Prévia do material em texto
<p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>SUMÁRIO</p><p>Segundo Reinado (1840 – 1889) .......... ....................................................................................3</p><p>Guerra do Paraguai (1864 – 1870) ..........................................................................................4</p><p>Abolição da escravidão ...........................................................................................................5</p><p>Crise do Segundo Reinado .....................................................................................................6</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>Segundo Reinado (1840 – 1889)</p><p>Após o conturbado período regencial, a partir de 1840 chegava ao poder o segundo e último</p><p>imperador do Brasil, Dom Pedro II que foi alçado precocemente ao poder pelo Golpe da</p><p>Maioridade. Nesse sentido, D. Pedro II governou o Brasil de 1840 até 1889 quando sofreu um</p><p>golpe e foi proclamada a república. Durante o Segundo Reinado podemos perceber profundas</p><p>transformações no país, destacando principalmente a estabilidade política que foi obtida e alguns</p><p>acontecimentos marcantes como a Guerra do Paraguai e a abolição da escravidão.</p><p>Dom Pedro II tratou de atuar como um mediador político entre os dois partidos: o Partido</p><p>Liberal (conhecidos como os luzia) que defendia um governo monárquico não tão centralizador,</p><p>com certa autonomia das províncias estabelecidas pelo Ato Adicional de 1834; e o Partido</p><p>Conservador (conhecidos como os saquarema) que defendia um governo monárquico</p><p>centralizador estabelecido pela Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834, aprovada no parlamento</p><p>em 1841. Utilizando do Poder Moderador, D. Pedro II criou estratégias para agradar ambos os</p><p>lados, realizando uma política de revezamento em que conservadores e liberais alternavam-se</p><p>na liderança do gabinete ministerial.</p><p>Com a abdicação de D. Pedro I, D. Pedro II ao assumir o governo implanta uma outra forma</p><p>de governo chamado de parlamentarismo no qual o país passava a ter um chefe de estado e um</p><p>chefe de governo que eram pessoas diferentes. Entretanto, o parlamentarismo implementado no</p><p>Brasil era diferente daquele utilizado na Inglaterra, visto que o modelo adotado no Brasil era D.</p><p>Pedro II quem nomeava os membros do gabinete ministerial utilizando do Poder Moderador.</p><p>Todavia, caso a Câmara dos Deputados não estivesse alinhada com seus interesses, D. Pedro II</p><p>podia dissolve-los e convocar novas eleições para que uma nova Câmara fosse composta com</p><p>membros que defendessem os interesses do imperador – esse sistema ficou conhecido como</p><p>parlamentarismo às avessas.</p><p>No Segundo Reinado a economia brasileira apresentou um quadro de maior estabilidade em</p><p>relação aos períodos anteriores, marcada pelo equilíbrio da balança comercial, definido pela</p><p>ocorrência de um novo produto de exportação que foi o café que manteve as mesmas estruturas</p><p>de produção aplicadas com o plantation: monocultura, escravidão, exportação e latifúndio sendo</p><p>as principais regiões cafeeiras o Vale do Paraíba (RJ/SP), Oeste Paulista (SP) e Zona da Mata</p><p>(MG). No entanto, haverá uma diversificação nos produtos de exportação como a extração de</p><p>látex no Norte, para produção de borracha; produção de açúcar no Nordeste; cultivo de algodão no</p><p>Maranhão, Pará e em Goiás; cultivo do tabaco no Sul da Bahia; atividade pecuarista em várias</p><p>partes do país e produção de charque no Sul do Brasil.</p><p>Com o café, a promulgação de algumas leis abolicionistas e a necessidade de mão de obra</p><p>para trabalhar com a cafeicultura, origina-se um aumento do fluxo de imigrantes no Brasil,</p><p>sobretudo na década de 1880, quando a escravidão estava em crise. Em geral, os imigrantes</p><p>vieram de regiões como Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e Japão. Esses imigrantes foram</p><p>essenciais para o êxito da produção cafeeira porque tinham mais qualificação do que a mão de</p><p>obra escrava. O café também proporcionou um momento importante de industrialização,</p><p>estímulos a serviços urbanos e modernização dos transportes, ligados ao próprio desenvolvimento</p><p>da cultura cafeeira. Cabe destacar o barão de Mauá que é considerado o primeiro grande</p><p>empresário brasileiro, este no qual criou um banco, investiu em ferrovias, no serviço de iluminação,</p><p>na instalação de cabos telegráficos, em companhias de comércio e na navegação fluvial. Nesse</p><p>período, o café também entre crise devido ao tempo curto de vida útil dos cafezais, a forma de</p><p>plantar e por causa da falta de mão de obra escravo que estava sendo abolida aos poucos.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>Guerra do Paraguai (1864 – 1870)</p><p>A Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança foi um conflito entre o Brasil, Argentina,</p><p>Uruguai contra o Paraguai que se estendeu de 1864 a 1870 e surge em um contexto de busca por</p><p>controle territorial e novos centros políticos. Sobre esse conflito, as motivações foram derivadas de</p><p>uma guerra civil no Uruguai entre Blancos e Colorados em 1863, todavia essa guerra envolvia</p><p>interesses brasileiros e argentinos, e estes interessavam que os Colorados à vencessem. Dessa</p><p>forma, o Brasil intervém com a invasão do território Uruguaio, ocasionando uma afronta ao ditador</p><p>Solano López, governante do Paraguai, que queria resolver o problema uruguaio na diplomacia;</p><p>devido ao não esperado, Solano López aposta na Guerra.</p><p>Cabe destacar, que López, se esquece de alguns fatores importantes na realização da</p><p>guerra. Primeiro, o Paraguai passava por uma estruturação da política interna e formulações na</p><p>política externa, além do mais, a identidade e a unificação do povo paraguaio eram frágeis.</p><p>Segundo, mesmo que o Brasil e a Argentina ainda não houvesse uma completa integração, eram</p><p>nações muito mais estáveis nesse período. Terceiro que López acreditava que ia receber apoio dos</p><p>uruguaios rivais do Brasil, o que não ocorreu. Assim sendo, Solano investe numa guerra que não</p><p>tinha condições de vencer.</p><p>O Paraguai da início a sua ofensiva. Prendeu o navio brasileiro Marquês de Olinda, invade</p><p>a província de Mato Grosso no Brasil e as províncias de Corrientes e Missiones na Argentina. O</p><p>Brasil, sob o poder de Dom Pedro II sabendo dos fatos, enaltece seu espírito de papel regenerador</p><p>e partem para a guerra, juntamente com a Argentina, governada por Bartolomé Mitre. É importante</p><p>destacar alguns aspectos no decorrer da guerra. O Brasil enquanto Império durante o segundo</p><p>reinado não possuía um exército numeroso, coeso e bem preparado. Durante o século XIX,</p><p>recrutar no Brasil era tarefa difícil, porque o serviço militar era considerado atividade brutal e</p><p>perigosa. A solução para este problema foi a criação dos voluntários da pátria que inicialmente</p><p>foi proporcionado por um entusiasmo patriótico inicial, agregando bastantes voluntários, na</p><p>expectativa de que a guerra seria curta e devido a promessa de empregos públicos, posses de terra</p><p>no pós-guerra; mas isso foi mudando no decorrer da guerra.</p><p>Com a falta de pessoas no Brasil para atuar e dar continuidade a guerra, surge a ideia de</p><p>que a Guerra do Paraguai foi uma das grandes motivadoras para o fim da escravidão no Brasil,</p><p>porque esta favoreceu a libertação de escravos para o serviço militar. Entretanto, é importante</p><p>observar que não era interesse do governo imperial libertar escravos ou criar um exército de</p><p>escravos, foi apenas uma cooperação realizada entre o governo e os senhores de escravos, este</p><p>nos quais deveriam vendê-los e posteriormente serem alforriados sob a condição de servir</p><p>compulsoriamente.</p><p>A guerra foi se tornando desastrosa tanto para o Paraguai já enfraquecido militarmente,</p><p>como para o Brasil possuindo um exército sem coesão e pela falta de recursos. Situação diferente</p><p>foi a da Argentina que acabou tendo menos prejuízos, devido se afastar da guerra para resolver</p><p>questões internas do país. A tríplice Aliança vence a guerra após a ocupação do Paraguai e morte</p><p>de</p><p>Solano López. As consequências para o Brasil pós-guerra situaram-se agravantes pois</p><p>passou a ter dívidas com Inglaterra; cresceu a exigência de maior participação política por parte do</p><p>Exército; houve um aumento da oposição do Exército à escravidão, devido a maior quantidade de</p><p>libertos em função da atuação na guerra; a difusão do projeto republicano positivista entre os</p><p>militares; e o custo de indenização dos senhores de escravos. Todas essas questões geraram um</p><p>desgaste da imagem de Dom Pedro II, bem como da monarquia no Brasil.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>Abolição da escravidão</p><p>Desde 1500 com a chegada dos portugueses em território brasileiro foi implementado a</p><p>prática da escravidão, sendo primeiro os povos indígenas a serem escravizados e depois os negros</p><p>trazidos da África. Com o processo de independência do Brasil em 1822, acreditava-se que a</p><p>liberdade atingiria a todos, mas isso não ocorreu e a escravidão continuou, visto que durante todo</p><p>o período que conhecemos como Brasil Império a mão de obra permaneceu sendo a escrava.</p><p>Apenas na metade do século XIX, com a vinda dos imigrantes, é que a mão de obra, aos poucos,</p><p>foi sendo substituída.</p><p>Alguns nomes importantes do segundo reinado do Brasil Império merecem destaque como:</p><p>Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, José do Patrocínio e André Rebouças, pois eram intelectuais da</p><p>época que discutiam o fim da escravidão de forma pública o que favoreceu para a o fim da</p><p>escravidão. É claro que a abolição da escravidão não era desejada pelos proprietários de</p><p>escravos, dado que perderiam o investimento da compra das pessoas escravizadas e teriam que</p><p>começar a pagar salário, diminuindo sua margem de lucro. Esses proprietários começaram a lutar</p><p>para que o governo pagasse indenização por cada escravo liberto, só que como indenizar</p><p>esses proprietários estava fora de cogitação e o governo começa a promulgar leis que visavam</p><p>abolir o trabalho escravo de forma gradual. Essas leis foram:</p><p>➢ Lei Eusébio de Queiros (1850): aboliu o tráfico negreiro no Brasil e buscou impedir a</p><p>chegada de navios no Brasil vindos da África com negros a serem utilizados no trabalho</p><p>escravo.</p><p>➢ Lei do Ventre Livre (1871): possibilitou que o recém-nascido de escrava era liberto, mas,</p><p>enquanto não completasse 21 anos de idade, estava sob tutela e trabalhando para o seu</p><p>proprietário.</p><p>➢ Lei do Sexagenário (1885): concedia liberdade aos escravos com mais de 60 anos.</p><p>Porém, o número de escravos que chegavam a tal idade era bastante reduzido porque a</p><p>taxa de mortalidade entre a população de escravos era alta devido a situação em que</p><p>viviam e ao trabalho que realizavam.</p><p>➢ Lei Áurea (1888): aboliu a escravidão no Brasil, mas sem nenhuma estratégia de</p><p>inserção social desse escravo liberto na sociedade.</p><p>BIZU: Eu QUEro ser LIVRE também e depois dos 60 ver “ÁUREA” boreal.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>Crise do Segundo Reinado</p><p>O fim da monarquia e do segundo reinado no Brasil foi resultado do desgaste do governo</p><p>com os interesses da elite política e econômica do país: a Igreja, os militares e os proprietários</p><p>de escravos. Com base nisso, três questões influenciam na crise do segundo reinado:</p><p>➢ Questão religiosa: a Igreja começa a questionar o regime de padroado estabelecido na</p><p>constituição de 1824 que concedia ao Imperador a prerrogativa de preencher os cargos</p><p>eclesiásticos mais importantes, como de bispos, cônegos e párocos, além do direito de</p><p>arrecadar os dízimos e organizar comunidades religiosas ao seu dispor. Cabe destacar</p><p>que a Igreja era contra a Maçonaria e cria a Questão dos Bispos, quando os Bispos de</p><p>Olinda e Belém, exigem que as Irmandades religiosas eliminassem do seu seio os</p><p>numerosos Maçons católicos que a compunham. As Irmandades recorreram à justiça e</p><p>ganham a causa e os Bispos da Igreja foram julgados e condenados a quatro anos de</p><p>prisão, com trabalho forçado. Essa crise abalou o apoio eclesiástico a Dom Pedro II.</p><p>➢ Questão Militar: Os militares reivindicavam mais reconhecimento, aumento de salário e</p><p>promoções que não eram realizadas. Tudo isso fez com que alguns oficiais aderissem</p><p>aos ideais republicanos criando os Clubes Militares, que discutiam a crise vivida pelo</p><p>Segundo Reinado e faziam reflexões sobre a forma de governo República de caráter</p><p>positivista. Dom Pedro II, utilizando as prerrogativas do Poder Moderador, mandou fechar</p><p>esses clubes e essa perseguição imperial fez com que os militares se organizassem para</p><p>derrubar Dom Pedro II do poder.</p><p>➢ Questão Servil ou Escravocrata: com o fim da escravidão ocorrida em 13 de maio de</p><p>1888 com a promulgação da Lei Áurea pela Princesa Isabel, os proprietários de</p><p>escravos sofreram grandes prejuízos com a perda de escravos que passaram a ser</p><p>livres e com isso, teriam que começar a pagar salário, diminuindo sua margem de lucro.</p><p>Esses proprietários começaram a lutar para que o governo pagasse indenização por cada</p><p>escravo liberto, só que indenizar esses proprietários estava fora de cogitação do governo</p><p>imperial. A partir desse momento os proprietários abandonaram seu apoio a Dom Pedro</p><p>II e passaram a apoiar a causa republicana.</p><p>A união dessas questões fez com que em 15 de novembro de 1889, as tropas do Exército</p><p>lideradas pelo Marechal Deodoro da Fonseca depusessem Dom Pedro II através de um golpe e</p><p>a família imperial foi exilada na Europa, sendo assim proclamada a república no Brasil e colocando</p><p>um fim no segundo reinado e no período conhecido por Brasil Império.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>Questões</p><p>“Em 1847, com a criação do cargo de presidente do Conselho de Ministros, teve início o</p><p>parlamentarismo no segundo Reinado”.</p><p>(COTRIM, 2016. p.467)</p><p>01) Tendo em vista essa mudança estatal, muitos estudiosos do 2º Reinado passaram a</p><p>denominar o regime político brasileiro, à época, de “parlamentarismo às avessas” devido:</p><p>a) O país possuir o presidente do Conselho de Ministros e, mesmo assim, os deputados eram</p><p>quem escolhiam o conselho.</p><p>b) O Imperador D. Pedro II “ficar como um fantoche” nas mãos do presidente do Conselho de</p><p>Ministros.</p><p>c) O Imperador utilizar-se do Poder Moderador para nomear os ministros, por meio do presidente</p><p>do conselho e, ao mesmo tempo, ter o poder de dissolver a Câmara dos Deputados.</p><p>d) O presidente do Conselho de Ministros ser escolhido pelo voto popular.</p><p>e) O presidente do Conselho de Ministros ser escolhido pelo voto censitário dos deputados da</p><p>Câmara.</p><p>02) Durante o Segundo Reinado, adotou-se o parlamentarismo no Brasil, por influência</p><p>inglesa. No entanto, este diferia do parlamentarismo inglês, uma vez que o:</p><p>a) partido que detinha a maioria no Parlamento indicava o primeiro-ministro, que muitas vezes</p><p>vetou determinados projetos de lei provenientes do poder imperial.</p><p>b) parlamento brasileiro era mais democrático, pois todos os homens alfabetizados estavam aptos</p><p>a votar nas eleições gerais.</p><p>c) gabinete não dependia do Parlamento, mas da imposição do Chefe do Poder Moderador.</p><p>d) poder legislativo tinha autonomia política para indicar os membros do gabinete ministerial e</p><p>para dissolvê-lo quando este fosse incompatível com o Senado.</p><p>e) Imperador concentrava as funções de Chefe de Governo e o primeiro-ministro, as funções</p><p>cerimoniais e representativas de Chefe de Estado.</p><p>03) Considere os aspectos sobre o Segundo Reinado e marque a resposta correta.</p><p>I. A declaração de maioridade de D. Pedro n foi um golpe bem dado pelos liberais, opositores da</p><p>Regência de Araújo Lima, que se aproveitaram do desgaste do governo conservador provocado</p><p>pelos movimentos revolucionários em todo o país, a exemplo da Cabanagem (Norte) e da</p><p>Farroupilha (Sul).</p><p>II. A organização administrativa do Segundo Reinado reestabeleceu o cargo do poder Moderador</p><p>e do Conselho de Estado, abolido pelo ato institucional</p><p>de 1834.</p><p>III. o parlamentarismo, no Império, ficou conhecido como "parlamentarismo às avessas", pois a</p><p>vontade do imperador estava acima da vontade dos cidadãos, ou seja, o poder do imperador era</p><p>maior que o dos eleitores, dos deputados e dos ministros.</p><p>IV. Investido pelo poder, o Imperador conseguiu pacificar as províncias, acabando com os grandes</p><p>escândalos, como o das "eleições do cacete" durante o período Regencial.</p><p>V. Uma das características da política do Segundo Império brasileiro era a quase inexistência de</p><p>diferenças entre os partidos Liberal e Conservador, dominantes na época.</p><p>Estão CORRETAS apenas as afirmativas</p><p>a) I, II, IV, V.</p><p>b) I, II, III, V</p><p>c) III, IV e V.</p><p>d) III e IV.</p><p>e) I, III e IV.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>04) Observe a imagem a seguir:</p><p>A despeito da participação de vários escravos e libertos</p><p>nos batalhões de Voluntários da Pátria, a abolição da</p><p>escravatura só ocorreria dezoito anos após a Guerra do</p><p>Paraguai. Contudo, a partir da metade do século XIX, houve</p><p>a introdução crescente de trabalhadores imigrantes na</p><p>economia brasileira ligada à(ao)</p><p>a) criação de indústrias de base que não utilizavam trabalho</p><p>escravo .</p><p>b) crise da escravidão, principalmente após a proibição do</p><p>tráfico negreiro.</p><p>c) política contrária ao escravismo, adotada pelo governo ao</p><p>longo do Império.~</p><p>d) sucesso das experiências de parceria que incrementou um</p><p>mercado de mão de obra livre no país.</p><p>e) conflito entre os vários proprietários de terras, que</p><p>mantinham o uso do braço indígena nas lavouras de café.</p><p>05) Acerca da economia brasileira no século XIX, é correto afirmar que</p><p>a) com a Abertura dos Portos, em 1808, houve um rápido e progressivo desenvolvimento da</p><p>produção industrial brasileira.</p><p>b) as mais importantes atividades econômicas foram a produção de tabaco em São Paulo e a de</p><p>algodão em Minas Gerais.</p><p>c) a abolição da escravatura na primeira metade do século XIX gerou uma grande crise na</p><p>agricultura de exportação do país.</p><p>d) durante todo o século, a mais importante atividade econômica foi a exportação de borracha</p><p>para os Estados Unidos.</p><p>e) o Brasil continuava a ser essencialmente agrícola, com um destaque especial para a produção</p><p>cafeeira.</p><p>Com os elevados custos do transporte em lombo de burro dificultando que se plantasse café</p><p>muito distante dos portos de embarque (Mambucaba, Ubatuba, Santos), os cafeicultores investiram</p><p>na ferrovia. Inicialmente, com o apoio da Inglaterra, que forneceu recursos financeiros e tecnologia,</p><p>e, em seguida, pela providência dos fazendeiros de café, a estrada de ferro se espalhou, sobretudo</p><p>pela província de São Paulo. (Ana Luiza Martins. Império do café)</p><p>06) A partir do fragmento, sobre a relação entre a produção cafeeira e a expansão ferroviária,</p><p>é correto afirmar que</p><p>a) rapidez, facilidade e eficiência da ferrovia foram contribuições decisivas para a expansão da</p><p>cafeicultura em São Paulo.</p><p>b) o alto custo do transporte ferroviário inviabilizou a exportação do café e gerou, na década de</p><p>1870, a primeira crise de superprodução desse produto.</p><p>c) o rápido desenvolvimento da ferrovia em São Paulo teve como consequência imediata o atraso</p><p>na transição da escravidão para o trabalho livre.</p><p>d) a Inglaterra vinculou o financiamento da ferrovia em São Paulo à venda de café por um custo</p><p>menor aos comerciantes ingleses.</p><p>e) embora as ferrovias tivessem surgido em função do café, ainda no século XIX foram</p><p>substituídas pelas estradas de rodagem.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>“O historiador Francisco Doratioto, em seu Livro Maldita Guerra, questiona algumas das visões</p><p>mais comuns sobre o conflito envolvendo a Tríplice Aliança e o Paraguai” (...).</p><p>(FREITAS NETO e TASINAFO, 2016. p. 514).</p><p>07) Foi o estopim para o Brasil decretar Guerra contra o Paraguai as seguintes causas:</p><p>a) A invasão do Mato Grosso e a tomada de Montevidéu.</p><p>b) A invasão da Argentina e a tomada de Uruguaiana.</p><p>c) A invasão do Mato Grosso e a apreensão do navio Marquês de Olinda.</p><p>d) A invasão de Santa Catarina e a tomada de Uruguaiana.</p><p>e) A invasão do Paraná e a tomada de Porto Alegre.</p><p>08) Com relação à transição do trabalho escravo para o trabalho livre, durante o Segundo</p><p>Reinado (1840-1889), é correto afirmar que</p><p>a) o braço escravo foi substituído pelos imigrantes europeus no trabalho das fazendas.</p><p>b) o governo imperial indenizou todos os fazendeiros pela perda de seus escravos através da Lei</p><p>Áurea.</p><p>c) a contratação de imigrantes chineses foi a opção mais rentável devido a sua experiência no</p><p>plantio do café.</p><p>d) o movimento abolicionista não exerceu influência no processo de emancipação da mão de obra</p><p>escrava brasileira.</p><p>e) os latifundiários permi1iram que a maioria dos escravos se beneficiasse com as leis do Ventre</p><p>Livre e dos Sexagenários.</p><p>09) Sobre a utilização da mão de obra escrava no Brasil, pode-se afirmar que</p><p>a) embora predomine no período colonial, a mão de obra escrava negra foi utilizada somente na</p><p>agricultura canavieira, no primeiro século da colonização portuguesa no Brasil.</p><p>b) por meio do tráfico negreiro, chegaram ao Brasil indivíduos trazidos, principalmente, do norte</p><p>da África islamizada.</p><p>c) apesar da utilização da mão de obra escrava negra na colônia, os portugueses nunca</p><p>participaram da comercialização de escravos, pois essa atividade era exclusiva dos</p><p>holandeses.</p><p>d) o tráfico negreiro foi legalmente extinto no Brasil com a Lei Eusébio de Queirós ( 1850); já a Lei</p><p>Áurea, que abolia definitivamente a escravidão, só foi assinada anos depois ( 1888).</p><p>e) a opção pela mão de obra escrava negra deveu-se ao fato de os indígenas serem</p><p>extremamente rebeldes, e os africanos aceitarem com passividade o cativeiro.</p><p>10) Sobre a Proclamação da República, a tradição historiográfica relaciona três questões</p><p>responsáveis pela queda da monarquia: a questão servil (escravidão), a religiosa e a militar.</p><p>Leia atentamente os itens abaixo.</p><p>I – Segundo o regime de padroado, cabia ao imperador a escolha dos clérigos para os cargos</p><p>importantes da igreja.</p><p>II – A igreja afastou-se do governo imperial, após D. Pedro II ter ordenado aos padres afastarem-</p><p>se da maçonaria.</p><p>III – A Lei Saraiva-Cotegipe estabelecia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade,</p><p>tendo um alcance extremamente positivo na luta contra a escravidão no Brasil, pois na prática</p><p>colocava em liberdade imediata um grande contingente de escravos que já tinham atingido a idade.</p><p>IV - Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel promulgou a Lei do Ventre Livre, declarando extinta</p><p>a escravidão no Brasil.</p><p>V - O Exército Brasileiro tomou consciência de sua importância após a guerra do Paraguai.</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p><p>Assinale a única alternativa em que todos os itens listam características corretas.</p><p>a) I, II e V.</p><p>b) II e IV.</p><p>c) III, IV e V.</p><p>d) II, III e IV.</p><p>e) I e V.</p><p>GABARITO</p><p>01 C 06 A</p><p>02 C 07 C</p><p>03 B 08 A</p><p>04 C 09 D</p><p>05 E 10 E</p><p>Eduardo Novaes Santos - eduardonovaes223@gmail.com - IP: 170.239.38.242</p>