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<p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do</p><p>Trabalhador) Conhecimentos Específicos</p><p>- Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde</p><p>do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024</p><p>(Pós-Edital)</p><p>Autor:</p><p>André Rocha, Edimar Natali</p><p>Monteiro, Felipe Canella, Stefan</p><p>Fantini</p><p>31 de Março de 2024</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>1</p><p>RESUMÃO ESTRATÉGICO – EIXO TEMÁTICO 4</p><p>SUMÁRIO</p><p>RESUMÃO ESTRATÉGICO – EIXO TEMÁTICO 4 ....................................................................................... 1</p><p>Fundamentos de fogo e incêndio .................................................................................................................... 4</p><p>NR 23 – Proteção contra Incêndios ............................................................................................................... 10</p><p>Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio (SPEI)................................................................................ 10</p><p>Aspectos Legais do Acidente do Trabalho .................................................................................................... 19</p><p>Fundamentos de Higiene Ocupacional - Introdução ..................................................................................... 20</p><p>Fundamentos de Higiene Ocupacional – Agentes Físicos .............................................................................. 25</p><p>Fundamentos de Higiene Ocupacional – Agentes Químicos ......................................................................... 35</p><p>Comunicação de Acidentes do Trabalho e Nexo Técnico Previdenciário ..................................................... 40</p><p>NR 15: Atividades e operações insalubres – Introdução .............................................................................. 43</p><p>NR 15: Atividades e operações insalubres – Agentes físicos ........................................................................ 49</p><p>NR 15: Atividades e operações insalubres – Agentes químicos .................................................................... 63</p><p>NR 16 – Atividades e operações perigosas ................................................................................................. 74</p><p>Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) – Estudo da NR 06 e conhecimentos gerais ............................. 82</p><p>Fundamentos de ergonomia, parte I ............................................................................................................. 88</p><p>Fundamentos de ergonomia, parte II ............................................................................................................ 97</p><p>NR 17: Ergonomia ....................................................................................................................................... 103</p><p>Doenças ocupacionais ................................................................................................................................. 111</p><p>Investigação e análise de acidentes ........................................................................................................... 118</p><p>Gestão de Riscos: Técnicas de identificação de riscos ................................................................................ 122</p><p>NR 33: Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados ................................................................ 125</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>2</p><p>Brigada de incêndio e emergência ............................................................................................................. 131</p><p>Plano de emergência .................................................................................................................................. 134</p><p>Sistema de Comando de Incidentes – SCI ................................................................................................... 139</p><p>Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO (Conforme NR 01) ........................................................... 141</p><p>Programa de Conservação Auditiva - PCA ................................................................................................ 147</p><p>Programa de Proteção Respiratória – PPR ................................................................................................. 155</p><p>LTCAT, PPP e Estatísticas de acidentes ........................................................................................................ 163</p><p>Proteção do meio ambiente: Resíduos Industriais – NR 25 ......................................................................... 173</p><p>NR 26: Sinalização de segurança ............................................................................................................... 174</p><p>NR 13, parte I: Definições, classificação e requisitos gerais de segurança ................................................ 177</p><p>NR 13, parte II: Caldeiras e vasos de pressão ........................................................................................... 186</p><p>NR 14: Fornos .............................................................................................................................................. 195</p><p>NBR 14725/2023: FDS .............................................................................................................................. 196</p><p>Fundamentos de primeiros socorros ............................................................................................................ 199</p><p>Toxicologia ocupacional ............................................................................................................................. 208</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>3</p><p>LEITURA OBRIGATÓRIA!</p><p>Até o momento, o RESUMO ESTRATÉGICO contempla da Aula 00 à Aula 35.</p><p>Até dia 06/04/2023 todas as Aulas estarão contempladas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>4</p><p>Fundamentos de fogo e incêndio</p><p>Teoria do triângulo do fogo</p><p>O triângulo do fogo é um conceito fundamental na compreensão dos elementos necessários para ocorrer e</p><p>sustentar um incêndio. Ele consiste em três componentes essenciais: combustível, oxigênio e calor. Esses</p><p>três elementos formam um triângulo interdependente, onde a presença simultânea dos três é crucial para</p><p>que um incêndio ocorra. O combustível é a substância que pode queimar, o oxigênio é necessário para a</p><p>combustão, e o calor é a energia de ativação que inicia e mantém a reação em cadeia do fogo. A remoção</p><p>ou controle de qualquer um desses elementos pode ser eficaz na prevenção ou extinção de incêndios.</p><p>Figura: Triângulo do fogo</p><p>Figura: Extinção do fogo através da retirada do elemento comburente (oxigênio)</p><p>Tetraedro do Fogo</p><p>Tetraedro do fogo refere-se aos quatro elementos necessários para uma combustão: combustível, oxigênio,</p><p>calor e reação em cadeia. A reação em cadeia é um processo em que a liberação de energia durante a</p><p>combustão sustenta e amplifica continuamente a reação, contribuindo para a propagação do fogo. Essa</p><p>teoria é representada não por um triângulo, mas por um tetraedro (Figura).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança</p><p>nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o</p><p>comprimento de onda maior a capacidade de penetração na matéria</p><p>(no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano.</p><p>Exemplos</p><p>Partículas</p><p>possuem massa e carga elétrica e</p><p>apresem menor capacidade de</p><p>penetração</p><p>alfa (𝛼)</p><p>beta (𝛽)</p><p>Ondas eletromagnéticas</p><p>Não posseum massa nem carga elétrica</p><p>e possuem maior capacidade de</p><p>penetração</p><p>raios gama (𝜸)</p><p>raios-X</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>35</p><p>Fundamentos de Higiene Ocupacional – Agentes Químicos</p><p>Classificação quanto ao estado físico (formas de dispersão)</p><p>Gases</p><p>Substâncias em estado gasoso nas Condições Normais de</p><p>Temperatura e Pressão (CNTP)5, tais como oxigênio, nitrogênio,</p><p>gás carbônico etc.</p><p>Vapores</p><p>Fase gasosa de substâncias que, nas CNTP, apresentam-se em</p><p>estado líquido ou sólido.</p><p>Aerodispersóides</p><p>partículas</p><p>suspensas ou</p><p>dispersas no ar</p><p>(em meio</p><p>gasoso),</p><p>podendo ser</p><p>sólidas ou</p><p>líquidas</p><p>Sólidos</p><p>Poeiras(1)</p><p>Partículas sólidas provenientes de ruptura mecânica de sólidos</p><p>maiores, seja por operação manual, seja por consequência de</p><p>uma operação mecânica (polimento, desbaste,</p><p>esmerilhamento etc.). Quanto menor a partícula mais tempo</p><p>ela ficará suspensa (em dispersão) no ar, sendo maior a chance</p><p>de ser inalada e maior a probabilidade de atingir as vias aéreas</p><p>inferiores, provocando doenças ocupacionais denominadas</p><p>pneumoconioses, entre outras.</p><p>Fumos</p><p>Partículas geradas termicamente, provenientes de</p><p>condensação de vapores de substância que, nas CNTP,</p><p>apresentam-se no estado sólido. Ocorrem, em regra, na</p><p>fundição de metais e plásticos, quando se usa vaporização e</p><p>resfriamento rápido, formando partículas muito finas que</p><p>ficam suspensas no ar. Ex.: soldagem, fundição, extrusão de</p><p>plásticos etc.</p><p>Líquidos</p><p>Névoas</p><p>Partículas menores formadas por ruptura mecânica de</p><p>partículas líquidas (processos de corte a úmido) ou atomização</p><p>de líquidos pressurizados (spray).</p><p>Neblinas</p><p>Partículas líquidas, geradas por condensação de vapores de</p><p>substância que se apresentam no estado líquido nas CNTP</p><p>(neblinas formadas em volta de tanques utilizados em</p><p>processos de galvanização ou cromagem a quente).</p><p>(1) Dentro da definição de poeiras ainda se enquadra a definição de fibras: partículas com formato alongado</p><p>(comprimento maior que o diâmetro) que são formadas, geralmente, em consequência de operações de</p><p>peneiramento.</p><p>5 25 °C a 760 mmHg.</p><p>NÉVOAS</p><p>Aerodispersóides líquidos</p><p>formados por ruptura mecânica</p><p>de partículas líquidas</p><p>NEBLINAS</p><p>Aerodispersóides líquidos</p><p>formados condensação de</p><p>vapores que são líquidos na CNTP</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>36</p><p>Entende-se como aerodispersóides ou aerossóis o conjunto de partículas suspensas ou</p><p>dispersas no ar (em meio gasoso) podendo ser sólidas (poeiras e fumos) ou líquidas</p><p>(neblinas e névoas) ou uma mistura dessas partículas.</p><p>Classificação fisiológica (efeitos no organismo)</p><p>As substâncias mais facilmente solúveis em água podem ficar retidas logo nas vias aéreas superiores, este</p><p>é o caso do dióxido de enxofre e da amônia, por exemplo. Estas substâncias dissolvem-se com facilidade logo</p><p>na entrada das vias aéreas, provocando irritação local e imediata, o que por um lado pode ser um efeito</p><p>indesejado, mas por outro pode ser uma proteção do organismo pois impede a chegada nas vias profundas</p><p>que seriam muito mais sensíveis à ação tóxica local.</p><p>Por sua vez, substâncias com menor solubilidade em água tendem a ter menor retenção nas vias superiores</p><p>e mais facilidade de atingir as vias aéreas inferiores. Exemplo: gás cloro que além de altamente irritante</p><p>chega a ser corrosivo no pulmão. Outro exemplo são os solventes orgânicos, praticamente insolúveis em</p><p>água, provocam irritação nas vias mais profundas.</p><p>Em resumo, agentes químicos com maior solubilidade na água agem sobre as vias</p><p>respiratórias superiores (nariz, faringe e laringe), ao passo que aqueles com menor</p><p>solubilidade na água agem no trato respiratório inferior (traqueia, brônquios e</p><p>alvéolos).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>37</p><p>Classificação dos gases e vapores quanto aos efeitos provocados no organismo</p><p>Irritantes</p><p>Primários</p><p>Substâncias que provocam efeitos irritantes localizados em determinada</p><p>área do corpo. Podem agir sobre as vias aéreas inferiores (traqueia,</p><p>brônquios e pulmões), mas a elevada solubilidade na água faz com que ajam</p><p>principalmente nas vias respiratórias superiores (garganta e nariz). Como</p><p>exemplo temos soda cáustica, amônia, ácido sulfúrico, ácido clorídrico,</p><p>cloro etc.</p><p>Secundários</p><p>Substâncias que provocam efeitos irritantes de maneira generalizada no</p><p>organismo (ex.: gás sulfídrico).</p><p>Atípicos</p><p>Substâncias que devido à baixa solubilidade na água provocam reações no</p><p>trato respiratório inferior, especialmente nos tecidos alveolares, impedindo</p><p>o trabalhador de identificar através do nariz e garganta qualquer efeito</p><p>imediato da exposição (ex.: acroleína, gases lacrimogêneos e solventes</p><p>orgânicos).</p><p>Asfixiantes</p><p>Simples</p><p>Substâncias com capacidade de deslocar o oxigênio do ar atmosférico (ex.:</p><p>acetileno, argônio, metano, hélio, nitrogênio, dióxido de carbono). Como</p><p>é particularidade dos asfixiantes simples, quase sempre apresentam risco</p><p>de explosão.</p><p>Químicos</p><p>Substâncias que, ao ingressarem no organismo, têm ação fisiológica que</p><p>compromete a perfeita oxigenação dos tecidos por possuírem grande</p><p>afinidade química com a molécula de oxigênio e consumirem boa parte do</p><p>estoque de oxigênio inalado antes que ocorra a troca aeróbica nos tecidos</p><p>alveolares (ex.: monóxido de carbono, anilina etc.)</p><p>Anestésicos</p><p>Primários</p><p>Substâncias cujos efeitos incluem unicamente o entorpecimento ou</p><p>anestesia (ex.: butano, propano, éteres, cetonas)</p><p>Com efeitos sobre as</p><p>vísceras</p><p>Substâncias cujos efeitos podem ser prejudiciais ao fígado, rins e vísceras</p><p>em geral (ex.: tricloroetileno, tetracloreto de carbono)</p><p>Com efeitos sobre o</p><p>sistema</p><p>Hematopoiético6</p><p>Substâncias com efeitos sobre a formação de células sanguíneas,</p><p>acumulando-se predominantemente na medula óssea (ex.: solventes</p><p>orgânicos(1) como benzeno, tolueno e xileno).</p><p>Com efeitos sobre o</p><p>sistema nervoso</p><p>central</p><p>Substâncias cuja saída do corpo humano ou eliminação são lentas,</p><p>ocasionando o consequente efeito sobre o sistema nervoso central (ex.:</p><p>solventes orgânicos como: álcool etílico ou etanol, álcool metílico ou</p><p>metanol, ésteres e ácidos orgânicos como acetatos de etila e metila,</p><p>dissulfeto de carbono). Intoxicação por etanol e metanol, por exemplo, além</p><p>do efeito anestésico (depressão da atividade do sistemas nervoso central)</p><p>provoca alterações motoras e cognitiva, depressão, perda de consciência,</p><p>náuseas etc.</p><p>Com efeitos sobre o</p><p>sistema circulatório</p><p>Substâncias incluídas no grupo dos denominados nitrocompostos de</p><p>carbono, podendo causar alterações nas células sanguíneas,</p><p>primordialmente nos glóbulos vermelhos (ex.: nitrotolueno, anilina,</p><p>nitrobenzeno)</p><p>(1) Solventes orgânicos, utilizados em larga escala em certos</p><p>ambientes de trabalho, são substâncias químicas, ou</p><p>uma mistura de substâncias, capazes de dissolver outros materiais e produtos como óleos, graxas, borrachas,</p><p>resinas, tintas etc.</p><p>6 Sistema responsável pela hematopoiese, ou seja, pela produção das células sanguíneas e é composto</p><p>basicamente pela medula óssea e órgãos linfoides (baço, timo, linfonodos, entre outros).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>38</p><p>Classificação das poeiras quanto ao diâmetro das partículas</p><p>Classificação das poeiras quanto ao tamanho7</p><p>Não</p><p>respiráveis</p><p>Inaláveis</p><p>Fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de</p><p>diâmetro aerodinâmico menor que 100 μm8 (cem micrômetros), capaz de</p><p>entrar pelas narinas e pela boca, penetrando no trato respiratório durante a</p><p>inalação. É apropriada para avaliação do risco ocupacional associado com as</p><p>partículas que exercem efeito adverso quando depositadas no trato</p><p>respiratório como um todo.</p><p>Torácicas</p><p>Fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de</p><p>diâmetro aerodinâmico menor que 25 μm, capazes de passar pela laringe,</p><p>entrar pelas vias aéreas superiores e penetrar nas vias aéreas dos pulmões.</p><p>É apropriada para avaliação do risco ocupacional associado com as partículas</p><p>que exercem efeito adverso quando depositadas nas regiões</p><p>traqueobronquial e de troca de gases.</p><p>Respiráveis(1)</p><p>Fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de diâmetro</p><p>aerodinâmico menor que 10 μm, capaz de penetrar além dos bronquíolos terminais e se</p><p>depositar na região de troca de gases dos pulmões, causando efeito adverso nesse local.</p><p>Totais</p><p>Material particulado suspenso no ar coletado em porta-filtro de poliestireno de 37 mm de</p><p>diâmetro, de três peças, com face fechada e orifício para a entrada do ar de 4 mm de</p><p>diâmetro, conhecido como cassete. A coleta de particulado total deve ser utilizada</p><p>somente quando não houver indicação específica para coleta de particulado inalável,</p><p>torácico ou respirável.</p><p>Partículas</p><p>não</p><p>especificadas</p><p>de outra</p><p>maneira</p><p>(PNOS)</p><p>Partículas para as quais ainda não há dados suficientes para demonstrar efeitos à saúde</p><p>em concentrações geralmente encontradas no ar dos locais de trabalho. Essa definição se</p><p>refere às partículas que não tenham um limite de exposição estabelecido; que sejam</p><p>insolúveis ou fracamente solúveis em água ou nos fluidos aquosos dos pulmões; não sejam</p><p>citotóxicas, genotóxicas ou quimicamente reativas com o tecido pulmonar; não emitam</p><p>radiação ionizante; causem imunossensibilização ou outros efeitos tóxicos que não a</p><p>inflamação ou a deposição excessiva.</p><p>(1) Algumas bancas afirmam que as poeiras respiráveis têm diâmetro aerodinâmico entre 0,5 e 10 μm. Essa</p><p>definição é aceita por muito acadêmicos, também a considere correta!</p><p>7 Classificação adotada pela NHO 08 da Fundacentro – “coleta de material particulado sólido suspenso</p><p>no ar de ambientes de trabalho”.</p><p>8 μm = micrômetro = 10-6 m = 0,000001 m</p><p>Classificação das poeiras</p><p>quanto ao diâmetro</p><p>aerodinâmico (∅) das</p><p>parículas</p><p>Não respiráveis</p><p>Inaláveis (∅ < 100 μm)</p><p>Torácicas (∅ < 25 μm)</p><p>Respiráveis (∅ < 10 μm);</p><p>ou entre 0,5 e 10 μm</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>39</p><p>Indicadores de exposição ocupacional para os agentes químicos</p><p>No Brasil, os indicadores de exposição ocupacional para os agentes químicos são baseados nos valores de</p><p>Theshold Limit Value (TLV) definidos pela ACGIH, com ajuste de uma jornada semanal de 40 para 44 horas.</p><p>Não obstante a existência desses indicadores nas NRs 15 e 09, os profissionais de higiene ocupacional devem</p><p>também conhecer os conceitos e limites estabelecidos por órgãos de destaque internacional, como os TLVs</p><p>definidos pela ACGIH, os PEL definidos pela OSHAS e os REL e IDLH estabelecidos pela NIOSH. A seguir, trago</p><p>um resumo dos mais conhecidos:</p><p>a) TLV-TWA (Time Weighted Average): traduzindo, significa Média Ponderada no Tempo. Este tipo de</p><p>limite de tolerância representa uma concentração média ponderada no tempo para uma jornada de</p><p>trabalho de 40 horas semanais e 8 horas diárias. Acredita-se que a maior parte dos trabalhadores,</p><p>com repetida exposição ocupacional, não vá sofrer efeitos adversos à saúde caso a exposição ocorra</p><p>em valores abaixo dos TLV-TWA estabelecidos;</p><p>b) TLV-STEL (Short Time Exposure Limit): traduzindo, significa Limite de Exposição de Curta Duração.</p><p>Este limite representa um valor de concentração média ponderada para uma exposição de 15</p><p>minutos durante a jornada de trabalho, não devendo ser ultrapassado em nenhum momento dentro</p><p>desse intervalo;</p><p>c) TLV-C (Ceiling): traduzindo, significa Valor Teto. Nesse caso, representa a concentração do agente</p><p>químico que não poderá ser ultrapassada, em nenhum momento da jornada de trabalho.</p><p>Theshold Limit Value (TLV) são marcas registradas pela ACGIH e suas utilizações, para fins de prevenção e</p><p>proposição de medidas de controle, são expressamente recomendados pela NR 09, especialmente na</p><p>ausência de LT estabelecidos pela NR 15.</p><p>Theshold Limit Value</p><p>(TLV)</p><p>são limites sob os quais acredita-se que a maioria dos trabalhadores poderia estar exposta</p><p>sem danos à sua saúde e bem-estar</p><p>são marcas registradas pela ACGIH</p><p>São estabelecidos para uma jornada de 40 horas semanais e jormada diária de 8 horas</p><p>São os</p><p>indicadores:</p><p>TLV-TWA (Time Weighted Average) = Média Ponderada no</p><p>Tempo</p><p>(exposição de 8 horas diárias e 40 horas semanais)</p><p>TLV-STEL (Short Time Exposure Limit) = Limite de Exposição de</p><p>Curta Duração</p><p>(exposições de 15 min)</p><p>TLV-C (Ceiling) = Valor Teto</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>40</p><p>Comunicação de Acidentes do Trabalho e Nexo Técnico</p><p>Previdenciário</p><p>Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT</p><p>Modalidades</p><p>CAT Inicial: irá se referir a acidente do trabalho típico, trajeto, doença profissional, do</p><p>trabalho ou óbito imediato.</p><p>CAT de reabertura: será utilizada para casos de afastamento por agravamento de lesão</p><p>de acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho.</p><p>CAT de comunicação de óbito: será emitida exclusivamente para casos de falecimento</p><p>decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, após o registro da CAT</p><p>inicial.</p><p>Quem deve</p><p>receber cópia</p><p>da CAT?</p><p>Próprio INSS (a CAT é emitida pela plataforma eSocial)</p><p>Acidentado</p><p>Sindicato da categoria</p><p>Empresa que emitiu</p><p>No caso de óbito: dependentes e autoridades competentes, além dos indicados acima</p><p>Responsáveis</p><p>diretos pela</p><p>emissão</p><p>No caso de segurado empregado: a empresa empregadora</p><p>No caso de segurado especial: o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade</p><p>sindical da categoria, o médico assistente ou qualquer autoridade pública.</p><p>No caso do trabalhador avulso: a empresa tomadora de serviço e, na falta dela, o</p><p>sindicato da categoria ou o órgão gestor de mão de obra</p><p>No caso do segurado desempregado: nas situações em que a doença profissional ou do</p><p>trabalho manifestou-se ou foi diagnosticada após a demissão, o médico que o atendeu</p><p>e as autoridades públicas reconhecidas para esse fim</p><p>Responsáveis</p><p>indiretos ou</p><p>subsidiários</p><p>pela emissão</p><p>Próprio acidentado</p><p>Dependentes</p><p>do acidentado</p><p>Entidade sindical competente</p><p>Médico que o assistiu o acidentado</p><p>Autoridade pública: magistrados em geral (juízes); membros do ministério público e dos</p><p>serviços jurídicos da União e dos Estados; comandantes de unidades militares do</p><p>Exército, da Marinha, da Aeronáutica e das Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e</p><p>Polícia Militar), prefeitos, delegados de polícia, diretores de hospitais e de asilos oficiais</p><p>e servidores da Administração Direta e Indireta Federal, Estadual, do Distrito Federal</p><p>ou Municipal, quando investidos de função.</p><p>Prazos para emissão da CAT:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>41</p><p>Aplicação de multas:</p><p>Nexo Técnico Previdenciário – NTP</p><p>NTP/T = Nexo Técnico Previdenciário (NTP) / Nexo Técnico do Trabalho (NTT)</p><p>NTE ou NTEP = Nexo Técnico Epidemiológico</p><p>NTEAT ou NI = Nexo Técnico Equiparado a Acidente do Trabalho (NEAT) ou Nexo Técnico Individual (NEI)</p><p>A CAT deve ser</p><p>comunicada pela</p><p>empresa ou</p><p>empregador</p><p>doméstico:</p><p>Em caso de</p><p>acidente (típico):</p><p>deve ser enviada à Previdência Social</p><p>o envio deve ocorrer até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência</p><p>nesse caso, o dia do acidente é o dia da ocorrência do infortúnio</p><p>Em caso de</p><p>doença do</p><p>ocupacional:</p><p>deve ser enviada à Previdência Social</p><p>deve ser enviada até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência</p><p>Nesse caso, será</p><p>considerado como dia</p><p>do acidente (valendo o</p><p>que ocorrer primeiro):</p><p>a data do início da incapacidade</p><p>laborativa para o exercício da</p><p>atividade habitual</p><p>o dia da segregação compulsória</p><p>o dia em que for realizado o</p><p>diagnóstico</p><p>Em caso de morte:</p><p>deve ser enviada à Previdência Social (CAT de comunicação de óbito),</p><p>após registro da CAT inicial</p><p>O acidente dede ser comunicado de IMEDIATO à autoridade</p><p>competente (não se trata de CAT)</p><p>CAT</p><p>(multas)</p><p>Aplica-se a multa:</p><p>Caso venha ser emitda por um dos responsáveis indiretos ou</p><p>subsidiários</p><p>Pena de multa variável entre o limite mínimo (um salário-mínimo) e</p><p>o limite máximo do salário de contribuição (teto de contribuição</p><p>para o INSS), sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada</p><p>e cobrada pela Previdência Social</p><p>É de caráter administrativo, a ser aplicada e cobrada pela</p><p>Previdência Social, e tem caráter pedagógico, de modo a compelir o</p><p>empregador a cumprir com suas obrigações perante o órgão</p><p>Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão</p><p>acompanhar a cobrança, pela Previdência Social, das multas</p><p>Não se aplica</p><p>multa:</p><p>Para CATs entregues (emitidas) fora do prazo, caso seja emitida (de</p><p>ofício) anteriormente ao início de qualquer procedimento</p><p>administrativo ou de medida de fiscalização. Isso exclui a multa</p><p>prevista no mesmo dispositivo</p><p>Por não emissão de CAT, quando o enquadramento decorrer de</p><p>aplicação do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário - NTEP</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>42</p><p>Tipo de nexo Características</p><p>NTP/T</p><p>Aplicável pelo encadeamento das doenças especificadas pelas Listas A e B do Anexo II do</p><p>RPS (doenças profissionais ou do trabalho), juntamente com a relação dos agentes</p><p>patogênicos e as atividades que os contêm;</p><p>O Neto Técnico Profissional - NTP decorre da constatação de uma doença profissional</p><p>(silicose, asbestose etc.);</p><p>O Nexo Técnico do Trabalho - NTT decorre da constatação de uma doença do trabalho</p><p>stricto sensu (perda auditiva, dorsalgia etc.);</p><p>A interposição de recurso deverá ocorrer diretamente junto ao Conselho de Recursos da</p><p>Previdência Social - CRPS dentro de um prazo de 30 dias após a data em que tomar</p><p>conhecimento da concessão do benefício do empregado;</p><p>O recurso interposto não terá efeito suspensivo, por isso é considerado um tipo de nexo</p><p>técnico fortemente aplicável</p><p>NTE ou NTEP</p><p>É o nexo aplicado em decorrência da significância estatística da associação entre a</p><p>Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE e a Classificação Internacional de</p><p>Doenças – CID;</p><p>Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo</p><p>técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da</p><p>incapacidade, elencada na Classificação Internacional de Doenças – CID;</p><p>A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS considerará caracterizada a</p><p>natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico</p><p>epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da</p><p>empresa ou do empregador doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade</p><p>elencada na Classificação Internacional de Doenças - CID.</p><p>A interposição de recuso deverá ocorrer diretamente junto às agências de atendimento</p><p>do INSS, no prazo de quinze dias da data para a entrega da GFIP ou 15 dias da data em que</p><p>a empresa tomar ciência da decisão do INSS;</p><p>Da decisão do INSS cabe recuso, com efeito suspensivo, junto ao CRPS. Devido ao efeito</p><p>suspensivo é considerado um tipo de nexo técnico apenas aplicável.</p><p>NTEAT ou NI</p><p>Somente será aplicado quando restar configurado que o agravo resultou das condições</p><p>especiais em que o trabalho é executado e com ele se relacione diretamente e, ainda que</p><p>não seja configurado como NTP ou NTT, ou seja, que a doença resultante não seja nem</p><p>doença profissional, nem doença do trabalho stricto sensu, por não estar prevista nas</p><p>Listas A e B do Anexo II do RPS;</p><p>Também será configurado na ocorrência de acidente do trabalho stricto sensu ou</p><p>acidente típico, ou seja, quando um acontecimento súbito ou uma contingência</p><p>imprevista provocar danos à saúde do trabalhador e ocorrer durante o desempenho da</p><p>atividade laboral ou por circunstâncias a ela ligadas, bem como na ocorrência de acidentes</p><p>de trajeto;</p><p>A interposição do recurso deverá ocorrer junto a CRPS até trinta dias após a data em que</p><p>tomar conhecimento da concessão do benefício em espécie acidentária;</p><p>O recurso interposto não terá efeito suspensivo, por isso é considerado um tipo de nexo</p><p>técnico fortemente aplicável.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>43</p><p>NR 15: Atividades e operações insalubres – Introdução</p><p>Limite de Tolerância</p><p>A definição de Limite de Tolerância pela NR 15 é a seguinte:</p><p>NR 15, 15.1.5 Entende-se por "Limite de tolerância", para os fins desta Norma, a</p><p>concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo</p><p>de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida</p><p>laboral.</p><p>Classificação e requisitos de avaliação dos agentes insalubres</p><p>Veja quadro a seguir que traz os agentes e sua forma de avaliação, ou seja, a metodologia de avaliação que</p><p>deve ser utilizada para caracterizar suas nocividades e, consequentemente, a insalubridade.</p><p>Requisito de avaliação Atividades e/ou agente nocivos constantes no:</p><p>Comprovadas através de laudo de</p><p>inspeção no local de trabalho</p><p>OU</p><p>Através de Laudo de inspeção com</p><p>base em avaliação qualitativa in loco</p><p>• Anexo n.º 07: Radiações não-ionizantes;</p><p>• Anexo n.º 09: Frio;</p><p>• Anexo n.º 10: Umidade.</p><p>Nas atividades mencionadas</p><p>OU</p><p>Por enquadramento profissional</p><p>com inspeção in loco</p><p>• Anexo n.º 06: Trabalho sob condições hiperbáricas;</p><p>• Anexo n.º 13: Agentes</p><p>químicos(1) cuja insalubridade é</p><p>caracterizada pela simples presença do agente no ambiente de</p><p>trabalho;</p><p>• Anexo n.º 14: Agentes biológicos.</p><p>Acima dos limites de tolerância</p><p>previstos</p><p>OU</p><p>Através de avaliação quantitativa in</p><p>loco</p><p>• Anexo n.º 01: Ruído contínuo ou intermitente;</p><p>• Anexo n.º 02: Ruído de impacto;</p><p>• Anexo n.º 03: Calor;</p><p>• Anexo n.º 05: Radiações Ionizantes(2)</p><p>• Anexo n.º 08: Vibrações(3);</p><p>• Anexo n.º 11: Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada</p><p>por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho;</p><p>• Anexo n.º 12: Poeiras minerais.</p><p>(1) Inclui-se também o Anexo 13-A: Benzeno</p><p>(2) Com a alteração dada pela Portaria GM n.º 518/2003 o agente nocivo radiação ionizante passou a ser classificado</p><p>como ensejador de periculosidade, e não mais de insalubridade.</p><p>(3) Alteração dada pela Portaria MTE n.º 1.297/2014 que estabeleceu limites de tolerância para exposição a vibração,</p><p>pois, até então a avaliação era qualitativa.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>44</p><p>Classificação da insalubridade</p><p>Graus de insalubridade</p><p>Uma vez caracterizada a condição insalubre, será assegurado ao trabalhador o direito a percepção do</p><p>adicional de insalubridade, incidente sobre o salário-mínimo da região, equivalente a um percentual</p><p>correspondente ao grau de insalubridade: mínimo, médio ou máximo.</p><p>NR 15, 15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os</p><p>subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente</p><p>sobre o salário-mínimo da região, equivalente a:</p><p>15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;</p><p>15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;</p><p>15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo.</p><p>Esses percentuais são os mesmos, e não poderiam ser diferentes, do Art. 192 da CLT, veja:</p><p>CLT, Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de</p><p>tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional</p><p>respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento)</p><p>do salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.</p><p>Negociações coletivas</p><p>Há possibilidade de alteração dos percentuais de insalubridade por negociação coletiva, desde não</p><p>prejudique o trabalhador, pelo que será considerado objeto ilícito.</p><p>Caracterização da</p><p>insalubridade</p><p>CLT</p><p>em função:</p><p>da natureza do agente</p><p>das condições ou métodos de</p><p>trabalho</p><p>NR 15</p><p>em função:</p><p>das metodologias de</p><p>avaliação:</p><p>quantitativa</p><p>qualitativa</p><p>por enquadramento profissional</p><p>dos "Limites de Tolerância",</p><p>estabelecidos em função:</p><p>da natureza do agente</p><p>da concentração ou intensidade</p><p>máxima ou mínima</p><p>do tempo de exposição</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>45</p><p>CLT, Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de</p><p>trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: [...]</p><p>XVIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas; [...]</p><p>Negociações coletivas (acordos e/ou convenções) são consideradas ilícitas quando</p><p>dispõem no sentido de suprimir ou reduzir os adicionais de insalubridade, penosidade</p><p>e periculosidade.</p><p>Graus de Insalubridade</p><p>GRAUS DE INSALUBRIDADE</p><p>Anexo Atividades ou operações que exponham o trabalhador a Percentual</p><p>1</p><p>Níveis de ruído contínuo ou intermitentes superiores aos limites de</p><p>tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo</p><p>Anexo.</p><p>20%</p><p>2</p><p>Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos</p><p>itens 2 e 3 do Anexo 2.</p><p>20%</p><p>3</p><p>Exposição ao calor com valores de IBUTG superiores aos limites de tolerância</p><p>fixados no Quadro 2 do Anexo 3.</p><p>20%</p><p>4 Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990.</p><p>5(1) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de</p><p>tolerância fixados neste Anexo.</p><p>40%</p><p>6 Ar comprimido (condições hiperbáricas) 40%</p><p>7</p><p>Radiações não-ionizantes, consideradas insalubres em decorrência de</p><p>inspeção realizada no local de trabalho.</p><p>20%</p><p>8(2) Vibrações, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no</p><p>local de trabalho (atualmente a avaliação passou a ser quantitativa)</p><p>20%</p><p>9</p><p>Frio, considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de</p><p>trabalho</p><p>20%</p><p>10</p><p>Umidade, considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no</p><p>local de trabalho</p><p>20%</p><p>11</p><p>Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de</p><p>tolerância fixados no Quadro 1</p><p>10%, 20% e 40%</p><p>12</p><p>Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de</p><p>tolerância fixados neste Anexo.</p><p>40%</p><p>13</p><p>Atividade ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas</p><p>insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho</p><p>10%, 20% e 40%</p><p>14 Agentes biológicos 20% e 40%</p><p>(1) Com a alteração dada pela Portaria GM n.º 518/2003 o agente nocivo radiação ionizante passou a ser</p><p>classificado como ensejador de periculosidade, e não mais de insalubridade (trataremos disso em detalhes</p><p>no estudo do Anexo n.º 5 da NR 15, por enquanto, sugiro que guarde o que está no quadro).</p><p>(2) Alteração dada pela Portaria MTE n.º 1.297/2014 que estabeleceu limites de tolerância para exposição</p><p>a vibração, pois, até então a avaliação era qualitativa.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>46</p><p>Importante! Não existe grau de insalubridade mínimo (10%) para exposição a agentes biológicos como as</p><p>bancas costumam afirmar. Agora, para que você não precise decorar todo o quadro, quero que ao menos</p><p>DECORE isso:</p><p>As únicas atividades ou operações que podem ser caracterizadas como insalubres em</p><p>grau mínimo, com adicional de 10%, são aquelas que envolvem agentes químicos!!!</p><p>Caracterização da insalubridade</p><p>CLT, Art. 195 - A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade,</p><p>segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de</p><p>Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho9.</p><p>NR 15, 15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde</p><p>do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança</p><p>do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos</p><p>empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou</p><p>neutralização.</p><p>9 Atualmente os Médicos do Trabalho são registrados no CRM e os Eng. do Trabalho no CREA, e não mais</p><p>junto ao Ministério do Trabalho.</p><p>Graus de insalubridade</p><p>máximo</p><p>(40%)</p><p>radiações ionizantes</p><p>ar comprimido</p><p>Poeiras minerais</p><p>Médio</p><p>(20%)</p><p>ruído (contínuo ou de impacto)</p><p>radiações não ionizantes</p><p>frio</p><p>umidade</p><p>médio ou máximo</p><p>(20% ou 40%)</p><p>agentes biológicos</p><p>mínimo, médio ou</p><p>máximo</p><p>(10%, 20% ou 40%)</p><p>agentes químicos (de avalação quantitativa ou</p><p>qualitativa)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora</p><p>- 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>47</p><p>CLT, Art. 195 – [...]</p><p>§ 1º - É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas</p><p>requererem ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor</p><p>deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou</p><p>perigosas.</p><p>§ 2º - Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por</p><p>Sindicato em favor de grupo de associado, o juiz designará perito habilitado na forma deste</p><p>artigo, e, onde não houver, requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do</p><p>Trabalho.</p><p>§ 3º - O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério</p><p>do Trabalho, nem a realização ex officio da perícia.</p><p>NR 15, 15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais</p><p>interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de</p><p>perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou</p><p>determinar atividade insalubre.</p><p>15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada</p><p>a insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido.</p><p>15.7 O disposto no item 15.5 não prejudica a ação fiscalizadora do MTb nem a realização</p><p>ex-officio da perícia, quando solicitado pela Justiça, nas localidades onde não houver</p><p>perito.</p><p>Vedação à percepção cumulativa de adicionais</p><p>NR 15, 15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas</p><p>considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a</p><p>percepção cumulativa.</p><p>CLT, Art. 193 - 193. São consideradas atividades ou operações perigosas [...].</p><p>§ 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja</p><p>devido; [...]</p><p>Competências em relação</p><p>aos adicionais de</p><p>insalubridade e</p><p>periculosidade</p><p>CLT</p><p>Competência para caracterizar</p><p>Médico ou Eng. do Trabalho</p><p>Competência para classificar</p><p>Médico ou Eng. do Trabalho</p><p>NR 15</p><p>Competência para caracterizar</p><p>Médico ou Eng. do Trabalho</p><p>Competência para classificar</p><p>Autoridade Regional Competente em matéria de Saúde e</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>48</p><p>Eliminação ou neutralização da insalubridade</p><p>O adicional de insalubridade é um adicional-condição (salário-condição).</p><p>CLT, Art. 194 - O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade</p><p>cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física, nos termos desta</p><p>Seção10 e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho.</p><p>NR 15, 15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do</p><p>pagamento do adicional respectivo.</p><p>CLT, Art. 191, parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada</p><p>a insalubridade, notificar as empresas, estipulando prazos para sua eliminação ou</p><p>neutralização, na forma deste artigo.</p><p>A NR 15 ainda traz a necessidade de que a comprovação da eliminação ou neutralização da insalubridade</p><p>seja efetivada por avaliação pericial do órgão competente.</p><p>NR 15, 15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através</p><p>de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde</p><p>do trabalhador.</p><p>São formas de eliminação ou neutralização da insalubridade:</p><p>CLT, Art. 191 - A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá:</p><p>I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de</p><p>tolerância;</p><p>II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam</p><p>a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância.</p><p>NR 15, 15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:</p><p>a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro</p><p>dos limites de tolerância;</p><p>10 Seção XIII – DAS ATIVIDADES INSALUBRES OU PERIGOSAS</p><p>Acumulação de</p><p>adicionais</p><p>2 ou mais de</p><p>insalubridade</p><p>Vedada a acumulação</p><p>deverá ser considerado apenas o de grau mais elevado</p><p>periculosidade +</p><p>insalubridade</p><p>vedada a acumulação</p><p>o trabalhador escolhe o mais vantajoso</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>49</p><p>b) com a utilização de equipamentos de proteção individual.</p><p>Algumas jurisprudências importantes:</p><p>TST, Súmula n.º 80. A eliminação da insalubridade mediante fornecimento de aparelhos</p><p>protetores aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo exclui a percepção do</p><p>respectivo adicional.</p><p>TST, Súmula n.º 289. O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador</p><p>não o exime do pagamento do adicional de insalubridade. Cabe-lhe tomar as medidas que</p><p>conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade, entre as quais as relativas ao uso</p><p>efetivo do equipamento pelo empregado.</p><p>TST, Súmula n.º 47. O trabalho executado em condições insalubres, em caráter</p><p>intermitente, não afasta, só por essa circunstância, o direito à percepção do respectivo</p><p>adicional.</p><p>NR 15: Atividades e operações insalubres – Agentes físicos</p><p>Ruído contínuo ou intermitente</p><p>Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1</p><p>(um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo.</p><p>(a) (b)</p><p>Figura: (a) ruído de impacto e (b) ruído contínuo ou intermitente</p><p>A Norma determina que se entende por ruído contínuo ou intermitente, para os fins de aplicação dos limites</p><p>de tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto.</p><p>Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível</p><p>de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>50</p><p>Na ocasião das medições, as leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador, ou seja, na zona</p><p>auditiva11.</p><p>O quadro a seguir estabelece os limites de tolerância para exposição a ruído contínuo ou intermitente em</p><p>função do nível de ruído e o tempo máximo de exposição diária a esses níveis, adotando-se um incremento</p><p>de duplicação de dose q = 5.</p><p>11 Zona auditiva: região do espaço delimitada por um raio de 150 𝑚𝑚 ± 50 𝑚𝑚 medido a partir da entrada</p><p>do canal auditivo.</p><p>Ruído</p><p>Definições</p><p>De impacto</p><p>aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a</p><p>1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo</p><p>Contínuo ou intermitente</p><p>o ruído que não seja ruído de impacto</p><p>Na avaliação dos</p><p>níveis de ruído</p><p>contínuo ou</p><p>intermitente:</p><p>os níveis de pressão sonora devem ser medidos em decibéis (dB)</p><p>o instrumento deve operar no circuito de compensação "A"</p><p>o instrumento deve operar no circuito de resposta lenta (SLOW)</p><p>as leiuras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>51</p><p>O nível de 85 dB(A) é tecnicamente chamado de critério de referência (CR) e representa o nível médio para</p><p>o qual a exposição, por um período de 8 horas, corresponderá a uma dose de 100%.</p><p>A dose é um parâmetro utilizado para a caracterização da exposição ocupacional ao ruído, expresso em</p><p>porcentagem de energia sonora, tendo por referência o valor máximo da energia sonora diária admitida.</p><p>Por sua vez, o incremento de duplicação de dose (q), que é o incremento em decibéis que, quando</p><p>adicionado a um determinado nível, implica a duplicação da dose de exposição ou a redução para a metade</p><p>do tempo máximo permitido.</p><p>Para fins de caracterização da insalubridade, o incremento de duplicação de dose é de q = 5 dB(A).</p><p>Algumas informações importantes:</p><p>• para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição</p><p>diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado;</p><p>• se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de</p><p>diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das</p><p>frações que seguem exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância.</p><p>𝐶1</p><p>𝑇1</p><p>+</p><p>𝐶2</p><p>𝑇2</p><p>+</p><p>𝐶3</p><p>𝑇3</p><p>+ ⋯ +</p><p>𝐶𝑛</p><p>𝑇𝑛</p><p>Na equação acima, que representa a dose diária, 𝐶𝑛 indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a</p><p>um nível de ruído específico, e 𝑇𝑛 indica a máxima exposição diária permissível a este nível.</p><p>O valor de 85 dB(A) é considerado o nível limiar de integração, valor abaixo do qual não se considera para</p><p>o cálculo da dose, uma vez que não é considerado um nível de pressão sonora prejudicial ao ouvido humano.</p><p>Para fins de cálculo de dose em questões objetivas de concursos públicos, A MAIOR</p><p>PARTE das bancas utiliza o que está na NR 15, ou seja, NLI = 85 dB(A), pelo que você não</p><p>deve considerar valores abaixo desse nível de pressão sonora no cálculo. Geralmente,</p><p>as bancas não fornecem os valores de tempos limites de exposição para níveis abaixo</p><p>de 85 dB(A), indicando que eles não entram na soma!</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>52</p><p>Algumas divergências entre o Anexo 1 da NR 15 e a Norma de Higiene Ocupacional n.° 01 (NHO 01) da</p><p>Fundacentro.</p><p>Parâmetros de configuração do equipamento de medição do ruído contínuo ou intermitente (dosímetro de</p><p>ruído):</p><p>Parâmetro de configuração NR 15 NHO 01</p><p>Circuito de ponderação "A" "A"</p><p>Circuito de resposta lenta (slow) lenta (slow)</p><p>Critério de referência 85 dB(A) 85 dB(A)</p><p>Nível limiar de integração(1) 85 dB(A) 80 dB(A)</p><p>Faixa de medição mínima 80 a 115 dB(A) 80 a 115 dB(A)</p><p>Incremento de duplicação de dose 5 3</p><p>Indicação de ocorrência de níveis superiores a 115 dB(A) 115 dB(A)</p><p>(1) As bancas também utilizam NLI = 80 dB(A), mesmo se referindo a NR 15</p><p>Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que</p><p>não estejam adequadamente protegidos. Inclusive, as atividades ou operações que</p><p>exponham os trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores a</p><p>115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco grave e iminente.</p><p>O Nível de Ação para o ruído contínuo ou intermitente é alcançado quando a dose ultrapassar o valor de 0,5,</p><p>ou seja, dose maior do que 50%.</p><p>Divengências entre</p><p>a NR 15 e a NHO 01</p><p>Incremento de</p><p>duplicação de</p><p>dose:</p><p>NR 15/q = 5 dB(A)</p><p>DEVE ser utilizado para caracterização da insalubridade.</p><p>NHO 01/q = 3 dB(A)</p><p>NÃO DEVE ser utilizado para caracterização da insalubridade.</p><p>Nivel Limiar de</p><p>Integração:</p><p>NR 15/NLI = 85 dB(A)</p><p>É utilizado para caracterização da insalubridade.</p><p>NHO 01/NLI = 80 dB(A)</p><p>NÃO É utilizado para caracterização da insalubridade.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>53</p><p>Critério de referência (CR): representa o nível médio para o qual a exposição, por um período de</p><p>8 horas, corresponderá a uma dose de 100%. No caso da NR 15, o CR é de 85 dB(A)</p><p>Dose: é um parâmetro utilizado para a caracterização da exposição ocupacional ao ruído,</p><p>expresso em porcentagem de energia sonora, tendo por referência o valor máximo da energia</p><p>sonora diária admitida.</p><p>•Na equação acima, que representa a dose diária, 𝐶𝑛 indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a</p><p>um nível de ruído específico, e 𝑇𝑛 indica a máxima exposição diária permissível a este nível.</p><p>Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de</p><p>diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a</p><p>soma das frações que seguem exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de</p><p>tolerância.</p><p>𝑪𝟏</p><p>𝑻𝟏</p><p>+</p><p>𝑪𝟐</p><p>𝑻𝟐</p><p>+</p><p>𝑪𝟑</p><p>𝑻𝟑</p><p>+ ⋯ +</p><p>𝑪𝒏</p><p>𝑻𝒏</p><p>Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não</p><p>estejam adequadamente protegidos. Inclusive, as atividades ou operações que exponham os</p><p>trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção</p><p>adequada, oferecerão risco grave e iminente</p><p>O nível de ação para o ruído contínuo ou intermitente é alcançado quando a dose ultrapassar o</p><p>valor de 0,5, ou seja, dose maior do que 50%, ou aida quando a exposição se der a um nível de</p><p>pressão sonora superio a 80 dB(A) durante 8 horas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>54</p><p>Ruído de Impacto</p><p>Calor</p><p>A avaliação quantitativa do calor deverá ser realizada com base na metodologia e procedimentos descritos</p><p>na Norma de Higiene Ocupacional NHO 06 (2ª edição - 2017) da FUNDACENTRO, nos seguintes aspectos:</p><p>a) determinação de sobrecarga térmica por meio do índice IBUTG - Índice de Bulbo Úmido Termômetro</p><p>de Globo;</p><p>b) equipamentos de medição e formas de montagem, posicionamento e procedimentos de uso dos</p><p>mesmos nos locais avaliados;</p><p>c) procedimentos quanto à conduta do avaliador; e</p><p>d) medições e cálculos.</p><p>Ruído</p><p>Contínuo ou</p><p>intermitente:</p><p>Critérios de</p><p>avaliação:</p><p>níveis de ruído em decibéis (dB)</p><p>instrumento operando no circuito de compensação "A"</p><p>intrumento operendo no circuito de resposta lenta</p><p>(SLOW)</p><p>Limite de</p><p>tolerância:</p><p>dose igual ou inferior a 1 (100%); ou</p><p>tempos de exposição que não excedam os limites fixados</p><p>no quadro do Anexo 1</p><p>Situação de</p><p>grave e iminente</p><p>risco:</p><p>vedada a exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A)</p><p>para indivíduos que não estejam adequadamente</p><p>protegidos</p><p>a exposição de indivíduos, sem a proteção adequada, a</p><p>níveis superiores a 115 dB(A) oferecerão risco grave e</p><p>iminente</p><p>De impacto:</p><p>Critérios de</p><p>avaliação:</p><p>níveis de ruído em decibéis (dB)</p><p>instrumento operando no circuito linear e circuito de</p><p>respota para impacto, ou</p><p>caso não disponha de circuito de resposta para impacto</p><p>o instrumento deverá operar no circuito de resposta</p><p>rápida (FAST) e circuito de compensação "C"</p><p>Limites de</p><p>tolerância:</p><p>no caso de o instrumento operar no circuito de resposta</p><p>para impacto, 130 dB(linear)</p><p>no caso de o instrumento operar com circuito de</p><p>resposta rápida (FAST) e circuito de compensação "C",</p><p>120 dB(C)</p><p>Situação de risco</p><p>grave e iminente</p><p>risco:</p><p>nível de ruído superior a 140 dB(liner), medido no</p><p>circuito de resposta para impacto; ou</p><p>nível de ruído superio a 130 dB(C), medido</p><p>no circuito de</p><p>resposta rápida (FAST)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>55</p><p>IMPORTANTE! NR 15 NÃO mais prevê a concessão de adicional de insalubridade por exposição ao calor</p><p>oriundo exclusivamente fonte natural (sol).</p><p>O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo – IBUTG é o índice quantitativo utilizado para avaliação da</p><p>exposição ocupacional ao calor que leva em consideração a temperatura, a velocidade e umidade do ar, e</p><p>o calor radiante.</p><p>O IBUTG é calculado por meio das seguintes equações:</p><p>c) para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem</p><p>carga solar direta esse índice é dado por:</p><p>𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟑 𝒕𝒈 (Eq. 1)</p><p>d) para ambientes externos com carga solar direta12</p><p>𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟐 𝒕𝒈 + 𝟎, 𝟏 𝒕𝒃𝒔 (Eq. 2)</p><p>Nessas Equações:</p><p>𝑡𝑏𝑛 = temperatura de bulbo úmido natural em ℃;</p><p>𝑡𝑔 = temperatura de globo em ℃.</p><p>𝑡𝑏𝑠 = temperatura de bulbo seco (temperatura do ar) em ℃.</p><p>Algumas observações importantes a serem consideradas na avaliação:</p><p>• Altura de montagem do equipamento de medição deve coincidir com a altura da região mais atingida</p><p>do corpo do trabalhador ou, quando esta não puder ser definida, o conjunto deve ser montado à</p><p>altura do tórax do trabalhador exposto.</p><p>• A taxa metabólica deve ser estimada com base na comparação da atividade realizada pelo</p><p>trabalhador com as opções apresentadas no Quadro 2 do Anexo n.º 3.</p><p>• Caso a atividade específica não esteja apresentada no Quadro 2, o valor da taxa metabólica deverá</p><p>ser obtido por associação com atividade similar do referido Quadro.</p><p>• São caracterizadas como insalubres as atividades ou operações realizadas em ambientes fechados ou</p><p>ambientes com fonte artificial de calor sempre que o IBUTG (médio)13 medido ultrapassar os limites</p><p>de exposição ocupacional 14 estabelecidos com base no Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo</p><p>12 Considera-se carga solar direta quando não há nenhuma interposição entre a radiação solar e o</p><p>trabalhador exposto, por exemplo, a presença de barreiras como: nuvens, anteparos, telhas de vidro</p><p>etc.</p><p>13 Veremos a seguir que o IBUTG (médio) é utilizado para atividades que expõem o trabalhador a mais</p><p>de uma situação térmica durante a jornada laboral.</p><p>14 De acordo com o Anexo n.º 3 da NR 15, os limites de exposição ocupacional do calor, 𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅</p><p>𝑀Á𝑋, estão</p><p>apresentados no Quadro 1 deste anexo para diferentes valores de taxa metabólica média (�̅�).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>56</p><p>apresentados no Quadro 1 (𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅</p><p>𝑀Á𝑋) e determinados a partir da taxa metabólica das atividades,</p><p>apresentadas no Quadro 2 [...]".</p><p>• O índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo Médio - 𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅ e a taxa Metabólica Média - �̅�, a</p><p>serem considerados na avaliação da exposição ao calor, devem ser aqueles que, obtidos no período</p><p>de 60 (sessenta) minutos corridos, resultam na condição mais crítica de exposição.</p><p>• A condição em que o trabalhador fica exposto a uma situação térmica mais amena durante os 60</p><p>minutos mais críticos da jornada é considerado como descanso para recuperação térmica.</p><p>• Os tempos de "descanso" devem ser computados como jornada normal de trabalho para todos os</p><p>efeitos legais.</p><p>• A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição, devendo ser desconsideradas as</p><p>situações de exposições eventuais ou não rotineiras nas quais os trabalhadores não estejam expostos</p><p>diariamente.</p><p>Exposição ocupacional ao Calor, um resumo</p><p>Campo de</p><p>aplicação</p><p>Aplica-se as atividades ocupacionais com fonte artificial de calor, seja em ambientes</p><p>abertos ou fechados.</p><p>Campo de</p><p>exclusão</p><p>Não se aplica a atividades ocupacionais realizadas a céu aberto sem fonte artificial de</p><p>calor.</p><p>OBS.: caso a fonte artificial esteja localizada a céu aberto, a carga solar deve ser levada</p><p>em consideração no cálculo do IBUTG.</p><p>Equações</p><p>O IBUTG é calculado por meio das equações:</p><p>a) para ambientes internos ou para ambientes externos sem carga solar direta:</p><p>𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟑 𝒕𝒈</p><p>b) para ambientes externos com carga solar direta:</p><p>𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟐 𝒕𝒈 + 𝟎, 𝟏 𝒕𝒃𝒔</p><p>Metodologia de</p><p>avaliação</p><p>A avaliação quantitativa do calor deve ser realizada com base na metodologia</p><p>estabelecida pela NHO 06, nos seguintes aspectos:</p><p>a) determinação da sobrecarga térmica por meio do IBUTG;</p><p>b) equipamentos de medição e formas de montagem, posicionamento e</p><p>procedimentos de uso dos mesmos nos locais avaliados;</p><p>c) procedimentos quanto à conduta do avaliador; e</p><p>d) medições e cálculos.</p><p>Condição mais</p><p>crítica de</p><p>exposição</p><p>O IBUTG médio (𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅̅ ̅) e a Taxa Metabólica Média (�̅�), a serem considerados na</p><p>avaliação da exposição ao calor, devem ser aqueles que, obtidos no período de 60</p><p>min. corridos, resultarem na condição mais crítica de exposição.</p><p>Representativida</p><p>de da exposição</p><p>A avaliação quantitativa dever ser representativa da exposição, devendo ser</p><p>desconsideradas as situações de exposições eventuais ou não rotineiras nas quais os</p><p>trabalhadores não estejam expostos diariamente.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>57</p><p>Radiações Ionizantes</p><p>NR 15, ANEXO N.º 5, RADIAÇÕES INOZANTES</p><p>Nas atividades ou operações onde trabalhadores possam ser expostos a radiações</p><p>ionizantes, os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos para a</p><p>proteção do homem e seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela</p><p>radiação ionizante, são os constantes da Norma CNEN-NN-3.01: "Diretrizes Básicas de</p><p>Proteção Radiológica", de março de 2014, aprovada pela Resolução CNEN n.º 164/2014, ou</p><p>daquela que venha a substitui-la.</p><p>TST, OJ n.º 345. A exposição do empregado à radiação ionizante ou à substância</p><p>radioativa enseja a percepção do adicional de periculosidade, pois a regulamentação</p><p>ministerial (Portarias do Ministério do Trabalho n.º 3.393, de 17.12.1987, e 518, de</p><p>07.04.2003), ao reputar perigosa a atividade, reveste-se de plena eficácia, porquanto</p><p>expedida por força de delegação legislativa contida no art. 200, "caput", e inciso VI, da CLT.</p><p>No período de 12.12.2002 a 06.04.2003, enquanto vigeu a Portaria nº 496 do Ministério do</p><p>Trabalho, o empregado faz jus ao adicional de insalubridade.</p><p>Assim, atualmente temos a seguinte controvérsia jurídica:</p><p>Condições hiperbáricas</p><p>Por condições hiperbáricas entenda aquelas em que o trabalhador está exposto a pressões acima da</p><p>atmosférica, seja qual for o meio pela qual a sobrepressão é exercida: através de ar (ar comprimido) ou</p><p>líquido (água).</p><p>Trabalhos sob ar comprimido</p><p>Por definição, os trabalhos sob ar comprimido são os efetuados em ambientes onde o trabalhador é</p><p>obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica e onde se exige cuidadosa descompressão.</p><p>Radiação</p><p>ionizante</p><p>NR 15, Anexo n.° 5</p><p>Agente ensejador de adicional de insalubridade em grau máximo</p><p>Adicional de 40% sobre o salário-mínimo regional (ou nacional)</p><p>Decisão Judicial</p><p>(OJ n.º 345 do TST)</p><p>e NR 16</p><p>Agente ensejador de adicional de periculosidade</p><p>Adicional de 30% sobre o salário base do empregado</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>58</p><p>Solução técnica</p><p>Forma de acesso a câmara de</p><p>trabalho (pré-câmara)</p><p>Câmara e pressão de</p><p>trabalho</p><p>Túnel pressurizado: corresponde a uma</p><p>escavação, abaixo da superfície do solo, cujo</p><p>eixo faz um ângulo não superior a 45° (quarenta</p><p>e cinco graus) com a horizontal, fechado nas</p><p>duas extremidades, em cujo interior haja</p><p>pressão superior a uma atmosfera.</p><p>Eclusa de pessoal: câmara</p><p>através da qual o trabalhador</p><p>passa do ar livre para a câmara</p><p>de trabalho do túnel e vice-</p><p>versa.</p><p>Câmara de trabalho:</p><p>espaço ou</p><p>compartimento sob ar</p><p>comprimido no</p><p>interior do qual o</p><p>trabalho é realizado,</p><p>Pressão de trabalho:</p><p>maior pressão de ar à</p><p>qual é submetido o</p><p>trabalhador durante o</p><p>período de trabalho,</p><p>Tubulão: estrutura vertical que se estende</p><p>abaixo da superfície da água ou do solo, através</p><p>da qual os trabalhadores devem descer,</p><p>entrando pela campânula, para uma pressão</p><p>maior que a atmosférica.</p><p>Campânula: câmara através da</p><p>qual o trabalhador passa do ar</p><p>livre para a câmara de trabalho</p><p>e vice-versa.</p><p>Agora, vamos recordar alguns requisitos de segurança a serem observados nos trabalhos sob ar comprimido:</p><p>Vedações</p><p>• O trabalhador não pode sofrer mais de uma compressão num período de 24 (vinte e quatro) horas.</p><p>• Nenhuma pessoa poderá ser exposta à pressão superior a 3,4 kgf/cm² durante o transcorrer dos</p><p>trabalhos sob ar comprimido, exceto em caso de emergência ou durante tratamento em câmara de</p><p>recompressão, sob supervisão direta do médico responsável.</p><p>Requisitos para contratação e trabalho</p><p>a) ter mais de 18 (dezoito) e menos de 45 (quarenta e cinco) anos de idade;</p><p>b) ser submetido a exame médico obrigatório, pré-admissional e periódico, exigido pelas características</p><p>peculiares próprias do trabalhador;</p><p>a) ser portador de placa de identificação, fornecida no ato da admissão, após a realização do exame</p><p>médico.</p><p>No túnel</p><p>pressurizado</p><p>O trabalhador acessa à câmara de</p><p>trabalho através da eclusa de</p><p>pessoal</p><p>No tubulão</p><p>O trabalhador acessa à câmara de</p><p>trabalho através da campânula</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>59</p><p>Supervisão e conduta médica</p><p>a) O atestado de aptidão terá validade de 6 (seis) meses.</p><p>b) Em caso de ausência ao trabalho por mais de 10 (dez) dias ou afastamento por doença, o</p><p>empregado, ao retornar, deverá ser submetido a novo exame médico.</p><p>c) Após a descompressão, os trabalhadores são obrigados a permanecer, no mínimo, por 2 (duas)</p><p>horas, no canteiro de obra, cumprindo um período de observação médica, sendo o local adequado</p><p>para o cumprimento dessa observação designado pelo médico responsável.</p><p>Vamos recordar as etapas de compressão e descompressão:</p><p>Ventilação, temperatura e qualidade do ar</p><p>a) durante a permanência dos trabalhadores na câmara de trabalho ou na campânula ou eclusa, a</p><p>ventilação será contínua, à razão de, no mínimo, 30 (trinta) pés cúbicos/min./homem;</p><p>b) a temperatura, no interior da campânula ou eclusa, da câmara de trabalho, não excederá 27 °C</p><p>(temperatura de globo úmido), o que poderá ser conseguido resfriando-se o ar através de</p><p>dispositivos apropriados (resfriadores), antes da entrada na câmara de trabalho, campânula ou</p><p>eclusa, ou através de outras medidas de controle;</p><p>No primeiro minuto de</p><p>COMPRESSÃO deve-se adotar</p><p>uma taxa máxima de 0,3</p><p>kgf/cm²/min.</p><p>Após a pressão alcançar 0,3</p><p>kgf/cm² deve-se proceder um</p><p>período de observação das</p><p>condições dos trabalhadores.</p><p>Decorrido o peíodo de</p><p>observação, pode-se adotar</p><p>uma taxa de compressão</p><p>máxima de 0,7 kgf/cm²/min até</p><p>que a pressão de trabalho seja</p><p>alcançada.</p><p>A máxima pressão de trabalho</p><p>permitida é de 3,4 kgf/cm², caso</p><p>em que o tempo máximo de</p><p>trabalho permitido será de 4</p><p>horas.</p><p>Até o primeiro estágio de</p><p>DESCOMPRESSÃO deve-se</p><p>adotar uma taxa máxima de 0,4</p><p>kgf/cm²/min.</p><p>Os estágios de descompressão</p><p>devem seguir os tempo</p><p>mínimos de espera para cada</p><p>nível de pressão, conforme as</p><p>Tabelas do Quadro III o Anexo</p><p>n.º 6 da NR 15.</p><p>Para cada 5 minutos de parada</p><p>(estágio de descompressão) a</p><p>campânula ou eclusa deve ser</p><p>ventilada à razão de 1 minuto.</p><p>Após deixar a campânula ou</p><p>eclusa, o trabalhador deve</p><p>permaner, no mínimo, por 2</p><p>horas no canteiro de obras sob</p><p>observação médica.</p><p>Os trabalhadores somente</p><p>poderão ser submetidos a uma</p><p>nova compressão após 24</p><p>horas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>60</p><p>c) a qualidade do ar deverá ser mantida dentro dos padrões de pureza estabelecidos no Quadro que</p><p>segue, através da utilização de filtros apropriados, colocados entre a fonte de ar e a câmara de</p><p>trabalho, campânula ou eclusa.</p><p>CONTAMINANTE LIMITE DE TOLERÂNCIA</p><p>Monóxido de carbono 20 ppm</p><p>Dióxido de carbono 2.500 ppm</p><p>Óleo ou material particulado</p><p>5 mg/m³ (PT(1) > 2 kgf/cm²)</p><p>3 mg/m³ (PT < 2 kgf/cm²)</p><p>Metano 10% do limite inferior de explosividade</p><p>Oxigênio mais de 20%</p><p>Radiações não ionizantes</p><p>• As radiações não ionizantes são aquelas que não possuem energia suficiente para promover a</p><p>ionização de um átomo ou molécula, apenas provocam um aumento de energia interna, ou seja,</p><p>contribuem, principalmente, para o aumento da temperatura das células.</p><p>• São radiações não-ionizantes as micro-ondas, ultravioletas e laser.</p><p>• Para efeitos de ensejamento do adicional de insalubridade, somente devem ser consideradas as</p><p>ondas provenientes de campos eletromagnéticos nos espectros das micro-ondas e da radiação óptica</p><p>(ultravioleta e lasers).</p><p>• Às radiações da luz negra (ultravioleta na faixa de 400 a 320 nanômetros, chamada de UV-A) não são</p><p>consideradas insalubres.</p><p>TST, OJ n.º 173 [...]</p><p>I - Ausente previsão legal, indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador a céu</p><p>aberto, por sujeição à radiação solar (art. 195 da CLT e Anexo 7 da Portaria n.º 3214/78 do</p><p>MTE).</p><p>II - Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto</p><p>ao calor acima dos limites de tolerância, inclusive em ambiente externo com carga solar,</p><p>nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria n.º 3214/78 do MTE.</p><p>As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não-ionizantes, sem a proteção</p><p>adequada, serão consideradas insalubres, em decorrência de laudo de inspeção realizado no local de</p><p>trabalho (avaliação qualitativa).</p><p>No mapa mental a seguir, as radiações assinadas com tachado não são consideradas para fins de</p><p>caracterização da insalubridade.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>61</p><p>Vibrações</p><p>Os procedimentos técnicos para avaliação quantitativa das VCI e VMB são os estabelecidos nas Normas de</p><p>Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO.</p><p>A partir de agosto de 2014, a avaliação da exposição ocupacional à vibração deixou de</p><p>ser qualitativa (comprovada por laudo de inspeção no local de trabalho)</p><p>e passou a ser</p><p>quantitativa. Uma vez caracterizada quantitativamente, ela é classificada em grau</p><p>médio, garantindo um adicional de 20% sobre o salário-mínimo regional (ou nacional).</p><p>A Norma estabelece, para o caso das Vibrações de Mãos e Braços - VMB, que se caracteriza condição</p><p>insalubre caso seja superado o limite de exposição ocupacional diária a VMB correspondente a um valor de</p><p>aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s² (cinco metros por segundo ao quadrado).</p><p>Para o caso das Vibrações de Corpo Inteiro - VCI, a Norma determina que se caracteriza a condição insalubre</p><p>caso sejam superados quaisquer dos limites de exposição ocupacional diária a VCI:</p><p>a) valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s² (um vírgula um metro</p><p>por segundo ao quadrado);</p><p>b) valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75 (vinte e um metros por segundo elevado</p><p>a um vírgula setenta e cinco)</p><p>Radiações não</p><p>ionizantes</p><p>Campos elétricos</p><p>Campos estáticos</p><p>Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências</p><p>Campos</p><p>magnéticos</p><p>Campos estáticos</p><p>Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências</p><p>Campos</p><p>eletromagnéticos,</p><p>no espectro das:</p><p>Frequênias extremamente baixas (ELF) e sub-frequências</p><p>Radiofrequências</p><p>Micro-ondas</p><p>(1 m - 1 mm)</p><p>Radiação óptica</p><p>(1 mm - 100 nm)</p><p>Infravermelho</p><p>(1 mm - 760 nm)</p><p>luz visível</p><p>(760 - 400 nm)</p><p>Ultravioleta</p><p>(400 - 100 nm)</p><p>UV-A (luz negra)</p><p>(400 - 320 nm)</p><p>UV-B</p><p>(320 - 280 nm)</p><p>UV-C</p><p>(280 - 100 nm)</p><p>Lasers</p><p>(1 mm - 140 nm)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>62</p><p>A Norma deixa claro a necessidade de observância da representatividade da exposição, ao estabelecer que</p><p>a avaliação deve ser representativa da exposição, abrangendo aspectos organizacionais e ambientais que</p><p>envolvam o trabalhador no exercício de suas funções.</p><p>Frio</p><p>NR 15, ANEXE N.º 9, FRIO As atividades ou operações executadas no interior de câmaras</p><p>frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os</p><p>trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em</p><p>decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.</p><p>Existem dois pontos importantes nesse item da NR 15, que merecem destaque:</p><p>Exposição ocupacional às</p><p>vibrações</p><p>VMB</p><p>Limite de Tolerância</p><p>𝑎𝑟𝑒𝑛 = 5 Τ𝑚 𝑠2</p><p>Nível de ação</p><p>𝑎𝑟𝑒𝑛 = 2,5 Τ𝑚 𝑠2</p><p>VCI</p><p>Limites de tolerância</p><p>𝑎𝑟𝑒𝑛 = 1,1 Τ𝑚 𝑠2</p><p>e</p><p>𝑉𝐷𝑉𝑅 = 21,0 Τ𝑚 𝑠1,75</p><p>Níveis de ação</p><p>𝑎𝑟𝑒𝑛 = 0,5 Τ𝑚 𝑠2</p><p>e</p><p>𝑉𝐷𝑉𝑅 = 9,1 Τ𝑚 𝑠1,75</p><p>A insalubridade somente é</p><p>devida por exposição ao FRIO</p><p>ARTIFICIAL, não sendo insalubre</p><p>a exposição ao frio natural</p><p>(trabalho a céu aberto em</p><p>regiões frias)</p><p>Atividades executadas no interior de câmaras frigoríficas ou em</p><p>locais que apresentam condições similares que exponham o</p><p>trabalhador ao frio.</p><p>Para a caracterização da</p><p>insalubridade, a exposição deve</p><p>ocorrer SEM a proteção</p><p>adequada</p><p>A proteção adequada por meio de EPIs, por exemplo,</p><p>descaracteriza a nocividade da exposição.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>63</p><p>Umidade</p><p>NR 15, ANEXO N.º 10, UMIDADE</p><p>As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade</p><p>excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas</p><p>insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.</p><p>NR 15: Atividades e operações insalubres – Agentes químicos</p><p>Agentes químicos</p><p>Agentes químicos são substâncias presentes no ambiente laboral que podem representar riscos à saúde dos</p><p>trabalhadores devido às suas propriedades químicas. Isso inclui gases, vapores, poeiras, fumos e outros</p><p>compostos.</p><p>Os Limites de Tolerância dos Agentes Químicos são estabelecidos através do Quando n.° 1 do Anexo 11 da</p><p>NR. Regras de interpretação do referido Quadro:</p><p>a) os valores fixados como Limites de Tolerância – LT são válidos para absorção apenas por via</p><p>respiratória e são estabelecidos tanto em:</p><p>• ppm: partes de vapor ou gás por milhão de partes de ar contaminado, ou simplesmente</p><p>partes por milhão; e</p><p>• mg/m³: miligramas por metro cúbico de ar;</p><p>b) na coluna "Valor teto" estão assinalados (com +) os agentes químicos cujos limites de tolerância não</p><p>podem ser ultrapassados em momento algum da jornada de trabalho. Isso implica que, para esses</p><p>Critérios para</p><p>caracterização de</p><p>ambientes com</p><p>umidade excessiva</p><p>Local deve estar</p><p>alagado ou</p><p>encharcado</p><p>Cheio de água</p><p>inundado</p><p>Umidade excessiva</p><p>Umidade relativa do ar acima dos padrões comuns para a</p><p>localidade</p><p>Ser capaz de produzir</p><p>danos à saúde dos</p><p>trabalhadores</p><p>Exposição permanente ou intermitente e não ocasional</p><p>Exposição sem as medidas de proteção individual adequadas</p><p>Água sem controle sanitário (no caso de piscinas)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>64</p><p>agentes, considerar-se-á excedido o LT quando qualquer uma das concentrações obtidas nas</p><p>amostragens instantâneas ultrapassar os valores estabelecidos no Quadro;</p><p>c) na coluna "Absorção também pela pele" estão assinalados (também com +) os agentes químicos que</p><p>podem ser absorvidos, por via cutânea e, portanto, exigindo na sua manipulação o uso de luvas</p><p>adequadas, além dos EPIs necessários à proteção de outras partes do corpo;</p><p>d) todos os valores assinalados como "Asfixiantes simples" determinam que nos ambientes de trabalho,</p><p>em presença dessas substâncias, a concentração mínima de oxigênio deverá ser 18 (dezoito) por</p><p>cento em volume. As situações nas quais a concentração de oxigênio estiver abaixo deste valor serão</p><p>consideradas de risco grave e iminente;</p><p>e) os LT estabelecidos no Quadro são válidos para jornadas de trabalho de até 48 (quarenta e oito)</p><p>horas por semana;</p><p>f) para jornadas de trabalho que excederem as 48 horas (quarenta e oito horas) semanais dever-se-á</p><p>cumprir o disposto no art. 60 da CLT (licença prévia, exceto para jornadas 12 x 36 h).</p><p>A respeito do procedimento de amostragem instantânea (técnica de medição):</p><p>Limites de</p><p>Tolerância para</p><p>agentes químicos</p><p>REGRA GERAL</p><p>Os valores dos LT são estabelecidos em ppm ou mg/m³.</p><p>Os LT são válidos apenas para absorção pelas vias respiratórias.</p><p>Os LT são válidos para jornadas de trabalho de até 48 horas semanais.</p><p>EXCEÇÕES</p><p>Os LT dos agentes assinalados na coluna VALOR TETO não podem ser</p><p>ultrapassados em momento algum da jornada de trabalho, de modo que será</p><p>considerado excedido tais limites quando qualquer uma das concentrações</p><p>obtidas por amostragem instantânea for superior a tais valores .</p><p>Os LT dos agentes assinalados na coluna "ABSORÇÃO TAMBÉM PELA PELE"</p><p>podem ser absorvidos pela via cutânea e, portanto, exigem, na sua</p><p>manipulação, o uso de luvas adequadas, além dos EPIs necessários à</p><p>proteção de outras partes do corpo.</p><p>No caso dos agentes classificados como "ASFIXIANTES SIMPLES", a avaliação</p><p>é indireta, ou seja deve-se avaliar a concentração de oxigênio no ambiente</p><p>que não pode ser inferior a 18% em volume. Caso o seja, restará</p><p>caracterizada situação de risco grave e iminente.</p><p>A presença de "ASFIXIANTES SIMPLES" no ambiente de trabalho NÃO o torna</p><p>insalubre em graus máximo, médio ou mínimo .</p><p>Para que os</p><p>trabalhadores expostos aos agentes elencados no Quadro</p><p>possam trabalhar mais do que 48 horas semanais o empregador deverá</p><p>receber lincença prévia das autoridades competentes, exceto no caso das</p><p>jornadas 12 X 36 h (Art. 60 da CLT).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>65</p><p>São condições objetivas que caracterizam situação de risco grave e iminente:</p><p>a) para os asfixiantes simples: quando a concentração de oxigênio no ambiente onde eles estão</p><p>presentes ficar abaixo de 18% em volume;</p><p>b) para os demais agentes químicos: quando qualquer das amostras obtidas ultrapassar o "valor</p><p>máximo - VM", obtido pela equação que segue:</p><p>VM = LT x FD</p><p>Em que:</p><p>LT = limite de tolerância para o agente químico, segundo o Quadro n.º 1;</p><p>FD = fator de desvio, segundo definido pelo Quadro n.º 2.</p><p>Figura: Quadro n.º 2 do Anexo n.º 11 da NR 15</p><p>O Fator de Desvio – FD é um multiplicador sempre maior que 1 e visa aumentar o valor</p><p>do Limite de Tolerância – LT para estabelecer um novo limite, no caso, o Valor Máximo</p><p>– VM. Esse novo valor, por sua vez, servirá como um novo limiar para caracterização de</p><p>situação de risco grave e iminente. Logo, não existe FD < 1, o FD varia entre 1,1 e 3</p><p>(quanto menor o LT, maior o FD)</p><p>Em resumo, são situações de risco grave e iminente previstas no Anexo 11 da NR 15:</p><p>Método de amostragem</p><p>instantânea, de leitura</p><p>direta ou não:</p><p>Devem ser feitas, no mínimo, 10 amostras para cada ponto de trabalho.</p><p>A coleta das amostras deve ser realizada ao nível respiratório do trabalhador.</p><p>Entre as amostragens (medições) deve haver um intervalo mínimo de 20 minutos.</p><p>A concentração efetiva, para efeitos de comparação com LT, será a média aritmética</p><p>das medições, EXCETO para os contaminantes assinalados na coluna "Valor teto".</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>66</p><p>Poeiras minerais</p><p>São consideradas poeiras minerais, para fins de aplicação do Anexo n.º 12 da NR 15, o asbesto, o manganês</p><p>e a sílica livre cristalina. Sendo que, sempre será entendido que "quartzo" significa sílica livre cristalina.</p><p>Sílica livre cristalina (quartzo)</p><p>O Limite de Tolerância – LT para a fração respirável de sílica, que é o mais importante e mais cobrado pelas</p><p>bancas, é expresso em mg/m³, e é dado pela seguinte fórmula:</p><p>𝑳𝑻 =</p><p>𝟖</p><p>% 𝒒𝒖𝒂𝒓𝒕𝒛𝒐+𝟐</p><p>em mg/m³</p><p>O percentual (%) de quartzo (sílica) que aparece nas equações pode ser obtido pela seguinte equação:</p><p>% 𝑞𝑢𝑎𝑟𝑡𝑧𝑜 =</p><p>𝑀𝑞</p><p>𝑀𝑎</p><p>∙ 100</p><p>Em que:</p><p>𝑀𝑞 = massa de quartzo coletada na amostra;</p><p>𝑀𝑎 = massa total da amostra (inclui a massa de quartzo, a massa de outros particulados e a massa do filtro)</p><p>Situações de risco</p><p>grave e iminente</p><p>Asfixiantes simples:</p><p>Quando a concentração de oxigênio no ambiente onde eles estão</p><p>presentes ficar abaixo de 18% em volume.</p><p>Nesse caso, não se aplica o valor máximo - VM.</p><p>Demais agentes</p><p>químicos:</p><p>Quando o valor obtido em quaisquer das</p><p>avaliações ultrapassar o valor máximo</p><p>calculado por VM = LT x FD, em que:</p><p>LT = limite de</p><p>tolerância do</p><p>agente</p><p>FD = fator de</p><p>desvio</p><p>VEDAÇÃO</p><p>Fica proibido o processo de trabalho de jateamento que utilize</p><p>areia seca ou úmida como abrasivo.</p><p>MEDIDA DE</p><p>CONTROLE</p><p>As máquinas e ferramentas utilizadas nos processos de corte e</p><p>acabamento de rochas ornamentais devem ser dotadas de</p><p>sistema de umidificação capaz de minimizar ou eliminar a</p><p>geração de poeira decorrente de seu funcionamento.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>67</p><p>Asbesto</p><p>Entende-se por "asbesto", também denominado amianto, a forma fibrosa dos silicatos minerais</p><p>pertencentes aos grupos de rochas metamórficas das serpentinas, isto é, a crisotila (asbesto branco), e dos</p><p>anfibólios, isto é, a actnolita, a amosita (asbesto marrom), a antofilita, a crocidolita (asbesto azul), a tremolita</p><p>ou qualquer mistura que contenha um ou vários destes minerais.</p><p>Asbesto ou amianto</p><p>Definição Grupos das(os) Tipos Pode utilizar?</p><p>Forma</p><p>fibrosa dos</p><p>silicatos</p><p>minerais:</p><p>Serpentinas crisotila (asbesto branco) SIM</p><p>Anfibólios</p><p>actinolita, amosita</p><p>(asbesto marrom),</p><p>crocidolita (asbesto</p><p>azul), tremolita, ou</p><p>qualquer mistura que</p><p>contenha um ou vários</p><p>desses minerais.</p><p>NÃO, salvo autorização da autoridade</p><p>competente, após consulta prévia às</p><p>organizações mais representativas de</p><p>empregadores e de trabalhadores</p><p>interessados, desde que a substituição não</p><p>seja exequível e sempre que sejam</p><p>garantidas as medidas de proteção à saúde</p><p>dos trabalhadores.</p><p>Algumas observações importantes:</p><p>• Entende-se por "exposição ao asbesto", a exposição no trabalho às fibras de asbesto respiráveis ou</p><p>poeira de asbesto em suspensão no ar originada pelo asbesto ou por minerais ou produtos que</p><p>contenham asbesto.</p><p>• Entende-se por "fibra respirável de asbesto" aquelas com diâmetro inferior a 3 μm (três</p><p>micrômetros), comprimento maior que 5 μm (cinco micrômetros) e relação entre comprimento e</p><p>diâmetro superior a 3:1.</p><p>• O LT para as fibras respiráveis de asbesto crisotila é de 2,0 f/cm³ (duas fibras por centímetro cúbico).</p><p>Se liga no mapa mental a seguir:</p><p>Asbesto</p><p>Do grupo das</p><p>serpentinas</p><p>Tipo: crisotila (asbesto branco)</p><p>Permitida utilização</p><p>Se apresenta na forma de fibras</p><p>respiráeis, com:</p><p>diâmetro inferior a 3 μm</p><p>comprimento maior que 5 μm</p><p>relação entre comprimento e</p><p>diâmetro superior a 3:1LT de 2,0 f/cm³</p><p>Do grupo dos</p><p>anfibólios</p><p>Todos os tipos:</p><p>actinolita</p><p>amosita (asbetso marrom)</p><p>crocidolita (asberto azul)</p><p>tremolita</p><p>qualquer mistura</p><p>Vedada utilização (regra geral)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>68</p><p>No tocante aos aspectos relacionados a avaliação ambiental, importante destacar que:</p><p>• O empregador deverá realizar a avaliação ambiental em intervalos não superiores a 6 (seis) meses.</p><p>• Os registros das avaliações devem ser mantidos por um período não inferior a 30 (trinta) anos.</p><p>Quanto às vestimentas de trabalho:</p><p>Avaliação</p><p>ambiental</p><p>A avaliação ambiental deve ser feita em</p><p>intervalos não superiores a 6 (seis)meses</p><p>Medidas para conferir transparência do</p><p>processo de avaliação:</p><p>O processo deve ser acompanhado pelos</p><p>representantes indicados pelos trabalhadores.</p><p>O empregador é obrigado a fixar o resultado</p><p>das avaliações em um quadro próprio de avisos</p><p>para conhecimento dos trabalhadores.</p><p>Os trabalhadores e/ou seus representantes</p><p>têm o direito de solicitar avaliação ambiental</p><p>complementar nos locais de trabalho e/ou</p><p>impugnar os resultados das avaliações junto à</p><p>autoridade competente.</p><p>Os registros das avaliações devem ser</p><p>mantidos por um período não inferior a 30</p><p>(trinta) anos.</p><p>No processo de avaliação, deve ser utilizado o</p><p>método do filtro de membrana, utilizando-se</p><p>aumentos de 400 a 500x, com iluminação de</p><p>contraste de fase.</p><p>Vestimentas de</p><p>trabalho</p><p>Devem ser fornecidas gratuitamente pelo</p><p>empregador.</p><p>Não podem ser utilizadas fora do ambiente de</p><p>trabalho, para isso:</p><p>O empregador</p><p>e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>5</p><p>Figura: Tetraedro do fogo</p><p>Pontos e Temperaturas importantes dos combustíveis líquidos</p><p>1. Temperatura de Fulgor: É a temperatura mínima na qual um combustível libera vapores suficientes para</p><p>formar uma mistura inflamável, mas sem sustentar a combustão.</p><p>2. Temperatura de Combustão: É a temperatura na qual um combustível, combinado com oxigênio, inicia e</p><p>mantém a combustão de forma sustentável.</p><p>3. Temperatura de Ignição: É a temperatura mínima necessária para iniciar a combustão de um combustível</p><p>sem contato com uma fonte de ignição externa.</p><p>Temperatura de fulgor</p><p>Mínima para que</p><p>combustíveis liberem</p><p>vapores inflamáveis</p><p>Vapores ainda não são</p><p>suficientes para manter a</p><p>queima</p><p>Temperatura de</p><p>combustão</p><p>Mínima para que o fogo</p><p>não se apague com a</p><p>retirada da chama</p><p>Vapores são suficientes</p><p>para manter o fogo e a</p><p>reação em cadeia</p><p>Temperatura de ignição</p><p>Não necessita da fonte</p><p>de calor externa para</p><p>ignição</p><p>Vapores são tantos que o</p><p>mero contato com o</p><p>comburente já produz</p><p>fogo</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>6</p><p>Misturas inflamáveis de combustíveis gasosos</p><p>A combustão requer uma proporção adequada de combustível e comburente, sendo o oxigênio do ar</p><p>atmosférico o comburente usual. A mistura ideal para a combustão está entre o Limite Inferior de</p><p>Inflamabilidade (LII) e o Limite Superior de Inflamabilidade (LSI). O LII é a concentração mínima de gás capaz</p><p>de iniciar a combustão, enquanto o LSI é a concentração máxima. Concentrações abaixo do LII resultam em</p><p>misturas pobres (mais oxigênio do que combustível) e acima do LSI em misturas ricas (mais combustível do</p><p>que oxigênio), ambas incapazes de iniciar a combustão, mesmo com uma fonte de ignição constante.</p><p>Formas de propagação do fogo</p><p>Existem três formas principais de transferência de calor: condução, convecção e radiação.</p><p>• Na condução, o calor é transmitido entre corpos por contato físico, dependendo da condutividade</p><p>térmica, superfície e espessura do material.</p><p>• A convecção envolve a transmissão de calor por uma corrente ascendente de fluido, como o ar,</p><p>criando correntes ascendentes de moléculas aquecidas.</p><p>• A radiação ocorre através de ondas caloríficas eletromagnéticas que se propagam pelo espaço, sendo</p><p>a intensidade relacionada à temperatura do corpo emissivo e variáveis como distância e cor.</p><p>(a) (b) (c)</p><p>Figura: (a) transmissão de calor por condução, (b) transmissão de calor por convecção e (c) transmissão de</p><p>calor por radiação.</p><p>Misturas</p><p>inflamávies</p><p>devem, no mínimo:</p><p>ser iguais ou estarem acima do Limite Inferior de Inflamabilidade - LII</p><p>ser iguais ou estarem abaixo do Limite Superior de Inflamabilidade -</p><p>LSI</p><p>Classificação:</p><p>Pobres: aquelas abaixo do LII, pois possuem excesso de oxigênio em</p><p>relação ao combustível. Estão abaixo do LII</p><p>Ricas: aquelas que possuem excesso de combustível em relação ao</p><p>oxigênio. Estão acima do LSI</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>7</p><p>Classificação da combustão</p><p>O processo de combustão pode ser classificado de três maneiras: em relação à composição (simples ou</p><p>composto), à compreensão como uma reação química (completa ou incompleta) e à velocidade de</p><p>propagação da chama ou taxa de liberação de calor (lenta ou rápida). Combustão simples envolve oxigênio</p><p>do ar como comburente e combustível simples, com velocidade inferior a 1 m/s, exemplificado pela queima</p><p>de papel e madeira. Combustão complexa inclui comburentes além do oxigênio atmosférico e combustíveis</p><p>complexos, como metais pirofóricos, sem percepção visual do deslocamento da reação.</p><p>Na classificação baseada na compreensão química, a combustão completa ocorre com suprimento de ar</p><p>suficiente, resultando em dióxido de carbono e água, liberando chamas vivas e pouca fumaça branca. A</p><p>combustão incompleta, com suprimento de ar insuficiente, produz predominantemente monóxido de</p><p>carbono e água, gerando pouca liberação de calor e fumaça escura.</p><p>Quanto à taxa de liberação de calor, a combustão pode ser lenta ou rápida. A combustão rápida pode levar</p><p>a deflagração, com velocidades de até 300 m/s, ou explosão (backdraft), com velocidades superiores a</p><p>300m/s.</p><p>Métodos de extinção do incêndio</p><p>• Extinção por resfriamento: Redução da temperatura para abaixo do ponto de ignição, removendo o</p><p>calor.</p><p>• Abafamento: Supressão do oxigênio necessário para a combustão, impedindo a propagação do fogo.</p><p>• Isolamento: Separação do material em chamas para evitar a propagação do calor e interromper a</p><p>reação em cadeia.</p><p>• Química: Utilização de substâncias químicas para interromper a reação de combustão, extinguindo o</p><p>fogo.</p><p>Classificação da</p><p>combustão, em</p><p>função da:</p><p>composição</p><p>combustão simples</p><p>(inferior a 1 m/s)</p><p>combustão complexa</p><p>compreensão do processo</p><p>de combustão como uma</p><p>reação química:</p><p>combustão completa</p><p>combustão incompleta</p><p>taxa de liveração de calor,</p><p>progresso ou velocidade de</p><p>geração de calor</p><p>combustão lenta</p><p>combustão rápida</p><p>deflagração (flashover)</p><p>até 300 m/s</p><p>explosão (backdraft)</p><p>maior que 300 m/s</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>8</p><p>(a) (b)</p><p>Figura: Método de extinção por resfriamento</p><p>(a) (b)</p><p>Figura: Método de extinção por abafamento – (a) abafamento do incêndio pela vedação da entrada de ar,</p><p>(b) retirada do elemento oxigênio</p><p>(a) (b)</p><p>Figura: Método de extinção por isolamento – (a) fechamento do registro do gás, (b) remoção do elemento</p><p>combustível</p><p>Figura: Extinção química com extintor halon ou CFC.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>9</p><p>Classes de incêndio</p><p>A divisão dos incêndios tem como objetivo central agrupá-los conforme as propriedades dos materiais</p><p>combustíveis e, com isso, tornar mais eficiente o processo de extinção.</p><p>Classe Descrição Exemplos</p><p>Classe A</p><p>Fogo em materiais combustíveis sólidos que</p><p>queimam em superfície e profundidade pelo</p><p>processo de pirólise, deixando resíduos (cinzas e/ou</p><p>brasas)</p><p>Madeira, tecidos, papéis em uma</p><p>lixeira de escritório, borrachas,</p><p>polímeros (plásticos), fibras etc.</p><p>Classe B</p><p>Fogo em sólidos que se liquefazem por ação do</p><p>calor, como graxas, parafinas; substâncias líquidas</p><p>que evaporam e em gases inflamáveis. Esses</p><p>combustíveis queimam somente em superfície e,</p><p>normalmente, não deixam resíduos.</p><p>Graxas, parafinas, sabões, gasolina,</p><p>álcool, óleo diesel, gás natural veicular</p><p>(GNV), gás liquefeito de petróleo (GL),</p><p>butano, acetileno, propano, etc.</p><p>Classe C</p><p>Fogo envolvendo equipamentos e instalação</p><p>elétricas energizadas.</p><p>Incêndio em um quadro elétrico de</p><p>distribuição em uma sala de comando.</p><p>Classe D</p><p>Fogo em metais combustíveis pirofóricos. A</p><p>pirofocidade é a propriedade de uma substância</p><p>metálica reagir facilmente, alcançando a</p><p>temperatura de autoignição.</p><p>fica responnsável pela limpeza,</p><p>manutenção e guarda das vestimentas e</p><p>demais EPIs.</p><p>O empregador deve garantir que ao final de</p><p>cada jornada o empregado possa trocar de</p><p>roupa e banhar-se.</p><p>As vestimentas devem ser fornecidas em</p><p>quantidade suficiente para permitir troca com</p><p>frequência mínima de 2 vezes por semana</p><p>O local de trabalho deve dispor de vestiário</p><p>duplo, com áreas distintas (isoladas entre si)</p><p>para:</p><p>Guarda de roupa pessoal.</p><p>Guarda das vestimentas de trabalho.</p><p>Observando-se que ambas as áreas devem ter</p><p>comunicação direta com a bateria de chuveiros.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>69</p><p>Em relação aos exames médicos (monitoração biológica), temos de mais importante:</p><p>São VEDAÇÕES relacionadas à exposição ocupacional ao asbesto:</p><p>Fica proibida a utilização de</p><p>qualquer tipo de asbesto do</p><p>grupo anfibólio e dos produtos</p><p>que contenham estas fibras.</p><p>Fica proibida a pulverização</p><p>(spray) de todas as formas de</p><p>asbesto.</p><p>Fica proibido o trabalho de</p><p>menores de 18 anos em setores</p><p>onde possa haver exposição à</p><p>poeira de asbesto.</p><p>Manganês e seus produtos</p><p>Limites de Tolerância para exposição ao manganês e seus compostos</p><p>Atividades ou operações</p><p>LT para jornada</p><p>diária de 8 horas</p><p>Extração, tratamento, moagem, transporte do minério, ou ainda a outras operações</p><p>com exposição a poeiras do manganês ou de seus compostos.</p><p>5 mg/m³</p><p>Metalurgia de minerais de manganês, fabricação de compostos de manganês,</p><p>fabricação de baterias e pilhas secas, fabricação de vidros especiais e cerâmicas,</p><p>fabricação e uso de eletrodos de solda, fabricação de produtos químicos, tintas e</p><p>fertilizantes, ou ainda outras operações com exposição a fumos de manganês ou de</p><p>seus compostos.</p><p>1 mg/m³</p><p>As avaliações de concentração ambiental e caracterização da insalubridade somente poderão ser realizadas</p><p>por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho conforme previsto no art. 195 da CLT.</p><p>Exames médicos</p><p>Devem ser realizados os exames:</p><p>Admissional;</p><p>Periódico (anual); e</p><p>Demissional.</p><p>Na ocasião de realização dos exames</p><p>admissional, demissional e anual</p><p>(periódico), devem ser realizados</p><p>exames complementares, incluindo,</p><p>além da avaliação clínica:</p><p>Telerradiografia do tórax.</p><p>Prova de função pulmonar</p><p>(expirometria).</p><p>Os resultados dos exames devem ser</p><p>informados aos trabalhadores, em</p><p>formulário próprio da empresa.</p><p>Cabe ao empregador, após o término do</p><p>contrato envolvendo exposição ao</p><p>asbesto, manter disponível a realização</p><p>periódica de exames médicos de</p><p>controle dos trabalhadores durante 30</p><p>(trinta) anos, na seguinte periodicidade:</p><p>A cada 3 anos</p><p>(para exposição de 0 a 12 anos)</p><p>A cada 2 anos</p><p>(para exposição de 12 a 20 anos)</p><p>Anualmente</p><p>(para exposição superior a 20 anos)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>70</p><p>O pagamento do adicional de insalubridade por parte do empregador não o desobriga</p><p>da adoção de medidas de prevenção e controle que visem minimizar os riscos dos</p><p>ambientes de trabalho.</p><p>Medidas de controle para atividades e operações com exposição ao manganês e seus compostos,</p><p>independentemente de os LT terem sido ultrapassados ou não</p><p>Recomendações e medidas de prevenção</p><p>INDICADAS</p><p>Precauções de ordem médica e de higiene de</p><p>caráter OBRIGATÓRIO</p><p>Substituição de perfuração a seco por processos</p><p>úmidos;</p><p>Exames médicos pré-admissionais e periódicos;</p><p>Perfeita ventilação após detonações, antes de se</p><p>reiniciarem os trabalhos;</p><p>Exames adicionais para as causas de absenteísmo</p><p>prolongado, doença, acidentes ou outros casos;</p><p>Ventilação adequada, durante os trabalhos, em</p><p>áreas confinadas;</p><p>Não-admissão de empregado portador de lesões</p><p>respiratórias orgânicas, de sistema nervoso central</p><p>e disfunções sanguíneas para trabalhos em</p><p>exposição ao manganês;</p><p>Uso de equipamentos de proteção respiratória com</p><p>filtros mecânicos para áreas contaminadas;</p><p>Exames periódicos de acordo com os tipos de</p><p>atividades de cada trabalhador, variando de 3 a 6</p><p>meses para os trabalhos no subsolo e de 6 meses a</p><p>1 ano para os trabalhos de superfície;</p><p>Uso de equipamentos de proteção respiratória com</p><p>linha de ar mandado, para trabalhos, por pequenos</p><p>períodos, em áreas altamente contaminadas;</p><p>Análises biológicas de sangue;</p><p>Uso de máscaras autônomas para casos especiais e</p><p>treinamentos específicos;</p><p>Afastamento imediato de pessoas com sintomas de</p><p>intoxicação ou alterações neurológicas ou</p><p>psicológicas;</p><p>Rotatividade das atividades e turnos de trabalho</p><p>para os perfuradores e outras atividades penosas; e</p><p>Banho obrigatório após a jornada de trabalho;</p><p>Controle da poeira em níveis abaixo dos permitidos. Troca de roupa de passeio/serviço/passeio; e</p><p>Proibição de se tomarem refeições nos locais de</p><p>trabalho.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>71</p><p>Benzeno</p><p>Veja o mapa mental a respeito do campo de aplicação do Anexo 13-A da NR 15.</p><p>Em relação ao Valore de Referência Tecnológico - VRT para exposição ocupacional ao benzeno destaca-se o</p><p>seguinte:</p><p>• O Valor de Referência Tecnológico - VRT se refere à concentração de benzeno no ar considerada</p><p>exequível do ponto de vista técnico, definido em processo de negociação tripartite.</p><p>• O VRT deve ser considerado como referência para os programas de melhoria contínua das condições</p><p>ambientais de trabalho. O cumprimento do VRT é obrigatório e NÃO exclui o risco à saúde.</p><p>• O princípio da melhoria contínua, preconizado pelo Anexo 13-A da NR 15, parte do reconhecimento</p><p>de que o benzeno é uma substância comprovadamente carcinogênica, para a qual NÃO existe limite</p><p>seguro de exposição. Todos os esforços devem ser dispendidos continuamente no sentido de buscar</p><p>a tecnologia mais adequada para evitar a exposição do trabalhador ao benzeno.</p><p>Cumprimento no</p><p>disposto no Anexo 13-A</p><p>da NR 15</p><p>Estão desobigadas as empresas que exercem as</p><p>seguintes atividades com combustíveis derivados de</p><p>petróleo:</p><p>armazenanto</p><p>transporte</p><p>distribuição</p><p>venda</p><p>uso</p><p>Estão obrigadas as</p><p>indústrias e</p><p>laboratórios que:</p><p>produzem benzeno</p><p>utilizem benzeno em</p><p>processos de síntese química</p><p>empregam benzeno em</p><p>combustíveis derivados de</p><p>petróleo</p><p>empreguem benzeno em</p><p>trabalhos de análise e</p><p>investigação realizados em</p><p>laboratório, quando não for</p><p>possível sua substituição</p><p>As empresas que não</p><p>se enquadram nesses</p><p>requisitos, mas que</p><p>apresentem</p><p>inviabilidade técnica</p><p>ou econômica da</p><p>substituição do</p><p>benzeno deverão</p><p>comprová-la quando</p><p>da elaboração do</p><p>PPEOB.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>72</p><p>Quanto ao Valor de Referência Tecnológico Médio Ponderado pelo Tempo (VRT-MPT), veja este mapa</p><p>mental:</p><p>VRT-MPT</p><p>É uma categoria de VRT.</p><p>Corresponde à concentração média de benzeno no ar ponderada pelo tempo, para uma</p><p>jornada de trabalho de 8 h, obtida na zona de respiração dos trabalhadores, individualmente</p><p>ou de GHE.</p><p>Os valores</p><p>de VRT-MPT representam</p><p>os Limites de Concentração - LC, a</p><p>serem utilizados no Anexo IX da IN n°</p><p>02 de 2021, para o cálculo de Índice</p><p>de Julgamento "I", e são:</p><p>1,0 ppm, exceto para siderúrgicas, as</p><p>produtoras de álcool anidro e aquelas</p><p>que deverão substituir o benzeno a partir</p><p>de 01/01/1997.</p><p>2,5 ppm para as empresas siderúrgicas.</p><p>VRT</p><p>Se refere à concentração de benzeno no ar considerada exequível do</p><p>ponto de vista técnico, definido em processo de negociação tripartite.</p><p>Deve ser considerado como referência para os programas de melhoria</p><p>contínua das condições ambientais de trabalho.</p><p>Seu cumprimento é obrigatório e NÃO exclui o risco à saúde.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>73</p><p>Agentes Biológicos</p><p>Insalubridade em grau máximo Insalubridade em grau médio</p><p>Trabalho ou operações, em contato permanente</p><p>com:</p><p>Trabalhos e operações em contato permanente</p><p>com pacientes, animais ou com material infecto-</p><p>contagiante, em:</p><p>Pacientes em isolamento por doenças</p><p>infectocontagiosas, bem como objetos de seu uso,</p><p>não previamente esterilizados;</p><p>Hospitais, serviços de emergência, enfermarias,</p><p>ambulatórios, postos de vacinação e outros</p><p>estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde</p><p>humana (aplica-se unicamente ao pessoal que</p><p>tenha contato com os pacientes, bem como aos que</p><p>manuseiam objetos de uso desses pacientes, não</p><p>previamente esterilizados);</p><p>Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, pelos e</p><p>dejeções de animais portadores de doenças</p><p>infectocontagiosas (carbunculose, brucerose,</p><p>tuberculose);</p><p>Hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e</p><p>outros estabelecimentos destinados ao</p><p>atendimento e tratamento de animais (aplica-se</p><p>apenas ao pessoal que tenha contato com tais</p><p>animais);</p><p>Esgotos (galerias e tanques)</p><p>Contato em laboratórios, com animais destinados</p><p>ao preparo de soro, vacinas e outros produtos;</p><p>Lixo urbano (coleta e industrialização)</p><p>Laboratórios de análise clínica e histopatologia</p><p>(aplica-se tão somente ao pessoal técnico);</p><p>Gabinetes de autópsias, de anatomia e</p><p>histoanatomopatologia (aplica-se somente ao</p><p>pessoal técnico);</p><p>Cemitérios (exumação de corpos);</p><p>Estábulos e cavalariças; e</p><p>Resíduos de animais deteriorados.</p><p>TST, SÚMULA 448/2014.</p><p>ATIVIDADE INSALUBRE. CARACTERIZAÇÃO. PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA Nº</p><p>15 DA PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO Nº 3.214/78. INSTALAÇÕES SANITÁRIAS.</p><p>[...]</p><p>II - A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação,</p><p>e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios,</p><p>enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto</p><p>no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização</p><p>de lixo urbano.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>74</p><p>NR 16 – Atividades e operações perigosas</p><p>Aspectos gerais</p><p>A CLT traz o conceito de atividades e operações perigosas e determina algumas atividades e operações que</p><p>se enquadram nesse conceito.</p><p>Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da</p><p>regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua</p><p>natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição</p><p>permanente do trabalhador a:</p><p>I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;</p><p>II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança</p><p>pessoal ou patrimonial;</p><p>III - colisões, atropelamentos ou outras espécies de acidentes ou violências nas atividades</p><p>profissionais dos agentes das autoridades de trânsito.</p><p>[...]</p><p>§ 4º São também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta.</p><p>§ 5º O disposto no inciso I do caput deste artigo não se aplica às quantidades de inflamáveis</p><p>contidas nos tanques de combustíveis originais de fábrica e suplementares, para consumo</p><p>próprio de veículos de carga e de transporte coletivo de passageiros, de máquinas e de</p><p>equipamentos, certificados pelo órgão competente, e nos equipamentos de refrigeração</p><p>de carga.</p><p>Veja esse mapa mental com aspectos relacionados ao tempo de exposição à condições periculosas e quando</p><p>ocorre ou não a caracterização.</p><p>Importante!</p><p>• O direito do empregado ao adicional de periculosidade deve CESSAR com a eliminação do risco à sua</p><p>saúde ou integridade física.</p><p>Adicional de</p><p>periculosidade</p><p>Exposição permanente ou intermitente a</p><p>condição de risco</p><p>Devido</p><p>Exposição fortuita (eventual) a condição</p><p>de risco</p><p>Não devido</p><p>Exposição habitual</p><p>Tempo</p><p>extremamente</p><p>reduzido?</p><p>Sim (contato</p><p>eventual): não</p><p>devido</p><p>Não: devido</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>75</p><p>• Se não houver exposição (ou contato) do trabalhador com a atividade ou operação perigosa, o</p><p>adicional poderá não ser devido.</p><p>A CLT fixou a quantia pecuniária a ser pega a título de adicional de periculosidade em 30% sobre o salário,</p><p>sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa (Art. 193,</p><p>§ 1º).</p><p>O adicional de periculosidade corresponde ao montante pecuniário de 30% sobre o</p><p>salário base do empregado, ou seja, o salário sem acréscimos resultantes de</p><p>gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.</p><p>Não esqueça da diferença entre os adicionais de periculosidade e de insalubridade!</p><p>Adicional de periculosidade Adicional de insalubridade</p><p>Fixo em 30% Varia em 10%, 20% ou 40%</p><p>Incide sobre o salário base, sem acréscimos</p><p>resultantes de gratificações, prêmios ou</p><p>participação nos lucros da empresa</p><p>Incide sobre o salário-mínimo</p><p>Um trabalhador pode exercer plenamente uma profissão que o exponha tanto a</p><p>condições insalubres quanto perigosas. No entanto, nesse caso, o trabalhador deve</p><p>optar por um dos adicionais, sendo VEDADA a percepção cumulativa.</p><p>Não é possível que um acordo ou convenção coletiva de trabalho suprima o direito ao adicional de</p><p>periculosidade, fixem-no a percentual menor do que 30% ou ainda estabeleça o valor do adicional</p><p>proporcionalmente ao tempo de exposição ao perigo:</p><p>TST, Súm. 364, II - Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho</p><p>fixando o adicional de periculosidade em percentual inferior ao estabelecido em lei e</p><p>proporcional ao tempo de exposição ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene,</p><p>saúde e segurança do trabalho, garantida por norma de ordem pública.</p><p>CLT, Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de</p><p>trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: [...]</p><p>XVIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>76</p><p>Atividades e operações caracterizadas como perigosas pela CLT</p><p>Caracterização da periculosidade</p><p>Alguns aspectos importantes:</p><p>• A caracterização e a classificação da periculosidade serão</p><p>feitas por meio de perícia a cargo de Médico</p><p>do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho registrados no Ministério do Trabalho.</p><p>• A NR 16 prevê como uma responsabilidade do empregador a caracterização ou a descaracterização</p><p>da periculosidade, mediante laudo técnico elaborado por Médico do Trabalho ou Engenheiro de</p><p>Segurança do Trabalho. No entanto, isso não inibe a fiscalização do Ministério do Trabalho nem a</p><p>realização ex-officio da perícia.</p><p>Periculosidade em atividade com explosivos</p><p>A NR-16 estabelece que são consideradas perigosas as atividades ou operações executadas com explosivos</p><p>sujeitos a:</p><p>a) degradação química ou autocatalítica;</p><p>b) ação de agentes exteriores, tais como, calor, umidade, faíscas, fogo, fenômenos sísmicos, choque e</p><p>atritos.</p><p>Atividade Adicional de periculosidade devido a:</p><p>Armazenamento de explosivos</p><p>Todos os trabalhadores nessa atividade ou que</p><p>permaneçam na área de risco.</p><p>Transporte de explosivos</p><p>Todos os trabalhadores das atividades.</p><p>Operação de escorva dos cartuchos de explosivos</p><p>Operação de carregamento de explosivos</p><p>Detonação</p><p>Verificação de denotações falhadas</p><p>Queima e destruição de explosivos deteriorados</p><p>Operações de manuseio de explosivos</p><p>Atividades ou operações perigosas são aquelas com</p><p>exposição permanente com (CLT):</p><p>Inflamáveis</p><p>Explosivos</p><p>Energia elétrica</p><p>Segurança pessoal ou patrimonial</p><p>Motocicletas</p><p>Agentes de trânsito</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>77</p><p>Periculosidade em atividades com inflamáveis</p><p>São pontos de temperatura dos materiais combustíveis relacionados à sua inflamabilidade:</p><p>Regra geral, a NR-16 considera como situações periculosas as operações de transporte de inflamáveis</p><p>líquidos ou gasosos liquefeitos, em quaisquer vasilhames e a granel. As EXCEÇÕES são no sentido de que a</p><p>caracterização da periculosidade não ocorrerá se o transporte ocorrer em pequenas quantidades, de:</p><p>a) até o limite de 200 litros para os inflamáveis líquidos; e</p><p>b) até 135 quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos.</p><p>Não se aplica também a caracterização da periculosidade no transporte de inflamáveis as quantidades de</p><p>inflamáveis contidas nos tanques de combustível originais de fábrica e suplementares, certificados pelo</p><p>órgão competente.</p><p>Temperatura de fulgor</p><p>Mínima para que</p><p>combustíveis liberem</p><p>vapores inflamáveis</p><p>Vapores ainda não são</p><p>suficientes para manter a</p><p>queima</p><p>Temperatura de</p><p>combustão</p><p>Mínima para que o fogo</p><p>não se apague com a</p><p>retirada da chama</p><p>Vapores são suficientes</p><p>para manter o fogo e a</p><p>reação em cadeia</p><p>Temperatura de ignição</p><p>Desnecessita da fonte de</p><p>calor externa para</p><p>ignição</p><p>Vapores são tantos que o</p><p>mero contato com o</p><p>comburente já produz</p><p>fogo</p><p>Transporte de</p><p>inflamáveis líquidos ou</p><p>gasos liquefeitos</p><p>Regra: é atividade perigosa</p><p>Exceção</p><p>Pequenas quantidades</p><p>Até 200 litros para</p><p>inflamévis líquidos</p><p>Até 135 kg para gasosos</p><p>liquefeitos</p><p>Combustíveis contidos no</p><p>tanque do veículo</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>78</p><p>Um resumo das principais atividades periculosas com inflamáveis:</p><p>Atividade Adicional de periculosidade devido a:</p><p>Produção, transporte, processamento e armazenamento de gás liquefeito.</p><p>Todos os trabalhadores envolvidos na produção,</p><p>transporte, processamento e armazenamento de</p><p>gás liquefeito.</p><p>No transporte e armazenagem de inflamáveis líquidos e gasosos liquefeitos</p><p>e de vasilhames vazios não-desgaseificados ou decantados.</p><p>Todos os trabalhadores da área de operação.</p><p>No transporte de inflamáveis líquidos e gasosos liquefeitos em caminhão-</p><p>tanque.</p><p>Motorista e ajudantes.</p><p>No transporte de vasilhames (em caminhão de carga), contendo inflamável</p><p>líquido, em quantidade total igual ou superior a 200 litros.</p><p>No transporte de vasilhames (em carreta ou caminhão de carga), contendo</p><p>inflamável gasosos e líquido, em quantidade total igual ou superior a 135</p><p>quilos.</p><p>Nas operações em postos de serviço e bombas de abastecimento de</p><p>inflamáveis líquidos.</p><p>Operador de bomba e trabalhadores que operam</p><p>na área de risco.</p><p>O conceito de periculosidade por exposição a inflamáveis também abrange o conceito de área de risco, veja</p><p>essas mais cobradas:</p><p>Atividade Área de Risco</p><p>Tanques de inflamáveis líquidos Toda a bacia de segurança</p><p>Tanques elevados de inflamáveis gasosos</p><p>Círculo com raio de 3 metros com centro nos pontos de vazamento</p><p>eventual (válvula registros, dispositivos de medição por</p><p>escapamento, gaxetas)</p><p>Enchimento de vasilhames com inflamáveis gasosos</p><p>liquefeitos</p><p>Círculos com raio de 15 metros com centro nos bicos de</p><p>enchimentos</p><p>Enchimento de vasilhames com inflamáveis líquidos, em</p><p>locais abertos</p><p>Círculo com raio de 7,5 metros com centro nos bicos de enchimento</p><p>Enchimento de vasilhames com inflamáveis líquidos, em</p><p>recinto fechado</p><p>Toda a área interna do recinto</p><p>Desgaseificação, decantação e reparos de vasilhames</p><p>não desgaseificados ou decantados, utilizados no</p><p>transporte de inflamáveis</p><p>Local da operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em</p><p>torno dos seus pontos externos</p><p>Abastecimento de inflamáveis</p><p>Toda a área de operação, abrangendo, no mínimo, círculo com raio</p><p>de 7,5 metros com centro no ponto de abastecimento e o círculo</p><p>com raio de 7,5 metros com centro na bomba de abastecimento da</p><p>viatura e faixa de 7,5 metros de largura para ambos os lados da</p><p>máquina</p><p>Armazenamento de vasilhames que contenham</p><p>inflamáveis líquidos ou vazios não desgaseificados ou</p><p>decantados, em locais abertos</p><p>Faixa de 3 metros de largura em torno dos seus pontos externos</p><p>Armazenamento de vasilhames que contenham</p><p>inflamáveis líquidos ou vazios não desgaseificados, ou</p><p>decantados, em recinto fechado</p><p>Toda a área interna do recinto</p><p>Carga e descarga de vasilhames contendo inflamáveis</p><p>líquidos ou vasilhames vazios não desgaseificados ou</p><p>decantados, transportados por navios, chatas ou</p><p>batelões</p><p>Afastamento de 3 metros da beira do cais, durante a operação, com</p><p>extensão correspondente ao comprimento da embarcação</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>79</p><p>Em relação ao transporte de vasilhames contendo líquido inflamável, NÃO caracterizam a periculosidade,</p><p>para fins de pagamento do adicional respectivo o manuseio, à armazenagem ou ao transporte de recipientes</p><p>de até 5 litros, lacrados na fabricação, contendo líquidos inflamáveis, independentemente do número total</p><p>de recipientes manuseados, armazenados ou transportados, sempre que obedecidas as Normas</p><p>Regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e a legislação sobre produtos perigosos</p><p>relativa aos meios de transporte utilizados.</p><p>Grupos de Embalagens</p><p>Periculosidade em atividades de segurança pessoal ou patrimonial</p><p>A NR 16, através de seu Anexo n.° 3, considera como perigosas as atividades ou operações que impliquem</p><p>exposição dos profissionais a roubos ou outras espécies de violência física.</p><p>NÃO caracterizam a periculosidade</p><p>Armazenamento/transporte de recipientes de até 5 litros,</p><p>lacrados na fabricação, contendo líquidos inflamáveis</p><p>Armazenamento/Transporte de embalagens de líquidos</p><p>inflamáveis com capacidades e características previstas</p><p>no</p><p>Quadro nº 1 do Anexo 2 da NR 16</p><p>Grupo de Embalagens I Alto risco Produtos altamente perigosos</p><p>Grupo de Embalagens II Médio risco</p><p>Produtos medianamente</p><p>perigosos</p><p>Grupo de Embalagens III Baixo risco</p><p>Produtos com baixa</p><p>periculosidade</p><p>Embalagens ou embalagens</p><p>simples</p><p>Recipientes ou quaisquer outros componentes ou materiais</p><p>necessários para embalar, com a função de conter e proteger</p><p>líquidos inflamáveis.</p><p>Embalagens combinadas</p><p>Combinação de embalagens, consistindo em uma ou mais</p><p>embalagens internas acondicionadas numa embalagem externa.</p><p>Embalagens compostas</p><p>Embalagem externa e um recipiente interno, construídos de tal</p><p>forma que formam uma unidade que permanece integrada, que</p><p>se enche, manuseia, armazena, transporta e esvazia como tal.</p><p>Embalagens externas</p><p>Proteção exterior de uma embalagem composta ou combinada,</p><p>juntamente com quaisquer outros componentes necessários</p><p>para conter e proteger recipientes ou embalagens.</p><p>Embalagens internas</p><p>As que para serem manuseadas, armazenadas ou transportadas,</p><p>necessitam de uma embalagem externa.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>80</p><p>São considerados profissionais de segurança pessoal ou patrimonial os trabalhadores que atendam a uma</p><p>das seguintes condições:</p><p>a) empregados das empresas prestadoras de serviço nas atividades de segurança privada ou que</p><p>integrem serviço orgânico de segurança privada, devidamente registradas e autorizadas pelo</p><p>Ministério da Justiça, conforme Lei 7.102/1983 e suas alterações posteriores; e</p><p>b) empregados que exercem a atividade de segurança patrimonial ou pessoal em instalações</p><p>metroviárias, ferroviárias, portuárias, rodoviárias, aeroportuárias e de bens públicos, contratados</p><p>diretamente pela administração pública direta ou indireta.</p><p>Periculosidade em atividades de segurança pessoal ou patrimonial</p><p>NR 16, Anexo 4, 1 - Têm direito ao adicional de periculosidade os trabalhadores:</p><p>a) que executam atividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos</p><p>energizados em alta tensão;</p><p>b) que realizam atividades ou operações com trabalho em proximidade, conforme</p><p>estabelece a NR-10;</p><p>c) que realizam atividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos</p><p>energizados em baixa tensão no sistema elétrico de consumo - SEC, no caso de</p><p>descumprimento do item 10.2.815 e seus subitens da NR10 - Segurança em Instalações e</p><p>Serviços em Eletricidade;</p><p>d) das empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema</p><p>elétrico de potência - SEP, bem como suas contratadas, em conformidade com as</p><p>atividades e respectivas áreas de risco descritas no quadro I deste anexo.</p><p>NR 16, Anexo 4, 2 - NÃO é devido o pagamento do adicional nas seguintes situações:</p><p>a) nas atividades ou operações no sistema elétrico de consumo em instalações ou</p><p>equipamentos elétricos desenergizados e liberados para o trabalho, sem possibilidade</p><p>de energização acidental, conforme estabelece a NR-10;</p><p>b) nas atividades ou operações em instalações ou equipamentos elétricos alimentados</p><p>por extra-baixa tensão;</p><p>c) nas atividades ou operações elementares realizadas em baixa tensão, tais como o uso</p><p>de equipamentos elétricos energizados e os procedimentos de ligar e desligar circuitos</p><p>elétricos, desde que os materiais e equipamentos elétricos estejam em conformidade com</p><p>as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou</p><p>omissão destas, as normas internacionais cabíveis.</p><p>15 Descumprimento das medidas de proteção coletiva como desenergização e, na sua impossibilidade,</p><p>emprego de tensão de segurança (extra-baixa tensão).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>81</p><p>Periculosidade em atividades com motocicletas</p><p>Periculosidade em atividades com radiação ionizantes ou substâncias radioativas</p><p>• As atividades desenvolvidas em áreas que utilizam equipamentos móveis de raios x para diagnóstico</p><p>médico NÃO são consideradas perigosas.</p><p>• Áreas tais como emergências, centro de tratamento intensivo, sala de recuperação e leitos de</p><p>internação NÃO são classificadas como salas de irradiação em razão do uso do equipamento móvel</p><p>de Raios X.</p><p>Adicional para</p><p>motocilistas</p><p>É devido o</p><p>adicional</p><p>Em vias públicas</p><p>Não é devido o</p><p>adicional</p><p>Casa trabalho</p><p>Sem emplacamento ou CNH</p><p>Locais privados</p><p>Uso eventual ou fortuito</p><p>Uso habitual por tempo extremamente reduzido</p><p>ADICIONAL NÃO É DEVIDO</p><p>Atividades ou operações em</p><p>equipamentos elétricos</p><p>desenergizados</p><p>Atividades em equipamentos</p><p>elétricos em extra-baixa tensão</p><p>Atividades elementares em baixa</p><p>tensão, tais como uso e ligar/desligar</p><p>ADICIONAL É DEVIDO</p><p>Atividades em equipamentos</p><p>elétricos energizados em alta tensão</p><p>Atividades em proximidade à</p><p>instalações elétricas energizadas</p><p>Instalações ou equipamentos baixa</p><p>tensão no sistema elétrico de</p><p>consumo - SEC</p><p>Instalações ou equipamentos</p><p>integrantes do SEP e contratadas</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>82</p><p>Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) – Estudo da NR 06 e</p><p>conhecimentos gerais</p><p>Definições</p><p>EPI</p><p>Dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, concebido e fabricado para</p><p>oferecer proteção contra os riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho.</p><p>ECPI</p><p>Aquele utilizado pelo trabalhador, composto por vários dispositivos que o fabricante tenha</p><p>conjugado contra um ou mais riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho.</p><p>Especificação e fornecimento de EPIs</p><p>NR 6, 6.5.2.2 A seleção do EPI deve ser realizada pela organização com a participação do</p><p>Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT,</p><p>quando houver, após ouvidos empregados usuários e a Comissão Interna de Prevenção de</p><p>Acidentes e de Assédio - CIPA ou nomeado.</p><p>A organização deve selecionar os EPIs, considerando:</p><p>a) a atividade exercida;</p><p>b) as medidas de prevenção em função dos perigos identificados e dos riscos ocupacionais avaliados;</p><p>c) o disposto no Anexo I (ou seja, considerando os EPIs listados no Anexo I);</p><p>d) a eficácia necessária para o controle da exposição ao risco;</p><p>Seleção,</p><p>recomendação ou</p><p>especificação do</p><p>EPIs</p><p>Nas empresas onde</p><p>existe SESMT</p><p>a organização (o empregador) é o responsável legal pela selação</p><p>o SESMT participa da processo de seleção do EPI adequado ao</p><p>risco</p><p>precisam ser ouvidos(as):</p><p>CIPA</p><p>Trabalhadores usuários</p><p>Nas empresas onde</p><p>não existe SESMT</p><p>a organização (o empregador) é o responsável legal pela</p><p>selação</p><p>o empregador seleciona o EPI adequado ao risco mediante</p><p>orientação de profissonal com conhecimento técnico</p><p>precisam serem</p><p>ouvidos(as):</p><p>CIPA, ou designado da</p><p>CIPA no caso de a empresa</p><p>não possuir a Comissão</p><p>Trabalhadores usuários</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>83</p><p>e) as exigências estabelecidas em normas regulamentadoras e nos dispositivos legais;</p><p>f) a adequação do equipamento ao empregado e o conforto oferecido, segundo avaliação do</p><p>conjunto</p><p>de empregados; e</p><p>g) a compatibilidade, em casos que exijam a utilização simultânea de vários EPIs, de maneira a assegurar</p><p>as respectivas eficácias para proteção contra os riscos existentes.</p><p>A Seleção, uso e manutenção de EPIs deve, ainda, considerar os programas e regulamentações relacionadas</p><p>aos EPIs.</p><p>A seleção do EPI deve considerar o uso de óculos de segurança de sobrepor em conjunto</p><p>com lentes corretivas ou a adaptação do EPI, sem ônus para o empregado, quando for</p><p>necessária a utilização de correção visual pelo empregado no desempenho de suas</p><p>funções.</p><p>CLT, art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente,</p><p>equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de</p><p>conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam</p><p>completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.</p><p>Quanto ao registro do processo de seleção dos EPIs:</p><p>• a seleção do EPI deve ser registrada, podendo integrar ou ser referenciada no Programa de</p><p>Gerenciamento de Riscos – PGR;</p><p>• para as organizações dispensadas de elaboração do PGR, deve ser mantido registro que especifique</p><p>as atividades exercidas e os respectivos EPIs.</p><p>Certificado de Aprovação - CA</p><p>CLT, art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a</p><p>indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho.</p><p>NR 6, 6.4.1 O EPI, de fabricação nacional ou importado, só pode ser posto à venda ou</p><p>utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão de âmbito</p><p>nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.</p><p>O CA é intransferível:</p><p>• de um produto para outro; e</p><p>• entre fabricantes nacionais ou importadores.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>84</p><p>NR 06, 6.9.4 É vedada a cessão de uso do CA emitido a determinado fabricante ou</p><p>importador para que outro fabricante ou importador o utilize sem que se submeta ao</p><p>procedimento regular para a obtenção de CA próprio, ressalvados os casos de matriz e filial.</p><p>Quanto a marcação do CA no EPI:</p><p>NR 6, 6.9.3 Todo EPI deve apresentar, em caracteres indeléveis, legíveis e visíveis,</p><p>marcações com o nome comercial do fabricante ou do importador, o lote de fabricação e</p><p>o número do CA.</p><p>• Na impossibilidade de gravação dessas informações no próprio EPI, pode ser autorizada forma</p><p>alternativa de gravação, devendo esta forma alternativa constar do CA.</p><p>O CA adquirido para a comercialização de um EPI tem prazo de validade:</p><p>NR 6, 6.9.2 O CA concedido ao EPI tem validade vinculada ao prazo de avaliação e</p><p>conformidade definida em regulamento emitido pelo órgão nacional competente em</p><p>matéria de segurança e saúde no trabalho.</p><p>A adaptação do EPI para uso pela pessoa com deficiência feita pelo fabricante ou importador detentor do</p><p>CA não invalida o certificado já emitido, sendo desnecessária a emissão de novo CA.</p><p>Após adquirido, o fornecimento do EPI deve observar as condições de armazenamento e o prazo de validade</p><p>do equipamento informados pelo fabricante ou importador.</p><p>Só é EPI o que está no Anexo I da NR 06:</p><p>Todo EPI previsto no Anexo I da NR 06, sem exceção, possui Certificado de Aprovação</p><p>(CA). Só é tecnicamente um EPI se tiver previsto no Anexo I da NR 06 e se tiver CA. Ainda</p><p>que o dispositivo ou produto atue na proteção do trabalhador contra algum agente de</p><p>risco, mas não esteja previsto no Anexo I da NR 06 e não tiver CA, não pode ser</p><p>considerado tecnicamente como um EPI. Por exemplo, o protetor solar protege o</p><p>trabalhador contra os raios solares (UVA e UVB, principalmente) mas como não está</p><p>previsto no Anexo I da NR 06, nem possui CA, não é um EPI, tecnicamente falando.</p><p>Informações constantes do</p><p>EPI nacionais ou importados</p><p>nome comercial do fabricante ou do importador</p><p>lote de fabricação</p><p>número do CA</p><p>Gravadas</p><p>de forma</p><p>indelével,</p><p>legível e</p><p>visível</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>85</p><p>Responsabilidades e competências</p><p>Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho – SST:</p><p>a) estabelecer os regulamentos para aprovação de EPI;</p><p>b) emitir ou renovar o CA;</p><p>c) fiscalizar a qualidade do EPI;</p><p>d) solicitar o recolhimento de amostras de EPI ao órgão regional competente em matéria de segurança</p><p>e saúde no trabalho; e</p><p>e) suspender e cancelar o CA.</p><p>NR 06, 6.10.1.1 Caso seja identificada alguma irregularidade ou em caso de denúncia</p><p>fundamentada, o órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde</p><p>no trabalho pode requisitar amostras de EPI ao fabricante ou importador.</p><p>Responsabilidades dos fabricantes e importadores</p><p>Cabe ao fabricante e ao importador de EPI:</p><p>a) comercializar ou colocar à venda somente o EPI portador de CA, emitido pelo órgão de âmbito</p><p>nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;</p><p>b) comercializar o EPI com manual de instruções em língua portuguesa, orientando sua utilização,</p><p>manutenção, processos de limpeza16 e higienização17, restrição e demais referências ao seu uso;</p><p>c) comercializar o EPI com as marcações previstas nesta norma;</p><p>d) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao CA; e</p><p>e) promover, quando solicitado e se tecnicamente possível, a adaptação do EPI detentor de CA para</p><p>pessoas com deficiência, preservando a sua eficácia.</p><p>Manual de instruções do EPI</p><p>As informações sobre os processos de limpeza e higienização do EPI devem indicar,</p><p>quando for o caso, o número de higienizações acima do qual não é possível garantir a</p><p>manutenção da proteção original, sendo necessária a substituição do equipamento.</p><p>Salvo disposição em contrário da norma técnica de avaliação, o manual de instruções do EPI pode ser</p><p>disponibilizado em meio eletrônico, desde que presentes na embalagem final ou no próprio EPI:</p><p>16 Limpeza: remoção de sujidades e resíduos de forma manual ou mecânica, utilizando produtos de uso</p><p>comum, tais como água, detergente, sabão ou sanitizante.</p><p>17 Higienização: remoção de contaminantes que necessitam de cuidados ou procedimentos específicos.</p><p>Contempla os processos de descontaminação e desinfecção.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>86</p><p>a) a descrição;</p><p>b) os materiais de composição;</p><p>c) as instruções de uso;</p><p>d) a indicação de proteção oferecida;</p><p>e) as restrições e as limitações do equipamento; e</p><p>f) o meio de acesso eletrônico ao manual completo do equipamento.</p><p>Responsabilidades da organização</p><p>Cabe à organização, quanto ao EPI:</p><p>a) adquirir somente o aprovado pelo órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e</p><p>saúde no trabalho;</p><p>b) orientar e treinar o empregado;</p><p>c) fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e</p><p>funcionamento [...], observada a hierarquia das medidas de prevenção;</p><p>d) registrar o seu fornecimento ao empregado, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema</p><p>eletrônico, inclusive, por sistema biométrico;</p><p>e) exigir seu uso;</p><p>f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica, quando aplicáveis esses</p><p>procedimentos, em conformidade com as informações fornecidas pelo fabricante ou</p><p>importador;</p><p>g) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; e</p><p>h) comunicar ao órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho</p><p>qualquer irregularidade observada.</p><p>São regras para registro de fornecimento de EPIs:</p><p>Registro de EPIs</p><p>EPIs perenes</p><p>Registro individual para o</p><p>fornecimento de cada EPI</p><p>O registro pode ocorrer</p><p>através de:</p><p>livros, fichas, ou</p><p>sistema eletrônico, inclusive,</p><p>sistema biométrico</p><p>EPIs descartáveis e</p><p>creme de proteção</p><p>Quando inviável o registro de fornecimento de EPI descartável e</p><p>creme de proteção, cabe à organização garantir sua</p><p>disponibilização, na embalagem original, em quantidade suficiente</p><p>para cada trabalhador nos locais de trabalho, assegurando-se</p><p>imediato fornecimento ou reposição.</p><p>Caso não seja mantida a embalagem original, deve-se disponibilizar</p><p>no local de fornecimento as informações de identificação do</p><p>produto, nome do fabricante ou importador, lote de fabricação,</p><p>data de validade e CA do EPI.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>87</p><p>Responsabilidades dos trabalhadores</p><p>Cabe aos trabalhadores, quanto aos EPIs:</p><p>a) usar o fornecido pela organização;</p><p>b) utilizar apenas para a finalidade a que se destina;</p><p>c) responsabilizar-se pela limpeza, guarda e conservação;</p><p>d) comunicar à organização quando extraviado, danificado ou qualquer alteração que o torno impróprio</p><p>para uso; e</p><p>e) cumprir as determinações da organização sobre o uso adequado.</p><p>Treinamentos e informações em segurança e saúde no trabalho</p><p>A organização deve realizar treinamento acerca do EPI a ser fornecido, quando as características do EPI</p><p>requeiram, observada a atividade realizada e as exigências estabelecidas em normas regulamentadoras</p><p>(NRs) e nos dispositivos legais.</p><p>A organização deve assegurar a prestação de informações, observadas as recomendações do manual de</p><p>instruções fornecidas pelo fabricante ou importador do EPI, em especial sobre:</p><p>a) descrição do equipamento e seus componentes;</p><p>b) risco ocupacional contra o qual o EPI oferece proteção;</p><p>c) restrições e limitações de proteção;</p><p>d) forma adequada de uso e ajuste;</p><p>e) manutenção e substituição; e</p><p>f) cuidados de limpeza, higienização, guarda e conservação.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>88</p><p>Fundamentos de ergonomia, parte I</p><p>Definições e objetivos da ergonomia</p><p>A Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) adota a definição aprovada, no ano de 2000, pela</p><p>International Ergonomics Association (IEA): "Ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica que</p><p>estuda as interações entre os seres humanos e outros elementos do sistema de trabalho, aplicando os</p><p>princípios teóricos, dados e métodos, a fim de realizar projetos para otimizar o bem-estar humano e o</p><p>desempenho geral desses sistemas".</p><p>Dul e Weerdmeeeste (2012) destacam que, seja no projeto do trabalho (ergonomia de concepção) ou nas</p><p>situações de trabalho (ergonomia de correção), a ergonomia focaliza o homem. As condições de</p><p>insegurança, insalubridade, desconforto e ineficiência são eliminadas quando adequadas às capacidades e</p><p>limitações físicas e psicológicas do homem, ou seja, adaptando-se o trabalho e o ambiente às características</p><p>do homem.</p><p>A adaptação ocorre no sentido do trabalho para o ser humano, ou seja, o trabalho deve ser projetado ou</p><p>reformulado para que possa ser executado pela maioria da população.</p><p>São algumas características psicofisiológicas do ser humano:</p><p>ERGONOMIA</p><p>Estuda a interação das pessoas</p><p>com a tecnologia, com a</p><p>organização do trabalho e com o</p><p>ambiente, com o objetivo de</p><p>realizar intervenções e propor</p><p>projetos que visem melhorar, de</p><p>forma integrada e não dissociada,</p><p>a segurança, o conforto, o bem-</p><p>estar e a eficácia das atividades</p><p>humanas</p><p>Tecnologia</p><p>AmbienteOrganização</p><p>do trabalho</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>89</p><p>• prefere escolher livremente sua postura, dependendo das exigências da tarefa e do</p><p>estado de seu meio interno;</p><p>• prefere utilizar alternadamente toda a musculatura corporal e não apenas determinados</p><p>segmentos corporais;</p><p>• tolera mal tarefas fragmentadas com tempo exíguo para execução e, pior ainda, quando</p><p>esse tempo é imposto por uma máquina, pela gerência, pelos clientes ou colegas de</p><p>trabalho, ou seja, prefere impor sua própria cadência ao trabalho;</p><p>• é compelido a acelerar sua cadência quando estimulado pecuniariamente ou por outros</p><p>meios, não levando em conta os limites de resistência de seu sistema</p><p>musculoesquelético;</p><p>• sente-se bem quando solicitado a resolver problemas ligados à execução das tarefas,</p><p>logo, não pode ser encarado como uma mera máquina, mas sim como um ser que pensa</p><p>e age;</p><p>• tem capacidades sensitivas e motoras que funcionam dentro de certos limites, que variam</p><p>de um indivíduo a outro (inter-indivíduos) e ao longo do tempo para um mesmo indivíduo</p><p>(intra-indivíduo);</p><p>• suas capacidades sensoriomotoras modificam-se com o processo de envelhecimento,</p><p>mas perdas eventuais são amplamente compensadas por melhores estratégias de</p><p>percepção e resolução de problemas desde que possa acumular e trocar experiência;</p><p>• organiza-se coletivamente para gerenciar a carga de trabalho, ou seja, nas atividades</p><p>humanas a cooperação tem um papel importante, muito mais que a competitividade</p><p>[...]”.</p><p>O mapa mental a seguir traz as principais atividades e objetivos da ergonomia.</p><p>Ergonomia</p><p>Atividades:</p><p>planejamento e projeto</p><p>monitoramento, avaliação e correção</p><p>análises posteriores das consequências do trabalho</p><p>Objetivos:</p><p>saúde (principalmente) e segurança</p><p>satisfação</p><p>eficiência e produtividade</p><p>minorias populacionais</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>90</p><p>Linhas de direcionamento da Ergonomia</p><p>Linhas de</p><p>direcionamento da</p><p>ergonomia</p><p>Americana</p><p>(abordagem clássica)</p><p>Se preocupa principalmente com os aspectos físicos do</p><p>homem e tem como foco o dimensionamento dos postos de</p><p>trabalho, facilitar e discriminar a informações de</p><p>mostradores e a manipulação dos controles.</p><p>Para conduzir seus estudos, realiza simulações laboratoriais,</p><p>através das quais medem alcances, esforços, discriminação</p><p>visual, rapidez de resposta, mantendo constante algumas</p><p>variáveis dos homens como as dimensões extremas.</p><p>Europeia</p><p>(abordagem situada)</p><p>Privilegia a análise das atividades do operador, priorizando o</p><p>entendimento da tarefa, os mecanismos de seleção de</p><p>informações, de resolução dos problemas, de tomadas de</p><p>decisão.</p><p>Seus estudos são conduzidos inicialmente pela observação</p><p>do trabalho em condições reais. Em seguida, tem-se a</p><p>verbalização do trabalho executado pelos próprios</p><p>operadores especificamente nele envolvidos, considerando-</p><p>se a aprendizagem da tarefa e a competência do trabalhador</p><p>São razões para a</p><p>verbalização do</p><p>trabalho ser difícil:</p><p>as competências resultam</p><p>de aprendizagens antigas</p><p>certas competências e</p><p>habilidades</p><p>são</p><p>incorporadas</p><p>a experiência torna</p><p>invisíveis os problemas e as</p><p>capacidades para resolvê-</p><p>los</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>91</p><p>Classificações da ergonomia</p><p>De acordo com a área de atuação (classificação conhecida por estabelecer as fases de atuação da ergonomia)</p><p>ela se classifica em:</p><p>De acordo com a ocasião de intervenção, ou seja, em função do momento de atuação do ergonomista, a</p><p>Ergonomia se classifica em:</p><p>a) Ergonomia de concepção: ocorre na fase de projeto de postos de trabalho, máquinas, ferramentas e</p><p>até mesmo na etapa de organização do trabalho, baseando-se sempre nas normas de ergonomia, ou</p><p>seja, em situações hipotéticas, ideais;</p><p>b) Ergonomia de correção: é aplicada na correção de postos ou situação de trabalho já concebidos,</p><p>propondo melhorias e buscando a solução de problemas que interferem negativamente na segurança</p><p>e na saúde dos trabalhadores;</p><p>c) Ergonomia de conscientização: atuação no incentivo e capacitação dos trabalhadores em relação às</p><p>boas práticas de ergonomia na execução de suas tarefas.</p><p>Situações de trabalho</p><p>A ação ergonômica é sempre baseada na análise do trabalho real, através de metodologias de avaliação</p><p>ergonômica, como é o caso, por exemplo, do método da Análise Ergonômica do Trabalho – AET.</p><p>Ergonomia física: trata das características anatômicas,</p><p>antropométricas, fisiológicas e biomecânicas do homem e sua</p><p>relação com a atividade física.</p><p>Ergonomia cognitiva: trata dos processos mentais, tais como</p><p>percepção, memória, raciocínio e respostas motoras, com relação</p><p>entre às pessoas e outros componentes de um sistema.</p><p>Ergonomia organizacional: trata da otimização dos sistemas</p><p>sociotécnicos, incluindo sua estrutura organizacional, regras e</p><p>processos. Também chamada por alguns autores de</p><p>macroergonomia.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>92</p><p>Biomecânica ocupacional</p><p>A biomecânica ocupacional é uma parte da biomecânica geral que se ocupa dos movimentos corporais e</p><p>forças relacionadas ao trabalho. Procura quantificar as cargas mecânicas que ocorrem durante o trabalho,</p><p>analisando seu impacto sobre o sistema osteomuscular. Analisa basicamente a questão das posturas</p><p>corporais no trabalho, as aplicações de forças, bem como as suas consequências.</p><p>O trabalho muscular é estático quando exige contração contínua de alguns músculos, a fim de manter uma</p><p>determinada posição. Esse tipo de contração é denominada isométrica, porque não produz movimentos dos</p><p>segmentos corporais.</p><p>O trabalho dinâmico ocorre quando há contrações e relaxamentos alternados dos músculos, como nas</p><p>tarefas de martelar, serrar, girar etc. Essa contração age como uma bomba hidráulica, facilitando a circulação</p><p>sanguínea nos capilares e aumentando o volume de sangue que circula no músculo em até 20 (vinte) vezes</p><p>em relação ao trabalho estático. Assim, os músculos passam a receber mais oxigênio e nutrientes, além de</p><p>terem removidos os subprodutos do metabolismo, o que aumenta sua resistência a fadiga.</p><p>Deve-se sempre dar preferência ao trabalho dinâmico, aliviando-se ao máximo o trabalho estático.</p><p>Nenhuma postura (trabalho estático) ou movimento repetitivo resultante de trabalho</p><p>dinâmico deve ser mantido por um longo período, uma vez que tanto as posturas</p><p>prolongadas quanto os movimentos repetitivos são muito fatigantes.</p><p>A análise das</p><p>situações de</p><p>trabalho inclui:</p><p>A avaliação das</p><p>diferenças entre:</p><p>TAREFA</p><p>É o trabalho prescrito - o que se deve</p><p>fazer. Sua elaboração leva em</p><p>consideração:</p><p>objetos</p><p>condições</p><p>ATIVIDADE</p><p>É o trabalho real - o que de fato é</p><p>feito. É composta pelas partes:</p><p>observável</p><p>(ações, gestos)</p><p>não-observável</p><p>(intelectual)</p><p>A avaliação das</p><p>variabilidades:</p><p>Humanas:</p><p>INTRAindividual</p><p>variações internas (no mesmo indivíduo)</p><p>INTERindividual</p><p>variações entre indivíduos de um mesmo grupo</p><p>Técnicas:</p><p>normal ou previsível</p><p>incidental ou imprevisível</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>93</p><p>Os manuais de ergonomia recomendam que, nas atividades em que seja necessário a realização de</p><p>movimentos repetitivos deve-se conceder uma pausa de 10 minutos a cada hora trabalhada, para</p><p>recuperação da fadiga muscular.</p><p>São princípios básicos da biomecânica ocupacional no sentido de minimizar os danos à saúde do trabalhador</p><p>em função do trabalho muscular, tais sejam:</p><p>a) alternância de posturas e movimentos;</p><p>b) abreviar a permanência do esforço muscular contínuo;</p><p>c) prevenção do esgotamento muscular e realização de pausas curtas e frequentes;</p><p>d) conservação das articulações em posição neutra.</p><p>Posições de trabalho</p><p>VANTAGENS das posições de trabalho</p><p>Posição sentada Posição em pé</p><p>Libera as pernas e braços para tarefas produtivas, permitindo</p><p>grande mobilidade desses membros, ou seja, permite o uso</p><p>simultâneo dos membros inferiores e superiores;</p><p>Proporciona grande mobilidade corporal;</p><p>O assento proporciona um ponto de referência relativamente</p><p>fixo, o que facilita a realização de trabalhos delicados (de</p><p>precisão), especialmente com os dedos;</p><p>Na postura em pé, a pressão intradiscal (entre os</p><p>discos da coluna vertebral) é menor,</p><p>comparativamente a postura sentada.</p><p>Baixa solicitação da musculatura dos membros inferiores,</p><p>reduzindo, assim, a sensação de desconforto e cansaço;</p><p>Possibilidade de evitar posições forçadas do corpo;</p><p>Menor consumo de energia;</p><p>Facilitação da circulação sanguínea pelos membros</p><p>inferiores (a depender das características do assento).</p><p>Nessa posição, o corpo fica melhor apoiado em diversas</p><p>superfícies: piso, assento, encosto, braços de cadeira,</p><p>mesa, além de ser menos cansativa;</p><p>Reduz a pressão hidrostática da circulação nas</p><p>extremidades.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>94</p><p>DESVANTAGENS das posições de trabalho</p><p>Posição sentada Posição em pé (com o corpo parado)</p><p>Pequena atividade física geral</p><p>(sedentarismo);</p><p>Tendência à acumulação do sangue nas pernas, o que predispõe</p><p>ao aparecimento de insuficiência valvular venosa nos membros</p><p>inferiores, resultando em varizes e sensação de peso nas pernas;</p><p>sensações dolorosas nas superfícies de contato articulares que</p><p>suportam o peso do corpo (pés, joelhos, quadris);</p><p>Adoção de posturas desfavoráveis:</p><p>lordose ou cifoses excessivas;</p><p>A tensão muscular permanentemente desenvolvida para manter o</p><p>equilíbrio dificulta a execução de tarefas de precisão;</p><p>Estase (estagnação) sanguínea nos</p><p>membros inferiores, situação</p><p>agravada quando há compressão da</p><p>face posterior das coxas ou da</p><p>panturrilha contra a cadeira, se esta</p><p>estiver mal posicionada.</p><p>A penosidade da posição em pé pode ser reforçada se o</p><p>trabalhador tiver ainda que manter posturas inadequadas dos</p><p>braços (acima do ombro, por exemplo), inclinação ou torção de</p><p>tronco ou de outros segmentos corporais;</p><p>A tensão muscular desenvolvida em permanência para</p><p>manutenção do equilíbrio traz mais dificuldades para a execução</p><p>de trabalhos de precisão;</p><p>O coração encontra maiores resistências para bombear sangue</p><p>para os extremos do corpo, e o consumo de energia torna-se</p><p>elevado;</p><p>Há dificuldade de se utilizar os pés para o trabalho, necessitando-</p><p>se também do apoio para as mãos e braços para manter essa</p><p>postura, o que dificulta a fixação de um ponto de referência. Por</p><p>isso, inclusive, a posição em pé não é indicada para realização de</p><p>trabalho de precisão.</p><p>Levantamento de cargas</p><p>• O manuseio de cargas (levantar, abaixar, empurrar, puxar, carregar, segurar a arrastar) requer</p><p>esforços estáticos e dinâmicos suficientemente grandes para ser classificado como trabalho pesado.</p><p>• A NBR ISO 11288-1: Ergonomia – Movimentação Manual, define o termo levantamento manual</p><p>como a movimentação de um objeto da posição inicial para cima, sem ajuda mecânica.</p><p>• A ergonomia recomenda a técnica correta para o levantamento de carga: manutenção da coluna na</p><p>posição vertical (ereta ou levemente inclinada) e utilização da musculatura das pernas para a</p><p>realização da força. Essa postura com o dorso ereto corresponde àquela dos halterofilistas.</p><p>Além dessa posição considerada ideal, existem outras recomendações para o levantamento de cargas:</p><p>• segurar a carga e levantar com as costas retas e joelhos dobrados;</p><p>• segurar a carga o mais próximo possível do corpo (distância ideal de 25 cm afastada do corpo),</p><p>mantendo-a, sempre que possível, entre os joelhos e com uma boa colocação dos pés. Isso reduz</p><p>o momento de flexão aplicado na coluna;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>95</p><p>• assegurar-se de que o lugar de pega da carga não está abaixo do nível do joelho. A altura</p><p>considerada ideal de pega é de 75 cm em relação ao solo (caso a carga estiver abaixo do nível do</p><p>joelho o levantamento deve ser realizado em duas etapas);</p><p>• em caso de carga muito pesada, optar por dividi-la em duas cargas de mesmo peso e carregar uma</p><p>em cada mão, em posições simétricas, para evitar a criação de momentos em torno do tronco (se</p><p>as cargas e as distâncias são iguais em relação a linha central da coluna vertebral, os momentos se</p><p>anulam);</p><p>• se a carga não tem alças (pega pobre), amarrar uma corda em torno da carga e utilizar ganchos;</p><p>• evitar movimentos de rotação ou torção do tronco quando levantar ou abaixar uma carga;</p><p>• tentar, sempre que possível, usar um elemento mecânico tal como carrinho, uma rampa ou similar;</p><p>e</p><p>• tentar empurrar e puxar, ao invés de levantar e abaixar.</p><p>Equação NIOSH para levantamento de cargas</p><p>A equação proposta pelo National Institute for Occupational Safety an Helth – NIOSH, dos EUA, chamada de</p><p>equação NIOSH, tem por objetivo prevenir ou reduzir a ocorrência de problemas provocados pelo</p><p>levantamento de cargas e foi elaborada por cientistas com base em critérios biomecânicos, fisiológicos e</p><p>psicofísicos.</p><p>IMPORTANTE! O valor de referência (máxima carga permitida) é de 23 kg, que corresponde à capacidade</p><p>de levantamento no plano sagital18, a partir da altura de 75 cm do solo, para um deslocamento vertical de</p><p>25 cm, segurando-se a carga a uma distância de 25 cm do corpo.</p><p>A máxima carga possível para essa equação é de 23 kg. Qualquer variável fora do ideal (valores inferiores</p><p>ou superiores) vai resultar em cargas inferiores.</p><p>Cargas superiores a 23 kg devem ser manipuladas por duas ou mais pessoas, devendo os membros dessa</p><p>equipe terem estaturas e forças semelhantes entre si, e devem trabalhar coordenadamente para evitar</p><p>movimentos inesperados.</p><p>A equação NIOSH não pode ser aplicada para o transporte horizontal de cargas. Além dessa limitação, a</p><p>equação possui outras limitações que são elencadas pelo Manual de Aplicação da NR 17, tais sejam:</p><p>a) não leva em conta o risco potencial associado aos efeitos cumulativos dos levantamentos repetitivos;</p><p>b) não considera eventos imprevistos como deslizamentos, quedas nem sobrecargas inesperadas;</p><p>c) não foi concebida para avaliar tarefas nas quais se levanta a carga com apenas uma das mãos, na</p><p>posição sentada ou agachada ou quando se trata de carregar pessoas, objetos frios, quentes ou sujos,</p><p>nem nas tarefas nas quais o levantamento se faça de forma rápida e brusca;</p><p>18 É o plano anatômico vertical que divide o corpo humano em duas partes: direita e esquerda.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>96</p><p>d) pressupõe um atrito razoável entre o calçado e o solo (𝜇 > 0,4);</p><p>e) se a temperatura ou a umidade estiverem fora das faixas de 19 ℃ a 26 ℃ e 35% a 50%,</p><p>respectivamente, seria necessário acrescentar ao estudo avaliações do metabolismo para que fosse</p><p>acrescentado o efeito de tais variáveis ao consumo energético e na frequência cardíaca; e</p><p>f) torna-se impossível aplicar a equação quando a carga levantada seja instável, situação em que a</p><p>localização do centro de massa varia significativamente durante o levantamento. Esse é o caso de</p><p>recipientes que contém líquidos ou sacos semivazios.</p><p>Antropometria</p><p>A antropometria é a ciência que trata especificamente das medidas do corpo humano para determinar</p><p>diferenças em indivíduos e grupos.</p><p>Em regra, os ergonomistas utilizam os dados antropométricos de 95% da população</p><p>para dimensionar postos de trabalho, máquinas, ferramentas, equipamentos etc.</p><p>Apesar dessa regra basilar, a própria NR 17 traz uma exceção, veja:</p><p>NR 17, ANEXO I, 3.1. Em relação ao mobiliário do checkout e às suas dimensões, incluindo</p><p>distâncias e alturas, no posto de trabalho deve-se:</p><p>a) atender às características antropométricas de 90% dos trabalhadores, respeitando os</p><p>alcances dos membros e da visão, ou seja, compatibilizando as áreas de visão com a</p><p>manipulação;</p><p>Existem 3 (três) tipos de medidas antropométricas que condicionam as medições e posterior aplicação dos</p><p>resultados obtidos:</p><p>a) estática ou estrutural: nessa classe, as medições são realizadas nos segmentos corporais, entre</p><p>pontos anatômicos claramente identificados, com o corpo parado ou com poucos movimentos.</p><p>Representa a maior quantidade de dados (tabelas) existentes, sendo esses dados recomendados para</p><p>dimensionar produtos e locais de trabalho onde ocorrem apenas pequenos movimentos corporais;</p><p>a) dinâmica: nessa classe, as medidas são feitas entre pontos anatômicos, tomados com o sujeito</p><p>realizando algum movimento, e medem os alcances (amplitude) dos movimentos corporais.</p><p>Complementam os dados da antropometria estática e contribuem para a realização de projetos mais</p><p>precisos;</p><p>b) funcional: nessa classe, leva-se em consideração que cada parte do corpo não se move isoladamente,</p><p>mas há uma conjunção entre diversos movimentos executados simultaneamente para se realizar</p><p>uma função.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>97</p><p>Fundamentos de ergonomia, parte II</p><p>Organização do trabalho</p><p>A organização do trabalho deve levar em consideração, no mínimo:</p><p>a) as normas de produção: incluem-se todas as normas, escritas ou não, explícitas ou implícitas, que o</p><p>trabalhador deve seguir para realizar a tarefa. É um aspecto em que limites de produtividade</p><p>impostos pela empresa podem implicar, por exemplo, em distúrbios osteomusculares entre os</p><p>trabalhadores com menor capacidade</p><p>produtiva. Incluem-se o horário de trabalho (noturno, diurno,</p><p>a duração e a frequência das pausas), a qualidade desejada do produto final, passando pela utilização</p><p>obrigatória do mobiliário e dos equipamentos disponíveis;</p><p>b) o modo operatório (quando aplicável): designa as atividades ou operações que devem ser</p><p>executadas para se atingir o resultado desejado (o objetivo da tarefa). Ele pode ser prescrito (ditado</p><p>pela empresa) ou real (particular, adotado pelo próprio operador para fazer face às variabilidades);</p><p>c) a exigência de tempo: expressa o quanto deve ser produzido em um determinado tempo, sob</p><p>imposição (o tempo gasto para executar uma tarefa). Uma expressão equivalente para essa variável</p><p>seria "a pressão do tempo". Deve ser ajustada de modo que sejam incluídos ou previstos interstícios</p><p>(vazios) entre tarefas, para prevenção da fadiga. Inclui-se, ainda a "determinação do conteúdo de</p><p>tempo", que permite evidenciar o quanto de tempo se gasta para realizar uma subtarefa ou cada</p><p>uma das atividades necessárias à tarefa, sendo tal análise capaz de revelar quanto tempo se leva na</p><p>execução de atividades não prescritas, mas importantes na realização da tarefa;</p><p>d) o ritmo de trabalho: de acordo com o Manual de aplicação da NR 17 (2002, p. 54) "aqui devemos</p><p>fazer uma distinção entre o ritmo e a cadência. A cadência tem um aspecto quantitativo, o ritmo</p><p>qualitativo. A cadência refere-se à velocidade dos movimentos que se repetem em uma dada</p><p>unidade de tempo. O ritmo é a maneira como as cadências são ajustadas ou arranjadas: pode ser</p><p>livre (quando o indivíduo tem autonomia para determinar sua própria cadência) ou imposto (por uma</p><p>máquina, pela esteira da linha de montagem e até por incentivos à produção)";</p><p>e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e os meios técnicos disponíveis: designa o modo como o</p><p>trabalhador percebe as condições de seu trabalho: estimulante, socialmente importante, monótono</p><p>ou aquém de suas capacidades. Os instrumentos e os meios técnicos disponíveis influenciam</p><p>diretamente na percepção do conteúdo da tarefa.</p><p>f) os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde no trabalhador: incluem-</p><p>se aqui todos os objetos de estudo da ergonomia cognitiva (carga mental, processos de decisão,</p><p>desempenho especializado, interação homem-máquina, confiabilidade humana, estresse profissional</p><p>e a formação na sua relação com a concepção pessoa-sistema e a complexidade da tarefa).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>98</p><p>A carga de trabalho depende do conteúdo da tarefa e das limitações temporais nas</p><p>quais é executada: na pergunta sobre o tipo de atividade focalizada, deve-se associar</p><p>as questões “quantas vezes por unidade de tempo?” e “durante quanto tempo tal</p><p>atividade é realizada?”. Esse aspecto quantitativo é muito importante e crítico,</p><p>constituindo-se num dos fatores determinantes do surgimento de FADIGA.</p><p>Trabalho Noturno e em Turnos</p><p>O cronotipo determina os picos de energia e cansaço durante o dia, conforme o horário de liberação da</p><p>melatonina, que é hormônio regulador do sono. O primeiro fator a ser considerado para a mitigação dos</p><p>aspectos deletérios do trabalho noturno é a consideração do cronotipos das pessoas (trabalhadores).</p><p>Na impossibilidade de se evitar o trabalho noturno, é preferível manter turnos</p><p>rodiziantes a turnos fixos noturnos.</p><p>Na necessidade de estabelecimento do trabalho em turnos:</p><p>• Recomenda-se que a rotação de turnos ocorra no sentido horário,</p><p>• Deve-se dar preferência ao início dos turnos 7h, 15h e 23h ou 8h, 16h e 24h</p><p>Em função da quantidade de dias no mesmo turno existem duas formas de organização do trabalho:</p><p>a) rotação lenta: nesse caso trabalha-se uma semana em cada turno. Não é o mais adequado, pois o</p><p>organismo não consegue se adaptar. Por exemplo, as pessoas dificilmente suportam trabalhar 5 dias</p><p>em uma mesma semana durante a noite;</p><p>b) rotação rápida: trabalha-se dois ou três dias em cada turno, fazendo com que os dias consecutivos</p><p>de trabalho a noite sejam reduzidos. Por isso, é considerado mais adequado.</p><p>Tuno MATUTINO</p><p>iniciando às 7 ou 8h</p><p>Turno da TARDE</p><p>iniciando às 15 ou</p><p>16h</p><p>Turno da NOITE</p><p>iniciando às 23 ou</p><p>24h</p><p>sentido HORÁRIO</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>99</p><p>Fadiga</p><p>• É o efeito de um trabalho continuado e provoca uma redução reversível da capacidade do organismo.</p><p>• É causada por um conjunto complexo de fatores, cujos efeitos são cumulativos.</p><p>• Sua principal característica é a reversibilidade.</p><p>Estresse ocupacional</p><p>O estresse está relacionado a reação do organismo a uma situação ameaçadora ou opressiva.</p><p>Os principais estressores ocupacionais são:</p><p>a) conteúdo (ou controle) do trabalho;</p><p>b) condições de trabalho;</p><p>c) complexidade excessiva;</p><p>d) sentimento de incapacidade;</p><p>e) fatores organizacionais em geral; e</p><p>f) pressões econômico-sociais.</p><p>Riscos psicossociais do trabalho</p><p>Os riscos psicossociais decorrem de deficiências na concepção, organização e gestão do trabalho, bem como</p><p>de um contexto social de trabalho problemático, podendo ter efeitos negativos a nível psicológico, físico e</p><p>social.</p><p>São exemplos de condições de trabalho conducentes a riscos psicossociais:</p><p>• cargas de trabalho excessivas;</p><p>• exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções;</p><p>• falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador;</p><p>• falta de controle sobre a forma como o trabalho é executado;</p><p>• má gestão de mudanças organizacionais;</p><p>• precariedade laboral;</p><p>• comunicação ineficaz;</p><p>• falta de apoio das chefias ou dos colegas;</p><p>• assédio psicológico (moral) e sexual, e</p><p>• clientes, pacientes alunos, etc. difíceis.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>100</p><p>Os fatores de risco psicossociais podem ser categorizados em dois tipos:</p><p>a) estressores ou demandas laborais: que dizem respeito aos aspectos físicos, sociais e organizacionais,</p><p>por exemplo, sobrecarga de trabalho e conflito de papeis na organização; e</p><p>b) recursos pessoais e laborais (falta ou inadequados): são os aspectos como autoeficácia profissional,</p><p>autonomia no trabalho, e feedbacks sobre as tarefas realizadas, que se fossem satisfatórios poderiam</p><p>ser protetivos à saúde do trabalhador.</p><p>Assédio moral organizacional</p><p>Lei 14.612/2023, Art. 2°, § 2° Para os fins desta Lei, considera-se:</p><p>I - assédio moral: a conduta praticada no exercício profissional ou em razão dele, por meio</p><p>da repetição deliberada de gestos, palavras faladas ou escritas ou comportamentos que</p><p>exponham o estagiário, [...] ou qualquer outro profissional que esteja prestando seus</p><p>serviços a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de lhes causar ofensa à</p><p>personalidade, à dignidade e à integridade psíquica ou física, com o objetivo de excluí-los</p><p>das suas funções ou de desestabilizá-los emocionalmente, deteriorando o ambiente</p><p>profissional;</p><p>II - assédio sexual: a conduta de conotação sexual praticada no exercício profissional ou</p><p>em razão dele, manifestada fisicamente ou por palavras, gestos ou outros meios, proposta</p><p>ou imposta à pessoa contra sua vontade, causando-lhe constrangimento e violando</p><p>a sua</p><p>liberdade sexual;</p><p>III - discriminação: a conduta comissiva ou omissiva que dispense tratamento</p><p>constrangedor ou humilhante a pessoa ou grupo de pessoas, em razão de sua deficiência,</p><p>pertença a determinada raça, cor ou sexo, procedência nacional ou regional, origem étnica,</p><p>condição de gestante, lactante ou nutriz, faixa etária, religião ou outro fator.</p><p>Alguns aspectos gerais importantes a se recordar:</p><p>O assédio moral não é um problema meramente individual. Ele reproduz no ambiente</p><p>de trabalho práticas enraizadas num contexto social, econômico, organizacional e</p><p>cultural mais vasto de desigualdades sociais, principalmente as relacionadas ao gênero</p><p>e à raça. Como consequência, produz efeitos negativos que ultrapassam a esfera do</p><p>trabalhador para atingir o ente público, a empresa e a comunidade.</p><p>O assédio moral consiste na repetição deliberada de gestos, palavras (orais ou escritas) e/ou</p><p>comportamentos que expõem o/s servidor/a, o/a empregado/a ou o/a estagiário/a, ou ainda, o grupo de</p><p>servidores/as ou empregados/as, a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de lhes causar ofensa</p><p>à personalidade, à dignidade ou à integridade psíquica ou física, com o objetivo de excluí-los/las das suas</p><p>funções ou de deteriorar o ambiente de trabalho.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>101</p><p>O assédio moral se configura como um conjunto articulado de armadilhas preparadas, premeditadas,</p><p>repetitivas e prolongadas.</p><p>Por vezes, você verá a expressão “assédio moral organizacional”, que se refere ao</p><p>processo reiterado de condutas abusivas amparadas por estratégias organizacionais ou</p><p>por métodos gerenciais que objetivam o cumprimento de metas ou a adesão a políticas</p><p>institucionais a qualquer custo.</p><p>Entretanto, a maioria dos autores entendem que os temas assédio moral no trabalho e</p><p>assédio moral organizacional são sinônimos, e objetivam o estudo da mesma</p><p>problemática no âmbito das organizações.</p><p>• A habitualidade da conduta e a intencionalidade são indispensáveis para a caracterização do assédio</p><p>moral.</p><p>• Atos de gestão administrativa, sem a finalidade discriminatória, não caracterizam assédio moral,</p><p>• A tônica que rege esses atos de gestão administrativa, diferenciando-os de atos de assédio, é que</p><p>estejam vinculados ao interesse da Administração ou da empresa e que sejam razoáveis.</p><p>O ato isolado de violência psicológica no trabalho não se confunde com o assédio moral</p><p>no trabalho, embora também possa ensejar a responsabilização civil, administrativa,</p><p>trabalhista e criminal do agressor, a depender da gravidade. O assédio moral pressupõe,</p><p>conjuntamente: repetição (habitualidade); intencionalidade (fim discriminatório);</p><p>direcionalidade (agressão dirigida a pessoa ou a grupo determinado); e temporalidade.</p><p>São formas de assédio moral, autores, vítimas e alvos preferenciais:</p><p>O assédio moral pode ser manifestar de três formas distintas:</p><p>a) Vertical: relações de trabalho marcadas pela diferença de posição hierárquica, podendo ser:</p><p>• descendente: assédio praticado por superior hierárquico;</p><p>• ascendente: assédio praticado por subordinado.</p><p>b) Horizontal: relações de trabalho sem distinção hierárquica, ou seja, entre colegas de trabalho sem</p><p>relação de subordinação.</p><p>c) Misto: consiste na cumulação do assédio moral vertical e do horizontal. A pessoa é assediada por</p><p>superiores hierárquicos e também por colegas de trabalho com os quais não mantém relação de</p><p>subordinação.</p><p>O assédio moral pode ainda ser classificado como:</p><p>• Interpessoal: ocorre de forma pessoal e direta, com o objetivo de prejudicar ou eliminar profissionais</p><p>no relacionamento com a equipe;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>102</p><p>• Institucional: acontece quando a própria organização incentiva o assédio com uma cultura</p><p>institucional de humilhação e controle.</p><p>Quem sofre assédio fica isolado no ambiente de trabalho e os colegas comumente</p><p>rompem os laços afetivos e reproduzem os atos de violência psicológica do assediador,</p><p>instaurando-se um pacto coletivo de tolerância e silêncio.</p><p>Assédio moral x Assédio sexual</p><p>O assédio moral não se confunde com o assédio sexual. O assédio de conotação sexual pode se manifestar</p><p>como uma espécie agravada do moral, que é mais amplo. O assédio sexual caracteriza-se por constranger</p><p>alguém, mediante palavras, gestos ou atos, com o fim de obter vantagem ou favorecimento sexual,</p><p>prevalecendo-se o assediador da sua condição de superior hierárquico ou da ascendência inerente ao</p><p>exercício de cargo, emprego ou função.</p><p>Métodos e Ferramentas de Análise Ergonômica</p><p>A análise ergonômica tem por objetivo observar, diagnosticar e corrigir uma situação real de trabalho,</p><p>aplicando-se os conhecimentos de ergonomia.</p><p>A organização deve realizar Análise Ergonômica do Trabalho – AET das situações de trabalho quando:</p><p>a) observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação (após realização de uma</p><p>Análise Ergonômica Preliminar – AEP);</p><p>b) identificadas inadequações ou insuficiência de ações adotadas;</p><p>c) sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, conforme estabelecido no Programa</p><p>de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, ou ainda, sempre que:</p><p>• exigências previstas em NRs e nos dispositivos legais determinarem;</p><p>• a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar;</p><p>• houver evidências de associação, por meio do controle médico da saúde, entre lesões e os</p><p>agravos à saúde dos trabalhadores com os riscos e as situações de trabalho identificados;</p><p>d) indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas</p><p>ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR.</p><p>O método da Análise Ergonômica do Trabalho – AET foi desenvolvido por pesquisadores franceses e</p><p>constitui um método de ergonomia de correção, ou seja, é utilizado para a proposição de melhorias em</p><p>condições de trabalho já em andamento, não sendo base para o projeto de postos de trabalho.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>103</p><p>Para atender a NR 17, o método AET deve ser "ajustado" para abordar todas as condições de trabalho nela</p><p>estabelecidas, incluindo as seguintes etapas:</p><p>Correlação entre as etapas obrigatórias de uma análise ergonômica e as etapas de execução do</p><p>método da AET</p><p>Etapas obrigatórias de execução da AET para</p><p>atender a NR 17</p><p>Etapas de execução do método da AET (doutrina)</p><p>Análise da demanda e, quando, aplicável,</p><p>reformulação do problema</p><p>Análise da demanda</p><p>Análise do funcionamento da organização, dos</p><p>processos, das situações de trabalho e da atividade</p><p>Análise da tarefa</p><p>Análise da atividade</p><p>Estabelecimento do diagnóstico Formulação do diagnóstico</p><p>Recomendações para as situações de trabalho</p><p>analisadas</p><p>Recomendações ergonômicas Restituição dos resultados, validação e revisão das</p><p>intervenções efetuadas, quando necessária, com a</p><p>participação dos trabalhadores</p><p>NR 17: Ergonomia</p><p>Avaliação das situações de trabalho</p><p>Na condução da Avaliação Ergonômica Preliminar – AEP deve-se observar o seguinte:</p><p>Por vezes, a AEP não será suficiente e a organização deverá aplicar uma avaliação mais completa, que é a</p><p>Para o combate a</p><p>incêndios de classe D, utilizam-se pós à base de</p><p>cloreto de sódio, cloreto de bário, monofosfato de</p><p>amônia ou grafite seco.</p><p>Alumínio, zircônio, magnésio, titânio,</p><p>lítio, potássio etc.</p><p>Classe K</p><p>Fogo em óleos e gorduras em cozinhas, geralmente</p><p>em frigideiras, grelhas, assadeiras, fritadeiras etc.</p><p>Óleos, gorduras, banha etc.</p><p>Medidas de proteção contra incêndios</p><p>As medidas de prevenção contra incêndios podem ser divididas em ativas, assim consideradas aquelas</p><p>destinadas a combater o fogo, no sentido de apagá-lo após iniciado, ou mesmo alertar os ocupantes da</p><p>edificação quando do seu início; ou passivas, assim entendidas aquelas destinadas a evitar sua propagação</p><p>pela edificação ou área.</p><p>Medidas ATIVAS Medidas PASSIVAS</p><p>Sistemas de combate a incêndio por extintores Projeto de sistemas</p><p>Sistemas de combate a incêndio por mangotinhos Treinamentos</p><p>Sistemas de combate a incêndio por hidrantes</p><p>Uso de materiais incombustíveis ou de baixa</p><p>combustibilidade</p><p>Sistemas de combate a incêndio por chuveiros</p><p>automáticos (sprinklers)</p><p>Uso de argamassas projetadas e revestimentos</p><p>intumescentes, principalmente pinturas</p><p>Sistemas de alarme e detecção de incêndio</p><p>Paredes corta-fogo, portas corta-fogo,</p><p>compartimentação, instalação de diques ao redor</p><p>de reservatórios elevados de inflamáveis etc.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>10</p><p>NR 23 – Proteção contra Incêndios</p><p>Aspectos gerais</p><p>• Toda organização deve adotar medidas de prevenção contra incêndios em conformidade com a</p><p>legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, as normas técnicas oficiais.</p><p>A organização deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:</p><p>a) utilização dos equipamentos de combate a incêndio;</p><p>b) procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com</p><p>segurança; e</p><p>c) dispositivos de alarme existentes.</p><p>Saídas de emergências</p><p>Em relação às saídas de emergência, a NR 23 estabelece que:</p><p>• os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que</p><p>aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança em caso de</p><p>emergência;</p><p>• as aberturas, saídas e vias de passagem de emergência devem ser identificadas e sinalizadas de</p><p>acordo com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas</p><p>técnicas oficiais, indicando a direção da saída;</p><p>• as aberturas, saídas e vias de passagem devem ser mantidas desobstruídas;</p><p>• nenhuma saída de emergência deve ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho; e</p><p>• as saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil</p><p>abertura do interior do estabelecimento.</p><p>Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio (SPEI)</p><p>Classes do fogo</p><p>Para recordar, vejamos como NBR 12693 define essas classes de fogo:</p><p>a) Fogo classe A: fogo em materiais combustíveis sólidos, que queimam em superfície e profundidade</p><p>pelo processo de pirólise, deixando resíduos;</p><p>b) Fogo classe B: fogo em combustíveis sólidos que se liquefazem por ação do calor como graxas,</p><p>substâncias líquidas que evaporam e gases inflamáveis, que queimam somente em superfície,</p><p>podendo ou não deixar resíduos;</p><p>c) Fogo classe C: fogo em materiais, equipamentos e instalações elétricas energizadas;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>11</p><p>d) Fogo classe D: fogo em metais combustíveis como magnésio, titânio, zircônio, sódio, lítio e potássio;</p><p>e) Fogo classe K: fogo em ambiente de cozinha que envolva óleos comestíveis de origem vegetal e animal</p><p>e gorduras, utilizados para esse fim.</p><p>Tipos de extintores</p><p>extintor de incêndio é o aparelho de acionamento manual normalizado, portátil ou sobre rodas, destinado</p><p>a combater princípios de incêndio. Observe, pela definição, que os extintores podem ser divididos em duas</p><p>categorias quanto a sua capacidade:</p><p>• Extintores portáteis: podem ser transportados manualmente, com massa total de até 20 kg.</p><p>• Extintores sobrerrodas: montados sobre rodas, com massa total de até 250 kg, operado e</p><p>transportado por um único operador.</p><p>(a) (b)</p><p>Figura (a) Extintor portátil (b) Extintor sobre rodas.</p><p>Os extintores portáteis devem ser instalados em suportes ou em abrigos. Os suportes podem ser de chão ou</p><p>de parede (Figura 1.2).</p><p>Extintor sobre rodas Massa total até 250 kg</p><p>Operado e transportado</p><p>por um único operador</p><p>Extintor portátil Massa total até 20 kg</p><p>Transportado</p><p>manualmente</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>12</p><p>(a) (b) (c)</p><p>Figura: (a) Extintor portátil em suporte de chão, (b) Extintor portátil em suporte de parede, e (c) Extintor</p><p>portátil em abrigo, com vidro transparente e não fechado a chave (exceto em situações de vandalismo)</p><p>Requisitos</p><p>a) sua alça deve estar no máximo a 1,60 m do piso; ou</p><p>b) o fundo deve estar no mínimo a 0,10 m do piso, mesmo que apoiado em suporte instalado sobre o</p><p>piso.</p><p>c) deve haver, no mínimo, um extintor de incêndio distante a não mais de 5 m da porta de acesso da</p><p>entrada principal da edificação, entrada do pavimento ou entrada da área de risco;</p><p>Deve haver, no mínimo, um extintor de incêndio distante a não mais de 5 m da porta</p><p>de acesso da entrada principal da edificação, entrada do pavimento ou entrada da área</p><p>de risco.</p><p>Seleção de extintores</p><p>De início, saliente-se que a seleção de extintores para uma dada situação deve ser determinada em função</p><p>dos seguintes aspectos:</p><p>• característica (classe do fogo) e tamanho do fogo esperado (carga de incêndio);</p><p>• tipo de construção e sua ocupação;</p><p>• riscos a serem protegidos;</p><p>• condições de temperatura do ambiente; entre outros fatores.</p><p>Em função desses aspectos, a NBR 12693 estabelece que para selecionar o risco de acordo com a classe de</p><p>fogo existente, devem-se seguir os seguintes critérios:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>13</p><p>a) para proteção de fogo classe A, devem ser selecionados extintores com grau de capacidade extintora1</p><p>A adequado;</p><p>b) para proteção de fogo classe B, devem ser selecionados extintores com grau de capacidade extintora</p><p>B adequado;</p><p>c) para proteção de fogo classe B envolvendo gases inflamáveis, devem ser selecionados somente</p><p>extintores com carga de pó;</p><p>d) para proteção de fogo classe C, devem ser selecionados extintores que atendam ao ensaio de</p><p>condutividade elétrica.</p><p>Para além do que traz a Norma, é importante frisar que:</p><p>• no combate a fogos envolvendo líquidos e gases inflamáveis pressurizados, devem ser utilizados</p><p>extintores com carga de pó, já que extintores contendo outros agentes não são eficientes no combate</p><p>a esse tipo de risco, adicionalmente, destaque-se que a seleção de extintores para esse tipo de risco</p><p>deve ser feita com base nas especificações de seus respectivos fabricantes;</p><p>• os extintores para risco</p><p>Avaliação Ergonômica do Trabalho – AET.</p><p>Avaliação Ergonômica Preliminar - AEP</p><p>A organização deve realizar a AEP</p><p>das situações de trabalho que,</p><p>em decorrência da natureza e</p><p>conteúdo das atividades</p><p>requeridas, demandam</p><p>adaptação às características</p><p>psicofisiológicas dos</p><p>trabalhadores, a fim de subsidiar</p><p>a implementação das medidas de</p><p>prevenção e adequações</p><p>necessárias previstas.</p><p>A AEP das situações de trabalho</p><p>pode ser realizada por meio de</p><p>abordagens qualitativas,</p><p>semiquantitativas, quantitativas</p><p>ou combinação dessas,</p><p>dependendo do risco e dos</p><p>requisitos legais, a fim de</p><p>identificar os perigos e produzir</p><p>informações para o planejamento</p><p>das medidas de prevenção</p><p>necessárias.</p><p>A AEP pode ser contemplada nas</p><p>etapas de identificação de perigos</p><p>e de avaliação dos riscos e deve</p><p>ser registrada pela organização.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>104</p><p>Na aplicação da AET, a organização deve garantir que os empregados sejam ouvidos durante o processo.</p><p>Dada a importância dos dados levantados nessa análise, a Norma estabelece o seguinte prazo de</p><p>manutenção dos registros:</p><p>O relatório da AET, quando realizada, deve ficar à disposição na organização pelo prazo</p><p>de 20 (vinte) anos.</p><p>Agora, "deguste" o mapa mental a seguir com as principais informações acerca da AET!</p><p>AET</p><p>Deve ser realizada</p><p>quando:</p><p>observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação,</p><p>após realização da AEP;</p><p>identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas;</p><p>sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos</p><p>do PCMSO; e da alínea "c" do subitem 1.5.5.1.1 da NR 01; e</p><p>indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de</p><p>acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do PGR.</p><p>Deve aboradar as</p><p>condições de trabalho,</p><p>incluindo aspectos</p><p>relacionados ao(as):</p><p>levantamento, transporte e descarga de materiais;</p><p>mobiliário dos postos de trabalho;</p><p>trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais;</p><p>condições de conforto no ambiente de trabalho; e</p><p>organização do trabalho.</p><p>Deve incluir as</p><p>seguintes etapas:</p><p>análise da demanda e, quando aplicável, reformulação do problema;</p><p>análise de funcionamento da organização, dos processos, das situações de</p><p>trabalho e da atividade;</p><p>descrição e justificativa para definição de métodos, técnicas e ferramentas</p><p>adequadas para a análise da sua aplicação, não estando adstrita à utilização</p><p>de métodos, técnicas e ferramentas específicos;</p><p>estabelecimento de diagnóstico;</p><p>recomendações para as situações de trabalho analisadas; e</p><p>restituição dos resultados, validação e revisão das intervenções efetuadas,</p><p>quando necessárias, com a participação dos trabalhadores.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>105</p><p>São requisitos de integração da AEP e da AET com o Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR:</p><p>Devem integrar o INVENTÁRIO DE RISCOS do PGR</p><p>Devem ser previstos no PLANO DE AÇÃO, nos</p><p>termos do PGR</p><p>Os resultados da Avaliação Ergonômica Preliminar -</p><p>AEP;</p><p>As medidas de prevenção e adequações</p><p>decorrentes da AEP, atendido o previsto na NR 17;</p><p>e</p><p>A revisão, quando for o caso, da identificação dos</p><p>perigos e da avaliação dos riscos, conforme indicado</p><p>na AET.</p><p>As recomendações da AET.</p><p>Organização do trabalho</p><p>A organização do trabalho, para efeitos de sua aplicação, deve levar em consideração:</p><p>Respeitando as características psicofisiológica dos trabalhadores, deve ser assegurado que todo e qualquer</p><p>sistema de avaliação de desempenho para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve</p><p>levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores.</p><p>A</p><p>o</p><p>rg</p><p>an</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>o</p><p>t</p><p>ra</p><p>b</p><p>al</p><p>h</p><p>o</p><p>d</p><p>ev</p><p>e</p><p>le</p><p>va</p><p>r</p><p>e</p><p>m</p><p>c</p><p>o</p><p>n</p><p>si</p><p>d</p><p>e</p><p>ra</p><p>çã</p><p>o</p><p>:</p><p>as normas de produção;</p><p>o modo operatório, quando aplicável;</p><p>a exigência de tempo;</p><p>o ritimo de trabalho;</p><p>o conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos disponíveis; e</p><p>os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde do</p><p>trabalhador.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>106</p><p>São MEDIDAS DE PREVENÇÃO quanto à organização do trabalho</p><p>Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros</p><p>superiores e dos membros inferiores, devem ser adotadas medidas técnicas de engenharia, organizacionais e/ou</p><p>administrativas, com o objetivo de eliminar ou reduzir essas sobrecargas, a partir da AEP ou da AET.</p><p>Devem ser implementadas</p><p>medidas de prevenção, a</p><p>partir da AEP ou da AET, que</p><p>evitem que os</p><p>trabalhadores, ao realizar</p><p>suas atividades, sejam</p><p>obrigados a efetuar de</p><p>forma contínua e repetitiva:</p><p>posturas extremas ou nocivas do tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros superiores e/ou</p><p>dos membros inferiores;</p><p>movimentos bruscos de impacto dos membros superiores;</p><p>uso excessivo da força muscular;</p><p>frequência de movimentos dos membros superiores ou inferiores que possam comprometer a</p><p>segurança e a saúde do trabalhador;</p><p>exposição a vibrações, nos termos do Anexo I da NR 09 - Avaliação e Controle das Exposições</p><p>Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos; e</p><p>exigência cognitiva que possa comprometer a segurança e a saúde no trabalho.</p><p>As medidas de prevenção</p><p>devem incluir duas ou mais</p><p>das seguintes alternativas:</p><p>pausas para proporcionar a recuperação</p><p>psicofisiológica dos trabalhadores, que devem ser</p><p>computadas como tempo de trabalho efetivo;</p><p>alternância de atividades com outras tarefas que</p><p>permitam variar as posturas, os grupos musculares</p><p>utilizados ou o ritmo de trabalho;</p><p>alteração da forma de execução ou organização da</p><p>tarefa;</p><p>na impossibilidade de adoção dessas</p><p>medidas (duas últimas), devem ser</p><p>obrigatoriamente adotadas medidas de</p><p>pausas e alternância de atividades.</p><p>outras medidas técnicas aplicáveis, recomendadas</p><p>na AEP ou na AET.</p><p>Para que as pausas possam</p><p>proporcionar descanso e</p><p>recuperação psicofisiológica</p><p>dos trabalhadores, devem</p><p>ser observados os seguintes</p><p>requisitos mínimos:</p><p>a introdução das pausas não pode ser acompanhada de aumento da cadência individual;</p><p>as pausas devem ser usufruídas fora dos postos de trabalho.</p><p>Agora, aprecie o mapa mental a seguir a respeito dos aspectos relacionados aos fatores organizacionais dos</p><p>postos de trabalho.</p><p>Fatores organizacionais</p><p>dos postos de trabalho</p><p>A concepção dos postos</p><p>de trabalho deve levar</p><p>em consideração:</p><p>os fatores organizacionais e ambientais;</p><p>a natureza da tarefa e das atividades; e</p><p>facilitar a alternância de posturas.</p><p>As dimensões dos</p><p>espaços de trabalho e</p><p>de circulação, inerentes</p><p>à execução da tarefa</p><p>devem:</p><p>ser suficientes para que o trabalhador possa</p><p>movimentar os segmentos corporais livremente, de</p><p>maneira a facilitar o trabalho; e</p><p>reduzir os esforços do trabalhador, e não exigir a</p><p>adoção de posturas extremas ou nocivas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana</p><p>Ferreira</p><p>107</p><p>Levantamento, transporte e descarga individual de materiais</p><p>A respeito do limite de carga estabelecido em diferentes fontes, veja o mapa mental a seguir:</p><p>Para fins de aplicação desses limites de peso, considera-se trabalhador jovem aquele maior que 14 anos e</p><p>menor que 18 anos.</p><p>Importante!!!</p><p>É VEDADO o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança</p><p>e saúde do trabalhador quando a distância de alcance horizontal da pega for superior a</p><p>60 cm (sessenta centímetros) em relação ao corpo.</p><p>Outras observações importantes:</p><p>• Todo trabalhador designado para o transporte manual e não eventual de cargas deve receber</p><p>orientação quanto aos métodos de levantamento, carregamento e deposição de cargas.</p><p>• O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão de vagonetes, carros de mão ou qualquer</p><p>outro aparelho mecânico devem observar a carga, a frequência, a pega e a distância percorrida, para</p><p>que não comprometam a saúde ou a segurança do trabalhador.</p><p>A NR 17 prevê expressamente como uma medida prevenção na movimentação e no</p><p>transporte manual não eventual de cargas: efetuar a alternância com outras atividades</p><p>ou pausas suficientes entre períodos não superiores a 2 (duas) horas.</p><p>Transporte manual de</p><p>caragas</p><p>NIOSH</p><p>Máximo de 23 kg</p><p>(Homens, mulheres e jovens)</p><p>CLT</p><p>Até 60 kg</p><p>(homens adultos)</p><p>Até 20 kg para operações contínuas</p><p>(mulheres e jovens)</p><p>Até 25 kg para operações ocasiosnais</p><p>(mulheres e jovens)</p><p>NR 17</p><p>Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas por</p><p>um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou</p><p>segurança.</p><p>A carga suportada deve ser reduzida quando se tratar de trabalhadora</p><p>mulher e de trabalhador menor nas atividades permitidas por lei.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>108</p><p>Mobiliário dos postos de trabalho</p><p>Em relação a área de trabalho, deve-se observar o seguinte:</p><p>Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos:</p><p>A área de trabalho</p><p>dentro da zona de</p><p>alcance máximo pode ser</p><p>utilizada para ações que</p><p>não prejudiquem a</p><p>segurança e a saúde do</p><p>trabalhador, sejam elas</p><p>eventuais ou também,</p><p>conforme AET, as não</p><p>eventuais.</p><p>A área de trabalho deve</p><p>estar dentro da zona de</p><p>alcance manual e de fácil</p><p>visualização do</p><p>trabalhador.</p><p>Encosto com forma levemente</p><p>adaptada ao corpo para a</p><p>proteção da região lombar</p><p>Altura ajustável à altura do</p><p>trabalhador e à natureza da</p><p>função exercida, com sistema</p><p>de ajuste e manuseio acessíveis</p><p>Base do assento com</p><p>característica de pouca ou</p><p>nenhuma deformação</p><p>Borda frontal</p><p>arredondada</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>109</p><p>Agora, veja esse mapa mental com os principais requisitos do mobiliário dos postos de trabalho:</p><p>Mobiliário dos</p><p>postos de trabalho</p><p>Requisitos</p><p>mínimos:</p><p>Características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação</p><p>dos segmentos corporais de forma a não comprometer a saúde e não ocasionar</p><p>amplitudes articulares excessivas ou posturas nocivas de trabalho.</p><p>Altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de</p><p>atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com</p><p>altura do assento.</p><p>Área de trabalho dentro da zona de alcance manual e de fácil visualização pelo</p><p>trabalhador.</p><p>Para o trabalho sentado, espaço suficiente para pernas e pés na base do plano</p><p>de trabalho, para permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do</p><p>ponto de operação e possa posicionar completamente a região plantar, podendo</p><p>utilizar apoio para os pés.</p><p>Para o trabalho em pé, espaço suficiente para os pés na base do plano de</p><p>trabalho, para permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do</p><p>ponto de operação e possa posicionar completamente a região plantar.</p><p>Outros</p><p>requisitos</p><p>específicos:</p><p>O conjunto do mobiliário do posto de trabalho deve apresentar regulagens em</p><p>um ou mais de seus elementos que permitam adaptá-lo às características</p><p>antropométricas que atendam ao conjunto dos trabalhadores envolvidos e à</p><p>natureza do trabalho a ser desenvolvido.</p><p>A área de trabalho dentro da zona de alcance máximo pode ser utilizada para</p><p>ações que não prejudiquem a segurança e a saúde do trabalhador, sejam elas</p><p>eventuais ou também, conforme AET, as não eventuais.</p><p>Para a adaptação do mobiliário às dimensões antropométricas do trabalhador,</p><p>pode ser utilizado apoio para os pés sempre que o trabalhador não puder manter</p><p>a planta dos pés completamente apoiada no piso.</p><p>Os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter</p><p>posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance.</p><p>Para as atividades em que os trabalhos devem ser realizados em pé, devem ser</p><p>colocados assentos com encosto para descanso em locais em que possam ser</p><p>utilizados pelos trabalhadores durante as pausas.</p><p>Assentos:</p><p>Altura ajustável à altura do trabalhador e à natureza da função exercida;</p><p>Sistema de ajustes e manuseio acessíveis;</p><p>Característica de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;</p><p>Borda frontal arredondada;</p><p>Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região</p><p>lombar.</p><p>Sempre que o trabalho puder ser executado</p><p>alternando a posição de pé com a posição</p><p>sentada, o posto de trabalho deve ser</p><p>planejado ou adaptado para favorecer a</p><p>alternância das posições.</p><p>Para as atividades em que os trabalhos</p><p>devem ser realizados em pé, devem ser</p><p>colocados assentos com encosto para</p><p>descanso em locais em que possam ser</p><p>utilizados pelos trabalhadores durante as</p><p>pausas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>110</p><p>Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais</p><p>Os fabricantes de máquina e equipamentos devem projetar e construir os componentes, como monitores</p><p>de vídeo, sinais e comandos, de forma a possibilitar a interação clara e precisa com o operador, objetivando</p><p>reduzir possibilidades de erros de interpretação ou retorno de informação.</p><p>Para painéis de controle e trabalhos com computadores são estabelecidos pela NR 17:</p><p>a) a localização e posicionamento do painel de controle e dos comandos devem facilitar o acesso, o</p><p>manejo fácil e seguro e a visibilidade da informação do processo;</p><p>b) os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem</p><p>permitir ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas;</p><p>c) os equipamentos devem ter condições de mobilidade suficiente para permitir o ajuste da tela do</p><p>equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos</p><p>ângulos de visibilidade ao trabalhador; e</p><p>d) nas atividades com uso de computador portátil de forma não eventual em posto de trabalho, devem</p><p>ser previstas formas de adaptação do teclado, do mouse ou da tela a fim de permitir o ajuste às</p><p>características antropométricas do trabalhador e à natureza das tarefas a serem executadas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança</p><p>e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>111</p><p>Condições de conforto nos locais de trabalho</p><p>Veja o mapa mental que segue a respeito da condições de conforto ambiental (condições ambientais de</p><p>trabalho) estabeçecidas pela NR 17:</p><p>Doenças ocupacionais</p><p>Classificação Schilling</p><p>A Classificação de Shilling, com vistas a facilitar o processo de correlação entre a doença e o trabalho, divide</p><p>as doenças ocupacionais em 3 grupos, que são assim definidos por Mendes (2013)19:</p><p>• Grupo I: doenças em que o trabalho é causa necessária, tipificadas pelas “doenças profissionais”,</p><p>pelas intoxicações profissionais agudas (sauturnismo, hidragirismo, mangabismo, siderose,</p><p>estanhose, etc.);</p><p>19 MENDES, R (organizador). Patologia do Trabalho. 3. Ed. São Paulo: Atheneu, 2013.</p><p>Condições de</p><p>conforto</p><p>Acústico:</p><p>A organização deve adotar medidas de controle do ruído nos ambientes internos</p><p>com a finalidade de proporcionar conforto acústico nas situações de trabalho.</p><p>O nível de ruído de fundo para o conforto deve respeitar os valores de referência</p><p>para ambientes internos de acordo com sua finalidade de uso estabelecidos em</p><p>normas técnicas oficiais.</p><p>Para os demais casos, o nível de ruído de fundo aceitável para efeito de conforto</p><p>acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão sonora contínuo equivalente</p><p>ponderado em A e no circuito de resposta Slow (A).</p><p>Térmico:</p><p>A organização deve adotar medidas de controle da temperatura, da velocidade</p><p>do ar e da umidade com a finalidade de proporcionar conforto térmico nas</p><p>situações de trabalho, observando-se o parâmetro de faixa de temperatura ao ar</p><p>entre 18 e 25 °C para ambientes climatizados.</p><p>Devem ser adotadas medidas de controle da ventilação ambiental para</p><p>minimizar a ocorrência de correntes de ar aplicadas diretamente sobre os</p><p>trabalhadores.</p><p>Visual:</p><p>Em todos os locais e situações de trabalho deve haver iluminação, natural ou</p><p>artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.</p><p>A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a</p><p>evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.</p><p>Em todos os locais e situações de trabalho internos, deve haver iluminação em</p><p>conformidade com níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos</p><p>locais de trabalho estabelecidos na Norma de Higiene Ocupacional nº 11 (NHO</p><p>11) da Fundacentro - Avaliação dos Níveis de Iluminamento em Ambientes</p><p>Internos de Trabalho, versão 2018.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>112</p><p>• Grupo II: doenças em que o trabalho pode ser um fator de risco, contributivo, mas não necessário,</p><p>exemplificadas por todas as doenças “comuns”, mais frequentes ou mais precoces em determinados</p><p>grupos ocupacionais, sendo que, portanto, o nexo causal é de natureza eminentemente</p><p>epidemiológica. A hipertensão arterial e as neoplasias malignas (câncers), em determinados grupos</p><p>ocupacionais ou profissões, são exemplos clássicos.</p><p>• Grupo III: doenças em que o trabalho é provocador de um distúrbio latente, ou agravador de doença</p><p>já estabelecida ou pré-existente, ou seja, concausa, tipificadas pelas doenças alérgicas de pele e</p><p>respiratórias e pelos distúrbios mentais, em determinados grupos ocupacionais ou ocupações.</p><p>Quadro: Classificação das doenças segundo sua relação com o trabalho (adaptado de Shilling, 1984)</p><p>Categoria Exemplos</p><p>I – Trabalho como causa</p><p>necessária.</p><p>- Intoxicação por chumbo (saturnismo);</p><p>- Silicose;</p><p>- “Doenças profissionais” legalmente prescritas.</p><p>II – Trabalho como fator de</p><p>risco contributivo ou adicional,</p><p>mas não necessário.</p><p>- Doença coronariana;</p><p>- Doenças do aparelho locomotor;</p><p>- Câncer;</p><p>- Varizes dos membros inferiores.</p><p>III – Trabalho como provocador</p><p>de um distúrbio latente, ou</p><p>agravador de uma doença já</p><p>estabelecida.</p><p>- Bronquite crônica;</p><p>- Dermatite de contato alérgica;</p><p>- Asma;</p><p>- Doenças mentais.</p><p>Doenças ocupacionais previstas na legislação previdenciária</p><p>Agente etiológico</p><p>ou fator de risco</p><p>Doença Descrição</p><p>Asbesto ou amianto Asbestose</p><p>É uma pneumoconiose causada pela inalação de poeiras respiráveis</p><p>de asbesto (ou amianto).</p><p>Sílica livre (quartzo) Silicose</p><p>É uma pneumoconiose causada pela inalação de poeiras respiráveis</p><p>de sílica livre (ou quartzo).</p><p>Acidente do</p><p>trabalho lato sensu</p><p>Acidente do trabalho típico ou</p><p>stricto sensu</p><p>Doenças do trabalho lato sensu</p><p>ou doenças ocupacionais</p><p>Trabalho como causa necessária</p><p>(causa direta)</p><p>Trabalho como fator de risco contributivo</p><p>ou adicional, mas não necessário (causa</p><p>indireta)</p><p>Trabalho como provocador de um distúrbio</p><p>latente, ou agravador de uma doença já</p><p>estabelecida (concausa)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>113</p><p>Algodão, linho,</p><p>cânhamo, sisal</p><p>Bissinose</p><p>É um tipo de pneumoconiose não fibrogênica que leva ao</p><p>estreitamento das vias respiratórias, resultando em dificuldade de</p><p>respirar e sensação de pressão no peito.</p><p>Chumbo</p><p>Saturnismo ou</p><p>intoxicação</p><p>por chumbo,</p><p>ou ainda</p><p>plumbismo</p><p>Trata-se de uma intoxicação por chumbo que acomete</p><p>principalmente trabalhadores da indústria de baterias, pilhas e</p><p>pigmentos de tintas. A intoxicação se dá por exposição através das</p><p>vias respiratória e cutânea, sendo essa última possível para o chumbo</p><p>tetraetila, que é capaz de atravessar a pele íntegra, devido a sua</p><p>característica lipossolúvel.</p><p>Gota induzida</p><p>pelo chumbo</p><p>Inflamação nas articulações resultante do aumento do ácido úrico,</p><p>cuja taxa de excreção pelos rins é aumentada pela alta concentração</p><p>de chumbo no organismo.</p><p>Cólica do</p><p>chumbo</p><p>O agente patogênico é o chumbo metálico ou seus compostos</p><p>inorgânicos, nas exposições ocupacionais excessivas.</p><p>Mercúrio</p><p>Hidragirismo</p><p>mercurialismo</p><p>Trata-se de uma intoxicação por mercúrio.</p><p>Manganês</p><p>Manganismo</p><p>ou intoxicação</p><p>por manganês</p><p>Trata-se de uma intoxicação causada por manganês e seus</p><p>compostos, cujos fumos ou poeiras penetram no organismo por meio</p><p>das vias respiratórias e provocam cefaleia, astenia, sonolência,</p><p>espasmos musculares nos membros inferiores, insônia, entre outros.</p><p>Poeira de ferro</p><p>Siderose ou</p><p>pulmão de</p><p>soldador</p><p>É uma intoxicação caracterizada por depósitos de poeira de ferro nos</p><p>tecidos humanos. Geralmente refere-se a doença pulmonar causada</p><p>pela inalação de óxido de ferro em trabalhadores de siderúrgicas, por</p><p>isso o apelido de “pulmão de soldador”.</p><p>Poeira de carvão</p><p>mineral</p><p>Antracose</p><p>Lesão pulmonar caracterizada por pigmentação por partículas de</p><p>carvão observada em mineiros (carvão mineral) e trabalhadores da</p><p>indústria de carvão vegetal.</p><p>Poeira de estanho Estanhose</p><p>Ocorre por inalação de fumos e poeiras e por deposição de estanho</p><p>nos pulmões.</p><p>Poeira de berílio Berilose</p><p>Doença causada por exposição ao berilo e pode se manifestar de</p><p>forma aguda ou crônica até 10 a 15 anos após cessada a exposição.</p><p>Ruído</p><p>Perda Auditiva</p><p>Induzida por</p><p>Ruído (PAIR)20</p><p>É uma diminuição gradual da acuidade auditiva decorrente da</p><p>exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora.</p><p>Vibrações e frio</p><p>Síndrome de</p><p>Raynaud</p><p>Caracteriza-se por crises de palidez e cianose dos dedos. Está</p><p>associada tanto à exposição a vibrações de mãos e braços quanto ao</p><p>frio. É potencializada quando a exposição a esses fatores de risco é</p><p>simultânea.</p><p>20 Também denominada Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional (PAIRO) ou de Perda Auditiva</p><p>Induzida por Níveis de Pressão Sonora</p><p>Elevados (PAINESE).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>114</p><p>Radiações</p><p>ionizantes</p><p>Catarata e</p><p>neoplasias</p><p>(cânceres),</p><p>especialmente</p><p>leucemia</p><p>É uma opacificação do cristalino, parcial ou completa, em um ou</p><p>ambos os olhos, que interfere na visão, podendo causar cegueira.</p><p>Também está associada a exposição a radiações não ionizantes no</p><p>espectro infravermelho.</p><p>Ar comprimido</p><p>(pressão</p><p>hiperbárica)</p><p>Labirintite</p><p>A labirintite relacionada ao trabalho está relacionada a trabalhos</p><p>sobre pressão como mergulho, aviação, tubulão pneumático e túnel</p><p>pressurizado na construção civil entre outros. Além disso, pode ser</p><p>originada pela exposição a agentes ototóxicos.</p><p>Calor</p><p>Intermação ou</p><p>insolação</p><p>Quadro gravíssimo, ocasionado no centro térmico regulador devido a</p><p>uma sobrecarga térmica, em que o indivíduo apresenta aumento</p><p>descontrolado da temperatura com sintomas como cefaleia,</p><p>vertigem, desmaio e pele quente e seca, sem suor.</p><p>Agentes químicos,</p><p>substâncias</p><p>orgânicas e</p><p>inorgânicas,</p><p>irritantes e</p><p>sensibilizantes</p><p>Dermatoses</p><p>ococupacionai</p><p>s</p><p>Compreendem a alterações da pele, mucosas e anexos, direta ou</p><p>indiretamente causadas, mantidas ou agravadas pelo trabalho. É</p><p>muito comum em trabalhadores da construção civil devido ao contato</p><p>direto com cimento sobre a pele (pés, mãos, pernas e braços). Resulta</p><p>em descamação, fissuras, inchaço (edema), bolhas e em alguns casos</p><p>mais graves a necrose do tecido.</p><p>Solventes orgânicos</p><p>(benzeno e seus</p><p>homólogos tóxicos:</p><p>tolueno, xileno etc.)</p><p>Neoplasias</p><p>(cânceres)</p><p>O benzeno e seus homólogos tóxicos são agentes comprovadamente</p><p>cancerígenos para humanos. A exposição a esses agentes químicos</p><p>está associada a diversos tipos de cânceres, especialmente a</p><p>leucemia, uma vez que se deposita na medula, comprometendo a</p><p>formação das células sanguíneas. É um anestésico com ação direta</p><p>sobre o sistema hematopoiético.</p><p>Fatores</p><p>psicossociais:</p><p>jornadas estafantes</p><p>de trabalho,</p><p>discriminação,</p><p>problemas de</p><p>organização do</p><p>trabalho em geral</p><p>Burnout</p><p>(Síndrome do</p><p>Esgotamento</p><p>Profissional)</p><p>O Burnout traz a sensação de estar acabado. É um tipo de resposta</p><p>prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos no</p><p>trabalho. Tem sido descrita como resultante da vivência profissional</p><p>em um contexto de relações sociais complexas, envolvendo a</p><p>representação que a pessoa tem de si e dos outros.</p><p>LER/DORT</p><p>• Entende-se LER/DORT como uma síndrome relacionada ao trabalho, caracterizada pela ocorrência de</p><p>vários sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de</p><p>aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, mas podendo acometer membros</p><p>inferiores.</p><p>• Esses problemas osteomusculares são resultado da combinação da sobrecarga das estruturas</p><p>anatômicas do sistema osteomuscular com a falta de tempo para sua recuperação.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>115</p><p>• O desenvolvimento das LER/DORT é multicausal, sendo importante analisar os fatores de risco</p><p>envolvidos direta ou indiretamente.</p><p>• Os fatores de risco não são independentes.</p><p>Os grupos de fatores de risco das LER/DORT podem ser relacionados com:</p><p>a) o grau de adequação do posto de trabalho à zona de atenção e à visão;</p><p>b) o frio, as vibrações e as pressões locais sobre os tecidos;</p><p>c) as posturas inadequadas;</p><p>d) a carga osteomuscular;</p><p>e) a carga estática;</p><p>f) a invariabilidade da tarefa;</p><p>g) a duração do ciclo do trabalho e distribuição das pausas;</p><p>h) horários/turnos de trabalho;</p><p>i) as exigências cognitivas; e</p><p>j) os fatores organizacionais e psicossociais ligados ao trabalho, incluindo a pressão psicológica.</p><p>O sedentarismo e a obesidade NÃO são fatores de risco para as LER/DORT. Além disso,</p><p>as três principais causas de LER/DORT são movimentos repetitivos, pausas inadequadas</p><p>e pressão psicológica. Os movimentos repetitivos e as pausas inadequadas estão</p><p>associados a intensidade, a frequência e a duração.</p><p>Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho – LDRT</p><p>A Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho – LDRT serve de referência para indicação de nexo para</p><p>doenças e agravos oriundos do processo de trabalho, tendo como finalidades:</p><p>a) orientar o uso clínico-epidemiológico, de forma a permitir a qualificação da atenção integral à Saúde</p><p>do Trabalhador;</p><p>b) facilitar o estudo da relação entre o adoecimento e o trabalho;</p><p>c) adotar procedimentos de diagnóstico;</p><p>d) elaborar projetos terapêuticos mais acurados; e</p><p>e) orientar as ações de vigilância e promoção da saúde em nível individual e coletivo.</p><p>De acordo com o Manual de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde, o Burnout traz a</p><p>sensação de estar acabado. É um tipo de resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais</p><p>crônicos no trabalho. Tem sido descrita como resultante da vivência profissional em um contexto de relações</p><p>sociais complexas, envolvendo a representação que a pessoa tem de si e dos outros.</p><p>A Síndrome de Esgotamento Profissional é composta por três elementos centrais:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>116</p><p>• exaustão emocional: sentimentos de desgaste emocional e esvaziamento afetivo;</p><p>• despersonalização: reação negativa, insensibilidade ou afastamento excessivo do público que</p><p>deveria receber os serviços ou cuidados do paciente;</p><p>• diminuição do envolvimento pessoal no trabalho: sentimento de diminuição de competência e de</p><p>sucesso no trabalho.</p><p>Notificação compulsória de agravos relacionados ao trabalho</p><p>Notificação compulsória é a comunicação obrigatória à autoridade de saúde, realizada pelos médicos,</p><p>profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, sobre a</p><p>ocorrência de suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública, podendo ser imediata</p><p>ou semanal.</p><p>Especialmente nos casos de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, a notificação</p><p>compulsória deve ocorrer após a suspeita inicial, não se devendo aguardar a</p><p>confirmação para só depois proceder a notificação.</p><p>No excerto do Quadro a seguir, leia-se: MS = Ministério da Saúde; SES = Secretaria Estadual de Saúde; e SMS</p><p>= Secretaria Municipal de Saúde.</p><p>N° DOENÇA OU AGRAVO</p><p>Periodicidade da notificação</p><p>Imediata (até 24 horas) para:</p><p>Semanal</p><p>MS SES SMS</p><p>1</p><p>a. Acidente de trabalho com exposição a material</p><p>biológico</p><p>X</p><p>b. Acidente de trabalho: grave, fatal e em crianças e</p><p>adolescentes</p><p>X</p><p>A Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública pode ser</p><p>“incrementada” pelos Estados e Municípios. Não que eles possam alterar essa Lista de âmbito nacional, ou</p><p>seja, ela deve ser utilizada como uma base (mínima) de modo que os Estados e Municípios podem adicionar</p><p>outras doenças, agravos ou eventos de saúde pública para fins de obrigatoriedade de notificação</p><p>compulsória em seus territórios.</p><p>A notificação imediata ou semanal segue o fluxo de compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS</p><p>estabelecido pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (SVS/MS). Para fins de gestão da</p><p>saúde e segurança do trabalhador, temos, então, o seguinte:</p><p>a)</p><p>no caso de acidente de trabalho com exposição a material biológico que ocorrem em serviços de</p><p>saúde, a comunicação deve ser realizada semanalmente. Nesses casos, a Portaria não define qual</p><p>órgão deve ser notificado, pois isso depende também de regulamentação estadual. Esses órgãos, por</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>117</p><p>sua vez, após as devidas providências (investigação dos casos, por exemplo) repassam os dados ao</p><p>MS; através do Sinan.</p><p>b) no caso de acidente de trabalho grave, fatal e em crianças e adolescentes a comunicação deve ser</p><p>feita de imediato (em até 24 horas) exclusivamente para a SMS que, após procedimento de</p><p>investigação, enviará o formulário de investigação aos demais órgãos interessados (SES e MS). No</p><p>caso de doenças ocupacionais que levam a óbito ou um agravamento do quadro de saúde do</p><p>trabalhador com afastamentos, incapacidade permanente etc., a notificação dever ser feita em 24</p><p>horas após suspeita ou confirmação.</p><p>Como essa notificação é feita? Nos âmbitos municipal e estadual, há procedimento próprio em cada</p><p>Município ou Estado. No âmbito nacional, ou seja, para o MS, a notificação deve ser realizada por meio</p><p>do Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan que é alimentado, principalmente, pela</p><p>notificação e investigações de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de</p><p>notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluírem outros problemas de saúde</p><p>importantes em sua região.</p><p>De acordo com o Lei n.° 6259/1975, o envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo</p><p>na ausência de casos, configurando-se a notificação negativa.</p><p>Lei n.° 6259/1975, Art 7º São de notificação compulsória às autoridades sanitárias os casos</p><p>suspeitos ou confirmados: [...]</p><p>§ 2º O Ministério da Saúde poderá exigir dos Serviços de Saúde a notificação negativa da</p><p>ocorrência de doenças [...]</p><p>Quanto ao caráter sigiloso da notificação, vela conhecer também, o Art. 10 da referida Lei.</p><p>Lei n.° 6259/1975, Art 10º A notificação compulsória de casos de doenças e de agravos à</p><p>saúde tem caráter sigiloso, o qual deve ser observado pelos profissionais especificados [...]</p><p>que tenham procedido à notificação, pelas autoridades sanitárias que a tenham recebido</p><p>e por todos os trabalhadores ou servidores que lidam com dados da notificação.</p><p>No caso de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, os serviços de notificação compulsória são</p><p>credenciados como Sentinela de Notificação Compulsória de Acidentes e Doenças Relacionados ao</p><p>Trabalho. Esse credenciamento é feito em conformidade com as diretrizes e orientações da Rede Nacional</p><p>de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>118</p><p>Investigação e análise de acidentes</p><p>A investigação/análise do acidente do trabalho consiste no estudo do fato ocorrido para a pesquisa de</p><p>causas, circunstâncias e consequências.</p><p>Aspectos a serem considerados na investigação/análise de acidentes</p><p>Classificação do acidente quanto ao tipo e/ou espécie</p><p>O acidente do trabalho pode ser classificado como pessoal ou impessoal.</p><p>a) acidente pessoal: acidente cuja caracterização depende de existir acidentado;</p><p>a) acidente impessoal: acidente cuja caracterização independe de existir acidentado, não podendo ser</p><p>considerado como causador direto de lesão pessoal21;</p><p>Na caracterização do acidente pessoal deve-se identificar o acidentado que é a vítima do acidente. Assim,</p><p>em havendo acidentado, deve-se identificar o tipo de acidente pessoal:</p><p>a) acidente com lesão: ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o</p><p>exercício do trabalho, de que resulte lesão pessoal;</p><p>b) acidente sem lesão: acidente que não causa lesão pessoal.</p><p>O acidente impessoal não pode ser considerado causador direto da lesão pessoal.</p><p>Causas do acidente</p><p>• Entende-se por agente do acidente (agente) a coisa, substância ou ambiente que, sendo inerente à</p><p>condição ambiente (ou ambiental) de insegurança22, tenha provocado o acidente.</p><p>• Por sua vez, a fonte da lesão indica coisa, substância, energia ou movimento do corpo que</p><p>diretamente provocou a lesão (previamente indicada por sua natureza).</p><p>• Agente do acidente pode ser ou não coincidente com a fonte da lesão, sendo as duas classificações</p><p>inteiramente independentes uma da outra.</p><p>• As manifestações de energia não devem ser consideradas "agentes do acidente" mas "fonte da</p><p>lesão". Nesse casos, o agente do acidente é o equipamento correspondente.</p><p>21 Há sempre um acidente pessoal entre o acidente impessoal e a lesão.</p><p>22 Condição ambiente de insegurança (condição ambiente): condição do meio que causou o</p><p>acidente ou contribuiu para sua ocorrência.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>119</p><p>Principais causas de acidentes são:</p><p>• fator pessoal de insegurança;</p><p>• ato inseguro;</p><p>• condição insegura;</p><p>• negligência, imprudência e imperícia.</p><p>Fator pessoal de insegurança</p><p>O fator pessoal de insegurança, ou simplesmente fator pessoal é a causa relativa ao comportamento</p><p>humano que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática de um ato inseguro. Exemplos classificados</p><p>como fator pessoal de insegurança:</p><p>• falta de conhecimento ou experiência;</p><p>• falta de experiência ou especialização;</p><p>• desajustamento físico</p><p>• desajustamento emocional ou mental</p><p>Ato inseguro</p><p>O ato inseguro corresponde a ação ou omissão que, contrariando preceito de segurança, pode causar ou</p><p>favorecer a ocorrência de acidente. Na caracterização do ato inseguro, para fins de investigação de acidentes,</p><p>deve-se levar em consideração o seguinte:</p><p>a) o ato inseguro pode ser algo que a pessoa faz quando não deve fazer, ou deveria fazer de outra</p><p>maneira, ou, ainda, algo que deixou de fazer quando deveria ter feito;</p><p>b) o ato inseguro tanto pode ser praticado pelo próprio acidentado como por terceiros;</p><p>c) a pessoa que pratica pode fazê-lo consciente ou não de estar agindo inseguramente;</p><p>Condição insegura</p><p>A condição ambiente de insegurança, ou simplesmente condição insegura é a condição do meio que causou</p><p>o acidente ou que contribuiu para sua ocorrência.</p><p>Só devem ser indicados como causa do acidente quando não for aplicável qualquer outra condição ambiente</p><p>de insegurança mais específica.</p><p>Causa Definição Exemplos</p><p>Fator</p><p>pessoal</p><p>Causa relativa ao comportamento</p><p>humano, que pode levar à ocorrência do</p><p>acidente ou à prática do ato inseguro.</p><p>Trabalhador apresenta comportamento</p><p>inseguro e é indisciplinado. Falta de</p><p>conhecimento ou experiência. Desajustamento</p><p>físico, emocional ou mental.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>120</p><p>Ato</p><p>inseguro</p><p>Corresponde à ação ou omissão que,</p><p>contrariando preceito de segurança, pode</p><p>causar ou favorecer a ocorrência de</p><p>acidente.</p><p>Trabalhador age em desconformidade com as</p><p>normas de secionamento de circuitos</p><p>elétricos</p><p>(ato inseguro por ação). Trabalhador não utiliza</p><p>óculos de proteção ao esmerilhar uma peça</p><p>metálica (ato inseguro por omissão).</p><p>Condição</p><p>insegura</p><p>Condição do meio que causou o acidente</p><p>ou que contribuiu para sua ocorrência.</p><p>Encarregado solicita ao trabalhador que realize</p><p>trabalho em altura sem os equipamentos de</p><p>proteção adequados. Ambiente com ruído</p><p>excessivo. Piso escorregadio.</p><p>AS causas de acidentes estão principalmente relacionadas aos atos inseguros e às</p><p>condições inseguras.</p><p>Negligência, imprudência e imperícia</p><p>Negligência Imprudência Imperícia</p><p>Definição</p><p>Falta de cuidado e desleixo</p><p>proposital em determinada</p><p>situação. Falta de ação</p><p>necessária. É negativa, ou</p><p>seja, o sujeito deixa de fazer</p><p>algo. Tem a ver com a falta de</p><p>cuidado, omissão ou</p><p>desatenção ao realizar a</p><p>atividade</p><p>Falta de reflexão ou precipitação</p><p>em tomar atitudes diferentes</p><p>daquelas aprendidas ou</p><p>esperadas. Ação indevida.</p><p>Ausência de precaução ou</p><p>indiferença em relação ao ato</p><p>realizado. É positiva, ou seja, o</p><p>sujeito pratica uma ação. Tem a</p><p>ver com ação sem precaução ou</p><p>não pensada adequadamente.</p><p>Falta de conhecimento ou</p><p>habilidade específica para o</p><p>desenvolvimento de uma</p><p>atividade científica ou</p><p>técnica. Falta de habilidade</p><p>técnica. Tem a ver com a</p><p>ausência de conhecimento,</p><p>de aptidão e de competência.</p><p>Exemplos</p><p>Não observância das normas</p><p>de segurança do trabalho.</p><p>Burlar as medidas de</p><p>proteção coletivas</p><p>implementadas. Supervisor</p><p>que não liga para o</p><p>subordinado que não usa EPI.</p><p>Não utilizar o EPI adequado ao</p><p>risco quando fornecido pelo</p><p>empregador. Desrespeito à</p><p>sinalização de segurança.</p><p>Consumo de bebida alcoólica</p><p>em horário de trabalho.</p><p>Trabalhador operar uma</p><p>máquina sem treinamento</p><p>prévio. Trabalhador conduz</p><p>empilhadeira sem habilitação</p><p>necessária.</p><p>Consequências do acidente</p><p>A natureza da lesão é uma expressão que identifica a lesão, segundo suas características principais. Nessa</p><p>subdivisão as consequências do acidente podem ser:</p><p>a) lesão pessoal: qualquer dano sofrido pelo organismo humano, como consequência do acidente do</p><p>trabalho;</p><p>b) lesão imediata: lesão que se manifesta no momento do acidente;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>121</p><p>c) lesão mediata (lesão tardia): lesão que não se manifesta imediatamente após a circunstância</p><p>acidental da qual resultou;</p><p>d) doença do Trabalho: doença decorrente do exercício continuado ou intermitente de atividade</p><p>laborativa capaz de provocar lesão por ação mediata;</p><p>e) doença Profissional: doença do trabalho causada pelo exercício de atividade específica, constante de</p><p>relação oficial23; e</p><p>f) morte: cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida, independentemente do tempo</p><p>decorrido desde a lesão.</p><p>Em função da necessidade ou não de afastamento do trabalho em decorrência do, o acidente pode ser dar</p><p>origem a:</p><p>a) lesão com afastamento (lesão incapacitante ou lesão com perda de tempo):</p><p>b) lesão sem afastamento (lesão não incapacitante ou lesão sem perda de tempo):</p><p>c) incapacidade permanente total: perda total da capacidade de trabalho, em caráter permanente, sem</p><p>morte.</p><p>Causa essa incapacidade as lesões que, não provocando a morte, impossibilitam o acidentado,</p><p>permanentemente, de trabalhar ou da qual decorre a perda total do uso ou a perda propriamente</p><p>dita, entre outras, as de:</p><p>• ambos os olhos;</p><p>• um olho e uma das mãos ou um olho e um pé; ou</p><p>• ambas as mãos ou ambos os pés ou uma das mãos e um pé.</p><p>d) incapacidade permanente parcial:</p><p>e) incapacidade temporária total:</p><p>Devem ser evitadas as expressões "acidente com afastamento" e "acidente sem</p><p>afastamento", usadas impropriamente para significar, respectivamente, "lesão com</p><p>afastamento" e "lesão sem afastamento".</p><p>23 Relação estabelecido pela Previdência Social em conjunto com o Ministério da Saúde. Atualmente</p><p>consta do Decreto n.° 3.048/1999.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>122</p><p>Gestão de Riscos: Técnicas de identificação de riscos</p><p>Mapa de riscos</p><p>O mapa de riscos é uma representação dos riscos ocupacionais assinalados em cada um dos diversos locais</p><p>de trabalho dentro de uma organização. As bancas costumam aceitar como objetivos/finalidades para o</p><p>mapa de riscos:</p><p>Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da</p><p>situação de segurança e saúde no trabalho;</p><p>Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de</p><p>informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua</p><p>participação nas atividades de prevenção;</p><p>Identificação de fatores de risco existentes nos processos de</p><p>trabalho;</p><p>Prevenção de acidentes e doenças ocupacionais;</p><p>Redução dos impactos ambientais;</p><p>Promoção da saúde do trabalhador e preservação do meio</p><p>ambiente.</p><p>O Quadro a seguir traz a classificação dos riscos para fins de elaboração do Mapa de Riscos.</p><p>COR CLASSE DE RISCOS</p><p>VERDE</p><p>(Grupo 1)</p><p>FÍSICOS</p><p>Ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (frio e calor), umidade, radiações</p><p>ionizantes e não ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom.</p><p>VERMELHO</p><p>(Grupo 2)</p><p>QUÍMICOS</p><p>Poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, substâncias compostas ou produtos químicos em</p><p>geral</p><p>MARROM</p><p>(Grupo 3)</p><p>BIOLÓGICOS</p><p>Bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.</p><p>AMARELO</p><p>(Grupo 4)</p><p>ERGONÔMICOS</p><p>Esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, exigência de postura inadequada,</p><p>controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno,</p><p>jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade, outras situações causadoras de</p><p>stress físico e/ou psíquico.</p><p>AZUL</p><p>(Grupo 5)</p><p>MECÂNICOS OU DE ACIDENTES</p><p>Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou</p><p>defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, possibilidade de incêndio ou explosão,</p><p>armazenamento inadequado, animais peçonhentos, outras situações de riscos que poderão</p><p>contribuir para ocorrência de acidentes</p><p>Objetivos/finalidades</p><p>do Mapa de Riscos</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>123</p><p>Análise Preliminar de Riscos - APR</p><p>• A Análise Preliminar de Riscos – APR, também conhecida como Análise Preliminar de Perigos – APP</p><p>(em ingês: Preliminary Hazard Analysis – PHA) é uma técnica de identificação de perigos e análise de</p><p>riscos que consiste em identificar eventos perigosos, causas, consequências e estabelecer medidas</p><p>de controle.</p><p>• A a técnica é preliminar porque é utilizada como primeira abordagem de objetos de estudo, ou seja,</p><p>consiste em um estudo antecipado e detalhado sobre todas as etapas de um determinado trabalho.</p><p>• A técnica é mais comumente utilizada no início do desenvolvimento de um projeto quando há pouca</p><p>informação sobre detalhes do projeto ou procedimentos operacionais e pode muitas vezes ser uma</p><p>precursora para estudos adicionais ou fornecer informações para a especificação do projeto de um</p><p>sistema.</p><p>• A APR também pode ser aplicada em unidades já em operação, permitindo nesse caso, a realização</p><p>de uma revisão dos aspectos de segurança existentes, apesar de essa não ser sua aplicação</p><p>predominante.</p><p>• A APR possui especial importância nos casos em que o sistema a ser analisado tem pouca similaridade</p><p>com quaisquer outros existentes, seja pela sua característica de inovação, ou pioneirismo, seja pela</p><p>pouca experiência em riscos no seu uso.</p><p>• APR é considerada a melhor, ou uma das melhores, técnica de identificação e análise de riscos de</p><p>queda de altura e riscos inerentes aos trabalhos em espaços confinados, permitindo um exame</p><p>detalhado do processo ou do serviço a ser executado.</p><p>• A APR, sempre que aplicável, como nos casos de trabalho em altura e em espaços confinados, serve</p><p>de base para a emissão e validação de outras ferramentas de gestão de riscos previstas na</p><p>regulamentação, como é o caso da Permissão de Trabalho – PT e Permissão de Entrada e Trabalho –</p><p>PET.</p><p>Técnica de Incidentes Críticos – TIC</p><p>• A TIC é um método utilizado para identificar erros e condições inseguras que contribuem para os</p><p>acidentes com lesão, tanto reais como potenciais, por meio de uma amostra aleatória estratificada</p><p>de observadores-participantes, selecionados dentro de uma população.</p><p>• O grupo de observadores-participantes precisa ser formado de maneira aleatória e ser representativo</p><p>com relação à estratificação hierárquica, de gênero, funcional e de horários dos turnos existentes na</p><p>empresa.</p><p>• De forma resumida, o método consiste em entrevistar pessoas que atuam na instalação ou sistema,</p><p>obtendo o relato de situações que quase produziram acidentes ou de manifestações de fatores de</p><p>risco, como comportamentos e atitudes.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>124</p><p>Inspeção de Segurança ou Inspeção de Riscos</p><p>• A inspeção de segurança consiste na procura de riscos comuns, já conhecidos teoricamente. O</p><p>conhecimento teórico dos riscos facilita a prevenção de acidentes, pois as soluções possíveis já foram</p><p>estudadas anteriormente e constam de extensa bibliografia, nas Normas Regulamentaras - NRs e</p><p>normas técnicas nacionais e internacionais vigentes.</p><p>• A técnica consiste em uma sistemática de inspeção preventiva que deve antecipar-se aos possíveis</p><p>acidentes. Entre os diversos tipos de inspeção, destacam-se as periódicas, cujo objetivo é identificar</p><p>os riscos que o manuseio de ferramentas, de máquinas, de equipamentos e de instalações elétricas</p><p>pode provocar ao trabalhador, devido ao desgaste do tempo, do uso e da constância.</p><p>Lista de Verificação – LV ou Checklist</p><p>• As Listas de Verificação – LV, ou Checklistis, são listas de perigos, riscos ou falhas de controle que foram</p><p>desenvolvidas normalmente a partir da experiência como resultado de um processo de uma avaliação</p><p>de riscos anterior ou como resultado de falhas passadas.</p><p>• A utilização de Lista de Verificação (LV) ou Checklist visa à verificação da conformidade entre as</p><p>atividades desenvolvidas e os procedimentos operacionais padronizados, estabelecidos pela</p><p>organização, buscando-se, em caso de inconformidades, a identificação dos riscos associados aos</p><p>processos.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>125</p><p>NR 33: Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados</p><p>Definições, objetivos e campo de aplicação</p><p>Os espaços não destinados à ocupação humana, com meios limitados de entrada e saída,</p><p>utilizados para armazenagem de material com potencial para engolfar ou afogar o trabalhador</p><p>são caracterizados como espaços confinados.</p><p>Responsabilidades</p><p>Responsabilidades do empregador:</p><p>a) indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento das atribuições previstas no item</p><p>33.3.2 (competências do responsável técnico) da NR 33;</p><p>b) assegurar os meios e recursos para o responsável técnico cumprir as suas atribuições;</p><p>c) assegurar que o gerenciamento de riscos ocupacionais contemple as medidas de prevenção para</p><p>garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com os</p><p>espaços confinados;</p><p>d) providenciar a sinalização de segurança e bloqueio dos espaços confinados para evitar a entrada de</p><p>pessoas não autorizadas;</p><p>e) providenciar a capacitação inicial e periódica dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores</p><p>autorizados e da equipe de emergência e salvamento;</p><p>f) fornecer as informações sobre os riscos e as medidas de prevenção, previstos no PGR (da NR 01),</p><p>aos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com os espaços confinados;</p><p>g) garantir os equipamentos necessários para o controle de riscos previstos no PGR;</p><p>h) assegurar a disponibilidade dos serviços de emergência e salvamento, e de simulados, quando da</p><p>realização de trabalhos em espaços confinados; e</p><p>i) supervisionar as atividades em espaços confinados executadas pelas organizações contratadas,</p><p>visando o atendimento do disposto na NR 33.</p><p>Espaço confinado</p><p>(deve atender simultaneamente</p><p>aos seguintes requisitos):</p><p>Não ser projetado para ocupação humana contínua.</p><p>Possuir meios limitados de entrada e saída.</p><p>Ambiente em que exista ou</p><p>possa existir atmosfera perigosa</p><p>(aquela em que estejam</p><p>presentes uma das seguintes</p><p>condições):</p><p>deficiência ou enriquecimento de</p><p>oxigênio;</p><p>presença de contaminantes com</p><p>potencial de causar danos à saúde do</p><p>trabalhador;</p><p>seja caracterizada como uma atmosfera</p><p>explosiva.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>126</p><p>Responsabilidades do responsável técnico:</p><p>a) identificar e elaborar o cadastro de espaços confinados;</p><p>b) adaptar o modelo da Permissão de Entrada e Trabalho - PET de modo a contemplar as peculiaridades</p><p>dos espaços confinados da organização;</p><p>c) elaborar os procedimentos de segurança relacionados ao espaço confinado;</p><p>d) indicar os equipamentos para trabalho em espaços confinados;</p><p>e) elaborar o plano de resgate; e</p><p>f) coordenar a capacitação inicial e periódica dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores</p><p>autorizados e da equipe de emergência e salvamento.</p><p>Responsabilidades do supervisor de entrada:</p><p>a) emitir a PET antes do início das atividades;</p><p>b) executar os testes e conferir os equipamentos, antes da utilização;</p><p>c) implementar os procedimentos contidos na PET;</p><p>d) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para os</p><p>acionamentos estejam operantes;</p><p>e) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho, quando necessário;</p><p>f) encerrar a PET após o término dos serviços;</p><p>g) desempenhar a função de vigia, quando previsto na PET; e</p><p>h) assegurar que o vigia esteja operante durante a realização dos trabalhos em espaço confinado.</p><p>Responsabilidades do vigia:</p><p>a) permitir somente a entrada de trabalhadores autorizados em espaços confinados relacionados na</p><p>PET;</p><p>b) manter continuamente o controle do número de trabalhadores autorizados a entrar no espaço</p><p>confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade;</p><p>c) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato ou comunicação permanente com</p><p>os trabalhadores autorizados;</p><p>d) acionar a equipe de emergência e salvamento, interna ou externa, quando necessário;</p><p>e) operar os movimentadores de pessoas;</p><p>f) ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo,</p><p>sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou quando não puder</p><p>desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro vigia;</p><p>g) não realizar outras tarefas durante as operações em espaços confinados; e</p><p>h) comunicar ao supervisor de entrada qualquer evento não previsto ou estranho à operação de</p><p>vigilância, inclusive quando da ordenação do abandono.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>127</p><p>O Supervisor de Entrada pode desempenhar a função de Vigia, desde que prevista tal</p><p>possibilidade na PET. Entretanto, assumindo essa função, ele não poderá realizar outras</p><p>tarefas, uma vez que é vedado a realização de outras tarefas pelo vigia durante as operações</p><p>em espaços confinados.</p><p>Isso, pois, o desempenho de outras tarefas pelo vigia pode comprometer o dever principal que</p><p>é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados que estão realizando as tarefas no</p><p>espaço confinado.</p><p>Além disso, importante notar que quem emite e encerra a PET é o Supervisor de Entrada, e não</p><p>o Vigia, fique esperto(a) com isso!</p><p>O vigia pode acompanhar as atividades de mais de um espaço confinado, quando atendidos os seguintes</p><p>requisitos:</p><p>a) permanecer junto à entrada dos espaços confinados ou nas suas proximidades, podendo ser assistido</p><p>por sistema de vigilância e comunicação eletrônicas;</p><p>b) que todos os espaços confinados estejam no seu campo visual, sem o uso de equipamentos</p><p>eletrônicos;</p><p>c) que o número de espaços confinados não prejudique suas funções de vigia;</p><p>d) que a mesma atividade seja executada em todos os espaços confinados sob sua responsabilidade;</p><p>e) seja limitada a permanência de 2 (dois) trabalhadores no interior de cada espaço confinado; e</p><p>f) seja possível a visualização dos trabalhadores através do acesso do espaço confinado.</p><p>Quando o vigia, desempenhando essa função para mais de um espaço confinado, está assistido</p><p>por sistema de vigilância e comunicação eletrônicas fica dispensada as seguintes exigências:</p><p>- seja limitada a permanência de 2 (dois) trabalhadores no interior de cada espaço confinado;</p><p>- seja possível a visualização dos trabalhadores através do acesso do espaço confinado.</p><p>Responsabilidades dos trabalhadores autorizados:</p><p>a) cumprir as orientações recebidas nos treinamentos e os procedimentos de trabalho previstos na PET;</p><p>b) utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela organização; e</p><p>c) comunicar ao vigia ou supervisor de entrada as situações de risco para segurança e saúde dos</p><p>trabalhadores e terceiros, que sejam do seu conhecimento.</p><p>Responsabilidades da equipe de emergência e salvamento:</p><p>a) assegurar que as medidas de salvamento e primeiros socorros estejam operantes e executá-las em</p><p>caso de emergência; e</p><p>b) participar do exercício de simulado anual de salvamento que contemple os possíveis cenários de</p><p>acidentes em espaços confinados, conforme previsto no plano de resgate.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>128</p><p>Gerenciamento de riscos ocupacionais em espaços confinados</p><p>Procedimentos de segurança em espaços confinados</p><p>Permissão de Entrada e Trabalho – PET</p><p>A PET adotada pela organização deve conter, no mínimo, os seguintes campos:</p><p>a) identificação do espaço confinado a ser adentrado;</p><p>b) objetivo da entrada;</p><p>c) perigos identificados e medidas de controle, incluindo o controle de energias perigosas, resultantes</p><p>da avaliação de riscos do PGR, em função das atividades realizadas;</p><p>d) perigos identificados e medidas de prevenção estabelecidas no momento da entrada;</p><p>e) avaliação quantitativa da atmosfera, imediatamente antes da entrada no espaço confinado;</p><p>GRO de espaços</p><p>confinados</p><p>Deve levar em consideração na</p><p>etapa de levantamento</p><p>preliminar de perigos a:</p><p>existência ou construção de novos espaços</p><p>confinados em que trabalhos possam ser realizados;</p><p>alteração da geometria ou meios de acessos dos</p><p>espaços confinados existentes; e</p><p>utilização dos espaços confinados que implique</p><p>alteração dos perigos anteriormente identificados.</p><p>Quando o trabalho no espaço</p><p>confinado não puder ser evitado,</p><p>as etapas de identificação de</p><p>perigos e a avaliação de riscos</p><p>ocupacionais devem considerar:</p><p>os perigos existentes nas adjacências do espaço</p><p>confinado que possam interferir nas condições de</p><p>segurança do trabalho em espaço confinado;</p><p>a possibilidade de formação de atmosferas</p><p>perigosas;</p><p>a necessidade de controle de energias perigosas nos</p><p>espaços; e</p><p>as demais medidas de prevenção descritas na NR</p><p>33.</p><p>Procedimentos</p><p>de segurança</p><p>Devem</p><p>contemplar:</p><p>preparação, emissão, cancelamento e encerramento da PET;</p><p>requisitos para o trabalho seguro nos espaços confinados; e</p><p>critérios para operação dos movimentadores dos trabalhadores</p><p>autorizados, quando aplicável.</p><p>Devem ser</p><p>revistos quando</p><p>ocorrer:</p><p>alteração do nível de risco previsto na NR-01;</p><p>entrada não autorizada; e</p><p>acidente ou condição não prevista durante a entrada.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>129</p><p>f) relação de supervisores de entrada, vigias e trabalhadores autorizados a entrar no espaço confinado,</p><p>devidamente relacionados pelo nome completo e função que irão desempenhar;</p><p>g) data e horário da emissão e encerramento da PET; e</p><p>h) assinatura dos supervisores de entrada e vigias.</p><p>São regras para emissão e arquivamento da PET:</p><p>Quando em meio físico, deve ser emitida em 2 (duas) vias, sendo que a primeira via deve</p><p>permanecer com o supervisor de entrada e a segunda entregue ao vigia. Em qualquer caso</p><p>(meio físico ou eletrônico) as PETs emitidas devem ser rastreáveis, sendo arquivadas pelo</p><p>período de 5 (cinco) anos. Durante esse período de arquivamento, as PETs emitidas devem</p><p>estar disponíveis aos trabalhadores, quando solicitado.</p><p>Situações em que a PET deve ser encerrada:</p><p>a) quando as atividades forem completadas;</p><p>b) quando ocorrer uma condição não prevista;</p><p>c) quando ocorrer a saída de todos os trabalhadores do espaço confinado; e</p><p>d) quando houver a substituição do vigia por outro não relacionado na PET.</p><p>A validade da PET deve ser limitada a uma jornada de trabalho.</p><p>Situações em que a PET pode ser prorrogada:</p><p>a) estar relacionada às mesmas atividades e riscos;</p><p>b) constar os intervalos de parada e retomada de todas as equipes de trabalho;</p><p>c) relacionar os trabalhadores autorizados, vigias e supervisores de entrada;</p><p>d) registrar a continuidade da atividade e a substituição da equipe a cada entrada e saída;</p><p>e) estiver garantido o monitoramento contínuo de toda a atmosfera do espaço confinado e a</p><p>manutenção das condições atmosféricas ou realizar nova avaliação da atmosfera a cada entrada;</p><p>f) estiver garantida a presença contínua do vigia junto ou próximo à entrada do espaço confinado,</p><p>inclusive durante as pausas e intervalos; e</p><p>g) estiverem reavaliadas as medidas de prevenção descritas na PET a cada entrada.</p><p>A validade da PET deve ser limitada a uma jornada de trabalho, podendo ser prorrogada para</p><p>algumas situações, desde que atendidos os requisitos estabelecidos na NR 33 (requisitos</p><p>acima). Entretanto, deve-se observar que a validade da PET, incluindo as prorrogações, não</p><p>poder ser superior a 24 h.</p><p>André Rocha, Edimar</p><p>Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>130</p><p>Avaliações atmosféricas:</p><p>Ventilação:</p><p>São regras básicas a serem adotadas antes e durante as atividades no espaço confinado:</p><p>a) antes do início da atividade em espaço confinado devem ser garantidas condições de entrada</p><p>seguras, com ventilação, purga, lavagem ou inertização do espaço confinado;</p><p>b) durante a realização da atividade em espaço confinado, deve ser observado que sistema de</p><p>ventilação deve ser selecionado e dimensionado de acordo com as características dos espaços</p><p>confinados e que as condições térmicas devem observar o disposto no Anexo III da NR-09.</p><p>Mesmo em espaços confinados com atmosferas deficientes em O2 (concentração menor 20,9%</p><p>em volume) é PROIBIDA a ventilação com oxigênio puro.</p><p>Capacitação/treinamentos</p><p>Avaliação</p><p>atmosférica</p><p>Avaliação inicial:</p><p>deve ser realizada com o supervisor de entrada fora do espaço</p><p>confinado</p><p>deve ser realizada imediatamente antes da entrada dos</p><p>trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro</p><p>Parâmetros de</p><p>controle:</p><p>20,9% de O2 é o percentual indicado para entrada</p><p>percentuais entre 19,5% e 23% de O2 são aceitáveis, desde que a</p><p>causa da redução ou do enriquecimento seja conhecida e controlada</p><p>Monitoramento:</p><p>deve ocorrer de forma contínua durante a permanência dos</p><p>trabalhadores no espaço confinado</p><p>pode ocorrer de forma remota ou presencial, conforme previsão no</p><p>procedimento de segurança</p><p>Treinamentos</p><p>Trabalhadores Autorizados e</p><p>Vigias:</p><p>Carga horária de 16 horas para treinamento inicial</p><p>Carga horária de 8 horas para treinamento periódico, a cada 12</p><p>meses (anual)</p><p>Supervisores de entrada:</p><p>Carga horária de 40 horas para treinamento inicial</p><p>Carha horária de 8 horas para treinamento periódico, a cada 12</p><p>meses (anual)</p><p>Programas de capacitação</p><p>(treinamentos extraordinários)</p><p>devem ser implementados</p><p>sempre que houver razão para</p><p>acretitar que:</p><p>existam desvios na utilização ou nos procedimentos de entrada</p><p>nos espaços confinados; ou</p><p>existam desvios na operação de resgate ou nos simulados</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>131</p><p>Disposições gerais</p><p>Fica PROIBIDA a entrada e o trabalho em espaço confinado, em qualquer uma das seguintes situações:</p><p>a) entrada e trabalho em espaço confinado sem prévia autorização;</p><p>b) não realização de avaliações atmosféricas antes da entrada dos trabalhadores no espaço confinado e</p><p>o monitoramento contínuo durante as atividades;</p><p>c) ausência de vigia durante a entrada, permanência e saída dos trabalhadores do espaço confinado; e</p><p>d) falta de capacitação de supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e equipes de</p><p>resgate.</p><p>Brigada de incêndio e emergência</p><p>Aspectos iniciais</p><p>Entende-se por Brigada de Emergência o grupo organizado, formado por pessoas voluntárias ou indicadas,</p><p>treinado e capacitado para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área,</p><p>prevenção de acidentes e primeiros socorros, dentro de uma área preestabelecida na edificação, planta ou</p><p>evento.</p><p>Composição da brigada de emergência</p><p>A brigada de emergência deve ser composta considerando:</p><p>a) a divisão de ocupação;</p><p>b) o grau de risco;</p><p>c) a população fixa de cada setor da planta; e</p><p>d) a distância de deslocamento dos brigadistas.</p><p>A quantidade de brigadistas deve ser compatível para efetuar as ações e procedimentos de prevenção e</p><p>controle descritos no plano de emergência, estabelecidos conforme as hipóteses acidentais</p><p>predeterminadas.</p><p>A composição da brigada também deve levar em consideração as atividades a serem executadas pelos</p><p>brigadistas, quais sejam:</p><p>a) atividades de inspeção de segurança;</p><p>b) primeiros socorros e/ou atendimentos pré-hospitalares de emergências médicas;</p><p>c) atendimentos de salvamento;</p><p>d) atendimentos de prevenção e controle de incêndios;</p><p>e) atendimentos a emergências com produtos perigosos;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>132</p><p>f) atividades para o abandono de áreas; e</p><p>g) atividades de ensino de educação continuada para o público interno.</p><p>Além dessas atividades, deve, ainda, ser considerado para a composição da quantidade necessária de</p><p>brigadistas na brigada de emergência o seguinte:</p><p>a) análise das situações que possam oferecer riscos para a vida da população da planta;</p><p>b) análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios</p><p>na planta;</p><p>c) análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou</p><p>incêndios na planta;</p><p>d) análise dos tipos de viaturas que podem ser empregadas e da composição da tripulação;</p><p>e) procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências;</p><p>f) tipos de equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências; e</p><p>g) localizações e disposições das equipes e dos armários de emergência, para assegurar o tempo de</p><p>resposta adequado conforme a sua área de abrangência na planta.</p><p>A quantidade necessária de brigadistas para a formação da primeira equipe para o atendimento do tempo</p><p>de resposta é a seguinte:</p><p>Seleção de brigadistas de emergência</p><p>Para que o candidato a brigadista de emergência seja selecionado, ele precisa atender aos seguintes</p><p>critérios:</p><p>a) ter mais de 18 anos de idade;</p><p>b) ser alfabetizado;</p><p>c) possuir bom conhecimento das instalações da planta;</p><p>d) participar e ser aprovado no treinamento de brigadista.</p><p>Quantidade necessária de</p><p>brigadistas na primeira</p><p>equipe:</p><p>Para plantas de baixo e</p><p>médio risco e/ou com</p><p>população fixa acima de 4</p><p>pessoas:</p><p>pelo menos 2 brigadistas</p><p>Plantas de alto risco e/ou</p><p>com população fixa acima</p><p>de 10 pessoas:</p><p>pelo menos 4 brigadistas</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>133</p><p>Os candidatos a brigadista em seleção ou já selecionados devem ser submetidos a exames complementares</p><p>para a composição dos exames admissionais de emissão do atestado de saúde ocupacional (ASO) ou outra</p><p>avaliação periódica de saúde, sendo estes exames complementares, por exemplo:</p><p>a) teste ergométrico;</p><p>b) ecodoppler;</p><p>c) cardiograma;</p><p>d) monitoramento ambulatorial de pressão arterial (MAPA); e</p><p>e) exame de curva glicêmica.</p><p>Capacitação da brigada de emergência</p><p>Os EPI devem ser utilizados de acordo com o nível de brigada de emergência.</p><p>EPI e EPRA para combate a incêndio conforme o nível de brigada de emergência</p><p>Nível 1 - Básico Nível 2 - Intermediário Nível 3 - Avançado</p><p>• Óculos de proteção;</p><p>• Luvas de vaqueta.</p><p>• Capacete de segurança;</p><p>• Balaclava;</p><p>• Óculos de proteção;</p><p>• Camisa de manga</p><p>comprida;</p><p>• Luvas de vaqueta;</p><p>• Calçado de segurança.</p><p>• Capacete de bombeiro</p><p>com proteção para os</p><p>olhos;</p><p>• Balaclava;</p><p>• Jaqueta de bombeiro;</p><p>• Calças de bombeiro;</p><p>• Luvas de bombeiro;</p><p>• Botas de bombeiro;</p><p>• EPRA.</p><p>Todos os brigadistas devem utilizar EPRA sempre que estiverem expostos a uma ou mais das seguintes</p><p>condições:</p><p>a) em uma</p><p>atmosfera deficiente em oxigênio ou contaminada por produtos de combustão, ou ambos;</p><p>b) em uma atmosfera suspeita de ser deficiente de oxigênio ou contaminada por produtos de</p><p>combustão, ou ambos;</p><p>c) em qualquer atmosfera que possa se tornar deficiente de oxigênio ou contaminada, ou ambos; e</p><p>d) abaixo do nível do solo, exceto em atmosfera segura, monitorada continuamente.</p><p>Desempenho de tempo de resposta para os atendimentos dos brigadistas</p><p>São requisitos de tempo de resposta para a chegada da primeira equipe de emergência:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>134</p><p>Procedimentos para a realização de exercícios simulados</p><p>Entende-se por exercício simulado o exercício prático realizado periodicamente para manter a equipe de</p><p>emergência e os ocupantes das edificações em condições de enfrentar uma situação real de emergência.</p><p>Deve ser realizado pelo menos um exercício simulado completo a cada 12 meses.</p><p>Podendo, opcionalmente, serem realizados simulados parciais divididos por atribuição,</p><p>desde que, ao final do período de 12 meses, todos os brigadistas e profissionais de</p><p>emergências sejam contemplados.</p><p>Plano de emergência</p><p>Aspectos iniciais</p><p>Entende-se por Plano de Emergência o documento que formaliza e descreve o conjunto de ações e medidas</p><p>a serem adotadas no caso de uma situação crítica (acidente ou incidente), visando proteger a vida e o</p><p>patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente.</p><p>Classificação das edificações e áreas de risco quanto à carga de incêndio para</p><p>fins de elaboração e implementação do Plano de Emergência</p><p>Risco Carga de incêndio (MJ/m2)</p><p>Baixo Menor que 300</p><p>Médio Entre 300 e 1200</p><p>Alto Maior que 1200</p><p>Elaboração do plano de emergência</p><p>O plano de emergência deve ser elaborado formalmente por uma equipe multidisciplinar e liderado por</p><p>um ou mais profissionais especializados. Uma equipe multidisciplinar é uma equipe formada por</p><p>Tempos de resposta</p><p>Primeira equipe</p><p>Resgate e/ou emergências médicas:</p><p>4 minutos para chegar ao local</p><p>Combate a incêndio:</p><p>1 minuto para se equipar com os EPI e 4 minutos</p><p>para chegar ao local</p><p>Mais brigradistas ou</p><p>recursos materiais</p><p>8 minutos para chegar ao local</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>135</p><p>representantes das áreas envolvidas e/ou afetadas, saúde e segurança do trabalho, manutenção e demais</p><p>áreas pertinentes, designados pelo responsável pelo plano de emergência da planta.</p><p>A brigada de emergência deve ser composta considerando:</p><p>• a divisão de ocupação;</p><p>• o grau de risco;</p><p>• a população fixa de cada setor da planta; e</p><p>• a distância de deslocamento dos brigadistas.</p><p>O mapa mental a seguir traz outros aspectos gerais a serem considerados na elaboração do plano de</p><p>emergência.</p><p>O plano de emergência também deve contemplar todas as hipóteses acidentais identificadas nas análises e</p><p>na avaliação das características da planta previamente efetuadas.</p><p>São exemplos de hipóteses acidentais de emergência:</p><p>a) acidente com vítima em qualquer área (procedimentos básicos de primeiros socorros);</p><p>b) acidente com vítima em áreas energizadas;</p><p>c) acidente com vítima em altura e/ou espaços confinados;</p><p>A</p><p>sp</p><p>ec</p><p>to</p><p>s</p><p>a</p><p>se</p><p>re</p><p>m</p><p>c</p><p>o</p><p>n</p><p>si</p><p>d</p><p>er</p><p>ad</p><p>o</p><p>s</p><p>n</p><p>a</p><p>el</p><p>ab</p><p>o</p><p>ra</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>p</p><p>la</p><p>n</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>em</p><p>er</p><p>gê</p><p>n</p><p>ci</p><p>a:</p><p>tipo de ocupação</p><p>riscos específicos inerentes à ocupação</p><p>construção, acabamento e revestimentos ou outros métodos construtivos</p><p>dimensões da área total construída e de cada uma das edificações, altura de cada edificação,</p><p>número de pavimentos, se há subsolos, garagens e outros detalhes</p><p>população fixa e/ou flutuante e suas características</p><p>característica de funcionamento, horários e turnos de trabalho</p><p>acessibilidade para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida</p><p>rotas de fuga e áreas de refúgio</p><p>recursos humanos integrantes da equipe de emergência</p><p>recursos materiais, sistemas e equipamentos existentes</p><p>localização e recursos externos</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>136</p><p>d) acidente com vítima por produtos perigosos diversos;</p><p>e) vazamento ou derrame de produtos perigosos diversos;</p><p>f) vazamento de gases combustíveis;</p><p>g) incêndio em qualquer área (procedimentos básicos de combate a incêndio);</p><p>h) incêndio em painéis elétricos;</p><p>i) incêndio em veículos e equipamentos móveis;</p><p>j) explosões em qualquer área;</p><p>k) desastres naturais, por exemplo, descargas atmosféricas, ventos, inundações, deslizamento,</p><p>escorregamentos e abalos sísmicos;</p><p>l) desmoronamentos e/ou colapso estruturais; e</p><p>m) emergências decorrentes de ações intencionais de dano, por exemplo, atentados, crimes e/ou</p><p>sabotagens.</p><p>Classificação da emergência</p><p>A emergência deve ser classificada em níveis de magnitude, de acordo com o seu potencial de risco:</p><p>a) emergência de magnitude leve: hipótese acidental que pode ser controlada com recursos do próprio</p><p>local de trabalho, não havendo o acionamento do plano de emergência, mas devendo o fato ser</p><p>registrado;</p><p>b) emergência de magnitude média: hipótese acidental que pode ser controlada com recursos da</p><p>própria planta, em que os efeitos não extrapolam os limites físicos da área da planta e não afetam os</p><p>processos de rotina da planta, podendo haver o acionamento do plano de emergência; e</p><p>c) emergência de magnitude grave: hipótese acidental cujos efeitos podem extrapolar os limites físicos</p><p>da área da planta, requerendo o acionamento do plano de emergência, com a mobilização de todos</p><p>os recursos humanos e materiais disponíveis na planta, podendo envolver, se necessário, o</p><p>acionamento de recursos externos (corpo de bombeiros, defesa civil, ASMU, polícia, PAM etc.).</p><p>Emergência de</p><p>magnitude LEVE</p><p>pode ser controlada com recursos</p><p>do próprio local de trabalho</p><p>não há o acionamento do plano de</p><p>emergência</p><p>Emergência de</p><p>magnitude</p><p>MÉDIA</p><p>hipótese acidental que pode ser</p><p>controlada com recursos da própria</p><p>planta</p><p>pode haver o acionamento do plano</p><p>de emergência</p><p>Emergência de</p><p>magnitude</p><p>GRAVE</p><p>hipótese acidental cujos efeitos</p><p>podem extrapolar os limites físicos</p><p>da área da planta</p><p>requer o acionamento do plano de</p><p>emergência</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>137</p><p>Recomendações gerais para a população da planta</p><p>Para os casos de abandono de área ou edificação, devem ser previamente divulgadas ao menos as seguintes</p><p>instruções:</p><p>a) acatar as orientações dos brigadistas;</p><p>b) manter a calma;</p><p>c) caminhar em ordem, sem atropelos;</p><p>d) permanecer em silêncio;</p><p>e) havendo pessoas em pânico, se possível, acalmá-las e avisar a um brigadista;</p><p>f) não voltar para apanhar objetos;</p><p>g) ao sair de um lugar, fechar as portas e janelas sem trancá-las;</p><p>h) não se afastar das outras pessoas e não parar nos andares;</p><p>i) levar consigo os visitantes que estiverem em seu local de trabalho;</p><p>j) ao sentir cheiro de gás, não acender ou apagar luzes;</p><p>k) deixar a rua e as entradas livres</p><p>de fogos classe B tridimensionais vertendo, escorrendo ou gotejando, devem</p><p>ser selecionados com base nas especificações dos fabricantes de extintores de incêndio. A instalação</p><p>de sistema fixo deve ser considerada quando aplicável.</p><p>1 Capacidade extintora: medida de poder de extinção de fogo de um extintor, obtida em ensaio prático</p><p>normalizado.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>14</p><p>No Quadro, leia-se: A – Adequado ou Eficaz, P – Proibido, NR – Não Recomendado ou Ineficaz.</p><p>Classe de</p><p>incêndio</p><p>Agente extintor</p><p>Água</p><p>Espuma</p><p>mecânica</p><p>CO2 Pó BC Pó ABC Hallon(1) Acetato de</p><p>potássio(2)</p><p>A A NR(3) NR(3) A NR(3) NR</p><p>P A A(4) A A A(5) NR</p><p>P P A A A A(5) P</p><p>P P NR NR NR A(5) P</p><p>NR(6) NR NR NR NR A(5) A</p><p>(1) Considere todas as composições de agentes extintores halogenados.</p><p>(2) Apesar de existirem outros agentes extintores para incêndio Classe K, esse é o mais utilizado.</p><p>(3) Pode ser usado no início de incêndios de Classe A.</p><p>(4) O uso desse agente extintor deve ser priorizado em incêndios de Classe C, dado que os extintores PQS</p><p>são mais baratos e igualmente eficazes no combate a incêndios em combustíveis líquidos.</p><p>(5) Extintores de compostos halogenados são eficazes no combate a essa classe de incêndio, porém, não</p><p>são utilizados devido ao custo elevado.</p><p>(6) Apesar de não haver proibição do uso de extintores de água em incêndios classe K, é altamente não</p><p>recomendado, devido ao risco de respingos de gorduras quentes no operador, além de não ser eficaz.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>15</p><p>Composição e aspectos construtivos dos extintores</p><p>• agente extintor: substância utilizada para a extinção do fogo;</p><p>• gás expelente: gás não inflamável, comprimido, utilizado para pressurizar o extintor de incêndio com</p><p>a finalidade de expelir o agente extintor.</p><p>• extintor de pressurização direta: o agente extintor está permanentemente pressurizado pelo gás</p><p>expelente;</p><p>• extintor de pressurização indireta: o recipiente que contém o agente extintor é pressurizado no</p><p>momento do uso pelo gás expelente de um cilindro externo ao recipiente destinado ao agente</p><p>extintor (Figura).</p><p>Figura: Extintor sobre rodas com carga de água, de pressurização indireta.</p><p>Carga de incêndio</p><p>É a soma das energias caloríficas que podem ser liberadas pela combustão completa de todos os materiais</p><p>combustíveis em um espaço, inclusive os revestimentos das paredes, divisórias, pisos e portas. Importante</p><p>que você não confunda carga de incêndio com carga de incêndio específica.</p><p>Carga de incêndio</p><p>Soma das energias caloríficas que</p><p>podem ser liberadas pela combustão</p><p>completa de todos os materiais</p><p>combustíveis em um espaço,</p><p>inclusive os revestimentos das</p><p>paredes, divisórias, pisos e tetos.</p><p>Carga de incêndio específica</p><p>Valor da carga de incêndio, dividida</p><p>pela área de piso do espaço</p><p>considerado. É expressam em</p><p>megajoules por metro quadrado</p><p>(MJ/m²).</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>16</p><p>Distribuição de extintores</p><p>Distribuição de extintores</p><p>Classe de risco Capacidade extintora mínima Distância máxima a ser percorrida (m)</p><p>Baixo 2-A 25</p><p>Médio 3-A 20</p><p>Alto 4-A 15</p><p>* Dois extintores com carga de água de capacidade extintora 2-A, quando instalados um ao lado do outro</p><p>podem ser utilizados em substituição a um extintor 4-A.</p><p>Classe de risco Capacidade extintora mínima Distância máxima a ser percorrida (m)</p><p>Baixo 20-B 15</p><p>Médio 40-B 15</p><p>Alto 80-B 15</p><p>* No combate a fogos envolvendo líquidos e gases inflamáveis pressurizados, devem ser utilizados</p><p>extintores com carga de pó, já que extintores contendo outros agentes não são eficientes no combate a</p><p>esse tipo de risco. A seleção de extintores para esse tipo de risco deve ser feita com base nas especiações</p><p>de seus respectivos fabricantes.</p><p>Inspeções</p><p>O relatório de inspeção deve conter, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>a) nome do cliente e endereço;</p><p>b) data da inspeção e identificação da empresa executante;</p><p>c) identificação do extintor de incêndio;</p><p>d) as condições do ambiente a que está exposto o extintor de incêndio, quando aplicável;</p><p>e) conferência, por pesagem, da carga de cilindro do extintor de incêndio carregado com dióxido de</p><p>carbono (CO2);</p><p>Tipo de risco</p><p>Predominantes:</p><p>Riscos que se manifestam de maneira generalizada nos pavimentos a</p><p>serem protegidos pelo sistema de proteção por extintores;</p><p>Cada pavimento a ser protegido deve possuir, no mínimo, duas</p><p>unidades extintoras destinadas ao combate a incêndio do risco</p><p>predominante (regra geral).</p><p>Específicos:</p><p>riscos que se manifestam de maneira local e pontual no pavimento a</p><p>ser protegido</p><p>Locais com riscos específicos devem apresentar extintores em suas</p><p>imediações, evidenciado de forma implícita que estão ali para</p><p>proteger aquela situação específica;</p><p>A proteção contra riscos específicos deve ser realizada de maneira</p><p>pontual e requer extintores de classe de fogo distinta daquelas que</p><p>protegem o risco predominante.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>17</p><p>f) registros das não conformidades e determinação do nível de manutenção a ser executado no extintor</p><p>de incêndio.</p><p>Quanto a periodicidade, a NBR 12962 define que a frequência de inspeção é de seis meses para extintores</p><p>de incêndio com carga de dióxido de carbono (CO2), cilindros para o gás expelente e extintores de</p><p>pressurização indireta. É de 12 meses para os demais extintores, incluindo os de pressurização direta.</p><p>Manutenção</p><p>O nível de manutenção necessário deve ser definido em função da situação encontrada quando da realização</p><p>do procedimento de inspeção, em conformidade com o Quadro que segue:</p><p>Níveis de</p><p>manutenção</p><p>Situação</p><p>1 Quadro de instruções ilegível ou inexistente.</p><p>1 ou 2 Inexistência de alguns componentes.</p><p>1</p><p>Mangueira de descarga apresentando danos, deformação ou ressecamento. Mangotinho,</p><p>mangueira de descarga ou bocal de descarga, quando houver, apresentando entupimento</p><p>que não seja possível reparar na inspeção.</p><p>2</p><p>Lacre(s) violado(s). Anel de identificação externo violado. Vencimento do período</p><p>especificado para frequência da manutenção de segundo nível. Extintor de incêndio parcial</p><p>ou totalmente descarregado ou fora da faixa de operação. Defeito nos sistemas de</p><p>rodagem, transporte ou acionamento.</p><p>3</p><p>Corrosão, danos térmicos e/ou mecânicos no recipiente ou no cilindro e/ou em partes que</p><p>possam ser submetidas à pressão momentânea ou estejam submetidas à pressão</p><p>permanente, e/ou em partes externas contendo mecanismo ou sistema de acionamento</p><p>mecânico. Data do último ensaio hidrostático superior a cinco anos. Inexistência da data</p><p>do último ensaio hidrostático.</p><p>Frequência de inspeção de</p><p>extinntores</p><p>6 meses</p><p>para extintores com carga de</p><p>CO2</p><p>12 meses</p><p>para os demais extintores</p><p>Maior frequência</p><p>para extintores sujeitos a</p><p>intempéries e/ou condições</p><p>severas</p><p>para a ação dos bombeiros e do pessoal do socorro médico; e</p><p>l) encaminhar-se ao ponto de encontro e aguardar novas instruções.</p><p>A Norma prevê que sejam previstos um ou mais pontos de encontro (local seguro e</p><p>protegido dos efeitos da ocorrência) dos brigadistas para distribuição das tarefas.</p><p>Se o local tiver mais de um pavimento, é recomendável:</p><p>a) não utilizar o elevador, salvo por orientação da brigada de emergência;</p><p>b) descer até o nível da rua e não subir, salvo por orientação da brigada de emergência; e</p><p>c) ao utilizar as escadas, deparando-se com equipes de emergência, dar passagem pelo lado interno da</p><p>escada.</p><p>Além disso, em situações extremas deve-se:</p><p>a) evitar retirar roupas;</p><p>b) se pegar fogo em suas roupas, parar, deitar e rolar no chão até apagar;</p><p>c) antes de abrir uma porta, verificar se ela não está quente; se estiver quente, não abrir;</p><p>d) se ficar preso em algum ambiente, aproximar-se de aberturas externas e tentar de alguma maneira</p><p>informar a sua localização;</p><p>e) evitar subir para pavimentos mais altos; sempre que possível, descer os andares; e</p><p>f) não saltar da edificação.</p><p>A remoção de pessoas deve ser classificada em três níveis:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>138</p><p>Divulgação do plano de emergência por meios de comunicação</p><p>Sobre a divulgação dos planos de emergência:</p><p>a) o plano de emergência é divulgado para a população fixa da planta por meio de</p><p>orientação (palestra, vídeo etc.) e de um resumo impresso distribuído;</p><p>b) os visitantes são informados formalmente sobre o plano de emergência da planta,</p><p>por meio de panfletos, vídeos ou palestras;</p><p>c) deve estar disponível na forma eletrônica e uma ou mais cópias impressas;</p><p>d) a representação gráfica (desenhos e ilustração) contida no plano de emergência</p><p>(rotas de fuga e saídas de emergência) deve estar disponível na entrada principal e em</p><p>locais estratégicos de cada edificação</p><p>Procedimentos para a realização de exercícios simulados</p><p>Deve ser realizado pelo menos um exercício simulado completo a cada 12 meses,</p><p>podendo ser realizados exercícios simulados parciais divididos por setor, área,</p><p>edificação, processos etc., desde que, ao final do período de 12 meses, toda a planta</p><p>seja contemplada.</p><p>Revisão do plano de emergência</p><p>O plano de emergência deve ser revisado por profissional habilitado sempre que:</p><p>a) ocorrer uma alteração significativa nos processos industriais, processos de serviços, de área ou</p><p>leiaute;</p><p>Remoção de</p><p>nível primário</p><p>remoção de um número pequeno</p><p>de pessoas</p><p>período de poucas horas</p><p>Remoção de</p><p>nível</p><p>intermediário</p><p>requer menos de uma centena de</p><p>pessoas removidas</p><p>período maior que duas horas</p><p>Remoção em</p><p>grande escala</p><p>requer mais do que uma centena</p><p>de pessoas removidas</p><p>período maior que 24 horas</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>139</p><p>b) ocorrer aumento significativo (mais de 50%) do número de pessoas da planta (população fixa e</p><p>flutuante);</p><p>c) for constatada a possibilidade de melhoria do plano;</p><p>d) completar 24 meses da sua última revisão.</p><p>Independentemente de qualquer ocorrência, o plano de emergência deve ser revisado</p><p>pelo menos, a cada 24 meses.</p><p>Auditoria do plano</p><p>Um profissional habilitado deve realizar uma auditoria interna do plano a cada 12 meses, preferencialmente</p><p>antes da sua revisão. E o que deve ser avaliado nessa auditoria?</p><p>• se o plano está sendo cumprido em conformidade com a Norma em questão;</p><p>• se os riscos encontrados em análise foram eliminados, controlados ou reduzidos.</p><p>O profissional habilitado deve emitir um relatório da avaliação:</p><p>• descrevendo as evidências e constatações dos requisitos da Norma em questão que não estão sendo</p><p>atendidos;</p><p>• explicando as consequências previsíveis destas deficiências; e</p><p>• recomendando as medidas necessárias para alcançar a conformidade.</p><p>Sistema de Comando de Incidentes – SCI</p><p>Introdução</p><p>A metodologia aplicada ao SCI tem como objetivo a estabilização do incidente e a proteção da vida, da</p><p>propriedade e do meio ambiente.</p><p>Algumas definições a respeito do que é um SCI:</p><p>• Um Sistema de Comando de Incidentes – SCI é uma ferramenta de gerenciamento de incidentes</p><p>padronizada, para todos os tipos de sinistros e eventos, que permite a seu usuário adotar uma</p><p>estrutura organizacional integrada para suprir as complexidades e demandas de incidentes únicos ou</p><p>múltiplos, independente das barreiras jurisdicionais.</p><p>• Um Sistema de Comando de Incidentes – SCI é um sistema formal, projetado para gerenciar as ações</p><p>e os recursos destinados às operações de resposta a incidentes e/ou emergências, usando uma</p><p>combinação de procedimentos e comunicações com as estruturas organizacionais de</p><p>responsabilidades claramente estabelecidas.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>140</p><p>Princípios</p><p>O SCI se baseia em nove princípios, que devem ser seguidos para o efetivo funcionamento da ferramenta:</p><p>Princípios do SCI</p><p>Terminologia</p><p>comum</p><p>Adotam-se nomes comuns para os recursos e as instalações, funções e níveis do</p><p>Sistema Organizacional, padronizando-se a terminologia.</p><p>Alcance de</p><p>controle</p><p>Refere-se ao número de pessoas que são coordenadas por uma única pessoa. O ideal</p><p>é que este número esteja por volta de cinco, sendo que o número de indivíduos que</p><p>uma pessoa pode ter sob sua supervisão com efetividade é no máximo sete.</p><p>Organização</p><p>modular</p><p>Cada incidente ou evento possui certas atividades ou funções que devem ser</p><p>desenvolvidas para que seu gerenciamento seja possível. A organização do SCI</p><p>expande ou contrai para atender às demandas do incidente. Este princípio permite</p><p>que as posições de trabalho possam somar-se (expansão) ou serem retiradas</p><p>(contração) com facilidade.</p><p>Comunicações</p><p>integradas</p><p>É indispensável que o SCI processe um Plano de Comunicações que deverá prever uma</p><p>série de condições operacionais, administrativas e outras que forem necessárias,</p><p>como: quem falará com quem, como, quando, por meio de que, etc.</p><p>Plano de ação</p><p>do incidente</p><p>Todo incidente deve ter um Plano de Ação do Incidente (PAI), verbal ou escrito,</p><p>quando escrito caracteriza a fase proativa de resposta ao incidente. O PAI deve ser</p><p>desenvolvido de modo a permitir a transição entre o período reativo e o período</p><p>proativo sem solução de continuidade das ações. Ele proverá aos respondedores as</p><p>diretrizes necessárias para o cumprimento dos objetivos definidos para um</p><p>determinado período de tempo, chamado de período operacional, e definirá quais os</p><p>recursos necessários para as operações.</p><p>Cadeia de</p><p>comando</p><p>Dentro da cadeia de comando cada indivíduo tem uma pessoa a quem se reportar na</p><p>cena do incidente e apenas a esta pessoa o fará. Este princípio permite deixar claro</p><p>qual linha deve ser seguida para se dar ou receber uma ordem e elimina os problemas</p><p>causados por ordens conflitantes ou múltiplas.</p><p>Comando</p><p>unificado</p><p>Embora um único Comandante do Incidente normalmente consiga desempenhar as</p><p>funções de comando, a organização do SCI pode expandir para um sistema de</p><p>Comando Unificado. O Comando Unificado é uma estrutura de gerenciamento que</p><p>agrega todos os “Comandantes de Incidente” de todas as agências e organizações</p><p>envolvidas em</p><p>um único incidente, visando a coordenação efetiva da resposta, ao</p><p>mesmo tempo em que cada um daqueles comandantes cumpre com suas</p><p>responsabilidades funcionais ou jurisdicionais.</p><p>Instalações</p><p>padronizadas</p><p>Seguindo o conceito de padronização preconizado pelo SCI, existem algumas</p><p>instalações, operacionais e de apoio, que são utilizadas dentro da ferramenta.</p><p>Gerenciamento</p><p>ou manejo</p><p>integral dos</p><p>recursos</p><p>Representa os processos para categorização, solicitação, despacho, controle e</p><p>otimização do emprego dos recursos. Cada recurso utilizado no incidente,</p><p>independente da instituição a que pertença, passa a fazer parte do sistema, ficando</p><p>sob a responsabilidade do comandante do incidente.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>141</p><p>Estrutura do SCI</p><p>O Sistema de Comando de Incidentes está baseado em oito funções, sendo uma delas o Comando do</p><p>Incidente e as demais estão divididas em dois Staffs:</p><p>Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO (Conforme NR 01)</p><p>Responsabilidades</p><p>A organização deve implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas</p><p>atividades.</p><p>O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR.</p><p>A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade.</p><p>O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências previstas na NR</p><p>01 e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho.</p><p>O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na</p><p>legislação de segurança e saúde no trabalho.</p><p>Estrutura do SCI</p><p>Comando do Incidente</p><p>Staff do Comando</p><p>Oficial de Segurança</p><p>Oficial de Informações Públicas</p><p>(porta voz)</p><p>Oficial de Ligação</p><p>Staff Geral</p><p>Seção de Planejamento</p><p>(Unidades Técnicas)</p><p>Unidade de recursos</p><p>Unidade de situação</p><p>Unidade de documentação</p><p>Unidade de desmobilizaçãoSeção de Operações</p><p>(Força Tarefa)</p><p>Seção de Logística</p><p>Unidade de comunicação</p><p>Unindade médica</p><p>Unidade de alimentação</p><p>Unidade de materiais</p><p>Unidade de instalações</p><p>Unidade de apoio terrestre</p><p>Seção de Admininstração e</p><p>Finanças</p><p>Unidade de tempo</p><p>Unidade de provedoria</p><p>Unidade de custo</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>142</p><p>Processos/etapas de gerenciamento de riscos ocupacionais</p><p>O processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais preconizado pela NR 01 deve</p><p>observar as etapas (observando-se a sequência):</p><p>São aspectos importantes das etapas de levantamento preliminar e identificação de perigos:</p><p>No tocante a etapa de avaliação de riscos:</p><p>• A organização deve avaliar os riscos ocupacionais relativos aos perigos identificados em seu(s)</p><p>estabelecimento(s), de forma a manter informações para adoção de medidas de prevenção.</p><p>• A organização deve selecionar as ferramentas e técnicas de avaliação de riscos que sejam adequadas</p><p>ao risco ou circunstância em avaliação.</p><p>O nível de risco ocupacional é determinado pela combinação da SEVERIDADE das</p><p>possíveis lesões ou agravos à saúde com a PROBABILIDADE ou chance de sua</p><p>ocorrência. Colocando de outra forma, o nível de risco ocupacional resulta da</p><p>combinação da gradação da severidade e da gradação da probabilidade.</p><p>• Após a avaliação, os riscos ocupacionais devem ser classificados para fins de identificar a necessidade</p><p>de adoção de medidas de prevenção e elaboração do plano de ação.</p><p>No tocante a periodicidade de avaliação dos riscos, a Norma define que a avaliação de riscos deve constituir</p><p>um processo contínuo e ser revista a cada dois anos, ou quando da ocorrência das seguintes situações:</p><p>Levantamento preliminar</p><p>de perigos</p><p>Identificação de</p><p>perigos</p><p>Avaliação de riscos</p><p>ocupacionais</p><p>Controle de riscos</p><p>Epata de:</p><p>levantamento preliminar</p><p>de perigos, deve ser</p><p>realizada:</p><p>antes do início do funcionamento do estabelecimento ou novas</p><p>instalações;</p><p>para as atividades existentes; e</p><p>nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de</p><p>trabalho;</p><p>idenficação de perigos,</p><p>deve incluir:</p><p>descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;</p><p>identificação das fontes ou circunstâncias;</p><p>indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos; e</p><p>identificação dos perigos externos previsíveis relacionados ao</p><p>trabalho que possam afetar a saúde e seguramça no trabalho.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>143</p><p>a) após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos residuais;</p><p>b) após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e</p><p>organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes;</p><p>c) quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção;</p><p>d) na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho; e</p><p>e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.</p><p>No caso de organizações que possuírem certificações em sistema de gestão de SST, o prazo para revisão</p><p>das avaliações poderá ser de até 3 (três) anos.</p><p>A regra é a avaliação de riscos a cada 2 (dois) anos, entretanto, caso a organização</p><p>possua certificações em sistema de gestão de SST, o prazo poderá ser de até 3 (três)</p><p>anos.</p><p>Medidas de prevenção/controle dos riscos ocupacionais</p><p>Riscos</p><p>ocuacionais</p><p>A avaliação de riscos deve</p><p>constituir um processo</p><p>contínuo e ser revista a</p><p>cada dois anos, ou</p><p>quando da ocorrência das</p><p>seguintes situações:</p><p>após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos</p><p>residuais</p><p>após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos,</p><p>condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em</p><p>novos riscos ou modifiquem os riscos existentes</p><p>quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das</p><p>medidas de prevenção</p><p>na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho</p><p>quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis</p><p>A etapa de controle dos</p><p>riscos pode ser</p><p>subdividida nas seguintes</p><p>fases:</p><p>adoção de medidas de prevenção</p><p>elaboração de planos de ação</p><p>implementação e acompanhamento das medidas de prevenção</p><p>acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores</p><p>análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho</p><p>A organização deve adotar</p><p>medidas de prevenção</p><p>para eliminar, reduzir ou</p><p>controlar os riscos sempre</p><p>que:</p><p>exigências previstas em Normas Regulamentadoras e nos dispositivos legais</p><p>determinarem</p><p>a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar</p><p>houver evidências de associação, por meio do controle médico da saúde,</p><p>entre as lesões e os agravos à saúde dos trabalhadores com os riscos e as</p><p>situações de trabalho identificados</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>144</p><p>Hierarquia das medidas de controle</p><p>Plano de ação</p><p>Para a verificação da execução das ações planejadas, deve-se observar o disposto no mapa mental a seguir:</p><p>Ou, após a implementação de medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho</p><p>Quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva</p><p>Ou quando estas não forem suficientes ou encontrarem-se</p><p>em fase de estudo, planejamento ou implantação</p><p>Ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial</p><p>A utilização e equipamentos de proteção individual - EPI somente se justifuca</p><p>Plano de ação do</p><p>PGR:</p><p>Deve indicar as medidas de</p><p>prevenção:</p><p>a serem introduzidas (novas);</p><p>a serem aprimoradas (já existentes);</p><p>a serem mantidas (já existentes).</p><p>Deve prever para as medidas de</p><p>prevenção:</p><p>um cronograma;</p><p>as formas de acompanhamento de sua implementação;</p><p>a aferição dos resultados.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>145</p><p>Documentação</p><p>Após a</p><p>elaboração do</p><p>plano de ação, a</p><p>organização</p><p>deve:</p><p>Implementar e</p><p>acompanhar as medidas</p><p>de controle:</p><p>O processo de</p><p>acompanhamento dessas</p><p>medidas deve ser acompanhado</p><p>de forma planejada e</p><p>contemplar:</p><p>a verificação da execução</p><p>das ações planejadas;</p><p>as inspeções dos locais e</p><p>equipamentos de trabalho;</p><p>o monitoramento das</p><p>condições ambientais e</p><p>exposições a agentes</p><p>nocivos, quando aplicável.</p><p>deve registrar sua implementação conforme o plano de ação, bem</p><p>como os ajustes necessários;</p><p>deve proceder a correção dessas medidas quando os dados obtidos</p><p>no acompanhamento indicarem ineficácia em seu desempenho.</p><p>Realizar o</p><p>acompanhamento da</p><p>saúde ocupacional dos</p><p>trabalhadores:</p><p>desenvolvendo ações em saúde ocupacional integradas às demais</p><p>medidas de prevenção em SST, de acordo com os riscos gerados</p><p>pelo trabalho; e</p><p>levar em consideração que o controle da saúde ocupacional deve</p><p>ser um processo preventivo planejado, sistemático e continuado,</p><p>de acordo com a classificação de riscos ocupacionais e nos termos</p><p>da NR 07.</p><p>Realizar a análise de</p><p>acidentes e doenças</p><p>ocupacionais, tendo em</p><p>conta que essas análises</p><p>devem ser</p><p>documentadas, e:</p><p>considerar as situações geradoras dos eventos, levando em conta as</p><p>atividades efetivamente desenvolvidas, ambiente de trabalho,</p><p>materiais e organização da produção e do trabalho;</p><p>identificar os fatores relacionados com o evento; e</p><p>fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de</p><p>prevenção existentes.</p><p>O PGR deve conter, no</p><p>mínimo, os seguintes</p><p>documentos:</p><p>Inventário de riscos</p><p>Plano de ação</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>146</p><p>Inventário de riscos ocupacionais</p><p>Disposições gerais sobre o GRO</p><p>Sempre que várias organizações realizem, simultaneamente, atividades no mesmo local de trabalho devem</p><p>executar ações integradas para aplicar as medidas de prevenção, visando à proteção de todos os</p><p>trabalhadores expostos aos riscos ocupacionais.</p><p>• O PGR da empresa contratante poderá incluir medidas de prevenção para as empresas contratadas</p><p>para prestação de serviços que atuem em suas dependências ou local previamente convencionado</p><p>em contrato ou referenciar o programa das contratadas.</p><p>• As organizações contratantes devem fornecer às contratadas informações sobre os riscos</p><p>ocupacionais sob sua gestão e que possam impactar nas atividades das contratadas.</p><p>Inventário de riscos</p><p>ocupacionais</p><p>É um dos documentos</p><p>estruturantes do PGR, junto</p><p>com o plano de ação</p><p>Deve consolidar os dados de</p><p>identificação dos perigos e da</p><p>avaliações dos riscos</p><p>ocupacionais</p><p>Deve contemplar, no mínimo,</p><p>as seguintes informações:</p><p>caracterização dos processos e ambientes de</p><p>trabalho;</p><p>caracterização das atividades</p><p>descrição de perigos e de possíveis lesões ou</p><p>agravos à saúde dos trabalhadores, com a</p><p>identificação das fontes ou circunstâncias,</p><p>descrição de riscos gerados pelos perigos, com</p><p>a indicação dos grupos de trabalhadores</p><p>sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas</p><p>de prevenção implementadas;</p><p>dados da análise preliminar ou do</p><p>monitoramento das exposições a agentes</p><p>físicos, químicos e biológicos e os resultados da</p><p>avaliação de ergonomia nos termos da NR-17;</p><p>avaliação dos riscos, incluindo a classificação</p><p>para fins de elaboração do plano de ação; e</p><p>critérios adotados para avaliação dos riscos e</p><p>tomada de decisão.</p><p>Deve ser mantido atualizado</p><p>O histórico das atualizações</p><p>deve ser mantido por um</p><p>período mínimo de 20 (vinte)</p><p>anos ou pelo período</p><p>estabelecido em normatização</p><p>específica</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>147</p><p>Programa de Conservação Auditiva - PCA</p><p>Introdução</p><p>O Programa de Conservação Auditiva (PCA), também chamado de Programa de Prevenção de Perdas</p><p>Auditivas (PPPA), corresponde a um conjunto de atividades que visam prevenir ou estabilizar as perdas</p><p>auditivas ocupacionais por meio de um processo de melhoria contínua que requer conhecimento</p><p>multidisciplinar e se desenvolve por meio de atividades planejadas e coordenadas entre diversas áreas da</p><p>empresa.</p><p>Diretrizes básicas para estruturação, implementação e gerenciamento do PCA</p><p>As etapas de desenvolvimento do Programa devem observar a sequência:</p><p>a) definição dos Grupos de Exposição Similar (GES);</p><p>b) avaliação dos níveis de ruído;</p><p>c) adoção de medidas de controle na fonte, ou medidas de engenharia; e</p><p>d) adoção de medidas de controle no trabalhador, ou seleção de EPIs.</p><p>Na elaboração do PCA (do documento base) e na sua gestão devem ser comtemplados, no mínimo, os</p><p>seguintes aspectos:</p><p>a) Introdução e objetivos.</p><p>b) Política da empresa.</p><p>c) Responsabilidades e competências.</p><p>d) Avaliação da exposição.</p><p>e) Gerenciamento audiológico e controle médico.</p><p>f) Medidas de controle coletivo.</p><p>As organizações contratantes</p><p>devem fornecer às contratadas</p><p>informações sobre os riscos</p><p>ocupacionais sob sua gestão e que</p><p>possam impactar nas atividades das</p><p>contratadas.</p><p>As organizações contratadas</p><p>devem fornecer ao contratante o</p><p>Inventário de Riscos Ocupacionais</p><p>específicos de suas atividades que</p><p>são realizadas nas dependências da</p><p>contratante ou local previamente</p><p>convencionado em contrato.</p><p>Integração entre</p><p>contratantes e</p><p>contratadas</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>148</p><p>g) Gestão de Equipamentos de Proteção Auditiva.</p><p>h) Educação/capacitação e motivação de trabalhadores e demais envolvidos no programa.</p><p>i) Manutenção de registros.</p><p>j) Avaliação do programa.</p><p>Introdução e objetivos do PCA</p><p>O PCA deve contemplar a descrição das atividades realizadas, o número total de trabalhadores expostos ao</p><p>ruído e os agentes que possam contribuir com a PAO, inclusive os ototóxicos.</p><p>Agentes ototóxicos são substâncias capazes de provocar perdas auditivas isoladamente ou em combinação</p><p>com ruído, mesmo que abaixo de 85 dB(A). Algumas dessas substâncias podem provocar sinergia com o</p><p>ruído, enquanto outras podem potencializar os efeitos.</p><p>Os agentes ototóxicos são alguns solventes, metais, medicamentos e o dissulfeto de carbono. Lembrando</p><p>disso, você já descarta agentes como gases inertes</p><p>(argônio, nitrogênio, acetileno etc.), por exemplo.</p><p>Além dessas substâncias químicas com efeitos ototóxicos, a vibração – seja de corpo inteiro (VCI) ou de mãos</p><p>e braços (VMB) – é um agente físico capaz de potencializar a PAO quando experimentada juntamente com o</p><p>ruído.</p><p>Responsabilidades e competências</p><p>Avaliação da exposição</p><p>Na etapa de avaliação, deve-se analisar a exposição dos trabalhadores a fontes de risco que possam</p><p>contribuir para a ocorrência de perdas auditivas como ruído, agentes ototóxicos e vibrações.</p><p>Administrador do</p><p>PCA</p><p>Deve ter</p><p>conhecimento sobre:</p><p>todos os aspectos do programa</p><p>a legislação vigente</p><p>os requisitos para a contratação de serviços terceirizados e a compra de</p><p>materiais e equiamentos, quando necessário</p><p>Deve ser,</p><p>preferencialmente:</p><p>fonoaudidólogo(a)</p><p>engenheiro(a) de segurança do trabalho</p><p>higienista ocupacional</p><p>enfermeiro(a) de segurança do trabalho</p><p>técnico(a) de segurança do trabalho</p><p>Em qualquer caso: deve ser indicado sob responsabilidade da empresa</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>149</p><p>Na etapa de avaliação preliminar, deve-se considerar os seguintes aspectos:</p><p>a) caracterização do processo produtivo, das atividades, dos ambientes de trabalho e das condições de</p><p>exposição;</p><p>b) informações fornecidas por fabricantes sobre os níveis de pressão sonora gerados por ferramentas,</p><p>veículos, máquinas ou equipamentos;</p><p>c) condições de uso e estado de conservação de veículos, máquinas, equipamentos e ferramentas;</p><p>d) dados de exposições ocupacionais anteriores;</p><p>e) estimativa de tempo efetivo de exposição diária incluindo existência de horas suplementares,</p><p>indicação dos turnos de trabalho e jornada semanal;</p><p>f) condições específicas de trabalho que possam contribuir para o agravamento dos efeitos decorrentes</p><p>da exposição;</p><p>g) informações e registros de queixas e antecedentes médicos dos trabalhadores expostos;</p><p>h) dificuldade de comunicação oral em função do ruído;</p><p>i) ruído como fator causal de acidente do trabalho;</p><p>j) outros indicadores de exposição excessiva.</p><p>A avaliação quantitativa deve ser realizada sempre que necessário para comprovar:</p><p>a) a classificação dos riscos identificados na etapa de reconhecimento;</p><p>b) o controle da exposição dos trabalhadores visando subsidiar o equacionamento de medidas de</p><p>controle.</p><p>O estabelecimento do nexo ocupacional de perdas auditivas deve envolver a:</p><p>a) realização de anamnese ocupacional detalhada da exposição aos agentes de risco para perdas</p><p>auditivas, incluindo a exposição ocupacional a níveis de pressão sonora elevados e a agentes</p><p>ototóxicos;</p><p>b) avaliação da necessidade de encaminhamento para avaliação especializada visando um diagnóstico</p><p>diferencial;</p><p>c) avaliação do histórico profissiográfico do trabalhador com ênfase na exposição a fatores de risco para</p><p>perda auditiva ocupacional (tempo de exposição pregressa a níveis de pressão sonora elevados),</p><p>relacionado aos programas de gerenciamento e controle de riscos ambientais;</p><p>d) avaliação não ocupacional a níveis de pressão sonora elevados;</p><p>e) avaliação da eficácia dos protetores auditivos e demais EPIs;</p><p>f) avaliação das medidas de controle administrativas (treinamentos, rodízio de funções etc.) e de</p><p>engenharia (manutenções, enclausuramento de máquinas etc.).</p><p>O estabelecimento do diagnóstico evolutivo, para fins de controle, deve ser feito por meio da comparação</p><p>dos exames audiológicos de referência e sequenciais.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>150</p><p>Entre as ações de medidas individuais de controle incluem-se:</p><p>a) reavaliar a seleção e a eficácia do protetor auditivo utilizado pelo trabalhador e outras medidas</p><p>destinadas à proteção contra agentes ototóxicos;</p><p>b) readequar as ações de treinamento;</p><p>c) avaliar a necessidade de medidas administrativas visando à redução da exposição aos agentes; e</p><p>d) revisar a avaliação dos riscos devido ao ruído no setor ou na atividade do trabalhador envolvido.</p><p>O diagnóstico coletivo deve orientar as ações corretivas a serem implementadas, tais como:</p><p>a) reavaliar os riscos para perdas auditivas ocupacionais nos setores ou nas atividades com prevalência</p><p>de perdas ou incidência de agravamentos;</p><p>b) implantar ou readequar medidas de controle coletivas para eliminar ou reduzir os riscos nos setores</p><p>ou atividades com prevalência de perdas ou incidência de agravamentos;</p><p>c) verificar a necessidade de se estender a avaliação médica aos outros trabalhadores de setores ou</p><p>atividades correlatas ou adjacentes, visando à detecção precoce de qualquer agravo a saúde auditiva</p><p>destes.</p><p>Medidas de controle coletivas</p><p>Medidas de controle coletivas para o ruído ocupacional</p><p>Controle na fonte</p><p>emissora do ruído</p><p>• Eliminação da fonte;</p><p>• Seleção de máquinas ou</p><p>equipamentos menos</p><p>ruidosos (adequação ao</p><p>projeto);</p><p>• Manutenção;</p><p>• Modificações nas fontes.</p><p>• Instalação de silenciadores em sistemas de ar</p><p>comprimido, compressores, bicos de saída de ar,</p><p>válvulas pneumáticas, condutores de sistemas de</p><p>ventilação, etc.;</p><p>• Substituição de partes ou peças de máquinas e</p><p>equipamentos, como partes metálicas por</p><p>plásticos;</p><p>• Utilização de ventiladores mais silenciosos:</p><p>modificação do número, tamanho e formato das</p><p>pás e rotações;</p><p>• Utilização de bases rígidas na montagem de</p><p>máquinas e equipamentos para redução da</p><p>vibração, ou sistemas de amortecimento para</p><p>reduzir a transmissão da vibração;</p><p>• Alteração do processo de fabricação e/ou método</p><p>de trabalho.</p><p>Controle na</p><p>trajetória de</p><p>transmissão</p><p>Via aérea:</p><p>• Layout de máquinas,</p><p>equipamentos e postos</p><p>de trabalho;</p><p>• Enclausuramento;</p><p>• Disposição de máquinas, equipamentos,</p><p>diretividade de fontes e posicionamento dos</p><p>postos de trabalho;</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>151</p><p>• Tratamento de</p><p>superfícies com materiais</p><p>absorventes;</p><p>• Barreiras parciais.</p><p>Via vibração propagada</p><p>• Isolamento ou</p><p>amortecimento da</p><p>vibração</p><p>• Enclausuramento de máquinas e equipamentos</p><p>restringindo o ruído com o uso de painéis de alta</p><p>densidade de massa ou paredes duplas;</p><p>• Utilização de materiais absorventes em paredes e</p><p>forros;</p><p>• Barreiras ou cabines e biombos acústicos e</p><p>superfícies refletoras;</p><p>• Utilização de materiais com amortecimento</p><p>interno (por exemplo: chapas sanduíche,</p><p>plásticos, ferro fundido, etc.);</p><p>• Selamento de frestas desnecessárias e</p><p>fechamento de todas as juntas;</p><p>• Alteração do arranjo físico das fontes de ruído;</p><p>• Posicionamento remoto dos controles das</p><p>máquinas e dos equipamentos.</p><p>Controle no</p><p>receptor</p><p>• Controles</p><p>administrativos;</p><p>• Uso de protetores</p><p>auditivos.</p><p>• Redução da jornada;</p><p>• Rodízio de trabalhadores, funções e atividades;</p><p>• Pausa em postos de repouso acústico;</p><p>Utilização de protetores tipo concha ou inserção,</p><p>adequados aos riscos dos usuários.</p><p>Gestão de Equipamentos de proteção auditiva</p><p>Para garantir maior adesão, por parte dos trabalhadores, às medidas estabelecidas no PCA, deve ser dada</p><p>aos trabalhadores a oportunidade de selecionar o seu protetor auditivo dentro de um conjunto de opções</p><p>oferecidas pelo empregador.</p><p>Devem ser oferecidas duas ou mais opções de diferentes tipos de protetores auditivos,</p><p>considerando-se:</p><p>• aspectos de conforto;</p><p>• tempo de uso;</p><p>• compatibilidade com outros EPIs;</p><p>• eficiência do protetor auditivo;</p><p>• nível de exposição;</p><p>• entre outros.</p><p>Critério para seleção de protetores</p><p>Devem ser descritas as características da empresa e os critérios utilizados para a seleção dos protetores</p><p>auditivos, entre os quais:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>152</p><p>a) características do ambiente e atividade (nível de exposição, sujidade, temperatura, espaços</p><p>restritos, perfil de utilização, compatibilidade com outros EPIs, etc.);</p><p>b) características dos usuários (anatomia, hábitos, características físicas);</p><p>c) características do protetor auditivo (formato, tamanho, atenuação, composição e durabilidade);</p><p>d) determinação do Nível de Redução de Ruído Requerido (NRRsfrequerido) para atendimento ao limite</p><p>de exposição; em que:</p><p>NRRsfrequerido = NE – LE</p><p>Sendo:</p><p>NE = Nível de Exposição, em dB(A);</p><p>LE = Limite de Exposição, em dB(A), previsto na Nr 15;</p><p>e) Nível de Redução de ruído do Protetor NRRsfprotetor, corresponde a um índice de atenuação de um</p><p>protetor auditivo segundo a Norma ANSI S12.6 – Método B [dB(A)], cujo valor deve ser superior ao</p><p>NRRsfrequerido.</p><p>NRRsfprotetor > NRRsfrequerido</p><p>f) determinação do Nível de Exposição com Proteção (Nep), calculado pelo método simplificado;</p><p>Nep = NE – NRRsfprotetor</p><p>Ensaios de atenuação pessoal</p><p>Somente devem ser considerados aprovados os protetores auditivos que proporcionarem, ao usuário, o</p><p>Nível de Atenuação Pessoal (NAP) de no mínimo o valor do NRRsf do protetor auditivo.</p><p>No tocante a frequência de realização do ensaio de atenuação, deve ser observado que o mesmo deve ser</p><p>realizado, para cada usuário de protetor auditivo:</p><p>• no mínimo uma vez por ano;</p><p>• ou antes, quando houver troca de modelo ou de tamanho;</p><p>• ou ainda quando o usuário apresentar alguma alteração que possa interferir na colocação e/ou</p><p>vedação do protetor auditivo, como, por exemplo, aparecimento de cicatrizes na área de vedação,</p><p>alteração na arcada dentária, alterações significativas no volume de cabelos ou pelos faciais, cirurgias</p><p>no pavilhão auditivo ou sistema auditivo etc.</p><p>A adequação do modelo ao usuário é outro aspecto importante na seleção do protetor. Deve ser escolhido</p><p>o protetor auditivo que melhor se adapta a cada trabalhador.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>153</p><p>O conforto acústico é um fator importante na aceitação de um protetor auditivo. Outros fatores que também</p><p>influenciam na escolha são:</p><p>• peso;</p><p>• transporte e guarda;</p><p>• higienização;</p><p>• uso de aparelhos auditivos;</p><p>• entre outros.</p><p>Gestão dos diagnósticos audiológicos</p><p>Essa gestão é uma etapa importante do PCA, podendo ser conceituada como o conjunto de procedimentos,</p><p>protocolos e rotinas destinadas a gerar informações sobre a situação auditiva de uma determinada</p><p>população de trabalhadores.</p><p>O quadro que segue destaca os objetivos e a abrangência dos diagnósticos audiológicos:</p><p>Objetivos Abrangência</p><p>Identificar a situação auditiva de cada trabalhador por meio de</p><p>acompanhamento periódico e análise evolutiva, ou seja, da</p><p>comparação do audiograma de referência com os exames</p><p>sequenciais;</p><p>As rotinas relacionadas ao diagnóstico</p><p>nosológico de perda auditiva;</p><p>Identificar os indivíduos que necessitam de encaminhamento para</p><p>médico otorrinolaringologista e exames complementares, seja para</p><p>definição de diagnóstico e condutas, seja para tratamento;</p><p>O diagnóstico e o controle evolutivo</p><p>dos casos com alteração ocupacional;</p><p>Identificar casos de desencadeamentos e agravamentos de perdas</p><p>auditivas ocupacionais para a adoção de condutas da gestão de</p><p>medidas de controle individuais, incluindo orientações e</p><p>treinamento para o correto uso dos Equipamentos de Proteção</p><p>Auditiva (EPA), reavaliação e indicação dos EPA, orientação para a</p><p>implementação de medidas administrativas;</p><p>O diagnóstico e o controle evolutivo</p><p>dos casos ainda considerados</p><p>normais, mas com indicativos de</p><p>desencadeamento;</p><p>Transformar os dados individuais das audiometrias em</p><p>conhecimento coletivo para a empresa por meio de relatórios</p><p>gerenciais que descrevam a distribuição e magnitude das alterações</p><p>auditivas dos trabalhadores com informações sobre os setores,</p><p>Grupos Homogêneos de Exposição (GHE) ou funções com maior</p><p>proporção de perdas auditivas ocupacionais para orientar e</p><p>priorizar as medidas de controle coletivas.</p><p>O diagnóstico coletivo por meio dos</p><p>relatórios anuais gerenciais visando a</p><p>proposição de ações estratégicas de</p><p>prevenção.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>154</p><p>Diagnóstico coletivo</p><p>O diagnóstico coletivo de perdas auditivas em uma dada empresa é realizado com base em dois indicadores:</p><p>a taxa de prevalência e a taxa de incidência.</p><p>A taxa de incidência reflete os casos que apresentaram evolução em período mais recente, configurando a</p><p>atual situação de risco da empresa e pode ser calculada através da seguinte expressão:</p><p>𝑇𝐼 =</p><p>𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑛𝑜𝑣𝑜𝑠 𝑐𝑎𝑠𝑜𝑠</p><p>𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜 𝑎𝑣𝑎𝑙𝑖𝑎𝑑𝑎</p><p>× 100</p><p>A taxa de prevalência mede a prevalência de perdas auditivas (ocupacionais, não ocupacionais e totais) e é</p><p>calculada através da seguinte expressão:</p><p>𝑇𝑃 =</p><p>𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑠𝑜𝑠24</p><p>𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜 𝑎𝑣𝑎𝑙𝑖𝑎𝑑𝑎</p><p>× 100</p><p>Esses indicadores (incidência e prevalência) podem ser utilizados para identificar os setores ou Grupos</p><p>Homogêneos de Exposição (GHE)25 prioritários para a reavaliação e implementação de medidas adicionais</p><p>de controle, coletivas e individuais.</p><p>24 Pode-se utilizar o número de casos normais, de perdas ocupacionais e de perdas não ocupacionais, ou</p><p>seja, pode-se criar 3 índices diferentes.</p><p>25 Ou ainda, Grupos de Exposição Similar (GES)</p><p>Diagnósticos</p><p>nosológicos</p><p>Podem ser:</p><p>normal</p><p>perda auditiva ocupacional (PAO)</p><p>perda auditiva não ocupacional</p><p>Uma vez identificada perda auditiva, o</p><p>trabalhador passa por um</p><p>acompanhamento a fim de se estabelecer</p><p>um diagnóstico evolutivo, que pode</p><p>resultar em:</p><p>estável</p><p>desencadeamento; ou</p><p>agravamento</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>155</p><p>Programa de Proteção Respiratória – PPR</p><p>Riscos respiratórios</p><p>Situações em que se utilizam equipamentos de proteção respiratória</p><p>O uso de Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR) tem como objetivo principal prevenir a exposição</p><p>por inalação de substâncias perigosas e/ou ar com deficiência de oxigênio.</p><p>O uso de EPR deve ser considerado como o último recurso da hierarquia das medidas</p><p>de controle e deve ser adotado somente após cuidadosa avaliação dos riscos.</p><p>O empregador também deve estabelecer por escrito e implementar os seguintes elementos de um</p><p>Programa de Proteção Respiratória (PPR):</p><p>• avaliação médica para determinar se o usuário é apto a usar o respirador;</p><p>• instruções e procedimentos acerca da inspeção, limpeza, higienização,</p><p>manutenção, guarda e uso, de</p><p>tal modo que o respirador não represente um risco à saúde do usuário.</p><p>Riscos respiratórios</p><p>Deficiência de</p><p>oxigênio:</p><p>IPVS</p><p>O2 < 12,5% ao nível do mar</p><p>(ppO2 < 95 mmHg)</p><p>Não IPVS</p><p>12,5% < O2 < 21%</p><p>(ao nível do mar)</p><p>Contaminantes:</p><p>Aerodispersóides:</p><p>poeiras</p><p>névoas</p><p>fumos</p><p>radionucleídeos</p><p>Mistura de</p><p>aerodispersoides e</p><p>gases e vapores</p><p>Gases e vapores:</p><p>orgânicos</p><p>ácidos</p><p>alcalinos</p><p>inertes</p><p>especiais</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>156</p><p>O Médico do Trabalho, através de avaliação médica, é quem determina se o usuário</p><p>está apto a utilizar Equipamento de Proteção Respiratória (EPR).</p><p>Programa de Proteção Respiratória - PPR</p><p>O Programa de Proteção Respiratória – PPR é um programa de seleção, uso e manutenção dos respiradores</p><p>com a finalidade de assegurar proteção adequada para o usuário.</p><p>Administração do programa</p><p>A respeito da administração do programa, já guardem essa regra importantíssima:</p><p>O empregador deve atribuir a uma só pessoa a responsabilidade e a autoridade sobre</p><p>Programa.</p><p>É recomendável que seja da área de Higiene Ocupacional, da Medicina do Trabalho ou da Engenharia de</p><p>Segurança da própria empresa.</p><p>O empregador deve atribuir a uma só pessoa a responsabilidade e a autoridade sobre</p><p>o PPR, podendo, o empregador e o administrador do ser a mesma pessoa!</p><p>Responsabilidades do empregador</p><p>O empregador é o responsável pelo PPR, devendo:</p><p>a) designar um administrador do programa que tenha a responsabilidade para gerenciar efetivamente</p><p>o PPR;</p><p>b) providenciar recursos adequados e organização para garantir a eficácia contínua do PPR;</p><p>c) definir, implementar e documentar o PPR;</p><p>Responsável pelo</p><p>PPR:</p><p>Deve:</p><p>ser qualificado por treinamento ou possuir competência compatível</p><p>com a complexidade do PPR</p><p>conhecer e estar atualizado no que se refere às publicações e aos</p><p>regulamentos legais vigentes</p><p>É recomendável</p><p>que seja da área:</p><p>de higiene ocupacional</p><p>da medicia do trabalho</p><p>da engenharia de segurança do</p><p>trabalho</p><p>...da própria</p><p>empesa</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>157</p><p>d) fornecer o respirador adequado;</p><p>e) permitir ao empregado usuário do respirador que deixe a área de risco por qualquer motivo</p><p>relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir as seguintes, mas não se limitam a elas:</p><p>• falha no funcionamento do respirador que altere a proteção por ele proporcionada;</p><p>• detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador;</p><p>• aumento da resistência à respiração;</p><p>• grande desconforto devido ao uso do respirador;</p><p>• mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como náusea, fraqueza, tosse, espirro,</p><p>dificuldade para respirar, calafrios, tontura, vômito, febre;</p><p>• lavagem do rosto e da peça facial do respirador (se aplicável, sempre que necessário, para</p><p>diminuir a irritação da pele);</p><p>• trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessário;</p><p>• descanso periódico em área não contaminada;</p><p>f) investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providências para saná-lo. Se o</p><p>defeito for de fabricação, o empregador deverá comunicá-lo ao fabricante e ao órgão oficial de</p><p>competência na área de Equipamentos de Proteção Individual (EPI);</p><p>g) fornecer somente respiradores aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo</p><p>órgão nacional competente, observando que qualquer modificação, mesmo que pequena, pode</p><p>afetar de modo significativo o desempenho do respirador e invalidar sua aprovação.</p><p>Responsabilidades do administrador</p><p>O administrador do PPR é responsável pela efetiva gestão do programa, o que inclui:</p><p>a) preparação dos procedimentos operacionais escritos para uso correto dos respiradores em situações</p><p>de rotina e de emergência;</p><p>b) medições, estimativas ou informações atualizadas acerca da concentração do contaminante na área</p><p>de trabalho antes de ser feita a seleção do respirador e periodicamente, durante o seu uso, com a</p><p>finalidade de garantir que o respirador apropriado esteja sendo utilizado;</p><p>c) seleção do respirador apropriado que proporciona proteção adequada para cada contaminante</p><p>presente ou potencialmente presente;</p><p>d) manutenção de registros e procedimentos escritos de tal maneira que o programa fique</p><p>documentado e permita uma avaliação da sua eficácia;</p><p>e) providências para que todos os envolvidos conheçam o conteúdo do programa;</p><p>f) avaliação anual da eficácia do programa;</p><p>g) revisão periódica dos procedimentos escritos;</p><p>h) indicação e treinamento de pessoas competentes para o cumprimento de tarefas ou funções no</p><p>programa;</p><p>i) atualização de seus conhecimentos e o de seus colaboradores para que possam desempenhar</p><p>eficientemente as tarefas relativas ao PPR.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>158</p><p>Responsabilidades do empregado</p><p>O usuário é responsável, no mínimo, por:</p><p>a) usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e o treinamento recebidos;</p><p>b) no caso de uso de respirador com vedação facial, não apresentar pelos faciais (barba, cavanhaque</p><p>etc.) que interfiram na selagem do respirador em seu rosto;</p><p>c) guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se danifique</p><p>ou deforme;</p><p>d) deixar imediatamente a área contaminada se observar que o respirador não está funcionando bem e</p><p>comunicar o defeito à pessoa responsável indicada nos procedimentos operacionais escritos;</p><p>e) comunicar à pessoa responsável qualquer alteração em seu estado de saúde que possa influir na</p><p>capacidade de uso seguro do respirador.</p><p>Avaliação dos riscos respiratórios</p><p>Avaliação dos perigos no ambiente de trabalho</p><p>A avaliação dos perigos deve ser feita obedecendo as seguintes etapas:</p><p>a) determinar se existe risco potencial de deficiência de oxigênio. Quando existir, determinar o nível de</p><p>oxigênio mais baixo que possa ocorrer em trabalhos de rotina ou em emergência;</p><p>b) identificar os contaminantes que possam estar presentes no ambiente de trabalho e seu estado físico</p><p>(particulado, gás, vapor). Todas as substâncias utilizadas, produzidas ou armazenadas, incluindo</p><p>matérias-primas, impurezas relevantes, produtos finais, subprodutos e resíduos, devem ser</p><p>conhecidas através da análise cuidadosa do processo de trabalho e as informações relativas às</p><p>propriedades perigosas e à toxicidade dessas substâncias, que podem ser obtidas nas Fichas de</p><p>Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) ou Ficha com Dados de Segurança (FDS).</p><p>A avaliação dos riscos</p><p>respiratórios deve levar em</p><p>consideração:</p><p>Avaliação dos perigos no</p><p>ambiente</p><p>Avaliação da adequação do</p><p>respirador à exposição</p><p>Avaliação da adequção do</p><p>respirador:</p><p>a tarefa</p><p>ao usuário</p><p>ao ambiente de trabalho</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>159</p><p>Quando o contaminante não puder ser identificado e não existirem orientações claras, o</p><p>perigo deve ser considerado desconhecido e a atmosfera deve</p><p>ser considerada IPVS.</p><p>Deve ser verificado também se a pressão de vapor de cada contaminante, que indica</p><p>maior ou menor quantidade de vapor gerado por um líquido ou um sólido, é significativa</p><p>na máxima temperatura prevista no ambiente de trabalho.</p><p>c) determinar se existe óleo presente no caso de contaminantes particulados. Se a presença de aerossol</p><p>oleoso é desconhecida, será assumido como existente. Exemplos de atividades conhecidas por</p><p>produzirem aerossol oleoso incluem o uso de compressor de ar com lubrificantes oleosos e a</p><p>operação de veículos com motor de combustão interna. A presença de óleo no ar pode ser</p><p>determinada pelo método NIOSH 5026 (oil mist, mineral);</p><p>d) identificar o limite de tolerância, ou qualquer outro limite de exposição, ou estimar a toxidez dos</p><p>contaminantes. Verificar se existe concentração IPVS para os contaminantes;</p><p>e) determinar se existem regulamentos ou legislação específica para os contaminantes. Se existir, a</p><p>seleção do respirador dependerá desses regulamentos;</p><p>f) medir ou estimar a concentração dos contaminantes na condição de exposição ocupacional mais</p><p>crítica prevista nas operações de rotina, emergência, resgate ou escape, obedecendo às boas práticas</p><p>de Higiene Ocupacional;</p><p>g) determinar a possibilidade de ocorrência de condições IPVS;</p><p>h) determinar se os contaminantes presentes podem ser absorvidos pela pele, se produzem</p><p>sensibilização da pele, se são radioativos, irritantes ou corrosivos para os olhos ou a pele,</p><p>carcinogênicos etc.;</p><p>i) determinar se são conhecidos os limiares de odor, de paladar ou para a indução de irritação da pele</p><p>para os gases e vapores contaminantes.</p><p>Avaliação da adequação do respirador à exposição</p><p>Respirador adequado à exposição a agentes químicos é aquele que reduz a exposição do usuário a valores</p><p>abaixo dos valores considerados aceitáveis, como, por exemplo, o Limite de Exposição Ocupacional (LEO) ou</p><p>Limite de Tolerância (LT).</p><p>Para a seleção do respirador com nível de proteção adequado à exposição, é necessário conhecer o Fator de</p><p>Proteção Mínimo Requerido (FPMR) para o respirador. Para que você possa compreender o que é o FPMR,</p><p>deve conhecer as seguintes definições:</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>160</p><p>Fator de Proteção</p><p>Atribuído (FPA)</p><p>Nível mínimo de proteção respiratória que se espera alcançar no local de trabalho</p><p>para uma porcentagem específica de usuários treinados, proporcionado por um</p><p>respirador apropriado (ou classe de respirador) em bom estado e ajustado</p><p>corretamente no rosto, usado durante todo o tempo que o usuário permanece na</p><p>área contaminada.</p><p>Fator de Proteção</p><p>Mínimo Requerido</p><p>(FPMR)</p><p>Quociente entre a concentração do contaminante no ambiente e o seu limite de</p><p>exposição.</p><p>O FPMR é determinado:</p><p>a) calculando quantas vezes a concentração mais crítica de exposição (C) prevista nas operações de</p><p>rotina ou de emergência é maior do que o limite de exposição ocupacional aplicável (LE), isto é:</p><p>𝐹𝑃𝑀𝑅 =</p><p>𝐶</p><p>𝐿𝐸</p><p>ou</p><p>b) obedecendo a regulamentos ou legislação específica.</p><p>Seleção de respiradores purificadores de ar</p><p>A seleção do respirador passa, inicialmente, pela determinação do Fator de Proteção Mínimo Requerido</p><p>(FPMR), como já colocado. O FPMR corresponde o quociente entre a concentração do contaminante no</p><p>ambiente e o seu limite de exposição, como vimos:</p><p>𝐹𝑃𝑀𝑅 =</p><p>𝐶</p><p>𝐿𝐸</p><p>Além disso, deve-se levar em consideração a forma como o FPMR varia em função da quantidade de</p><p>contaminantes no ambiente: (1) um único contaminante, (2) mais de um contaminante.</p><p>Critério de seleção para ambientes com um único contaminante</p><p>Se o valor do FMPR calculado for menor do que 1 (um), não é necessário o uso do</p><p>respirador, EXCETO para aerossóis contendo asbesto. Se o FPMR for maior do que 1</p><p>(um), deve ser selecionado um respirador ou tipo de respirador que possua Fator de</p><p>Proteção Atribuído (FPA) maior que o FPMR calculado, ou seja, adota-se, nesse caso,</p><p>como critério de seleção: FPA > FPMR</p><p>Por Fator de Proteção Atribuído (FPA) entenda o nível mínimo de proteção respiratória que se espera</p><p>alcançar no local de trabalho para uma porcentagem especificada de usuários treinados, proporcionado</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>161</p><p>por um respirador apropriado (ou classe de respirador) em bom estado e ajustado corretamente no rosto,</p><p>usado durante todo o tempo que o usuário permanece na área contaminada.</p><p>Tipo de respirador</p><p>Tipo de cobertura das vias respiratórias</p><p>Com vedação facial Sem vedação facial</p><p>Peça semifacial Peça facial inteira Capuz outros</p><p>A – purificador de ar</p><p>Não motorizado 10(1) 100 ---- -----</p><p>Motorizado 50 1000 1000 25</p><p>B – de adução de ar</p><p>B1 – linha de ar comprimido</p><p>De demanda sem pressão positiva 10 100 ---- -----</p><p>De demanda com pressão positiva 50 1000 ---- -----</p><p>De fluxo contínuo 50 1000 1000 25</p><p>B2 – máscara autônoma (circuito</p><p>aberto ou fechado)</p><p>De demanda sem pressão positiva 10 100 ---- -----</p><p>De demanda com pressão positiva ----- 10000 ---- -----</p><p>(1) Para respiradores com peças semifaciais reutilizáveis com, no mínimo, filtro P2 ou para peça semifacial</p><p>filtrante, no mínimo, PFF2, o FPA é 10. Para respiradores com peças semifaciais reutilizáveis com filtro P1</p><p>ou para a PFF1, o FPA é 5. Para respiradores com peça um quarto facial, o FPA é 5, independentemente da</p><p>classe do filtro para partículas.</p><p>Treinamento</p><p>Todo usuário deve receber treinamento inicial, que deverá se repetir (reciclagem), no</p><p>mínimo, a cada 12 meses.</p><p>Requisitos de um ensaio de vedação</p><p>O ensaio NÃO deve ser realizado em candidatos ao uso de respiradores portadores de</p><p>pelos faciais presentes na zona de vedação entre a peça facial e a pele.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>162</p><p>O ensaio de vedação DEVE ser realizado com a pessoa equipada com todos os EPIs</p><p>usados durante a realização do seu trabalho e que possam interferir na vedação: óculos,</p><p>protetor facial, máscaras de solda, capacete etc.</p><p>Os ensaios qualitativos são aplicados, em regra, aos respiradores sem vedação facial</p><p>como as peças semifaciais filtrantes (PFF) e as peças um quarto facial. Podem ainda ser</p><p>aplicados em outros tipos como peças faciais inteira, capuz etc., entretanto, quando o</p><p>FPA exigido para esses últimos casos for superior a 100, deve-se, obrigatoriamente,</p><p>proceder o ensaio quantitativo.</p><p>Considerações importantes sobre o ensaio de vedação</p><p>No tocante a frequência de realização dos ensaios de vedação, destaque-se que deve ser realizado para</p><p>cada usuário de respirador com vedação facial, no mínimo, uma vez a cada 12 meses e deve ser repetido</p><p>toda vez que o usuário apresentar uma alteração de condição que possa interferir na vedação, como, por</p><p>exemplo:</p><p>• alteração de 10% ou mais da massa corpórea;</p><p>• aparecimento de cicatriz na área de vedação;</p><p>• alteração na arcada dentária (perda de dente, próteses etc.);</p><p>• cirurgia reconstrutiva etc.</p><p>Limpeza, higienização, inspeção, manutenção, descarte e guarda de respiradores</p><p>Quando for realizar a descontaminação dos respiradores.</p><p>Revisão do programa</p><p>O Programa, por mais abrangente que seja, terá pouco valor se não for mantido</p><p>e executado conforme</p><p>planejado. Além de ter o seu desenvolvimento acompanhado, ele deve ser avaliado anualmente para</p><p>verificar se:</p><p>a) os procedimentos contidos no programa atendem aos requisitos dos regulamentos legais vigentes</p><p>aplicáveis;</p><p>b) o que está sendo executado reflete os procedimentos operacionais escritos.</p><p>A eficácia do programa deve ser verificada por inspeções regulares e por uma auditoria</p><p>anual. O administrador deverá fazer inspeções frequentes em todas as áreas onde os</p><p>respiradores são usados com a finalidade de assegurar a conformidade como prevista</p><p>no programa.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>163</p><p>LTCAT, PPP e Estatísticas de acidentes</p><p>Estatísticas de acidentes do trabalho</p><p>A NBT 14280 que define estatística de acidentes como números relativos à ocorrência de acidentes, causas</p><p>e consequências devidamente classificados.</p><p>Horas-homem de exposição ao risco de acidente</p><p>• O índice denominado horas-homem de exposição ao risco de acidente, ou simplesmente horas-</p><p>homem, é um índice secundário, primordial para a determinação de outros índices estatísticos</p><p>principais de acidentes do trabalho.</p><p>• É determinado pelo somatório das horas durante as quais os empregados ficam à disposição do</p><p>empregador. Em resumo, é o somatório das horas de trabalho de cada empregado.</p><p>• Para a obtenção dos dados necessários para a determinação dos números de horas-homens de</p><p>exposição ao risco deve-se utilizar a folha de pagamento ou quaisquer outros registros de ponto,</p><p>devendo-se considerar apenas as horas trabalhadas.</p><p>Tempo computado</p><p>O tempo computado (TC), assim definido o tempo contado em dias perdidos (P), pelos acidentados, por</p><p>incapacidade temporária total mais os dias debitados (D) pelos acidentados vítimas de morte ou</p><p>incapacidade permanente, total ou parcial.</p><p>Assim, temos:</p><p>𝑇𝐶 = 𝑃 + 𝐷</p><p>Dias perdidos (P)</p><p>pelos acidentados</p><p>por incapacidade</p><p>temporária total</p><p>Dias debitados</p><p>(D) pelos</p><p>acidentados</p><p>vítimas de morte</p><p>ou incapacidade</p><p>permanente,</p><p>total ou parcial</p><p>Tempo</p><p>Computado (TC)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>164</p><p>Para fins de apuração do tempo perdido, as incapacidades permanentes dividem-se em total ou parcial.</p><p>Em caso de morte, incapacidade permanente total ou perda de visão de ambos os olhos</p><p>em um só acidente se aplica o número máximo de dias a debitar, 6.000 dias.</p><p>Taxa de frequência (𝑭𝑨)</p><p>• Representa o número de acidentes por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em</p><p>determinado período.</p><p>• É a expressão que relaciona o número de acidentes do trabalho com e sem afastamento com o</p><p>número de horas-homem trabalhadas.</p><p>• Deve ser expressa com aproximação em centésimos (duas casas decimais) e calculada pela seguinte</p><p>expressão:</p><p>𝐹𝐴 =</p><p>𝑁 × 1.000.000</p><p>𝐻</p><p>Em que:</p><p>𝐹𝐴 = frequência de acidentes (resultado da divisão, com precisão de centésimos);</p><p>𝑁 = número de acidentes; e</p><p>𝐻 = horas-homem de exposição ao risco.</p><p>Incapacidade</p><p>Permanente</p><p>pode ser:</p><p>TOTAL</p><p>qualquer combinação entre perda de olho(s),</p><p>pé(s) e mão(s)</p><p>PARCIAL</p><p>perda de parte do corpo ou redução da</p><p>função orgânica</p><p>É computada através</p><p>do conceito de dias</p><p>debitados:</p><p>que são os dias debitados pelos acidentados</p><p>vítimas de morte ou incapacidade</p><p>permanente, total ou parcial</p><p>valores estabelecidos pelo Quadro I da ABNT</p><p>NBR 14280:2001</p><p>Temporária</p><p>Sempre TOTAL:</p><p>perda total da capacidade de trabalho de que</p><p>resulte um ou mais dias perdidos</p><p>excetuadas a morte, a incapacidade</p><p>permanente parcial e a incapacidade</p><p>permanente total</p><p>É computada através</p><p>do conceito de dias</p><p>perdidos:</p><p>aqueles dias corridos de afastamento do</p><p>trabalho em virtude de lesão pessoal</p><p>excetuados o dia do acidente e o dia de</p><p>retorno ao trabalho</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>165</p><p>Taxa de gravidade (G)</p><p>• Visa exprimir, em relação a um milhão de horas-homem de exposição ao risco, os dias perdidos por</p><p>todos os acidentados vítimas de incapacidade temporária total, mais os dias debitados relativos aos</p><p>casos de morte ou incapacidade permanente.</p><p>• Nos casos de morte ou incapacidade permanente (total ou parcial) NÃO devem ser considerados</p><p>os dias perdidos, mas apenas os debitados. Entretanto, há uma exceção: no caso de o acidentado</p><p>perder número de dias superior ao número de dias a debitar pela lesão permanente sofrida.</p><p>• Deve ser expressa em números inteiros.</p><p>• Para o cálculo da taxa de gravidade, empregamos a expressão:</p><p>𝐺 =</p><p>𝑇 × 1.000.000</p><p>𝐻</p><p>Em que:</p><p>𝐺 = taxa de gravidade;</p><p>𝑇 = tempo computado; e</p><p>𝐻 = horas-homem de exposição ao risco.</p><p>O acidente de trajeto deve ser tratado à parte, não sendo incluído no cálculo usual das taxas da frequência</p><p>e gravidade.</p><p>Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT</p><p>O Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT consiste em um relatório da análise das</p><p>condições ambientais do trabalho em que deve constar a conclusão fática da análise da exposição aos riscos</p><p>ambientais, levando-se em consideração os principais dados que conduziram a essa conclusão e ainda a</p><p>metodologia utilizada para obtê-los.</p><p>O LTCAT presta-se a comprovação, ou não, da “efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos</p><p>prejudiciais à saúde, ou a associação desses agentes, de forma permanente, não ocasional nem intermitente”,</p><p>por parte do segurado, para fins de conceção, pelo INSS, de aposentadoria especial.</p><p>Taxa de Frequência (Fa)</p><p>Expressa com precisão</p><p>centesimal, ou seja,</p><p>duas casas decimais</p><p>Fa = 5,00</p><p>Taxa de Gravidade (G)</p><p>Expressa em números</p><p>inteiros, ou seja, sem</p><p>casas decimais</p><p>G = 50</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>166</p><p>Decreto n.° 3.048/99, Art. 64. A aposentadoria especial [...] será devida ao segurado [...] que</p><p>comprove o exercício de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e</p><p>biológicos prejudiciais à saúde, ou a associação desses agentes, de forma permanente,</p><p>não ocasional nem intermitente, VEDADA a caracterização por categoria profissional ou</p><p>ocupação [...]</p><p>O LTCAT deve ser elaborado somente por profissionais que sejam especialistas no assunto, tais sejam:</p><p>Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho.</p><p>Decreto n.° 3.048/99, Art. 68, § 3°. A comprovação da efetiva exposição do segurado a</p><p>agentes prejudiciais à saúde será feita por meio de documento, em meio físico ou</p><p>eletrônico, emitido pela empresa ou por seu preposto com base em laudo técnico de</p><p>condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de</p><p>segurança do trabalho.</p><p>Alguns elementos informativos básicos que devem constar no LTCAT, tais sejam:</p><p>a) identificação da empresa;</p><p>b) se individual ou coletivo;</p><p>c) identificação do setor e da função;</p><p>d) descrição da atividade;</p><p>e) identificação do agente prejudicial à saúde, arrolado na Legislação Previdenciária;</p><p>f) localização das possíveis</p><p>fontes geradoras;</p><p>g) via e periodicidade de exposição ao agente prejudicial à saúde;</p><p>h) metodologia e procedimentos de avaliação do agente prejudicial à saúde;</p><p>O empregador deve realizar o</p><p>levantamento a respeito da efetiva</p><p>exposição a agentes químicos, físicos e</p><p>biológicos prejudiciais à saúde, ou a</p><p>associação desses agentes, de forma</p><p>permanente, não ocasional nem</p><p>intermitente.</p><p>Esse levantamento é</p><p>realizado no processo de</p><p>elaboração do LTCAT,</p><p>exclusivamente por</p><p>Engenheiro de Segurança</p><p>do Trabalho ou Médico do</p><p>Trabalho.</p><p>Com base no LTCAT, o</p><p>empregador ou seu</p><p>preposto preenche o PPP,</p><p>que é o documento final a</p><p>ser entregue pelo</p><p>segurado (trabalhador) ao</p><p>INSS para a concessão da</p><p>aposentadoria especial.</p><p>Elaboração de</p><p>LTCAT</p><p>Profissionais</p><p>competentes:</p><p>Engenheiro de Segurança do Trabalho, que deve indicar n.° do registro</p><p>profissional (CREA) e o n.° da ART</p><p>Médico do Trabalho, que que deve indicar n.° do registro profissional</p><p>(CRM)</p><p>Não podem</p><p>elaborar:</p><p>Enfermeiro do Trabalho</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho</p><p>Técnico em Enfermagem do Trabalho</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>167</p><p>i) descrição das medidas existentes;</p><p>j) conclusão do LTCAT;</p><p>k) assinatura e identificação do Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho;</p><p>l) data de realização da avaliação ambiental.</p><p>Metodologia de avaliação para levantamento dos agentes ambientais</p><p>A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes existentes no ambiente</p><p>de trabalho prejudiciais à saúde de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva</p><p>exposição em desacordo com o referido laudo incorrerá na infração.</p><p>O LTCAT tem VALIDADE INDETERMINADA, não havendo decurso de tempo</p><p>(periodicidade) definida para sua revisão, sendo essa ação necessária apenas quando</p><p>da ocorrência de alterações no ambiente de trabalho ou em sua organização: mudança</p><p>de leiaute; substituição de máquinas e equipamentos; adoção ou alteração de</p><p>tecnologia de proteção coletiva; e alcance dos níveis de ação estabelecidos pela</p><p>legislação trabalhista, se aplicável.</p><p>Metodologias a</p><p>serem observadas</p><p>para avaliação:</p><p>Quantitativa:</p><p>Nas avaliações ambientais deverão ser consideradas [...] a metodologia e os</p><p>procedimentos estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de</p><p>Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO</p><p>Na hipótese de não terem sido estabelecidas pela FUNDACENTRO a metodologia</p><p>e os procedimentos de avaliação, caberá ao Ministério da Economia indicar</p><p>outras instituições para estabelecê-los (atualmente, cabe ao Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego, por intermédio da secretaria de Inspeção do Trabalho –</p><p>SIT)</p><p>Qualitativa:</p><p>Deve conter a descrição das circunstâncias de exposição ocupacional a</p><p>determinado agente ou associação de agentes prejudiciais à saúde presentes no</p><p>ambiente de trabalho durante toda a jornada de trabalho</p><p>Deve conter a descrição de todas as fontes e possibilidades de liberação dos</p><p>agentes nocivos</p><p>Deve conter a descrição dos meios de contato ou exposição dos trabalhadores,</p><p>as vias de absorção, a intensidade da exposição, a frequência e a duração do</p><p>contato</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>168</p><p>Documentos substitutivos do LTCAT</p><p>D</p><p>o</p><p>cu</p><p>m</p><p>e</p><p>n</p><p>to</p><p>s</p><p>su</p><p>b</p><p>st</p><p>it</p><p>u</p><p>ti</p><p>vo</p><p>s</p><p>d</p><p>o</p><p>L</p><p>TC</p><p>A</p><p>T</p><p>Laudos técnico-periciais realizados na mesma empresa, emitidos por determinação da Justiça do Trabalho, em ações</p><p>trabalhistas, individuais ou coletivas, acordos ou dissídios coletivos, ainda que o segurado não seja o reclamante,</p><p>desde que relativas ao mesmo setor, atividades, condições e local de trabalho.</p><p>Laudos emitidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO.</p><p>Laudos emitidos por órgãos da Secretaria de Trabalo do Ministério do Trabalho e Previdência - MTP</p><p>Laudos individuais</p><p>acompanhados de:</p><p>autorização escrita da empresa para efetuar o levantamento, quando o</p><p>responsável técnico não for seu empregado</p><p>nome e identificação do acompanhante da empresa, quando o responsável</p><p>técnico não for seu empregado</p><p>data e local da realização da perícia</p><p>Demonstrações</p><p>ambientais:</p><p>Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, previsto na NR 09, até</p><p>02/01/2022;</p><p>Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, previsto na NR 01, a partir de</p><p>02/01/2022</p><p>Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, na mineração, previsto na NR 22</p><p>Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção</p><p>- PCMAT, previsto na NR 18</p><p>Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, previsto na NR 07</p><p>Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural - PGRTR, previsto na NR</p><p>31</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>169</p><p>Documento que não são aceitos em substituição ao LTCAT</p><p>Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP</p><p>O Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP é o documento finalístico, com valor jurídico, de comprovação da</p><p>exposição, ou não, do segurado a condições especiais de exposição a agentes, ou associação de agentes, físicos,</p><p>químicos e biológicos.</p><p>É o documento a ser encaminhado ao INSS pelo trabalhador segurado para comprovar as condições para</p><p>habilitação de benefícios e serviços previdenciários, em particular, o benefício de aposentadoria especial.</p><p>Decreto n.º 3.048/99, Art. 68,</p><p>§ 8o A empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico</p><p>previdenciário, ou o documento eletrônico que venha a substituí-lo, no qual deverão ser</p><p>contempladas as atividades desenvolvidas durante o período laboral, garantido ao</p><p>trabalhador o acesso às informações nele contidas, sob pena de sujeição às sanções.</p><p>§ 9o Para fins do disposto no § 8º, considera-se perfil profissiográfico previdenciário o</p><p>documento que contenha o histórico laboral do trabalhador, elaborado de acordo com o</p><p>modelo instituído pelo INSS.</p><p>N</p><p>ão</p><p>s</p><p>ão</p><p>a</p><p>ce</p><p>it</p><p>o</p><p>s</p><p>em</p><p>s</p><p>u</p><p>b</p><p>st</p><p>it</p><p>u</p><p>iç</p><p>ão</p><p>a</p><p>o</p><p>L</p><p>TC</p><p>A</p><p>T Laudo elaborado por solicitação do próprio</p><p>segurado, sem o atendimento das seguintes</p><p>condições:</p><p>autorização escrita da empresa para efetuar o</p><p>levantamento, quando o responsável técnico não for seu</p><p>empregado</p><p>nome e identificação do acompanhante da empresa,</p><p>quando o responsável técnico não for seu empregado</p><p>data e local da realização da perícia</p><p>Laudo relativo à atividade diversa, salvo quando efetuada no mesmo setor.</p><p>Laudo relativo a equipamento ou setor similar.</p><p>Laudo realizado em localidade diversa daquela em que houve o exercício da atividade.</p><p>Laudo de empresa diversa daquela onde o trabalhador labora ou labourou.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>170</p><p>Um resumo geral sobre o PPP</p><p>Emissão</p><p>Aspectos formais</p><p>Deve ser emitido mediante formulário, na forma estabelecida pelo</p><p>INSS.</p><p>Quem emite? Deve ser emitido pela empresa ou seu preposto.</p><p>Dados</p><p>Deve conter</p><p>Comprovação da efetiva exposição do segurado</p><p>aos agentes nocivos</p><p>com informações sobre: dados administrativos da empresa e do</p><p>trabalhador; registros ambientais e responsáveis pelas informações.</p><p>Base de dados A base de dados é o LTCAT.</p><p>Fidedignidade</p><p>dos dados</p><p>É presumida quando assinado pelo representante legal da empresa ou</p><p>seu preposto, que assumirá a responsabilidade sobre a fidedignidade</p><p>das informações prestadas quanto a: fiel transcrição dos registros</p><p>administrativos e a veracidade das demonstrações ambientais e dos</p><p>programas médicos de responsabilidade da empresa.</p><p>Deverá constar no PPP o nome e o CPF do responsável pela assinatura</p><p>do documento.</p><p>Finalidade</p><p>O PPP deve:</p><p>(objetivos)</p><p>Comprovar as condições para obtenção do direito aos benefícios e</p><p>serviços previdenciários.</p><p>Fornecer ao trabalhador meios de prova produzidos pelo empregador</p><p>perante a Previdência Social, a outros órgãos públicos e aos sindicatos,</p><p>de forma a garantir todo direito decorrente da relação de trabalho, seja</p><p>ele individual, ou difuso e coletivo.</p><p>Fornecer à empresa meios de prova produzidos em tempo real, de</p><p>modo a organizar e a individualizar as informações contidas em seus</p><p>diversos setores ao longo dos anos, possibilitando que a empresa evite</p><p>ações judiciais indevidas relativas a seus trabalhadores.</p><p>Possibilitar aos administradores públicos e privados acessos a bases de</p><p>informações fidedignas, como fonte primária de informação</p><p>estatística, para desenvolvimento de vigilância sanitária e</p><p>epidemiológica, bem como definição de políticas em saúde coletiva.</p><p>Implicações</p><p>legais</p><p>Falsidade</p><p>ideológica</p><p>A prestação de informações falsas no PPP constitui crime de falsidade</p><p>ideológica, nos termos do art. 299 do Código Penal.</p><p>Falsificação de</p><p>documento</p><p>público</p><p>A prestação de informações falsas no PPP constitui crime de falsificação</p><p>de documento público, nos termos do art. 297 do Código Penal.</p><p>PPP</p><p>É o documento que contém o histórico</p><p>laboral do trabalhador, contemplando as</p><p>atividades desenvolvidas durante o período</p><p>laboral</p><p>deve ser mantido atualizado pela empresa</p><p>deve ser fornecido, através de cópia autência,</p><p>quando da rescisão do contrato de trabalho</p><p>Deve ser emitido segundo modelo</p><p>(formulário) definido pelo INSS, contendo,</p><p>entre outras informações:</p><p>dados adminisrativos da empresa e do</p><p>trabalhador</p><p>registros ambinetais; e</p><p>responsáveis pelas informações</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>171</p><p>Necessidade de fornecimento do PPP</p><p>IN PRES/INSS n.º 128/2022, Art. 266, § 5º A empresa ou equiparada à empresa deve</p><p>elaborar e manter atualizado o PPP para os segurados [...], bem como fornecê-lo nas</p><p>seguintes situações:</p><p>I - por ocasião da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa,</p><p>sindicato ou órgão gestor de mão de obra, com fornecimento de uma das vias para o</p><p>trabalhador, mediante recibo;</p><p>II - sempre que solicitado pelo trabalhador, para fins de requerimento de reconhecimento</p><p>de períodos laborados em condições especiais;</p><p>III - para fins de análise de benefícios e serviços previdenciários e quando solicitado pelo</p><p>INSS;</p><p>IV - para simples conferência por parte do trabalhador, quando da revisão do Programa de</p><p>Gerenciamento de Riscos - PGR; e</p><p>V - quando solicitado pelas autoridades competentes.</p><p>A empresa deve manter o COMPROVANTE DE ENTREGA DO PPP, quando do ato da</p><p>rescisão contratual, por 20 ANOS, sendo que esse comprovante pode ser feito no</p><p>próprio instrumento de rescisão ou desfiliação, bem como em recibo à parte.</p><p>LTCAT versus PPP</p><p>Documento</p><p>LTCAT</p><p>Poderá ter caráter coletivo</p><p>Elaborado po Engenheiro(a) de Segurança do Trabalho ou Médico(a) do Trabalho</p><p>Não há uma estrtutura definida, sendo o profissional habilitado autônomo para</p><p>estabelecê-la, desde que contenha os itens informativos básicos.</p><p>PPP</p><p>É individual e intransferível, salvo solicitação de órgão público competente</p><p>Preenchido pelo empregador ou seu preposto com base no LTCAT ou documentos</p><p>substitutos (PGR, PCMSO etc.)</p><p>Existe uma estrtutura (formulário) estabelecido pelo INSS, contida no Anexo XVII da</p><p>IN PRES/INSS n.º 128/2022.</p><p>A empresa deve manter o comprovante de entrega do PPP, quando do ato da</p><p>rescisão contratual, por 20 anos, sendo que esse comprovante pode ser feito no</p><p>próprio instrumento de rescisão ou desfiliação, bem como em recibo à parte.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>172</p><p>Precisa-se elencar todos os agentes de risco no PPP ou não?</p><p>• Se o agente nocivo não existe na relação constante do Anexo IV do Decreto n.° 3.048/99, não precisa</p><p>inseri-lo no PPP.</p><p>• Se o agente nocivo é de avaliação quantitativa e existe na relação constante do Anexo IV do Decreto</p><p>n.° 3.048/99, mas encontra-se abaixo do Nível de Ação – NA estabelecido nas NRs, não precisa inseri-</p><p>lo no PPP.</p><p>• Se o agente nocivo é de avaliação quantitativa e existe na relação constante do Anexo IV do Decreto</p><p>n.° 3.048/99, mas encontra-se acima do Nível de Ação – NA estabelecido nas NRs, precisa inseri-lo no</p><p>PPP.</p><p>PPP e código GFIP</p><p>O código GFIP indica se o empregado está ou esteve exposto a alguma situação que gere direito à</p><p>aposentadoria especial, como previsto no Anexo IV do Decreto n.° 3.048/99. Esse código varia de “Em</p><p>Branco” à 04, definindo a alíquota a ser paga de forma suplementar a título de Seguro de Acidente de</p><p>Trabalho – SAT, conforme se proceda a exposição do trabalhador em condições especiais a agentes físicos,</p><p>químicos e biológicos, ou uma combinação desses agentes.</p><p>Código GFIP Aplicação Impacto econômico</p><p>Em branco</p><p>Sem exposição a agente nocivo. Trabalhador nunca esteve</p><p>exposto.</p><p>Não há incidência de alíquota</p><p>suplementar ao SAT.</p><p>01</p><p>Não há exposição a agente nocivo: o trabalhador já esteve</p><p>exposto a qualquer agente nocivo, mas posteriormente a</p><p>exposição foi neutralizada por alguma medida de controle</p><p>eficaz.</p><p>Não há incidência de alíquota</p><p>suplementar ao SAT.</p><p>02</p><p>Exposição a algum agente nocivo previsto na legislação</p><p>que garanta ao trabalhador o direito à aposentadoria</p><p>especial após 15 anos de exposição.</p><p>Alíquota suplementar de 12%</p><p>sobre o salário de contribuição do</p><p>trabalhador.</p><p>03</p><p>Exposição a algum agente nocivo previsto na legislação</p><p>que garanta ao trabalhador o direito à aposentadoria</p><p>especial após 20 anos de exposição.</p><p>Alíquota suplementar de 9%</p><p>sobre o salário de contribuição do</p><p>trabalhador.</p><p>04</p><p>Exposição a algum agente nocivo previsto na legislação</p><p>que garanta ao trabalhador o direito à aposentadoria</p><p>especial após 25 anos de exposição.</p><p>Alíquota suplementar de 6%</p><p>sobre o salário de contribuição do</p><p>trabalhador.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>173</p><p>Proteção do meio ambiente: Resíduos Industriais – NR 25</p><p>Definição de Resíduos industriais</p><p>Entendem-se como resíduos industriais aqueles provenientes dos processos industriais, na forma sólida,</p><p>líquida ou gasosa ou combinação dessas, e que por suas características físicas, químicas ou microbiológicas</p><p>não se assemelham aos resíduos domésticos, como cinzas, lodos, óleos, materiais alcalinos ou ácidos,</p><p>escórias, poeiras, borras, substâncias lixiviadas e aqueles gerados em equipamentos e instalações de</p><p>controle de poluição, bem como demais</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>18</p><p>Periodicidade de manutenção</p><p>Periodicidade</p><p>Conferência (verificação)</p><p>mensalmente</p><p>verificação deve ocorrer em intervalos mais frequentes quando as</p><p>circunstâncias assim exigirem.</p><p>Inspeção</p><p>a cada 6 (seis) seis meses para extintores de incêndio com carga de</p><p>dióxido de carbono (CO2), cilindros para o gás expelente e extintores</p><p>de pressurização indireta</p><p>a cada 12 meses para os demais extintores, incluindo os de</p><p>pressurização direta</p><p>é recomendado maior frequência de inspeção nos extintores de</p><p>incêndio que estejam sujeitos a intempéries e/ou condições severas</p><p>Teste hidrostático (durante</p><p>o procedimento de</p><p>manutenção)</p><p>a cada 5 (cinco) anos</p><p>ou na nexistência da data do último ensaio hidrostático.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>19</p><p>Aspectos Legais do Acidente do Trabalho</p><p>Classificação dos Acidentes de Trabalho em sentido amplo (lato sensu)</p><p>Tipo de acidentes Definição</p><p>Acidente do trabalho em sentido estrito (stricto</p><p>sensu) ou típico</p><p>Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço</p><p>de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho</p><p>dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação</p><p>funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou</p><p>temporária, da capacidade para o trabalho.</p><p>Eventos</p><p>equiparados</p><p>a acidente</p><p>do trabalho</p><p>para fins</p><p>legais</p><p>(previdência)</p><p>Doenças</p><p>ocupacionais</p><p>Doenças</p><p>profissionais</p><p>Produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a</p><p>determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo</p><p>Ministério do Trabalho e da Previdência Social.</p><p>Doenças do</p><p>trabalho em</p><p>sentido estrito</p><p>(stricto senso)</p><p>Adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o</p><p>trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.</p><p>Acidentes ou doenças do trabalho</p><p>em sentido amplo (lato sensu)</p><p>decorrentes de concausalidade</p><p>O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única,</p><p>haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou</p><p>perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija</p><p>atenção médica para a sua recuperação.</p><p>Acidentes do trabalho em sentido</p><p>amplo (lato sensu) decorrentes</p><p>de causalidade indireta</p><p>Equiparam-se também ao acidente do trabalho:</p><p>II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em</p><p>consequência de:</p><p>a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou</p><p>companheiro de trabalho;</p><p>b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa</p><p>relacionada ao trabalho;</p><p>c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de</p><p>companheiro de trabalho;</p><p>d) ato de pessoa privada do uso da razão;</p><p>e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou</p><p>decorrentes de força maior;</p><p>III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no</p><p>exercício de sua atividade;</p><p>IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de</p><p>trabalho:</p><p>a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da</p><p>empresa;</p><p>b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar</p><p>prejuízo ou proporcionar proveito;</p><p>c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando</p><p>financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da</p><p>mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado,</p><p>inclusive veículo de propriedade do segurado;</p><p>d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela,</p><p>qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade</p><p>do segurado.</p><p>§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da</p><p>satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou</p><p>durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>20</p><p>Não são consideradas como doenças do trabalho e, portanto, não se enquadram legalmente como</p><p>acidentes do trabalho</p><p>A doença degenerativa;</p><p>A inerente ao grupo etário;</p><p>A que não produza incapacidade laborativa;</p><p>A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo</p><p>comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.</p><p>Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de acidente</p><p>de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do anterior.</p><p>Fundamentos de Higiene Ocupacional - Introdução</p><p>Agentes ocupacionais</p><p>a) agentes físicos: riscos ambientais provenientes de qualquer forma de energia que, em função de sua</p><p>natureza, intensidade e exposição, é capaz de causar lesão ou agravo à saúde do trabalhador.</p><p>b) agentes químicos: riscos ambientais originados substâncias químicas, por si só ou em misturas, quer</p><p>seja em seu estado natural, quer seja produzida, utilizada ou gerada no processo de trabalho, que em</p><p>função de sua; natureza, concentração e exposição, é capaz de causar lesão ou agravo à saúde do</p><p>trabalhador.</p><p>c) agentes biológicos: riscos ambientais originados de microrganismos, parasitas ou materiais</p><p>originados de organismos que, em função de sua natureza e do tipo de exposição, são capazes de</p><p>acarretar lesão ou agravo à saúde do trabalhador.</p><p>d) agentes mecânicos ou de acidentes: incluem quaisquer fatores que possam colocar o trabalhador</p><p>em situação vulnerável e afetar sua integridade e seu bem-estar físico e psíquico. São aqueles que</p><p>ocorrem em situações que podem levar a acidentes, como resultado das condições do local de</p><p>trabalho. Em geral, resultam da ausência de uma adequada organização do ambiente laboral e de</p><p>medidas preventivas de segurança.</p><p>e) agentes ergonômicos: são aqueles relacionados a falta de adaptação das condições de trabalho</p><p>(ambiente e tarefa) às características psicofisiológicas dos trabalhadores. De outra forma, o agente</p><p>ergonômico inclui qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do</p><p>trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>21</p><p>Em resumo, temos o seguinte:</p><p>Gerenciamento de riscos (etapas)</p><p>A etapa de antecipação de riscos envolve a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos</p><p>de trabalho, ou de modificações dos já existentes, visando identificar os riscos potenciais e introduzir</p><p>medidas de proteção para sua redução ou eliminação.</p><p>Na etapa de reconhecimento de riscos deve-se identificar os diversos fatores ambientais relacionados aos</p><p>processos de trabalho, suas características intrínsecas (etapas, subprodutos, rejeitos, produtos finais,</p><p>insumos) e compreender a natureza e extensão de seus efeitos no organismo dos trabalhadores e/ou meio</p><p>ambiente.</p><p>Tanto a etapa</p><p>efluentes líquidos e emissões gasosas contaminantes atmosféricos.</p><p>Requisitos de segurança e saúde nas atividades para gerenciamento de resíduos industriais</p><p>• A organização deve buscar a redução da exposição ocupacional aos resíduos industriais por meio da</p><p>adoção das melhores práticas tecnológicas e organizacionais disponíveis.</p><p>• Os resíduos industriais devem ter disposição de acordo com a lei ou regulamento específico, sendo</p><p>vedado o lançamento ou a liberação no ambiente de trabalho de quaisquer contaminantes advindos</p><p>desses materiais que possam comprometer a segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>• As medidas, métodos, equipamentos ou dispositivos de controle do lançamento ou liberação de</p><p>contaminantes gasosos, líquidos ou sólidos devem ser submetidos ao exame e à aprovação dos</p><p>órgãos competentes.</p><p>• Os resíduos sólidos e efluentes líquidos produzidos por processos e operações industriais devem ser</p><p>coletados, acondicionados, armazenados, transportados, tratados e encaminhados à disposição final</p><p>pela organização na forma estabelecida em lei ou regulamento específico. Em cada uma dessas</p><p>etapas, a organização deve desenvolver medidas de prevenção, de forma a evitar ou controlar risco</p><p>à segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>• Os resíduos sólidos e efluentes líquidos devem ser dispostos na forma estabelecida em lei ou</p><p>regulamento específico.</p><p>• Os rejeitos radioativos devem ser dispostos conforme normatização da Autoridade Nacional de</p><p>Segurança Nuclear - ANSN.</p><p>• Os resíduos industriais que configurem fonte de risco biológico devem ser dispostos conforme</p><p>previsto nas legislações sanitária e ambiental.</p><p>• Os trabalhadores envolvidos em atividades de coleta, manipulação, acondicionamento,</p><p>armazenamento, transporte, tratamento e disposição de resíduos industriais devem ser capacitados</p><p>pela empresa, de forma continuada, sobre os riscos ocupacionais envolvidos e as medidas de</p><p>prevenção adequada.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>174</p><p>NR 26: Sinalização de segurança</p><p>Sinalização por cor</p><p>• Devem ser adotadas cores para comunicação de segurança em estabelecimentos ou locais de</p><p>trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos perigos e riscos existentes.</p><p>• As cores utilizadas para identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar</p><p>tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e advertir contra riscos devem atender</p><p>ao disposto nas normas técnicas oficiais.</p><p>• A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.</p><p>• O uso de cores deve ser o mais reduzido possível a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga</p><p>ao trabalhador.</p><p>Identificação de produtos químicos</p><p>Classificação</p><p>• O produto químico utilizado no local de trabalho deve ser classificado quanto aos perigos para a</p><p>segurança e a saúde dos trabalhadores, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Sistema</p><p>Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos - GHS, da Organização</p><p>das Nações Unidas.</p><p>• A classificação de substâncias perigosas deve ser baseada em lista de classificação harmonizada ou</p><p>com a realização de ensaios exigidos pelo processo de classificação.</p><p>• Na ausência de lista nacional de classificação harmonizada de substâncias perigosas, pode ser</p><p>utilizada lista internacional.</p><p>• Os aspectos relativos à classificação devem atender ao disposto em norma técnica oficial.</p><p>Rotulagem Preventiva</p><p>• A rotulagem preventiva é um conjunto de elementos com informações escritas, impressas ou</p><p>gráficas, relativas a um produto químico, que deve ser afixada, impressa ou anexada à embalagem</p><p>que contém o produto.</p><p>• Os aspectos relativos à rotulagem preventiva devem atender ao disposto em norma técnica oficial.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>175</p><p>Ficha com Dados de Segurança</p><p>• O fabricante ou, no caso de importação, o fornecedor no mercado nacional, deve elaborar e tornar</p><p>disponível ficha com dados de segurança do produto químico para todo produto químico classificado</p><p>como perigoso.</p><p>• O formato e conteúdo da ficha com dados de segurança do produto químico devem seguir o</p><p>estabelecido pelo GHS.</p><p>• No caso de mistura, deve ser explicitado na ficha com dados de segurança o nome e a concentração,</p><p>ou faixa de concentração, das substâncias que:</p><p>a) representam perigo para a saúde dos trabalhadores, se estiverem presentes em concentração</p><p>igual ou superior aos valores de corte/limites de concentração estabelecidos pelo GHS para</p><p>cada classe/categoria de perigo; e</p><p>b) possuam limite de exposição ocupacional estabelecidos.</p><p>• Os aspectos relativos à ficha com dados de segurança devem atender ao disposto em norma técnica</p><p>oficial.</p><p>• Todas essas medidas se aplicam também a produto químico não classificado como perigoso, mas</p><p>cujos usos previstos ou recomendados derem origem a riscos à segurança e à saúde dos</p><p>trabalhadores.</p><p>Informações e treinamentos em segurança e saúde no trabalho</p><p>• A organização deve assegurar o acesso dos trabalhadores às fichas com dados de segurança dos</p><p>produtos químicos que utilizam no local de trabalho.</p><p>• Os trabalhadores devem receber treinamento:</p><p>Rotulagem</p><p>preventiva</p><p>Para produtos perigosos,</p><p>devem conter os</p><p>seguintes elementos:</p><p>identificação e composição do produto químico</p><p>pictograma(s) de perigo</p><p>palavra de advertência</p><p>frase(s) de perigo</p><p>frase(s) de precaução</p><p>informações suplementares</p><p>Para produtos não</p><p>classificados como</p><p>perigosos, deve ser</p><p>simplificada, contendo:</p><p>indicação do nome</p><p>informação de que se trata de produto não classificado como</p><p>perigoso</p><p>recomendações de precaução</p><p>Para produtos</p><p>classificados como</p><p>saneantes pela ANVISA</p><p>estão dispensados do cumprimento das obrigações de rotulagem</p><p>preventiva, devendo apenas apresentar a forma simplificada.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>176</p><p>a) para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto</p><p>químico; e</p><p>sobre os perigos, os riscos, as medidas preventivas para o uso seguro e os procedimentos para atuação em</p><p>situações de emergência com o produto químico</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>177</p><p>NR 13, parte I: Definições, classificação e requisitos gerais de</p><p>segurança</p><p>Introdução, objetivo e disposições gerais</p><p>Definição e classificação das caldeiras</p><p>Definição e classificação dos vasos de pressão</p><p>Vasos de pressão são recipientes estanques, de quaisquer tipos, formato ou finalidade, capazes de conter</p><p>fluidos sob pressões manométricas positivas ou negativas, diferentes da atmosfera, observados os critérios</p><p>de enquadramento da NR 13.</p><p>Existem dois critérios de classificação: classe de fluido e grupos de potencial de risco, que juntos irão formar</p><p>as categorias dos vasos de pressão.</p><p>NR 13</p><p>Estabelece requisitos</p><p>mínimos para gestão da</p><p>integridade estrutural</p><p>de:</p><p>caldeiras,</p><p>vasos</p><p>de antecipação quanto a de reconhecimento é realizada através de</p><p>técnicas de avaliação qualitativa.</p><p>Riscos</p><p>ocupacionais</p><p>riscos</p><p>ambientais</p><p>físicos</p><p>químicos</p><p>biológicos</p><p>riscos</p><p>mecânicos ou</p><p>de acidentes</p><p>riscos</p><p>ergonômicos</p><p>antecipação reconhecimento avaliação controle</p><p>Na etapa de antecipação,</p><p>identificam-se os riscos</p><p>potenciais, através do</p><p>projeto, uma vez que a</p><p>estrutura física ainda não está</p><p>pronta</p><p>Na etapa de reconhecimento,</p><p>identificam-se os riscos evidentes,</p><p>através de avaliações qualitativas</p><p>(observações), pois a estrutura</p><p>física já pronta permite a</p><p>observação in loco.</p><p>Objetos de estudo da ergonomia</p><p>Objetos de estudo da segurança do trabalho</p><p>Objetos de estudo da higiene</p><p>do trabalho, ou higiene</p><p>ocupacional</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>22</p><p>Por sua vez, a etapa de avaliação consiste no processo de avaliar e dimensionar (no caso de avaliação</p><p>quantitativa) a exposição dos trabalhadores e a magnitude dos fatores ambientais. O objetivo central é a</p><p>coleta de dados e a quantificação dos riscos. Existem diversas metodologias ou técnica para avaliar os riscos</p><p>ocupacionais. Por exemplo, verificar os possíveis danos provocados à saúde dos trabalhadores, através dos</p><p>registros de exames ocupacionais, é uma técnica de avaliação de riscos. Em verdade, qualquer metodologia</p><p>aplicada para determinação da criticidade do risco integra a etapa de avaliação de riscos.</p><p>O processo de avaliação é preferencialmente quantitativo, entretanto, há previsão de</p><p>avaliações qualitativas para alguns agentes ambientais. Não obstante, deve ficar claro</p><p>que a avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessário para</p><p>comprovar o controle da exposição ou a inexistência dos riscos identificados de maneira</p><p>qualitativa.</p><p>A etapa de controle de riscos, última fase da higiene ocupacional, consiste em selecionar meios, medidas e</p><p>ações (procedimentos de trabalho) para eliminar, neutralizar, controlar ou reduzir, a um nível aceitável,</p><p>os riscos ambientais, a fim de atenuar os seus efeitos a valores compatíveis com a preservação da saúde,</p><p>do bem-estar e do conforto.</p><p>Os princípios de avaliação de riscos que são comuns, ou seja, que se aplicam a todos os agentes de riscos e</p><p>metodologias, tais sejam (na sequência):</p><p>Limite de tolerância e nível de ação</p><p>Existe uma diferença central entre esses dois parâmetros objetivos: o Limite de Tolerância – LT é utilizado</p><p>para fins de caracterização da insalubridade, ao passo que o Nível de Ação – NA é empregado para fins de</p><p>proposição de medidas de controle, sendo um importante indicador no contexto da higiene ocupacional.</p><p>Fonte Definição</p><p>Literatura Técnica</p><p>(OIT)</p><p>Os Limites de Tolerância (LT), ou Limites de Exposição Ocupacional (LEO), referem-</p><p>se às concentrações ou intensidades dos agentes ambientais aos quais, se</p><p>acreditam, que a maioria dos trabalhadores possa estar exposta, repetidamente,</p><p>dia após dia, sem sofrer efeitos adversos à saúde.</p><p>Conceito Legal</p><p>(NR 15, item 15.5.1)</p><p>Entende-se por “Limite de Tolerância” [...], a concentração ou intensidade máxima</p><p>ou mínima2 relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que</p><p>não causará dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral”</p><p>2 O termo “mínima” é utilizado para situações de exposição a substâncias asfixiantes, em que o LT é</p><p>definido em função da concentração mínima de oxigênio.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>23</p><p>O Nível de Ação – NA é utilizado para os fins de controle preventivo do risco. Por definição, considera-se NA</p><p>o valor acima do qual devem ser implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a</p><p>probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os limites de exposição.</p><p>De acordo com a NR 09, deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição</p><p>ocupacional acima dos Níveis de Ação:</p><p>a) para agentes químicos, a metade dos limites de exposição ocupacional previstos na NR 15 ou, na</p><p>ausência destes, os valores adotados pela ACGIH;</p><p>b) para o ruído, a metade da dose, ou seja, a dose de 0,5 (dose superior a 50%);</p><p>c) para às Vibrações de Mãos e Braços - VMB, um valor de aceleração resultante de exposição</p><p>normalizada (aren) de 2,5 m/s², e para às Vibrações de Corpo Inteiro - VCI, um valor da aceleração</p><p>resultante de exposição normalizada (aren) de 0,5 m/s², ou o valor da dose de vibração resultante</p><p>(VDVR) de 9,1 m/s1,75.</p><p>Para fechar o tópico, é importante que você fique ciente da diferença central entre o LT e o NA:</p><p>Princípios básicos da prevenção e controle de riscos</p><p>Níveis de ação</p><p>Agentes químicos</p><p>metade dos limites de exposição ocupacional previstos na NR 15</p><p>(Anexo n.º 11)</p><p>na ausência de limites estabelecidos na NR 15, os valores adotados</p><p>pela ACGIH</p><p>Ruído metade da dose, ou seja, a dose de 0,5 (dose superior a 50%)</p><p>Vibrações</p><p>VMB</p><p>aren = 2,5 m/s²</p><p>VCI</p><p>aren = 0,5 m/s² ou VDVR = 9,1 m/s1,75</p><p>Limite de Tolerância - LT</p><p>Concentração ou intensidade máxima ou</p><p>mínima relacionada com a natureza e o</p><p>tempo de exposição ao agente, que não</p><p>causará danos à saúde do trabalhador</p><p>durante sua vida laboral</p><p>Nível de Ação - LT</p><p>Valor acima do qual devem ser iniciadas</p><p>ações preventivas de forma a minimizar</p><p>a probabilidade de que as exposições a</p><p>agentes ambientais ultrapassem os</p><p>limites de exposição. As ações devem</p><p>incluir o monitoramento periódico da</p><p>exposição, a informação aos</p><p>trabalhadores e o controle médico</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>24</p><p>São cinco os princípios básicos da prevenção e controle de riscos, preconizados pela higiene ocupacional:</p><p>1) Evitar ou reduzir a utilização de materiais, processos ou equipamentos que possam oferecer riscos</p><p>para a saúde (quase impossível de ser atendido). Trata-se do princípio da não geração do risco.</p><p>2) Prevenir ou reduzir a formação ou ocorrência de agentes ou fatores de risco. Trata-se do princípio da</p><p>redução do risco na fonte.</p><p>3) Evitar ou controlar a liberação de agentes de risco e sua disseminação ou propagação no ambiente</p><p>de trabalho. Trata-se do princípio da retenção do risco na fonte.</p><p>4) Reduzir o tempo de exposição e/ou a quantidade de trabalhadores expostos. Trata-se do princípio</p><p>da organização do trabalho.</p><p>5) Evitar que os trabalhadores sejam atingidos/afetados por agentes de risco; por exemplo, no caso de</p><p>contaminantes atmosféricos, bloquear as vias de entrada no organismo (vias respiratórias, pele e via</p><p>oral) para impedir que o agente nocivo alcance o órgão crítico. Trata-se do princípio da proteção</p><p>individual.</p><p>Hierarquia de medidas de controle</p><p>A hierarquia das medias de controle deve ser baseada na aplicação de medidas de controle:</p><p>1) Na fonte do fator de risco;</p><p>2) Na transmissão (entre a fonte e o receptor);</p><p>3) No receptor (trabalhador).</p><p>Princípio da não</p><p>geração do risco</p><p>Princípio da</p><p>redução do risco</p><p>na fonte</p><p>Princípio da</p><p>retenção do</p><p>risco na fonte</p><p>Princípio da</p><p>organização do</p><p>trabalho</p><p>Princípio da</p><p>proteção</p><p>individual</p><p>Geração do fator de risco na</p><p>fonte</p><p>propagação</p><p>Condições de exposição do</p><p>trabalhador</p><p>Geração de calor</p><p>pelo forno</p><p>Propagação pelo ar</p><p>(convecção) e através de</p><p>radiação</p><p>Trabalhador sem vestimenta</p><p>adequada</p><p>Forno com maior eficiência</p><p>térmica, ou seja, melhor</p><p>isolamento térmico</p><p>Instalação de barreira</p><p>refratária e ventilação para</p><p>conforto térmico no</p><p>ambiente de trabalho</p><p>Vestimenta adequada para</p><p>o trabalhador e</p><p>fornecimento de água</p><p>potável em intervalos de</p><p>tempo definidos</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>25</p><p>Fundamentos de Higiene Ocupacional – Agentes Físicos</p><p>Ruído (acústica)</p><p>Em acústica, ruído refere-se a sons indesejados, não harmônicos e muitas vezes perturbadores,</p><p>caracterizados pela falta de padrão e pela presença de múltiplas frequências. O ruído pode ser prejudicial ao</p><p>ambiente sonoro desejado e interferir na comunicação ou no conforto auditivo.</p><p>• As ondas sonoras são produzidas por deformações provocadas pela diferença de pressão em um</p><p>meio elástico: sólido, líquido ou gasoso, sendo imprescindível a existência deste meio para sua</p><p>propagação. Assim, frise-se que, por ser uma onda mecânica, o som não se propaga no vácuo.</p><p>• O som é uma sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por uma fonte de</p><p>vibração. Trata-se de um movimento ondulatório caracterizado por uma intensidade, uma</p><p>frequência e uma velocidade de propagação.</p><p>• O ruído é uma interpretação subjetiva e desagradável do som. Na higiene ocupacional costuma-se</p><p>denominar barulho ou ruído todo som que seja indesejável, errático.</p><p>O som é uma sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por uma</p><p>fonte de vibração, sendo classificado como uma onda mecânica longitudinal</p><p>tridimensional. Por sua vez, o ruído é uma interpretação subjetiva e desagradável do</p><p>som.</p><p>Para que as ondas sonoras estimulem o aparelho auditivo do ser humano devem ser preenchidas as</p><p>seguintes características:</p><p>• Frequência: número de vibrações por unidade de tempo, ou ainda o número de repetições das</p><p>flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou número de ciclo/segundo (1ciclo/segundo = 1HZ). É</p><p>determinada pela contagem do número de frentes de onda que passam por um certo ponto em um</p><p>determinado tempo. Deve situar-se entre 20 e 20.000 Hz. Frequências sonoras inferiores a 20 Hz são</p><p>chamados de infrassom, ao passo que as frequências superiores a 20.000 Hz (20 kHz) de ultrassom.</p><p>Em ambos os casos, não são captadas pelo aparelho auditivo.</p><p>• Nível de pressão sonora: é dado em Pascal (Pa) que equivale a um Newton por Metro Quadrado</p><p>(N/m²) e deve atingir um valor mínimo denominado limiar de audibilidade, admitido pela</p><p>comunidade científica como sendo 2 X 10-5 N/m², valor este convencionado como zero dB (zero</p><p>Decibel). Níveis de pressão sonora entre 2 X 10-5 N/m² e 200 N/m² estão dentro da faixa audível.</p><p>Valores de pressão abaixo de 2 X 10-5 N/m² estão abaixo do limiar auditivo, não podendo ser</p><p>"ouvidos", ao passo que valores acima de 200 N/m² são extremamente danosos ao ouvido humano,</p><p>provocando dor imediata. Por isso, esse limite superior é chamado de limiar de dor.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>26</p><p>Os LT para exposição ocupacional ao ruído são determinados em função dos níveis de</p><p>pressão sonora, com escala em dB, e do tempo máximo de exposição diária permissível</p><p>em cada um desses níveis. Entretanto, considerando a qualidade dos dados estatísticos</p><p>relativos à exposição ocupacional ao ruído em suas variadas frequências, NÃO é</p><p>possível definir com precisão a fronteira entre o ambiente salubre e o insalubre para o</p><p>trabalhador.</p><p>O ruído é contínuo quando a variação do nível de pressão sonora atinge 3 dB durante um período superior</p><p>a 15 minutos. É intermitente quando o nível de pressão sonora varia até 3 dB em períodos inferiores a 15</p><p>minutos e superiores a 0,2 segundo. É de impacto quando não se enquadrar nas condições anteriores.</p><p>São medidas de controle para exposição ocupacional ao ruído:</p><p>Controle do</p><p>risco na</p><p>fonte</p><p>• Eliminação da fonte;</p><p>• Seleção de máquinas ou equipamentos menos ruidosos;</p><p>• Manutenção: elaboração de planos de manutenção preventiva e corretiva como por</p><p>exemplo, balanceamento periódico de máquinas rotativas e lubrificação de</p><p>rolamentos;</p><p>• Modificação das fontes geradoras: Instalação de silenciadores em sistemas de ar</p><p>comprimido, compressores, bicos de saída de ar, válvulas pneumáticas, condutores</p><p>de sistemas de ventilação etc.; utilização de bases rígidas na montagem de máquinas</p><p>e equipamentos para redução da vibração (isolamento de máquina), ou de sistemas</p><p>de amortecimento para reduzir a transmissão da vibração;</p><p>Controle na</p><p>trajetória</p><p>• Não sendo possível o controle na fonte, o segundo passo é a verificação de possíveis</p><p>medidas aplicadas no meio ou trajetória. Quando o som incide sobre uma superfície,</p><p>uma parte é refletida, outra absorvida e uma transmitida.</p><p>• Em resumo, as medidas de controle coletivo do ruído através da intervenção em sua</p><p>trajetória baseiam-se em dois mecanismos: absorção (que reduz a energia refletida)</p><p>e/ou isolamento (que evita a transmissão).</p><p>• Exemplo clássico é o Isolamento acústico ou enclausuramento de máquinas e</p><p>equipamentos ruidosos. Nesse tipo de solução técnica são utilizadas paredes</p><p>Isolantes cobertas com absorventes acústicos (lãs de rocha ou vidro, espumas etc.),</p><p>o que impede que o ruído se propague para o ambiente.</p><p>RUÍDO</p><p>Contínuo Quando a variação do nível de pressão sonora atinge 3 dB</p><p>durante um período superior a 15 minutos.</p><p>Intermitente</p><p>Quando a variação do nível de pressão sonora varia até 3 dB</p><p>em períodos inferiores a 15 minutos e superiores a 0,2</p><p>segundo.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>27</p><p>Controle no</p><p>receptor</p><p>• Nesse caso, recorre-se a utilização de protetores auditivos, que podem ser de três</p><p>tipos conforme definido pela NR 6: protetor circum-auricular (tipo concha), protetor</p><p>de inserção (tipo plug, pré-moldado, geralmente de silicone) e o protetor semi-</p><p>auricular (tipo plug, moldável, geralmente de espuma).</p><p>Vibrações</p><p>Entende-se por vibração ou trepidação qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto</p><p>fixo, podendo ser um movimento regular ou irregular (quando não segue nenhum padrão determinado).</p><p>trata-se de um movimento oscilatório de um corpo devido a forças desequilibradas de componentes</p><p>rotativos e movimentos alternados de uma máquina ou equipamento.</p><p>As metodologias e procedimentos de avaliação das VCI e VMB são especificadas, respectivamente, pelas</p><p>NHOs 09 e 10 da Fundacentro. Em ambos os casos, existem três variáveis fundamentais que caracterizam</p><p>ou estão envolvidas na avaliação das vibrações:</p><p>a) direção medida em três eixos (direções): a natureza vetorial da vibração requer a avaliação em três</p><p>direções ortogonais: x, y e z, seja no caso das VCI (Figura 1.8a), seja no caso das VMB (Figura 1.8b);</p><p>b) magnitude: expressa pela raiz média quadrática da resultante obtida (√𝑎𝑥</p><p>2 + 𝑎𝑦</p><p>2 + 𝑎𝑧</p><p>2), dada em</p><p>m/s², em que 𝑎𝑥, 𝑎𝑦 e 𝑎𝑧 correspondem, respectivamente, as acelerações resultantes nas direções x,</p><p>y e z;</p><p>c) frequência: medida através de bandas de oitava, dada em Hz (Hertz).</p><p>(a) (b)</p><p>Figura: (a) eixos ortogonais para caracterização das VCI, (b) eixos ortogonais para caracterização das VMB.7</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>28</p><p>Em face da natureza vetorial da vibração, a mensuração de sua magnitude, seja no uso</p><p>de ferramentas portáteis, resultando em VMB, seja no uso de veículos, resultando em</p><p>VCI, deverá ser realizada em três direções ortogonais ao plano de contato com a mão</p><p>do operador ou com o assento, sendo o resultado da exposição expresso pela raiz média</p><p>quadrática da resultante obtida nas três direções.</p><p>Parâmetros utilizados para a caracterização das VCI e VMB:</p><p>Calor</p><p>O calor é uma condição de risco de natureza física presente em muitos ambientes de trabalho. Quando um</p><p>trabalhador labora próximo a uma fonte artificial de calor, ou mesmo exposto a luz solar (fonte natural), seu</p><p>Critérios de</p><p>Avaliação</p><p>Vibrações de</p><p>Mãos e Braços</p><p>(VMB):</p><p>Parâmetro:</p><p>Aceleração resultante de exposição normalizada</p><p>(aren)</p><p>corresposnde à aceleração resultante de</p><p>exposição (are) convertida para uma jornada</p><p>diária padrão de 8 horas</p><p>Critérios e</p><p>valores de</p><p>Referência:</p><p>NA = 2,5 m/s²</p><p>LT = 5,0 m/s²</p><p>Vibrações de</p><p>Corpos Inteiro</p><p>(VCI):</p><p>Parâmetros:</p><p>Aceleração resultante de exposição normalizada</p><p>(aren)</p><p>corresposnde à aceleração resultante de</p><p>exposição (are) convertida para uma jornada</p><p>diária padrão de 8 horas</p><p>Valor da dose de exposição resultante (VDVR)</p><p>corresponde ao valor da dose de vibração</p><p>representativo da exposição ocupacional diária,</p><p>considerando a resultante dos três eixos de</p><p>medição</p><p>Critérios e</p><p>valores de</p><p>referência:</p><p>NA</p><p>aren = 0,5 m/s²</p><p>VDVR = 9,1 m/s1,75</p><p>LT</p><p>aren = 1,1 m/s²</p><p>VDVR = 21 m/s1,75</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>29</p><p>organismo passa a ter dificuldade em manter o equilíbrio homeotérimco, experimentando um aumento na</p><p>sua temperatura3 corporal.</p><p>Se ele permanece por um longo período exposto a essa condição, poderá experimentar uma sobrecarga</p><p>térmica4, que ocorre quando a taxa de ganho de calor (calor gerado pelo metabolismo + calor transmitido</p><p>pelo meio ambiente de trabalho para o organismo) é maior do que a taxa de dissipação de calor (para o</p><p>meio). Quanto mais pesada a atividade realizada e mais elevada a temperatura ambiente, maior será a</p><p>tendência de elevação da temperatura corporal.</p><p>Mecanismos de redução do calor pelo organismo, frente à temperatura corporal excessiva</p><p>(mecanismos de termorregulação)</p><p>Inibição da termogênese: Diminuição da produção de calor pela desaceleração do metabolismo.</p><p>Vasodilatação periférica: Intensa dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos (pode aumentar a</p><p>transferência de calor para a pele em até 8 vezes).</p><p>Sudorese: Ocorre acentuada elevação na velocidade de perda de calor através da</p><p>evaporação, quando a temperatura corporal ultrapassa do nível crítico de</p><p>37 ℃.</p><p>O metabolismo, que é variável interna ou variável fisiológica, é determinada com base em estimativas da</p><p>taxa metabólica para diferentes tipos de atividades realizadas em uma combinação de condições (sentado,</p><p>em pé, em movimento, trabalho leve, pesado etc.).</p><p>A taxa metabólica está associada a produção interna de calor, ao passo que as variáveis externas vão</p><p>determinar a perda de calor para o ambiente ou o ganho de calor pelo organismo.</p><p>A aclimatização consiste na adaptação fisiológica decorrente de exposições sucessivas e graduais ao calor</p><p>que visa reduzir a sobrecarga fisiológica causada pelo estresse térmico.</p><p>As trocas térmicas podem ser divididas em secas e úmidas:</p><p>1) Trocas secas:</p><p>a) condução: a troca térmica que ocorre entre dois corpos de temperaturas diferentes quando</p><p>em contato, ou que ocorre dentro de um corpo cujas extremidades encontram-se a diferentes</p><p>temperaturas. No caso do trabalhador, essas trocas são geralmente pequenas, ocorrendo por</p><p>contato do corpo com ferramentas e superfícies;</p><p>3 Temperatura: é o estado de agitação das partículas de um corpo, caracterizando seu estado térmico.</p><p>Quanto mais agitadas estiverem essas moléculas, maior será sua temperatura. Quando menos agitadas</p><p>essas moléculas, menor será sua temperatura.</p><p>4 Sobrecarga térmica: é a quantidade de energia que o organismo deve dissipar para atingir o equilíbrio</p><p>térmico. Esta energia interna é a combinação do calor gerado pelo metabolismo e da atividade física.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>30</p><p>b) convecção: é a troca térmica que ocorre entre um corpo e um fluido, ocorrendo</p><p>movimentação do último por diferença de densidade provocada pelo aumento da</p><p>temperatura. No caso do trabalhador, essa troca ocorre com o ar à sua volta; e</p><p>c) radiação: é a troca térmica entre dois corpos através da natureza eletromagnética que</p><p>caracteriza a onda de calor. Corresponde a maior parcela de ganho de calor no caso de</p><p>exposição ao calor ocupacional. As trocas por radiação entre o trabalhador e seu entorno,</p><p>quando há fontes radiantes severas (fornos, por exemplo), são as mais importantes no</p><p>balanço térmico e podem corresponder a 60% ou mais das trocas.</p><p>2) Trocas úmidas:</p><p>a) condensação: é proveniente da mudança do estado gasoso de vapor de água contido no ar</p><p>para o estado líquido; e</p><p>b) evaporação: é a proveniente da mudança do estado líquido da água para o estado gasoso</p><p>(vapor). É o principal mecanismo de perda de calor pelo trabalhador e ocorre quando o suor</p><p>evapora de seu corpo. Caso não haja evaporação do suor, devido a vestimentas inadequadas,</p><p>por exemplo, esse principal mecanismo fica comprometido. Apesar de se ser o principal</p><p>mecanismo de troca térmica, não é capaz, isoladamente, de liberar todo calor recebido pelo</p><p>trabalhador por meio de condução, convecção e radiação de modo a evitar a sobrecarga</p><p>térmica.</p><p>A avaliação da exposição ocupacional ao calor pode ser realizada com base em parâmetros ambientais e</p><p>fisiológicos.</p><p>Em relação ao IBUTG:</p><p>O IBUTG é composto pelos seguintes parâmetros: temperatura do ar, velocidade do ar,</p><p>carga radiante do ambiente e umidade relativa do ar, entretanto, não leva em</p><p>consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e</p><p>tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por</p><p>fontes de micro-ondas e radiofrequência.</p><p>Para se chegar ao valor do índice de sobrecarga térmica (IBUTG, no caso) utilizam-se sensores que</p><p>mensuram, de forma direta ou indireta, as variáveis acima citadas. são eles.</p><p>Índices</p><p>De conforto térmico</p><p>(NR-17, Ergonomia)</p><p>Temperatura efetiva</p><p>Temperatura efetiva corrigida</p><p>De sobrecarga térmica</p><p>(NR-15, Insalubridade)</p><p>Índice de sobrecarga térmica (IST)</p><p>Índice de Termômetro de Globo e Úmido (ITGU)</p><p>Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador)</p><p>Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>Luciana Ferreira</p><p>31</p><p>a) termômetro de mercúrio comum, ou um metálico, no caso de equipamento eletrônico: destinado</p><p>a medição da temperatura de bulbo seco (tbs), por isso também é conhecido como termômetro de</p><p>bulbo seco. Mede, simplesmente, a temperatura do ar;</p><p>b) termômetro de globo: destinado a medição da temperatura de globo (tg). Mede a carga radiante</p><p>(calor radiante) presente no ambiente; e</p><p>c) termômetro de bulbo úmido natural: destinado a medição da temperatura de bulbo úmido natural</p><p>(tbn). Mede a influência da umidade relativa e da velocidade do ar nas taxas de transferência de calor.</p><p>Figura: Conjunto eletrônico para medição de IBUTG</p><p>A altura de montagem dos equipamentos deve coincidir com a região mais atingida do corpo. Quando esta</p><p>não for definida, o conjunto deve ser montado à altura do tórax do trabalhador exposto.</p><p>a determinação do IBUTG é diferente a depender da existência ou não de carga solar no ambiente de</p><p>trabalho.</p><p>para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem carga solar</p><p>direta:</p><p>a) para ambientes externos sem carga solar direta:</p><p>𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟑 𝒕𝒈</p><p>b) para ambientes externos com carga solar direta:</p><p>𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟐 𝒕𝒈 + 𝟎, 𝟏 𝒕𝒃𝒔</p><p>Nessas Equações:</p><p>𝑡𝑏𝑛 = temperatura de bulbo úmido natural em ℃;</p><p>𝑡𝑔 = temperatura de globo em ℃.</p><p>𝑡𝑏𝑠 = temperatura de bulbo seco (temperatura do ar) em ℃.</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>32</p><p>Dessas equações é importante notar que:</p><p>a) para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem</p><p>carga solar direta: leva em consideração a temperatura de bulbo úmido natural (tbn) com 70% de</p><p>peso no resultado e a temperatura de globo (tg) com 30% de peso no resultado e, não leva em</p><p>consideração a temperatura de bulbo seco (tbs), ou seja, a tbs não influencia no cálculo do IBUTG em</p><p>ambientes cobertos, sem incidência de carga solar (Guarde isso!);</p><p>b) para ambientes externos com carga solar direta: leva em consideração a temperatura de bulbo</p><p>úmido natural (tbn) com 70% de peso no resultado, a temperatura de globo (tg) com 20% de peso no</p><p>resultado e a temperatura de bulbo seco (tbs), com 10% de peso no resultado.</p><p>Agora, veja esse mapa metal com um resumo das principais informações:</p><p>Radiações não ionizantes</p><p>As radiações não ionizantes possuem energia relativamente baixa em comparação com as radiações</p><p>ionizantes, além de maiores comprimentos de onda (superiores a 100 nm) o que também contribuir para</p><p>redução da capacidade de penetração nos tecidos humanos.</p><p>IBUTG</p><p>É composto pelos</p><p>seguintes</p><p>parâmetros</p><p>ambinetais:</p><p>temperatura do ar</p><p>velocidade do ar</p><p>carga radiante do ambiente</p><p>umidade relativa do ar</p><p>É calculado através</p><p>das seguintes</p><p>variáveis:</p><p>Temperatura de</p><p>bulbo seco - tbs</p><p>medida por um termômetro de mercúrio comum,</p><p>ou um termômetro metálico, no caso de</p><p>equipamento eletrônico</p><p>mede a temperatura do ar</p><p>Temperatura de</p><p>bulbo úmido</p><p>natual - tbn</p><p>medida por um termômetro comum, coberto por</p><p>um pavio hidrófilo que tem uma de suas</p><p>extermidades imersa em água</p><p>mede a influência da umidade relativa e da</p><p>velocidade do ar nas taxas de troca térmica</p><p>Temperatura de</p><p>globo - tg</p><p>consiste em uma esfera de cobre com 6 polegas</p><p>pintada externamente de preto fosco, contendo</p><p>internamente um termômetro comum</p><p>mede a carga radiante presente no ambiente</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>33</p><p>A avaliação da exposição ocupacional às radiações não ionizantes ocorre de forma qualitativa, de modo</p><p>que a simples exposição do trabalhador a essas faixas de frequências previstas no Anexo n.° 7 da NR 15, sem</p><p>a devida proteção, já é suficiente para caracterizar a nocividade da exposição.</p><p>No tocante às medidas de controle, destacam-se aqueles de controle do risco na fonte (proteção coletiva):</p><p>• enclausuramento de processos, de forma a impedir que a radiação se propague para diferentes</p><p>ambientes;</p><p>• isolamento, através de instalação de barreiras de proteção, para que a radiação não atinja</p><p>diretamente os trabalhadores envolvidos; e</p><p>• afixação de sinalização adequada nos locais onde há projeção de radiações.</p><p>Radiações ionizantes</p><p>Por radiação, entenda qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia, seja por</p><p>intermédio de fenômenos ondulatórios, seja por meio de partículas dotadas de energia cinética. Pode ser</p><p>definida, ainda, como a energia que se propaga de um ponto a outro no espaço ou em um meio material.</p><p>A depender da quantidade de energia, a radiação pode ser descrita como ionizante e não ionizante, segundo</p><p>o resultado de sua interação com a matéria. Quando a energia é superior à energia de ligação dos elétrons</p><p>de um átomo com o seu núcleo, suficiente para remover elétrons de seus orbitais, é chamada de ionizante,</p><p>quando não, é denominada não ionizante.</p><p>Radiações não</p><p>ionizantes</p><p>Campos elétricos</p><p>Campos estáticos</p><p>Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências</p><p>Campos</p><p>magnéticos</p><p>Campos estáticos</p><p>Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências</p><p>Campos</p><p>eletromagnéticos,</p><p>no espectro das:</p><p>Frequênias extremamente baixas (ELF) e sub-frequências</p><p>Radiofrequências</p><p>Micro-ondas</p><p>(1 m - 1 mm)</p><p>Radiação óptica</p><p>(1 mm - 100 nm)</p><p>Infravermelho</p><p>(1 mm - 760 nm)</p><p>luz visível</p><p>(760 - 400 nm)</p><p>Ultravioleta</p><p>(400 - 100 nm)</p><p>UV-A (luz negra)</p><p>(400 - 315 nm)</p><p>UV-B</p><p>(315 - 280 nm)</p><p>UV-C</p><p>(280 - 100 nm)</p><p>Lasers</p><p>(1 mm - 140 nm)</p><p>André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Felipe Canella, Stefan Fantini</p><p>AULA 45</p><p>CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Trabalhador) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>03298164704 - luciana Ferreira</p><p>34</p><p>ACGIH</p><p>Radiação ionizante é qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao</p><p>interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.</p><p>As radiações ionizantes caracterizam-se por apresentar comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem</p><p>nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o comprimento de onda maior a capacidade</p><p>de penetração na matéria (no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano.</p><p>Figura: Divisão do espectro eletromagnético</p><p>Desse quadro, tiramos, dentre outras, uma conclusão importante:</p><p>A frequência é uma grandeza inversamente proporcional ao comprimento de onda,</p><p>assim, como as radiações ionizantes apresentam comprimentos de onda menores, suas</p><p>frequências são maiores quando comparadas as radiações não ionizantes.</p><p>Em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com que se propagam, as</p><p>radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em eletromagnéticas (não</p><p>possuem massa):</p><p>Radiações</p><p>Ionizantes</p><p>Características</p><p>podem ser qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao</p><p>interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.</p><p>Apresentam comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem</p>