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@tamipaivas
tamirespaiiva@hotmail.com
Resumo de
substitui o elemento ausente;
é o elemento que será cimentado
ao dente de suporte (dente pilar);
é a área que liga o pôntico ao
retentor (pode ser rígido ou semi-rígido);
É um tipo de prótese que pode ser cimentada sobre dentes naturais e parafusada, ou
cimentada sobre implantes que atuam como pilares para suportar uma PPF. É
constituída de pelo menos dois dentes ou implantes, normalmente posicionados nas
extremidades do espaço edêntulo, chamados de retentores, os quais suportam um ou
mais dentes colocados entre ele, denominados pôntico.
- A união dos pônticos às coroas (retentores) é rígida e provida por meio de uma liga
metálica empregada na fundição (metalocerâmica) ou por uma cerâmica de alta
resistência (cerâmica pura);
Independentemente de a PPF ser confeccionada sobre dentes ou implantes, em
metalocerâmica ou em cerâmica pura, a prótese deve sempre ter como objetivos:
- Reestabelecimento correto das funções mastigatória, fonética e estética.
- Não apresenta aumento de volume
coronário, facilitando a adaptação por
parte do paciente;
- Transmite aos dentes suportes, forças
funcionais que estimulam favoravelmente o
periodonto de suporte;
- Não há deslocamento na mastigação;
- Desgaste acentuado dos dentes suportes;
- Elevado custo entre material empregado e
trabalho artesanal;
- Técnica de execução delicada;
- Higienização mais trabalhosa;
(Dentossuportada)
Todas as restaurações em Prótese Fixa são confeccionadas de maneira indireta, ou
seja, sobre um modelo e não diretamente na cavidade bucal.
Unitária 
- Restauração metálica fundida
(com ou sem cobertura oclusal) 
Coroas
- Metálica
- Metalo-cerâmica
- Metalo-plástica
- Cerâmica
“Ponte Fixa”
Quanto a conexão
- Rígida 
- Semi-rígida
Quanto ao material
- Metálico
- Metalo-plástica
- Cerâmica
Total Metálica
Tipo de término: Chanfro simples
Convergência entre as paredes axiais: 5º a 10º
Arestas: arredondadas 
Metalo-plástica (mista)
Tipo de término: Ombro biselado ou degrau biselado
Convergência entre as paredes axiais: 5º a 10º
Arestas: arredondadas 
Total Cerâmica
Tipo de término: Degrau inclinado 135º
Convergência entre as paredes axiais: 12º
Arestas: arredondadas 
Metalo cerâmica (Mista)
Tipo de término: Degrau inclinado 135º
Convergência entre as paredes axiais: 5º a 10º
Arestas: arredondadas 
Veneer
Término vestibular: Degrau inclinado 135º
Término proximal/lingual: Chanfro
Preparo realizado a partir do preparo para coroa total metálica
Exame Extra-oral deve-se observar:
Parafunção
- Prática com os componentes do sistema estomatognático sem o objetivo de falar, mastigar ou deglutir
Dimensão Vertical
- Diminuída: como resultado de atrição acentuada ou perda de contenção posterior
- Aumentada: como consequência de um inadequado tratamento restaurador
Suporte do lábio
- Pode-se encontrar situações onde houve grande perda de rebordo alveolar na região anterior
Linha do sorriso: extrema importância estética
ATM: deve-se palpar a ATM e a musculatura: masseter, temporal, demais músculos da face e cervicais
Fala: também deve-se verificar se há alterações ou queixas
Nesta primeira fase do exame clínico, deve-se determinar o estado de saúde geral do
paciente, coletar o maior número de informações sobre o paciente, considerando-o um todo,
e não como um dente, grupo de dentes ou áreas edêntulas a serem restauradas.
Ordem de avaliação:
Tecidos moles:
- Mucosa, língua e demais tecidos devem ser palpados e inspecionados
Dentes:
- Cáries, Restaurações e/ou Próteses existentes
- Higiene oral
- Estética (expectativa do paciente)
- Oclusão
- Número e disposição dos dentes
- Inclinação dos dentes
- Tamanho da coroa clínica
- Vitalidade pulpar
Periodonto
- Resseção, PCS, ISS, IP, Mobilidade, Lesões de Furca, Distância biológica
Nesta fase inspecionam-se tecidos moles, músculos, dentes, periodonto e relações oclusais.
A queixa principal do paciente deve ser avaliada neste momento, embora um exame
sistemático de toda a cavidade bucal deva ser feito
A PF, independentemente se é unitária ou ponte fixa, requer para sua confecção, um
desgaste dentário compensando a espessura da futura restauração.
Como princípios fundamentais gerais dos preparos dentários, podem ser
considerados basicamente os seguintes itens:
1. Preservação da estrutura dentária
2. Biomecânica dos preparos
3. Eixo de inserção
4. Formas de resistência e proteção
5. Tipos de terminações marginais
6. Localização da margem gengival dos preparos
Para preservar a estrutura dentária, é necessário indicar os preparos conservadores, ou
seja, o mínimo de desgaste suficiente para se poder restaurá-la convenientemente.
Devemos analisar a quantidade de desgaste a ser realizada em:
1. Extensão superficial
- Indica-se: restaurações parciais (MOD com cobertura oclusal ou 4/5), pois nas restaurações parciais
há preservação de parte do remanescente coronário, a qual também permite uma reconstrução mais
facilitada e fiel pela presença de indicativos anatômicos.
- As restaurações parciais na arcada superior, quando preservada a parede vestibular, permite obter
restaurações estéticas.
2. Profundidade do desgaste
- Realiza-se análise radiográfica prévia, para observar o volume da câmara pulpar.
- Nas restaurações parciais, as coroas MOD em cobertura oclusal apresentam em relação a extensão
superficial, uma menor abrangência do que as coroas 4/5, portanto são mais conservadoras quanto a
extensão superficial.
- As restaurações MOD com cobertura oclusal necessitam para sua retenção/estabilidade, de um
sistema de caixas (oclusal/próximal) que requerem uma grande profundidade de desgaste.
Coroas totais
- O desgaste é completo, assim a indicação é realizada em função da estética necessária para cada
região do dente envolvido.
- Pela necessidade estética, paga um tributo que é a maior profundidade de desgaste necessária para
criar-se um espaço para o material estético juntamente com a estrutura interna de reforço (metal,
alumina, fibra)
A indicação primordial em relação a preservação da estrutura dentária são:
Coroas totais metálicas: exigem menor espessura de desgaste;
Coroas veneer: são coroas totais metálicas onde foram inseridas na face vestibular, uma faceta
estética em resina ou porcelana, para isso, é necessário um maior degaste desta superfície para alojar
a estrutura metálica e o material estético sem comprometer a forma, contorno e o perfil de emergência
da coroa;
Coroas metalocerâmicas: são as que oferecem a melhor estética pela cobertura de todas as faces do
dente com porcelana porém, é a restauração que exige maior desgaste em extensão e profundidade
de todos os tipos de restaurações em PF;
- As restaurações na PF são confeccionadas de forma indireta em modelos de gesso e as mesmas devem
ser removíveis deste modelo, para serem fixadas posteriormente, nos dentes suportes as custas de um
cimento.
- Os dentes suportes devem ser preparados com uma forma geométrica tal que, propicie as restaurações
nelas instaladas, as propriedades de Retenção e Estabilidade.
Retenção e estabilidade atuam simultaneamente durante a fisiologia mastigatória
Retenção: é a resistência da peça protética às forças de tração no sentido axial
Retenção Positiva
(restauração extra coronária)
Retenção Negativa
(restauração intra coronária)
Convergência é para oclusal Convergência é para cervical
6º3º 3º
3º 3º6º
(Expulsividade ideal) (Expulsividade ideal)
Retenção
Característica que a prótese deve ter de resistir às forças de
deslocamento no sentido axial, ou seja, as forças de tração.
- É obtida pelo contato das paredes internas da peça protética
com as superfícies externas do dente preparado,
determinando uma área que propicia retenção friccional à
prótese, e que impede seu deslocamento no sentido gengivo-
oclusal quando é submetida às forças de tração, portanto,
quanto maior a superfície de atrito, maior será a retenção.
A retenção é DEPENDENTE de aspectos relacionados com a área preparada, a altura, a largurae a conexidade das paredes do preparo.
✓ Quanto maior a área de contato entre a superfície preparada e a prótese, e quanto mais
paralelas forem essas paredes, mais retentiva será o preparo e, consequentemente, maior
será a retenção da prótese.
X Entretanto, paredes muito paralelas (retenção máxima) dificultam o assentamento da
prótese, causando desadaptação oclusal e marginal.
Paredes paralelas com 
uma leve inclinação 
Quanto maior a área de contato entre a 
superfície preparada e a prótese, e quanto mais 
paralelas forem essas paredes, mais retentiva 
será o preparo e, consequentemente, maior será 
a retenção da prótese
Quanto menor a coroa clínica 
de um dente preparado, 
menor superfície de contato
e menor retenção
- Pode-se usar meios auxiliares 
para ajudar na retenção como: 
canaletas, caixas, sulcos..
Quanto maior a coroa clínica 
de um dente preparado, 
maior superfície de contato 
e maior retenção
Melhor escoamento do cimento 
Vista oclusal: deve-se enxergar 
as margens do preparo
3º 3º
A Retenção está diretamente ligada a extensão da superfície de atrito e também 
a inclinação ou conicidade das paredes axiais do preparo
Estabilidade ou Resistência
É a característica que a prótese deve ter de resistir às forças de
deslocamento quando submetida às forças tangenciais que podem
provocar sua rotação. É definida graças a relação altura/largura e uma
correta expulsividade do preparo (convergência ideal do preparo é de 6 graus,
que é a somatória das inclinações de 3º das duas paredes que se contrapõem –
Jörgensen), no qual a altura deve ser maior que a largura para que haja a
presença de áreas de travamento, se a expulsividade deste preparo
estiver excessiva, estas áreas de travamento não estarão presentes,
fazendo com que a peça se desloque mediante aplicação das forças
laterais. (Altura: determina extensão da área de travamento. Largura:
determina o raio e o arco de rotação).
Magnitude da força (hábitos parafuncionais)
- Forças de grande intensidade e direcionadas lateralmente, podem causar o deslocamento da prótese.
Relação altura/largura do preparo
- Altura maior que largura: maior área de resistência para impedir o deslocamento da prótese quando
submetida a forças laterais.
- Largura maior que altura: maior raio de rotação, as paredes não oferecerão uma forma de resistência
adequada.
Integridade do dente preparado
- A porção coronal íntegra seja em estrutura dentária, em núcleo metálico fundido ou em resina, resiste
melhor à ação das forças laterais do que aquelas parcialmente restauradas ou destruídas.
3º 3º6º
AÇÃO DA ALAVANCA
Força incidente dentro 
da área do preparo, maior 
assentamento da coroa
É importante que a altura do dente preparado seja, 
pelo menos, igual a sua largura
Nos casos de dentes com coroas curtas e inclinação acentuada das 
paredes, a ausência da área de resistência não impedirá a rotação da 
coroa quando submetida às forças laterais.
Deslocamento
Uso de canaletas/sulcos 
ou caixas vão criar novas 
áreas de resistência ao 
deslocamento da prótese
Ideal: Altura maior que largura
Estabilidade = Área de travamento
AÇÃO DE ALAVANCA
- Mesa oclusal larga
- Força incidente fora da área
do preparo
- Coroas de dentes inclinados e
retentores de PPF em cantilever
Caixa SulcoOrifício
Deve ser confeccionado com menor inclinação possível, ou seja, de aproximadamente 3º.
Inclinação do sistema auxiliar = 3º
O sulco auxiliar de retenção 
com inclinação correta, 
entalhada numa parede 
excessivamente expulsiva, 
irá atuar apenas na região 
cervical.
Requisito
Parede lingual do sulco perpendicular 
à direção do deslocamento
É uma linha imaginária ao longo da qual a restauração será colocada ou retirada do preparo.
- A conicidade ideal do preparo de 6º é obtida durante o preparo, de forma visual, auxiliado
pela própria forma tronco-cônica da ponta diamantada.
- O posicionamento da ponta diamantada, segundo o eixo de inserção previamente
selecionado, nos proporciona uma referência a mais para se obter a conicidade e o eixo de
inserção corretos.
A observação do preparo deve ser realizada com apenas um olho
e sempre com o olho diretor ou predominante.
- A visão binocular devido á distância bipupilar, pode causar uma
visão de conicidade invertida, ou seja, impossível de se detectar
áreas retentivas.
- Para observar o preparo na boca, onde a visão direta raramente é
possível, usa-se espelho (1º plano) a 1,5 cm acima do preparo, e a
imagem é verificada com apenas um só olho.
O eixo de inserção deve ser analisado segundo 2 planos de referências:
Frontal (vista proximal)
Sagital (vista vestíbulo-lingual)
O eixo de inserção ideal 
é o longo eixo da 
região coronária do 
dente natural
Eixos de Inserção
Superior: Verticalizado
Inferior: Lingualizado
Plano Frontal - Vista Proximal Deve-se tomar um cuidado especial para não preparar os dentes superiores e 
inferiores com os mesmos eixos de inserção.
Plano Frontal
Superior: Verticalizado
Inferior: Lingualizado
A análise no plano sagital será realizada sob as seguintes situações:
Plano Sagital - Vista Vestíbulo-lingual
1. Restaurações Unitárias
O eixo será determinado pela média dos eixos axiais das coroas dos dentes contíguos ao dente
a ser preparado, ou seja, a inclinação mesio-distal deve ser paralela às áreas de contato
proximal dos dentes adjacentes.
Plano Sagital - Vista Vestíbulo-lingual
2. Suporte da PF
2.1 Dentes com Paralelismo Relativo
- É uma situação confortável para o clínico, pois como todos os dentes suportes apresentam um
paralelismo entre si, os preparos são realizados acompanhando a inclinação axial individual de cada
dente suporte.
2.2 Dentes inclinados
2.3 Menores que 28º em Relação ao Plano Oclusal
- Os dentes suporte apresentam uma ligeira inclinação, que podem ser compensados no preparo dentário,
desgastando-se mais a parede inclinada do dente, deixando-a paralela com os demais suportes.
- Existem situação em que os dentes são preparados no seu próprio eixo axial (inclinados) e a PF é
compatibilizada no seu eixo de inserção através de sistemas de encaixe macho/fêmea intracoronário.
2.3 Maiores que 28º em Relação ao Plano Oclusal
- Dentes suportes excessivamente inclinados necessitam de tratamento ortodôntico prévio,
reposicionando-os axialmente.
- Com este procedimento, irá evitar possibilidades de exposição pulpar durante o preparo e dissipação das
cargas mastigatórias de forma desfavorável.
Rigidez estrutural
O preparo deve ser executado de tal forma que a restauração apresente espessura suficiente para que o
metal (para coroas metálicas), o metal com cerâmica (para coroas metalocerâmicas) e a cerâmica (para
coroas cerâmicas), resistam às forças mastigatórias e não comprometam a estética e o tecido
periodontal.
- A rigidez estrutural é DEPENDENTE do: tipo do material, da infraestrutura, do tipo de término e da
quantidade de desgaste dentário.
• O desgaste deve ser feito seletivamente de acordo com as necessidades estéticas (face vestibular) e
funcionais (cúspides de suporte) da restauração, essa redução deve ser específica para cada material.
- Preparos com desgastes reduzidos: comprometem a estética e a longevidade da prótese perante
os esforços mastigatórios;
- Preparos com desgastes acentuados: comprometem a saúde pulpar.
• Redução oclusal: deve ser feito acompanhando sua forma anatômica em vertentes triturantes e lisas.
As regiões que necessitam de reforço na sua resistência estrutural e proteção do elemento dental,
podem ser indicadas as ranhuras, sulcos, degraus e biséis, principalmente em restaurações parciais.
(cúspides funcionais - realizar bisel)
• Desgaste incisal: em todas as restaurações em dentes anteriores é de 1,5 a 2mm e em plano
inclinado de 45º em relação ao longo eixo do dente.
Integridade Marginal
O objetivo básico de toda restauração cimentada é estar bem adaptada e
com uma linha mínima de cimento, para que a prótese possa permanecer
em função o maior tempo possível em um ambiente biológico desfavorável
que é a cavidadebucal.
- O término cervical deve ser nítido, para ser facilmente reproduzido na
moldagem;
- Deve apresentar espessura suficiente para acomodar a coroa sem
sobrecontorno;
- Quanto mais bem adaptada estiver a coroa, menor será a espessura na
linha de cimento e menor possibilidade de adesão de placa nessa região;
Um bom acabamento, polimento, higiene e acompanhamento:
- Irá evitar retenção de placa, cárie secundária, e consequentemente,
aumentará a longevidade da prótese
- Quanto maior – maior a retenção e estabilidade
- Quanto maior – maior a retenção
- Quanto maior – maior a retenção e estabilidade – quanto mais alta, mais cônica
- Aumenta a estabilidade e consequentemente, aumenta a retenção
• Saúde gengival e qualidade da prótese
• Forma, cor e contorno corretos
• Controle de desgaste
- O preparo de um dente com desgastes adequados é fundamental para a estética,
pois a redução da estrutura dentária deve ser suficiente para permitir uma espessura
correta dos materiais utilizados na confecção da prótese.
Desgaste insuficiente:
Influencia as propriedades ópticas da
restauração, alterando a percepção da
cor e a translucidez da cerâmica, além
de interferir no formato da
restauração, na resistência da
infraestrutura e na saúde dos tecidos
periodontais.
PPF anterior com alterações de 
forma, contorno e cor, região 
cervical da face vestibular do 
pôntico posicionada 
anteriormente ao rebordo
Relação incorreta entre o contato 
do pôntico com o tecido gengival 
pode causar desconforto ao 
paciente pelo aprisionamento de 
alimento nessa área
Aproximadamente 1 a 2 milhões de túbulos dentinários são expostos quando um dente é
preparado, o potencial de irritação pulpar com esse tipo de preparo depende de vários fatores:
• Calor gerado durante a técnica de preparo;
• Qualidade das pontas diamantadas e da caneta de alta rotação
• Quantidade de dentina remanescente, permeabilidade dentinária, reação exotérmica dos
materiais empregados (principalmente as resinas acrílicas, quando utilizadas na confecção
das coroas provisórias) e grau de infiltração marginal;
• Desgaste excessivo está diretamente relacionado à retenção e à saúde pulpar, pois, além de
diminuir a área preparada, prejudicando a retenção da prótese e a própria resistência do
remanescente dentário, pode trazer danos irreversíveis à polpa.
• Desgaste insuficiente está diretamente relacionado ao sobrecontorno da prótese, e,
consequentemente, aos problemas que isso pode causar em termos de estética e prejuízo
para o periodonto.
PRESERVAR AO MÁXIMO A SAÚDE PULPAR POR MEIO DO USO DE UMA TÉCNICA DE PREPARO QUE POSSIBILITE 
DESGASTES SELETIVOS DAS FACES DOS DENTES, DE ACORDO COM AS NECESSIDADES ESTÉTICAS E FUNCIONAIS DA 
PRÓTESE PLANEJADA
Um dos objetivos principais de qualquer tratamento com PF é a preservação da saúde
periodontal, vários são os fatores diretamente relacionados como:
• Higiene oral
• Forma
• Contorno e localização da margem cervical do preparo
- A melhor localização do término cervical é aquela que o profissional pode controlar todos
os procedimentos clínicos e o paciente tem condições efetivas para higienização.
• Hemostasia da área: vital que o preparo estenda-se o mínimo possível necessário dentro do
sulco gengival, exclusivamente por razões estéticas.
• Extensão cervical dos dentes preparados pode variar de 2 mm aquém da gengiva marginal
livre até 1 mm no interior do sulco.
• Dentes tratados periodontalmente:
- Término cervical com extensão supragengival pode deixar uma quantidade de dentina e
cemento exposto.
- Já a extensão subgengival do preparo em dentes longos, pode causar comprometimento
do órgão pulpar e enfraquecimento do remanescente.
Pacientes com risco de cárie:
- Não devem ter o término aquém do nível gengival.
- O término deve ser estendido subgengivalmente, pois é na área cervical que a placa bacteriana
se deposita com maior intensidade, facilitando a instalação da cárie.
Quando realizar término intrasulcular:
- Razões estéticas (com objetivo de mascarar a cinta metálica)
- Remoção de restaurações que já estão no nível intrasulcular
- Presença de cáries no nível intrasulcular
- Fraturas que terminem na região subgengival
- Razões mecânicas (quando queremos deixar o dente maior em preparos mais curtos para que
tenha uma melhor retenção e estabilidade)
Quanto maior a profundidade do término, mais difíceis serão os procedimentos:
- De moldagem,
- Na adaptação da peça
- Na higienização
NÃO DEVEMOS INVADIR O ESPAÇO BIOLÓGICO PERIODONTAL
A integridade desses tecidos representam uma barreira de defesa entre a atividade da
placa bacteriana e a crista óssea subjacente.
Para que um procedimento restaurador não
cause danos aos tecidos periodontais, o
término do preparo deve estar localizado no
início do sulco gengival (aproximadamente
0,5 mm), preservando assim, o epitélio
juncional e a inserção conjuntiva.
- Se o preparo invadir essa área, ocorrerá
uma resposta inflamatória que poderá
resultar na formação de bolsa periodontal
com hiperplasia gengival e/ou reabsorção
óssea.
Término cervical é a área de transição entre o dente e o material restaurador.
Determina a forma e a espessura do material restaurador na margem do preparo,
podem apresentar configurações, de acordo com o material a ser empregado.
Em PF são divididas em 2 grupos:
A ponta da broca dará 
o desenho da margem 
do preparo, ela que 
vai confeccionar a 
forma do término 
Juntas Topo a Topo
(pior justeza de adaptação marginal da restauração)
1. Ombro ou Degrau
2. Chanfro Grosso ou Chanfro Profundo
Juntas Deslizantes
(melhoram a justeza de adaptação marginal da restauração, quanto menor o
ângulo do término, mais delgada ou mais aguda a borda da restauração)
1. Lâmina de faca
2. Chanfro simples
3. Ombro Biselado ou Degrau Biselado
4. Chanfro Grosso Biselado ou Chanfro Profundo Biselado
5. Degrau inclinado 135º (45º)
Indicações: Coroas de cerâmica pura 
Desvantagens: Contraindicado em dentes com 
coroa clínica curta ou com largura vestibulolingual 
que impeça a realização de desgaste uniforme nas 
paredes sem diminuir a resistência da própria 
coroa do dente.
Desgaste: Uniforme de 1 mm de espessura na 
região do término cervical, até 1,5 mm nas faces 
axiais, e de 2 mm nas faces oclusal e incisal.
Broca para o preparo: Cilíndrica 3098F – 1,2 mm
Cimentos: Convencionais (Fosfato de zinco e CIV)
Indicações: Coroas de cerâmica pura
Vantagens: Boa adaptação da margem, menor 
concentração de estresse nessa região, melhor 
escoamento do cimento
Broca para o preparo: Tronco-cônica 3139F/FF
Ponta: 1,4mm Término: 2,0mm
Cimentos: Adesivos
Indicações: Correção de pequenas inclinações 
dentárias, por ser mais visível e delimitada a linha 
de término nesses casos
Vantagens: Conservador da estrutura dental, com 
menor espessura de desgaste
Desvantagens: Difícil a visualização da linha de 
término da margem em dentes com inclinação 
normal
Broca para o preparo: Tronco cônica de ponta 
afilada.
Indicações: Coroa total metálica, “veneer” e 4/5
Vantagens: Desgaste relativamente pequeno e fácil 
visualização do limite do preparo, boa adaptação da 
margem, menor concentração de estresse nessa 
região, melhor escoamento do cimento
Broca para o preparo: Chama de vela 1116F/FF 
1mm
Indicações: Restaurações metálicas com faceta
estética vestibular tipo metaloplástica – “veneer”
Desgaste: Acentuado da estrutura dentária para
permitir um espaço adequado para colocação da
estrutura metálica e da cerâmica de revestimento
Bisel: Inclinação mínima de 45º
Broca para o preparo: Cilíndrica com extremidade
reta e ângulo arredondado 3022F/FF
Indicações: Restaurações estéticas metalo 
cerâmicas
Broca para o preparo: Cilíndrica com extremidade 
reta e ângulo arredondado 3022F/FF
Indicações: Restaurações estéticas metalo plásticas e 
metalo cerâmicas
Vantagens: Oferece condições para construir coroas 
com um mínimo de cinta metálica e associar estética 
com perfil de emergência
Broca para o preparo: Cilíndrica – 135º 3123SF/SFF 
1,5 mm
A adaptaçãoseria aceitável de até 30цm
(micrometro) de espessura de agente cimentante
entre a restauração e o dente.
Jörgensen (1960) – A adaptação cientificamente
possível de se obter seria de aproximadamente
20цm.
Gardner (1982) – A adaptação cimentada
aceitável seria em torno de 60цm , que é um
espaço quase que imperceptível a olho nu.
Gardner (1982) Juntamente com Martignoni &
Schönenberger (1998) - afirmam que a qualidade
da adaptação marginal é mais importante para a
saúde gengival do que a localização da margem
da restauração.
Supra-sulcular
Indicação: Em regiões não estéticas (face
palatina/lingual e proximal).
Localização: Aquém da margem gengival,
deve ser de aproximadamente 2 mm aquém
da margem gengival.
- Essa localização permite uma melhor
visualização do término nos procedimentos
de moldagem, adaptação da coroa
provisória e da infraestrutura prótese-dente.
Desvantagem: Pode comprometer a
retenção e a estabilidade da prótese se as
paredes axiais do dente preparado que não
apresentarem altura maior que a largura.
Nível da gengiva marginal
Indicação: Todas regiões
Localização: Ao nível da gengiva
Desvantagem: Região de maior acúmulo de
placa, consequentemente, pode ocorrer
recidiva de cárie, inflamação gengival,
recessão gengival e exposição da cinta
metálica (nos casos de próteses
metalocerâmicas).
Intra-sulcular
Indicação: Em regiões estéticas.
Localização: Dentro do epitélio sulcular,
deve ser localizado a 0,5 mm no interior do
sulco gengival.
- Melhor estética por esconder a interface
entre a restauração e o dente preparado
no interior do sulco.
- Aumenta a retenção em preparos de
dentes com coroa curta e também para
preservar a homeostasia da área.
Sub-sulcular
Crítico, sem indicações!!!
Localização: Invasão do espaço biológico.
Tipos de preparos
- Parcial
- Total
Requisitos:
- Desgaste axial do preparo com grau de convergência adequado;
- Término cervical que proporcione espessura e adaptação à prótese;
- Desgaste suficiente das paredes do preparo de acordo com o tipo de
material empregado na confecção da prótese;
Passo a passo: Dentes Anteriores
1. Planificação das Bossas
b. Planificação das paredes axiais com
conicidade de 6º
Broca: 2135 ou 3139
a. Planificação da convexidade
vestibular (Bossa)
Broca: 2135 ou 3139
a. Sulco de orientação referencial
com ponta esférica
Broca: 1029 com sua haste
apoiada sobre a superfície
aplainada
2. Sulcos de orientação referencial cervical e oclusal
b. Vista do sulco cervical já realizado
Broca: 1029
Canino superior 
Passo a passo: Dentes Anteriores
3. Sulcos de orientação horizontais (1º Plano cervical)
b. Vista dos sulcos de
orientação horizontais
Broca: 4029S
a. Sulcos de orientação
horizontais no 1º plano
cervical da face vestibular
Broca: 4029S
c. Sulcos de orientação
na região do cíngulo
(face L)
Broca: 4029S
4. Sulco de orientação horizontais (2º Plano cervical)
a. Vista distal
Sulcos de orientação
no 2º plano incisal da
face V
Broca: 4029S
b. Sulco de orientação
vertical na face L do
cíngulo à incisal.
Profundidade: todo o
diâmetro da broca
Broca: 1029
c. Sulcos de orientação
na região incisal
inclinado, com ângulo
de 45º em relação ao
longo eixo do preparo
Broca: 1029
Passo a passo: Dentes Anteriores
5. Desgaste proximal
a. Rompimento do contato proximal
com ponta esférica pequena
Broca: 1026
6. Desgaste incisal
a. Vista proximal
Desgaste incisal, com
inclinação de 45º em
relação ao longo eixo
do preparo
Broca: 3136
b. Vista vestibular
do desgaste incisal
concluído
Quant. desgaste:
1,5 a 2mm
Broca: 1029
c. Vista vestibular
Desgaste incisal com
dupla inclinação para
mesial e distal
Broca: 3139
b. Planificação da face D com ponta
tronco cônica
Broca: 2135 ou 2200
Passo a passo: Dentes Anteriores
7. Desgaste axial e palatino
a. Acabamento do término cervical em
degrau inclinado – 135º
Broca: 3123SF (ponta fina) e 3123SFF
(extra fina), a metade da ponta é o
gabarito para testar a espessura
mínima de desgaste na região cervical
para coroas metalo cerâmica
8. Término cervical em Degrau Inclinado - 135º
a. Remoção das
trabéculas de
esmalte ou união
dos sulcos
Broca: 3139
b. Face V com 2
planos de desgaste
Face L: 1 plano de
desgaste com
conicidade 6º com 1
plano cervical de
desgaste V
Broca: 3139
c. Desgaste da
conicidade palatina
em 2 planos M e D
Broca: 3118LF
Preservar o cíngulo
b. Acabamento das superfícies
proximais
Broca: 3022SF e 3022SFF
(desgaste menor)
Passo a passo: Dentes Anteriores
9. Preparo Finalizado
Vista lateral do preparo finalizado Preparo finalizado 
Passo a passo: Dentes Posteriores
1. Planificação das Bossas
b. Planificação das
bossas V-L-M
Broca: 3139
a. 2º molar inferior c. Dente com 
planificação das 
bossas V-L-M
2. Sulco de orientação referencial cervical e oclusal
a. Sulco de
orientação vestibular
cervical referencial
Broca: 1029
b. Sulco de
orientação cervical
vestibular e mesial
Broca: 1029
c. Sulcos de orientação
M-D oclusal referencial
Broca: 1029
Segundo Molar inferior
Passo a passo: Dentes Posteriores
3. Sulcos de orientação horizontais
b. Sulcos de orientação horizontais
ponta anelada
Broca: 4029S
a. Sulcos de orientação horizontal
ponta anelada
Broca: 4029S
a. Sulcos de orientação oclusal
Cúspide de suporte (2 planos)
Cúspide de balanceio (1 plano)
Broca: 3146
4. Sulcos de orientação oclusal
b. Sulcos de orientação transversais
oclusais e horizontais
Passo a passo: Dentes Posteriores
5. Desgaste proximal com ponta diamantada pequena, quando presente o dente vizinho
Desgaste da face proximal
Broca: 1026
6. Desgaste oclusal
a. União dos sulcos de orientação da cúspide de suporte 
(vertentes lisas e triturantes) Broca: 3146
b. Face oclusal desgastada
(acompanhando a anatomia oclusal)
Passo a passo: Dentes Posteriores
7. Desgaste Axial
b. Desgaste das
paredes axiais
Broca: 3139
a. Remoção das
trabéculas de esmalte
(união dos sulcos)
Broca: 3139
c. Dente final
desgastado
sem os sulcos
de orientação
8. Acabamento do término cervical em Degrau Inclinado 135º e arredondamento das arestas
a. Término do
preparo em degrau
inclinado 135º
Broca: 3123SF/SFF
b. Degrau inclinado
Broca: 3123SF/SFF
3022SF/SFF
c. Acabamento do
preparo arredondamento
das arestas
Broca: 3139 SF/SFF
Passo a passo: Dentes Posteriores
9. Vista geral do preparo finalizado
Vista lateral e oclusal do preparo 
finalizado
Vista lateral e lingual do preparo 
finalizado
- Escolha adequada do material de moldagem
- Extensão do preparo no sulco gengival
- Nitidez do término cervical
- Saúde do tecido gengival
- Réplica exata do dente preparado
- Detalhes da terminação marginal
- Além das margens – Perfil de emergência
- Outros dentes e tecidos adjacentes
- Fidelidade e nitidez
- Isento de bolhas, falhas ou repuxos
Saúde periodontal
- Educação do paciente
- Limpeza profissional
- Preparos dentais
- Tempo de trabalho adequado
- Reprodutibilidade dos detalhes com exatidão
- Estabilidade dimensional
- Resistência à fratura
- Biocompatibilidade
- Ter sabor e odor agradáveis
- Compatibilidade com os diferentes materiais para obtenção dos modelos
Hidrocolóide
- Reversível: Godiva de alta fusão
Desdentados totais – em desuso – infecção cruzada
- Irreversível: Alginato
Moldagem de estudo, antagonista e de transferência
Poliéter
Moldagem de trabalho em PPF, de transferências em implantes, de casquete e funcional em PT
Elastômeros
- Silicone de condensação – liberação de subprodutos (álcool etílico e metílico)
Hidrófobo (material com boa precisão de detalhes)
Moldagem de PF de todos os tipos (silicone pesado – leve – pesado)
- Silicone de adição – liberação de hidrogênio (usar luva de látex) – esperar para vazar
Pode ser realizado 2º preenchimento (material de alta precisão)
Moldagem para restaurações indiretas, arcadas edêntulas e de implantes
*Composição, indicação e manipulação dos materiais encontram-se no resumo de Biomateriais
Única moldagem
Material denso na moldeira de
estoque e fluido nos dentes, e o molde
é obtido em único atode moldagem.
Dupla mistura
Em 2 tempos.
- Moldagem com material denso
- Moldagem com material fluido
Técnica de Moldagem:
O afastamento gengival são técnicas usadas para que o material de moldagem copie com
clareza o término do preparo dental e também para que esse material tenha espaço
suficiente para que o mesmo não se deforme ou rasgue durante o processo de moldagem
(PEGORARO et al., 2013).
Há uma variedade de técnicas e materiais para afastamento gengival e moldagem dos dentes
preparados. A técnica de escolha deve ser atraumática para os tecidos gengivais, diminuindo
o risco de ocorrer futura retração gengival que possa tornar o trabalho protético
esteticamente inaceitável. Isso requer periodonto sadio e um preparo que permita o acesso do
material de moldagem até além do seu término (RIBEIRO et al., 2005).
Visa o deslocamento lateral e vertical dos tecidos do sulco gengival, sem provocar
modificações permanentes ou mesmo o comprometimento da saúde do periodonto, a fim
de se obter um correto ajuste e selamento marginal da prótese fixa (DONOVAN et al., 2004).
Métodos:
Mecânico
- Anel de cobre, Casquete de resina e Fios de algodão
Químico
- Cloreto de zinco (2 a 40%)
- Alúmen
Mecânico-Químico
- Adstringentes (sulfato férrico 15%, cloreto de alumínio e sulfato de alumínio)
- Vasoconstritores (adrenalina e noradrenalina)
Técnica com 2 fios impregnados (indicado para sulco profundo e gengiva espessa)
Fundo de sulco: fio mais fino sem impregnar
Entrada do sulco: fio mais grosso impregnado – adstringente ou vasoconstritor
- Com 1 fio impregnado - adstringente ou vasoconstritor (indicado para sulco raso e frágil)
Eletro cirurgia
Laser de diodo
- São utilizados 2 fios retratores (um mais fino e um mais espesso);
- Na escolha do fio, quanto maior a quantidade de “0” mais fino é o fio;
- Deve-se identificar o fenótipo gengival do paciente na hora da escolha do fio retrator, podendo fazer o
teste para verificar qual se adapta melhor;
- É necessário que o fio proporcione um afastamento mínimo de 0,2 mm, para que o material de
moldagem não se rasgue durante a remoção do molde;
- Fazer isolamento relativo do campo (roletes de algodão);
- Selecionar um comprimento de fio suficiente para circundar todo dente preparado;
- O fio deve ser embebido em um material adstringente ou hemostático, a qualidade do afastamento
gengival está mais relacionada à qualidade e consistência do fio e à técnica de inserção, do que à
substância utilizada;
- Deve ser inserido com uma espátula para fio retrator com leve pressão;
- O fio deve ser inserido inicialmente pela parte palatina/lingual ou proximal e contornar todo o dente;
Primeiro Fio
- É colocado o mais fino que irá fazer um afastamento vertical e limitar a profundidade do sulco
gengival, ele deve ficar localizado abaixo da margem do preparo;
Segundo Fio
- É o mais espesso, faz-se um afastamento lateral da gengiva, deve ficar exposto, no nível da gengiva
marginal. Entre a moldagem da pasta densa e da pasta fluida, deve-se retirar o segundo fio, deixando
apenas o primeiro.
Método Mecânico: 
1. Após a remoção das coroas provisórias e a limpeza dos dentes preparados, faz-se a seleção do
fio, que deve apresentar diâmetro compatível com as características do sulco gengival;
2. Inserir o fio no interior do sulco gengival com cuidado para não ir além;
3. Primeiro, insere o fio de menor diâmetro (mais fino - 0,5mm), compatível com o tamanho do
sulco gengival;
4. Inserir o fio com espátula especifica para fio retrator, a ideia é inserir o fio molhado com a
solução hemostática (a função do primeiro fio é limitar a altura vertical, a profundidade do
sulco gengival no preparo);
5. O segundo fio deve ser maior do que o primeiro (mais espesso) efetivamente, ele quem vai
fazer o afastamento;
6. Deve-se deixar o segundo fio com uma pontinha para fora, pois no momento da moldagem, ele
deverá ser removido (a gengiva não volta para cobrir o dente);
7. Após a moldagem, retira-se o fio;
8. A remoção do fio deve ser feita com cuidado, deve-se umedecê-lo com água, para evitar
adesão ao epitélio sulcular e, consequentemente, lesões nos tecidos;
- É um método mecânico de afastamento gengival não traumático ao periodonto de
proteção, baseia-se na utilização de um casquete de resina acrílica com alívio interno e
reembasamento na região cervical, que promove o afastamento gengival por ação
mecânica imediata sem ação de meio mecânico-químico (fio + vasoconstritores).
- É um método de afastamento gengival eficaz, permitindo moldes altamente satisfatórios.
- Será confeccionado um “copinho de resina” para encaixar no dente que foi preparado.
- Ele será responsável pela colocação da resina para afastar a gengiva e levar o material de
moldagem.
- É um método muito seguro, pois não corre risco de pressionar demais algo dentro do sulco
gengival e que rompa/quebre o epitélio juncional, invadindo o espaço biológico.
Meios de obtenção:
- Em modelos de gesso
- Por meio de coroas provisórias
- Por meio de moldagem
Método Mecânico: Técnica do Casquete
Obtenção:
1. Ajustar o casquete no preparo;
2. Será necessário fazer alívios dentro do casquete para que ele se encaixe no preparo 
(testar até que a cervical se encaixe adequadamente);
Reembasamento dos Casquetes: 
1. Completar a margem cervical do casquete com resina acrílica Duralay;
2. A resina irá fazer o afastamento do dente e da gengiva;
3. Após a polimerização, ela vai criar uma “saia” em todo término cervical que
corresponde à moldagem do sulco gengival, que dará suporte ao material de
moldagem;
1. Após a remoção das coroas provisórias, é feita a limpeza da sua superfície
interna, removendo totalmente o cimento provisório;
2. Coloca-se alginato em um pote dappen para receber a coroa provisória;
3. A coroa provisória deve ser preenchida com alginato e introduzida no recipiente;
4. Deve-se deixar as faces incisais/oclusais visíveis;
5. Aguardar a geleificação e remover a coroa provisória;
6. Molde será preenchido com resina acrílica;
7. Preencher o molde com resina até atingir a face incisal/oclusal, deixando um
ligeiro excesso em altura para facilitar seu manuseio;
8. Quando a resina polimerizar, remover a réplica da coroa provisória do molde;
9. Remover os excessos, fazer o acabamento e o alívio interno (broca esférica, sem
desgastar as margens);
Método Mecânico: Técnica do Casquete por meio de Coroas Provisórias
1. Os dentes preparados devem ser isolados com vaselina sólida;
2. A resina é levada sobre todo o término cervical com um pincel fino ou uma
espátula de inserção;
3. Após a perda superficial do brilho da resina, o casquete é posicionado lentamente
no dente até encontrar resistência;
- A pressão exercida pelo casquete contra a resina mais fluida depositada no término do
preparo, vai promover um afastamento mecânico lateral imediato nessa área, razão pela qual é
comum haver algum grau de isquemia do tecido gengival durante esse procedimento.
4. Aguardar a fase plástica da resina e, com uma espátula de inserção, pressionar o
excesso de resina para o interior do sulco, buscando um maior afastamento do
tecido gengival e uma melhor reprodução de detalhes do término cervical do
dente preparado;
- Esse instrumento deve ser manuseado com delicadeza, evitando movimentos bruscos ou
intempestivos que possam traumatizar o tecido gengival.
5. Enquanto se aguarda a polimerização da resina, deve-se movimentar
ligeiramente o casquete, deslocando-o e retornando-o para sua posição original,
para evitar que retenções mecânicas existentes além do término cervical dos
dentes preparados e nas faces proximais dos dentes vizinhos, possam dificultar ou
até impedir sua remoção após a polimerização final da resina;
Método Mecânico: Técnica do Casquete por meio de Coroas Provisórias
6. Após a remoção do casquete, analisa-se todo o término cervical reembasado,
verificando a nitidez de toda a margem do preparo e a existência de um
pequeno excesso além do término marginal, que corresponde à resina que foi
pressionadapara dentro do sulco gengival;
7. Esse excesso, de no mínimo 0,2 mm, vulgarmente chamado de “saia”, será o
responsável pelo afastamento do tecido gengival;
8. Para desempenhar a função do fio retrator, a “saia” tem que estar presente
em toda a volta do casquete;
É imprescindível a presença da “saia” em resina para dar suporte ao material
de moldagem. Se esses detalhes não são obtidos, torna-se necessária a
realização de outro reembasamento após remoção dos excessos externos e
internos de resina do casquete.
Método Mecânico: Técnica do Casquete por meio de Coroas Provisórias
Avaliação do casquete 
reembasado com sonda
- Independentemente do material de moldagem utilizado, é indispensável a aplicação do adesivo
próprio em toda a superfície interna do casquete e externamente em aproximadamente 2 mm,
deixando-o secar pelo tempo determinado pelo fabricante. É importante que o adesivo forme uma
camada fina. O adesivo estabelece uma sólida união entre o casquete e o material de moldagem,
evitando que este se desloque ou rasgue, o que deformaria o molde.
Método Mecânico: Técnica do Casquete por meio de Coroas Provisórias
1. A espatulação deve ser realizada de acordo com o tempo especificado pelo
fabricante, até que se obtenha uma massa homogênea. Com o auxílio da
espátula de inserção, preenche-se o casquete, evitando a inclusão de bolhas de ar.
2. O casquete é posicionado lentamente sobre o dente para evitar a inclusão de
bolhas. Após seu assentamento completo, é preciso certificar-se de que ocorreu
extravasamento do material de moldagem ao redor do casquete;
3. Quando o processo de polimerização tiver início, deve-se umedecer os dedos em
saliva e pressionar suavemente todo o excesso do material de moldagem contra o
tecido gengival, para promover sua regularização em torno do casquete;
4. O casquete deve ser mantido em posição sob leve pressão, até que ocorra a
polimerização final do material de moldagem;
Pode ser feita com 2 técnicas:
Método Mecânico: Técnica do Casquete por meio de Coroas Provisórias
2. Moldeira de individual:
A moldeira é confeccionada no mesmo modelo em que
foram obtidos os casquetes.
1. Com os casquetes em posição no modelo, promove-se
um alívio com cera 7 na moldeira individual e
envolvendo os casquetes e os dentes vizinhos, a fim de
prover espaço para o material de moldagem;
2. Após a introdução dos casquetes nos dentes e
enquanto ocorre a polimerização do material de
moldagem, aplica-se adesivo sobre as superfícies
externas dos casquetes;
3. Após a secagem do adesivo, o material de moldagem
é manipulado em quantidade suficiente para preencher
a moldeira, que a seguir, é levada à boca;
4. Após polimerização, remove-se a moldeira e avalia-se
o molde obtido, verificando a fidelidade da cópia;
1. Moldeira de estoque:
a. Com alginato - é indicada para elementos isolados,
PPFs pequenas uni ou bilaterais, anteriores ou
posteriores, e que não envolvam todo o arco.
b. Com silicone de condensação: é indicado para
casos de próteses extensas com vários dentes
preparados. Utiliza-se a técnica da dupla mistura,
na qual a moldeira é carregada com o material
pesado e os casquetes e os dentes vizinhos são
cobertos com o material mais fluido.
Moldeira individual 
com alívio em cera
Casquetes com 
camada de adesivo
Casquetes removidos 
com a moldeira
RETENTORES
São elementos utilizados nas reconstruções da porção
coronária perdida, e que utilizam o conduto radicular
como meio de retenção, viabilizando a confecção de
próteses sobre estes dentes.
Retentores radiculares são responsáveis por
devolver/repor a parte interna do dente perdida,
para configurar forma coronária com altura, largura
e conicidade adequadas, e para configurar
estabilidade e retenção das próteses.
Indicações:
- Dentes anteriores com grande perda tecidual;
- Dentes com raízes fragilizadas;
- Dentes com ampla perda tecidual e que são pilares
de prótese fixa;
- Dentes com ampla perda tecidual e que são dentes
guias de desoclusão;
- Dentes posteriores com extensa perda tecidual e
necessidade de ancoragem intrarradicular para
retenção de restauração;
Sistema 
Núcleo/Pino
Coroa
Retentor ideal:
- Biocompatibilidade
- Fácil instalação
- Preservação da dentina radicular
- Baixa tensão à raiz
- União química/mecânica
- Resistência à corrosão
- Estética favorável
- Boa relação custo/benefício
Núcleo metálico 
fundido
Núcleo de fibra de 
vidro fresado
É dado pela característica de abraçamento realizado na
estrutura dentária coronária remanescente após o preparo
pela coroa utilizada na restauração.
Previne fratura vertical da raiz;
Melhora a integridade do dente tratado endodonticamente,
uma vez que as forças funcionais (principalmente laterais)
são neutralizadas e o efeito cunha dos pinos cônicos é
diminuído.
Pode ser definido como um anel/colar coronário de 360°, que
envolve/circunda as paredes axiais (paralelas) da dentina, e que
se estende coronariamente a partir do término do preparo,
resultando em um aumento da resistência estrutural da
restauração, a partir da extensão da estrutura dentária.
- Melhora a resistência mecânica do conjunto pino-coroa;
- Auxilia na resistência da estrutura dentária remanescente
contra fraturas;
Sem férula Diferentes alturas de férulas
RETENTORES INTRARRADICULARES
FIBRA DE QUARTZO
CERÂMICOS
NÚCLEOS FUNDIDOS
METÁLICOS
PRÉ-FABRICADOS
METÁLICOS
NÃO 
METÁLICOS
FIBRA DE VIDRO
FIBRA DE CARBONO
DIÓXIDO DE ZIRCÔNIO
Quando o dente a ser restaurado mantém parte considerável da coroa
clínica após o preparo.
Encaixa no conduto e trava (sistema de rosqueamento), induz tensão
na raiz, o que ao longo do tempo pode gerar fratura no conduto.
Cimentado ou encaixado, sem necessidade de rosquear.
Pinos pré-fabricados com núcleos de preenchimento:
- Metálicos
- Cerâmicos
- Fibra de vidro
Os retentores intrarradiculares podem ser confeccionados a partir de um pino
intrarradicular pré-fabricado, e sobre ele é feito a porção coronária.
1. Apenas o pino vai para região intrarradicular
2. O Preenchimento que irá restabelecer a porção coronária
é confeccionado com
resina composta no formato do preparo.
onde a parte do
pino intrarradicular e do núcleo de
preenchimento é uma peça única (pino
intrarradicular + núcleo em uma única peça),
pode ser confeccionado de metal fundido ou de
fibra de vidro fresado.
Pino intrarradicular
Núcleo de preenchimento
Constitui-se de uma peça única fundida a partir de um molde do canal radicular, serão
confeccionados com resina acrílica que após, serão enviados para o laboratório para
transformar em metal pelo processo de fundição.
restaurações protéticas em elementos dentários de grande destruição coronária.
raízes enfraquecidas, canais amplos e com paredes delgadas, raízes
cônicas e por razões estética (o metal pode transparecer).
observar se o paciente possui hábitos parafuncionais, pois podem influenciar na
escolha do pino e no protocolo de tratamento.
*O melhor material é o ouro, pois não oxida e não mancha a dentina radicular, porém o custo é elevado
Quando se utiliza pinos feitos com ligas metálicas que possuem baixo potencial de corrosão, a
questão da estética não é um problema tão grande. As ligas que podem levar a corrosão podem
causar um manchamento da estrutura dentária. Nesse caso, o pino de fibra de vidro pode ser
preferível (mesmo havendo pouco remanescente dentário), por conta do seu módulo de elasticidade
diferente. Assim, com o bruxismo, haverá o risco de fraturar apenas o pino, e não a raiz. (havendo
fratura, mas sem perder remanescente dentário).
E assim, é preferível ficar trocando a restauração do que perder o dente.
Vantagens
- Confeccionados conforme configuração do canal;
- Boa adaptação
- Boa rigidez
- Radiopacidade
- Pequena película de cimento
- Realizado de forma direta ou indireta
Desvantagens
- Tempo clínico
- Custo laboratorial
- Possibilidade de efeito cunha
- Estética - cor desfavorável (corrosão metálica)
- Módulo de elasticidade diferente da dentina
- Em restaurações cerâmicas, poisa cor da liga metálica pode alterar sua cor
Ligas utilizadas:
- Ouro (inviável)
- Prata-paládio
- Níquel-cromo (mais viável)
- Cobre-alumínio (é menos resistente ao desgaste e teoricamente, irá levar menos
sobrecarga da estrutura dentária, mas em compensação, é ele que corrói)
Considerações biológicas
Exame radiográfico
- Comprimento e forma das raízes
- Perda estrutural coronária
- Suporte periodontal
- Condições do tratamento endodôntico
- Fraturas
Exame clínico
- Sensibilidade à palpação e percussão
- Suporte periodontal
- Fístulas e exsudatos
- Fraturas
Diagnóstico
- Quantidade de estrutura coronária remanescente
- Condição e morfologia da raiz remanescente
- Localização do dente no arco
- Tipo de restauração a ser confeccionada
- Expectativa estética do paciente
- Oclusão e Parafunção
Cuidados:
- Tempo de Tratamento
- Progressão/Remissão das lesões
- Quant. de material obturador após o preparo
Ideal:
- Extensão do tratamento
- Condensação do material obturador
- Ausência de lesões
Avaliação do Tratamento Endodôntico
Dentes sofrem diminuição da hidratação da dentina após tratamento endodôntico, 
tornando-se mais friáveis.
OBS: quando o remanescente dentário
apresenta-se muito gengival, é necessário
fazer um aumento de coroa clínica antes.
- O percentual de água contido na dentina radicular de um dente tratado
endodonticamente é 50% menor do que na dentina coronária em um dente vital;
- A medida que um dente vital envelhece, a dentina peritubular vai sendo
gradativamente depositada e diminui a hidratação da dentina.
Dentes sofrem diminuição da hidratação da dentina após tratamento endodôntico,
tornando-se mais friáveis.
- A resistência à fratura está relacionada a quantidade de tecido dentário removida
durante a abertura.
- Uma abertura para acesso endodôntico convencional pode diminuir a resistência
dentária em 5%.
- Uma restauração MOD pode diminuir a resiliência dentária em 60%.
- Existem evidências de que o limiar de propriocepção em dentes tratados
endodonticamente diminui 57% em comparação a dentes vitais.
- Significa que há diminuição da sensibilidade a contatos oclusais excessivos.
- Igual ao da coroa clínica
- Maior que o da coroa clínica
- Igual a metade do comprimento da raiz
- Igual a 2/3 do comprimento da raiz
- Igual a 4/5 do comprimento da raiz
- ½ do pino deve estar inserido entre a
crista óssea alveolar e o ápice
1/3 1/3 1/3
Diâmetro
2/3
Mínimo 4mm 
de selamento 
apical
- Primeiro deve-se preparar as margens, eliminar paredes delgadas sem suporte dentinário.
- Determinar o comprimento adequado do preparo (avaliar a radiografia e fazer todas as
medições), para saber o quanto irá entrar e o quanto irá alargar o conduto;
- Utilizar instrumentos aquecidos, calcadores, brocas gates ou largo. Essas brocas possuem
numerações, a escolha deve ser compatível com o tamanho do conduto (utilizar a
radiografia como referência, para verificar o diâmetro);
- Ideal é utilizar a visão direta, observando a luz do conduto, a inclinação, e o material
obturador para evitar perfurações;
utilizar um stop para guiar a desobturação e utilizar isolamento absoluto para essa
etapa, evitando a contaminação do conduto.
Se a broca começar a oferecer resistência, cuidado!!!
654
321
Existem 4 fatores que precisam ser analisados com o objetivo de
propiciar retenção e resistência adequada ao núcleo intrarradicular:
1. Comprimento
2. Diâmetro
3. Inclinação das paredes
4. Característica superficial
Deve ser igual a 2/3 do comprimento da raiz
- O comprimento do pino deve ser analisado e
determinado por uma radiografia periapical após o
preparo da porção coronal, deixando a quantidade
mínima de 4 mm de material obturador na região apical
do conduto radicular, para garantir uma vedação efetiva
nessa região.
- O comprimento adequado do pino no interior da raiz proporciona
uma distribuição mais uniforme das forças oclusais ao longo de toda
superfície radicular, diminuindo a possibilidade de ocorrer
concentração de estresse em determinadas áreas e,
consequentemente, fratura. Um comprimento correto do núcleo no
interior da raiz é sinônimo de longevidade da prótese.
Até 1/3 do diâmetro total da raiz
- O diâmetro da porção intrarradicular do núcleo metálico é importante para
retenção da restauração e para sua habilidade de resistir aos esforços transmitidos
durante a função mastigatória.
• Quanto maior o diâmetro do pino: maior será a
sua retenção e resistência, porém deve ser
considerado também o possível enfraquecimento
da raiz remanescente.
• O diâmetro do pino deve apresentar: até 1/3 do
diâmetro total da raiz, e a espessura de dentina
deve ser maior na face vestibular dos dentes
antero-superiores, já que a força é maior neste
sentido.
Deve acompanhar a anatomia do conduto
- Os núcleos intrarradiculares com paredes inclinadas, além de apresentarem menor
retenção que os de paredes paralelas, também desenvolvem grande concentração de
esforços em suas paredes circundantes, o que pode gerar um efeito de cunha e,
consequentemente, desenvolver fraturas ao seu redor.
• Paredes muito expulsivas: diminuem a retenção e pode
provocar efeito de cunha, levando a fratura.
• Paredes paralelas: dificultam a confecção e cimentação
de núcleos metálicos fundidos, e exigem maior desgaste
na região apical.
• Paredes ligeiramente expulsivas acompanhando a
anatomia do conduto: são preferidas
Busca-se seguir a própria inclinação do conduto que foi alargada pelo tratamento
endodôntico e terá seu desgaste aumentado principalmente na porção apical para a
colocação do núcleo intrarradicular, até que se tenha comprimento e diâmetro
adequados.
• O material obturador deve ser removido, deixando um mínimo de 4 mm do material
obturador no conduto;
• Para remoção do material obturador, são utilizadas brocas de Peeso, Largo ou Gates, de
diâmetro apropriado ao do conduto;
• Durante a utilização da broca, deve-se tomar muito cuidado em acompanhar a extensão
do conduto, procurando sempre visualizar o material obturador, para não correr o risco de
perfurar a raiz, é importante o conhecimento da anatomia dos condutos para evitar
desgastes desnecessários e/ou perfurações na raiz;
• É importante que nessa fase se evite a contaminação do conduto pela saliva, o que pode
causar migração de bactérias para o ápice da raiz. Por isso, entre o período de remoção do
material obturador e a cimentação do pino, deve-se sempre usar isolamento absoluto ou
relativo;
- Para aumentar a retenção de núcleos fundidos que apresentam superfícies lisas, podem-se
utilizar jatos com óxido de alumínio para torná-las irregulares ou rugosos antes da
cimentação.
Não é necessário que o preparo dos
condutos apresentem o mesmo comprimento. Somente o de maior diâmetro
(mais volumoso) é levado à sua extensão máxima, os demais condutos
devem se preparar cerca de 2 a 3 mm para eliminar a possibilidade de o
núcleo sofrer algum tipo de movimento de rotação.
Superiores: Palatino
Inferiores: Distal
2 a 3 mm 2/3 comprimento da raiz
4 mm de selamento apical
1. Radiografia periapical do elemento (técnica do paralelismo);
2. Medir o comprimento do material obturador (régua transparente de endo);
3. Isolar o dente: isolamento absoluto ou relativo;
4. Desobturar o conduto: utilizando brocas Gattes de tamanho compatível com o
conduto, inserir stops na medida demarcada para remoção da guta percha e do
cimento endodôntico obedecendo as medidas de referência:
Medida: 2/3 do comprimento da raiz – 4 mm de selamento apical.
5. Brocas Largo com stops para remoção dos restos de guta percha e do cimento
endodôntico impregnados na parede e adequação do preparo ao pino selecionado;
6. Radiografia periapical para observar se foi removido todo material do conduto até
a medida de referência;
7. Iniciar a confecção do núcleo ou fechar o conduto com CIV e reagendar paciente;
- O conduto é moldado e a parte coronal esculpida diretamente na boca com Duralay.
Com ou sem pinos de retenção intrarradicular ou intradentinário• Utiliza-se resina Duralay (vermelha: mais estável);
• Necessário vaselinar o remanescente dentário e o conduto para resina não se aderir;
• Colocar a resina sobre o pinjet (fase plástica) inserir no conduto para modelar (deve
ficar tirando e colocando até tomar presa), após polimerização, faz-se a parte coronária
como se fosse um núcleo de preenchimento;
• Ajustar com Maxicut e alta rotação para tirar os excessos (o desenho final deve ser o
mesmo do preparo para receber uma prótese fixa);
• Remover pino do conduto e fechar com CIV;
• Enviar o molde em resina Duralay para laboratório em um copinho com água;
- Assim, o que foi confeccionado em resina, o laboratório irá transformar em metal.
• Provar na boca do paciente, se estiver bem adaptado, será cimentado;
- Para verificar se o pino adaptou bem, pode-se fazer uma radiografia periapical, geralmente
quando não está adaptado, o pino não assenta na parte coronária.
Nessa caso o dente já está preparado para confecção do núcleo.
1. Retira-se o material provisório do conduto;
2. Testa-se um pinjet, medindo-o com o mesmo comprimento que
desobturou o conduto;
3. Após medir, realiza-se uma marcação no pinjet para que quando
for colocar a resina acrílica Duralay (Fase Plástica) ele assente e
chegue até o ponto que foi marcado, tendo a certeza que chegou
até o término do preparo intrarradicular;
a. é indispensável que o bastão atinja a porção apical do
conduto preparado e que exista espaço entre ele e as
paredes axiais, para facilitar a moldagem do conduto com
resina Duralay;
3. Lubrifica-se o conduto e a porção coronal com isolante
hidrossolúvel (vaselina sólida) por meio de um instrumento
endodôntico ou da própria broca, envolvida com algodão para
impedir aderência da resina nas paredes do conduto;
4. Molda-se o conduto introduzindo a resina preparada com uma
sonda, ou pincel no seu interior, envolvendo o bastão que é
inserido no conduto, verificando se atingiu toda sua extensão;
Pode-se usar 
bastão pré 
fabricado ou 
Pinjet 
Lubrificação 
do conduto
Moldagem dos 
condutos com 
resina Duralay 
5. O material em excesso é acomodado no bastão
para confeccionar a porção coronal do núcleo;
a. durante o processo de polimerização da resina, o
pinjet deve ser removido e introduzido várias vezes
no conduto, para evitar que o núcleo fique retido
pela presença de retenções deixadas durante o
preparo;
6. Após a polimerização da resina, verifica-se a
fidelidade do pino moldado, que quando retirado,
deverá estar homogêneo e sem bolhas;
7. Corta-se o bastão ao nível oclusal/incisal e procede-
se ao preparo da porção coronal;
Após a moldagem 
dos condutos, 
complementa -se a 
porção coronal 
com resina
Bastão deve ser 
removido vária 
vezes
Corta-se o bastão 
no nível 
oclusal/incisal
8. Preparo da porção coronal utilizando pontas
diamantadas e discos de lixa, seguindo os princípios
de preparo descritos anteriormente;
a. a parte coronal do núcleo deve apenas
complementar a estrutura dentária perdida,
dando-lhe forma e características de uma coroa
preparada;
9. Após obtenção do padrão de resina acrílica, colocar
o pino em um copinho com água para evitar a
contração da resina acrílica, fechar o conduto com
material provisório (CIV) e reagendar paciente;
10. Enviar o trabalho para o laboratório para Fundição
dentro do copinho com água.
Preparo da parte 
coronal do 
núcleo
Imagem 
radiográfica
Nessa técnica, os núcleos são confeccionados em um modelo de trabalho.
quando é necessário confeccionar núcleos em vários dentes, uni ou
multirradiculares.
redução do tempo clínico e facilidade para obter paralelismo entre os
dentes pilares.
• Preparo da coroa remanescente e dos condutos: segue os mesmos princípios
anteriormente descritos, buscando-se a preservação máxima da estrutura
dentária.
• Visando a obtenção de um molde preciso e fiel, adapta-se em cada conduto um fio
de reforço (fio ortodôntico/clipe de papel) com comprimento um pouco maior que
o conduto e uma ligeira folga em toda sua volta.
• O material de moldagem de escolha será o
- Utilizada quando se deseja fazer a de vários condutos (reabilitações extensas);
• Exige moldagem dos condutos e das porções coronais remanescentes com elastômeros.
• Obtenção do modelo com gesso tipo IV, sobre o qual os núcleos serão esculpidos no laboratório.
- Nesse caso, pode-se colocar o pino no conduto e fazer a moldagem com silicone de adição, após, vazar o
molde com gesso tipo IV, em seguida, enviar para o laboratório modelar e confeccionar os pinos;
- Para isso, o ideal é montar o modelo em articulador, para que o técnico saiba qual é a altura da porção
coronária do retentor intrarradicular.
• Provar os pinos que chegarão em Duralay, fazer os desgastes necessários;
• Enviar para o laboratório para fundição;
- Quando houver necessidade de repetição da modelagem dos núcleos (retentor não assentar ou ficar
muito folgado ao ponto de formar uma linha de cimentação muito grande), quem faz a modelagem dos
núcleos é o laboratório, terá que enviar novamente para repetição.
• Depois de fundido, o retentor é provado na boca e se estive bem adaptado será cimentado;
• Deve-se utilizar Cimento de fosfato de zinco, que tem o objetivo de preencher o espaço entre a
estrutura dentária e o núcleo metálico fundido;
Nesse caso o dente já está preparado, deve-se somente remover o material
provisório para iniciar a confecção do núcleo.
1. Selecionar moldeira de estoque para posterior moldagem;
2. Confeccionar um fio de reforço (fio ortodôntico/clipe de papel), provar e ajustar ao tamanho
no conduto;
3. Preparar a moldagem de passo único utilizando silicone de adição;
4. Inserir o material no conduto colocando diretamente no fio de reforço e inserir no preparo
para moldar, ou utilizar a broca lêntulo em baixa rotação:
a. preparar silicone leve, colocar na seringa própria para elastômeros;
b. utilizar broca lêntulo para inserir material no conduto (baixa rotação deverá estar com
anel para direita, para que a broca gire em sentido contrário);
c. ir adicionando silicone leve na broca lêntulo que irá levar o material para o conduto;
d. quando preencher todo conduto, inserir o fio de reforço no conduto para moldagem
com silicone pesado;
5. Carregar moldeira selecionada com silicone pesado, moldar com o fio de reforço dentro do
conduto, quando retirado, o fio sairá junto com o molde;
6. Fechar conduto com um material provisório (CIV) e reagendar paciente;
7. Vazar o molde com gesso tipo IV e enviar para o laboratório (ideal montar no articulador);
Após encerados e fundidos no laboratório, serão enviados de volta.
1. Remover material provisório do conduto;
2. Provar e ajustar o núcleo:
a. para adaptação dos núcleos nos condutos, passa-se carbono líquido e leva o núcleo
em sua posição.
b. as interferências devem ser desgastadas, repete-se o processo até a obtenção de um
assentamento correto;
3. Radiografia periapical para confirmar a adaptação do núcleo;
4. Quando adaptados, poderá ser cimentado com Cimento de fosfato de zinco;
5. Manipular o cimento e aplicar em todo pino;
6. Inserção do pino no conduto;
7. Manutenção do pino em posição por 2 minutos, remover os excessos;
8. Radiografia periapical final após cimentação;
O menor módulo de elasticidade dos pinos de resina reforçados por fibra,
reduz o risco de fratura radicular, porém pode concentrar o estresse entre
cimento e pino, resultando em perda de adesão (fratura o pino e não o dente).
Indicação: quando há remanescente coronário.
Coadjuvantes
Cimentos resinosos
Foto-polimerizado: Canforoquinona + Amina Terciária (pode escurecer material)
Auto-polimerizado: Peróxido de benzoíla + Amina Terciária
Dual: Peróxido de benzoíla + Canforoquinona + Amina Terciária
(Catalisador) (Foto) (Base)
Adesivos são:
Ácidos por natureza: se tornam incompatíveis com resinas de polimerização química ou dual
Hidrofílicos: permeáveis e mais propensos à degradação pela água
• Pino-cimento
• Adesivo-dentina
• Adesivo-cimento
Fator C
- Devido ao confinamento,o fator C dentro de condutos radiculares em
procedimentos de cimentação e as tensões de contração de polimerização do
cimento, são as maiores já encontradas.
- Essas tensões são capazes de desafiar essa resistência de união da interface,
e isso resulta na ruptura das áreas mais frágeis.
- É importante que o pino fique bem adaptado às paredes do conduto, para que a
espessura da linha de cimento seja reduzida.
Existem duas maneiras de trabalhar com os Pinos de Fibra de Vidro:
1. Preparar o pino de fibra de vidro pré
fabricado e inserir diretamente no conduto.
2. Anatomizar o pino com Resina Composta,
o que irá promover melhor adaptação no
conduto e uma menor linha de cimento.
1. Selecionar e provar o pino no conduto (quanto mais justo melhor);
2. Radiografia periapical para verificar adaptação;
3. Limpar pino com álcool 70%;
4. Fazer o condicionamento do pino com ácido fluorídrico por 20s (lavar e secar);
5. Aplicar silano no pino e aguardar 1 min para evaporar (leve jato de ar);
- Silano auxilia no aumento da energia de superfície e facilita a adesão do adesivo.
6. Aplicar adesivo dentinário no pino (leve jato de ar para evaporar solvente) e
Fotopolimerizar por 40s em toda superfície;
7. Limpar, secar e isolar o conduto com glicerina (pode-se envolver um pedaço de
algodão em uma broca largo para aplicação da glicerina no conduto);
8. Fazer o condicionamento do conduto com ácido fosfórico a 37% (lavar e secar);
9. Aplicar adesivo nas paredes do conduto (evaporar o solvente com leve jato de ar)
e Fotopolimerizar por 40s;
10. Aplicar o Cimento Resinoso no conduto e colocar o pino, remover os excessos e
esperar o material tomar presa;
1. Selecionar e provar o pino no conduto (quanto mais justo melhor);
2. Radiografia periapical para verificar adaptação;
3. Posicionar e fazer a marcação do pino na face vestibular (cortar excedente prevendo uma quantidade de 2mm de
resina composta acima do pino – pode-se optar por cortar somente após cimentação do pino no conduto);
4. Limpar pino com álcool 70%;
5. Fazer o condicionamento do pino com ácido fluorídrico por 20s (lavar e secar);
6. Aplicar silano no pino e aguardar 1 min para evaporar (leve jato de ar);
- Silano auxilia no aumento da energia de superfície e facilita a adesão do adesivo
7. Aplicar adesivo dentinário no pino (leve jato de ar para evaporar solvente) e Fotopolimerizar por 40s em toda
superfície;
8. Limpar, secar e isolar o conduto com glicerina (pode-se envolver um pedaço de algodão em uma broca largo para
aplicação da glicerina no conduto);
9. Inserir incremento de resina composta e espalhar na superfície do pino, colocar no conduto e remover os excessos;
10. Iniciar a modelagem do conduto com o conjunto pino e resina composta;
11. Remover o pino, fotopolimerizar por 3s e colocar novamente no conduto (repetir esse movimento várias vezes de
colocar e tirar o pino com o foto ativado - movimentos são importantes para evitar a retenção do pino no conduto);
12. Limpar o conduto com acido fosfórico 37% (lavar e secar);
13. Aplicar adesivo dentinário no conduto (evaporar solvente com leve jato de ar) e Fotopolimerizar por 40s;
14. Aplicar o Cimento Dual no conduto utilizando a Seringa Centrix (o uso da seringa evita a incorporação de bolhas
dentro do conduto) aplicar em toda superfície do pino;
15. Inserir o pino no conduto e remover excessos de cimento e Fotopolimerizar cada face por 40s-60s;
16. Confeccionar a porção coronária com resina composta por incrementos, modelar e Fotopolimerizar por 20s (pode-
se reconstruir toda estrutura coronária perdida com resina composta ou confeccionar um núcleo de preenchimento
para posterior preparo para coroa total – tudo irá depender do estado do remanescente);
17. Realizar o acabamento e polimento da porção coronária;
1 2
5
43
109
876
11
- Qualquer tipo de tratamento com prótese de um ou mais elementos, em dentes ou implantes,
exige a confecção de restaurações provisórias, que facilitam a confecção da prótese definitiva.
- A palavra “provisória” pode significar que a prótese tem apenas a função de substituir a
quantidade desgastada do dente preparado até a cimentação da prótese definitiva, a
verdade é que o sucesso da prótese definitiva pode estar diretamente relacionado à
qualidade das restaurações provisórias.
Fatores que podem prejudicar o sucesso do tratamento ou o 
relacionamento entre CD e paciente:
1. Coroas provisórias que se deslocam com facilidade e constância, nas situações mais
inconvenientes.
2. Desajustes ou fraturas marginais que provocam sensibilidade a variações térmicas.
3. Inflamação gengival e sangramento localizado (“nem escovo ou passo fio dental porque
sangra”).
4. Contatos proximais insuficientes ou inadequados, que possibilitam impacção alimentar.
5. Formas anatômicas que deixam a desejar, mais comumente o sobrecontorno.
6. Cor incompatível com a dos dentes vizinhos ou antagônicos, principalmente nos dentes
anteriores.
2. Oclusão
A determinação das características oclusais da prótese provisória ou definitiva deve preencher
os seguintes requisitos para a obtenção da oclusão fisiológica:
• Relação maxilomandibular (posição de trabalho) adequada;
• Contatos oclusais uniformes;
• Guia anterior e dimensão vertical de oclusão (DVO) corretos.
Características ideias:
1. Proteção Pulpar
- Após a realização do preparo, é imperativo que a quantidade de desgaste esteja de acordo
com as necessidades estéticas e mecânicas da prótese planejada, para que a prótese
provisória possa, juntamente com o agente cimentante, auxiliar na recuperação do órgão
pulpar.
- A adaptação da prótese provisória é outro fator importante na recuperação e na proteção
do órgão pulpar, a falta de adaptação da coroa provisória leva à infiltração marginal e como
os cimentos provisórios apresentam alto grau de solubilidade, a infiltração será maior.
3. Proteção Periodontal
- As próteses provisórias têm a função primária de preservar a saúde periodontal do tecido
gengival saudável, auxiliar no tratamento e na recuperação do tecido gengival alterado e,
finalmente, auxiliar na manutenção da saúde do periodonto tratado. Em todas essas
situações, as restaurações provisórias devem apresentar características que mantenham a
homeostasia da área.
• Adaptação cervical: a adaptação correta da coroa mantém a arquitetura normal do tecido
gengival, evitando sua proliferação sobre o dente preparado e evitando a instalação do
processo inflamatório.
• Contorno: é influenciado pela estética, fonética, posição do dente no arco, forma da raiz,
forma do rebordo alveolar e qualidade do tecido gengival.
• Ameia interproximal: a forma e a extensão da ameia proximal devem proporcionar espaço
para a papila proximal sem comprimi-la e permitir uma higienização correta, a pressão na
papila causa alterações histológicas em todas as suas estruturas celulares, com consequente
lesão periodontal.
• Higiene oral e controle de placa bacteriana: a confecção correta de uma prótese provisória
estimula o paciente a mantê-la limpa e livre de placa.
Técnica da Bolinha:
1. Aplicar vaselina sólida no preparo e nos dentes adjacentes e antagonistas;
2. Adicionar uma porção de pó de resina acrílica e do monômero no pote
dappen;
3. Aguardar a resina acrílica atingir a fase plástica;
4. Fazer uma pequena bolinha com os dedos e apertar sobre o preparo;
5. Em seguida pedir para o paciente ocluir os dentes em MIH (máxima
intercuspidação habitual);
6. Com as pontas dos dedos, apertar a resina acrílica para adapta-la nas faces
vestibular e palatina;
7. Verificar se não há um excesso muito grande de resina na face vestibular
interferindo no corredor bucal do paciente;
8. Antes que a resina acrílica polimerize totalmente, remova e coloque-a em
posição no preparo (repetir esse processo várias vezes);
9. Peça para o paciente ocluir novamente e aguarde a polimerização completa
(ao perceber que a resina está muito quente, aplique jato de ar para o
paciente não se queimar);
10.Quando a resina estiver bem rígida, pode-se começara fazer a escultura do
dente;
Técnica para confecção das Coroas Provisórias
Técnica da Bolinha - Escultura
11. Primeiramente, deve-se delimitar os excessos proximais para sabermos o que
remover completamente (utilizar lapiseira para marcação);
12. Delimitar contatos proximais para saber quais áreas NÃO remover a resina;
13. Marcar a face V para facilitar a reinserção da coroa provisória sobre o preparo;
14. Remover os excessos delimitados com a Maxicut (não fazer nenhum desgaste na
área de contato);
15. Coloque a coroa provisória em posição e verifique se está bem adaptada;
16. Com a coroa provisória sobre o preparo, marcar na face oclusal as linhas de
cúspides, demarcar a região onde se iniciarão as arestas proximais;
17. Na face vestibular, faça a delimitação aproximada do perfil de emergência do dente
(este perfil deve terminar nas marcações das arestas feitas na face oclusal);
18. Repetir o mesmo procedimento de delimitar o perfil de emergência agora na face
palatina/lingual;
19. Fazer a marcação dos terços do dente (oclusal – médio – cervical) na face V e P/L;
20. Iniciar os desgaste primeiro pela face proximal, delimitando as arestas do dente (ir
arredondando com a Maxicut – cuidado para não desgastar o contato proximal e a
área de término marginal);
21. Inicie o arredondamento das arestas desgastando somente os terços médio e
oclusal, após, começa-se a dar as inclinações das faces livres (lembrando que a face
vestibular possui 3 inclinações diferentes em cada terço);
Técnica da Bolinha - Escultura
22. Realizar a Inclinação do terço oclusal da face vestibular e após na palatina/lingual;
23. Desgastar o terço cervical para melhorar o perfil de emergência da coroa (reforçar as
demarcações das linhas, e estender a linha cervical em torno de toda coroa provisória, além
disso, fazer a marcação do término marginal) proceder ao desgaste;
24. Utilizar a Maxicut delicadamente para ir arredondando os ângulos vivos, esculpindo os lóbulos
e os sulcos de desenvolvimento (consultar o dente adjacente para ter uma referência
anatômica);
25. Agora deve-se delimitar a mesa oclusal (com a lapiseira, marcar as pontas de cúspides e as
arestas transversais criada pela impressão dos dentes antagonistas);
26. Em seguida, marcar a localização das arestas longitudinais e das cristas marginais, que juntas,
delimitam a mesa oclusal;
27. Antes de iniciar a escultura oclusal, faça os arredondamentos das arestas oclusais (utilize a
Maxicut delicadamente para fazer o arredondamento de todos os ângulos no contorno
oclusal);
28. Em seguida utilize uma ponta multilaminada de extremidade fina montada em baixa rotação
para fazer a escultura oclusal;
29. Primeiro deve-se delimitar o sulco principal que divide as cúspides;
30. Em seguida fazer o arredondamento das vertentes internas de cada cúspide tomando cuidado
para não desgastar a aresta transversal (aproveitar e esculpir os sulcos secundários);
Técnica da Bolinha – Adaptação da Coroa Provisória
31. Colocar a coroa provisória em posição e verificar sua adaptação marginal, utilizando uma sonda
exploradora (se tiver desadaptada, será necessário fazer um reembasamento);
Reembasamento:
32. Isolar novamente o preparo e os dentes adjacentes com vaselina sólida;
33. Adicionar uma porção de pó num pote dappen e um pouco de monômero em outro pote;
34. Molhar um pincel pelo de Marta nº 0 no monômero e passar a pontinha na resina (na ponta do
pincel deve formar uma pequena bolinha de resina);
35. Dessa forma leve pequenas porções de resina em torno de todo término marginal (tomar cuidado
para não colocar na face oclusal, manter somente em torno do término marginal ou onde ocorreu
falhas durante a moldagem);
36. Feito isso, molhe a porção interna da coroa provisória com monômero e coloque-o em posição sobre
a resina que acabou de depositar no término;
37. Aperte bem a coroa provisória e peça para o paciente ocluir;
38. Quando a resina atingir a fase plástica, remova a coroa provisória e coloque novamente em posição
(repetir o processo várias vezes – isso causará uma pequena desadaptação que compensará com a
contração de polimerização da resina, impedindo que ela fique presa no preparo);
39. Depois de tirar e colocar várias vezes, mantenha a coroa em posição e peça pro paciente ocluir
novamente até sua polimerização completa;
40. Quando a resina estiver bem rígida, remova-a do preparo e delimite seu término marginal com uma
lapiseira (utilize a Maxicut delicadamente para remover os excessos que estão fora dos limites demarcados);
41. Verificar se está bem adaptada no término cervical novamente com uma sonda exploradora;
Técnicas para confecção das Coroas Provisórias
Técnica da Bolinha – Ajuste Oclusal
42. Montar o carbono em pinça Miller e checar os contatos em MIH e nos movimentos excursivos da
mandibular;
43. Utilizar a ponta multilaminada para remover os contatos;
44. Finalizar fazendo o polimento da coroa provisória para garantir que não favoreça o acúmulo de
biofilme e, consequentemente, manter a saúde gengival;
45. Utilizar a sequência de borracha de polimento (iniciando pela granulação mais grossa, média e
finalizando com a granulação fina);
46. Colocar a coroa sobre o preparo e verificar os contatos proximais com fio dental;
47. Após finalizada, proceder para a etapa de cimentação;
Cimentação provisória:
48. Sobre um bloco de papel, colocar uma porção da pasta base e da catalisadora (Temp-Bond NE);
49. Misturar o cimento com a espátula nº 1, colocar uma porção na face interna da coroa provisória;
50. Imediatamente leve a coroa em posição sobre o preparo e aperte bem para extravasar o excesso de
cimento;
51. Peça para o paciente ocluir e espere o cimento tomar presa;
52. Quando o cimento estiver rígido, remova os excessos das faces livres com a sonda exploradora e os
excessos das proximais com o fio dental;
Técnica da Muralha:
1. Selecionar e provar uma moldeira perfurada parcial;
2. Manipular o silicone de condensação (seguir medidas recomendadas pelo
fabricante);
3. Aplicar material na moldeira e moldar o paciente;
4. Isolar o preparo e os dentes adjacentes com vaselina sólida;
5. Adicionar uma porção de pó de resina acrílica e do monômero no pote
dappen;
6. Aguardar a resina acrílica atingir a fase plástica;
7. Colocar um pouco do material sobre o preparo e o restante no molde;
8. Voltar o molde na mesma posição na boca do paciente e observar o
escoamento do material;
9. Antes que a resina acrílica polimerize totalmente, remova e coloque o
molde em posição no preparo (repetir esse processo algumas vezes);
10.Aguardar a resina chegar na fase borrachoide e remover o molde;
11.Com a espátula de inserção umedecida no monômero, remover os
excessos do material;
12.Fazer a definição do término cervical com uma lapiseira;
13.Remover os excesso com a Maxicut;
Reembasamento:
15. Isolar novamente o preparo e os dentes adjacentes com vaselina sólida;
16. Adicionar uma porção de pó num pote dappen e de monômero em outro pote;
17. Molhar um pincel pelo de Marta nº 0 no monômero e passar a pontinha na resina
(na ponta do pincel deve formar uma pequena bolinha de resina);
18. Dessa forma leve pequenas porções de resina em torno de todo término marginal;
19. Feito isso, molhe a porção interna da coroa provisória com monômero e coloque-o
em posição sobre a resina que acabou de depositar no término;
20. Aperte bem a coroa provisória e peça para o paciente ocluir;
21. Quando a resina atingir a fase plástica, remova a coroa provisória e coloque
novamente em posição (repetir o processo várias vezes – isso causará uma
pequena desadaptação que compensará com a contração de polimerização da
resina, impedindo que ela fique presa no preparo);
22. Depois de tirar e colocar várias vezes, mantenha a coroa em posição e peça pro
paciente ocluir novamente até sua polimerização completa;
23. Quando a resina estiver bem rígida, remova-a do preparo e delimite seu término
marginal com uma lapiseira (utilize a Maxicut delicadamente para remover os
excessosque estão fora dos limites demarcados);
24. Verificar se está bem adaptada no término cervical com uma sonda exploradora;
Técnica da Muralha – Adaptação da Coroa Provisória
14. Colocar a coroa provisória em posição e verificar sua adaptação marginal, utilizando uma sonda
exploradora (se tiver desadaptada, será necessário fazer um reembasamento);
Técnica da Muralha – Ajuste Oclusal
25. Montar o carbono em pinça Miller e checar os contatos em MIH e nos movimentos excursivos da
mandibular;
26. Utilizar a ponta multilaminada para remover os contatos;
27. Finalizar fazendo o polimento da coroa provisória para garantir que não favoreça o acúmulo de
biofilme e, consequentemente, manter a saúde gengival;
28. Utilizar a sequência de borracha de polimento (iniciando pela granulação mais grossa, média e
finalizando com a granulação fina);
29. Colocar a coroa sobre o preparo e verificar os contatos proximais com fio dental;
30. Após finalizada, proceder para a etapa de cimentação;
Cimentação provisória:
31. Sobre um bloco de papel, colocar uma porção da pasta base e da catalisadora (Temp-Bond NE);
32. Misturar o cimento com a espátula nº 1, colocar uma porção na face interna da coroa provisória;
33. Imediatamente leve a coroa em posição sobre o preparo e aperte bem para extravasar o excesso de
cimento;
34. Peça para o paciente ocluir e espere o cimento tomar presa;
35. Quando o cimento estiver rígido, remova os excessos das faces livres com a sonda exploradora e os
excessos das proximais com o fio dental;
É um procedimento clínico que visa a fixação de uma restauração indireta à parte coronária ou
radicular do elemento dental por meio de um agente previamente selecionado.
- Os cimentos dentais são responsáveis pela união entre o material restaurador indireto (metálico,
resinoso ou cerâmico) e a estrutura dental devidamente preparada para recebê-lo.
- A seleção desses cimentos deve ser determinada pelas condições clínicas inerentes a cada caso,
pelas propriedades físicas do material restaurador indireto, e pelas características físicas e
biológicas do material cimentante.
(Simon, Darnell, 2012)
- O sucesso clínico das próteses está intimamente relacionado ao procedimento de cimentação.
Embora o estabelecimento de formas otimizadas de retenção e resistência no preparo dental
seja de extrema importância, o cimento odontológico deve ser utilizado para atuar como
barreira contra a infiltração bacteriana, selando a interface entre o dente e a restauração,
unindo-os por algum meio de interação superficial, seja ela mecânica e/ou química.
(Campos et. al, 1999)
O agente cimentante ideal deve apresentar:
• Adequada resistência à dissolução ao meio oral
• Forte união com a dentina e a estrutura metálica ou cerâmica (retenção mecânica,
micromecânica e adesiva)
• Alta resistência a forças de tensão
• Boas propriedades de manipulação (tempo de trabalho e tempo de presa)
• Mínima espessura de película (adaptação satisfatória)
• Propriedades antibacterianas
• Propriedades estéticas compatíveis com os materiais empregados na confecção da prótese
• Aceitação biológica pelo substrato
• Radiopacidade
• Propriedades mecânicas (resistência a tração, fratura e a fadiga)
Nenhum agente cimentante definitivo 
apresenta todas essas propriedades
Cimentos Indicações Vantagens Desvantagens
Fosfato de Zinco
Coroas, PPFs e pinos 
intrarradiculares metálicos, 
coroas e PPFs cerâmicas.
Bom cimento de rotina, facilidade de
trabalho de uso, baixo custo, boas
propriedades mecânicas, pequena
espessura de película.
Baixa dureza, alta solubilidade, não indicado
para a maioria das cerâmicas, falta de adesão
à estrutura dentária, possibilidade de causar
irritação pulpar e sensibilidade pós operatória
devido ao seu pH ácido.
CIV Convencional
Coroas, PPFs e pinos 
intrarradiculares metálicos, 
coroas e PPFs cerâmicas.
Liberação de flúor, adesão molecular ao
substrato dentário, bom cimento de rotina,
simplicidade de uso, baixo custo, baixa
alteração dimensional, baixa solubilidade
Sensibilidade pós operatória ocasional,
sensibilidade a água e a cargas mecânicas, não
indicado para a maioria das cerâmicas.
CIV Modificado 
por Resina
Coroas, PPFs e pinos 
intrarradiculares metálicos, 
coroas e PPFs cerâmicas.
Liberação de flúor, resistência de união
média/alta, adesão molecular ao substrato
dentário, baixa solubilidade, baixa
sensibilidade pós operatória, bom cimento
de rotina, simplicidade de uso, baixo custo.
Absorção de água e expansão, degradação ao
longo tempo e em altas temperaturas, não
indicado para a maioria das cerâmicas, exigem
pré tratamento da superfície dentária e
utilização de adesivo.
Cimento Resinoso 
Adesivo
Coroas, PPFs e pinos 
intrarradiculares metálicos, 
estéticos, coroas cerâmicas.
Baixa solubilidade, boa adesão, alta dureza,
boas propriedades mecânicas, boa estética.
Alto custo, dificuldade de manuseio e
sensibilidade técnica, requer o uso de primers e
sistemas adesivos, alto custo, sensibilidade pós
operatória ocasional, não indicado para
algumas cerâmicas, necessidade isolamento
absoluto
Cimento Resinoso 
Autoadesivo
Coroas, PPFs e pinos 
intrarradiculares metálicos, 
estéticos, coroas cerâmicas 
com alguns tipo de 
cerâmicas.
Facilidade de utilização, tempo clínico, sem
necessidade de pré-tratamento dentinário,
baixa solubilidade mecânica, boa estética.
Poucos estudos longitudinais de avaliação
clínica.
Cimentação Provisória
- Pasta de óxido de zinco e eugenol
- Cimento de óxido de zinco com eugenol
- Cimento de óxido de zinco sem eugenol (cimentos resinosos)
- Cimentos de hidróxido de cálcio
É indicada preferencialmente para PPFs Metalocerâmicas, pois seu uso permite:
• Avaliação dos tecidos periodontais
• Análise do grau de higienização da prótese em relação à abertura das ameias e à forma dos pônticos
• Avaliação das áreas de contato ou pressão dos pônticos contra os rebordos
• Avaliação efetiva da função mastigatória, da oclusão e da desoclusão
• Correções de croma e valor, caso o paciente fique insatisfeito com resultado estético final
• Uma recuperação mais efetiva das agressões sofridas pelo complexo dentina-polpa durante todo o
processo
• Assentamento definitivo da prótese
• A avaliação efetiva da qualidade do contato proximal, que deve desviar alimentos
• Visualização de áreas de contato com a superfície dentária preparada, em que não há espaço
suficiente para a película do agente cimentante
• Realização de qualquer tipo de correção relacionado com o desgaste de pônticos por pressão
excessiva
1. Remover a prótese provisória e limpar os dentes pilares de resíduos do agente
cimentante utilizado para sua fixação;
2. Secar os dentes com leves jatos de ar ou com algodão, dependendo do grau de
sensibilidade dentinária;
3. Aplicar uma fina camada de vaselina sólida nas margens externas das coroas da
prótese para facilitar a eliminação do cimento que escoa para dentro do sulco
gengival;
4. Selecionar e manipular o cimento provisório e aplicar corretamente às superfícies
axiais internas das coroas com espátula de inserção (não é necessário colocar
cimento na porção oclusal interna) e assentar a prótese com pressão firme,
verificando se ocorreu o escoamento do cimento por todas as margens;
5. Solicitar ao paciente que oclua os dentes, para observar a exatidão do
assentamento de prótese. É importante verificar os contatos oclusais dos dentes
vizinhos à prótese, utilizados como referência e garantia de seu assentamento
completo;
6. Após a presa do cimento (que leva 3 a 4 minutos em média), eliminar os excessos
com a sonda clínica no 5 e complementar com fio dental;
Manter a cimentação provisória até que todos os aspectos tenham sido analisados,
aprovados ou corrigidos. Esse tempo deve ser de no mínimo 7 dias (10 a 15 dias em média),
não existindo um prazo máximo se o paciente mantiver a prótese sob controle clínico
adequado.
Cimentação Provisória – Passo a Passo
Cimentação Final “Definitiva”
- Cimento de Fosfato de Zinco
- CIV Convencional
- CIV Modificadopor Resina
- Cimentos Resinosos
- Cimentos Autoadesivos
Meios de Retenção e União:
Os mecanismos de retenção de uma restauração sobre um dente preparado podem ser
divididos em união:
• Mecânica
- Cimento de Fosfato de Zinco
• Micromecânica/Adesividade
- Cimentos Resinosos
• Química
- Cimentos de Policarboxilato e Ionoméricos
Tanto os cimentos de fosfato de zinco quanto os ionoméricos apresentam características semelhantes,
tais como espessura da película, capacidade retentiva, infiltração marginal e escoamento.
Cimentação Final: CIV e Cimento de Fosfato de Zinco
Cimento Ionomérico (CIV)
• Desenvolvem atividade cariostática pela troca de flúor
com o meio oral, aspecto importante no caso de
pacientes com alto risco à cárie ou cujas próteses
foram substituídas exatamente por esse motivo.
• Apresentam coeficiente de expansão e contração
térmicos próximos aos da estrutura dental.
• As qualidades de resistência à compressão e à tração
dos cimentos ionoméricos são melhores.
• Apresentam algum grau de adesão química ao
esmalte e à dentina.
• Espessura de película semelhante ao Fosfato de Zinco.
• Mais indicado em dentes pilares de PPFs nas quais as
margens do preparo estejam colocadas em cemento,
como nos casos de recessão gengival.
• A translucidez pode ser um fator de importância
estética suficiente na cimentação das restaurações que
permitem a passagem de luz, como as coroas em
cerâmica confeccionadas com cerâmicas de alta fusão.
Cimento de Fosfato de Zinco
• A solubilidade do cimento de fosfato de zinco
parece ser maior principalmente em meio ácido,
e o grau de irritação pulpar causado pelo ácido
fosfórico do cimento de fosfato de zinco é muito
mais acentuado.
• Preocupação maior em relação ao vedamento e
à proteção dos túbulos dentinários com vernizes
cavitários.
• Grau de adesão depende primordialmente da
retenção mecânica e do embricamento
resultante das rugosidades superficiais do dente
preparado e da superfície interna da coroa.
• Espessura de película semelhante ao CIV.
Tratamento da Superfície Interna Metálica
O tratamento da superfície dentária poderá ser feito com agentes que removam os detritos
pelas forças de irrigação ou por meio de esfregaço, tais como: água oxigenada a 3%,
hipoclorito de sódio 0,5% – 1%, soluções à base de clorexidina, detergentes aniônicos
(Tergensol), ou soluções a base de cálcio.
1. Se a prótese foi cimentada provisoriamente, deve-se removê-la com o saca-prótese;
2. Lavar e escovar a prótese em água corrente e proceder à remoção do cimento provisório
contido no interior das coroas, geralmente com instrumento pontiagudo, pode-se
complementar a limpeza com substâncias solventes.
3. Em casos de dentes curtos ou qualidade retentiva deficiente, pode-se aumentar o grau de
rugosidade das superfícies internas das coroas com a criação de irregularidades
perpendiculares ao longo do eixo, que aumentam o embricamento mecânico, a área de
superfície e, como consequência, a retenção;
4. Aplicar vaselina nas porções externas das coroas para facilitar a remoção dos excessos de
cimento;
5. Posicionar pedaços de fio dental com aproximadamente 15 cm de comprimento nas
áreas interproximais a fim de complementar a remoção de resíduos do agente
cimentante após sua cristalização;
Cimentação Final – CIV e Cimento de Fosfato de Zinco
Tratamento da Superfície Dentária
1. Remover os excessos do cimento provisório que permanecem nos dentes,
especialmente dentro do sulco gengival;
2. Para a limpeza dos dentes, deve-se utilizar substâncias apropriadas. É importante
lembrar que a efetividade da cimentação depende do preenchimento das
irregularidades ou rugosidades presentes na superfície dentária e interna das
coroas;
3. Isolar o campo operatório e proceder à sequência de proteção do complexo
dentino-pulpar:
a. Aplicar solução de hidróxido de cálcio PA (água de cal) por 2 a 3 minutos, o que
contribui para o processo de reparo tecidual e a eliminação de microrganismos presentes
na superfície dentinária.
b. Para o uso de Cimento de fosfato de zinco: Aplicar 2 camadas de verniz com pincel,
aproximadamente 5 µm de espessura cada, com o objetivo de impedir fisicamente a
penetração de agentes irritantes dos cimentos nos túbulos dentinários eventualmente não
selados.
c. Para o uso de CIV: a limpeza do dente deve ser realizada com pedra -pomes e taça de
borracha previamente à cimentação, sem provocar o ressecamento da dentina.
Cimentação Final – CIV e Cimento de Fosfato de Zinco
Procedimentos para Cimentação
Cimentação Final – CIV e Cimento de Fosfato de Zinco
1. A aplicação do cimento no interior da coroa pode ser feita com diferentes
instrumentos, mas talvez o mais apropriado seja um pincel pequeno;
2. Não é preciso se preocupar em preencher toda a superfície oclusal da coroa, pois
isso ocorrerá no escoamento durante a cimentação, mesmo que o cimento seja
aplicado apenas nas superfícies axiais internas;
3. A colocação de uma pequena quantidade de cimento nas superfícies axiais internas
minimiza o efeito da pressão hidrostática que impede o assentamento total da
prótese e pode provocar seu assentamento oblíquo;
4. Pode ser optar aplicar uma pequena quantidade de cimento nos términos cervicais
dos dentes pilares, visto que a quantidade de cimento no interior das coroas,
nessas áreas, pode ser insuficiente;
5. Assentar a prótese com pressão digital firme e uniforme (cerca de 4 kg) durante 1
minuto, e verificar se há cimento em excesso em todo o contorno cervical;
Procedimentos para Cimentação
Cimentação Final – CIV e Cimento de Fosfato de Zinco
6. Solicitar ao paciente que oclua os dentes para avaliar a exatidão do posicionamento.
7. Não é necessário manter a pressão de cimentação por tempo maior que 1 minuto,
desde que tenha havido o escoamento do cimento e o assentamento da prótese.
8. Aguardar o tempo indicado pelo fabricante para a presa do cimento, mantendo o
campo isolado.
9. Remover os excessos com sonda clínica, com especial atenção à possibilidade de
manutenção de resíduos de cimento dentro do sulco e de eventual sangramento
gengival (a aplicação de vaselina nas superfícies externas das coroas e o uso de fio dental
nas áreas proximais têm a finalidade de facilitar a remoção desse cimento).
10. Orientar paciente a evitar a mastigação durante 1 hora após a cimentação, tempo
suficiente para que o cimento adquira até 90% da sua presa e, portanto, das suas
propriedades físicas.
11. Combinar retornos periódicos para avaliação, de acordo com as necessidades de cada
caso.
Pó
Óxido de zinco
Óxido de magnésio
Dióxido de silício
Trióxido de bismuto
Fluoreto de tanino
Líquido
Ácido fosfórico
Hidróxido 
de alumínio
Óxido de zinco
Água destilada
Indicações: cimentação de coroas metálicas, metalocerâmicas e de
núcleos metálicos fundidos (trabalhos com metal)
Irritação pulpar: pH inicial de 2, após 1h aumenta para 6, permanece
por 48h até tornar-se neutro
Reação exotérmica e resposta pulpar moderada
- Utilizar placa de vidro grossa e manipular por toda sua extensão
1. Agitar pó antes do uso p/ descompactação, fazer um quadrado com o
pó, dividir em 4 partes iguais; 1 das partes dividir ao meio; dividir esta
mesma parte ao meio (obtendo mais 2 partes);
2. Pingar 4 gotas do líquido separadamente (centro da placa), e iniciar a
manipulação pela parte menor com movimentos circulares.
Aspecto final: brilhante que se desprende da espátula formando um fio
pegajoso de aproximadamente 12 a 19 cm antes de quebrar, mais que
19cm indica que o cimento ficou muito espesso para ser usado.
3. Aplicar na face de cimentação com espátula de inserção n. 1
Bases de restaurações 
Cimentação de restaurações finais
exigirá mais pó (lado maior da pá IIII) 
exigirá menos pó (lado menor da pá III) 
(depende do fabricante) 
Pó e Líquido
DIVIDIR 
EM 4
DIVIDIR 
EM 2
DIVIDIR 
EM 2
30s
15s
15s
10s
10s 10s
DIVISÃO FINAL
Cimento Resinoso
Fotopolimerizável
- Polimerização pela emissão de luz visível
Autofotopolimerizável
- Polimerização por reação químicaDual:
- Polimerização por reação química e pela luz visível
Sugestões:
tamirespaiiva@hotmail.com
@tamipaivas
1. Prótese fixa: bases para o planejamento em reabilitação oral - Luiz Fernando Pegoraro
... [et al.]. – Dados eletrônicos. – 2. ed. – São Paulo : Artes Médicas, 2013
2. Aulas Ministradas pelo Professor Pedro Duarte e Marcelo França, ano de 2022 pela
Universidade Cidade de São Paulo – UNICID
Atenção:
É PROIBIDA A VENDA E COMPARTILHAMENTO DESSE RESUMO SEM AUTORIZAÇÃO
LEI nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.
mailto:tamirespaiiva@hotmail.com

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