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<p>QU</p><p>ES</p><p>TÕ</p><p>ES</p><p>G</p><p>AB</p><p>AR</p><p>ITA</p><p>DA</p><p>S</p><p>EXERCÍCIOS ..........................................................................................................................01</p><p>GABARITO ..............................................................................................................................75</p><p>Banco do Brasil (SA)</p><p>Escriturário - Agente de Tecnologia e</p><p>Agente Comercial</p><p>QUESTÕES GABARITADAS</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>1</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?</p><p>Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se</p><p>fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas</p><p>aprenderiam a lidar com eles.</p><p>Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido</p><p>Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos</p><p>por achar que merecemos pouco.</p><p>Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa</p><p>cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos</p><p>de ogros sobre culpa, dívida, deveres e... mais culpa.</p><p>Um psicanalista me disse um dia:</p><p>– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.</p><p>Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos</p><p>assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.</p><p>As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura</p><p>um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança</p><p>e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.</p><p>Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?</p><p>Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que</p><p>tenhamos aprendido a nos valorizar.</p><p>Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações</p><p>excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-</p><p>mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.</p><p>Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas</p><p>existe apenas gente, tão frágil quanto nós.</p><p>Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:</p><p>– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-</p><p>brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade</p><p>financeira... será que você merece? Veja lá!</p><p>Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos</p><p>boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da</p><p>saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais</p><p>dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se</p><p>uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, con-</p><p>fiança ou sensualidade.</p><p>Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,</p><p>egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos</p><p>escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,</p><p>prazer, conforto ou serenidade.</p><p>No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,</p><p>ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,</p><p>desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-</p><p>serto.</p><p>Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?</p><p>Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso</p><p>em: 16 mar. 2018.</p><p>Na língua escrita, há situações em que algumas palavras e locuções oferecem maior dificuldade, pois podem</p><p>ser grafadas junto ou separadamente. A frase em que a expressão em negrito está corretamente grafada é:</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>2</p><p>(A) Não mereço ter sucesso, tão pouco ser feliz.</p><p>(B) Nada nos resta se não a angústia de nos saber sabotados.</p><p>(C) Procuramos um psicólogo a fim de evitarmos maior sofrimento.</p><p>(D) Escolhemos a droga, com tudo trata-se de uma opção destrutiva.</p><p>(E) Conversávamos a cerca de nossas dificuldades com os sentimentos.</p><p>2. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>“Guerra” virtual pela informação</p><p>A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história</p><p>recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem</p><p>que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.</p><p>As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-</p><p>ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.</p><p>Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é</p><p>cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.</p><p>A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa</p><p>o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um</p><p>petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.</p><p>Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-</p><p>mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.</p><p>Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de</p><p>poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite</p><p>estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-</p><p>dos até agora.</p><p>Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,</p><p>pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-</p><p>manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de</p><p>base para decisões estratégicas.</p><p>CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.</p><p>com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -guerra-virtual-pela-informacao/.></p><p>Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.</p><p>Obedecem às regras ortográficas da língua portuguesa as palavras</p><p>(A) admissão, paralisação, impasse</p><p>(B) bambusal, autorização, inspiração</p><p>(C) consessão, extresse, enxaqueca</p><p>(D) banalisação, reexame, desenlace</p><p>(E) desorganisação, abstração, cassação</p><p>3. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>A seguinte frase está escrita de acordo com as normas da ortografia vigente:</p><p>(A) Eu me sinto mais vunerável quando viajo à noite.</p><p>(B) Preciso que vocês viagem para o Perú imediatamente.</p><p>(C) Alguns roteiros tem um acúmulo grande de deslocamentos.</p><p>(D) Fiz um voo gratuito porque</p><p>e a consequência disso para as espécies que interagem com elas.</p><p>Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases do</p><p>desenvolvimento, o resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas. Esse é um dos</p><p>aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente a disponibilidade de</p><p>alimentos e a segurança alimentar da humanidade.</p><p>Estudos como esses são de grande importância, pois só de plantas o Brasil tem em seu território mais de 55 mil</p><p>espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas bastante distintos: Amazônia, Caatinga, Cerrado,</p><p>Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.</p><p>O estado de alerta é mundial e crescente. A preocupação quanto ao futuro do planeta frente às mudanças cli-</p><p>máticas aumentou o interesse em pesquisas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser feito para que</p><p>possamos entender como as espécies irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático. Assim, a ampliação</p><p>desses estudos é fundamental e urgente para que possamos eficientemente nos adaptar e investir na mitigação</p><p>dos impactos das mudanças climáticas.</p><p>BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje, 341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.</p><p>cienciahoje. org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_reagir_as_mudancas_climaticas>. Aces-</p><p>so em: 05 dez. 2017. Adaptado.</p><p>No trecho do texto “mas ainda há muito a ser feito para que possamos entender como as espécies irão se</p><p>adaptar (ou não) ao novo cenário climático.”, a palavra destacada é uma forma do verbo “haver” no sentido de</p><p>“existir”. A mesma ocorrência, respeitando-se a norma-padrão, verifica-se em:</p><p>(A) As alterações na fotossíntese das plantas estão entre os aspectos mais importantes há serem estudados</p><p>nas investigações sobre o clima.</p><p>(B) De acordo com o IPCC, há concentração de CO2 pode chegar, até o fim do século 21, ao dobro do que</p><p>representa nos dias de hoje.</p><p>(C) Em razão das consequências das mudanças climáticas na vida do planeta, há atualmente uma grande pre-</p><p>ocupação com o aumento do CO2.</p><p>(D) Estudos que abrangem desde o trabalho de micro-organismos no solo até há fisiologia de eucaliptos nativos</p><p>estão em andamento desde o ano de 2012.</p><p>(E) Pesquisadores brasileiros realizaram diversos experimentos há fim de diminuir os efeitos de alterações do</p><p>clima nas plantas.</p><p>41. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Sujeito</p><p>Texto I</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>21</p><p>Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?</p><p>Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria,</p><p>motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-</p><p>tes dessa prática. Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda</p><p>que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do</p><p>consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto,</p><p>traz benefícios, como o acesso às novidades.(A)</p><p>Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produto</p><p>num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos 1970?</p><p>O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as em-</p><p>presas</p><p>planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessidade de so-</p><p>brevivência no mercado.(B)</p><p>Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que</p><p>os anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial; ou a queda de desempenho do produto com</p><p>relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro</p><p>sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos</p><p>padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.</p><p>Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento: é possível adiar a subs-</p><p>tituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e aces-</p><p>sórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quanto</p><p>à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com os</p><p>anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais</p><p>novo se não quiser(C). É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações</p><p>cosméticas, como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.</p><p>É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente(D) em cada tipo de equipa-</p><p>mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-</p><p>ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,</p><p>dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante(E) .</p><p>Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser</p><p>combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar</p><p>determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um</p><p>aparelho novo.O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios</p><p>à sociedade, como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta qualidade</p><p>entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes podem</p><p>conversar diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem</p><p>trabalhar remotamente, com mais qualidade de vida, com ajuda de dispositivos móveis.</p><p>RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.</p><p>gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-</p><p>-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.</p><p>Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.</p><p>Nas seguintes passagens do Texto I, a oração que apresenta estrutura de sujeito indeterminado é:</p><p>(A) “No entanto, traz benefícios, como o acesso às novidades.”</p><p>(B) “se trata de uma necessidade de sobrevivência no mercado.”</p><p>(C) “se não quiser.”</p><p>(D) “a obsolescência programada se dá de forma diferente”</p><p>(E) “que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.”</p><p>42. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Predicado</p><p>O que é o QA e por que ele pode ser mais</p><p>importante que o QI no mercado de trabalho</p><p>Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar</p><p>pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemá-</p><p>tica.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>22</p><p>Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma</p><p>combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é</p><p>visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.</p><p>Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que</p><p>a tecnologia redefine como trabalhamos,as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho</p><p>também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a</p><p>capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.</p><p>O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações,mas de descobrir</p><p>o que é relevante, deixar</p><p>para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envol-</p><p>ve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.</p><p>Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa</p><p>das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função</p><p>que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o</p><p>histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia</p><p>sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência</p><p>continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que</p><p>um humano.</p><p>Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habi-</p><p>lidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabi-</p><p>lidade.</p><p>Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Diga-</p><p>mos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu</p><p>QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego.</p><p>Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para</p><p>se acomodar a novos cenários.</p><p>A frase em que o verbo apresenta a mesma predicação que o verbo ocorrer em “Isso ocorre porque um algo-</p><p>ritmo pode executar essas tarefas” (parágrafo 5) é:</p><p>(A) “Entra em cena então um novo quociente”. (parágrafo 3)</p><p>(B) “Esse quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.”</p><p>(parágrafo 4)</p><p>(C) “A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos”. (parágrafo 5)</p><p>(D) “você é um contador.” (parágrafo 7)</p><p>(E) “Seu QI o ajuda nas provas”. (parágrafo 7)</p><p>43. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM PROTEÇÃO</p><p>RADIOLÓGICA/2022</p><p>Assunto: Orações subordinadas adverbiais</p><p>Texto</p><p>Maria José</p><p>Paulo Mendes Campos</p><p>Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e</p><p>apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol.</p><p>Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.</p><p>Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do</p><p>próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias,</p><p>ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia re-</p><p>cebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão, para</p><p>espanto de meus cinco anos.</p><p>Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não</p><p>se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.</p><p>Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler</p><p>as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me</p><p>aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia</p><p>decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos</p><p>toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>23</p><p>repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã</p><p>não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”.</p><p>Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.</p><p>Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou</p><p>às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina</p><p>religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela</p><p>a flecha e o alvo das criaturas.</p><p>Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia;</p><p>acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.</p><p>Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana,</p><p>passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar</p><p>com alegria o prato exótico.</p><p>Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que</p><p>era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.</p><p>Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o</p><p>céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem</p><p>me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de</p><p>revólver na mão.</p><p>No trecho: “Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que recebera, menina-e-moça, das mãos do pai, e</p><p>que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão”, (parágrafo 2), a oração destacada pode ser subs-</p><p>tituída, sem prejuízo de seu significado, por</p><p>(A) por isso perseguia um ladrão.</p><p>(B) enquanto perseguia um ladrão.</p><p>(C) embora perseguisse um ladrão.</p><p>(D) desde que perseguisse um ladrão.</p><p>(E) por mais que perseguisse um ladrão.</p><p>44. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021</p><p>Assunto: Orações subordinadas adverbiais</p><p>Lições após um ano de ensino remoto na pandemia</p><p>No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o en-</p><p>sino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.</p><p>Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e</p><p>estudiosos. Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e</p><p>professores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.</p><p>Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicati-</p><p>vos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande</p><p>surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo</p><p>celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito de-</p><p>safiador.</p><p>Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente ba-</p><p>rata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no</p><p>mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma</p><p>pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos,</p><p>com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa.</p><p>Além disso, a pandemia ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.</p><p>Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos</p><p>alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É pre-</p><p>ciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como</p><p>enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.</p><p>No trecho “A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no mesmo</p><p>ambiente físico” (parágrafo 4), a expressão destacada estabelece com</p><p>a oração principal a relação de</p><p>(A) condição</p><p>(B) concessão</p><p>(C) comparação</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>24</p><p>(D) conformidade</p><p>(E) proporcionalidade</p><p>45. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021</p><p>Assunto: Orações subordinadas adverbiais</p><p>Relacionamento com o dinheiro</p><p>Desde cedo, começamos a lidar com uma série de situações ligadas ao dinheiro. Para tirar melhor proveito do</p><p>seu dinheiro, é muito importante saber como utilizá-lo da forma mais favorável a você. O aprendizado e a apli-</p><p>cação de conhecimentos práticos de educação financeira podem contribuir para melhorar a gestão de nossas</p><p>finanças pessoais, tornando nossas vidas mais tranquilas e equilibradas sob o ponto de vista financeiro.</p><p>Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo financeiro muito mais complexo que o das gerações</p><p>anteriores. No entanto, o nível de educação financeira da população não acompanhou esse aumento de com-</p><p>plexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso ao crédito, tem levado muitas pes-</p><p>soas aoendividamento excessivo, privando-as de parte de sua renda em função do pagamento de prestações</p><p>mensais que reduzem suas capacidades de consumir produtos que lhes trariam satisfação.</p><p>Infelizmente, não faz parte do cotidiano da maioria das pessoas buscar informações que as auxiliem na gestão</p><p>de suas finanças. Para agravar essa situação, não há uma cultura coletiva, ou seja, uma preocupação da socie-</p><p>dade organizada em torno do tema. Nas escolas, pouco ou nada é falado sobre o assunto. As empresas, não</p><p>compreendendo a importância de ter seus funcionários alfabetizados financeiramente, também não investem</p><p>nessa área. Similar problema é encontrado nas famílias, nas quais não há o hábito de reunir os membros para</p><p>discutir e elaborar um orçamento familiar. Igualmente entre os amigos, assuntos ligados à gestão financeira</p><p>pessoal muitas vezes são considerados invasão de privacidade e pouco se conversa em torno do tema. Enfim,</p><p>embora todos lidem diariamente com dinheiro, poucos se dedicam a gerir melhor seus recursos.</p><p>A educação financeira pode trazer diversos benefícios, entre os quais, possibilitar o equilíbrio das finanças</p><p>pessoais, preparar para o enfrentamento de imprevistos financeiros e para a aposentadoria, qualificar para o</p><p>bom uso do sistema financeiro, reduzir a possibilidade de o indivíduo cair em fraudes, preparar o caminho para</p><p>a realização de sonhos, enfim, tornar a vida melhor.</p><p>No trecho do parágrafo 3 “As empresas, não compreendendo a importância de ter seus funcionários alfa-</p><p>betizados financeiramente, também não investem nessa área”, a oração destacada tem valor semântico de</p><p>(A) causa</p><p>(B) proporção</p><p>(C) alternância</p><p>(D) comparação</p><p>(E) consequência</p><p>46. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Orações subordinadas adverbiais</p><p>Texto I</p><p>Exagerado</p><p>Amor da minha vida</p><p>Daqui até a eternidade</p><p>Nossos destinos</p><p>Foram traçados na maternidade</p><p>Paixão cruel, desenfreada</p><p>Te trago mil rosas roubadas</p><p>Pra desculpar minhas mentiras</p><p>Minhas mancadas</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Eu nunca mais vou respirar</p><p>Se você não me notar</p><p>Eu posso até morrer de fome</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>25</p><p>Se você não me amar</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Vou mendigar, roubar, matar</p><p>Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Carreira, dinheiro, canudo</p><p>Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Com mil rosas roubadas</p><p>Exagerado</p><p>Eu adoro um amor inventado</p><p>ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-</p><p>ZA.Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.</p><p>No trecho do Texto I “Eu nunca mais vou respirar / Se você não me notar”, a palavra em destaque introduz a</p><p>ideia de</p><p>(A) adversidade</p><p>(B) conclusão</p><p>(C) lugar</p><p>(D) condição</p><p>(E) tempo</p><p>47. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021</p><p>Assunto: Orações reduzidas</p><p>Medo da eternidade</p><p>Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda</p><p>não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de</p><p>bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu</p><p>lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola</p><p>me explicou:</p><p>— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.</p><p>— Como não acaba?</p><p>— Parei um instante na rua, perplexa.</p><p>— Não acaba nunca, e pronto.</p><p>Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pe-</p><p>quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no</p><p>milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só</p><p>para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível</p><p>o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na</p><p>boca.</p><p>— E agora que é que eu faço?</p><p>— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.</p><p>— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mas-</p><p>tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca,eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O</p><p>adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para</p><p>a escola.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>26</p><p>— Acabou-se o docinho. E agora?</p><p>— Agora mastigue para sempre.</p><p>Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento</p><p>de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não</p><p>estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem</p><p>diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que</p><p>só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,</p><p>atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.</p><p>— Olha só o que me aconteceu!</p><p>— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.</p><p>— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!</p><p>— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente</p><p>pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe</p><p>dou outro, e esse você não perderá.</p><p>Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que</p><p>o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.</p><p>LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.</p><p>Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.</p><p>A frase que guarda o mesmo sentido do trecho “Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola,</p><p>dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.” é:</p><p>(A) Até que não suportei mais, e, como atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair</p><p>no chão de areia.</p><p>(B) Até que não suportei mais, e, já que atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair</p><p>no chão de areia.</p><p>(C) Até que não suportei mais, e, para que atravessasse o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado</p><p>cair no chão de areia.</p><p>(D) Até que não suportei mais, e, embora atravessasse o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado</p><p>cair no chão de areia.</p><p>(E) Até que não suportei mais, e, quando</p><p>atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair</p><p>no chão de areia.</p><p>48. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Orações reduzidas</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?</p><p>Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se</p><p>fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas</p><p>aprenderiam a lidar com eles.</p><p>Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido</p><p>Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos</p><p>por achar que merecemos pouco.</p><p>Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa</p><p>cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de</p><p>ogros sobre culpa, dívida, deveres e...mais culpa.</p><p>Um psicanalista me disse um dia:</p><p>– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.</p><p>Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos</p><p>assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.</p><p>As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura</p><p>um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança</p><p>e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.</p><p>Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?</p><p>Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que</p><p>tenhamos aprendido a nos valorizar.</p><p>Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações</p><p>excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>27</p><p>mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.</p><p>Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas</p><p>existe apenas gente, tão frágil quanto nós.</p><p>Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:</p><p>– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-</p><p>brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade</p><p>financeira... será que você merece? Veja lá!</p><p>Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos</p><p>boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da</p><p>saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais</p><p>dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma</p><p>relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou</p><p>sensualidade.</p><p>Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,</p><p>egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos es-</p><p>colher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,</p><p>prazer, conforto ou serenidade.</p><p>No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,</p><p>ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,</p><p>desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-</p><p>serto.</p><p>Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?</p><p>Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso</p><p>em: 16 mar. 2018.</p><p>No trecho “Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos”, a oração</p><p>reduzida em negrito apresenta, em relação à oração seguinte, o valor semântico de</p><p>(A) tempo</p><p>(B) modo</p><p>(C) oposição</p><p>(D) proporção</p><p>(E) consequência</p><p>49. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022</p><p>Assunto: Questões mescladas de sintaxe</p><p>A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:</p><p>(A) Devido à baixa qualidade dos aparelhos, precisam-se de leis que obriguem os fabricantes a ressarcir os</p><p>consumidores insatisfeitos com suas compras na internet.</p><p>(B) De acordo com os estudiosos da área de tecnologia e consumo, dividem-se os tipos de obsolescência em</p><p>perspectiva e programada.</p><p>(C) Em função do tipo de lixo eletroeletrônico, constataram-se, nos últimos anos, pelos tipos de aparelhos</p><p>descartados, o hábito dos consumidores de substituir aparelhos celulares todo ano.</p><p>(D) Nas lojas virtuais de grandes empresas de varejo, atendem-se a consumidores de todas as regiões do país,</p><p>tendo em vista a facilidade de acesso e de entrega.</p><p>(E) Com base nas estatísticas de reclamações nas instituições de proteção aos consumidores, avaliam-se que</p><p>as empresas de telefonia estejam à frente nas listas de insatisfação.</p><p>50. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Maior fronteira agrícola do mundo está no bioma amazônico”,</p><p>diz pesquisador da Embrapa</p><p>O Brasil é um dos poucos países no mundo com a possibilidade de ampliar áreas com a agropecuária. De fato,</p><p>um estudo da ONU mostra que o país será o grande responsável por produzir os alimentos necessários para</p><p>atender os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. De acordo com pesquisadores da</p><p>Embrapa, a região possui potencial e áreas para ampliação sustentável da agricultura. Portanto, a responsabi-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>28</p><p>lidade do agricultor brasileiro é muito grande.</p><p>A região amazônica se mostra promissora para a agricultura, pois ela é rica em um insumo fundamental, a</p><p>água. Estados como Rondônia e Acre têm municípios que recebem até 2.800 milímetros de chuvas por ano. E</p><p>isso proporciona a qualidade e a possibilidade de semear mais de uma cultura por ano.</p><p>Entretanto, as críticas internacionais, quanto ao uso e à ampliação da agricultura na região amazônica, são</p><p>um limitante para a exploração dessas áreas. Para cada nova área aberta para a agricultura, parte deveria ser</p><p>obrigatoriamente destinada à preservação ambiental, segundo as exigências dos países que compram nossos</p><p>produtos agrícolas.</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego adequado da vírgula está plenamente aten-</p><p>dido em:</p><p>(A) A criação de animais para a produção de alimentos, é de grande importância para o sustento de milhares</p><p>de famílias.</p><p>(B) A floresta Amazônica, apesar de parecer homogênea, possui muitas diferenças na sua vegetação.</p><p>(C) A melhor maneira de proteger as povoações situadas nas margens dos rios, é procurar soluções que impe-</p><p>çam o comércio ilegal.</p><p>(D) O estado do Amazonas apresenta, a maior população indígena do Brasil com aproximadamente trinta mil</p><p>habitantes.</p><p>(E) O número de estudiosos preocupados com o futuro do planeta, aumentou devido ao aquecimento global.</p><p>51. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Uma cena</p><p>É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.</p><p>O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-</p><p>daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,</p><p>por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele</p><p>trecho, onde as amendoeiras trançam suas</p><p>copas, ainda é quase madrugada.</p><p>Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.</p><p>É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-</p><p>vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais</p><p>é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando</p><p>sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.</p><p>Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,</p><p>de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço</p><p>da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando</p><p>alguém passar.</p><p>É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.</p><p>Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando</p><p>as manhãs, está atrás das grades.</p><p>Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.</p><p>Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-</p><p>ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que</p><p>todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem</p><p>gradeada, fiquei sem saber o que dizer.</p><p>Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para</p><p>que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria,por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de</p><p>cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo</p><p>sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.</p><p>Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os pas-</p><p>sarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego adequado da vírgula está plenamente aten-</p><p>dido em:</p><p>(A) O outono que o Rio nos oferece, tem um ar fino, quase frio.</p><p>(B) Uma senhora de cabelos muito brancos, ficava sentada, em uma cadeira.</p><p>(C) Ele se incomodou, com as grades do Rio.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>29</p><p>(D) Todos os dias que passo pelo Aterro vejo, as árvores cada vez mais crescidas.</p><p>(E) O porteiro, que prende passarinhos em gaiolas, não vê que o outono fica mais lindo quando estamos livres.</p><p>52. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM PROTEÇÃO</p><p>RADIOLÓGICA/2022</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Texto</p><p>Maria José</p><p>Paulo Mendes Campos</p><p>Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e</p><p>apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol.</p><p>Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.</p><p>Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos,devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do</p><p>próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias,</p><p>ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia re-</p><p>cebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão, para</p><p>espanto de meus cinco anos.</p><p>Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não</p><p>se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.</p><p>Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler</p><p>as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me</p><p>aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia</p><p>decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos</p><p>toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me</p><p>repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã</p><p>não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”.</p><p>Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.</p><p>Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou</p><p>às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina</p><p>religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela</p><p>a flecha e o alvo das criaturas.</p><p>Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia;</p><p>acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.</p><p>Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana,</p><p>passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar</p><p>com alegria o prato exótico.</p><p>Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que</p><p>era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.</p><p>Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu,destemida e doce, como quem vai partir para o céu.</p><p>Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me</p><p>amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver</p><p>na mão.</p><p>Considerando-se o emprego da vírgula, a frase que está de acordo com o padrão formal escrito da língua é</p><p>(A) Eu que era frágil, sentia-me seguro, em sua presença.</p><p>(B) Todos os dias, Maria José lia poemas para seu filho.</p><p>(C) Seu desejo, era sempre, estar por perto para me proteger.</p><p>(D) Maria José era uma mulher terna e, ao mesmo tempo firme.</p><p>(E) Nem ela, nem o médico, nem eu, esperávamos aquele desfecho, triste.</p><p>53. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Texto I</p><p>Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos</p><p>O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>30</p><p>pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvolvimento habitacional,</p><p>econômico e turístico dos bairros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em meados de 2007, quando</p><p>se iniciou esse estudo sobre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido pro-</p><p>cesso de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais</p><p>associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “favelizadas”, despontando narrativas</p><p>que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.</p><p>Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam</p><p>concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros</p><p>e comerciais.</p><p>GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:</p><p>FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.</p><p>Considere a seguinte passagem do Texto I: “Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que</p><p>idealizaram o Plano Porto do Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da</p><p>praça Mauá, situada na convergência</p><p>do bairro da Saúde com a avenida Rio Branco”</p><p>A reescritura que mantém os aspectos informacionais do trecho e respeita as normas de emprego dos sinais</p><p>de pontuação é a seguinte:</p><p>(A) Os planejadores urbanos, que idealizaram dentro do amplo território portuário o Plano Porto do Rio haviam</p><p>concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.</p><p>(B) Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio, haviam</p><p>concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.</p><p>(C) Os planejadores urbanos que idealizaram, dentro do amplo território portuário, o Plano Porto do Rio haviam</p><p>concentrado, investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.</p><p>(D) Os planejadores urbanos que idealizaram, dentro do amplo território portuário, o Plano Porto do Rio haviam</p><p>concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.</p><p>(E) Dentro do amplo, território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam</p><p>concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.</p><p>54. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Texto II</p><p>Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé</p><p>Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma</p><p>peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se</p><p>aguardente.</p><p>A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida</p><p>batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha encantado um time for-</p><p>mado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro,</p><p>Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).</p><p>Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento</p><p>em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome</p><p>de MiniBar.</p><p>A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açú-</p><p>car refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino</p><p>deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranja-</p><p>vam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.</p><p>Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que</p><p>apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir</p><p>6.000 litros de batida por mês.</p><p>SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio2019, P. B2. ADAPTADO.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>31</p><p>Considere a seguinte passagem do Texto II: “Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos” .</p><p>Caso fosse necessário reescrevê-lo empregando alguma vírgula e mantendo o sentido original, o resultado, de</p><p>acordo com as normas pontuação, seria:</p><p>(A) Diolino, bolou então o sistema de atendimento direto, aos veículos.</p><p>(B) Diolino bolou então, o sistema, de atendimento direto aos veículos.</p><p>(C) Diolino bolou então o sistema, de atendimento direto aos veículos.</p><p>(D) Diolino bolou, então, o sistema de atendimento direto aos veículos.</p><p>(E) Diolino bolou, então o sistema de atendimento direto aos veículos.</p><p>55. CESGRANRIO - TEC (UNIRIO)/UNIRIO/ASSUNTOS EDUCACIONAIS/2019</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Texto I</p><p>Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?</p><p>Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria,</p><p>motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-</p><p>tes dessa prática.Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda</p><p>que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do</p><p>consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto, traz</p><p>benefícios, como o acesso às novidades.</p><p>Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produto</p><p>num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos 1970?</p><p>O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as em-</p><p>presas planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessidade</p><p>de sobrevivência no mercado.</p><p>Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que</p><p>os anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial; ou a queda de desempenho do produto com</p><p>relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro</p><p>sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos</p><p>padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.</p><p>Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento: é possível adiar a subs-</p><p>tituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e aces-</p><p>sórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quanto</p><p>à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com os</p><p>anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais</p><p>novo se não quiser. É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações</p><p>cosméticas, como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.</p><p>É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente em cada tipo de equipa-</p><p>mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-</p><p>ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,</p><p>dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.</p><p>Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser</p><p>combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar</p><p>determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um</p><p>aparelho novo. O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios</p><p>à sociedade, como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta qualidade</p><p>entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes podem</p><p>conversar diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem</p><p>trabalhar remotamente, com mais qualidade de vida, com ajuda de dispositivos móveis.</p><p>RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.</p><p>gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-</p><p>-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.</p><p>Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.</p><p>A frase em que a vírgula está empregada adequadamente é:</p><p>(A) A tela do computador, é a</p><p>janela que descortina o mundo.</p><p>(B) O investimento deve ser feito na área que, pode salvar vidas.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>32</p><p>(C) A vaga é para programador, que tem salário acima da média.</p><p>(D) Concluíram, que não há mais como parar o avanço tecnológico.</p><p>(E) É muito importante, que os investimentos na área tecnológica continuem.</p><p>56. CESGRANRIO - AUX SAU (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>O lado sombrio da luz</p><p>O domínio do fogo, e consequentemente da luminosidade, possibilitou ao ser humano exercer grande controle</p><p>sobre o meio em que vivia, proporcionando imensurável vantagem seletiva. A luz também foi fundamental para</p><p>incontáveis avanços tecnológicos, que nos proporcionam mais comodidade e praticidade. Mas, apesar de ser</p><p>em muitas culturas símbolo do progresso, pureza e beleza, a luz também tem seu lado sombrio.</p><p>A poluição luminosa — toda luz desnecessária ou excessiva produzida artificialmente — é a que mais cresce</p><p>no planeta e, infelizmente, os impactos do seu mau uso e os mecanismos com os quais podemos minimizá-los</p><p>têm pouquíssimo destaque se comparados aos de outros tipos de poluição.</p><p>A revolução industrial alavancou os efeitos da poluição luminosa para níveis altíssimos nos dias de hoje. É</p><p>possível ver o intenso brilho noturno dos centros urbanos até em fotos de satélites. Mais de perto, a poluição lu-</p><p>minosa pode ser notada quando se observa uma “aura” de luz no horizonte,olhando na direção de uma grande</p><p>cidade. Esse brilho do céu noturno é causado por luzes terrestres direcionadas ou refletidas para a atmosfera.</p><p>A iluminação artificial excessiva, principalmente na área rural, foi associada a uma maior probabilidade de epi-</p><p>demias por atrair vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose)</p><p>e o mosquito-prego (malária).</p><p>Acredita-se também que a iluminação noturna em centros urbanos influencie fatores psicossociais, sendo men-</p><p>cionada como uma das causas que contribuem para o aumento da criminalidade e depressão. Quebras no</p><p>relógio biológico humano são relacionadas aos mais diversos problemas de saúde, como distúrbios cardiovas-</p><p>culares, diabetes e obesidade.</p><p>Não só seres humanos, mas insetos e aves sofrem consequências da poluição luminosa. Na natureza intacta,</p><p>as únicas fontes de luz durante a noite eram as estrelas e a luz refletida pela Lua. Os animais, incluindo os</p><p>humanos, e as plantas evoluíram nos regimes de luz natural; portanto, é fácil imaginar que sofram direta ou</p><p>indiretamente com as alterações artificiais da luz noturna.</p><p>Vaga-lumes e outros insetos são afetados pela iluminação artificial de formas distintas. Alguns insetos utilizam</p><p>a posição das estrelas e o sentido da luz para navegação. Mariposas e besouros têm seus ciclos de vida alte-</p><p>rados e são atraídos e desorientados pela luz, tornando-se vítimas fáceis de aves, morcegos e outros predado-</p><p>res. Esses insetos desempenham diversas funções nos ecossistemas, como polinização, alimento para outros</p><p>animais, controle de populações de pragas, decomposição de material orgânico e até dispersão de sementes.</p><p>Fica claro, portanto, que estamos longe de compreender a poluição luminosa, seus efeitos e consequências</p><p>no meio ambiente.</p><p>Como as plantas utilizam a luz solar para realizar fotossíntese e direcionar seu crescimento, mudanças na dura-</p><p>ção dos dias causadas por luminárias provocam confusão em relação à estação do ano em que se encontram,</p><p>resultando na produção de flores, frutos ou queda de folhas em épocas inesperadas. Tais alterações podem</p><p>resultar em graves consequências para outros seres que delas dependam, como insetos polinizadores. Nos</p><p>pássaros, a luz vermelha interfere na orientação magnética; e, nas mariposas e nos besouros, focos de luz</p><p>atraem as mais diversas espécies, tornando-as mais vulneráveis a predadores.</p><p>Com o desenvolvimento tecnológico das lâmpadas LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), a ilumi-</p><p>nação artificial torna-se mais eficiente energeticamente. Mas, em vez de usarmos tal eficiência para reduzir o</p><p>consumo de energia, o menor custo energético está sendo utilizado para aumentar o fluxo luminoso e, con-</p><p>sequentemente, a poluição luminosa.</p><p>Medidas simples podem reduzir a emissão de luz e sua influência negativa sobre outros seres, inclusive sobre</p><p>nós. Isso sem mencionar a conta de energia. Para combater a poluição luminosa, é necessário (i) repensar o</p><p>que precisa ser iluminado, usando, por exemplo, holofotes direcionados e que não irradiem luz para a atmos-</p><p>fera; (ii) reduzir o tempo de iluminação com o uso de temporizadores e sensores de presença; (iii) avaliar se</p><p>precisamos de luzes tão fortes e brancas para todas as tarefas; (iv) tentar reduzir a exposição à luz artificial forte</p><p>fora dos horários naturais de luz.</p><p>Trocar as lâmpadas brancas por luzes mais amareladas nos locais em que elas não são necessárias, assim</p><p>como trocar o celular ou o computador por uma boa revista sob luz branda antes de dormir, podem proporcio-</p><p>nar uma noite mais bem dormida.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>33</p><p>HAGEN, O.; BARGHINI, A. Revista Ciência Hoje, n. 340. 21 set. 2016. Disponível em: http://www.cienciahoje.</p><p>org.br/ revista/materia/id/1094/n/o_lado_sombrio_da_luz. Acesso em: 5 dez. 2017.</p><p>Adaptado.</p><p>No trecho “vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose) e o</p><p>mosquito-prego (malária)”, os parênteses foram utilizados com o objetivo de</p><p>(A) acrescentar uma informação relacionada ao termo anterior.</p><p>(B) expressar a opinião do autor sobre a temática do texto.</p><p>(C) inserir um sinônimo para explicar o sentido de um termo.</p><p>(D) introduzir uma crítica ao que foi mencionado antes.</p><p>(E) provocar a reflexão do leitor sobre um termo científico.</p><p>57.CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo.</p><p>Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas</p><p>A presença de gases de efeito estufa na atmosfera tem aumentado cada vez mais nas últimas décadas. Desde</p><p>o início da Revolução Industrial, em 1760, a concentração desses gases cresceu mais de 30%. Segundo o Pai-</p><p>nel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês),até o fim do século 21, a concentra-</p><p>ção de CO2 pode chegar ao dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm sendo realizados na tentativa</p><p>de desvendar o que irá acontecer caso as previsões dos cientistas se concretizem.</p><p>O CO2, ou gás carbônico, é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois forma uma</p><p>camada que impede que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe no espaço, o</p><p>que garante as condições de temperatura e clima necessários para a existência da vida na Terra.</p><p>As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão associadas à queima de</p><p>combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas, transformadas em áreas agrícolas</p><p>ou urbanas. Uma consequência do aumento da concentração desses gases na atmosfera é a elevação da tem-</p><p>peratura em até 5°C em algumas regiões do planeta até o final do século. Por exemplo, é esperada uma ele-</p><p>vação da temperatura de até 6°C na região amazônica, além da redução em 45% do volume de chuvas. Essas</p><p>alterações climáticas podem trazer diversas e catastróficas consequências, como ondas de calor e estiagens</p><p>ou chuvas concentradas em determinados períodos.</p><p>Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocorre porque são</p><p>as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima</p><p>industrial consumida pelo ser humano. Além disso, afetarão, também, as interações entre espécies, a estrutura</p><p>dos ecossistemas e a prestação de serviços ambientais, resultando em grandes</p><p>— e talvez irreversíveis — im-</p><p>pactos à vida na Terra.</p><p>Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos obtidos</p><p>em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são diferentes</p><p>e organizadas de maneiras distintas. Por exemplo, embora as espécies de plantas possam apresentar respos-</p><p>tas parecidas ao aumento do CO2 e da temperatura — como altas taxas de crescimento —, as consequências</p><p>em um dado ecossistema podem ser o domínio de uma espécie com características invasoras, resultando em</p><p>grandes problemas no funcionamento do ecossistema e até na extinção de espécies e perda da biodiversidade.</p><p>Pesquisadores de algumas universidades e centros de pesquisa brasileiros vêm realizando experimentos a</p><p>fim de conhecer os efeitos das mudanças climáticas em espécies de interesse econômico: nativas, invasoras</p><p>ou cultivadas. Entre os aspectos mais importantes a serem compreendidos, estão as alterações no desenvol-</p><p>vimento e na fotossíntese das plantas, e a consequência disso para as espécies que interagem com elas.</p><p>Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases do</p><p>desenvolvimento, o resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas. Esse é um dos</p><p>aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente a disponibilidade de</p><p>alimentos e a segurança alimentar da humanidade.</p><p>Estudos como esses são de grande importância, pois só de plantas o Brasil tem em seu território mais de 55 mil</p><p>espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas bastante distintos: Amazônia, Caatinga, Cerrado,</p><p>Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.</p><p>O estado de alerta é mundial e crescente. A preocupação quanto ao futuro do planeta frente às mudanças cli-</p><p>máticas aumentou o interesse em pesquisas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser feito para que</p><p>possamos entender como as espécies irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático. Assim, a ampliação</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>34</p><p>desses estudos é fundamental e urgente para que possamos eficientemente nos adaptar e investir na mitigação</p><p>dos impactos das mudanças climáticas.</p><p>BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje, 341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.</p><p>cienciahoje. org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_reagir_as_mudancas_climaticas>. Aces-</p><p>so em: 05 dez. 2017. Adaptado.</p><p>No trecho do texto “As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão asso-</p><p>ciadas à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas”, as vírgulas</p><p>foram usadas para separar os elementos de uma enumeração. O mesmo ocorre em:</p><p>(A) “Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do sé-</p><p>culo 21, a concentração de CO2 pode chegar ao dobro da atual.”</p><p>(B) “Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos</p><p>obtidos em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são</p><p>diferentes e organizadas de maneiras distintas.”</p><p>(C) “Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases</p><p>do desenvolvimento, o resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas.”</p><p>(D) “Esse é um dos aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente</p><p>a disponibilidade de alimentos e a segurança alimentar da humanidade.”</p><p>(E) “o Brasil tem em seu território mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas</p><p>bastante distintos: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.”</p><p>58. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Água — a economia que faz sentido</p><p>A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa</p><p>é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram</p><p>mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas</p><p>hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e</p><p>organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das Na-</p><p>ções Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão</p><p>preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso líquido.</p><p>Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões de com-</p><p>portamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que</p><p>sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é constituído</p><p>de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de gelo, nas calotas polares e no topo de</p><p>montanhas. Se considerarmos só o estoque de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do</p><p>total mundial.</p><p>Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com</p><p>apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela</p><p>precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes</p><p>não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.</p><p>Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de quali-</p><p>dade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação da</p><p>água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no</p><p>mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.</p><p>Revista Nova Escola. 01 jun. 2005. Disponível em: <https:// novaescola.org.br/conteudo/1065/agua-a-econo-</p><p>mia-que-faz-sentido>. Acesso em: 18 mar. 2018. Adaptado.</p><p>No trecho “incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.”, as vírgulas são</p><p>empregadas para separar itens de uma enumeração. Essa mesma finalidade se verifica em:</p><p>(A) A mudança das pessoas de uma região para outra, em diferentes épocas, tem sido causada pela busca de</p><p>água própria para consumo.</p><p>(B) A técnica do gotejamento, muito utilizada na agricultura, é uma forma de controlar o consumo da água nessa</p><p>atividade.</p><p>(C) As propriedades rurais pouco desenvolvidas, que não contam com tecnologias mais avançadas, utilizam a</p><p>água da chuva para irrigar a plantação.</p><p>(D) O cultivo da terra, indispensável para a humanidade, é uma das atividades que mais utiliza água em todo</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>35</p><p>o mundo.</p><p>(E) Os países do norte da África como Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Egito sofrem com a carência de água</p><p>potável.</p><p>59. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>O sinal de dois-pontos (:) está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) A água ocupa 70% da superfície terrestre: mas 97,5% desse total está restrito aos mares e oceanos, por</p><p>isso não oferece condição de consumo.</p><p>(B) A escassez de água no mundo não é o principal problema a enfrentar: pois a má distribuição é responsável</p><p>pelas dificuldades das populações carentes.</p><p>(C) As regiões brasileiras com carência de água devem receber projetos urgentemente: as outras precisam</p><p>melhorar a distribuição dos recursos existentes.</p><p>(D) O Brasil é um país com fartura hídrica: em compensação, a distribuição de água não é equilibrada entre</p><p>todas as regiões geográficas.</p><p>(E) Os governantes devem desenvolver</p><p>ações eficazes para amenizar o problema da água: reduzir o desmata-</p><p>mento e controlar o descarte de resíduos tóxicos.</p><p>60. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>A vírgula está empregada corretamente em:</p><p>(A) A divulgação de histórias falsas pode ter consequências reais desastrosas: prejuízos, financeiros e cons-</p><p>trangimentos às empresas.</p><p>(B) As novas tecnologias, criaram um abismo ao separar quem está conectado de quem não faz parte do mun-</p><p>do digital.</p><p>(C) As pessoas tendem a aceitar apenas as declarações que confirmam aquilo que corresponde, às suas cren-</p><p>ças.</p><p>(D) Os jornalistas devem verificar as fontes citadas, cruzar dados e checar se as informações refletem a reali-</p><p>dade.</p><p>(E) Os consumidores de notícias não agem como cientistas porque não estão preocupados em conferir, pontos</p><p>de vista alternativos.</p><p>61. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>A vírgula está empregada corretamente em:</p><p>(A) As grandes metrópoles que se destacaram no apoio à sustentabilidade, foram premiadas pelo mundo intei-</p><p>ro.</p><p>(B) É preciso que futuramente, as cidades tenham melhores condições de vida: habitação, alimentação, saúde,</p><p>emprego, transporte, educação.</p><p>(C) Não é só o território que acelera o seu processo de urbanização, mas é a própria sociedade brasileira que</p><p>se transforma cada vez mais em urbana.</p><p>(D) Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas, estão concen-</p><p>trados nas regiões Norte e Nordeste.</p><p>(E) Os passageiros, que dependem do transporte coletivo esperam que o futuro lhes ofereça mais comodidade</p><p>do que o presente.</p><p>62. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>36</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to. Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.</p><p>As confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação</p><p>que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.Adaptado.</p><p>Considere o seguinte trecho do texto: “Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez</p><p>um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As confissões não acontecerão espontaneamente.”</p><p>Modificando-se a pontuação desse trecho, constituindo-o como um único período, mantendo-se o seu sentido</p><p>original e obedecendo-se à norma-padrão, tem-se o seguinte resultado:</p><p>(A) Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente: talvez um ok, talvez a sorte de um tudo bem,</p><p>as confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>(B) Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente, talvez um ok, talvez a sorte de um tudo bem:</p><p>as confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>(C) Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente... talvez um ok... talvez a sorte de um tudo</p><p>bem... as confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>(D) Perguntarei: como estão?, e ganharei monossílabos de presente: talvez um ok — talvez a sorte de um tudo</p><p>bem, as confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>(E) Perguntarei — como estão? — e ganharei monossílabos de presente, talvez um ok; talvez a sorte de um</p><p>tudo bem: as confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>63. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>37</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to. Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.</p><p>As confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-</p><p>ção que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes.</p><p>Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>Sinais de pontuação são sinais gráficos que contribuem para a construção da coerência e da coesão nos textos.</p><p>A frase em que o emprego da vírgula obedece às regras da norma-padrão escrita é:</p><p>(A) Os amigos, a grande preocupação dos responsáveis pelos adolescentes, são uma grande influência.</p><p>(B) As crianças, precisam da supervisão de adultos, em todas as suas atividades.</p><p>(C) As crianças espelham-se, em seus pais, seus avós, seus tios, e seus irmãos mais velhos.</p><p>(D) Principalmente os pais de adolescentes, procuram orientação psicopedagógica para lidar com os filhos.</p><p>(E) Os jovens quando precisam de apoio, buscam o conselho de outros jovens.</p><p>64. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018</p><p>Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)</p><p>Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades</p><p>A população do mundo chegou, em 2011,à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte cada vez</p><p>maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e até 2050 pre-</p><p>vê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.</p><p>No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso, então, que</p><p>questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.</p><p>No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os morado-</p><p>res de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos insuportáveis, que</p><p>causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí</p><p>que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana.</p><p>É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados de ôni-</p><p>bus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos serviços esteja</p><p>próxima às moradias e haja opções de transporte não motorizado para nos locomovermos.</p><p>BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <http://www.mobilize.org.br/noticias/2419/</p><p>mobilidade-acessibilidade- e-deficiencias-fisicas.html>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.</p><p>Glossário:</p><p>Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.</p><p>Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade</p><p>reduzida,</p><p>A vírgula está empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) A acessibilidade é a possibilidade que as pessoas, têm de atingir o destino desejado.</p><p>(B) A mobilidade urbana tem, forte impacto, sobre o espaço e os recursos naturais.</p><p>(C) As políticas públicas, devem priorizar os meios de transporte coletivo, nas cidades.</p><p>(D) Como alertam os pesquisadores, é preciso discutir estratégias de mobilidade urbana.</p><p>(E) Nos últimos anos aumentou, a insatisfação das pessoas com os engarrafamentos.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>38</p><p>65. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>Texto I</p><p>Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos</p><p>O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado</p><p>pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvolvimento habitacional,</p><p>econômico e turístico dos bairros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em meados de 2007, quando</p><p>se iniciou esse estudo sobre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido pro-</p><p>cesso de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais</p><p>associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “favelizadas”, despontando narrativas</p><p>que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.</p><p>Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam</p><p>concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do</p><p>bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros</p><p>e comerciais.</p><p>GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.</p><p>No Texto I, no trecho “concentrou diferentes projetos” , o verbo concentrar apresenta a mesma regência do</p><p>verbo destacado em:</p><p>(A) O cenário atual mostra um cenário bem diferente.</p><p>(B) Hoje, os bairros portuários do Rio parecem um cartão postal.</p><p>(C) Agora os comerciantes confiam nesse bairro.</p><p>(D) Nas lojas para turistas, sobressaem anéis e pulseiras.</p><p>(E) A Zona Portuária necessitava de muitas benfeitorias.</p><p>66. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>Texto III</p><p>Beira-mar</p><p>Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para</p><p>o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado</p><p>da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar</p><p>de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.</p><p>Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estacionamen-</p><p>to de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tiracolo,</p><p>balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros e oiten-</p><p>ta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha metálica</p><p>para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para</p><p>enganar peixes.</p><p>A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.</p><p>Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda</p><p>fiel à boa técnica.</p><p>— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das co-</p><p>tações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,</p><p>cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da</p><p>financeira onde trabalha.</p><p>LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.</p><p>Considere a seguinte passagem do Texto III: “A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar</p><p>o caniço” A reescritura na qual a regência do verbo destacada NÃO está de acordo com a norma-padrão é:</p><p>(A) A uma dezena de metros, olhos curiosos espiavam o intruso, que montava seu caniço.</p><p>(B) A uma dezena de metros, olhos curiosos observavam o intruso a montar o caniço.</p><p>(C) A uma dezena de metros, olhos curiosos assistiam o intruso montar o caniço.</p><p>(D) A uma dezena de metros, olhos curiosos espreitavam o intruso montando o caniço.</p><p>(E) A uma dezena de metros, olhos curiosos deleitavam- se com o intruso a montar seu caniço.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>39</p><p>67. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>A frase em que o verbo destacado apresenta a regência de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa</p><p>é:</p><p>(A) A população daquela região não aprovou às restrições impostas pelos órgãos governamentais para a pre-</p><p>servação do meio ambiente.</p><p>(B) As instituições financeiras costumam a diminuir as taxas de juros para favorecer as possibilidades de em-</p><p>préstimos dos clientes.</p><p>(C) O esportista lembrou-se que estava atrasado para o compromisso assumido, no dia anterior, durante o</p><p>treinamento da equipe.</p><p>(D) O ato de pesquisar envolve ao trabalho de coleta de dados pelos</p><p>ganhei uma passagem num sorteio.</p><p>(E) Fizemos um multirão para arrumar as malas, mas conseguimos.</p><p>4. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>O grupo em que todas as palavras atendem às exigências ortográficas da norma-padrão da língua portuguesa</p><p>é:</p><p>(A) abuso, buzina, improviso</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>3</p><p>(B) análise, paralizia, pesquisa</p><p>(C) atraso, rasoável, uso</p><p>(D) despreso, acusação, visita</p><p>(E) piso, aviso, revesamento</p><p>5. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>Texto I</p><p>Exagerado</p><p>Amor da minha vida</p><p>Daqui até a eternidade Nossos destinos</p><p>Foram traçados na maternidade</p><p>Paixão cruel, desenfreada Te trago mil rosas roubadas</p><p>Pra desculpar minhas mentiras Minhas mancadas</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado</p><p>Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar</p><p>Eu posso até morrer de fome Se você não me amar</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado</p><p>E por você eu largo tudo Carreira, dinheiro, canudo Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Com mil rosas roubadas Exagerado</p><p>Eu adoro um amor inventado</p><p>ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-</p><p>ZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.</p><p>Qual é a frase em que a palavra destacada está grafada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa?</p><p>(A) As declarassões de amor são sempre importantes.</p><p>(B) A paixão trás alegria à vida.</p><p>(C) Ele se declarou no momento ezato da noite.</p><p>(D) O coração quase explodiu de tanto amor!</p><p>(E) O silênsio às vezes fala mais que as palavras.</p><p>6. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>Texto II</p><p>O amor é valente</p><p>Mesmo que mil tipos</p><p>De ódio o mal invente,</p><p>O amor, mesmo sozinho,</p><p>Será sempre mais valente.</p><p>Valente, forte, profundo</p><p>Capaz de mudar o mundo</p><p>Acalmar qualquer dor</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>4</p><p>Vivemos nesse conflito.</p><p>Mas confio e acredito</p><p>Na valentia do amor.</p><p>BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.</p><p>O par de palavras que está grafado de acordo com a ortografia vigente da língua portuguesa é</p><p>(A) amisade – traição</p><p>(B) beleza – declarassão</p><p>(C) vazio – dedicassão</p><p>(D) entuziasmo – companhera</p><p>(E) delicadeza – decisão</p><p>7. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>Texto I</p><p>Gente Humilde</p><p>Tem certos dias em que eu penso em minha gente</p><p>E sinto assim todo o meu peito se apertar</p><p>Porque parece que acontece de repente</p><p>Feito um desejo de eu viver sem me notar</p><p>Igual a como quando eu passo no subúrbio</p><p>Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar</p><p>E aí me dá como uma inveja dessa gente</p><p>Que vai em frente sem nem ter com quem contar</p><p>São casas simples com cadeiras na calçada</p><p>E na fachada escrito em cima que é um lar</p><p>Pela varanda, flores tristes e baldias</p><p>Como a alegria que não tem onde encostar</p><p>E aí me dá uma tristeza no meu peito</p><p>Feito um despeito de eu não ter como lutar</p><p>E eu que não creio peço a Deus por minha gente</p><p>É gente humilde, que vontade de chorar.</p><p>SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.</p><p>Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia</p><p>Brasileira de Discos, p1970. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4.</p><p>A palavra grafada corretamente é:</p><p>(A) baichela</p><p>(B) chuchu</p><p>(C) chícara</p><p>(D) xamego</p><p>(E) machiche</p><p>8. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares. Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>5</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to.Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As</p><p>confissões não acontecerão espontaneamente. “Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer</p><p>cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-</p><p>ção que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>A frase em que as palavras em destaque estão corretamente grafadas é:</p><p>(A) A conversa franca sempre trás bons resultados na resolução de conflitos familiares.</p><p>(B) Os pais devem proteger os filhos, senão podem ser responsabilizados legalmente.</p><p>(C) Meu filho, ao longo da adolescência, sempre deixava a toalha molhada encima da cama.</p><p>(D) Devemos educar nossos filhos afim de que possam se tornar boas pessoas na vida adulta.</p><p>(E) Os filhos sempre perguntam porquê não podem ir aonde quiserem sem o consentimento dos pais.</p><p>9. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>A frase em que a palavra ou expressão destacada respeita as regras ortográficas e gramaticais da norma pa-</p><p>drão é:</p><p>(A) As crianças querem estar aonde a fantasia está.</p><p>(B) Queremos saber por que a ideia de eternidade nos fascina.</p><p>(C) O gosto adocicado do chicle mau acaba e queremos outro.</p><p>(D) Nada como balas e chicletes durante uma seção de cinema.</p><p>(E) A ideia de viver para sempre persegue o homem a séculos.</p><p>10. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>A palavra ou a expressão destacada aparece grafada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa</p><p>em:</p><p>(A) O aquecimento global pode afetar a sobrevivência da população em muitas regiões por que água e comida</p><p>já se mostram escassas.</p><p>(B) O Dia Mundial</p><p>estudiosos, resultando em benefícios</p><p>para a ciência.</p><p>(E) O escritor afeiçoou-se ao estudo da palavra, ao escutar, ainda nos primeiros anos de sua vida, as histórias</p><p>lidas pela mãe.</p><p>68. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo.</p><p>Quanto nós merecemos?</p><p>Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se</p><p>fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas</p><p>aprenderiam a lidar com eles.</p><p>Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido</p><p>Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos</p><p>por achar que merecemos pouco.</p><p>Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa</p><p>cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de</p><p>ogros sobre culpa, dívida, deveres e...mais culpa.</p><p>Um psicanalista me disse um dia:</p><p>– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.</p><p>Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos</p><p>assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.</p><p>As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura</p><p>um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança</p><p>e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.</p><p>Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?</p><p>Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que</p><p>tenhamos aprendido a nos valorizar.</p><p>Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações</p><p>excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-</p><p>mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.</p><p>Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas</p><p>existe apenas gente, tão frágil quanto nós.</p><p>Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:</p><p>– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-</p><p>brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade</p><p>financeira... será que você merece? Veja lá!</p><p>Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos</p><p>boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da</p><p>saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais</p><p>dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma</p><p>relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou</p><p>sensualidade.</p><p>Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,</p><p>egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>40</p><p>escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,</p><p>prazer, conforto ou serenidade.</p><p>No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,</p><p>ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,</p><p>desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-</p><p>serto.</p><p>Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?</p><p>Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso</p><p>em: 16 mar. 2018.</p><p>O período que atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa, no que diz respeito à regência</p><p>verbal, é:</p><p>(A) A maioria dos problemas os quais lidamos são fáceis de resolver.</p><p>(B) Esse livro, cujos capítulos estudei, vai ser avaliado na prova.</p><p>(C) O tratamento que falou não está disponível na rede pública.</p><p>(D) Lya Luft, cujas ideias temos simpatia, é uma boa escritora.</p><p>(E) Ela é a amiga que conto para me fazer companhia hoje.</p><p>69. CESGRANRIO - ADM JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>Memórias Póstumas de Brás Cubas</p><p>Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sustos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se vexava de</p><p>mo dizer muitas vezes; achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e fi-</p><p>nas,amorável, elegante, austera, um modelo. E a confiança não parava aí. De fresta que era, chegou a porta</p><p>escancarada. Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência; faltava -lhe a glória pública.</p><p>Animei-o; disse-lhe muitas coisas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa de um desejo que não quer</p><p>acabar de morrer; então compreendi que a ambição dele andava cansada de bater as asas, sem poder abrir o</p><p>voo. Dias depois disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as amarguras engolidas, as raivas sopita-</p><p>das; contou-me que a vida política era um tecido de invejas, despeitos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades.</p><p>Evidentemente havia aí uma crise de melancolia; tratei de combatê-la.</p><p>— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza. Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na política</p><p>por gosto, por família, por ambição, e um pouco por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os motivos que</p><p>levam o homem à vida pública; faltou-me só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo lado da plateia; e,</p><p>palavra, que era bonito! Soberbo cenário, vida, movimento e graça na representação. Escriturei-me; deram-me</p><p>um papel que... Mas para que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as minhas amofinações. Creia que</p><p>tenho passado horas e dias... Não há constância de sentimentos, não há</p><p>gratidão, não há nada... nada.... nada...</p><p>Calou-se, profundamente abatido, com os olhos no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser o eco de</p><p>seus próprios pensamentos. Após alguns instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O senhor há de rir-se</p><p>de mim, disse ele; mas desculpe aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o espírito. E ria, de um</p><p>jeito sombrio e triste; depois pediu- me que não referisse a ninguém o que se passara entre nós; ponderei-lhe</p><p>que a rigor não se passara nada. Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia. Lobo Neves rece-</p><p>beu-os com alegria, a princípio um tanto postiça, mas logo depois natural. No fim de meia hora, ninguém diria</p><p>que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava, chasqueava, e ria, e riam todos.</p><p>ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas</p><p>; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.</p><p>O fragmento no qual a regência do verbo em destaque é a mesma do verbo referir no trecho “que não referisse</p><p>a ninguém o que se passara entre nós” é</p><p>(A) “Como adorasse a mulher”</p><p>(B) “Virgília era a perfeição mesma”</p><p>(C) “Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência”</p><p>(D) “Mas para que o estou a fatigar com isto?”</p><p>(E) “Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia”</p><p>70. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>41</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>A regência do verbo destacado está de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) Para ganhar</p><p>espaço no mercado imobiliário, os bancos costumam a ampliar prazos e limites e baratear o</p><p>financiamento da casa própria.</p><p>(B) O planejamento econômico é fundamental para o sucesso de um empreendimento familiar, o que envolve</p><p>ao ato de pesquisar as melhores oportunidades disponíveis.</p><p>(C) Antes de se comprometer com a aquisição de um imóvel acima de sua renda, recomenda-se ao comprador</p><p>que pesquise melhores condições de mercado.</p><p>(D) A inadimplência ocorre quando o cidadão não acata às cláusulas que determinam os prazos dos emprésti-</p><p>mos bancários.</p><p>(E) Grande parte das pessoas que se candidatam a empréstimos bancários aspiram a construção da casa</p><p>própria.</p><p>71. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>O ano da esperança</p><p>O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás</p><p>do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o di-</p><p>nheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que era uma doação. A situação foi</p><p>piorando. Os argumentos também. No início era para pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós</p><p>doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente.</p><p>Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessi-</p><p>vas internações, remédios. A situação piorando, eu já estava encomendando missa de sétimo dia. Falei com</p><p>um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia</p><p>para a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais.</p><p>Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca</p><p>conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o em-</p><p>prego após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde</p><p>também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos mercados em expansão.</p><p>Se a indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.</p><p>Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir.</p><p>Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova</p><p>consciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites</p><p>servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito que nem sei o que dizer.</p><p>Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que</p><p>isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo:</p><p>— Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. Duvidam. Acham que estou mentindo.</p><p>CARRASCO, W. O ano da esperança.</p><p>Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado.</p><p>Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro melhor”</p><p>Respeitando-se as regras da norma-padrão e conservando- se o conteúdo informacional, o trecho acima está</p><p>corretamente reescrito em:</p><p>(A) Podemos esperar para um futuro melhor</p><p>(B) Podemos esperar com um futuro melhor</p><p>(C) Podemos esperar um futuro melhor</p><p>(D) Podemos esperar porquanto um futuro melhor</p><p>(E) Podemos esperar todavia um futuro melhor</p><p>72. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/JÚNIOR/VENDAS/2018</p><p>Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)</p><p>Um dos aspectos fundamentais da regência verbal é o uso adequado da preposição. A preposição destacada</p><p>está empregada de acordo com a norma-padrão em:</p><p>(A) Não é bom descuidar-se com a leitura.</p><p>(B) Informei-lhe de que a biblioteca fecharia à tarde.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>42</p><p>(C) Ler textos literários implica em formar cidadãos democráticos.</p><p>(D) Perdoo a todos os vilões dos romances: sem vilões, sem histórias.</p><p>(E) Com um livro na cabeceira, quero chegar em casa o quanto antes.</p><p>73. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM PROTEÇÃO</p><p>RADIOLÓGICA/2022</p><p>Assunto: Crase</p><p>Texto</p><p>Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não</p><p>se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.</p><p>Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler</p><p>as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me</p><p>aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia</p><p>decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos</p><p>toscos.Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me</p><p>repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã</p><p>não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”.</p><p>Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.</p><p>Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou</p><p>às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina</p><p>religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela</p><p>a flecha e o alvo das criaturas.</p><p>Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia;</p><p>acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.</p><p>Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana,</p><p>passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar</p><p>com alegria o prato exótico.</p><p>Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que</p><p>era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.</p><p>Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o</p><p>céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem</p><p>me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de</p><p>revólver na mão.</p><p>Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022.</p><p>De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, o uso do acento grave indicativo da crase é obrigatório</p><p>na palavra destacada em:</p><p>(A) Ela foi a gaveta pegar o revólver.</p><p>(B) Maria José ensinou-me a amar a literatura.</p><p>(C) Sempre passeávamos a pé no final da tarde.</p><p>(D) Aprendi a ter fé a partir da convivência com Maria José.</p><p>(E) A caridade a qual praticava era uma marca de sua personalidade.</p><p>74. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021</p><p>Assunto: Crase</p><p>Lições após um ano de ensino remoto na pandemia</p><p>No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o en-</p><p>sino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.</p><p>Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e</p><p>estudiosos. Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e</p><p>professores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.</p><p>Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicati-</p><p>vos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande</p><p>surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo</p><p>celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito de-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal</p><p>559.582.499-91</p><p>43</p><p>safiador.</p><p>Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente ba-</p><p>rata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no</p><p>mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma</p><p>pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos,</p><p>com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa.</p><p>Além disso, a pandemia ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.</p><p>Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos</p><p>alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É pre-</p><p>ciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como</p><p>enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o uso do acento grave indicativo da crase é obrigatório</p><p>na palavra destacada em:</p><p>(A) A prática de ensino remoto levou as famílias a situações difíceis de comunicação com as instituições de</p><p>ensino.</p><p>(B) As aulas remotas surgem como uma alternativa para a redução dos impactos negativos no processo de</p><p>aprendizagem.</p><p>(C) As escolas e os professores foram levados a essa prática de ensino remoto, em função da chegada ines-</p><p>perada do vírus.</p><p>(D) O interesse pelo ensino on-line não tem diminuído porque começou a ser considerado a única opção de</p><p>escolarização durante a pandemia.</p><p>(E) Os bons resultados de desempenho dos alunos são obtidos graças a dedicação dos professores no ensino</p><p>on-line.</p><p>75. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Crase</p><p>Texto II</p><p>Estojo escolar</p><p>Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava</p><p>telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial.</p><p>Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da in-</p><p>formática. E um laptop da mesma época que começa a me deixar na mão. Como pretendo viajar esses dias,</p><p>habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil.</p><p>No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. De-</p><p>pois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o novo notebook</p><p>e coloquei-o em cima da mesa. De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na</p><p>memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância.</p><p>Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro,</p><p>arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e</p><p>uma borracha para apagar meus erros.</p><p>Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o estojo</p><p>para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com avareza, só o</p><p>cheirava em momentos especiais.</p><p>Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se destacavam do</p><p>fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser mais bonito.</p><p>O notebook que agora abro é negro, não tem rosas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira</p><p>vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio</p><p>ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.</p><p>CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009. Disponível em: <https://www1.folha.uol.</p><p>com.br/fsp/opiniao</p><p>/fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.</p><p>O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:</p><p>(A) É bom manter-nos à distância de dez passos.</p><p>(B) O sol estava à pino e precisamos nos proteger do calor.</p><p>(C) A volta à Portugal, seu país natal, fez meu pai muito feliz.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>44</p><p>(D) Com muito esforço, os idosos acompanham às novas tecnologias.</p><p>(E) Sempre reconhecemos àqueles que são nossos verdadeiros amigos.</p><p>76. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018</p><p>Assunto: Crase</p><p>De acordo com a norma-padrão, o acento grave indicador da crase deve ser utilizado obrigatoriamente em</p><p>(A) As emissões de gases do efeito estufa têm ocasionado as principais mudanças climáticas no planeta.</p><p>(B) As pesquisas de opinião mostram que, para os brasileiros, a mudança climática é maior ameaça a popula-</p><p>ção do que a violência urbana.</p><p>(C) O aumento da temperatura do planeta é consequência de ações humanas tomadas a partir da Revolução</p><p>Industrial, no século 18.</p><p>(D) O Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito</p><p>estufa.</p><p>(E) O aquecimento global pode levar o planeta a situações irreversíveis para a humanidade.</p><p>77. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018</p><p>Assunto: Crase</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. O vício da tecnologia</p><p>Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades eletrô-</p><p>nicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a expe-</p><p>riências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta</p><p>interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diver-</p><p>sos segmentos.</p><p>Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma</p><p>ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente se</p><p>dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone?</p><p>Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de</p><p>que serão realmente úteis em nossas rotinas?</p><p>A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfre-</p><p>ada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro</p><p>aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo,</p><p>segurança e status social.</p><p>Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sen-</p><p>timos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com</p><p>um produto que quase ninguém ainda possui.</p><p>Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam</p><p>partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um</p><p>objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião</p><p>para os mais entusiastas.</p><p>O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cére-</p><p>bro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é</p><p>liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.</p><p>O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos,</p><p>que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo,</p><p>podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que</p><p>nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das</p><p>vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado.</p><p>Em</p><p>outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade</p><p>prática ou inovadora no cotidiano.</p><p>No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smar-</p><p>tphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de ima-</p><p>ginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra. O choque ao constatar o rombo em</p><p>seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.</p><p>DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>45</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase deve ser empregado</p><p>na palavra destacada em:</p><p>(A) Os novos lançamentos de smartphones apresentam, em geral, pequena variação de funções quando com-</p><p>parados a versões anteriores.</p><p>(B) Estudantes do ensino médio fizeram uma pesquisa junto a crianças do ensino fundamental para ver como</p><p>elas se comportam no ambiente virtual.</p><p>(C) O acesso dos jovens a redes sociais tem causado enormes prejuízos ao seu desempenho escolar, confor-</p><p>me o depoimento de professores.</p><p>(D) Os consumidores compulsivos sujeitam-se a ficar horas na fila para serem os primeiros que comprarão os</p><p>novos lançamentos.</p><p>(E) As pessoas precisam ficar atentas a fatura do cartão de crédito para não serem surpreendidas com valores</p><p>muito altos.</p><p>78. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2018</p><p>Assunto: Crase</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. Entenda o que é bitcoin</p><p>A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro</p><p>motivo é que ela não existe fisicamente, é totalmente virtual. O outro motivo é que sua emissão não é contro-</p><p>lada pelo banco central de um país. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores,</p><p>mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as</p><p>transações feitas.</p><p>No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede</p><p>competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha recebe um bloco da moeda. O nível</p><p>de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é</p><p>de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.</p><p>Com o aumento do número dos interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super-</p><p>máquinas. A disputa aumentou tanto, que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa.</p><p>Com as moedas virtuais, podem-se contratar serviços ou adquirir produtos no mundo inteiro. Além da minera-</p><p>ção, é possível comprar unidades em corretoras específicas. Elas são guardadas em uma espécie de carteira,</p><p>que é criada quando o usuário se cadastra no software.</p><p>O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historica-</p><p>mente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou</p><p>sua popularidade nos anos seguintes. No ano passado, o interesse pela bitcoin explodiu e a moeda passou a</p><p>ser um dos investimentos mais comentados do planeta. Em 2017, a moeda digital valorizou 1400% e atingiu a</p><p>maior cotação da história: 19,3 mil dólares.</p><p>Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e</p><p>com a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha que em algum momento deve estourar.</p><p>AZEVEDO, Rita. Revista Exame. 13 jun. 2017. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/mercados/entenda-</p><p>-o-que-e-bitcoin/>. Acesso em: 1 fev. 2018. Adaptado.</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve ser empregado na</p><p>palavra destacada em:</p><p>(A) A intenção da entrevista com o diretor estava relacionada a programação que a empresa pretende desen-</p><p>volver.</p><p>(B) As ações destinadas a atrair um número maior de clientes são importantes para garantir a saúde financeira</p><p>das instituições.</p><p>(C) As instituições financeiras deveriam oferecer condições mais favoráveis de empréstimo a quem está fora</p><p>do mercado formal de trabalho.</p><p>(D) As pessoas interessadas em ampliar suas reservas financeiras consideram que vale a pena investir na nova</p><p>moeda virtual.</p><p>(E) Os participantes do seminário sobre mercado financeiro foram convidados a comparar as importações e as</p><p>exportações em 2017.</p><p>79. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Crase</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>46</p><p>O acento grave marca, na escrita, o fenômeno da crase, isto é, representa a fusão de dois a. Dessa forma, o</p><p>acento indicativo da crase está corretamente empregado em:</p><p>(A) Meu sonho é conhecer à Paris dos romances.</p><p>(B) Todos deveriam sempre lembrar à quem agradecer.</p><p>(C) Restrinjo-me àquilo que ficou combinado na reunião.</p><p>(D) Ensinaram à ela muito sobre a história da psicanálise.</p><p>(E) Referimo-nos à toda raiva acumulada em nossos corações.</p><p>80. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>“Maior fronteira agrícola do mundo está no bioma amazônico”,</p><p>diz pesquisador da Embrapa</p><p>O Brasil é um dos poucos países no mundo com a possibilidade de ampliar áreas com a agropecuária. De fato,</p><p>um estudo da ONU mostra que o país será o grande responsável por produzir os alimentos necessários para</p><p>atender os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. De acordo com pesquisadores da</p><p>Embrapa, a região possui potencial e áreas para ampliação sustentável da agricultura. Portanto, a responsabi-</p><p>lidade do agricultor brasileiro é muito grande.</p><p>A região amazônica se mostra promissora para a agricultura, pois ela é rica em um insumo fundamental, a</p><p>água. Estados como Rondônia e Acre têm municípios que recebem até 2.800 milímetros de chuvas por ano. E</p><p>isso proporciona a qualidade e a possibilidade de semear mais de uma cultura por ano.</p><p>Entretanto, as críticas internacionais, quanto ao uso e à ampliação da agricultura na região amazônica, são</p><p>um limitante para a exploração dessas áreas. Para cada nova área aberta para a agricultura, parte deveria ser</p><p>obrigatoriamente destinada à preservação ambiental, segundo as exigências dos países que compram nossos</p><p>produtos agrícolas.</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a concordância nominal está correta na palavra desta-</p><p>cada em:</p><p>(A) A agricultura sustentável e os cuidados com o meio ambiente são extremamente proveitosas para a pre-</p><p>servação do planeta.</p><p>(B) O desmatamento generalizado e a monocultura são inadequadas do ponto de vista ambiental.</p><p>(C) O uso predatório do solo pode acarretar consequências como a desertificação e a arenização, que são</p><p>considerados prejudiciais à natureza.</p><p>(D) A região amazônica e o pantanal mato-grossense são conhecidas internacionalmente como patrimônios</p><p>ambientais.</p><p>(E) Os cuidados com o solo e as pesquisas em técnicas de plantio são necessários para que a produção de</p><p>alimentos seja sustentável.</p><p>81. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>De acordo com as exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa, o verbo destacado está corretamente</p><p>empregado em:</p><p>(A) A maior parte dos canais de streaming identificam as preferências dos internautas por filmes de romance,</p><p>terror ou comédia.</p><p>(B) Para evitar as fake news, atribuem-se aos diferentes tipos de usuários a decisão de só acreditar nas notí-</p><p>cias que têm fonte segura e identificável.</p><p>(C) De acordo com pesquisas de comportamento, menos de 1% da juventude apresentam baixos índices de</p><p>rejeição às redes sociais.</p><p>(D) Para incrementar o comércio eletrônico, anuncia-se permanentemente produtos que interessam ao consu-</p><p>midor, com base na análise das preferências.</p><p>(E) Inúmeros dados pessoais para a elaboração de um mapeamento das características e dos gostos dos usu-</p><p>ários</p><p>tem sido solicitados por sites suspeitos.</p><p>82. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>47</p><p>De acordo com as exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa, a palavra destacada está corretamente</p><p>empregada em:</p><p>(A) Os estudiosos na área de tecnologia e as empresas de desenvolvimento de softwares estão interessadas</p><p>na ampliação do uso da internet em nossa sociedade.</p><p>(B) As instituições escolares encontram bastantes motivos para inserir computadores e celulares nas escolas</p><p>públicas e privadas para a melhoria do ensino.</p><p>(C) O acesso a empregos formais e a redução das taxas de pobreza precisam ser abordadas com urgência</p><p>nos planejamentos governamentais.</p><p>(D) A preocupação com o aparecimento de novas pandemias tem se tornado extremamente imperativas para</p><p>manter a saúde da população.</p><p>(E) Os empresários compraram uniformes azuis-marinhos para os trabalhadores responsáveis pela manuten-</p><p>ção da limpeza dos escritórios.</p><p>83. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o</p><p>mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na</p><p>boca.</p><p>— E agora que é que eu faço?</p><p>— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.</p><p>— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele,e só depois que passar o gosto você começa a mas-</p><p>tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca,eu já perdi vários.Perder a eternidade? Nunca. O</p><p>adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para</p><p>a escola.</p><p>— Acabou-se o docinho. E agora?</p><p>— Agora mastigue para sempre.</p><p>Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento</p><p>de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não</p><p>estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem</p><p>diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que</p><p>só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,</p><p>atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.</p><p>— Olha só o que me aconteceu!</p><p>— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.</p><p>— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!</p><p>— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente</p><p>pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe</p><p>dou outro, e esse você não perderá.</p><p>Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que</p><p>o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.</p><p>LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.</p><p>Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.</p><p>Em que frase o verbo destacado está flexionado, quanto a número e pessoa, de acordo com a norma-padrão</p><p>da língua portuguesa?</p><p>(A) No texto, relacionam-se aos chicles a ideia de eternidade.</p><p>(B) Referiu-se à eternidade, sem se dar conta, as duas meninas.</p><p>(C) Enganam-se a respeito da eternidade aqueles que creem nela.</p><p>(D) Todos os anos, consome-se muitas balas e chicletes em todo o país.</p><p>(E) Em muitas culturas, defendem-se calorosamente a existência da eternidade.</p><p>84. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>Texto II</p><p>Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>48</p><p>Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma</p><p>peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se</p><p>aguardente.</p><p>A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida</p><p>batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha encantado um time for-</p><p>mado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro,</p><p>Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).</p><p>Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento</p><p>em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome</p><p>de MiniBar.</p><p>A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açú-</p><p>car refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino</p><p>deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranja-</p><p>vam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.</p><p>Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que</p><p>apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir</p><p>6.000 litros de batida por mês.</p><p>SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio2019, P. B2. ADAPTADO.</p><p>A concordância do verbo destacado está de acordo com a norma-padrão em:</p><p>(A) A reclamação dos clientes de Diolino chegaram aos seus ouvidos.</p><p>(B) Surgiu vários motivos para que as pessoas confraternizassem com Diolino.</p><p>(C) Eram os fregueses de Diolino privilegiados porque usufruíam de uma bebida especial.</p><p>(D) Consumia-se bebidas dentro dos automóveis, sobretudo quando se queria o anonimato.</p><p>(E) Diolino foi, em 1968, um pioneiro na arte de produzirem batidas de coco e de limão.</p><p>85. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?</p><p>Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se</p><p>fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas</p><p>aprenderiam a lidar com eles.</p><p>Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido</p><p>Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos</p><p>por achar que merecemos pouco.</p><p>Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa</p><p>cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de</p><p>ogros sobre culpa, dívida, deveres e... mais culpa.</p><p>Um psicanalista me disse um dia:</p><p>– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.</p><p>Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos</p><p>assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.</p><p>As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura</p><p>um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem,ter saúde, ter alguma segurança</p><p>e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.</p><p>Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?</p><p>Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que</p><p>tenhamos aprendido a nos valorizar.</p><p>Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações</p><p>excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-</p><p>mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.</p><p>Sofremos sob</p><p>o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas</p><p>existe apenas gente, tão frágil quanto nós.</p><p>Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:</p><p>– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-</p><p>brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>49</p><p>financeira...será que você merece? Veja lá!</p><p>Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos</p><p>boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da</p><p>saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais</p><p>dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma</p><p>relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou</p><p>sensualidade.</p><p>Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,</p><p>egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos es-</p><p>colher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,</p><p>prazer, conforto ou serenidade.</p><p>No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,</p><p>ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,</p><p>desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-</p><p>serto.</p><p>Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?</p><p>Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso</p><p>em: 16 mar. 2018.</p><p>Do ponto de vista da concordância, a frase em que o verbo está empregado de acordo com as regras da nor-</p><p>ma-padrão é:</p><p>(A) Necessitam-se de terapias alternativas.</p><p>(B) Fazem meses que iniciamos o tratamento.</p><p>(C) Concluiu-se os vários trabalhos solicitados.</p><p>(D) Houve inquietações consideradas corriqueiras.</p><p>(E) Os Estados Unidos avança nos estudos freudianos.</p><p>86. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>“Guerra” virtual pela informação</p><p>A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história</p><p>recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem</p><p>que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.</p><p>As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-</p><p>ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.</p><p>Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é</p><p>cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.</p><p>A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa</p><p>o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um</p><p>petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.</p><p>Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-</p><p>mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.</p><p>Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de</p><p>poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação.O manejo dos grandes dados permite</p><p>estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-</p><p>dos até agora.</p><p>Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,</p><p>pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-</p><p>manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de</p><p>base para decisões estratégicas.</p><p>CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.</p><p>com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -guerra-virtual-pela-informacao/.></p><p>Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.</p><p>A concordância do adjetivo destacado foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua</p><p>portuguesa em:</p><p>(A) A espionagem virtual e a ausência de punição dos responsáveis são corriqueiros na batalha virtual entre</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>50</p><p>as grandes potências mundiais.</p><p>(B) A guerra cibernética entre os países e o manejo de grandes quantidades de dados são básicas para deter-</p><p>minar as relações de poder no futuro.</p><p>(C) O acolhimento dos refugiados e a redução das desigualdades são necessárias para diminuir os conflitos</p><p>de interesse entre países ricos e pobres.</p><p>(D) Os e-mails e as conversas virtuais são monitorados permanentemente em todo o mundo para revelar im-</p><p>portantes segredos de estado.</p><p>(E) Os softwares contra vírus e a atualização regular dos aplicativos são obrigatórias para a manutenção dos</p><p>celulares em bom funcionamento.</p><p>87. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>“Guerra” virtual pela informação</p><p>A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história</p><p>recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem</p><p>que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.</p><p>As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-</p><p>ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.</p><p>Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é</p><p>cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.</p><p>A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa</p><p>o acervo mundial de informações.Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um</p><p>petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.</p><p>Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-</p><p>mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.</p><p>Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de</p><p>poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite</p><p>estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-</p><p>dos até agora.</p><p>Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,</p><p>pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc.,já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-</p><p>manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de</p><p>base para decisões estratégicas.</p><p>CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.</p><p>com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma--guerra-virtual-pela-informacao/.></p><p>Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.</p><p>A concordância da forma verbal destacada foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da lín-</p><p>gua portuguesa em:</p><p>(A) Com o crescimento da espionagem virtual, é necessário que se promova novos estudos sobre mecanismos</p><p>de proteção mais eficazes.</p><p>(B) O rastreamento permanente</p><p>das invasões cibernéticas de grande porte permite que se suspeitem dos</p><p>hackers responsáveis.</p><p>(C) Para atender às demandas dos usuários de celulares, é preciso que se destinem à pesquisa tecnológica</p><p>muitos milhões de dólares.</p><p>(D) Para detectar as consequências mais prejudiciais da guerra virtual pela informação, necessitam-se de</p><p>estudos mais aprofundados.</p><p>(E) Se o crescimento das redes sociais assumir uma proporção incontrolável, é aconselhável que se estabele-</p><p>ça novas restrições de utilização pelos jovens.</p><p>88. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o verbo destacado está corretamente</p><p>empregado em:</p><p>(A) No mundo moderno, conferem-se às grandes metrópoles importante papel no desenvolvimento da econo-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>51</p><p>mia e da geopolítica mundiais, por estarem no topo da hierarquia urbana.</p><p>(B) Conforme o grau de influência e importância internacional, classificou-se as 50 maiores cidades em três</p><p>diferentes classes, a maior parte delas na Europa.</p><p>(C) Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a responsabilidade de motor propulsor do desenvolvi-</p><p>mento e a condição de lugar privilegiado para os negócios e a cultura.</p><p>(D) Em centros com grandes aglomerações populacionais, realiza-se negócios nacionais e internacionais,</p><p>além de um atendimento bastante diversificado, como jornais, teatros, cinemas, entre outros.</p><p>(E) Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as cidades globais como verdadeiros polos de influência</p><p>internacional, devido à presença de sedes de grandes empresas transnacionais e importantes centros de pes-</p><p>quisas.</p><p>89. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>A concordância da palavra destacada atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) Alimentos saudáveis e prática constante de exercícios são necessárias para uma vida longa e mais equi-</p><p>librada.</p><p>(B) Inexistência de esgoto em muitas regiões e falta de tratamento adequado da água são causadores de</p><p>doenças.</p><p>(C) Notícias falsas e boatos perigosos não deveriam ser reproduzidas nas redes sociais da forma como acon-</p><p>tece hoje.</p><p>(D) Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos da Região Nordeste foram elogiados por suas propriedades</p><p>alimentares.</p><p>(E) Profissionais dedicados e pesquisas constantes precisam ser estimuladas para que se avance na cura de</p><p>algumas doenças.</p><p>90. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/JÚNIOR/VENDAS/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>No que diz respeito à concordância nominal, a palavra em destaque que está empregada de acordo com a</p><p>norma-padrão é:</p><p>(A) As meninas curtem livros de capas rosas.</p><p>(B) Sempre li bastante livros ao longo de minha vida.</p><p>(C) É proibido leitura de histórias violentas por crianças.</p><p>(D) Narrativas de fluxo de consciência sempre a deixam meia confusa.</p><p>(E) Deveria haver mais revistas e jornais dedicadas à literatura.</p><p>91. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENFERMAGEM DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>Portugueses no Rio de Janeiro</p><p>O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portuguesa até meados dos anos cinquenta do século passa-</p><p>do, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um décimo</p><p>de sua população urbana. Ali, os portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na área dos comestíveis,</p><p>como os cafés, as panificações, as leitarias, os talhos, além de outros ramos, como os das papelarias e lojas</p><p>de vestuários. Fora do comércio, podem exercer as mais variadas profissões, como atividades domésticas ou</p><p>as de barbeiros e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados</p><p>para construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.</p><p>A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação de guetos, denota uma tendência para a sua concentra-</p><p>ção em determinados bairros, escolhidos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de trabalho. No Centro</p><p>da cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo significativo de patrícios e algumas associações de</p><p>porte, como o Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu Literário Português. Nos bairros da Cidade Nova,</p><p>Estácio de Sá, Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da colônia, se localizam outras associações</p><p>portuguesas, como a Casa de Portugal e um grande número de casas regionais. Há, ainda, pequenas concen-</p><p>trações nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepaguá, originalmente formado por quintas de pequenos</p><p>lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo e</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>52</p><p>restante da zona sul carioca, área nobre da cidade a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais abas-</p><p>tados.</p><p>PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas e opositores em manifestação na cidade. In: AL-</p><p>VES, Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1.</p><p>Adaptado.</p><p>O texto emprega duas vezes o verbo “haver”. Ambos estão na 3ª pessoa do singular, pois são impessoais. Esse</p><p>papel gramatical está repetido corretamente em:</p><p>(A) Ninguém disse que os portugueses havia de saírem da cidade.</p><p>(B) Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes ficariam ricos.</p><p>(C) Haveriam de haver imigrantes de outras procedências na cidade.</p><p>(D) Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam empregos.</p><p>(E) Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofertas de trabalho.</p><p>92. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>A forma verbal destacada está empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa</p><p>em:</p><p>(A) A discussão sobre os direitos humanos têm evidenciado a necessidade de garantir o acesso de todas as</p><p>pessoas a uma vida sem discriminação.</p><p>(B) A proposta dos cientistas que participam dos congressos internacionais sobre as cidades sustentáveis têm</p><p>sido rejeitadas pelos economistas.</p><p>(C) O acordo internacional sobre mudanças climáticas aprovado pelos países desenvolvidos podem subsidiar</p><p>novos hábitos e compromissos das nações em relação ao desenvolvimento.</p><p>(D) O enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inade-</p><p>quado dos resíduos sólidos devem ser iniciados imediatamente.</p><p>(E) Os avanços obtidos pelo mundo na construção de uma agenda global para enfrentar a explosão urbana</p><p>planetária em 2050 devem ser valorizados.</p><p>93. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>Texto I</p><p>Gente Humilde</p><p>Tem certos dias em que eu penso em minha gente</p><p>E sinto assim todo o meu peito se apertar</p><p>Porque parece que acontece de repente</p><p>Feito um desejo de eu viver sem me notar</p><p>Igual a como quando eu passo no subúrbio</p><p>Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar</p><p>E aí me dá como uma inveja dessa gente</p><p>Que vai em frente sem nem ter com quem contar</p><p>São casas simples com cadeiras na calçada</p><p>E na fachada escrito em cima que é um lar</p><p>Pela varanda, flores tristes e baldias</p><p>Como a alegria que não tem onde encostar</p><p>E aí me dá uma tristeza no meu peito</p><p>Feito um despeito de eu não ter como lutar</p><p>E eu que não creio peço a Deus por minha gente</p><p>É gente humilde, que vontade de chorar.</p><p>SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.</p><p>Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Discos, p1970.</p><p>1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4.</p><p>A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão em:</p><p>(A) Nós havemos de resistirmos!</p><p>(B) Nós havemos de resistir!</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>53</p><p>(C) Nós hão de resistir!</p><p>(D) A gente havemos de resistirmos!</p><p>(E) A gente há de resistirmos!</p><p>94. CESGRANRIO</p><p>- AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to.Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok.Talvez a sorte de um tudo bem. As</p><p>confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-</p><p>ção que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>A frase em que a concordância verbal se realiza de acordo com a norma-padrão é:</p><p>(A) Em certa fase da vida, inverte-se os papéis de pais e filhos.</p><p>(B) Mais de um caso chegam todos os dias aos consultórios de psicólogos.</p><p>(C) Cada um dos adolescentes receberá atenção especial de suas famílias.</p><p>(D) Existe especulações acerca da saúde emocional de alguns adolescentes.</p><p>E) Acontece, em muitas famílias, problemas de relacionamento entre pais e filhos.</p><p>95. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Uma cena</p><p>É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.</p><p>O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-</p><p>daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,</p><p>por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas</p><p>copas, ainda é quase madrugada.</p><p>Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.</p><p>É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>54</p><p>vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais</p><p>é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando</p><p>sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.</p><p>Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,</p><p>de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço</p><p>da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando</p><p>alguém passar.</p><p>É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os diasa. Parece coisa de antigamente.</p><p>Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando</p><p>as manhãs, está atrás das grades.</p><p>Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.</p><p>Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-</p><p>ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que</p><p>todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem</p><p>gradeadab, fiquei sem saber o que dizer.</p><p>Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para</p><p>que ela se sentec, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de</p><p>cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo</p><p>sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringed.</p><p>Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os pas-</p><p>sarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas,pendurados nas árvorese.</p><p>A frase na qual o que cumpre somente a função de promover a continuidade do texto sem acumular a função</p><p>de retomar um antecedente é:</p><p>(A) “Cena que se repete todos os dias”.</p><p>(B) “eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada”.</p><p>(C) “Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente”.</p><p>(D) “são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.”</p><p>(E) “os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.”</p><p>96. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Texto</p><p>Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente</p><p>Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são,por definição, produtos que têm com-</p><p>ponentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibi-</p><p>lidade de conserto,são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equi-</p><p>pamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinquedos,</p><p>sistemas de alarme, automação e controle.</p><p>Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcio-</p><p>nal após certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto.Já a obsolescência</p><p>perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas novas</p><p>gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto de</p><p>ultrapassada, o que induz o consumidor à troca.</p><p>O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor</p><p>raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em sa-</p><p>tisfazer suas necessidades. Afinal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e</p><p>a explosão da indústria da informação é uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos</p><p>avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constante busca de in-</p><p>formações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias</p><p>traz maiores oportunidades e benefícios,</p><p>segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os</p><p>jovens.</p><p>Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescen-</p><p>tes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas</p><p>em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150</p><p>milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>55</p><p>cinco vezes maior que a do lixo urbano.</p><p>No texto, o referente do termo ou expressão em destaque está corretamente explicitado, entre colchetes, no</p><p>trecho:</p><p>(A) “Nesse caso, são lançadas novas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais.”</p><p>[obsolescência programada] - parágrafo 2</p><p>(B) “O consumidor raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos”. [lixo</p><p>eletroeletrônico] - parágrafo 3</p><p>(C) “preocupando-se em satisfazer suas necessidades.” [consumidor] - parágrafo 3</p><p>(D) “e sua interação com novas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios”. [constante busca] - pa-</p><p>rágrafo 3</p><p>(E) “e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade” [substâncias tóxicas] - parágrafo 4</p><p>97. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Medo da eternidade</p><p>Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda</p><p>não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de</p><p>bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu</p><p>lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola</p><p>me explicou:</p><p>— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.</p><p>— Como não acaba?</p><p>— Parei um instante na rua, perplexa.</p><p>— Não acaba nunca, e pronto.</p><p>Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pe-</p><p>quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no</p><p>milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só</p><p>para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível</p><p>o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle</p><p>na boca.</p><p>— E agora que é que eu faço?</p><p>— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.</p><p>— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mas-</p><p>tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O</p><p>adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para</p><p>a escola.</p><p>— Acabou-se o docinho. E agora?</p><p>— Agora mastigue para sempre.</p><p>Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento</p><p>de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não</p><p>estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem</p><p>diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que</p><p>só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,</p><p>atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.</p><p>— Olha só o que me aconteceu!</p><p>— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.</p><p>— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!</p><p>— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente</p><p>pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe</p><p>dou outro, e esse você não perderá.Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada</p><p>da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade</p><p>sobre mim.</p><p>No trecho “Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!”, o segundo período apresenta, em relação à infor-</p><p>mação explicitada no primeiro, uma noção de</p><p>(A) causa</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>56</p><p>(B) condição</p><p>(C) consequência</p><p>(D) modo</p><p>(E) tempo</p><p>98. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Privacidade digital: quais são os limites</p><p>Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de brasileiros usuários de internet, representando cerca de 69,8%</p><p>da população com 10 anos ou mais. Ao redor do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a rede mundial,</p><p>sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone.</p><p>Nesse cenário, pensar em privacidade digital é (quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está registrada</p><p>para sempre: deixamos rastros que podem ser descobertos a qualquer momento.</p><p>Ainda assim, mesmo diante de tamanha exposição, essa é uma discussão que precisa ser feita. Ela é impor-</p><p>tante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários. Vale lembrar, por exemplo, que não</p><p>são apenas as redes sociais que expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um endereço de e-mail para ser</p><p>rastreado por diferentes empresas e provedores.</p><p>A questão central não se resume somente à política de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim, ao modo</p><p>como cada sociedade vem paulatinamente estruturando a sua política de proteção de dados.</p><p>A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de empresa. Inde-</p><p>pendentemente da demanda de armazenamento de dados de clientes, as organizações têm um universo de</p><p>dados institucionais que precisam ser salvaguardados.</p><p>Estamos diante de uma realidade já configurada: a coleta de informações da internet não para, e esse é um ca-</p><p>minho sem volta. Agora, a questão é: nós, clientes,estamos prontos e dispostos a definir o limite da privacidade</p><p>digital? O interesse maior é nosso! Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?</p><p>O conteúdo é realmente do usuário?</p><p>Se considerarmos a atmosfera das redes sociais, muito possivelmente não. Isso porque, embora muitas pes-</p><p>soas não saibam, a maioria das redes sociais prevê que, a partir do momento em que um conteúdo é postado,</p><p>ele faz parte da rede e não é mais do usuário.</p><p>Daí a importância da conscientização. É preciso que tanto clientes como empresas busquem mais informação</p><p>e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações, cabe o desafio de orientar seus clientes, já que, na maioria</p><p>das vezes, eles não sabem quais são os limites da privacidade digital.</p><p>Vivemos em uma época em que todo mundo pode falar permanentemente o que quer. Nesse contexto, a infor-</p><p>mação deixou de ser algo confiável</p><p>e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se proteger. Precisamos de consciência, senso crítico, responsa-</p><p>bilidade e cuidado para levar a internet a um outro nível. É fato que ela não é segura, a questão, então, é como</p><p>usá-la de maneira mais inteligente e contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é uma causa comum</p><p>a todos os usuários da rede.</p><p>A palavra ou a expressão a que se refere o termo em destaque está corretamente explicitada entre colchetes</p><p>em:</p><p>(A) “sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone” (parágrafo 1) - [rede mundial]</p><p>(B) “Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários.” (parágrafo 3) - [ex-</p><p>posição]</p><p>(C) “Isso porque, embora muitas pessoas não saibam, a maioria das</p><p>redes sociais prevê que, a partir do mo-</p><p>mento” (parágrafo 7) - [redes sociais]</p><p>(D) “a partir do momento em que um conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não mais do usuário” (pará-</p><p>grafo 7) - [momento]</p><p>(E) “É fato que ela não é segura, a questão, então, é como usá-la de maneira mais inteligente” (parágrafo 9) -</p><p>[internet]</p><p>99. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>O que é o QA e por que ele pode ser mais</p><p>importante que o QI no mercado de trabalho</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>57</p><p>Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar</p><p>pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemá-</p><p>tica.</p><p>Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma</p><p>combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é</p><p>visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.</p><p>Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que</p><p>a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho</p><p>também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a</p><p>capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.</p><p>O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante, deixar</p><p>para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envol-</p><p>ve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.</p><p>Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa</p><p>das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função</p><p>que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o</p><p>histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia</p><p>sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência</p><p>continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que</p><p>um humano.</p><p>Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habi-</p><p>lidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabi-</p><p>lidade.</p><p>Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Diga-</p><p>mos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu</p><p>QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego.</p><p>Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para</p><p>se acomodar a novos cenários.</p><p>Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de</p><p>trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. Uma coisa</p><p>boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido.</p><p>Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer,</p><p>experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”</p><p>Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-50429043>.</p><p>Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)</p><p>Respeitando-se o ponto de vista sustentado pelo texto e adequando-se a seu sentido, a reunião dos trechos</p><p>“as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando” (parágrafo 3) e</p><p>“ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de</p><p>trabalhar” (parágrafo 8) resulta no seguinte período:</p><p>(A) As habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, embora ter QI,</p><p>mas nenhum QA, possa ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar.</p><p>(B) Como as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, ter QI,</p><p>mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar.</p><p>(C) Mesmo que as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estejam mudando,</p><p>ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de</p><p>trabalhar.</p><p>(D) As habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, desde que</p><p>ter QI, mas nenhum QA, possa ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de</p><p>trabalhar.</p><p>(E) As habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, no entanto,</p><p>ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de</p><p>trabalhar.</p><p>100. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>58</p><p>A palavra salário vem mesmo de “sal”?</p><p>Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal.</p><p>Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C.,na forma de discos de metal precioso</p><p>(moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.</p><p>Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras</p><p>de cobre (fundamentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para os-</p><p>tentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.</p><p>Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele,</p><p>então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que</p><p>quisesse, a qualquer momento.</p><p>As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja</p><p>em qualquer outro lugar.Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.</p><p>Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de sal.</p><p>Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época era formada por cidadãos</p><p>comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de so-</p><p>brevivência).</p><p>A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de</p><p>Jesus Cristo).Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas</p><p>bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário</p><p>para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já</p><p>era mesmo pago na forma de moedas.</p><p>A palavra ou expressão que promove a continuidade e a união do segundo parágrafo com o terceiro, retomando</p><p>um elemento textual relevante, é</p><p>(A) mundo</p><p>(B) geladeiras</p><p>(C) cloreto de sódio</p><p>(D) infinito</p><p>(E) momento</p><p>101. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Lições após um ano de ensino remoto na pandemia</p><p>No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o en-</p><p>sino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.</p><p>Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e</p><p>estudiosos.Diante</p><p>do Meio Ambiente serve para nos lembrar o por quê de todos terem de contribuir para a</p><p>preservação da natureza.</p><p>(C) O principal tema discutido entre governos e organizações é a globalização, por que afeta a vida dos indi-</p><p>víduos.</p><p>(D) Os especialistas defendem que o clima na Terra tem passado por ciclos de mudanças mas divergem sobre</p><p>o porquê desse fato.</p><p>(E) Os cientistas têm estudado o porque de as emissões de gases poluentes na atmosfera estarem relaciona-</p><p>das às mudanças climáticas</p><p>11. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>6</p><p>Água — a economia que faz sentido</p><p>A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa</p><p>é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram</p><p>mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas</p><p>hídricas —cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e</p><p>organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das Na-</p><p>ções Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão</p><p>preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso líquido.</p><p>Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões de com-</p><p>portamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que</p><p>sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é constituído</p><p>de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de gelo, nas calotas polares e no topo de</p><p>montanhas. Se considerarmos só o estoque de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do</p><p>total mundial.</p><p>Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com</p><p>apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela</p><p>precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes</p><p>não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.</p><p>Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de quali-</p><p>dade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação da</p><p>água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no</p><p>mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.</p><p>Revista Nova Escola. 01 jun. 2005. Disponível em: <https:// novaescola.org.br/conteudo/1065/agua-a-econo-</p><p>mia-que-</p><p>-faz-sentido>. Acesso em: 18 mar. 2018. Adaptado.</p><p>A palavra em destaque está grafada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) A população da região Nordeste está a alguns anos sofrendo devido aos efeitos da seca, que mata o gado</p><p>e traz prejuízos às plantações.</p><p>(B) As reservas hídricas mundiais estão há beira do esgotamento devido ao desperdício dos usuários e das</p><p>grandes indústrias.</p><p>(C) Daqui há cem anos, o nosso planeta poderá vivenciar uma escassez de água tão grande que gerará dispu-</p><p>tas pelos mananciais.</p><p>(D) Estamos a onze dias do início da Conferência da ONU sobre a Água, que discutirá soluções para uma dis-</p><p>tribuição mais equilibrada desse bem universal.</p><p>(E) Os cientistas anunciavam, a alguns anos, a possibilidade de esgotamento dos mananciais de água em de-</p><p>terminadas regiões do mundo.</p><p>12. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>O termo destacado está grafado de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) O estagiário foi mal treinado, por isso não desempenhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas pelos</p><p>seus superiores.</p><p>(B) O time não jogou mau no último campeonato, apesar de enfrentar alguns problemas com jogadores des-</p><p>controlados.</p><p>(C) O menino não era mal aluno, somente tinha dificuldade em assimilar conceitos mais complexos sobre os</p><p>temas expostos.</p><p>(D) Os funcionários perceberam que o chefe estava de mal humor porque tinha sofrido um acidente de carro</p><p>na véspera.</p><p>(E) Os participantes compreendiam mau o que estava sendo discutido, por isso não conseguiam formular per-</p><p>guntas.</p><p>13. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>A palavra destacada está corretamente grafada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>7</p><p>(A) A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que o mundo se torne muito complexo,</p><p>mais essa convivência só se tornará possível se as diferenças forem respeitadas.</p><p>(B) A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a busca por melhores oportunidades man-</p><p>tém o processo de migração rural para os centros urbanos.</p><p>(C) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela em todos os momentos, mais ela tem</p><p>proporcionado grandes conquistas para a humanidade.</p><p>(D) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida das pessoas de forma decisiva, mais</p><p>precisamente nas relações interpessoais de caráter virtual.</p><p>(E) As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais revelam que ainda falta muito para serem</p><p>eliminadas, mais é preciso enfrentar questões fundamentais.</p><p>14. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos onde haja convi-</p><p>vência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as exigências da norma-padrão</p><p>da língua portuguesa.</p><p>Isso ocorre também em:</p><p>(A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de convívio so-</p><p>cial.</p><p>(B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a necessidade de</p><p>atingir a sustentabilidade.</p><p>(C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o planejamento dos</p><p>espaços respeitará a diversidade.</p><p>(D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida humana.</p><p>(E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as características</p><p>das cidades do futuro.</p><p>15. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018</p><p>Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)</p><p>A palavra destacada está corretamente empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:</p><p>(A) As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do encerramento do</p><p>campeonato.</p><p>(B) Daqui há menos de dois anos, o Japão será o anfitrião dos Jogos Olímpicos e os preparativos estão adian-</p><p>tados.</p><p>(C) Os jogadores brasileiros de futebol estão há poucos meses de se dirigirem à Rússia para participar da Copa</p><p>do Mundo.</p><p>(D) Os japoneses comemoravam, a alguns anos, a escolha de Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos de 2020,</p><p>derrotando Istambul e Madri.</p><p>(E) Um dos estádios onde serão realizados os Jogos Olímpicos está situado há apenas poucos quilômetros do</p><p>centro da capital.</p><p>16. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>Medo da eternidade</p><p>Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato</p><p>do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e pro-</p><p>fessores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.</p><p>Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicati-</p><p>vos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande</p><p>surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo</p><p>celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito de-</p><p>safiador.</p><p>Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente ba-</p><p>rata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no</p><p>mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma</p><p>pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos,</p><p>com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa.</p><p>Além disso, a pandemia ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.</p><p>Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos</p><p>alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É pre-</p><p>ciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como</p><p>enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.</p><p>IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pan demia. Disponível em: <https://educacao.uol.com.</p><p>br/noticias/</p><p>A palavra ou a expressão a que se refere o termo em destaque está corretamente explicitada entre colchetes</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>59</p><p>em:</p><p>(A) “83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicativos” (parágrafo 3) – [pes-</p><p>quisadores]</p><p>(B) “Esse uso foi uma grande surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas” (parágrafo 3) – [contato]</p><p>(C) “Aprendemos que precisamos dos demais” (parágrafo 4) – [resultados]</p><p>(D) “averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir” (parágrafo 5) – [alunos]</p><p>(E) “decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras” (parágrafo 5) – [desenvolvimento]</p><p>102. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. O vício da tecnologia</p><p>Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades ele-</p><p>trônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a</p><p>experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais</p><p>desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos</p><p>mais diversos segmentos.</p><p>Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma</p><p>ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica.Por que tanta gente se dis-</p><p>põe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone?</p><p>Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de</p><p>que serão realmente úteis em nossas rotinas?</p><p>A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfre-</p><p>ada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro</p><p>aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo,</p><p>segurança e status social.</p><p>Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sen-</p><p>timos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com</p><p>um produto que quase ninguém ainda possui.</p><p>Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam</p><p>partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um</p><p>objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião</p><p>para os mais entusiastas.</p><p>O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cére-</p><p>bro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é</p><p>liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.</p><p>O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos,</p><p>que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo,</p><p>podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que</p><p>nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das</p><p>vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em</p><p>outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade</p><p>prática ou inovadora no cotidiano.</p><p>No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smar-</p><p>tphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de ima-</p><p>ginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra.O choque ao constatar o rombo em</p><p>seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.</p><p>DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.</p><p>A ideia a que a expressão destacada se refere está explicitada adequadamente entre colchetes em:</p><p>(A) “relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos</p><p>temas que mais desperta interesse em profissionais da área” [experiências de realidade virtual]</p><p>(B) “tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos” [inteligência</p><p>artificial]</p><p>(C) “a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada” [segurança]</p><p>(D) “O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso</p><p>cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina” [mapeamento cerebral]</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>60</p><p>(E) “ Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.” [impulso cerebral]</p><p>103. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Texto II</p><p>O Brasil na memória</p><p>A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um</p><p>retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa</p><p>dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimen-</p><p>tos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências</p><p>familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em</p><p>contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona expe-</p><p>riências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se,</p><p>mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu</p><p>estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cul-</p><p>tural</p><p>de onde fala.</p><p>BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:</p><p>EdUERJ, 2011, p. 353.</p><p>No Texto II, a autora diz que, numa viagem, “há atores, um dos quais o viajante” Ela usa a palavra “ator” porque</p><p>está referindo-se à pessoa que</p><p>(A) tem papel ativo em algum acontecimento.</p><p>(B) desempenha um papel quando está em cena.</p><p>(C) age como se estivesse representando um papel.</p><p>(D) encara uma viagem como se estivesse num palco.</p><p>(E) é capaz de simular emoções, sentimentos, atitudes.</p><p>104. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Texto I</p><p>Exagerado</p><p>Amor da minha vida</p><p>Daqui até a eternidade</p><p>Nossos destinos</p><p>Foram traçados na maternidade</p><p>Paixão cruel, desenfreada</p><p>Te trago mil rosas roubadas</p><p>Pra desculpar minhas mentiras</p><p>Minhas mancadas</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Eu nunca mais vou respirar</p><p>Se você não me notar</p><p>Eu posso até morrer de fome</p><p>Se você não me amar</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Vou mendigar, roubar, matar</p><p>Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>61</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Carreira, dinheiro, canudo</p><p>Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Com mil rosas roubadas</p><p>Exagerado</p><p>Eu adoro um amor inventado</p><p>ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-</p><p>ZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.</p><p>No trecho do Texto I “E por você eu largo tudo”, a palavra você, destacada na frase, refere-se à</p><p>(A) rosa roubada</p><p>(B) carreira</p><p>(C) pessoa amada</p><p>(D) maternidade</p><p>(E) mancada</p><p>105. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Texto I</p><p>Gente Humilde</p><p>Tem certos dias em que eu penso em minha gente</p><p>E sinto assim todo o meu peito se apertar</p><p>Porque parece que acontece de repente</p><p>Feito um desejo de eu viver sem me notar</p><p>Igual a como quando eu passo no subúrbio</p><p>Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar</p><p>E aí me dá como uma inveja dessa gente</p><p>Que vai em frente sem nem ter com quem contar</p><p>São casas simples com cadeiras na calçada</p><p>E na fachada escrito em cima que é um lar</p><p>Pela varanda, flores tristes e baldias</p><p>Como a alegria que não tem onde encostar</p><p>E aí me dá uma tristeza no meu peito</p><p>Feito um despeito de eu não ter como lutar</p><p>E eu que não creio peço a Deus por minha gente</p><p>É gente humilde, que vontade de chorar.</p><p>SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.</p><p>Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia</p><p>Brasileira de Discos, p1970. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4.</p><p>No Texto I, existe uma relação de sentido, configurada na expressão “igual a como”, que</p><p>(A) confronta os problemas sofridos pela gente na qual o poeta pensa.</p><p>(B) compara a sensação do momento com a sensação que o poeta tem ao visitar o subúrbio.</p><p>(C) explica a razão por que a gente do subúrbio é tão sofrida.</p><p>(D) exclui qualquer ligação direta com o subúrbio, por onde o poeta somente passa.</p><p>(D) inclui o poeta entre os que vivem as dificuldades suburbanas.</p><p>106. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Texto II</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>62</p><p>O acendedor de lampiões e nós</p><p>Outro dia tive uma visão. Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São João do</p><p>Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.</p><p>Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta e meia late de es-</p><p>tranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança quando</p><p>vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em porta. Fiquei</p><p>olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas portas e janelas</p><p>das casas.</p><p>Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’ Gama-</p><p>liel, lá em Juiz de Fora.</p><p>E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais</p><p>de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe,mas é semelhante ao acendedor de lampiões que</p><p>existia antes de eu nascer. Meus pais falavam dessa figura que surgia no entardecer e acendia nos postes a luz</p><p>movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama. [...]</p><p>SANT’ANNA, Affonso Romano de.O acendedor de lampiões e nós. Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22</p><p>ago. 2010. Fragmento.</p><p>Ao usar, no título do Texto II, a 1ª pessoa do plural (nós), o autor define um grupo que está relacionado ao</p><p>acendedor de lampiões.</p><p>A leitura do texto permite concluir que componentes desse elemento “nós” são o</p><p>(A) jornaleiro e o entregador de jornais</p><p>(B) jornaleiro e os pais do autor</p><p>(C) autor e a meiga Pixie</p><p>(D) autor e as demais pessoas do seu tempo</p><p>(E) autor quando menino e seu Gamaliel</p><p>107. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to. Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.</p><p>As confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-</p><p>ção que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>63</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi</p><p>lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>O emprego da palavra destacada no trecho “‘Me deixe em paz’ despontará como refrão diante de qualquer</p><p>cobrança” faz referência a uma</p><p>(A) quebra de confiança</p><p>(B) invasão da privacidade</p><p>(C) aprovação da persistência</p><p>(D) imprevisibilidade de reação</p><p>(E) repetição de comportamento</p><p>108. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to. Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.</p><p>As confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação</p><p>que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>Em “Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.”, o</p><p>trecho em destaque faz referência a um(a)</p><p>(A) declínio no estado de humor</p><p>(B) demonstração de desvio de caráter</p><p>(C) falta de expectativa de contato físico</p><p>(D) instabilidade no padrão de comportamento</p><p>(E) inobservância à postura corporal adequada</p><p>109. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/VENDAS/JÚNIOR/2018</p><p>Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>64</p><p>Velhas casas</p><p>Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gosto dos</p><p>antigos mestres de obra, dos homens práticos que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de cidades.</p><p>O meu amigo vê a casa como um técnico, um especialista, o homem que ama a sua profissão.Com ele andei</p><p>pelos solares de Vassouras. E vi e senti o seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café. As soluções</p><p>encontradas pelos antigos, a sobriedade, a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre mereciam dele</p><p>uma críticade quem admirava tudo e, às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza no que aquela gente</p><p>fizera.</p><p>Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter empírico das cidades portuguesas da América. Em confronto com</p><p>os espanhóis, os portugueses fundaram as suas cidades com liberdade, dando mais vida, mais força aos seus</p><p>criadores. O instinto, a intuição, a necessidade de viver comandava-os. Não seriam conduzidos por urbanistas,</p><p>seriam levados pela necessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia nunca se desmandou. As casas</p><p>portuguesas nunca seriam um despropósito. Havia na arquitetura que eles nos legaram um toque de sobrieda-</p><p>de que é uma maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera nos interiores das igrejas, contivera-se nos</p><p>exteriores. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura residencial quase que ele não se fez sentir.</p><p>A pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados falam de homens que amavam mais a solidez do que</p><p>o ornato. Os mestres de obras não eram individualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua personali-</p><p>dade.Eles edificavam, construíam.</p><p>REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004,</p><p>p. 303-4. Adaptado.</p><p>No trecho “Na arquitetura residencial quase que ele não se fez sentir”, o pronome destacado refere-se ao</p><p>(A) casario</p><p>(B) barroco</p><p>(C) instinto</p><p>(D) despropósito</p><p>(E) mestre de obras</p><p>110. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Uma cena</p><p>É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.</p><p>O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-</p><p>daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,</p><p>por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas</p><p>copas, ainda é quase madrugada.</p><p>Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.</p><p>É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-</p><p>vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais</p><p>é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando</p><p>sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.</p><p>Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestidoestampado,</p><p>de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço</p><p>da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando</p><p>alguém passar.</p><p>É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.</p><p>Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando</p><p>as manhãs, está atrás das grades.</p><p>Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.</p><p>Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-</p><p>ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que</p><p>todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem</p><p>gradeada, fiquei sem saber o que dizer.</p><p>Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para</p><p>que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de</p><p>cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>65</p><p>sendo de alumínio para não enferrujar são</p><p>de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.</p><p>Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os pas-</p><p>sarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.</p><p>SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.</p><p>Esse texto, que se inicia a partir do cotidiano de uma velha senhora que tem por hábito sentar-se na calçada</p><p>observando as manhãs, constrói uma crítica</p><p>(A) ao abandono dos idosos que, na velhice, se veem sozinhos, sem o apoio e o carinho de sua família.</p><p>(B) ao excesso de pessoas e carros nas ruas, que somente é percebido por quem se afasta da cidade por um</p><p>tempo e retorna.</p><p>(C) às cenas diárias que repetem costumes do passado, que há muito já deveriam ter sido abandonados pela</p><p>população.</p><p>(D) às grades, que hoje dominam o cenário das cidades e que foram sendo colocadas aos poucos ao redor de</p><p>todos nós.</p><p>(E) às autoridades de segurança pública, que não atuam em prol do direito de ir e vir, sem riscos, da população.</p><p>111. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto</p><p>Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente</p><p>Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são, por definição, produtos que têm</p><p>componentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e im-</p><p>possibilidade de conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e</p><p>equipamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinque-</p><p>dos, sistemas de alarme, automação e controle.</p><p>Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não fun-</p><p>cional após certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsoles-</p><p>cência perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas</p><p>novas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto</p><p>de ultrapassada, o que induz o consumidor à troca.</p><p>O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor</p><p>raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em sa-</p><p>tisfazer suas necessidades. Afinal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e</p><p>a explosão da indústria da informação é uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos</p><p>avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constante busca de in-</p><p>formações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios,</p><p>segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os</p><p>jovens.</p><p>Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescen-</p><p>tes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas</p><p>em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150</p><p>milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a</p><p>cinco vezes maior que a do lixo urbano.</p><p>Com base no conteúdo desenvolvido e na sua forma de apresentação, conclui-se que o texto tem o objetivo de</p><p>(A) analisar de forma crítica as soluções dos governantes para reduzir a acumulação de resíduos tóxicos.</p><p>(B) apresentar ao leitor propostas para reduzir os efeitos do entulho eletrônico sobre a humanidade.</p><p>(C) descrever características dos produtos eletroeletrônicos considerados obsoletos pelo mercado.</p><p>(D) conscientizar o leitor dos perigos relacionados ao excesso de produtos eletroeletrônicos no meio ambiente.</p><p>(E) relatar episódios que sirvam como exemplificação dos conceitos científicos discutidos.</p><p>112. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Medo da eternidade</p><p>Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda</p><p>não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>66</p><p>bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu</p><p>lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola</p><p>me explicou:</p><p>— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.</p><p>— Como não acaba?</p><p>— Parei um instante na rua, perplexa.</p><p>— Não acaba nunca, e pronto.</p><p>Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pe-</p><p>quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no</p><p>milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só</p><p>para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível</p><p>o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na</p><p>boca.</p><p>— E agora que é que eu faço?</p><p>— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.</p><p>— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mas-</p><p>tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O</p><p>adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para</p><p>a escola.</p><p>— Acabou-se o docinho. E agora?</p><p>— Agora mastigue para sempre.</p><p>Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento</p><p>de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não</p><p>estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem</p><p>diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que</p><p>só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,</p><p>atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.</p><p>— Olha só o que me aconteceu!</p><p>— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.</p><p>— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!</p><p>— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente</p><p>pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe</p><p>dou outro, e esse você não perderá.</p><p>Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que</p><p>o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.</p><p>LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.</p><p>Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.</p><p>No texto, a narradora suscita a reflexão acerca da eternidade a partir da</p><p>(A) mentira que pregara na chegada à escola.</p><p>(B) limitação que a falta de dinheiro lhe impunha.</p><p>(C) descoberta de que o chicle não acabaria nunca.</p><p>(D) relação afetiva que havia entre a ela e sua irmã.</p><p>(E) satisfação que o gosto adocicado do chicle proporcionava.</p><p>113. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal.</p><p>Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C.,na forma de discos de metal precioso</p><p>(moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.</p><p>Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras</p><p>de cobre (fundamentais para a fabricação</p><p>de armas),sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para os-</p><p>tentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.</p><p>Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele,</p><p>então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que</p><p>quisesse, a qualquer momento.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>67</p><p>As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja</p><p>em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.</p><p>Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de</p><p>sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C.A força militar da época era formada por cidadãos</p><p>comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de so-</p><p>brevivência).</p><p>A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de</p><p>Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas</p><p>bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário</p><p>para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já</p><p>era mesmo pago na forma de moedas.</p><p>VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal” VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.</p><p>A expressão “demanda garantida” (parágrafo 2) indica que</p><p>(A) os itens em questão eram populares entre os cidadãos, que costumavam utilizar os itens mencionados.</p><p>(B) os itens em questão eram valiosos porque se estragavam com facilidade.</p><p>(C) os cidadãos buscavam itens com qualidade atestada.</p><p>(D) os cidadãos costumavam pesquisar antes de escolher os itens.</p><p>(E) apenas os cidadãos mais favorecidos tinham acesso a esses itens.</p><p>114. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto III</p><p>Beira-mar</p><p>Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para</p><p>o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado</p><p>da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar</p><p>de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.</p><p>Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estaciona-</p><p>mento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tira-</p><p>colo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros</p><p>e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha</p><p>metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de</p><p>juiz para enganar peixes.</p><p>A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.</p><p>Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda</p><p>fiel à boa técnica.</p><p>— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das cota-</p><p>ções, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,</p><p>cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da</p><p>financeira onde trabalha.</p><p>LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.</p><p>A leitura atenta do Texto III mostra que Ricardo</p><p>(A) trabalhava no setor de financiamento de material de pesca.</p><p>(B) dava pouca importância aos pescadores simples do quebra-mar.</p><p>(C) praticava a pesca por diletantismo nas horas de folga ou de lazer.</p><p>(D) era um assíduo frequentador da beira do mar no Aterro do Flamengo.</p><p>(E) dava mais importância ao ritual de preparação para a pescaria do que ao esporte.</p><p>115. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto I</p><p>Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?(A)</p><p>Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria,</p><p>motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>68</p><p>tes dessa prática. Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda</p><p>que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do</p><p>consumidor(B), uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto,</p><p>traz benefícios, como o acesso às novidades.</p><p>Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produ-</p><p>to(C) num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos</p><p>1970? O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as</p><p>empresas planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessida-</p><p>de de sobrevivência no mercado.</p><p>Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que</p><p>os anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial; ou a queda de desempenho do produto com</p><p>relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro</p><p>sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos</p><p>padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.</p><p>Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento(D) : é possível adiar a</p><p>substituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e</p><p>acessórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quan-</p><p>to à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com</p><p>os anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais</p><p>novo se não quiser. É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações</p><p>cosméticas,como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.</p><p>É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente em cada tipo de equipa-</p><p>mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-</p><p>ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,</p><p>dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.</p><p>Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser</p><p>combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar</p><p>determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um</p><p>aparelho novo. O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios</p><p>à sociedade(E) , como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta quali-</p><p>dade entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes</p><p>podem conversar</p><p>diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem trabalhar</p><p>remotamente, com mais qualidade de vida, com ajuda de</p><p>dispositivos móveis.</p><p>RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?</p><p>Disponível em: <https://www.</p><p>gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-</p><p>-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.</p><p>Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.</p><p>No Texto I, a tese defendida pelo autor pode ser resumida no seguinte trecho:</p><p>(A) “Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?”.</p><p>(B) “Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do consumidor” .</p><p>(C) “Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um</p><p>produto” .</p><p>(D) “Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento” .</p><p>(E) “O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios à socieda-</p><p>de” .</p><p>116. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?</p><p>Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se</p><p>fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas</p><p>aprenderiam a lidar com eles.</p><p>Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>69</p><p>Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos</p><p>por achar que merecemos pouco.</p><p>Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa</p><p>cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos</p><p>de ogros sobre culpa, dívida, deveres e... mais culpa.</p><p>Um psicanalista me disse um dia:</p><p>– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.</p><p>Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos</p><p>assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.</p><p>As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura</p><p>um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança</p><p>e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.</p><p>Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?</p><p>Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que</p><p>tenhamos aprendido a nos valorizar.</p><p>Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações</p><p>excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-</p><p>mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.</p><p>Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas</p><p>existe apenas gente, tão frágil quanto nós.</p><p>Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:</p><p>– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-</p><p>brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade</p><p>financeira... será que você merece? Veja lá!</p><p>Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos</p><p>boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da</p><p>saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais</p><p>dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma</p><p>relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança</p><p>ou sensualidade.</p><p>Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,</p><p>egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos</p><p>escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,</p><p>prazer, conforto ou serenidade.</p><p>No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,</p><p>ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,</p><p>desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-</p><p>serto.</p><p>Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?</p><p>Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso</p><p>em: 16 mar. 2018.</p><p>Ao longo do texto, a autora defende a tese de que nós, seres humanos, somos um estranho animal que nasceu</p><p>precisando urgentemente de conserto porque</p><p>(A) desconsideramos o que diz Freud.</p><p>(B) mantemos a cabeça à tona d’água.</p><p>(C) lemos contos de ogros sobre culpa.</p><p>(D) adotamos atitudes de autossabotagem.</p><p>(E) encaramos as drogas como coisa proibida.</p><p>117. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto I</p><p>Penalidade máxima</p><p>O som do apito do juiz ainda vibrava nos ouvidos de Lúcio. Naquele momento, quem o visse de perto perceberia</p><p>o suor escorrendo frio por seu rosto liso de menino, sob o sol de domingo no fim de tarde. Ele com as mãos na</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>70</p><p>cintura, estático, os olhos baixos, mirando a bola fincada na marca do pênalti. Quem pudesse, naquele instante,</p><p>encostar a cabeça no seu corpo suado sentiria o descompasso da respiração, o coração dando saltos, e veria</p><p>a tensão estampada nos olhos que se mantinham fixos na direção da bola, de tal modo que o simples fato de</p><p>desviá-los sequer um segundo parecia significar a perda total da concentração e o chute torto nas mãos do go-</p><p>leiro ou por cima da trave, a bola zunindo em direção às árvores que se estendiam para além do campo. O juiz</p><p>já apitara, aquele som estridente, ele ouvira muito bem, mas seus músculos pareciam inertes, sem comando, e</p><p>lhe faltava ar, como se as árvores em volta do campinho de várzea invertessem a ordem natural e sugassem</p><p>o oxigênio que era dele. Lúcio não precisava levantar a cabeça, mudar a direção do olhar e dar uma espiada</p><p>em torno para saber, dali mesmo tinha certeza de que todos o observavam. Sabia, sem precisar ver, que os</p><p>reservas sentados no banco de alvenaria à beira do campo, empurrados pelas costas pelos torcedores que se</p><p>acotovelavam do lado de fora do alambrado, e mesmo os privilegiados que podiam se dar ao luxo de ocupar</p><p>um lugar apertado nas poucas tábuas da pequena arquibancada, ou ainda os mais ousados, trepados nas en-</p><p>costas do morro, mais atrás, todos eles e ainda os outros jogadores, do seu time e os do time adversário, ali em</p><p>campo, e o juiz, e principalmente o velho Gaspar, ex-centroavante do Bangu e agora técnico do seu time, todos</p><p>esperavam por um movimento seu, um caminhar, um correr na direção da bola, o chute, um desfecho. Nunca,</p><p>porém, a distância entre as duas traves lhe parecera tão curta, nem a figura do goleiro tão imensa.</p><p>CARNEIRO, Flávio. In: 22 Contistas em Campo. Rio de Janeiro:</p><p>Ediouro, 2006, p. 69. Adaptado.</p><p>O Texto I diz que, entre todos os participantes da cena descrita, espectadores da ação que Lúcio devia executar,</p><p>se destacava a figura</p><p>(A) do juiz.</p><p>(B) do velho Gaspar.</p><p>(C) dos reservas sentados no banco de alvenaria.</p><p>(D) dos torcedores trepados nas encostas do morro.</p><p>(E) do público que se acotovelava do lado de fora do alambrado.</p><p>118. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto I</p><p>Penalidade máxima</p><p>O som do apito do juiz ainda vibrava nos ouvidos de Lúcio. Naquele momento, quem o visse de perto perceberia</p><p>o suor escorrendo frio por seu rosto</p><p>liso de menino, sob o sol de domingo no fim de tarde. Ele com as mãos na</p><p>cintura, estático, os olhos baixos, mirando a bola fincada na marca do pênalti. Quem pudesse, naquele instante,</p><p>encostar a cabeça no seu corpo suado sentiria o descompasso da respiração, o coração dando saltos, e veria</p><p>a tensão estampada nos olhos que se mantinham fixos na direção da bola, de tal modo que o simples fato de</p><p>desviá-los sequer um segundo parecia significar a perda total da concentração e o chute torto nas mãos do go-</p><p>leiro ou por cima da trave, a bola zunindo em direção às árvores que se estendiam para além do campo. O juiz</p><p>já apitara, aquele som estridente, ele ouvira muito bem, mas seus músculos pareciam inertes, sem comando, e</p><p>lhe faltava ar, como se as árvores em volta do campinho de várzea invertessem a ordem natural e sugassem</p><p>o oxigênio que era dele. Lúcio não precisava levantar a cabeça, mudar a direção do olhar e dar uma espiada</p><p>em torno para saber, dali mesmo tinha certeza de que todos o observavam. Sabia, sem precisar ver, que os</p><p>reservas sentados no banco de alvenaria à beira do campo, empurrados pelas costas pelos torcedores que se</p><p>acotovelavam do lado de fora do alambrado, e mesmo os privilegiados que podiam se dar ao luxo de ocupar</p><p>um lugar apertado nas poucas tábuas da pequena arquibancada, ou ainda os mais ousados, trepados nas en-</p><p>costas do morro, mais atrás, todos eles e ainda os outros jogadores, do seu time e os do time adversário, ali em</p><p>campo, e o juiz, e principalmente o velho Gaspar, ex-centroavante do Bangu e agora técnico do seu time, todos</p><p>esperavam por um movimento seu, um caminhar, um correr na direção da bola, o chute, um desfecho. Nunca,</p><p>porém, a distância entre as duas traves lhe parecera tão curta, nem a figura do goleiro tão imensa.</p><p>CARNEIRO, Flávio. In: 22 Contistas em Campo. Rio de Janeiro:</p><p>Ediouro, 2006, p. 69. Adaptado.</p><p>O Texto I mostra algumas características da atuação do juiz daquele jogo, mas dá ênfase para</p><p>(A) o som estridente do seu apito.</p><p>(B) o suor escorrendo pelo seu rosto.</p><p>(C) a atenção que dedicava àquele lance.</p><p>(D) sua marcação da penalidade máxima.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>71</p><p>(E) seus gestos espalhafatosos e caricaturais.</p><p>119. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Na internet, mentiras têm pernas longas</p><p>Diz o velho ditado que “a mentira tem pernas curtas”, mas nestes tempos de internet parece que a situação se</p><p>inverteu, pelo menos no mundo digital. Pesquisadores mostram que rumores falsos “viajam” mais rápido e mais</p><p>“longe”, com mais compartilhamentos e alcançando um maior número de pessoas, nas redes sociais, do que</p><p>informações verdadeiras.</p><p>Foram reunidos todos os rumores nas redes sociais - falsos, verdadeiros ou “mistos”. Esses rumores foram</p><p>acompanhados, chegando a um total de mais de 4,5 milhões de postagens feitas por cerca de 3 milhões de</p><p>pessoas, formando “cascatas” de compartilhamento.</p><p>Ao compararem os padrões de compartilhamento dessas milhares de “cascatas”, os pesquisadores observa-</p><p>ram que os rumores “falsos” se espalharam com mais rapidez, aumentando o número de “degraus” da cascata</p><p>- e com maior abrangência do que os considerados verdadeiros.</p><p>A tendência também se manteve, independentemente do tema geral que os rumores abordassem, mas foi mais</p><p>forte quando versavam sobre política do que os demais,na ordem de frequência: lendas urbanas; negócios;</p><p>terrorismo e guerras; ciência e tecnologia; entretenimento; e desastres naturais.</p><p>Uma surpresa provocada pelo estudo revelou o perfil de quem mais compartilha rumores falsos: usuários com</p><p>poucos seguidores e novatos nas redes.</p><p>— Vivemos inundados por notícias e muitas vezes as pessoas não têm tempo nem condições para verificar</p><p>se elas são verdadeiras — afirma um dos pesquisadores. Isso não quer dizer que as pessoas são estúpidas.</p><p>As redes sociais colocam todas as informações no mesmo nível, o que torna difícil diferenciar o verdadeiro do</p><p>falso, uma fonte confiável de uma não confiável.</p><p>BAIMA, Cesar. Na internet, mentiras têm pernas longas.</p><p>O Globo. Sociedade. 09 mar. 2018. Adaptado.</p><p>Segundo a pesquisa mencionada no texto, entre as pessoas que mais espalham rumores falsos na internet</p><p>estão os</p><p>(A) estudantes ingênuos</p><p>(B) jornalistas autônomos</p><p>(C) pesquisadores jovens</p><p>(D) políticos iniciantes</p><p>(E) usuários novatos</p><p>120. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENFERMAGEM DO TRABALHO/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>A Benzedeira</p><p>Havia um médico na nossa rua que, quando atendia um chamado de urgência na vizinhança, o remédio para</p><p>todos os males era só um: Veganin. Certa vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um herpes-zóster</p><p>na perna. A ferida aumentava dia a dia e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro, não surtiu resultado.</p><p>Eis que minha mãe, no desespero, passou por cima dos conselhos da igreja e chamou dona Anunciata, que</p><p>além de costureira, cabeleireira e macumbeira também era benzedeira. A mulher era obesa, mal passava por</p><p>uma porta sem que alguém a empurrasse, usava uma peruca preta tipo lutador de sumô, porque, diziam, per-</p><p>dera os cabelos num processo de alisamento com água sanitária.</p><p>Se Anunciata se mostrava péssima cabeleireira, no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanhada de um</p><p>sobrinho magrelinha (com a sofrida missão do empurra- empurra), a mulher “estourou” no quarto onde Virgínia</p><p>estava acamada e imediatamente pediu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser azul — e circundou a</p><p>ferida da perna enquanto rezava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas entre outros salamaleques.</p><p>Essa cena deve ter durado não mais que uma hora, mas para mim pareceu o dia inteiro. Pois bem, só sei</p><p>dizer que depois de três dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto de ter ficado cara a cara com</p><p>Anunciata, ou porque o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em agradecimento, minha mãe levou para</p><p>a milagreira um bolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em um minuto, sendo que para o sobrinho empur-</p><p>ra-empurra que a tudo assistia não sobrou nem um pedacinho.</p><p>LEE, Rita. Uma Autobiografi a. São Paulo: Globo, 2016, p. 36.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>72</p><p>No Texto, na descrição de como dr. Albano e Anunciata atuaram no tratamento da ferida na perna de Virgínia,</p><p>a autora deixa implícita a ideia de que, em relação à cura da perna da moça,</p><p>(A) Anunciata desempenhou ali o papel mais importante.</p><p>(B) Anunciata e dr. Albano em nada contribuíram para o fim do problema.</p><p>(C) dr. Albano e o remédio que ele sempre receitava foram de vital importância.</p><p>(D) Anunciata e dr. Albano tiveram papel igualmente decisivo no caso.</p><p>(E) tanto Anunciata quanto dr. Albano podem ter sido os responsáveis pela solução do caso.</p><p>121. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>O futuro das cidades</p><p>Em artigo publicado na imprensa brasileira, o representante regional para a América do Sul do Escritório do Alto</p><p>Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que um dos principais desafios da humani-</p><p>dade atualmente é construir centros urbanos onde haja convivência sem discriminação.</p><p>Segundo ele, é preciso definir uma agenda urbana global porque, em 2050, 75% da população mundial estará</p><p>concentrada nas cidades e boa parte dessa população viverá constrita em bairros marginais, sem condições</p><p>mínimas de vida.</p><p>Embora a cúpula da ONU sobre moradia e urbanismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma visão de cida-</p><p>des sustentáveis, ela fracassou ao não ter integrado uma perspectiva de direitos humanos. Portanto, os com-</p><p>promissos assumidos na ocasião viraram letra morta.</p><p>Duas décadas mais tarde, face a uma enorme desigualdade, os direitos humanos voltam à discussão. Desta</p><p>vez, os estados têm a responsabilidade histórica de mostrar seu compromisso na matéria. Para atingir esse ob-</p><p>jetivo,</p><p>é preciso definir normas de direitos humanos e princípios de participação, transparência e prestação de</p><p>contas, bem como não discriminação e respeito à diversidade. Só assim seremos capazes de planejar espaços</p><p>em que as pessoas desfrutem do direito a viver sem discriminação, sejam homens, mulheres, crianças, jovens,</p><p>idosos, migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com deficiência e outros.</p><p>Por conseguinte, é preciso projetar cidades seguras, em que a ordem e a segurança cidadã convivam com a</p><p>liberdade de expressão e a manifestação pacífica; e em que seja possível convergir em atividades sociais e</p><p>culturais sem suspeição ou susceptibilidade a políticas de limpeza social.</p><p>Aproveitando o impulso, os governos da América do Sul devem assumir o compromisso de construir as cidades</p><p>do futuro onde seus povos vivam livres de penúrias e possamos exercer nossos direitos em igualdade de condi-</p><p>ções. Só assim seremos capazes de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.</p><p>INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: <https://nacoesuni-</p><p>das.org/artigo-o-futuro- das-cidades.> Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.</p><p>De acordo com o texto, o principal aspecto a ser considerado na construção de uma agenda urbana global é a</p><p>política de</p><p>(A) consumo sustentável</p><p>(B) direitos humanos</p><p>(C) discriminação social</p><p>(D) limpeza social</p><p>(E) mobilidade urbana</p><p>122. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto I</p><p>Exagerado</p><p>Amor da minha vida</p><p>Daqui até a eternidade</p><p>Nossos destinos</p><p>Foram traçados na maternidade</p><p>Paixão cruel, desenfreada</p><p>Te trago mil rosas roubadas</p><p>Pra desculpar minhas mentiras</p><p>Minhas mancadas</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>73</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Eu nunca mais vou respirar</p><p>Se você não me notar</p><p>Eu posso até morrer de fome</p><p>Se você não me amar</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Vou mendigar, roubar, matar</p><p>Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>E por você eu largo tudo</p><p>Carreira, dinheiro, canudo</p><p>Até nas coisas mais banais</p><p>Pra mim é tudo ou nunca mais</p><p>Exagerado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Eu sou mesmo exagerado</p><p>Adoro um amor inventado</p><p>Jogado aos teus pés</p><p>Com mil rosas roubadas</p><p>Exagerado</p><p>Eu adoro um amor inventado</p><p>ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-</p><p>ZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.</p><p>O personagem do Texto I se apresenta extremamente apaixonado pela pessoa amada e se expressa dizendo</p><p>“Jogado aos teus pés”.</p><p>Ao utilizar essa expressão, entende-se que ele</p><p>(A) escorregou quando falava com a pessoa amada.</p><p>(B) se jogou para segurar os pés machucados da pessoa amada.</p><p>(C) está totalmente entregue à paixão.</p><p>(D) está recolhendo o lixo do chão.</p><p>(E) está em dúvida se quer ou não a pessoa amada.</p><p>123. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Texto II</p><p>O amor é valente</p><p>Mesmo que mil tipos(A)</p><p>De ódio o mal invente(B),</p><p>O amor, mesmo sozinho,</p><p>Será sempre mais valente.</p><p>Valente, forte, profundo</p><p>Capaz de mudar o mundo(C)</p><p>Acalmar qualquer dor</p><p>Vivemos nesse conflito(D).</p><p>Mas confio e acredito(E)</p><p>Na valentia do amor.</p><p>BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.</p><p>No Texto II, percebemos claramente a grande capacidade que tem o amor.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>74</p><p>Que trecho comprova essa afirmação?</p><p>(A) “Mesmo que mil tipos”</p><p>(B) “De ódio o mal invente”</p><p>(C) “Capaz de mudar o mundo”</p><p>(D) “Vivemos nesse conflito”</p><p>(E) “Mas confio e acredito”</p><p>124. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to. Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.</p><p>As confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-</p><p>ção que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>O texto, que aborda relações familiares, tem como tema central a(o)</p><p>(A) difícil tarefa de cuidar dos idosos</p><p>(B) pouca atenção dispensada às crianças</p><p>(C) intolerância dos velhos para com os mais jovens</p><p>(D) excesso de dedicação destinada aos pais</p><p>(E) distanciamento dos adolescentes em relação a seus pais</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>75</p><p>GABARITO</p><p>1 C 43 B 85 D</p><p>2 A 44 B 86 D</p><p>3 D 45 A 87 C</p><p>4 A 46 D 88 C</p><p>5 D 47 E 89 D</p><p>6 E 48 A 90 C</p><p>7 B 49 B 91 E</p><p>8 B 50 B 92 E</p><p>9 B 51 E 93 B</p><p>10 D 52 B 94 C</p><p>11 D 53 D 95 C</p><p>12 A 54 D 96 C</p><p>13 D 55 C 97 A</p><p>14 A 56 A 98 E</p><p>15 A 57 E 99 B</p><p>16 D 58 E 100 C</p><p>17 D 59 E 101 D</p><p>18 B 60 D 102 B</p><p>19 B 61 C 103 A</p><p>20 C 62 B 104 C</p><p>21 B 63 A 105 B</p><p>22 D 64 D 106 D</p><p>23 E 65 A 107 E</p><p>24 C 66 C 108 C</p><p>25 C 67 E 109 B</p><p>26 A 68 B 110 D</p><p>27 B 69 C 111 D</p><p>28 B 70 C 112 C</p><p>29 D 71 C 113 A</p><p>30 A 72 D 114 C</p><p>31 A 73 A 115 E</p><p>32 B 74 E 116 D</p><p>33 C 75 A 117 B</p><p>34 B 76 B 118 A</p><p>35 C 77 E 119 E</p><p>36 C 78 A 120 E</p><p>37 E 79 C 121 B</p><p>38 C 80 E 122 C</p><p>39 B 81 A 123 C</p><p>40 C 82 B 124 E</p><p>41 B 83 C</p><p>42 A 84 C</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda</p><p>não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de</p><p>bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu</p><p>lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola</p><p>me explicou:</p><p>— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.</p><p>— Como não acaba?</p><p>— Parei um instante na rua, perplexa.</p><p>— Não acaba nunca, e pronto.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>8</p><p>Eu estava boba:parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas.Peguei a pe-</p><p>quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no</p><p>milagre.Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só</p><p>para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível</p><p>o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na</p><p>boca.</p><p>— E agora que é que eu faço?</p><p>— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.</p><p>— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a</p><p>mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca,eu já perdi vários.Perder a eternidade?Nunca. O</p><p>adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para</p><p>a escola.</p><p>— Acabou-se o docinho. E agora?</p><p>— Agora mastigue para sempre.</p><p>Assustei-me, não sabia dizer por quê.Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento</p><p>de borracha que não tinha gosto de nada.Mastigava, mastigava.Mas me sentia contrafeita.Na verdade eu não</p><p>estava gostando do gosto.E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem</p><p>diante da ideia de eternidade ou de infinito.Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que</p><p>só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,</p><p>atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.</p><p>— Olha só o que me aconteceu!</p><p>— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.</p><p>— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!</p><p>— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente</p><p>pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe</p><p>dou outro, e esse você não perderá.</p><p>Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que</p><p>o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.</p><p>LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.</p><p>Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.</p><p>No texto, foram empregadas as palavras aí e ótimo,ambas acentuadas graficamente.</p><p>Duas outras palavras corretamente acentuadas pelos mesmos motivos que aí e ótimo são, respectivamente,</p><p>(A) juíz e ébano</p><p>(B) Icaraí e rítmo</p><p>(C) caquís e incrédulo</p><p>(D) país e sonâmbulo</p><p>(E) abacaxí e econômia</p><p>17. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>Texto III</p><p>Beira-mar</p><p>Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para</p><p>o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado</p><p>da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar</p><p>de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.</p><p>Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estaciona-</p><p>mento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tira-</p><p>colo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros</p><p>e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha</p><p>metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de</p><p>juiz para enganar peixes.</p><p>A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.</p><p>Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda</p><p>fiel à boa técnica.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>9</p><p>— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das cota-</p><p>ções, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,</p><p>cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da</p><p>financeira onde trabalha.</p><p>LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.</p><p>A presença ou ausência de acento gráfico nem sempre se repete quando uma palavra está no singular ou no</p><p>plural. Quanto ao emprego do acento gráfico, a seguinte palavra se altera quando vai para o plural:</p><p>(A) item</p><p>(B) viúva</p><p>(C) açúcar</p><p>(D) fiel</p><p>(E) técnica</p><p>18. CESGRANRIO - AUX SAU (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>O lado sombrio da luz</p><p>O domínio do fogo, e consequentemente da luminosidade, possibilitou ao ser humano exercer grande controle</p><p>sobre o meio em que vivia, proporcionando imensurável vantagem seletiva. A luz também foi fundamental para</p><p>incontáveis avanços tecnológicos, que nos proporcionam mais comodidade e praticidade. Mas, apesar de ser</p><p>em muitas culturas símbolo do progresso, pureza e beleza, a luz também tem seu lado sombrio.</p><p>A poluição luminosa — toda luz desnecessária ou excessiva produzida artificialmente — é a que mais cresce</p><p>no planeta e, infelizmente, os impactos do seu mau uso e os mecanismos com os quais podemos minimizá-los</p><p>têm pouquíssimo destaque se comparados aos de outros tipos de poluição.</p><p>A revolução industrial alavancou os efeitos da poluição luminosa para níveis altíssimos nos dias de hoje. É pos-</p><p>sível ver o intenso brilho noturno dos centros urbanos até em fotos de satélites. Mais de perto, a poluição lumi-</p><p>nosa pode ser notada quando se observa uma “aura” de luz no horizonte, olhando na direção de uma grande</p><p>cidade. Esse brilho do céu noturno é causado por luzes terrestres direcionadas ou refletidas para a atmosfera.</p><p>A iluminação artificial excessiva, principalmente na área rural, foi associada a uma maior probabilidade de epi-</p><p>demias por atrair vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose)</p><p>e o mosquito-prego (malária).</p><p>Acredita-se também que a iluminação noturna em centros urbanos influencie fatores psicossociais, sendo men-</p><p>cionada como uma das causas que contribuem para o aumento da criminalidade e depressão. Quebras no</p><p>relógio biológico humano são relacionadas aos mais diversos problemas de saúde, como distúrbios cardiovas-</p><p>culares, diabetes e obesidade.</p><p>Não só seres humanos, mas insetos e aves sofrem consequências da poluição luminosa. Na natureza intacta,</p><p>as únicas fontes de luz durante a noite eram as estrelas e a luz refletida pela Lua. Os animais, incluindo os</p><p>humanos, e as plantas evoluíram nos regimes de luz natural; portanto, é fácil imaginar que sofram direta ou</p><p>indiretamente com as alterações artificiais da luz noturna.</p><p>Vaga-lumes e outros insetos são afetados pela iluminação artificial de formas distintas. Alguns insetos utilizam</p><p>a posição das estrelas e o sentido da luz para navegação. Mariposas e besouros têm seus ciclos de vida alte-</p><p>rados e são atraídos e desorientados pela luz, tornando-se vítimas fáceis de aves, morcegos e outros predado-</p><p>res. Esses insetos desempenham diversas funções nos ecossistemas, como polinização, alimento para outros</p><p>animais, controle de populações de pragas,</p><p>decomposição de material orgânico e até dispersão de sementes.</p><p>Fica claro, portanto, que estamos longe de compreender a poluição luminosa, seus efeitos e consequências</p><p>no meio ambiente.</p><p>Como as plantas utilizam a luz solar para realizar fotossíntese e direcionar seu crescimento, mudanças na</p><p>duração dos dias causadas por luminárias provocam confusão em relação à estação do ano em que se en-</p><p>contram, resultando na produção de flores, frutos ou queda de folhas em épocas inesperadas. Tais alterações</p><p>podem resultar em graves consequências para outros seres que delas dependam, como insetos polinizadores.</p><p>Nos pássaros, a luz vermelha interfere na orientação magnética; e, nas mariposas e nos besouros, focos de luz</p><p>atraem as mais diversas espécies, tornando-as mais vulneráveis a predadores.</p><p>Com o desenvolvimento tecnológico das lâmpadas LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), a ilumi-</p><p>nação artificial torna-se mais eficiente energeticamente. Mas, em vez de usarmos tal eficiência para reduzir o</p><p>consumo de energia, o menor custo energético está sendo utilizado para aumentar o fluxo luminoso e, con-</p><p>sequentemente, a poluição luminosa.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>10</p><p>Medidas simples podem reduzir a emissão de luz e sua influência negativa sobre outros seres, inclusive sobre</p><p>nós. Isso sem mencionar a conta de energia. Para combater a poluição luminosa, é necessário (i) repensar o</p><p>que precisa ser iluminado, usando, por exemplo, holofotes direcionados e que não irradiem luz para a atmos-</p><p>fera; (ii) reduzir o tempo de iluminação com o uso de temporizadores e sensores de presença; (iii) avaliar se</p><p>precisamos de luzes tão fortes e brancas para todas as tarefas; (iv) tentar reduzir a exposição à luz artificial forte</p><p>fora dos horários naturais de luz.</p><p>Trocar as lâmpadas brancas por luzes mais amareladas nos locais em que elas não são necessárias, assim</p><p>como trocar o celular ou o computador por uma boa revista sob luz branda antes de dormir, podem proporcio-</p><p>nar uma noite mais bem dormida.</p><p>HAGEN, O.; BARGHINI, A. Revista Ciência Hoje, n. 340. 21 set. 2016. Disponível em: http://www.cienciahoje.</p><p>org.br/ revista/materia/id/1094/n/o_lado_sombrio_da_luz. Acesso em: 5 dez. 2017.</p><p>Adaptado.</p><p>A palavra tecnológicos, recebe acento gráfico, de acordo com as regras da norma-padrão da língua portugue-</p><p>sa. O grupo em que todas as palavras devem ser acentuadas pela mesma regra é</p><p>(A) fácil, orgânico, vítimas</p><p>(B) satélites, altíssimos, vítimas</p><p>(C) fotossíntese, atraídos, domínio</p><p>(D) saúde, possível, biológicos</p><p>(E) vulneráveis, luminárias, incontável</p><p>19. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>“Guerra” virtual pela informação</p><p>A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história</p><p>recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem</p><p>que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.</p><p>As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-</p><p>ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.</p><p>Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é</p><p>cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.</p><p>A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa</p><p>o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um</p><p>petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.</p><p>Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-</p><p>mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.</p><p>Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de</p><p>poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite</p><p>estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-</p><p>dos até agora.</p><p>Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,</p><p>pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-</p><p>manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de</p><p>base para decisões estratégicas.</p><p>CASTILHO, Carlos.Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.</p><p>br/codigo-aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma-guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso</p><p>em: 29 fev. 2018. Adaptado.</p><p>Em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, atendem às regras de acentuação</p><p>todas as palavras em:</p><p>(A) andróide, odisseia, residência</p><p>(B) arguição, refém, mausoléu</p><p>(C) desbloqueio, pêlo, escarcéu</p><p>(D) feiúra, enjoo, maniqueísmo</p><p>(E) sutil, assembléia, arremesso</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>11</p><p>20. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>Texto II</p><p>O Brasil na memória</p><p>A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um</p><p>retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa</p><p>dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimen-</p><p>tos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências</p><p>familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em</p><p>contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona expe-</p><p>riências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se,</p><p>mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu</p><p>estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cul-</p><p>tural de onde fala.</p><p>BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:</p><p>EdUERJ, 2011, p. 353.</p><p>A primeira palavra acentuada do Texto II é típica.</p><p>Pela mesma regra, também se acentuam as palavras</p><p>(A) rúbrica e túnica</p><p>(B) íberos e íntimos</p><p>(C) diagnóstico e protótipo</p><p>(D) étnico e filântropo</p><p>(E) ínterim e ávaro</p><p>21. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>O grupo em que todas as palavras atendem às exigências da norma-padrão da língua portuguesa, quanto à</p><p>acentuação gráfica, é</p><p>(A) ambito, ninguém, potável</p><p>(B) ausência, assembleia, tragédia</p><p>(C) espécie, econômico, orgãos</p><p>(D) número, provavel, potência</p><p>(E) ladainha, saida, consciência</p><p>22. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018</p><p>Assunto: Acentuação</p><p>A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destaca-</p><p>da na seguinte frase:</p><p>(A) Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.</p><p>(B) Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.</p><p>(C) Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.</p><p>(D) Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.</p><p>(E) Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.</p><p>23. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Uso do Hifen</p><p>O grupo de palavras que atende às exigências relativas ao emprego ou não do hífen, segundo o Vocabulário</p><p>Ortográfico da Língua Portuguesa, é</p><p>(A) extra-escolar / médico-cirurgião</p><p>(B) bem-educado / vagalume</p><p>(C) portarretratos / dia a dia</p><p>(D) arco-íris / contra-regra</p><p>(E) subutilizar / sub-reitor</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>12</p><p>24. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Uso do Hifen</p><p>Texto III</p><p>Beira-mar</p><p>Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para</p><p>o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado</p><p>da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar</p><p>de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.</p><p>Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estaciona-</p><p>mento de restaurante nas imediações.Nunca fisgara peixe ali.Olhado com desconfiança.Intruso. Bolsa a tira-</p><p>colo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros</p><p>e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha</p><p>metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de</p><p>juiz para enganar peixes.</p><p>A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.</p><p>Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda</p><p>fiel à boa técnica.</p><p>— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das co-</p><p>tações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,</p><p>cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da</p><p>financeira onde trabalha.</p><p>LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.</p><p>Assim como ocorre com a palavra quebra-mar, emprega-se obrigatoriamente o hífen, de acordo com o sistema</p><p>ortográfico vigente, em</p><p>(A) casa-comercial</p><p>(B) linha-de-passe</p><p>(C) peixe-espada</p><p>(D) pedra-fundamental</p><p>(E) sala-de-jantar</p><p>25. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Uso do Hifen</p><p>Texto II</p><p>O Brasil na memória</p><p>A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um</p><p>retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa</p><p>dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimen-</p><p>tos,locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências</p><p>familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em</p><p>contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona expe-</p><p>riências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se,</p><p>mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu</p><p>estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cul-</p><p>tural de onde fala.</p><p>BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:</p><p>EdUERJ, 2011, p. 353.</p><p>No Texto II, a autora criou a palavra “narrador-viajante” e empregou nela corretamente o hífen.</p><p>Usando uma estratégia criativa semelhante, será necessário usar esse sinal gráfico em</p><p>(A) pseudo-viajante</p><p>(B) super-viajante</p><p>(C) ex-viajante</p><p>(D) anti-viajante</p><p>(E) neo-viajante</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>13</p><p>26. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018</p><p>Assunto: Substantivo</p><p>As palavras juiz, suor e várzea, ao serem passadas para o plural, apresentam a seguinte grafia:</p><p>(A) juízes; suores; várzeas</p><p>(B) juizes; suores; varzeas</p><p>(C) juízes; suóres; várzeas</p><p>(D) juizes; suórs; varzeas</p><p>(E) juízeis; suóreis; várzeeis</p><p>27. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Adjetivo</p><p>Texto I</p><p>Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?</p><p>Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil(A) menor do que a tecnologia permitiria,</p><p>motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-</p><p>tes dessa prática(B). Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda</p><p>que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do</p><p>consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto, traz</p><p>benefícios,como o acesso às novidades.</p><p>Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produto</p><p>num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos 1970?</p><p>O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as em-</p><p>presas planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessidade</p><p>de sobrevivência no mercado.</p><p>Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que os</p><p>anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial(C) ; ou a queda de desempenho do produto com</p><p>relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro</p><p>sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos</p><p>padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.</p><p>Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento: é possível adiar a subs-</p><p>tituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e aces-</p><p>sórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quanto</p><p>à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com os</p><p>anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais novo</p><p>se não quiser. É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações cosmé-</p><p>ticas, como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.</p><p>É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente em cada tipo de equipa-</p><p>mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-</p><p>ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,</p><p>dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.</p><p>Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico(D). Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser</p><p>combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar</p><p>determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um</p><p>aparelho novo. O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios</p><p>à sociedade, como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta qualida-</p><p>de entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes(E)</p><p>podem</p><p>conversar diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem</p><p>trabalhar remotamente, com mais qualidade de vida, com</p><p>ajuda de dispositivos móveis.</p><p>RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.</p><p>gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-</p><p>-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.</p><p>Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>14</p><p>Nos seguintes trechos do Texto I, o adjetivo destacado apresenta valor discursivo de avaliação subjetiva, em</p><p>relação ao substantivo a que se liga, em:</p><p>(A) “um produto tem vida útil”</p><p>(B) “exemplos</p><p>evidentes dessa prática.”</p><p>(C) “uso de reconhecimento facial”</p><p>(D) “geração do lixo eletrônico”</p><p>(E) “moram em países diferentes”</p><p>28. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018</p><p>Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais</p><p>Carta aos meus filhos adolescentes</p><p>Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre</p><p>de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.</p><p>É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em</p><p>nossos olhares.</p><p>Mas não durará a vida inteira, posso garantir.</p><p>Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o</p><p>chato daqui por diante.</p><p>Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-</p><p>nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por</p><p>um longo tempo.</p><p>A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e</p><p>corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.</p><p>Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior</p><p>de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às</p><p>vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-</p><p>to. Passarei essa vergonha.</p><p>Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.</p><p>As confissões não acontecerão espontaneamente.</p><p>“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.</p><p>Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência</p><p>nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.</p><p>Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.</p><p>Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os</p><p>meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação</p><p>que digo, vão checar no Google.</p><p>Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero</p><p>vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.</p><p>CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-</p><p>-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.Adaptado.</p><p>A frase em que o verbo em destaque está empregado em consonância com a norma-padrão é:</p><p>(A) Não mido esforços para a educação de meus filhos.</p><p>(B) Um dia, eles quererão ajuda com seus próprios bebês.</p><p>(C) Aqueles pais poram muita esperança no futuro de seus filhos.</p><p>(C) Os pais sempre proviram os recursos para a sobrevivência de sua família.</p><p>(E) Ah, se os pais cabessem na vida dos filhos adolescentes assim como os namoros e os amigos!</p><p>29. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022</p><p>Assunto: Locução verbal</p><p>Uma cena</p><p>É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.</p><p>O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-</p><p>daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,</p><p>por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>15</p><p>copas, ainda é quase madrugada.</p><p>Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.</p><p>É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-</p><p>vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais</p><p>é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando</p><p>sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.</p><p>Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,</p><p>de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço</p><p>da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando</p><p>alguém passar.</p><p>É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.</p><p>Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando</p><p>as manhãs, está atrás das grades.</p><p>Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.</p><p>Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-</p><p>ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que</p><p>todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem</p><p>gradeada, fiquei sem saber o que dizer.</p><p>Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para</p><p>que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de</p><p>cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo</p><p>“E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem</p><p>saber o que dizer.”</p><p>O uso do verbo em destaque no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo estabelece que o fato repre-</p><p>sentado por esse verbo se deu antes de outro fato passado. Esse mesmo significado é encontrado no que está</p><p>destacado em:</p><p>(A) Ela já foi uma mulher alegre e jovial.</p><p>(B) A mesma cena se repete ao nascer de cada manhã.</p><p>(C) A velha senhora estava sentada na calçada enquanto amanhecia.</p><p>(D) Na última manhã, a velha senhora chegou e o sol já tinha surgido.</p><p>(E) As grades impressionariam qualquer um que chegasse à cidade.</p><p>30. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018</p><p>Assunto: Questões Variadas de Verbo</p><p>A forma verbal destacada está empregada adequadamente, de acordo com a norma-padrão no que se refere</p><p>aos verbos impessoais, em:</p><p>(A) Os estudiosos do mundo inteiro calculam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou a capa-</p><p>cidade de recuperação total do planeta.</p><p>(B) O alerta repetido pelos interessados na redução da pobreza é: “Quantos anos têm que as políticas econô-</p><p>micas causam um enorme custo social!”</p><p>(C) O curso de engenharia florestal foi inserido no currículo porque faziam três semestres que os alunos de-</p><p>mandavam essa nova formação.</p><p>(D) Os jornais noticiaram que, durante a conferência sobre o clima, haviam boas oportunidades de discutir</p><p>temas relevantes para o planeta.</p><p>(E) É evidente que, nas questões de mudanças climáticas, tratam-se de opiniões que situam ambientalistas e</p><p>economistas em grupos distintos.</p><p>31. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022</p><p>Assunto: Pronomes pessoais</p><p>Uma cena</p><p>É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.</p><p>O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-</p><p>daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,</p><p>por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>16</p><p>copas, ainda é quase madrugada.</p><p>Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.</p><p>É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-</p><p>vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de</p><p>manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais</p><p>é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando</p><p>sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.</p><p>Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,</p><p>de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço</p><p>da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando</p><p>alguém passar.</p><p>É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.</p><p>Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando</p><p>as manhãs, está atrás das grades.</p><p>Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.</p><p>Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-</p><p>ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que</p><p>todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem</p><p>gradeada, fiquei sem saber o que dizer.</p><p>Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para</p><p>que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de</p><p>cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo</p><p>sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.</p><p>O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:</p><p>(A) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.</p><p>(B) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.</p><p>(C) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.</p><p>(D) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.</p><p>(E) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes cumprimentar.</p><p>32. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019</p><p>Assunto: Pronomes pessoais</p><p>Texto II</p><p>Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé</p><p>Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma</p><p>peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se</p><p>aguardente.</p><p>A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida</p><p>batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha encantado um time for-</p><p>mado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro,</p><p>Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).</p><p>Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento</p><p>em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome</p><p>de MiniBar.</p><p>A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açú-</p><p>car refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino</p><p>deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranja-</p><p>vam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.</p><p>Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que</p><p>apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir</p><p>6.000 litros de batida por mês.</p><p>SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio</p><p>2019, P. B2. ADAPTADO.</p><p>A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com a norma-pa-</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>17</p><p>drão em:</p><p>(A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava- lhe]</p><p>(B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]</p><p>(C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]</p><p>(D) Wando e Rô Rô também frequentavam o bar. [frequentavam- nos]</p><p>(E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se]</p><p>33. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Pronomes relativos</p><p>O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão</p><p>é:</p><p>(A) As professoras de que falamos são ótimas.</p><p>(B) A folha em que deve ser feita a prova é essa.</p><p>(C) A argumentação onde é provado o crime foi dele.</p><p>(D) O aluno cujo pai chegou é Pedro.</p><p>(E) As meninas que querem cortar os cabelos são aquelas.</p><p>34. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/JÚNIOR/VENDAS/2018</p><p>Assunto: Pronomes relativos</p><p>O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação entre duas</p><p>orações.</p><p>Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que está em DESACORDO com os</p><p>ditames da norma-padrão é:</p><p>(A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.</p><p>(B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.</p><p>(C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.</p><p>(D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.</p><p>(E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.</p><p>35. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021</p><p>Assunto: Advérbio</p><p>A palavra salário vem mesmo de “sal”?</p><p>Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal.</p><p>Faz sentido.O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C.,na forma de discos de metal precioso (mo-</p><p>edas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.</p><p>Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras</p><p>de cobre (fundamentais para a fabricação de armas),sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para os-</p><p>tentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.</p><p>Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele,</p><p>então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que</p><p>quisesse, a qualquer momento.</p><p>As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja</p><p>em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.</p><p>Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de</p><p>sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C.A força militar da época era formada por cidadãos</p><p>comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de so-</p><p>brevivência).</p><p>A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de</p><p>Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas</p><p>bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário</p><p>para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já</p><p>era mesmo pago na forma de moedas.</p><p>A palavra destacada em “bem mais portáteis” (parágrafo 4) traz para o trecho uma ideia de</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>18</p><p>(A) adição</p><p>(B) adversidade</p><p>(C) comparação</p><p>(D) extensão</p><p>(E) soma</p><p>36. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018</p><p>Assunto: Advérbio</p><p>Texto II</p><p>O amor é valente</p><p>Mesmo que mil tipos</p><p>De ódio o mal invente,</p><p>O amor, mesmo sozinho,</p><p>Será sempre mais valente.</p><p>Valente, forte, profundo</p><p>Capaz de mudar o mundo</p><p>Acalmar qualquer dor</p><p>Vivemos nesse conflito.</p><p>Mas confio e acredito</p><p>Na valentia do amor.</p><p>BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE,</p><p>2017.</p><p>A palavra que transmite a ideia de tempo no trecho do Texto II “O amor, mesmo sozinho, / Será sempre mais</p><p>valente” é</p><p>(A) amor</p><p>(B) mesmo</p><p>(C) sempre</p><p>(D) sozinho</p><p>(E) valente</p><p>37. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018</p><p>Assunto: Preposição</p><p>Texto II</p><p>O acendedor de lampiões e nós</p><p>Outro dia tive uma visão.Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São João do</p><p>Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.</p><p>Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta e meia late de es-</p><p>tranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança quando</p><p>vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em porta. Fiquei</p><p>olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas portas e janelas</p><p>das casas.</p><p>Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’ Gama-</p><p>liel, lá em Juiz de Fora.</p><p>E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais</p><p>de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe, mas é semelhante ao acendedor de lampiões que</p><p>existia antes de eu nascer. Meus pais falavam dessa figura que surgia no entardecer e acendia nos postes a luz</p><p>movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama.[...]</p><p>SANT’ANNA, Affonso Romano de. O acendedor de lampiões e nós. Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22</p><p>ago. 2010. Fragmento.</p><p>No Texto II, na passagem “saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta e meia late de</p><p>estranhamento”, a palavra em negrito expressa um sentido que também se encontra na palavra destacada em:</p><p>(A) A casa que comprei é toda de madeira.</p><p>(B) Toda a minha família descende de libaneses.</p><p>(C) Sinto-me sempre mais disposto de manhã.</p><p>(D) Eu não gosto de falar de política.</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>19</p><p>(E) É muito triste saber que ainda há gente que morre de fome.</p><p>38. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018</p><p>Assunto: Conjunção</p><p>Texto II</p><p>O acendedor de lampiões e nós</p><p>Outro dia tive uma visão.Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São João do</p><p>Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.</p><p>Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha,a meiga Pixie, que volta e meia late de es-</p><p>tranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança quando</p><p>vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em porta. Fiquei</p><p>olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas portas e janelas</p><p>das casas.</p><p>Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’ Gama-</p><p>liel, lá em Juiz de Fora.</p><p>E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais</p><p>de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe, mas é semelhante ao acendedor de lampiões que</p><p>existia antes de eu nascer. Meus pais falavam dessa figura que surgia no entardecer e acendia nos postes a luz</p><p>movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama. [...]</p><p>SANT’ANNA, Affonso Romano de. O acendedor de lampiões e nós.Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22</p><p>ago. 2010. Fragmento.</p><p>A palavra em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão em:</p><p>(A) Não há como resistir ao progresso tecnológico, mais podemos conservar alguns hábitos antigos.</p><p>(B) O acendedor de lampiões é um profissional que não existe mas.</p><p>(C) A chama era acesa ao entardecer, mas apagada pela manhã.</p><p>(D) As casas do subúrbio são simples, mais são lares para seus moradores.</p><p>(E) Certas mudanças são formidáveis, mais também são assustadoras.</p><p>39. CESGRANRIO - AUX SAU (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018</p><p>Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras</p><p>De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego da forma verbal há é adequado em:</p><p>(A) A melhor forma de salvar o futuro do planeta é persuadir a população de que cabe há cada pessoa o dever</p><p>de economizar água.</p><p>(B) A vida das pessoas há muito tempo depende da energia elétrica para a manutenção de aparelhos cada vez</p><p>mais sofisticados.</p><p>(C) O mundo está próximo de uma derrocada devido há escassez de chuvas necessárias para solucionar o</p><p>problema da seca que atinge a população.</p><p>(D) Os estudiosos pesquisam há melhor forma de substituir o uso de combustíveis poluentes por outros que</p><p>causem menos danos aos indivíduos.</p><p>(E) O excesso de ruídos afeta há saúde física e mental, e é o causador da poluição sonora, que é considerada</p><p>crime ambiental.</p><p>40. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018</p><p>Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras</p><p>A questão baseia no texto apresentado abaixo.</p><p>Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas</p><p>A presença de gases de efeito estufa na atmosfera tem aumentado cada vez mais nas últimas décadas. Desde</p><p>o início da Revolução Industrial, em 1760, a concentração desses gases cresceu mais de 30%. Segundo o Pai-</p><p>nel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do século 21, a concentra-</p><p>ção de CO2 pode chegar ao dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm sendo realizados na tentativa</p><p>de desvendar o que irá acontecer caso as previsões dos cientistas se concretizem.</p><p>O CO2, ou gás carbônico, é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois forma uma</p><p>camada que impede que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe no espaço, o</p><p>Apostila gerada especialmente para: Sergio Carlos Moreal 559.582.499-91</p><p>20</p><p>que garante as condições de temperatura e clima necessários para a existência da vida na Terra.</p><p>As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão associadas à queima de</p><p>combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas, transformadas em áreas agrícolas</p><p>ou urbanas. Uma consequência do aumento da concentração desses gases na atmosfera é a elevação da tem-</p><p>peratura em até 5°C em algumas regiões do planeta até o final do século. Por exemplo, é esperada uma ele-</p><p>vação da temperatura de até 6°C na região amazônica, além da redução em 45% do volume de chuvas. Essas</p><p>alterações climáticas podem trazer diversas e catastróficas consequências, como ondas de calor e estiagens</p><p>ou chuvas concentradas em determinados períodos.</p><p>Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocorre porque são</p><p>as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima</p><p>industrial consumida pelo ser humano. Além disso, afetarão, também, as interações entre espécies, a estru-</p><p>tura dos ecossistemas e a prestação de serviços ambientais, resultando em grandes — e talvez irreversíveis</p><p>— impactos à vida na Terra.</p><p>Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos obtidos</p><p>em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são diferentes</p><p>e organizadas de maneiras distintas. Por exemplo, embora as espécies de plantas possam apresentar respos-</p><p>tas parecidas ao aumento do CO2 e da temperatura — como altas taxas de crescimento —, as consequências</p><p>em um dado ecossistema podem ser o domínio de uma espécie com características invasoras, resultando em</p><p>grandes problemas no funcionamento do ecossistema e até na extinção de espécies e perda da biodiversidade.</p><p>Pesquisadores de algumas universidades e centros de pesquisa brasileiros vêm realizando experimentos a</p><p>fim de conhecer os efeitos das mudanças climáticas em espécies de interesse econômico: nativas, invasoras</p><p>ou cultivadas. Entre os aspectos mais importantes a serem compreendidos, estão as alterações no desen-</p><p>volvimento e na fotossíntese das plantas,</p>

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