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<p>Universidade de São Paulo – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas</p><p>Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – Tupi I – Prof. Dr. Eduardo de Almeida Navarro</p><p>Augusto Gomes Milaré Werneck – 11252840 – Período Diurno</p><p>Resumo do texto “Vida e obra de José de Anchieta”, de NAVARRO, Eduardo de Almeida.</p><p>José de Anchieta foi o pioneiro intelectual da história do Brasil, sendo o primeiro poeta, teatrólogo, gramático e humanista do país.</p><p>Anchieta nasceu em San Cristobal de La Laguna, nas Ilhas Canárias, domínio da Espanha. Seu pai, Juan de Anchieta, tinha origem basca e havia lutado em revoltas pelos países bascos contra o reinado de Carlos V, até que foi forçado a fugir para as Ilhas Canárias em 1522. Lá casou-se com dona Mencia de Clavijo y Llarena, com quem teve José de Anchieta em 1534.</p><p>Desde cedo José aprendeu a língua basca de seu pai. Também teve contato com o latim dos frades com quem teve aulas desde os sete. Aos quartoze anos, foi mandado a Portugal por ordem do pai. Ao chegar em Portugal em 1548, José estudou no recém construído Colégio das Artes, onde só se falava o latim, e destacou-se como um brilhante aluno. No Colégio, José de Anchieta volta-se para a fé, e em 1551 ingressa na Companhia de Jesus, onde tornou-se um homem de grande bagagem cultural, tendo já aprendido o português e entrado em contato com o teatro de Gil Vicente.</p><p>Porém, José começa a manifestar uma doença que o afetou pelo resto da vida, tuberculose ósteo-articular, que acabou por deformar suas costas. Assim, decide vir ao Brasil por conta do ambiente que era, supostamente, muito saudável, a fim de poder trabalhar enquanto recuperava-se, e embarca em 1553, aos 19 anos de idade.</p><p>José chega em Salvador da Bahia, de onde vai para Piratininga, em São Vicente, onde os jesuítas já estavam há quatro anos catequizando os indígenas e possuíam um colégio, sendo um segundo construído em 1554, mudando o nome do povoamento para São Paulo de Piratininga. Em seus primeiros anos, José de Anchieta torna-se o primeiro professor do Brasil, ensinando latim para outros jesuítas. Os primeiros anos foram difíceis, faltando cobertores, livros e até comida para os irmãos.</p><p>Em poucos meses, José aprendeu o tupi que era falado por toda a costa, e auxiliou o padre Nóbrega com as confissões dos indígenas. Em 1555, havia criado esboços sobre a gramática tupi que foram levados à Bahia para auxiliar os novos jesuítas. Simultaneamente, escrevia “Diálogo da Fé”, um manual para os catecistas instruírem os indígenas em tupi.</p><p>Preparando-se para a visita do governador Mem de Sá em 1555, a fim de elevar o povoamento a uma vila, José e os indígenas abriram um novo caminho na Serra do Mar, que chamou-se de “Caminho de Padre José”, e que seria, mais tarde, a base para a criação e nomeação da Via Anchieta, que liga Santos a São Paulo.</p><p>Outro episódio notável inclui o ataque de índios tamoios em 1562, que sentiam-se ameaçados pelos jesuítas. Com ajuda de reforços, os tamoios retiraram-se. Eles, porém, não cessaram suas investidas, e criaram a Confederação dos Tamoios com auxílio francês, com a intenção de criar uma grande colônia francesa. Anchieta e Nóbrega partiram para negociações de paz em Ubatuba, onde fizeram um acordo enquanto eram mantidos reféns pelos indígenas por sete meses. O cacique Pindobuçu protegeu Anchieta dos indígenas hostis durante a sua estadia.</p><p>No entanto, os tamoios e os franceses organizam-se novamente e um conflito de grande proporções inicia-se na Baía de Guanabara. José parte para a Bahia em 1565 para levar notícias da guerra para Mem de Sá e para estudar teologia a fim de ser ordenado sacerdote, até que conquista o título de padre no ano seguinte, aos 32 anos.</p><p>A guerra na Baía de Guanabara extende-se até 1567, dessa vez com participação de Mem de Sá e de padre Anchieta, culminando com a definitiva vitória dos portugueses, sendo fundada, logo após, a futura cidade do Rio de Janeiro. José de Anchieta participou, portanto, da criação das duas maiores cidades do Brasil.</p><p>A partir daí, Anchieta passa a transitar entre São Vicente e Rio de Janeiro realizando diversos trabalhos apostólicos. Em 1577 é nomeado para o cargo de provincial da Companhia de Jesus no Brasil, onde permanece por 10 anos, percorrendo todo o litoral do país, fundando aldeias e resolvendo os problemas de indígenas e jesuítas, além de escrever diversos trabalhos e fundar municípios.</p><p>José de Anchieta deixa o cargo de provincial em 1588 por conta de sua frágil saúde, aos 54 anos de idade. Passa a residir em Reritiba a partir de 1596 até a sua morte, em 9 de junho de 1597, quando seu corpo foi levado à Vitória e, na missa de sua morte, foi nomeado como “Apóstolo do Brasil”.</p>

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