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<p>Economia Política Internacional - Aula 7 (06/05/22)</p><p>Fundamentos da visão marxista na Economia Política Internacional</p><p>– segunda parte</p><p>Leitura: COHN, Theodore H. Global Political Economy: Theory and Practice. 7.</p><p>Ed. Nova York: Routledge, 2016.</p><p>___________________________________________________________________</p><p>Vídeo</p><p>• Elias Jabbour – Não existe imperialismo chinês.</p><p>• Canal Opera Mundi.</p><p>• Link: https://www.youtube.com/watch?v=RAKLMNk31Xo&ab_channel=OperaMundi</p><p>• Questões:</p><p>1 – Explicite o principal argumento de Elias Jabbour.</p><p>→ A China não seria imperialista e um dos argumentos é o histórico , a China</p><p>não é expansionista (outra cultura, baseada no confucionismo e taoismo →</p><p>tradição filosófica/história diferente da ocidedntal individualista e competitiva).</p><p>Esse “imperialismo” chines tem uma ideia mais de cooperação do que de</p><p>competição/dominação. Ele também menciona o argumento de que a China</p><p>condiciona suas relações com a África e a Ásia de maneira diferente em</p><p>comparação aos EUA. A China pode reproduzir aquele esquema</p><p>metrópole-periferia mas não algo imposto como é tendência no imperialismo</p><p>ocidental (e se ocorre é de forma mais suave)</p><p>2 – Existem elementos marxistas-leninistas em sua</p><p>exposição? Justifique.</p><p>→ O autor fala sobre a tendência violenta do imperialismo e essa é uma</p><p>visão leninista.</p><p>,</p><p>Teorias da dependência</p><p>→ não tem só marxismo, também também o estruturalismo latino americano (Celso</p><p>Furtado - não marxista - e Raul Prebisch)</p><p>→ a principal ideia dessa teoria é o que deriva do seu próprio nome, ou seja, que</p><p>existe dependência, do capital estrangeiro, ecnologia e etc → muita influência da</p><p>dinâmica internacional sendo ditados pelo mundo → ideia do centro-periferia /</p><p>desenvolvidas e subdesenvolvidos</p><p>→ os teóricos da dependência são céticos em relação ao velho marxismo → alguns</p><p>marxistas acreditam que as potências ao levarem o capitalismo a naçõe s menores</p><p>permitem o desenvolvimento das forças produtivas - relações de produção</p><p>capitalista - que dão origem ao socialismo e teóricos da dpe epcis não acreditam</p><p>nisso!</p><p>→ países do centro podem até levar desenvolvimento e exportar capital, mas de</p><p>maneira que não permita o desenvolvimento dos sub denodos, mantendo-se a</p><p>relação centro-periferia. O lucro estratégico continua nos países de origem - você</p><p>leva aos países da periferia só o mais barato</p><p>• Derivam tanto do marxismo quanto do estruturalismolatino-americano.</p><p>• O sistema mundial gera e perpetua desigualdades entre desenvolvidos e</p><p>subdesenvolvidos.</p><p>• Os países desenvolvidos não oportunizam odesenvolvimento ao espalharem o</p><p>capitalismo pelo globo.</p><p>• Marxistas ortodoxos e liberais concordam nisto (no espalhamento do capitalismo</p><p>pelo mundo, mas não pelos mesmos motivos)</p><p>Tese Prebisch-Singer e a deterioração dos termos de troca</p><p>Prebisch (1949):</p><p>• Ponto central: se os países latino americanos se mantivessem, à guisa de</p><p>supostas “vantagens comparativas” , especializados em exportar produtos agrícolas</p><p>de baixa elasticidade renda e em importar produtos industriais de alta elasticidade, a</p><p>necessidade de fechar as contas externas tornaria inevitável que os países</p><p>crescessem a longo prazo a taxa menores que os países industrializados.</p><p>→ a elasticidade mede a sensibilidade dos consumidores de um produto. Ex; um</p><p>produto industrial tem uma alta elasticidade da renda, pois, exemplo: uma pessoa A</p><p>é mais nobre e está se alimentando no mínimo, ele ganhando uma renda a mais,</p><p>como continua pobre, ainda vai comprar produtos de primeira necessidade, agora</p><p>uma pessoa B de classe média-alta não tem problema com necessidades básicas,</p><p>se ele tiver um aumento de renda não vai atrás de alimentos como a pessoa A, ele</p><p>iria atrás de produtos mais sofisticados. O produto industrial tem mais elasticidade</p><p>renda, consequentemente, a renda mundial crescendo o desejo por produtos</p><p>industrializados aumenta!</p><p>→ que,depende de exportar commodities estará em maus lençóis no longo prazo</p><p>• Tal constatação decorria da diferença das elasticidades-renda das importações,</p><p>pois essa exportação não vai crescer tanto no longo prazo que tinham uma</p><p>tendência estrutural a se acelerar em relação às exportações.</p><p>→ termos de troca são os termos de intercâmbio ou seja, é a relação entre o que eu</p><p>exporto e o que eu importo, o preço dos produtos que eu exporto vai caindo em</p><p>relação ao que eu importo (não se valoriza tanto quanto aos que eu importo) →</p><p>deterioração do comércio internacional.</p><p>Tese Prebisch-Singer: deterioração dos termos de troca</p><p>• Nas palavras de Prebisch (1951: 271): "À medida que a renda real per capita</p><p>ultrapassa certos níveis mínimos, a demanda de produtos industriais tende a</p><p>crescer mais do que a de alimentos e outros produtos primários. Não obstante, a</p><p>situação dos países menos desenvolvidos é muito distinta da dos centros, pois</p><p>estes importam aqueles produtos primários de menor elasticidade renda da</p><p>demanda do que a dos artigos industriais que a periferia importa dos centros. Para</p><p>crescer sua renda real, os países periféricos necessitam importar bens de capital</p><p>cuja demanda cresce com esta renda ao mesmo tempo em que a elevação do nível</p><p>de vida se manifesta em intensa demanda de importações de grande elasticidade</p><p>que tendem a crescer mais do que a renda.</p><p>Tese Prebisch-Singer: deterioração dos termos de troca</p><p>→ Vídeo Cepal: termos de troca 1880-1950</p><p>→ Resumo: a tese da deterioração dos termos de troca (em espanhol), como</p><p>sintetiza animação da CEPAL: http://youtu.be/sqUQQX1dTx8</p><p>→ Prebisch e a Cepal não são marxistas - mesmo que concordem em certas partes</p><p>→ críticas ao liberalismo.</p><p>→ os estrturalistas latiinoamericanos acreditam, em sua maioria, que superando a</p><p>vocação agrária, ou seja,se industrializando e tornando o país mais autônomo é</p><p>possível se desenvolver → ocupar uma posição maior no capitalismo e não acabar</p><p>com ele!</p><p>Outras visões da dependência</p><p>→ As outras visões de dependência já são mais machistas e mais céticas quanto a</p><p>possibilidade do desenvolvimento → um estruturalis/desenvolvimentista ainda</p><p>acredita bem mais no desenvolvimento (O brasil poderia se tornar uma Coreia do</p><p>Sul por exemplo)</p><p>→ visões mais pessimistas</p><p>→ o sistema capitalista internacional é feito para manter o subdesenvolvimento →</p><p>Há 2 linhas: A primeira em que naturalmente os países e empresas centrais não</p><p>deixam os países se industrializam para não gerar concorrência e a segunda linhas</p><p>mais do FHC, vai dizer que é mais complexo que isso, que as elites locais se unem</p><p>as internacionais e acabam tendo relações com as elites internacionais e não se</p><p>interessam no desenvolvimento porque perderam a sua posição relativa.</p><p>• Países desenvolvidos não deixariam os países atrasados se industrializarem.</p><p>• As elites locais se unem às internacionais perpetuando a dependência.</p><p>• Duas visões:</p><p>•André Gunder Frank → Capitalismo transforma a periferia de</p><p>não-desenvolvidos para subdesenvolvidos (mais pessimismo)</p><p>http://youtu.be/sqUQQX1dTx8</p><p>•Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto → desenvolvimento dependente</p><p>e associado seria possível → industrialização era visível naquele período (o</p><p>desenvolvimento é possível - se a burguesia local topar um projeto de</p><p>desenvolvimento é possível com capital estrangeiro ir atraído</p><p>recursos/infraestrutura e capacidades para mudar o seu país → eles não</p><p>deixam a janela de possibilidade fechada como a visão anterior)</p><p>Críticas (a teoria da dependência)</p><p>• Como definir centro e periferia? (Haiti e Brasil são periferia? Grécia e EUA são</p><p>centro?)</p><p>• Enfoque no nacionalismo (A teoria da dependência foca muito no nacionalismo já</p><p>outros marxistas focam nas relações de classes - visão mais internacionalista).</p><p>• Particularidades locais → países da periferia podem reagir de modo diferente aos</p><p>ditames globais (teorias menos atentas as singularidades e sensibilidades locais)</p><p>• No “socialismo” que vigorou no século XX também havia relações de dependência.</p><p>O marxismo ainda tem apelo na EPI?</p><p>→ esse marxismo ainda tem apelo na EPI na atualidade? Sim!</p><p>Ainda há muita</p><p>produção teórica hoje em dia!</p><p>• Fim da URSS → fim da crítica marxista? (isso não aconteceu, mesmo antes do fim</p><p>da URSS havia muita crítica marxista que deserdou para com a URSS → o fim da</p><p>URSS deu até mesmo mais liberdade para a visão marxista - se libertam das</p><p>diretrizes de Moscou)</p><p>• Fim da história? → O mundo continua cheio de crises desde os anos 80 e isso dá</p><p>fôlego às análises marxistas</p><p>• Ao contrário:</p><p>•Fim da URSS deu mais independência para a análise marxista.</p><p>•Crises financeiras desde a década de 1980.</p><p>•Aumento das desigualdades.</p><p>•Foco nos pobres, na justiça social e no distributivismo.</p><p>Este gráfico demonstra a participação dos salários/trabalho na renda dos EUA.</p><p>→ Tem-se um maior intervalo entre a alta renda e as rendas médias e mais baixas!</p><p>→ indicadores de maior desigualdade e isso faz com que o marxismo ganhe força</p><p>Teoria do sistema-mundo</p><p>GILPIN, 2002, p. 88</p><p>Teoria do sistema-mundo</p><p>→ a teoria sistema mundo analisa a totalidade! lógica global.</p><p>→ o essencial é olhar a dinâmica capitalista global e a divisão do trabalho global</p><p>• Aborda relações entre estados dentro de uma lógica global.</p><p>• Há uma única divisão do trabalho e múltiplos sistemas culturais.</p><p>• Após vários impérios e hegemons, hoje a economia capitalista conforma um</p><p>sistema mundo (mundo todo capitalista).</p><p>• Há ainda a abordagem centro-periferia (mais olha um pouco mais para o sistema</p><p>internacional)</p><p>• O estado hegemônico determina o tipo do capitalismo pois representa sua classe</p><p>dominante e exerce poder de modo a evitar concorrentes (manter seu status de</p><p>poder)</p><p>• O poder dos estados não pode ser analisado sem sua inserção no sistema</p><p>mundial.</p><p>• Estados semi-periféricos possuem função de dar estabilidade ao sistema:</p><p>promessas de desenvolvimento → a função do semiperiférico é dar estabilidade ao</p><p>sistema! Deixa se desenvolver/crescer mas sem ameaçar a hegemonia.</p><p>Teoria do sistema-mundo</p><p>→ os teóricos do sistema mundo são marxistas pois veem que as contradições</p><p>apontadas por Marx ocorrem no sistema global → o sistema vai se expandir e vai</p><p>produzir exploração e vai ter luta de classes - o capitalismo se expandindo vão</p><p>gerando suas contradiçõe (crises de hegemonias por exemplo)</p><p>• A visão sistema-mundo é essencialmente marxista, pois enxerga a expansão</p><p>global do capital.</p><p>• Com isso, vem a exploração e luta de classes, que também se manifesta na</p><p>hierarquia entre estados.</p><p>• Um sistema internacional efetivamente justo só seria alcançado com o socialismo.</p><p>• Voltemos ao vídeo do Elias Jabbour sobre a China:</p><p>•A partir da visão do analista, se a China se tornasse o novo hegemon (o</p><p>estado dominante do sistema-mundo), como seria este novo sistema? As</p><p>mesmas relações centro-periferia que ocorrem hoje manter-se-iam?</p><p>Análise neo-gramsciana</p><p>→ Gramsci percebeu que a ascensão do fascismo na Itália foi um fenômeno que o</p><p>marxismo não conseguiu entender e Gramsci começou a olhar para fenômenos</p><p>além da economia → como política, ideologia e cultura funcionam para manter a</p><p>exploração de classe? → não é possível explicar só pela economia é preciso criar</p><p>blocos de pensamento para convencer - não é somente a força - se não não se</p><p>domina ninguém - é preciso criar ideologias/convencimento.</p><p>→ ele cita a ideia de blocos históricos - grandes blocos de hegemonia em que a</p><p>uma convergência de poderes dominantes e a ideologia → se tem sim uma</p><p>estrutura econômica mas para dominação se tem a burguesia dominante, o estado</p><p>dominante, instituições e ideologia → se tem que convencer/criar a visão de que o</p><p>capitalismo é benéfico</p><p>→ no plano internacional, uma análise gramsciana do SI --. EUA e ÓIs criam essa</p><p>legitimidade - criam ideologias (soft power)</p><p>• Gramsci (marxista importante) percebeu que o marxismo tradicional era</p><p>economicista demais para interpretar todos os fenômenos.</p><p>• Assim sendo, deu mais atenção a fenômenos como política, ideologia e cultura.</p><p>• Classes dominantes não conseguiriam dominar somente por coerção.</p><p>• Blocos históricos: congruência entre poderes dominantes e ideologia que guiam a</p><p>sociedade e a economia.</p><p>• Organizações internacionais e EUA legitimam sua dominação com menos força</p><p>física que outras potências.</p><p>Análise neo-gramsciana</p><p>“Um bloco histórico transnacional composto pelas maiores multinacionais,</p><p>bancos internacionais, grupos empresariais e ÓIs também ampliaram as relações de</p><p>classe a nível mundial. Central para este bloco histórico é o poder e a mobilidade do</p><p>capital transnacional, que está estendendo o neoliberalismo em escala global (visão</p><p>gramsciana). A capacidade do capital transnacional e das multinacionais de mudar</p><p>de localização entre os estados permite que eles joguem grupos trabalhistas</p><p>nacionais menos móveis uns contra os outros (se divide a classe trabalhadora). Os</p><p>trabalhadores das multinacionais também identificam seus interesses com o capital</p><p>transnacional, e isso divide a classe trabalhadora e limita sua capacidade de</p><p>construir uma contra-hegemônia. Solidificando ainda mais esse bloco histórico</p><p>transnacional está uma ideologia hegemônica que vê a mobilidade do capital como</p><p>benéfica. No entanto, a insatisfação da sociedade civil com esse bloco histórico</p><p>transnacional pode estimular uma contra hegemonia." (COHN, 2016, p. 156 –</p><p>tradução livre)</p><p>→ se cria um sistema ideológico para convencer → a janela de esperança para a</p><p>superação amar o capitalismo -> podem haver insatisfações nas crises e em algum</p><p>momento se pode estimular uma contra hegemonia vinda a partir dos trabalhadores</p><p>insatisfeitos com esse grande bobo internacional de poder capital, intuições,</p><p>hegemonia e etc.</p>

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