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<p>ANHANGUERA EDUCACIONAL</p><p>CENTRO UNIVERSITARIO CAMPO LIMPO</p><p>ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>Engenharia de Automotiva</p><p>ANDRÉ SIMÃO SILVA R.A.: 2505000110</p><p>SÃO PAULO</p><p>2015</p><p>Sumário</p><p>1- Introdução 3</p><p>2- Árvore de manivelas e volante do motor 4</p><p>2.1- Manutenção 6</p><p>3- Volante do motor 8</p><p>3.1- Manutenção 8</p><p>4- Conclusão 9</p><p>5-Bibliografia e Fontes de Pesquisa 10</p><p>1-</p><p>Introdução</p><p>Que incrível invenção, o automóvel. O primeiro modelo automotor data de 1769, criado pelo engenheiro francês Nicolas-Joseph Cugnot após o aperfeiçoamento das máquinas a vapor. O modelo de Cugnot levou tempo para se popularizar mas em 1800, em Paris, já existiam ônibus a vapor, circulando pelas ruas.</p><p>O automóvel que conhecemos hoje só se tornou possível devido a invenção do motor a explosão em 1850. Dois engenheiros alemães, Karl Bens e Gottlieb Daimler, se tornaram concorrentes e percursores dos primeiros motores. Mas, apesar de todos os avanços tecnológicos realizados desde 1850, alguns componentes internos de hoje continuam quase que iguais, lógico que foram desenvolvidas novas ligas metálicas, lubrificantes e processos de fabricação.</p><p>Devido a alta complexidade do motor a combustão moderno, neste trabalho, vamos abordar apenas um componente: a árvore de manivelas.</p><p>2- Árvore de manivelas e volante do motor</p><p>A biela transmite à arvore de manivelas o movimento oscilatório do pistão e ambas transformam este último num movimento rotativo.</p><p>Conectado à árvore de manivelas, encontra-se o volante que tem a função de “armazenar” a energia necessária para movimentar a árvore de manivelas ou girabrequim ao qual é solidário, quando esse não recebe impulso das explosões. O calibre do volante exigido varia de motor para motor segundo o número de cilindros e a constituição geral do mesmo. O volante é ligado ao motor de arranque através de dentes adequados para esta finalidade. O volante é usado também como elemento do sistema de embreagem.</p><p>Figura 1 - Arvore de Manivela com Cilindros</p><p>A Árvore de Manivela é um dispositivo mecânico que permite faze a rotação de um eixo usando menos esforço através de uma alavanca.</p><p>As partes da arvore de manivelas que correspondem ao eixo da arvore chamam-se munhões. Os munhões são assentados nos mancas fixos do bloco sobre casquilhos. As manivelas giram em torno dos munhões, dando-lhes o movimento de rotação.</p><p>Figura 2 - Detalhamento das partes da Árvore</p><p>A arvore de manivelas tem as seguintes partes:</p><p>- munhões</p><p>- moentes</p><p>- rolamento de agulha ou bucha</p><p>- flange</p><p>- rasgo da chaveta</p><p>- orifícios de lubrificação</p><p>- raio de concordância</p><p>Abaixo, damos a descrição dos componentes de uma árvore de manivelas:</p><p>- rolamento de agulha – serve de alojamento á extremidade da arvore primária da caixa de mudanças;</p><p>- rasgo da chaveta – aloja a chaveta que trava a engrenagem da distribuição mecânica, encaixada na extremidade da arvore.</p><p>-flange – serve de apoio e encosto para o volante motor, que é fixado a ela com parafusos.</p><p>- orifícios de lubrificação – permitem a passagem de óleo, para lubrificar os munhões e montes.</p><p>Características:</p><p>- deve ser feita de ações especiais que garantam uma resistência, de acordo com a potencia do motor;</p><p>- a arvore de manivelas não deve ter cantos vivos onde possam aparecer trincas. Essa trincas seriam produzidas pela vibrações da arvore durante sua rotação e, com o tempo, causariam a ruptura da arvore de manivelas. Assim, a arvore de manivelas deve apresentar raios de concordância adequados, que provoquem um arredondamento nos cantos e ratam maior resistência.</p><p>- Deve ser maciça, pesada, daí ser confeccionada em uma peça inteiriça, fundida ou forjada;</p><p>- Há um volante motor, acoplado a arvore de manivelas que compensa com sua rotação os tempos improdutivos do ciclo de trabalho de cada cilindro.</p><p>Manutenção:</p><p>É uma das mais pesadas entre as peças móveis do motor. È a que gira com maior velocidade. Por essas razões, sua fabricação e instalação obedecem a um rigoroso padrão técnico, que dispensa manutenções periódicas e garantem longa vida útil. Alem disso, o sistema de lubrificação deve ter um funcionamento dentro dos padrões, utilizando óleo lubrificantes recomendados pelo fabricante do motor.</p><p>Os munhões e moentes são dotados de medias e padrões denominados de medias padrões standard (STD). Podem passar por diversas retificas, cujo numero depende do tipo de motor.</p><p>2.1- Manutenção</p><p>A manutenção, devido a localização da mesma, é feita periodicamente através da troca de óleo do motor. Na ocasião de uma manutenção mais invasiva, a retifica de motor (o conhecido “fazer o motor”), é observado o desgaste dos moentes da árvore, caso o desgaste esteja acentuado, devido a possíveis falhas de lubrificação, os moentes são retificados e em casos extremos substituídos.</p><p>O controle é feito através de medições realizadas com o auxilio de um micrometro, as medidas são realizadas em 180°, dessa forma controlamos também a cilindricidade do munhão.</p><p>Figura 3 - Primeira Medição</p><p>Figura 4 - Segunda Medição</p><p>Após este procedimento é verificado o empenamento do eixo:</p><p>Figura 5 - Verificação do empenamento</p><p>3- Volante do motor</p><p>O volante do motor é preso ao flange da extremidade traseira da arvore de manivelas. Possui em sua periferia uma cremalheira de aço, onde se engrena o pinhão impulsor do motor de partida nas primeiras rotações do motor.</p><p>O volante é confeccionado de aço ou de ferro fundido, é balanceado na fábrica por meio da remoção de material.</p><p>Funções:</p><p>-dada a partida, o pinhão do motor de partida engrena-se com a cremalheira do volante.</p><p>Transmite assim rotação do motor, até que ele inicie seu funcionamento.</p><p>- o volante do motor adquire energia cinética no tempo produtivo (tempo de combustão) que utiliza nos tempos auxiliares (escape, admissão e compressão.).</p><p>- o platô da embreagem é fixado, por meio de parafusos, na superfície de assentamento do platô. Em uma faixa circular do volante, situada entre a parte central do volante e sua superfície de assentamento do platô, está a superfície de assentamento do disco.</p><p>3.1- Manutenção</p><p>No caso de manutenção do volante alguns itens devem ser analizados com atenção:</p><p>- os dentes da cremalheira;</p><p>- a superfície de assentamento do disco de embreagem.</p><p>No caso dos dentes da cremalheira deve-se observar a existência de fragmentos de dentes do motor de arranque, que devido o seu tamanho e facilidade de substituição, é confeccionada de com uma dureza um pouco menor.</p><p>4- Conclusão</p><p>Para que o motor do veiculo possa ter sua vida útil maximizada é necessário vários cuidados, lubrificação correta e no caso de retifica, medições corretas e de acordo com as normas da área.</p><p>Uma forma de conhecimento das normas de manutenção é a leitura do manual do proprietário do veiculo, ali são encontradas as especificações de óleo e outras informações pertinentes a manutenção.</p><p>5-Bibliografia e Fontes de Pesquisa</p><p>RENAULT, Concessionárias. R19CLUB.COM: Motor Ciclo Mecânico a 4 Tempos. Equipe de Engenharia Renault. Disponível em: <http://r19club.com/motor/motor-ciclo-mecanico-a-4-tempos/>. Acesso em: 21 set. 2015</p><p>NOVA, Carolina Vila. Portal O mecânico: Analise Dimensional de Motores. Disponível em: <http://www.omecanico.com.br/modules/revista.php?recid=821&edid=65&topicid=2>. Acesso em: 20 set. 2015.</p><p>Pugliesi, Marcio - Manual completo do automóvel: Ed. Hemus São Paulo - 1989.</p><p>2</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image1.png</p><p>image2.jpeg</p>