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<p>matriz de Atividade INDIVIDUAL</p><p>Estudante:</p><p>Disciplina: Direito Societário - Sociedade Limitada</p><p>Turma: ONL024NZ-PODEM0103</p><p>1. Parecer</p><p>Trata-se de parecer jurídico elaborado em razão da consulta realizada pelo grupo de empreendedores que desejam, juntos, constituir uma Sociedade Limitada, cujo objeto é a comercialização e a distribuição de produtos de beleza 100% naturais e veganos “(Sociedade”).</p><p>Dito isto, passa-se à análise e aos esclarecimentos das informações trazidas pelos empreendedores para viabilidade da constituição da Sociedade.</p><p>1. Quanto à formação do grupo de empreendedores:</p><p>Não há óbice quanto à participação de empresários na qualidade de pessoas físicas ou jurídicas, uma vez que, segundo Fábio Ulhoa Coelho (2017), “o empresário pode ser pessoa natural ou jurídica, desde que observe os seguintes requisitos exigidos para a atividade empresarial: profissionalismo, organização, habitualidade, produção e circulação de bens ou serviços.” Além disso, o artigo 1.052 do Código Civil[footnoteRef:1] estabelece que a sociedade limitada poderá ser constituída por uma ou mais pessoas. [1: Art. 1.052. § 1º. A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas.]</p><p>Via de regra, segundo o artigo 927 do Código Civil, “podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.” Neste sentido, entende-se que os dois empreendedores maiores de idade possuem capacidade civil para exercer as atividades mencionadas.</p><p>Com relação ao menor de 15 anos, em que pese ele seja absolutamente incapaz, nos termos do artigo 3º do Código Civil[footnoteRef:2], a Lei 12.399/2011 incluiu o § 3º ao artigo 974 do referido Código, que possibilitou o exercício de atividade empresária por incapaz, desde que cumprido determinados requisitos, a saber: [2: Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.]</p><p>“Artigo 974 (...)</p><p>§ 3º. O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos:</p><p>I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;</p><p>II – o capital social deve ser totalmente integralizado;</p><p>III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais.</p><p>Desta forma, conclui-se ser possível a participação do menor de 15 anos, desde que os requisitos acima sejam cumpridos pela Sociedade, além da necessidade de ele ser representado por seus representantes legais.</p><p>2. Quanto à integralização do capital social:</p><p>Na sociedade limitada, “a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social”[footnoteRef:3]. Os empreendedores estão corretos quanto à integralização do capital social em dinheiro. Na sociedade limitada é vedado a contribuição em serviços[footnoteRef:4] . [3: Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.] [4: Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio.</p><p>(...) § 2º É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.]</p><p>Segundo Vitor Eduardo Rios Gonçalves (2019), “constitui dever dos sócios integralizarem o capital social subscrito, à vista ou a prazo, conforme estipulado em contrato ou estatuto social, sob pena de sofrer as consequências e ser considerado sócio remisso”. Por sócio remisso, podemos entender, pelas palavras de Fábio Ulhôa Coelho, como “aquele que não cumpre com a sua obrigação de contribuir para a formação do capital social, podendo até mesmo chegar a ser excluído da sociedade”.</p><p>O artigo 1.004 do Código Civil estabelece que:</p><p>“Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições estabelecidas no contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias seguintes ao da notificação pela sociedade, responderá perante esta pelo dano emergente da mora.</p><p>Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a maioria dos demais sócios preferir, à indenização, a exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado, aplicando-se, em ambos os casos, o disposto no § 1º do art. 1.031.”</p><p>Ademais, o artigo 972, IV do Código Civil[footnoteRef:5] estabelece que deve constar no contrato social da Sociedade, a quota de cada sócio no capital social e o modo de realizá-la. Desta forma, entende-se que as partes são livres para estipular a forma de integralização do capital social, desde que a preveja no contrato social. [5: Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:</p><p>(...) IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la;]</p><p>3. Quanto ao nome empresarial:</p><p>É plenamente possível que seja utilizado o futuro CNPJ como nome empresarial da Sociedade, isto porque, o artigo 35-A da Lei nº 8.934/1994[footnoteRef:6], e o artigo 18-A da Instrução Normativa nº 81 do DREI, autorizam tal ato. É importante saber que deve ser levado em consideração apenas o número raiz do CNPJ, ou seja, os oito primeiros dígitos, bem como ser necessário o acréscimo da expressão “ltda” ao final do nome empresarial, sob pena da omissão determinar a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade[footnoteRef:7]. [6: Art. 35-A. O empresário ou a pessoa jurídica poderá optar por utilizar o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) como nome empresarial, seguido da partícula identificadora do tipo societário ou jurídico, quando exigida por lei.] [7: Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura.</p><p>(...) § 3 o A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade.]</p><p>4. Quanto ao sócio menor de idade:</p><p>Tendo em vista que a sociedade limitada pode ser caracterizada como uma sociedade de pessoais ou de capitais, é perfeitamente aceitável a figura do sócio investidor. Conforme determina a Instrução Normativa Drei nº 81, de 10 de junho de 2020, no Anexo IV, há a possibilidade de se estabelecerem quotas preferenciais na sociedade limitada:</p><p>5.3.1. Quotas preferenciais</p><p>São admitidas quotas de classes distintas, nas proporções e condições definidas no contrato social, que atribuam a seus titulares direitos econômicos e políticos diversos, podendo ser suprimido ou limitado o direito de voto pelo sócio titular da quota preferencial respectiva, observados os limites da Lei nº 6.404, de 1976, aplicada supletivamente.</p><p>Havendo quotas preferenciais sem direito a voto, para efeito de cálculo dos quóruns de instalação e deliberação previstos no Código Civil consideram-se apenas as quotas com direito a voto.</p><p>Neste caso, o contrato social deverá prever as funções de cada um dos sócios, se administradores ou investidores. Embora não participem da administração do dia a dia, possuem direito a vota em assembléias e reunião de sócios, além de possuírem direitos na participação na distribuição dos lucros, conforme determina o artigo 1.008 do Código Civil.</p><p>5. Quanto à regência supletiva para a Sociedade:</p><p>As regras aplicáveis à Sociedade Limitada estão estabelecidas no Código Civil, nos artigos 1.052 e seguintes, sendo que este regramento deve ser observado para reger este tipo societário. Caso o Código Civil seja omisso em determinado tema relacionado, a Sociedade deverá observar as normas da sociedade simples, ou, ainda, caso haja previsão expressa em seu contrato social, a Sociedade poderá observar, supletivamente,</p><p>as normas da sociedade anônima (Lei nº 6.404/76). Tal entendimento pode ser verificado no artigo 1.053 do Código Civil, conforme abaixo transcrito:</p><p>“Art. 1.053. A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste Capítulo, pelas normas da sociedade simples</p><p>Parágrafo único. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima.”</p><p>6. Quanto à regra tributária:</p><p>De acordo com informações extraídas do site do Gov.BR, o Simples Nacional é um regime Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), que unifica o pagamento de diversos tributos.</p><p>Para que as empresas possam ser enquadradas nesse regime diferenciado, deverão (i) possuir natureza jurídica de sociedade empresária, sociedade simples, empresa individual ou empresário individual; (ii) ter receita bruta anual anual de até R$ 360 mil, se enquadradada como microempresa, ou receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões, se enquadradas como empresa de pequeno porte; e (iii) não possuir nenhum dos impedimentos previstos nos artigos 3º, II, § 4º e 17 da Lei Complementar 123/2006.</p><p>Com relação aos impedimentos descritos no item (iii) acima, é necessário observar que o impedimento descrito no item II do § 4º determina:</p><p>Art. 3º (...)</p><p>§ 4º Não poderá se beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto nesta Lei Complementar, incluído o regime de que trata o art. 12[footnoteRef:8] desta Lei Complementar, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica: [8: Art. 12. Fica instituído o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional.]</p><p>I - de cujo capital participe outra pessoa jurídica;</p><p>Assim, tendo em vista que na composição da Sociedade haverá 4 (quatro) pessoas jurídicas como sócios, integralizando o capital social, o regime especial não poderá ser adotado, sendo que a Sociedade deverá ser enquadrada no regime de Lucro Presumido ou Lucro Real.</p><p>7. Quanto à governança da Sociedade:</p><p>Faz bem a Sociedade em se preocupar com o seu administrador, pois aquele(s) eleito(s) para o cargo possui (em) a responsabilidade de manifestar a vontade da pessoa jurídica, atuando em seu nome e conduzindo as atividades empresariais mediante a representação dos negócios, além da representação em juízo também.</p><p>Os empreendedores também podem optar por nomear um administrador que seja capacitado em gestão, uma vez que o artigo 1.011 do Código Civil determina:</p><p>Art. 1.011. O administrador da sociedade deverá ter, no exercício de suas funções, o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios.</p><p>§ 1 o Não podem ser administradores, além das pessoas impedidas por lei especial, os condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação</p><p>A sociedade limitada, por sua vez, poderá ser administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado, nos termos do artigo 1.060 do Código Civil. Além disso, é plenamente possível a nomeação de administradores sócios ou não sócios também, desde que observado o quórum previsto no artigo 1.061 do Código Civil:</p><p>Art. 1.061. A designação de administradores não sócios dependerá da aprovação de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e da aprovação de titulares de quotas correspondentes a mais da metade do capital social, após a integralização.</p><p>O administrador poderá ser nomeado em ato separado, mediante a assinatura do termo de posse no livro de atas de administração, sendo que este termo deverá ser assinado em até 30 dias subsequentes à nomeação para que produza efeitos, bem como a nomeação deverá ser averbada no registro competente.</p><p>É importante mencionar que os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os terceiros prejudicados, por culpa no desempenho de suas funções (artigo 1.016 do Código Civil).</p><p>8. Quanto ao falecimento dos sócios:</p><p>Os sócios podem definir as regras sobre o falecimento de sócios no contrato social ou no acordo de quotista, sendo que este último somente será válido entre os sócios, não sendo oponível à terceiros. Poderão definir, nestes acordos, a fórmula para apuração, bem como a forma de pagamento dos haveres. Além disso, poderão estabelecer se, em caso de falecimento de sócio, os herdeiros poderão ingressar na Sociedade ou, a Sociedade adquirirá as quotas do falecido sócio.</p><p>9. Quanto ao descarte das embalagens dos produtos produzidos pela Sociedade:</p><p>No que se refere ao descarte de embalagens, é de extrema importância a preocupação da Sociedade, pois o correto descarte e a destinação final desses materiais implicam diretamente em questões relacionadas à sustentabilidade ambiental e responsabilidade social da empresa. Considerando o cenário mundial atual relacionado ao meio ambiente, é importante que tenhamos, cada vez mais, empresas compromissadas com a sustentabilidade. Para Vivas e Sartori (2023), a sustentabilidade é um termo amplo e vai além da questão ambiental porque se efetiva na gestão com o equilíbrio de três pilares: o econômico, o social e o ambiental.</p><p>A adoção de práticas sustentáveis pelas empresas garante a contribuição para que recursos naturais sejam preservados e que os impactos ambientais negativos sejam cada vez mais minimizados, já que a produção em massa de muitas empresas ao redor do mundo pode contribuir demasiadamente para o esgotamento desses recursos naturais. Assim, a adoção dessas práticas representa um encurtamento do caminho para que gerações futuras possam desfrutar de um planeta saúdavel e com abundantes recursos.</p><p>Além desses benefícios, a Sociedade também atrairá vantagens aos seus negócios, pois hoje em dia, consumidores, fornecedores e investidores estão, cada vez mais, buscando se vincular com instituições que valorizam práticas sustentáveis e que buscam o compromisso com o meio ambiente. Economia, sociedade e meio ambiente constituem o tripé da sustentabilidade. Nas palavras de Vivas e Sartori (2023):</p><p>No tripé da sustentabilidade, a questão é reconhecer os impactos negativos causados pela atividade da empresa e trabalhar para que esses impactos sejam majoritariamente positivos, sempre levando em consideração os aspectos econômicos, sociais e ambientais.</p><p>10. Quanto à adequeação da Sociedade a um programa de compliance:</p><p>Um programa de compliance dentro de uma empresa é de suma importância, pois visa garantir o cumprimento de boas práticas institucionais e o compromisso com a ética e a transparência. Além dos benecíficios internos, como uma boa cultura organizacional, trazendo um melhor ambiente de trabalho para todos dentro da Sociedade, a reputação da empresa, externamente, também aumenta, pois traz mais confiança de investidores, parceiros e clientes.</p><p>Os pilares do compliance definem a forma como a Sociedade deverá atuar em suas atividades no dia a dia, sendo eles: (i) prevenção; (ii) detecção; e (iii) correção.</p><p>A prevenção diz respeito ao estabelecimento de políticas e procedimentos que servirão para instruir as ações de todos aqueles que integram o ambiente corporativo, inclusive a alta gestão da Sociedade, servindo como princípios norteadores de atuação. É nesse item que deve ser estabelecido um código de conduta da Sociedade.</p><p>A detecção consiste na verificação do efetivo cumprimento das normas internas estabelecidas pela empresa, investigando eventuais condutas inapropriadas para que se possa, eventualmente, punir tais comportamentos. Daí a importância de treinamentos para capacitação dos colaboradores, bem como a</p><p>implementação de processos de monitoramento e auditoria, que visam identificar falhas e irregularidades. A criação de um canal de denúncia seguro e anônimo também é de suma importância, pois garantirá que qualquer colaborador e/ou terceiro, relate, de modo seguro, qualquer irregularidade que este possa ter verificado.</p><p>Por fim, a correção é o meio pelo qual se deve corrigir condutas contrárias às normas e políticas estabelecidas, de modo que estas condutas não mais se repitam dento da estrutura organizacional. Para que sejam aplicadas as medidas adequadas, elas devem ser pré-estabelecidas no código de conduta, de forma clara e objetiva.</p><p>Se a Sociedade busca se atentar a um programa de compliance efetivo e frutífero, é necessário que ocorra uma mudança de pensamento de todos que integram a organização, especialmente dos sócios. São inúmeros os benefícios trazidos por esse programa, como já citado acima, mas além disso, a Socidade também estará apta para firmar contratos com a Adminsitração Pública.</p><p>Com relação à política de integridade, além de estabelecer princípios éticos, demonstrar transparência nas relações da instituição e a responsabilidade sob o viés de suas operações, podemos destacar também a importância de se demonstrar o compromisso com a empresa no que se refere à prevenção e ao combate da corrupção.</p><p>A adoção de um programa de integridade pela Sociedade, pode ser pautado com base nas diretrizes estabelecidas pelo Decreto nº 11.129/2022, que regulamentou a Lei Anticorrupção e estabeleceu os parâmetros de integridade que deverão ser observados, conforme determina o artigo 57:</p><p>“Art. 57. Para fins do disposto no inciso VIII do caput do art. 7º da Lei nº 12.846, de 2013, o programa de integridade será avaliado, quanto a sua existência e aplicação, de acordo com os seguintes parâmetros:</p><p>I - comprometimento da alta direção da pessoa jurídica, incluídos os conselhos, evidenciado pelo apoio visível e inequívoco ao programa, bem como pela destinação de recursos adequados;</p><p>II - padrões de conduta, código de ética, políticas e procedimentos de integridade, aplicáveis a todos os empregados e administradores, independentemente do cargo ou da função exercida;</p><p>III - padrões de conduta, código de ética e políticas de integridade estendidas, quando necessário, a terceiros, tais como fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados;</p><p>IV - treinamentos e ações de comunicação periódicos sobre o programa de integridade;</p><p>V - gestão adequada de riscos, incluindo sua análise e reavaliação periódica, para a realização de adaptações necessárias ao programa de integridade e a alocação eficiente de recursos;</p><p>VI - registros contábeis que reflitam de forma completa e precisa as transações da pessoa jurídica;</p><p>VII - controles internos que assegurem a pronta elaboração e a confiabilidade de relatórios e demonstrações financeiras da pessoa jurídica;</p><p>VIII - procedimentos específicos para prevenir fraudes e ilícitos no âmbito de processos licitatórios, na execução de contratos administrativos ou em qualquer interação com o setor público, ainda que intermediada por terceiros, como pagamento de tributos, sujeição a fiscalizações ou obtenção de autorizações, licenças, permissões e certidões;</p><p>IX - independência, estrutura e autoridade da instância interna responsável pela aplicação do programa de integridade e pela fiscalização de seu cumprimento;</p><p>X - canais de denúncia de irregularidades, abertos e amplamente divulgados a funcionários e terceiros, e mecanismos destinados ao tratamento das denúncias e à proteção de denunciantes de boa-fé;</p><p>XI - medidas disciplinares em caso de violação do programa de integridade;</p><p>XII - procedimentos que assegurem a pronta interrupção de irregularidades ou infrações detectadas e a tempestiva remediação dos danos gerados;</p><p>XIII - diligências apropriadas, baseadas em risco, para: a) contratação e, conforme o caso, supervisão de terceiros, tais como fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários, despachantes, consultores, representantes comerciais e associados; b) contratação e, conforme o caso, supervisão de pessoas expostas politicamente, bem como de seus familiares, estreitos colaboradores e pessoas jurídicas de que participem; e c) realização e supervisão de patrocínios e doações;</p><p>XIV - verificação, durante os processos de fusões, aquisições e reestruturações societárias, do cometimento de irregularidades ou ilícitos ou da existência de vulnerabilidades nas pessoas jurídicas envolvidas; e</p><p>XV - monitoramento contínuo do programa de integridade visando ao seu aperfeiçoamento na prevenção, na detecção e no combate à ocorrência dos atos lesivos previstos no art. 5º da Lei nº 12.846, de 2013.</p><p>*Referências bibliográficas</p><p>Código Civil. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Decreto/D11129.htm#art70 Acesso em 22 de junho de 2024</p><p>DECRETO Nº 11.129, DE 11 DE JULHO DE 2022. Disponível em < https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Decreto/D11129.htm#art70> Acesso em 22 de junho de 2024</p><p>Gonçalves, Victor Eduardo R. Coleção sinopses jurídicas ; v. 21 - Direito empresarial: direito de empresa e sociedades empresárias . Disponível em: Minha Biblioteca, (11ª edição). SRV Editora LTDA, 2019.</p><p>INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI Nº 81, DE 10 DE JUNHO DE 2020. Disponível em < https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/drei/legislacao/arquivos/legislacoes-federais/IN812020alteradapelaIN112e88de2022.pdf> Acesso em 22 de junho de 2024.</p><p>Integridade Para Pequenos Negócios – Construa o País que Desejamos a Partir da Sua Empresa. Disponível em < https://sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/Integridade%20para%20pequenos%20neg%c3%b3cios.pdf>. Acesso em 22 de junho de 2024</p><p>Optar pelo Simples Nacional. Disponível em <https://www.gov.br/pt-br/servicos/optar-pelo-simples-nacional> Acesso em 23 de junho de 2024.</p><p>LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006. Disponível em < https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm>. Acesso em 23 de junho de 2024.</p><p>VIVAS, Lidia; SARTORI, Margô Trindade. Direito societário: sociedade limitada. Rio de Janeiro: FGV, 2023.</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>image1.emf</p><p>image2.wmf</p>