem todas as características de</p><p>células que sintetizam e exportam proteínas. Sua</p><p>basofilia se deve ao retículo endoplasmático rugoso</p><p>abundante. Secretam a enzima inativa pepsinogênio</p><p>que é rapidamente convertido na enzima pepsina após</p><p>ser secretado no ambiente ácido do estômago. Em</p><p>humanos, as células zimogênicas também produzem a</p><p>enzima lipase. A exocitose do pepsinogênio é rápida e</p><p>estimulada pela alimentação (após jejum). (ROSS,</p><p>2019).</p><p>Células enteroendócrinas</p><p>Presentes na mucosa desde o estômago até o cólon</p><p>(intestino grosso), sintetizam hormônios peptídicos</p><p>os</p><p>quais regulam várias funções no sistema digestório e</p><p>nas glândulas associadas. São encontradas</p><p>principalmente próximo à base das glândulas gástricas.</p><p>São considerados seis hormônios peptídicos</p><p>gastrointestinais principais: secretina, gastrina</p><p>colecistoquinina (CCK), pepitídio insulinotrópico</p><p>dependente de glicose, motilina e grelina.</p><p>A secretina é produzida pelas glândulas das criptas</p><p>de Lieberkuhn duodenais quando o conteúdo gástrico</p><p>chega ao duodeno. Ela estimula a liberação de um</p><p>fluido rico em bicarbonato pelas glândulas duodenais de</p><p>Brunner e pelo pâncreas para controlar a secreção</p><p>ácida e regular o pH do conteúdo duodenal. (silverthorn,</p><p>2016).</p><p>A gastrina é produzida pelas células G localizadas no</p><p>antro pilórico, ela estimula a produção de HCl pelas</p><p>células parietais.</p><p>A colecistoquinina é produzida no duodeno e estimula</p><p>a contração da vesícula biliar e o relaxamento do</p><p>esfíncter de Oddi, quando o quimo rico em proteínas e</p><p>gorduras entra no duodeno.</p><p>A motilina é liberada ciclicamente pela região superior</p><p>do intestino delgado durante o jejum e estimula a</p><p>motilidade gastrointestinal. (ROSS, 2019).</p><p>A grelina é produzida no estômago (fundo). A grelina</p><p>estimula a secreção do hormônio do crescimento. Os</p><p>níveis plasmáticos de grelina aumentam durante o</p><p>jejum, causando a sensação de fome ao agir sobre os</p><p>centros hipotalâmicos da fome.</p><p>O peptídeo isulinotrópico dependente de glicose,</p><p>produzido no duodeno, estimula a liberação de insulina</p><p>(efeito insulinotrópico) quando a glicose é detectada no</p><p>intestino delgado.</p><p>Piloro</p><p>O piloro possui fossetas gástricas profundas, nas quais</p><p>as glândulas pilóricas se abrem. Comparada à região</p><p>cárdia, a região pilórica possui fossetas mais longas e</p><p>glândulas mais curtas. Estas glândulas secretam muco,</p><p>assim como quantidades apreciáveis de lisozimas. A</p><p>região pilórica apresenta muitas células</p><p>enteroendócrinas secretoras de gastrina, intercaladas</p><p>com células mucosas.</p><p>Outras camadas do estômago</p><p>A submucosa é composta de tecido conjuntivo denso</p><p>não modelado contendo vasos sanguíneos e linfáticos;</p><p>além das células usualmente encontradas no tecido</p><p>conjuntivo, está infiltrada por células linfoides e</p><p>macrófagos. Corpos celulares de neurônios e fibras</p><p>nervosas do plexo mucoso de Meissner também podem</p><p>ser encontrados.</p><p>A camada muscular é composta por fibras musculares</p><p>lisas orientadas em três direções principais. A camada</p><p>externa é longitudinal, a média é circular e a interna é</p><p>obliqua. No piloro, a camada média encontra-se muito</p><p>mais espessa para formar o esfíncter pilórico. O</p><p>estômago é revestido por uma membrana serosa</p><p>delgada. (JUNQUEIRA, 2019).</p><p>Contrações da túnica muscular estão sob o controle</p><p>dos gânglios do plexo nervoso autônomo (plexo</p><p>mioentérico de Auerbach), localizados entre as</p><p>camadas de músculos.</p><p>Intestino Delgado</p><p>O intestino delgado é o sítio terminal de digestão dos</p><p>alimentos, absorção de nutrientes e secreção endócrina.</p><p>Os processos de digestão são completados no</p><p>intestino delgado, onde os nutrientes (produtos da</p><p>digestão) são absorvidos pelas células epiteliais de</p><p>revestimento. O intestino delgado é relativamente longo-</p><p>aproximadamente 5m- e consiste em 3 segmentos:</p><p>duodeno, jejuno e íleo.</p><p>A parede do intestino delgado consiste em quatro</p><p>túnicas: (1) a mucosa, (2) a submucosa, (3) a túnica</p><p>muscular e (4) a serosa ou peritônio. As diferenças</p><p>histológicas são observadas nas túnicas mucosa e</p><p>submucosa das três porções do intestino delgado. A</p><p>túnica muscular e a serosa são semelhantes em todas</p><p>as porções do intestino.</p><p>Mucosa</p><p>A mucosa do intestino delgado apresenta várias</p><p>estruturas que aumentam a sua superfície, aumentando</p><p>assim a área disponível para a absorção de nutrientes,</p><p>são elas: (1) as pregas circulares, (2) as vilosidades ou</p><p>vilos intestinais, (3) as glândulas intestinais e (4) os</p><p>microvilos na superfície apical das células do epitélio de</p><p>revestimento (enterócitos).</p><p>Uma prega circular é uma prega permanente formada</p><p>pela mucosa e pela submucosa envolvendo o lúmen do</p><p>intestino. Essas pregas são mais desenvolvidas no</p><p>jejuno.</p><p>Os vilos intestinais são projeções digitiformes da</p><p>mucosa, cobrindo totalmente a superfície do intestino</p><p>delgado. O epitélio que reveste os vilos se entende</p><p>profundamente na mucosa, formando criptas que</p><p>terminam na camada muscular da mucosa. O</p><p>comprimento dos vilos depende do grau de distensão da</p><p>parede intestinal e da contração das fibras musculares</p><p>lisas dos vilos. Entre os vilos existem pequenas</p><p>aberturas de glândulas tubulares simples denominadas</p><p>de glândulas intestinais ou criptas de Lieberkunh.</p><p>A camada muscular da mucosa é o limite entre a</p><p>mucosa e a submucosa. A túnica muscular é formada</p><p>por uma camada de músculo liso circular interna e por</p><p>uma camada de músculo liso longitudinal externo. A</p><p>túnica muscular é responsável pela segmentação e</p><p>pelos movimentos peristálticos do conteúdo do intestino</p><p>delgado. A serosa, uma fina camada de tecido</p><p>conjuntivo recoberta por um epitélio pavimentoso</p><p>simples ou mesotélio, forma o peritônio visceral. O</p><p>peritônio parietal recobre a superfície interna da parede</p><p>abdominal. (ROSSS, 2019).</p><p>Vilos e glândulas intestinais</p><p>A mucosa intestinal, incluindo as criptas de Liebekuhn,</p><p>é revestida por um epitélio simples cilíndrico contendo</p><p>quatro tipos celulares principais: (1) células absortivas</p><p>ou enterócitos, (2) células caliciformes, (3) células de</p><p>Paneth e (4) células enteroendócrinas. Células-tronco,</p><p>células de Paneth e células enteroendócrinas são</p><p>encontradas nas criptas de Lieberkuhn.</p><p>Células absortivas são células colunares altas, cada</p><p>uma com um núcleo oval em sua porção basal. No</p><p>ápice de cada célula existe uma camada homogênea</p><p>denominada borda estriada ou borda em escova.</p><p>Constituídas das microvilosidade e das glicoproteínas</p><p>da membrana plasmática da célula. Estima-se que cada</p><p>célula absortiva possua em média 3000</p><p>microvilosidades, que aumentam a área da superfície</p><p>luminal. A função mais importante das células colunares</p><p>intestinais é absorver as moléculas nutrientes</p><p>produzidas durante a digestão.</p><p>Células caliciformes estão distribuídas entre as</p><p>células absortivas. Elas são menos abundante no</p><p>duodeno e aumentam em número em direção ao íleo.</p><p>Estas células produzem glicoproteínas ácidas do tipo</p><p>mucina, que vão constituir o muco, cuja função principal</p><p>é proteger e lubrificar o revestimento do intestino.</p><p>(JUNQUEIRA, 2017).</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Intestino-Delgado.jpg</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Intestino-Delgado.jpg</p><p>Células de Paneth, localizadas na porção basal das</p><p>glândulas intestinais, são células exócrinas com</p><p>grandes grânulos de secreção eosinofílicos em seu</p><p>citoplasma apical, contendo lisozima e defensina que</p><p>desempenham um papel no controle da flora intestinal.</p><p>Células M (microfold) são células epiteliais</p><p>especializadas que recobrem os folículos linfóides</p><p>das Placas de Peyer, localizadas no íleo. Estas células</p><p>participam da resposta imunológica, captando antígenos</p><p>por endocitose e transportando-os para os macrófagos</p><p>e nódulos linfóides.</p><p>As células enteroendócrinas do intestino são células</p><p>semelhantes às encontradas no estômago, secretam</p><p>hormônios peptídicos que controlam várias funções do</p><p>sistema gastrointestinal. (ROSS, 2019).</p><p>Lâmina própria à serosa</p><p>A lâmina própria do intestino delgado é composta por</p><p>tecido conjuntivo frouxo com vasos sanguíneos e</p><p>linfáticos, fibras nervosas e fibras musculares lisas que</p><p>preenche a vilosidade intestinal.</p><p>A muscular da mucosa não apresenta qualquer</p><p>peculiaridade nesse órgão. A submucosa contém, na</p><p>porção inicial do duodeno, grupos de glândulas</p><p>tubulares enoveladas ramificadas que se abrem nas</p><p>glândulas</p><p>intestinais. Estas são as glândulas duodenais</p><p>ou glândulas de Brunner, secretoras de um muco</p><p>alcalino que protege a mucosa duodenal contra os</p><p>efeitos da acidez do suco gástrico e neutraliza o pH do</p><p>quimo, aproximando-o do pH ótimo para a ação das</p><p>enzimas pancreáticas.</p><p>A lâmina própria e a submucosa do intestino delgado</p><p>contêm agregados de nódulos linfoides conhecidos</p><p>como placa de Peyer, um importante componente do</p><p>tecido linfoide associado ao trato digestivo. Cada placa</p><p>consiste em 10-200 nódulos e é visível a olho nú como</p><p>uma área oval no lado antimesentérico do intestino.</p><p>Existem aproximadamente 30 placas em humanos, a</p><p>maioria no íleo.</p><p>A camada muscular é bem desenvolvida nos</p><p>intestinos composta de uma camada circular interna e</p><p>outra camada longitudinal externa.</p><p>Diferenças entre duodeno, jejuno e íleo</p><p>Cada uma das três porções anatômicas do intestino</p><p>delgado- o duodeno, o jejuno e o íleo- possui</p><p>características distintas que permitem o seu</p><p>reconhecimento ao microscópio óptico:</p><p> Duodeno: (1) Ele possui glândulas de Brunner na</p><p>submucosa, (2) os vilos são largos e curtos (em formato</p><p>de folha), (3) o duodeno é envolto por uma serosa</p><p>incompleta é por uma extensa adventícia, (4) o duodeno</p><p>recebe a bile e as secreções do pâncreas transportadas</p><p>pelo ducto biliar comum (ducto colédoco) e pelo ducto</p><p>pancreático, respectivamente. O esfíncter de Oddi está</p><p>presente na porção ampular terminal dos dois ductos</p><p>convergentes. (5) A base das criptas de Lieberkuhn</p><p>pode conter células de Paneth.</p><p> Jejuno: (1) Ele possui longos vilos digitiformes e um</p><p>vaso quilífero bem desenvolvido no eixo do vilo. (2) O</p><p>jejuno não contém glândulas de Brunner na submucosa.</p><p>(3) A lâmina própria pode apresentar placas de Peyer,</p><p>embora não sejam dominantes. As placas de Peyer são</p><p>estruturas características do íleo. (4) As células de</p><p>Paneth são encontradas na base das criptas de</p><p>Lieberkunh.</p><p> Íleo: possui uma proeminente característica para o seu</p><p>diagnóstico: as placas de Peyer, conjuntos de grandes</p><p>folículos linfoides encontrados na mucosa e submucosa.</p><p>A ausência de glândulas de Brunner na submucosa e a</p><p>presença de vilos digitiformes mais curtos- quando</p><p>comparados com os vilos do jejuno- são características</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/C%C3%A9lulas-do-ID.jpg</p><p>adicionais do íleo. Assim como no jejuno, as células de</p><p>Paneth são encontradas na base das criptas de</p><p>Lieberkuhn.</p><p>(ROSS, 2019).</p><p>Estrutura Geral:</p><p>Intestino grosso</p><p>O intestino grosso é formado pelo (1) ceco e apêndice</p><p>associado, (2) pelo cólon ascendente, transverso e</p><p>descendente, (3) colon sigmoide, (4) pelo reto e (5) pelo</p><p>ânus. Sua principal função é a absorção de água e</p><p>formação da massa fecal. A absorção de água é</p><p>passiva, seguindo o transporte ativo de sódio pela</p><p>superfície basal das células epiteliais.</p><p>As pregas circulares e as vilosidades intestinais não</p><p>são observadas após a válvula íleocecal. A mucosa do</p><p>intestino grosso é revestida por um epitélio cilíndrico</p><p>simples formado por enterócitos e muitas células</p><p>caliciformes, produtoras de muco. Os enterócitos tem</p><p>microvilos apicais curtos. Um das principais funções dos</p><p>enterócitos no intestino grosso é o transporte de água e</p><p>íons. Os produtos secretados pelas células caliciformes</p><p>lubrificam a superfície da mucosa.</p><p>Abaixo do epitélio de revestimento observa-se uma</p><p>lâmina própria constituída de tecido conjuntivo frouxo,</p><p>nessa região estão presentes glândulas tubulares</p><p>simples denominadas de glândulas intestinais ou criptas</p><p>de Lieberkunh. Elas contêm células enteroendócrinas e</p><p>células-tronco. As células de Paneth não estão</p><p>presentes. Elas podem estar presentes no ceco.</p><p>A lâmina própria é rica em células linfoides e em</p><p>nódulos que frequentemente se estendem até a</p><p>submucosa. Esta riqueza em tecido linfoide está</p><p>relacionada à população bacteriana abundante no</p><p>intestino grosso. A camada muscular está constituída</p><p>pelas camadas circular e longitudinal. No entanto, esta</p><p>camada é diferente daquela observada no intestino</p><p>delgado porque fibras da camada longitudinal externa</p><p>se unem para formar três bandas longitudinais</p><p>espessas, denominadas tênias do colo. A contração das</p><p>tênias do colo e da camada de músculo liso circular</p><p>interna produz saculações periódicas denominadas</p><p>haustrações. Nas porções livres do colo, a camada</p><p>serosa é caracterizada por protuberâncias pequenas</p><p>pedunculadas formadas por tecido adiposo</p><p>os apêndices epiplóicos. (ROSS, 2019).</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Diferencas-ID.jpg</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Diferencas-ID.jpg</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Intestino-grosso.jpg</p><p>Na região anal, a membrana mucosa forma uma série</p><p>de dobras longitudinais, as colunas retais (de Morgagni).</p><p>Cerca de 2 cm acima da abertura anal a mucosa</p><p>intestinal é substituída por epitélio pavimentoso</p><p>estratificado, e a camada circular interna de músculo</p><p>liso se espessa para formar o esfíncter anal interno.</p><p>Além desta região, a pele do ânus é revestida por um</p><p>epitélio pavimentoso estratificado queratinizado e a</p><p>derme contém glândulas sudoríparas e sebáceas</p><p>(glândulas circunanais) O esfíncter anal externo,</p><p>formado por músculo esquelético está presente.</p><p>O apêndice é uma evaginação do ceco; é</p><p>caracterizado por um lúmen relativamente irregular,</p><p>pequeno e estreito devido à presença de nódulos</p><p>linfoides abundantes em sua parede. Embora sua</p><p>estrutura geral seja similar à do intestino grosso, ele</p><p>contém glândulas intestinais menores e menos</p><p>numerosas e não possui tênias do colo. (ROSS, 2019).</p><p>Regeneração celular no trato gastrointestinal</p><p>As células epiteliais de todo o trato gastrointestinal</p><p>são constantemente descamadas e repostas por novas</p><p>células formadas por meio de divisão das células-</p><p>tronco. Células-tronco estão localizadas na camada</p><p>basal do epitélio esofágico, istmo e colo das glândulas</p><p>gástricas, porção inferior das glândulas do intestino</p><p>delgado e intestino grosso. A partir desta zona</p><p>proliferativa em cada órgão, as células se movem para</p><p>a zona de diferenciação, onde sofrem maturação</p><p>estrutural e enzimática, promovendo uma população</p><p>celular funcional para cada região. No intestino delgado</p><p>as células morrem por apoptose no topo das</p><p>vilosidades, onde são descamadas.</p><p>DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.:</p><p>Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier, 2015.</p><p>HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de</p><p>fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.</p><p>NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de</p><p>Janeiro, Elsevier, 2011.</p><p>MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.</p><p>SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.</p><p>TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de</p><p>Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 20</p><p>STANDRING, S; Gray’s: Anatomia – A base anatômica para a</p><p>clínica. 40. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.16.</p><p>JUNQUEIRA, L.C.U. & Carneiro, J. Histologia Básica. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara-Koogan – 11ª ed., 2008.</p><p>KIERSZENBAUM, A.L. Histologia e Biologia Celular – uma</p><p>introdução à patologia. Elsevier, 2ª ed., 2008.</p><p>ROSS, M.H. & Pawlina, W. Histologia Texto e Atlas. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara-Koogan – 5ª ed., 2008</p><p>medida que a parede abdominal posterior cresce</p><p>progressivamente. (LARSEN, 2016).</p><p>O primórdio do ceco e do apêndice vermiforme</p><p>aparece, na sexta semana, como uma dilatação no</p><p>limite antimesentérico</p>