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<p>BRENO MACIEL ALVES</p><p>MEDIDA DE EFICIÊNCIA FORMAÇÃO CIDADÃ</p><p>EVENTOS CLIMÁTICOS E SEUS IMPACTOS DIRETOS E INDIRETOS NO DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA</p><p>Aracaju, Sergipe 2024</p><p>O artigo “ANÁLISE DE EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS E IMPACTOS NAS LAVOURAS DE TABACO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO JACUÍ/RS”</p><p>retrata de forma detalhada e explicativa a importância do setor agrícola do Rio Grande do Sul na economia regional. Essa prática contribui significativamente na geração de renda e emprego, PIB e fortalece relações de exportação. Porém, essa prática depende diretamente do clima, que tem total influência no seu sucesso ou insucesso. Longos períodos de estiagem, chuvas intensas e queda de granizo afetam a produtividade dos cultivos, inclusive de tabaco na região da bacia hidrográfica do Alto Jacuí, situada na região centro-norte do estado do Rio Grande do Sul é composta por 42 municípios, alguns dos quais ultrapassam seus limites territoriais. Nesta região, há uma escassez de estudos focados nos impactos climáticos específicos e o artigo em questão, trouxe aspectos científicos os quais foram analisados eventos climáticos extremos e seus efeitos no cultivo de tabaco nesta região, destacando as adversidades como: chuvas extremas, precipitação de granizo, secas e vendavais. Devido a sua variedade de relevos, desde áreas onduladas até planícies férteis, essa região tem diversas potencialidades agrícolas, especialmente no cultivo do tabaco, devido ao clima temperado úmido da região. Esse clima é influenciado devido às massas de ar oceânicas e continentais, que contra partida, também influenciam nas mudanças frequentes e abruptas no tempo devido aos sucessivos avanços de sistemas frontais ao longo do ano.</p><p>A metodologia deste artigo, visava compreender e explorar as peculiaridades a respeito do clima da região e do seu potencial de produção, especificamente na produção do tabaco. As adversidades e danos às plantações de tabaco na bacia estudada foram coletados através de notícias de rádios e jornais locais. Após isso, foi elaborado um questionário e aplicado aos produtores de tabaco da região, abordando questões como: variação climática, melhores épocas para plantio e colheita, suas variedades cultivadas, etc. Além disso, foi feita uma entrevista com uma meteorologista, que por sua vez, ajudou a explicar a dinâmica atmosférica e as adversidades climáticas, complementando o estudo. Tais parâmetros climáticos influenciam todos os aspectos da produção agrícola, desde a preparação da terra até a comercialização. Especificamente falando sobre o tabaco, sua produção engloba cinco principais etapas: produção de mudas, transplante, manutenção e adubação, colheita, secagem e preparação para comercialização. A fase da colheita acaba se</p><p>tornando a mais crítica, já que se trata da fase em que ocorrem as maiores perdas devido às variações climáticas como granizo, ventos fortes, chuvas intensas e estiagens coincidindo com o período de maior vulnerabilidade da planta, que já está em total desenvolvimento. Por isso, se faz necessário compreender o clima da região de cultivo, pois apesar dos avanços tecnológicos, os agricultores continuam sujeitos às intempéries da natureza tornando o planejamento agrícola e o manejo das lavouras ainda mais difícil. Após os resultados do estudo serem analisados, observou-se que os municípios com maior produção de tabaco como Arroio do Tigre, Sobradinho, Segredo, Ibarama e Passa Sete são os mais afetados. As cartas sinóticas foram utilizadas para identificar os sistemas climáticos atuantes, como destaque para a Massa Tropical Continental (mTc), que devido à sua intensidade no verão, é responsável por chuvas de granizo que causam danos significativos nas lavouras de tabaco. Todos os seis eventos analisados tiveram influência desse sistema climático, que é fortalecido pela ampliação da baixa do Chaco, resultando em ciclogênese e temporais com granizo e vento na região sul do Brasil. Baseado nos 5 casos apresentados no artigo, podemos observar uma correlação entre eles, devido majoritariamente a queda na produção da safra em decorrência da instabilidade climática da região, se destacando principalmente nas frente frias associadas à Massa Tropical Continental, ciclones, e fortes eventos relacionados a chuva e granizo.</p><p>Analisando os dados obtidos e ao relato dos cultivadores da região, pudemos notar que a influência climática no cultivo especialmente do tabaco é crucial para o bom desempenho do setor agrário da economia e as condições climáticas e geográficas de uma região desempenham um papel fundamental na produtividade e qualidade das lavouras. Foi notório também, que para obter uma boa produtividade, o tabaco requer condições climáticas favoráveis durante o seu ciclo vegetativo, incluindo limites de temperatura adequados, quantidade suficiente de água e um período seco durante a maturação e colheita. Sabe-se também que variações climáticas durante o ciclo fenológico do tabaco podem afetar negativamente a produtividade e qualidade. Por fim, conclui-se que a pesquisa destaca a relação intrínseca entre o clima e a produção de tabaco, evidenciando como as práticas agrícolas são influenciadas diretamente pelas condições climáticas tanto positivamente quanto negativamente.</p><p>image1.jpeg</p>