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Avaliação à Distância (AD2) 
DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO 4 – SOCIOLOGIA DA 
EDUCAÇÃO 
Coordenadora: Profa. Dra. Rejane Maria de Almeida Amorim 
Professores Tutores a Distância: 
Profa. Esp. Elane Magalhães 
Profa. Esp. Alicia Santana Castro 
CURSO: Ciências Biológicas 
POLO: Nova Iguaçu 
ESTUDANTE: Sheila Macedo Nascimento De Lima 
MATRÍCULA: 25114020108 
 
Questão 1 
Letra A) 
 
Letra B) Paulo Freire fazia críticas à falsa ideologia que se apresenta como 
neutralidade da ciência. Freire alega que, quando não há posicionamento 
diante da forma como o conhecimento é selecionado e apresentado, isso 
revela concordância com os modelos dominantes em operação, o que sustenta 
a dominação e a opressão. Freire afirma que essa suposta neutralidade 
autoriza e contribui para a perpetuação de todas as formas de desigualdade 
social e exploração. 
Letra C) 
Desde o início dos anos 1970, o sociólogo colombiano Orlando Fals Borda e o 
educador brasileiro Paulo Freire já haviam proposto e utilizado o termo 
“investigação-ação participativa” para descrever uma abordagem 
epistemológica alternativa ao método sociológico formal de origem europeia. 
Os dois pensadores, de alguma forma, orientaram um caminho construído com 
solidez referencial e epistemológica decolonial. Por outro lado, as contribuições 
de Fals Borda revelam que o peso da tradição levou à naturalização da 
pobreza e da estrutura de classes na América Latina. Essa forma de 
interferência de interesses externos acabou atrasando as condições 
necessárias para a emancipação do continente. 
 
 
Questão 2 
A educação deve ter a política como eixo central. Paulo Freire defendia que 
conhecer as ideias e o poder possibilita uma alfabetização consciente e crítica, 
capaz de contribuir para a compreensão do mundo e para o enfrentamento das 
injustiças econômicas, sociais e de gênero. Ele não aceitava o sofrimento e o 
conformismo. Vendo a desigualdade permanente na esfera política, reivindicou 
as condições necessárias para que as pessoas resistissem e enfrentassem os 
constrangimentos que pesavam sobre suas vidas. Freire acreditava que toda 
pessoa pode e tem capacidade de ser intelectual: de pensar criticamente, de 
ter posicionamento próprio diferente da família, de lutar de forma universal e 
coletiva contra a máquina que destrói vidas e contra o abandono ético. 
O que marcou foi quando a senhora disse que aprendeu a escrever o nome da 
mãe dela e começou a chorar. Quando ele foi preso, disseram que tudo o que 
eles haviam escrito no caderno teve que ser destruído. Porque, se 
encontrassem algum papel que eles tivessem aprendido com Paulo Freire, eles 
também seriam presos junto com ele, sendo considerados iguais a Paulo 
Freire. Então eles não acreditaram na acusação de que Paulo Freire era 
comunista. Uma das alunas, inclusive, manifestou o desejo de encontrá-lo para 
agradecer por tudo o que ele havia feito por ela. 
 
 
Questão 3) 
A escola profissional não deve ser uma incubadora de “pequenos monstros” 
instruídos apenas para o ofício. Pessoas com técnica perfeita olhos certeiros e 
mãos firmes mas sem ideias gerais, sem cultura, sem alma. Mesmo que a 
cultura profissional seja necessária, ela só faz sentido se servir para formar 
seres humanos completos, não apenas mão de obra. 
Para isso, essa cultura precisa ser educativa, e não apenas informativa. Ainda 
que essa ideia não seja nova do ponto de vista da formação, é urgente que ela 
ganhe relevância. Defendemos um aprendizado criador, autônomo e 
independente, que tenha bases sólidas. Uma proposta onde a autodisciplina 
intelectual leve o aluno a unir teoria e prática, conectando os estudos com o 
mundo do trabalho de forma ética. Assim, o aprendizado usa a ciência e a vida 
de forma criativa, promovendo desenvolvimento, consciência, responsabilidade 
e autonomia no indivíduo. 
 
Questão 4) 
 
Questão 5) 
Sim. Está previsto na Constituição que todos têm direito à educação e, 
conforme a proposta de Anísio Teixeira, a escola deveria ser pública, gratuita e 
laica. Não deveria haver interferência política ou religiosa no ambiente escolar. 
Ele propôs que a escola fosse de tempo integral e que, além da formação 
tradicional, incluísse esportes e atividades artísticas. Anísio também 
incentivava que os alunos desenvolvessem autonomia dentro da sala de aula.

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