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LEI N. 14.133/2021 – LICITAÇÃO E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
CF 37, XXI: Todas os compras públicas são feitas através de licitação, exceto casos específicos na legislação (Lei 14.133/21).
PROCESSO LICITATÓRIO
O procedimento que visa a realizar a contratação mais vantajosa para a administração, com atenção ao princípio da isonomia e com objetivo de incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável.
Objetivos
Assegurar: a seleção de proposta mais vantajosa a administração, isonomia e competição justa.
Evitar: Superfaturamento, preços inexequíveis e sobrepreço.
Incentivar: Inovação, desenvolvimento nacional sustentável.
FAZES DO PROCESSO LICITATÓRIO
Preparatório: elaboração do edital, planejamento, plano de contratação anual, definição do objeto, elaboração da minuta do contrato, tipo de licitação, 
Divulgação do edital: publicação;
Apresentação de proposta e lances: empresas licitantes;
Julgamento: classificação das licitantes;
Habilitação: conferencia da documentação da vencedora;
Recursal: questionamentos das licitantes;
Homologação: Fechamento da licitação com escolha do vencedor e legalidade do processo.
Princípios da licitação:
Princípios expressos no art 5º: 
JoVeM, SEMPRE LICITE Com Planejamento Pro PaÍS Desenvolver Sustentavelmente
JoVeM: Julgamento objetivo, Vinculação ao edital, Motivação
SEMPRE: Segregação de funções, Economicidade, Moralidade, Publicidade, Razoabilidade, Eficiência
LICITE: Legalidade, Impessoalidade, Celeridade, Igualdade, Transparência, Eficácia
COM PLANEJAMENTO: Competitividade, Planejamento
Pro: Proporcionalidade
PaIS: Probidade administrativa, Interesse público, Segurança jurídica
Desenvolver sustentavelmente: Desenvolvimento nacional sustentável
Modalidades: 
Pregão: para aquisição de bens e serviços comuns com julgamento menor preço ou maior desconto.
Concorrência: contratação de bens e serviços especiais e de obas e serviços comuns e especiais de engenharia e intelectuais. Pode utilizar todos os julgamentos menos o maior lance.
Concurso: escolha de trabalho técnico, cientifico ou artístico. Julgamento melhor técnica ou conteúdo artístico e pagamento de premio ou remuneração.
Leilão: venda e alienação de bens e imóveis.
Diálogo competitivo: escolha com o auxílio de empresas da melhor técnica e tecnologia para viabilizar o certame. Licitantes apresentam proposta ao final do diálogo.
Critérios de julgamento:
Menor preços: Pregão, Concorrência
Maior desconto: Pregão, Concorrência
Melhor técnica ou conteúdo artístico: Concurso, Concorrência; 
Técnica e preço: Melhor técnica com apresentação de atestados, os técnicos qualificados deverão participar efetivamente do objeto contratado. Modalidade: concorrência, 
Maior lance: Leilão;
Maior retorno econômico: Contrato de eficiência para gerar economia a adm pública. A remuneração será um percentual da economia gerada para a Adm. Modalidade: Concorrência
EXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
Quando é inviável a concorrência
(F) Fornecedor Exclusivo - Exclusividade: único produto no mercado único representante;
(A) Aquisição/Locação de um imóvel: edificação única que atenda a características pretendidas;
(C) Credenciamento: contratação direta sem concorrência por exemplo de médicos para prestar o serviço;
(A) Artistas consagrados: só tem um artista em específico;
(S) Serviço técnico especializado: de natureza intelectual com um profissional gabaritado e único;
DISPENSA DE LICITAÇÃO
Dispensável: a administração vai contratar algum serviço/obra em que ela pode escolher se haverá processo licitatório. É FACULTATIVO LICITAR OU NÃO.
1 - Contratos com valores inferiores a R$ 114.416,65 para obras, serviços de engenharia e manutenção de veículos automotores.
2 - Contratos com valores inferiores a R$ 57.208,33 no caso de outros serviços e compras.
Outros casos: Segurança Nacional, Incentivo à inovação e à pesquisa cientifica e tecnologia.
3 - Licitação deserta: Licitação realizada a no máximo um ano onde não aparecerem licitantes.
4 - Licitação fracassada: Licitação onde as propostas foram apresentadas com preços inexequíveis;
5 - Que envolvam: Segurança pública, Força nacional, inovação, pesquisa, ciência e tecnologia.
Dispensada: a administração não vai comprar um bem ou um serviço, mas sim alienar. A alienação é a transferência de um bem, podendo ocorrer por permuta, doação ou troca. É PROIBIDO LICITAR.
REGISTRO DE PREÇOS
Objetivo de contratações futuras.
Tem validade de 1 ano podendo ser prorrogado por igual período.
Pode ser utilizada para inegibilidade e dispensas.
Pode ser adotada por outros órgão que não participam da ata (carona).
REEQUILIBRIO ECONÔMICO FINANCEIRO
Reajuste: por inflação, índices econômicos.
Repactuação: para serviços contínuos como por exemplo um acordo coletivo, convenção coletiva. Prazo de 1 ano 
Revisão: situações imprevisíveis que demando revisão e aditamento do contrato.
Lei n. 13.303/2016: Estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias.
Empresas públicas poderão embasar-se na Lei 14.133/21 nas seguintes exceções:
- critérios de desempate previstos no art. 60
- modalidade pregão
- disposições penais previstas no art. 178
Lei 123/2006 – Miroempresas e empresas de pequeno porte:
Exclusividade de contratação:
Licitações cujo objeto do contrato seja no valor máximo de R$80mil deverão ser exclusivas para ME e EPP.
Regularidade fiscal e trabalhista exigida apenas na assinatura do contrato.
Parte da execução da obra ou serviço será exigido a sub-contratação de ME ou EPP.
Licitações em lotes 25% será reservado para ME/EPP.
Preferência de contratação com o valor ofertado igual ou até 10% do primeiro colocado quando este for de grande porte.
Agentes Públicos envolvidos no processo Licitatório
Critérios: 
Obrigatório ser servidor efetivo ou empregado público;
Ocupar cargo relacionado ou ter formação relacionada;
Ter certificado de qualificação para tal;
Agente de contratação: Ser servidor efetivo ou empregado público. Na modalidade pregão chama-se pregoeiro. Na modalidade diálogo competitivo é obrigatória sua presença.
Comissão de licitação: composta por no mínimo 3 membros sendo servidores efetivos ou empregados públicos. Eles podem substituir o agente de contatação;
MARGEM DE PREFERÊNCIA
Para bens manufaturados e serviços nacionais. Bens reciclados, recicláveis ou biodegradáveis.
Margem limitada ate 10%. Pode ser estendida o mercosul no caso de reciprocidade.
Nos casos de desenvolvimento e inovação tecnológica a margem é de 20% para bens manufaturados e serviços nacionais.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
É um acordo entre a Administração Pública e um particular, que tem como objetivo a realização de atividades que beneficiem a sociedade.
Características:  regulados pelo Direito Público, formalizados por um termo de contrato ou instrumento equivalente, são consensuais, ou seja, são acordos de vontades, são onerosos, ou seja, estabelecem remuneração como contraprestação. São comutativos, ou seja, estabelecem compensações recíprocas e equivalentes para as partes. São intuitu personae, ou seja, devem ser executados pelo próprio contratado,
Cláusulas exorbitantes: Permitem à administração pública modificar os contratos unilateralmente para melhor adequá-los ao interesse público.
Pontos de atenção:
Não se aplica a Lei 14.133/2021: Operação de crédito interno ou externo, gestão de dívida pública.
Licitações em Repartições públicas no exterior: obedecer as peculiaridades locais e aos princípios básicos da Lei 14.133.
Princípio do planejamento e da economicidade: Municípios podem estabelecer por decreto roteiros e plano de contratações, envolvendo a expectativa de demanda por todos os órgãos para insumos e serviços comumente requisitados no desempenho de suas funções.
Contratação de ME e EPP: é uma exceção ao principio da isonomia.
Modalidade Convite: essa modalidade extinta com a antiga lei de licitação 8.666.
Leis n. 8.666/1993 X n. 14.133/2021: houveram inúmeras mudanças e não só a inclusão do dialogo competitivo.
Julgamento técnica e preço: Para a técnica:70%; Para o preço: não há limite expresso. 
Inexigibilidade para imóveis: é inexigível a licitação, devendo, no entanto, serem observados alguns requisitos legais, como a certificação da inexistência de imóveis públicos vagos e disponíveis que atendam ao objeto, dentre outros.
Cooperativas: podem participar de processos licitatórios.
Contratação integrada: o contratado é responsável por desenvolver os projetos básicos e executivos.
Impugnação de edital: qualquer pessoa pode impugnar devendo protocolar o pedido de impugnação em até dias que antecedam o certame.
Recurso: tem efeito suspensivo na licitação.
Registro cadastral: algumas licitações restringem a participação apenas de licitantes cadastrados.
Matriz de Riscos: é facultativo.
Respostas de questões:
(V) Em 2021, foi promulgada a Lei n. 14.133/2021, que estabelece normas gerais de licitação e contratação aplicáveis, inclusive, aos municípios brasileiros. (A lei se aplica em todo território nacional).
(V) Os fundos especiais e as demais entidades, controladas, direta ou indiretamente, pela Administração Pública, submetem-se à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. (Toda transação com dinheiro público deve haver licitação).
,
(F) A Lei n. 14.133/2021 estabelece normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e abrange as empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias. (Não abrange empresas públicas, sociedade econômica mista e subsidiárias, estas seguem a Lei 13.303/16).
(V) O processo licitatório tem por objetivo, sem prejuízo de outros, incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável. (é priorizado a contração de empresas nacionais)
(F) Assegurar que o processo resulte em uma contratação de menor preço e que o objeto da contratação tenha o melhor ciclo de vida possível não é objetivo do processo licitatório. Isso, porque nem sempre o menor preço será o mais importante; por vezes a qualidade será priorizada. (nem sempre será levado em consideração o menor preço, há casos em que a qualidade e a técnica são priorizadas).
(V) A Lei n. 14.133/2021 se aplica à alienação e à concessão de direito real de uso de bens, à locação e à prestação de serviços, inclusive os técnico-profissionais especializados, e às contratações de tecnologia da informação e de comunicação.
(F) Julgamento por melhor técnica ou por técnica e preço, a obtenção de pontuação devido à capacitação técnico-profissional não exigirá que a execução do respectivo contrato tenha a participação direta e pessoal do profissional correspondente. (a participação direta e pessoal do profissional correspondente será exigida).
(V) De acordo com a Lei n.º 14.133/2021, caso a licitação envolva serviços especiais cujo objeto não seja rotineiramente contratado pela administração, é permitido contratar, por prazo determinado, profissional especializado para assessorar os agentes públicos responsáveis pela condução do processo licitatório. (Poderá ter auxilio de técnicos experientes no objeto a ser contratado).
(V) O agente de contratação poderá ser substituído por comissão de contratação formada por, no mínimo, três membros, que responderão solidariamente por todos os atos praticados pela comissão, ressalvado o membro que expressar posição individual divergente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que houver sido tomada a decisão. (Exceto na modalidade diálogo competitivo onde é obrigatória sua presença).
Conceito de Estado
É a organização política e administrativa que exerce autoridade sobre um território e uma população. Ele é responsável por manter a ordem, garantir direitos, oferecer serviços públicos (como educação, saúde e segurança) e regular as relações sociais e econômicas. O Estado possui três poderes básicos: Executivo: responsável pela administração e execução das políticas públicas e pela gestão do governo. Ele atua para implementar as leis aprovadas pelo Legislativo e para garantir o funcionamento dos serviços públicos. Chefe do executivo é o presidente da república a nível federal, enquanto os governadores e prefeitos desempenham esse papel nos estados e municípios, respectivamente.
Legislativo: tem como principal função a criação, discussão e aprovação de leis que regem a sociedade. Ele também desempenha o papel de fiscalizar o Poder Executivo, garantindo que as ações do governo estejam de acordo com a lei e os interesses da população. Função: Criar e modificar leis.
Aprovar medidas provisórias transformando-as em leis permanentes (no âmbito federal). Alterar a Constituição quando necessário, por meio de emendas constitucionais.
Função Fiscalizadora: Monitorar as ações do Executivo. Analisar contas públicas e gastos do governo. Investigar irregularidades através de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Estrutura: Em nível federal, é composto pelo Congresso Nacional, que inclui a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Nos estados, é representado pelas Assembleias Legislativas, e nos municípios, pelas Câmaras Municipais. Representatividade: Os representantes (deputados, senadores e vereadores) são eleitos pela população, e têm o papel de defender os interesses dos cidadãos.
Judiciário: tem como função principal interpretar e aplicar as leis, garantindo a justiça e a resolução de conflitos. Ele atua de forma independente para assegurar que os direitos dos cidadãos sejam protegidos e que a Constituição seja respeitada. Princípios Fundamentais: Promover a justiça com base na lei. Garantir o acesso à justiça para todos os cidadãos.
Proteger os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição.
Conceito de Sociedade
 Refere-se ao conjunto de pessoas que compartilham um espaço geográfico, cultural e social, interagindo entre si. É formada por indivíduos, grupos e instituições que criam normas, valores e tradições. A sociedade se organiza para promover o bem-estar coletivo e estruturar suas relações.
Mercado
É o ambiente em que ocorre a troca de bens, serviços e recursos entre agentes econômicos (consumidores e produtores). Ele funciona por meio da interação entre oferta e demanda, estabelecendo preços e alocando recursos de forma eficiente. O mercado pode ser regulado pelo Estado ou funcionar de forma mais livre, dependendo do sistema econômico adotado.
Esses três conceitos estão interligados: o Estado regula o mercado para proteger os interesses da sociedade, enquanto a sociedade exerce influência no Estado e no mercado por meio de suas demandas e ações.
DECRETO Nº 11.531, DE 2023 – Gestão de Convênios
Convênio
Instrumento que, na ausência de legislação específica, dispõe sobre a transferência de recursos financeiros provenientes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União para a execução de programas, projetos e atividades de interesse recíproco e em regime de mútua colaboração;
Contrato de repasse
Instrumento de interesse recíproco, por meio do qual a transferência dos recursos financeiros é processada por intermédio de instituição ou de agente financeiro oficial federal que atue como mandatário da União;
Convênio de receita
Ajuste, sob regime de mútua cooperação, em que: a) órgão ou entidade da administração pública federal recebe recursos para a execução de programa estadual, distrital ou municipal;
ou b) órgão ou entidade da administração pública federal integrante do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União recebe recursos para a execução de programa a cargo de entidade integrante do Orçamento de Investimento da União;
Concedente
Órgão ou entidade da administração pública federal responsável pela transferência dos recursos financeiros destinados à execução do objeto de convênio ou de contrato de repasse.
Convenente
Órgão ou entidade da administração pública estadual, distrital ou municipal, consórcio público ou entidade privada sem fins lucrativos, com o qual a administração pública federal pactua a execução de programa, projeto, atividade, obra ou serviço de engenharia,por meio da celebração de convênio ou de contrato de repasse;
Interveniente
Órgão ou entidade da administração pública de qualquer esfera de governo ou entidade privada que participe do instrumento para manifestar consentimento ou assumir obrigações em nome próprio;
Mandatária
Instituição financeira oficial que celebra e operacionaliza contratos de repasse em nome da União. EX - Repasses efetuados por Ministério por intermédio da Caixa Econômica Federal, para execução do Programa Construção de Casas Populares;
Bens remanescentes
Materiais permanentes adquiridos, produzidos ou transformados com recursos do convênio ou do contrato de repasse, necessários à consecução do objeto, mas que não o
Incorporam;
Objetivo: Produto do instrumento pactuado
Meta: Parcela quantificável do objeto descrita no plano de trabalho
Etapa ou fase: Divisão existente na execução de uma meta
Termos aditivo
Instrumento de modificação de convênio, contrato de repasse, acordo de cooperação técnica ou acordo de adesão celebrado
Acordo de cooperação técnica
Instrumento de cooperação para a execução de ações de interesse recíproco e em regime de mútua colaboração, a título gratuito, sem transferência de recursos ou doação de bens, no qual o objeto e as condições da cooperação são ajustados de comum acordo entre as partes
Acordo de adesão
Instrumento de cooperação para a execução de ações de interesse recíproco e em mútua colaboração, a título gratuito, sem transferência de recursos ou doação de bens, no qual o objeto e as condições da cooperação são previamente estabelecidos por órgão ou por entidade da administração pública federal
O convênio ou contrato de repasse poderá ser:
Denunciado - desistência de qualquer um dos partícipes.
Rescindido - inadimplemento, falsidade ou de incorreção de informação em qualquer documento apresentado ou circunstância que enseje a instauração de tomada de contas especial.
Extinto - hipótese de não serem cumpridas as condições suspensivas nos prazos estabelecidos no convênio ou no contrato de repasse, desde que não tenha ocorrido repasse de recursos da União.
Saldo remanescentes - devolvidos no prazo de 30 dias, contado do término da vigência ou da consecução do objeto, o que ocorrer primeiro.
Prestação de conta final - será apresentada no prazo de 60 dias, contado do término da vigência ou da consecução do objeto, o que ocorrer primeiro.
Prestação de contas não encaminhada - prazo máximo de 45 dias para apresentação.
LEI N. 13.709/2018 (LGPD) – ATUALIZADA PELA LEI N. 14.460/2022
Capítulo 1º da LGPD Os principais tópicos abordados no capítulo 1º são os fundamentos (art. 2º); a aplicabili dade (arts. 3º e 4º); o glossário (art. 5º) e os princípios (art. 6º)
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
O Art 2º do capítulo 1º apresenta os 7 fundamentos da LGPD:
• Respeito à privacidade; 
• Autodeterminação informativa;
 • Liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;
 • Inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; 
• Desenvolvimento econômico e tecnológico e da inovação;
 • Livre iniciativa, livre concorrência e defesa do consumidor;
• Direitos humanos, livre desenvolvimento da personalidade, dignidade e exercício da cidadania.
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que: 
I – a operação de tratamento seja realizada no território nacional; 
II – a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional; ou
 III – os dados pessoais objeto do tratamento tenha sido coletados no território nacional
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais: 
I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos; 
II - realizado para fins exclusivamente: a) jornalístico e artísticos; ou b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei; 
III - realizado para fins exclusivos de: a) segurança pública; b) defesa nacional; c) segurança do Estado; ou d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou 
IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam objeto de comunicação, uso compartilhado de dados com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de transferência internacional de dados com outro país que não o de proveniência, desde que o país de proveniência proporcione grau de proteção de dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei.
Art.5º X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração;
 XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo; 
XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada; XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante guarda do dado pessoal ou do banco de dados; 
XIV -eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de dados, independentemente do procedimento empregado; 
XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país estrangeiro ou organismo internacional do qual o país seja membro; XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional, interconexão de dados pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais por órgãos e entidades públicos no cumprimento de suas competências legais, ou entre esses e entes privados, reciprocamente, com autorização específica, para uma ou mais modalidades de tratamento permitidas por esses entes públicos, ou entre entes privados;
Art. 6º As atividades de tratamento dedados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios: 
I- Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior deforma incompatível com essas finalidades;
 II- Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento; 
III- necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento dedados; 
IV- Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais; 
V-qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento; 
VI- Transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento eos respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial; 
VII- segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;
 VIII- prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais;IX- Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos;
 X- Responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas.
O Capítulo 1 é um dos mais importantes. 
A maior parte das questões de provas abordam o Capítulo 1.
 Capítulo 2 – Arts. 7º a 16 A aplicabilidade da Lei e a ocorrência do tratamento de dados pessoais (TDP) são situa ções distintas. O TDP pode ocorrer apenas:
• com o consentimento expresso do titular (por escrito ou não).
 • para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador. 
• pela administração pública à execução de políticas públicas previstas em lei. A administração pública representa o Estado de direito e somente pode agir com base na lei. 
• estudos por órgão de pesquisa mediante anonimização. A Lei não se aplica para fins acadêmicos ou jornalísticos e artísticos. 
• execução de contrato. 
• exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral.
 • para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro.
 • para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro.
 • para a proteção do crédito – SPC/Serasa, por exemplo. TDP SENSÍVEIS: com consentimento ou sem consentimento, porém apenas se indis pensável nas mesmas hipóteses e em tutela de saúde. O art. 7º dispõe sobre consentimento. 
O art. 11 aborda o tratamento dos dados pessoais sensíveis.
Capítulo 2 – Arts. 7º a 16.
com o consentimento expresso do titular (por escrito ou não)
 para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador pela administração pública à execução de políticas públicas previstas em lei estudos por órgão de pesquisa mediante anonimização execução de contrato exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro para a proteção do crédito
TDP SENSÍVEIS: com consentimento ou sem consentimento, porém apenas se indispensável nas mesmas hipóteses + tutela de saúde.
Capítulo 8
Art. 52 a 54
ADMINISTRATIVO
· Sobre Agentes que cometem infrações à LGPD, aplicadas somente pela ANPD
Sanções às PJ de Direito Privado:
Advertência
Multa simples–até 2% faturamento, limitada a R$ 50 milhões
Multa diária– mesmo valor
Publicização da infração
Bloqueio dos dados pessoais até a regularização
Eliminação dos dados pessoais
Suspensão parcial do funcionamento do BD até 6 meses, prorrogável 6 meses
Suspensão do exercício do TDP até 6 meses, prorrogável 6 meses
Proibição parcial ou total do TDP
Sanções às PJ de Direito Público:
Todas, exceto as multas
DAS SANÇOES.
Processo Administrativo necessário, assegurada ampla defesa
Aplicação gradativa, isolada ou cumulativa, segundo parâmetros e critérios:
a gravidade e a natureza das infrações e dos direitos pessoais afetados;
a boa-fé do infrator;
a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator;
a condição econômica do infrator;
a reincidência;
o grau do dano;
a cooperação do infrator;
os esforços na minimização dos danos;
a adoção de política de boas práticas e governança;
a pronta adoção de medidas corretivas; e
a proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção
Capítulo 3 
Art 17 a 22
DIREITOS DO TITULAR
São direitos do titular: 
• Confirmação da existência de tratamento de dados; acesso aos dados ‒ é possível solicitar, a qualquer momento e em qualquer empresa, a confirmação de tratamento sobre seus dados;
 • Correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados; 
• Portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto; 
• Eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular;
 • Informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados; 
• Informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa; 
• Revogação do consentimento;
• Peticionar contra o controlador perante a ANPD ou perante juízo;
 • Opor-se ao TDP nas hipóteses de dispensa de consentimento.
LEI Nº. 10.205/01 – REGULAMENTA O §4º DO ART. 199 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – RELATIVO À COLETA, PROCESSAMENTO, ESTOCAGEM, DISTRIBUIÇÃO E APLICAÇÃO DO SANGUE, EXECUÇÃO ADEQUADA DESSAS ATIVIDADES, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DICA 01 Esta Lei dispõe sobre a captação, proteção ao doador e ao receptor, coleta, processamento, estocagem, distribuição e transfusão do sangue, de seus componentes e derivados, vedada a compra, venda ou qualquer outro tipo de comercialização do sangue, componentes e hemoderivados, em todo o território nacional, s eja por pessoas físicas ou jurídicas, em caráter eventual ou permanente, que estejam em desacordo com o ordenamento institucional estabelecido nesta Lei.
DICA 02 Para efeitos desta Lei, entende-se por sangue, componentes e hemoderivados os produtos e subprodutos originados do sangue humano venoso, placentário ou de cordão umbilical, indicados para diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças, assim definidos: 
 I – SANGUE: a quantidade total de tecido obtido na doação; 
II – COMPONENTES: os produtos oriundos do sangue total ou do plasma, obtidos por meio de processamento físico;
III – HEMODERIVADOS: os produtos oriundos do sangue total ou do plasma, obtidos por meio de processamento físico-químico ou biotecnológico. Em provas, é comum que seja solicitado ao candidato diferenciar sangue, componentes sanguíneos e hemoderivados. É fundamental estar preparado para responder a essas questões com clareza. 
DICA 04 São atividades hemoterápicas, para os fins desta Lei, todo conjunto de ações referentes ao exercício das especialidades previstas em Normas Técnicas ou regulamentos do Ministério da Saúde, além da proteção específica ao doador, ao receptor e aos profissionais envolvidos.
DICA 05 A hemoterapia é uma especialidade médica, estruturada e subsidiária de diversas ações médico-sanitárias corretivas e preventivas de agravo ao bem-estar individual e coletivo, integrando, indissoluvelmente, o processo de assistência à saúde.
DICA 06 Os órgãos e entidades que executam ou venham a executar atividades hemoterápicas estão sujeitos, obrigatoriamente, a autorização anual concedida, em cada nível de governo, pelo Órgão de Vigilância Sanitária, obedecidas as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
DICA 07 Integram o conjunto de sangue, componentes e hemoderivados os reagentes e insumos para diagnóstico que são produtos e subprodutos de uso laboratorial oriundos do sangue total e de outras fontes. Reagentes utilizados para diagnósticos laboratoriais, como os necessários para exames de sangue, fazem parte do conjunto de sangue, seus componentes e hemoderivados. Em uma avaliação, é importante entender que esses reagentes, apesar de não serem diretamente classificados como sangue ou componentes, integram o conjunto de materiais relacionados ao sangue devido ao seu uso em exames e diagnósticos.
DICA 08 O Ministério da Saúde, por intermédio do órgão definido no regulamento, elaborará as Normas Técnicas e demais atos regulamentares que disciplinarão as atividades hemoterápicas conforme disposições desta Lei.
DICA 09 Todos os materiais e substâncias ou correlatos que entrem diretamente em contato com o sangue coletado para fins transfusionais, bem como os reagentes e insumos para laboratório utilizados para o cumprimento das Normas Técnicas devem ser registrados ou autorizados pelo Órgão de Vigilância Sanitária competente do Ministério da Saúde.
DICA 10 As atividades hemoterápicas devem estar sob responsabilidade de um médico hemoterapeuta ou hematologista, admitindo-se, entretanto, nos locais onde não haja esses especialistas, sua substituição por outro médico devidamente treinado para bem desempenhar suas responsabilidades, em hemocentros ou outros estabelecimentos devidamentecredenciados pelo Ministério da Saúde.
LEI N. 13.303/2016 - LEI DAS ESTATAIS DISPOSIÇÕES GERAIS
O objetivo principal da Lei não é responsabilizar as estatais nem seus diretores, mas sim regular a gestão dessas empresas, sua estrutura organizacional, licitações, contratos e outros aspectos administrativos, conforme exige o art. 173 da Constituição Federal.
A Lei pode ser dividida em duas partes principais. A primeira, que abrange os arts. 1º e 28, trata da estruturação da empresa estatal, incluindo a definição dos seus órgãos internos, como o conselho fiscal, o conselho de administração, o comitê de auditoria estatutário, a presidência e os diretores. Também são estabelecidas as funções desses órgãos e as regras sobre impedimentos e ocupação de cargos. A segunda parte regula as licitações e os contratos dessas entidades, com foco na gestão eficiente e responsável.
Da criação 
A Constituição Federal serve como a base normativa para a regulamentação das empresas públicas e sociedades de economia mista no Brasil. 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
 O art. 173 da Constituição de 1988 estabelece que a criação de uma empresa estatal para a exploração direta de uma atividade econômica só é permitida se houver motivo de segurança nacional ou relevante interesse coletivo da sociedade. Na ausência de um desses dois fundamentos, a atividade econômica deve ser deixada para o setor privado. A Constituição deixa claro que, em seu modelo, a atividade econômica é livre para o particular, sendo uma exceção quando o Estado interfere, criando uma empresa estatal para competir com o setor privado.
Exemplos disso são a Petrobras, que foi criada em razão do interesse coletivo e da segurança nacional, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando se reconheceu a importância do petróleo para a soberania nacional. Da mesma forma, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram criados devido ao relevante interesse coletivo, já que o Estado precisava atuar no mercado bancário para fornecer crédito à sociedade, essencial para o desenvolvimento econômico do país.
IMPORTANTE 
Art. 173 os casos previstos nesta constituição, a exploração direta de uma atividade econômica só é permitida se houver motivo de segurança nacional ou relevante interesse coletivo da sociedade
 § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998) 
I – sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998) 
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998.
Seguem a mesma regras das empressas privadas. 
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998
IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de acionistas minoritários; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998) 
V – os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998) 
§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.
 § 3º A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade.
§ 4º lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros. 
§ 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.
RESUMO:
O estado cria uma empresa estatal para explorar a atividade econômica e a lei 13.303/2016 regulamenta na constituição especialmente os incisos do art. 173, além de outras questões relevantes. Para facilitar a compreensão, é essencial adotar uma abordagem geral ao estudar uma Lei, obtendo inicialmente uma visão ampla e abrangente. Posteriormente, devem ser analisadas as partes específicas da norma.
Lei n. 12.846/2013 - Lei Anticorrupção
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às sociedades empresárias e às sociedades simples, personificadas ou não, independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado, bem como a quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas, ou sociedades estrangeiras, que tenham sede, filial ou representação no território brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente
Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às sociedades empresárias e às sociedades simples, personificadas ou não, independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado, bem como a quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas, ou sociedades estrangeiras, que tenham sede, filial ou representação no território brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente.
Art. 1º- Como já foi cobrado em prova? 
(Ibest- 2024- CRQ-13ªRegião-SC-TécnicodeFormaçãoSuperior–Administrador) Com base no sfundamentos da legislação anticorrupção brasileira, julgue o item.
 A lei anticorrupção (Lei n.º 12.846/2013) não se aplica às sociedades simples e às sociedades não personificadas, dadooseucaráternãoempresarial. 
Certo 
Errado 
Alternativa correta: ERRADO
APLICABILIDADE DA LEI DESTAQUES: 
• Responsabilidade Objetiva A pessoa jurídica é responsabilizada objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, por atos contra a administração pública.
 • Escopo da Administração Pública 
A lei de cobre atua contra a administração pública tanto no Brasil quanto no exterior. 
• Abrangência de Aplicação 
Candidata-se a sociedades empresárias e simples, fundações, associações, entidades ou sociedades estrangeiras com presença no Brasil. 
• Independência do Tipo Jurídico 
Independência de formalização legal, tipo societário ou permanência no território (mesmo que temporário). Os principais destaques são os seguintes: em primeiro lugar, a responsabilidade é objetiva. Sendo objetiva, exige-se apenas a conduta, o nexo de causalidade e o dano, sem considerar o elemento subjetivo de vontade. Não se questiona se houve culpa ou dolo; a responsabilidade é, portanto, objetiva. Quanto à administração pública, tanto nacional quanto estrangeira, a lei abrange a administração pública em âmbito nacional e internacional. A aplicação da lei é, portanto, ampla, considerando a administração pública tanto no Brasil quanto no exterior. Independentemente da forma societária, esta lei se aplica e pode resultar na penalização das pessoas jurídicas conforme a legislação anticorrupção empresarial. 
• Sociedades Empresárias + Sociedades Simples → personificadas ou não.
Já foi cobrado em bancas que a aplicação da lei se restringe às sociedades personificadas, o que não é correto. Independentemente de a sociedade ser personificada ou não, o que importa é que ela seja uma sociedade empresária ou sociedade simples
DA RESPONSABILIDADE DESTAQUES: 
• Responsabilidade Objetiva Art.2º
Uma pessoa jurídica responde objetivamente por atos lesivos à administração pública praticada em seu benefício, exclusivo ou não. 
• Responsabilidade IndividualArt. 3º 
A responsabilidade da pessoa jurídica não exime a responsabilidade dos dirigentes, administradores ou pessoas naturais envolvidas. 
• Independência da Responsabilidade Art. 3º, § 1º A pessoa jurídica responde independente da responsabilidade das pessoas físicas. 
• Culpabilidade dos Dirigentes Art. 3º, § 2º 
Os Dirigentes são responsabilizados somente na medida de sua culpabilidade. 
• Continuidade em Reorganização Art. 4º 
A responsabilidade da pessoa jurídica persiste em caso de fusão, cisão ou incorporação, com limite de responsabilidade para sucessores e exceção para fraudes. 
• Responsabilidade Solidária Art. 4º, § 2º 
Controladoras, coligadas e consorciadas são solidariamente responsáveis, limitando-se à multa e peças de danos.
IMPORTANTE
A responsabilidade dos dirigentes é subjetiva
Uma pessoa jurídica responde objetivamente
I – As empresas são punidas de forma objetiva. Deve-se fazer o paralelo: para a pessoa jurídica, a responsabilidade é objetiva; para a pessoa natural, a responsabilidade é subjetiva. Importa destacar que, no caso da pessoa jurídica, a responsabilidade é objetiva e se aplica a atos tanto no âmbito administrativo quanto no civil.
 II – Trata-se do artigo 3º. 
III – O artigo 1º aborda a abrangência da lei, aplicando-se ao poder executivo, ao poder legislativo e ao poder judiciário.
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