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<p>Césio</p><p>137</p><p>.</p><p>Indice</p><p>Introdução</p><p>O que é césio?.</p><p>Uso do césio 137.</p><p>Sintomas da contaminação por césio 137.</p><p>Efeitos da exposição á radiação .</p><p>A origem do acidente.</p><p>Contaminação</p><p>A demora na detecção</p><p>Alerta dado...</p><p>As consequências...</p><p>E o local? Como ficou?</p><p>Coleta do lixo...</p><p>Deposito definitivo...</p><p>Após 26 anos, vitimas ainda sofrem...</p><p>Descaso com essas vitimas...</p><p>Punição aos culpados</p><p>Conclusão...</p><p>A pergunta que não quer calar?</p><p>Introdução</p><p>Dia 13 de setembro de 1987, data do maior desastre</p><p>radioativo do Brasil e do mundo ocorrido fora das usinas</p><p>nucleares. Um desastre ocorrido por grandes falhas</p><p>humanas, a qual a curiosidade e a ganância levaram mais de</p><p>centenas de pessoas a serem vítimas de radiação</p><p>transmitida por uma única cápsula de césio-137. Este</p><p>acidente não é apenas um grande desastre, mas também</p><p>explica a falta de Humanidade que ocorre em nosso País,</p><p>seja este por falta de respeitos pelas pessoas mortas ou pela</p><p>falta de apoio as famílias que sofreram com a radiação.</p><p>Introdução</p><p>O que é césio?</p><p>O elemento químico césio, cujo nome vem do latim *caesius*, que significa céu azul, foi descoberto em 1860. O pó azul é um elemento radioativo que não existe na natureza. Ele é resultado da queima do Urânio 235 dentro de um reator nuclear.</p><p>Não há mais, no Brasil, aparelhos com o Césio 137. Hoje, de acordo com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a radioterapia utiliza equipamentos com cobalto 60, que são muito similares aos com Césio, mas, pelos aceleradores lineares de elétrons, só produzem radiação quando ligados a uma fonte de alta tensão.</p><p>O que é césio?</p><p>Uso do césio 137</p><p>O césio-137, porém, possui vários usos benéficos, como pelas indústrias, na conservação de alimentos e, principalmente, na medicina. No aparelho de radioterapia, seu feixe radioativo é usado para atacar as células cancerígenas, e o chumbo da cápsula impede que essa radiação atravesse e contamine os materiais ao redor.</p><p>Uso do césio 137</p><p>Essa radioatividade pode ter efeito devastador no organismo humano. Começa a destruí-lo de dentro para fora, primeiro a camada muscular e os vasos sanguíneos, depois atinge a camada de gordura, até chegar à pele.</p><p>Estima-se que um ser humano pode absorver sem correr risco a radiação equivalente a 12.000 exames de Raio-X.</p><p>Sintomas da contaminação por césio 137</p><p>Efeitos da</p><p>exposição á</p><p>radiação</p><p>A origem do acidente</p><p>O Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) era um instituto privado, localizado na Avenida Paranaíba, no Centro de Goiânia;</p><p>O equipamento que gerou a contaminação na cidade entrou em funcionamento em 1971, tendo sido desativado em 1985, quando Ο IGR deixou de operar no endereço mencionado.</p><p>A origem do acidente</p><p>Figura 15 –</p><p>Imagem frontal do antigo IGR.</p><p>Imagem lateral do antigo IGR. Fonte: NICOLI, 2000.</p><p>Apenas um guarda zelava pela segurança do imóvel, e por algum motivo, até hoje desconhecido, não foi trabalhar justamente no dia 13 de setembro de 1987. (WOJTOWICZ, 1990)</p><p>Com a mudança de localização, equipamento de radio terapia foi abandonado no interior das antigas instalações;</p><p>A maior parte das edificações pertencentes à clínica foi demolida, mas algumas salas inclusive aquela em que se localizava o aparelho foram mantidas sem nenhuma segurança.</p><p>A origem do acidente</p><p>"Uma disputa entre o Instituto Goiano de Radiologia (IGR) e a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) provocou a venda do terreno em que se localizava o IGR para o Instituto de Previdência e Assistência do Estado de Goiás (Ipasgo).</p><p>Ao conseguir um novo endereço, o antigo inquilino deixou para trás todo o seu mobiliário, incluindo uma máquina radiológica contendo uma cápsula com o isótopo 137 do elemento químico césio (137Cs).Em maio de 1987, o Ipasgo começou a demolir o prédio presente no terreno, até que uma liminar da Justiça determinou a suspensão das obras.</p><p>O prédio então ficou ali, parado, com o aspecto de abandono, sendo invadido pelo mato, mas com a cápsula de 137Cs intacta. Até que no mês de setembro, Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, dois moradores do Bairro Popular, próximo ao local em que estavam as ruínas do IGR, decidiram adentrar as instalações em busca de materiais que pudessem lhes render algum provento.</p><p>Os moradores encontraram então o maquinário radiológico com a cápsula de césio, que pesava cerca de 100 kg, e então levaram-no para a casa de Roberto. Lá, ambos removeram o invólucro de chumbo e perfuraram a placa de lítio, expondo assim a amostra radioativa, de 91 gramas, sendo 19,26 gramas apenas de cloreto de césio.</p><p>Assim, Roberto e Wagner se dirigiram a um ferro-velho, cujo dono se chamava Devair. Às peças foram vendidas no dia 18 de setembro de 1987, e o dono do ferro-velho percebeu, à noite, um brilho azul fascinante advindo daquela cápsula.</p><p>A partir daí, Devair começou a fazer circular, entre parentes, vizinhos e amigos, a cápsula que emanava o lindo brilho azul. Mal sabiam os moradores daquela região que a substância ali manipulada era altamente perigosa.</p><p>A origem do acidente</p><p>"Iniciou-se, então, o maior acidente radiológico do mundo. As partículas de césio começaram a se dispersar por ação do vento, contaminando o solo, plantas e animais. As pessoas que tiveram contato com o elemento começaram a se tornar fontes irradiadoras, contaminando hospitais e outros locais que frequentavam. No dia 28 de setembro, a esposa de Devair, Maria Gabriela, começou a desconfiar que os casos crescentes de náuseas, perda de apetite, vômitos e diarreia, associados com fortes dores de cabeça e febre, poderiam estar ligados ao material trazido e admirado pelo seu marido. Após convencer Devair, Maria Gabriela e um funcionário de seu marido, Geraldo Guilherme, pegaram um ônibus na tarde de 28 de setembro e levaram a amostra à Divisão de Vigilância Sanitária.</p><p>"Ao pousar sobre uma mesa da recepção a amostra, Maria Gabriela explicou a um funcionário da Vigilância Sanitária, o veterinário Paulo, que a amostra era perigosa e havia sido extraída de um aparelho radiológico. Paulo, então, achou prudente se manter distante da amostra e a deixou sobre uma cadeira velha no pátio das instalações da Vigilância Sanitária. Contudo, funcionários curiosos acessaram o local para observar o material misterioso, sem saber da sua periculosidade.</p><p>A origem do acidente</p><p>"O físico Walter Mendes Ferreira atendeu a convocação da Vigilância Sanitária para avaliar a cápsula entregue por Maria Gabriela, e os níveis de radiação eram tão altos que o aparelho atingiu o limite de sua escala na primeira leitura, demonstrando não ser capaz de mensurar a radiação presente. Walter sequer acreditava e precisou trocar de aparelho para ter certeza de que se não tratava de uma falha.</p><p>O Corpo de Bombeiros, ainda sem saber sobre do que se tratava, pretendia jogar a amostra no rio Meia-Ponte, quando foi interrompido, aos gritos, por Walter, explicando então do que se tratava aquela amostra. A partir daí, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) foi avisada e iniciou o Plano de Emergência Radiológica, convocando médicos especialistas e pessoal de radioproteção, além de técnicos do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), das Furnas Centrais Elétricas e da antiga Nuclebrás. Além disso, deixaram de sobreaviso o Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), no Rio de Janeiro, até então o único no país com uma enfermaria especializada em contaminados por material radioativo. A Cnen também avisou a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) sobre o acidente.</p><p>A origem do acidente</p><p>Contaminação</p><p>As formas de exposição das vitimas</p><p>foram:</p><p>• Exposição à radiação externa;</p><p>Contaminação externa e interna por manuseio</p><p>direto da fonte;</p><p>• Comercialização de materiais contaminados;</p><p>Contatos pessoais e profissionais;</p><p>• Circulação de animais contaminados;</p><p>• Circulação de ferramentas contaminadas;</p><p>• Ação do vento;</p><p>➤ • Ação da chuva.</p><p>As formas de</p><p>exposição das vítimas</p><p>• Os pacientes tomavam três, quatro banhos por dia</p><p>com solução de vinagre.</p><p>• Utilizou-se também métodos abrasivos para</p><p>descontaminação da pele e aplicação de resinas de</p><p>trocas iônicas, as quais eram colocadas em luvas e</p><p>botas plásticas para descontaminação de mãos e</p><p>pés.</p><p>• Ingestão de altas doses de ferrocianeto férrico,</p><p>conhecido como azul-da-Prússia.</p><p>• Exercícios físicos e banhos de sauna para</p><p>eliminação através do suor. Ingestão de líquidos em</p><p>abundância (3.000 ml/dia), entre água e sucos de</p><p>frutas ricas em potássio.</p><p>Descontaminação dos pacientes</p><p>Maria Gabriela no hospital, dias antes de morrer por radiação, em 1987 — Foto: Arquivo/Polícia Federal</p><p>Leide das Neves, de 6 anos, morreu contaminada por radiação</p><p>Valdivina Batista de Oliveira debruçada sobre o caixão do sobrinho Israel Batista dos Santos, 22, morto em 27 de outubro de 1987.</p><p>O governo da época tentou minimizar o acidente</p><p>escondendo dados da população, dizendo ser apenas um vazamento de gás.</p><p>A DEMORA NA DETECÇÃO</p><p>A Outra razão é que Goiânia sediava, na época, o GP Internacional de Motovelocidade no Autódromo Internacional que hoje chama- se Ayrton Senna, e o Governador do estado Henrique Santillo não queria que o pânico fosse instalado nos estrangeiros.</p><p>A DEMORA NA DETECÇÃO</p><p>• A CNEN mandou examinar toda a população da região;</p><p>• A No total 112.800 pessoas foram expostas aos efeitos do césio, ➤ ➤ muitas com contaminação corporal externa revertida a tempo;</p><p>• 129 pessoas apresentaram contaminação corporal interna e externa concreta, vindo a desenvolver sintomas e foram apenas medicadas. ➤ ➤ • Porém, 49 foram internadas, sendo que 21 precisaram sofrer tratamento intensivo; destas, quatro não resistiram e acabaram morrendo.</p><p>ALERTA DADO...</p><p>• A Muitas casas foram esvaziadas e limpas a vácuo para remover a poeira antes das superfícies serem examinadas para detecção de radioatividade;</p><p>• A Objetos como brinquedos, fotografias e utensílios domésticos foram considerados material de rejeito;</p><p>• A O que foi recolhido com a limpeza foi transferido para o Parque Estadual Telma Ortegal.</p><p>ALERTA DADO...</p><p>• Estima-se que o ocorrido, deixou por volta de 6.000 vítimas</p><p>com sequelas, as quais, ainda hoje sofrem preconceito, e</p><p>um descaso total da autoridade;</p><p>• Os corpos das quatro primeiras vítimas estão enterrados no</p><p>cemitério municipal de Goiânia;</p><p>• Para bloquear a emissão do material radioativo cada caixão</p><p>pesava cerca de 500 quilos, e todos feitos de chumbo;</p><p>As consequências...</p><p>• Muitas casas foram esvaziadas e limpas para se detectar a</p><p>radioatividade;</p><p>• Vários objetos foram considerados materiais de rejeito, por</p><p>estarem contaminados;</p><p>• Todo o material recolhido foi transferido para o Parque</p><p>Estadual Telma Ortegal;</p><p>E o local? Como ficou?</p><p>Coleta do Lixo...</p><p>• Foram 13 toneladas de lixo radioativo, oriundos de apenas 19 gramas de césio 137;</p><p>• A estimativa é que o risco acabe, apenas em 2187;</p><p>• O local foi projetado para durar por 300 anos, 100 anos além do estimado, para o fim da radiação;</p><p>• O local tem espessura de 1,0 metro de chumbo, e mais 1,5 metro de concreto</p><p>Deposito definitivo...</p><p>Ainda hoje, existem sequelas deste grande pesadelo, nas vitimas contaminadas, marcas essas, que nunca serão esquecidas, principalmente, a quem ainda vive esse terror, são marcas, são feridas que nunca serão apagadas, no entanto precisam de acompanhamento e receita mento médico;</p><p>Após 26 anos, vitimas ainda sofrem...</p><p>A CNEM que deveria fiscalizar a clínica, foi condenada a prestar assistência médica, as vitimas e seus parentes;</p><p>O Governo de Goiás e a CNEM foram condenadas a pagar indenização as vitimas, que variam entre R$ 100mil e R$ milhão de reais;</p><p>Após 26 anos, nenhuma indenização foi paga até hoje;</p><p>Descaso com essas vitimas...</p><p>Em julho de 1992 os médicos Orlando Teixeira, Crizeide Dourado, Carlos Bezerril responsáveis pela clínica abandonada e físico nuclear Flamarion Gourlart, foram condenados por homicídio culposo;</p><p>Condenados a 3 anos de prisão em regime semiaberto, mas depois de 01 anos foram perdoados através de um indulto presidencial.</p><p>PUNIÇÃO AOS CULPADOS</p><p>É notório a desinformação da população jovem de Goiânia a respeito da tragédia e do lastro de morte que um acidente dessas proporções causa ao ser humano e ao meio ambiente. Mas é dever, principalmente, das autoridades criarem meios de prevenção para que acidentes semelhantes não ocorram, para o bem da população local, o meio ambiente, e, porque não dizer, para o bem do planeta</p><p>Conclusão...</p><p>Se ocorresse, hoje, um acidente radiológico idêntico na cidade de Goiânia, o Governo, a classe médica e a população estariam preparados para reagir positivamente às consequências e evitar vítimas fatais?</p><p>A pergunta que não quer calar?</p><p>Filmes e documentários sobre o tema.</p><p>Documentário - O brilho da morte: 30 anos do césio 137</p><p>https://youtu.be/gCcTxnvZb-k</p><p>CÉSIO 137 - O Pesadelo de Goiânia</p><p>Para não esquecer - Filme documentário Césio 137 Completo (2022)</p><p>https://youtu.be/v5OpCQ4fzBg?feature=shared</p><p>.</p><p>.</p><p>.</p><p>Fontes</p><p>• https://cbn.globo.com/brasil/noticia/2024/07/05/cesio-137-acidente-radioativo-em-1987-causou-mortes-e-atingiu-mais-de-mil-pessoas-em-go.ghtml</p><p>• https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2023/07/06/cesio-137-maior-acidente-radiologico-da-historia-aconteceu-em-goias-e-afetou-mais-de-mil-pessoas-relembre.ghtml</p><p>•https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/04/110421_cesio_entrevista_jc</p><p>Obrigada!!!</p><p>image1.png</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.png</p><p>image4.svg</p><p>.MsftOfcResponsive_Stroke_ffff00 {</p><p>stroke:#FFFF00;</p><p>}</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.png</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.jpg</p><p>image13.png</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.png</p><p>image23.jpg</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.png</p><p>image26.svg</p><p>.MsftOfcThm_Background1_Fill {</p><p>fill:#FFFFFF;</p><p>}</p><p>image27.jpeg</p>

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