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HISTÓRIA
Prof. Marco Túlio
AULA 03
BRASIL IMPÉRIO II - O SEGUNDO REINADO
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AULA 00 – BRASIL COLÔNIA I
Sumário
1. INTRODUÇÃO 4
1.1. O que mudou na atualização do material? 4
2. CONSOLIDAÇÃO (1840-1850) 5
2.1. Panorama Político-Partidário 5
2.2. Revoltas Liberais de 1842 7
2.3. Parlamentarismo brasileiro 7
2.4. Revolução Praieira (1848-1850) 8
2.5. Conciliação (1853-1858) 9
3. ECONOMIA E SOCIEDADE CAFEEIRAS 10
3.1. O café como eixo econômico 10
3.3. Era Mauá - Modernização Econômica 15
3.4. Tarifa Alves Branco (1844) 16
3.5. A pressão inglesa e o fim do tráfico negreiro 17
3.6. Lei de Terras (1850) 18
5. POLÍTICA EXTERNA 19
5.1. Questão Christie (1861-1862) 19
5.2. Questão Platina 20
6. CRISE DA MONARQUIA (1870-1889) 28
6.1. Questão Abolicionista 29
6.2. Questão Religiosa 31
6.3. Questão Militar 32
6.4. Movimento republicano 33
7. LISTA DE QUESTÕES 36
7.1. Lista de Questões - ESA 36
7.2. Lista de Questões - Outras Carreiras Militares 44
7.3. Lista de Questões - Inéditas 54
8. GABARITO 62
8.1. Lista de Questões - ESA 62
8.2 Lista de Questões - Outras Carreiras Militares 63
8.3 Questões Inéditas - Estratégia Militares 63
9. LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS 64
9.1 Lista de Questões - ESA 64
9.2 Lista de Questões - Outras Carreiras Militares 83
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9.3 Lista de Questões - Inéditas 99
10. CONSIDERAÇÕES FINAIS 117
11. REFERÊNCIAS 118
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1. INTRODUÇÃO
Olá, tudo bem com você?
Começa agora a nossa quarta aula do nosso curso de História para a ESA 2024!
Aqui falaremos sobre o Segundo Reinado, período situado entre 1840 até 1889.
Podemos dividi-lo da seguinte forma:
▪ Consolidação (1840-1850): momento em que foram pacificados os últimos conflitos do
período regencial e pelas revoltas armadas conduzidas por liberais.
▪ Conciliação (1850-1870): período marcado pela estabilidade política e desenvolvimento
econômico gerado pelo café. Também foi o momento em que ocorreu a Guerra do Paraguai.
▪ Crise (1870-1889): período em que se verificou o enfraquecimento dos pilares da monarquia no
país, encerrada pela Proclamação da República.
Se algo não ficar claro, não se esqueça de me procurar em nosso Fórum de Dúvidas!
Bons estudos,
Prof. Marco Túlio.
1.1. O que mudou na atualização do material?
- O contexto da Consolidação foi reescrito, então sugiro que seja relido;
- A parte Economia e Sociedade Cafeeiras se manteve praticamente inalterado;
- A Política externa sofreu alterações, então deve ser relida;
- A parte sobre a Crise do Império não sofreu grandes modificações.
CONSOLIDAÇÃO
(1840-1850)
CONCILIAÇÃO
(1850-1870)
CRISE
(1870-1889)
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2. CONSOLIDAÇÃO (1840-1850)
Com a antecipação da maioria de D. Pedro pelo Golpe da Maioridade, em 1840, encerrou-se o
período regencial e iniciou-se o Segundo Reinado no Brasil.
Os anos iniciais do reinado de D. Pedro II foram marcados pela pacificação das últimas revoltas
regenciais, a Farroupilha (1835-1845) e a Balaiada (1838-1841). Em ambas se destacou a atuação do
militar Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias.
2.1. Panorama Político-Partidário
Durante o Segundo Império, dois partidos dominaram o cenário político. Vejamos:
PARTIDO LIBERAL ("LUZIAS") PARTIDO CONSERVADOR
("SAQUAREMAS")
- Composto por profissionais liberais
urbanos e agricultores voltados ao
abastecimento do mercado interno.
- Expressivos em Minas Gerais, São Paulo
e no Rio Grande do Sul.
- Composto pela burocracia estatal,
grandes comerciantes e a elite agrária
agroexportadora.
- Expressivos no Rio de Janeiro, Bahia e
Pernambuco.
- Defendiam a garantia de autonomia às
províncias.
- Favoráveis à centralização administrativa
na capital.
Defendiam a continuidade da estrutura oligárquica, da monarquia e da escravidão.
Com o passar do tempo, os partidos adquiriram apelidos curiosos. Os conservadores ficaram
conhecidos como “saquaremas”, em referência à cidade fluminense onde um de seus líderes, o Visconde
do Itaboraí, tinha uma fazenda. Já os liberais passaram a ser denominados de “luzias”, apelido ligado à
cidade de Santa Luzia, onde foi derrotada a Revolta Liberal de 1842.
Embora divergissem quanto à forma de administração do país, os partidos Liberal e Conservador,
compostos pela elite agrária nacional não apresentavam interesses ou projetos políticos distintos. Tendo
isso em conta, o senador Holanda Cavalcanti afirmou à época: “nada mais igual a um saquarema do que
um luzia no poder”.
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Figura 1 - Fonte: NOVAES, C. E; LOBO, C. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática, 1997. p. 167.
Rivalidades iniciais
Quando assumiu o trono, em 23 de julho de 1840, D. Pedro II priorizou políticos liberais que
lideraram o golpe da Maioridade para a formação do primeiro gabinete ministerial, conhecido como
Ministério dos Irmãos. O retorno dos liberais acirrou a sua rivalidade com os conservadores.
Em 13 de outubro de 1840, o gabinete liberal organizou a primeira eleição da Câmara dos
Deputados, conhecida como “eleições do cacete” devido às denúncias de fraude e o uso da violência no
período. As críticas ao processo eleitoral foram conduzidas pelos conservadores.
Os liberais saíram vitoriosos, mas foram retirados do poder pelo imperador diante das denúncias
apresentadas. O monarca permitiu a formação de um gabinete liderado pelos conservadores, enquanto
as eleições de 1840 foram anuladas. Por fim, medidas centralizadoras foram adotadas, que reforçaram as
atribuições do Ministério da Justiça em relação às províncias.
Figura 2 - Charge de Ângelo Agostini, publicada no jornal paulista O Cabrião, representa a compra de votos.
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2.2. Revoltas Liberais de 1842
O retorno dos conservadores e a aplicação de medidas centralizadoras desencadearam um
conjunto de levantes armados liberais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, conhecidos como
Revoltas Liberais de 1842. Vejamos suas lideranças:
▪ São Paulo: liderada pelo padre Feijó e Campos Vergueiro;
▪ Minas Gerais: liderada por Teófilo Ottoni;
▪ Rio de Janeiro: liderada por Joaquim de Souza Breves.
Os levantes foram sufocados por tropas governamentais lideradas por Luís Alves de Lima e Silva, o
duque de Caxias. Os rebeldes foram anistiados em 1844, quando D. Pedro II substituiu o governo
conservador por um gabinete liberal.
ATENÇÃO: Caxias atuou na contenção da Farroupilha, da Balaiada e das Revoltas Liberais de 1842, o
que lhe rendeu a alcunha de o Pacificador.
2.3. Parlamentarismo brasileiro
Em 1847, o sistema parlamentarista foi introduzido no país a partir da criação do cargo de
presidente do Conselho de Ministros. Nomeado pelo imperador, o ocupante do cargo era incumbido de
organizar e liderar o gabinete de governo.
Na Inglaterra, país que formulou parlamentarismo, o partido que obtém maioria no Parlamento
(poder Legislativo) indica o primeiro-ministro (poder Executivo) sem a interferência da Coroa. Com isso, o
sistema garante o predomínio do Legislativo na formação dos governos.
No Brasil, no entanto o próprio imperador escolhia o presidente do Conselho de Ministros, razão
pela qual a experiência ficou conhecida como “parlamentarismo às avessas” entre historiadores. Além
disso, conforme veremos a seguir, o parlamentarismo no Brasil garantia o predomínio do Executivo em
relação ao Legislativo.
Uma vez nomeado, o presidente montava o seu gabinete ministerial e o submetia à avaliação da
Câmara dos Deputados, a fim de ser aprovado entre os parlamentares. Caso isso não ocorresse,o
imperador poderia dissolver a Câmara e convocar novas eleições, ou mesmo demitir o ministro.
Veja as diferenças entre o parlamentarismo britânico e o parlamentarismo brasileiro:
PARLAMENTARISMO INGLÊS
Deputados são
eleitos pelos
cidadãos,
formando o
Parlamento.
O Parlamento
elege o primeiro-
ministro, que
governa o país
por um mandato.
Não há
interferência
direta do(a)
monarca.
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PARLAMENTARISMO "ÀS AVESSAS"
ATENÇÃO: O Brasil teve apenas duas experiências parlamentaristas: no segundo reinado, a partir de
1847, e durante o governo João Goulart, entre 1961 e 1963.
Em 1848, dois gabinetes liberais renunciaram após divergências com a Câmara dos Deputados, o
que levou o imperador a fazer uso do Poder Moderador a privilegiar os conservadores na formação de
um novo governo e a dissolver a Câmara. Neste mesmo período eclodiu a Praieira, considerada pelos
historiadores como o último levante do ciclo de revoltas iniciado no período regencial.
2.4. Revolução Praieira (1848-1850)
Em Pernambuco, os poderes político e econômico concentravam-se em grandes senhores de
engenho e comerciantes portugueses na primeira metade do século XIX. Assim sendo, as disputas entre
os partidos Liberal e Conservador refletiam apenas os interesses, causando grande insatisfação em parte
da população urbana.
Em 1842, dissidentes do Partido Liberal formaram o Partido da Praia, assim conhecido por divulgar
suas ideias no Diário Novo, jornal cuja sede se localizava na rua da Praia, em Recife. Inicialmente formado
por ricos senhores de engenho, o partido também atraiu profissionais liberais, pequenos mercadores,
artesãos, padres e militares. Com isso, a melhora nas condições de vida passou a ser discutida.
Em 1844, a formação de um gabinete liberal no Rio de Janeiro fez com que o liberal Antônio Pinto
Chichorro da Gama fosse escolhido para a presidência da província de Pernambuco. Ele se aproximou dos
liberais, contemplando-os com cargos em seu governo.
Contudo, quando um gabinete conservador se formou no Rio de Janeiro (1848), Chichorro da
Gama foi demitido pelo governo central, sendo escolhido um conservador para sucedê-lo. Marginalizados
do poder, os praieiros iniciaram em Pernambuco um movimento conhecido como Revolução Praieira.
Imperador indica o
presidente do
Conselho de
Ministros
Presidente monta o
governo. Caso não
seja aprovado pelos
deputados, agenda
eleições para a
escolha de uma nova
Câmara, ou é
demitido.
Há interferência
direta do monarca,
que dissolve a
Câmara ou demite o
presidente.
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Manifesto ao Mundo
A Praieira foi liderada pelo capitão Pedro Ivo, pelo jornalista Borges da Fonseca e pelo intelectual
socialista Abreu e Lima, que pregava a divisão de fortunas. Apesar da presença de um socialista no grupo,
o movimento apresentou um viés liberal.
Os praieiros expuseram suas ideias no Manifesto ao Mundo, documento que apresentava as
seguintes propostas:
▪ Voto livre e universal (fim do voto censitário);
▪ Liberdade de imprensa;
▪ Garantia de trabalho para os cidadãos;
▪ Extinção do poder moderador;
▪ Nacionalização do comércio (proibição dos portugueses de exercerem tal atividade);
▪ Introdução do federalismo no país (autonomia para as províncias).
ATENÇÃO: Alguns historiadores consideram que os praieiros também defenderam a
abolição da escravidão e a proclamação da república.
A luta armada entre praieiros e as tropas imperiais não durou muito diante dos poucos recursos
militares mantidos pelos rebeldes. Alguns deles foram condenados à prisão perpétua, mas anistiados em
seguida.
A derrota da Praieira marcou o encerramento do conjunto de revoltas ocorrido durante a primeira
metade do século XIX. A partir daí, verificou-se a entre as elites políticas uma tendência à conciliação,
abrindo caminho para a construção de um Estado centralizado.
2.5. Conciliação (1853-1858)
Em 1853, Hermeto Carneiro Leão (marquês de Paraná) organizou um arranjo político conhecido
como Ministério da Conciliação. Não se tratava da criação de um novo ministério, mas a formação de um
gabinete composto tanto por liberais quanto por conservadores, o que contribuiu para a pacificação das
rivalidades entre os partidos.
O Ministério da Conciliação foi encerrado em 1858, quando luzias e saquaremas voltaram a se
revezar no poder. A interferência do Poder Moderador e a aproximação entre os partidos contribuiu para
que as décadas seguintes fossem marcadas por grande estabilidade institucional.
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Figura 3 - "O rei se diverte", charge de Cândido Aragonez de Faria publicada no jornal O Mequetrefe, 09/01/1878.
Fonte: LIMA, Hernan. História da Caricatura no Brasil. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Ed, 1963, p. 227.
Durante o Segundo Reinado (1840-1889) houve 36 gabinetes ministeriais: 21 liberais e 15
conservadores. Apesar da aparente vantagem dos luzias, os conservadores permaneceram dez anos a mais
no poder, o que garantiu a prevalência da centralização administrativa no período.
3. ECONOMIA E SOCIEDADE CAFEEIRAS
Findados os conflitos intra-elites, o período situado entre 1850 e 1870 foi marcado por elevadas
taxas de crescimento econômico, decorrentes da produção de café, juntamente com a condução de um
processo de modernização econômica, conhecido como Era Mauá.
3.1. O café como eixo econômico
O café foi provavelmente introduzido no Brasil por Francisco de Mello Palheta, ao final do século
XVIII, a partir do Pará. Contudo, o cultivo se desenvolveu de fato no Vale do Paraíba, região que abrange
os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Quando a produção cafeeira nas colônias francesas entrou em crise, o Brasil iniciou as exportações
do produto para o mercado europeu. Com isso, tornou-se o maior produtor mundial do grão a partir da
década de 1830.
PRINCIPAIS PRODUTOS AGRÍCOLAS EXPORTADOS PELO BRASIL (EM PORCENTAGEM SOBRE O VALOR GLOBAL)
PERÍODO CAFÉ AÇÚCAR ALGODÃO TABACO CACAU OUTROS
1831-1840 43,8 24,0 10,8 1,9 0,6 18,9
1841-1850 41,4 26,7 7,5 1,8 1,0 21,6
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1851-1860 48,8 21,2 6,2 2,6 1,0 20,2
1861-1870 45,5 12,3 18,3 3,0 0,9 20
1871-1880 56,6 11,8 9,5 3,4 1,2 17,5
1881-1890 61,5 9,9 4,2 2,7 1,6 20,1
1891-1900 65,5 6,0 2,7 2,2 1,5 23,1
Fonte: COTRIM, Gilberto. História global: volume único. 11ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 470.
A atividade cafeeira no Vale do Paraíba baseava-se no sistema de plantation, ou seja, na tríade
monocultura, latifúndio e escravidão. Inicialmente, os primeiros cafeicultores a surgir na região eram
comerciantes, militares e pequenos proprietários que obtiveram recursos diante da ampliação comercial
ocorrida no território, a partir da transferência da Corte portuguesa (1808).
Oeste paulista e a imigração europeia
A crescente demanda pelo café no mercado internacional fez com que o produto também se
expandisse para o Oeste paulista, onde o clima e o solo "terra roxa" se mostraram ainda mais propícios
ao seu cultivo.
Diferentemente dos tradicionais senhores de engenho, os grandes produtores de café em São
Paulo, conhecidos como "barões", fixaram-se nos centros urbanos, onde promoveram investimentos nos
meios de transporte (estradas de ferro e portos) e de comunicação (telégrafo e telefone). Além disso,
também se dedicavam a outras atividades econômicas, o que contribuiu para a diversificação da
economia nacional.
Figura 4 – A expansão cafeeira no Vale do Paraíba e em São Paulo.
Fonte: ARRUDA, José Jobson de A. Atlas histórico básico. São Paulo: Ática, 2008. P. 43.
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Diante da proibição do tráfico negreiro para o Brasil, em 1850, muitos cafeicultores buscaram
incentivar a entrada de imigrantes europeus no país, a fim de que pudessem suprir a demanda de mão de
obra nas lavouras de café, especialmente as do Oeste Paulista. Com isso, vieram italianos, espanhóis,
alemães e europeus de outras nacionalidades.
Para o Império, a entrada destes imigrantes era benéfica não somente para suprir a demanda por
trabalhadores nas lavouras de café diante do lento fim da escravidão, mas também ia ao encontro de um
ideal de embranquecimento em voga no período, inspirado em teorias racistas trazidas da Europa que
defendiam a superioridade da raça branca sobre outros povos.
Figura 5 – Imigrantes em plantação de café no Brasil por volta de 1910. Fonte: Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
Em 1847, o senador Nicolau Vergueiro (1778-1859) introduziu o sistema de parcerias para estimular
a vinda de europeus, modelo no qual todos os custos das viagens e instalação para o país eram financiados
pelos cafeicultores. Em troca, os recém-chegados deveriam trabalhar nas lavouras de café até ressarcirem
seus “parceiros” de seu investimento, com juros de 6% ao ano.
Também se exigia que estes estrangeiros adquirissem produtos dos armazéns das fazendas de café,
que em geral possuíam preços mais elevados que o dos centros urbanos. A fazenda Ibicaba em Limeira
(SP), de propriedade do senador Vergueiro, foi a primeira a ser abastecida com imigrantes trazidos por
meio de parcerias com sua empresa, a “Vergueiro & Cia”.
Estas condições mencionadas contribuíam para que as dívidas dos estrangeiros com os fazendeiros
só aumentassem, o que os colocava em situação análoga à escravidão. Os maus tratos impostos aos
imigrantes geraram revoltas e fugas de imigrantes em várias fazendas de São Paulo, incluindo na fazenda
de Ibicaba.
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O suíço Thomas Davatz (1815-1888), um destes emigrados, registraria em seu livro de memórias
publicado em 1858:
Os colonos sujeitos a esse sistema de parceria não passam de pobres coitados miseravelmente
espoliados, de perfeitos escravos, nem mais nem menos. Os próprios filhos de certo fazendeiro não
hesitaram em apoiar essa convicção, dizendo que "os colonos eram os escravos brancos (de seu pai),
e os pretos seus escravos negros". E outro fazendeiro enunciou a mesma crença, quando declarou
abertamente aos seus colonos: "Comprei-os ao Sr. Vergueiro. Os senhores me pertencem".
DAVATZ, Thomas. Memórias de um colono no Brasil. São Paulo: Livraria Martins, 1951. p. 123.
Ao final da década de 1850, a imigração passa a ser subvencionada, ou seja, os governos imperial e
provinciais se encarregaram de financiar a viagem dos imigrantes para o país. Para incentivar a entrada de
trabalhadores, ao mesmo tempo em que buscavam limpar a imagem negativa da experiência do sistema
de parceria, os governos divulgavam propagandas na Europa oferecendo salários aqueles que aceitassem
se estabelecer no Brasil.
Com a dificuldade para obtenção de mão-de-obra escrava, a produção cafeeira do Vale do Paraíba
entrou em declínio a partir da segunda metade do século XIX. Outros dois fatores também contribuíram
para isso:
▪ o esgotamento de terras cultiváveis na região
▪ envelhecimento dos cafezais, que geralmente rendiam colheitas produtivas por 15 anos.
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Por sua vez, as fazendas de café Oeste Paulista conseguiram realizar a transição da mão de obra
escrava para o trabalho livre, especialmente o de imigrantes europeus. Os “barões do café” paulistas
também investiram na modernização de sua produção e do escoamento do produto, o que aumentou os
seus rendimentos. Com isso, a região ultrapassou a produção do Vale do Paraíba, tornando-se a principal
exportadora do grão na década de 1880.
Vejamos algumas diferenças entre as regiões do Vale do Paraíba e a do Oeste Paulista:
SI
ST
E
M
A
D
E
T
R
A
B
A
L
H
O
ESCRAVIDÃO
PREDOMINANTE NO
VALE DO PARAÍBA E NO
NORDESTE AÇUCAREIRO
EM CRISE APÓS A LEI
EUSÉBIO DE QUEIRÓS
TRABALHO LIVRE E
IMIGRANTE
PREDOMINANTE NO
OESTE PAULISTA
SISTEMA DE PARCERIAS
IMIGRAÇÃO
SUBVENCIONADA
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3.3. Era Mauá - Modernização Econômica
Mais distante dos portos do Rio de Janeiro e de Santos (SP), os “barões do café” daquela zona
cafeeira julgaram necessário o aperfeiçoamento do transporte para evitar o aumento do preço de seu
produto.
Recorrendo a empréstimos de bancos estrangeiros, principalmente ingleses, os fazendeiros paulistas
passaram a instalar ferrovias no país a partir de 1854. A primeira delas, contando com 14 km de extensão,
foi criada por Irineu Evangelista de Souza, posteriormente conhecido pelos títulos de barão e visconde de
Mauá.
Junto a outros poucos empreendedores, Mauá apostou na modernização e diversificação da
economia ao investir em áreas diversas, incluindo o comércio, indústria, companhias de navegação e
bancos.
Figura 6 - Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá.
Em pouco mais de 30 anos o Império passaria a contar com 10 mil quilômetros de ferrovias, o que
também beneficiava outras atividades econômicas, como a agropecuária e a mineração. O Brasil passou a
viver um surto industrializante entre as décadas de 1840 e 1870, que alguns historiadores denominaram
como Era Mauá. Vale destacar, contudo, que não se trata de um projeto de industrialização, já que não foi
um fenômeno contínuo.
Além dos lucros do café, o processo de modernização econômica verificado a partir da segunda
metade do século XIX também foi estimulado por dois aspectos: a aprovação da Lei Eusébio de Queirós,
da qual deixaremos para comentar mais adiante; e a aprovação da Tarifa Alves Branco (1844), da qual
falaremos a seguir.
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3.4. Tarifa Alves Branco (1844)
Desde o período joanino, os impostos cobrados
sobre os produtos importados eram pouco significativos,
sendo beneficiados principalmente os itens britânicos. Em
1844, o ministro da Fazenda, Manuel Alves Branco, buscou
aumentar a tributação dos itens estrangeiros, com o
intuito de aumentar a arrecadação do Estado.
A nova política alfandegária, conhecida como Tarifa
Alves Branco, aumentou a porcentagem para pelos
produtos estrangeiros para 30%, ou 60% nos casos em que
o produto fosse semelhante a outros produzidos no Brasil.
A diferença no valor final fez com que o consumidor
optasse pelos produtos nacionais, enquanto investidores
viram vantagens na criação de manufaturas. Ao final dos
anos 1880, o país contava com 600 indústrias.
Mesmo sem intenção, a Tarifa Alves Branco
apresentou um efeito protecionista, estimulando a
indústria nacional. Com isso, pode-se considerá-la como
uma das causas da modernização econômica vivenciada
no período.
RAZÕES DA
MODERNIZAÇÃO
ECONÔMICA
LUCROS DO
CAFÉ
TARIFA ALVES
BRANCO
LEI EUSÉBIO DE
QUEIRÓS
Figura 7 - Manoel Alves Branco.
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3.5. A pressão inglesa e o fim do tráfico negreiro
Após abolir o tráfico negreiro em suas colônias (1807) e decretar o fim da escravidão (1833), a
Inglaterra passou a exercer forte pressão para que o mesmo acontecesse no Brasil, território que
apresentava um importante mercado consumidor para os interesses econômicos britânicos.
Inicialmente, isso ocorreu por meio dos Tratados de 1810, durante o período joanino. Já em 1815,
a Inglaterra e Portugal assinaram um tratado que considerava proibido o tráfico negreiro acima da linha
do Equador, o que atingia certos portos fornecedores de cativos para o Brasil, como São Jorge da Mina.
Por fim, os governos joanino e britânicose comprometeram a reprimir o tráfico conjuntamente em alto-
mar, mas somente a Inglaterra levou isso adiante.
Em 1822, a Inglaterra estabeleceu o fim do tráfico negreiro como condição para que reconhecesse
a independência do Brasil, mas isso não apresentou efeito prático. Em 3 de novembro de 1826, um novo
tratado assinado entre os dois estabeleceu que o tráfico deveria ser extinto em até três anos, passando a
ser considerado um ato de pirataria. Finalmente, em 07 de novembro de 1831, foi assinada no Brasil a Lei
Feijó, que estabeleceu, sem sucesso, estabelecer o fim do tráfico negreiro no Brasil, durante o período
regencial.
Bill Aberdeen (1845)
Diante da inércia do Brasil, o governo inglês aprovou, em 1845, o Bill Aberdeen, lei inglesa que
legalizava a captura de navios negreiros no Atlântico pela Marinha britânica e o julgamento de seus
capitães. Naquele momento, o Brasil era um dos últimos países do Ocidente a sustentar o tráfico, o que
aumentava a pressão internacional para que abolisse o sistema de trabalho escravo.
O Bill Aberdeen representou uma represália à Tarifa Alves Branco e à não renovação dos tratados
de 1810, que até então beneficiava a entrada de produtos ingleses no Brasil.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Em resposta à pressão externa, foi aprovada a Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico
negreiro para o Brasil. E diferentemente do que aconteceu com a Lei Feijó (1831), que não apresentou
efeito prático, a Lei Eusébio de Queirós fez cessar a entrada de novos cativos no país.
Podemos destacar três consequências da Lei Eusébio de Queirós:
→ Aumento do tráfico interno: diante da escassez de novos escravizados, as regiões cafeeiras,
especialmente o Vale do Paraíba, passaram a estimular a compra de escravizados de outras regiões do
Brasil.
→ Encarecimento da mão de obra escravizada: com a diminuição da oferta de cativos no Brasil, a mão de
obra se encareceu drasticamente.
→ Impulso à modernização: a lei acabou por disponibilizar a verba que até então era utilizada para a
importação de escravizados vindos da África, que passou a ser investida por alguns grandes proprietários
na diversificação de seus negócios econômicos.
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3.6. Lei de Terras (1850)
A entrada destes novos imigrantes e o iminente fim da escravidão levam o governo a aprovar a Lei
de Terras (1850), 14 dias após a Lei Eusébio de Queirós. Ela estabelecia que todas as terras devolutas (não
ocupadas) pertenciam ao Estado, e não poderiam ser adquiridas de nenhuma outra forma senão por meio
de compra.
As terras ocupadas, ou seja, que eram posse de alguém, deveriam ser cadastradas nos Registros
Paroquiais de Terras, para então serem demarcadas. O processo de registro era caro e exigia documentos
que somente os grandes proprietários poderiam levar adiante, ou mesmo burlá-lo sem sofrer grandes
consequências. Suas exigências parecem ter se aplicado somente aos pequenos agricultores nascidos no
Brasil (homens livres e ex-escravos) e imigrantes, que tiveram seu acesso à terra restringido.
Assim sendo, pode-se dizer que a Lei de Terras teve dois efeitos:
→ aumento da concentração fundiária: grandes proprietários passaram a concentrar ainda mais,
enquanto a grande maioria da população foi privada do acesso à terra.
→ disponibilidade de mão de obra: sem dispor de uma propriedade para si, muitos imigrantes e
brasileiros pobres tiveram que se manter atrelados à grandes propriedades, onde eram mantidos como
mão de obra.
PRESSÃO
INGLESA
LEI FEIJÓ
(1831)
LEI EUSÉBIO
DE QUEIRÓS
(1850)
LEI DE TERRAS
ACESSO À TERRA
PARA GRANDES
PROPRIETÁRIOS POR
MEIO DE COMPRA
ESTIMULA A
CONCENTRAÇÃO
FUNDIÁRIA
DIFICULTA ACESSO À
TERRA AOS
IMIGRANTES E
LIBERTOS
TORNAM-SE MÃO DE
OBRA DISPONÍVEL
▪ Aprovada durante o Segundo Reinado.
▪ Fim do tráfico negreiro para o Brasil.
▪ Aprovada durante o período regencial.
▪ Não acabou com o tráfico de cativos.
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5. POLÍTICA EXTERNA
Em relação à forma como o Brasil relacionava com o mundo, dois pontos merecem destaque:
▪ A relação entre Brasil e Inglaterra, especialmente no contexto da chamada Questão Christie;
▪ A Questão Platina, ou seja, como o Brasil e outros países buscaram afirmar seus interesses na
região do Prata. O acirramento entre eles levou à eclosão da Guerra do Paraguai.
Vejamos cada um deles a seguir.
5.1. Questão Christie (1861-1862)
As relações entre Brasil e Inglaterra não se tornaram amistosas após a Lei Eusébio de Queirós. A não
renovação dos privilégios alfandegários incomodava os ingleses, enquanto brasileiros amargavam a
dependência econômica que possuíam dos bancos ingleses.
Entre 1860 e 1862, o embaixador inglês instalado no Brasil, William Dougal Christie, cometeu uma
sequência de equívocos que geraram uma crise diplomática. Tudo começou quando o navio inglês Príncipe
de Gales teve sua carga roubada após naufragar no litoral do Rio Grande do Sul, em 1861. Irritado, Christie
exigiu que um oficial inglês acompanhasse as investigações, e que o governo brasileiro indenizasse a
Inglaterra no valor de 3.200 libras esterlinas.
No ano seguinte, três oficiais da Marinha britânica que andavam em trajes civis foram presos ao serem
encontrados embriagados nas ruas do Rio de Janeiro. Embora tenham sido soltos de imediato, Christie
exigiu que os policiais que os prenderam fossem punidos, que o Brasil pagasse a indenização pela carga
roubada do Príncipe de Gales e que pedisse desculpas oficiais.
QUESTÃO CHRISTIE
SAQUE DO NAVIO
PRÍNCIPE DE GALES
EXIGÊNCIA DE
INDENIZAÇÃO À
INGLATERRA
PRISÃO DE OFICIAIS
BRITÂNICOS
EMBRIAGADOS
PUNIÇÃO DOS
POLICIAIS
ENVOLVIDOS NA
APREENSÃO
EXIGÊNCIA DE
INDENIZAÇÃO PELO
PRÍNCIPE DE GALES
EXIGÊNCIA DE UM
PEDIDO DE
DESCULPAS OFICIAL
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Diante da recusa inicial do Brasil em cumprir tais exigências, Christie ordenou à uma flotilha inglesa o
aprisionamento de cinco embarcações brasileiras ancoradas no Rio de Janeiro.
Para resolver o impasse, o governo brasileiro recorreu ao rei da Bélgica, Leopoldo I, para que pudesse
atuar como um árbitro da questão. Contudo, antes mesmo de qualquer decisão, resolver pagar a
indenização demandada pelo roubo da carga do Príncipe de Gales.
Em 1863, o rei belga deu um parecer favorável ao Brasil, o que levou a Inglaterra a se negar a pedir
desculpas oficiais pelo comportamento de seu embaixador. Com isso, D. Pedro II resolveu romper relações
diplomáticas com a Inglaterra, reatadas somente em 23 de setembro de 1865.
Figura 8 - Multidão saúda o imperador pelo rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra. Pintura de Victor
Meirelles, 1864.
5.2. Questão Platina
No mesmo período em que ocorrem as rusgas com o embaixador britânico, o Brasil via-se cada vez
envolvido em um eminente conflito na região da bacia Platina (ou bacia do Prata), região que inclui
territórios do país, do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. Ela é formada pelos rios Paraná, Paraguai e
Uruguai e pelos seus afluentes.
Para o Brasil, a região se fazia relevante por três razões:
▪ Garantir o direito de navegação do rio da Prata, formado pela junção dos rios Paraná e Uruguai.
Tratava-se da principal rota de comunicação entre a província do Mato Grosso e o Rio de Janeiro;
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▪ Era uma região de conflitos entre vaqueiros uruguaios e fazendeiros gaúchos, que acusavam os
primeiros de invadir a fronteira do Rio Grande do Sul para roubar cabeças de gado. Dessa maneira,
uma situação como essa poderia realimentar anseios separatistas caso o governo central não
intervisse na questão.
▪ Por fim, desejava evitar que a Argentina1 anexasse o Uruguai, pois isso representaria o controledo país sobre as duas margens do Prata, dificultando a livre-navegação.2
Assim sendo, o século XIX foi marcado por sucessivas intervenções brasileiras no Prata, com o
intuito de assegurar os interesses e se tornar uma potência hegemônica na região.
Fonte: VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História geral e do Brasil; 2. São Paulo: Scipione, 2013. p. 255.
1 Naquele período, seu nome era Províncias Unidas do Rio da Prata.
2 COTRIM, 2016, p. 481.
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Intervenção contra Oribe e Rosas (1851-1852)
Após obter sua independência do Brasil, o Uruguai passou a ser disputado por dois partidos:
PARTIDO BLANCO PARTIDO COLORADO
Liderado por Manuel Oribe Liderado por Frutuoso Rivera
Composto por criadores de gado Composto por grandes comerciantes
Apoiados pelo governo da Argentina Apoiados pelo governo do Brasil
Defendiam a união entre Uruguai e Argentina Contrários à unificação entre Uruguai e Argentina
As primeiras eleições do país foram vencidas por Rivera e os colorados, o que não prejudicou os
interesses do Brasil. Já em 1834, o blanco Manuel Oribe alcançou a presidência, sendo amplamente
apoiado pelo presidente da Argentina, Juan Manuel Rosas. Ambos defendiam a anexação do Uruguai ao
território argentino, com o intuito de formar um grande país.
Uma possível união entre os territórios afetava as ambições do Brasil, que temia o fim da livre-
navegação na região. No mesmo período, vários fazendeiros gaúchos se queixavam de roubos de gado
cometidos por fazendeiros bancos no Rio Grande do Sul.
Motivado por interesses econômicos e geopolíticos, o governo ordenou, em 1851, a ocupação militar
de Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina), depondo os governantes Oribe e Rosas. Em
seguida, apoiou a ascensão de José Urquiza, governador da província argentina de Corrientes e Entre-Rios,
ao governo da Argentina, enquanto Rivera reassumiu a presidência do Uruguai.
INTERESSES
BRASILEIROS NA
REGIÃO PLATINA
DIREITO DE
NAVEGAÇÃO PELO
RIO DA PRATA
PROTEGER AS
FRONTEIRAS COM O
URUGUAI
IMPEDIR A
ANEXAÇÃO DO
URUGUAI PELA
ARGENTINA
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Campanha contra Aguirre (1864-1865)
Os conflitos entre blancos e colorados pelo poder permaneceram nos anos seguintes no Uruguai, bem
como as acusações de fazendeiros de gaúchos de que blancos invadiam a fronteira do Brasil para promover
roubos de gado.
O governo brasileiro acionou o Uruguai, com o intuito de que as invasões em suas fronteiras fossem
contidas. Porém, o governo uruguaio era ocupado pelo blanco Anastásio Aguirre, que não se
comprometeu a indenizar os fazendeiros gaúchos pelas suas perdas.
Diante disso, o governo brasileiro ordenou a ocupação militar do Uruguai, em 1864, recebendo o
apoio do Partido Colorado, liderado por Venâncio Flores. Naquele momento, Flores também tinha o apoio
do governo da Argentina.
Aguirre foi deposto do poder no ano seguinte, sendo substituído na presidência por Flores. O ex-
presidente tentou recorrer ao presidente do Paraguai, Francisco Solano López, para formar uma aliança
militar contra a política intervencionista do Brasil, o que levaria à Guerra do Paraguai.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
Diante da aproximação entre os governos brasileiro, argentino e uruguaio, o ditador do Paraguai,
Solano López, sentiu-se ameaçado. Seu país não possuía saída para o mar, o que o tornava dependente da
navegação no Prata para a circulação de pessoas e mercadorias. López desejava formar o “Paraguai Maior”
a partir da anexação de territórios dos três países vizinhos.
Em 12 novembro de 1864, em resposta à invasão brasileira ao Uruguai, López ordenou o
aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, quando transportava o presidente da província
do Mato Grosso. Diante disso, o Brasil declarou guerra ao Paraguai.
No dia 13 de dezembro de 1864, tropas paraguaias promoveram uma invasão à província do Mato
Grosso. Em seguida, López invadiu a província argentina de Corrientes, com o intuito de alcançar o Rio
Grande do Sul e o Uruguai.
A resposta aos ataques ocorreu no dia 1º de maio de 1865, quando Brasil, Argentina e Uruguai
assinaram o Tratado da Tríplice Aliança. Por meio dele, os três países se uniram com os seguintes
objetivos:
▪ Promover a deposição de Solano López;
▪ Garantir a livre-navegação no Rio da Prata;
▪ Garantir a anexação de territórios paraguaios pela Argentina e o Brasil.
Também ficou estabelecido que o presidente da Argentina, o general Bartolomeu Mitre, seria o
comandante-em-chefe das forças aliadas, mas caso o teatro de operações se desenrolasse em território
brasileiro ou oriental, o comando brasileiro teria independência. Por fim, as forças navais dos Aliados
seriam geridas pelo almirante Tamandaré.
Para completar os efetivos do Exército, o Brasil formou os batalhões dos Voluntários da Pátria,
compostos principalmente por escravos que se apresentavam para lutar contra o inimigo em troca de sua
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liberdade. Contudo, muitos eram alistados compulsoriamente, o que levou pessoas a se embrenharem
nos matos para escapar das autoridades recrutadoras.
Figura 9 - Soldado da Unidade de Voluntários da Pátria com a Bandeira Brasileira, gravura de Jacobus Hendrik, 1867.
Um dos grandes momentos do conflito se deu em 11 de junho de 1865, quando os paraguaios foram
derrotados pelos brasileiros na célebre Batalha Naval do Riachuelo. Liderados por Francisco Manuel
Barroso da Silva, o Almirante Barroso, os Aliados tomaram o controle dos rios da região, encerrando a
ofensiva Paraguai.
Figura 10 - Batalha Naval do Riachuelo, tela de Eduardo de Martino. Fonte: Poder Naval.
Em abril de 1866, os Aliados dão início à invasão do Paraguai, rumo à conquista da fortaleza de
Humaitá, situada às margens do Rio Paraguai. Eles conseguiram instalar um quartel general em Tuiuti, na
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confluência dos rios Paraná e Paraguai, mas aquele pantanoso território era desconhecido para os
combatentes. No dia 24 de maio, Solano López deu início a um ataque na região, mas não contava que os
Aliados conseguiriam resistir, mesmo com a cavalaria quase toda a pé por falta de montarias.
A Batalha do Tuiuti teve duração de aproximadamente seis horas. Os paraguaios se dividiram em três
colunas para cercar o acampamento Aliado, mas este se encontrava em vantagem numérica e venceu o
conflito. Como a atuação do general Osório, de Antônio de Sampaio e de Emílio Mallet foram
fundamentais para o êxito das forças brasileiras, o Exército os escolheu para patronos da Cavalaria,
Infantaria e Artilharia. Além disso, o 24 de maio passou a ser comemorado como Dia da Infantaria pela
instituição.
Em setembro de 1866, Solano López se reuniu com o presidente argentino, Bartolomeu Mitre, para
tentar convencê-lo de abandonar os Aliados, mas não teve sucesso. Algum tempo depois, a Tríplice Aliança
atacou a fortaleza de Curupaiti, no rio Paraguai, mas sofreram sua pior derrota. Isso porque embora o
almirante Tamandaré tenha sido encarregado de bombardear as posições paraguaias, os projéteis
disparados nem sequer chegaram perto do inimigo, que massacrou a infantaria quanto esta avançou.
Com a derrota, Venâncio Flores retornou para o Uruguai, enquanto o Império nomeou Luís Alves de
Lima e Silva, o marquês de Caxias, como comandante-chefe de todas as forças brasileiras na guerra. Caxias
paralisou todas as operações militares por quase um ano, com o intuito de treinar os soldados, reequipar
o Exército e melhorar as condições de higiene das tropas, que eram assoladas pela cólera.
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Nos meses de abril e maio de 1867, as tropasAliadas avançam até a fazenda Laguna, mas os ataques
paraguaios os força a recuar, de maneira que o episódio passou a ser conhecido como Retirada de Laguna.
Meses depois, as tropas tentaram um ataque à fortaleza de Humaitá, mas só conseguiram tomá-la em 25
de julho de 1868. Ao final do mesmo ano, os Aliados promoveram uma campanha que ficou conhecida
como “Dezembrada” ao derrotar os paraguaios nas batalhas de Itororó (06/12), Avaí (11/12) e Lomas
Valentinas (dias 21/12 a 27/12).
Figura 11 - Na caricatura de Angelo Agostini, publicada na Revista Fluminense, em 1869, Solano López é retratado como “o
Nero do século XIX”, em referência ao sanguinário Imperador Romano da Antiguidade
Em janeiro de 1869, as tropas brasileiras invadiram Assunção. Caxias, que desde janeiro de 1868
ocupava o posto de comandante-chefe das forças aliadas, retornou para o Brasil, sendo substituído pelo
conde D’Eu, genro do imperador. O Império havia ganhado a guerra, mas para D. Pedro II, tudo só
terminaria após a morte de Solano López.
O conde D’Eu liderou a chamada Campanha da Cordilheira, última fase do conflito. Ela se encerrou no
dia 1º de março de 1870, quando López foi morto em Cerro Corá, no extremo nordeste do Paraguai, pelo
brasileiro José Francisco Lacerda, o “Chico Diabo”. A morte do presidente uruguaio encerrava a Guerra do
Paraguai (1864-1870).
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A Guerra do Paraguai trouxe graves consequências para o Brasil. Pelo menos 50 mil de seus soldados
foram mortos, sem calcular aqueles que sucumbiram às doenças que também proliferavam os campos de
batalha.
Embora tenha conquistado suas pretensões territoriais e se firmado como maior potência da região,
os múltiplos empréstimos acumulados pelo Brasil com bancos ingleses contribuíram para o aumento da
dívida externa.
O Exército brasileiro se fortaleceu ao longo do conflito, passando a reivindicar melhoras no
tratamento dado à instituição pelo Império. Ademais, a incorporação de libertos como soldados fez com
que militares se envolvessem na defesa da Abolição nos anos seguintes.
RENDIÇÃO DE URUGUAIANA (1865)
- Tropas paraguaias se rendem no Rio Grande do Sul. Tríplice Aliança
inicia invasão ao Paraguai em abril do ano seguinte.
BATALHA DO TUIUTI (1866)
- Batalha mais sangrenta da Guerra do Paraguai. Vitória da Tríplice
Aliança.
BATALHA DE CURUPAITI (1865)
- Derrota da Tríplice Aliança. Uruguai e Argentina se envolvem menos
na guerra. Caxias se torna comandante-em-chefe.
PASSAGEM DE HUMAITÁ (1868)
- Fortaleza de Humaitá, às margens do Rio Paraguai, tomada pelo Brasil.
DEZEMBRADA (1868)
- Vitórias sobre os paraguaios em Itororó, Avaí e Lomas Valentinas.
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6. CRISE DA MONARQUIA (1870-1889)
Ao final da Guerra do Paraguai (1870), o Segundo Reinado entrou em crise, motivada principalmente
pelos seguintes fatores:
▪ Fim da escravidão (Questão Abolicionista)
▪ Atritos com a Igreja (Questão Religiosa);
▪ Conflitos com o Exército (Questão Militar);
▪ Avanço do movimento republicano.
Para pensarmos de maneira esquemática, pode-se compreender que as questões abolicionista,
religiosa e militar comprometeram os pilares de sustentação da monarquia no Brasil, o que ocasionou na
destruição do edifício imperial.
Abalado pela Questão Religiosa Abalado pela Questão Abolicionista
Abalado pela Questão Militar
GUERRA DO
PARAGUAI
MOTIVAÇÕES
DISPUTAS
GEOPOLÍTICAS
SOBRE A REGIÃO DO
PRATA
CONSEQUÊNCIAS
AUMENTO DA
DÍVIDA EXTERNA
FORTALECIMENTO
DO EXÉRCITO
BRASILEIRO
AGRAVAMENTO DAS
CONTRADIÇÕES
INTERNAS
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Embora pouco expressivo nas urnas, o movimento republicano canalizou as insatisfações de grupos
descontentes com a monarquia, especialmente militares, cafeicultores e indivíduos ligados às camadas
médias urbanas da capital.
A seguir, veremos como as crises mencionadas levaram à derrocada da monarquia no Brasil.
6.1. Questão Abolicionista
Logo após o final da Guerra do Paraguai, o movimento abolicionista ganhou força no Brasil, sendo
fundadas em 1870 a Sociedade de Libertação no Rio de Janeiro e a Sociedade Libertadora do Elemento
Servil, voltadas à defesa do fim da escravidão.
Pouco tempo depois, o governo aprovou a Lei do Ventre Livre (1871), também chamada de Lei Rio
Branco. Ela decretou que todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados
livres, devendo o proprietário entregá-lo para a tutela do Estado em troca de uma indenização ou fazê-lo
trabalhar entre os 8 e 21 anos.
O abolicionismo continuou a crescer entre as décadas de 1870 e 1880, reunindo políticos, jornalistas,
militares, artistas e intelectuais. Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças e Castro Alves foral
alguns nomes que se destacaram no movimento. No mesmo período, também se elevaram as formas de
resistência dos escravizados, a partir de rebeliões, fugas, formação de quilombos e compras de alforrias.
Em 1884, o Ceará se tornou a primeira província a abolir a escravidão, sendo seguida pelo
Amazonas (1884) e pelo Rio Grande do Sul (1885).
Figura 12 - Presidente da província do Ceará declara abolição da escravidão no Estado, em 1884. Fonte: Biblioteca Nacional.
Os defensores da continuidade da escravidão responderam à pressão dos abolicionistas com a
aprovação da chamada lei Saraiva-Cotegipe, ou Lei dos Sexagenários (1885), que concedia alforria aos
maiores de 65 anos. Contudo, a maioria dos escravizados sequer alcançava essa idade.
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Diante dos entraves impostos pelos escravistas, formou-se em São Paulo o grupo dos caifazes,
abolicionistas que ajudavam a promover a fuga em massa de escravizados de fazendas para as grandes
cidades. Por sua vez, o Exército recusou-se a promover a caça de escravos fugidos, com o intuito de
apoiar o abolicionismo.
Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, que ocupava a regência do trono enquanto o pai estava
fora do país, assinou a Lei Áurea, que acabou com a escravidão. Festejos em comemoração ao ato
duraram semanas, afinal a campanha pela abolição conquistara a opinião pública e dispunha de
associados em todas as províncias.
Figura 13 - A princesa Isabel, que se torna conhecida como "A Redentora", é homenageada por libertos com camélias, flores
que simbolizavam a abolição. Fonte: Fundação Joaquim Nabuco.
Mas passadas as comemorações, a monarquia não apresentou soluções para incorporar estas
populações libertas na sociedade brasileira, permanecendo como “subcidadãos” nas décadas seguintes.
Muitos ex-escravos continuaram a viver nas fazendas onde haviam trabalhado até então, enquanto outros
buscaram se estabelecer nas grandes cidades.
Além disso, a medida não conferiu indenização aos escravistas, o que fez com que muitos deles
deixassem de apoiar a monarquia e passassem a defender sua substituição pela República, sobretudo
cafeicultores do Vale do Paraíba.
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Figura 14 - Na charge de Ângelo Agostini, a República repele os escravocratas que a perseguem.
LEIS ABOLICIONISTAS ANO OBJETIVO/ CONSEQUÊNCIAS
LEI FEIJÓ 1831
(REGÊNCIA)
- Proibiu o tráfico de escravizados no Brasil.
- Não apresentou efeito prático (“pra inglês ver”).
LEI EUSÉBIO DE QUEIRÓS 1850 - Reação ao Bill Aberdeen (1845)
- Deu fim ao tráfico negreiro para o Brasil.
- Permanência do tráfico interno (enviados para o
Sudeste)
- Encarecimento da mão de obra escrava
- Contribuiu para a modernização econômica
LEI DO VENTRE LIVRE 1871 - Libertou filhos de escravizadas nascidos a partir
de sua aprovação.
- Filhos entregues ao Estado em troca de
indenização, oulibertos após os 21 anos.
LEI DOS SEXAGENÁRIOS
(SARAIVA-COTEGIPE)
1885 - Maiores de 65 anos.
- Sem efeito prático (poucos atingiam essa idade).
LEI ÁUREA 1888 - Tornou ilegal a escravidão no Brasil.
- Não indenizou proprietários;
- Não inseriu os libertos na sociedade
6.2. Questão Religiosa
O catolicismo era a religião oficial do Brasil, estando a Igreja subordinada ao Estado pelo regime do
padroado. Isso conferia ao monarca a prerrogativa de nomear bispos, ao mesmo tempo em que se
comprometia a sustentar a estrutura da instituição. Além disso, as bulas papais (decretos) só poderiam
ser aplicadas no país mediante a autorização do rei, chamada de beneplácito.
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Em 1864, o papa Pio IX emitiu a bula Syllabus, que proibia a permanência de maçons nos quadros da
Igreja. Porém, como muitos políticos e até religiosos pertenciam à maçonaria, a bula foi rejeitada pelo
imperador.
Alguns anos depois, D. Vidal e D. Macedo, bispos de Olinda e de Belém, respectivamente, resolveram
acatar a bula papal e punir religiosos ligados à maçonaria. Quando eles se recusaram a suspender as
punições, o imperador os condenou a quatro anos de prisão.
Embora sua pena tenha sido comutada em 1875, a repercussão da prisão dos bispos causou revolta
entre católicos. Consequentemente, a Igreja se afastou do poder imperial, e ainda que não tenha se
envolvido na causa republicana, tampouco agiu em favor da monarquia.
6.3. Questão Militar
O Exército foi uma instituição que saiu bastante fortalecida da Guerra do Paraguai, mas não encontrou
nas elites civis a valorização que esperava nos anos consecutivos. Para os governantes civis (“casacas”), a
Guarda Nacional continuava a ser a força que garantiria a sua manutenção no poder, não se preocupando
em criar políticas voltadas para os militares.
Diante disso, oficiais passaram a fazer uso da esfera pública para reivindicar melhores condições de
soldo e de carreira, afrontando a proibição imposta aos militares de não realizarem pronunciamentos na
imprensa. Ao mesmo tempo, muitos se posicionaram em defesa do abolicionismo.
Em 1883, o tenente-coronel Sena Madureira se manifestou na imprensa contra as reformas no
sistema de aposentadoria militar, o que o levou a ser punido. No ano seguinte, homenageou Francisco
Nascimento, o “Dragão do Mar”, por ter liderado uma greve de jangadeiros no Ceará para pressionar pelo
fim da escravidão. Com isso, teve sua prisão decretada pelo governo.
Ainda em 1884, o coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos se utilizou da imprensa para
responsabilizar o capitão Pedro José de Lima, pelo desparecimento de material do Exército no Piauí.
Quando foi punido pelo imperador, muitos oficiais se manifestaram em sua defesa, incluindo o
comandante militar no Rio Grande do Sul, Deodoro da Fonseca.
Quando Sena Madureira fez novas declarações públicas, Deodoro da Fonseca, que era o seu superior,
se recusou a puni-lo, num claro ato de insubordinação em relação ao governo imperial.
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Figura 15 - Na charge, o marechal Deodoro da Fonseca se recusa a castigar os militares que contrariam as elites civis.
Os pronunciamentos públicos dos militares repercutiram entre os membros da “mocidade militar”,
muitos deles situados na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Um dos professores de
destaque daquela instituição era Benjamin Constant, militar que defendia a implantação de uma
República positivista no Brasil, ou seja, com um forte poder central e marcada pela separação entre Igreja
e Estado. É da filosofia positivista a origem do lema da nossa atual bandeira, “Ordem e Progresso”.
6.4. Movimento republicano
Em 1870, dissidentes do Partido Liberal lançaram no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano, que
defendia o fim da monarquia no Brasil. Três anos depois, cafeicultores paulistas se reuniram na
Convenção de Itu para lançar o Partido Republicano Paulista.
Condutores da modernização econômica do período, os republicanos paulistas defendiam a República
Federalista, a fim de garantir ampla autonomia local. Naquele momento, o controle da política nacional
era exercido por cafeicultores do Vale do Paraíba e senhores de engenho do Nordeste, o que impedia os
cafeicultores paulistas de promoverem as reformas que julgavam necessárias, assim como o centralismo
administrativo.
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Com o passar do tempo, os cafeicultores paulistas, defensores da República federalista, se
aproximaram dos militares republicanos, influenciados pelo positivismo. Também aderiram à defesa do
regime republicano as camadas médias urbanas, que buscavam maior participação no cenário político.
Por fim, o fim da escravidão sem indenizações fez com que a aristocracia agrária tradicional, que
até então compunha a base da monarquia, se sentisse traída e se aproximasse da causa republicana.
Proclamação da República (1889)
Em julho de 1889, o gabinete liberal liderado por Ouro Preto tentou aprovar amplas reformas no
Império, mas foram vetados pelos conservadores da Câmara. Os civis republicanos, embora minoritários
na cena pública, ganhavam força ao conquistar o apoio de escravocratas e militares insatisfeitos com o
tratamento legado a sua classe.
No dia 11 de novembro, líderes republicanos se reuniram na casa de Deodoro da Fonseca para
pedir que liderasse um golpe contra a monarquia, o que foi aceito pelo velho militar. Naquela ocasião,
estavam presentes Rui Barbosa, Benjamin Constant, Aristides Lobo (político e jornalista), Quintino
Bocaiúva, Francisco Glicério e o coronel Sólon Ribeiro.
Na manhã do dia 15 de novembro, diante os falsos boatos de que a prisão de Deodoro havia sido
decretada, o militar resolveu agir: ordenou a prisão do ministro da Marinha, ocupou o quartel-general do
Exército e assinou os primeiros atos de fundação da República. D. Pedro II tentou agir, mas foi retido por
militares em Petrópolis. Era o fim da monarquia no país.
A Proclamação da República foi um movimento liderado pelos militares e com o apoio de
cafeicultores republicanos paulistas e antigos senhores de escravizados, sem contar com a participação
popular.
MOVIMENTO
REPUBLICANO
LIBERAIS
FEDERALISMO PARA
GARANTIR AUTONOMIA
POLÍTICA E ECONÔMICA
CAFEICULTORES DO
OESTE PAULISTA
POSITIVISTAS
CENTRALIZAÇÃO
POLÍTICA PARA
CONDUZIR REFORMAS
OFICIAIS DO EXÉRCITO
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G
O
L
P
E
R
E
P
U
B
L
IC
A
N
O
MILITARES
QUERIAM
INVESTIMENTOS NO
EXÉRCITO E REFORMAS
CAFEICULTORES
PAULISTAS
QUERIAM AUTONOMIA
PARA CONDUZIR A
MODERNIZAÇÃO DE SP
ANTIGOS SENHORES DE
ESCRAVOS
RESSENTIDOS PELA
NÃO INDENIZAÇÃO
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7. LISTA DE QUESTÕES
7.1. Lista de Questões - ESA
1. (ESA 2021-22)
Durante o avanço das Forças Brasileiras na Guerra da Tríplice Aliança, as tropas se depararam com uma
posição defensiva estrategicamente construída pelos paraguaios, a fortaleza de Humaitá. Essa posição
demandou muito tempo e vidas para ser conquistada. Tal fortaleza estava estabelecida às margens do
rio:
a) Paraíba do Sul.
b) Paraguai.
c) Paraná.
d) Uruguai.
e) Iguaçu.
2. (ESA)
O item da pauta de exportação brasileira do Segundo Reinado que foi considerado um importante fator
de modernização da economia foi:
a) O Tabaco.
b) O Café.
c) A Cana de Açúcar.
d) A Soja.
e) O Trigo
3. (ESA)
A Lei de Terras (1850) regulamentou questões relacionadas à propriedade privada da terra e a mão de
obra agrícola. Tal legislação atendeu aos interesses dos grandes fazendeiros da região sudeste, que
cultivavam:
a) cacau.
b) cana de açúcar.
c) soja.
d) café.
e) algodão.
4. (ESA)37
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Em resposta ao ataque paraguaio à província de Corrientes, em 1865, foi assinado um tratado que deu
origem à Tríplice Aliança. Os países que fizeram parte desta Tríplice Aliança foram:
a) Argentina, Brasil e Chile.
b) Argentina, Brasil e Uruguai.
c) Brasil, Uruguai e Paraguai.
d) Brasil, Argentina e Chile.
e) Paraguai, Chile e Argentina.
5. (ESA)
Entre as causas da Guerra da Tríplice Aliança temos a (o):
a) disputa pela livre navegação na Bacia do Prata.
b) controle sobre as exportações de prata e estanho vindos da Bolívia.
c) interesse da Inglaterra em dominar o mercado de exportação de erva-mate.
d) desejo do presidente Solano Lopez em anexar o Uruguai.
e) apresamento do Navio Marquês de Olinda, que levava o presidente da província de São Paulo.
6. (ESA)
A decretação da cobrança da Tarifa Alves Branco (1844) levou o governo Imperial a:
a) falência do Banco do Brasil.
b) um aumento da tributação sobre as importações
c) proibir o tráfico de escravos
d) decretar o fim do Tratado de Methuen.
e) incentivar as importações de produtos.
7. (ESA)
Em 1845, a Inglaterra aprovou o Bill Aberdeen. Com relação a esse ato é correto afirmar:
a) concedia à Inglaterra o direito de monopolizar o tráfico negreiro para o Brasil.
b) determinava a substituição da mão-de-obra escrava pela mão-de-obra livre.
c) era declarado legal o aprisionamento de qualquer navio negreiro, bem como o julgamento dos
traficantes pela marinha inglesa.
d) elevava violentamente as taxas alfandegárias sobre os produtos brasileiros.
e) visava à eliminação da concorrência que a agricultura escravista brasileira representava.
8. (ESA)
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Ente os anos de 1864 e 1870, desenrolou-se na América do Sul, um conflito intitulado Guerra do
Paraguai, ou Guerra da Tríplice Aliança. Podemos afirmar que o episódio conhecido como o estopim
para o início deste conflito foi o (a):
a) aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda pelos paraguaios.
b) ataque paraguaio às tropas da Tríplice Aliança na Batalha de Tuiuiti.
c) dueto naval ente as marinhas paraguaia e brasileira na batalha do Riachuelo.
d) Invasão de áreas dos estados do Paraná e São Paulo.
e) tentativa de tomada de Buenos Aires e La Paz pelo ditador Solano López.
9. (ESA)
A importância da Lei Eusébio de Queirós (1850), no contexto do processo de abolição da escravatura,
está no fato de ter:
a) Declarado extinto o tráfico de africanos, estipulando penas para seus infratores.
b) Concedido liberdade a todos os escravos que participaram da Praieira (1848).
c) Permitido a repressão dos traficantes de escravos por navios da marinha portuguesa.
d) Libertado os escravos que fossem maiores de 60 anos de idade.
e) Acabado com a venda em separado de casais africanos em leilões públicos.
10. (ESA)
Sobre a expansão do café no século XIX, podemos afirmar que:
a) Surgiu juntamente com o desenvolvimento da cana-de-açúcar
b) Tornou-se o principal produto agrícola durante o segundo reinado
c) Fez com que o Brasil se tornasse o terceiro maior produtor mundial do produto
d) Encontrou seu maior desenvolvimento no nordeste brasileiro
e) Surgiu juntamente com o ciclo da mineração
11. (ESA)
Durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), após a ocupação da capital paraguaia, o comando
das forças brasileiras passou a ser exercido por:
a) Conde D'Eu;
b) Osório;
c) Caxias;
d) Tamandaré;
e) Solano López
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12. (ESA)
Países integrantes com o Brasil da chamada "Tríplice Aliança", na guerra do Paraguai:
a) Argentina e Chile
b) Argentina e Uruguai
c) Bolívia e Chile
d) Bolívia e Uruguai
13. (ESA)
Entre as condições que favoreceram a incipiente atividade industrial no Segundo Reinado, pode ser
citada:
a) a retomada da tradição manufatureira portuguesa.
b) a extinção da política de produção alfandegária.
c) a disponibilidade de capitais decorrentes da extinção do tráfico negreiro.
d) a concessão de incentivos diretos à exportação de produtos industrializados.
e) a exploração da siderurgia e das fontes de energia hidrelétrica.
14. (ESA)
Durante o Segundo Reinado, o Brasil teve alguns conflitos com a Inglaterra, que não queria reconhecer
nossos direitos como nação soberana e independente. Esses conflitos consistiram na chamada:
a) Questão Christie
b) Questão Inglesa
c) Questão Religiosa
d) Questão de Gales
e) Questão Militar
15. (ESA)
No início, todos os trabalhadores das fazendas de café eram escravos. Ao longo dos anos, passaram a
ser substituídos por imigrantes, principalmente:
a) portugueses e franceses
b) portugueses e espanhóis
c) alemães e italianos
d) italianos e ingleses.
16. (ESA)
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A 1ª lei decretada no Brasil sobre a Questão Servil, em consequência do bloqueio ao tráfico negreiro
imposto pela Inglaterra, foi a:
a) do Ventre Livre
b) Áurea
c) Saraiva Cotegipe
d) dos Sexagenários
e) Eusébio de Queirós
17. (ESA – Adaptada)
Destaca-se como consequência institucional da Guerra do Paraguai:
a) o desenvolvimento da indústria têxtil.
b) A formação do Partido Restaurador.
c) A evolução do ideal republicano.
d) O fortalecimento do Exército Brasileiro.
e) A ampliação do Poder Judiciário.
18. (ESA)
Logo após o Golpe da Maioridade, D. Pedro II teve de enfrentar a Revolta Liberal de 1842. Este
movimento originou-se:
a) do separatismo paulista.
b) Na instituição da Presidência do Conselho de Ministros, considerada pelos liberais como contrária à
Constituição.
c) Na agitação feita por elementos republicanos estimulados pelo exemplo dos países platinos.
d) Na oposição dos liberais ao movimento maiorista que se efetivou, ferindo a Constituição.
e) Na dissolução da recém eleita Câmara dos Deputados, sob a alegação de fraude e violência nas
eleições.
19. (ESA)
Apesar da preponderância inglesa no século XIX, por dois anos o Brasil manteve cortadas as relações
diplomáticas com o governo de Londres. Este rompimento foi em decorrência:
(A) da aprovação da Lei Eusébio de Queirós.
(B) da oposição do Brasil à renovação dos tratados de 1810.
(C) da Questão Christie.
(D) da intervenção inglesa na Cisplatina.
(E) da oposição da Inglaterra à renovação dos tratados de 1810.
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20. (ESA)
Foi fator determinante da Proclamação da República brasileira:
(A) a Questão operária.
(B) a repressão à Confederação do Equador.
(C) a Questão Servil, que culminou com a Abolição da Escravatura.
(D) o movimento conhecido como Revolta da Chibata.
(E) a propagação das ideias levantadas pelos conjurados mineiros por ocasião da derrama.
21. (ESA)
A lei inglesa do Bill Aberdeen de 1845 determinava:
(A) permissão à esquadra inglesa para aprisionar navios negreiros.
(B) abolição do tráfico negreiro para a Inglaterra.
(C) abolição completa da escravidão no Brasil.
(D) abolição do tráfico negreiro no Brasil.
(E) uma situação privilegiada para o comércio do Brasil com o mundo.
22. (ESA)
Pelo Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 1°de maio de 1865, comprometiam-se a lutar contra o
governo paraguaio os seguintes países:
(A) Argentina, Uruguai e Chile.
(B) Brasil, Argentina e Uruguai.
(C) Brasil, Argentina e Chile.
(D) Brasil, Bolívia e Chile.
(E) Chile, Peru e Argentina.
23. (ESA)
Uma das seguintes leis não está ligada à abolição da escravatura:
(A) Lei Eusébio de Queirós.
(B) Lei Visconde de Rio Branco.
(C) Ato Adicional de 1834.
(D) LeiSaraiva-Cotegipe.
(E) Bill Aberdeen.
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24. (ESA)
A "Tarifa Alves Branco", decretada em 1844, colaborou para:
(A) interromper o crescimento da indústria nacional.
(B) facilitar a entrada de produtos industrializados no País.
(C) impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional.
(D) favorecer os privilégios alfandegários ingleses.
(E) reafirmar o controle norte-americano sobre nossa economia.
25. (ESA)
Questão Religiosa, de 1872, acabou afastando a Igreja do Império, ocasionando:
(A) o afastamento do alto clero das questões políticas.
(B) a participação do clero na "Questão Militar"
(C) o seu abandono pela causa da abolição da escravatura.
(D) a expulsão dos jesuítas.
(E) a condenação dos bispos, em face dos atritos destes religiosos com a maçonaria.
26. (ESA)
Temeroso da devolução do poder aos "liberais", os "conservadores" promoveram em 1850, a
aprovação da lei que extinguiu o tráfico de escravo africanos, denominada:
(A) Lei Eusébio de Queirós
(B) Lei Nabuco de Araújo
(C) Lei dos Sexagenários
(D) Lei Rui Barbosa
(E) Lei Áurea
27. (ESA)
O Manifesto Republicano de 1870 defendeu fundamentalmente:
(A) a manutenção da Constituição de 1824.
(B) o unitarismo contra a burocracia federalista do Império.
(C) a união Igreja-Estado e a extinção da vitaliciedade do Senado.
(D) a criação de um único partido político, em cada província.
(E) o federalismo em oposição ao unitarismo que caracterizava o Império.
28. (ESA)
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Caxias, além de herói de conflitos externos durante o 2º Reinado, recebeu também o título de
"Pacificador", por ter abafado as seguintes rebeliões internas:
(A) Farrapos, Praieira e Balaiada
(B) Balaiada, Liberal de Minas e São Paulo e Farrapos.
(C) Cabanada, Praieira e Sabinada.
(D) Cabanada, Sabinada e Liberal de Minas Gerais e São Paulo
29. (ESA)
No período imperial de D. Pedro II, o produto econômico que mais se destacou e que ainda é uma
importante fonte de divisas para o Brasil, foi o:
(A) algodão
(B) café
(C) cacau
(D) milho
30. (ESA)
O surgimento de 62 empresas industriais, 14 bancos, 20 companhias de navegação, 23 de seguros, 8
ferrovias e outros empreendimentos do decênio posterior a 1850, no Brasil, relaciona-se com:
a) disponibilidade de capitais resultantes da extinção do tráfico negreiro intercontinental.
b) A política de livre-cambismo do Império.
c) A ampliação do mercado interno como decorrência da abolição da escravatura naquela década.
d) Aos crescentes investimentos estrangeiros interessados na industrialização do Brasil
31. (ESA)
O Brasil sofreu uma intensa imigração na segunda metade do século XIX, causada essencialmente pela:
(A) decadência da agricultura
(B) liberação do tráfico escravo
(C) necessidade de crédito
(D) expansão da lavoura cafeeira
32. (ESA)
Em 1844, o Império brasileiro adotou a política do protecionismo alfandegário, abandonando a política
econômica do livre cambismo. Era a chamada Tarifa Alves Branco. A Tarifa Alves Branco proporcionou:
(A) prejuízo às indústrias brasileiras.
(B) Pagamento de menores tarifas, pelos produtos estrangeiros, na alfândega do Brasil.
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(C) Aumento nos preços dos produtos estrangeiros no Brasil.
(D) Um grande benefício à Inglaterra, principal exportadora de manufaturados para o Brasil.
33. (ESA)
A política externa do 2º Reinado do Brasil foi marcada por um envolvimento em constantes lutas na
Bacia do Prata, durante quase 20 anos.
Sobre estas lutas a assertiva correta é:
(A) as nossas intervenções no Uruguai foram em favor do Partido Blanco e contra o Partido Colorado,
rival tradicional da política brasileira na região.
(B) O Presidente do Uruguai em 1864 era Atanásio Aguirre, deposto pelas forças brasileiras que
colocaram à frente do governo uruguaio Venâncio Flores, favorável ao Brasil.
(C) O desejo de Oribe, de formar o "Paraguai Maior", foi uma das causas da luta do Brasil contra este
caudilho.
(D) Uma das causas da Guerra do Paraguai foi o desejo de Solano Lopes de restabelecer o Vice-Reino
do Prata.
34. (ESA)
A política externa do 2º Reinado teve como característica principal:
(A) a proclamação da República Juliana
(B) as lutas contra os estados platinos
(C) as questões de limites com a França
d) a participação de Alexandre de Gusmão
35. (ESA)
No dia 1° de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança para
atuarem contra o Paraguai. Nessa oportunidade escolheram para exercer a função de Comandante-
em-Chefe das forças aliadas para a invasão do Paraguai:
a) Luís Alves de Lima e Silva
b) Manuel Luís Osório
c) Solano Lopez
d) Venâncio Flores
e) Bartolomeu Mitre
7.2. Lista de Questões - Outras Carreiras Militares
1. (2023/CN)
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Sobre os desdobramentos da Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, ocorrida
entre 1864 e 1870, também conhecida na memória e produção historiográfica no Brasil como Guerra do
Paraguai, é correto afirmar que:
a) uma de suas consequências foi a divisão do território paraguaio entre Argentina, Uruguai e
Brasil. Cumpria- se, então, uma das cláusulas do tratado da Tríplice Aliança, algo contestado pelos
ingleses, árbitros na questão.
b) esse acontecimento trouxe as derrotas do Brasil, da Argentina e do Uruguai, demonstrando a
capacidade do exército paraguaio apoiado militar e financeiramente pelo Reino Unido e Estados Unidos.
c) acarretou em outra guerra, desta vez envolvendo em lados opostos Argentina e Brasil no que
ficou conhecido como a Guerra do Prata (1870-1875), retornando, pois, as rivalidades desde a Guerra
Cisplatina (1825-1828).
d) tal conflito teve como desfecho a consolidação das fronteiras dos países envolvidos, e, no caso
do Brasil, a percepção por toda a classe militar de que o regime monárquico deveria ser mantido.
e) apesar de ser um dos vencedores do conflito, as finanças administradas pelo governo
brasileiro foram enormemente impactadas, e a visão em parte da classe militar era de que a Monarquia
não lhe dava reconhecimento e apoio.
2. (2020/CN)
Leia o texto a seguir.
Entretanto, violenta contradição foi criada com a implantação desta lei. Ainda que a finalidade precípua
da referida pauta alfandegária fosse garantir a ampliação da receita do Estado, a sua implementação
acabou convertendo-se em legislação protecionista. A tributação atingiu 2919 artigos de importação, a
maioria passou a pagar o dobro do que anteriormente pagava, uma vez que o imposto alfandegário antes
cobrado era de 15% e passou a ser de 30% ad valorem. Muitos artigos tiveram de pagar 40%, 50% e
mesmo 60% do seu valor.
(Aquino, Rumbim Santos de [et. Al.] Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais: da crise do
escravismo ao apogeu do neoliberalismo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 40 Adaptado)
A medida econômica relatada no texto refere-se
(A) à Tarifa Alves Branco, um recurso utilizado pelo governo imperial para solucionar o déficit das finanças
públicas. No entanto, essa medida não conseguiu promover a autossuficiência da economia brasileira.
(B) à Tarifa Silva Ferraz, que estabeleceu impostos alfandegários mais baixos para máquinas, ferramentas
e ferragens, o que prejudicou a ainda incipiente produção nacional desses equipamentos.
(C) à reforma financeira implementada pelo ministro da Fazenda Rui Barbosa que foi chamada de
“encilhamento”. Essa reforma provocou uma grande inflação devido à grande emissão de dinheiro.
(D) à política implantada pelo presidente Campos Sales, denominada funding loan,que consistiu num
grande empréstimo feito aos banqueiros ingleses para combater a grave crise econômica.
(E) ao Tratado de Comércio e Navegação assinalado com a Inglaterra e que deu vários privilégios a esse
país nas relações comerciais com o Brasil, por exemplo taxas alfandegárias inferiores às cobradas em
Portugal.
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3. (2017/CN)
A charge mostra a situação dos escravos que integraram, durante
a Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai (1864-1870),
os batalhões denominados Voluntários da Pátria, que
asseguravam aos que se alistassem benefícios, dentre eles a
alforria. Após a guerra, o abolicionismo tornou-se um dos
principais temas brasileiros. Sobre esse momento histórico, é
correto afirmar que
a) as Forças Armadas apoiaram a reescravização do negro, pois os
oficiais possuíam escravos e não queriam perder o dinheiro
investido.
b) diversos oficiais das Forças Armadas passaram a atuar
abertamente contra a escravidão, inclusive se recusando a
continuar capturando escravos fugitivos.
c) movimento armado para libertar os seus familiares que continuavam em estado de escravidão.
d) D. Pedro II ficou sensibilizado com a situação e decretou uma lei que libertava os pais e os irmãos dos
soldados negros libertos.
e) as Forças Armadas utilizaram sua influência política após a vitória no Paraguai para convencer os
políticos a libertarem os escravos, o que se concretizou em 20 de novembro de 1888.
4. (2017/CN)
Leia a frase a seguir.
Nada se assemelha mais a um "saquarema" do que um “luzia” no poder.
(Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti de Albuquerque (1797-1863), político do Império do Brasil.)
“Saquarema” e “Luzia" eram os apelidos dados aos membros dos partidos Conservador e Liberal,
respectivamente. De acordo com o sistema político vigente no Brasil Império, é correto afirmar que o
relato do então senador Holanda Cavalcanti evidencia
a) a presença de ideais políticos de igualdade e liberdade nos dois grupos que lutavam juntos pela
implantação do socialismo no Brasil nos mesmos moldes de países europeus, como a França, a Inglaterra
e a Alemanha.
b) o empenho dos políticos em buscar atender os interesses de seus eleitores, não importando serem
classificados como pertencentes ao grupo dos “Saquaremas” ou ao grupo dos "Luzias”, desde que seus
projetos de lei fossem aprovados.
c) que os dois principais grupos políticos do Brasil Império não chegavam a representar interesses ou
projetos políticos, pois aceitavam e defendiam a manutenção da escravidão e do monopólio da terra,
discordando apenas na questão da centralização, ou não, do poder.
d) a incapacidade dos revolucionários “Luzias" em implantar medidas políticas, como o voto universal e
secreto, durante sua participação no poder no lugar dos conservadores “Saquaremas" que, por sua vez,
desejavam a manutenção do voto censitário.
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e) o revezamento dos partidos Liberal e Conservador no poder foi devido a um acordo entre as oligarquias
cafeeiras das províncias de Minas Gerais e São Paulo, que ficou conhecido como política dos governadores
ou política do café com leite.
5. (2015/CN)
Com relação ao Segundo Reinado, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso nas afirmativas abaixo assinalando,
a seguir, a opção correta.
I - Ocorreu no Brasil o crescimento das atividades econômicas, como a criação de bancos, ferrovias e casas
comerciais, favorecidas pela disponibilidade de capitais, antes utilizados no tráfico negreiro.
II - Durante o Segundo Reinado, o Brasil colocou em prática uma política externa, na região platina, que
tinha como objetivo garantir sua hegemonia política e a livre navegação dos rios da bacia do Prata.
III- A guerra contra o Paraguai teve como consequência para o Brasil um acréscimo no seu endividamento
externo e a queda da influência dos militares na sociedade.
IV - 0 crescimento da economia brasileira, na segunda metade do século XIX, favoreceu uma profunda
reconfiguração da estrutura fundiária e da influência política da burguesia urbana no Brasil.
a) (V) (V) (F) (F)
b) (V) (V) (F) (V)
c) (F) (V) (V) (V)
d) (V) (F) (F) (F)
e) (F) (F) (V) (V)
6. (2014/CN)
Sobre a economia no Segundo Reinado, é correto afirmar que
a) a tarifa Alves Branco foi criada exclusivamente com objetivos protecionistas, isto é, para favorecer a
indústria nacional. Entretanto, a Inglaterra não sofreu os efeitos dessa tarifa.
b) como a tarifa Alves Branco não conseguiu obter os efeitos desejados, foi instituída a tarifa Silva Ferraz.
A Inglaterra, em represália, aprovou a Bill Aberdeen, que combateu o tráfico de escravos.
c) a tarifa Alves Branco foi criada com o objetivo de aumentar a arrecadação de impostos e de incentivar
o desenvolvimento econômico do país. Essa tarifa aboliu as taxas alfandegárias preferenciais de 15%.
d) como consequência das medidas protecionistas contidas na tarifa Silva Ferraz, o café foi perdendo
espaço na economia imperial e, em razão disso, teve início a denominada Era Mauá.
e) as medidas protecionistas implantadas pela tarifa Alves Branco foram um duro golpe nos novos
empreendimentos industriais e levaram à falência o Barão de Mauá, encerrando a denominada Era Mauá.
7. (2012/CN)
Em relação à economia cafeeira no Segundo Reinado, é correto afirmar que a
a) região Sul Fluminense foi a principal área produtora do Brasil, só sendo superada na década de 1870
pelo Vale do Paraíba.
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b) produção e a mão de obra nos cafezais não conservaram nenhuma característica do período colonial,
tendo em vista o fato de o Brasil ser um país independente.
c) produção de café no Vale do Paraíba foi favorecida pelo fim do tráfico negreiro em 1850, ocorrendo
uma mudança nas relações de trabalho com a introdução do imigrante.
d) região do Oeste Paulista, superou a região do Vale do Paraíba na produção de café, dentre outros
motivos, porque o solo da região do Oeste Paulista era mais apropriado para o tipo de cultura.
e) produção do café foi caracterizada pelo minifúndio, monocultura, escravidão e economia voltada para
o mercado externo, tal como era a economia de Plantation no período colonial.
8. (2009/CN)
Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir.
"Convocado pelo imperador em 1853 para presidir o gabinete, Honório Hermeto Carneiro Leão, marquês
do Paraná, apresentou como proposta uma 'política de conciliação'. A ideia era que o ministério,
composto de políticos 'capazes', estivesse acima dos interesses partidários."
FREIRE, Américo, Marly Silva da Motta, Dora Rocha. História em Curso, O Brasil e suas relações com o mundo Ocidental.
Fundação Getúlio Vargas: Ed. Brasil, p.166.
É correto afirmar que a partir da criação da conciliação partidária completava-se a consolidação político-
oligárquica, que predominou do início da segunda metade do século XIX até a ascensão de novos setores
sociais ligados ao café, na vida política do país, e à Guerra do Paraguai.
Tal equilíbrio só foi possível graças ao fato de a aristocracia, que ocupava a esfera do poder, entre outros
fatores, estar
a) comprometida com a defesa de uma estrutura oligárquica minifundiária, imperial e escravista, tendo
por base a produção agroexportadora.
b) ligada ao projeto oligárquico que defendia a total concentração de poderes nas mãos do imperador, o
qual ficaria responsável pela alternância dos partidos no poder.
c) comprometida com a defesa da ordem escravista e a defesa de qualquer projeto que alterasse a
estrutura fundiária no Brasil ou novas formas de aquisição da terra.
d) relacionada a um projeto de defesa de uma monarquia parlamentarista semelhante a existente na
Inglaterra, principalmente no que se refere ao seu funcionamento.
e) comprometida com a defesa deuma estrutura oligárquica, imperial e escravista da sociedade brasileira,
divergindo apenas na forma como mantê-la.
9. (2008/CN)
Observe a gravura abaixo, referente a um conflito vivenciado entre Estado e Igreja na segunda metade do
século XIX e responda à questão a seguir.
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A partir da imagem é correto afirmar que tal conflito teve origem
a) logo após a promulgação da Constituição de 1824, que determinava o direito de o Estado conceder ou
negar validade aos decretos eclesiásticos, a partir do que se denominou de padroado.
b) na instituição do Primeiro Reinado, quando o imperador, que era maçom, tem constantes atritos com
a igreja, principalmente a partir da Bula Syllabus do Papa Pio IX.
c) na proibição feita pelo papa Pio IX, quanto à permanência de membros da maçonaria dentro dos
quadros da Igreja, como por exemplo, as irmandades religiosas.
d) com os militares, que não aceitam a ordem dada pelo Papa Pio IX, proibindo membros ligados à
maçonaria e ao movimento abolicionista de frequentarem a Igreja Católica.
e) com os Liberais e Conservadores que, desde a Constituição de 1823, condenavam a interferência do
Estado nos negócios da Igreja, a partir do Padroado e do Beneplácito.
10. (2007/CN)
Observe a charge abaixo, leia o texto que a segue e, em seguida, assinale a opção correta.
Na charge de Angelo Agostini, o marechal Deodoro da Fonseca é deposto pelo gabinete ministerial do
cargo de presidente e comandante de armas do Rio Grande do Sul.
Esse foi um dos momentos no episódio que ficou conhecido como a
a) Questão Religiosa, que contou com auxílio dos militares na luta contra o veto do imperador à Bula
Syllabus, que se colocava contra a presença de maçons em ritos da Igreja Católica.
b) Questão Militar, motivada pela punição de militares que se pronunciaram publicamente pelo descaso
em que se encontrava o Exército Brasileiro.
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c) Insubordinação contra os Casacas, que não observavam a situação em que se encontrava o Exército
Brasileiro, principalmente após a Guerra da Cisplatina.
d) Revolta Militar, motivada pela punição de militares, com o Tenente-Coronel Sena Madureira e o
Coronel Cunha Matos, que se manifestaram através da imprensa após a campanha contra Aguirre.
e) Revolta Religiosa, na qual os militares apoiaram D. Pedro II no veto à Bula Syllabus, a qual garantia aos
maçons livre acesso às Igreja Católicas existentes no país.
11. (2006/CN)
Em relação aos diversos conflitos, ocorridos ao longo do século XIX, envolvendo Brasil, Uruguai, Argentina
e Paraguai, é correto afirmar, entre outros fatores, que
(A) tiveram por objetivo, unicamente, evitar o desenvolvimento industrial paraguaio.
(B) foram motivados pelas rivalidades entre liberais republicanos e conservadores que eram apoiados pela
monarquia brasileira.
(C) tiveram por objetivo consolidar as determinações do Tratado de Madri.
(D) foram motivados por disputas pelo controle da bacia do Rio da Prata.
(E) se caracterizaram, no confronto entre nações, favoráveis à mão-de-obra assalariada e estados
defensores do sistema escravista.
12. (2006/CN)
Durante o Segundo Reinado, basicamente os partidos que figuravam no cenário político eram o Liberal e
o Conservador, cujos membros eram definidos por alguns como "Farinha do mesmo Saco" devido ao fato
de
(A) serem basicamente representados pela elite agrária latifundiária escravista.
(B) defenderem praticamente uma monarquia constitucional com a inteira subordinação das províncias.
(C) buscarem implementar o regime republicano federalista, cada um a sua forma.
(D) terem como objetivo em comum a gradativa mudança do trabalho escravo para o assalariado no país.
(E) defenderem a autonomia das Províncias como demonstrado no Ato Adicional de 1834.
13. (2018/CN)
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Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a lei n° 3353, conhecida como
Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. É correto afirmar que
entre fatores que contribuíram para o fim da escravidão estava:
a) a campanha abolicionista que mobilizou profissionais liberais,
jornalistas, advogados, intelectuais, entre outros, que atuavam por
meio de clubes, associações e jornais defendendo a causa
abolicionista.
b) a decisão da sociedade brasileira de libertar os escravos,
trocando a alforria dos cativos em troca da permanência deles na
terra por mais alguns anos, tornando a Lei Áurea uma mera
formalidade.
c) os constantes ataques de escravos quilombolas liderados por
Chico Rei a fazendeiros e políticos brasileiros, pressionando o governo a assinar a abolição da escravatura
em troca do fim dos assassinatos.
d) a Proclamação da República tornou a causa escravagista insustentável devido a participação de
escravos na Guerra do Paraguai, levando os militares a assinar a lei que proibia a escravidão.
e) o processo que gerou a assinatura da Lei Áurea se deu graças a atuação do Imperador D. Pedro II que
usou de seu prestígio e influência para convencer a sociedade brasileira da importância de se acabar com
a forma cruel de trabalho.
14. (EsPCEx/2020)
Em 1844, no Brasil, foi criada uma nova tarifa alfandegária sobre produtos importados, que, variando
entre 30% e 60%, favoreceu a criação de indústrias, bancos, ferrovias, mineradoras etc. Ela ficou
conhecida pelo nome de seu criador, que era, então, o Ministro da Fazenda:
a) Rui Barbosa.
b) Alves Branco.
c) Barão de Mauá.
d) Eusébio de Queirós.
e) Barão de Tefé.
15. (EsPCEx/2019)
Ideias republicanas estavam presentes entre os brasileiros há tempos. No século XVIII, inspiraram
movimentos contra o domínio português. Em 1870, um grupo de políticos lançou, no Rio de Janeiro, o
Manifesto Republicano. Os seguintes episódios, ocorridos na segunda metade do século XIX, abalaram
o Império Brasileiro.
Considerando os seguintes fatos:
I – Questão Militar.
II – Questão de Fronteiras.
III – Questão Religiosa.
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IV – Questão da Cisplatina.
V – Questão Abolicionista.
Assinale abaixo a alternativa em que todas as proposições estão corretas no que se refere às questões
que contribuíram para o fim do período Imperial Brasileiro.
a) I e II.
b) I, II e III.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
e) IV e V.
16. (EsPCEx/2012)
“Os interesses na região platina levaram o Brasil a participar de três guerras: contra Oribe e Rosas
(presidentes do Uruguai e da Argentina, respectivamente), contra Aguirre (do Uruguai) e a Guerra do
Paraguai.”
(COTRIM, 2009)
Sobre esse tema, leia as afirmações abaixo:
I. Garantir o direito de navegação pelo rio da Prata, formado pela junção dos rios Paraná e Uruguai;
II. Garantir a permanência de Solano Lopes na presidência do Paraguai;
III. Manter o Uruguai como província;
IV. Impedir que a Argentina anexasse o Uruguai;
V. Conquistar uma saída para o Oceano Pacífico.
Assinale a única alternativa que apresenta todas as afirmações corretas sobre os objetivos brasileiros
nesses conflitos:
a) I e IV.
b) II, III e V.
c) II e III.
d) I, IV e V.
e) I e III.
17. (EsPCEx/2011)
Sobre a Proclamação da República, a tradição historiográfica relaciona três questões responsáveis pela
queda da monarquia: a questão servil (escravidão), a religiosa e a militar.
Leia atentamente os itens abaixo.
I. Segundo o regime de padroado, cabia ao imperador a escolha dos clérigos para os cargos importantes
da Igreja.
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II. A Igreja afastou-se do governo imperial, após D. Pedro II ter ordenado aos padres afastarem-se da
maçonaria.
III. A Lei Saraiva-Cotegipe estabelecia liberdade aos escravos com mais de 60 anosde idade, tendo um
alcance extremamente positivo na luta contra a escravidão no Brasil, pois na prática colocava em
liberdade imediata um grande contingente de escravos que já tinham atingido a idade.
IV. Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel promulgou a Lei do Ventre Livre, declarando extinta a
escravidão no Brasil.
V. O Exército Brasileiro tomou consciência de sua importância após a guerra do Paraguai.
Assinale a única alternativa em que todos os itens listam características corretas.
a) I, II e V.
b) II e IV.
c) III, IV e V.
d) II, III e IV.
e) I e V.
18. (EsPCEx/2010)
“A Tarifa Alves Branco (decreto de 12 de Agosto de 1844), criada por Manuel Alves Branco (2º Visconde
de Caravelas), Ministro da Fazenda do gabinete liberal que assumiu em 2 de fevereiro de 1844”.
(KOSHIBA; PEREIRA, 2003)
Este decreto
a) reduzia os direitos alfandegários das mercadorias inglesas para 15% ad valorem.
b) barateava os custos para a importação de mercadorias estrangeiras.
c) extinguia as tarifas que favoreciam a Inglaterra e que prejudicavam o crescimento do setor industrial
brasileiro.
d) facilitava a exportação dos derivados da cana-de-açúcar, por deixá-los mais baratos no mercado
internacional.
e) pouco afetava a arrecadação do País, tendo em vista a pequena participação das tarifas alfandegárias
na composição da receita governamental.
19. (EsPCEx/2010)
“O exemplo [...] britânico e o desejo de preservar politicamente o monarca levaram à criação, em 1847,
do cargo do Conselho de Ministros, escolhido pelo Imperador. Se o ministério (ou Conselho de
Ministros) não possuísse maioria [...], a Câmara seria dissolvida, convocando-se novas eleições”
(BARBEIRO; CANTELE; SCHNEEBERGER, 2007)
Esse sistema utilizado no Brasil, em parte do 2º Reinado, ficou conhecido como
a) Presidencialismo Monárquico.
b) Ditadura Monárquica.
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c) Parlamentarismo Tradicional.
d) Parlamentarismo às avessas.
e) Autoritarismo Monárquico.
7.3. Lista de Questões - Inéditas
1. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Diplomatas britânicos no Rio de Janeiro passaram a exigir o comprimento, mesmo que tardio, da lei de
1831. Eles queriam que todos os escravos importados ilegalmente desde aquela data fossem libertados.
E o embaixador inglês no Brasil naquela época, William Christie, passou a denunciar o descumprimento
dessa lei sempre que tomava conhecimento de um caso. Ele também esteve envolvido em incidentes que
deflagram o episódio, propriamente dito, da chamada Questão Christie.
COTRIM, Gilberto. História global. São Paulo: Saraiva, 2016. Adaptado.
A respeito das tensões diplomáticas que envolveram a Grã-Bretanha e o governo brasileiro no início dos
anos 1860, considere a alternativa CORRETA:
a) a ineficácia da Lei Eusébio de Queirós na contenção do tráfico negreiro e os reajustes nos tributos
alfandegários promovidos pela Tarifa Alves Branco foram os principais fatores que estimularam a
chamada Questão Christie.
b) o sequestro do navio britânico Marquês de Olinda, às margens do Rio Uruguai, e o aumento dos tributos
alfandegários que incidiam sobre os produtos britânicos, a partir da Tarifa Alves Branco, foram os fatores
que impulsionaram o conflito.
c) os principais causadores dos desentendimentos entre os dois países foram a intervenção brasileira na
política interna do Uruguai, a partir da organização de diversas campanhas militares, e a negligência do
governo imperial no combate ao tráfico negreiro.
d) o furto da carga do navio britânico Príncipe de Gales, naufragado no Rio Grande do Sul, e a prisão de
oficiais embriagados da marinha inglesa, no Rio de Janeiro, foram episódios que contribuíram para o
conflito entre os dois países.
e) a inaplicação da chamada Lei Feijó, legislação contra o tráfico negreiro aprovada durante o período
regencial, foi o principal elemento de tensão entre os governos brasileiro e britânico. Somado a isso, pode-
se considerar o apoio militar britânico conferido aos rebeldes durante a Guerra da Cisplatina.
2. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A lei n. 581, de 4 de setembro de 1850, estabeleceu medidas para a repressão do tráfico de africanos no
Império. Sua promulgação é relacionada, sobretudo, às pressões britânicas sobre o governo brasileiro
para a extinção da escravidão no país.
Disponível em: <http://mapa.an.gov.br/>. Acesso em: 04. jun. 2022.
O texto faz referência a uma lei abolicionista denominada:
a) Lei Eusébio de Queirós.
b) Lei Rio Branco.
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c) Lei Saraiva-Cotegipe.
d) Lei Áurea.
e) Lei Feijó.
3. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A Questão Christie, incidente diplomático que envolveu o Brasil durante a década de 1860, apresentou
como um de seus desdobramentos:
a) a declaração de guerra do governo imperial ao Paraguai.
b) a anexação do território uruguaio por tropas brasileiras.
c) o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra.
d) a extinção do tráfico negreiro, em resposta à pressão britânica.
e) o aumento das tarifas alfandegárias sobre produtos estrangeiros.
4. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante o século XIX, a política externa brasileira foi marcada por diversos conflitos armados com países
situados na bacia do rio da Prata. Acerca desse contexto é correto afirmar:
a) a intervenção militar paraguaia em territórios platinos foi a principal motivação de todos os conflitos
ocorridos na região do Prata no período.
b) as campanhas militares conduzidas pelo Brasil se deram apenas em território uruguaio e paraguaio no
período, apoiadas pelos governos da Argentina.
c) a Guerra do Paraguai foi o principal conflito ocorrido na região, fomentado pelos interesses econômicos
dos Estados Unidos em inviabilizar o crescimento industrial do território paraguaio.
d) as sucessivas campanhas militares conduzidas pelo Brasil ao território paraguaio, com o intuito de
expandir as suas fronteiras a Oeste, levaram à eclosão da Guerra da Tríplice Aliança
e) a liberdade de navegação nos rios da região e a preocupação quanto a um possível Estado platino
fortalecido foram elementos que conduziram a diplomacia brasileira no período.
5. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito do breve ciclo de crescimento da indústria brasileira durante o século XIX, apelidado de "Era
Mauá", é correto afirmar:
a) decorreu das vantagens alfandegárias oferecidas à Inglaterra, o que atraiu a entrada de capital britânico
no país.
b) representou um processo de diversificação da economia nacional, a partir de investimentos privados
realizados principalmente por cafeicultores.
c) as indústrias do período se voltaram à produção de bens de consumo duráveis, exportados em larga
escala para países europeus e para os Estados Unidos.
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d) contribuiu para o enfraquecimento do setor agroexportador, que deixou de ser o eixo econômico
nacional a partir do final do século XIX.
e) foi estimulado pelo crescimento do mercado consumidor, em decorrência do término da escravidão
pela Lei Eusébio de Queirós.
6. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O cangaço foi um fenômeno social ocorrido na região Nordeste do Brasil, entre o final do século XIX e o
início do século XX. No que diz respeito a esse contexto, pode-se afirmar que os cangaceiros:
a) apresentavam um discurso messiânico e contrário ao poder dos grandes proprietários de terras.
b) eram grupos de camponeses que combatiam os latifúndios e defendiam a reforma agrária.
c) eram bandos armados que atuavam nas capitais e em outras cidades da zona litorânea.
d) foram uma expressão de banditismo em um contexto de extrema misériae injustiça social.
e) se utilizaram de ideias comunistas para contestar as desigualdades existentes no período.
7. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O Partido Liberal e o Partido Conservador foram os principais grupos políticos do Brasil durante o Segundo
Reginado (1840-1889). A respeito do contexto político de sua atuação, considere a alternativa correta:
a) os conservadores defendiam a restauração da monarquia absolutista no país, ao passo que os liberais
consideravam a república a forma de governo mais adequada.
b) os partidos políticos não representavam projetos ou ideologias substancialmente diferentes, sendo a
sua atuação marcada pela alternância no governo imperial.
c) os liberais mantiveram a luta armada como estratégia para alcançar o poder durante todo o período,
enquanto os conservadores desfrutavam da preferência do Poder Moderador.
d) a abolição da escravidão era uma das principais bandeiras dos conservadores, enquanto os liberais
defendiam a manutenção do domínio senhorial sobre os escravizados.
e) os partidos imperiais entraram em decadência na década de 1880, quando os republicanos obtiveram
a preferência do eleitorado e proclamaram a república por meio de um referendo.
8. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Pode-se destacar como elementos que contribuíram para a diversificação da economia brasileira, entre as
décadas de 1850 e 1860:
a) a extinção do tráfico legal de escravos africanos para o Brasil e a implantação de novas taxas
alfandegárias pelo governo monárquico.
b) a renovação dos tratados comerciais assinados com a Inglaterra e o aumento dos lucros decorrentes da
atividade cafeeira na região Sudeste.
c) a abolição do sistema escravista no Brasil e o crescimento da emissão de crédito pelas instituições
bancárias.
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d) o aumento da dependência econômica dos países vizinhos em relação ao Brasil e os investimentos
estatais voltados à indústria de base.
e) os lucros decorrentes da extração da borracha natural na região amazônica e a adoção de uma política
de substituição de importações pelo governo monárquico.
9. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O aumento do tráfico negreiro interprovincial no Brasil, em meados do século XIX, foi uma consequência
da aprovação da seguinte lei no país:
a) Lei do Ventre Livre.
b) Bill Aberdeen.
c) Lei dos Sexagenários.
d) Lei Eusébio de Queirós.
e) Lei Feijó.
10. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A ação pacificadora de Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, foi decisiva para a contenção da
Revolta Liberal de 1842, que envolveu segmentos das elites locais de províncias da região:
a) Centro-Oeste.
b) Norte.
c) Sul.
d) Nordeste.
e) Sudeste.
11. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito dos conflitos ocorridos durante o século XIX, pode-se destacar como aquele que culminou em
perdas territoriais definitivas para o Brasil o(a):
a) Guerra da Cisplatina.
b) Revolução Liberal de 1842.
c) Guerra do Paraguai.
d) Praieira.
e) Revolução Farroupilha.
12. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Entre 1851 e 1864, os confrontos militares entre o Império brasileiro e os governos do Uruguai e Argentina
estiveram atrelados:
a) à tentativa do governo brasileiro de impedir a anexação do Paraguai pela Argentina.
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b) à ação das autoridades brasileiras na contenção dos ataques às fazendas gaúchas por vaqueiros
paraguaios.
c) às alianças firmadas entre o presidente uruguaio, Solano López, e o presidente argentino Juan Manuel
Rosas.
d) à invasão da região do Mato Grosso pelo governo argentino, responsável pelo sequestro do navio
brasileiro Marquês de Olinda.
e) às disputas geopolíticas envolvendo a região do Prata, na qual o Brasil almejava o direito de navegação.
13. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante a campanha abolicionista, o governo brasileiro aprovou a Lei Rio Branco (1871), que determinou:
a) a libertação dos cativos maiores de 65 anos.
b) a extinção da escravidão legal no país.
c) a liberdade dos filhos de escravas nascidos a partir daquela data.
d) a extinção do tráfico externo de escravos.
e) a transformação de terras públicas em propriedade privada exclusivamente por meio de compra.
14. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Ocorrida durante a década de 1860, no contexto do Segundo Reinado, o conflito diplomático conhecido
como Questão Christie apresentou o seguinte desdobramento:
a) suspensão dos privilégios alfandegários garantidos aos produtos britânicos.
b) extinção do tráfico internacional de escravizados, em razão da pressão inglesa.
c) rompimento das relações diplomáticas do governo brasileiro com a Inglaterra.
d) o impulsionamento da indústria internacional diante da restrição do comércio com a Inglaterra.
e) a intervenção de tropas brasileiras no território uruguaio, o que cerceou os ataques às fazendas gaúchas.
15. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Em 1873, cafeicultores paulistas envolveram-se na criação do Partido Republicano Paulista, que defendeu
uma visão de república baseada na:
a) participação direta dos cidadãos.
b) democratização das instituições.
c) obtenção de autonomia regional.
d) implementação do unitarismo.
e) abolição do sistema escravista.
16. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
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A respeito do cenário político brasileiro entre as décadas de 1850 e 1870, é correto afirmar que se trata
de um período marcado pelo(s) seguinte(s) aspecto(s):
a) pacificação de revoltas de caráter regional pelo poder central, incluindo a Farroupilha e a Revolução
Praieira.
b) crise da dominação imperial sobre as instituições, senda encerrada diante da Proclamação da República
e do banimento de D. Pedro II.
c) intensificação da entrada de escravizados africanos no Brasil, o que fortaleceu o poderio das classes
proprietárias do Vale do Paraíba.
d) conciliação política entre as oligarquias partidárias do país e o desenvolvimento econômico fundado na
produção cafeeira.
e) envolvimento do Brasil em conflitos militares com países vizinhos e o término do apoio prestado à
Monarquia pelas elites escravistas do Império.
17. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante os impasses que envolveram a chamada Questão Christie, entre 1861 e 1863, foi convocado como
árbitro internacional para resolver a situação o monarca do seguinte país:
a) França.
b) Inglaterra.
c) Áustria.
d) Alemanha.
e) Bélgica.
18. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante a Guerra do Paraguai, a queda da fortaleza de Humaitá, em 1868, foi seguida por uma
campanha na qual os aliados bateram os paraguaios em Itororó, Avaí e Lomas Valentinas, conhecida
como
a) Abrilada
b) Rusgas
c) Setembrada
d) Novembrada
e) Dezembrada
19. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A Guerra do Paraguai, o mais sangrento conflito da América do Sul, começou com:
A) o fechamento do comércio fluvial na bacia do Prata.
B) a ofensiva de Solano López contra Brasil e Argentina.
C) o ataque a navios mercantes argentinos no Rio da Prata.
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D) o rompimento dos acordos firmados pela Tríplice Aliança.
E) a influência dos ingleses na economia da região do Prata.
20. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante o Segundo Reinado, a principal liderança intelectual do Exército a defender a implantação de
uma República positivista foi
a)Benjamin Constant
b) Deodoro da Fonseca
c) Floriano Peixoto
d) Sena Madureira
e) Visconde de Pelotas
21. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Em 1844, o ministro da Fazenda Manuel Alves Branco alterou a política alfandegária do governo, o que
estimulou
A) o desenvolvimento da indústria nacional
B) o crescimento do tráfico negreiro interno
C) a restrição à entrada de imigrantes europeus
D) trocas econômicas com os países platinos
E) o rompimento de relações diplomáticas com Inglaterra
22. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O Partido Republicano Paulista (PRP), a mais exitosa de todas as organizações republicanas do Segundo
Reinado, foi fundado em 18 de abril de 1873, por uma convenção realizada em
A) São Paulo
B) Itu
C) Campinas
D) Sorocaba
E) Bauru
23. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Dentre as rebeliões listadas abaixo, ocorridas durante o período imperial, as que tiveram a participação
de Caxias como figura pacificadora foram
A) a Revolta do Malês e a Cabanagem
B) a Sabinada e a Guerra dos Farrapos
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C) a Balaiada e a Revolta Liberal de 1842
D) a Farroupilha e a Cabanada
E) a Balaiada e a Revolta da Praieira
24. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Dentre as consequências da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), pode-se destacar
A) o fortalecimento do Exército como instituição
B) crescimento vertiginoso do partido republicano no Brasil
C) desentendimentos entre o clero e a monarquia
D) intensificação das relações diplomáticas entre Brasil e Paraguai
E) diminuição da dívida externa brasileira
25. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito da abolição da escravidão no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
A) foi um processo ocorrido de maneira gradual, sendo o Brasil um dos primeiros países da América
Latina a encerrá-lo.
B) A Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, foi considerada polêmica por conferir indenizações
aos proprietários de cativos.
C) A Lei Saraiva-Cotegipe, também conhecida como Lei dos Sexagenários, foi a responsável pela
libertação do maior contingente de escravizados.
D) A Lei do Ventre Livre, ou Lei do Rio Branco, determinou que os filhos de escravizadas nascidos a
partir daquela data seriam livres, mas estabeleceu condições para a alforria.
E) A Lei Eusébio de Queirós, em 1850, pode ser entendida como o primeiro passo rumo à abolição,
sendo responsável pelo fim dos tráficos interno e externo de cativos.
26. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Na década de 1880, a região de São Paulo foi marcada pela intensificação das fugas de escravizados,
que muitas vezes contavam com o apoio de um movimento liderado pelo juiz Antônio Bento e
intitulado
A) Sociedade Brasileira Contra a Escravidão
B) Caifazes
C) Associação Central Emancipacionista
D) Confederação Abolicionista
E) Sociedade Manumissora
27. (Estratégia Militares 2020 - Inédita)
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Dentre as consequências da Lei Eusébio de Queirós, que extinguiu o tráfico negreiro no Brasil, pode-se
destacar
A) a liberação de capitais para outros setores da economia.
B) o agravamento da crise econômica verificada no Segundo Reinado.
C) a drástica diminuição da produção cafeeira do Oeste paulista.
D) o crescimento da escravidão indígena nas regiões produtoras de café.
E) o impacto negativo na indústria naval, até então impulsionada pelo tráfico.
28. (Estratégia Militares 2020 - Inédita)
A Lei dos Sexagenários, aprovada em setembro de 1885 e que concedeu liberdade aos escravizados
com mais de 60 anos de idade, também ficou conhecida como
A) Lei Eusébio de Queirós
B) Lei Saraiva-Cotegipe
C) Nabuco de Araújo
D) Lei Áurea
E) Lei Rio Branco
29. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante o período imperial, a introdução do parlamentarismo no Brasil se no contexto
A) da suspensão dos trabalhos da Constituinte, em 1823.
B) da ascensão de D. Pedro II, pelo golpe da maioridade, em 1840.
C) da outorga do texto constitucional por D. Pedro I, em 1824.
D) da criação do cargo de Presidente do Conselho de Ministros, em 1847.
E) da crise do Primeiro Reinado, que culminou na abdicação de D. Pedro I, em 1823.
8. GABARITO
8.1. Lista de Questões - ESA
1 - B 8 - A 15 - C 22 - B 29 - B
2 - B 9 - A 16 - E 23 - C 30 - A
3 - D 10 - B 17 - D 24 - C 31 - D
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4 - B 11 - A 18 - E 25 - E 32 - C
5 - A 12 - B 19 - C 26 - A 33 - B
6 - B 13 - C 20 - C 27 - E 34 - B
7 - C 14 - A 21 - A 28 - B 35 - E
8.2 Lista de Questões - Outras Carreiras Militares
1 - E 6 - C 11 - D 16 - A
2 - A 7 - D 12 - A 17 - E
3 - B 8 - E 13 - A 18 - C
4 - C 9 - C 14 - B 19 - D
5 - A 10 - B 15 - C
8.3 Questões Inéditas - Estratégia Militares
1 - D 7 - B 13 - C 19 - B 25 - D
2 - A 8 - A 14 - C 20 - A 26 - B
3 - C 9 - D 15 - C 21 - A 27 - A
4 - E 10 - E 16 - D 22 - B 28 - B
5 - B 11 - A 17 - E 23 - C 29 - D
6 - D 12 - E 18 - E 24 - A
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9. LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS
9.1 Lista de Questões - ESA
1. (ESA 2021-22)
Durante o avanço das Forças Brasileiras na Guerra da Tríplice Aliança, as tropas se depararam com uma
posição defensiva estrategicamente construída pelos paraguaios, a fortaleza de Humaitá. Essa posição
demandou muito tempo e vidas para ser conquistada. Tal fortaleza estava estabelecida às margens do
rio:
a) Paraíba do Sul.
b) Paraguai.
c) Paraná.
d) Uruguai.
e) Iguaçu.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. O Rio Paraíba do Sul banha os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e
Minas Gerais, ao passo que os conflitos foram travados na bacia do rio da Prata.
- A alternativa B é a resposta. Um dos pontos mais decisivos da Guerra do Paraguai foi a tomada da
fortaleza de Humaitá, construída na margem esquerda do Rio Paraguai – curiosamente, por brasileiros,
durante o período colonial.
- A alternativa C está incorreta, afinal no rio Paraná ocorreu o sequestro do navio Marquês de Olinda,
episódio que deu origem à Guerra do Paraguai.
- As alternativas D está incorreta, afinal os paraguaios se renderam à Tríplice Aliança às margens do Rio
Uruguai, no episódio que ficou conhecido como Rendição de Uruguaiana.
- A alternativa E está incorreta, afinal os paraguaios não chegaram a combater o Brasil no Rio Uruguai e
no Rio Iguaçu. Contudo, convém destacar a rendição dos paraguaios em Uruguaiana, relativamente
próxima da região.
Gabarito: B
2. (ESA)
O item da pauta de exportação brasileira do Segundo Reinado que foi considerado um importante fator
de modernização da economia foi:
a) O Tabaco.
b) O Café.
c) A Cana de Açúcar.
d) A Soja.
e) O Trigo
Comentários
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- A alternativa A está incorreta, afinal o tabaco foi um produto importante na pauta de exportações do
país, mas está relacionado à modernização econômica verificada no século XIX.
- A alternativa B é a resposta. A partir da década de 1830, o Brasil se tornou o principal produtor de
café do mundo, sendo parte de seus lucros direcionada para a modernização de técnicas, meios de
transporte e de comunicações na segunda metade do século XIX.
- A alternativa C está incorreta. No século XIX, a produção açucareira vivenciava uma crise que se
arrastava desde o período colonial, quando o açúcar das Antilhas passou a rivalizar com o brasileiro no
mercado internacional.
- A alternativa D está incorreta, afinal o Brasil não cultivava soja no período.
- A alternativa E está incorreta, afinal otrigo não integrava o eixo econômico do Brasil no período.
Gabarito: B
3. (ESA)
A Lei de Terras (1850) regulamentou questões relacionadas à propriedade privada da terra e a mão de
obra agrícola. Tal legislação atendeu aos interesses dos grandes fazendeiros da região sudeste, que
cultivavam:
a) cacau.
b) cana de açúcar.
c) soja.
d) café.
e) algodão.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal o cacau era uma das “drogas do sertão” exploradas na região
amazônica durante o período colonial.
- A alternativa B está incorreta, uma vez que a produção açucareira prosperou na região Nordeste,
sendo o eixo econômico do Brasil durante o período colonial.
- A alternativa C está incorreta, afinal o Brasil não cultivava soja quando foi instituída a Lei de Terras,
sendo um produto que integra o eixo econômico do país em nossa história recente.
- A alternativa D é a resposta. Aprovada 14 dias após a Lei Eusébio de Queirós, a Lei de Terras (1850)
estabeleceu que todas as terras devolutas eram consideradas pertencentes ao Estado, e que não
poderiam ser adquiridas de nenhuma outra forma senão por meio de compra. Com isso, os grandes
proprietários, especialmente senhores de café, conseguiam restringir o acesso à terra por libertos e
imigrantes, que não poderiam tomar posse ou obter condições de regularizar pequenas propriedades.
- A alternativa E está incorreta, afinal o algodão era um produto cultivado principalmente na província
do Maranhão no período, não se destacando na região Sudeste.
Gabarito: D
4. (ESA)
Em resposta ao ataque paraguaio à província de Corrientes, em 1865, foi assinado um tratado que deu
origem à Tríplice Aliança. Os países que fizeram parte desta Tríplice Aliança foram:
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a) Argentina, Brasil e Chile.
b) Argentina, Brasil e Uruguai.
c) Brasil, Uruguai e Paraguai.
d) Brasil, Argentina e Chile.
e) Paraguai, Chile e Argentina.
Comentários
Em 1º de maio de 1865, Brasil Argentina e Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança, por meio
do qual se comprometiam a retirar do poder o presidente do Paraguai, Solano López. Assim sendo, a
alternativa B é a resposta.
- As alternativas A, C e E estão incorretas, afinal o Paraguai foi o país combatido pelos Aliados no
conflito, ao passo que o Chile se manteve neutro.
Gabarito: B
5. (ESA)
Entre as causas da Guerra da Tríplice Aliança temos a (o):
a) disputa pela livre navegação na Bacia do Prata.
b) controle sobre as exportações de prata e estanho vindos da Bolívia.
c) interesse da Inglaterra em dominar o mercado de exportação de erva-mate.
d) desejo do presidente Solano Lopez em anexar o Uruguai.
e) apresamento do Navio Marquês de Olinda, que levava o presidente da província de São Paulo.
Comentários
A Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança foi estimulada pelo aumento
das tensões na região Platina. Para alguns países, como o Paraguai e o Brasil, era importante a garantia
da livre navegação no Rio da Prata, considerado estratégico para a circulação de pessoas e mercadorias
para ambos, ao passo que para a Argentina, pelo menos alguns anos antes do início do conflito, o
controle do rio da Prata foi aventado, a partir da anexação do Uruguai. Feitas essas considerações, a
alternativa A é a resposta.
- A alternativa B está incorreta, afinal a Bolívia não se envolveu na Guerra do Paraguai e não havia
interesse dos países beligerantes em suas exportações.
- A alternativa C está incorreta, uma vez que os ingleses se mantiveram neutros no conflito, embora
tenham concedido empréstimos ao Brasil.
- A alternativa D está incorreta, afinal foi a Argentina que manifestou desejo de anexar o Uruguai como
uma de suas províncias, anos antes da eclosão da Guerra do Paraguai.
- A alternativa E está incorreta. Embora o apresamento do navio Marquês de Olinda seja o estopim
para a Guerra, a embarcação transportava o presidente da província do Mato Grosso na ocasião.
Gabarito: A
6. (ESA)
A decretação da cobrança da Tarifa Alves Branco (1844) levou o governo Imperial a:
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a) falência do Banco do Brasil.
b) um aumento da tributação sobre as importações
c) proibir o tráfico de escravos
d) decretar o fim do Tratado de Methuen.
e) incentivar as importações de produtos.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal a Tarifa contribuiu para o aumento da arrecadação do Estado
Imperial, mantendo a circulação de recursos no Banco do Brasil.
- A alternativa B é a resposta. A Tarifa Alves Branco alterou a política alfandegária do país ao elevar
para 30% o imposto cobrado sobre os importados, ou 60 % quando estes apresentavam similares sendo
produzidos no Brasil.
- A alternativa C está incorreta, afinal a proibição do tráfico negreiro foi decorrente da Lei Eusébio de
Queirós.
- A alternativa D está incorreta, pois o Tratado de Methuen foi um acordo firmado entre Portugal e
Inglaterra, portanto não se aplicava ao Brasil independente.
- A alternativa E está incorreta, afinal a Tarifa Alves Branco estimulou a produção nacional de
manufaturas, mas que eram direcionadas principalmente para o abastecimento interno.
Gabarito: B
7. (ESA)
Em 1845, a Inglaterra aprovou o Bill Aberdeen. Com relação a esse ato é correto afirmar:
a) concedia à Inglaterra o direito de monopolizar o tráfico negreiro para o Brasil.
b) determinava a substituição da mão-de-obra escrava pela mão-de-obra livre.
c) era declarado legal o aprisionamento de qualquer navio negreiro, bem como o julgamento dos
traficantes pela marinha inglesa.
d) elevava violentamente as taxas alfandegárias sobre os produtos brasileiros.
e) visava à eliminação da concorrência que a agricultura escravista brasileira representava.
Comentários
O Bill Aberdeen foi uma lei inglesa que garantia à Marinha britânica a prerrogativa de capturar navios
negreiros no Atlântico e julgar seus comandantes, o que torna a alternativa C a resposta.
- A alternativa A está incorreta, afinal a lei foi criada justamente para combater a continuidade do
tráfico no Atlântico.
- A alternativa B está incorreta, pois a lei versava sobre o combate ao tráfico negreiro, ainda que
indiretamente tenha pressionado o Brasil a tomar medidas efetivas para promover a transição do
trabalho escravizado para o trabalho livre.
- A alternativa D está incorreta. Em represália à Tarifa Alves Branco, a Inglaterra não boicotou as
exportações brasileiras com taxas alfandegárias, mas pressionou o país a abolir a escravidão por meio
do Bill Aberdeen.
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- A alternativa E está incorreta, afinal as exportações inglesas e brasileiras não eram coincidentes – o
Brasil exportava produtos agrícolas, ao passo que a Inglaterra exportava produtos industrializados.
Gabarito: C
8. (ESA)
Ente os anos de 1864 e 1870, desenrolou-se na América do Sul, um conflito intitulado Guerra do
Paraguai, ou Guerra da Tríplice Aliança. Podemos afirmar que o episódio conhecido como o estopim
para o início deste conflito foi o (a):
a) aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda pelos paraguaios.
b) ataque paraguaio às tropas da Tríplice Aliança na Batalha de Tuiuiti.
c) dueto naval ente as marinhas paraguaia e brasileira na batalha do Riachuelo.
d) Invasão de áreas dos estados do Paraná e São Paulo.
e) tentativa de tomada de Buenos Aires e La Paz pelo ditador Solano López.
Comentários
Em 12 de novembro de 1864, o ditador paraguaio Solano López resolveu afirmar a posição do seu país
na região Platina ao sequestrar o navio brasileiro Marquês de Olinda, quando este transportava o
presidente da província do Mato Grosso. Diante disso, o Brasil rompeu relações diplomáticas com o
Paraguai,dando início à Guerra da Tríplice Aliança. A alternativa A, portanto, é a resposta.
- A alternativa B está incorreta, afinal a Batalha do Tuiuti foi um dos atos da Guerra do Paraguai,
ocorrendo no ano de 1866. - A alternativa C está incorreta, afinal a Batalha do Riachuelo se deu em
1865. - A alternativa D está incorreta, afinal as regiões de Paraná e São Paulo não foram invadidas pelo
Paraguai, mas sim a província do Rio Grande do Sul.
- A alternativa E está incorreta, pois Solano López não invadiu a província de Buenos Aires, mas
Corrientes, em março de 1865.
Gabarito: A
9. (ESA)
A importância da Lei Eusébio de Queirós (1850), no contexto do processo de abolição da escravatura,
está no fato de ter:
a) Declarado extinto o tráfico de africanos, estipulando penas para seus infratores.
b) Concedido liberdade a todos os escravos que participaram da Praieira (1848).
c) Permitido a repressão dos traficantes de escravos por navios da marinha portuguesa.
d) Libertado os escravos que fossem maiores de 60 anos de idade.
e) Acabado com a venda em separado de casais africanos em leilões públicos.
Comentários
- A partir de 1850, com a aprovação da Lei Eusébio de Queirós, o Brasil finalmente busca combater de
maneira efetiva o comércio transatlântico de escravizados para o Brasil, sendo criado um tribunal
especial na Marinha brasileira para julgar os traficantes e reenviar os africanos encontrados em portos
e navios de volta para seu continente de origem. A alternativa A, portanto, é a resposta.
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- A alternativa B está incorreta, afinal a Lei Eusébio de Queirós estabelecia o fim do tráfico negreiro,
não se relacionando à Revolta da Praieira.
- A alternativa C está incorreta, afinal a repressão aos traficantes é reservada à Marinha brasileira pela
Lei Eusébio de Queirós.
- A alternativa D está incorreta, afinal faz uma descrição da Lei dos Sexagenários, aprovada em 1885.
- A alternativa E está incorreta, afinal a lei não tratava de leilões de escravizados, mas do tráfico
negreiro que abastecia o país com cativos.
Gabarito: A
10. (ESA)
Sobre a expansão do café no século XIX, podemos afirmar que:
a) Surgiu juntamente com o desenvolvimento da cana-de-açúcar
b) Tornou-se o principal produto agrícola durante o segundo reinado
c) Fez com que o Brasil se tornasse o terceiro maior produtor mundial do produto
d) Encontrou seu maior desenvolvimento no nordeste brasileiro
e) Surgiu juntamente com o ciclo da mineração
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal a cana-de-açúcar passou a ser cultivada no Brasil na primeira
metade do século XIX, enquanto a produção cafeeira se expandiu ao longo do XIX.
- A alternativa B é a resposta, afinal o café cultivado no Sudeste respondia por boa parte das
exportações brasileiras no século XIX, quando o país se tornou o maior produtor mundial do grão.
- A alternativa C está incorreta, pois o Brasil se tornou líder nas exportações de café ainda em 1830.
- A alternativa D está incorreta, afinal as lavouras cafeeiras se concentraram na região Sudeste,
especialmente no Vale do Paraíba e Oeste Paulista.
- A alternativa E está incorreta, afinal o ciclo da mineração remete ao período colonial, enquanto a
expansão cafeeira se deu no período imperial.
Gabarito: B
11. (ESA)
Durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), após a ocupação da capital paraguaia, o comando
das forças brasileiras passou a ser exercido por:
a) Conde D'Eu;
b) Osório;
c) Caxias;
d) Tamandaré;
e) Solano López
Comentários
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- A alternativa A é a resposta. Em janeiro de 1869, as tropas brasileiras invadiram Assunção. Caxias,
que desde janeiro de 1868 ocupava o posto de comandante-chefe das forças aliadas, retornou para o
Brasil, sendo substituído pelo conde D’Eu, genro do imperador.
- A alternativa B está incorreta. Embora desfrutasse de grande prestígio entre os oficiais e pela
população brasileira, o general Osório não ocupou o comando supremo das forças brasileiras. Contudo,
foi uma das principais lideranças da Batalha do Tuiuti, em 1866.
- A alternativa C está incorreta. Caxias permaneceu como comandante das forças brasileiras entre 1866
e 1869, retornando ao Brasil após a invasão de Assunção pelas tropas brasileiras. A partir daí, o
comando do Exército ficou sob a responsabilidade do Conde D’Eu, marido da princesa Isabel.
- A alternativa D está incorreta, afinal o almirante Tamandaré era o Comandante em Chefe da Esquadra
Imperial e de todo o efetivo naval das forças Aliadas.
- A alternativa E está incorreta. Solano López era o ditador combatido pelas forças aliadas (Brasil,
Argentina e Uruguai) na Guerra do Paraguai.
Gabarito: A
12. (ESA)
Países integrantes com o Brasil da chamada "Tríplice Aliança", na guerra do Paraguai:
a) Argentina e Chile
b) Argentina e Uruguai
c) Bolívia e Chile
d) Bolívia e Uruguai
Comentários
- Em 1º de maio de 1865, Brasil Argentina e Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança, por meio
do qual se comprometiam a retirar do poder o presidente do Paraguai, Solano López. Assim sendo, a
alternativa B é a resposta.
- A Bolívia e o Chile não se envolveram na Guerra do Paraguai, o que torna incorretas as demais
alternativas.
Gabarito: B
13. (ESA)
Entre as condições que favoreceram a incipiente atividade industrial no Segundo Reinado, pode ser
citada:
a) a retomada da tradição manufatureira portuguesa.
b) a extinção da política de produção alfandegária.
c) a disponibilidade de capitais decorrentes da extinção do tráfico negreiro.
d) a concessão de incentivos diretos à exportação de produtos industrializados.
e) a exploração da siderurgia e das fontes de energia hidrelétrica.
Comentários
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- A alternativa A está incorreta, afinal o processo de modernização econômica foi acompanhado da
entrada de novidades tecnológicas. Com isso, surgiram no Brasil as ferrovias, as indústrias de fabricação
de navios a vapor e as agências de telégrafos.
- A alternativa B está incorreta, afinal boa parte da arrecadação do Brasil era obtida por meio de tarifas
alfandegárias nos portos.
- A alternativa C é a resposta. O investimento na modernização econômica do país pelos barões do café
foi impulsionado pela aprovação da Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibindo o tráfico negreiro no
país, acabou por disponibilizar a verba que até então era utilizada para a importação de escravizados
vindos da África. Com isso, o país viveu um “surto industrial” no século XIX.
- A alternativa D está incorreta, afinal as autoridades políticas do Império não buscaram incentivar a
modernização econômica do país, mas os barões do café. –
A alternativa E está incorreta, pois o “surto industrial” do período não está relacionado à existência de
indústrias de base, mas sim à disponibilização de recursos após o fim do tráfico negreiro. Cabe destacar
que a Tarifa Alves Branco também influenciou indiretamente este processo, na medida em que
encareceu os produtos importados no Brasil, especialmente aqueles que dispunham de similares
fabricados em solo pátrio.
Gabarito: C
14. (ESA)
Durante o Segundo Reinado, o Brasil teve alguns conflitos com a Inglaterra, que não queria reconhecer
nossos direitos como nação soberana e independente. Esses conflitos consistiram na chamada:
a) Questão Christie
b) Questão Inglesa
c) Questão Religiosa
d) Questão de Gales
e) Questão Militar
Comentários
- A alternativa A é a resposta. Entre 1860 e 1862, o embaixador inglês instalado no Brasil, William
Dougal Christie, foi o responsável por uma sequência de equívocos diplomáticos que ficaram
conhecidos como Questão Christie, tais como sua tentativa de abafaro assassinato de um agente da
alfândega por marinheiros britânicos e sua represália à prisão de marinheiros britânicos por
embriaguez.
- As alternativas B e D estão incorretas, pois oferecem denominações que não correspondem a
nenhuma querela do Brasil com a Inglaterra ao longo da História.
- A alternativa C e E estão incorretas, pois tratam-se de tensões que marcaram o declínio da monarquia
nas últimas décadas do século XIX.
Gabarito: A
15. (ESA)
No início, todos os trabalhadores das fazendas de café eram escravos. Ao longo dos anos, passaram a
ser substituídos por imigrantes, principalmente:
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a) portugueses e franceses
b) portugueses e espanhóis
c) alemães e italianos
d) italianos e ingleses.
Comentários
O processo de unificação da Itália e Alemanha na segunda metade do século XIX foi acompanhado da
expulsão de muitos camponeses de suas terras, o que fazia com que muitos fossem “fazer a América”
em países como o Brasil, onde foram atraídos por meio de sistemas de parceria (iniciativa privada) ou
pela passagem subvencionada pelo Estado brasileiro. Dito isso, a alternativa C é a resposta.
Gabarito: C
16. (ESA)
A 1ª lei decretada no Brasil sobre a Questão Servil, em consequência do bloqueio ao tráfico negreiro
imposto pela Inglaterra, foi a:
a) do Ventre Livre
b) Áurea
c) Saraiva Cotegipe
d) dos Sexagenários
e) Eusébio de Queirós
Comentários
Para responder à pergunta, convém relembrarmos dos impactos de todas as leis mencionadas:
• Lei Eusébio de Queirós (1850) → extinguiu o tráfico negreiro no Brasil.
• Lei do Ventre Livre (1871) → Também conhecida como Lei Rio Branco, estabeleceu que
todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres,
devendo o proprietário entregá-lo para a tutela do Estado em troca de uma indenização ou
fazê-lo trabalhar até completar 21 anos.
• Lei dos Sexagenários (1885) → Também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe, concedeu a
liberdade para todos os escravizados com 60 anos ou mais.
• Lei Áurea (1888) → Extinguiu a escravidão no Brasil. Dito isso, a alternativa E é a resposta.
Gabarito: E
17. (ESA – Adaptada)
Destaca-se como consequência institucional da Guerra do Paraguai:
a) o desenvolvimento da indústria têxtil.
b) A formação do Partido Restaurador.
c) A evolução do ideal republicano.
d) O fortalecimento do Exército Brasileiro.
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e) A ampliação do Poder Judiciário.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal as transformações nas manufaturas brasileiras antecedem o fim
da Guerra do Paraguai.
- A alternativa B está incorreta, pois os restauradores são partidários que desejavam o retorno de D.
Pedro I para o Brasil durante o período regencial.
- A alternativa C está incorreta. Embora muitos militares tenham aderido ao republicanismo, trata-se
de um projeto que já existia antes da Guerra do Paraguai, estando presente no discurso e ação de
diversos movimentos nos períodos colonial e imperial.
- A alternativa D é a resposta, afinal o Exército se tornou uma instituição de destaque com o fim da
Guerra do Paraguai, o que estimulou alguns de seus oficiais a intervirem na esfera pública em busca de
melhorias na condição de carreira, ou para opinar sobre questões nacionais, tais como a abolição.
- A alternativa E está incorreta, pois não se verificam reformas na Justiça no período.
Gabarito: D
18. (ESA)
Logo após o Golpe da Maioridade, D. Pedro II teve de enfrentar a Revolta Liberal de 1842. Este
movimento originou-se:
a) do separatismo paulista.
b) Na instituição da Presidência do Conselho de Ministros, considerada pelos liberais como contrária à
Constituição.
c) Na agitação feita por elementos republicanos estimulados pelo exemplo dos países platinos.
d) Na oposição dos liberais ao movimento maiorista que se efetivou, ferindo a Constituição.
e) Na dissolução da recém eleita Câmara dos Deputados, sob a alegação de fraude e violência nas
eleições.
Comentários
Após convocar as eleições para setembro de 1840, as primeiras do Segundo Reinado, o governo
maiorista, composto por liberais que haviam apoiado a antecipação da maioridade de D. Pedro II,
consegue maioria na Assembleia. Contudo, o imperador recebe inúmeras denúncias de fraudes nas
urnas e uso de violência alcançam o Rio de Janeiro, o que torna o pleito conhecido como “eleições do
cacete”. Pressionado pelos conservadores, o jovem imperador substituiu o Gabinete da Maioridade
pelo Gabinete Palaciano em 23 de março de 1841, além de dissolver a legislatura eleita em 1º de maio
de 1842 – antes mesmo de tomarem posse. O afastamento do poder frustrou os liberais, que pegaram
em armas para se levantar contra a centralização política reiniciada pelos conservadores. Dito isso, a
alternativa E é a resposta.
Gabarito: E
19. (ESA)
Apesar da preponderância inglesa no século XIX, por dois anos o Brasil manteve cortadas as relações
diplomáticas com o governo de Londres. Este rompimento foi em decorrência:
(A) da aprovação da Lei Eusébio de Queirós.
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(B) da oposição do Brasil à renovação dos tratados de 1810.
(C) da Questão Christie.
(D) da intervenção inglesa na Cisplatina.
(E) da oposição da Inglaterra à renovação dos tratados de 1810.
Comentários
Entre 1860 e 1862, o embaixador inglês instalado no Brasil, William Dougal Christie, foi o responsável
por uma sequência de equívocos diplomáticos que ficaram conhecidos como Questão Christie, tais
como sua tentativa de abafar o assassinato de um agente da alfândega por marinheiros britânicos e
sua represália à prisão de marinheiros britânicos por embriaguez. Ao julgar insuficientes as explicações
dadas para as atrapalhadas ações do embaixador, o brasil rompeu relações diplomáticas com a
Inglaterra. A alternativa C, portanto, é a resposta.
- A alternativa A está incorreta, afinal a aprovação da lei ia ao encontro das pressões feitas pela
Inglaterra para a abolição do tráfico negreiro.
- As alternativas B e E tratam de questões que são anteriores ao período abordado pelo enunciado,
estando, portanto, incorretas.
- A alternativa D está incorreta, pois a Inglaterra não promoveu nenhuma invasão na região da
Cisplatina.
Gabarito: C
20. (ESA)
Foi fator determinante da Proclamação da República brasileira:
(A) a Questão operária.
(B) a repressão à Confederação do Equador.
(C) a Questão Servil, que culminou com a Abolição da Escravatura.
(D) o movimento conhecido como Revolta da Chibata.
(E) a propagação das ideias levantadas pelos conjurados mineiros por ocasião da derrama.
Comentários
Conforme vimos, em nossa aula, três grandes questões contribuíram para o agravamento da crise da
monarquia e para o desgaste da imagem do imperador:
▪ a Questão Servil, que promoveu a perda de apoio dos cafeicultores escravistas;
▪ a Questão Religiosa, que promoveu rusgas com a Igreja;
▪ a Questão Militar, que desgastou o Exército com as elites civis.
Dito isso, a alternativa C é a resposta.
- As alternativas A e D estão incorretas, pois tratam de elementos da República Velha.
- A alternativa B está incorreta, afinal a Confederação do Equador contribuiu para o desgaste da
imagem de D. Pedro I.
- A alternativa E está incorreta, afinal a Conjuração Mineira ocorreu em 1789, durante o reinado de D.
Maria I de Portugal.
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Gabarito: C
21. (ESA)
A lei inglesa do Bill Aberdeen de 1845 determinava:
(A) permissão à esquadra inglesa para aprisionar navios negreiros.
(B) abolição do tráfico negreiro para a Inglaterra.
(C) abolição completa da escravidão no Brasil.
(D) abolição do tráfico negreirono Brasil.
(E) uma situação privilegiada para o comércio do Brasil com o mundo.
Comentários
O Bill Aberdeen foi uma lei inglesa que garantia à Marinha britânica a prerrogativa de capturar navios
negreiros no Atlântico e julgar seus comandantes, o que torna correta a alternativa A.
- A alternativa B está incorreta, pois a escravidão já estava proibida na Inglaterra no momento de
aprovação do Bill Aberdeen.
- A alternativa C está incorreta, pois o fim da escravidão no Brasil se deu por meio da Lei Áurea,
sancionada pela princesa Isabel em maio de 1888.
- A alternativa D está incorreta, afinal tráfico negreiro se encerrou no Brasil por meio da Lei Eusébio de
Queirós, aprovada em 1850.
- A alternativa E está incorreta, pois o Brasil sofria grande pressão internacional para abolir a
escravidão no período, especialmente da Inglaterra.
Gabarito: A
22. (ESA)
Pelo Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 1°de maio de 1865, comprometiam-se a lutar contra o
governo paraguaio os seguintes países:
(A) Argentina, Uruguai e Chile.
(B) Brasil, Argentina e Uruguai.
(C) Brasil, Argentina e Chile.
(D) Brasil, Bolívia e Chile.
(E) Chile, Peru e Argentina.
Comentários
Em 1º de maio de 1865, Brasil Argentina e Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança, por meio
do qual se comprometiam a retirar do poder o presidente do Paraguai, Solano López. Assim sendo, a
alternativa B é a resposta.
- A Bolívia e o Chile não se envolveram na Guerra do Paraguai, o que torna incorretas as demais
alternativas.
Gabarito: B
23. (ESA)
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Uma das seguintes leis não está ligada à abolição da escravatura:
(A) Lei Eusébio de Queirós.
(B) Lei Visconde de Rio Branco.
(C) Ato Adicional de 1834.
(D) Lei Saraiva-Cotegipe.
(E) Bill Aberdeen.
Comentários
Para responder à pergunta, convém relembrarmos dos impactos de todas as leis mencionadas:
▪ Ato Adicional de 1834 → Permitiu a criação de Assembleias Provinciais, estabeleceu a extinção
do Conselho de Estado, adotou o modelo uno de regência e tornou o Rio de Janeiro um município
neutro.
▪ Bill Aberdeen (1845) → Lei inglesa que garantiu à Marinha britânica a prerrogativa de capturar
navios negreiros no Atlântico e julgar seus comandantes, o que torna correta a alternativa A.
▪ Lei Eusébio de Queirós (1850) → extinguiu o tráfico negreiro no Brasil.
▪ Lei do Ventre Livre (1871) → Também conhecida como Lei Rio Branco, estabeleceu que todos
os filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres, devendo o proprietário
entregá-lo para a tutela do Estado em troca de uma indenização ou fazê-lo trabalhar até completar 21
anos.
▪ Lei Saraiva-Cotegipe (1885) → Também conhecida como Lei dos Sexagenários, concedeu a
liberdade para todos os escravizados com 60 anos ou mais.
▪ Lei Áurea (1888) → Extinguiu a escravidão no Brasil.
Feitas essas considerações, a alternativa C é a resposta.
Gabarito: C
24. (ESA)
A "Tarifa Alves Branco", decretada em 1844, colaborou para:
(A) interromper o crescimento da indústria nacional.
(B) facilitar a entrada de produtos industrializados no País.
(C) impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional.
(D) favorecer os privilégios alfandegários ingleses.
(E) reafirmar o controle norte-americano sobre nossa economia.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal a Tarifa contribuiu para o crescimento da procura por produtos
nacionais ao sobretaxar os importados.
- A alternativa B está incorreta, uma vez que a Tarifa aumentou os impostos cobrados sobre
importados, incluindo industrializados.
- A alternativa C é a resposta. Até 1844, o imposto alfandegário cobrado sobre os importados era de
15%. Contudo, com a aprovação da Tarifa Alves Branco, esta porcentagem subia para 30%, ou 60% nos
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casos em que o produto fosse semelhante a outros produzidos no Brasil. A diferença no valor final fez
com que o consumidor optasse pelos produtos nacionais, o que estimulou a indústria do país.
- A alternativa D está incorreta, afinal os ingleses foram prejudicados com os reajustes promovidos em
1844.
- A alternativa E está incorreta, pois os norte-americanos não exerciam grande influência na economia
brasileira no período, mas sim a partir da chamada República Velha.
Gabarito: C
25. (ESA)
Questão Religiosa, de 1872, acabou afastando a Igreja do Império, ocasionando:
(A) o afastamento do alto clero das questões políticas.
(B) a participação do clero na "Questão Militar"
(C) o seu abandono pela causa da abolição da escravatura.
(D) a expulsão dos jesuítas.
(E) a condenação dos bispos, em face dos atritos destes religiosos com a maçonaria.
Comentários
A Questão Religiosa se deu em 1872, quando bispos de Olinda e Recife se dispuseram a aplicar a bula
papal que previa a excomunhão de maçons, ainda que o poder moderador tenha optado por não acatá-
la. Diante disso, os clérigos foram julgados e condenados por ordem do imperador. Embora sua pena
tenha sido comutada em 1875, a repercussão da prisão dos bispos feriu a religiosidade popular e
afrontou a Igreja. Consequentemente, a instituição se afastou do poder imperial, e ainda que não tenha
se envolvido na causa republicana, tampouco agiu em favor da monarquia. A alternativa E, portanto, é
a correta.
- A alternativa A está incorreta, pois a questão religiosa não foi motivada por questões políticas, mas
dogmáticas.
- A alternativa B está incorreta, afinal os clérigos não se envolveram nas questões pontuadas pelo
Exército brasileiro no período.
- A alternativa C está incorreta, pois a Igreja não se posicionou favorável à abolição.
- A alternativa D está incorreta, uma vez que a expulsão dos jesuítas do Brasil se deu durante a Era
Pombalina, no século XVIII.
Gabarito: E
26. (ESA)
Temeroso da devolução do poder aos "liberais", os "conservadores" promoveram em 1850, a
aprovação da lei que extinguiu o tráfico de escravo africanos, denominada:
(A) Lei Eusébio de Queirós
(B) Lei Nabuco de Araújo
(C) Lei dos Sexagenários
(D) Lei Rui Barbosa
(E) Lei Áurea
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Comentários
Para responder à pergunta, retomemos as leis mencionadas pelas alternativas:
▪ Lei Eusébio de Queirós (1850) → extinguiu o tráfico negreiro no Brasil.
▪ Lei Nabuco de Araújo (1854) →Estabeleceu sanções para autoridades que tentassem
escamotear a entrada de escravizados ilegalmente no país.
▪ Lei dos Sexagenários (1885) → Também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe, concedeu a
liberdade para todos os escravizados com 60 anos ou mais.
▪ Lei Áurea (1888) → Extinguiu a escravidão no Brasil. A alternativa A, portanto, é a resposta. Vale
ressaltar que não há no Império lei conhecida como “Rui Barbosa”.
Gabarito: A
27. (ESA)
O Manifesto Republicano de 1870 defendeu fundamentalmente:
(A) a manutenção da Constituição de 1824.
(B) o unitarismo contra a burocracia federalista do Império.
(C) a união Igreja-Estado e a extinção da vitaliciedade do Senado.
(D) a criação de um único partido político, em cada província.
(E) o federalismo em oposição ao unitarismo que caracterizava o Império.
Comentários
Defensores da modernização do país, os republicanos que assinaram o Manifesto de 1870 mostravam-
se mais federalistas do que republicanistas de fato, já que a hegemonia política desfrutada pelos
cafeicultores do Vale do Paraíba junto aos senhores do açúcar no Nordeste impedia-os de promover
as reformas que julgavam necessárias. Assim sendo, a alternativa E é a resposta.
- A alternativa A está incorreta, afinal a Constituição sustentava a existência do poder moderador,
incompatível com o regime republicano.
- A alternativa B está incorreta, uma vez que osrepublicanos buscavam autonomia para as províncias.
- A alternativa C está incorreta, afinal os republicanos defendiam a laicidade do Estado, ou seja, a
separação entre Igreja e Estado.
- A alternativa D está incorreta. Embora tenham surgido partidos republicanos únicos em estados no
Brasil, este processo ocorreu na República Velha.
Gabarito: E
28. (ESA)
Caxias, além de herói de conflitos externos durante o 2º Reinado, recebeu também o título de
"Pacificador", por ter abafado as seguintes rebeliões internas:
(A) Farrapos, Praieira e Balaiada
(B) Balaiada, Liberal de Minas e São Paulo e Farrapos.
(C) Cabanada, Praieira e Sabinada.
(D) Cabanada, Sabinada e Liberal de Minas Gerais e São Paulo
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Comentários
Perceba que Luís Alves de Lima e Silva, então barão de Caxias, foi uma figura fundamental na
desarticulação de diversas insurreições em um curto espaço de tempo: a Balaiada, no Maranhão, a
Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, e as Revoltas Liberais de 1842, ocorridas nas províncias
de São Paulo e Minas Gerais. Dito isso, a alternativa B é a resposta.
Gabarito: B
29. (ESA)
No período imperial de D. Pedro II, o produto econômico que mais se destacou e que ainda é uma
importante fonte de divisas para o Brasil, foi o:
(A) algodão
(B) café
(C) cacau
(D) milho
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal o algodão era um produto cultivado principalmente na província
do Maranhão no período, não se destacando na região Sudeste.
- A alternativa B é a resposta, afinal o café cultivado no Sudeste respondia por boa parte das
exportações brasileiras durante o Segundo Reinado, quando o país se tornou o maior produtor mundial
do grão.
- A alternativa C está incorreta. O cacau era uma das “drogas do sertão” exploradas na região
amazônica durante o período colonial.
- A alternativa D está incorreta, afinal a produção nacional de milho no século XIX não era voltara para
o mercado externo.
Gabarito: B
30. (ESA)
O surgimento de 62 empresas industriais, 14 bancos, 20 companhias de navegação, 23 de seguros, 8
ferrovias e outros empreendimentos do decênio posterior a 1850, no Brasil, relaciona-se com:
a) disponibilidade de capitais resultantes da extinção do tráfico negreiro intercontinental.
b) A política de livre-cambismo do Império.
c) A ampliação do mercado interno como decorrência da abolição da escravatura naquela década.
d) Aos crescentes investimentos estrangeiros interessados na industrialização do Brasil
Comentários
O investimento na modernização econômica do país pelos barões do café foi impulsionado pela
aprovação da Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibindo o tráfico negreiro no país, acabou por
disponibilizar recursos que até então eram utilizados para a importação de escravizados vindos da
África. Dito isso, a alternativa A é a resposta.
- A alternativa B está incorreta, pois o Estado brasileiro adotou medidas protecionistas, tais como a
Tarifa Alves Branco.
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- A alternativa C está incorreta, afinal a abolição foi posterior ao início do surto industrial verificado no
Brasil no século XIX.
- A alternativa D está incorreta, afinal a modernização econômica do país se fez principalmente com
recursos dos cafeicultores.
Gabarito: A
31. (ESA)
O Brasil sofreu uma intensa imigração na segunda metade do século XIX, causada essencialmente pela:
(A) decadência da agricultura
(B) liberação do tráfico escravo
(C) necessidade de crédito
(D) expansão da lavoura cafeeira
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal o modelo agroexportador foi o sustentáculo da economia
brasileira durante o século XIX.
- A alternativa B está incorreta, afinal a restrição do tráfico negreiro no Atlântico, a partir do Bill
Aberdeen e da aprovação da Lei Eusébio de Queirós, dificultou o acesso de cativos no país. Devido a
isso, muitos cafeicultores passaram a estimular a vinda de imigrantes para o Brasil.
- A alternativa C está incorreta, afinal foi justamente o lucro do café que possibilitou aos fazendeiros
investir na vinda das primeiras famílias de imigrantes, por meio dos contratos de parceria.
- A alternativa D é a resposta. A expansão da lavoura cafeeira para o Oeste Paulista demandou dos
barões do café a expandir a mão de obra utilizada, e diante da proibição do tráfico negreiro pela Lei
Eusébio de Queirós (1850), passaram a estimular a migração de europeus para o Brasil, especialmente
alemães e italianos.
Gabarito: D
32. (ESA)
Em 1844, o Império brasileiro adotou a política do protecionismo alfandegário, abandonando a política
econômica do livre cambismo. Era a chamada Tarifa Alves Branco. A Tarifa Alves Branco proporcionou:
(A) prejuízo às indústrias brasileiras.
(B) Pagamento de menores tarifas, pelos produtos estrangeiros, na alfândega do Brasil.
(C) Aumento nos preços dos produtos estrangeiros no Brasil.
(D) Um grande benefício à Inglaterra, principal exportadora de manufaturados para o Brasil.
Comentários
Em 1844, a aprovação da Tarifa Alves Branco alterou as tarifas alfandegárias sobre produtos
importados, com o intuito de aumentar a arrecadação do Estado. Até então, o imposto cobrado sobre
os importados era de 15%. Com a nova política alfandegária, esta porcentagem subia para 30%, ou 60%
nos casos em que o produto fosse semelhante a outros produzidos no Brasil. Dito isso, a alternativa C
é a resposta.
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- A alternativa A está incorreta, afinal as indústrias brasileiras foram beneficiadas pelo aumento de
preços dos itens estrangeiros, que concorriam com seus produtos no mercado brasileiro.
- A alternativa B está incorreta, afinal a tarifa alterou a política alfandegária visando aumentar as taxas
sobre produtos importados. A decisão também afetou itens ingleses, o que torna incorreta a
alternativa D.
Gabarito: C
33. (ESA)
A política externa do 2º Reinado do Brasil foi marcada por um envolvimento em constantes lutas na
Bacia do Prata, durante quase 20 anos.
Sobre estas lutas a assertiva correta é:
(A) as nossas intervenções no Uruguai foram em favor do Partido Blanco e contra o Partido Colorado,
rival tradicional da política brasileira na região.
(B) O Presidente do Uruguai em 1864 era Atanásio Aguirre, deposto pelas forças brasileiras que
colocaram à frente do governo uruguaio Venâncio Flores, favorável ao Brasil.
(C) O desejo de Oribe, de formar o "Paraguai Maior", foi uma das causas da luta do Brasil contra este
caudilho.
(D) Uma das causas da Guerra do Paraguai foi o desejo de Solano Lopes de restabelecer o Vice-Reino
do Prata.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Para justificá-la, recordemos da composição dos partidos no Uruguai:
- A alternativa B está correta. Venâncio Flores, do partido colorado, derrubou do poder o blanco
Anastácio Aguirre com o apoio de tropas brasileiras, em 1865.
- A alternativa C está incorreta, afinal a ideia de expandir as fronteiras do Paraguai eram de seu próprio
presidente, Solano López.
- A alternativa D está incorreta, afinal o Vice-Reino do Prata era uma divisão administrativa da América
Espanhola, durante o período colonial.
Gabarito: B
34. (ESA)
A política externa do 2º Reinado teve como característica principal:
(A) a proclamação da República Juliana
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(B) as lutas contra os estados platinos
(C) as questões de limites com a França
d) a participação de Alexandre de Gusmão
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A República Juliana foi implantada em Santa Catarina pelos adeptos
da Revolução Farroupilha, em 24 de julho de 1839, durante o período Regencial.
- A alternativaB é a resposta. Durante o século XIX, o Brasil se envolveu em diversos conflitos com
países da bacia do rio da Prata, tendo em vista a hegemonia da região. Foram eles: a intervenção contra
Oribe e Rosas (1851-1852), a guerra contra Aguirre (1864-1870) e a Guerra do Paraguai (1864- 1870).
- A alternativa C está incorreta. As questões territoriais com a França se deram durante o período
joanino, quando o príncipe-regente ordenou a invasão da Guiana Francesa (1809), em represália à
entrada de tropas napoleônicas em Portugal. O território foi devolvido em 1815.
- A alternativa D está incorreta, afinal Alexandre de Gusmão foi um diplomata brasileiro que atuou nas
negociações do Tratado de Madrid, assinado entre Portugal e Espanha em 1750.
Gabarito: B
35. (ESA)
No dia 1° de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança para
atuarem contra o Paraguai. Nessa oportunidade escolheram para exercer a função de Comandante-
em-Chefe das forças aliadas para a invasão do Paraguai:
a) Luís Alves de Lima e Silva
b) Manuel Luís Osório
c) Solano Lopez
d) Venâncio Flores
e) Bartolomeu Mitre
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Embora Luís Alves de Lima e Silva, o marquês de Caxias, tenha se
tornado comandante-em-chefe das forças aliadas nos anos finais do conflito, o posto foi inicialmente
ocupado pelo presidente da Argentina, Bartolomeu Mitre.
- A alternativa B está incorreta. O general Osório (marquês de Herval) foi um dos principais
comandantes militares do Exército brasileiro, se destacando ao liderar a cavalaria na Batalha do Tuiuti.
Contudo, não chegou a ocupar a posição de comandante-em-chefe das forças aliadas.
- A alternativa C está incorreta, afinal Solano López era o presidente do Paraguai e liderança combatida
pelas forças aliadas na Guerra do Paraguai.
- A alternativa D está incorreta, uma vez que Venâncio Flores era o presidente do Uruguai e
comandante das forças militares de seu país.
- A alternativa E é a resposta. O Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 1º de maio de 1865,
estabeleceu que o general Bartolomeu Mitre, seria o comandante-em-chefe das forças aliadas, mas
caso o teatro de operações se desenrolasse em território brasileiro ou oriental, o comando brasileiro
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teria independência. Por fim, as forças navais dos Aliados seriam geridas pelo Comandante em Chefe
da Esquadra Imperial.
Gabarito: E
9.2 Lista de Questões - Outras Carreiras Militares
1. (2023/CN)
Sobre os desdobramentos da Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, ocorrida
entre 1864 e 1870, também conhecida na memória e produção historiográfica no Brasil como Guerra do
Paraguai, é correto afirmar que:
a) uma de suas consequências foi a divisão do território paraguaio entre Argentina, Uruguai e
Brasil. Cumpria- se, então, uma das cláusulas do tratado da Tríplice Aliança, algo contestado pelos
ingleses, árbitros na questão.
b) esse acontecimento trouxe as derrotas do Brasil, da Argentina e do Uruguai, demonstrando a
capacidade do exército paraguaio apoiado militar e financeiramente pelo Reino Unido e Estados Unidos.
c) acarretou em outra guerra, desta vez envolvendo em lados opostos Argentina e Brasil no que
ficou conhecido como a Guerra do Prata (1870-1875), retornando, pois, as rivalidades desde a Guerra
Cisplatina (1825-1828).
d) tal conflito teve como desfecho a consolidação das fronteiras dos países envolvidos, e, no caso
do Brasil, a percepção por toda a classe militar de que o regime monárquico deveria ser mantido.
e) apesar de ser um dos vencedores do conflito, as finanças administradas pelo governo
brasileiro foram enormemente impactadas, e a visão em parte da classe militar era de que a Monarquia
não lhe dava reconhecimento e apoio.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. O Tratado da Tríplice Aliança não previu territórios paraguaios ao
Uruguai, mas apenas para Argentina e o Brasil. Além disso, os ingleses não o questionaram.
- A alternativa B está incorreta. As forças paraguaias não receberam apoio financeiro do Reino
Unido e dos Estados Unidos. Na verdade, foi o Brasil o país que mais obteve empréstimos de bancos
britânicos para sustentar os gastos gerados pelo conflito.
- A alternativa C está incorreta. A Guerra da Cisplatina (1825-1828) e a Guerra do Prata (1851-
1852) foram conflitos que ocorreram antes da Guerra do Paraguai.
- A alternativa D está incorreta. Parte da classe militar brasileira envolvida na Guerra do Paraguai
defendeu a implantação da República após o término do conflito, especialmente oficiais do Exército.
- A alternativa E está correta. Entre os desdobramentos da Guerra do Paraguai no Brasil, pode-se
destacar o aumento da dívida externa, decorrente dos múltiplos empréstimos acumulados pelo Brasil
com bancos ingleses; e o fortalecimento do Exército ao longo do conflito, que passou a reivindicar
melhoras no tratamento dado à instituição pelo governo imperial.
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Gabarito: E
2. (2020/CN)
Leia o texto a seguir.
Entretanto, violenta contradição foi criada com a implantação desta lei. Ainda que a finalidade precípua
da referida pauta alfandegária fosse garantir a ampliação da receita do Estado, a sua implementação
acabou convertendo-se em legislação protecionista. A tributação atingiu 2919 artigos de importação, a
maioria passou a pagar o dobro do que anteriormente pagava, uma vez que o imposto alfandegário antes
cobrado era de 15% e passou a ser de 30% ad valorem. Muitos artigos tiveram de pagar 40%, 50% e
mesmo 60% do seu valor.
(Aquino, Rumbim Santos de [et. Al.] Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais: da crise do
escravismo ao apogeu do neoliberalismo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 40 Adaptado)
A medida econômica relatada no texto refere-se
(A) à Tarifa Alves Branco, um recurso utilizado pelo governo imperial para solucionar o déficit das finanças
públicas. No entanto, essa medida não conseguiu promover a autossuficiência da economia brasileira.
(B) à Tarifa Silva Ferraz, que estabeleceu impostos alfandegários mais baixos para máquinas, ferramentas
e ferragens, o que prejudicou a ainda incipiente produção nacional desses equipamentos.
(C) à reforma financeira implementada pelo ministro da Fazenda Rui Barbosa que foi chamada de
“encilhamento”. Essa reforma provocou uma grande inflação devido à grande emissão de dinheiro.
(D) à política implantada pelo presidente Campos Sales, denominada funding loan, que consistiu num
grande empréstimo feito aos banqueiros ingleses para combater a grave crise econômica.
(E) ao Tratado de Comércio e Navegação assinalado com a Inglaterra e que deu vários privilégios a esse
país nas relações comerciais com o Brasil, por exemplo taxas alfandegárias inferiores às cobradas em
Portugal.
Comentários
- A alternativa A é a resposta. Implementada em 1844, durante o Segundo Reinado, a Tarifa Alves Branco
alterou as tarifas alfandegárias sobre os produtos importados para aumentar a arrecadação do Estado.
Até então, o imposto cobrado sobre os importados era de 15%. Com a nova política alfandegária, esta
porcentagem subia para 30%, ou 60% nos casos em que o produto fosse semelhante a outros produzidos
GUERRA DO
PARAGUAI
MOTIVAÇÕES
DISPUTAS
GEOPOLÍTICAS
SOBRE A REGIÃO DO
PRATA
CONSEQUÊNCIAS
AUMENTO DA
DÍVIDA EXTERNA
FORTALECIMENTO
DO EXÉRCITO
BRASILEIRO
AGRAVAMENTO DAS
CONTRADIÇÕES
INTERNAS
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no Brasil. A diferença no valor final fez com que o consumidor optasse pelos produtos nacionais, enquanto
investidores viram vantagens na criação de manufaturas. Com isso, a nova política alfandegária obteve
um caráter protecionista, o que favoreceu o processo de modernização econômicano período.
- A alternativa B está incorreta, afinal a Tarifa Silva Ferraz diminuiu as taxas sobre os produtos importados,
o que desestimulou investimentos no Brasil e o crescimento da indústria nacional. Vale ressaltar que tal
política alfandegária foi um dos fatores determinantes no esgotamento da chamada Era Mauá.
- A alternativa C está incorreta, pois faz uma descrição correta da política econômica de Rui Barbosa,
porém ela não incidiu sobre a política alfandegária do país no período em que foi aplicada.
- A alternativa D está incorreta, afinal o funding loan buscou reverter os males do encilhamento
recorrendo a um empréstimo junto a bancos estrangeiros, obtidos a partir do comprometimento do
repasse de recursos arrecadados pelo Estado brasileiro no caso da dívida não ser saldada.
- A alternativa E está incorreta, pois o Tratado de Comércio e Navegação favoreceu a entrada de produtos
estrangeiros no país, e consequentemente, a “britanização da economia”.
Gabarito: A
3. (2017/CN)
A charge mostra a situação dos escravos que integraram, durante
a Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai (1864-1870),
os batalhões denominados Voluntários da Pátria, que
asseguravam aos que se alistassem benefícios, dentre eles a
alforria. Após a guerra, o abolicionismo tornou-se um dos
principais temas brasileiros. Sobre esse momento histórico, é
correto afirmar que
a) as Forças Armadas apoiaram a reescravização do negro, pois os
oficiais possuíam escravos e não queriam perder o dinheiro
investido.
b) diversos oficiais das Forças Armadas passaram a atuar
abertamente contra a escravidão, inclusive se recusando a
continuar capturando escravos fugitivos.
c) movimento armado para libertar os seus familiares que continuavam em estado de escravidão.
d) D. Pedro II ficou sensibilizado com a situação e decretou uma lei que libertava os pais e os irmãos dos
soldados negros libertos.
e) as Forças Armadas utilizaram sua influência política após a vitória no Paraguai para convencer os
políticos a libertarem os escravos, o que se concretizou em 20 de novembro de 1888.
Comentários
Essa é uma questão que exige interpretação da charge a partir do contexto de sua produção. Diante da
deflagração da guerra contra o Paraguai, muitos cativos foram alforriados para servirem como soldados
no conflito, mas isso não impediu que a escravidão se mantivesse como a base das relações produtivas
no Império brasileiro. A charge de Angelo Agostini mostra justamente essa contradição: ao retornar para
casa após arriscar sua vida pela Nação, um soldado negro se depara com sua própria mãe sendo açoitada
em um tronco. Dito isso, analisemos as alternativas:
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- A alternativa A está incorreta, uma vez que o Exército brasileiro passou a apoiar a causa abolicionista ao
ter incorporado em suas fileiras centenas de libertos durante a Guerra do Paraguai.
- A alternativa B é a resposta. Dentre as questões que contribuíram para o abalo do relacionamento entre
elites civis e os militares, pode-se destacar a restrição dos últimos a perseguir cativos fugitivos, em
decorrência da participação dos últimos na Guerra do Paraguai.
- A alternativa C está incorreta, afinal o homem negro representado na charge é um voluntário da Guerra
do Paraguai, talvez alistado compulsoriamente, mas alforriado para participar do conflito.
- A alternativa D está incorreta, pois o processo de abolição da escravidão não se deu por leis assinadas
pelo imperador, mas por gabinetes políticos e pela princesa regente.
- A alternativa E está incorreta, afinal a Lei Áurea foi assinada em 13 de maio de 1888, sendo resultado da
pressão feita não somente pelo Exército, mas por todos os abolicionistas e pelas fugas e quilombos
organizados pelos cativos.
Gabarito: B
4. (2017/CN)
Leia a frase a seguir.
Nada se assemelha mais a um "saquarema" do que um “luzia” no poder.
(Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti de Albuquerque (1797-1863), político do Império do Brasil.)
“Saquarema” e “Luzia" eram os apelidos dados aos membros dos partidos Conservador e Liberal,
respectivamente. De acordo com o sistema político vigente no Brasil Império, é correto afirmar que o
relato do então senador Holanda Cavalcanti evidencia
a) a presença de ideais políticos de igualdade e liberdade nos dois grupos que lutavam juntos pela
implantação do socialismo no Brasil nos mesmos moldes de países europeus, como a França, a Inglaterra
e a Alemanha.
b) o empenho dos políticos em buscar atender os interesses de seus eleitores, não importando serem
classificados como pertencentes ao grupo dos “Saquaremas” ou ao grupo dos "Luzias”, desde que seus
projetos de lei fossem aprovados.
c) que os dois principais grupos políticos do Brasil Império não chegavam a representar interesses ou
projetos políticos, pois aceitavam e defendiam a manutenção da escravidão e do monopólio da terra,
discordando apenas na questão da centralização, ou não, do poder.
d) a incapacidade dos revolucionários “Luzias" em implantar medidas políticas, como o voto universal e
secreto, durante sua participação no poder no lugar dos conservadores “Saquaremas" que, por sua vez,
desejavam a manutenção do voto censitário.
e) o revezamento dos partidos Liberal e Conservador no poder foi devido a um acordo entre as oligarquias
cafeeiras das províncias de Minas Gerais e São Paulo, que ficou conhecido como política dos governadores
ou política do café com leite.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal nenhum dos partidos políticos atuantes no Segundo Reinado
possuíam orientação socialista. Luzias e Saquaremas eram árduos defensores do direito à propriedade,
algo relativizado pelo socialismo por considerá-lo a origem da desigualdade social.
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- A alternativa B está incorreta, pois os dois partidos estavam preocupados com seus próprios interesses.
Cabe destacar que o eleitorado do Império é restrito e sujeito às manipulações dos grandes senhores de
terra.
- A alternativa C é a resposta. Embora discordassem quanto à forma administrativa do Império, luzias e
saquaremas eram defensores da propriedade privada, da unidade imperial e da escravidão, uma vez que
representavam o mesmo grupo social – a “boa sociedade”.
- A alternativa D está incorreta, afinal a ação dos liberais não prezou pelo aumento de eleitores do Império.
- A alternativa E está incorreta, afinal a política dos governadores foi um arranjo político organizado pelo
presidente Campos Sales, durante a República Velha (1889-1930).
Gabarito: C
5. (2015/CN)
Com relação ao Segundo Reinado, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso nas afirmativas abaixo assinalando,
a seguir, a opção correta.
I - Ocorreu no Brasil o crescimento das atividades econômicas, como a criação de bancos, ferrovias e casas
comerciais, favorecidas pela disponibilidade de capitais, antes utilizados no tráfico negreiro.
II - Durante o Segundo Reinado, o Brasil colocou em prática uma política externa, na região platina, que
tinha como objetivo garantir sua hegemonia política e a livre navegação dos rios da bacia do Prata.
III- A guerra contra o Paraguai teve como consequência para o Brasil um acréscimo no seu endividamento
externo e a queda da influência dos militares na sociedade.
IV - 0 crescimento da economia brasileira, na segunda metade do século XIX, favoreceu uma profunda
reconfiguração da estrutura fundiária e da influência política da burguesia urbana no Brasil.
a) (V) (V) (F) (F)
b) (V) (V) (F) (V)
c) (F) (V) (V) (V)
d) (V) (F) (F) (F)
e) (F) (F) (V) (V)
Comentários
- A afirmativa I é verdadeira. O investimento na estrutura interna do país pelos fazendeiros foi
impulsionado pela aprovação da Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibindo o tráfico negreiro no país,
acabou por disponibilizar a verba que até entãoera utilizada para a importação de escravizados vindos da
África.
- A afirmativa II é verdadeira. Sendo o rio da Prata a única rota de acesso fluvial do Brasil para a província
do Mato Grosso, o Império buscou garantir a hegemonia política na região do Prata, minando o
crescimento da Argentina e a autonomia do Uruguai, e a livre-navegação na bacia.
- A afirmativa III é falsa. Embora tenha aumentado a dívida externa do Império, a Guerra do Paraguai foi
fundamental para o fortalecimento do Exército enquanto instituição, o que a levou a reivindicar melhoras
no tratamento dado pelo Império durante a década de 1880.
- A afirmativa IV é falsa, pois apesar do surto modernizante vivido a partir da segunda metade do século
XIX, o Brasil manteve sua estrutura fundiária intacta durante todo o Segundo Reinado.
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Sendo correta a ordem (V)-(V)-(F)-(F), a alternativa A é a resposta.
Gabarito: A
6. (2014/CN)
Sobre a economia no Segundo Reinado, é correto afirmar que
a) a tarifa Alves Branco foi criada exclusivamente com objetivos protecionistas, isto é, para favorecer a
indústria nacional. Entretanto, a Inglaterra não sofreu os efeitos dessa tarifa.
b) como a tarifa Alves Branco não conseguiu obter os efeitos desejados, foi instituída a tarifa Silva Ferraz.
A Inglaterra, em represália, aprovou a Bill Aberdeen, que combateu o tráfico de escravos.
c) a tarifa Alves Branco foi criada com o objetivo de aumentar a arrecadação de impostos e de incentivar
o desenvolvimento econômico do país. Essa tarifa aboliu as taxas alfandegárias preferenciais de 15%.
d) como consequência das medidas protecionistas contidas na tarifa Silva Ferraz, o café foi perdendo
espaço na economia imperial e, em razão disso, teve início a denominada Era Mauá.
e) as medidas protecionistas implantadas pela tarifa Alves Branco foram um duro golpe nos novos
empreendimentos industriais e levaram à falência o Barão de Mauá, encerrando a denominada Era Mauá.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, pois apesar de apresentar efeito protecionista, o objetivo da Tarifa Alves
Branco era aumentar a arrecadação do Império na alfândega.
- A alternativa B está incorreta, pois a Tarifa Silva Ferraz favoreceu os ingleses ao reduzir taxas de
importação sobre máquinas, ferramentas e ferragens.
- A alternativa C é a resposta. Aprovada em 1844, a Tarifa Alves Branco alterou as tarifas alfandegárias
sobre os produtos importados para aumentar a arrecadação do Estado. Até então, o imposto cobrado
sobre os importados era de 15%. Com a nova política alfandegária, esta porcentagem subia para 30%, ou
60% nos casos em que o produto fosse semelhante a outros produzidos no Brasil. A diferença no valor
final fez com que o consumidor optasse pelos produtos nacionais, enquanto investidores viram vantagens
na criação de manufaturas. Ao final dos anos 1880, o país contava com 600 indústrias.
- A alternativa D está incorreta. Apesar do surto modernizante verificado no século XIX, responsável pela
diversificação das atividades econômicas no Império, o café foi mantido como eixo econômico do país até
o século XX.
- A alternativa E está incorreta. Ao elevar as taxas sobre produtos importados, a Tarifa Alves Branco
contribuiu para que o os consumidores optassem pela produção nacional, estimulando a indústria
brasileira.
Gabarito: C
7. (2012/CN)
Em relação à economia cafeeira no Segundo Reinado, é correto afirmar que a
a) região Sul Fluminense foi a principal área produtora do Brasil, só sendo superada na década de 1870
pelo Vale do Paraíba.
b) produção e a mão de obra nos cafezais não conservaram nenhuma característica do período colonial,
tendo em vista o fato de o Brasil ser um país independente.
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c) produção de café no Vale do Paraíba foi favorecida pelo fim do tráfico negreiro em 1850, ocorrendo
uma mudança nas relações de trabalho com a introdução do imigrante.
d) região do Oeste Paulista, superou a região do Vale do Paraíba na produção de café, dentre outros
motivos, porque o solo da região do Oeste Paulista era mais apropriado para o tipo de cultura.
e) produção do café foi caracterizada pelo minifúndio, monocultura, escravidão e economia voltada para
o mercado externo, tal como era a economia de Plantation no período colonial.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A região do Vale do Paraíba se manteve como a maior produtora de café
entre as décadas de 1830 e 1880, só sendo superada pela produção do Oeste Paulista.
- A alternativa B está incorreta, afinal a produção cafeeira manteve o regime de plantation utilizado nos
engenhos do período colonial. Com isso, pode-se afirmar que o Brasil reservou vastas propriedades ao
cultivo do grão e utilizando de mão de obra escrava.
- A alternativa C está incorreta, afinal a região do Vale do Paraíba manteve a mão de obra escrava mesmo
após a aprovação da Lei Eusébio de Queirós, o que contribuiu para a decadência de sua produção.
- A alternativa D é a resposta. Diferentemente da região do Vale do Paraíba, onde o relevo acidentado
forçava o cultivo descontínuo, no Oeste Paulista os cafezais ocuparam milhares de quilômetros de
maneira ininterrupta devido ao caráter plano do relevo. Além disso, a fertilidade do solo “terra roxa” da
região, formado pela decomposição de rochas vulcânicas, também favoreceu a expansão cafeeira.
- A alternativa E está incorreta, pois o sistema de plantation é baseado nos latifúndios.
Gabarito: D
8. (2009/CN)
Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir.
"Convocado pelo imperador em 1853 para presidir o gabinete, Honório Hermeto Carneiro Leão, marquês
do Paraná, apresentou como proposta uma 'política de conciliação'. A ideia era que o ministério,
composto de políticos 'capazes', estivesse acima dos interesses partidários."
FREIRE, Américo, Marly Silva da Motta, Dora Rocha. História em Curso, O Brasil e suas relações com o mundo Ocidental.
Fundação Getúlio Vargas: Ed. Brasil, p.166.
É correto afirmar que a partir da criação da conciliação partidária completava-se a consolidação político-
oligárquica, que predominou do início da segunda metade do século XIX até a ascensão de novos setores
sociais ligados ao café, na vida política do país, e à Guerra do Paraguai.
Tal equilíbrio só foi possível graças ao fato de a aristocracia, que ocupava a esfera do poder, entre outros
fatores, estar
a) comprometida com a defesa de uma estrutura oligárquica minifundiária, imperial e escravista, tendo
por base a produção agroexportadora.
b) ligada ao projeto oligárquico que defendia a total concentração de poderes nas mãos do imperador, o
qual ficaria responsável pela alternância dos partidos no poder.
c) comprometida com a defesa da ordem escravista e a defesa de qualquer projeto que alterasse a
estrutura fundiária no Brasil ou novas formas de aquisição da terra.
d) relacionada a um projeto de defesa de uma monarquia parlamentarista semelhante a existente na
Inglaterra, principalmente no que se refere ao seu funcionamento.
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e) comprometida com a defesa de uma estrutura oligárquica, imperial e escravista da sociedade brasileira,
divergindo apenas na forma como mantê-la.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal os oligarcas do Império eram latifundiários, ou seja, dispunham de
vastas terras para o cultivo de café, açúcar e outros itens voltados para a exportação.
- A alternativa B está incorreta, afinal os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário também dispunham
de certas competências.
- A alternativa C está incorreta. As elites que compunham os partidos Liberal e Conservador buscaram
resguardar seu direito à propriedade, com o intuito de evitar a alteração da estrutura fundiária do país.
- A alternativa D estáincorreta. Embora o modelo parlamentar inglês tenha inspirado o brasileiro, o que
se verificou aqui foi um “parlamentarismo às avessas”, que reservava ao poder moderador a prerrogativa
de escolher o presidente do Conselho de Ministros e também dissolver a Câmara quando esta não se
alinhava ao nome eleito.
- A alternativa E é a resposta. Embora discordassem quanto à forma administrativa do Império, luzias e
saquaremas eram defensores da propriedade privada, da unidade imperial e da escravidão, uma vez que
representavam o mesmo grupo social – a “boa sociedade”.
Gabarito: E
9. (2008/CN)
Observe a gravura abaixo, referente a um conflito vivenciado entre Estado e Igreja na segunda metade do
século XIX e responda à questão a seguir.
A partir da imagem é correto afirmar que tal conflito teve origem
a) logo após a promulgação da Constituição de 1824, que determinava o direito de o Estado conceder ou
negar validade aos decretos eclesiásticos, a partir do que se denominou de padroado.
b) na instituição do Primeiro Reinado, quando o imperador, que era maçom, tem constantes atritos com
a igreja, principalmente a partir da Bula Syllabus do Papa Pio IX.
c) na proibição feita pelo papa Pio IX, quanto à permanência de membros da maçonaria dentro dos
quadros da Igreja, como por exemplo, as irmandades religiosas.
d) com os militares, que não aceitam a ordem dada pelo Papa Pio IX, proibindo membros ligados à
maçonaria e ao movimento abolicionista de frequentarem a Igreja Católica.
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e) com os Liberais e Conservadores que, desde a Constituição de 1823, condenavam a interferência do
Estado nos negócios da Igreja, a partir do Padroado e do Beneplácito.
Comentários
Essa é uma questão que demanda interpretação da imagem. Ao colocar o Estado reagindo aos clérigos, a
charge faz referência à chamada questão religiosa, responsável pelo afastamento entre a monarquia e a
Igreja. Os conflitos se iniciaram após o papa Pio IX recomendar a excomunhão de católicos maçons, mas
o Imperador resolveu não aprovar a sua bula, fazendo uso do beneplácito. Em 1872, contudo, os bispos
de Olinda e Recife, dispostos a cumprir as ordens papais, suspenderam todas as irmandades religiosas que
não afastaram seus membros maçons, o que os levou a serem julgados e condenados por ordem do
imperador. Embora sua pena tenha sido comutada em 1875, a repercussão da prisão dos bispos feriu a
religiosidade popular e afrontou a Igreja. Consequentemente, a instituição se afastou do poder imperial,
e ainda que não tenha se envolvido na causa republicana, tampouco agiu em favor da monarquia.
Feitas essas considerações, a alternativa C é a resposta.
- As alternativas A e B estão incorretas, pois a charge faz referência a acontecimentos do fim do século XIX.
- A alternativa D está incorreta, pois o Exército e a Marinha não se envolveram na chamada “Questão
Religiosa”. Tratam-se de conflitos entre a Igreja e o poder moderador.
- A alternativa E está incorreta, afinal a questão religiosa retratada na charge se deu entre Igreja e o poder
moderador.
Gabarito: C
10. (2007/CN)
Observe a charge abaixo, leia o texto que a segue e, em seguida, assinale a opção correta.
Na charge de Angelo Agostini, o marechal Deodoro da Fonseca é deposto pelo gabinete ministerial do
cargo de presidente e comandante de armas do Rio Grande do Sul.
Esse foi um dos momentos no episódio que ficou conhecido como a
a) Questão Religiosa, que contou com auxílio dos militares na luta contra o veto do imperador à Bula
Syllabus, que se colocava contra a presença de maçons em ritos da Igreja Católica.
b) Questão Militar, motivada pela punição de militares que se pronunciaram publicamente pelo descaso
em que se encontrava o Exército Brasileiro.
c) Insubordinação contra os Casacas, que não observavam a situação em que se encontrava o Exército
Brasileiro, principalmente após a Guerra da Cisplatina.
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d) Revolta Militar, motivada pela punição de militares, com o Tenente-Coronel Sena Madureira e o
Coronel Cunha Matos, que se manifestaram através da imprensa após a campanha contra Aguirre.
e) Revolta Religiosa, na qual os militares apoiaram D. Pedro II no veto à Bula Syllabus, a qual garantia aos
maçons livre acesso às Igreja Católicas existentes no país.
Comentários
Apesar da baixa resolução, essa é uma questão que demanda interpretação da imagem. Repare que no
canto esquerdo da charge temos a figura do Imperador, enquanto os homens do centro eram “casacas”
– forma como os militares se referiam às elites civis. Cada um deles carrega uma pasta, o que sugerem ser
ministros de Estado.
À direita, hostilizado pelas figuras do centro da charge, está Deodoro da Fonseca, um dos militares que se
indispôs com o governo durante a chamada “Questão Militar”. Ele e outros oficiais foram personagens de
destaque na esfera pública ao reivindicar melhores condições de soldo e carreira para o Exército, mas a
indisposição com os “casacas” levaria muitos deles a aderirem à uma conspiração que proclamaria a
República no Brasil. Dito isso, a alternativa B é a resposta.
- As alternativas A e E estão incorretas, pois o Exército e a Marinha não se envolveram na chamada
“Questão Religiosa”. Tratam-se de conflitos entre a Igreja e o poder moderador.
- A alternativa C está incorreta, afinal as animosidades entre militares e “casacas” se intensificaram após
o término da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870.
- A alternativa D está incorreta, pois os pronunciamentos de Sena Madureira e Cunha Matos diziam
respeito à condição legada ao Exército pelas elites civis.
Gabarito: B
11. (2006/CN)
Em relação aos diversos conflitos, ocorridos ao longo do século XIX, envolvendo Brasil, Uruguai, Argentina
e Paraguai, é correto afirmar, entre outros fatores, que
(A) tiveram por objetivo, unicamente, evitar o desenvolvimento industrial paraguaio.
(B) foram motivados pelas rivalidades entre liberais republicanos e conservadores que eram apoiados pela
monarquia brasileira.
(C) tiveram por objetivo consolidar as determinações do Tratado de Madri.
(D) foram motivados por disputas pelo controle da bacia do Rio da Prata.
(E) se caracterizaram, no confronto entre nações, favoráveis à mão-de-obra assalariada e estados
defensores do sistema escravista.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal o Paraguai não era um país industrializado no momento de eclosão
do conflito com o Brasil.
- A alternativa B está incorreta, afinal as graves tensões entre os dois partidos foram sanadas logo após a
derrota das Revoltas Liberais de 1842. Cabe lembrar que a estabilidade institucional foi obtida por meio
do gabinete da conciliação e do “parlamentarismo às avessas”.
- A alternativa C está incorreta, uma vez que as disposições do Tratado de Madri foram revogadas pelo
Tratado do Pardo, assinado em 1761 pelo marquês de Pombal.
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- A alternativa D é a resposta. A Guerra do Paraguai foi um conflito decorrente das disputas entre países
pela hegemonia na bacia do Rio da Prata, região que envolvia interesses do Brasil, Argentina, Uruguai e
Paraguai.
- A alternativa E está incorreta, afinal a guerra não foi motivada pela mão de obra utilizada pelos países,
mas pela importância econômica e geopolítica da região platina.
Gabarito: D
12. (2006/CN)
Durante o Segundo Reinado, basicamente os partidos que figuravam no cenário político eram o Liberal e
o Conservador, cujos membros eram definidos por alguns como "Farinha do mesmo Saco" devido ao fato
de
(A) serem basicamente representados pela elite agrária latifundiária escravista.
(B) defenderem praticamente uma monarquia constitucional com a inteira subordinação das províncias.
(C) buscarem implementar o regimerepublicano federalista, cada um a sua forma.
(D) terem como objetivo em comum a gradativa mudança do trabalho escravo para o assalariado no país.
(E) defenderem a autonomia das Províncias como demonstrado no Ato Adicional de 1834.
Comentários
- A alternativa A é a resposta. Embora discordassem quanto à forma administrativa do Império, liberais e
conservadores eram defensores da propriedade privada, da unidade imperial e da escravidão, uma vez
que representavam o mesmo grupo social, as elites agrárias e escravistas do Império.
- A alternativa B está incorreta, afinal os liberais defendiam certa autonomia para as províncias.
- A alternativa D está incorreta, uma vez que o fim da escravidão implicaria na perda da propriedade das
elites agrárias, algo que não era almejado por conservadores ou liberais.
- A alternativa E está incorreta, afinal foram os progressistas (futuros liberais) a defenderem a autonomia
provincial, ao passo que os regressistas (futuros conservadores) viam a descentralização como um
combustível para revoltas que ameaçavam a unidade imperial e o status quo da “boa sociedade”.
Gabarito: A
13. (2018/CN)
Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a lei n° 3353, conhecida como
Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. É correto afirmar que
entre fatores que contribuíram para o fim da escravidão estava:
a) a campanha abolicionista que mobilizou profissionais liberais,
jornalistas, advogados, intelectuais, entre outros, que atuavam por
meio de clubes, associações e jornais defendendo a causa
abolicionista.
b) a decisão da sociedade brasileira de libertar os escravos,
trocando a alforria dos cativos em troca da permanência deles na
terra por mais alguns anos, tornando a Lei Áurea uma mera
formalidade.
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c) os constantes ataques de escravos quilombolas liderados por Chico Rei a fazendeiros e políticos
brasileiros, pressionando o governo a assinar a abolição da escravatura em troca do fim dos assassinatos.
d) a Proclamação da República tornou a causa escravagista insustentável devido a participação de
escravos na Guerra do Paraguai, levando os militares a assinar a lei que proibia a escravidão.
e) o processo que gerou a assinatura da Lei Áurea se deu graças a atuação do Imperador D. Pedro II que
usou de seu prestígio e influência para convencer a sociedade brasileira da importância de se acabar com
a forma cruel de trabalho.
Comentários
- A alternativa A é a resposta. A campanha abolicionista foi estimulada por associações, jornais, clubes e
outras formas de mobilização da opinião pública, da qual participaram milhares de pessoas de diversas
camadas da sociedade. O abolicionismo foi o primeiro movimento social de proporções nacionais de nossa
História.
- A alternativa B está incorreta, afinal a Lei Áurea concedeu a liberdade aos escravizados remanescentes
no Brasil, ainda que não tenha deliberado sobre o futuro dos libertos.
- A alternativa C está incorreta. Chico Rei é uma figura lendária do período colonial que sobreviveu pela
oralidade da população de Minas Gerais. Segundo relatos, ele teria sido um escravizado que trabalhou
até comprar sua carta de alforria, seguida da compra de uma mina.
- A alternativa D está incorreta, afinal a lei Áurea foi assinada pela regente do Império, princesa Isabel, um
ano antes da proclamação da República.
- A alternativa E está incorreta, afinal o fim da escravidão foi resultante da resistência dos cativos e da
colaboração do movimento abolicionista.
Gabarito: A
14. (EsPCEx/2020)
Em 1844, no Brasil, foi criada uma nova tarifa alfandegária sobre produtos importados, que, variando
entre 30% e 60%, favoreceu a criação de indústrias, bancos, ferrovias, mineradoras etc. Ela ficou
conhecida pelo nome de seu criador, que era, então, o Ministro da Fazenda:
a) Rui Barbosa.
b) Alves Branco.
c) Barão de Mauá.
d) Eusébio de Queirós.
e) Barão de Tefé.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal Rui Barbosa foi ministro durante o governo Deodoro da Fonseca,
sendo o responsável pela implantação da política do Encilhamento.
- A alternativa B é a resposta. Aprovada pelo Ministro da Fazenda Manuel Alves Branco, em 1844, sua
tarifa buscou alterar os tributos que incidiam sobre os produtos importados para aumentar a
arrecadação do Estado, mas acabou por apresentar um efeito protecionista, beneficiando a indústria
nacional.
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- A alternativa C está incorreta, afinal Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá, não foi ministro
da Fazenda durante sua vida.
- A alternativa D está incorreta. Eusébio de Queirós foi ministro da Justiça do Gabinete Olinda e ministro
do Supremo Tribunal de Justiça.
- A alternativa E está incorreta, afinal barão de Tefé foi um diplomata do Império.
Gabarito: B
15. (EsPCEx/2019)
Ideias republicanas estavam presentes entre os brasileiros há tempos. No século XVIII, inspiraram
movimentos contra o domínio português. Em 1870, um grupo de políticos lançou, no Rio de Janeiro, o
Manifesto Republicano. Os seguintes episódios, ocorridos na segunda metade do século XIX, abalaram
o Império Brasileiro.
Considerando os seguintes fatos:
I – Questão Militar.
II – Questão de Fronteiras.
III – Questão Religiosa.
IV – Questão da Cisplatina.
V – Questão Abolicionista.
Assinale abaixo a alternativa em que todas as proposições estão corretas no que se refere às questões
que contribuíram para o fim do período Imperial Brasileiro.
a) I e II.
b) I, II e III.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
e) IV e V.
Comentários
- A afirmativa I está correta. Os impasses entre nomes do alto oficialato do Exército e políticos civis na
década de 1880 acabaram por contribuir para o desgaste do Império, afinal fez despertar em muitos dos
primeiros a crença de que a monarquia e sua classe política não seriam capazes de promover as reformas
que almejavam, mas somente a República. Assim sendo, muitos oficiais se envolveram na conspiração
republicana que depôs D. Pedro II, em 1889.
- A afirmativa II está incorreta, afinal os impasses de fronteira vivenciados pelo Brasil no século XIX não
comprometeram a imagem pública da monarquia ou do imperador. Ademais, os conflitos mais graves se
deram durante o período colonial.
- A afirmativa III está correta. A prisão dos bispos de Olinda e Recife, em 1872, após descumprirem a
orientação dada pelo imperador à bula papal elaborada por Pio IX, repercutiu negativamente para a
monarquia, afinal afrontou a autoridade da Igreja. Consequentemente, a instituição se afastou do poder
imperial, e ainda que não tenha se envolvido na causa republicana, tampouco agiu em favor da
monarquia.
- A afirmativa IV está incorreta, afinal a Questão da Cisplatina contribuiu para a queda de D. Pedro I.
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- A alternativa V está correta. Após a aprovação da Lei Áurea, a elite escravocrata, que até aquele
momento mantinha-se fiel à monarquia com a condição de que fosse mantido o trabalho compulsório,
deixa de apoiar a monarquia quando se vê sem indenização pela mão de obra perdida.
Gabarito: C
16. (EsPCEx/2012)
“Os interesses na região platina levaram o Brasil a participar de três guerras: contra Oribe e Rosas
(presidentes do Uruguai e da Argentina, respectivamente), contra Aguirre (do Uruguai) e a Guerra do
Paraguai.”
(COTRIM, 2009)
Sobre esse tema, leia as afirmações abaixo:
I. Garantir o direito de navegação pelo rio da Prata, formado pela junção dos rios Paraná e Uruguai;
II. Garantir a permanência de Solano Lopes na presidência do Paraguai;
III. Manter o Uruguai como província;
IV. Impedir que a Argentina anexasse o Uruguai;
V. Conquistar uma saída para o Oceano Pacífico.
Assinale a única alternativa que apresenta todas as afirmações corretassobre os objetivos brasileiros
nesses conflitos:
a) I e IV.
b) II, III e V.
c) II e III.
d) I, IV e V.
e) I e III.
Comentários
Durante o século XIX, eram interesses e preocupações do Brasil na região do Prata:
• Garantir o direito de navegação do rio da Prata;
• Era uma região de conflitos entre vaqueiros uruguaios e fazendeiros gaúchos, que acusavam
os primeiros de invadir a fronteira do Rio Grande do Sul para roubar cabeças de gado. Dessa
maneira, uma situação como essa poderia realimentar anseios separatistas caso o governo
central não intervisse na questão.
• Por fim, desejava evitar que a Argentina anexasse o Uruguai.
Feitas essas considerações, vejamos as afirmativas a seguir:
- A afirmativa I está correta. Com o intuito de garantir a comunicação fluvial com a província do Mato
Grosso, o Brasil desejava a manutenção da livre-navegação na região do Prata.
-A afirmativa II está incorreta, afinal o acordo da Tríplice Aliança tomou como necessária a deposição de
López para o fim da Guerra do Paraguai.
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- A afirmativa III está incorreta, uma vez que o Uruguai não mais era província do Brasil. Contudo, era
preocupação do país mantê-lo autônomo da Argentina, pois temia-se que esta pudesse tomar o controle
sobre as duas margens da região do Prata e dificultar a passagem de embarcações brasileiras. Dito isso, a
afirmativa IV está correta.
- A Afirmativa V está incorreta, afinal a Guerra do Paraguai envolveu a disputa geopolítica pela região odo
Prata, que possui seu estuário no Atlântico.
Gabarito: A
17. (EsPCEx/2011)
Sobre a Proclamação da República, a tradição historiográfica relaciona três questões responsáveis pela
queda da monarquia: a questão servil (escravidão), a religiosa e a militar.
Leia atentamente os itens abaixo.
I. Segundo o regime de padroado, cabia ao imperador a escolha dos clérigos para os cargos importantes
da Igreja.
II. A Igreja afastou-se do governo imperial, após D. Pedro II ter ordenado aos padres afastarem-se da
maçonaria.
III. A Lei Saraiva-Cotegipe estabelecia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade, tendo um
alcance extremamente positivo na luta contra a escravidão no Brasil, pois na prática colocava em
liberdade imediata um grande contingente de escravos que já tinham atingido a idade.
IV. Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel promulgou a Lei do Ventre Livre, declarando extinta a
escravidão no Brasil.
V. O Exército Brasileiro tomou consciência de sua importância após a guerra do Paraguai.
Assinale a única alternativa em que todos os itens listam características corretas.
a) I, II e V.
b) II e IV.
c) III, IV e V.
d) II, III e IV.
e) I e V.
Comentários
- A afirmativa I está correta. A Constituição de 1824 legitimou o padroado, regime que conferia ao Estado
a possibilidade de nomear clérigos para cargos estratégicos da Igreja e aplicar ou não decretos papais. Em
troca, caberia à monarquia manter a estrutura eclesiástica no país.
- A afirmativa II está incorreta, afinal a Igreja afasta-se da monarquia após D. Pedro II ordenar a prisão dos
bispos que excomungaram maçons, desacatando suas ordens de não cumprimento da bula papal
aprovada pelo papa Pio IX.
- A afirmativa III está incorreta, afinal a maioria dos escravizados sequer alcançava a idade contemplada
pela Lei dos Sexagenários.
- A afirmativa IV está incorreta, afinal a princesa Isabel chancelou a Lei Áurea em 1888. A Lei do Ventre
Livre foi aprovada anos antes, em 1871.
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- A afirmativa V está correta. O Exército foi uma instituição que saiu bastante fortalecida da Guerra do
Paraguai, mas não encontrou nas elites civis a valorização que esperava nos anos consecutivos. Diante
disso, oficiais passaram a fazer uso da esfera pública para reivindicar melhores condições de soldo e de
carreira, afrontando a proibição imposta aos militares de não realizarem pronunciamentos na imprensa.
Gabarito: E
18. (EsPCEx/2010)
“A Tarifa Alves Branco (decreto de 12 de Agosto de 1844), criada por Manuel Alves Branco (2º Visconde
de Caravelas), Ministro da Fazenda do gabinete liberal que assumiu em 2 de fevereiro de 1844”.
(KOSHIBA; PEREIRA, 2003)
Este decreto
a) reduzia os direitos alfandegários das mercadorias inglesas para 15% ad valorem.
b) barateava os custos para a importação de mercadorias estrangeiras.
c) extinguia as tarifas que favoreciam a Inglaterra e que prejudicavam o crescimento do setor industrial
brasileiro.
d) facilitava a exportação dos derivados da cana-de-açúcar, por deixá-los mais baratos no mercado
internacional.
e) pouco afetava a arrecadação do País, tendo em vista a pequena participação das tarifas alfandegárias
na composição da receita governamental.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal o imposto pago pelas mercadorias inglesas era de 15% sobre seu
valor antes da aprovação da Tarifa Alves Branco.
- A alternativa B está incorreta, afinal a Tarifa Alves Branco subiu os impostos para 30% ou 60% ad valorem,
desfavorecendo os interesses britânicos.
- A alternativa C é a resposta. Com a nova política alfandegária instituída pelo ministro Manuel Alves
Branco, o imposto cobrado sobre importados subiu para 30%, ou 60% nos casos em que o produto fosse
semelhante a outros produzidos no Brasil. A diferença no valor final fez com que o consumidor optasse
pelos produtos nacionais, enquanto investidores viram vantagens na criação de manufaturas. Ao final dos
anos 1880, o país contava com 600 indústrias.
- A alternativa D está incorreta, afinal a Tarifa Alves Branco incidiu sobre as importações do Brasil, e não
as exportações.
- A alternativa E está incorreta, afinal era da alfândega de onde o país retirava boa parte de suas receitas.
Gabarito: C
19. (EsPCEx/2010)
“O exemplo [...] britânico e o desejo de preservar politicamente o monarca levaram à criação, em 1847,
do cargo do Conselho de Ministros, escolhido pelo Imperador. Se o ministério (ou Conselho de
Ministros) não possuísse maioria [...], a Câmara seria dissolvida, convocando-se novas eleições”
(BARBEIRO; CANTELE; SCHNEEBERGER, 2007)
Esse sistema utilizado no Brasil, em parte do 2º Reinado, ficou conhecido como
a) Presidencialismo Monárquico.
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b) Ditadura Monárquica.
c) Parlamentarismo Tradicional.
d) Parlamentarismo às avessas.
e) Autoritarismo Monárquico.
Comentários
Em 1847, o parlamentarismo foi instaurado no Brasil por meio da criação do cargo de presidente
do Conselho de Ministros, que tinha a função de organizar e dirigir o gabinete de governo. Embora
inspirado no modelo inglês, no qual o chefe de governo era escolhido pelo Parlamento somente após este
ser organizado por eleições, o parlamentarismo brasileiro alterava esta lógica: primeiramente era
escolhido o presidente do Conselho de Ministros pelo Imperador, que também poderia dissolver a Câmara
e convocar novas eleições caso esta não se alinhasse ao nome eleito para o governo. Com isso, ele ficou
conhecido como “parlamentarismo às avessas”, o que torna a alternativa D a resposta.
- A afirmativa I está incorreta, afinal o presidencialismo foi implementado no Brasil somente em 1889.
- A afirmativa B está incorreta, afinal o Brasil só vivenciou experiências ditatoriais durante a República.
- A afirmativa C está incorreta, uma vez que o parlamentarismo tradicional foi alterado pelos interesses
do poder moderador.
- A afirmativa E está incorreta, afinal o Segundo Reinado não se trata de um período autoritário, sendo o
imperador um fiel cumpridor da Constituição de 1824.
Gabarito: D
9.3 Lista de Questões - Inéditas
1. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Diplomatas britânicos no Rio de Janeiro passaram a exigir o comprimento, mesmo que tardio,da lei de
1831. Eles queriam que todos os escravos importados ilegalmente desde aquela data fossem libertados.
E o embaixador inglês no Brasil naquela época, William Christie, passou a denunciar o descumprimento
dessa lei sempre que tomava conhecimento de um caso. Ele também esteve envolvido em incidentes que
deflagram o episódio, propriamente dito, da chamada Questão Christie.
COTRIM, Gilberto. História global. São Paulo: Saraiva, 2016. Adaptado.
A respeito das tensões diplomáticas que envolveram a Grã-Bretanha e o governo brasileiro no início dos
anos 1860, considere a alternativa CORRETA:
a) a ineficácia da Lei Eusébio de Queirós na contenção do tráfico negreiro e os reajustes nos tributos
alfandegários promovidos pela Tarifa Alves Branco foram os principais fatores que estimularam a
chamada Questão Christie.
b) o sequestro do navio britânico Marquês de Olinda, às margens do Rio Uruguai, e o aumento dos tributos
alfandegários que incidiam sobre os produtos britânicos, a partir da Tarifa Alves Branco, foram os fatores
que impulsionaram o conflito.
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AULA 00 – BRASIL COLÔNIA I
c) os principais causadores dos desentendimentos entre os dois países foram a intervenção brasileira na
política interna do Uruguai, a partir da organização de diversas campanhas militares, e a negligência do
governo imperial no combate ao tráfico negreiro.
d) o furto da carga do navio britânico Príncipe de Gales, naufragado no Rio Grande do Sul, e a prisão de
oficiais embriagados da marinha inglesa, no Rio de Janeiro, foram episódios que contribuíram para o
conflito entre os dois países.
e) a inaplicação da chamada Lei Feijó, legislação contra o tráfico negreiro aprovada durante o período
regencial, foi o principal elemento de tensão entre os governos brasileiro e britânico. Somado a isso, pode-
se considerar o apoio militar britânico conferido aos rebeldes durante a Guerra da Cisplatina.
Comentários
Antes de respondermos a questão, vejamos a Questão Christie de forma esquemática:
- A alternativa A está incorreta. A Questão Christie envolveu uma série de equívocos cometidos pelo
embaixador britânico William Christie, o que levou ao rompimento de relações diplomáticas entre Brasil
e Inglaterra.
- A alternativa B está incorreta. O sequestro do navio brasileiro Marquês de Olinda foi o estopim para a
chamada Guerra do Paraguai.
- A alternativa C está incorreta. A interferência brasileira no Uruguai não causou desentendimentos
diretos entre os governos brasileiro e britânico.
- A alternativa D está correta. Entre 1860 e 1862, o embaixador inglês instalado no Brasil, William Dougal
Christie, cometeu uma sequência de equívocos que geraram uma crise diplomática. Tudo começou
quando o navio inglês Príncipe de Gales teve sua carga roubada após naufragar no litoral do Rio Grande
do Sul, em 1861. Irritado, Christie exigiu que um oficial inglês acompanhasse as investigações, e que o
governo brasileiro indenizasse a Inglaterra no valor de 3.200 libras esterlinas. No ano seguinte, três oficiais
da Marinha britânica que andavam em trajes civis foram presos ao serem encontrados embriagados nas
ruas do Rio de Janeiro. Embora tenham sido soltos de imediato, Christie exigiu que os policiais que os
prenderam fossem punidos, que o Brasil pagasse a indenização pela carga roubada do Príncipe de Gales
e que pedisse desculpas oficiais.
- A alternativa E está incorreta. Durante a Guerra da Cisplatina (1825-1828), os rebeldes receberam apoio
militar da República das Províncias Unidas do Prata (Argentina).
Gabarito: D
2. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
QUESTÃO
CHRISTIE
SAQUE DO NAVIO
PRÍNCIPE DE GALES
EXIGÊNCIA DE
INDENIZAÇÃO À
INGLATERRA
PRISÃO DE
OFICIAIS
BRITÂNICOS
EMBRIAGADOS
PUNIÇÃO DOS
POLICIAIS
ENVOLVIDOS NA
APREENSÃO
EXIGÊNCIA DE
INDENIZAÇÃO
PELO PRÍNCIPE DE
GALES
EXIGÊNCIA DE UM
PEDIDO DE
DESCULPAS
OFICIAL
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Prof. Marco Túlio
AULA 00 – BRASIL COLÔNIA I
A lei n. 581, de 4 de setembro de 1850, estabeleceu medidas para a repressão do tráfico de africanos no
Império. Sua promulgação é relacionada, sobretudo, às pressões britânicas sobre o governo brasileiro
para a extinção da escravidão no país.
Disponível em: <http://mapa.an.gov.br/>. Acesso em: 04. jun. 2022.
O texto faz referência a uma lei abolicionista denominada:
a) Lei Eusébio de Queirós.
b) Lei Rio Branco.
c) Lei Saraiva-Cotegipe.
d) Lei Áurea.
e) Lei Feijó.
Comentários
- A alternativa A está correta. Em resposta à pressão externa, foi aprovada a Lei Eusébio de Queirós, que
proibiu o tráfico negreiro para o Brasil. E diferentemente do que aconteceu com a Lei Feijó (1831), que
não apresentou efeito prático, a Lei Eusébio de Queirós fez cessar a entrada de novos cativos no país.
- A alternativa B está incorreta. A Lei Rio Branco é o nome dado à chamada Lei do Ventre Livre, que
estabeleceu condições para a liberdade dos filhos de escravizadas nascidos a partir de 28 de setembro de
1871.
- A alternativa C está incorreta. A Lei Saraiva-Cotegipe possibilitou a liberdade para escravizados maiores
de 60 anos no país.
- A alternativa D está incorreta. Aprovada em 1888, a Lei Áurea reconheceu a liberdade dos últimos cativos
do país ao decretar a ilegalidade da escravidão.
- A alternativa E está incorreta. A Lei Feijó foi aprovada em 1831, durante o período regencial. Assim como
a lei descrita no enunciado, ela objetivou a contenção do tráfico negreiro, mas não obteve sucesso.
Gabarito: A
3. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A Questão Christie, incidente diplomático que envolveu o Brasil durante a década de 1860, apresentou
como um de seus desdobramentos:
a) a declaração de guerra do governo imperial ao Paraguai.
b) a anexação do território uruguaio por tropas brasileiras.
c) o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra.
d) a extinção do tráfico negreiro, em resposta à pressão britânica.
e) o aumento das tarifas alfandegárias sobre produtos estrangeiros.
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal a questão Christie se deu entre o Brasil e a Grã-Bretanha
- A alternativa B está incorreta. O Uruguai passou a ser um território autônomo do Brasil em
1828, com o desfecho da Guerra da Cisplatina.
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- A alternativa C está correta. Diante da atuação desastrosa de William Christie, representante
diplomático britânico no Brasil, o governo rompeu relações diplomáticas com a Grã-Bretanha, reatadas
em 1865.
- A alternativa D está incorreta, afinal o tráfico negreiro foi extinto pela Lei Eusébio de Queirós,
em 1850.
- A alternativa E está incorreta, afinal isso foi decorrente da introdução da Tarifa Alves Branco,
em 1844.
Gabarito: C
4. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante o século XIX, a política externa brasileira foi marcada por diversos conflitos armados com países
situados na bacia do rio da Prata. Acerca desse contexto é correto afirmar:
a) a intervenção militar paraguaia em territórios platinos foi a principal motivação de todos os conflitos
ocorridos na região do Prata no período.
b) as campanhas militares conduzidas pelo Brasil se deram apenas em território uruguaio e paraguaio no
período, apoiadas pelos governos da Argentina.
c) a Guerra do Paraguai foi o principal conflito ocorrido na região, fomentado pelos interesses econômicos
dos Estados Unidos em inviabilizar o crescimento industrial do território paraguaio.
d) as sucessivas campanhas militares conduzidas pelo Brasil ao território paraguaio, com o intuito de
expandir as suas fronteiras a Oeste, levaram à eclosão da Guerra da Tríplice Aliança
e) a liberdade de navegação nos rios da região e a preocupação quanto a um possível Estado platino
fortalecido foram elementos que conduziram a diplomaciabrasileira no período.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A invasão do Mato Grosso pelo Paraguai motivou o início da
Guerra da Tríplice Aliança, mas outros conflitos na região do Prata não envolveram o país. Exemplos
disso são a Guerra da Cisplatina e a Guerra contra Aguirre.
- A alternativa B está incorreta. O Brasil promoveu intervenções militares na Argentina e Uruguai
durante a campanha contra Oribe e Rosas (1851-1852).
- A alternativa C está incorreta. Os Estados Unidos não se envolveram na Guerra do Paraguai. O
conflito contou com a participação do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
- A alternativa D está incorreta. Antes da Guerra do Paraguai, o Brasil promoveu campanhas
militares apenas nos territórios argentino e uruguaio.
- A alternativa E está correta. Durante o século XIX, o Brasil buscou assegurar a navegação de
suas embarcações na região do Prata, o que facilitava o acesso à província do Mato Grosso. Além disso,
a possível formação de um poderoso Estado platino, a partir da união de territórios como a Argentina e
o Uruguai, foi uma preocupação da diplomacia brasileira no período.
Gabarito: E
5. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito do breve ciclo de crescimento da indústria brasileira durante o século XIX, apelidado de "Era
Mauá", é correto afirmar:
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a) decorreu das vantagens alfandegárias oferecidas à Inglaterra, o que atraiu a entrada de capital britânico
no país.
b) representou um processo de diversificação da economia nacional, a partir de investimentos privados
realizados principalmente por cafeicultores.
c) as indústrias do período se voltaram à produção de bens de consumo duráveis, exportados em larga
escala para países europeus e para os Estados Unidos.
d) contribuiu para o enfraquecimento do setor agroexportador, que deixou de ser o eixo econômico
nacional a partir do final do século XIX.
e) foi estimulado pelo crescimento do mercado consumidor, em decorrência do término da escravidão
pela Lei Eusébio de Queirós.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A tarifa Alves Branco diminuiu as vantagens alfandegárias até
então concedidas aos produtos britânicos, o que impulsionou a indústria nacional.
- A alternativa B está correta. O crescimento industrial da Era Mauá foi fomentado
principalmente pelo capital privado dos grandes cafeicultores do país, direcionados para a produção de
tecidos e para o setores de transporte marítimo e ferroviário, entre outros.
- A alternativa C está incorreta. A produção industrial era marcada por bens de consumo não-
duráveis, voltados ao mercado interno.
- A alternativa D está incorreta. O café se manteve como o eixo econômico do Brasil até o final
da Primeira República.
- A alternativa E está incorreta. A Lei Eusébio de Queirós encerrou o tráfico negreiro, o que
liberou capital para investimento na diversificação econômica do país.
Gabarito: B
6. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O cangaço foi um fenômeno social ocorrido na região Nordeste do Brasil, entre o final do século XIX e o
início do século XX. No que diz respeito a esse contexto, pode-se afirmar que os cangaceiros:
a) apresentavam um discurso messiânico e contrário ao poder dos grandes proprietários de terras.
b) eram grupos de camponeses que combatiam os latifúndios e defendiam a reforma agrária.
c) eram bandos armados que atuavam nas capitais e em outras cidades da zona litorânea.
d) foram uma expressão de banditismo em um contexto de extrema miséria e injustiça social.
e) se utilizaram de ideias comunistas para contestar as desigualdades existentes no período.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Os movimentos messiânicos ocorridos na Primeira República são:
a Guerra de Canudos, a Guerra do Contestado e a Revolta de Juazeiro.
- A alternativa B está incorreta. Os cangaceiros praticavam assaltos e sequestros em grandes
fazendas, mas não se posicionavam em favor de uma reforma agrária.
- A alternativa C está incorreta. O cangaço é um fenômeno ocorrido no interior da região
Nordeste.
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- A alternativa D está correta. Entre o final do século XIX e o início do século XX, o Nordeste foi
marcado por fortes ondas de seca, fome e concentração fundiária. É neste contexto que surgiram os
cangaceiros, nome dado aos grupos armados que praticavam assaltos e sequestros em fazendas e
cidades do interior, causando medo e admiração por onde passavam. Para alguns historiadores, o
cangaço foi apenas um fenômeno de banditismo e criminalidade; para outros, uma forma de
contestação social diante do cenário de miséria e opressão do período.
- A alternativa E está incorreta. Os cangaceiros não mostraram adesão às ideias comunistas, que
ganharam força na região Nordeste a partir dos anos 1930.
Gabarito: D
7. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O Partido Liberal e o Partido Conservador foram os principais grupos políticos do Brasil durante o Segundo
Reginado (1840-1889). A respeito do contexto político de sua atuação, considere a alternativa correta:
a) os conservadores defendiam a restauração da monarquia absolutista no país, ao passo que os liberais
consideravam a república a forma de governo mais adequada.
b) os partidos políticos não representavam projetos ou ideologias substancialmente diferentes, sendo a
sua atuação marcada pela alternância no governo imperial.
c) os liberais mantiveram a luta armada como estratégia para alcançar o poder durante todo o período,
enquanto os conservadores desfrutavam da preferência do Poder Moderador.
d) a abolição da escravidão era uma das principais bandeiras dos conservadores, enquanto os liberais
defendiam a manutenção do domínio senhorial sobre os escravizados.
e) os partidos imperiais entraram em decadência na década de 1880, quando os republicanos obtiveram
a preferência do eleitorado e proclamaram a república por meio de um referendo.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Conservadores e liberais defenderam a monarquia
constitucional, à exceção de alguns liberais timidamente inclinados à forma republicana de governo.
- A alternativa B está correta. Os partidos Liberal e Conservador defendiam a manutenção das
estruturas oligárquica, imperial e escravista no país, não sendo possível verificar posições ideológicas ou
projetos distintos entre eles. Isso possibilitou que eles se revezassem no poder a partir da segunda
metade do século XIX, sem que isso gerasse grandes tensões.
- A alternativa C está incorreta. Os liberais recorreram às armas somente durante a primeira
década do século XIX, sendo exemplos disso as Revoltas de 1842 e a Praieira (1848-1850). Ademais, o
Poder Moderador estimulou o revezamento de liberais e conservadores no poder.
- A alternativa D está incorreta, afinal a abolição se tornou uma bandeira de alguns liberais nos
anos finais do Segundo Reinado. Os Partidos Liberal e Conservador não se destacaram por serem
defensores do fim da escravidão durante boa parte de sua existência.
- A alternativa E está incorreta. A República foi proclamada por meio de um golpe de Estado
conduzido por militares e apoiado por civis republicanos. Naquele momento, os partidos republicanos
não dispunham de expressividade eleitoral.
Gabarito: B
8. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
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Pode-se destacar como elementos que contribuíram para a diversificação da economia brasileira, entre as
décadas de 1850 e 1860:
a) a extinção do tráfico legal de escravos africanos para o Brasil e a implantação de novas taxas
alfandegárias pelo governo monárquico.
b) a renovação dos tratados comerciais assinados com a Inglaterra e o aumento dos lucros decorrentesda
atividade cafeeira na região Sudeste.
c) a abolição do sistema escravista no Brasil e o crescimento da emissão de crédito pelas instituições
bancárias.
d) o aumento da dependência econômica dos países vizinhos em relação ao Brasil e os investimentos
estatais voltados à indústria de base.
e) os lucros decorrentes da extração da borracha natural na região amazônica e a adoção de uma política
de substituição de importações pelo governo monárquico.
Comentários
- A alternativa A está correta. Ao promover o fim do tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós
(19850) liberou um significativo capital até então implementado na compra de escravizados africanos,
sendo implementado na diversificação econômica do Brasil. Ademais, a Tarifa Alves Branco, de 1844,
também estimulou o processo diante de seu caráter protecionista.
- A alternativa B está incorreta. Embora os lucros do café tenham beneficiado a modernização
econômica, os tratados alfandegários mantidos com a Inglaterra foram revistos pela Tarifa Alves Branco.
- A alternativa C está incorreta. A escravidão foi extinta a partir da assinatura da Lei Áurea, em
1888.
- A alternativa D está incorreta. O Estado não desenvolveu uma política industrial calculada no
período, de maneira que boa parte do processo de modernização econômica decorreu dos lucros
privados do café. Ademais, as manufaturas produzidas no Brasil voltavam-se ao mercado interno.
- A alternativa E está incorreta. Foram os lucros do café os principais estimuladores da
modernização econômica do período. Além disso, a política de substituição de importações foi praticada
no Brasil durante o século XX.
Gabarito: A
9. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O aumento do tráfico negreiro interprovincial no Brasil, em meados do século XIX, foi uma consequência
da aprovação da seguinte lei no país:
a) Lei do Ventre Livre.
b) Bill Aberdeen.
c) Lei dos Sexagenários.
d) Lei Eusébio de Queirós.
e) Lei Feijó.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A Lei do Ventre Livre foi aprovada em 1871, após o período
expresso pelo enunciado.
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- A alternativa B está incorreta. O Bill Aberdeen foi uma medida implementada pela Marinha
britânica, ao passo que o enunciado da questão demanda uma lei brasileira.
- A alternativa C está incorreta. A Lei dos Sexagenários não estimulou o aumento do tráfico
negreiro entre províncias.
- A alternativa D está correta. Ao findar com o tráfico negreiro para o Brasil, a Lei Eusébio de
Queirós estimulou o aumento do tráfico interno, pois diante da diante da escassez de novos
escravizados, as regiões cafeeiras passaram a estimular a compra de cativos de outras regiões do Brasil.
- A alternativa E está incorreta. A Lei Feijó não estimulou o tráfico interno em 1831, mas o
aumento do tráfico externo.
Gabarito: D
10. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A ação pacificadora de Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, foi decisiva para a contenção da
Revolta Liberal de 1842, que envolveu segmentos das elites locais de províncias da região:
a) Centro-Oeste.
b) Norte.
c) Sul.
d) Nordeste.
e) Sudeste.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A Revolução Liberal de 1842 ocorreu nas províncias de Minas
Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, no início do Segundo Reinado.
- A alternativa B está incorreta. A Revolução Liberal de 1842 ocorreu nas províncias de Minas
Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, no início do Segundo Reinado.
- A alternativa C está incorreta. A Revolução Liberal de 1842 ocorreu nas províncias de Minas
Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, no início do Segundo Reinado.
- A alternativa D está incorreta. A Revolução Liberal de 1842 ocorreu nas províncias de Minas
Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, no início do Segundo Reinado.
- A alternativa E está correta. A Revolução Liberal de 1842 ocorreu nas províncias de Minas
Gerais, onde contou com a liderança de Teófilo Ottoni, em São Paulo, onde foi liderada pelo padre Feijó
e Campos Vergueiro, e no Rio de Janeiro, onde foi encabeçada por Joaquim de Souza Breves.
Gabarito: E
11. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito dos conflitos ocorridos durante o século XIX, pode-se destacar como aquele que culminou em
perdas territoriais definitivas para o Brasil o(a):
a) Guerra da Cisplatina.
b) Revolução Liberal de 1842.
c) Guerra do Paraguai.
d) Praieira.
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e) Revolução Farroupilha.
Comentários
- A alternativa A está correta. Ocorrida entre 1825 e 1828, a Guerra da Cisplatina foi um conflito
que culminou na independência política da Cisplatina (atual Uruguai), que até então era uma província
do Brasil.
- A alternativa B está incorreta. As rebeliões liberais de 1842 não apresentaram cunho
separatista.
- A alternativa C está incorreta. A Guerra da Cisplatina não culminou na perda de territórios para
o Brasil.
- A alternativa D está incorreta. A Revolta da Praieira, ocorrida entre 1848 e 1850, não culminou
da separação da região onde ocorreu.
- A alternativa E está incorreta. Embora a Farroupilha tenha almejado a emancipação das
províncias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os territórios mantiveram-se unidos ao Brasil.
Gabarito: A
12. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Entre 1851 e 1864, os confrontos militares entre o Império brasileiro e os governos do Uruguai e Argentina
estiveram atrelados:
a) à tentativa do governo brasileiro de impedir a anexação do Paraguai pela Argentina.
b) à ação das autoridades brasileiras na contenção dos ataques às fazendas gaúchas por vaqueiros
paraguaios.
c) às alianças firmadas entre o presidente uruguaio, Solano López, e o presidente argentino Juan Manuel
Rosas.
d) à invasão da região do Mato Grosso pelo governo argentino, responsável pelo sequestro do navio
brasileiro Marquês de Olinda.
e) às disputas geopolíticas envolvendo a região do Prata, na qual o Brasil almejava o direito de navegação.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. O Brasil temia a anexação do Uruguai pela Argentina.
- A alternativa B está incorreta. Os vaqueiros que invadiam as fazendas gaúchas eram uruguaios
atrelados ao Partido Blanco.
- A alternativa C está incorreta. Juan Manuel Rosas se aliou ao blanco uruguaio Manuel Oribe,
enquanto López era o presidente do Paraguai.
- A alternativa D está incorreta. O vapor Marquês de Olinda foi capturado pelo governo
paraguaio, mas somente em 1865.
- A alternativa E está correta. As tensões verificadas entre Brasil, Argentina e Uruguai,
denominadas como Intervenção Contra Oribe e Rosas e Guerra Contra Aguirre, decorreram dos
interesses geopolíticos dos países na região do Rio da Prata.
Gabarito: E
13. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
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Durante a campanha abolicionista, o governo brasileiro aprovou a Lei Rio Branco (1871), que determinou:
a) a libertação dos cativos maiores de 65 anos.
b) a extinção da escravidão legal no país.
c) a liberdade dos filhos de escravas nascidos a partir daquela data.
d) a extinção do tráfico externo de escravos.
e) a transformação de terras públicas em propriedade privada exclusivamente por meio de compra.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Trata-se de uma descrição da Lei dos Sexagenários, de 1885.
- A alternativa B está incorreta. Trata-se de uma descrição da Lei Áurea, de 1888.
- A alternativa C está correta. A Lei do Ventre Livre (1871), também chamada de Lei Rio Branco,
decretou que todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres,
devendo o proprietário entregá-lo para a tutela do Estado em troca de uma indenização ou fazê-lo
trabalharentre os 8 e 21 anos.
- A alternativa D está incorreta. Trata-se de uma descrição da Lei Eusébio de Queirós, de 1850.
- A alternativa E está incorreta. Trata-se de uma descrição da Lei de Terras, de 1850.
Gabarito: C
14. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Ocorrida durante a década de 1860, no contexto do Segundo Reinado, o conflito diplomático conhecido
como Questão Christie apresentou o seguinte desdobramento:
a) suspensão dos privilégios alfandegários garantidos aos produtos britânicos.
b) extinção do tráfico internacional de escravizados, em razão da pressão inglesa.
c) rompimento das relações diplomáticas do governo brasileiro com a Inglaterra.
d) o impulsionamento da indústria internacional diante da restrição do comércio com a Inglaterra.
e) a intervenção de tropas brasileiras no território uruguaio, o que cerceou os ataques às fazendas gaúchas.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Os privilégios alfandegários concedidos aos ingleses foram
extintos pela Tarifa Alves Branco.
- A alternativa B está incorreta. Trata-se de uma descrição da Lei Eusébio de Queirós, de 1850.
- A alternativa C está correta. Em 1863, o rei belga deu um parecer favorável ao Brasil diante das
tensões decorrentes da atuação do embaixador britânico William Christie, o que levou a Inglaterra a se
negar a pedir desculpas oficiais pelo comportamento de seu embaixador. Com isso, D. Pedro II resolveu
romper relações diplomáticas com a Inglaterra, reatadas somente em 23 de setembro de 1865.
- A alternativa D está incorreta. O breve surto industrializante do período foi decorrente da Tarifa
Alves Branco, dos lucros do café e da suspensão do tráfico negreiro.
- A alternativa E está incorreta. Trata-se de um elemento atrelado à chamada Questão Platina.
Gabarito: C
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15. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Em 1873, cafeicultores paulistas envolveram-se na criação do Partido Republicano Paulista, que defendeu
uma visão de república baseada na:
a) participação direta dos cidadãos.
b) democratização das instituições.
c) obtenção de autonomia regional.
d) implementação do unitarismo.
e) abolição do sistema escravista.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. Trata-se de uma visão expressa pela ala republicana pejorativamente
chamada de jacobina.
- A alternativa B está incorreta. Os liberais paulistas não suscitaram a participação popular no movimento
republicano.
- A alternativa C está correta. Os republicanos liberais de São Paulo eram federalistas, ou seja, defendiam
a concessão de autonomia regional.
- A alternativa D está incorreta. Os republicanos liberais de São Paulo eram críticos do unitarismo existente
na estrutura monárquica de governo.
- A alternativa E está incorreta. A maioria dos republicanos liberais não se posicionou firmemente em
relação ao abolicionismo, o que provocou desgastes com figuras como Luiz Gama e José do Patrocínio.
Gabarito: C.
16. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito do cenário político brasileiro entre as décadas de 1850 e 1870, é correto afirmar que se trata
de um período marcado pelo(s) seguinte(s) aspecto(s):
a) pacificação de revoltas de caráter regional pelo poder central, incluindo a Farroupilha e a Revolução
Praieira.
b) crise da dominação imperial sobre as instituições, senda encerrada diante da Proclamação da República
e do banimento de D. Pedro II.
c) intensificação da entrada de escravizados africanos no Brasil, o que fortaleceu o poderio das classes
proprietárias do Vale do Paraíba.
d) conciliação política entre as oligarquias partidárias do país e o desenvolvimento econômico fundado na
produção cafeeira.
e) envolvimento do Brasil em conflitos militares com países vizinhos e o término do apoio prestado à
Monarquia pelas elites escravistas do Império.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. A Farroupilha foi pacificada em 1845, enquanto a Praieira foi
contida em 1850.
- A alternativa B está incorreta. O período descrito encontra-se situado entre os anos de 1870 e
1889.
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- A alternativa C está incorreta. O tráfico negreiro foi suspenso com a Lei Eusébio de Queirós, de
1850, o que enfraqueceu as elites agrárias do Vale do Paraíba.
- A alternativa D está correta. O período delimitado foi marcado por grande estabilidade política,
obtida diante da política de conciliação adotada pelos partidos Liberal e Conservador. Ademais,
verificou-se um surto modernizante na economia, estimulado pelos lucros obtidos a partir da lavoura
cafeeira.
- A alternativa E está incorreta. O rompimento das elites escravistas com a Monarquia deu-se
diante da aprovação da Lei Áurea, em 1888.
Gabarito: D.
17. (Estratégia Militares 2023 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante os impasses que envolveram a chamada Questão Christie, entre 1861 e 1863, foi convocado como
árbitro internacional para resolver a situação o monarca do seguinte país:
a) França.
b) Inglaterra.
c) Áustria.
d) Alemanha.
e) Bélgica.
Comentários
- A alternativa A está incorreta. O árbitro internacional da Questão Christie foi o rei da Bélgica,
Leopoldo I.
- A alternativa B está incorreta. O árbitro internacional da Questão Christie foi o rei da Bélgica,
Leopoldo I.
- A alternativa C está incorreta. A Questão Christie envolveu a Inglaterra, o que a tornava incapaz
de mediar o conflito.
- A alternativa D está incorreta. O árbitro internacional da Questão Christie foi o rei da Bélgica,
Leopoldo I.
- A alternativa E está correta. O rei belga Leopoldo I foi árbitro internacional da chamada
Questão Christie. Na ocasião, ele se declarou favorável ao Brasil, recomendando à Inglaterra a
formalização de um pedido de desculpas.
Gabarito: E
18. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante a Guerra do Paraguai, a queda da fortaleza de Humaitá, em 1868, foi seguida por uma
campanha na qual os aliados bateram os paraguaios em Itororó, Avaí e Lomas Valentinas, conhecida
como
a) Abrilada
b) Rusgas
c) Setembrada
d) Novembrada
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e) Dezembrada
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal a Abrilada foi uma revolta ocorrida em Pernambuco em 1832,
durante o período regencial.
- A alternativa B está incorreta, pois Rusgas foi uma revolta regencial ocorrida na província de Mato
Grosso, em 1834.
- A alternativa C está incorreta, pois Setembrada foi a forma como se denominou duas revoltas ocorridas
no ano de 1831; uma no Maranhão, outra em Pernambuco.
- A alternativa D está incorreta, pois a Novembrada foi uma revolta regencial ocorrida em Pernambuco,
em 1831. O termo também foi utilizado pela denominar o contragolpe desferido pelo Marechal Lott em
1955, que garantiu a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart no ano seguinte.
- A alternativa E é a resposta. A “Dezembrada” foi o nome dado às sucessivas vitórias obtidas pelas forças
aliadas durante o mês de dezembro de 1868. Os paraguaios foram derrotados em Itororó no dia 06, no
Avaí no dia 11 e em Lomas Valentinas entre os dias 21 e 27.
Gabarito: E
19. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A Guerra do Paraguai, o mais sangrento conflito da América do Sul, começou com:
A) o fechamento do comércio fluvial na bacia do Prata.
B) a ofensiva de Solano López contra Brasil e Argentina.
C) o ataque a navios mercantes argentinos no Rio da Prata.
D) o rompimento dos acordos firmados pela Tríplice Aliança.
E) a influência dos ingleses na economia da região do Prata.
Comentários
▪ A alternativa A está incorreta, afinal o comércio fluvial não chegou a ser fechado por nenhum
país durante o século XIX.
▪ A alternativa B é a resposta. O apresamento donavio brasileiro Marquês de Olinda pelo Paraguai,
bem como o atravessamento das forças paraguaias no território argentino, desautorizado pelo governo
local, foram fatores que estimularam declarações de guerra do Brasil e Argentina contra o governo de
Solano López.
▪ A alternativa C está incorreta, afinal o Paraguai atacou o vapor brasileiro Marquês de Olinda,
enquanto este transportava o presidente da província do Mato Grosso.
▪ A alternativa D está incorreta, afinal os acordos da Tríplice Aliança foram firmados por Brasil,
Argentina e Uruguai para combater as forças paraguaias.
▪ A alternativa E está incorreta, afinal os ingleses não tiveram envolvimento decisivo na chamada
Guerra do Paraguai.
Gabarito: B
20. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
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Durante o Segundo Reinado, a principal liderança intelectual do Exército a defender a implantação de
uma República positivista foi
a) Benjamin Constant
b) Deodoro da Fonseca
c) Floriano Peixoto
d) Sena Madureira
e) Visconde de Pelotas
Comentários
- A alternativa A é a resposta. Principal disseminador da ideia positivista de República entre os militares,
Benjamin Constant era um dos grandes nomes intelectuais entre a mocidade militar da Escola Militar
da Praia Vermelha.
- A questão B está incorreta, afinal Deodoro da Fonseca não era republicano durante o Segundo
Reinado, sendo convencido à protagonizar o golpe a partir de um boato.
- A alternativa C está incorreta. Embora tenha sido um republicano nos anos finais do Segundo Reinado,
Floriano Peixoto não ocupou o posto de intelectual do movimento.
- As alternativas D e E estão incorretas, pois Sena Madureira e Visconde de Pelotas foram figuras que
protagonizaram a chamada Questão Militar.
Gabarito: A
21. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Em 1844, o ministro da Fazenda Manuel Alves Branco alterou a política alfandegária do governo, o que
estimulou
A) o desenvolvimento da indústria nacional
B) o crescimento do tráfico negreiro interno
C) a restrição à entrada de imigrantes europeus
D) trocas econômicas com os países platinos
E) o rompimento de relações diplomáticas com Inglaterra
Comentários
- A alternativa A é a resposta. A tarifa Alves Branco elevou para 30% as taxas sobre produtos importados,
podendo chegar a 60% nos casos de produtos que possuíssem similares fabricados no Brasil. A alteração
da política alfandegária estimulou o desenvolvimento de indústrias, bancos, empresas de navegação,
ferrovias e outros setores no Brasil.
- A alternativa B está incorreta, afinal trata-se de uma consequência da Lei Eusébio de Queirós (1850).
- A alternativa C está incorreta, afinal a Tarifa Alves Branco não tem relações com a política imigratória do
Brasil.
- A alternativa D está incorreta, uma vez que no período o Brasil continuou a dispor de poucas relações
comerciais com os vizinhos platinos (Argentina, Uruguai e Paraguai).
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- A alternativa E está incorreta, pois o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra foi
consequência da Questão Christie, conjunto de equívocos diplomáticos do embaixador britânico William
Christie no Brasil que contribuiu para o surgimento de tensões entre os dois países.
Gabarito: A
22. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
O Partido Republicano Paulista (PRP), a mais exitosa de todas as organizações republicanas do Segundo
Reinado, foi fundado em 18 de abril de 1873, por uma convenção realizada em
A) São Paulo
B) Itu
C) Campinas
D) Sorocaba
E) Bauru
Comentários
Essa era uma questão decoreba. O PRP foi fundado na cidade de Itu, região cafeeira da província de São
Paulo. De suas fileiras saíram os três primeiros presidentes das República: Prudente de Morais, Campos
Sales e Rodrigues Alves.
Gabarito: B
23. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Dentre as rebeliões listadas abaixo, ocorridas durante o período imperial, as que tiveram a participação
de Caxias como figura pacificadora foram
A) a Revolta do Malês e a Cabanagem
B) a Sabinada e a Guerra dos Farrapos
C) a Balaiada e a Revolta Liberal de 1842
D) a Farroupilha e a Cabanada
E) a Balaiada e a Revolta da Praieira
Comentários
O barão de Caxias foi uma figura chave na pacificação de três conflitos internos durante os períodos
regencial e o Segundo Reinado: a Balaiada, conflito ocorrido no Maranhão, entre 1838 e 1841; a
Farroupilha, levante iniciado na província do Rio Grande do Sul e que se estendeu entre os anos de 1835
e 1845; e a Revolta Liberal de 1842, fomentada pela marginalização do Partido Liberal do poder político,
durante o Segundo Reinado.
Gabarito: C
24. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Dentre as consequências da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), pode-se destacar
A) o fortalecimento do Exército como instituição
B) crescimento vertiginoso do partido republicano no Brasil
C) desentendimentos entre o clero e a monarquia
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D) intensificação das relações diplomáticas entre Brasil e Paraguai
E) diminuição da dívida externa brasileira
Comentários
- A alternativa A é a resposta. Após a Guerra do Paraguai, o Exército passou a desempenhar um papel
político, demonstrando simpatia pela causa republicana e pela campanha abolicionista.
- A alternativa B está incorreta. Criado na década de 1870, o Partido Republicano não apresentou grande
adesão do eleitorado brasileiro nos anos finais do Império.
- A alternativa C está incorreta. A Questão Religiosa, nome dado aos desentendimentos entre a monarquia
e clérigos de Olinda e Recife, nada tem a ver com a Guerra do Paraguai.
- A alternativa D está incorreta. Brasil e Paraguai mantiveram-se afastados após a Guerra do Paraguai.
Pode-se destacar como momento de aproximação entre os dois países o contexto do regime militar,
quando foi construída a Usina Hidrelétrica de Itaipu.
- A alternativa E está incorreta. Os gastos do Brasil com a Guerra da Tríplice Aliança provocaram o aumento
das dívidas externas após inúmeros empréstimos contraídos com banqueiros ingleses.
Gabarito: A
25. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
A respeito da abolição da escravidão no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
A) foi um processo ocorrido de maneira gradual, sendo o Brasil um dos primeiros países da América
Latina a encerrá-lo.
B) A Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, foi considerada polêmica por conferir indenizações
aos proprietários de cativos.
C) A Lei Saraiva-Cotegipe, também conhecida como Lei dos Sexagenários, foi a responsável pela
libertação do maior contingente de escravizados.
D) A Lei do Ventre Livre, ou Lei do Rio Branco, determinou que os filhos de escravizadas nascidos a
partir daquela data seriam livres, mas estabeleceu condições para a alforria.
E) A Lei Eusébio de Queirós, em 1850, pode ser entendida como o primeiro passo rumo à abolição,
sendo responsável pelo fim dos tráficos interno e externo de cativos.
Comentários
Que tal uma revisão sobre as principais leis abolicionistas?
• Lei Eusébio de Queirós (1850) → Estabeleceu a proibição do tráfico de escravizados
africanos para o Brasil. Isso estimulou o aumento do tráfico interno para as áreas mais ricas
do país e o encarecimento dos cativos.
• Lei do Ventre Livre (1871) → Declarou livres os filhos de escravizadas nascidos a partir
daquela data. Para tanto, caberia ao senhor de escravos entregar as crianças ao Estado e
ser indenizado, ou se utilizar de seus serviços até os 21 anos.
• Lei dos Sexagenários (1885) → Também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe, estabeleceu
a liberdade para cativos maiores de 60 anos. Foi considerada uma lei ineficaz, já que a
maioriados escravizados não atingia essa idade.
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• Lei Áurea (1888) → Declarou extinta a escravidão no Brasil, sem conceder indenização aos
senhores de cativos ou concessões aos libertos.
Feitas essas considerações, a alternativa D é a resposta.
Gabarito D
26. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Na década de 1880, a região de São Paulo foi marcada pela intensificação das fugas de escravizados,
que muitas vezes contavam com o apoio de um movimento liderado pelo juiz Antônio Bento e
intitulado
A) Sociedade Brasileira Contra a Escravidão
B) Caifazes
C) Associação Central Emancipacionista
D) Confederação Abolicionista
E) Sociedade Manumissora
Comentários
- A alternativa A está incorreta, afinal a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão foi uma instituição
abolicionista fundada por Joaquim Nabuco e José do Patrocínio no Rio de Janeiro.
- A alternativa B é a resposta. Os Caifazes eram abolicionistas de elite que organizavam fugas de
escravizados das fazendas cafeeiras. O nome é decorrente de Caifá, personagem bíblico que convenceu
Judas a trair Jesus, afinal o grupo buscava promover uma traição à escravidão.
- A alternativa C está incorreta, pois foi uma agremiação formada no Rio de Janeiro por José do Patrocínio,
Joaquim Nabuco, Rui Barbosa e André Rebouças.
- A alternativa D está incorreta. A Confederação Abolicionista foi fundada em 1883, no Rio de Janeiro, por
José do Patrocínio e André Rebouças.
- A alternativa E está incorreta, pois a Sociedade Manumissora era uma organização abolicionista
maranhense.
Gabarito: B
27. (Estratégia Militares 2020 - Inédita)
Dentre as consequências da Lei Eusébio de Queirós, que extinguiu o tráfico negreiro no Brasil, pode-se
destacar
A) a liberação de capitais para outros setores da economia.
B) o agravamento da crise econômica verificada no Segundo Reinado.
C) a drástica diminuição da produção cafeeira do Oeste paulista.
D) o crescimento da escravidão indígena nas regiões produtoras de café.
E) o impacto negativo na indústria naval, até então impulsionada pelo tráfico.
Comentários
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- A alternativa A é a resposta. O investimento na estrutura interna do país pelos fazendeiros foi
impulsionado pela aprovação da Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibindo o tráfico negreiro no país,
acabou por disponibilizar a verba que até então era utilizada para a importação de escravizados vindos da
África, que passou a ser investida na modernização do país.
- A alternativa B está incorreta, afinal após 1850 o país passou por um processo de crescimento
econômico, resultado da modernização que ficou conhecida como Era Mauá.
- A alternativa C está incorreta, afinal os cafeicultores do Oeste paulista investiram na substituição da mão
de obra escrava pela mão de obra livre e imigrante, o que contribuiu para que não fossem tão afetados
pela lei Eusébio de Queirós quanto os cafeicultores do Vale do Paraíba.
- A alternativa D está incorreta, uma vez que não foram incorporados indígenas escravizados na região
cafeeira.
- A alternativa E está incorreta, afinal a indústria naval também foi beneficiada pelo processo de
modernização econômica denominado Era Mauá.
Gabarito: A
28. (Estratégia Militares 2020 - Inédita)
A Lei dos Sexagenários, aprovada em setembro de 1885 e que concedeu liberdade aos escravizados
com mais de 60 anos de idade, também ficou conhecida como
A) Lei Eusébio de Queirós
B) Lei Saraiva-Cotegipe
C) Nabuco de Araújo
D) Lei Áurea
E) Lei Rio Branco
Comentários
Para responder à pergunta, convém relembrarmos dos impactos de todas as leis mencionadas:
• Lei Eusébio de Queirós (1850) → extinguiu o tráfico negreiro no Brasil.
• Lei Nabuco de Araújo (1854) → Estabeleceu sanções para autoridades que tentassem
escamotear a entrada de escravizados ilegalmente no país.
• Lei do Ventre Livre (1871) → Também conhecida como Lei Rio Branco, estabeleceu que
todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres,
devendo o proprietário entregá-lo para a tutela do Estado em troca de uma indenização ou
fazê-lo trabalhar até completar 21 anos.
• Lei dos Sexagenários (1885) → Também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe, concedeu a
liberdade para todos os escravizados com 60 anos ou mais.
• Lei Áurea (1888) → Extinguiu a escravidão no Brasil. Dito isso, a alternativa E é a resposta.
Gabarito: B
29. (Estratégia Militares 2020 – Inédita – Prof. Marco Túlio)
Durante o período imperial, a introdução do parlamentarismo no Brasil se no contexto
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A) da suspensão dos trabalhos da Constituinte, em 1823.
B) da ascensão de D. Pedro II, pelo golpe da maioridade, em 1840.
C) da outorga do texto constitucional por D. Pedro I, em 1824.
D) da criação do cargo de Presidente do Conselho de Ministros, em 1847.
E) da crise do Primeiro Reinado, que culminou na abdicação de D. Pedro I, em 1823.
Comentários
- As alternativas A e C estão incorretas, afinal o Primeiro Reinado foi marcado pela supressão do poder
Legislativo pelo poder Moderador exercido pelo imperador.
- A alternativa B está incorreta, afinal o golpe da maioridade não alterou de imediato o sistema de governo
do Brasil. Foi um movimento que permitiu aos seus organizadores o retorno ao comando do país, agora
com o nome de Partido Liberal.
- A alternativa D é a resposta. Em 1847, o parlamentarismo foi instaurado no Brasil por meio da criação
do cargo de presidente do Conselho de Ministros, que tinha a função de organizar e dirigir o gabinete de
governo.
- A alternativa E está incorreta, pois a abdicação de D. Pedro não foi seguida da implantação do
parlamentarismo, mas da nomeação de regentes provisórios pelo Poder Legislativo.
Gabarito: D
10. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final de mais uma aula!
Tendo como base as provas anteriores da ESA, é importante nos atentarmos para os seguintes tópicos:
▪ A Guerra do Paraguai, considerando seu estopim, participantes do conflito, principais
lideranças, interesses do Brasil e consequências para o nosso país.
▪ O café como eixo econômico no século XIX e seu papel na modernização do país;
▪ A Lei Eusébio de Queirós e suas relações com o surto industrial brasileiro;
▪ As intenções e consequências da Tarifa Alves Branco;
▪ O Bill Aberdeen e sua relação com a abolição do tráfico negreiro no Brasil;
▪ A Questão Christie;
▪ As leis abolicionistas;
▪ Como as questões servil, religiosa e militar contribuíram para o fim da monarquia no Brasil.
Se algo não foi esclarecido, entre em contato comigo no Fórum de Dúvidas! Em nossa próxima aula,
falaremos sobre a República Velha, também conhecida como Primeira República (1889-1930).
Bons estudos,
Prof. Marco Túlio
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Prof. Marco Túlio
AULA 00 – BRASIL COLÔNIA I
profmarco.tulio @profmarcotulio t.me/histpraboidormir
11. REFERÊNCIAS
COTRIM, Gilberto. História global: volume único. 11ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História geral e do Brasil; 2. São Paulo: Scipione, 2013.