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<p>O que é o princípio da falseabilidade?</p><p>Primeiro, temos que entender o contexto que Popper estava inserido</p><p>O princípio da falseabilidade foi criado para contestar o princípio da verificabilidade dos filósofos do círculo de Viena</p><p>O que é o princípio da verificabilidade? é a doutrina filosófica que sustenta que apenas as afirmações que são empiricamente verificáveis (ou seja, verificáveis através dos sentidos)</p><p>Assim, aquilo que não tivesse possibilidade de verificação deveria ser retirado do saber científico,</p><p>como os enunciados metafísicos (estuda a existência do ser).</p><p>“O que somos?", "de onde viemos?", "para aonde vamos?"</p><p>Só aquilo que foi dito a partir de observações poderia ser considerado verdadeiro.</p><p>Os enunciados que não pudessem ser examinados a partir da verificação empírica não tinham significação e, portanto, deveriam ser desconsiderados da ciência."</p><p>Empirismo = experiência</p><p>----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>"A verificação pode ser feita ainda de outra forma além do método empírico:</p><p>A verificação é feita por demonstração</p><p>Por meio da aplicação da lógica para saber se há coerência no enunciado.</p><p>Desse modo, a proposição “Existe petróleo no meu quintal”, por exemplo, é possível de ser verificada e pode ser verdadeira ou falsa a partir da constatação feita, por exemplo, por uma escavação no solo.</p><p>Já a proposição “A alma é imortal”, não é verificável.</p><p>Segundo os pensadores do Círculo de Viena, a primeira proposição tem significação e valor cognitivo porque é verificável; a segunda, não.</p><p>Porém Popper tinha um problema com o princípio da verificabilidade</p><p>"O princípio de verificabilidade dos pensadores do Círculo de Viena foi um dos principais pontos combatidos por Popper. Para ele, uma proposição não poderia ser considerada verdadeira ou falsa a partir de sua verificabilidade, e sim da sua refutabilidade (ou falseabilidade)."</p><p>"O princípio proposto por Popper, em vez de buscar a verificação de experiências empíricas que confirmassem uma teoria, buscava fatos que, depois de verificados, refutariam a hipótese.</p><p>Assim, em vez de se preocupar em provar que uma teoria era verdadeira, ele se preocupava em provar que ela era falsa. Quando a teoria resiste à refutação pela experiência (alguma observação), pode ser considerada comprovada"</p><p>Vejamos os exemplos de hipóteses não científicos e científicos</p><p>“A terra é plana”</p><p>É científico porque pode ser refutado/falseado</p><p>“Deus existe”</p><p>Não é científica porque não podemos refutar/falsear</p><p>"Com o princípio da falseabilidade, Popper estabeleceu o momento em que uma teoria pode ser considerada científica.</p><p>As teorias que não oferecem possibilidade de serem refutadas por meio da experiência, devem ser consideradas como mitos, não como ciência.</p><p>Dizer que uma teoria científica deve ser falseável empiricamente significa dizer que uma teoria científica deve oferecer possibilidade de refutação – e, se refutadas, não devem ser consideradas."</p><p>“Dizemos que uma teoria está falseada somente quando dispomos de enunciados básicos aceitos que a contradigam. Essa condição é necessária, porém não suficiente” (p. 91)</p><p>É preciso de uma hipótese falseadora. Ou seja, uma hipótese empírica que refute a teoria.</p><p>Ou seja, as teorias científicas não são verdades absolutas, mas servem para nos aproximar da realidade.</p><p>Para Popper a experiência não serve para comprovar a teoria, mas para testar indefinidamente a teoria. Mesmo que a teoria esteja resistindo a testes, observações… ela deve ser testada constantemente. Sempre devemos estar tentando falsear ela.</p><p>A teoria se mantém verdadeira conforme vai resistindo a todas as tentativas de refutação</p><p>19. Algumas objeções dos convencionalistas (p.82)</p><p>Convencionalismo: O convencionalismo é uma abordagem onde as teorias científicas são aceitas como verdadeiras ou úteis com base em convenções ou acordos entre cientistas, mesmo que não sejam testadas de maneira rigorosa. Para os convencionalistas, as teorias podem ser ajustadas ou reformuladas para se adaptar a novos dados, o que pode levar a um processo onde uma teoria nunca é realmente abandonada, mas apenas modificada para se manter consistente com os fatos.</p><p>Popper criticou o convencionalismo por considerar que ele permite a "imunização" das teorias contra a refutação. Isso acontece quando os cientistas, em vez de abandonar uma teoria quando confrontados com dados que a contradizem, fazem ajustes para proteger a teoria de ser refutada. Para Popper, esse tipo de prática desvirtua o processo científico, pois impede o progresso do conhecimento ao manter teorias que, de outra forma, seriam abandonadas.</p><p>(ler slide e o começo do próximo)</p><p>-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>24. Falseabilidade e compatibilidade (p.97)</p><p>Para Popper, o método científico é, em essência, compatível com a falseabilidade, pois envolve a formulação de hipóteses, a realização de experimentos e a refutação.</p><p>Uma teoria que não pode ser testada ou refutada não se alinha com os princípios do método científico e, portanto, não é compatível com a ciência empírica na visão de Popper.</p><p>(ler slide novamente, finalizar e ler o próximo)</p><p>Capítulo 5 - O problema da base empírica / Experiências perceptuais como base empírica: Psicologismo</p><p>Popper rejeitava o psicologismo porque acreditava que ele compromete a distinção entre a lógica do conhecimento científico e os processos psicológicos que podem influenciar nossas percepções.</p><p>------------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>(ler seta)</p><p>Por exemplo, uma sentença protocolar poderia ser algo como "O céu é azul às 10h da manhã no dia 19 de agosto de 2024." A ideia é que tal sentença pode ser verificada ou refutada diretamente por observação.</p><p>Karl Popper criticou fortemente a ideia de que o conhecimento científico poderia ser fundado sobre sentenças protocolares infalíveis. Para Popper, as sentenças protocolares não são a base do conhecimento científico, porque elas próprias estão sujeitas à crítica e à refutação.</p><p>O conhecimento científico não começa com observações, mas com problemas e hipóteses. As observações são utilizadas para testar hipóteses, mas essas observações são sempre interpretadas à luz de teorias já existentes.</p><p>Portanto, para ele, a ciência não avança a partir de uma base segura de observações, mas por meio da formulação de hipóteses que são rigorosamente testadas e potencialmente falsificadas.</p><p>Em resumo, enquanto alguns filósofos viam as sentenças protocolares como a base segura do conhecimento (ler o slide)</p><p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>Enunciados básicos /A relatividade dos enunciados básicos. Resolução do trilema de Fries</p><p>Os enunciados básicos são expressões simples que descrevem eventos observáveis e que podem ser usados para testar teorias científicas. Eles são fundamentais para o método de falsificação de Popper, pois servem como a base empírica quando uma teoria é confrontada.</p><p>Exemplo: "O Sol nasceu no Leste nesta manhã."</p><p>Esse é um enunciado básico porque descreve uma observação específica que pode ser verificada (ou falseada) por qualquer pessoa que tenha observado o nascer do sol em um determinado dia.</p><p>Diferente das "sentenças protocolares", os enunciados básicos não são considerados infalíveis ou indiscutíveis, mas sim provisórios e suscetíveis a erro.</p><p>Para Popper, um enunciado básico é aceito pela comunidade científica como verdadeiro até que seja refutado.</p><p>Se um enunciado básico é incompatível com uma teoria, essa teoria é considerada refutada.</p><p>O trilema propõe que existem três tipos de enunciados básicos na ciência: (ler)</p><p>Para Karl Popper, a solução do Trilema de Fries envolve três conceitos centrais: dogmatismo, regressão infinita, e a psicologia (ou subjetivismo)</p><p>1. Dogmatismo</p><p>Ocorre quando se aceita um ponto de partida sem justificação.</p><p>Isso significa aceitar certas proposições ou teorias como verdades absolutas, sem justificá-las.</p><p>Popper rejeita o dogmatismo ao propor que todo conhecimento deve ser suscetível à crítica e à falsificação, não havendo, portanto, proposições indiscutíveis.</p><p>2. Regressão Infinita</p><p>A regressão infinita surge quando cada justificativa requer outra justificativa, levando a um ciclo infinito sem um ponto final.</p><p>Popper soluciona esse problema ao, em vez de procurar uma justificação última ou uma base infalível, o objetivo dele é formular hipóteses que possam ser testadas e potencialmente refutadas. Isso desloca o foco da busca por uma justificativa final para um processo contínuo de crítica e melhoria das teorias. Assim, o conhecimento científico avança não pela acumulação de justificações infinitas, mas pela eliminação de teorias falsas, permitindo que teorias melhores e mais robustas ocupem seu lugar.</p><p>3. Psicologismo (Subjetivismo)</p><p>O subjetivismo, ou psicologismo, é a ideia de que as justificações são baseadas em percepções, crenças ou sentimentos individuais, tornando-as relativas e subjetivas.</p><p>Popper resolve o problema do psicologismo ao destacar que o valor e a progressão do conhecimento científico dependem da metodologia crítica e do processo de falsificação, e não das características psicológicas dos indivíduos. Assim, ele evita a redução do conhecimento a aspectos psicológicos, mantendo a ênfase na estrutura lógica e empírica das teorias.</p>