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<p>Doutora em Sociología pela Universidad de</p><p>Salamanca - Espanha (2000). Professora</p><p>Associado da Universidade Estadual do Ceará.</p><p>Líder do Grupo de Pesquisa Gênero, Família e</p><p>Geração nas Políticas Sociais, vinculado ao CNPq</p><p>desde 1998. É coordenadora do Observatório da</p><p>Violência Contra a Mulher -OBSERVEM -UECE.</p><p>Representante Institucional da SECITECE/UECE</p><p>no Conselho Cearense dos Direitos da Mulher-</p><p>CCDM. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas</p><p>Sociais - NUPES/UECE .</p><p>Profa. Helena Frota</p><p>AULA 1 - Família(s) e infância(s)</p><p>• O “sentimento de infância” na família surge na Europa no século XVIII e é</p><p>retratado na obra História Social da Criança e da Família” de Philipe Ariés.</p><p>• A família e suas principais funções na história da sociedade: econômica,</p><p>socializadora e de reprodução ideológica.</p><p>• É necessário compreender que a família no Brasil e, especificamente do Nordeste,</p><p>terá suas características próprias, devido à sua formação sócio-histórica.</p><p>Abordagem histórica e evolutiva</p><p>dos conceitos de infância</p><p>• A infância no período colonial brasileiro era vista como um período de transição,</p><p>onde as crianças e adolescentes eram consideradas sem personalidade.</p><p>• No final do século XVII, a infância passou a ser considerada como a primeira idade</p><p>do homem, definida como “puerícia” e durava do nascimento aos quatorze anos.</p><p>• Com o florescimento da indústria no país, no século XX, as crianças passam a ser</p><p>incorporadas ao mercado de trabalho, e, só se tornam sujeitos de direitos no final</p><p>da século com a Constituição de 1988.</p><p>Papel da família na formação da identidade e</p><p>desenvolvimento das crianças</p><p>• Estudos contemporâneos apontam que a criança é um ser que necessita dos</p><p>vínculos que estabelece na primeira infância para sua formação e</p><p>desenvolvimento.</p><p>• Segundo Lino (2009), a família é o lugar prioritário do encontro entre diferentes</p><p>gerações, prevalecendo, em alguns momentos, a cooperação, em outros, o</p><p>conflito. Nas últimas décadas, emerge um abismo entre as gerações, pois algumas</p><p>se tornam muito divergentes de outras em relação às escolhas, metas e valores.</p><p>AULA 2 - Modelos de Famílias e</p><p>Diversidade Familiar</p><p>A família contemporânea e suas configurações:</p><p>• nuclear, incluindo duas gerações, com filhos biológicos;</p><p>• extensa, incluindo três ou quatro gerações;</p><p>• unipessoal;</p><p>• adotivas;</p><p>• casais sem filhos;</p><p>• monoparentais, chefiadas por pai ou mãe;</p><p>• casais homossexuais com ou sem crianças;</p><p>• reconstruídas depois da separação; e</p><p>• várias pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso mútuo.</p><p>• Essas várias configurações, nas palavras de Khel (2003), são designadas “família</p><p>tentacular”.</p><p>•</p><p>Famílias de acolhimento</p><p>• O acolhimento familiar consiste em uma programa onde as crianças e adolescentes</p><p>permanecem por um período com uma família que adere voluntariamente e se</p><p>compromete com o cuidado e a proteção daqueles que ficam sob sua responsabilidade.</p><p>• Sua principal função é evitar longos períodos de institucionalização dessas crianças e</p><p>adolescentes ao passo em que promove a convivência familiar e comunitária prevista no</p><p>ECA.</p><p>• Historicamente, essa prática era realizada nas famílias brasileiras de modo informal, no</p><p>entanto, com os devidos debates jurídicos e das instituições competentes, passou a ser</p><p>regulamentado e legalizado no país.</p><p>Famílias em situação vulnerabilidade</p><p>social</p><p>• A contemporaneidade e o desenvolvimento do modo capitalista de produção trouxeram</p><p>novas formas de sociabilidade e novas necessidades para a infância, pois as crianças</p><p>estão cada vez mais inseridas no mercado consumidor e de consumidores são</p><p>afirmadas como cidadãos, influenciadas pela mídia e a fluidez das relações.</p><p>• Essas desigualdades expressam a questão social na qual crianças e adolescentes estão</p><p>inseridos e evidencia a fratura existente entre o desenvolvimento das forças produtivas e</p><p>as relações sociais.</p><p>AULA 3 - Prevenção da violência,</p><p>abuso e negligência</p><p>• A violência doméstica contra crianças e adolescentes é uma realidade no Brasil</p><p>que deve ser enfrentada para que haja a devida proteção desses indivíduos.</p><p>• Para Ferrari (2002), quando ocorre a violência física ou sexual contra crianças,</p><p>denota-se que a relação hierárquica de pais e filhos se deteriorou. Segundo ela, os</p><p>pais não cumpriram sua função de proteção e transmissão dos valores funcionais.</p><p>Ambientes seguros</p><p>• Para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes é necessário que lhe sejam</p><p>oferecidos ambientes que ofereçam conforto, segurança e condições dignas de convivência.</p><p>• O ambiente seguro deve oferecer as condições de superação das situações de violências,</p><p>negligências e abusos sofridos para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes.</p><p>• Portanto, é necessário pensar o espaço institucional para crianças e o espaço familiar para que</p><p>se tornem ambientes seguros.</p><p>Denúncia e suporte</p><p>Alguns mecanismos e instituições de denúncia e suporte para crianças e adolescentes são:</p><p>• Disque 100;</p><p>• CEDCA (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente);</p><p>• COMDICA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente);</p><p>• CONSELHO TUTELAR;</p><p>• EQUIPAMENTOS DE SAÚDE;</p><p>• SEGURANÇA PÚBLICA (Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente);</p><p>• MINISTÉRIO PÚBLICO;</p><p>• DEFENSORIA PÚBLICA.</p><p>AULA 4 - Políticas públicas voltadas</p><p>para infância, adolescência e família</p><p>• Os estudos sobre a infância são fundamentais para o desenvolvimento de uma fase</p><p>adulta que alcance todas as potencialidades psíquicas, cognitivas e emocionais,</p><p>pois são um período de maturação biológica de órgãos relevantes no criança.</p><p>• O estudo “O impacto do desenvolvimento na primeira infância sobre a</p><p>aprendizagem” do Núcleo Ciência pela Infância” (2014) aponta que a aprendizagem</p><p>(capacidade de aprender) e o aprendizado (conteúdo a ser aprendido) no Brasil</p><p>apresenta baixos desempenho em relação à crianças de outros países.</p><p>Políticas de proteção infantil</p><p>• Período colonial e a “roda dos expostos”.</p><p>• No Período higienista (séc. XIX) foram criados: o Instituto de Proteção e Assistência no</p><p>Rio de Janeiro (1901), o Instituto Disciplinar de São Paulo (1902) e os institutos</p><p>profissionais de menores pobres (1909).</p><p>• Na República surge o Código de Menores de 1927, ou “Código Mello Mattos” e, em</p><p>1941, foi criado o Serviço de Atendimento ao Menor – SAM.</p><p>• As crianças e adolescentes só passaram a ser sujeito de direitos na Constituição de</p><p>1988 e com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069 de 1990) foi</p><p>instaurada a Doutrina da Proteção Integral.</p><p>Prevenção da violência, abuso e</p><p>negligência</p><p>• Estratégias da Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS (2017)</p><p>no documento " INSPIRE“:</p><p>AULA 1 - O Plano de Convivência</p><p>Familiar e Comunitária</p><p>• Rompimento com a tradicional da segregação dos sujeitos que eram</p><p>considerados “indesejáveis” para a sociedade</p><p>• Pessoas com deficiência intelectual e/ou física, pessoas com transtornos</p><p>mentais, crianças e adolescentes em situação de abandono, mulheres que não</p><p>correspondiam aos padrões sociais da época, homossexuais, pessoas em</p><p>situação de rua e mendicância, dentre outros.</p><p>A Infância e garantia de direitos</p><p>• O artigo 227 da Constituição de 1988 traz como direitos fundamentais que devem</p><p>ser garantidos pela família, Estado e sociedade, o direito à vida, à saúde à</p><p>alimentação, à cultura, à dignidade e à liberdade e, pela primeira vez na carta</p><p>constitucional, também define o direito à convivência familiar e comunitária</p><p>também como fundamental.</p><p>• Capítulo III do ECA (1990) garante como direito fundamental - o direito à</p><p>convivência familiar e comunitária - e, na contemporaneidade, é ressaltada a</p><p>importância deste para o desenvolvimento integral da criança e do adolescentes.</p><p>Pesquisa “O Direito à Convivência Familiar e Comunitária: os</p><p>abrigos para crianças e adolescentes no Brasil” Enid Rocha</p><p>Andrade, 2004.</p><p>• A pesquisa revelou acerca das quase</p><p>20.000 crianças e adolescentes que viviam</p><p>nos abrigos:</p><p>• 87% tinham família;</p><p>• 58,5% eram meninos;</p><p>• 63,6% eram afrodescendentes;</p><p>• 61,3% tinham idade entre sete e quinze</p><p>anos;</p><p>• 24,2% tinham a pobreza como o principal</p><p>motivo de abrigamento;</p><p>• 18,9% estavam abrigados por abandono;</p><p>• 11,7%, por violência doméstica;</p><p>• 11,4%, por dependência química dos pais</p><p>ou responsáveis;</p><p>• 7%, por vivência de rua;</p><p>• 5,2%, por motivo de orfandade.</p><p>• Acrescido a isso, revelou-se também que,</p><p>nas situações de possibilidade de retorno</p><p>à família de origem, as dificuldades</p><p>financeiras apresentavam-se como o</p><p>principal desafio.</p><p>Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do</p><p>Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência</p><p>Familiar e Comunitária – PNCFC (2006)</p><p>• Fruto de um amplo debate entre instituições como o Conselho dos Direitos da</p><p>Criança e do Adolescente, do Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS, da</p><p>Secretaria Especial dos Direitos Humanos - SEDH e do Ministério do</p><p>Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, sociedade civil e agentes</p><p>públicos.</p><p>• Prioriza a prevenção do rompimento dos vínculos familiares, somente</p><p>esgotadas as possibilidades da criança e do adolescente permanecerem na</p><p>família originária e na sua comunidade.</p><p>AULA 2 - Marcos Normativos do</p><p>Plano de Convivência Familiar e</p><p>Comunitária</p><p>1. Constituição Federal de 1988, que aponta a família como base da sociedade no</p><p>artigo 226º, se tornando também a responsável por assegurar às crianças e os</p><p>adolescentes seus direitos fundamentais no artigo 227º.</p><p>2.O artigo 226º, delega essa competência ao Estado na provisão das condições de</p><p>subsistência e na prevenção da violência, já o artigo 229º trata da</p><p>responsabilidade de cuidado dos pais com os filhos na infância e dos filhos com os</p><p>pais por ocasião de velhice, carência ou enfermidade.</p><p>Marcos legais internacionais da</p><p>infância</p><p>NORMATIVA ANO DELIBERAÇÕES</p><p>Declarações sobre os</p><p>Direitos da Criança</p><p>1924/195</p><p>9</p><p>“Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes</p><p>direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua,</p><p>religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza,</p><p>nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família” (Princípio 1º).</p><p>Declaração Universal dos</p><p>Direitos Humanos</p><p>1948 “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São</p><p>dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com</p><p>espírito de fraternidade” (Artigo 1º).</p><p>Declaração Americana dos</p><p>Direitos e Deveres do Homem</p><p>1948 “Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança de sua pessoa”</p><p>(Artigo 1º).</p><p>Pacto de São José da Costa</p><p>Rica</p><p>1969 “Os Estados-partes nesta Convenção comprometem-se a respeitar os direitos e</p><p>liberdades nela reconhecidos e a garantir seu livre e pleno exercício a toda pessoa</p><p>que esteja sujeita à sua jurisdição, sem discriminação alguma, por motivo de raça,</p><p>cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de qualquer outra natureza, origem</p><p>nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição</p><p>social (Artigo 1º).</p><p>Pacto Internacional dos Direitos</p><p>Econômicos, Sociais e</p><p>Culturais</p><p>1966/</p><p>ratificado</p><p>1992</p><p>“Todos os povos têm direito à autodeterminação. Em virtude desse direito,</p><p>determinam livremente seu estatuto político e asseguram livremente seu</p><p>desenvolvimento econômico, social e cultural” (Artigo 1º).</p><p>Protocolo Adicional à</p><p>Convenção das Nações Unidas</p><p>contra o Crime Organizado</p><p>Transnacional Relativo à</p><p>Prevenção, Repressão e</p><p>Punição do Tráfico de Pessoas,</p><p>em Especial Mulheres e</p><p>Crianças</p><p>ratificado</p><p>pelo Brasil</p><p>em 2004</p><p>“Os objetivos do presente Protocolo são os seguintes:</p><p>a) Prevenir e combater o tráfico de pessoas, prestando uma atenção especial</p><p>às mulheres e às crianças;</p><p>b) Proteger e ajudar as vítimas desse tráfico, respeitando plenamente os seus</p><p>direitos humanos; e</p><p>c) Promover a cooperação entre os Estados Partes de forma a atingir esses</p><p>objetivos” (Artigo 2º).</p><p>Protocolo Facultativo à</p><p>Convenção sobre os Direitos da</p><p>Criança Referente à Venda de</p><p>Crianças, à Prostituição Infantil</p><p>e à Pornografia Infantil</p><p>ratificado</p><p>pelo Brasil</p><p>em 2004</p><p>“Os Estados Partes proibirão a venda de crianças, a prostituição infantil e a</p><p>pornografia infantil, conforme disposto no presente Protocolo” (Artigo 1º).</p><p>Convenção sobre os Direitos da</p><p>Criança</p><p>ratificada</p><p>pelo Brasil</p><p>em 1990</p><p>“Para efeito da presente Convenção, considera-se como criança todo ser</p><p>humano com menos de 18 anos de idade, salvo quando, em conformidade com</p><p>a lei aplicável à criança, a maioridade seja alcançada antes” (Artigo 1º).</p><p>AULA 3 - Alinhamento do Plano de</p><p>convivência com os Direitos das</p><p>Crianças</p><p>• O conceito de família reafirmado no Plano é: “existência de vínculos de filiação</p><p>legal, de origem natural ou adotiva, independentemente do tipo de arranjo familiar</p><p>onde esta relação de parentalidade e filiação estiver inserida” (BRASIL, 2006, p.</p><p>26).</p><p>• A criança e o adolescente são reafirmados como sujeitos de direitos em</p><p>condição peculiar de desenvolvimento, como preconiza o ECA. A autonomia de</p><p>ambos é reconhecida no processo de tomada de decisões, rompendo com o viés</p><p>adultocêntrico.</p><p>PNCFC/2006</p><p>• A convivência familiar e comunitária deve levar em consideração a diversidade de</p><p>organizações familiares, incluindo também os grupos étnicos-culturais como os</p><p>povos originários (indígenas e remanescentes quilombolas) e que esses são os</p><p>primeiros vínculos de crianças e adolescentes.</p><p>• Ressalta-se que o afastamento familiar pode trazer diversas consequências</p><p>negativas ao desenvolvimento infantil.</p><p>• Acerca da convivência comunitária, as crianças e os adolescentes devem ser</p><p>inseridos em espaços e instituições sociais que garantam a socialização, e quando</p><p>estão em situação de vulnerabilidade, podem também contar com redes de</p><p>solidariedade da vizinhança e afins</p><p>Atuação dos Conselheiros</p><p>Tutelares</p><p>• Devem garantir a aplicabilidade de medidas de proteção, previstas no artigo 101 do ECA:</p><p>• “I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;</p><p>• II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;</p><p>• III – matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;</p><p>• IV – inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança ou ao adolescente;</p><p>• V – requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;</p><p>• VI – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;</p><p>• VII – abrigo em entidade;</p><p>• VIII – colocação em família substituta” (BRASIL, 2006, p. 37).</p><p>AULA 4 - A Lei Nacional da Adoção</p><p>• A adoção ainda é um tema que precisa ser constantemente discutido por ter</p><p>muitos desafios a serem superados no país, dentre eles: as expectativas</p><p>subjetivas dos adotantes em relação às crianças e adolescentes, observadas</p><p>desde o cadastro quando ainda há preferências explícitas de idade, cor e sexo;</p><p>• Um segundo desafio é a quantidade de tempo que as crianças e adolescentes</p><p>permanecem em instituições e, por fim, a adoção de forma ilegal e</p><p>culturalmente disseminada.</p><p>Lei nº12.010 de 03 de agosto de</p><p>2009</p><p>• Em seu primeiro artigo reafirma a garantia do direito à convivência</p><p>familiar e comunitária de crianças e adolescentes, e, no segundo artigo,</p><p>assegura a orientação, apoio e promoção social da família natural, para</p><p>fortalecer o entendimento da excepcionalidade da adoção.</p><p>• Uma das principais alterações da Lei Nacional de Adoção (2009) se deu</p><p>acerca do tempo em que as crianças e adolescentes devem retornar às</p><p>suas famílias após serem acolhidos institucionalmente, definido como um</p><p>período de dois anos, enfatizando o processo de reinserção familiar</p><p>Fortalecimento da Convivência Familiar</p><p>e Comunitária na Lei de Adoção</p><p>• O primeiro inciso estabelece a avaliação a cada seis meses, realizada por assistentes</p><p>sociais e psicólogos da instituição, tendo como prerrogativa a reintegração familiar ou</p><p>colocação em família substituta, o que estabelece não somente a avaliação periódica, mas</p><p>a diminuição do tempo</p><p>em acolhimento institucional ou familiar.</p><p>• O terceiro inciso reafirma a prioridade da reintegração da criança e do adolescente à</p><p>família: “§ 3º A manutenção ou reintegração de criança ou adolescente à sua família terá</p><p>preferência em relação a qualquer outra providência, caso em que será incluída em</p><p>programas de orientação e auxílio [...]” (BRASIL, 2009, p. 1).</p>

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