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<p>Tics 2° Período</p><p>Aluna: Amanda Martins Costa.</p><p>Como, do ponto neurofisiológico, realizamos a localização de uma fonte sonora?</p><p>A percepção da direção dos sons é um fenômeno que ocorre de maneira</p><p>inconsciente. Para perceber a direção do som, é necessário identificar diferenças</p><p>muito sutis em tom, intensidade e duração. A localização espacial do som</p><p>geralmente se baseia na análise dessas diferenças entre os sons que chegam a</p><p>cada orelha. Essa localização ocorre principalmente devido às características</p><p>físicas da onda sonora, que criam variações no espectro entre as orelhas,</p><p>conhecidas como diferenças interaurais. Assim, dois fatores principais são</p><p>considerados: as diferenças de fase entre as orelhas, também chamadas de</p><p>diferença de tempo interaural (DTI), e as diferenças de intensidade entre as</p><p>orelhas, ou diferença de intensidade interaural (DII).</p><p>O padrão de comparação das pressões entre</p><p>as orelhas direita e esquerda é conhecido</p><p>como diferença de intensidade interaural</p><p>(DII), com um limiar de aproximadamente 0,5</p><p>dB. A localização sonora com base na DII é</p><p>mais eficaz quando a frequência do som tem</p><p>comprimentos de onda menores que o</p><p>diâmetro da cabeça, que é cerca de 17,5 cm</p><p>(2.000 Hz). Isso provoca uma diferença de</p><p>pressão entre as orelhas, chamada de efeito</p><p>sombra. No entanto, esse método de localização é mais eficiente para</p><p>frequências superiores a 4.000 Hz, quando o comprimento de onda é</p><p>aproximadamente duas vezes menor que o diâmetro da cabeça. A localização é</p><p>mais precisa quando o efeito sombra resulta em uma diferença interaural</p><p>superior a 20 dB.</p><p>A diferença de fase da onda sonora entre as orelhas é definida pelo tempo que</p><p>uma crista de compressão de partículas leva para viajar de uma orelha até a</p><p>outra. Essa diferença de fase é conhecida como diferença de tempo interaural</p><p>(DTI) e depende do tamanho da cabeça, da velocidade do som e do ângulo</p><p>horizontal entre a fonte sonora e o ponto do nariz do indivíduo. As diferenças de</p><p>fase entre as orelhas só são percebidas quando a frequência do som a ser</p><p>localizado é inferior a 1.500 Hz, pois, nesse caso, o comprimento da onda sonora</p><p>é maior do que o diâmetro da cabeça. Isso favorece a chegada da onda fora de</p><p>fase, especialmente quando a fonte sonora está localizada nas extremidades</p><p>direita ou esquerda.</p><p>Em relação às diferenças interaurais, alguns autores apontam que há uma faixa</p><p>de frequências, entre 1.500 e 3.000 Hz, na qual a localização sonora se torna</p><p>difícil. Nessa faixa, os comprimentos de onda se aproximam do diâmetro da</p><p>cabeça, fazendo com que o som chegue quase em fase e com a mesma</p><p>intensidade em ambas as orelhas.</p><p>Referências:</p><p>Hall, John, E. e Michael E. Hall. Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica.</p><p>Disponível em: Minha Biblioteca, (14ª edição). Grupo GEN, 2021. Acesso: 09</p><p>set. 2024</p><p>Oliveira, Aline Cabral de et al. Localização de fontes sonoras: a importância das</p><p>diferenças dos limiares auditivos interaurais. Revista da Sociedade Brasileira de</p><p>Fonoaudiologia. 2020, v.13, n.1, pp. 7-11. Disponível em:</p><p>https://doi.org/10.1590/S1516-80342008000100004. Acesso: 09 set. 2024</p><p>Silverthorn, Dee U. Fisiologia humana. Disponível em: Minha Biblioteca, (7th</p><p>edição). Grupo A, 2017. Acesso: 09 set. 2024</p>