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<p>INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA</p><p>DA PARAÍBA - IFPB</p><p>PROFESSOR: PÉRICLES ALVES BATISTA</p><p>3º ANO / CURSO: EDIFICAÇÕES: CAMPUS: PICUÍ</p><p>DISCIPLINA - GEOGRAFIA</p><p>ALUNAS: ELOÁ SOUTO, BEATRIZ GOMES, CAMILA EMANUELLY, IARA DUARTE, RÍVIA</p><p>SABRINA E MARIA EDUARDA PONTES</p><p>IMPERIALISMO, I GUERRA MUNDIAL e II GUERRA MUNDIAL</p><p>TRABALHO – 1º UNIDADE</p><p>QUESTÃO 01: No final do século XIX e início do século XX, por detrás de uma aparente tranquilidade do</p><p>cenário político europeu, escondia-se um clima de instabilidade e tensão que acabaria por mergulhar a</p><p>Europa na Primeira Grande Guerra. Destaque e comente os fatores que contribuíram para essa</p><p>instabilidade:</p><p>Os principais fatores que corroboram com o status quo da época são as disputa por colônias na Ásia e na</p><p>África e as disputas de viés nacionalista, tal como a Política de Alianças.</p><p>Sendo assim, cabe-se analisar a disputa por colônias africanas e asiáticas. Isto significava que os países</p><p>estavam em uma incontrolável busca por controle de territórios e violação do direito de auto identificação</p><p>dos povos, isso implicava em controlar mão de obra, matérias-primas e mercados, por métodos violentos e</p><p>ditadores. Sendo assim, os países desejavam o maior número que pudessem controlar, pois isso os</p><p>presenteava com influência e poder internacional, além de progresso econômico.</p><p>Outrossim, as disputas de caráter nacionalista e a Política de Alianças estabeleceram conflitos por zonas de</p><p>influência entre as nações europeias, que terminaram por guerrear umas com as outras para manter os seus</p><p>interesses diplomáticos no continente. Ademais, essa intensificação de rivalidades imperialistas (como por</p><p>exemplo a crise marroquina e crise balcânica) foi tóxica e predatória para o desenvolvimento de qualquer</p><p>conceito de paz.</p><p>O resultado desses fatores implicou na mais extrema das intervenções: guerra.</p><p>QUESTÃO 02: Sabendo que os dois mapas referem-se à Europa antes e depois da Primeira Guerra</p><p>mundial, responda:</p><p>a) Que países deixaram de existir a partir de 1919 (cite ao menos o nome de três deles)?</p><p>Império Otomano, Império Russo e Império Austro Hungaro.</p><p>b) Que países surgiram a partir de 1919 (cite ao menos o nome de cinco países)?</p><p>Turquia, Alemanha, Líbia, URSS e Albânia.</p><p>QUESTÃO 03: “A Primeira Guerra Mundial não resolveu nada. As esperanças que gerou - de um mundo</p><p>pacífico e democrático de Estados-nação sob a Liga das Nações; de um retorno à economia mundial de</p><p>1913; mesmo (entre os que saudaram a Revolução Russa) de capitalismo mundial derrubado dentro de</p><p>anos ou meses por um levante dos oprimidos - logo foram frustradas. O passado estava fora de alcance, o</p><p>futuro fora adiado, o presente era amargo, a não ser por uns poucos anos passageiros em meados da</p><p>década de 1920.”</p><p>ERIC. J. HOBSBAWM</p><p>A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991)São Paulo: Companhia das Letras, 1995.</p><p>O período entre-guerras (1919-1939) começou com uma combinação de esperança e ressentimento.</p><p>Diversos acordos foram impostos pelos Estados vencedores aos derrotados. O mais conhecido deles é</p><p>o Tratado de Versalhes de 1919. Outros tratados complementares também foram assinados e igualmente</p><p>tiveram grande importância para a geopolítica mundial. Indique duas transformações na geopolítica</p><p>mundial e cite as consequências desses tratados sobre os países que foram submetidos:</p><p>No que se refere às consequências de tratados essenciais nessa época, cabe-se citar o Tratado de</p><p>Versalhes e o Tratado de Sèvres. Sendo assim, dividimos em aspectos e como cada um deles trouxe efeitos</p><p>sobre eles.</p><p>1. Redistribuição territorial na Europa e no Oriente Médio:</p><p>- Tratado de Versalhes (1919): Impôs severas punições à Alemanha, incluindo a perda de</p><p>territórios significativos como a Alsácia-Lorena para a França, e a criação de novos estados</p><p>como a Polônia, que recebeu partes do território alemão. A desmilitarização da Renânia</p><p>também foi decretada. Este tratado buscava enfraquecer a Alemanha militarmente e</p><p>economicamente, contribuindo para um sentimento de humilhação e revanchismo que, mais</p><p>tarde, facilitou a ascensão do nazismo.</p><p>- Tratado de Sèvres (1920): Redefiniu as fronteiras do Império Otomano, levando à criação de</p><p>vários novos estados no Oriente Médio, como o Iraque e a Síria, sob mandatos britânico e</p><p>francês, respectivamente. Este tratado desmantelou o império multissecular e criou um</p><p>mosaico de novos estados, o que alterou significativamente a geopolítica da região.</p><p>2. Ascensão de regimes autoritários:</p><p>- Consequência do Tratado de Versalhes e da Crise Econômica: A humilhação imposta à</p><p>Alemanha pelo Tratado de Versalhes e a severa crise econômica dos anos 1920 e 1930,</p><p>particularmente a Grande Depressão, contribuíram para a instabilidade política e social. Este</p><p>ambiente propício levou à ascensão do Partido Nazista de Adolf Hitler, que prometeu</p><p>restaurar a glória alemã e reverter os termos do tratado.</p><p>- Transformações na Itália e Espanha: O período de instabilidade pós-Primeira Guerra Mundial</p><p>também facilitou a ascensão de regimes autoritários na Itália e na Espanha. Na Itália, Benito</p><p>Mussolini e seu Partido Fascista tomaram o poder em 1922, prometendo ordem e um</p><p>renascimento nacional. Na Espanha, a Guerra Civil (1936-1939) levou ao estabelecimento do</p><p>regime franquista de Francisco Franco, com apoio da Alemanha nazista e da Itália fascista.</p><p>3. Consequências para os países submetidos</p><p>- Alemanha:</p><p>- Econômicas e Políticas: A Alemanha foi obrigada a pagar enormes reparações de</p><p>guerra, o que devastou sua economia e causou hiperinflação. A instabilidade</p><p>econômica e política facilitou a ascensão do nazismo, que prometia rejeitar o Tratado</p><p>de Versalhes e restaurar o poder e prestígio alemão.</p><p>- Territoriais: A perda de territórios e a desmilitarização foram percebidas como uma</p><p>humilhação nacional, alimentando o revanchismo que eventualmente contribuiu para</p><p>o início da Segunda Guerra Mundial.</p><p>- Império Otomano / Oriente Médio:</p><p>- Desintegração do Império Otomano: O Tratado de Sèvres formalizou a divisão do</p><p>Império Otomano, criando novos estados sob mandatos europeus. Esta</p><p>reconfiguração territorial sem consideração pelas realidades étnicas e sectárias locais</p><p>plantou as sementes para conflitos futuros na região.</p><p>- Emergência de Novos Estados: Os novos estados do Oriente Médio, como o Iraque, a</p><p>Síria e a Palestina, passaram a ser administrados como mandatos pela Liga das</p><p>Nações, sob controle britânico e francês, o que levou a tensões e movimentos</p><p>nacionalistas que moldaram a política da região nas décadas seguintes.</p><p>Leia o trecho abaixo e responda as QUESTÕES: 04 e 05:</p><p>““A Geografia Política no Período do Inter-Guerras”, trata do lapso temporal entre as duas grandes guerras</p><p>mundiais (1919-1939), o mais polêmico da evolução da Geografia Política e da Geopolítica e um dos mais</p><p>ricos em produção acadêmica, devido aos vários estudos de avaliação das conseqüências da Primeira</p><p>Guerra Mundial, a “típica guerra imperialista” da qual Lênin faz referência. Entre os autores de destaque</p><p>desse período, Costa examina as obras do norte-americano Isaiah Bowman, que faz um balanço do</p><p>quadro europeu e mundial após a Primeira Grande Guerra e do alemão Karl Haushofer, que produziu</p><p>estudos para o Terceiro Reich, sendo considerado posteriormente um dos mais engajados geógrafos em</p><p>todos os tempos. Finalizando esta parte do livro, o autor examina o debate teórico que se estabelece no</p><p>período entre-guerras, projetando de forma consistente a Geografia Política nos Estados Unidos da</p><p>América e na França, entre outros países”.</p><p>BRANDÃO, Paulo Roberto Baqueiro. Novos e velhos discursos sobre o território e o poder: Resenha da obra</p><p>Geografia Política e Geopolítica de Wanderley Messias da Costa.</p><p>QUESTÃO 04: UFRJ "(...) a guerra de 1914-18 foi, de ambos os lados, uma guerra imperialista (isto é,</p><p>uma guerra de conquista, de pilhagem, de pirataria), uma guerra pela partilha do mundo, pela distribuição</p><p>e redistribuição das colônias, das zonas de influência do capital financeiro, etc. O capitalismo se</p><p>transformou num sistema universal</p><p>de opressão colonial e de asfixia financeira da imensa maioria da</p><p>população do globo por um punhado de países avançados. E a partilha deste saque faz-se entre duas ou</p><p>três aves de rapina, com importância mundial, armadas até os dentes (América, Inglaterra, Japão), que</p><p>arrastam consigo toda a Terra na sua guerra pela partilha de seu saque". (LENIN, Vladimir I. "O</p><p>imperialismo: fase superior do capitalismo". São Paulo, Global, 1985.p. 9-11).</p><p>Nesse contexto, relacione o capitalismo monopolista à Primeira Guerra Mundial:</p><p>No contexto da Primeira Guerra Mundial, o capitalismo monopolista, caracterizado pela</p><p>concentração de capital e formação de grandes conglomerados industriais e financeiros, teve um papel</p><p>central na eclosão do conflito. Essa fase do capitalismo, descrita por Lênin como "imperialismo", levou a</p><p>uma intensa competição entre as potências industriais por mercados, recursos naturais e áreas de influência.</p><p>Grandes empresas e bancos monopolistas dominavam setores estratégicos da economia nos principais países</p><p>europeus e nos Estados Unidos. Essas entidades buscavam constantemente novos mercados para seus</p><p>produtos e novas fontes de matérias-primas, o que gerou uma competição acirrada entre as nações</p><p>industrializadas. O imperialismo econômico levou à colonização de grande parte da África e da Ásia. As</p><p>potências europeias, juntamente com os Estados Unidos e o Japão, lutavam pela redistribuição dessas</p><p>colônias e zonas de influência, resultando em tensões geopolíticas. Os países capitalistas, com suas</p><p>indústrias altamente desenvolvidas, necessitavam de novos mercados para escoar seus produtos excedentes.</p><p>As colônias eram vistas como mercados cativos, essenciais para a manutenção do crescimento econômico.</p><p>As potências imperialistas procuravam garantir o acesso a matérias-primas vitais para suas indústrias, como</p><p>carvão, ferro e petróleo, encontradas principalmente em territórios coloniais. A acumulação de capital e o</p><p>crescimento dos monopólios também financiaram uma corrida armamentista, onde as nações europeias</p><p>investiram pesadamente em seus exércitos e marinhas. O militarismo exacerbado aumentou as tensões e</p><p>preparou o terreno para a guerra. A competição econômica levou à formação de blocos de poder, como a</p><p>Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia) e a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália),</p><p>criando um cenário propício para um conflito de grande escala. A Primeira Guerra Mundial pode ser vista</p><p>como uma consequência direta do capitalismo monopolista e imperialista. A busca por novos mercados,</p><p>recursos naturais e áreas de influência levou as potências industriais a um confronto inevitável, exacerbado</p><p>por um militarismo agressivo e alianças estratégicas. As rivalidades econômicas e políticas entre essas</p><p>nações transformaram-se em um conflito global, com a partilha e redistribuição das colônias e zonas de</p><p>influência sendo um dos principais objetivos do combate.</p><p>QUESTÃO 05: "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior." (Winston Churchill, em discurso feito</p><p>no Parlamento em 21 de agosto de 1941).</p><p>A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra</p><p>Mundial, que contribuíram para alimentar antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial.</p><p>Entre esses problemas, identificamos:</p><p>a) o crescente nacionalismo econômico e o aumento da disputa por mercados consumidores e por áreas</p><p>de investimentos;</p><p>b) o desenvolvimento do imperialismo chinês da Ásia, com abertura para o Ocidente;</p><p>c) os antagonismos austro-ingleses em torno da questão da Alsácia-Lorena;</p><p>d) a oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países, enfraquecendo todo tipo de</p><p>nacionalismo;</p><p>e) a divisão da Alemanha, que a levou a uma política agressiva de expansão marítima.</p><p>QUESTÃO 06: Explique a frase: “O mapa-múndi nunca é permanente”. Comente a respeito das</p><p>reunificações e desmembramentos que redefiniram as fronteiras de diversos países a partir da Nova</p><p>Ordem Mundial:</p><p>A frase "O mapa-múndi nunca é permanente" reflete a ideia de que as fronteiras políticas e</p><p>territoriais estão sempre sujeitas a mudanças. No contexto da Nova Ordem Mundial, particularmente após o</p><p>fim da Guerra Fria, várias transformações geopolíticas ilustram essa constante evolução. A reunificação da</p><p>Alemanha em 1990, após a queda do Muro de Berlim, marcou o fim de décadas de divisão. A dissolução da</p><p>União Soviética em 1991 resultou na independência de 15 repúblicas soviéticas, redefinindo</p><p>dramaticamente o mapa da Eurásia. A Iugoslávia desintegrou-se na década de 1990, formando vários</p><p>estados independentes como Eslovênia, Croácia e Bósnia e Herzegovina. Timor-Leste conquistou sua</p><p>independência da Indonésia em 2002, e a Tchecoslováquia se dividiu pacificamente em República Tcheca e</p><p>Eslováquia em 1993. A Nova Ordem Mundial pós-Guerra Fria tem sido marcada por globalização,</p><p>interdependência econômica e movimentos de autodeterminação, que continuam a remodelar o</p><p>mapa-múndi. Conflitos territoriais e reivindicações de soberania ainda causam tensões e mudanças, como</p><p>visto na Crimeia e no Cáucaso. Esses exemplos mostram que as fronteiras dos países não são fixas e que o</p><p>mapa político do mundo está em constante evolução, refletindo as dinâmicas das relações internacionais,</p><p>políticas internas e aspirações de povos e nações.</p><p>QUESTÃO 07. Cite exemplos que mostram, na prática, que os Estados Nacionais são extremamente desiguais.</p><p>Os Estados Nacionais são extremamente desiguais em vários aspectos, como economia,</p><p>desenvolvimento humano, acesso à educação e saúde, e poder político. Os Estados Unidos possuem a maior</p><p>economia do mundo, com um PIB de trilhões de dólares, enquanto o Haiti é um dos países mais pobres do</p><p>hemisfério ocidental, com um PIB per capita significativamente menor e uma economia fortemente</p><p>dependente de ajuda externa. A Alemanha é uma das economias mais desenvolvidas e industrializadas do</p><p>mundo, enquanto o Zimbábue enfrenta grandes desafios econômicos, incluindo inflação elevada e uma</p><p>economia predominantemente agrícola e informal. A Noruega está consistentemente classificada no topo do</p><p>Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) devido a altos padrões de vida, excelente sistema de saúde e</p><p>educação, enquanto o Níger está frequentemente no fundo da lista, com altos índices de pobreza, baixa</p><p>expectativa de vida e acesso limitado a serviços básicos. O Japão possui um dos mais altos IDHs do mundo,</p><p>com uma população altamente educada e serviços de saúde avançados, enquanto o Sudão do Sul, um dos</p><p>países mais jovens do mundo, enfrenta desafios extremos em termos de saúde, educação e infraestrutura</p><p>básica. A Finlândia é conhecida por seu sistema educacional de alta qualidade e serviços de saúde acessíveis</p><p>e eficientes. Em contraste, a Somália enfrenta grandes dificuldades em proporcionar educação e cuidados de</p><p>saúde devido a décadas de conflito e instabilidade. O Canadá tem um sistema de saúde público eficiente e</p><p>acessível e um sistema educacional robusto, enquanto o Afeganistão enfrenta desafios significativos em</p><p>ambas as áreas, exacerbados por conflitos prolongados e instabilidade política. A China é uma das</p><p>principais potências globais, com influência significativa em assuntos internacionais, poder de veto no</p><p>Conselho de Segurança da ONU e uma forte presença econômica global. O Mali, por outro lado, é um dos</p><p>países mais pobres do mundo, com pouca influência internacional e uma economia frágil. Esses exemplos</p><p>mostram que os Estados Nacionais não são iguais e que as disparidades em vários setores continuam a</p><p>impactar a vida das pessoas e a dinâmica global.</p>

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