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<p>Acadêmica: Letícia Aviz dos Santos</p><p>Discente do curso: Biomedicina /4ºsemestre</p><p>Disciplina: Análise Ambiental</p><p>Professor: Andrei Santos Siqueira</p><p>Tema: Eventos contaminantes</p><p>Ananindeua,2023</p><p>Exposição radioativa “Césio-137” e sua influência negativa no Ambiente</p><p>Em Goiânia, no ano de 1987, o uso indevido de um aparelho radioativo de radioterapia abandonado, provocou um acidente, afetando centenas de pessoas. O aparelho médico continha uma cápsula com o composto químico de alta solubilidade, nomeado de Césio-137, um isótopo radioativo do elemento césio, derivado de reações de fissão nuclear de elementos pesados como urânio e o plutônico. Os males do césio-137 são a emissão de partículas beta e radiação gama, onde ela é altamente lesiva para os tecidos e células, por causa de sua alta produção de energia, afetando assim, o mecanismo e estruturas de funcionamentos celulares.</p><p>O aparelho abandonado, foi vendido ao um ferro velho, e ao desmontá-lo os donos do ferro velho deparou-se com um pó branco, semelhante ao sal de cozinha, que brilhava no escuro (césio-137), levando o material então para a família e vizinhos conhecerem, tornando o “pó que brilhava” famoso. Contudo, sem conhecimento o dono do local pôs em exposição cerca de 19 gramas de cloreto de césio, e por causa desse descarte incorreto do aparelho, o manuseio indevido do césio gerou uma alta exposição radioativa de risco para saúde das pessoas que habitavam na cidade.</p><p>Com a exposição toxica, diversas pessoas apresentaram sintomas semelhantes, como diarreia, mal-estar, vômito, queda de cabelo e até desmaios. A procura pelos hospitais foram aumentando, apresentando os mesmos sintomas, de início os profissionais de saúde acreditavam ser uma virose, mas o cenário de pessoas com os mesmos sintomas foram se agravando e os médicos começaram a desconfiar de um evento contaminante por radiação. Em análise da vigilância sanitária do “pó-brilhante”, os resultados indicaram índices de radiação mais altos que o esperado. O físico Walter Mendes acionou a comissão Brasileira de Energia Nuclear e foi confirmado que se tratava de um acidente radioativo.</p><p>As consequências do acidente em Goiânia, alcançou o âmbito de saúde física e mental quanto o lado social das pessoas envolvidas. De imediato, o estado iniciou a “Operação Césio-137” um plano emergencial para conter os danos do acidente com identificação, monitoramento,</p><p>Descontaminação, tratamento das pessoas envolvidas e das áreas consideras de focos principais de contaminação.</p><p>Ademais, as casas de Devair e de Wagner, que encontraram o césio na capsula do aparelho de radioterapia foram demolidas, assim como o ferro-velho também. Nesses locais, onde consideradas áreas altamente contaminadas foram removidas e recobertas com concreto específico que não permite perfurações e são capazes de conter a emissão da radiação.</p><p>Estima-se que cerca de 112.800 foram afetadas com o acidente radioativo, e algumas pessoas foram identificados algum nível de contaminação, alguns externos como em roupas, sapatos, pele, recebendo acompanhamento médico e descontaminação externa, em outros houve contaminação interna, precisando ficar em condição de isolamento. Visto que, algumas pessoas desenvolveram Síndrome Aguda de Radiação, falência de medula óssea, lesões cutâneas, como radiodermite e alguns tiveram a amputação de membros. Contudo, muitas crianças da época desenvolveram</p><p>câncer de tireoide e quatro pessoas foram a óbito nesse episódio, em decorrência de hemorragia e infecção generalizada.</p><p>Todavia, as marcas da exposição do césio-137 são incalculáveis, e para conter o alto risco da exposição da substância nos solos afetados, foram usados métodos para conter a contaminação, e aproximadamente geraram 3500m3 de lixo radioativo, onde foram armazenados em contêineres e tambores concretados, alocados definitivamente em um depósito especialmente construído para esse fim, projetadas para suportar intempéries pelo menos 300 anos, tempo estimado que os rejeitos do césio-137 serão radioativos. Walter Mendes ainda afirma que a meia vida do agente radioativo é de 30 anos, significando que neste período ele perde metade de sua atividade.</p><p>image1.png</p>

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