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Sistemas Logísticos de Distribuição
Física
As interfaces do processo logístico mediante a contemplação de seus conceitos, sistemas de
distribuições, análise integrada, evolução e tendências. Futuro da logística.
Prof. Vanilson Fragoso Silva
1. Itens iniciais
Propósito
Apresentar a distribuição física dos processos logísticos em suas modalidades pela análise dos conceitos
relacionados à logística e às suas tendências, além dos sistemas de distribuição física, a partir de uma análise
integrada da conexão dela com os elos das organizações, como, por exemplo, marketing, vendas,
suprimentos, operações e gestão ambiental.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos um dicionário de logística para entender termos
específicos da área. Você pode acessá-lo na página do Imam: para isso, basta digitar em seu campo de busca
“dicionário de logística”.
Objetivos
Definir a evolução histórica da logística com conceitos e exemplificações de seus principais tipos e
especificidades.
 
Descrever os sistemas de distribuição física mediante a categorização dos modelos inbound e 
outbound e a comparação dos diversos modais de transporte.
 
Justificar a análise integrada condicionada às operações logísticas relativas às ferramentas SCM e
S&OP, além das demais tecnologias, em benefício da logística.
Introdução
Neste tema, conheceremos os sistemas logísticos de distribuição física, identificando, nesse processo, as
principais características de sua distribuição. Também reconheceremos a importância da realização de uma
análise integrada. Estudaremos ainda os processos de coleta e distribuição utilizados, verificando em que
medida eles são desafiados para atender às demandas por agilidade, custo e eficácia tão presentes
atualmente.
 
Desde as definições estabelecidas pelas Forças Armadas até os dias de hoje, a logística é entendida como o
processo designado para o provimento de recursos e informações necessários para a realização de todas as
atividades de uma organização. Ela também é vista como o setor das organizações responsável por gerenciar
planejamento, organização, controle e realização de outras tarefas associadas à armazenagem, ao transporte
e à distribuição de bens e serviços.
 
Alguns historiadores defendem que a origem etimológica da palavra “logística” provém do antigo grego logos,
que, em português, significa “razão”, “cálculo”, “pensar” e “analisar”. Isso só confirma a máxima de que, para se
garantir a eficácia de sua operação, a integração dessas fases é imprescindível.
 
O processo logístico tem um papel cada vez mais relevante no contexto da busca por produtividade,
qualidade, redução de custos e aumento da abrangência da prestação de serviços.
 
Cada dia torna-se mais comum a relação comercial entre organizações separadas por enormes distâncias. A
logística, portanto, precisa de atualização, sofrendo melhorias constantes para atender ao desafio que se
apresenta. Afinal, ele é provocado por questões, como, por exemplo, transformação digital, novas tecnologias
• 
• 
• 
e inovações, novo varejo, crescimento do E-Commerce, supply chain management e sales & operations
planning.
1. Logística: conceitos, evolução e tipos
Principais conceitos
O que é a logística?
De acordo com o Council of Logistic Management (CLM), ela significa o processo da cadeia de abastecimento
que planeja, implementa e controla o fluxo de bens, serviços e informações relacionadas do ponto de origem
ao de consumo. Isso precisa ser feito de maneira eficiente, buscando satisfazer às necessidades do cliente.
A logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de
produtos/serviços, desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim
como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento com o propósito de
providenciar níveis adequados aos clientes a um custo razoável.
(BALLOU; YOSHIZAKI, 1993, p. 18)
Observemos agora um conceito moderno e aceito atualmente: o de que ela pode ser definida como a arte de
se administrar o fluxo de materiais, serviços e informações desde a fábrica inicial até o cliente final, fazendo
isso com o menor tempo e custo possível.
Um exemplo desse tipo de situação pode ser percebido atualmente na integração mais efetiva das empresas.
Em determinadas situações, é frequente que o lote de determinado produto seja entregue à transportadora
após o prazo.
Entretanto, essa situação se dá mesmo que toda a documentação tenha sinalizado a data previamente
combinada com o cliente. Dessa forma, tenta-se transferir a ineficiência de um dos participantes aos demais
elos da cadeia.
Principais conceitos
Apresentaremos neste vídeo os principais conceitos das eras que compõem o processo logístico.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Elementos básicos da logística
Partindo de seus elementos básicos, podemos identificar que ela é contemplada pelo percurso entre os
pontos de partida e destino, cujo início é demarcado pelo estudo e pelo planejamento do projeto ou do
processo a ser implementado. Em sequência, após esse planejamento ser aprovado, inicia-se a fase de
implementação e operação propriamente dita.
 
Em virtude da complexidade dos processos logísticos e de suas características dinâmicas, esses processos
devem ser continuamente controlados e avaliados. O fluxo e a armazenagem são compostos por:
 
Matéria-prima• 
 
Produtos em processo
 
Produtos acabados
 
Informações e até o valor monetário envolvido
 
Garantir que esse processo transcorra de forma eficiente, eficaz e econômica, satisfazendo ainda às
necessidades dos clientes, torna-se o maior desafio.
 
Como as operações logísticas se caracterizam por deslocamentos de produtos através de espaços nem
sempre curtos, os custos inerentes aos processos de transferência e de distribuição aumentaram
rapidamente, fazendo com que as margens de comercialização crescessem. Isso torna os produtos mais caros
na ponta, ou seja, para o cliente final.
 
Somado a isso, o incremento da concentração de pessoas nos centros urbanos e o aumento da frota de
veículos propiciou a expansão territorial das cidades e os congestionamentos, fazendo com que a
movimentação de caminhões no horário comercial se tornasse mais restrita.
 
A utilização intensa da opção de multimodalidade no transporte de mercadorias em geral potencializou novas
alternativas de escoamento dos fluxos logísticos. O emprego combinado de caminhão, navio, trem e avião
passou a ser explorado com o objetivo de se alcançar uma redução de custos, bem como o de otimizar o
aproveitamento da capacidade ociosa dos diferentes modais.
Essa combinação de modais permite um atendimento às demandas de urgências requeridas por
determinados consumidores, mesmo que isso signifique para eles um aumento dos custos.
Evolução histórica da logística
O primeiro registro sobre a logística é anterior à vida de Jesus Cristo. Historiador grego (e considerado um
precursor dos historiadores), Heródoto, ao descrever a preparação de Ciro para invadir a Grécia no ano 547 a.
C., a qualificou como parte das artes militares que objetiva propiciar às tropas os recursos necessários para
sua so¬brevivência no campo de guerra.
 
Para contextualizar esse quadro, faziam parte dele as melhores condições de movimentação, abastecimento,
alojamento e transporte. Já observávamos ali a consolidação dos pilares que compõem a logística.
• 
• 
• 
Moura (1998) informa que o emprego do termo “logística” teve início no século XVII. No reinado de Luís XIV, o
posto de marechal (general de lógis) era responsável pelo suprimento e pelo transporte de diversos itens
necessários nas batalhas.
 
Vale observar que, em 120 anos de evolução, a logística passou por seis eras, o que demonstra, de forma
clara, que as mudanças e as inovações estão sendo cada vez mais frequentes e impositivas nesse setor.
 
O pensamento logístico, se for analisado por eras, teve seu início no século XX, época em quereforçando o processo híbrido de verticalização/terceirização.
D
Mercado: Comercializar apenas por E-Commerce e não atender a produtos de baixo valor agregado; 
operações: terceirizar todas as atividades, mas não aquelas envolvidas com empresas parceiras. Fechar
contratos de terceirização com muitas empresas para sempre reduzir os custos de pedidos/estoques/
armazenagem/transporte; organização: direcionar seus recursos apenas para as atividades de E-Commerce.
E
Mercado: Comercializar apenas por E-Commerce e não atender a produtos de baixo valor agregado; 
operações: terceirizar parcialmente e dividir esforços entre todas as linhas para o indicador de operações,
mesmo que elas aumentem seus custos lo¬gísticos com atividades de pedidos/estoques/armazenagem/
transporte; organização: direcionar seus recursos para as atividades principais e secundárias, reforçando o
processo híbrido de verticalização/terceirização.
A alternativa B está correta.
As alternativas incorretas descrevem estratégias equivocadas, pois elas não possibilitam uma opção eficaz
da cadeia de suprimentos.
Questão 2
Conforme discutimos neste módulo, as novas tecnologias e inovações tecnológicas originadas
na Revolução Industrial 4.0 migraram, em seguida, para o setor logístico. Chamadas de
Logística 4.0, elas são de fundamental importância para estimular a concorrência e permitir
que a competitividade requerida para esse mercado globalizado se sustente.
Entre essas tecnologias e inovações, destacam-se as seguintes: 4PL (fourth-party logistics ou
logística de quarta parte); entrega por drones; internet das coisas (IoT); veículos autônomos;
entrega antecipada; impressão em 3D; e, por fim, sustentabilidade e economia colaborativa.
Das alternativas apresentadas a seguir (e com base no relatório elaborado pela empresa
Tópico), indique a que contempla os temas relevantes que compõem um cenário econômico
de baixo investimento em infraestrutura e transporte e que se relaciona com algumas das
tecnologias e inovações citadas.
A
Ascensão das infraestruturas flexíveis (galpões modulares revestidos em lona), geração de empregos, same
day delivery (entrega no mesmo dia), monitoramento em tempo real e inteligência e segurança de dados.
B
Estabilidade da moeda, incremento da terceirização das operações logísticas e aplicação de MRP e MRP II.
C
Redução de impostos, capacitação de mão de obra e aplicação da filosofia just in time.
D
Pressão política para um aumento do valor médio dos fretes, padronização de processos e aplicação de
ferramentas, como, por exemplo, Kanban e Poka Yoke.
E
Melhoria de acordos com os sindicatos das categorias do setor, incremento da terceirização das operações
logísticas e aplicação da filosofia just in time.
A alternativa A está correta.
A alternativa correta apresenta os temas relevantes que compõem esse cenário econômico. As demais
citam tópicos pertinentes à logística, mas não se atêm ao contexto requerido pela questão.
4. Conclusão
Considerações finais
Visitamos neste tema as principais eras históricas que compõem o processo logístico, desde a reforma agrária
até os dias de hoje, quando a Logística 4.0 já é uma realidade. Para isso, associamos essas eras aos temas
centrais.
 
Em seguida, analisamos os elementos básicos que compõem o processo logístico e suas interfaces,
discorrendo sobre a importância do warehouse. Descrevemos os principais sistemas de distribuição física,
categorizando os modelos inbound e outbound. Também comparamos os diversos modais de transporte
utilizados, apresentando suas principais vantagens e desvantagens.
 
Por fim, apresentamos a análise integrada, dando ênfase a dois processos: SCM (gerenciamento da cadeia de
suprimentos) e S&OP (planejamento de vendas e operações). Destacamos ainda as principais tendências e
inovações tecnológicas já presentes ou que devem surgir nos próximos anos, estabelecendo de que forma
elas contribuem para a melhoria do desempenho da logística.
Podcast
Vamos relembrar alguns tópicos vistos até aqui.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore+
Pesquise no site da Ilos sobre as características de um sistema de distribuição física.
Referências
BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. 4.
ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
 
BALLOU, R. H.; YOSHIZAKI, H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição
física. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1993.
 
BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J.; COOPER, M. B. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. 2. ed. Rio de
Janeiro: Campus-Elsevier, 2007.
 
CASTIGLIONI, B.; PAOLESCHI, J. A. M. Introdução à logística. São Paulo: Érika, 2017.
 
• 
CAVALCANTE, H. S.; J. S. O. G.; NIVALDO, K. K. J. L.; SOUZA, A.; CAMPELLO, M. Uma breve análise sobre a
evolução da logística. In: Simpósio de excelência em gestão e tecnologia. Associação Educacional Dom Bosco,
2019.
 
JUNIOR, F. R. L.; CERVI, A. F. C.; CARPINETTI, L. C. R. Um modelo de tomada de decisão para seleção de
fornecedores em cadeias de suprimento ágeis. In: XX Simpósio de Engenharia de Produção. Bauru. nov. 2013.
 
MENTZER, J. T. et al. Defining supply chain management. In: Journal of business logistics. v. 22. n. 2. 2001. p.
1-25.
 
MOURA, R. A. Check sua logística interna. São Paulo: Imam, 1998.
 
NOVAES, A. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. 4. ed. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2015.
	Sistemas Logísticos de Distribuição Física
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Logística: conceitos, evolução e tipos
	Principais conceitos
	O que é a logística?
	Principais conceitos
	Conteúdo interativo
	Elementos básicos da logística
	Evolução histórica da logística
	Eras do processo logístico
	Era I
	Era II
	Era III
	Era IV
	Era V
	Era VI
	Era I: O início - do campo ao mercado - economia agrária – de 1900 a 1940
	Era II: Especialização - ênfase no desempenho operacional - de 1940 a 1960
	Era III: Integração interna - funções integradas - de 1960 a 1970
	Saiba mais
	Era IV: Foco no cliente - busca por eficiência - de 1970 a 1980
	Era V: supply chain - logística como diferenciação - de 1980 a 2000
	Era VI: Logística 4.0 - Quarta Revolução Industrial
	Tipos e exemplificações
	Esses sistemas (GPS, RFID e os demais) permitem:
	Resposta 1
	Resposta 2
	Qual é a função da IA?
	Verificando o aprendizado
	O pensamento logístico pode ser dividido por eras desde o início do século XX. Assinale a alternativa que indica uma das eras da evolução da logística, correlacionando o tema e a época que a marcou.
	Reconhecer os elementos básicos da logística é fundamental para haver um entendimento adequado do processo e o estabelecimento da forma adequada de se contextualizar o processo logístico como um todo. Identifique a opção que apresenta o texto correto e que melhor descreve essa sequência.
	2. Sistemas de distribuição física: modelos inbound e outbound
	Sistemas de distribuição física – contextualização
	Warehouses (armazéns)
	CD (centros de distribuição)
	Estoque de mercadorias
	Modais de transportes
	Serviços complementares
	Warehouse
	Saiba mais
	Objetivos e funções dos canais de distribuição
	1. Estimular as ações coordenadas entre os participantes da cadeia de suprimentos na distribuição.
	2. Maximizar o potencial de vendas dos produtos.
	3. Assegurar disponibilidade do produto nos segmentos do mercado prioritários.
	4. Honrar o nível de serviço estabelecido pelos parceiros da cadeia de suprimentos.
	5. Propiciar o fluxo de informações ágil entre os participantes.
	6. Priorizar a redução de custos por meio de atuação integrada, analisando toda a cadeia de valor.
	Evolução das formas de distribuição
	Estas perguntas podem nos ajudar a fazer uma reflexão necessária:
	Classificação das atividades logísticas
	Inbound
	Outbound
	Modais de distribuição
	Transporte: parâmetro para a escolha dos modais de distribuição
	Custo
	Velocidade
	Consistência
	Flexibilidade
	Modal de distribuiçãorodoviário
	Modal de distribuição hidroviário
	Modal de distribuição ferroviário
	Modal de distribuição aéreo
	Modal de distribuição dutoviário
	Importância dos sistemas de distribuição física
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Assinale a alternativa que indica alguns dos objetivos e funções dos canais de distribuição.
	Existem alguns modais de transporte utilizados no Brasil. Identifique a questão que apresenta as informações corretas sobre eles, contendo suas vantagens e desvantagens.
	3. Operações logísticas: ferramentas SCM e S&OP
	Análise integrada como o futuro da logística
	SCM (supply chain management)
	Conceituando SCM ou gestão da cadeia de suprimentos (GCS)
	1. Materiais ou mesmo documentos existem em qualquer organização, seja ela indústria, prestadora de serviço ou comércio.
	2. Entre as atividades agregadoras de valor para os clientes, merece destaque o cuidado para que os desperdícios durante as operações logísticas sejam minimizados ao máximo.
	3. A conectividade entre as organizações por meio de redes de informa¬ções, materiais e serviços é mais necessária a cada dia.
	A estrutura de uma cadeia de suprimentos
	Mercado
	Operações
	Organização
	Objetivos da gestão da cadeia de suprimentos (GCS)
	Resumindo
	Benefícios da gestão da cadeia de suprimentos (GCS)
	Complexidade logística
	Combinação de atividades
	Integração
	Flexibilidade
	Sales and operation planning (S&OP)
	1. Dar suporte ao planejamento estratégico do negócio.
	2. Assegurar que os planos sejam realistas.
	3. Realizar o gerenciamento de mudanças de forma eficaz.
	4. Gerenciar estoques e carteira de pedidos, assegurando o desempenho adequado nas entregas.
	5. Avaliar o desempenho do processo de planejamento por meio de identificação de desvios.
	6. Desenvolver o trabalho em equipe, garantindo competência continuada.
	O processo de planejamento
	Aborde-o em fases
	S&OP é mais um conjunto integrado de processos e tecnologias de negócios que um processo ou tecnologia abrangente.
	Siga a sequência "de fora para dentro"
	Normalmente, os eventos que terão um impacto negativo em suas vendas e no planejamento de operações devem-se às decisões e às ações de seus clientes, parceiros e concorrentes, que têm um impacto direto em sua receita e na estratégia de seu concorrente.
	Privilegie as informações em vez dos dados
	Os planos geralmente são retardados pelo esforço de coleta de dados de pouca utilidade para o projeto geral.
	Lidere de forma eficaz
	O S&OP excede os limites da empresa, podendo ser classificado como força (em alguns momentos) e ameaças em outros. A gestão do S&OP pela alta direção ou por líderes estratégicos dos setores-chave poderá fazer a diferença.
	O futuro da logística
	4PL (fourth-party logistics ou logística de quarta parte)
	Entrega por drones
	Internet das coisas (IoT)
	Veículos autônomos
	Entrega antecipada
	Atenção
	Impressão em 3D
	Sustentabilidade
	Economia colaborativa
	Exemplo
	SCM (supply chain management) e S&OP (sales & operations planning)
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Quanto ao atendimento à demanda, gerenciar os elos entre a empresa detentora da marca ou do produto principal e as demais participantes é o objetivo de formatação da cadeia de suprimentos. Assinale a alternativa que indica as questões corretas que as empresas líderes devem considerar quando resolvem adotar esse modelo de cadeia de suprimentos.
	Conforme discutimos neste módulo, as novas tecnologias e inovações tecnológicas originadas na Revolução Industrial 4.0 migraram, em seguida, para o setor logístico. Chamadas de Logística 4.0, elas são de fundamental importância para estimular a concorrência e permitir que a competitividade requerida para esse mercado globalizado se sustente.Entre essas tecnologias e inovações, destacam-se as seguintes: 4PL (fourth-party logistics ou logística de quarta parte); entrega por drones; internet das coisas (IoT); veículos autônomos; entrega antecipada; impressão em 3D; e, por fim, sustentabilidade e economia colaborativa.Das alternativas apresentadas a seguir (e com base no relatório elaborado pela empresa Tópico), indique a que contempla os temas relevantes que compõem um cenário econômico de baixo investimento em infraestrutura e transporte e que se relaciona com algumas das tecnologias e inovações citadas.
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referênciasa economia era
predominantemente agrária. Como consequência, a aplicação da logística limitava-se ao transporte e à
distribuição física desse tipo de produção.
 
Na sequência – e com base nas fases subsequentes –, passou-se, em um primeiro momento, a entender o
processo logístico dividido entre distribuição física e suprimentos. Em seguida, a evolução e os
desmembramentos desse processo não pararam mais.
As organizações contavam com uma boa capacidade produtiva e já possuíam meios inovadores de produção
de um lado; do outro, elas ficavam ociosas por não haver demanda suficiente capaz de absorver a produção
daqueles bens. A guerra era o grande cliente: sem ela, não havia mais com quem comercializar.
 
Para as famílias, os produtos antes consumidos eram produzidos de forma artesanal e com pouca
diferenciação. Dessa forma, a oferta deles aos consumidores comuns não chamava a atenção dos produtores,
pois toda a atividade produtiva tinha interesse em suprir somente a demanda por víveres de guerra.
Ao longo dos demais módulos, apresentaremos os novos momentos da logística. No módulo 3, por
sua vez, discutiremos as tendências futuras relacionadas a esse processo.
Eras do processo logístico
Era I
O início - do campo ao mercado - economia agrária – de 1900 a 1940
Era II
Especialização - ênfase no desempenho operacional - de 1940 a 1960
Era III
Integração interna - funções integradas - de 1960 a 1970
Era IV
Foco no cliente - busca por eficiência - de 1970 a 1980
Era V
Supply chain - logística como diferenciação - de 1980 a 2000
Era VI
Logística 4.0 - Quarta Revolução Industrial.
Era I: O início - do campo ao mercado - economia agrária – de 1900 a 1940
Desde a reforma agrária realizada nas quatro primeiras décadas do século XX, estava caracterizada a
chamada primeira era da logística conhecida como “do campo ao mercado”.
 
No meio da década de 1940, com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, o mundo necessitava de
praticamente todos os tipos de bens e produtos para que, aos poucos, a vida normal pudesse ser retomada.
Era II: Especialização - ênfase no desempenho operacional - de 1940 a 1960
A fase denominada “especialização” se fez presente em uma época caracterizada pelos preparativos, nos
Estados Unidos da América, para a Segunda Guerra Mundial.
 
Nesse momento, o termo “logística empresarial” passou a ser adotado de forma mais sistematizada,
englobando predominantemente o suprimento de armamentos, víveres e munições para atender às demandas
das missões militares. A partir daí, logística passou a ser estendida, abrangendo ainda os segmentos de
distribuição física e suprimentos.
 
Após o término da Segunda Grande Guerra, percebeu-se que o avanço na área da logística foi significativo em
resposta à necessidade do transporte tanto de pessoas quanto de materiais de um local para o outro. Até
esse momento, podíamos dizer que a logística atuava de forma segmentada.
 
A partir daí, contudo, estabeleceu-se um processo de integração dela em três níveis: rígida, flexível e
estratégica. Com o passar do tempo, por meio desses níveis diferenciados de integração, foi possível
identificar os vários elos da cadeia de suprimentos adquiridos.
 
Na segunda metade da década de 1950, organizações de grande relevância internacional, como, por exemplo,
Westinghouse Eletric Company, Bosch e GE, criaram o sistema MRP (sigla de material requirement planning ou
planejamento de necessidades de materiais). Esse sistema ainda é amplamente utilizado nos dias de hoje por
muitas organizações.
 
Ainda nesse período, entre as décadas de 1950 a 1960, os meios de comunicação e os computadores
passaram a figurar como ferramentas tecnológicas imprescindíveis para a estruturação da área administrativa,
propiciando, desse modo, um enfoque mais sistêmico às organizações.
MRP 
Sistema computadorizado de controle de inventário e produção que auxilia a otimização da gestão de
forma a minimizar os custos, embora mantenha os níveis de material adequados e necessários para os
processos produtivos da empresa. Esse sistema possibilita às empresas calcularem os materiais dos
diversos tipos que são necessários e os momentos nos quais eles o são, assegurando que sejam
providenciados no tempo certo, a fim de que os processos de produção possam executar. O MRP utiliza
como informação de input os pedidos em carteira, assim como a previsão das vendas, que provêm da
área comercial da empresa.
Era III: Integração interna - funções integradas - de 1960 a 1970
Na década de 1960, a Toyota apresenta ao mundo a filosofia empresarial conhecida como just in time. Ela se
apoiava em ferramentas importantes, como, por exemplo, Kanban, Kaizen e Poka Yoke, apenas para citar
algumas delas.
 
Em meados da década de 1960, as organizações perceberam que planejar apenas as necessidades de
materiais (MRP) não era suficiente para atender às demandas da época. Por conta disso, foi necessário
introduzir este conceito complementar: MRP II (manufacturing resource planning ou planejamento dos
recursos de produção).
 
Método de gerenciamento total de uma organização para utilizar os recursos humanos e computacionais de
forma mais produtiva, o MRP II permite que as operações das organizações passam a ter essas duas
ferramentas: tanto o MRP quanto o próprio MRP II. Trabalhando de forma combinada e adequada, ambas
passaram a dar uma resposta mais completa ao gerenciamento de manufatura.
just in time
Sistema de administração da produção que determina que tudo deve ser produzido, transportado ou
comprado na hora exata. Pode ser aplicado em qualquer organização para reduzir os estoques e seus
custos decorrentes. 
Saiba mais
KANBANCartão de sinalização que controla os fluxos de produção ou de transportes em uma indústria.
Esse cartão pode ser trocado por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais
vazios e marcados.KAIZENKaizen (do japonês "melhoria" ou "mudança para melhor") refere-se à filosofia
ou às práticas que incidem sobre a melhoria contínua dos processos de manufatura, engenharia, gestão
de negócios ou qualquer processo, como os da área da saúde. POKA YOKEDispositivo à prova de erros
destinado a evitar a ocorrência de defeitos em processos de fabricação e/ou na utilização de produtos. 
Era IV: Foco no cliente - busca por eficiência - de 1970 a 1980
Historicamente, houve muitas crises na década de 1970, como a segunda crise do petróleo, que tornou o
custo do transporte mais caro. Esse aumento de custo repercutiu em diversos segmentos de negócios,
fazendo com que as prioridades fossem alteradas.
 
Se até então as organizações priorizavam o atendimento e a necessidade de demanda, elas passaram a se
deparar com outras questões, como, por exemplo, a manutenção e os suprimentos. Para atender a essa
demanda, surgiram os profissionais especializados em gerenciamento de materiais.
 
A associação dessa década ao conceito de foco no cliente fez com que a logística passasse a assumir uma
forte preocupação com a qualidade dos serviços prestados, além da tradicional qualidade dos produtos.
Era V: supply chain - logística como diferenciação - de 1980 a 2000
A gestão da cadeia de logística ou suprimentos (supply chain management) contempla todas as partes
relacionadas, seja direta ou indiretamente, na execução do pedido de um cliente. Ela não inclui somente o
fornecedor ou o fabricante, mas também as transportadoras, os armazéns, os varejistas e os consumidores
finais. Esse tópico, aliás, será mais bem detalhado no módulo 3 quando falarmos sobre a análise integrada.
Era VI: Logística 4.0 - Quarta Revolução Industrial
A Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0 precede o termo “logística 4.0”. Ele, na verdade, relaciona-se de
forma direta com o processo de automação das indústrias, estando baseado em tecnologia de ponta, como,
por exemplo, inteligência artificial (IA), Big Data e internet das coisas ou internet of things (IoT).
Logística 4.0
Expressão que engloba algumas tecnologias para a automação e a trocade dados, utilizando conceitos
de sistemas ciberfísicos, internet das coisas e computação em nuvem. A Indústria 4.0, em suma, facilita
a visão e a execução de "fábricas inteligentes". Com suas estruturas modulares, os sistemas ciberfísicos
monitoram os processos físicos, criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões
descentralizadas. Graças à internet das coisas, os sistemas ciberfísicos comunicam e cooperam entre si
e com os humanos em tempo real. Por fim, por intermédio da computação em nuvem, os dois serviços
internos e intraorganizacionais são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor.
Tipos e exemplificações
Três exemplos da logística baseada em tecnologias devem ser destacados: a virtualização de material na
nuvem, o GPS (global positioning system ou sistema de posicionamento global), uma tecnologia de localização
por satélite, e os identificadores de radiofrequência RFID (radio frequency identifiction).
 
Esses sistemas (GPS, RFID e os demais) permitem:
Resposta 1
Maior agilidade e acurácia para resolver problemas por meio do trajeto definido no planejamento de
rotas ou com a situação dos veículos.
Resposta 2
Prevenção e combate ao roubo de cargas, já que as transportadoras passam a ter a capacidade de
transmitir essas informações em tempo real sobre cada etapa da entrega, permitindo a utilização de
horários e rotas mais seguros e a redução de custos logísticos.
Existem ainda softwares específicos para o segmento que possibilitam a identificação de menores percursos,
permitindo a coleta de informações sobre tarifas de pedágios e de dados relevantes sobre as rodovias. Além
disso, eles preservam a utilização dos ativos das empresas, mantendo a força importante de trabalho
(motoristas) apta a dirigir, e ajudam na manutenção das rodovias, estabelecendo ainda uma estimativa sobre o
consumo de combustível e as distâncias percorridas em cada estado.
 
A IA é uma área da ciência da computação que permite aos dispositivos simularem a capacidade humana de
raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. Mesmo não sendo tão nova, ela vem se
desenvolvendo com uma forte utilização da informática e da computação.
Qual é a função da IA?
A IA auxilia o gestor para que ele possa ter uma compreensão melhor dos padrões de desempenho e consiga
tomar decisões acertadas com base em informações mais acuradas, buscando sempre atender aos limites de
tolerância aceitáveis dos processos. Isso é possível graças à instrução para que um sistema computacional
possa, de forma precisa, discernir padrões de desempenho e compará-los com respostas corretas e
apropriadas.
Que tal conhecermos agora um caso que trata dessas questões?
Um gerente de logística identifica o decréscimo de giro de estoques ao longo de períodos recentes,
colocando-o fora dos limites de tolerância considerados aceitáveis. A partir daí, ele procura, por meio de 
perguntas, saber quais são os fatores que podem ter causado o crescimento dos níveis de estoques.
Essas perguntas podem ser feitas pelos computadores.
Listamos a seguir exemplos de possíveis perguntas:
Será que ocorreu uma queda repentina ou sazonal das vendas?
Houve aumentos nas quantidades de compras ou de produção em comparação aos períodos
anteriores?
A imprecisão de forecast (previsão de vendas) aumentou significativamente nos últimos
períodos?
As remessas internas atualmente estão em níveis maiores que os anteriormente praticados?
Os prazos de entrega de fornecedores aumentaram ou variaram demais?
Houve maiores atrasos nas remessas externas se elas forem comparadas às de períodos
anteriores?
Em função de todas as variáveis possíveis relativas às respostas para essas questões, a utilização da IA, por
meio de vários modelos computadorizados associados a um banco de dados precisos, fará com que suas
respostas sejam assertivas e propiciem tomadas de decisões acertadas por parte do gerente de logística.
Dessa maneira, ele poderá gerenciar melhor o decréscimo de giro de estoques.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O pensamento logístico pode ser dividido por eras desde o início do século XX. Assinale a
alternativa que indica uma das eras da evolução da logística, correlacionando o tema e a
época que a marcou.
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• 
• 
A
Era I: do campo ao mercado - economia agrária: de 2000 aos dias de hoje de 1900 a 1940.
B
Era VI: Logística 4.0 - 4.ª Revolução Industrial: de 1900 a 1940.
C
Era IV: Foco no cliente - busca por eficiência de 1970 a 1980.
D
Era III: Integração interna - ênfase nos desempenhos operacionais funções integradas: de 1960 a 1970.
E
Era II: Especialização - funções integradas: de 1940 a 1960.
A alternativa C está correta.
As demais eras citadas nas alternativas não estavam corretas em relação ao tema que as caracterizava e/
ou aos períodos cronológicos.
Questão 2
Reconhecer os elementos básicos da logística é fundamental para haver um entendimento
adequado do processo e o estabelecimento da forma adequada de se contextualizar o
processo logístico como um todo. Identifique a opção que apresenta o texto correto e que
melhor descreve essa sequência.
A
O início do processo logístico se dá pelo estudo e pelo planejamento do projeto ou do produto a ser
implementado. Após a aprovação desse planejamento, há as fases de implementação e operação. Para a
garantia desses processos complexos e dinâmicos, são imprescindíveis as ações de controle e avaliação a fim
de que os materiais possam sair do ponto de origem e chegar ao de destino de forma econômica, eficiente e
efetiva, atendendo, assim, às expectativas dos clientes.
B
Para se ter um bom processo logístico, basta haver recursos e inovações tecnológicas como as do sistema
WMS, IoT, IA e a de modelos como Supply Chain e S&OP. Não são necessárias ações consistentes de controle
e avaliação, tampouco a avaliação do nível de expectativas dos clientes a serem atendidos.
C
O início do processo logístico se dá pelo estudo e pelo planejamento do projeto ou do produto a ser
implementado. Em função de os processos serem complexos e dinâmicos, em alguns momentos não é
possível garantir um controle durante as fases de planejamento, implementação e operação. Nem sempre é
possível que os materiais saiam do ponto de origem e cheguem ao de destino de forma econômica, eficiente e
efetiva, atendendo, assim, às expectativas dos clientes.
D
Para se ter um bom processo logístico, basta haver condições de infraestrutura (armazéns e equipamentos de
movimentação de materiais, como, por exemplo, empilhadeiras e paleteiras) e uma equipe de profissionais
dedicada e assídua, com indicadores de absenteísmos e rotatividade baixos. Não são necessárias ações
consistentes de controle e avaliação do nível de expectativas dos clientes a serem atendidos.
E
O início do processo logístico se dá pela pesquisa de satisfação de clientes. Em sequência, deve-se escolher o
melhor modal de transporte a ser utilizado. É necessário sempre respeitar os custos previstos para a
realização da operação logística. Ações de controle e avaliação somente são pertinentes caso sejam
evidenciadas avarias durante o trajeto dos materiais do ponto de origem até o de destino.
A alternativa A está correta.
A única alternativa que apresenta o texto correto, lógico e sequencial é o da letra “a”. As demais opções
apresentam afirmações equivocadas. Embora se relacionem ao tema, elas se afastam da sequência
preconizada pelos elementos básicos da logística.
2. Sistemas de distribuição física: modelos inbound e outbound
Sistemas de distribuição física – contextualização
Garantir que uma cadeia logística opere de forma eficaz é um dos desafios enfrentados pelas
organizações.
Para atender a essas demandas por entregas rápidas e confiáveis a custos atrativos, além de assegurar a
qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos clientes, é necessário gerenciar os processos de
recebimento (entrada) e expedição (saída) de materiais de forma eficaz, servindo-se, para isso, das melhores
práticas disponíveis.Entender a operação logística de forma sistêmica passa pela definição precisa dos canais de distribuição e
dos serviços associados a eles. Soluções teóricas e não simuladas podem mostrar-se custosas quando
aplicadas na prática. Vale ressaltar que não configura uma decisão acertada alterar frequentemente os canais
de distribuição escolhidos, já que eles são compostos por empresas, agentes e acordos comerciais que
tendem a ser fixos e duradouros.
 
A rede logística e o sistema de distribuição física decorrentes podem ser estabelecidos a partir da definição
dos canais de distribuição e das rotas às quais os materiais estarão submetidos.
 
Entende-se por rede logística o conjunto formado por:
Profissionais de logística 
Os olhares dos profissionais de logística, de
marketing e de vendas são distintos quando
eles analisam a distribuição de produtos. Para
os de logística, a distribuição física deles é um
processo operacional e de controle necessário
para realizar a transferência dos materiais
desde o ponto onde eles são manufaturados
até aquele em que os produtos devem ser
entregues ao consumidor.
Profissionais da área comercial 
Ao enxergarem a cadeia de suprimentos,
os profissionais da área comercial
(marketing e vendas) estarão mais
voltados para as questões de
comercialização e propriedade dos
produtos. As atividades logísticas –
divididas entre os depósitos da fábrica, o
centro de distribuição e o varejista –
relacionadas à distribuição física podem
ser diretamente associadas aos canais
de distribuição, envolvendo o fabricante,
o distribuidor e o varejista até a entrega
ao consumidor final.
Warehouses (armazéns)
CD (centros de distribuição)
Estoque de mercadorias
Modais de transportes
Serviços complementares
Warehouse
Eles primeiramente devem ser vistos como uma etapa importante para a armazenagem de produtos, pois, a
partir daí, pode-se estabelecer a estratégia comercial da empresa, reconhecendo e monitorando aspectos
como o da sazonalidade. Também está contemplado no warehouse a estratégia de atendimento à demanda,
incluindo, entre outros pontos, o picking (separação e preparação de pedidos) e a velocidade de atendimento.
Você já ouviu falar do sistema WMS?
O WMS (warehouse management system ou sistema de gerenciamento de armazém) é um software que
automatiza e contribui com as operações rotineiras e diárias realizadas nos armazéns das organizações.
 
Ele constitui parte importante da cadeia de suprimentos (supply chain), fornecendo, entre outras coisas, a
rotação dirigida de estoques, o endereçamento e a localização das mercadorias, o aumento da acuracidade
do estoque, as diretivas inteligentes de picking e a consolidação de carga automática cross-docking para
maximizar a utilização do valioso espaço dos armazéns.
Saiba mais
CONSOLIDAÇÃO DE CARGAProcedimento por meio do qual diversos produtos – geralmente, oriundos de
vários exportadores diferentes – são acondicionados em um mesmo contêiner (contentor) a fim de
proporcionar o melhor aproveitamento possível do espaço, reduzindo, com isso, os custos de transporte
das mercadorias. CROSSDOCKINGMétodo de distribuição no qual a mercadoria recebida em um
armazém ou centro de distribuição não é estocada, como seria prática comum até pouco tempo, e sim
preparada para o carregamento e a distribuição ou expedição com o propósito de que ela seja entregue
ao cliente ou ao consumidor imediatamente – ou, pelo menos, o mais rapidamente possível. 
Outra finalidade do WMS é a de coordenar e otimizar a disposição de put-away ou colocação no armazém. Ele
o faz baseado nas informações obtidas em tempo real sobre a situação de uso e ocupação das prateleiras.
 
Assim, graças à chegada do pedido do cliente automaticamente sincronizado com o WMS, o sistema pode
indicar o melhor local para se buscar a mercadoria, seguindo, para tal, as regras de FIFO (first in first out ou
primeiro que chega, primeiro que sai) e os parâmetros de localização ótima.
 
O gerenciamento das mercadorias pode ser realizado por intermédio de sistemas de montagem de paletes ou
cargas (dependendo do modal de transportes, carrocerias de caminhões ou vagões) a partir de outros que
otimizem os espaços, levando em conta o fluxo de saída das mercadorias e o empilhamento suportado pelas
diversas embalagens.
 
O objetivo é garantir o equilíbrio dos pesos entre os eixos, possibilitando o aumento da velocidade média e,
como consequência, a redução da possibilidade de acidentes por tombamento (excesso de peso em apenas
um lado do veículo).
Objetivos e funções dos canais de distribuição
Embora isso possa variar entre as empresas por contas de suas formas de atuar e competir no mercado, além
da estrutura de suas cadeias de suprimentos, alguns dos objetivos e das funções dos canais de distribuição
mais comuns são:
1. Estimular as ações coordenadas entre os participantes da cadeia de suprimentos na
distribuição.
2. Maximizar o potencial de vendas dos produtos.
3. Assegurar disponibilidade do produto nos segmentos do mercado prioritários.
4. Honrar o nível de serviço estabelecido pelos parceiros da cadeia de suprimentos.
5. Propiciar o fluxo de informações ágil entre os participantes.
6. Priorizar a redução de custos por meio de atuação integrada, analisando toda a cadeia
de valor.
Evolução das formas de distribuição
Estas perguntas podem nos ajudar a fazer uma reflexão
necessária:
 
Quais são os motivos da existência de intermediários no processo de comercialização de produtos?
 
Já que fornecem uma diversidade grande de produtos, por que os varejistas não os fabricam?
 Uma das formas de responder a estas questões é o fato de ser bastante custoso montar e manter uma
fábrica para uma vasta variedade de produtos. Além dos recursos financeiros, essa decisão faz com a que a
organização tenha de atuar em um segmento em que ela não tem competência e experiência.
 
Uma alternativa mais barata seria a fabricação de suas marcas por empresas terceiras. Gerenciar bem esse
processo de terceirização, aplicando critérios claros e rígidos de qualidade e desempenho, é, sem dúvida, um
fator crítico de sucesso para esse tipo de operação.
 
A opção contrária (a manufatura assumir o processo do canal de distribuição, incluindo as operações do
varejo) também não mostra ser viável economicamente. Para alcançar esse equilíbrio financeiro, seria
necessário que a empresa manufatureira passasse a comercializar produtos oriundos de sua concorrência
com o propósito de atingir o volume de vendas requerido.
Imagine o que pode representar uma fábrica de eletrodomésticos comercializando itens de diversas
marcas – algumas delas, inclusive, de seus concorrentes!
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Levando em conta a cadeia de valor, fazer uso de intermediários em sua cadeia de suprimentos para a
colocação de produtos no mercado possibilita que as organizações manufatureiras possam concentrar-se em
suas áreas de especialização, maximizando investimentos em seu ramo principal de atividades.
 
Nas últimas décadas, motivados por diversas questões econômicas e tecnológicas e pela busca da
competitividade, as organizações têm alterado bastante seus canais de distribuição, aliando a atenção
requerida pelo consumidor final, o uso da tecnologia da informação, uma maior diversificação da demanda e
uma distribuição física mais rápida e confiável.
 
1. Deve-se avaliar a possibilidade de se fazer uso dos canais de distribuição a fim de estabelecer barreiras à
entrada de concorrentes?
2. Em que medida alguns desses canais favorecem uma maior reciprocidade com os consumidores em
comparação a outras formas de distribuição?
3. Em qual intensidade esses canais minimizam as incertezas de demanda no processo de suprimentos da
organização?
 
Listamos a seguir algumas situações indesejáveis no processo de distribuição dos produtos quando da
formação de canais típicos de comercialização:
Abastecimento direto do fabricante às lojas de varejo.
Abastecimento do fabricante aos CD do varejista, que é o responsável por abasteceras lojas.
Os produtos são distribuídos pelo fabricante para os CD de um operador logístico, que se
encarrega de abastecer as de varejo.
Abastecimento do fabricante aos depósitos do distribuidor ou do atacadista, que deve abastecê-
las.
Cabe ao fabricante encarregar-se da entrega direta do produto no ponto final da residência do
consumidor, utilizando para tanto as opções de correio ou um serviço do tipo courier (vendas por
internet, telefone, encartes ou catálogos etc.).
Cabe ao fabricante encarregar-se de abastecer seus depósitos ou CD, abastecendo, a partir
desses pontos, as lojas de varejo.
Classificação das atividades logísticas
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Usualmente, pode-se assumir que os operadores logísticos se ocupam do conjunto de atividades relacionadas
a um destes dois grupos: logística de entrada ou de suprimento (inbound logistics) e logística de saída ou de
distribuição (outbound logistics).
 
Observamos que a mesma atividade logística pode ser encontrada em diversas fases da cadeia, como ocorre,
por exemplo, nas de transporte e armazenagem. Dessa forma, é usual que alguns dos operadores logísticos
especializem-se em determinadas atividades encontradas em vários pontos da cadeia de suprimentos.
Apresentaremos a seguir os sistemas de distribuição física adotados, respeitando, nesse processo,
as suas particularidades.
Inbound
Processo diretamente relacionado às operações pré-produtivas, o inbound ocorre desde a disponibilização da
matéria-prima até a chegada dos produtos da indústria. Ele contempla ações relacionadas a transporte,
armazenamento e entrega de materiais e serviços até seu recebimento por parte da empresa.
 
Sendo assim, o inbound envolve, em sua totalidade, o processo inicial da manufatura de um produto. Entre as
principais atividades relacionadas a ele, destacam-se as seguintes:
Processamento dos dados do setor de suprimentos e do fluxo dos materiais.
Pesquisa e gestão de fornecedores, incluindo a negociação com eles e o estabelecimento sobre
procedimentos de entrega.
Movimentação, embalagem, estocagem, recebimento e verificação das mercadorias recebidas.
Auditoria do processo com base em critérios de qualidade e desempenho estabelecidos.
Por meio do aprimoramento de seus procedimentos internos, a logística inbound consegue prever cenários,
possibilitando a emissão de pedidos de compra aos fornecedores de forma mais acurada e otimizando o uso
do depósito. Dessa forma, propicia-se a rotatividade de materiais, enquanto possíveis erros e atrasos são
minimizados, o que garante as entregas nos prazos pactuados e gera ainda outros benefícios capazes de
assegurar a satisfação do cliente.
 
Nem sempre os consumidores ficarão satisfeitos com a qualidade da entrega que a organização realiza.
Problemas como o atraso dela e a avaria nas cargas são ocorrências possíveis – e a gestão do negócio precisa
saber lidar com isso. Em determinados momentos, é necessário recolher produtos, realizando-se trocas ou
devoluções.
 
Também existem oportunidades de melhoria nesse processo de logística reversa. Isso ocorre quando os
produtos ou as mercadorias retornam para dentro da companhia. Uma das atribuições dos profissionais
envolvidos é a de auxiliar no recebimento dos itens a serem trocados, realizar triagem, mensurar os danos e
reaproveitar, sempre que possível, as embalagens.
 
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Eles adicionalmente realizam a seleção, o acondicionamento e a embalagem de novos produtos a serem
enviados, trazendo celeridade e assertividade ao processo.
Outbound
Já no processo chamado de outbound (saída), o ponto de partida é a empresa e o destino, o endereço do
consumidor. Ele contempla, portanto, os estágios externos de distribuição. Seu foco é direcionado às
demandas do consumidor, do varejo e dos distribuidores e à forma como é realizada a circulação dos produtos
após o término da produção.
 
Como podemos constatar, a etapa outbound realiza a conexão entre a empresa e seus clientes. Em função
disso, ela deve ter o máximo de eficácia para que suas remessas sejam rápidas, confiáveis e atendam às
expectativas dos consumidores, cabendo ao gestor logístico compreender as reais necessidades desses
processos e adotar métodos e estratégias apropriados.
 
Em síntese, a logística outbound envolve:
1. Planejamento de rotas otimizadas (roteiros).
2. Movimentação de cargas.
3. Embalagem.
4. Endereçamento.
5. Emissão de documentos e notas fiscais.
6. Entregas de cargas fracionadas ou completas.
7. Contratação de parceiros de transporte.
8. Prazos e condições de entrega.
9. Custos envolvidos.
10. Rastreamento de cargas.
11. Legislação aplicada a transporte e produto.
12. Logística reversa (trocas, devoluções e recolhimento de produtos/resíduos).
Reunir essas informações permite um entendimento exato sobre: o tipo de caminhão no qual seus produtos
precisam ser transportados; a necessidade de mais modais (navios, por exemplo); quão perigosa é uma carga
perigosa e se ela deve atender a uma legislação específica; e, por fim, as melhores rotas para que o material
possa chegar ao destino com segurança. Ter em mãos esses dados também possibilita a contratação de uma
transportadora com mais facilidade ou até mesmo a de caminhoneiros autônomos.
Modais de distribuição
Transporte: parâmetro para a escolha dos modais de distribuição
Considerado um dos processos relevantes do serviço logístico, o transporte geralmente é tido como o mais
oneroso deles. Sua função é assegurar o fluxo de produtos entre a origem e o destino da cadeia de
supri¬mentos – e vice-versa. A escolha do modal de transporte – e, muitas vezes, a combinação entre alguns
(rodoviário, hidroviário, aéreo, ferroviário e dutoviário) dos que serão utilizados – é uma questão importante.
 
Ainda restam outras questões, como, por exemplo, a escolha das melhores rotas, a adequação às legislações
específicas relacionadas tanto ao transporte como aos produtos (produtos químicos perigosos e perecíveis
etc.) nas várias esferas (municipal, estadual, federal e internacional) e o monitoramento dos fretes.
 
Destacaremos a seguir alguns fatores que devem ser levados em consideração para que haja, tendo em vista
a melhor eficácia para a operação, uma escolha precisa dos modais de transporte:
Custo
Diz respeito aos gastos decorrentes do transporte e das despesas de estoque na movimentação
entre duas localidades, constituindo fatores primordiais o planejamento e as decisões por parte dos
gestores logísticos que buscam uma mini¬mização do custo total. Das variáveis a serem analisadas
atentamente, destacam-se a distância percorrida, o peso, a densidade, a facilidade de armazenagem,
o manuseio, os riscos e o mercado.
Velocidade
Contempla o tempo para a realização da operação de movimentação: quanto mais rápida for a opção
escolhida, mais oneroso será o valor do transporte.
Consistência
Ela está relacionada às oscilações no tempo durante as operações de movimentação, podendo afetar
significativamente o fluxo da cadeia de suprimentos.
Flexibilidade
Trata-se da capacidade de adaptação e adequação às necessidades solicitadas pelo cliente em
relação aos veículos escolhidos ou aos serviços de transporte como um todo.
Modal de distribuição rodoviário
Modal mais utilizado no Brasil, ele é parte crucial do sistema logístico das organizações, disponibilizando um
serviço rápido e confiável com poucas ocorrências de perdas ou avarias durante sua movimentação. Uma de
suas vantagens é a flexibilidade de poder realizar o serviço “porta a porta”.
 
Entretanto, seus custos aumentam quando são comparados aos de outros modais, já que existe a
necessidade de um motorista e um veículo dotado de motor, além de pes¬soal para realizar as operações de
carregamento e descarregamento. Ainda há particularidades conhecidas, como, por exemplo, o carregamento
total e parcial (envolvendo o transporte de carga acima de uma quantidade de toneladas) e as distâncias
maiores (com ou sem flexibilidade de paradas) entre a origem e o destino.
Modalde distribuição hidroviário
Com relação a custos fixos, este tipo de modal localiza-se entre o transporte rodoviário e o ferroviário. Já em
relação aos custos variáveis, ele apresenta-se como uma opção de menor custo.
 
Suas desvantagens incluem uma eficiência reduzida, assim como a quantidade e a distância dos portos, além
das associações requeridas com outros modais de transporte (rodoviário ou ferroviário, por exemplo). Em
contrapartida, sendo um tipo de transporte lento, ele possibilita o chamado armazenamento em trânsito,
beneficiando, assim, o sistema logístico.
Modal de distribuição ferroviário
Seguramente, trata-se do modal de transporte mais adequado para longas distâncias e vultuosas
quantidades. Ele também apresenta custos menores de frete e de seguros, assim como uma maior
capacidade de transporte, contando ainda com a ausência de congestionamentos.
 
Por outro lado, o transporte rodoviário não é tão rápido. Tampouco o Brasil possui grandes extensões de
malhas ferroviárias que permitam uma abrangência e um alcance nas conexões. Em muitos casos, é
necessário conciliar este modal com o rodoviário, por exemplo, a fim de que a mercadoria possa chegar ao
seu destino ou consiga ser coletada primeiramente em sua origem.
Modal de distribuição aéreo
Características como segurança, agilidade e confiabilidade são os pontos positivos para a escolha deste tipo
de modal. Entretanto, seus altos custos pesam muito e, em muitas situações, podem inviabilizar a operação.
 
Nas situações em que é preciso transportar cargas urgentes ou mercadorias de alto valor, o aéreo permite
uma representativa redução no tempo de transporte, porém existe uma necessidade de associação com outro
modal para viabilizar sua movimentação até o terminal aeroportuário. A velocidade proporcionada possibilita a
redução de custos decorrentes da armazenagem e da gestão de estoques.
Modal de distribuição dutoviário
Muito utilizado para o transporte de líquidos e gases em grandes volumes, ele conta com a possibilidade de
funcionamento ininterrupto durante as 24 horas do dia e os sete dias da semana.
 
O transporte dutoviário caracteriza-se por um custo fixo mais alto devido aos investimentos em direitos de
acesso, construção, equipamentos de controle e bombeamento. Já seu custo variável é maior que o
hidroviário.
 
Ele ainda possui outra vantagem devido à sua confiabilidade ser maior, já que este tipo de transporte não
sofre interrupções por fatores meteorológicos, apresentando, desse modo, perdas mínimas e menos danos
dos produtos.
Importância dos sistemas de distribuição física
Destacaremos neste vídeo a importância dos sistemas de distribuição física (logísticas inbound e outbound) e
compararemos os diversos modais de transporte.
Conteúdo interativo
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa que indica alguns dos objetivos e funções dos canais de distribuição.
A
Entregar os produtos no tempo proporcional ao recurso de que dispõe; verticalizar suas operações a fim de
depender menos de empresas terceiras para a fase distribuição; não garantir a entrega de produtos no prazo
combinado caso haja imprevistos de trânsito, não levando em conta o potencial de venda dos produtos para
definir sua estratégia de distribuição.
B
Evitar a formação de cadeia de suprimentos para não depender de outras empresas; não garantir a entrega de
produtos no prazo combinado caso haja ausências justificadas de sua força de trabalho; assegurar a
disponibilidade do produto nos segmentos do mercado prioritários somente para clientes com mais de 10 anos
de relação comercial e só levando em conta o potencial de venda dos produtos a fim de definir sua estratégia
de distribuição para aqueles com faturamento acima de R$300.000/mês.
C
Somente garantir atendimento ao SLA (garantia do nível de serviço) pactuado para os clientes com
faturamento acima de R$300.000/mês; não garantir a entrega de produtos no prazo combinado caso haja
ausências justificadas de sua força de trabalho; evitar a formação de cadeia de suprimentos para não
depender de outras empresas.
D
Evitar a formação de cadeia de suprimentos para não depender de outras empresas; somente levar em conta
o potencial de venda dos produtos para definir sua estratégia de distribuição para clientes especiais; garantir
apenas o atendimento ao SLA (garantia do nível de serviço) pactuado para os clientes para os quais tal regra
esteja em contrato; não garantir a entrega de produtos no prazo combinado caso haja imprevistos de trânsito.
E
Estimular ações coordenadas entre os participantes da cadeia de suprimentos no contexto da distribuição;
propiciar um fluxo de informações ágil entre os participantes; honrar o nível de serviço estabelecido pelos
parceiros da cadeia de suprimentos; assegurar a disponibilidade do produto nos segmentos do mercado
prioritários.
A alternativa E está correta.
A alternativa certa apresenta quatro objetivos e funções dos canais de distribuição. As demais contêm
objetivos e/ou funções equivocados, pois consideram condições não reconhecidas no processo logístico.
Questão 2
Existem alguns modais de transporte utilizados no Brasil. Identifique a questão que apresenta
as informações corretas sobre eles, contendo suas vantagens e desvantagens.
A
Aéreo – vantagem: custos baixos. Desvantagem: mais lento do que os demais modais.
B
Hidroviário – vantagem: mais rápido do que os demais modais. Desvantagem: não possibilita armazenamento
em trânsito.
C
Dutoviário – vantagem: baixa confiabilidade por sofrer interrupções por fatores meteorológicos, apresentando,
desse modo, perdas e danos dos produtos. Desvantagem: custo fixo baixo (sem investimentos em direitos de
acesso, construção, equipamentos de controle e bombeamento).
D
Rodoviário – vantagem: flexibilidade de poder realizar o serviço porta a porta. Desvantagem: seus custos
aumentam. São necessários um motorista e um veículo com motor, além de pes¬soal para realizar as
operações de carregamento e descarregamento.
E
Ferroviário – vantagem: consegue levar o material de porta a porta. Desvantagem: custos maiores de frete e
de seguros, assim como uma menor capacidade de transporte.
A alternativa D está correta.
As alternativas incorretas invertem os conceitos de vantagem e desvantagem pelos modais.
3. Operações logísticas: ferramentas SCM e S&OP
Análise integrada como o futuro da logística
SCM (supply chain management)
Conceituando SCM ou gestão da cadeia de suprimentos (GCS)
Uma boa definição para a gestão da cadeia de suprimentos é que ela contempla o conjunto de ativi¬dades
relacionadas à extração da matéria-prima, passando pelos processos de elaboração do produto até a chegada
ao consumidor final.
 
Outra forma de abordar esse conceito é considerar que a gestão da cadeia de suprimentos está baseada na
colaboração entre as organizações. Elas, por sua vez, se relacionam comercialmente tanto para impulsionar
seus posicionamentos estratégicos quanto para melhorar a eficiência e a eficácia operacional por meio de
processos gerenciais que integrem as áreas fun¬cionais das organizações e suas inter-relações.
 
Em decorrência dessas definições, é possível considerar que:
1. Materiais ou mesmo documentos existem em qualquer organização, seja ela indústria,
prestadora de serviço ou comércio.
2. Entre as atividades agregadoras de valor para os clientes, merece destaque o cuidado
para que os desperdícios durante as operações logísticas sejam minimizados ao máximo.
3. A conectividade entre as organizações por meio de redes de informa¬ções, materiais e
serviços é mais necessária a cada dia.
A estrutura de uma cadeia de suprimentos
Listaremos a seguir alguns passos que auxiliam as organizações na estruturação de sua cadeia de
suprimentos:
Identificar os membros da cadeia de suprimentos.
As organizações deverão designar as equipes responsáveis pela estruturação dessa cadeia.
Verificar quais organizações participam do processo decomercializa¬ção, envolvendo os fluxos
de materiais, os de informações, o financeiro e o de promoções.
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• 
Classificar as organizações em primárias e secundárias para identificar onde estão as atividades
principais.
As organizações primárias são responsáveis pelas atividades operacionais ou pelos processos de
negócios, transformando recursos de entrada em recursos com valor agregado para o cliente.
As organizações secundárias fornecem para as organizações primárias conhecimento, serviços e
recursos.
Na visão atual do supply chain management, é um consenso que os canais de distribuição desempenham
quatro funções básicas:
 
Indução da demanda
 
Satisfação da demanda
 
Serviços de pós-venda
 
Troca de informações
 
Inicialmente, as organizações que compõem a cadeia de suprimento necessitam gerar ou induzir a demanda
para seus produtos ou serviços. Em sequência, eles são comercializados a fim de satisfazer a demanda e com
o propósito de posteriormente haver os serviços de pós-venda. Por fim, o canal de distribuição permite o
compartilhamento de informações ao longo da cadeia. Neste momento, os consumidores podem fornecer um
feedback importante para os fabricantes e varejistas que compõem a cadeia.
 
Quanto ao atendimento à demanda, gerenciar os elos entre a empresa detentora da marca ou do produto
principal e as demais participantes é o objetivo de formatação da cadeia de suprimentos. Isso ocorre para
tornar o processo de atendimento às necessidades dos consumidores mais eficiente que a de seus
concorrentes.
 
Por conta disso, as empresas líderes devem considerar as seguintes questões quando resolvem adotar esse
modelo de cadeia de suprimentos:
Mercado
As atividades de baixo valor agre¬gado pelo consumidor ou consideradas não afins ao negócio
principal da empresa precisam ser terceirizadas.
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• 
• 
• 
Operações
Com essa terceirização, a organização deve concentrar seus esforços em integrar as operações a fim
de aumentar a oferta de novos produtos e diluir seus custos lo¬gísticos com atividades de pedidos,
estoques, armazenagem e transporte.
Organização
É necessário direcionar seus recursos para as principais atividades, atuando em sinergia com seu
sistema logístico e visando à eficácia demonstrável por meio de indicadores de desempenho.
Objetivos da gestão da cadeia de suprimentos (GCS)
As compras, as vendas e as entregas de mercadorias, especialmente as realizadas por meio de comércio
eletrônico (E-Commerce), têm se tornado cada vez mais frequentes a partir do alto nível competitivo dos
mercados. Tal realidade decorre de fatores, como, por exemplo, as constantes inovações em tecnologia de
informação.
 
Soma-se a isso o aumento das exigências de consu¬midores por produtos e serviços cada vez mais
customizados, o que tem conduzido boa parte das organizações a dirigirem os esforços delas para o seu core
business (negócio principal), terceirizando as demais atividades.
 
A fim de garantir esse novo modelo, devem ser estabelecidas relações firmes e confiáveis entre as
organizações envolvidas (fornecedores, transportadores, indústrias, distribuidores e varejistas). Com isso,
torna-se possível superar o modelo anterior, no qual a empresa era responsável por diversas atividades da
elaboração de um produto.
Resumindo
O fluxo de informação precisa ser acurado e ágil para que as organizações envolvidas nessa cadeia
produtiva consigam planejar e executar suas operações de forma sinérgica, atendendo às necessidades
definidas pela demanda quanto à qualidade e à especificação de produtos, volumes, prazos e condições
de entrega. 
Benefícios da gestão da cadeia de suprimentos (GCS)
A implementação da gestão da cadeia de suprimentos pode fornecer alguns benefícios:
Diminuição significativa de custos mediante a consolidação dos planos estratégicos das
organizações, possibilitando a busca da minimização dos custos de seus processos, o que não
seria tão fácil se fosse realizado individualmente.
• 
Possibilidade de fornecimento global por meio de integração na cadeia. Os pilares confiança,
responsabilidade, riscos e recompensas mútuas propiciam segurança a fim de se diversificar as
operações para novos mercados.
Agregar valor ao cliente por intermédio da cadeia integrada possibilita garantir qualidade,
variedade, disponibilidade do produto e prazos de entrega pactuados.
Em virtude da integração da cadeia, a customização e a velocidade do atendimento permitem a
detecção, a prevenção e a correção de falhas e ajustes de planos às variações da demanda,
adaptando-se prontamente às exigências do cliente.
A integração da cadeia permite o estabelecimento de um sistema em que a informação
compartilhada flui constantemente desde o cliente final até os demais integrantes da cadeia de
suprimentos, incrementando as decisões e conferindo rapidez de resposta às solicitações dos
processos e do mercado.
Uma cadeia de suprimentos sincronizada e ágil oferece níveis de serviço diferenciados, sendo
possível processar e formar pedidos de forma rápida e consistente, o que permite entregas
pontuais e variadas aos clientes.
Entretanto, antes de iniciarem o processo de implementação da cadeia de suprimentos, as organizações têm
de compreender que o tipo de aliança entre elas estará apoiado em:
Complexidade logística
Reconhecer as diferenças culturais e seus diferentes modelos de gestão pode ser tão importante
quanto estruturar e sincronizar os fluxos de produtos, serviços, informações e aspectos financeiros
entre as organizações.
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Combinação de atividades
Para sempre fazerem o melhor, as empresas de uma cadeia poderão atingir níveis de competitividade
mais elevados graças à soma de seus esforços combinados, permitindo ganhos na qua¬lidade do
produto, no tempo e nos custos.
Integração
Feita tanto internamente quanto com os demais membros da cadeia, a integração inclui sistemas de
informação e de custeio conectados e transparentes, suscitando uma agilidade na tomada de decisão
e na esfera operacional.
Flexibilidade
Ela diz respeito às condições da cadeia de suprimentos de fornecer respostas rápidas e precisas às
variações do mercado e da demanda, que são cada vez mais exigentes em função do nível de serviço
ofertado.
Alguns aspectos podem, por outro lado, dificultar a implementação dessa prática pelas organizações. Entre
elas, podemos destacar a quebra de barreiras organizacionais, outras questões culturais distintas, o
relacionamento crítico entre os fornecedores, as deficiências em tecnologia de informação, a dificuldade na
escolha de parceiros e a resistência a mudanças.
Sales and operation planning (S&OP)
O S&OP (sigla em inglês para planejamento de vendas e operação) já existe há mais de 20 anos. Muitas
organizações já o implementaram tanto em outros países quanto em regiões diversas.
 
Ele pode ser conceituado como o processo pelo qual os planos do negócio são agrupados para consolidar as
informações oriundas das seguintes áreas: Clientes, Vendas, Marketing, Desenvolvimento, Fabricação,
Suprimentos e Financeiro. Consolidadas como planos táticos, elas podem auxiliar uma empresa a gerenciar e
alocar recursos críticos a fim de atender às necessidades dos clientes com o menor custo possível.
 
As atividades de planejamento e controle são responsáveis pela ligação da oferta à demanda, sendo
direcionadas para a conciliação das capacidades de fornecimento de uma operação com as demandas
dirigidas para ela. Tomando como input o planejamento estratégico de longo prazo, o S&OP é inserido com
seus volumes agregados, desdobrando-se no curto prazo em um plano mestre de produção (PMP). Em inglês,
a sigla a ser adotada é MPS (master production schedule).
 
Alguns objetivos – se eles não forem atingidos, não será possível alcançar a sua gestão eficaz – caracterizam
o S&OP:
1. Dar suporte ao planejamento estratégico do negócio.
2. Assegurar que os planos sejam realistas.
3. Realizar o gerenciamento de mudanças de forma eficaz.
4. Gerenciar estoques ecarteira de pedidos, assegurando o desempenho adequado nas
entregas.
5. Avaliar o desempenho do processo de planejamento por meio de identificação de
desvios.
 
6. Desenvolver o trabalho em equipe, garantindo competência continuada.
O processo de S&OP está associado ao futuro, já que busca alcançar o balanceamento entre a demanda e a
oferta de produtos, sinalizando, com a máxima antecedência possível, quando e onde as ausências e as
sobras de capacidade deverão ocorrer em um determinado período.
 
Esse processo está baseado em um planejamento probabilístico com o propósito de modelar a variabilidade
das incertezas que o mercado apresenta por intermédio da utilização de modelos de simulação suportados
por projeto de experimentos. Com isso, são fornecidos valores mais apropriados para as variáveis de decisão
do processo.
 
Vale ressaltar que boa parte das decisões tomadas em um processo de S&OP possui um grande potencial de
risco, podendo propiciar um número significativo de decisões incorretas que podem gerar danos às
organizações a danos, como, por exemplo, perda de mercado e prejuízos financeiros.
 
Em virtude desse cenário crítico e dinâmico que caracteriza o processo de S&OP, os gestores logísticos e
comerciais precisam lançar mão de ferramentas que possam servir de apoio às tomadas de decisão, visando,
com isso, à minimização e/ou à mitigação dos riscos – e, consequentemente, à melhoria dos resultados.
 
Vale destacar que alguns gestores que participam do processo de S&OP às vezes não detêm uma visão sobre
a totalidade de variáveis e restrições presentes na construção dos planos agregados. A ausência dessa visão
global pode potencializar uma tomada de decisões não assertiva pelos gestores participantes.
Observa-se também que as ferramentas utilizadas para a execução do processo de S&OP podem,
em alguns momentos, não oferecer a visão holística que o processo requer, dificultando o
compartilhamento de informações e o entendimento de como cada decisão a ser tomada consegue
afetar o desempenho global da organização.
Graças aos avanços dos recursos computacionais e do estudo da prática e da teoria do PCP (planejamento e
controle de produção), os modelos matemáticos tornaram-se uma alternativa para o uso anterior de planilhas
eletrônicas, as quais, aliás, ainda constituem uma ferramenta de auxílio ao processo de S&OP na maioria das
organizações.
PCP
Ele consiste em uma área da manufatura cujo objetivo principal se dá tanto no planejamento quanto no
controle dos recursos do processo produtivo. O PCP recebe informações sobre estoques, linha de
produtos, vendas previstas, capacidades e modo de produzir. Seu objetivo é transformar tais
informações em ordens de fabricação. 
Das ferramentas comuns, algumas são baseadas em planilhas eletrônicas. Entre as mais sofisticadas,
destacam-se as técnicas de pesquisa operacional inseridas em sistemas APS (advanced planning systems).
APS 
Refere-se aos sistemas de planejamento avançado de produção. Esses sistemas complementam os
tradicionais sistemas de gestão empresarial (ERPs). Os APS caracterizam-se por um melhor controle dos
recursos, considerando tanto a capacidade real dos recursos produtivos quanto suas regras
operacionais. Isso inclui ferramentas, mão de obra e suprimento. Além disso, as regras de negócios,
como a prioridade por cliente ou produto, também podem ser consideradas.
O processo de planejamento
O S&OP é o resultado das atividades de planejamento mensal. Na maior parte das vezes, ele é baseado em
um plano de operações anual (POA) que baliza a meta anual da empresa em termos de vendas e suprimentos
. Sendo assim, os S&OP são um meio de se atingir gradualmente as metas de POA graças à vinculação do
planejamento mensal de vendas e marketing às operações de um negócio.
 
Entende-se que o horizonte de planejamento para um processo típico de S&OP é de longo prazo, podendo
estender-se de 18 a 36 meses. A seleção desse horizonte de tempo é uma decisão importante. Há diferentes
fatores que a influenciam, incluindo o tipo de indústria, as características do produto e a época do ano em que
o planejamento S&OP ocorre.
 
Podemos dizer que as boas práticas de S&OP consolidam algumas abordagens comuns:
Aborde-o em fases
S&OP é mais um conjunto integrado de processos e tecnologias de negócios que um
processo ou tecnologia abrangente.
 
Siga a sequência "de fora para dentro"
Normalmente, os eventos que terão um impacto negativo em suas vendas e no
planejamento de operações devem-se às decisões e às ações de seus clientes,
parceiros e concorrentes, que têm um impacto direto em sua receita e na estratégia de
seu concorrente.
 
Privilegie as informações em vez dos dados
Os planos geralmente são retardados pelo esforço de coleta de dados de pouca
utilidade para o projeto geral.
Lidere de forma eficaz
O S&OP excede os limites da empresa, podendo ser classificado como força (em
alguns momentos) e ameaças em outros. A gestão do S&OP pela alta direção ou por
líderes estratégicos dos setores-chave poderá fazer a diferença.
O futuro da logística
O relatório As 8 tendências para o setor logístico em 2020 estabelecem a seguinte provocação: o
que deve impactar e ditar as regras para os segmentos de logística, transporte e armazenagem do
país nos próximos anos?
Segundo esse relatório (elaborado pela empresa Tópico, do segmento de infraestrutura flexível para
armazenagem e cobertura), certos aspectos podem influenciar os rumos do mercado: melhor cenário
econômico; baixo investimento em infraestrutura e transporte; ascensão das infraestruturas flexíveis (galpões
modulares revestidos em lona); geração de empregos; same day delivery; monitoramento em tempo real; e,
por fim, inteligência e segurança de dados.
 
Com base em projeções realistas, o estudo apresenta um panorama do setor brasileiro a partir do contexto
macroeconômico com o objetivo de apontar que tipo de soluções, de fato, terá aderência.
 
Há um consenso de que existem algumas tendências para a logística no futuro. Analisaremos a seguir essas
questões de forma um pouco mais elaborada:
4PL (fourth-party logistics ou logística de quarta parte)
O mercado logístico brasileiro acaba de ganhar um novo player de inteligência de mercado com a criação do
sistema 4PL.
 
Também chamado de LLP (lead logistics provider ou provedor de logística líder), o conceito de 4PL é uma
evolução da quarteirização dos serviços terceirizados por conta dos 3PLs (third-party logistics) e da
responsabilidade pela gestão total do supply chain do cliente, envolvendo desde a participação do contratado
nas reuniões de planejamento e vendas até a entrega final dos produtos ao consumidor.
 
O 4PL responde igualmente pelos indicadores de níveis dos serviços (SLA, sigla para service level
agreement)) prestados.
Indicadores de níveis dos serviços 
Um acordo de nível de serviço (ANS), contrato de nível de serviço ou garantia do nível de serviço é um
compromisso assumido por um prestador de serviços perante um cliente.
Entrega por drones
Tecnologia inovadora que consiste no uso de aeronaves portáteis. Com grande dinamismo em suas
operações, os drones têm sido muito usados no setor de entretenimento e em processos logísticos.
 
Inicialmente concebidos como um instrumento militar destinado ao monitoramento do espaço aéreo, os
drones foram diminuindo suas dimensões até ficarem apropriados para o carregamento de objetos variados.
Por alcançarem grandes alturas, chegando a lugares de diferentes dificuldades, eles têm trazido muitos
benefícios em aplicações diversas.
Os drones são capazes de oferecer benefícios para o gestor de armazéns e estoques. São ideais
para o monitoramento de operações, a segurança de cargas e o inventário de estoque. Tais
inovações podem reduzir custos e otimizar processos.
Na entrega de mercadorias, os drones começaram a ser testados no Brasil recentemente. Alguns podem ser
acoplados a câmeras especiais para escanear itens estocados nos corredores de um armazém. O movimento
éo mesmo feito por uma pessoa quando utiliza a empilhadeira para fazer a inspeção de estoque.
Internet das coisas (IoT)
A internet das coisas tem a capacidade de tornar o chão de fábrica mais conectado, fazendo com que os
processos industriais como um todo sejam mais bem monitorados. Ela também permite o estabelecimento de
contatos permanentes entre os caminhoneiros na estrada e as bases logísticas.
 
As etapas logísticas, por sua vez, passam a ter seus controles mais precisos, permitindo que o momento e o
local das cargas sejam identificados durante todo o percurso. Dessa forma, todo o monitoramento é
melhorado, aumentando a chance de que falhas e desvios sejam evitados.
Veículos autônomos
Anunciados como uma realidade próxima, os veículos chamados de autônomos são conduzidos sem a
interferência de um condutor humano desde que as questões legais sejam pactuadas, principalmente aquelas
relativas à definição da responsabilidade criminal.
 
A subtração do motorista durante a operação de entrega de mercadorias será um fato determinante na
redução de custo inerente a esse modal de entrega.
Entrega antecipada
Ela foi patenteada pela empresa Amazon com o nome de anticipatory shipping (entrega antecipada). Seu
prazo de entrega constitui um fator decisivo para o varejo, em especial com o advento do E-Commerce, já que
a diferenciação na entrega se torna uma vantagem competitiva em um mercado com preços similares.
 
O desafio que se apresenta é o seguinte: como entregar os produtos de compras online de forma confiável e
mais rápida? O modal rodoviário é o mais usado para essa finalidade, mas não é possível reduzir o tempo
consumido no trânsito de um trajeto com o mesmo veículo, pois é necessário atender a limites de velocidade e
rotas ótimas. Em cidades com altos problemas de mobilidade, essa situação agrava-se ainda mais.
 
Para superar essa dificuldade, a Amazon desenvolveu, por meio de recursos tecnológicos e de IA, esse
sistema de entrega antecipada. Em suma, ele consiste em entregar um produto antes de o cliente finalizar a
compra na loja virtual. Essa inovação torna-se viável pela utilização de dados dos usuários e de algoritmos
que avaliam o comportamento do consumidor online.
 
Em outras palavras, estatisticamente é viável prever a probabilidade de compra de determinados itens,
baseando-se em ações rotineiras dos clientes graças, entre outros fatores avaliados, ao monitoramento por
pesquisas e às compras anteriores.
 
Em termos logísticos, assim que é identificada a probabilidade de compra, o produto é enviado do centro de
distribuição onde ele está localizado para o HUB mais próximo do endereço do consumidor. Dessa forma, a
mercadoria já ficará mais próxima do destino, o que propicia um menor tempo para a entrega.
 
Repare que as demais condições de transporte continuam sendo as mesmas. No entanto, quando o
consumidor decidir pela compra, seu tempo de espera será menor!
Atenção
Essa inovação possibilita que outras tendências, como, por exemplo, o same day delivery (entrega no
mesmo dia), se tornem viáveis. Caso o comprador não tenha interesse em finalizar a compra, não tem
problema: o produto poderá ser enviado a outro potencial consumidor ou para o HUB. 
Impressão em 3D
Já faz algum tempo que vemos notícias do uso bem-sucedido de impressoras 3D em áreas como a medicina,
por exemplo. Entretanto, essa tecnologia também pode ser bem utilizada em outras.
 
Uma ideia é permitir que o cliente faça parte do processo produtivo desde o design do produto. Desse modo,
ele será exatamente aquilo que ele necessita.
 
Produzir itens semelhantes em locais mais próximos de seu ponto de uso diminui bastante as distâncias para
entregas, otimizando, desse modo, todo o processo logístico de distribuição. Além disso, ainda se economiza
por não ser mais necessário manter estoques altos pela rapidez de produção registrada quando o cliente
requer o produto.
 
Já há quem diga que, com essa tecnologia, cada um terá sua impressora 3D, sendo a própria “fábrica caseira”.
Isso reduzirá consideravelmente a necessidade da produção em massa e de distribuição de produtos.
Sustentabilidade
Trata-se da busca por todo o processo do sistema logístico de distribuição física mais sustentável.
 
Para isso, aplicam-se os conceitos da EC (economia circular) e de ACV (análise ciclo de vida), como, por
exemplo, o incentivo à logística verde reversa ou sustentável, o desenvolvimento de embalagens mais leves, a
subtração de embalagens intermediárias dispensáveis e feitas a partir de materiais menos danosos ao meio
ambiente e oriundas de fontes mais limpas, a otimização de rotas para minimizar as emissões atmosféricas
desnecessárias e a escolha por modais de transporte que emitam menos GEE (gases de efeito estufa). Essas
são algumas das medidas que já estão sendo adotadas com alguma frequência, embora elas ainda possam
ser intensificadas.
Economia colaborativa
Pautada em pilares da sustentabilidade, a economia colaborativa se trata de um movimento emergente na
sociedade atual, cujo compartilhamento é considerado um princípio básico.
 
Nesse modelo de economia, diversos produtos e serviços podem ser compartilhados. Uma pessoa faz uso
dos benefícios do bem, enquanto outra se beneficia do valor financeiro e/ou social obtido por esse
compartilhamento.
Exemplo
Os marketplaces para logística operam com um sistema em simbiose. Nele, embarcadores,
transportadores e caminhoneiros testemunham seu crescimento por meio do atendimento às suas
expectativas e pela colaboração entre os negócios. As tecnologias utilizadas são o machine learning e o
Big Data. Graças a eles, os caminhoneiros conseguem ocupar o frete da volta, enquanto, em
contrapartida, os embarcadores e os transportadores otimizam suas operações. 
Como foi para você conhecer todas essas tendências associadas aos processos logísticos?
Precisamos ficar atentos a todas essas transformações!
SCM (supply chain management) e S&OP (sales & operations planning)
Falaremos neste vídeo sobre SCM (supply chain management) e S&OP (sales & operations planning), além das
tecnologias e inovações importantes para o futuro da logística.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Quanto ao atendimento à demanda, gerenciar os elos entre a empresa detentora da marca ou
do produto principal e as demais participantes é o objetivo de formatação da cadeia de
suprimentos. Assinale a alternativa que indica as questões corretas que as empresas líderes
devem considerar quando resolvem adotar esse modelo de cadeia de suprimentos.
A
Mercado: verticalizar todas as atividades para não perder oportunidades comerciais por depender de
empresas terceiras; operações: não terceirizar, dividir esforços entre todas as linhas para o indicador de
operações, mesmo que eles aumentem seus custos lo¬gísticos com atividades de pedidos/estoques/
armazenagem/transporte; organização: direcionar seus recursos para as atividades principais e secundárias,
reforçando o processo de verticalização.
B
Mercado: terceirizar atividades de baixo valor agre¬gado pelo consumidor ou aquelas consideradas não afins
ao seu negócio principal; operações: adotando a terceirização, deve-se concentrar esforços em integrar as
operações a fim de aumentar a oferta de novos produtos e diluir seus custos lo¬gísticos com atividades de
pedidos/estoques/armazenagem/transporte; organização: direcionar seus recursos para as principais
atividades e atuar em sinergia com seu sistema logístico visando à eficácia demonstrável por meio de
indicadores.
C
Mercado: verticalizar algumas atividades para não perder oportunidades comerciais por depender de
empresas terceiras; operações: terceirizar parcialmente e dividir esforços entre todas as linhas para o
indicador de operações, mesmo que elas aumentem seus custos lo¬gísticos com atividades de pedidos/
estoques/armazenagem/transporte; organização: direcionar seus recursos para as atividades principais e
secundárias,

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