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<p>Biologia da Osseointegração</p><p>Estudos biológicos preliminares realizados pelo Mestre e Dr. Per-Ingvar Brånemark, foram avaliados o papel do trauma cirúrgico na cicatrização tecidual.</p><p>Foram estudados nervos, vasos, músculos, ossos e pele através da microscopia óptica, ele adaptava aos tecidos uma câmara metálica e nela era anexada o microscópio</p><p>Avaliação da resposta tecidual:</p><p>· Determinar a reação dos tecido ósseo a diversos tipos de trauma (artrite reumatóide)</p><p>· Isquemia relativa</p><p>· Temperatura local do tecido</p><p>· Uso tópico de drogas como esteróides</p><p>· Uso de medicamentos sistêmicos</p><p>Titânio: uma vez utilizado não descolou mais. Depois que o titânio passa alguns meses ele não se separa do tecido ósseo.</p><p>Tântalo: as câmaras do tântalo podiam ser facilmente removidas do osso após um período.</p><p>Foi iniciado um processo de avaliação da eficiência dos materiais de titânio utilizados nos procedimentos cirúrgicos.</p><p>O professor Per-Ingvar Brånemark definiu um protocolo de pesquisa na área, usando animais específicos, uma técnica cirúrgica delicada, com controle de refrigeração, utilização de instrumentos autoclavados e uso de antibióticos para evitar infecções, esperou-se um período de cicatrização de 6 meses. Após esse período foi instalada uma prótese sobre os parafusos para avaliar se a osseointegração ainda continuaria.</p><p>Resultados</p><p>· ausência total de tecido mole entre o titânio e o osso</p><p>· foi observado também normalidade dos tecidos moles que estavam em contato com o titânio</p><p>· e a análise radiológica e histológica revelaram integração estável por 10 anos</p><p>· Procedimentos de higiene foram realizados uma a duas vezes por ano</p><p>· foi avaliado que os implantes suportam cargas de até 1000 kg</p><p>Resposta óssea peri-implantar</p><p>· observada a presença de células</p><p>· foi observada nutrição apropriada dessas células</p><p>· estímulo apropriado para reparação óssea</p><p>· ou seja, a manutenção da estrutura de titânio impossibilitou a perda de estrutura óssea alveolar após a perda dentária</p><p>· a reabsorção fisiológica deixa de existir pois o implante e prótese geram estímulo para a continuidade do metabolismo ósseo</p><p>Em resumo, o titânio é um metal que possibilita reação tecidual favorável, estabilidade química dos componentes, estimula a atividade celular na formação de matriz óssea, tem elevada resistência à corrosão e não provoca reações de hipersensibilidade ou imunológicas.</p><p>Tratamento do edentulismo</p><p>Desenvolvimento de ancoragens endo-ósseas para suportar estruturas protéticas que substituíssem dentes perdidos.</p><p>Respeitar as variáveis de controle.</p><p>Osseointegração união direta entre as células do osso e o titânio.</p><p>Essa integração pode ser comprometida quando o tecido conjuntivo conectivo, tecido de fibrose, é formado entre o osso e o titânio em decorrência de fatores sistêmicos, excesso de calor, osso mais “mole” (pacientes com problema de perda óssea), tabagistas, dificulta a osseointegração.</p><p>A osseointegração ocorre com titânio em decorrência do osteoblasto em contato com a superfície de titânio, enviando prolongamentos para a estrutura possibilitando a liberação de matriz.</p><p>Na superfície do titânio se formava uma camada de ligação entre átomos de oxigênio e titânio, formando uma camada chamada de dióxido de titânio que protege a superfície contra a oxidação.</p><p>A camada de TiO2: o titânio ao ser exposto a meios oxidantes em um milissegundo forma uma camada superficial de óxido de espessura variada.</p><p>Para sucesso dependemos de:</p><p>· material do implante</p><p>· qualidade do osso: osso osteoporótico têm dificuldade do processo de osseointegração, pois o osso depende da estabilidade do implante</p><p>· técnica cirúrgica</p><p>· tratamento da superfície: melhora a relação entre o implante e o osso, a depender do tratamento ocorre uma aumento na velocidade de inter relação entre as estruturas</p><p>· forma de implante</p><p>· tempo de cicatrização: tem muita relação com o tratamento de superfície, com o tipo de osso (tipo I, II, III e IV- relação da cortical com a medula do osso)</p><p>Implante de titânio</p><p>Implante originar oferecido pela empresa de Branemark:</p><p>· Biocompatibilidade</p><p>· Leve</p><p>· resistente</p><p>· Protegido por uma camada de TiO2</p><p>· Forma de parafuso para facilitar a inserção e estabilidade no osso</p><p>· Superfície usinada (maquinada ou torneada)</p><p>Definição</p><p>“A osseointegração se define como uma conexão direta estrutural e funcional entre o osso vivo, ordenado, e a superfície de um implante submetido a carga funcional”</p><p>Otimização da osseointegração</p><p>Os estudos a partir da sua descoberta se baseiam em:</p><p>· Seleção da forma do implante- design</p><p>· Otimização da técnica cirúrgica</p><p>· Alterar a biocompatibilidade da superfície dos implantes</p><p>Tratamento das superfícies</p><p>Incorporação de íons e proteínas</p><p>Começaram a realizar o tratamento da superfície para facilitar o processo de integração com a incorporação de íons e proteínas. As superfícies irregulares podem dar resultados melhores</p><p>Molhabilidade</p><p>· capacidade do líquido molhar o sólido</p><p>· interação entre o átomo do líquido/sólido e do ar circunvizinho</p><p>· se há uma estrutura que suga mais o sangue para si, há uma facilitação da presença de células mesenquimais indiferenciadas, essas células irão diferenciar-se em osso, assim há facilidade para a formação de osso</p><p>Estabilidade primária: no momento da instalação do implante há o travamento do implante no osso. É mecânico.</p><p>Estabilidade secundária: com o tempo vem todo o processo biológico onde as plaquetas vão se ligar atraindo estruturas formadoras e ocorre a osseointegração.</p><p>As novas pesquisas na área da implantodontia vêm buscando reduzir o tempo entre a estabilidade primária e a secundária.</p><p>image2.png</p>