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<p>Pincel Atômico - 23/09/2024 13:42:19 1/4</p><p>MARCOS PAULO</p><p>MUNIZ FREITAS</p><p>Avaliação Online (SALA EAD)</p><p>Atividade finalizada em 19/09/2024 10:16:58 (1372962 / 2)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS SOCIAIS [968281] - Avaliação com</p><p>10 questões, com o peso total de 30,00 pontos [capítulos - Todos]</p><p>Turma:</p><p>Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Ciências Sociais - Grupo: FPD-NOVEMBRO/2023 - SGegu0A071123</p><p>[105515]</p><p>Aluno(a):</p><p>91529184 - MARCOS PAULO MUNIZ FREITAS - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 24,00 pontos como nota</p><p>[359957_67642]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>“No século XVIII, as noções de liberdade e igualdade avançaram com a original concepção política firmada na</p><p>vontade geral (do povo), elaborada pelo “cidadão de Genebra” (Suíça) Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).</p><p>Aspectos avançados do seu pensamento decorrem do entendimento de que cada cidadão pode transferir sua</p><p>liberdade e seus bens apenas para a comunidade (interpretada como corpo único) da qual ele faz parte”</p><p>(ARANHA; MARTINS, 2016, p. 249).</p><p>A partir do trecho e de seus conhecimentos sobre a filosofia política de Rousseau, é correto afirmar que o contrato</p><p>social:</p><p>origina-se da discórdia entre os indivíduos, por isso uma das principais frases do pensador é a seguinte: “o</p><p>homem é lobo do próprio homem”.</p><p>expõe que obedecer à vontade geral consiste em algo ilusório e metafísico.</p><p>X</p><p>para ser legítimo tem a sua origem no consentimento unânime entre os indivíduos. No caso, cada sujeito se aliena</p><p>de forma total ao abdicar sem reservas de todos os seus direitos em favor da comunidade. No entanto, tendo em</p><p>vista que cada um é parte integrante da comunidade, ao abdicar de sua liberdade pelo pacto, ou seja, em prol da</p><p>obediência da lei, acaba por obedecer a si mesmo e, assim, é livre.</p><p>antecede ao estado de natureza, já que consiste em um termo pré-civil.</p><p>baseia-se em uma interpretação metafísica do ser humano, o que revela a grande influência do pensamento</p><p>aristotélico em Rousseau.</p><p>[359958_66127]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>Segundo Charon e Vigilant (Saraiva, 2012, p. 74), aprendemos o que é um amigo, e somos influenciados por esse</p><p>aprendizado quando decidimos interagir com alguém nessa posição. Também podemos aprender sobre a posição</p><p>da esposa ou marido, filho, professor, encanador, presidente, secretária, homem, mulher, padre, escriturário,</p><p>ouvinte, meio de campo, criminoso condenado, chefe ou produtor de cinema. Sempre que designamos uma</p><p>pessoa por um termo que implica relacionamento com outras, esse termo indica uma posição de:</p><p>X Identidade social, pois refere-se ao processo de socialização e as relações dessa identidade em uma sociedade.</p><p>Casta, pois essas relações são necessariamente imutáveis devido questões religiosas.</p><p>Classe social, pois implicam necessariamente uma definição a partir da posição nas relações de produção.</p><p>Estratificação social, pois implica possibilidades de ascensão social.</p><p>Status, pois implica uma noção de hierarquia necessária e a partir de critérios que não são econômicos.</p><p>[359957_66251]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>“Em um mundo inteiramente globalizado, no qual as identidades tendem a perder suas referências locais,</p><p>devemos nos perguntar a respeito do lugar onde toma forma a criatividade cultural. Trata-se, em suma, de pensar</p><p>conjuntamente as três relações duais e problemáticas entre identidade e lugar, cultura e lugar, identidade e</p><p>cultura”. AGIER, Michel. Distúrbios identitários em tempos de globalização. Mana, v. 7, n. 2, p. 7-33, 2001. Ao</p><p>estudar as identidades culturais em um mundo globalizado, o(a) Sociólogo(a) precisa considerar que</p><p>a globalização gerou um forte movimento de reforço das identidades, de modo que a pretensão a uma cultura</p><p>global não surtiu efeitos na maioria dos lugares.</p><p>existem conexões que caracterizam um processo global de transformação das sociedades locais no interior de um</p><p>sistema que elimina a identidade cultural.</p><p>existem peculiaridades que não dialogam com o processo de globalização, exigindo dos observadores uma</p><p>desconstrução metodológica do comportamento nativo.</p><p>X</p><p>existem múltiplas escalas a serem compreendidas pela diversidade dos contextos e situações que caracterizam a</p><p>relação entre o local e o global.</p><p>existem poluições que precisam ser tratadas para que as identidades locais possam ser estudadas a partir das</p><p>suas ancestralidades.</p><p>[359957_67628]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>A obra “Da Divisão do Trabalho Social” (1893), de Émile Durkheim, apresenta como tese central as relações entre</p><p>indivíduos e a coletividade. Nessa obra, o autor procura responder aos seguintes questionamentos: como pode</p><p>uma coleção de indivíduos constituir uma sociedade? Como se chega a essa condição da existência social que é</p><p>o consenso? A essas perguntas, Durkheim responde, distinguindo duas formas de Solidariedade: a Solidariedade</p><p>dita mecânica e a Orgânica.</p><p>Nesse sentido, a definição de ambas é:</p><p>Pincel Atômico - 23/09/2024 13:42:19 2/4</p><p>Nenhuma das definições acima é correta.</p><p>A Solidariedade Mecânica é aquela que estabelece a noção de hierarquia social, do status social, impedindo a</p><p>mobilização social. A Solidariedade Orgânica é marcada pela semelhança entre os indivíduos, estabelecendo o</p><p>equilíbrio, já que todos os indivíduos são iguais.</p><p>A Solidariedade Mecânica é uma solidariedade manifesta pelas diferenças e marcada pela crescente diferença</p><p>entre indivíduos por suas crenças e tradições. Já a Solidariedade Orgânica é marcada pela semelhança, pela</p><p>proximidade, interagindo partes em prol do todo.</p><p>A Solidariedade Mecânica é uma solidariedade por simpatia: sujeitos diferentes são ligados por valores agregados</p><p>que constituem o campo da moral e da ética. A Solidariedade orgânica é aquela que estabelece a noção da</p><p>democracia, pela qual cada indivíduo é livre para fazer suas escolhas, uma vez que a vontade individual é</p><p>superior à vontade coletiva.</p><p>X</p><p>A Solidariedade Mecânica é uma solidariedade por semelhança. Quando essa forma de solidariedade domina</p><p>uma sociedade, os indivíduos diferem pouco uns dos outros. A Solidariedade Orgânica é aquela em que o</p><p>consenso, isto é, a unidade coerente da coletividade resulta de uma diferenciação, ou se exprime por seu</p><p>intermédio.</p><p>[359957_67695]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>“[...] para todo e qualquer indivíduo da chamada ‘periferia colonizada’ do mundo, a redefinição da cidadania passa</p><p>necessariamente pelo remanejamento do espaço territorial em todo o alcance dessa expressão”.</p><p>(SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. Rio de Janeiro: Imago Ed.; Salvador, BA:</p><p>Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2002; p. 19).</p><p>Sobre as comunidades-terreiros é correto afirmar:</p><p>X</p><p>São territórios negros, nos quais os valores de um grupo são reforçados e reconstruídos a partir das linguagens e</p><p>subjetividades em jogo.</p><p>São lugares de manifestação de um conjunto de crenças que se referem mais a costumes enraizados do que, de</p><p>fato, a uma religião.</p><p>São espaços de celebração de crenças tradicionais de origem africana. Essas crenças se modificaram pouco com</p><p>o passar dos anos.</p><p>Não podem ser considerados como um espaço de resistência da cultura negra nas cidades.</p><p>São espaços que resistem às inúmeras tentativas de desconstrução que, no entanto, não podem ser interpretadas</p><p>como racistas.</p><p>[359958_66205]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>“A ‘função’ de reprodução da escola é uma invariante das sociedades modernas, que precisam encontrar nos</p><p>veredictos escolares, ratificando as competências e o mérito das pessoas, a justificativa das hierarquias sociais</p><p>produzidas pelas desigualdades escolares. Consequentemente, a reprodução passaria, primeiro, pela</p><p>transformação das desigualdades sociais em desigualdades escolares de mesma extensão e, depois, das</p><p>desigualdades escolares em desigualdades sociais em um circuito idêntico de repetição.” DUBET, François;</p><p>DURU-BELLAT, Marie; VÉRÉTOUT, Antoine. As desigualdades escolares antes e depois da escola: organização</p><p>escolar e influência dos diplomas. In: Sociologias, Porto Alegre, ano 14, nº 29, jan./abr. 2012. p. 22-70.</p><p>Considerando o excerto acima, assinale a afirmação verdadeira.</p><p>X</p><p>A escola integra os indivíduos à sociedade valorizando suas diferentes trajetórias e os distintos lugares sociais</p><p>que ocupam, promovendo, deste modo, a superação das diferenças de cada aluno.</p><p>É pela escola que o indivíduo adquire capital cultural e simbólico diferenciado da hierarquização dos valores que</p><p>organizam a ordem simbólica da sociedade e de seus diferentes lugares.</p><p>A escola possibilita aos indivíduos crescimento intelectual e autonomia como meio de resolução das</p><p>desigualdades escolares e, com isto, superar as diferenças sociais.</p><p>A escola reproduz as hierarquias sociais pela valorização dos méritos e competências socialmente dominantes,</p><p>cabendo-lhe, por meio da certificação do conhecimento, legitimar a reprodução das desigualdades sociais.</p><p>O modelo fortemente competitivo presente nas escolas resulta, por meio da meritocracia, num nivelamento social</p><p>das diferenças sociais e numa diferenciação somente por méritos individuais.</p><p>Pincel Atômico - 23/09/2024 13:42:19 3/4</p><p>[359958_66235]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>“A cultura é tão abrangente e mística que para uns pode ser representada como uma teia sem fim. Num</p><p>significado mais global, a cultura amplia os horizontes e une os povos, à medida que os identifica num processo</p><p>contínuo e crescente em meio a globalização. Nos termos do antropólogo Clifford Geertz, a cultura é uma teia de</p><p>significados tecida pelo homem. Essa teia orienta a existência humana. Trata-se de um sistema de símbolos que</p><p>interage com os sistemas de símbolos de cada indivíduo numa interação recíproca. Geertz define símbolo como</p><p>qualquer ato, objeto, acontecimento ou relação que representa um significado. Compreender o homem e a cultura</p><p>é interpretar essa teia de significados. Arte faz parte dessa teia…”</p><p>(Disponível em:</p><p>https://identidadesculturas.files.wordpress.com/2011/05/geertz_clifford-_a_interpretac3a7c3a3o_das_culturas.pdf.)</p><p>Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista os diversos sentidos e significados de “cultura”.</p><p>I. No decorrer da história, os instintos originais do homem foram de certa forma secundarizados pela cultura.</p><p>II. A cultura permitiu que o homem se adaptasse ao meio, como também se adaptasse ao próprio homem e às</p><p>suas necessidades.</p><p>III. A cultura tem a função básica de condicionar o comportamento humano e justificar todas as suas ações em</p><p>sociedade.</p><p>IV. Nas sociedades ditas contemporâneas e globalizadas, o sentido de cultura torna-se homogêneo, assim como</p><p>a própria cultura.</p><p>Estão corretas as afirmativas</p><p>II e IV.</p><p>I, II, III e IV.</p><p>III e IV.</p><p>X I e II.</p><p>II e III.</p><p>[359958_66185]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>A indústria algodoeira foi assim lançada, como um planador, pelo empuxo do comércio colonial ao qual estava</p><p>ligada; um comércio que prometia uma expansão não apenas grande, mais rápida e sobretudo imprevisível, que</p><p>encorajou o empresário a adotar as técnicas revolucionárias necessárias para lhe fazer face. Entre 1750 e 1769, a</p><p>exportação britânica de tecidos aumentou dez vezes.</p><p>[...]</p><p>Mas a indústria do algodão tinha outras vantagens. Toda a sua matéria-prima vinha do exterior, e seu suprimento</p><p>podia, portanto, ser expandido pelos drásticos métodos que se ofereciam aos brancos nas colônias – a</p><p>escravidão e a abertura de novas áreas de cultivo – em vez dos métodos mais lentos da agricultura europeia; nem</p><p>era tampouco atrapalhada pelos interesses agrários estabelecidos da Europa.</p><p>(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848)</p><p>O excerto permite afirmar que</p><p>a opção britânica pela concentração de esforços na produção industrial surgiu em um contexto no qual a Grã-</p><p>Bretanha abria mão de espaços coloniais na América e tecia críticas contundentes ao trabalho escravo.</p><p>o impulso inicial para a revolução tecnológica industrial britânica esteve associado ao desestímulo britânico ao</p><p>investimento em qualquer atividade econômica relacionada à exploração do trabalho escravo.</p><p>o incremento da produção industrial britânica teve como entrave central o desvio de capitais produtivos para o</p><p>tráfico negreiro, impedindo um avanço mais rápido das invenções técnicas e tecnológicas.</p><p>X</p><p>o forte desenvolvimento industrial britânico foi baseado na atividade têxtil e teve condições favoráveis em função</p><p>da exploração colonial, principalmente com o emprego do trabalho compulsório.</p><p>a expansão industrial têxtil britânica dependeu da alta produtividade da agricultura do país, baseada nas</p><p>pequenas e médias propriedades e com o apoio de recursos públicos e privados.</p><p>[359959_66230]</p><p>Questão</p><p>009</p><p>“O outro” é uma questão recorrente na história ocidental, desde os gregos essa figura sempre foi pensada.</p><p>Costumeiramente essa reflexão sobre o outro baseia em uma perspectiva denominada etnocêntrica. Assinale a</p><p>alternativa que contenha uma forma historicamente existente de etnocentrismo:</p><p>A perspectiva romântica do “outro” aparenta ser elogiosa, ao colocar o não-europeu como uma figura moralmente</p><p>boa. No entanto, o processo de concepção dessa perspectiva parte de colocar esse outro como maduro</p><p>intelectualmente.</p><p>O termo infiel começou a ser utilizado na Idade Média, mas sua maior potência foi no período do Renascimento,</p><p>sobretudo quando se tratava da colonização.</p><p>A exotização do “outro” é uma constante no pensamento europeu, como podemos perceber que desde o fim do</p><p>Império Romano foram percebidas como exótico as populações indígenas.</p><p>Os gregos antigos possuíam uma visão negativa de outros povos, os denominando de selvagens, ou seja, sem a</p><p>organização política da Grécia.</p><p>X</p><p>O avanço das ciências biológicas trouxe, no século XIX e início do XX, uma legitimação do racismo utilizando uma</p><p>base científica, que foi denominada de racismo científico que teve expressões famosas como no caso do nazismo</p><p>alemão.</p><p>[359959_66128]</p><p>Questão</p><p>010</p><p>Assinale a alternativa correta sobre a relação entre indivíduo e sociedade:</p><p>Pincel Atômico - 23/09/2024 13:42:19 4/4</p><p>A perspectiva jusnaturalistas considera que a a sociedade e o indivíduo não existem um sem o outro.</p><p>A perspectiva historicista dá igual peso à sociedade e indivíduo.</p><p>X A perspectiva historicista dá um peso elevado ao indivíduo na constituição da sociedade.</p><p>As perspectivas contemporâneas costumam concordar com dependência entre indivíduo e sociedade.</p><p>A perspectiva jusnaturalista dá elevada importância à sociedade para a constituição do indivíduo.</p>