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<p>Módulo II - Elementos de Direito das Relações de Consumo</p><p>Agências Reguladoras - Parte II: ANPD, ANP, ANA, ANM e ANAC</p><p>Plano de Aula</p><p>Data	Tema</p><p>20/jun	Regime Jurídico de Direito Público. Princípios. Organização da Administração Pública Direta e Indireta.</p><p>27/jun	Cenário Regulatório Brasileiro. Função normativa das Agências Reguladoras</p><p>04/jul	Agências Reguladoras - Parte I: ANVISA, ANTAQ e ANTT</p><p>11/jul	Agências Reguladoras - Parte II: ANPD, ANP, ANA, ANM e ANAC</p><p>18/jul	Agências Reguladoras - Parte III: ANEEL, ANS, ANATEL e ANCINE</p><p>25/jul	Demais órgãos reguladores. INMETRO. MAPA. CADE.</p><p>01/ago	Atos Administrativos. Discricionariedade e Vinculação.</p><p>08/ago	Principais aspectos do Processo Administrativo. Meios de defesa. Sanções.</p><p>15/ago	 Análise de Atos Administrativos pelo Judiciário</p><p>22/ago	Avaliação em sala</p><p>Caso Buser – Legalidade das Operações</p><p>O que é esperado da análise:</p><p>Explicar o modelo de negócio da BUSER;</p><p>Analisar o DECRETO Nº 2.521, DE 20 DE MARÇO DE 1998.</p><p>Abordar as Resoluções da ANTT – nº 6.033/2023 e 4.777/2015</p><p>Caso Buser – Legalidade das Operações</p><p>Caso Buser – Legalidade das Operações</p><p>O que a Buser alega:</p><p>(i) não presta serviços de transportes, e sim atua como plataforma de tecnologia que faz intermediação para contratação de serviços de fretamento; ou seja, são distintas a sua atividade e as prestadas pelas empresas de transporte; (ii) não existe venda de passagens no modelo de fretamento colaborativo, e sim rateio entre os usuários do preço da viagem cobrado pela fretadora; (iii) "ao equiparar os serviços privados cuja contratação é intermediada pela Buser àqueles públicos, que são prestados mediante concessão do Estado, o v. acórdão incorre em violação ao texto dos artigos 730 e 731, ambos do Código Civil, bem como ao artigo 16, da Lei 8.987/1995"; (iv) "o modelo de negócios desenvolvido pela Buser encontra pleno amparo no disposto na Lei da Liberdade Econômica, que consistiu em verdadeiro esforço do legislador para reduzir a burocracia e facilitar o empreendedorismo, principalmente para empresas de tecnologia" (fl. 4669-e); (v) mostra-se desatualizada a exigência de que "as viagens intermediadas pela Buser fossem consideradas de fretamento eventual deveriam ser realizadas pelo mesmo grupo de pessoas, em trajetos de ida e de volta (circuito fechado)" (fl. 4670-e), pois prejudica a concorrência e o consumidor.</p><p>O que a ANTT alega:</p><p>Saliente-se que uma das grandes diferenças no serviço fretado é que ele necessita ser operado em “circuito fechado”, exigência presente em todas as modalidades de fretamento, conforme consta na Resolução 4777/2015, acima mencionada. Isto é, o mesmo grupo de passageiros que realiza a viagem de ida deve ser o grupo que realiza a viagem de volta. Essa é uma característica essencial ao fretamento.</p><p>Excluindo-se essa característica, iria haver uma descaracterização do serviço de fretamento, que passaria a se aproximar mais de um serviço regular, vez que um passageiro poderia entrar na plataforma, comprar a viagem de ida para a data e horário que o atendesse melhor e, na sequência, pesquisar a viagem de volta de seu interesse.</p><p>Contudo, tal fato traria sérios problemas à regulação desenhada pela ANTT atualmente.</p><p>Conforme prevê a Res. 4770/2015, em vigor, uma empresa que deseja operar serviço de transporte regular deve cumprir requisitos muito mais rigorosos que as empresas que operam somente o fretamento, sendo-lhe exigido que tenham regularidade jurídica, trabalhista, fiscal e financeira, impondo-lhe ainda que comprovem, por exemplo, capital social mínimo, frota mínima, guichês para venda de bilhetes de passagem, pontos de apoio etc., isto é, há um rol de exigências descritas no art. 8º e seguintes da Resolução nº 4.770/2015 que devem ser cumpridas. Também há regras de saída do</p><p>mercado mesmo sendo a delegação do serviço feita por meio de autorização.</p><p>Já para operar serviços semiurbanos de passageiros, as empresas devem passar por processo licitatório, com regras e exigências estabelecidas em edital que vão desde a observância de idade máxima/média da frota, cumprimento de frequência mínima, inclusive fora dos horários de pico, entre outros, dado seu caráter essencial (destaques inexistentes no original).</p><p>Caso Buser – Legalidade das Operações</p><p>O que o STJ entendeu no julgamento do REsp nº 2093778 / PR (2023/0305272-8):</p><p>Retomando, tenho por insustentável a tese da recorrente de que atuaria apenas como intermediária, pois, de acordo com o recorte fático delineado no acórdão recorrido, o modelo por ela adotado necessariamente envolve operações conjuntas com empresas qualificadas como parceiras.</p><p>Tanto é assim que a própria Buser anuncia e cobra individualmente passagens para viagens interestaduais, conforme relatório da ANTT reproduzido à fl. 3357-e, não importando que o pagamento se dê por meio de rateio.</p><p>Conforme bem pontuado pelo Tribunal de origem, "ainda que não se trate, a BUSER, de empresa de fretamento, resta cristalino que vende passagens para o transporte que a FEPASC alega irregular" (fl. 3364-e). (...)</p><p>Ou seja, de forma indireta, a Buser atua como se fosse uma empresa de</p><p>transporte regular de passageiros em quaisquer rotas interestaduais em que há</p><p>demandas de viagens, ainda que de forma indireta (pois o serviço é executado por meio</p><p>de empresas parceiras).</p><p>A propósito, o acórdão recorrido demonstra bem qual é a verdadeira realidade da atuação da Buser, senão vejamos (fl. 3364-e):</p><p>(1) são disponibilizados diversos trajetos diários, com preço individual e horários fixos, em circuito aberto (só ida e até previsões de paradas), e muitas vezes sem informação quanto à empresa responsável pelo transporte; (2) a regularidade na oferta dos serviços (viagens diárias, no mesmo horário), a venda de bilhetes individuais e a compra facultativa da passagem de volta (circuito aberto) revelam que não se trata de serviço de caráter ocasional, mas sim de "estabelecimento de serviços regulares ou permanentes"; (3) as empresas cadastradas na plataforma da ré possuem apenas autorização para fretamento no circuito fechado. Configurada, portanto, atuação em situação de concorrência desleal com as empresas que prestam regular serviço de transporte interestadual de passageiro.</p><p>(...)</p><p>Como se vê, não há previsão legal que respalde a imposição de obrigação à ANTT de fiscalizar diretamente empresa de tecnologia que atua na intermediação de passageiros para viagens em regime de fretamento, ainda que em alguns casos esteja burlando a regulação do transporte interestadual de passageiros. Nessas circunstâncias, basta a proibição à Buser de venda de serviços que implique fretamento em circuito aberto, com previsão de multa diária em caso de descumprimento. Assim, o recurso especial da ANTT deve ser provido para afastar a obrigação de fiscalizar diretamente a Buser, imposta no acórdão recorrido.</p><p>A Lei nº 13.848/2019</p><p>A Lei nº 13.848/2019</p><p>A Lei nº 13.848/2019</p><p>A ANP</p><p>Lei nº 9.478/1997</p><p>Art. 8o A ANP terá como finalidade promover a regulação, a contratação e a fiscalização das atividades econômicas integrantes da indústria do petróleo, do gás natural e dos biocombustíveis, cabendo-lhe:</p><p>I - implementar, em sua esfera de atribuições, a política nacional de petróleo, gás natural e biocombustíveis, contida na política energética nacional, nos termos do Capítulo I desta Lei, com ênfase na garantia do suprimento de derivados de petróleo, gás natural e seus derivados, e de biocombustíveis, em todo o território nacional, e na proteção dos interesses dos consumidores quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos;</p><p>II - promover estudos visando à delimitação de blocos, para efeito de concessão ou contratação sob o regime de partilha de produção das atividades de exploração, desenvolvimento e produção;</p><p>III - regular a execução de serviços de geologia e geofísica aplicados à prospecção petrolífera, visando ao levantamento de dados técnicos, destinados à comercialização, em bases não-exclusivas;</p><p>IV - elaborar os editais e promover as licitações para a concessão</p><p>de exploração, desenvolvimento e produção, celebrando os contratos delas decorrentes e fiscalizando a sua execução;</p><p>V - autorizar a prática das atividades de refinação, liquefação, regaseificação, carregamento, processamento, tratamento, transporte, estocagem e acondicionamento; (Redação dada pela Lei nº 11.909, de 2009)</p><p>VI - estabelecer critérios para o cálculo de tarifas de transporte dutoviário e arbitrar seus valores, nos casos e da forma previstos nesta Lei;</p><p>(...)</p><p>A ANP</p><p>A ANP</p><p>Agentes Regulados.</p><p>A ANP tem o dever de comunicar aos órgãos de defesa da concorrência possíveis indícios de práticas anticompetitivas nos mercados por ela regulados.</p><p>Além de acompanhar o comportamento dos preços, a Agência recebe solicitações de análise de possíveis infrações à ordem econômica, provenientes dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, do Ministério Público Federal, dos Ministérios Públicos Estaduais, dos Procons e de outras instituições em todo o País.</p><p>Ao atender essas solicitações, a ANP elabora notas técnicas com o objetivo de detectar indícios de práticas anticoncorrenciais (como cartel, por exemplo) por parte dos agentes que atuam no abastecimento nacional de combustíveis e derivados de petróleo.</p><p>Se houver indícios de infração, os estudos também são enviados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a adoção das medidas cabíveis.</p><p>A ANP</p><p>A ANP</p><p>Lei nº 9.847, DE 26 DE OUTUBRO DE 1999.</p><p>Art. 10.  A penalidade de revogação de autorização para o exercício de atividade será aplicada quando a pessoa jurídica autorizada:</p><p>(...)</p><p>V – praticar, no exercício de atividade relacionada ao abastecimento nacional de combustíveis, infração da ordem econômica, reconhecida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade ou por decisão judicial.</p><p>A ANP</p><p>Em conversas com representantes do Cade, a agência de petróleo afirma que é inviável retirar do mercado as três maiores distribuidoras e que, de acordo com um parecer jurídico da AGU (Advocacia-Geral da União), seria preciso modular a lei. Para isso, no entanto, teria de enviar um projeto ao Congresso Nacional, o que ainda está sob avaliação.</p><p>No Cade, a avaliação de conselheiros também é de que a lei precisa ser revista. As empresas, segundo o conselho, foram punidas na esfera administrativa e retirá-las do mercado seria uma pena excessiva, especialmente quando as condenadas são as três maiores do país.</p><p>Ainda segundo a avaliação de integrantes do Cade e da ANP, até mesmo a Petrobras – que detém o monopólio – poderia ser retirada do mercado se fosse condenada por práticas anticompetitivas.</p><p>A ANP</p><p>ANAC</p><p>Lei nº 11.182/2005</p><p>Art. 8º Cabe à ANAC adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação civil, da infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do País, atuando com independência, legalidade, impessoalidade e publicidade, competindo-lhe:</p><p>I – implementar, em sua esfera de atuação, a política de aviação civil;</p><p>II – representar o País junto aos organismos internacionais de aviação civil, exceto nos assuntos relativos ao sistema de controle do espaço aéreo e ao sistema de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos;</p><p>III – elaborar relatórios e emitir pareceres sobre acordos, tratados, convenções e outros atos relativos ao transporte aéreo internacional, celebrados ou a ser celebrados com outros países ou organizações internacionais;</p><p>IV – realizar estudos, estabelecer normas, promover a implementação das normas e recomendações internacionais de aviação civil, observados os acordos, tratados e convenções internacionais de que seja parte a República Federativa do Brasil;</p><p>V – negociar o estabelecimento de acordos e tratados sobre transporte aéreo internacional, observadas as diretrizes do CONAC;</p><p>VI – negociar, realizar intercâmbio e articular-se com autoridades aeronáuticas estrangeiras, para validação recíproca de atividades relativas ao sistema de segurança de vôo, inclusive quando envolvam certificação de produtos aeronáuticos, de empresas prestadoras de serviços e fabricantes de produtos aeronáuticos, para a aviação civil;</p><p>VII – regular e fiscalizar a operação de serviços aéreos prestados, no País, por empresas estrangeiras, observados os acordos, tratados e convenções internacionais de que seja parte a República Federativa do Brasil;</p><p>VIII – promover, junto aos órgãos competentes, o cumprimento dos atos internacionais sobre aviação civil ratificados pela República Federativa do Brasil;</p><p>IX – regular as condições e a designação de empresa aérea brasileira para operar no exterior;</p><p>X – regular e fiscalizar os serviços aéreos, os produtos e processos aeronáuticos, a formação e o treinamento de pessoal especializado, os serviços auxiliares, a segurança da aviação civil, a facilitação do transporte aéreo, a habilitação de tripulantes, as emissões de poluentes e o ruído aeronáutico, os sistemas de reservas, a movimentação de passageiros e carga e as demais atividades de aviação civil;</p><p>XI – expedir regras sobre segurança em área aeroportuária e a bordo de aeronaves civis, porte e transporte de cargas perigosas, inclusive o porte ou transporte de armamento, explosivos, material bélico ou de quaisquer outros produtos, substâncias ou objetos que possam pôr em risco os tripulantes ou passageiros, ou a própria aeronave ou, ainda, que sejam nocivos à saúde;</p><p>XII – regular e fiscalizar as medidas a serem adotadas pelas empresas prestadoras de serviços aéreos, e exploradoras de infra-estrutura aeroportuária, para prevenção quanto ao uso por seus tripulantes ou pessoal técnico de manutenção e operação que tenha acesso às aeronaves, de substâncias entorpecentes ou psicotrópicas, que possam determinar dependência física ou psíquica, permanente ou transitória;</p><p>ANAC</p><p>Lei nº 11.182/2005</p><p>Art. 49. Na prestação de serviços aéreos, prevalecerá o regime de liberdade tarifária.</p><p>§ 1º A autoridade de aviação civil poderá exigir dos prestadores de serviços aéreos que lhe comuniquem os preços praticados, conforme regulamentação específica.</p><p>ANAC</p><p>ANAC</p><p>ANAC</p><p>ANAC</p><p>Concessões de Aeroportos</p><p>ANA</p><p>Lei nº 9.984/2000</p><p>Art. 1º Esta Lei cria a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, integrante do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) e responsável pela instituição de normas de referência para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico, e estabelece regras para sua atuação, sua estrutura administrativa e suas fontes de recursos. (Redação dada pela Lei nº 14.026, de 2020)</p><p>Art. 3º Fica criada a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), autarquia sob regime especial, com autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, integrante do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), com a finalidade de implementar, no âmbito de suas competências, a Política Nacional de Recursos Hídricos e de instituir normas de referência para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico.</p><p>Parágrafo único. A ANA terá sede e foro no Distrito Federal, podendo instalar unidades administrativas regionais.</p><p>Art. 4o A atuação da ANA obedecerá aos fundamentos, objetivos, diretrizes e instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos e será desenvolvida em articulação com órgãos e entidades públicas e privadas integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, cabendo-lhe:</p><p>I – supervisionar, controlar e avaliar as ações e atividades decorrentes do cumprimento da legislação federal pertinente aos recursos hídricos;</p><p>II – disciplinar, em caráter normativo, a implementação, a operacionalização, o controle e a avaliação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos;</p><p>IV – outorgar, por intermédio de autorização, o direito de uso de recursos hídricos em corpos de água de domínio da União, observado o disposto nos arts. 5o, 6o, 7o e 8o;</p><p>V - fiscalizar</p><p>os usos de recursos hídricos nos corpos de água de domínio da União;</p><p>VI - elaborar estudos técnicos para subsidiar a definição, pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dos valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos de domínio da União, com base nos mecanismos e quantitativos sugeridos pelos Comitês de Bacia Hidrográfica, na forma do inciso VI do art. 38 da Lei no 9.433, de 1997;</p><p>VII – estimular e apoiar as iniciativas voltadas para a criação de Comitês de Bacia Hidrográfica;</p><p>VIII – implementar, em articulação com os Comitês de Bacia Hidrográfica, a cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio da União;</p><p>IX – arrecadar, distribuir e aplicar receitas auferidas por intermédio da cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio da União, na forma do disposto no art. 22 da Lei no 9.433, de 1997;</p><p>X – planejar e promover ações destinadas a prevenir ou minimizar os efeitos de secas e inundações, no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, em articulação com o órgão central do Sistema Nacional de Defesa Civil, em apoio aos Estados e Municípios;</p><p>(...)</p><p>ANA</p><p>Com a aprovação da Lei nº 14.026/2020, que atualiza o marco legal do saneamento básico, a relação regulatória entre a ANA e o setor de saneamento atingirá um novo patamar, já que a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico passa a editar normas de referência. Essas regras de caráter geral deverão ser levadas em consideração pelas entidades reguladoras de saneamento básico infranacionais (municipais, intermunicipais, distrital e estaduais) em sua atuação regulatória.</p><p>Conforme a Lei nº 14.026/2020, a ANA deve emitir normas de referência sobre:</p><p>• Padrões de qualidade e eficiência na prestação, na manutenção e na operação dos sistemas de saneamento básico;</p><p>• Regulação tarifária dos serviços públicos de saneamento básico;</p><p>• Padronização dos instrumentos negociais de prestação de serviços públicos de saneamento básico firmados entre o titular do serviço público e o delegatário;</p><p>• Metas de universalização dos serviços públicos de saneamento básico;</p><p>• Critérios para a contabilidade regulatória;</p><p>• Redução progressiva e controle da perda de água;</p><p>• Metodologia de cálculo de indenizações devidas em razão dos investimentos realizados e ainda não amortizados ou depreciados;</p><p>• Governança das entidades reguladoras;</p><p>• Reúso dos efluentes sanitários tratados, em conformidade com as normas ambientais e de saúde pública;</p><p>• Parâmetros para determinação de caducidade na prestação dos serviços públicos de saneamento básico;</p><p>• Normas e metas de substituição do sistema unitário pelo sistema separador absoluto de tratamento de efluentes;</p><p>• Sistema de avaliação do cumprimento de metas de ampliação e universalização da cobertura dos serviços públicos de saneamento básico;</p><p>• Conteúdo mínimo para a prestação universalizada e para a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços públicos de saneamento básico.</p><p>ANA</p><p>Fiscalização de barragens</p><p>A Política Nacional de Segurança de Barragens-PNSB (lei nº 12.334/2010), define a ANA como instituição responsável por fiscalizar a segurança de barragens de acumulação de água localizadas em rios de domínio da União para as quais emitiu outorga, com exceção daquelas utilizadas para a geração de energia elétrica.</p><p>Além disso, é atribuição da ANA organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), assim como promover a articulação entre os órgãos fiscalizadores de barragens e coordenar a elaboração do Relatório de Segurança de Barragens.</p><p>Todos os empreendedores de barragens fiscalizadas pela ANA devem obedecer a Resolução ANA nº 236/2017, que estabeleceu a periodicidade, qualificação técnica e conteúdo do Plano de Segurança da Barragem, das Inspeções de Segurança Regular e Especial, da Revisão Periódica de Segurança de Barragem e do Plano de Ação de Emergência.</p><p>ANA</p><p>Fiscalização de Usos de Recursos Hídricos</p><p>A fiscalização é uma atividade exercida pelo poder público, que usa seu poder de polícia para garantir o cumprimento dos atos normativos em vigor. A ANA tem como atribuição fiscalizar os usos de recursos hídricos nos corpos de água de domínio da União (aqueles que passam por mais de um estado ou fazem fronteiras).</p><p>Assim, a fiscalização da ANA verifica o cumprimento de termos e condições previstas na outorga e em regulamentos específicos. A Agência identifica e autua usuários irregulares, buscando garantir disponibilidade de água para os diferentes usos e dirimir conflitos, sobretudo em bacias críticas.</p><p>Atualmente, a fiscalização de uso de recursos hídricos vem utilizando novas tecnologias para monitoramento remoto do uso de recursos hídricos, a exemplo do uso: da telemetria e de aplicativo de celular, como o “DeclaraÁgua”, para recebimento dos dados de consumo de usuários, de imagens de satélites de alta resolução para identificação de áreas irrigadas e possíveis usuários irregulares, do DRONES para sobrevoos às áreas irrigadas, durante as atividades de campo.</p><p>A regulamentação das ações de fiscalização do uso de recursos hídricos, bem como o estabelecimento dos procedimentos para apuração de infrações e a aplicação de penalidades, foi atualizada por meio da foi atualizada por meio da Resolução n° 24, de 04 de maio de 2020, que substituiu Resolução n° 662, de 29 de novembro de 2010.</p><p>São infrações às normas de utilização de recursos hídricos, previstas no art. 49 da lei n° 9.433/97:</p><p>Captar recursos hídricos sem a respectiva outorga de direito de uso;</p><p>Iniciar a implantação de empreendimento que altere o regime, quantidade ou qualidade dos recursos hídricos, sem a competente outorga.</p><p>Desrespeitar as condições estabelecidas na outorga.</p><p>Fraudar as medições ou volumes de água utilizados ou declarar valores diferentes dos medidos.</p><p>Infringir instruções e procedimentos fixados pelos órgãos ou entidades competentes.</p><p>Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades competentes no exercício de suas funções.</p><p>ANA</p><p>Importante: A ANA não possui a competência legal para fiscalizar diretamente a prestação dos serviços de saneamento básico nos estados, como faz a SABESP. A ANA atua na regulação do setor de saneamento básico em âmbito federal.</p><p>Em São Paulo, por exemplo, quem fiscaliza a SABESP é a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP)</p><p>ANM</p><p>Lei nº 13.575/2017</p><p>Art. 2º A ANM, no exercício de suas competências, observará e implementará as orientações e diretrizes fixadas no Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967 (Código de Mineração) , em legislação correlata e nas políticas estabelecidas pelo Ministério de Minas e Energia, e terá como finalidade promover a gestão dos recursos minerais da União, bem como a regulação e a fiscalização das atividades para o aproveitamento dos recursos minerais no País, competindo-lhe:</p><p>I - implementar a política nacional para as atividades de mineração;</p><p>II - estabelecer normas e padrões para o aproveitamento dos recursos minerais, observadas as políticas de planejamento setorial definidas pelo Ministério de Minas e Energia e as melhores práticas da indústria de mineração;</p><p>III - prestar apoio técnico ao Ministério de Minas e Energia;</p><p>IV - requisitar, guardar e administrar os dados e as informações sobre as atividades de pesquisa e lavra produzidos por titulares de direitos minerários;</p><p>V - gerir os direitos e os títulos minerários para fins de aproveitamento de recursos minerais;</p><p>(...)</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>Art. 5º Constituem atos lesivos à administração pública, nacional ou estrangeira, para os fins desta Lei, todos aqueles praticados pelas pessoas jurídicas mencionadas no parágrafo único do art. 1º , que atentem contra o patrimônio público nacional ou estrangeiro, contra princípios da administração pública ou contra os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, assim definidos:</p><p>ou celebrar contrato administrativo;</p><p>(...)</p><p>V - dificultar atividade de investigação ou fiscalização de órgãos, entidades ou agentes públicos, ou intervir</p><p>em sua atuação, inclusive no âmbito das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro nacional.</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>ANM</p><p>As sanções pecuniárias, que antes eram fixas, passaram a ser calculadas com base em diversas variáveis e condicionantes.</p><p>O teto passou a ser de R$1 bilhão.</p><p>A ANPD</p><p>Lei Geral de Proteção de Dados – Lei Federal nº 13.709/2018</p><p>Qual a diferença entre o texto criado pela MP 869 e o criado pela Lei nº 14.460?</p><p>Incluído pela Medida Provisória nº 869, de 2018	Redação dada pela Lei nº 14.460, de 2022</p><p>Art. 55-A. Fica criada, sem aumento de despesa, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados - ANPD, órgão da administração pública federal, integrante da Presidência da República. 	Art. 55-A. Fica criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), autarquia de natureza especial, dotada de autonomia técnica e decisória, com patrimônio próprio e com sede e foro no Distrito Federal</p><p>A ANPD</p><p>O fato de que o ente é uma “Autoridade” faz com que ele não seja uma Agência Reguladora?</p><p>Podemos aplicar a Lei Federal nº 13.848/2019 e a Lei Federal nº 9.986/2000 para a ANPD?</p><p>Redação dada pela Lei nº 14.460, de 2022</p><p>Art. 55-A. Fica criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), autarquia de natureza especial, dotada de autonomia técnica e decisória, com patrimônio próprio e com sede e foro no Distrito Federal</p><p>A ANPD</p><p>Art. 55-J. Compete à ANPD</p><p>I - zelar pela proteção dos dados pessoais, nos termos da legislação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>II - zelar pela observância dos segredos comercial e industrial, observada a proteção de dados pessoais e do sigilo das informações quando protegido por lei ou quando a quebra do sigilo violar os fundamentos do art. 2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>III - elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>IV - fiscalizar e aplicar sanções em caso de tratamento de dados realizado em descumprimento à legislação, mediante processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e o direito de recurso; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>V - apreciar petições de titular contra controlador após comprovada pelo titular a apresentação de reclamação ao controlador não solucionada no prazo estabelecido em regulamentação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>VI - promover na população o conhecimento das normas e das políticas públicas sobre proteção de dados pessoais e das medidas de segurança; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>VII - promover e elaborar estudos sobre as práticas nacionais e internacionais de proteção de dados pessoais e privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>VIII - estimular a adoção de padrões para serviços e produtos que facilitem o exercício de controle dos titulares sobre seus dados pessoais, os quais deverão levar em consideração as especificidades das atividades e o porte dos responsáveis; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>IX - promover ações de cooperação com autoridades de proteção de dados pessoais de outros países, de natureza internacional ou transnacional; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>X - dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento de dados pessoais, respeitados os segredos comercial e industrial; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XI - solicitar, a qualquer momento, às entidades do poder público que realizem operações de tratamento de dados pessoais informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e os demais detalhes do tratamento realizado, com a possibilidade de emitir parecer técnico complementar para garantir o cumprimento desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XII - elaborar relatórios de gestão anuais acerca de suas atividades; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XIII - editar regulamentos e procedimentos sobre proteção de dados pessoais e privacidade, bem como sobre relatórios de impacto à proteção de dados pessoais para os casos em que o tratamento representar alto risco à garantia dos princípios gerais de proteção de dados pessoais previstos nesta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XIV - ouvir os agentes de tratamento e a sociedade em matérias de interesse relevante e prestar contas sobre suas atividades e planejamento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XV - arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, no relatório de gestão a que se refere o inciso XII do caput deste artigo, o detalhamento de suas receitas e despesas; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XVI - realizar auditorias, ou determinar sua realização, no âmbito da atividade de fiscalização de que trata o inciso IV e com a devida observância do disposto no inciso II do caput deste artigo, sobre o tratamento de dados pessoais efetuado pelos agentes de tratamento, incluído o poder público; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XVII - celebrar, a qualquer momento, compromisso com agentes de tratamento para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa no âmbito de processos administrativos, de acordo com o previsto no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XVIII - editar normas, orientações e procedimentos simplificados e diferenciados, inclusive quanto aos prazos, para que microempresas e empresas de pequeno porte, bem como iniciativas empresariais de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem startups ou empresas de inovação, possam adequar-se a esta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XIX - garantir que o tratamento de dados de idosos seja efetuado de maneira simples, clara, acessível e adequada ao seu entendimento, nos termos desta Lei e da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XX - deliberar, na esfera administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação desta Lei, as suas competências e os casos omissos; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XXI - comunicar às autoridades competentes as infrações penais das quais tiver conhecimento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XXII - comunicar aos órgãos de controle interno o descumprimento do disposto nesta Lei por órgãos e entidades da administração pública federal; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XXIII - articular-se com as autoridades reguladoras públicas para exercer suas competências em setores específicos de atividades econômicas e governamentais sujeitas à regulação; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>XXIV - implementar mecanismos simplificados, inclusive por meio eletrônico, para o registro de reclamações sobre o tratamento de dados pessoais em desconformidade com esta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>A ANPD</p><p>Art. 55-J. Compete à ANPD:</p><p>§ 3º A ANPD e os órgãos e entidades públicos responsáveis pela regulação de setores específicos da atividade econômica e governamental devem coordenar suas atividades, nas correspondentes esferas de atuação, com vistas a assegurar o cumprimento de suas atribuições com a maior eficiência e promover o adequado funcionamento dos setores regulados, conforme legislação específica, e o tratamento de dados pessoais, na forma desta Lei.</p><p>A ANPD</p><p>Art. 55-K. A aplicação das sanções previstas nesta Lei compete exclusivamente à ANPD, e suas competências prevalecerão, no que se refere à proteção de dados pessoais, sobre as competências correlatas de outras entidades ou órgãos da administração pública. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)</p><p>Parágrafo único. A ANPD articulará sua atuação com outros órgãos e entidades com competências sancionatórias</p><p>e normativas afetas ao tema de proteção de dados pessoais e será o órgão central de interpretação desta Lei e do estabelecimento de normas e diretrizes para a sua implementação.</p><p>A ANPD</p><p>A ANPD</p><p>A ANPD</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.jpeg</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.tmp</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.tmp</p><p>image45.tmp</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.png</p><p>image49.png</p><p>image50.png</p><p>image51.png</p><p>image52.png</p><p>image53.png</p><p>image54.png</p><p>image55.png</p>

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