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A LEGISLAÇÃO E AS POLITICAS PÚBLICAS QUE REGEM O EJA

Trabalho sobre a legislação e políticas públicas da Educação de Jovens e Adultos (EJA); contém resumo, introdução e fundamentação teórica com evolução histórica da EJA, referência à Constituição e à LDB e tratamento do currículo nessa modalidade.

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<p>A LEGISLAÇÃO E AS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE REGEM O EJA</p><p>Acadêmicas: Joelice da Silva Pereira, Mayra Beatriz Costa Siqueira</p><p>Tutor Externo: Diego Sousa.</p><p>· RESUMO</p><p>Este trabalho visa fomentar sobre a regulamentação da modalidade na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o respectivo intuito dessa política pública. Bem como, o marco inicial desta categoria para o público-alvo pretendido.</p><p>As políticas públicas pressuposto para EJA, tem a atribuição de agregar conhecimentos e oportunizar o processo de aprendizagem nas instituições de ensino.</p><p>O público-alvo nesta categoria está amparado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação e demais norteadores que regem a modalidade nas legislações.</p><p>· Palavras Chaves: Legislação. Modalidade. Políticas Públicas.</p><p>· INTRODUÇÃO</p><p>A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é configurada na Carta Magna, como uma modalidade que proporciona a inserção de jovens e adultos para a conclusão dos estudos, visto que uma abrangência da população não finaliza os estudos na idade prevista, por inúmeras circunstâncias. A Constituição de 1988 dispõe no artigo 208, dever do governo garantir o acesso igualitário a educação.</p><p>A categoria da EJA, proporciona a alfabetização destinada os jovens e adultos e continuação aos estudos. Conforme ressalta na Lei de Diretrizes e Base (LDB) em seu artigo 37, que a educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram a oportunidade de continuar nos estudos na idade prevista.</p><p>Os norteadores da categoria, busca apresentar os quesitos de qualidade de ensino e ofertas para aqueles que precisam da escolarização. Ademais, é obrigatório o ensino gratuito e de qualidade para quem pretende continuar os estudos.</p><p>O currículo da Educação de Jovens e Adultos, tem por finalidade organizar os eixos temáticos, e conforme Moreira, Silva 2001, p. 7: “o currículo é considerado um artefato social e cultural. O currículo transmite visões sociais particulares e interessadas, o currículo produz identidade individuais e sociais particulares.”.</p><p>· FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</p><p>· Evolução da EJA</p><p>Os primeiros registros sobre o EJA datam do início do período colonial, com a chegada dos padres jesuítas ao Brasil, em 1549. Naquela época, as ações educativas realizadas pelos jesuítas tinham caráter religioso, objetivando catequizar os indígenas que aqui viviam e ensinar-lhes como se “comportar civilizadamente”. Após a expulsão dos padres jesuítas, na segunda metade do século XVIII, a educação ficou esquecida até o século XIX. Nesse período, diversos fatores contribuíram para que a educação da população não fosse considerada uma necessidade social e econômica importante. A concentração populacional no meio rural, a necessidade de trabalhar desde a infância, a ideia “de que para trabalhar na terra não era preciso estudar”, a falta de escolas e de professores capacitados, e um período de escravidão que durou até 1888, foram alguns dos tantos fatores que sustentavam essa ideia (SOUZA, 2003, p. 13).</p><p>Até a 2ºguerra mundial, a educação popular era concebida como extensão da educação formal para todos, sobretudo para os menos privilegiados que habitavam as áreas das zonas urbanas e rurais.</p><p>Após a I Conferência Internacional de Educação de Adultos, realizada na Dinamarca, em 1949, a educação de adultos tomou outro rumo, sendo concebida como uma espécie de educação moral. Dessa forma, a escola, não conseguindo superar todos os traumas causados pela guerra, buscou fazer um “paralelo” fora dela, tendo como finalidade principal, contribuir para o resgate do respeito aos direitos humanos e para a construção da paz duradoura (rocha et al, 2002).</p><p>A partir da II Conferência Internacional de Educação de Adultos em Montreal, no ano de 1963, a educação de adultos passou a ser vista sob dois enfoques distintos: como uma continuação da educação formal, permanente e como uma educação de base ou comunitária (ROCHA et al, 2002).</p><p>Depois da III Conferência Internacional de Educação de Adultos em Tóquio, n ano de 1972, a educação de adultos volta a ser entendida como suplência da educação fundamental, reintroduzindo jovens e adultos, principalmente analfabetos, no sistema formal de educação.</p><p>A IV Conferência Internacional de Educação de Adultos, realizada em Paris, em 1985, caracterizou-se pela pluralidade de conceitos, surgindo o conceito de educação de adultos.</p><p>Em 1990, com a realização da Conferência Mundial sobre educação para todos, realizado em Jomtien, na Tailândia, entendeu-se a alfabetização de jovens e adultos como a 1ºetapa da educação básica, consagrando a ideia de que a alfabetização não pode ser separada da pós-alfabetização.</p><p>· Políticas Públicas</p><p>A Educação de Jovens e Adultos deve ser sempre uma educação multicultural, uma educação que desenvolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural, como afirma Gadotti (1995), uma educação para a compreensão mútua, contra a exclusão por motivos de raça, sexo, cultura ou outras formas de discriminação e, para isso, o educador deve conhecer bem o próprio meio do educando, pois somente conhecendo a realidade desses jovens e adultos é que haverá uma educação de qualidade, considerando a realidade dos educandos, o educador conseguirá promover a motivação necessária á aprendizagem, despertando neles interesse e entusiasmo, abrindo-lhes um maior campo para o atingimento do conhecimento.</p><p>O jovem e o adulto querem ver a aplicação imediata do que estão aprendendo e, ao mesmo tempo, precisam ser estimulados para resgatarem a sua autoestima, pois sua “ignorância” lhes trará ansiedade, angústia e “complexo de inferioridade”. Esses jovens e adultos são tão capazes como uma criança, exigindo somente mais técnica e metodologia eficientes para esse tipo de modalidade (ROCHA et al, 2002).</p><p>Segundo Haddad (1991), durante o período entre 1964 e 1985, foi revelado que o estado procurava introduzir a utilização de tecnologias como meio de solução para os problemas de educação. Esta ideia da tecnologia a serviço do econômico e do pedagógico, perdurou por um longo período, o estado se propunha a oferecer uma educação de massas, a custos baixos, com perspectiva de democratizar oportunidades educacionais, “elevando” o nível cultural da população, nível esta que vinha perdendo qualidade pelo crescimento do nº de pessoas, segundo sua visão (HADDAD, 1991).</p><p>De acordo com Gadotti (1979 apud Rocha et al, 2002), a Educação de Adultos, em âmbito histórico, pode ser dividida em 3 períodos:</p><p>1º- de 1946 a 1958, quando foram realizadas campanhas nacionais de iniciativa oficial para erradicar-se o analfabetismo.</p><p>2º- de 1958 a 1964. Em 1958 foi realizado o 2º Congresso Nacional de Educação de Adultos, tendo a participação marcante de Paulo Freire. Esse congresso abriu as portas para o problema da alfabetização que desencadeou o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos, dirigido por Paulo Freire e extinto pelo golpe de estado de 1964.</p><p>3°- O MOBRAL, que foi concebido como um sistema que visava o controle da alfabetização da população, principalmente a rural. Com a redemocratização (1985), a “Nova República” extinguiu o MOBRAL e criou a Fundação Educar, assim sendo, a Educação de Adultos foi enterrada pela “Nova República”.</p><p>Amaral (2000) pondera que é observável no decorrer da trajetória histórica das políticas educacionais no Brasil, as várias expressões da Educação de Jovens e Adultos no cenário nacional, expressões construídas pelas intencionalidades, interesses e conflitos entre as classes sociais através dos vários segmentos, grupos e representações que as compõem no espaço do estado ou da sociedade civil, fundamentadas em ideias e conceitos, discursos e ações que revelam projetos de sociedade e de Brasil diferentes, sobre as políticas públicas como sendo:</p><p>Campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo, “colocar o governo em ação” e/ou analisar essa ação (variável independente) e, quando necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas ações e ou entender</p><p>por que as ações tomaram certo rumo em lugar de outro (variável dependente). Em outras palavras o processo de formulação de política é aquele através do qual os governos traduzem seus propósitos em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças desejadas no mundo real (SOUZA, 2003, P. 13).</p><p>A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), criada em julho de 2004, é a secretaria mais nova do Ministério da Educação. Nela estão reunidos temas como alfabetização e educação de jovens e adultos, educação do campo, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação escolar indígena, e diversidade étnico-racial, temas antes distribuídos em outras secretarias. O objetivo da SECAD é contribuir para a redução das desigualdades educacionais por meio da participação de todos os cidadãos em políticas públicas que assegurem a ampliação do acesso à educação.</p><p>O MEC realiza, desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens e adultos e idosos. O programa é uma porta de acesso à cidadania e o despertar do interesse pela elevação da escolaridade. O Brasil Alfabetizado é desenvolvido em todo território nacional, com o atendimento prioritário a 1.928 municípios que apresentam taxa de analfabetismo igual ou superior a 25%. Desse total, 90% localizam-se na região Nordeste. Esses municípios recebem apoio técnico na implementação das ações do programa, visando garantir a continuidade dos estudos aos alfabetizandos, podem aderir ao programa, por meio das resoluções específicas publicadas no Diário Oficial da União, estados municípios e o Distrito Federal.</p><p>O Programa Mais Educação, criado pela portaria interministerial nº 17/2007, aumenta a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas que foram agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educação científica e educação econômica.</p><p>A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC), em parceria com a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), e com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. Sua operacionalização é feita por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).</p><p>O programa visa fomentar atividades para melhorar o ambiente escolar, tendo como base estudos desenvolvidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), utilizando os resultados da prova Brasil de 2005. Nesses estudos destacou-se o “Índice de Efeito Escola- IEE”, indicador do impacto que a escola pode ter na vida e no aprendizado do estudante, cruzando informações socioeconômicas do município no qual a escola está localizada.</p><p>A Agenda Territorial de Desenvolvimento Integrado de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos tem o objetivo de firmar um pacto social, para melhorar e fortalecer a educação de jovens e adultos (EJA), no Brasil.</p><p>A proposta é reunir periodicamente representantes de diversos segmentos da sociedade, de cada estado brasileiro, para trabalhar em conjunto, seguindo a filosofia do compromisso pela educação, impetrada pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). A intenção é estabelecer uma agenda de compromissos para o ano, em que cada estado trace metas para a educação de jovens e adultos. O Ministério da Educação é responsável por acompanhar a implementação dos trabalhos em cada localidade.</p><p>Dentro dessa perspectiva, pode-se inferir que a política pública envolveria mais do que uma decisão e requereria diversas ações estrategicamente selecionadas pra implementar decisões tomadas, conclui-se nesse sentido, que as políticas públicas representam os instrumentos de ação dos governos, numa clara substituição dos “governos por leis” pelos “governos por políticas”. O fundamento mediato e fonte de justificação das políticas públicas é o estado social, marcado pela obrigação de implemento dos direitos fundamentais positivos, aqueles que exigem uma prestação positiva do Poder Público.</p><p>· Legislação</p><p>A legislação atual em vigor que rege a respeito da EJA, encontra-se amparada na lei de diretrizes e bases de educação nacional LDB nº 9394 de 20 de dezembro de 1996, constam no título V (dos níveis e da modalidade de educação e ensino), capítulo II (de educação básica), seção V, dois artigos relacionados, especificamente, a educação de jovens e adultos:</p><p>Art. 37- A educação de jovens e adultos é destinado para aqueles que não tiveram acesso em continuidade de estudo no ensino fundamental e médio na idade própria.</p><p>§1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e trabalho, mediante cursos e exames.</p><p>§2º O poder público viabilizará e estimulará o acesso à permanência do trabalhador na escola, mediante ações integrada e complementares entre si.</p><p>Art. 38- Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.</p><p>§1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: No nível de inclusão do ensino fundamental, para os níveis de quinze anos.</p><p>II. No nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.</p><p>§2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. (BRASIL. MEC, 2008).</p><p>A legislação brasileira mostra uma forte necessidade em traçar metas para minimizar o número de analfabetos no país. Sabe-se que o homem necessita do conhecimento como se fosse o alimento para sua sobrevivência, acredita-se também que o estudo movimenta o convívio com os demais, pensando na sua existência transformadora de realidade.</p><p>O combate à evasão escolar nessa perspectiva, também surge como um eficaz instrumento de prevenção e combate à imensa desigualdade social que assola o Brasil, beneficiando assim toda a sociedade.</p><p>Possuindo diversas causas, que vão desde a necessidade de trabalho do aluno, como forma de complementar a renda da família, até a baixa qualidade do ensino, que desestimula a frequentar as aulas.</p><p>E isto ocorre não em razão da falta de previsão legal para sua existência, na medida em que tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90). Quanto a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), como decorrência do enunciado dos art. 206, inciso I E 208, §3º, Constituição Federal, há muito, contém disposições expressas no sentido de sua obrigatória criação (SALDANHA, 2009).</p><p>No que diz respeito à legislação nacional, mais precisamente a LDB³ da Educação Nacional, o direito de acesso e permanência à educação de qualidade é assegurado de acordo com o Art. 37. Em seu § 1º, na nova LDB percebe-se a obrigatoriedade da gratuidade do ensino:</p><p>Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida a de trabalho, mediante cursos e exames (BRASIL, 1996).</p><p>A Lei de Reforma n</p><p>º 5.692/71 atribui um capítulo para o ensino supletivo e recomenda aos estados atender jovens e adultos.</p><p>Capítulo IV</p><p>Do ensino supletivo</p><p>Art. 24 - O ensino supletivo terá por finalidade:</p><p>a) Suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria;</p><p>b) Proporcionar, mediante repetida volta à escola, estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte.</p><p>Parágrafo único – O ensino supletivo abrangerá, cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos respectivos conselhos de educação.</p><p>Art. 25 - O ensino supletivo abrangerá, conforme as necessidades a atender desde a iniciação no ensino de ler, escrever e contar e a formação profissional definida em lei específica até o estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de conhecimentos.</p><p>§1º- Os cursos supletivos terão estrutura, duração e regime escolar que se ajustem às suas finalidades próprias e ao tipo especial de aluno a que se destinam.</p><p>§2º- Os cursos supletivos serão ministrados em classe ou mediante a utilização de rádio, televisão, correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos.</p><p>Art.26 – Os exames supletivos compreenderão a parte do currículo resultante do núcleo-comum, fixado pelo Conselho Federal de Educação, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular, e poderão, quando realizados para o exclusivo efeito de habilitação profissional de 2º grau, abranger somente o mínimo estabelecido pelo mesmo conselho.</p><p>§1º- Os exames a que se refere este artigo deverão realizar-se:</p><p>Ao nível de conclusão do ensino de 1º grau, para os maiores de 18 anos;</p><p>Ao nível de conclusão do ensino de 2º grau, para maiores de 21 anos;</p><p>§2º- Os exames supletivos ficarão a cargo de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos, indicados nos vários sistemas, anualmente, pelos respectivos Conselho de Educação.</p><p>Art. 27 – Desenvolver-se-ão, ao nível de uma ou mais das quatro últimas séries do ensino de 1º grau, cursos de aprendizagem, ministrados a alunos de 14 a 18 anos em complementação da escolarização regular, e, a esse nível ou de 2º grau, cursos intensivos de qualificação profissional.</p><p>Parágrafo único – Os cursos de aprendizagem e os de qualificação darão direito a prosseguimento de estudos quando incluírem disciplinas, áreas de estudos e atividades que os tornem equivalentes ao ensino regular, conforme estabeleçam as normas dos vários sistemas.</p><p>Art.28 – Os certificados de aprovação em exames supletivos e os relativos à conclusão de cursos de aprendizagem e qualificação serão expedidos pelas instituições que os mantenham.</p><p>A Lei de reforma nº 5.692, que dedicou, pela primeira vez na história da educação, um capítulo ao ensino supletivo, foi aprovada em 11 de agosto de 1971 e veio substituir a Lei nº 4.024/61, reformulando o ensino de 1º e 2º graus. Enquanto a última LDB foi resultado de um amplo processo de debate entre tendências do pensamento educacional brasileiro, levando 13 anos para ser editada, a lei de reforma nº 5.692/71, foi elaborada em um prazo de 60 dias, por 9 membros indicados pelo então ministro da educação Coronel Jarbas Passarinho.</p><p>A Lei nº 5692/71 concedeu flexibilidade a autonomia aos Conselhos Estaduais de Educação para normatizarem o tipo de oferta de cursos supletivos nos respectivos estados. Isso gerou grande heterogeneidade nas modalidades implantadas nas unidades de federação. Para implementar a legislação, a Secretaria Estadual da Educação criou, em 1975, o Departamento de Ensino Supletivo (DESU), em reconhecimento à importância crescente que essa modalidade de ensino vinha assumindo.</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB 9394/96), é a legislação que regulamenta o sistema educacional (público ou privado) do Brasil (da educação básica ao ensino superior). Na história do Brasil, essa é a segunda vez que a educação conta com uma Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que regulamenta todos os seus níveis. A primeira LDB foi promulgada em 1961 (LDB 4024/61). A LDB 9394/96 reafirma o direito à educação, garantido pela Constituição Federal. Estabelece os princípios da educação e os deveres do estado em relação à educação escolar pública, definindo as responsabilidades, em regime de colaboração, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.</p><p>· MATERIAIS E MÉTODOS</p><p>Para a modalidade Educação de Jovens e Adultos, foi elaborado metodologias e modelos pedagógicos voltados ao ensino deste público-alvo. A formação de profissionais para as instituições de ensino, para uma qualidade de ensino e novas propostas referente ao tema EJA, materiais didáticos e digitais é melhorado para auxiliar os estudantes nesta categoria.</p><p>Segundo dados de pesquisa mostra a relevância da inovação das práticas pedagógicas e digitais.</p><p>IMAGEM 1</p><p>FONTE: Internet.</p><p>Em seguida, a Base Nacional Comum Curricular ressalta na competência sobre “como a mobilidade de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL, 2018p. 8). Referendo- se aos objetivos proposto para a educação e ensino aprendizagem EJA e disposição para uma qualidade na área da educação.</p><p>Dentro da instituição de ensino há legislações que regem a EJA e uma delas é a LDB, em seu Artigo 37 e 38, a Educação de Jovens e Adultos é designada a quem não teve acesso ou continuidade de escolarização no ensino fundamental e médio na idade apropriada.</p><p>IMAGEM 2</p><p>FONTE: Internet.</p><p>Portanto, as legislações e parâmetros que demandam a classe de jovens e adultos, oferecem acesso gratuito, igualdade de oportunidades e formação de qualidade.</p><p>· RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>O conhecimento do processo de aprender dos educandos, suas características sociais, psicológicas e culturais, devem desencadear nos professores a manifestação de um compromisso com a necessidade de reorganização do trabalho pedagógico com a finalidade de promover a apropriação dos conceitos científicos e proporcionar uma educação em que possam afirma-se como sujeitos ativos, críticos e criativos e aos alunos que aderirem a está modalidade o compromisso de mudança de comportamento, dando importância e tendo responsabilidade para seu aprendizado.</p><p>Gadotti (2008, p. 66), é enfático ao contextualizar historicamente o conceito de cidadania e afirma que “a educação para a cidadania deve ser entendida hoje, no Brasil, a partir de um movimento educacional concreto, acompanhado por uma particular corrente do pensamento pedagógico.</p><p>Consequentemente, cada aluno que ingressa na modalidade EJA, sabe quais foram as razões que os levaram a desistir dos estudos, mesmo que temporariamente, sendo excluídos do processo de ensino-aprendizagem.</p><p>Embora haja preconceito em relação à EJA é inegável o benefício que essa modalidade de ensino tem prestado às pessoas que não puderam estudar na época apropriada. Além de constatar que a EJA é uma educação possível, ao longo dos anos, o avanço da tecnologia e da economia, tem feito com que as pessoas sintam necessidade de retornar à sala de aula para aprimorar seus conhecimentos ou conseguir um diploma atestando uma escolarização mais elevada. Cabe, portanto aos governantes fazerem garantir aos cidadãos os seus direitos e implementar políticas públicas, respeitando a realidade regional do país e dos cidadãos que nela estão inseridos.</p><p>· CONCLUSÃO</p><p>A Educação de Jovens e Adultos (EJA), é regida por um conjunto de políticas públicas e legislações que visam garantir o acesso, a permanência e a qualidade da educação para esse público. A Constituição Brasileira de 1998 estabelece a educação como um direito fundamental, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996 reconhece a EJA como uma modalidade de ensino específica, com suas peculiaridades.</p><p>As políticas públicas para o EJA buscam promover inclusão, diversidade e flexibilidade, considerando as experiências e necessidades dos jovens e adultos, programas como o Pronatec e a educação profissional integrada, também oferecem oportunidades de formação, visando à inserção no mercado de trabalho.</p><p>Entretanto, desafios persistem como a falta de investimentos adequados, formação de professores e a descontinuidade de políticas em diferentes gestões. Para fortalecer a EJA, é fundamental garantir recursos, formação continuada e uma articulação efetiva entre os diversos níveis de governo.</p><p>Em conclusão, as políticas públicas</p><p>e a legislação que regem a EJA são essenciais para a promoção da equidade educacional, mas requerem um comprometimento contínuo para superar os obstáculos e atender efetivamente às demandas desse público.</p><p>· REFERÊNCIAS</p><p>AMARAL, Wagner Roberto, políticas de educação de jovens e adultos no Brasil: conceitos e contextos. Serviço Social em Revista V.3n.1jul/dez 2000.</p><p>Disponível em: http://www.ssrevista.uel.br/c-v3n1.htm Acesso em 20/09/2024.</p><p>BRASIL. Lei 5692/71. Lei de Diretrizes e Base da Educação. Capítulo IV. Ensino Supletivo. Legislação do Ensino Supletivo, MEC, DFU, Departamento de Documentação e Divulgação, Brasília, 1974.</p><p>BRASIL. Lei 9394/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília,1996</p><p>Disponível em: http://www.mec.gov.br. Acesso em 20/09/2024.</p><p>BRASIL. Plano Nacional de Educação. Disponível em: http://www.mec.gov.br. Acesso em 20/09/2024.</p><p>GADOTTI, Moacir. Estado e Educação Popular. Conferência na UNESCO, 1995.</p><p>GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã. 12 ed. São Paulo: Cortez, 2008.</p><p>FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos. 10ºed. São Paulo. Paz e Terra. 2002.</p><p>HADDAD, Sergio. Estado e Educação de Adultos (1964-1985). São Paulo: Faculdade de Educação da USP, 1991.</p><p>ROCHA, Halline Fialho da, KARL, Helena de Azevedo; VEIGA, Marise Schimidt; GUIMARÃES, Michele. As Práticas Educativas na Educação de Jovens e Adultos. Pedagogia em Foco. Petrópolis, 2002. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/jovens01.html. Acesso em 23/09/2024.</p><p>SALDANHA, Leila. Aspectos legais da Educação de Jovens e Adultos (2009). Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/17682/1/ASPECTOS-LEGAIS-DA -EDUCAÇAO-DE-JOVENS-E-ADULTOS-NO-BRASIL/pagina1.html. Acesso em 25/09/2024.</p><p>image1.jfif</p><p>image2.jpeg</p>

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