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<p>AUXILIAR DE LOGÍSTICA 000</p><p>Sumário INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA 3 ORIGEM DA LOGÍSTICA 6 ÁREAS DA LOGÍSTICA 7 ATIVIDADES DE LOGÍSTICA 10 RAMOS DA LOGÍSTICA 14 FLUXOS LOGÍSTICOS 16 SETORES DA LOGÍSTICA 17 GERENCIAMENTO LOGÍSTICO 18 SISTEMAS LOGÍSTICOS 21 LOGÍSTICA INTEGRADA 22 CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO 25 TIPOS DE CANAIS 27 PERFIL PROFISSIONAL 30</p><p>INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA A logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. A Logística pode ser considerada como sendo a área da administração que se responsabiliza pelo transporte e pelo armazenamento dos produtos a serem comercializados. implementa e controla, eficientemente, o fluxo de bens, serviços e informações do ponto de origem ao ponto de consumo de forma a atender as necessidades dos clientes. É também de responsabilidade da logística obtenção, produção e distribuição eficaz destes produtos em locais e quantidades específicas, planejando, implementando e controlando os fluxos de forma correta tudo, desde a matéria-prima utilizada para sua produção até o produto final acabado, pronto para comercialização. Atualmente, a logística é uma atividade vital e essencial para o desenvolvimento de qualquer empresa, seja ela de pequeno ou grande porte,</p><p>exigindo de profissionais qualificados na área e a procura por um por esse perfil só tem crescido no mercado nacional e internacional. A logística ajuda não somente as empresas, mas a qualidade de vida local, no que diz respeito ao desenvolvimento de infraestrutura para sua operacionalidade. O tema logístico hoje é vital para as empresas à medida que otimiza recursos e aumenta a qualidade, o que significa, gastar menos com resultados melhores. Aqui, estudamos os conceitos de LOGÍSTICA, analisando-os, observando sua evolução no decorrer do tempo, além de adquirir o conhecimento e a abrangência da sua importância nos dias atuais. Mas, afinal, que é logística? A logística tem suas bases em civilizações antigas. Líderes, como Alexandre, o Grande, faziam valer conhecimentos de técnicas de guerra para que a logística aplicada fosse eficiente. As tropas de Napoleão e as de Hitler sucumbiram à falta de planejamento logístico ao tentar invadir a Rússia. A Segunda Guerra Mundial é considerada berço da logística moderna. Importante observar que os povos antigos já utilizavam os conceitos de logística de forma bastante subjetiva. É uma palavra que entre os gregos significava a arte de calcular. Já para as estratégias do exército era a parte militar relativa ao transporte e suprimentos das tropas em operações. Atualmente a logística é entendida como o processo de planejar, implementar e controlar de forma eficiente, a custo correto, o fluxo e a armazenagem de matérias primas e estoque durante a produção e produtos acabados, e as informações relativas a essas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo com eficácia. Principais conceitos Veja abaixo alguns dos conceitos mais relevantes: É o processo de planejamento, implementação e controle, de um eficiente e efetivo fluxo e armazenamento de produtos, serviços e respectivas</p><p>informações, desde a origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender os requisitos do cliente. É o processo de elaboração, implementação e controle de um plano que serve para maximizar da produção ao consumo, enfrentando custos. É o movimento e manuseio de produtos desde o ponto de produção até o ponto de consumo ou uso. (American Marketing Association, 1948). É o gerenciamento de todas as atividades que facilitam o movimento e coordenação da oferta e da demanda na criação de utilidades de local e de tempo. (Hesket et alli, 1964). Logística é a arte e a ciência de determinar requisitos; adquiri-los e finalmente, mantê-los numa condição de disponibilidade operacional para sua vida inteira. (Stone 1968). É o planejamento e a operação de sistemas físicos, informacionais e gerenciais necessários para que insumos e produtos vençam condicionantes espaciais e temporais de forma econômica. (Daskin, 1985). É o movimento eficiente de produtos acabados do fim da linha de produção para o consumidor, em alguns casos inclui o movimento de matérias primas da fonte de suprimento para o inicio da linha de produção. Essas atividades incluem frete, armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, controle de inventário, seleção de local de fábrica e armazém, processamento de pedidos, previsão de mercado e serviço ao cliente... (National Council of Physical Distribution Management - England, 1989). A logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados, bem como, os fluxos de informações correlatas, através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades presentes e futuras através do atendimento dos pedidos abaixo custo. (Christopher Martin, 1997). Logística é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e economicamente eficaz de matérias primas, estoques em processo, produtos acabados e informações relativas desde o ponto de origem</p><p>até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. (Council of Logistics Management 2000). ORIGEM DA LOGÍSTICA De origem grega, a palavra logística vem de logistikos. Em latim logisticus, nesse caso já uma derivação do grego e significa raciocínio e cálculo matemático. Seu desenvolvimento está muito ligado às táticas e às operações militares de importantes guerras. Persas e gregos em 481 a.c. já utilizavam alguns conceitos próprios da logística para coordenar longas viagens com exércitos compostos por até 3000 homens. Todo o controle de alimentos, água, roupas, armas, munição e até cavalos era cuidadosamente realizado para dar suporte a toda a operação. Até a segunda guerra mundial logística era um termo próprio das operações militares. Porém, essa mesma guerra foi responsável por tornar a logística uma ferramenta indispensável para as empresas que ficaram responsáveis por reconstruir o que foi destruído durante os confrontos. Os conhecimentos logísticos somados ao avanço tecnológico tornaram a reconstrução bem mais fácil. História da Logística no Brasil As atividades logísticas no Brasil são muito recentes. Até os anos 70, havia um quase total desconhecimento do termo e de sua abrangência também. Os conhecimentos de informática também eram restritos para um pequeno grupo de pessoas. Mas nessa mesma década alguns setores da economia como a indústria automobilística e o setor de distribuição de energia elétrica já aplicavam, mesmo que ainda de forma inconsciente as ferramentas da logística, principalmente para atividades de compra, embalagem, armazenamento, transporte e distribuição de material.</p><p>Para que tenhamos uma noção de como as atividades logísticas eram dispersas, no ano de 1977, foram criadas simultaneamente a Associação Brasileira de Administração de Materiais e a Associação Brasileira de Movimentação de Materiais, com objetivos que eram idênticos, porém sem nenhum tipo de relação. Somente em 1979, o IMAM (Instituto de Movimentação e Armazenagem de Materiais) foi criado e pode ser considerado como sendo o primeiro evento concreto de utilização consciente de atividades logísticas. Os anos subsequentes foram marcados por vários acontecimentos importantes para concretizar de vez a entrada da logística no Brasil. Podemos destacar a criação da Associação Brasileira de Logística e a instalação do Brasildock's, o primeiro operador logístico do Brasil. O Brasil começa então a importar conhecimentos logísticos de outras partes do mundo e em 1982, são trazidos do Japão o Kaban e o Just in Time, desenvolvidos pela Toyota considerados como os dois principais modelos de sistema moderno de logística integrada. Desde a implantação do Plano Real, que trouxe a estabilidade para a moeda brasileira, os empresários passaram seus focos para a administração de custos. Eles, aproveitando o desenvolvimento tecnológico, passaram a utilizar os sistemas de informática para controlar melhor seus estoques ou ainda, rotinizar suas atividades. O código de barras é um exemplo de sistema de informática que veio para agilizar as operações logísticas. Somente na década de 90, muitos operadores logísticos internacionais, como Danzas, Ryder, Penske, TNT e Excel entraram no Brasil e pelo menos 50 empresas nacionais foram desenvolvidas. ÁREAS DA LOGÍSTICA As empresas encontram-se em um momento desafiador, no qual é preciso crescer, mantendo a competitividade e oferecendo serviços e produtos de qualidade a seus clientes, de forma a atender a todas as suas expectativas.</p><p>Para isso, muitas empresas adotam medidas de redução de custo como eliminação de cargos, reduzindo com isso seu quadro de colaboradores, controle de ligações telefônicas ou até mesmo, eliminação do cafezinho durante o expediente. Por se tratar de um processo que envolve redução de custo e, às vezes, até de investimento, a logística tornou-se ponto estratégico dentro das empresas, porém alguns destes conceitos têm um tom de importância maior para alguns setores da economia. Porém, essas medidas, em sua maioria, são realizadas de forma isolada, não garantindo o resultado esperado. Por outro lado, há empresas que buscam essa redução de custos, através de muito planejamento, dentro do qual, encaram a logística como uma ferramenta estratégica bastante competitiva. Geralmente, suas ações gerenciais são planejadas e coordenadas de forma integrada, avaliando todo o processo, desde o fornecimento de matéria prima até a certeza de que seus clientes estão realmente satisfeitos. Essas medidas conseguem atingir resultados expressivos na redução de custos, em torno de 30% na média e de acordo com as práticas até então utilizadas. Neste sentido, o maior exemplo a ser destacado, é o comércio eletrônico. Esta forma de comercializar produtos tem proporcionado às empresas, um nível de expansão dos seus negócios, nunca antes observado, gerando diversos benefícios tanto para a empresa quanto para seus clientes. Tais benefícios podem ser destacados como: A possibilidade de oferecer seus produtos, para os mais variados clientes, em qualquer parte do mundo; Eliminação de possíveis intermediários, propiciando assim uma venda direta ao seu consumidor final; Redução significativa dos custos de estoques e despesas administrativas;</p><p>Redução dos custos de comunicação com seus clientes através da interatividade. Porém, para que haja sucesso nesse processo e as partes possam usufruir desses benefícios, é preciso que a empresa desenvolva sua estrutura de logística para realizar todos os processos de forma adequada, acompanhando o pedido desde o se processamento, passando pela gestão de estoque, rastreamento e entrega ao cliente, inclusive com a logística reversa, e o não investimento nesse segmento poderá gerar uma série de problemas tanto para a empresa quanto para o cliente. A evolução da logística empresarial tem início a partir de 1980, com as demandas decorrentes da globalização, alteração estrutural da economia mundial e desenvolvimento tecnológico, tendo como consequência a segmentação da logística empresarial em três grandes áreas: Administração de materiais: que é o conjunto de operações associadas ao fluxo de materiais e informações, desde a fonte de matéria-prima até a entrada na fábrica; em resumo é "disponibilizar para produção"; sendo que participam desta área os setores de: Suprimentos, Transportes, Armazenagem, Planejamento, e Controle de Estoques. Movimentação de materiais: transporte eficiente de produtos acabados do final de linha de produção até o consumidor; sendo que fazem parte o PCP (Planejamento e Controle da Produção), Estocagem em processo e Embalagem. Distribuição física: é o conjunto de operações associadas à transferência dos bens objeto de uma transação desde o local de sua produção até o local designado no destino e no fluxo de informação associado, devendo garantir que os bens cheguem ao destino em boas condições comerciais, oportunamente e a preços competitivos; em resumo é "tirar da produção e fazer chegar ao cliente".</p><p>Participam os setores de Planejamento dos Recursos da Distribuição, Armazenagem, Transportes e Processamento de Pedido. Um outro fator importante que surgiu com a evolução da logística foi a Logística Reversa, que é a área da logística empresarial associada a retornos de produtos, reciclagem, substituição de materiais, reutilização de materiais, descarte de resíduos e reformas, reparos e remanufatura. ATIVIDADES DE LOGÍSTICA A atividade logística começa a partir do momento em que os produtos saem das linhas de produção e só termina quando os consumidores os retiram dos pontos de comercialização. Podemos dessa forma, definir as atividades logísticas em compra, recebimento, armazenamento, expedição, transporte e entrega do produto desejado pelo cliente no tempo e lugar certos e ainda ao menor valor possível. Para que isso seja possível uma gama de atividades básicas precisa ser realizada como, por exemplo: a manutenção de estoques, o processamento dos pedidos dos clientes ou ainda o transporte dos produtos. As atividades logísticas podem ser divididas ou classificadas pelas ações primárias e de apoio. Vamos ver agora as primárias, bem como entender a importância de cada uma delas no processo. ATIVIDADES PRIMÁRIAS As atividades primárias são primordiais para atingir os objetivos logísticos de custo e nível de serviços já que ou elas contribuem com a maior parcela do custo total da logística ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística. Manutenção de Estoques É considerada como sendo dentre as atividades primárias a que merece maior cuidado, pois, o grande desafio é o de conseguir manter o menor estoque possível, sem que o consumidor venha a ser afetado.</p><p>Para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é necessário manter estoques, que agem como reguladores entre a oferta e a demanda. Responsável por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos. Agrega valor de tempo ao produto. Apesar de ser uma atividade bastante complexa, hoje os administradores já dispõem a seu favor de algumas técnicas para ajudá-los. A quantidade de estoque de cada empresa dependerá diretamente do tipo de setor no qual a mesma está inserida, bem como, da sazonalidade temporal de alguns produtos, principalmente os do gênero alimentício. Um bom nível de estoque não deve ser nem tão alto nem tão baixo. Ele deve ser suficiente para amortecer a oferta e a demanda dos produtos no mercado e dessa forma não alterar seus preços. Processamento de Pedidos: Sua importância deriva no fato de ser um elemento crítico em termos de tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes. Em termos de custos esta atividade não tem tanta representatividade, porém, sua importância é muito grande, pois diz respeito ao tempo compreendido entre o pedido do cliente e a entrega do pedido, que deverá ser o mínimo possível, já que esse tempo pode determinar o nível de serviço que está sendo ofertado. Esse tempo também é chamado de "ciclo do pedido". Hoje, com a quantidade de produtos comercializados pela internet a diminuição desse ciclo pode representar um diferencial competitivo, pois clientes não gostam de esperar muito tempo para receber seus produtos, principalmente quando pagos antecipadamente, como é o caso dos produtos comercializados pela web. Transportes Atividade muito importante, pois, absorve de um a dois terços dos custos logísticos. É essencial, pois nenhuma firma moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados de alguma forma e adiciona valor de lugar ao produto.</p><p>Até hoje, a atividade de transporte de produtos é equivocadamente confundida como sendo sinônimo de logística, sendo apenas uma das atividades primárias desempenhadas pela logística. Refere-se ao modo com que as empresas realizam a movimentação física de seus produtos até que os mesmos sejam recebidos pelos clientes. Essa movimentação física pode ser terrestre, aérea, marítima ou É bastante comum as empresas utilizarem mais um meio para transportar seus produtos, objetivando que os mesmos cheguem aos seus destinos com a maior brevidade possível. Vale ressaltar que movimentação física, segundo Alexandre Luzzi Las Casas, "são as atividades referentes a movimentação eficiente de produtos do final da linha de produção até o consumidor final. Inclui atividades como fretamento, armazenamento manuseio, controle de estoques, localização de fábrica, processamento de pedidos, etc. No Brasil, a predominância é do transporte rodoviário, pelo custo ser relativamente baixo em relação aos demais. ATIVIDADES SECUNDÁRIAS Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais elementos que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços há uma série de atividades secundárias que apoiam estas atividades primárias. Um resultado positivo de uma atividade logística dependerá da adequação das atividades primárias com as atividades de apoio. Estas representam as atividades que servem de suporte ao bom desempenho das atividades primárias e assim, contribuem para a satisfação dos consumidores, objetivo básico da atividade logística. Vejamos as principais atividades secundárias: Armazenagem Refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques e envolve problemas como: localização, dimensionamento da área, arranjo físico, configuração do armazém.</p><p>Manusejo de Materiais Uma subatividade da armazenagem é a de manuseio de materiais, ou seja, a forma adequada de movimentar os produtos ainda em seu local de armazenamento e também apóia a manutenção de estoques. Está relacionada à movimentação do produto no local de estocagem. Embalagem Seu objetivo é movimentar bens sem danificá-los além do economicamente razoável. Durante a atividade de transporte ela protege os produtos durante sua movimentação física sem risco de danificá-los. Algumas embalagens são classificadas como sendo do tipo "de movimentação" por serem próprias para proteger os produtos quando movimentados por equipamentos mecânicos. A embalagem não deve ter valor muito alto, pois assim, tornará o preço final do produto alterado. Suprimentos É a atividade que deixa o produto disponível para o sistema logístico, relativo à compra de matéria-prima para a produção dos produtos. Ele avalia onde e que quantidade comprar. Trata da seleção das fontes de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação de compras e da forma pela qual o produto é comprado. Não deve ser confundida com a função de compras, pois esta envolve detalhes de procedimento, tais como a negociação de preços e avaliação de vendedores, que não são relacionados com a tarefa logística. Os chamados ativos fixos também entram no rol de suprimentos, como toda a parte de maquinário, equipamentos para escritório e edificação Planejamento</p><p>Diz respeito à realização de uma programação que inclua todas as atividades necessárias, como compra, transporte, entrega, distribuição dos produtos, etc. A quantidade do que deverá ser produzido também deve estar prevista no planejamento, para evitar a oferta excessiva de produtos, bem como sua escassez Sistema de Informações Nenhuma função logística dentro de uma firma poderia operar eficientemente sem as necessárias informações de custo e desempenho. Manter uma base de dados com informações importantes - por exemplo: localização dos clientes, volumes de vendas, padrões de entregas e níveis de estoques - apóia a administração eficiente e efetiva das atividades primárias e de apoio. sucesso das ações logísticas depende de um bom sistema que forneça informações relativas a custos e procedimentos necessários. Esses dados são básicos para que se possa realizar um bom planejamento, assim como um controle das ações logísticas. Para isso são utilizados sistemas integrados de gestão, desenvolvidos para integrar, controlar e gerenciar a cadeia de suprimentos com o objetivo final de atender melhor o cliente". RAMOS DA LOGÍSTICA A logística está presente em todo ambiente que necessite de otimização e organização, quer seja para reduzir tempo e custo, quer seja para manter ou aumentar a qualidade. A logística atua no gerenciamento do fluxo de materiais, preocupando-se com os custos que envolvem os processos. As empresas que mais utilizam a logística são aquelas destinadas a produto, ou seja, que tenha como resultado final de seus processos um produto. Isso acontece por que estarmos falando de um material como produto final, e como a logística gerencia fluxo de materiais,</p><p>essas empresas dependem de forma direta dos conceitos logísticos para que possam ter uma otimização que leve a redução dos custos dos processos. Quando uma empresa é destinada a serviço, pode ser, que a logística não seja vital para ela uma vez que seu trabalho pode não representar movimentação de mercadorias, mas de alguma forma os conceitos estarão presentes. Toda e qualquer empresa necessita de reposição de suprimentos. Assim, a logística, de forma direta, atua em toda empresa que necessite de estocagem, suprimentos, almoxarifado, transporte, compras, entre outros. A logística é composta de vários processos que tranquilamente podem ser alvo de um estudo completamente a parte, tamanha é a complexidade de cada um. Podemos destacar como ramos da logística: Transporte complexo, pois envolve escolha de modais, roteirização, manutenção de frota, controle de gastos, entre outros. Estocagem tem em sua maior complexidade a escolha do local da instalação e seu controle eficiente. Junto com o transporte é o que mais consome dinheiro da empresa. Distribuição Física - o profissional encarregado desta gestão deve se preocupar com diversos fatores, entre eles a embalagem de transporte e armazenagem, além do tempo certo, e da forma correta com que a mercadoria será entregue. Comprar departamento responsável por repor o estoque de matérias- primas. Logística Reversa Logística do pós venda. Preocupa-se com a sobra do consumo de seu produto ou mesmo a assistência para os consumidores de seus produtos. Sistemas de Informação Essencial para o desenvolvimento de todo e qualquer planejamento e operação na logística. Um dos sistemas que mais benefícios trouxe para as atividades logísticas é o chamado "código de barras" que pode com eficácia e rapidez controlar a</p><p>entrada e saída de dados como quantidade de material adquirido, quantidade de material gasto, tempo de execução na produção dos produtos. Para a utilização de um sistema de código de barras três equipamentos são indispensáveis, são eles: leitores, decodificadores e impressoras. FLUXOS LOGÍSTICOS São os caminhos percorridos pelos materiais e pelas informações que colocam estes materiais em movimento, dentro de cada organização e entre organizações diferentes. É o processo ou cadeia de processos fundamentais para atingir um objetivo com foco no menor espaço de tempo, maior qualidade possível, visando o menor custo ou desperdício. objetivo básico de toda atividade logística consiste na otimização de fluxos de informações e materiais desde a origem dos mesmos até o momento em que chegam ao seu destino final, ou seja, às mãos dos consumidores. Esses fluxos devem atender aos desejos dos consumidores com o menor preço possível. Os principais tipos de fluxos são: Fluxos de Materiais: é transporte de materiais, que pode ser por meio rodoviário, aeroviário, marítimo, entre outros; Fluxos de informações: é o fluxo de dados de forma correta precisa para otimizar a eficácia dos processos organizacionais, podendo aumentar a competitividade empresarial; Logística Reversa: trata-se da da devolução, muito comum em serviços de coletas; Fluxo econômico: é investimento estratégico em logística voltado para atingir lucros crescentes.</p><p>SETORES DA LOGÍSTICA A logística está presente em praticamente todos os setores de negócios. No entanto, destacaremos o que entendemos como setores principais. Há cinco setores considerados os mais importantes: Indústrias que transformam matéria prima em bruta Trata-se das indústrias que transformam matéria prima para outras indústrias, como as que trabalham com minérios, madeiras, entre outros. Estas empresas dedicam maior atenção à logística de suprimentos, na qual ocorrem os maiores problemas. No entanto, a distribuição é mais simples pelo fato de que os insumos são adquiridos em grandes quantidades e o produto final entregue em menor número de destinos. Empresas atacadistas Neste setor não há fabricação de materiais, apenas a comercialização de produtos prontos, em larga escala. Por receberem grandes lotes de produtos para serem vendidos e, também, vender grandes lotes de produtos, a sua logística é muito semelhante, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias. Empresas varejistas Este setor recebe uma grande quantidade de produtos, porém, sua distribuição é feita de forma muito fragmentada, sendo transportado para diversos destinos. Desta forma, o processo logístico de distribuição é bastante complexo, tendo em muitos casos, sérios problemas com roteirização, processamento de informações dos produtos, coordenação e documentação. É importante ressaltar ainda que, em alguns casos, são necessários veículos especiais ou adaptados para realizar o transporte. Empresas transportadoras</p><p>As transportadoras trabalham de forma muito parecida com as empresas atacadistas. A principal diferença, no entanto, consiste no volume de armazenamento de mercadorias, uma vez que as transportadoras procuram ter o mínimo de volume, apenas o necessário para efetuar os despachos dentro dos prazos especificados. Não podemos considerar transportadoras, apenas as empresas que transportam grandes volumes. Existem transportadoras que são especializadas em cargas fracionadas, ou seja, trabalham com pequenos volumes como pacotes e pequenas É um processo que requer muita atenção e planejamento em termos de frota, roteiros, operações nos depósitos, entre outros. Bancos Por fim e não menos importantes, estão os bancos que se encontram nessa relação, pelo fato de suas transações bancárias implicarem na emissão de documentos importantes, no qual o transporte deve ser realizado dentro do prazo exigido e com o máximo de planejamento e cuidado. GERENCIAMENTO LOGÍSTICO Conforme Bowersox (2001), é de competência da logística a coordenação de áreas funcionais da empresa, desde a avaliação de um projeto de rede, englobando localização das instalações (inclusive estrutura interna, quantidade), sistema de informação, transporte, estoque, armazenagem, manuseio de materiais até se atingir um processo de criação de valor para o cliente. Pode ser entendida também como o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenamento de materiais, peças e produtos semi-acabados, bem como o fluxo de informações correlatas através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar</p><p>as lucratividades presente e futura através do atendimento dos pedidos a um justo. Envolve a eficácia do fluxo e da gestão de pessoas, matérias primas e informações, sempre em conformidade com as exigências do mercado., integrando diversos processos e organizações, desde o usuário final até os fornecedores originais, que proporcionam os produtos, serviços e informações e agregam valor para o cliente. A missão do gerenciamento logístico é planejar e coordenar todas as atividades necessárias para alcançar níveis desejáveis dos serviços e qualidade ao custo mais baixo possível. Portanto, a logística deve ser vista como o elo de ligação entre o mercado e a atividade operacional da empresa. raio de ação da logística estende-se sobre toda a organização, do gerenciamento de matérias-primas até a entrega do produto final. Problemas como uma entrega fora do prazo ou uma falha na informação de status do pedido, com certeza vai deixar o cliente insatisfeito ou, na hipótese de um cliente pessoa jurídica, poderá acarretar problemas operacionais e até mesmo prejuízos. Lembrando que, segundo pesquisas de satisfação de vendas, um cliente satisfeito fala da empresa para uma pessoa enquanto clientes insatisfeitos, contam para pelo menos cinco pessoas. Através de uma logística integrada é simples de dirigir o processo de planejar, alocar e controlar os recursos financeiros e humanos comprometidos com a distribuição física, apoio a manufatura e operações de compra. (Bowersox et alli, 1986). A partir da definição dos objetivos é definido como serão gerenciadas as ações de planejamento, organização e controle. Um planejamento bem feito, terá como resultado organização e controles mais eficazes. planejamento logístico leva em conta decisões de localização das instalações, decisões de transportes, decisões de estoques. Esta trilogia está intimamente ligada entre si e qualquer alteração em uma delas influi fortemente na outra.</p><p>As instalações devem ser localizadas onde possam maximizar o lucro da empresa, atendendo seus clientes eficazmente. Em uma economia globalizada, não existe limite para onde as instalações podem estar Existem técnicas que podem ser utilizadas para melhor determinar a localização das instalações. A decisão de transporte, sem dúvida é uma das principais funções logísticas, além de representar a maior parte dos custos logísticos na maioria das organizações, desempenhando também importante serviço ao cliente. A sua definição está basicamente ligada às dimensões de tempo e utilidade do lugar. Desde os primórdios, o transporte de mercadorias tem sido utilizado para disponibilizar produtos onde existe demanda potencial, dentro do prazo ideal. Mesmo com o avanço atual da tecnologia, da troca de informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo logístico, que é o produto certo, na hora, no lugar certo, ao menor custo possível. Poderão ser adotadas diversas estratégias de transporte: entrega direta, milk run, consolidação, cross-docking, OTM (operação de transporte multimodal), intermodal, janela de entrega, observando ainda a melhor matriz de transporte (rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário, aeroviário, dutos), e sua adequação aos objetivos propostos em cada etapa do processo de transporte. Sobre a decisão do modelo de gestão de estoques mais adequado, dependerá da identificação das principais características das operações de produto e/ou distribuição. De maneira geral, as decisões de estoque devem estabelecer os reabastecimentos, constituindo-se sempre em decisões de alto risco, pois itens mantidos em estoque podem deteriorar, tornar-se obsoletos e até se perderem na produção, além de ocuparem espaço que poderia estar sendo utilizado para outros fins, sem contar o custo do capital investido. Em contrapartida, a manutenção de estoque proporciona segurança em ambiente incerto e complexo. Desta forma, haverá sempre o trade-off: custo versus disponibilidade, que definirá quanto pedir, quando pedir e como controlar o sistema (tecnologias adotadas).</p><p>SISTEMAS LOGÍSTICOS As pressões competitivas do ambiente de negócios forçaram as empresas a olharem para toda cadeia de suprimentos de forma integrada. Não é mais suficiente otimizar a função de manufatura sem ligá-la a função de distribuição, ou vice-versa. Os consumidores são mais informados, mais demandantes e menos Os conceitos de modularização e postergação são à base de um modelo de rede logística em quatro categorias: flexível, rígido, modularizada e postergada. Cada um destes projetos de redes logísticas pode ter uma orientação diferente orientada por fatores tais como o ambiente competitivo, as capacidades de manufatura existentes e os objetivos estratégicos. A complexidade da manufatura e as necessidades de marketing são a base de um modelo que aborda os possíveis focos de uma rede logística; as opções incluem o foco no mercado, foco na família de produtos ou foco no processo. Um sistema de informação bem feito é o fator crítico de sucesso para um sistema logístico. Ele nos permite toda a visão do processo logístico da empresa, desde estoques, emissão de notas fiscais, entregas de mercadorias. As informações nos permitem fazer previsões e dar respostas aos consumidores em tempo real. O sistema de informação é uma peça critica do canal logístico total, desempenhando um conjunto de funções vitais, incluindo: Ajuda as empresas a otimizarem seus ciclos de fluxos de materiais, uma vez que haveria gerenciamento de todos os processamentos requeridos para a circulação eficaz de produtos dentro das restrições definidas pelos níveis de serviços e custos; Otimiza a utilização dos recursos físicos, colocando todos em seus lugares ao longo da cadeia logística;</p><p>Constrói o banco de dados necessário e coloca à disposição ferramentas de suporte à decisões para alocar recursos e usá-los com a máxima eficiência; Fornece um meio de monitorar o desempenho operacional; Permite o retorno de informações úteis para o controle de desempenho operacional e para os indicadores logísticos. Fornece informações valiosas de suporte à decisão para que os gerentes dirijam a cadeia de suprimentos global. Em suma, o propósito de um sistema de informação logística é coletar, manter e manipular os dados dentro da empresa para tomada de decisões, abrangendo desde o nível estratégico até o operacional. As empresas tendem a encurtar os fluxos logísticos e trazê-los para próximo de suas plantas o que permite a operação adotando-se os princípios de Just-in-Time na entrega, e na fabricação, agilizando a colocação dos produtos no mercado. Entende-se por just-in-time como filosofia de manufatura baseada na eliminação de toda e qualquer perda e na melhoria contínua da produtividade. Envolve a execução com sucesso de todas as atividades de manufatura necessárias para gerar um produto final, desde o projeto até a entrega. Os elementos principais do Just-in-Time são: ter somente o estoque necessário, quando necessário; melhorar a qualidade tendendo a zero defeito; redução de tempo e tamanhos de lotes da produção; revisar as operações e realizar tudo isto a um custo mínimo. De forma ampla, aplica-se a todas as formas de manufatura, seções de trabalho e processos, bem como as atividades repetitivas. LOGÍSTICA INTEGRADA É importante destacar também, que a logística possui uma série de variantes, sendo a mais importante, conhecida como Logística Integrada.</p><p>Trata-se de um sistema que leva em consideração a integração das diversas funções logísticas tais como: o transporte, o armazenamento, o controle de estoques, o processamento de pedidos, a comunicação entre setores, a produção, a distribuição para os clientes nível dos serviços prestados Dá ênfase especial às questões de redução do custo da cadeia total. Dentro dessa logística integrada, podemos destacar ainda, outras variantes como: Logística de Abastecimento É a atividade que administra o transporte de materiais dos fornecedores para a empresa, o descarregamento no recebimento e armazenamento das matérias primas e concorrentes. Responsável por administrar o transporte de materiais dos fornecedores para a empresa. Responde também pelo descarregamento no recebimento e no armazenamento das matérias-primas e demais concorrentes, estruturação dos modelos de abastecimento e embalagem de materiais. Estruturação da modulação de abastecimento, embalagem de materiais, administração do retorno das embalagens e decisões sobre acordos no sistema de abastecimento da empresa. Logística de Distribuição É a administração do centro de distribuição, localização de unidades de movimentação nos seus endereços, abastecimento da área de separação de</p><p>pedidos, controle da expedição, transporte de cargas entre fábricas e centro de distribuição e coordenação dos roteiros de transportes Responsável pela administração do centro de distribuição, localização de unidades de movimentação nos seus endereços, abastecimento da área de separação de pedidos, controle da expedição, transporte de cargas entre fábricas e centro de distribuição e coordenação dos roteiros de transportes urbanos. Logística de Manufatura É a atividade que administra a movimentação para abastecer os postos de conformação e montagem, segundo ordens e cronogramas estabelecidos pela programação da produção. Faz desovas das peças conformadas como semi-acabados e componentes, armazenamento nos almoxarifados de semi-acabados e deslocamento dos produtos acabados no final das linhas de montagem para os armazéns de produtos acabados. Responsável pela administração dos postos de conformação e montagem, conforme cronograma estabelecido pela área de produção. Realiza também o deslocamento dos produtos acabados no final das linhas de montagem para os armazéns. Logística Organizacional É a logística dentro de um sistema organizacional, responde por toda a área de organização, planejamento, controle e execução do fluxo de produtos, desde o desenvolvimento e aquisição até produção e distribuição para o consumidor final, para atender às necessidades do mercado a custos reduzidos e uso mínimo de capital. Logística Reversa Esta atividade nasceu da preocupação das empresas e da sociedade com aspectos ambientais.</p><p>Está ligada diretamente à reciclagem de produtos consumidos, e utilização e substituição de materiais, descarte de resíduos, reformas, reparos e remanufaturas. É uma atividade que tem crescido muito, tanto na prática como conceitualmente, principalmente, nas devoluções de produtos destinados à assistência técnica para consertos e/ou CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO A logística através de suas atividades pode, utilizando de um canal de distribuição proporcionar para empresas e clientes utilidade de lugar e de tempo. Atualmente, com o número de concorrentes existente no mercado, oferecer produtos de qualidade com preço competitivo não é mais garantia para que o mesmo tenha uma boa vendagem. É imprescindível que, além disso, os produtores desenvolvam uma forma eficiente de movimentar os produtos desde a sua linha de fabricação até as mãos dos consumidores dos mesmos. Toda essa estratégia de movimentação deve conter no plano de marketing do produto que se pretende distribuir, caso contrário, esse plano de marketing deverá ser refeito imediatamente, pois cada dia que passa, os clientes estão mais exigentes quanto à acessibilidade dos produtos. Ou seja, eles estão exigindo uma maior facilidade na hora de realizar suas compras, não pretendendo perder tempo procurando o quê ou onde comprar. Vende mais quem aparece mais, por isso um canal de distribuição eficiente pode garantir a preferência do consumidor. Talvez isso explique a quantidade de lojas de conveniência que hoje estão à disposição dos clientes. fabricante vai, através dos distribuidores que ele escolher, poder vender seus produtos na praça correta, ou seja, no lugar onde seu público-alvo vai estar e também, no momento certo.</p><p>Deste modo um fabricante de bolsas de praia localizado em Santa Catarina poderá enviar seus produtos para as capitais nordestinas nos meses de julho e janeiro, época em que esta região recebe o maior número de turistas para visitar suas praias. Por outro lado, um fabricante de roupas de inverno não deseja ver seus casacos expostos em pleno verão. O trabalho de escolha do melhor canal de distribuição dos produtos, geralmente, fica a cargo do setor administrativo das empresas, que será diretamente responsável pela satisfação do cliente em poder adquirir o que deseja na hora em que deseja. Este setor será o responsável por escolher o canal mais adequado para o tipo de produto que está sendo comercializado. Assim, podemos afirmar que para que uma estratégia mercadológica seja considerada positiva, dependerá diretamente que a distribuição dos produtos seja feita em estabelecimentos adequados, ou seja, na praça certa, a um preço de acordo com as condições de pagamento do seu público-alvo. Observa-se que a distribuição correta de produtos não é atividade fácil. O canal de distribuição a ser escolhido depende, basicamente, do tipo de produto que se está comercializando, onde o sucesso deste canal está nas mãos de cada um dos intermediários envolvidos no processo que serão responsáveis pelo manuseio, embalagem, estocagem, transporte etc. Cada intermediário envolvido no canal de distribuição de um produto será co-responsável pelo sucesso ou fracasso do mesmo. Por isso o fabricante deve estar sempre a par das atividades dos intermediários de seus produtos no mercado. Alguns fabricantes fazem uma série de exigências antes de autorizar a distribuição de seus produtos a um intermediário. As franquias são exemplos de intermediário num canal de distribuição. Elas trabalham independentemente umas das outras, porém, todas representam uma única empresa.</p><p>Por isso as empresas antes de "emprestarem" suas marcas a um grupo realizam uma série de inspeções quantos à estrutura física dos locais, o nível dos trabalhadores, à limpeza e organização dos espaços, dentre TIPOS DE CANAIS De acordo com o tipo de produto a ser movimentado escolhe-se um tipo de canal para realizar a sua distribuição e dependerá diretamente das características deste produto. Existe uma infinidade de canais para realizar a distribuição dos produtos no mercado, todos responsáveis por racionalizar a operação de distribuição dos produtos, reduzindo os custos para o fabricante. São cinco os principais tipos de canais de distribuição. Vejamos: 1° Canal - Fabricante/Consumidor Menor canal de distribuição existente é também conhecido como canal de distribuição direta. Esse tipo de canal deve ser utilizado quando o fabricante preferir não utilizar intermediários na distribuição de seus produtos aos seus consumidores. Ele permite ao fabricante um total controle acerca da distribuição dos seus produtos, porém vai exigir dele um esforço adicional, já que serão de responsabilidade do fabricante todas as funções mercadológicas que envolvem uma correta distribuição. A empresa de cosméticos Avon é um típico exemplo de empresa que não utiliza intermediários na distribuição de seus produtos. Também é exemplo deste tipo de canal o artista plástico que vende suas peças diretamente aos seus consumidores. 2° Canal - Fabricante/Varejista/Consumidor Esse é o tipo de canal mais comum para a distribuição de produtos de consumo como roupas, livros e eletrodomésticos.</p><p>fabricante, nesse tipo de canal de distribuição, permanece concentrado na sua atividade principal, que é a fabricação excelente de seus produtos, enquanto os intermediários se responsabilizam por grande parte das responsabilidades mercadológicas. Muitos fabricantes vendem seus produtos diretamente a varejistas como "casas Bahia" ou "Lojas Americanas". Estes varejistas se encarregam da exposição, financiamento, venda, transporte e às vezes até entrega dos produtos aos consumidores. Mas, afinal o que é um varejista? Podemos definir o varejista como sendo o intermediário componente do canal de distribuição dos produtos responsável por vender diretamente aos consumidores finais, ou seja, aquelas que irão adquirir os produtos para consumo próprio. Ele atua como um prestador de serviços e suas funções vão muito além do que simplesmente vender. Muitas vezes cabe ao varejista realizar pesquisas de mercado para identificar desejos e necessidades dos consumidores, selecionar os produtos a serem comercializados, estocar, oferecer crédito (que pode ser próprio ou não), transportar dentre outras atividades. Os varejistas podem ser classificados em: Lojistas caracteriza-se por dispor de um espaço físico para realização da exposição e venda dos produtos aos consumidores. Os supermercados e lojas de departamentos são os exemplos mais comuns de varejistas lojistas. Não Lojistas ao contrário do lojista, essa modalidade de varejo independe de espaço físico para existir. vendedor de porta-em-porta (mascates, vendedor de livros, vendedor de planos funerários) é um típico exemplo de varejista não-lojista. Ele é responsável por levar até ao consumidor aqueles produtos que geralmente o cliente não tem o hábito de buscar.</p><p>Alguns fabricantes acreditam que certos produtos não são comprados, mas vendidos, ou seja, a compra somente acontecerá depois que o consumidor for lembrado sobre o mesmo. Também podemos citar como exemplo de varejista não lojista as máquinas de cafés e refrigerantes. 3° Canal Canal ideal quando o objetivo for cobrir uma ampla área do mercado. Esse tipo de canal, pelas suas características e forma de atuação, é capaz de atingir um número muito grande de consumidores. O atacadista cumpre a função de distribuidor, porque compra em grande quantidade do fabricante e repassa em menores quantidades os produtos aos varejistas, que por sua vez se encarregarão de vendê-los aos consumidores finais. Mas, afinal o que é um atacadista? Diferente do varejista, esse tipo de intermediário do canal de distribuição não realiza vendas diretamente aos consumidores finais. Sua atuação geralmente se dá com a compra de grandes quantidades de produtos direto das fábricas que posteriormente são repassados aos varejistas para serem distribuídos no mercado. O atacadista também auxilia ao fabricante dos produtos que compra, quando se responsabiliza por atividades de promoção dos produtos junto aos varejistas, oferecem crédito, transporte, etc. Para um varejista geralmente é mais vantajoso comprar de um atacadista do que diretamente ao fabricante porque além de aproveitar estas vantagens adicionais, a possibilidade de comprar em quantidades razoáveis possibilita um melhor controle de estoque e armazenagem dos produtos. Quanto a sua classificação são denominados: De funções completas - quando prestam a seus clientes uma ampla gama de serviços que vão além da venda em grandes quantidades.</p><p>De funções limitadas - suas atividades se resumem a comercialização dos produtos em grandes quantidades. O Makro Atacadista é um exemplo desse tipo de atacadista, pois o cliente é o responsável por embalar e transportar seus produtos, ficando a cargo da empresa apenas realizar a venda. 4° Canal - Fabricante/Agente/Varejista/Consumidor Nesse tipo de canal o atacadista é substituído pelo agente que não oferece os mesmos serviços, porém atua como um grande vendedor. O agente tem a função de representar o fabricante intermediando as vendas dos produtos. Não possuem estoques e geralmente oferecem os produtos para venda através de catálogos expositores ou peças únicas para que o comprador tenha noção do que está adquirindo. Alguns possuem peças-piloto ou mostruários para apresentarem aos clientes. 5° Canal - Este é o maior canal de distribuição de produtos. Sua utilização permite uma abrangência de mercado muito mais eficaz. Todos os intermediários estão presentes auxiliando numa melhor distribuição dos produtos aos consumidores. Observem que apesar das diferenças entre eles todos possuem em comum o fato de terem início no fabricante e finalizarem no consumidor final. PERFIL PROFISSIONAL O profissional de logística encontra-se hoje em plena evidência, face a importância desse setor para a sobrevivência das empresas. Os profissionais da área de logística estão cada vez mais sendo requisitados e recebendo valorização do mercado, inclusive com o surgimento de concursos públicos onde começam a ser ofertadas vagas exclusivas para o profissional da área. Em razão disso, a demanda por profissionais especializados nessa área cresce a cada dia e como consequência, acaba gerando uma carência de profissionais capacitados para suprir as necessidades das empresas. (Imagem)</p><p>Muito dessa carência, pode ser atribuído ao fato de tratar-se de uma atividade relativamente nova e, como toda novidade no mundo empresarial, sua evolução ocorre em uma velocidade superior que já possuem um perfil profissional consolidado. Da mesma forma que há um aumento na demanda por profissionais, ocorre, em paralelo, um aumento no número de cursos para atender esta necessidade, formando com isso, um contingente maior de profissionais. Como consequências, as empresas passam a exigir profissionais melhor qualificados e capacitados para interagir com os diversos setores de uma empresa direta ou indiretamente relacionadas com a atividade de logística, tais como fiscal, compras, comercial e vendas. A empresa espera deste profissional conhecimento de mercado, networking e constante atualização, com o intuito de agregar novidades no processo que possam resultar na diminuição dos gargalos logísticos, gerando uma melhor performance nos processos e consequentemente, um maior lucro na operação. Apesar da boa remuneração e da possível carreira meteórica que este profissional pode atingir, vale ressaltar que esta profissão possui alta carga de responsabilidade. A posição ocupada pode ser extremamente delicada, uma vez que eventuais falhas poderão comprometer não apenas sua área internamente como também agentes externos à empresa e, na grande maioria dos casos, os protagonistas de toda a cadeia logística, os clientes. Vale destacar uma amostra da constante mudança por qual passa esse mercado. Novas atividades exercidas pelo profissional de logística: Acompanhamento de custos logísticos para melhoria dos trade offs logísticos (Trade Off é uma expressão que define uma situação em que há conflito de escolha. Ele se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de um problema, mas acarreta a ocorrência de outro, obrigando uma escolha);</p><p>Logística enxuta, objetivando reduções cada vez mais expressivas nos custos; Atuação na área de Tecnologia da Informação, no desenvolvimento de análise de processos, fluxos e rotinas para implementação de sistemas; Uso da tecnologia principalmente dentro dos setores produtivos, deixando de ser exclusividade das atividades relacionadas à prestação de serviços (como transportes, armazenagem, atendimento ao cliente, e outros); Dedicação a projetos diversos, que não fazem parte da rotina diária, como a gestão de terceiros (provedores logísticos) e administração dos estoques; Preocupação com o meio ambiente e como este fator será tratado no sistema produtivo da empresa; Participação na estratégia da empresa no que se refere a lançamento de produtos/serviços visando identificar como operacionalizar a logística dos mesmos. Isto vale também para novas formas de apresentação dos produtos, no que se refere ao tipo de embalagem; Avaliação da localização de fornecedores, clientes e Centros de Distribuição em função de questões de custos de movimentação, mão de obra e, principalmente tributos; Participação em reuniões de Vendas e Operações; Participação nas estratégias promocionais da organização, visando dar suporte às mesmas quanto à reposição de produtos nas lojas, negociações de compras específicas para este evento. PARA REFLETIR O profissional de logística estuda como prover, de forma eficiente, a lucratividade (1) nos serviços de distribuição ao cliente, (2) no fluxo de materiais dentro da empresa, (3) no planejamento de compra, passando pelo controle e organização de estoques de matérias-primas e produtos acabados,</p><p>(4) no planejamento de controle da produção, e (5) no controle de transporte de embalagens.</p>