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<p>Editoria: IBGE | Caio Belandi e Irene Gomes | Arte: Jessica Cândido e Brisa Gil</p><p>Censo 2022</p><p>Censo 2022: pela primeira vez, desde 1991, a maior</p><p>parte da população do Brasil se declara parda</p><p>22/12/2023 10h00 | Atualizado em 26/01/2024 10h26</p><p>Destaques</p><p>Em 2022, cerca de 92,1 milhões de pessoas (ou 45,3% da população do país) se</p><p>declararam pardas. Foi a primeira vez, desde 1991, que esse grupo</p><p>predominou.</p><p>Outros 88,2 milhões (43,5%) se declararam brancos, 20,6 milhões (10,2%),</p><p>pretos, 1,7 milhões (0,8%), indígenas e 850,1 mil (0,4%), amarelas.</p><p>A região Norte tinha o maior percentual de pardos (67,2%), a região Sul</p><p>mostrou a maior proporção de brancos (72,6%) e o Nordeste registrou o maior</p><p>percentual de pretos na sua população (13,0%).</p><p>Em 2022, 35,7% dos pardos e 48,0% dos brancos do país estavam no Sudeste.</p><p>Entre os estados, o maior percentual de pardos foi do Pará (69,9%), a maior</p><p>proporção de brancos foi do Rio Grande do Sul (78,4%) e o maior percentual de</p><p>pretos foi da Bahia (22,4%).</p><p>A população parda era maioria em 3.245 municípios do país (ou 58,3% do total),</p><p>enquanto a população indígena era majoritária em 33 municípios e a população</p><p>preta, em nove.</p><p>Entre 2010 e 2022, as populações preta, indígena e parda ganharam</p><p>participação em todos os recortes etários, enquanto as populações branca e</p><p>amarela perderam participação.</p><p>Em 2022, havia predomínio da população parda até os 44 anos de idade; a</p><p>partir dos 45 anos, a população branca passa a mostrar o maior percentual.</p><p>População amarela tem a idade mediana mais elevada em 2022 (44 anos),</p><p>seguida da população branca (37 anos), preta (36 anos), parda (32 anos) e</p><p>indígena (25 anos).</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias.html?editoria=ibge</p><p>Censo 2022 mostra que, no Brasil, 45,3% das pessoas eram pardas; 43,5%, brancas; 10,2%, pretas, 0,8%</p><p>declaravam-se indígenas e 0,4% eram amarelas. - Foto: Acervo IBGE</p><p>Em 2022, cerca de 92,1 milhões de pessoas se declararam pardas, o equivalente a 45,3% da</p><p>população do país. Desde 1991, esse contingente não superava a população branca, que chegou a</p><p>88,2 milhões (ou 43,5% da população do país). Outras 20,6 milhões se declaram pretas (10,2%),</p><p>enquanto 1,7 milhões se declararam indígenas (0,8%) e 850,1 mil se declaram amarelas (0,4%). Os</p><p>dados são do Censo Demográ�co 2022: Identi�cação étnico-racial da população, por sexo e idade:</p><p>Resultados do universo, divulgados hoje pelo IBGE.</p><p>"O censo demográ�co é a única pesquisa que nos permite olhar todas as categorias de cor ou raça</p><p>e a sua evolução ao longo das décadas. O censo mostra a diversidade da nossa população", destaca</p><p>Marta Antunes, coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais.</p><p>O maior índice de envelhecimento foi o da população amarela (256,5), seguida</p><p>da preta (108,3), branca (98,0), parda (60,6) e indígena (35,6).</p><p>A população preta apresentou a maior razão de sexo (103,9 homens para cada</p><p>100 mulheres) e foi a única em que número de homens superou o de mulheres.</p><p>A população amarela tinha a menor razão de sexo entre os cinco grupos de cor</p><p>ou raça: 89,2 homens para cada cem mulheres.</p><p>Em relação a 2010, a população preta aumentou 42,3% e sua proporção no total da população</p><p>subiu de 7,6% para 10,2%. A população parda cresceu 11,9% e sua proporção na população do país</p><p>subiu de 43,1% para 45,3%. Houve, ainda, aumento de 89% da população indígena, com sua</p><p>participação subindo de 0,5% para 0,8%.</p><p>“Desde o Censo Demográ�co de 1991, percebe-se mudanças na distribuição percentual por cor ou</p><p>raça da população, com o aumento de declaração por cor ou raça parda, preta e indígena,</p><p>decréscimo para a população branca”, explica Leonardo Athias, analista do IBGE.</p><p>A participação da população branca recuou de 47,7% em 2010 para 43,5% em 2022. Já a população</p><p>amarela teve uma forte redução (-59,2%) e sua participação recuou de 1,1% para 0,4%, retornando</p><p>a patamares de 1991 e 2000.</p><p>A diminuição da população amarela está correlacionada a um procedimento adotado no Censo</p><p>2022: caso o entrevistado se declarasse ou a algum morador de cor ou raça amarela, o recenseador</p><p>faria uma pergunta adicional padrão: “considera-se como cor ou raça amarela a pessoa de origem</p><p>oriental: japonesa, chinesa, coreana. Você con�rma sua escolha?”. Athias acredita que o novo</p><p>procedimento concorreu para essa “mudança mais drástica" na proporção de pessoas que se</p><p>declararam amarelas.</p><p>As mudanças nos percentuais das categorias de cor ou raça têm caráter multidimensional,</p><p>argumenta Athias. “São vários fatores que explicam essas variações. Podem ser demográ�cos, de</p><p>migração, de identi�cação, de condições de vida, de serviços, entre outras”.</p><p>Pardos, brancos e pretos predominam, respectivamente, no Norte, no Sul e no Nordeste</p><p>A população parda foi o grupo com maior percentual na população residente da região Norte</p><p>(67,2%). Também o Nordeste (59,6%) e o Centro-Oeste (52,4%) registraram números acima da</p><p>média nacional. Já os percentuais do Sul (21,7%) e do Sudeste (38,7%) �caram abaixo da média.</p><p>A região Sul tinha o maior percentual de população branca (72,6%). No Sudeste, o percentual foi de</p><p>49,9%. Nas regiões Centro-Oeste (37,0%), Nordeste (26,7%) e Norte (20,7%), os percentuais �caram</p><p>abaixo da média nacional.</p><p>O Nordeste teve o maior percentual de população preta (13,0%), seguido pelo Sudeste (10,6%),</p><p>Centro-Oeste (9,1%) Norte (8,8%) e pelo Sul (5,0%).</p><p>O Sudeste tinha a maior proporção (0,7%) de população amarela. Sul e Centro-Oeste (0,4%, ambas)</p><p>igualaram a média do país. Nordeste (0,1%) e Norte (0,2%) tinham as menores proporções.</p><p>As proporções de população indígena no Norte (4,3%), Nordeste (1,0%) e Centro-Oeste (1,2%)</p><p>superaram a média nacional. Já o Sudeste (0,1%) e o Sul (0,3%) tinham os menores percentuais.</p><p>Pará tinha maior percentual de pardos em sua população (69,9%)</p><p>O Pará tinha a maior proporção de população parda (69,9%), com Amazonas (68,8%) e Maranhão</p><p>(66,4%) a seguir. Na outra ponta, os três estados com os menores percentuais eram Rio Grande do</p><p>Sul (14,7%), Santa Catarina (19,2%) e Paraná (30,1%).</p><p>Os maiores percentuais de população branca estavam no Rio Grande do Sul (78,4%), Santa Catarina</p><p>(76,3%) e Paraná (64,6%). Por outro lado, os menores percentuais foram do Amazonas (18,4%), Pará</p><p>(19,3%) e Bahia (19,6%).</p><p>A Bahia (22,4%) tinha a maior proporção de população preta, com Rio de Janeiro (16,2%) e</p><p>Tocantins (13,2%) a seguir. Os menores percentuais estavam em Santa Catarina (4,1%) Paraná</p><p>(4,2%) e Amazonas (4,9%).</p><p>Os maiores percentuais de população amarela estavam em São Paulo (1,2%), Paraná (0,9%) e Mato</p><p>Grosso do Sul (0,7%). A maior parte das unidades da federação tinha menos de 0,2% de pessoas</p><p>amarelas, com destaque para Rio Grande do Sul e Piauí com (0,07% e 0,09%).</p><p>As três UFs com a maior participação de indígenas foram Roraima (15,4%), Amazonas (12,5%) e</p><p>Mato Grosso do Sul (4,2%). Por outro lado, as menores proporções foram do Rio de Janeiro e São</p><p>Paulo, ambas com 0,1% de indígenas.</p><p>Em 2022, pardos eram a maioria em 58,3% dos municípios</p><p>O Censo 2022 também mostra a categoria de cor ou raça preponderante para cada município do</p><p>Brasil. A população parda era maioria em 3.245 municípios, ou 58,3% do total de municípios do</p><p>país. Mais da metade desses municípios (53,0% ou 1.720) estão no Nordeste.</p><p>Minas Gerais tem o maior número de municípios (404) onde os que se declararam pardos</p><p>superaram 50% da população residente. O ranking se completa com Bahia (385), seguida do Piauí</p><p>(219), do Maranhão (214) e da Paraíba (202).</p><p>O município com maior percentual de pessoas pardas é Boa Vista do Ramos (AM) com 92,7%,</p><p>seguido de São João da Ponta (PA), com 87,4%, e Tracuateua (PA), também com 87,4% de pardos.</p><p>Os dez municípios com maior proporção de pessoas pardas estavam no Amazonas, Pará e</p><p>Maranhão.</p><p>Já a população branca era maioria em 2.283 municípios (ou 41% do total), sendo metade destes</p><p>municípios (ou 1.143) no Sul e 45,7% (ou 1.044) no Sudeste. O Norte não possuía nenhum</p><p>município</p><p>com maioria de pessoas brancas na sua população residente.</p><p>Os três municípios com as maiores proporções de pessoas brancas foram Morrinhos do Sul (RS),</p><p>com 97,4%, Forquetinha (RS), com 97,2% e Monte Belo do Sul (RS), com 96,2%.</p><p>As pessoas indígenas eram majoritárias em 33 municípios, sendo 18 no Norte (54,5%), cinco no</p><p>Nordeste e no Centro-Oeste (15,2% cada), quatro no Sul (12,1%) e um no Sudeste (3,0%).</p><p>Os três municípios com maior número de indígenas foram Manaus (AM), com 71,6 mil, São Gabriel</p><p>da Cachoeira (AM), com 48,2 mil e Tabatinga (AM), com 34,4 mil. As maiores proporções foram de</p><p>Uiramutã (RR), com 96,6%, Santa Isabel do Rio Negro (AM), com 96,2%, e São Gabriel da Cachoeira</p><p>(AM), com 93,2%.</p><p>Em nove municípios, a população preta foi maioria, todos Nordeste, sendo oito na Bahia (Antônio</p><p>Cardoso, Cachoeira, Conceição da Feira, Ouriçangas, Pedrão, Santo Amaro, São Francisco do Conde</p><p>e São Gonçalo dos Campos) e um no Maranhão (Serrano do Maranhão).</p><p>O município de São Paulo tinha o maior número de pessoas pretas (1,16 milhão), seguido pelo Rio</p><p>de Janeiro (968 mil) e por Salvador (825 mil). Os municípios com as maiores proporções de pessoas</p><p>pretas foram em Serrano do Maranhão (MA), com 58,5%, Antônio Cardoso (BA), com 55,1% e</p><p>Ouriçangas (BA), com 52,8%.</p><p>A população amarela não foi maioria em nenhum município e as suas maiores proporções foram</p><p>de Assaí (PR), com 11,5%, Bastos (SP), com 10,3% e Uraí (PR), com 5,9%. Em 575 municípios do país</p><p>não havia pessoas que se declararam amarelas.</p><p>Indígenas, pretos e pardos ampliam sua participação na população da Amazônia Legal</p><p>No recorte territorial da Amazônia Legal, 65,2% (17.373.150) das 26.650.798 pessoas residentes se</p><p>declararam pardas; 22,3% (5.952.829), brancas; 9,9% (2.625.999), pretas; 3,3% (868.419), indígenas e</p><p>0,2% (45.801) se declararam amarelas.</p><p>Enquanto a população da Amazônia Legal cresceu 9,3% entre 2010 e 2022, a população indígena na</p><p>região cresceu 100,7% no período. Já a população preta cresceu 43,3% e a parda, 10,1%.</p><p>Grupos de cor ou raça mostram diferenças demográ�cas</p><p>De 2010 a 2022, a estrutura demográ�ca do país mudou, com o envelhecimento da população e o</p><p>aumento da proporção de mulheres.</p><p>Todos os grupos étnico-raciais apresentam um processo de envelhecimento, com diferentes</p><p>ritmos, que se re�etem na sua atual estrutura de sexo e idade. A população branca e a população</p><p>parda são as que apresentam pirâmides etárias mais próximas da população residente no Brasil,</p><p>mas com a população branca mais envelhecida e a parda mais jovem.</p><p>“Há uma variedade de critérios demográ�cos e de pertencimento étnico-racial, que podem explicar</p><p>esse comportamento diferenciado dos grupos populacionais. Ou seja, a gente pode ter mais</p><p>migração, mais ou menos fecundidade, mais mortalidade... são dados que vamos poder explorar</p><p>em próximas divulgações. Mas os critérios do pertencimento étnico-racial acionados pela</p><p>população variam de acordo com o contexto social e de relações interraciais, e de acordo com a</p><p>forma como as pessoas se percebem”, esclarece Marta.</p><p>A pirâmide da população branca tem um padrão de sexo e idade próximo ao da população</p><p>brasileira com um per�l um pouco mais envelhecido e feminino. Já a pirâmide para a população</p><p>preta tem uma menor proporção de crianças até 14 anos de idade em comparação com o total da</p><p>população e uma maior proporção relativa de homens de 20 a 64 anos em relação a mulheres</p><p>pretas e em relação ao total da população.</p><p>Na população amarela, sobressai um per�l de população envelhecida, em formato de losango,</p><p>potencialmente rumo a uma pirâmide invertida, com muito mais idosos do que jovens, além de</p><p>uma maior proporção relativa de mulheres idosas ante homens idosos na cor ou raça amarela. A</p><p>pirâmide da população parda é bem próxima à da população brasileira, o que se explica por ser o</p><p>conjunto mais numeroso de pessoas, mas apresenta um pouco mais de crianças, jovens e adultos</p><p>até 34 anos, em comparação com o total.</p><p>A pirâmide da população indígena mostra uma base larga com estreitamento progressivo, com</p><p>maior proporção na população entre 0 e 4 anos de idade e progressiva retração, mais intensa para</p><p>homens e mulheres de 25 a 29 anos de idade em comparação com o grupo anterior (20 a 24 anos).</p><p>Populações preta e parda ganham participação em todos os recortes de idade</p><p>Entre 2010 e 2022, por grupos de idade, tanto a população preta, quanto a parda ganharam</p><p>participação entre as pessoas de todos os recortes. A população indígena tem comportamento</p><p>semelhante, mantendo participação estável apenas na faixa de 60 a 74 anos de idade. Já a</p><p>população branca e a amarela mostraram queda em todos os grupos de idade.</p><p>Em 2022, havia predomínio da população parda até os 44 anos de idade; a partir dos 45 anos, a</p><p>população branca mostra o maior percentual. Frente a 2010, a população branca perdeu</p><p>predomínio na faixa de 30 a 44 anos de idade, que passou a ser da população parda em 2022.</p><p>Os maiores percentuais de pessoas pardas estavam entre as pessoas de 0 a 14 anos (49,3%) e 15 a</p><p>29 anos (48,7%); já as menores proporções estavam nas faixas entre 60 e 74 anos (38,6%) e acima</p><p>de 75 anos (33,8%). Para a população branca, o maior percentual foi na faixa dos 75 anos ou mais</p><p>(55,6%) e o menor no grupo de 15 a 29 anos (39,4%).</p><p>Já a população preta mostrou maior proporção na faixa dos 30 aos 44 anos (11,4%) e menor</p><p>proporção entre as pessoas de 0 a 14 anos (7,3%). Indígenas têm maior percentual entre as</p><p>pessoas de 0 a 14 anos (1,0%) e menor percentual entre os 60 a 64 anos (0,3%). Os amarelos</p><p>tiveram maior proporção na faixa de 75 anos ou mais (1,1%) e menor, de 0 a 14 anos (0,2%).</p><p>Envelhecimento populacional ocorre em todas as categorias de cor ou raça</p><p>Os dados do Censo 2022 permitem analisar também o per�l etário de cada categoria. “A gente já</p><p>viu o processo de envelhecimento da população residente, entre 2010 e 2022. Nas populações</p><p>especi�cas, esse processo de envelhecimento passa por todos os grupos étnico-raciais, com uma</p><p>crescente participação dos grupos a partir de 30 anos de idade e uma decrescente participação</p><p>para os grupos até 29 anos de idade”, observa a coordenadora Marta Antunes.</p><p>A população amarela é o grupo populacional com maior participação da população com 60 anos ou</p><p>mais, com cerca de 29% nessa faixa, e também o grupo com o menor percentual de pessoas de 0 a</p><p>14 anos (11,3%).</p><p>População preta tem 103,9 homens para cada 100 mulheres</p><p>O Censo 2022 traz ainda os indicadores de idade mediana, índice de envelhecimento e razão de</p><p>sexo por cor ou raça. No Brasil, a razão de sexo, que sinaliza a proporção de homens em relação ao</p><p>grupo de 100 mulheres, foi de 94,2 para o total da população, indicando que há mais mulheres do</p><p>que homens no Brasil.</p><p>A população preta apresentou a maior razão de sexo (103,9), sendo a única com maior número de</p><p>homens do que de mulheres, seguida pela população indígena (97,1), parda (96,4), branca (89,9) e</p><p>amarela (89,2). Na região Norte, a razão de sexo da população preta chegou a 122,1, a maior. Já a</p><p>menor razão de sexo foi observada na população amarela da região Nordeste, 73,8.</p><p>A Idade mediana é a que separa a metade mais jovem da metade mais velha da população. De</p><p>2010 para 2022, idade mediana subiu de 29 anos para 35 anos, evidenciando o envelhecimento da</p><p>população. A população amarela é de idade mediana mais elevada em 2022, 44 anos, seguida da</p><p>população branca (37 anos), preta (36 anos), parda (32 anos) e indígena (25 anos), incluindo aqui as</p><p>pessoas declaradas por meio do quesito “se considera indígena”.</p><p>O índice de envelhecimento, representado pelo número de pessoas com 60 anos ou mais em</p><p>relação a um grupo de 100 pessoas de até 14 anos de idade, foi de 80,0, indicando que, em 2022,</p><p>havia 80 pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 pessoas até 14 anos. Quanto maior o valor do</p><p>indicador, mais envelhecida é a população.</p><p>Em 2022, a população amarela apresentou o índice de envelhecimento mais elevado (256,5),</p><p>seguida</p><p>da preta (108,3) e branca (98,0). Os menores índices de envelhecimento foram da</p><p>população parda (60,6) e indígena (35,6), esta última incluindo o quesito “se considera indígena”.</p><p>Todos os grupos tiveram aumento no índice de envelhecimento quando comparado a 2010.</p><p>Mais sobre a pesquisa</p><p>O Censo Demográ�co é a principal fonte de referência sobre as condições de vida da população em</p><p>todos os municípios do país e em seus recortes territoriais internos. Os resultados do universo da</p><p>população por identi�cação étnico-racial, segundo idade e sexo, do Censo Demográ�co 2022</p><p>apresentam a distribuição da população residente no país segundo grupos etários e sexo, além de</p><p>alguns indicadores derivados dessas informações, como a idade mediana, o índice de</p><p>envelhecimento e a razão de sexo, para Brasil, grandes regiões, unidades da federação,</p><p>concentrações urbanas e municípios e para o recorte da Amazônia Legal.</p>