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<p>Aula 05</p><p>Atualidades p/ TJ-SP (Escrevente Técnico Judiciário) - Com videoaulas</p><p>Professor: Leandro Signori</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 106</p><p>AULA 05 – Política e Sociedade Brasileira – II</p><p>Sumário Página</p><p>1. A nova dinâmica demográfica brasileira 2</p><p>1.1 Tendências recentes da fecundidade 2</p><p>1.2 Tendências recentes da mortalidade e expectativa de</p><p>vida</p><p>2</p><p>1.3 A transição demográfica 3</p><p>1.4 Mudanças nos perfis da estrutura etária e impactos</p><p>sobre as políticas públicas</p><p>3</p><p>2. Migrações 5</p><p>3. IDH 5</p><p>4. Saúde 6</p><p>5. Violência e segurança pública 13</p><p>5.1 Violência no Brasil 13</p><p>5.2 Mudança de perfil 16</p><p>5.2 Causas da violência 18</p><p>5.3 Violência policial 19</p><p>5.4 Sistema Prisional 21</p><p>5.5 Violência contra a mulher 23</p><p>5.6 Drogas 24</p><p>5.7 Redução da maioridade penal 27</p><p>6. Olímpiadas 2016 29</p><p>7. Paralimpíadas 38</p><p>8. Trabalho escravo 39</p><p>9. O racismo nas redes sociais 40</p><p>10. Bloqueio do WhatsApp 41</p><p>11. Cultura 42</p><p>12. A educação brasileira 45</p><p>12.1 Diretrizes da Educação 45</p><p>12.2 Estrutura da Educação no Brasil 47</p><p>12.3 Avaliação da educação brasileira 48</p><p>12.4 Desafios da educação brasileira 49</p><p>12.5 A reforma do ensino médio 51</p><p>12.6 A polêmica do Escola sem Partido 52</p><p>12.7 As ocupações de escolas por estudantes secundaristas 53</p><p>13. Questões Comentadas 56</p><p>14. Lista de Questões 89</p><p>15. Gabarito 106</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 106</p><p>1. A nova dinâmica demográfica brasileira</p><p>O Brasil tem a quinta maior população do mundo, mas seu ritmo de</p><p>crescimento vem se desacelerando fortemente nas últimas quatro</p><p>décadas. Com data de referência em 1º de agosto de 2010, o censo contou</p><p>uma população de 190.755.799 pessoas. Em relação ao último censo, de 2000,</p><p>a população brasileira cresceu 12,3%, o que corresponde a uma expansão de</p><p>1,17% ao ano, a menor taxa já observada pelas contagens do IBGE.</p><p>1.1 Tendências recentes da fecundidade</p><p>A principal razão para a desaceleração do crescimento da população é o</p><p>declínio da taxa de fecundidade (ou fertilidade/natalidade), ou seja, o</p><p>número médio de filhos tidos por mulher em idade fértil. A demografia considera</p><p>que a taxa de fertilidade necessária para apenas manter estabilizada uma</p><p>população é de 2,1 filhos. Isso porque cada par de adultos estaria gerando seus</p><p>dois sucessores, e a parcela residual está ligada a fatores como a mortalidade</p><p>infantil, adultos que não têm filhos, entre outros motivos.</p><p>A taxa de fecundidade total para o Brasil passou de 2,14 filhos por mulher,</p><p>em 2004, para 1,74 filho por mulher em 2014. Para se ter uma ideia da</p><p>amplitude do declínio da taxa, na década de 1960, a média de fertilidade era de</p><p>6,3 filhos por brasileira.</p><p>O padrão de fecundidade também se modificou entre os censos de</p><p>2000 e 2010. Os levantamentos anteriores registravam maior concentração da</p><p>fecundidade entre as mulheres mais jovens, o que motivou uma preocupação</p><p>geral com a questão da gravidez na adolescência. Os números do último censo</p><p>revelam que, em média, as mulheres estão tendo filhos mais velhas em</p><p>relação a uma década atrás.</p><p>O fato de a taxa de fecundidade atual ser inferior à necessária para a</p><p>reposição da população não implica na estagnação do crescimento, porque</p><p>existe larga faixa da população em plena idade reprodutiva.</p><p>1.2 Tendências recentes da mortalidade e expectativa de vida</p><p>A evolução da taxa de mortalidade está relacionada com o perfil etário da</p><p>população, fatores biológicos, melhorias médico-sanitárias, desenvolvimento</p><p>socioeconômico, entre outros fatores. A expectativa ou esperança de vida ao</p><p>nascer é determinada pelos fatores mencionados acima, e expressa o número</p><p>médio de anos de vida que se espera que um recém-nascido viva, ao manter o</p><p>padrão de mortalidade observado no período.</p><p>A expectativa de vida do brasileiro vem crescendo nos últimos</p><p>anos, o que reflete a melhoria geral das condições de vida e saúde no</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 106</p><p>país. Em 2004, a expectativa de vida ao nascer para o brasileiro era de 71,6</p><p>anos de vida, passando a 75,1 anos em 2014.</p><p>Muitos fatores contribuem para o aumento da longevidade dos brasileiros,</p><p>como maior acesso à água potável e à rede de esgoto, ampliação da renda e da</p><p>alimentação (melhor nutrição), maior acesso a serviços de saúde, campanhas</p><p>de vacinação e de prevenção de doenças, além dos avanços da medicina e do</p><p>aumento da escolaridade e do acesso à informação.</p><p>1.3 A transição demográfica</p><p>Caso seja mantida a atual configuração demográfica do país, com a</p><p>redução gradual da taxa de fecundidade e aumento da expectativa de vida, a</p><p>população brasileira continuará crescendo lentamente até 2042 – 228 milhões</p><p>de habitantes - quando entrará em declínio gradual e estará em torno de 218</p><p>milhões em 2060. Esta previsão consta do estudo Projeção da População do</p><p>Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000/2060, IBGE (2013).</p><p>A teoria da transição demográfica explica a redução nas taxas de</p><p>crescimento populacional, fenômeno que não ocorre só no Brasil, mas no mundo</p><p>inteiro. Transição demográfica é o processo pelo qual as sociedades passam do</p><p>estágio de altas taxas de natalidade para o de baixas taxas de natalidade e de</p><p>mortalidade.</p><p>1.4 Mudanças nos perfis da estrutura etária e impactos sobre as</p><p>políticas públicas</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 106</p><p>Se compararmos a distribuição da população por faixa de idade nas últimas</p><p>décadas, é possível constatar um progressivo envelhecimento da população</p><p>do país. Como mostra o gráfico a seguir, a pirâmide etária brasileira vem</p><p>apresentando uma base menor a cada década, ou seja, menor proporção de</p><p>crianças, e um topo cada vez mais ampliado, representando a maior participação</p><p>de idosos na população.</p><p>A representatividade de todos os grupos etários com idade até 25 anos</p><p>caiu na última década, enquanto os demais grupos etários tiveram sua presença</p><p>aumentada. A participação relativa da população com 65 anos ou mais subiu de</p><p>4,8% em 1991 para 5,9% em 2000 e, finalmente, para 7,4% em 2010. O</p><p>principal motivo para isso é o aumento da longevidade do brasileiro (expectativa</p><p>de vida).</p><p>Fonte: IBGE</p><p>Base menor – Note como a base da pirâmide, na qual se mostram as porcentagens de jovens,</p><p>está se estreitando, enquanto a metade superior da figura se alarga aos poucos: há mais idosos</p><p>entre os brasileiros.</p><p>A queda da taxa de fertilidade, juntamente com o aumento da expectativa</p><p>de vida, aponta para importantes modificações na estrutura etária da população</p><p>brasileira, com implicações econômicas e também nos gastos públicos com</p><p>educação, saúde e previdência social. Nas próximas décadas, o Brasil enfrentará</p><p>os dilemas de diversos países desenvolvidos, nos quais uma proporção</p><p>declinante de adultos em idade produtiva financia, com suas contribuições,</p><p>sistemas previdenciários públicos que devem atender a uma proporção</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 106</p><p>crescente de aposentados. Por outro lado, a expansão da proporção de idosos –</p><p>e do seu número absoluto – oferece novas possibilidades para as empresas, em</p><p>setores como serviços de saúde, lazer e turismo.</p><p>O envelhecimento populacional e o encolhimento da força de trabalho –</p><p>com consequente</p><p>do talento e do esforço individual dos atletas ou de bons</p><p>desempenhos pontuais em determinadas modalidades.</p><p>Legado olímpico</p><p>Para justificar os investimentos bilionários, que um megaevento como a</p><p>Olimpíada exige, os responsáveis costumam citar os benefícios que ficarão por</p><p>meio do “legado olímpico”. De acordo com esse raciocínio, as obras para</p><p>promover uma Olimpíada podem custar caro, mas deixam para a cidade-sede</p><p>uma série de benesses em termos de infraestrutura que compensam qualquer</p><p>impacto econômico, social e ambiental.</p><p>No projeto olímpico do Rio de Janeiro, estão sendo investidos R$ 39</p><p>bilhões, sendo R$ 7,07 bilhões em instalações esportivas e 24,6 bilhões em</p><p>obras de infraestrutura, sociais e de melhorias urbanas. Os outros R$ 7,4 bilhões</p><p>são para despesas relacionadas à realização do evento.</p><p>O setor de infraestrutura que mais recebeu investimentos foi a mobilidade</p><p>urbana com as obras da Linha 4 do Metrô, reformas de estações de trem,</p><p>corredores exclusivos de ônibus, VLT do Centro (Veículo Leve sobre Trilhos) e</p><p>outras obras viárias. O centro histórico da cidade está sendo alvo de uma</p><p>revitalização urbana beira-mar em grande escala, por meio do projeto "Porto</p><p>Maravilha".</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 106</p><p>De 2009 a 2015, para a realização das obras dos complexos esportivos e</p><p>de infraestrutura, 4 mil famílias foram removidas dos locais onde moravam.</p><p>Segundo a Prefeitura do Rio, outras 18 mil famílias foram removidas por viverem</p><p>em áreas de risco ou de proteção ambiental. Movimentos populares contestam</p><p>esses motivos, para esses, muitas remoções serviram principalmente para</p><p>beneficiar investimentos imobiliários e turísticos, alimentando um processo</p><p>conhecido como especulação imobiliária e gentrificação.</p><p>Além disso, as metas projetadas de despoluição da Baía de Guanabara e</p><p>da lagoa Rodrigo de Freitas não foram atingidas. Em 21 de abril, no dia em que</p><p>a tocha olímpica foi acesa, um trecho de 50 metros da ciclovia Tim Maia, uma</p><p>das obras incluídas no legado dos Jogos, foi atingida por uma onda gigante e</p><p>desabou. Dois pedestres caíram no oceano e morreram e três outras pessoas</p><p>ficaram feridas.</p><p>De acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas,</p><p>os indicadores econômicos e sociais evoluíram melhor no município do Rio de</p><p>Janeiro do que no resto do Estado ou do Brasil, desde que a cidade foi escolhida</p><p>como sede dos Jogos de 2016. Das 27 capitais e 9 regiões metropolitanas</p><p>pesquisadas, foi no Rio que a renda individual do trabalho mais cresceu desde</p><p>2013. A desigualdade também nunca esteve tão baixa na cidade na série</p><p>histórica e não piorou mesmo com a crise econômica do país e do governo do</p><p>estado.</p><p>Com base em dados do IBGE, a pesquisa também comparou a evolução</p><p>nos períodos pré e pós anúncio da Olimpíada em 38 indicadores de 7 áreas:</p><p>habitação, educação, trabalho, transporte, inclusão digital, serviços públicos e</p><p>desenvolvimento social. A cidade do Rio historicamente evoluiu muito pior do</p><p>que os demais municípios do Estado em todos os indicadores comparáveis entre</p><p>1970 e 2012, mas no período pós escolha como sede, a cidade melhorou mais</p><p>do que a média na maioria dos números. Entre 2008 e 2016, por exemplo, a</p><p>pobreza (considerando renda de R$ 206/mês) caiu de 5,71% para 2% da</p><p>população da cidade e os anos de estudo foram de 7,91 para 8,67 anos.</p><p>No entanto, dois retrocessos foram verificados: o tempo médio de viagem</p><p>entre a casa e o trabalho aumentou de 41,4 para 46,8 minutos e as horas</p><p>perdidas no transporte, comparadas com o salário médio, foram de R$ 17 para</p><p>R$ 42 por semana. Ambos os índices são enquadrados na área de mobilidade</p><p>urbana, um dos mais incensados como legado dos Jogos.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 106</p><p>A geografia dos reassentamentos</p><p>Veja no mapa abaixo de onde saíram e para onde foram as famílias despejadas:</p><p>Repare que:</p><p>– Os círculos azuis concentram os principais locais de competição dos</p><p>Jogos.</p><p>– Os pontos laranja representam as comunidades onde houve remoções.</p><p>– Os ícones de edifícios representam os conjuntos habitacionais do</p><p>programa Minha Casa Minha Vida.</p><p>Pelo movimento das linhas brancas no mapa, veja onde os moradores</p><p>viviam e para onde eles foram removidos. Observe como eles foram transferidos</p><p>para locais mais afastados da região mais central do Rio, onde se concentram a</p><p>maioria dos empregos.</p><p>Zika virus</p><p>O Brasil vive um surto de Zika vírus que atinge o Rio de Janeiro. O surto</p><p>levantou temores de países e instituições sobre seu potencial impacto nos atletas</p><p>e turistas. Em maio de 2016, um grupo de 150 médicos e cientistas enviou uma</p><p>carta aberta à Organização Mundial de Saúde (OMS) convidando-a a ter "uma</p><p>discussão aberta e transparente sobre os riscos da realização do Jogos Olímpicos</p><p>no Brasil". A OMS, no entanto, rejeitou o pedido, afirmando que "cancelar ou</p><p>alterar o local dos Jogos Olímpicos de 2016 não vai alterar significativamente a</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 106</p><p>propagação internacional do vírus Zika" e, que, não havia "nenhuma justificação</p><p>de saúde pública" para adiar o evento.</p><p>O doping da Rússia</p><p>A equipe de atletismo da Rússia foi banida dos Jogos do Rio devido à</p><p>participação de seus atletas em um escândalo de doping. De acordo com a</p><p>Agência Internacional Antidoping, o Ministério do Esporte da Rússia coordenava</p><p>um amplo esquema para evitar que seus atletas fossem pegos nos exames</p><p>antidoping. Atletas russos de outras modalidades, também foram banidos dos</p><p>Jogos do Rio. O escândalo levou a Agência Antidoping dos Estados Unidos (EUA)</p><p>a pedir a exclusão de todos os atletas da Rússia das Olimpíadas no Brasil.</p><p>O episódio abriu mais uma crise diplomática entre Estados Unidos e Rússia.</p><p>Durante a Guerra Fria (1947-1991), EUA e a então União Soviética travaram</p><p>uma acirrada disputa esportiva nos palcos olímpicos, refletindo o antagonismo</p><p>ideológico e político do período. Agora, com este escândalo de doping, o governo</p><p>russo alega ser vítimas de um complô. O ministro das Relações Exteriores da</p><p>Rússia, Serguei Lavrov, chegou a ligar para o Secretário de Estado norte-</p><p>americano, John Kerry, queixando-se da postura dos EUA, acirrando ainda mais</p><p>as divergências entre os dois países.</p><p>Principais fatos dos Jogos do Rio 2016</p><p>Galera, vou repassar agora, os principais fatos e acontecimentos dos jogos</p><p>no Rio de Janeiro. Vamos lá:</p><p>Participantes</p><p>Competiram nos Jogos mais de 10 mil atletas de 205 nacionalidades. Dois</p><p>países fizeram a estreia olímpica no Rio de Janeiro: o Sudão do Sul, que</p><p>emancipou-se do Sudão em 2011; e o Kosovo, que declarou a independência</p><p>da Sérvia em 2008, mas ainda não obteve ainda reconhecimento da ONU. Além</p><p>dos kosovares, outras 13 nações que a ONU não reconhece como países,</p><p>participaram dos jogos, como a Palestina e Taiwan.</p><p>Pela primeira vez um time de refugiados competiu nas Olimpíadas. O Time</p><p>Olímpico de Refugiados (TOR) competiu sob a bandeira do Comitê Olímpico</p><p>Internacional (COI). Foram dez atletas nascidos na Síria, Sudão do Sul, Etiópia</p><p>e Congo.</p><p>Abertura e encerramento</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 106</p><p>A cerimônia de abertura foi muito elogiada nas redes sociais e pela</p><p>imprensa internacional. Foi marcada por grandes símbolos e nomes da cultura</p><p>brasileira. O espetáculo artístico transmitiu ao mundo mensagens</p><p>de</p><p>tolerância, de respeito a diversidade e chamou a atenção para o problema</p><p>do aquecimento global. Os diretores de criação para a cerimônia foram</p><p>Fernando Meirelles, Daniela Thomas e Andrucha Waddington.</p><p>Melhor campanha do Brasil em Olímpiadas</p><p>O Brasil pretendia terminar os jogos entre os dez primeiros colocados. Essa</p><p>meta não foi alcançada, o Brasil terminou em 13º lugar, com 7 medalhas de</p><p>ouro, 6 de prata e 6 de bronze, totalizando 19 medalhas. Foi a melhor colocação</p><p>do país em Olimpíadas. No quadro geral de medalhas, os Estados Unidos</p><p>ficaram em 1º lugar, seguidos da Grã-Bretanha (2º lugar) e China (3º lugar).</p><p>O futebol masculino conquistou pela primeira vez a medalha de ouro. O</p><p>canoísta baiano Isaquias Queiroz tornou-se o primeiro brasileiro a ganhar três</p><p>medalhas em uma mesma edição dos jogos: duas de prata e uma de bronze.</p><p>Medalhas de ouro do Brasil:</p><p>ATLETISMO: Thiago Braz (Salto com vara)</p><p>BOXE: Robson Conceição (categoria até 60 kg)</p><p>FUTEBOL MASCULINO</p><p>JUDÔ: Rafaela Silva (categoria até 57 kg)</p><p>VELA: Martine Grael e Kahena Kunze (classe 49er FX)</p><p>VÔLEI DE PRAIA: Alison e Bruno Schmidt</p><p>VÔLEI MASCULINO</p><p>Atletas militares</p><p>Chamou a atenção do público a continência de alguns atletas brasileiros</p><p>no pódio durante o hasteamento da bandeira. Eles fazem parte do Programa</p><p>Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa. Cerca de um terço dos</p><p>atletas da delegação brasileira eram as Forças Armadas - Exército, Marinha ou</p><p>Aeronáutica. Com raras exceções, eles viraram militares depois de já serem</p><p>atletas. Das 19 medalhas conquistadas pelo Brasil, 13 foram de atletas militares.</p><p>O programa, atualmente, é voltado para atletas de alto nível. Todos são</p><p>contratados como 3º sargento, cargo que lhes garante uma renda em torno de</p><p>R$ 3 mil. Essa patente foi escolhida porque exige Ensino Médio.</p><p>Os atletas-militares não têm que treinar nos quartéis ou mesmo passar</p><p>tempo prestando serviços como os de carreira. Suas obrigações são fazer um</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 106</p><p>curso para entender os princípios e práticas dos oficiais, atender à convocação</p><p>para Jogos Mundiais Militares e passar por avaliações periódicas das comissões</p><p>esportistas. De resto, podem treinar com seus técnicos originais.</p><p>Os militares foram criticados por priorizarem o investimento em atletas</p><p>prontos, de alto nível. Para os críticos, as Forças Armadas deveriam investir mais</p><p>na formação de atletas.</p><p>Superatletas</p><p>O nadador norte-americano Michael Phelps fechou com chave de ouro a</p><p>participação na sua última Olimpíada. Foram cinco ouros e uma prata nesta</p><p>edição, totalizando 28 medalhas na carreira: 23 ouros, três pratas e dois</p><p>bronzes, além de 37 recordes mundiais.</p><p>Entre as nadadoras, Katie Ledecky deu aos EUA na natação feminina</p><p>quatro ouros e uma prata – melhor desempenho entre as mulheres que</p><p>disputaram os Jogos. Logo depois dela está a ginasta norte-americana Simone</p><p>Biles, que leva para casa quatro ouros e um bronze.</p><p>O jamaicano Usain Bolt conquistou três ouros, nos 200, 100 metros e no</p><p>revezamento 4x100.</p><p>Protestos nos estádios</p><p>O clima de protestos pôde ser sentido já na cerimônia de abertura da</p><p>Olimpíada. O presidente em exercício, Michel Temer, foi vaiado durante sua fala</p><p>ao abrir oficialmente os Jogos e também recebeu manifestações de apoio. Nos</p><p>dias que se seguiram, por causa de uma lei sancionada pela presidente afastada,</p><p>Dilma Rousseff, pessoas que portavam cartazes de protesto e com a inscrição</p><p>"Fora, Temer" foram retiradas das arenas pelas forças de segurança.</p><p>Mas, no dia 8 de agosto, uma liminar da Justiça Federal vetou a proibição</p><p>de protestos nas arenas e estabeleceu multa para o Estado do Rio de Janeiro, a</p><p>União e o Comitê Olímpico caso a medida fosse descumprida. Os protestos</p><p>foram, então, liberados.</p><p>Nadadores norte-americanos</p><p>Um dos casos mais polêmicos da Olimpíada envolveu os nadadores norte-</p><p>americanos Ryan Lochte, Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen. Eles</p><p>mentiram que foram roubados na madrugada do dia 14 de julho, no trajeto</p><p>entre uma festa na Lagoa, Zona Sul do Rio, e a Vila Olímpica. Na versão de</p><p>Lochte e Feigen, os criminosos eram homens armados que apresentaram</p><p>distintivos policiais. Depois, descobriu-se que, na verdade, eles se envolveram</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 106</p><p>em uma confusão em um posto de gasolina na Barra. Admitiram que estavam</p><p>bêbados.</p><p>Lochte acabou pedindo desculpas, dizendo que não foi cuidadoso nem</p><p>sincero. A polícia indiciou Lochte e Feigen por falsa comunicação de crime.</p><p>Feigen pagou multa de R$ 35 mil.</p><p>Venda ilegal de ingressos</p><p>A Polícia carioca prendeu várias pessoas suspeitas suspeito de fazer parte</p><p>de um esquema ilegal de venda de ingressos na Olimpíada. Entre os presos,</p><p>estava Patrick Hickey, membro do Comitê Executivo do Comitê Olímpico</p><p>Internacional (COI) e presidente do Comitê Olímpico da Irlanda. Segundo a</p><p>Polícia, os envolvidos praticaram os crimes cambismo, marketing de emboscada</p><p>e formação de quadrilha.</p><p>7. Paralimpíadas</p><p>Os primeiros jogos paralímpicos ocorreram em 1948, mas na época tinham</p><p>um nome diferente: Jogos Stoke Mandeville – porque ocorreram em um hospital</p><p>na Inglaterra que tratava ex-combatentes e pessoas com lesões na espinha. Eles</p><p>eram inicialmente voltados para pessoas que usavam cadeiras de rodas, mas</p><p>aos poucos foram abrangendo competidores com outras deficiências, como</p><p>amputados ou deficientes visuais.</p><p>O nome jogos paralímpicos – que significa “paralelo” à Olimpíada –</p><p>começou a ser usado na década de 1960. O símbolo paralímpico é diferente do</p><p>símbolo olímpico. Ele contém três cores, vermelho, azul e verde, que são as</p><p>cores mais amplamente representadas nas bandeiras das nações. Cada cor está</p><p>na forma de um Agito (que em latim significa "eu me movimento"). Os três</p><p>Agitos circundam um ponto central, que é um símbolo para os atletas se</p><p>reunirem de todos os pontos do globo.</p><p>Símbolo paralímpico</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 106</p><p>Originalmente a Paralimpíada era somente para atletas em cadeiras de</p><p>rodas. Em 1976, os jogos foram expandidos para competidores amputados e</p><p>com deficiência visual. Na atualidade, 10 tipos de deficiências fazem parte dos</p><p>jogos.</p><p>As medalhas também são diferentes. As paraolímpicas têm palavras em</p><p>braile para cegos. Dois esportes são exclusivos da Paralímpíada: o goalball, para</p><p>atletas cegos ou deficientes visuais e a bocha para competidores com deficiência</p><p>severa.</p><p>Nos jogos do Rio de Janeiro, pela primeira vez, um time de atletas</p><p>independentes participou das competições, que incluía um sírio e um iraniano.</p><p>Outro atleta iraniano, Bahman Goldbarnezhad, veio a falecer durante a prova de</p><p>ciclismo de estrada, tingindo de luto a família paralímpica, que viveu a primeira</p><p>morte na história de seus Jogos. A equipe da Rússia foi suspensa, devido a</p><p>suspeitas de doping patrocinado pelo Estado.</p><p>O Brasil terminou a competição com a oitava posição geral, com 72 pódios,</p><p>sendo 14 medalhas de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. China, Grã-Bretanha</p><p>e Ucrânia ficaram em 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. O nadador brasileiro</p><p>Daniel Dias foi o atleta paraolímpico que mais ganhou medalhas, nesta edição</p><p>dos jogos, nove no total.</p><p>8. Trabalho escravo</p><p>No Brasil contemporâneo, trabalho escravo é quando o trabalhador não</p><p>consegue se desligar do patrão por fraude ou violência, quando é forçado a</p><p>trabalhar contra sua vontade, quando é sujeito a condições desumanas de</p><p>trabalho ou é obrigado a trabalhar</p><p>tão intensamente que seu corpo não aguenta</p><p>e sua vida pode ser colocada em risco.</p><p>Dispõe o artigo 243 da Constituição Federal que: As propriedades rurais e</p><p>urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de</p><p>plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei</p><p>serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação</p><p>popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras</p><p>sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 5º. A</p><p>matéria precisará ser regulamentada por lei.</p><p>De acordo com o artigo 149 do Código Penal brasileiro, são elementos que</p><p>caracterizam o trabalho análogo ao de escravo: condições degradantes de</p><p>trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela violação</p><p>de direitos fundamentais que coloquem em risco a saúde e a vida do</p><p>trabalhador), jornada exaustiva (em que o trabalhador é submetido a esforço</p><p>excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta danos à sua saúde ou risco de</p><p>vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes,</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 106</p><p>isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas) e servidão</p><p>por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele).</p><p>Os elementos podem vir juntos ou isoladamente.</p><p>Utiliza-se a expressão "trabalho análogo ao de escravo", porque o</p><p>trabalho escravo foi formalmente abolido em 13 de maio de 1888 e o Estado</p><p>passou a considerar ilegal um ser humano ser dono de outro. O que</p><p>permaneceram foram situações semelhantes ao trabalho escravo, tanto do</p><p>ponto de vista de cercear a liberdade quanto de suprimir a dignidade do</p><p>trabalhador, tratando-o como uma coisa, um objeto comercializado, não como</p><p>um ser humano.</p><p>Apesar de estar normalmente associado ao campo, o trabalho escravo tem</p><p>sido cada vez mais flagrado nas grandes cidades. De 2013 a 2015, o número de</p><p>trabalhadores libertados no meio urbano foi maior que o do meio rural. Uma das</p><p>explicações para a mudança é o boom de grandes obras pelo país.</p><p>9. O racismo nas redes sociais</p><p>Nos últimos meses, vários casos de racismo contra personalidades nas</p><p>redes sociais nas redes sociais ganharam destaque na imprensa. Em julho,</p><p>outubro, novembro e dezembro de 2015, a jornalista Maria Júlia Coutinho, a</p><p>Maju e as atrizes Taís Araújo, Cris Vianna e Sheron Menezzes, respectivamente</p><p>foram alvos de comentários rascistas no Facebook. Em maio de 2016, a cantora</p><p>Ludmilla foi alvo de comentários racistas em uma de suas redes sociais na</p><p>Internet. Em julho de mesmo ano, comentários racistas foram postados no perfil</p><p>do Facebook da cantora Preta Gil. Os casos são semelhantes entre si: perfis</p><p>falsos nas redes sociais ofendem personalidades com comentários</p><p>preconceituosos como “cabelo de esfregão” e “macaca”.</p><p>Os crimes foram registrados na Polícia. Os responsáveis pelos atos de</p><p>racismo contra Maju, Taís Araújo, Cris Vianna e Sheron Menezes foram</p><p>identificados e estão sendo processados. A Polícia ainda investiga quem são os</p><p>responsáveis no caso de Preta Gil.</p><p>Os episódios exemplificam como a internet tem servido de palco para o</p><p>ódio às diferenças. As manifestações de racismo e injúria racial nas redes sociais</p><p>escancaram a realidade preconceituosa que ainda existe no Brasil, alimentadas</p><p>pela ideia de que a internet seria um território sem lei: um espaço público que</p><p>cada um pode falar o que quiser. Sob a proteção do anonimato, muitos</p><p>agressores criam perfis falsos para deixar registros de incitação ao ódio e</p><p>comentários de cunho racista nas redes sociais.</p><p>É possível ter uma dimensão da amplitude desse problema a partir dos</p><p>dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (Safernet). A</p><p>organização desenvolveu um sistema automatizado para registrar as denúncias,</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 106</p><p>que permite ao internauta acompanhar, em tempo real, cada passo do</p><p>andamento das ocorrências. Em dez anos, a Safernet recebeu 525.311</p><p>denúncias anônimas de racismo envolvendo 81.732 páginas distintas, das quais</p><p>apenas 18.287 foram removidas. De 2006 para 2015, o número de denúncias</p><p>anual saltou de 25.690 para 55.369, mais do que o dobro na taxa de aumento</p><p>(115%).</p><p>Se o anonimato da internet cria um terreno fértil para a proliferação de</p><p>crimes de incitação ao ódio, a impunidade pavimenta o caminho para que os</p><p>agressores saiam ilesos”. No caso de Maju e das atrizes Taís Araújo, Cris Vianna</p><p>e Sheron Menezzes houve uma resposta rápida com a identificação e</p><p>responsabilização dos acusados. Mas, a despeito das mobilizações recentes do</p><p>Ministério Público e da Polícia Civil para não deixar esses casos impunes, o</p><p>sistema não tem respondido com a mesma agilidade para todo o conjunto da</p><p>sociedade. Muitas vítimas, descrentes na eficácia da Justiça para esse tipo de</p><p>crime ou mesmo por desconhecer as vias judiciárias, não se dão ao trabalho de</p><p>prestar queixa na delegacia – o que só agrava o problema.</p><p>Pela legislação brasileira, o racismo é crime desde 1989, quando entrou</p><p>em vigor a chamada Lei Caó – em referência ao deputado e ativista do</p><p>movimento negro Carlos Alberto Oliveira.</p><p>É inegável que os ataques rascistas contra personalidades midiáticas</p><p>deram maior visibilidade para o problema. Mas a questão de forma alguma está</p><p>restrita ao campo das celebridades ou mesmo às redes sociais. O racismo,</p><p>observado diariamente em situações cotidianas, é parte de um problema muito</p><p>mais abrangente: a desigualdade racial.</p><p>Os negros (pretos e pardos) são 53,6% da população brasileira (IBGE,</p><p>2014). No entanto, a diferença é marcante na desvantagem da população negra</p><p>em sua participação na educação, pobreza, salários e nos números da violência.</p><p>A representatividade dos negros na Câmara dos Deputados, no Senado Federal</p><p>e no Judiciário é bem inferior à dos brancos.</p><p>10. Bloqueio do WhatsApp</p><p>Em julho de 2016, a Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio do</p><p>WhatsApp em todo o Brasil. Segundo a Justiça, o bloqueio deveu-se ao fato do</p><p>Facebook, proprietário do aplicativo, não ter atendido a determinação judicial</p><p>para interceptar mensagens que seriam usadas em uma investigação policial em</p><p>Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). O bloqueio foi revogado por</p><p>decisão do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski.</p><p>Para o presidente do Supremo, o bloqueio foi uma medida desproporcional</p><p>porque o WhatsApp é usado de forma abrangente, inclusive para intimações</p><p>judiciais, e fere a segurança jurídica. O ministro destacou que o Marco Civil da</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 106</p><p>Internet tem como princípio a garantia da liberdade de expressão e</p><p>comunicação. E afirmou que a lei tem preocupação com a segurança e com a</p><p>funcionalidade da rede. Por fim, destacou que as mensagens instantâneas têm</p><p>grande impacto na vida dos cidadãos. O WhatsApp tem mais de 1 bilhão de</p><p>usuários no mundo – o Brasil é o segundo país com mais usuários.</p><p>Essa é a quarta vez que o aplicativo de mensagens pertencente ao</p><p>Facebook é alvo de suspensões por questões judiciais. Em todos os casos, os</p><p>juízes que expediram os pedidos de bloqueio alegaram um desrespeito do</p><p>WhatsApp para com a legislação brasileira. O aplicativo, por sua vez, sempre</p><p>alegou colaborar com a Justiça, mas não ter as informações, nem mesmo</p><p>capacidade técnica para atender aos pedidos.</p><p>A primeira decisão de bloqueio do WhatsApp no Brasil foi determinada pelo</p><p>juiz Luís Moura Correia, da Central de Inquéritos</p><p>da Comarca de Teresina.</p><p>Segundo a Justiça, a empresa se negou a conceder informações para uma</p><p>investigação policial.</p><p>Na ocasião, o aplicativo não chegou a ficar fora do ar. Quinze dias depois,</p><p>um desembargador do Piauí derrubou o mandado judicial alegando que as</p><p>empresas telefônicas e seus usuários não deveriam ser penalizados por uma</p><p>decisão judicial.</p><p>A segunda decisão de bloqueio partiu da 1ª Vara Criminal de São Bernardo</p><p>do Campo e corria em segredo de Justiça. Segundo o Tribunal de Justiça de São</p><p>Paulo, o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de julho de 2015</p><p>envolvendo uma ação criminal.</p><p>O aplicativo de mensagens ficou fora do ar por cerca de 14 horas. No dia</p><p>seguinte ao do início do bloqueio, uma liminar do TJ-SP permitiu que as</p><p>operadoras deixassem de suspender o acesso ao aplicativo.</p><p>A terceira decisão veio do juiz Marcel Maia Montalvão, da Justiça de</p><p>Sergipe, que ordenava o bloqueio do WhatsApp em todo o país por 72 horas.</p><p>Mais uma vez, o pedido foi feito porque o Facebook, dono do aplicativo de</p><p>mensagens, não cumpriu uma decisão judicial anterior de compartilhar</p><p>informações que subsidiariam uma investigação criminal. A operadora que</p><p>descumprisse a ordem pagaria multa diária de R$ 500 mil.</p><p>Desta vez, o WhatsApp ficou bloqueado no Brasil inteiro por cerca de 24</p><p>horas. Os advogados do aplicativo entraram com um pedido de reconsideração,</p><p>que foi analisado e aceito por outro desembargador do TJ-SE, Ricardo Múcio</p><p>Santana de Abreu Lima, liberando assim o uso do aplicativo no Brasil.</p><p>11. Cultura</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 106</p><p>Hector Babenco</p><p>O cineasta Hector Babenco morreu em julho de 2016. Nascido na</p><p>Argentina, mas naturalizado brasileiro, Babenco tinha 70 anos e havia sido</p><p>indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme "O beijo da mulher aranha"</p><p>(1985). Também dirigiu clássicos como "Pixote: A lei do mais fraco" (1982) e</p><p>"Lúcio Flavio, o passageiro da agonia" (1977), além de "Carandiru" (2003).</p><p>“Pixote: A lei do mais fraco” conta a história de um garoto que faz parte</p><p>de um grupo de crianças de rua. Após sofrer muito em um reformatório, ele faz</p><p>aliança com uma prostituta, interpretada por Marília Pera.</p><p>Na vida real, "Pixote" terminou em tragédia. O ator Fernando Ramos da</p><p>Silva, que interpretou o protagonista do filme, acabou não seguindo carreira.</p><p>Sete anos após o lançamento do filme, foi assassinado por policiais em São</p><p>Paulo.</p><p>Guilherme Karan</p><p>O ator e comediante Guilherme Karan também faleceu em julho de 2016.</p><p>Um dos seus trabalhos de maior sucesso na TV foi no humorístico TV Pirata,</p><p>onde ele interpretou dezenas de personagens, como o Zeca Bordoada. Outro</p><p>papel de destaque foi como Porfírio, em "Meu bem, meu mal", quando ele criou</p><p>o bordão "Divina, Magda", em referência à personagem de Vera Zimmermann.</p><p>Karan também participou de várias peças de teatro e filmes. Em "Super</p><p>Xuxa contra o baixo astral", Karan interpretou Baixo Astral, um dos seus maiores</p><p>sucessos no cinema. Em "O clone" (2001), ele interpretou outro grande sucesso,</p><p>como Raposão.</p><p>Morte de Domingos Montagner</p><p>Domingos Montagner, o Santo de "Velho Chico", da TV Globo, morreu</p><p>afogado no rio São Francisco. O ator ficou preso nas pedras, a 18 metros de</p><p>profundidade e a 320 metros da margem, perto da Usina de Xingó, na Região</p><p>de Canindé de São Francisco, que fica na divisa entre Sergipe e Alagoas.</p><p>O ator paulistano começou sua carreira artística trabalhando no teatro e</p><p>em circos. Ele atuou em treze programas de TV, entre séries e novelas, além de</p><p>nove filmes.</p><p>Entre os papéis de destaque estão o Capitão Herculano Araújo de "Cordel</p><p>Encantado" (2011) e o presidente Paulo Ventura de "O brado retumbante"</p><p>(2012), seu primeiro protagonista.</p><p>Ele também chamou atenção como o Zyah de "Salve Jorge" (2012) e o</p><p>João Miguel de "Sete Vidas (2015).</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 106</p><p>Pampulha – Patrimônio Cultural da Humanidade</p><p>O Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte é o 13º sítio do país</p><p>a ser declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (Nações Unidas</p><p>para a Educação, a Ciência e a Cultura). Se considerados também os bens</p><p>naturais considerados pela Unesco, a Pampulha passa a ser o 20º bem brasileiro</p><p>inscrito na lista do patrimônio mundial.</p><p>A Pampulha é o quarto sítio em Minas Gerais que recebe o título, que</p><p>ainda tem a cidade de Ouro Preto, o centro histórico de Diamantina e o santuário</p><p>do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas, declarados patrimônio.</p><p>Criada na década de 1940 pelo então prefeito de Belo Horizonte, o ex-</p><p>presidente Juscelino Kubistchek (1902-1976), para ser um centro de lazer e</p><p>turismo, foram construídos na Pampulha quatro prédios de formas</p><p>arredondadas, linhas simples e cores claras, a Igreja São Francisco de Assis, o</p><p>Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Museu de Arte, concebidos pelo arquiteto</p><p>Oscar Niemeyer, com jardins do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) e</p><p>pinturas de Cândido Portinari.</p><p>De acordo com a assessoria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e</p><p>Artístico), além de patrimônio cultural, o conjunto da Pampulha foi o primeiro</p><p>sítio no mundo a receber o título de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno,</p><p>que começou a ser concedido este ano pela Unesco.</p><p>Sítios brasileiros do Patrimônio Cultural:</p><p>Cidade Histórica de Ouro Preto (MG)</p><p>Centro Histórico de Olinda (PE)</p><p>Missões Jesuíticas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões (RS)</p><p>Centro Histórico de Salvador (BA)</p><p>Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG)</p><p>Plano Piloto de Brasília (DF)</p><p>Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI)</p><p>Centro Histórico de São Luiz do Maranhão (MA)</p><p>Centro Histórico de Diamantina (MG)</p><p>Centro Histórico da Cidade de Goiás (GO)</p><p>Praça de São Francisco, em São Cristóvão (SE)</p><p>Rio de Janeiro (paisagens entre a montanha e o mar) (RJ)</p><p>Conjunto Moderno da Pampulha (MG)</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 106</p><p>12. A educação brasileira</p><p>Educar é promover o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um</p><p>indivíduo, com o objetivo de integrá-lo à sociedade, por meio da transmissão de</p><p>valores e conhecimentos acumulados. Toda sociedade, por mais simples que</p><p>seja, tem algum sistema de educação.</p><p>Na atualidade, a crescente complexidade da vida em sociedade –</p><p>resultante dos avanços tecnológicos e traduzida na alta competição no mercado</p><p>de trabalho – exige que o cidadão dedique um período cada vez maior da vida</p><p>aos estudos.</p><p>A Constituição Federal de 1988 garante a educação como um direito</p><p>social, ao lado de outros, como saúde, alimentação, trabalho, moradia e lazer.</p><p>Define como objetivos da educação “o pleno desenvolvimento da pessoa,</p><p>seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o</p><p>trabalho”.</p><p>A Carta Magna estabelece, também, as obrigações de todas as esferas do</p><p>poder público. À União compete organizar o sistema federal de ensino e o dos</p><p>territórios, financiar as instituições de ensino públicas federais, distribuir e</p><p>suplementar verbas e assistência técnica aos estados, municípios e ao Distrito</p><p>Federal. Estados e municípios devem trabalhar integrados, cabendo aos</p><p>municípios, prioritariamente, a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. Os</p><p>estados e o Distrito Federal têm de atuar principalmente nos ensinos</p><p>Fundamental e Médio.</p><p>12.1 Diretrizes da Educação</p><p>As principais diretrizes educacionais brasileiras são detalhadas na Lei de</p><p>Diretrizes e Bases (LDB), que determina a aprovação, pelo Congresso</p><p>Nacional,</p><p>de um Plano Nacional da Educação (PNE), com metas a serem</p><p>alcançadas em um prazo de dez anos. Paralelamente a essas exigências</p><p>constitucionais, o governo federal estabeleceu, em 2007, o Plano de</p><p>Desenvolvimento da Educação (PDE), com vista a elevar a qualidade do</p><p>ensino brasileiro.</p><p>Plano Nacional de Educação</p><p>O Plano Nacional da Educação (PNE), previsto na Constituição Federal,</p><p>cumpre a função de orientar os esforços dos governos federal, estaduais e</p><p>municipais para a melhoria na educação brasileira. Complementando as</p><p>orientações e diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases, o PNE estabelece metas</p><p>qualitativas e quantitativas gerais, a ser alcançadas em, no máximo, dez</p><p>anos.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 106</p><p>Atualmente está em vigência, o segundo Plano Nacional de Educação, que</p><p>terá validade para o período 2014-2024. O Plano tem 20 metas, a maioria dos</p><p>objetivos é quantificável por estatísticas, o que facilita sua aferição. Os</p><p>patamares mínimos de investimento no ensino e a valorização da carreira</p><p>docente fazem parte do plano.</p><p>Entre as metas do PNE estão:</p><p>- Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir,</p><p>no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no quinto</p><p>ano de vigência do Plano e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB no final da</p><p>vigência do Plano.</p><p>- Universalizar, ou seja, o acesso de todos à educação infantil na pré-</p><p>escola para as crianças de quatro a cinco anos de idade, ao ensino fundamental</p><p>de nove anos para a população de seis a quatorze anos e ao ensino médio para</p><p>a população de quinze a dezessete anos.</p><p>- Universalizar o acesso à educação básica e ao atendimento educacional</p><p>especializado para a população de quatro a dezessete anos com deficiência,</p><p>transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. O</p><p>acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado deve se</p><p>dar preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema</p><p>educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou</p><p>serviços especializados, públicos ou conveniados.</p><p>- Erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de</p><p>analfabetismo funcional.</p><p>- Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas</p><p>públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.</p><p>- Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e</p><p>modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a</p><p>atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb: 6,0 nos anos iniciais do ensino</p><p>fundamental; 5,5 nos anos finais do ensino fundamental; e 5,2 no ensino médio.</p><p>- Elevar a escolaridade média da população de 18 dezoito a 29 anos, de</p><p>modo a alcançar, no mínimo, 12 anos de estudo no último ano de vigência do</p><p>Plano para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e</p><p>dos 25% mais pobres.</p><p>- Igualar a escolaridade média entre negros e não negros.</p><p>- Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio.</p><p>- Valorizar os profissionais do magistério das redes públicas de educação</p><p>básica, de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos demais profissionais</p><p>com escolaridade equivalente.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 106</p><p>O PNE institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da</p><p>implementação das metas. Essa fiscalização será feita pelo MEC, pelas</p><p>comissões de Educação da Câmara e do Senado, pelo Conselho Nacional de</p><p>Educação e pelo Fórum Nacional de Educação.</p><p>O Plano não fixa penalidades para os gestores que não cumprirem as</p><p>metas estabelecidas. As punições serão definidas na proposta da chamada Lei</p><p>de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06 e apensados) que está sendo</p><p>analisada na Câmara.</p><p>12.2 Estrutura da Educação no Brasil</p><p>A educação escolar brasileira é dividida em nível básico e nível superior.</p><p>O nível básico tem três etapas – Educação Infantil, Ensino Fundamental</p><p>e Ensino Médio – e três modalidades de ensino – Educação Especial,</p><p>Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional.</p><p>Nível Básico</p><p>Em princípio, a educação básica deve ser proporcionada a todos os</p><p>brasileiros com idade entre 0 e 17 anos. O objetivo é fornecer às crianças e aos</p><p>adolescentes uma bagagem de conhecimentos e habilidades essenciais para que</p><p>possam exercer a cidadania e progredir no trabalho e nos estudos. Deve dar</p><p>condições ao educando de prosseguir os estudos numa área específica de seu</p><p>interesse, em etapas posteriores.</p><p>A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, oferecida</p><p>em creches (até 3 anos de idade) e em pré-escolas (4 e 5 anos). Considerada</p><p>uma complementação direta da ação da família e da comunidade, tem como</p><p>finalidade o desenvolvimento inicial da criança do ponto de vista físico,</p><p>psicológico, intelectual e social.</p><p>O Ensino Fundamental já foi chamado de 1º grau, primário e ginásio e</p><p>é oferecido, principalmente, pelas redes municipais e estaduais. Esse nível de</p><p>ensino tem a duração mínima de nove anos, sendo proporcionado às crianças e</p><p>jovens de 6 a 14 anos. A Constituição de 1988 estabelece que é obrigação do</p><p>Estado oferecer o Ensino Fundamental gratuitamente.</p><p>A redução no número de matrículas nessa etapa de ensino, registrada</p><p>desde 2003, deve-se, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas</p><p>Educacionais Anísio Teixeira (Inep), à queda na taxa de natalidade da população</p><p>brasileira.</p><p>Etapa final da Educação Básica, o Ensino Médio já foi chamado de 2º</p><p>grau e de colegial. Destina-se aos adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 106</p><p>Nível Superior</p><p>O Ensino Superior é destinado aos alunos que completaram o Ensino Médio</p><p>e voltado para áreas específicas de conhecimento. Quem faz um curso superior</p><p>está habilitado a praticar uma profissão ou a se dedicar à vida acadêmica ou de</p><p>pesquisador. Em geral, os candidatos ao ingresso devem ser aprovados em um</p><p>processo seletivo. O principal exame de seleção do país ainda é o vestibular. A</p><p>partir de 2009, o Enem passa a ser utilizado, também, como prova de ingresso</p><p>no Ensino Superior.</p><p>12.3 Avaliação da educação brasileira</p><p>O Brasil tem vários instrumentos para avaliar a qualidade do ensino e o</p><p>rendimento da educação dos estudantes no Brasil. Na educação básica</p><p>destacam-se o Ideb e o Enem.</p><p>O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um</p><p>indicador da qualidade do ensino que varia numa escala de 0 a 10. Há um</p><p>indicador calculado para cada nível do ciclo básico: o ensino fundamental I</p><p>(avaliando os estudantes do 5º ano), o ensino fundamental II (avaliando os</p><p>estudantes do 9º ano) e o ensino médio (avaliando os estudantes do 3º ano). O</p><p>índice é divulgado a cada dois anos e é calculado sobre números do Censo</p><p>Escolar da Educação Básica, que registra os dados de aprovação por escola,</p><p>município e estado, e das avaliações do Saeb e da Prova Brasil.</p><p>Os dados do Ideb de 2015 apontam que o ensino médio segue estagnado</p><p>na média das escolas do país com índice 3,7 e não atingiu a meta estipulada de</p><p>4,3. O patamar se mantém desde a avaliação realizada em 2011.</p><p>No ensino fundamental 1, o índice foi de 5,5 e bateu a meta que era 5,2.</p><p>Entretanto, no ensino fundamental 2, o índice foi de 4,5, abaixo da meta nacional</p><p>que era de 4,7.</p><p>O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem como objetivo</p><p>principal avaliar o desempenho dos estudantes ao término do Ensino Médio. O</p><p>exame é anual e destinado àqueles que estão concluindo ou já concluíram esse</p><p>nível de ensino. A prova verifica a capacidade do aluno de utilizar seu potencial</p><p>de raciocínio crítico, de resolver problemas e de avaliar seu papel na sociedade,</p><p>sendo composta de uma parte objetiva e uma redação.</p><p>Os resultados das provas do Enem 2015 por escola indicam que 38% das</p><p>instituições seriam "reprovadas" no teste do ensino médio, segundo os critérios</p><p>do Ministério da Educação (MEC) para a certificação do ensino médio.</p><p>Em um universo de 14.998 escolas, mais de um terço - 5.642 escolas -</p><p>tiveram notas médias menores que 450 pontos em, ao menos, uma das quatro</p><p>provas objetivas (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 106</p><p>natureza) ou não alcançaram a média de 500 pontos na redação do exame.</p><p>Esses são os parâmetros mínimos usados pelo MEC para conceder a certificação</p><p>do ensino médio a estudantes por meio do Enem.</p><p>Os exames que mais reprovaram escolas são o de matemática - que</p><p>reprovou 4.899 instituições - e a redação - que desqualificou 3.045 escolas.</p><p>12.4 Desafios da educação brasileira</p><p>Os problemas da educação pública brasileira são vários:</p><p> qualidade do ensino;</p><p> déficit de aprendizado;</p><p> falta de vagas;</p><p> evasão escolar;</p><p> recursos financeiros insuficientes e má gestão das verbas destinadas à</p><p>educação;</p><p> infraestrutura dos estabelecimentos de ensino;</p><p> baixa remuneração dos professores da educação básica;</p><p> má formação dos professores; e</p><p> currículo inadequado.</p><p>Os problemas são variados, em maior ou menor grau de importância,</p><p>conforme o nível e a modalidade de ensino.</p><p>Na Educação Infantil, temos problemas como a falta de vagas: pouco</p><p>menos de 30% das crianças até 3 anos eram atendidas por creches no país em</p><p>2014. Faltam também creches em período integral, que seriam importantes</p><p>quando os responsáveis trabalham fora de casa o dia todo.</p><p>Já nas pré-escolas, o desafio é atender a todas as crianças da faixa etária.</p><p>Atualmente já são atendidas 90%, mas por lei, a partir de 2016, 100% das</p><p>crianças de 4 e 5 anos deveriam frequentar a pré-escola. Além disso, falta mais</p><p>qualificação profissional aos profissionais da educação infantil.</p><p>Os desafios são ampliar o número de vagas, readequar as faixas etárias</p><p>nos grupos que misturam alunos de diferentes idades, garantir o atendimento</p><p>em período integral nas creches e investir na formação dos profissionais.</p><p>No Ensino Fundamental, temos um quadro difícil, pois boa parte dos</p><p>estudantes não aprendem o que é considerado adequado para a série em que</p><p>estão, segundo o índice utilizado pelo próprio governo (o Ideb). A lacuna é maior</p><p>em matemática, mas também é importante em leitura e em escrita.</p><p>Nos anos finais do Ensino Fundamental, esse problema ainda se agrava</p><p>frente à exigência de conteúdos cada vez mais complexos e um número maior</p><p>de disciplinas. As principais críticas giram em torno da falta de um currículo mais</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 106</p><p>conectado com a realidade do adolescente, da baixa qualificação e remuneração</p><p>dos professores e infraestrutura muitas vezes precária.</p><p>O Ensino Médio é considerado o grande gargalo da educação</p><p>brasileira – apenas metade dos alunos que ingressam no Ensino Médio</p><p>conclui o curso, ou seja, a evasão é muito elevada. As razões são muitas, entre</p><p>elas, a necessidade de trabalhar e a gravidez precoce. Mas as principais são da</p><p>própria organização do ensino, como os conteúdos extensos e em descompasso</p><p>com as necessidades e os interesses dos estudantes, as deficiências pedagógicas</p><p>trazidas dos anos anteriores, os métodos pedagógicos ultrapassados e a má</p><p>formação dos professores.</p><p>Assim, jovens pouco estimulados pelos estudos, muitas vezes em situação</p><p>de atraso escolar e para quem o Ensino Superior é apenas uma possibilidade</p><p>remota, tendem a abandonar a escola. Entre os que conseguem se formar, o</p><p>desempenho é fraco. Essa etapa apresenta os piores resultados entre os ciclos</p><p>avaliados pelo MEC.</p><p>O Ensino Médio técnico (profissionalizante), que em vários países</p><p>apresenta-se como uma alternativa à preparação para o Ensino Superior, ainda</p><p>engatinha no Brasil, apesar do crescimento nos últimos anos, impulsionado pelo</p><p>Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).</p><p>Os avanços na Educação Superior foram muitos nos últimos anos. A</p><p>expansão das universidades federais e da oferta de bolsas e financiamentos</p><p>públicos nas universidades privadas, como o Programa Universidade para Todos</p><p>(ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), permitiram que o número</p><p>de universitários aumentasse de 4,2 milhões em 2004 para 7,8 milhões em</p><p>2014. Paralelamente, cresceu a quantidade de cursos.</p><p>Mesmo assim, há problemas como a baixa participação de alunos de 18 a</p><p>24 anos matriculados na Educação Superior (idade considerada adequada para</p><p>cursar esse nível de ensino). Menos de 20% dos jovens dessa faixa etária estão</p><p>na faculdade. A maior parte dos que frequentam as universidades públicas são</p><p>de famílias de médio ou alto poder aquisitivo, enquanto a maior parte da</p><p>população de baixa renda não acessa tal etapa da educação - grande parte já</p><p>deixa o ensino formal durante ou no final do ensino médio. Isso persiste mesmo</p><p>com a ampliação das vagas no ensino superior durante a última década.</p><p>Outra grande trava para a qualidade da Educação Superior é sua porta de</p><p>entrada, ou seja, o Ensino Médio. Sem resolver os problemas da formação dos</p><p>alunos nesse nível de ensino, dificilmente haverá uma boa formação superior.</p><p>Os desafios são ampliar o acesso de jovens concluintes do ensino médio,</p><p>conter a evasão e garantir um ensino de qualidade.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 106</p><p>PIB (Produto Interno Bruto) x Educação: Um estudo da OCDE, do ano</p><p>de 2001 demonstra que o gasto público do Brasil em educação representou</p><p>6,1% do PIB, enquanto a média da OCDE é de 5,6% do PIB. Porém, quando</p><p>se divide o gasto pelo total de alunos, o país fica em penúltimo lugar. Gastou</p><p>2.895 dólares por estudante, enquanto a média da OCDE é de 8.952</p><p>dólares. Se comparado a Suécia ou Japão, o Brasil apresenta um investimento</p><p>maior. Entretanto, a análise absorve pontos divergentes, visto que especialistas</p><p>apontam que estes países desenvolvidos já apresentam modelos educacionais</p><p>de sucesso, o que garante que o investimento seja menor.</p><p>Salário dos professores brasileiros: segundo o estudo Um olhar sobre</p><p>a Educação 2014, que mapeia dados sobre a educação nos 34 países membros</p><p>da OCDE e 10 parceiros, incluindo o Brasil, os professores brasileiros estão entre</p><p>os mais mal remunerados do mundo. De acordo com o estudo, um professor em</p><p>início de carreira que dá aula para o ensino fundamental em instituições públicas</p><p>recebe, em média, 10.375 dólares por ano no Brasil. Entre os países membros</p><p>da OCDE, a média salarial do professor é de 29.411 dólares. Quase três vezes</p><p>mais que o salário brasileiro. Países como o Chile e México aparecem na frente</p><p>do Brasil com relação aos salários dos professores (17.770 e 15.556 dólares por</p><p>ano, respectivamente). Os dados são de 2012 e colocam o Brasil à frente apenas</p><p>da Indonésia, país onde os professores carecem de condições dignas de</p><p>trabalho.</p><p>12.5 A reforma do ensino médio</p><p>Como forma de alterar o quadro problemático do ensino médio, o Governo</p><p>Federal promoveu, em setembro de 2016, uma reforma no ensino médio, via</p><p>medida provisória, que procura incentivar o ensino integral e as escolas técnicas.</p><p>O novo modelo prevê um Ensino Médio de tempo integral, com</p><p>um</p><p>aumento na carga horária de quatro para sete horas diárias de ensino e de 800</p><p>para 1,4 mil horas anuais.</p><p>O currículo será flexível. No primeiro um ano e meio, no ciclo básico, os</p><p>alunos estudarão as disciplinas comuns. Na segunda metade, poderão escolher</p><p>dentre cinco itinerários formativos: linguagens, matemática, ciências da</p><p>natureza, ciências humanas e, ainda, o ensino técnico – profissional. Hoje</p><p>em dia, para termos de comparação, os alunos do Ensino Médio no Brasil</p><p>estudam, ao longo dos três anos, treze disciplinas comuns a todos. O currículo</p><p>do ciclo básico será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC),</p><p>atualmente em discussão no Brasil.</p><p>O ensino de artes, educação física, filosofia e sociologia deixam de ser</p><p>obrigatórios. Quando a reforma for colocada em prática, o que será ensinado de</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 106</p><p>artes, filosofia e sociologia dependerá do que estiver incluído no conteúdo</p><p>obrigatório previsto na BNCC. Na versão anterior da LDB, essas disciplinas</p><p>estavam previstas em todas as etapas da educação básica (infantil, fundamental</p><p>e médio). Agora, a MP prevê que o ensino dessas disciplinas será obrigatório</p><p>apenas nos ensinos infantil e fundamental. O ensino de língua portuguesa e</p><p>matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio. O ensino de inglês</p><p>será obrigatório, a partir do sexto ano do ensino fundamental e nos currículos</p><p>do ensino médio, facultando neste, o oferecimento de outros idiomas,</p><p>preferencialmente o espanhol.</p><p>A reforma tem sido criticada por muitos setores, tanto por ter sido</p><p>apresentada por medida provisória (sem ser discutida previamente no</p><p>Congresso), quanto por ter promovido mudanças debatíveis. Escolas em tempo</p><p>integral, afirmam alguns especialistas, podem não ser adequadas em um país</p><p>em que boa parte dos estudantes trabalha desde muito cedo. Escolas técnicas</p><p>podem promover um corte de classe, em que estudantes de baixa renda se</p><p>desestimulam a procurar o ensino superior, normalmente ocupado por alunos</p><p>de famílias mais abastadas.</p><p>12.6 A polêmica do Escola sem Partido</p><p>Uma educação apartidária, sem doutrinação e livre de ideologias. Esses</p><p>são os princípios defendidos pelo projeto Escola sem Partido, que tem</p><p>despertado polêmica entre pais, professores e estudantes. O projeto de lei</p><p>867/2015 em tramitação na Câmara dos Deputados é um pacote que ressalta</p><p>princípios e deveres dos professores na sala de aula. Alguns dos princípios</p><p>destacados são a neutralidade do Estado em questões políticas, ideológicas e</p><p>religiosas; o pluralismo de ideias no ambiente acadêmico; a liberdade de</p><p>consciência e de crença; e o direito dos pais a que seus filhos recebam a</p><p>educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias</p><p>convicções.</p><p>Os deveres que o projeto impõe aos professores são: não se aproveitar da</p><p>audiência cativa dos alunos para promover interesses, opiniões ou preferências</p><p>ideológicas, políticas, morais, religiosas; não fazer propaganda político-</p><p>partidária em sala de aula; não incitar os alunos a participarem de passeatas e</p><p>manifestações; apresentar de forma justa diferentes teorias e pontos de vista</p><p>acerca de questões políticas.</p><p>Além disso, o projeto ainda determina que a escola pública não interfira</p><p>em questões relacionadas à orientação sexual dos alunos e menciona</p><p>explicitamente que a teoria/ideologia de gênero não deve ser ensinada em sala</p><p>de aula.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 106</p><p>O movimento Escola sem Partido parte da acusação de que existe uma</p><p>doutrinação ideológica de esquerda nas escolas brasileiras. Miguel Nagib, um</p><p>dos criadores do Escola sem Partido, afirmou que o sistema educacional público</p><p>brasileiro foi aparelhado por grupos que favorecem determinadas correntes</p><p>políticas, ideológicas e partidárias.</p><p>O projeto recebeu reação negativa por parte de professores e instituições.</p><p>A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal</p><p>encaminhou ao Congresso nota técnica em que afirma que o programa Escola</p><p>sem Partido é inconstitucional, por colocar os professores sob constante</p><p>vigilância, negar a possibilidade de ampla aprendizagem, contrariar o princípio</p><p>do Estado Laico e por negar a liberdade de cátedra (definida como a liberdade</p><p>de aprender, ensinar e divulgar o pensamento, a arte e o saber).</p><p>Vejamos, agora, alguns dos pontos que mais geram divergências no</p><p>projeto Escola sem Partido, para entender quais argumentos cada lado sustenta:</p><p>Educação neutra - Para o Escola sem Partido, a educação deve ser plural,</p><p>no sentido de que os professores devem guardar suas posições pessoais para si</p><p>e trazer diferentes teorias com equilíbrio, especialmente em relação a questões</p><p>de cunho político, religioso e moral, que costumam gerar polarização de</p><p>pensamento. Já para contrários ao Escola sem Partido, a educação jamais é</p><p>neutra. Ela sempre parte de um objetivo, escolhido dentre muitos outros pelos</p><p>agentes que constroem o sistema educacional (Estado, famílias, escolas,</p><p>sociedade, etc). Os professores também não são jamais neutros em seu ensino,</p><p>uma vez que portam seus próprios pontos de vista.</p><p>Discussão sobre gênero e sexualidade em sala de aula - Para o</p><p>Escola sem Partido, gênero e sexualidade não deveriam ser discutidos em sala</p><p>de aula, pois essa discussão seria uma questão de prerrogativa das famílias dos</p><p>alunos, e não da escola. Para os contrários ao Escola sem Partido, esse assunto</p><p>deve ser discutido nas escolas, pois preconceitos como homofobia, transfobia e</p><p>machismo continuam a se perpetuar, causando danos cotidianos à boa parte da</p><p>população. E a perpetuação desses problemas se deve principalmente à falta de</p><p>informação e reflexão sobre o assunto.</p><p>12.7 As ocupações de escolas por estudantes secundaristas</p><p>Desde o segundo semestre de 2015, escolas públicas têm sido ocupadas</p><p>por estudantes secundaristas. Segundo levantamento do jornal Brasil de Fato</p><p>(18/10/2016), as ocupações se espalham por 13 estados: Paraná, Rio Grande</p><p>do Norte, Pernambuco, Maranhão, Pará, Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de</p><p>Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Os alunos protestam principalmente</p><p>contra a PEC 241, que limita os gastos do governo federal por 20 anos, a Medida</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 106</p><p>Provisória (MP) 746 de reforma do Ensino Médio e o Projeto de Lei da Escola</p><p>sem Partido.</p><p>Em São Paulo, desde o fim de 2015, grupos de estudantes do ensino médio</p><p>ocuparam escolas estaduais em mais de uma ocasião. A principal motivação foi</p><p>o anúncio por parte do governo estadual de um projeto de reestruturação da</p><p>rede de ensino, que incluía o fechamento de 92 escolas e a transferência de mais</p><p>de 300 mil alunos. No total, cerca de 200 escolas foram ocupadas.</p><p>Em abril de 2016, estudantes voltaram a ocupar escolas em São Paulo,</p><p>dessa vez especificamente os das escolas técnicas do estado. Os motivos das</p><p>ocupações eram o corte no investimento nas escolas técnicas, o baixo salário</p><p>dos professores e a máfia da merenda, esquema que desviava recursos públicos</p><p>destinados à compra de merendas nas escolas paulistas. Em maio de 2016, foi</p><p>instalada uma CPI para apurar o assunto na Assembleia Legislativa de São Paulo.</p><p>Os resultados práticos mais expressivos, obtidos pela mobilização, foram</p><p>a instalação da CPI da Merenda Escolar e a suspensão do plano de reorganização</p><p>da rede paulista.</p><p>No Paraná, até o final de outubro, os secundaristas ocupavam ao menos</p><p>745 escolas. Mas o movimento pode terminar em breve, pois a Justiça</p><p>determinou</p><p>a reintegração de posse de algumas das principais escolas de</p><p>Curitiba. A mobilização dos estudantes é contra a Medida Provisória (MP)</p><p>746 que prevê mudança da jornada diária de quatro horas para sete horas no</p><p>ensino médio, além da flexibilização do currículo por meio da escolha das</p><p>disciplinas dentro de cinco diferentes ênfases - linguagens, matemática, ciências</p><p>da natureza, ciências humanas, formação técnica e cursos profissionais. Os</p><p>estudantes também são contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC)</p><p>241, que limita os gastos do governo federal por 20 anos.</p><p>O movimento de ocupações de secundaristas tem sido contestado por</p><p>polêmicas e suposta falta de legitimidade. O grupo Movimento Brasil Livre (MBL),</p><p>conhecido por articular os protestos anti-Dilma nos últimos dois anos, tem</p><p>pressionado os estudantes a encerrar os protestos. Foi formado também o</p><p>Movimento Desocupa Paraná. Os contrários às ocupações afirmam, entre outras</p><p>coisas, que as ocupações são ilegais e impedem alunos de exercer o direito de</p><p>estudar. Além disso, há quem conceda que as motivações dos estudantes são</p><p>legítimas, mas que deveriam pensar em outras formas de protestos (nas ruas,</p><p>por exemplo).</p><p>Mas o momento mais tenso das ocupações foi a morte de um estudante</p><p>no colégio Santa Felicidade, em Curitiba, ocorrida no dia 24 de outubro. Lucas</p><p>Eduardo Araújo Mota, de apenas 16 anos, foi assassinado a facadas por um</p><p>colega de 17 anos. O suspeito afirmou que ambos ingeriram uma droga sintética</p><p>e que ele esfaqueou Lucas durante uma briga. O episódio aumentou a pressão</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 106</p><p>do governo paranaense sobre o movimento e motivou também a reintegração</p><p>de posse.</p><p>A legalidade das ocupações tem sido discutida. O jurista Hyago Otto afirma</p><p>que a escola pode ser vista como serviço público. Como tal, elas não poderiam</p><p>ter seu funcionamento interrompido. Mesmo que garantido o direito à livre</p><p>manifestação, as ocupações conflitariam com o direito à educação – garantido</p><p>no artigo sexto da Constituição.</p><p>Por outro lado, o Ministério Público do Paraná afirmou que as ocupações</p><p>são legítimas. Ao justificar sua posição, o MP paranaense invocou o artigo 205</p><p>da Constituição Federal, que diz que a educação deve preparar para o exercício</p><p>da cidadania. As ocupações, enquanto forma de protesto, seriam uma forma</p><p>válida de prática cidadã para os alunos.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 106</p><p>QUESTÕES COMENTADAS:</p><p>01) (VUNESP/MPE SP/2016 – OFICIAL DE PROMOTORIA) O Ministério</p><p>da Justiça lançou nesta terça-feira (13.10.2015) uma nova campanha</p><p>contra a xenofobia e a intolerância no país.</p><p>Com o slogan “Brasil, a imigração está no nosso sangue”, a campanha</p><p>visa mostrar os diferentes momentos de entrada de migrantes que</p><p>compuseram a história do Brasil, e, com isso, mostrar a diversidade do</p><p>país.</p><p>(http://folha.com/no1693439. Adaptado)</p><p>Essa providência deve-se, entre outros fatores, ao forte aumento, em</p><p>2015, do fluxo de refugiados</p><p>a) angolanos.</p><p>b) senegaleses.</p><p>c) paraguaios.</p><p>d) sírios.</p><p>e) coreanos.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Em outubro de 2015, o Ministério da Justiça lançou a segunda etapa da</p><p>campanha “Brasil, a imigração está no nosso sangue”. Trata-se de uma</p><p>campanha de sensibilização e informação contra a xenofobia, o preconceito e a</p><p>intolerância a imigrantes. A iniciativa é parte do esforço do governo para o</p><p>acolhimento a estrangeiros que vivem no País e sofrem preconceito. A campanha</p><p>é exclusiva para as redes sociais e será feita por meio das hashtags</p><p>#EuTambémSouImigrante e #XenofobiaNãoCombina.</p><p>A campanha foi até o dia 18 de novembro. Nos últimos anos, aumentou o</p><p>número de estrangeiros que tem buscado refúgio no Brasil. Refugiados são</p><p>imigrantes que fogem do seu país em função de guerras ou por perseguição</p><p>política. Durante muitos anos, as nacionalidades dominantes de refugiados eram</p><p>a angolana e a cubana, que tinham maior facilidade linguística e de inserção na</p><p>sociedade brasileira. Na atualidade, a maioria dos refugiados são sírios e</p><p>congoleses.</p><p>Gabarito: D</p><p>02) (MS CONCURSOS/CASSEMS/2016 – ASSISTENTE</p><p>ADMINISTRATIVO) Leia o texto a seguir, a atribua V (verdadeiro) ou F</p><p>(falso) aos itens e assinale a alternativa correta. O Aedes aegypti é um</p><p>mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 106</p><p>outros locais frequentados por pessoas, tem hábitos preferencialmente</p><p>diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao</p><p>entardecer. O Aedes aegypti é transmissor</p><p>( ) da febre maculosa.</p><p>( ) da febre por vírus Zika.</p><p>( ) da febre de chikungunya.</p><p>( ) da Influenza A/H1N1.</p><p>a) V, V, V, V.</p><p>b) F, V, V, V.</p><p>c) V, V, F, V.</p><p>d) F, V, V, F</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Aedes aegypti é o agente transmissor da dengue, da chikungunya e do</p><p>vírus zika. No Brasil, a febre maculosa é transmitida pelo Amblyomma</p><p>cajennens, o carrapato amarelo de cachorros. Influenza A/H1N1, é um subtipo</p><p>de Influenza vírus A e a causa mais comum da influenza é a gripe em humanos.</p><p>Gabarito: D (F, V, V, F)</p><p>03) (IDECAN/UFPB/2016 – ADMINISTRADOR) Muito noticiadas nos</p><p>últimos meses nos veículos de comunicação do Brasil e motivo de</p><p>grande preocupação das autoridades, principalmente da área de saúde,</p><p>as doenças dengue, chikungunya e zika têm em comum:</p><p>I. O fato de serem transmitidas pelo mesmo agente (Aedes aegypti).</p><p>II. A mesma família bacteriológica, da qual as três doenças são</p><p>integrantes.</p><p>III. A transmissão do vírus ao feto em mulheres grávidas, gerando</p><p>microcefalia nos recém-nascidos.</p><p>IV. O tratamento à base de repouso, ingestão de líquidos e remédios</p><p>que aliviam os sintomas (desde que não contenham AAS).</p><p>É correto o que se complementa somente em</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) I, apenas.</p><p>C) I e IV, apenas.</p><p>D) II e III, apenas.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 106</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A dengue, chikungunya e zika são transmitidas pelo mesmo agente, o</p><p>mosquito Aedes aegypti.</p><p>A dengue causa febre, dores no corpo, dores de cabeça e nos olhos, falta</p><p>de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais graves, a dengue pode</p><p>provocar hemorragias, que, por sua vez, podem ocasionar óbito. O vírus da</p><p>dengue pertence ao gênero Flavivírus, da família Flaviviridae.</p><p>A chikungunya também causa febre e dores no corpo, mas as dores</p><p>concentram-se principalmente nas articulações. Na dengue, as dores são</p><p>predominantemente musculares. Alguns sintomas da chikungunya duram em</p><p>torno de duas semanas; todavia, as dores articulares podem permanecer por</p><p>vários meses. Casos de morte são muito raros, mas a doença, em virtude da</p><p>persistência da dor, afeta bastante a qualidade de vida do paciente. O vírus da</p><p>chikungunya pertence ao gênero Alphavírus da família Togaviridae.</p><p>A zika é a doença que causa os sintomas mais leves. Pacientes com essa</p><p>enfermidade apresentam febre mais baixa que a da dengue e chikungunya, olhos</p><p>avermelhados e coceira característica. Em virtude desses sintomas, muitas</p><p>vezes a doença é confundida com alergia. Normalmente, a zika não causa morte</p><p>e os sintomas não duram mais que sete dias. Vale frisar, no entanto, que a febre</p><p>zika relaciona-se com uma síndrome neurológica que causa paralisia, a</p><p>Síndrome de Guillain-Barré, e também com casos de microcefalia. O vírus</p><p>da zika pertence ao gênero Flavivírus, da família Flaviviridae.</p><p>O tratamento da dengue, chikungunya e zika é praticamente o</p><p>mesmo, uma vez que não existem medicamentos específicos para nenhuma</p><p>dessas enfermidades. Recomenda-se que o paciente, nos três casos, permaneça</p><p>em repouso e beba bastante líquido. Alguns medicamentos são indicados para</p><p>dor, mas não se deve fazer uso de remédios que contenham ácido acetilsalicílico</p><p>(AAS), pois eles podem desencadear hemorragias.</p><p>Gabarito: C</p><p>04) (VUNESP/MPE SP/2016 – OFICIAL DE PROMOTORIA) O Órgão</p><p>Especial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo determinou a</p><p>suspensão do fornecimento da substância fosfoetalonamina, nesta</p><p>quarta-feira (11.11.2015).</p><p>Mais de duas mil liminares já tinham pedido a droga, que era distribuída</p><p>pela USP São Carlos. A USP recorreu, afirmando que não tinha condições</p><p>de produzir o remédio em larga escala e que, além disso, não há</p><p>pesquisas que atestem a eficácia da droga.</p><p>(http://goo.gl/R8iSzt. Adaptado)</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 106</p><p>Supostamente, a droga teria efeito</p><p>a) contra a hepatite tipo C.</p><p>b) na cura de meningite viral.</p><p>c) no retardamento das consequências da osteoporose.</p><p>d) no combate ao câncer.</p><p>e) na prevenção do diabetes.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A notícia se refere à fosfoetalonamina sintética, produzida na USP de São</p><p>Carlos (SP). Supostamente a droga teria efeito no combate ao câncer.</p><p>Gabarito: D</p><p>05) (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/2016 – PROFESSOR)</p><p>Assinale a alternativa que indica corretamente as doenças transmitidas</p><p>pelo mosquito Aedes aegypti.</p><p>a) Dengue, zika e chikungunya.</p><p>b) AIDS, dengue, zika e chikungunya.</p><p>c) Cólera, dengue, zika e chikungunya.</p><p>d) Febre tifoide, dengue e febre amarela.</p><p>e) Febre amarela, AIDS, dengue, zika e chikungunya.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Aedes aegypti é o agente transmissor da dengue, zika e chikungunya.</p><p>Gabarito: A</p><p>06) (VUNESP/AMLURB/2016 – ANALISTA FISCAL DE SERVIÇOS)</p><p>Estudantes ocuparam na manhã desta segunda-feira (14 de dezembro)</p><p>mais quatro escolas da rede estadual de Educação em Goiás. Em seis</p><p>dias, o movimento fechou oito unidades.</p><p>G1, 14 dez.15. Disponível em: < http://goo.gl/oxGNAs> Adaptado)</p><p>Os estudantes protestam contra</p><p>a) a redução de investimentos, que tirou dos estudantes a possibilidade</p><p>de continuarem os estudos no Ensino Superior público.</p><p>b) o corte radical de verbas na educação, que levou muitas escolas a</p><p>sofrerem com a falta de produtos básicos para o seu funcionamento.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 106</p><p>c) o projeto do governo de Goiás de terceirizar a gestão da rede pública</p><p>de ensino por meio de organizações sociais.</p><p>d) a proposta de reorganização escolar do governo de Goiás, que inclui</p><p>a privatização de escolas a partir da realização de leilões e licitações</p><p>e) a estagnação salarial vivida nos últimos anos por professores da rede</p><p>pública, atualmente proibidos de fazerem greve por salários.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>No segundo semestre de 2015 e em 2016, em vários estados, estudantes</p><p>têm ocupado escolas públicas e instalações da área educacional. As ocupações</p><p>ocorreram nos Estados de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.</p><p>Em Goiás, as ocupações tiveram como objetivo lutar contra a proposta do</p><p>Governo estadual de terceirizar a gestão O Governo de Goiás pretende</p><p>terceirizar as gestões de escolas públicas da rede estadual por meio de</p><p>organizações sociais (OSs).</p><p>Gabarito: C</p><p>07) (VUNESP/AMLURB/2016 – ANALISTA FISCAL DE SERVIÇOS)</p><p>“Primeira grande epidemia de zika vírus acontece no Brasil”, diz</p><p>infectologista</p><p>iG, 13 jan.16. Disponível em: < http://goo.gl/yQ2rNr> Adaptado)</p><p>Entre as doenças possivelmente causadas pelo zika vírus, encontra-se</p><p>a) a anencefalia.</p><p>b) a paralisia infantil.</p><p>c) a síndrome de Guillain-Barré.</p><p>d) a malária.</p><p>e) a febre amarela.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Entre as doenças possivelmente causadas pelo zika vírus encontra-se a</p><p>Síndrome de Guillain-Barré. A síndrome afeta o sistema nervoso e pode provocar</p><p>fraqueza muscular e paralisia dos membros. Outra doença possivelmente</p><p>causada pelo zika vírus é a microcefalia.</p><p>Gabarito: C</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 106</p><p>08) (IDECAN/UFPB/2016 – ADMINISTRADOR) Em maio de 2015, a</p><p>Agência Brasil (EBC) divulgou um levantamento da Organização Não-</p><p>Governamental (ONG) Safernet, que há alguns anos tem um serviço de</p><p>denúncias online, que aponta que, em 2014, foram registrados 224</p><p>casos de sexting – um aumento de 120% em relação a 2013 – quando</p><p>foram registrados 101 casos. A instituição tem realizado várias</p><p>campanhas de alerta com depoimentos de jovens que foram vítimas de</p><p>sexting. Os relatos, em geral, envolvem ameaças, sofrimento e o medo</p><p>da reação de outras pessoas. Esta prática consiste na</p><p>A) utilização de perfis fictícios (fake) para denegrir, criticar, atacar ou</p><p>acusar outra pessoa nas redes sociais.</p><p>B) quebra do sigilo de outras pessoas nas redes sociais seguida de furto</p><p>e divulgação de documentos pessoais da vítima.</p><p>C) promoção da pornografia infantil com o comércio de fotos e vídeos</p><p>de menores nus, em atos sexuais ou se prostituindo.</p><p>D) divulgação de mensagens, fotos ou gravações de conteúdo erótico</p><p>ou sensual por meio eletrônico, principalmente, celulares.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O compartilhamento de fotos íntimas em sites e aplicativos para</p><p>smartphones, como o WhatsApp, tem se tornado cada vez mais comum com o</p><p>aumento do uso da internet por adolescentes. A prática, entretanto, se tornou</p><p>um perigo para muitos jovens que, na maior parte das vezes, não medem os</p><p>riscos dessa exposição. Entre os exemplos mais comuns e que fazem mais</p><p>vítimas está o sexting - divulgação de mensagens, fotos ou gravações de</p><p>conteúdo erótico ou sensual por meio eletrônico, principalmente, celulares.</p><p>Gabarito: D</p><p>(CESPE/FUB/2015 – TÉCNICO) No ano em que o Estatuto da Criança e</p><p>do Adolescente (ECA) faz vinte e cinco anos, a votação da redução da</p><p>idade penal põe em discussão o tratamento dado a jovens infratores. O</p><p>tema divide o Judiciário. Para uns, a medida não inibirá a violência e</p><p>pode incentivar o recrutamento de crianças mais novas. Para outros, o</p><p>medo das consequências é essencial para coibir crimes.</p><p>Cotidiano. In: Folha de S.Paulo, 12/7/2015, p. 6 (com adaptações).</p><p>Em relação ao assunto abordado nesse trecho, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 106</p><p>09) Na primeira votação, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta</p><p>que diminui de dezoito para dezesseis anos a maioridade para crimes</p><p>considerados graves, como, por exemplo, o homicídio doloso, em que há</p><p>intenção de matar.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>De tempos em tempos, o tema da redução da maioridade penal ganha</p><p>destaque na política e sociedade brasileira. O tema é objeto de diversas</p><p>Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e da Comissão Especial do Senado,</p><p>que está analisando mudanças para um novo Código Penal. A maioridade penal</p><p>define a idade mínima pela qual um indivíduo é reconhecido como adulto</p><p>consciente das consequências de seus atos, podendo ser processado pelo</p><p>sistema judiciário.</p><p>A Câmara dos Deputados aprovou, em 19 de agosto de 2015, a redução</p><p>da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, como sequestro</p><p>e estupro, para homicídio doloso (quando houve intenção de matar) e lesão</p><p>corporal seguida de morte.</p><p>Como se trata de uma PEC, o texto aprovado ainda</p><p>deve passar por duas votações no Senado para que a Constituição seja alterada.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>10) Está previsto no ECA a internação de menores infratores por um</p><p>período de, no máximo, três anos, exceto quando o crime for</p><p>considerado hediondo, como o latrocínio e o estupro.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A internação em estabelecimento educacional é uma das medidas que</p><p>podem ser aplicadas pelas autoridades competentes aos adolescentes que</p><p>praticarem atos infracionais nos termos da lei. Dispõe o Estatuto da Criança e</p><p>do Adolescente que em nenhuma hipótese o período máximo de internação</p><p>excederá a três anos.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>11) Recentes pesquisas de opinião mostram a inequívoca rejeição da</p><p>sociedade brasileira à redução da maioridade penal.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 106</p><p>Pesquisas de opinião indicaram que a maioria da população brasileira é a</p><p>favor da redução da maioridade penal. Em 2013, pesquisa realizada pelo</p><p>instituto CNT/MDA indicou que 92,7% dos brasileiros são a favor da medida. No</p><p>mesmo ano, pesquisa do instituto Datafolha indicou que 93% dos paulistanos</p><p>são a favor da redução.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>12) (VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE/2016 –</p><p>ENGENHEIRO) Complicações neurológicas reforçam ligação entre zika</p><p>vírus e microcefalia</p><p>Pacientes infectados mostraram complicações neurológicas, aponta</p><p>estudo.</p><p>(G1, 18.11.2015. Disponível em: Adaptado)</p><p>Estudos como esse vieram à tona depois que</p><p>a) houve um grande aumento de casos de microcefalia no Nordeste,</p><p>possivelmente associados ao surto recente de zika vírus.</p><p>b) o surto de zika vírus espalhou-se pelo Brasil, transformando a</p><p>microcefalia em epidemia nacional.</p><p>c) os casos de dengue aumentaram muito, apesar da extinção do aedes</p><p>aegypti, mosquito transmissor do zika vírus.</p><p>d) os casos de microcefalia foram relacionados à dengue e à</p><p>chicungunya, transmitidas pelo aedes.</p><p>e) gestantes que não usam repelente, mais expostas a insetos, sofreram</p><p>com maior incidência de dengue, zika vírus e microcefalia.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A suspeita de relação do zika vírus com a microcefalia veio à tona depois</p><p>que foi identificado um grande aumento de casos de microcefalia em recém-</p><p>nascidos cujas mães apresentaram sintomas do vírus durante a gestação. Essa</p><p>relação foi, posteriormente, confirmada por pesquisas científicas.</p><p>Gabarito: A</p><p>13) (FUNRIO/IF PA/2016 – ASSISTENTE DE LABORATÓRIO) O Brasil e</p><p>o mundo têm assistido perplexos ao desenvolvimento de verdadeiras</p><p>epidemias de doenças provocadas por vírus, que tem os mosquitos,</p><p>sobretudo os do gênero Aedes, como agentes transmissores. Um dos</p><p>maiores problemas no combate a essas doenças no Brasil têm sido, além</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 106</p><p>da pobreza e a falta de saneamento, a ignorância de parte da população</p><p>em adotar as medidas básicas para evitar a proliferação dos mosquitos</p><p>transmissores destas enfermidades. Dentre as medidas que podem ser</p><p>adotadas pela população para o controle dos vetores, assinale aquela</p><p>que além de ser menos onerosa, é muito eficaz.</p><p>a) Comparecer regularmente aos postos de vacinação para fazer a</p><p>profilaxia de doenças como a Dengue, Zica e Chikungunya.</p><p>b) Usar repelentes naturais a base de urucum e citronela.</p><p>c) Eliminar os focos de proliferação dos vetores, eliminado depósitos de</p><p>águas paradas.</p><p>d) Introduzir na natureza mosquitos transgênicos que ao se</p><p>reproduzirem gerem insetos estéreis.</p><p>e) Usar diariamente aerossóis de inseticidas a fim de eliminar</p><p>definitivamente os mosquitos da natureza.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de</p><p>água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para</p><p>isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos,</p><p>tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores,</p><p>garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras,</p><p>entre outros.</p><p>Gabarito: C</p><p>(CESPE/DEPEN/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) O Ministério da</p><p>Justiça realizou, no período de 2003 a 2012, um levantamento das taxas</p><p>de homicídios nas capitais e nas regiões metropolitanas do país, bem</p><p>como nas cidades do interior. A análise dos indicadores aponta as</p><p>causas do aumento dessas taxas e auxilia na formulação das políticas</p><p>de segurança pública e de cidadania que devem ser adotadas para</p><p>impedir o avanço da criminalidade. Por sua vez, o Instituto de Pesquisa</p><p>Econômica Aplicada realizou, em 2013, um estudo sobre os fatores que</p><p>têm elevado as taxas de homicídios no Brasil, a fim de avaliar os efeitos</p><p>das políticas de repressão que estão sendo adotadas no país para</p><p>reduzir essas taxas.</p><p>A partir dessas informações, julgue os próximos itens.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 106</p><p>14) O crescimento econômico das cidades sem o adequado investimento</p><p>em infraestrutura e segurança pública, e a atuação do crime organizado</p><p>são fatores que contribuem para o aumento das taxas de homicídio.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Estas são duas causas que contribuem para o aumento das taxas de</p><p>homicídio. A primeira delas é uma das causas estruturais. As cidades cresceram</p><p>e crescem no Brasil sem o adequado investimento em infraestrutura e segurança</p><p>pública, bem como sem o adequado investimento em políticas sociais como</p><p>saúde, educação e habitação. Essas deficiências estruturais contribuem para a</p><p>geração da miséria, uma das fontes da criminalidade. Uma melhor segurança</p><p>pública é importante para o combate à criminalidade e a violência nas cidades</p><p>brasileiras.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>15) Estudos comprovam que, em geral, o aumento do número de prisões</p><p>e a intensificação do policiamento nas ruas são medidas ineficazes para</p><p>reduzir as taxas de homicídio no interior e nas regiões metropolitanas</p><p>do Brasil.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Os estudos não dizem isto. Eles comprovam que o aumento do número de</p><p>prisões e a intensificação do policiamento nas ruas são medidas que contribuem</p><p>para reduzir as taxas de homicídio. No entanto, estudos de especialistas dizem</p><p>que somente ações repressivas não são suficientes para uma diminuição</p><p>significativa das taxas de homicídios. É, também, necessário investir em políticas</p><p>preventivas, que reduzem a miséria, a desigualdade social, melhorem a</p><p>educação e a renda das pessoas e criem uma cultura de paz.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>16) Na última década, o crescimento das taxas de homicídio tem sido</p><p>maior nas metrópoles que nas cidades do interior do Brasil.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Na última década, as taxas de homicídios cresceram mais nas cidades do</p><p>interior do Brasil e menos nas metrópoles. Houve uma interiorização e</p><p>disseminação da violência pelo Brasil. Muitas regiões e cidades do interior se</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 106</p><p>desenvolveram economicamente e cresceram populacionalmente. Isso atraiu</p><p>para o interior bandidos e quadrilhas organizadas, elevando os índices de</p><p>criminalidade no interior. Por outro lado, as taxas de homicídio cresceram menos</p><p>nas metrópoles devido a melhoria da segurança pública, uma lenta</p><p>desconcentração econômica e a diminuição do ritmo de crescimento</p><p>populacional.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>17) Em 2013, foram registradas mais de cem mortes violentas por dia,</p><p>associadas</p><p>pressão sobre serviços de saúde e previdência – são questões</p><p>que já preocupam países da Europa. A razão de dependência mede a</p><p>porcentagem das pessoas consideradas dependentes (crianças entre 0 e 14 anos</p><p>e pessoas com mais de 64 anos) sobre a parcela potencialmente produtiva</p><p>(população entre 15 e 64 anos). Quanto mais alta, maior é o peso do número</p><p>de crianças, jovens e idosos em relação à população economicamente ativa.</p><p>Uma grande parte dos países em desenvolvimento ainda pode desfrutar</p><p>do bônus demográfico, caracterizado pela maior proporção de pessoas em</p><p>idade ativa em relação à parcela considerada dependente, na medida em que</p><p>ainda vê crescer a parcela de sua população integrante da força de trabalho. O</p><p>Brasil está nesse período, do bônus demográfico, que deve durar até 2050. A</p><p>partir daí, a razão de dependência entre pessoas economicamente ativas e de</p><p>crianças e idosos voltará a crescer gradativamente.</p><p>2. Migrações</p><p>É cada vez maior o número de estrangeiros que residem em território</p><p>nacional. Contribuem para isso as últimas ações da diplomacia brasileira, de</p><p>acolher migrantes vítimas de catástrofes naturais ou que fogem de guerras. O</p><p>Brasil, apontado como uma economia emergente, atrai um número cada vez</p><p>maior de migrantes internacionais. É a lógica do país de futuro, em que o</p><p>migrante encontra uma chance de começar vida nova e promissora. O maior</p><p>número é de migrantes vindos do Haiti, seguido da Bolívia. Além dos latino-</p><p>americanos, desses e de outros países, aumentou também o número de asiáticos</p><p>e africanos, principalmente de países como Síria, Senegal, Nigéria e Gana. Os</p><p>sírios chegam ao Brasil com o status de refugiados, fugindo da guerra civil do</p><p>seu país.</p><p>3. IDH</p><p>O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) surgiu em 1990, no</p><p>Primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD/ONU. O IDH reúne três</p><p>dos requisitos mais importantes para a expansão das liberdades das pessoas: a</p><p>oportunidade de se levar uma vida longa e saudável – saúde –, ter acesso ao</p><p>conhecimento – educação – e poder desfrutar de um padrão de vida digno –</p><p>renda. O índice varia em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 106</p><p>elevado é o IDH. No ranking os países são divididos em quatro categorias:</p><p>nações com índice de desenvolvimento "muito alto", "alto", "médio" e "baixo".</p><p>O último relatório do IDH dos países é de 2015, com informações do ano</p><p>de 2014. Nessa lista, o Brasil está em 75º lugar, com índice de 0,755,</p><p>mantendo a classificação de alto IDH. Em 2013, o índice era de 0,752.</p><p>(FCC/CAIXA/2013 – MÉDICO DO TRABALHO) Em 2012, de acordo com</p><p>a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ficou em 85o lugar</p><p>quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de sua população.</p><p>Tal medida é elaborada a partir de três quesitos distintos: saúde, renda</p><p>e</p><p>a) acesso ao conhecimento.</p><p>b) consumo de bens e serviços.</p><p>c) casa própria.</p><p>d) emprego fixo.</p><p>e) tempo destinado ao lazer.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O IDH reúne três dos requisitos mais importantes para a expansão das</p><p>liberdades das pessoas: a oportunidade de se levar uma vida longa e saudável</p><p>– saúde –, ter acesso ao conhecimento – educação – e poder desfrutar de um</p><p>padrão de vida digno – renda.</p><p>Gabarito: A</p><p>4. Saúde</p><p>Dengue, Chikungunya, Zica Vírus, Microcefalia e Guillain-Barré</p><p>A dengue é uma velha conhecida dos brasileiros. Em 2015, o Brasil bateu</p><p>o recorde histórico no número de notificações da doença. Foram 1,6 milhões de</p><p>casos.</p><p>A Região Sudeste foi a campeã no número de casos de dengue notificados:</p><p>64% do total do país. Um dos Estados mais afetados pela epidemia, São Paulo,</p><p>concentrou cerca de metade dos registros do país. Além do maior número de</p><p>casos, o Brasil também teve recorde no número de mortes em decorrência da</p><p>doença em 2015.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 106</p><p>O alto índice de contaminação desafia os serviços públicos de saúde,</p><p>principalmente em regiões de estrutura mais precária.</p><p>A dengue é uma infecção viral, transmitida pela picada do mosquito Aedes</p><p>aegypti, e mais raramente pelo Aedes albopictus. O mosquito macho não pica</p><p>seres humanos. A fêmea de ambas as espécies torna-se o vetor do vírus ao picar</p><p>uma pessoa contaminada e passa o vírus ao picar outras pessoas. Os sintomas</p><p>clássicos da doença são erupções na pele, dores musculares e de cabeça,</p><p>comprometimento das vias respiratórias superiores, febre e inchaço dos gânglios</p><p>linfáticos. Mas pode se manifestar também como febre hemorrágica, com</p><p>sangramentos gastrointestinais, na pele, nas gengivas e pelo nariz. Se não for</p><p>tratada adequadamente, a doença leva à morte em 20% dos casos.</p><p>O mosquito Aedes aegypti é originário da Ásia e da África e acredita-se</p><p>que chegou ao Brasil nas caravelas dos colonizadores. Os primeiros relatos sobre</p><p>a doença no Brasil aparecem no século XIX, mas acreditou-se que ela estava</p><p>erradicada em nosso território nos anos de 1940.</p><p>Já há uma vacina contra a dengue, a dengvaxia. Primeira vacina contra</p><p>a dengue disponível no Brasil, produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur,</p><p>é uma imunização recombinante tetravalente, para os quatro sorotipos</p><p>existentes da doença.</p><p>Ela poderá ser aplicada em pacientes de 9 anos a 45 anos, que deverão</p><p>tomar três doses subcutâneas com intervalo de seis meses entre elas. Fora desta</p><p>faixa etária, os estudos demonstram que sua eficácia é baixa e, portanto, não</p><p>está indicada. Está contraindicada em gestantes e em pessoas com a imunidade</p><p>comprometida.</p><p>A vacina não tem 100% de eficácia. Os testes apontaram uma redução de</p><p>81% das internações e 93% dos casos graves. Em média, 66% dos pacientes</p><p>com os quatro sorotipos ficaram imunizados - 2 em cada 3 pessoas, segundo a</p><p>Sanofi.</p><p>O Instituto Butantan, de São Paulo, também está desenvolvendo uma</p><p>vacina. Atualmente está na fase de testes clínicos, última etapa antes que a</p><p>vacina possa ser submetida à avaliação da Anvisa, agência do Governo Federal,</p><p>para registro.</p><p>Outra frente de combate ao mosquito, se dá por meio da sua modificação</p><p>genética que impede o desenvolvimento das larvas. Denominado de “mosquito</p><p>do bem” ou “Aedes do bem”, o experimento está sendo testado em Piracicaba</p><p>(SP).</p><p>Antes de chegar à fase adulta, o inseto morre e, quando liberado, o macho</p><p>de DNA alterado busca a fêmea para fecundação, mas as larvas não se</p><p>desenvolvem, diminuindo a população de mosquitos, incluindo as fêmeas, que</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 106</p><p>são as responsáveis pela transmissão de doenças por meio das picadas em seres</p><p>humanos.</p><p>O Aedes aegypti tem sido pródigo em trazer infecções para o</p><p>brasileiro. Em 2014, o mosquito começou a espalhar outra doença, já em ritmo</p><p>de epidemia – a febre chikungunya. Essa febre é também uma doença</p><p>infecciosa, com sintomas semelhantes aos da dengue, associados a fortes dores</p><p>nas articulações. Daí vem o nome: a palavra chikungunya tem origem numa</p><p>língua falada no sudeste da Tanzânia e norte de Moçambique, na África, e</p><p>significa “aquele que se dobra” de dor. O vírus do chikungunya (CHIKV) foi</p><p>isolado pela primeira vez nos anos 1950, na Tanzânia. A doença também é</p><p>transmitida pelo Aedes albopictus.</p><p>Hoje se conhecem quatro cepas, cada uma delas batizada conforme sua</p><p>região de origem ou maior ocorrência: Sudeste Africano, Oeste Africano, Centro-</p><p>Africano e Asiática, essa última é a que circula pelo Brasil.</p><p>O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vírus, segundo o</p><p>Ministério da Saúde. O Rio Grande do Norte é o Estado</p><p>principalmente a homicídio doloso, roubo seguido de morte</p><p>e lesões corporais seguidas de morte.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Conforme dados do Mapa da Violência, em 2013, 53,6 mil pessoas foram</p><p>assassinadas, somando as vítimas de homicídios dolosos (com intenção de</p><p>matar), de latrocínios (roubos seguidos de morte) e de lesões corporais que</p><p>acabaram em morte. Foram mais de 146 assassinatos a cada dia em nosso país.</p><p>A quantidade de assassinatos no Brasil é muito alta, nos últimos anos tem sido</p><p>superior a 50 mil por ano.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>18) Julgue o item a seguir, referente ao sistema prisional brasileiro e às</p><p>políticas de segurança pública e cidadania. Nesse sentido, considere que</p><p>a sigla SUSP, sempre que empregada, se refere ao Sistema Único de</p><p>Segurança Pública.</p><p>Segundo dados do DEPEN, nos últimos anos, mais da metade da</p><p>população carcerária brasileira participa de atividade educacional no</p><p>cárcere, o que é resultado dos muitos incentivos estabelecidos pela</p><p>legislação penal no que se refere à assistência educacional dos presos.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O preso recolhido ao cárcere tem privado o seu direito constitucional de</p><p>liberdade. No entanto, continua tendo o direito à educação, cujo quadro é</p><p>desolador nos presídios brasileiros. Dados oficiais e de ONGs indicam que o</p><p>engajamento da massa carcerária em atividades educacionais gira em torno de</p><p>10 %.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 106</p><p>19) Com relação ao sistema prisional brasileiro, julgue o item seguinte.</p><p>Atualmente, o Brasil ainda se confronta com o desafio de superar alguns</p><p>aspectos, ultrapassados, remanescentes do modelo penitenciário</p><p>vigente à época de criação dos primeiros estabelecimentos prisionais do</p><p>país.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Para especialistas, o modelo penitenciário brasileiro é ultrapassado e</p><p>arcaico e em alguns casos os presídios se parecem com instituições medievais.</p><p>O sistema é superlotado, falta estrutura adequada e agentes penitenciários. Os</p><p>índices de reincidência são altos, mais da metade dos que estão presos já haviam</p><p>cumprido pena prisional anteriormente. As organizações criminosas têm grande</p><p>poder dentro dos presídios. O sistema que teria a função de ressocializar o preso,</p><p>acabou se transformando em uma escola do crime.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>20) No Brasil, o sistema de justiça criminal e prisional deve ser</p><p>harmônico e integrar os poderes, de modo a apresentar processos ágeis,</p><p>competências definidas e ser capaz de assegurar a ordem pública, ao</p><p>executar e garantir a aplicação coativa das leis, cumprir os objetivos da</p><p>execução penal e promover a paz social. O sistema de justiça criminal e</p><p>prisional deve, ainda, zelar pelos recursos públicos, garantir a</p><p>supremacia do interesse público e priorizar a vida, a saúde, o patrimônio</p><p>e o bem-estar das pessoas.</p><p>Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>O crescente aumento da criminalidade está diretamente relacionado ao</p><p>inchaço das grandes metrópoles, que se soma à situação econômica, à</p><p>ausência de políticas públicas e sociais, bem como à impunidade que</p><p>ainda vigora em grande parte dos crimes praticados atualmente.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>As metrópoles brasileiras cresceram de forma rápida e desordenada, no</p><p>que se chama de “inchaço”. Em poucas décadas, dezenas de milhões de pessoas</p><p>saíram do campo e foram morar nas grandes cidades. Formaram a periferia</p><p>dessas cidades, onde a infraestrutura, o acesso a serviços públicos e as</p><p>condições de moradia, em muitos casos, ainda são precárias. Aliado a isso,</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 106</p><p>temos o desemprego e o subemprego, o que, tudo somado, favorece o</p><p>surgimento e à proliferação da criminalidade.</p><p>Por outro lado, a impunidade é muito grande no Brasil. Uma pequena parte</p><p>dos crimes praticados são solucionados e os criminosos condenados e punidos.</p><p>Levantamentos de dados indicam que menos de dez por cento dos crimes</p><p>cometidos resultam em processos penais e menos de meio por cento resultam</p><p>em condenação penal.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>21) (FCC/DPE SP/2012 – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA) O Brasil</p><p>vive hoje uma revolução econômica e ao mesmo tempo uma revolução</p><p>demográfica, que não é muito comentada. Da econômica todos falam,</p><p>bem ou mal: se crescemos menos de 1% de um trimestre a outro, o</p><p>tema vira manchete na imprensa. [...].</p><p>Na revolução demográfica há sinais tão importantes quanto na outra.</p><p>(Adaptado: Carta Capital, 26/12/2012. Ano XVIII. n. 729. p.23)</p><p>Um dos fatos importantes que fazem parte da revolução demográfica</p><p>mencionada no texto é</p><p>a) a existência de cerca de 50 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos,</p><p>isto é, na idade produtiva.</p><p>b) o crescente aumento da renda per capita, atualmente por volta de 28</p><p>mil dólares.</p><p>c) a diminuição da taxa de fecundidade, atualmente abaixo da reposição</p><p>populacional.</p><p>d) o esvaziamento das pequenas e médias cidades com o consequente</p><p>aumento da população das metrópoles.</p><p>e) a redução expressiva da taxa de analfabetismo em virtude dos</p><p>investimentos em educação.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>a) Errada. O Brasil atravessa um período denominado de bônus demográfico,</p><p>que se caracteriza por ser um período da vida de um país em que a estrutura</p><p>etária da população atua no sentido de facilitar o crescimento econômico. Isso</p><p>acontece quando há um grande contingente da população em idade produtiva</p><p>(ativa) e um menor número de idosos e crianças (população dependente).</p><p>Conforme o censo de 2010, o Brasil tem 130,6 milhões de pessoas entre 15 e</p><p>64 anos (67,6% da população em idade produtiva).</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 106</p><p>b) Errada. A renda per capita cresce continuamente nas últimas décadas.</p><p>c) Certa. Para que haja reposição populacional, ou seja, para que a população</p><p>não diminua, a taxa de fecundidade de um país tem que ser de 2,1 filhos por</p><p>mulher. A taxa de fecundidade brasileira está abaixo do índice de reposição</p><p>populacional.</p><p>d) Errada. No Brasil está havendo o crescimento de muitas cidades pequenas e</p><p>médias dinâmicas, como também está havendo a diminuição da população em</p><p>centenas de pequenas cidades brasileiras deprimidas ou estagnadas</p><p>economicamente. A população das metrópoles segue aumentando, mas em</p><p>ritmos diferenciados.</p><p>e) Errada. A taxa de analfabetismo está em queda continuada há mais de um</p><p>século no Brasil. Porém o índice ainda é alto.</p><p>Gabarito: C</p><p>22) (FCC/DPE RR/2015 – AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Segundo dados</p><p>do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao</p><p>Ministério da Justiça, 2.077 pessoas receberam status de refugiados do</p><p>governo brasileiro de 2011 até agosto deste ano (2015). Trata-se da</p><p>nacionalidade com mais refugiados reconhecidos no Brasil.</p><p>O número é superior ao dos Estados Unidos (1.243) e ao de países no</p><p>sul da Europa que recebem grandes quantidades de imigrantes ilegais.</p><p>(Adaptado de: http://www.bbc.com/portuguese/noticias)</p><p>Os refugiados citados na notícia têm origem</p><p>a) na Bolívia.</p><p>b) no México.</p><p>c) na Síria.</p><p>d) no Paraguai.</p><p>e) no Egito.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Trata-se dos sírios, que fogem da guerra civil na Síria, que completou cinco</p><p>anos, em março de 2015.</p><p>- Ah, professor, não sabia que eram os sírios!</p><p>- Veja a dica do enunciado, para acertar a questão!</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 106</p><p>Ele se refere a pessoas de uma nacionalidade que receberam o status de</p><p>refugiados</p><p>no Brasil, de 2011 até agosto de 2015. Número superior ao de países</p><p>no sul da Europa que recebem grandes quantidades de imigrantes ilegais. Ora</p><p>pessoal, qual a proveniência da maior parte da grande quantidade de imigrantes</p><p>refugiados que tem chegou na Europa em 2015? Fácil, da Síria. Por analogia, é</p><p>a resposta da questão.</p><p>Gabarito: C</p><p>23) (VUNESP/CRO SP/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) A Câmara</p><p>dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (2 de julho),</p><p>em primeiro turno, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos</p><p>para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de</p><p>morte. O texto “mais brando” votado nessa sessão foi considerado uma</p><p>“pedalada regimental” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha</p><p>(PMDB-RJ), para reverter a rejeição da proposta no dia anterior.</p><p>(UOL, 02.07.15. Disponível em: <http://goo.gl/sDIuXR>. Adaptado)</p><p>Em relação aos projetos sobre a redução da maioridade penal, o que</p><p>mudou entre uma votação e outra foi</p><p>a) a possibilidade de oferecer medidas socioeducativas a todos os</p><p>jovens apreendidos, mesmo aos menores de 16 anos.</p><p>b) a proposta de se considerar a idade de jovens entre 16 e 18 anos</p><p>como atenuante no momento do julgamento.</p><p>c) a renúncia a uma punição generalizada a todos os jovens infratores,</p><p>que só poderão ser julgados por crimes cometidos a partir dos 14 anos.</p><p>d) a limitação da punição aos jovens infratores apenas em caso de</p><p>reincidência, estabelecendo medidas socioeducativas para a primeira</p><p>apreensão.</p><p>e) a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado</p><p>do rol de crimes que fariam o jovem responder como um adulto.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A Câmara dos Deputados aprovou, em 19.08.2015, em segundo turno, a</p><p>proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes</p><p>hediondos, como sequestro e estupro, para homicídio doloso (quando houve</p><p>intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.</p><p>Essa proposta já havia sido aprovada em 02.07.2015, em primeiro turno,</p><p>na Câmara dos Deputados. Naquela oportunidade, foi votada uma nova</p><p>proposta, mais branda, do que uma anteriormente rejeitada pelos Deputados.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 106</p><p>Na proposta aprovada em dois turnos, não consta a redução da maioridade penal</p><p>para os crimes de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado.</p><p>Como se trata de uma Proposta de Emenda Constitucional - PEC, o texto</p><p>aprovado ainda deve passar por duas votações no Senado para que a</p><p>Constituição seja alterada.</p><p>Gabarito: E</p><p>24) (FCC/DPE RR/2015 – AUXILIAR ADMINISTRATIVO) A redação final</p><p>do projeto de lei que se relaciona ao trabalhador brasileiro, aprovado</p><p>pela Câmara dos deputados na última semana, chegou ao Senado nesta</p><p>terça-feira (28/04). Cercado de polêmicas, o texto deve sofrer</p><p>alterações dos senadores e ter uma tramitação lenta na Casa. A</p><p>proposta estava parada na Câmara havia 11 anos, e foi resgatada pelo</p><p>presidente da Casa.</p><p>(Adaptado de: http://glo.bo/1douoPC)</p><p>O projeto de lei regulamenta</p><p>a) o trabalho das empregadas domésticas.</p><p>b) a ampliação da idade para aposentadoria de 65 para 70 anos.</p><p>c) o pagamento parcelado de benefícios como o décimo terceiro.</p><p>d) a licença maternidade.</p><p>e) a terceirização do trabalho.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Em abril de 2015, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4330 que</p><p>regulamenta a terceirização do trabalho no Brasil. Atualmente, o PL encontra-se</p><p>em tramitação no Senado. O projeto permite às empresas terceirizarem até suas</p><p>atividades-fim, aquelas que estão no centro da atuação das companhias.</p><p>Gabarito: E</p><p>25) (FCC/DPE RR/2015 – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) Uma</p><p>pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da</p><p>Universidade Candido Mendes, mapeou a avaliação que os policiais têm</p><p>do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), criado em 2008.</p><p>Justamente por causa do crescimento do número de confrontos,</p><p>acreditam os pesquisadores, há uma queda da avaliação positiva dessa</p><p>política de segurança nos últimos anos.</p><p>(Adaptado de: http://www.valor.com.br/brasil)</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 106</p><p>As UPPs, conhecidas em todo o Brasil pelos constantes confrontos entre</p><p>policiais e traficantes, foram criadas para aumentar a segurança da</p><p>cidade</p><p>a) de São Paulo.</p><p>b) do Rio de Janeiro.</p><p>c) de Belo Horizonte.</p><p>d) de Salvador.</p><p>e) de Fortaleza.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) foram criadas para aumentar a</p><p>segurança da cidade do Rio de Janeiro. A primeira UPP foi implantada no fim</p><p>de 2008. O programa das UPPs foi elaborado com os princípios da polícia de</p><p>proximidade, um conceito que vai além da polícia comunitária e tem sua</p><p>estratégia fundamentada na parceria entre a população e as instituições da área</p><p>de segurança pública.</p><p>O programa engloba parcerias entre os governos – municipal, estadual e</p><p>federal – e diferentes atores da sociedade civil organizada e tem como objetivo</p><p>a retomada permanente de comunidades dominadas pelo tráfico, assim como a</p><p>garantia da proximidade do Estado com a população.</p><p>A pacificação ainda tem um papel fundamental no desenvolvimento social</p><p>e econômico das comunidades, pois potencializa a entrada de serviços públicos,</p><p>infraestrutura, projetos sociais, esportivos e culturais, investimentos privados e</p><p>oportunidades.</p><p>Gabarito: B</p><p>26) (FCC/DPE RR/2015 – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A Câmara</p><p>dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19/08) em segundo turno,</p><p>por 320 votos a favor, 152 contra e 1 abstenção, a proposta de emenda</p><p>à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.</p><p>O texto segue agora para o Senado, onde precisará passar por duas</p><p>votações para ser promulgado.</p><p>(Adaptado de: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015)</p><p>A redução da maioridade ocorrerá quando o menor praticar atos como</p><p>a) discriminação de raça ou homofobia.</p><p>b) roubos e assaltos em ambientes públicos.</p><p>c) uso frequente de armas brancas: punhais e canivetes.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 106</p><p>d) consumo de drogas que indique vício.</p><p>e) crimes hediondos, a exemplo do estupro.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A Câmara dos Deputados aprovou, em 19.08.2015, a proposta de redução</p><p>da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, como</p><p>sequestro e estupro, para homicídio doloso (quando houve intenção de matar)</p><p>e lesão corporal seguida de morte. Como se trata de uma Proposta de</p><p>Emenda Constitucional - PEC, o texto aprovado ainda deve passar por duas</p><p>votações no Senado para que a Constituição seja alterada.</p><p>Gabarito: E</p><p>27) (VUNESP/CRO SP/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) A Câmara</p><p>dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (2 de julho),</p><p>em primeiro turno, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos</p><p>para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de</p><p>morte. O texto “mais brando” votado nessa sessão foi considerado uma</p><p>“pedalada regimental” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha</p><p>(PMDB-RJ), para reverter a rejeição da proposta no dia anterior.</p><p>(UOL, 02.07.15. Disponível em: <http://goo.gl/sDIuXR>. Adaptado)</p><p>Em relação aos projetos sobre a redução da maioridade penal, o que</p><p>mudou entre uma votação e outra foi</p><p>a) a possibilidade de oferecer medidas socioeducativas a todos os</p><p>jovens apreendidos, mesmo aos menores de 16 anos.</p><p>b) a proposta de se considerar a idade de jovens entre 16 e 18 anos</p><p>como atenuante no momento do julgamento.</p><p>c) a renúncia a uma punição generalizada a todos os jovens infratores,</p><p>que só poderão ser julgados por crimes</p><p>cometidos a partir dos 14 anos.</p><p>d) a limitação da punição aos jovens infratores apenas em caso de</p><p>reincidência, estabelecendo medidas socioeducativas para a primeira</p><p>apreensão.</p><p>e) a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado</p><p>do rol de crimes que fariam o jovem responder como um adulto.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A Câmara dos Deputados aprovou, em 19.08.2015, em segundo turno, a</p><p>proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 106</p><p>hediondos, como sequestro e estupro, para homicídio doloso (quando houve</p><p>intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.</p><p>Essa proposta já havia sido aprovada em 02.07.2015, em primeiro turno,</p><p>na Câmara dos Deputados. Naquela oportunidade, foi votada uma nova</p><p>proposta, mais branda, do que uma anteriormente rejeitada pelos Deputados.</p><p>Na proposta aprovada em dois turnos, não consta a redução da maioridade penal</p><p>para os crimes de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado.</p><p>Como se trata de uma Proposta de Emenda Constitucional - PEC, o texto</p><p>aprovado ainda deve passar por duas votações no Senado para que a</p><p>Constituição seja alterada.</p><p>Gabarito: E</p><p>(CESPE/DPF/2014 – AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL) Um homem</p><p>australiano foi considerado o primeiro criminoso a ser condenado por</p><p>pedofilia no mundo depois de cair em uma armadilha tecnológica e</p><p>propor sexo a uma menina virtual de nove anos. A polícia de uma cidade</p><p>australiana, que o monitorava, usou uma personagem de computação</p><p>gráfica, criada por uma ONG holandesa, para atraí-lo. O criminoso fez</p><p>ofertas sexuais, despiu-se e enviou imagens suas sem roupa para a</p><p>suposta criança em uma sala de bate-papo sobre sexo na Internet.</p><p>O Globo, 22/10/2014, p. 29 (com adaptações).</p><p>Tendo o fragmento de texto acima como referência e considerando a</p><p>amplitude do tema que ele aborda, julgue o item subsequente.</p><p>28) No Brasil, as investigações no submundo da rede mundial de</p><p>computadores — que possibilitariam, por exemplo, a prisão de pedófilos</p><p>— ainda estão cerceadas legalmente, o que inviabiliza operações dessa</p><p>natureza até que se aprove emenda constitucional que as autorize.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Não há impedimento legal para a investigação de crimes cometidos por</p><p>meio da rede mundial de computadores. Pelo contrário, a polícia brasileira se</p><p>aperfeiçoa cada vez mais no combate às atividades ilegais cometidas pela</p><p>internet. Temos como exemplo, a primeira operação da Polícia Federal contra a</p><p>pedofilia na internet profunda, em outubro de 2014.</p><p>A PF prendeu 51 pessoas, no que foi a maior operação contra a pedofilia</p><p>na história da corporação. A internet profunda ou deep net, dark net ou deep</p><p>web é um território frequentado por usuários protegidos pelo anonimato.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 106</p><p>Dark net é o termo usado para classificar partes da internet que estão</p><p>escondidas e podem ser de difícil acesso sem a utilização de um software</p><p>especial. Essas páginas também não podem ser encontradas por meio de uma</p><p>pesquisa em sites de busca como o Google.</p><p>O software especial permite que as pessoas usem o TOR (The Onion</p><p>Router), que permite acesso à rede “onion”, onde os endereços são aleatórios e</p><p>terminados em.onion e as conexões são criptografadas. O sistema faz a conexão</p><p>com sites escondidos usando uma rede intrincada de servidores, arquitetada</p><p>para impedir tentativas de rastreamento. Identificar a origem do acesso é muito</p><p>difícil, o que facilita o anonimato dos usuários.</p><p>Isso não significa que a dark net é ilegal. Há várias organizações que</p><p>utilizam a sua estrutura de forma lícita. O sistema foi criado para ser usado no</p><p>Exército Americano, mas, agora, também é ferramenta para ativistas pró-</p><p>democracia, jornalistas que trabalham em regimes de opressão e criminosos que</p><p>se aproveitam da condição de anonimato.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>29) (VUNESP/MPE SP/2014 – AUXILIAR DE PROMOTORIA) Em 2013, o</p><p>Brasil atingiu os 200 milhões de habitantes. Além de apresentar essa</p><p>estimativa, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)</p><p>também divulgou tendências atuais da população brasileira, dentre as</p><p>quais</p><p>a) o esvaziamento das pequenas e médias cidades do interior.</p><p>b) a progressiva diminuição da esperança de vida da população.</p><p>c) o aumento do êxodo rural, isto é, da migração campo-cidade.</p><p>d) o crescimento da taxa de mortalidade infantil nas áreas urbanas.</p><p>e) a contínua redução das taxas de fecundidade e natalidade.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Há cidades pequenas e médias do interior do Brasil que estão em processo</p><p>de esvaziamento populacional. No entanto, há outras que estão em processo de</p><p>crescimento populacional, o que demonstra que o esvaziamento não é um</p><p>fenômeno linear.</p><p>A esperança de vida da população tem aumentado, o êxodo rural está</p><p>diminuindo e as taxas de mortalidade infantil diminuem em todo o país.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 106</p><p>Duas importantes tendências atuais da população brasileira é a contínua</p><p>redução das taxas de fecundidade ou natalidade e o aumento da idade média</p><p>dos brasileiros.</p><p>Gabarito: E</p><p>30) (IADES/SES DF/2014 – AUXILIAR OPERACIONAL DE SERVIÇOS</p><p>DIVERSOS) Nos meses de abril e maio de 2014, foi realizada a 16a</p><p>Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A respeito do</p><p>tema, assinale a alternativa correta.</p><p>a) As vacinas foram oferecidas em troca de um quilo de alimento, que</p><p>foi doado posteriormente a instituições de caridade.</p><p>b) Alguns dos alvos principais da campanha de vacinação foram as</p><p>pessoas com 60 anos ou mais e as crianças entre seis meses e cinco</p><p>anos de idade.</p><p>c) A Síndrome Respiratória Aguda Grave é a doença com mais casos</p><p>notificados no Distrito Federal e a maior causadora de morte em adultos</p><p>com idade entre 25 e 40 anos.</p><p>d) A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema</p><p>respiratório, porém apresenta baixa transmissibilidade e é difícil de se</p><p>disseminar por meio de epidemias sazonais.</p><p>e) A transmissão da gripe Influenza ocorre apenas por meio da</p><p>transfusão de sangue de pessoas contaminadas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril,</p><p>aguda, geralmente benigna e autolimitada. Frequentemente é caracterizada por</p><p>início abrupto dos sintomas, que são predominantemente sistêmicos, incluindo</p><p>febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e anorexia, assim como</p><p>sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção</p><p>geralmente dura 1 semana e com os sintomas sistêmicos persistindo por alguns</p><p>dias, sendo a febre o mais importante.</p><p>Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos</p><p>por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Idosos, crianças novas e gestantes</p><p>possuem um risco maior de contrair à influenza. A vacinação é a intervenção</p><p>mais importante na redução do impacto da influenza.</p><p>Em 2014, alguns dos alvos principais da campanha de vacinação foram as</p><p>pessoas com 60 anos ou mais e as crianças entre seis meses e cinco anos de</p><p>idade.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 106</p><p>Em 2016, a gripe Influenza, do tipo vírus H1N1 já matou 71 pessoas até</p><p>26 de março no país em 2016, de acordo com o governo, mais do que no ano</p><p>passado inteiro, quando foram registradas 36 mortes pela infecção. A chegada</p><p>antecipada do vírus e a severidade dos casos têm chamado</p><p>a atenção dos</p><p>médicos e provocado uma corrida às clínicas de vacinação.</p><p>Gabarito: B</p><p>31) (IADES/SES DF/2014 – TÉCNICO DE LABORATÓRIO) De janeiro a</p><p>abril de 2014, foram confirmados pouco mais de 4,6 mil casos de dengue</p><p>no Distrito Federal, um número 44% menor do que o registrado no</p><p>mesmo período de 2013. A dengue é objeto constante de campanhas de</p><p>prevenção, pois é uma das doenças que causa maior impacto na saúde</p><p>pública em todo o Brasil. A respeito desse assunto, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>a) Para ajudar no combate à dengue, deve-se manter bem arejados</p><p>tonéis, barris d’água e lixeiras. O lixo deve ser colocado, para a coleta,</p><p>em caixas abertas de papelão reciclável.</p><p>b) A dengue na criança, na maioria das vezes, apresenta-se como uma</p><p>síndrome febril com sinais e sintomas inespecíficos: apatia, sonolência,</p><p>recusa da alimentação, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas.</p><p>c) Há grande dificuldade para a confirmação da dengue e o respectivo</p><p>diagnóstico clínico, pois, além de provocar sintomas comuns a outras</p><p>doenças, os exames laboratoriais levam mais de duas semanas para</p><p>terem o resultado disponibilizado.</p><p>d) A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, por</p><p>meio da água, de alimentos contaminados ou por contato direto com um</p><p>doente.</p><p>e) Campanhas de vacinação anuais, para que a população tome a</p><p>“vacina do mosquito”, têm sido feitas desde 2005 pelas secretarias de</p><p>saúde em todo o País, como uma das formas de reduzir a contaminação</p><p>pela dengue.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>a) Incorreta. Para ajudar no combate à dengue, deve-se manter fechadas as</p><p>caixas d’água, poços e cisternas; não deixar a água se acumular em recipientes</p><p>como, por exemplo, vasos, calhas, pneus, cacos de vidro e latas; não cultivar</p><p>plantas em vasos com água, usar terra ou areia nestes casos; tratar as piscinas</p><p>com cloro e fazendo a limpeza constante e manter as calhas limpas e</p><p>desentupidas.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 106</p><p>b) Correta. A dengue na criança, na maioria das vezes, apresenta-se como uma</p><p>síndrome febril com sinais e sintomas inespecíficos: apatia, sonolência, recusa</p><p>da alimentação, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas.</p><p>c) Incorreta. O diagnóstico da dengue não é difícil. Já há inclusive um teste</p><p>rápido que diagnostica em poucos minutos, em uma só análise, a dengue,</p><p>chikungunya e zika. Os sintomas clássicos da doença são erupções na pele,</p><p>dores musculares e de cabeça, comprometimento das vias respiratórias</p><p>superiores, febre e inchaço dos gânglios linfáticos. Mas pode se manifestar</p><p>também como febre hemorrágica, com sangramentos gastrointestinais, na pele,</p><p>nas gengivas e pelo nariz.</p><p>d) Incorreta. A transmissão se faz pela picada do mosquito Aedes aegypti. O</p><p>mosquito macho não pica seres humanos. A fêmea de ambas as espécies torna-</p><p>se o vetor do vírus ao picar uma pessoa contaminada e passa o vírus ao picar</p><p>outras pessoas. Conforme o Ministério da Saúde, foram registrados casos de</p><p>transmissão vertical (gestante - bebê) e por transfusão sanguínea</p><p>(http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-respostas-dengue).</p><p>e) Incorreta. Em 2014, não havia vacina contra a dengue, portanto, não</p><p>poderia haver campanhas de vacinação. ATENÇÃO: No final de 2015, a</p><p>multinacional francesa Sanofi Pasteur anunciou que conseguiu produzir a vacina,</p><p>que logo depois recebeu a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância</p><p>Sanitária. Antes do Brasil, a “Dengvaxia” (nome da vacina), já tinha sido</p><p>aprovada no México e nas Filipinas. A vacina está indicada para pessoas entre 9</p><p>e 45 anos de idade. Fora desta faixa etária, os estudos demonstram que sua</p><p>eficácia é baixa e, portanto, não está indicada. Está contraindicada em gestantes</p><p>e em pessoas com a imunidade comprometida. O Instituto Butantan, de São</p><p>Paulo, também está desenvolvendo uma vacina. Atualmente, está na fase de</p><p>testes clínicos, última etapa antes que a vacina possa ser submetida à avaliação</p><p>da Anvisa, agência do Governo Federal, para registro.</p><p>Gabarito: B</p><p>32) (CESPE/TJDFT/2013 – Analista Judiciário) A respeito de aspectos</p><p>diversos relativos ao cenário geopolítico brasileiro e mundial, julgue o</p><p>próximo item.</p><p>A internação compulsória de usuários de crack, uma das metas do plano</p><p>de governo Crack, é possível vencer!, foi adotada, na maioria das</p><p>capitais brasileiras, como política pública de combate ao uso de drogas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 106</p><p>O crack é uma droga mais potente do que a cocaína e de alto poder</p><p>viciante. Ela é composta de pasta de cocaína misturada a bicarbonato de sódio</p><p>ou amônia. Comercializada na forma de pequenas pedras que são fumadas em</p><p>cachimbos, a substância produz um efeito de euforia que dura poucos minutos.</p><p>Além dos efeitos físicos da dependência, há graves consequências sociais, como</p><p>dissolução de lares, prática de crimes, suicídios e violência.</p><p>A droga surgiu nos Estados Unidos nos anos 1980 e se popularizou no</p><p>Brasil nos anos 1990. Por ser mais barato do que a cocaína, dispensar o uso de</p><p>seringas e ter uma produção doméstica, o crack se espalhou rapidamente nas</p><p>cidades e até na zona rural. Ele é consumido não somente por pobres, mas</p><p>jovens de classe média e alta.</p><p>Uma pesquisa da Unifesp, divulgada em setembro de 2012, apontou o</p><p>Brasil como o maior mercado mundial de crack. Para enfrentar os crescentes</p><p>problemas causados pela droga, o Governo Federal lançou em fevereiro de 2013,</p><p>o programa Crack, é possível vencer! Os eixos estruturantes do programa são –</p><p>prevenção, cuidado e autoridade, que tem como finalidade prevenir o uso e</p><p>promover a atenção integral ao usuário, bem como enfrentar o tráfico de drogas.</p><p>A internação compulsória dos usuários, medida que tem gerado muita</p><p>polêmica, foi adotada, até o momento, por pouquíssimos entes federados, sejam</p><p>Estados ou Municípios.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>(CESPE/TRT 10/2013 – Analista Judiciário) Primeiro vieram as ONGs.</p><p>Depois, as unidades de polícia pacificadora. Agora é a hora de as</p><p>agências de comunicação digital chegarem às favelas do Rio de Janeiro.</p><p>E a primeira delas está funcionando a pleno vapor no Complexo da Maré.</p><p>Fundada há dois anos, a agência emprega o conhecimento tecnológico</p><p>e social dos jovens dos morros e ajuda na formação profissional deles.</p><p>O Estado de S.Paulo, caderno Link, 7/1/2013, p. L6 (com adaptações).</p><p>Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial e</p><p>considerando a amplitude do tema por ele focalizado, julgue os itens</p><p>subsequentes.</p><p>33) O texto enfatiza a solitária intervenção do poder público em favelas</p><p>cariocas, por meio de uma força policial especialmente preparada para</p><p>pacificar áreas convulsionadas pela violência e pela ação do crime</p><p>organizado, já que setores da sociedade civil ainda se encontram</p><p>desprovidos de meios para também atuar nessas regiões.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 106</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Governo do Estado do Rio de Janeiro vem implantando, com sucesso,</p><p>as Unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs) nos morros e favelas libertadas do</p><p>controle pelo tráfico de drogas. Neste projeto, o governo conta com o apoio</p><p>das comunidades pacificadas. E não poderia ser de outra forma, pois as UPPs</p><p>trabalham com os princípios da polícia de proximidade, um conceito que vai</p><p>além da polícia comunitária e tem sua estratégia fundamentada na parceria</p><p>entre a população e as instituições da área de segurança pública. Cada</p><p>UPP tem projetos específicos para suas comunidades nas áreas e educação,</p><p>cultura, esporte, capacitação</p><p>profissional e empreendedorismo.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>34) Nas últimas décadas, ampliou-se consideravelmente o quadro de</p><p>violência em áreas periféricas dos grandes centros urbanos. Esse</p><p>fenômeno, presente em muitos países, adquiriu especial relevância no</p><p>Brasil e, em geral, caracteriza-se pela ausência ou pela presença</p><p>excessivamente tímida do poder público nas comunidades, o que</p><p>contribui para o fortalecimento da ação de grupos criminosos nelas</p><p>instalados.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Brasil é o país com a maior quantidade de assassinatos do</p><p>mundo. A taxa de homicídios está estabilizada em um patamar muito alto. Nos</p><p>últimos 30 anos, o número de mortos por 100 mil habitantes mais do que</p><p>dobrou, e o total de óbitos mais que triplicou, oscilando por volta de 50 mil</p><p>pessoas por ano. A violência se manifesta, sobretudo, nas periferias, nas favelas,</p><p>nas vilas, enfim nas zonas pobres.</p><p>Durante muitos anos, a situação econômica difícil ou regular do Brasil,</p><p>associada à ausência ou tímida presença do poder público nesses lugares, que</p><p>relegados ao abandono pelo Estado, viram surgir, proliferar e fortalecer grupos</p><p>criminosos.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>(CESPE/DEPEN/2013 – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL)</p><p>Atualmente, a indústria da moda tem sido alvo de denúncias de uso de</p><p>mão de obra escrava na sua linha de produção. Fiscalizações recorrentes</p><p>em oficinas de costura em São Paulo já flagraram bolivianos</p><p>trabalhando em condições degradantes para grifes. Estudiosos do tema</p><p>garantem que o consumidor tem condições de saber, de antemão,</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 106</p><p>quantos escravos estão por trás desse ou daquele estilo de vida. O</p><p>cálculo pode ser realizado em sítios que disponibilizam uma plataforma</p><p>online, na qual o consumidor pode calcular sua rede de escravos</p><p>contemporâneos.</p><p>O Globo, caderno Amanhã, 4/6/2013, p. 3 (com adaptações).</p><p>A partir das informações apresentadas no texto acima, e considerando</p><p>a amplitude do tema por ele focalizado, julgue o item que se segue.</p><p>35) Uma característica marcante da sociedade mundial contemporânea</p><p>é a crescente preocupação com determinados temas, como a defesa da</p><p>sustentabilidade ambiental e o combate às formas degradantes de</p><p>trabalho.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A sociedade mundial contemporânea está cada vez mais atenta aos</p><p>direitos humanos, à democracia e à sustentabilidade ambiental. Na esfera dos</p><p>direitos humanos temas como às formas degradantes de trabalho, as agressões</p><p>às crianças e a violência contra a mulher são temas de crescente preocupação</p><p>social.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>36) Empresas flagradas em uso de mão de obra escrava costumam</p><p>enfrentar algum tipo de prejuízo financeiro, como quedas no valor de</p><p>suas ações e boicote dos consumidores, além de prejuízos em sua</p><p>imagem institucional.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Consumidores mais conscientes e facilidade de acesso à informação tem</p><p>feito com que empresas flagradas pelo uso de mão de obra escrava sofram</p><p>algum tipo de prejuízo financeiro, tais como quedas no valor de suas ações,</p><p>boicote aos seus produtos e prejuízos em sua imagem institucional.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>37) No Brasil, as denúncias acerca de trabalho em condições análogas</p><p>à escravidão referem-se a atividades do setor terciário, sempre nos</p><p>grandes centros urbanos.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 106</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>As denúncias acerca de trabalho em condições análogas à escravidão</p><p>referem-se a atividades dos setores primário (agropecuária), secundário</p><p>(indústria) e terciário (serviços) tanto na zona rural, como nos centros urbanos.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>(CESPE/POLÍCIA CIVIL DF/2013 – AGENTE DE POLÍCIA) Um racha</p><p>resultou em um acidente com seis mortes. O motorista de um dos</p><p>carros, de quarenta e um anos de idade, dirigia em alta velocidade</p><p>quando perdeu a direção e atingiu um grupo de dez jovens que estava</p><p>em um terreno próximo à estrada. De acordo com a polícia, o condutor</p><p>participava de uma corrida com outro carro e os dois veículos se</p><p>tocaram. O outro motorista fugiu.</p><p>Correio Braziliense, 29/9/2013, p. 11 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a amplitude</p><p>do tema sobre o qual ele versa, julgue o item subsequente.</p><p>38) No Distrito Federal, pioneiro no respeito às faixas de pedestre, o</p><p>número de acidentes de trânsito, no primeiro semestre de 2013, caiu a</p><p>níveis insignificantes, o que ajuda a explicar a sensível redução na</p><p>demanda por pronto atendimento para vítimas desse tipo de acidente</p><p>nos hospitais da rede pública.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Fácil de perceber que a questão está errada. Número de acidentes de</p><p>trânsito cair a níveis insignificantes no Distrito Federal no primeiro semestre de</p><p>2013? Só se foi no Distrito Federal do país das maravilhas!  Pessoal, desculpem</p><p>a brincadeira, mas este é o tipo de questão que não se pode errar! O número de</p><p>acidentes de trânsito no Distrito Federal não é insignificante, pelo contrário, é</p><p>bem considerável.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>39) A imprudência no volante, potencializada pelo consumo de bebidas</p><p>alcoólicas por parte dos condutores de veículos, é causa de significativo</p><p>número de acidentes de trânsito, os quais representam prejuízos</p><p>econômicos para o país e oneram os serviços previdenciários e de saúde</p><p>pública.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 106</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>No Brasil, cerca de 50% das 35 mil mortes a cada ano no trânsito resultam</p><p>de acidentes causados por motoristas alcoolizados. Os acidentes de trânsito</p><p>representam prejuízos econômicos para o país e oneram os serviços</p><p>previdenciários e de saúde pública.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>(CESPE/POLÍCIA CIVIL DF/2013 – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) Com a</p><p>escalada de violência que acontece nos últimos dias, especialmente no</p><p>Rio de Janeiro, com saques e depredações de patrimônios públicos e</p><p>privados, ficou claro que as grandes manifestações de massas não</p><p>representaram somente um terremoto na política nacional, mas estão</p><p>impondo novos desafios para o Estado democrático de direito. Os</p><p>policiais do Police Executive Research Forum, com sede em Washington,</p><p>enumeraram alguns pontos fundamentais para lidar com manifestações</p><p>de massas em contextos democráticos e de comunicação globalizada e</p><p>instantânea, fruto da experiência adquirida pela polícia dos países</p><p>desenvolvidos pós-Seattle99: planejamento, coordenação com outras</p><p>agências de segurança e logística das forças policiais ou do evento.</p><p>Merval Pereira. Repressão na democracia. In: O Globo, 24/7/2013, p. 4 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os diversos</p><p>aspectos que envolvem o tema nele abordado, julgue o item.</p><p>40) De acordo com o texto, mesmo sob a democracia, com a absoluta</p><p>prevalência do direito, as forças encarregadas de zelar pela segurança</p><p>pública devem agir de modo relativamente semelhante ao praticado em</p><p>um Estado autoritário.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>De acordo com o texto, as forças encarregadas de zelar pela segurança</p><p>pública devem inovar, se atualizarem para conseguirem lidar com manifestações</p><p>de massas em contextos democráticos e de comunicação globalizada e</p><p>instantânea.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>41) (CESPE/DEPEN/2013 – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL) A</p><p>Polícia Federal prendeu o traficante colombiano conhecido como El</p><p>Índio no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele é</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>84 de 106</p><p>procurado na Colômbia sob a acusação de comércio de drogas e de ter</p><p>corrompido um juiz para ficar livre de processo penal.</p><p>O Estado de S.Paulo, 4/6/2013, p. A15 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial, e considerando os múltiplos</p><p>aspectos relativos ao tema por ele abordado, julgue o item seguinte.</p><p>Segundo especialistas em segurança pública, o fato de o Brasil se</p><p>recusar a participar da Interpol, a polícia internacional, dificulta a prisão</p><p>de criminosos de alta periculosidade no país, a exemplo de poderosos</p><p>narcotraficantes.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A Organização Internacional de Polícia Criminal, mundialmente</p><p>conhecida pela sua sigla, INTERPOL, é uma organização internacional que</p><p>ajuda na cooperação de polícias de diferentes países. A INTERPOL tem a</p><p>participação de 188 países membros, incluindo o Brasil. A Polícia Federal é a</p><p>representante brasileira da INTERPOL.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>(CESPE/POLÍCIA FEDERAL/2013 – AGENTE ADMINISTRATIVO)</p><p>Segundo a Pesquisa Nacional de Vitimização, a parte da população</p><p>afetada pela violência é maior do que se poderia imaginar. Um em cada</p><p>cinco brasileiros que vivem nas cidades com mais de 15 mil habitantes</p><p>foi vítima de uma ação criminosa — agressão, sequestro, fraude, ofensas</p><p>sexuais, discriminação, furto e roubo — no período de doze meses</p><p>abrangido pela pesquisa. A porcentagem da população vítima desses</p><p>vários tipos de ocorrência varia muito de estado para estado.</p><p>O Estado de S.Paulo, 17/12/2013, p. A3 (com adaptações).</p><p>Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial e</p><p>considerando a amplitude do tema que ele focaliza, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>42) Nos centros urbanos do Brasil, especialmente nos de maior</p><p>dimensão demográfica, a ação das facções criminosas contribui</p><p>decisivamente para o aumento dos índices de violência.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 85 de 106</p><p>Esta é uma das causas da criminalidade apontada pelos especialistas, que,</p><p>obviamente, contribui de forma decisiva para o aumento dos índices de violência</p><p>nos grandes centros urbanos do Brasil.</p><p>A criminalidade tem como causas:</p><p>- Ausência ou omissão do Estado (poder público), principalmente</p><p>nas periferias – Lembre-se sempre que educação, saúde, trabalho, moradia,</p><p>lazer e segurança são direitos sociais garantidos, constitucionalmente, aos</p><p>cidadãos. Cabe ao Poder Público provê-los à coletividade.</p><p>- Exclusão social ou desigualdade social ou má distribuição de</p><p>renda – Observa-se que a pobreza é a principal causa da criminalidade, mas</p><p>não a única. A relação não é direta, não é de causa e efeito, pois não se pode</p><p>dizer que os ladrões surgem todos da pobreza. Aliás, sabemos disso muito bem</p><p>no Brasil, vide o grande número de larápios provenientes das classes mais</p><p>abastadas.</p><p>- Ação dos traficantes de drogas ilícitas – O narcotráfico contribui</p><p>significativamente para o aumento da violência e da sensação de insegurança</p><p>nas cidades brasileiras.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>43) O fortalecimento das ações na área de segurança nos estados</p><p>brasileiros deveu-se à fusão das polícias civil e militar, ocorrida em</p><p>2012, mediante a aprovação de emenda constitucional.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Não existe emenda constitucional que unificou as polícias civil e militar no</p><p>Brasil. As polícias continuam separadas. Todavia, tramitam no Senado Federal e</p><p>na Câmara dos Deputados Projetos de Emenda Constitucional (PECs) propondo</p><p>a unificação das polícias.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>44) (FCC/SEFAZ SP/2013 – AGENTE FISCAL DE RENDAS) Dentre os</p><p>indicadores de desenvolvimento sustentável utilizados para</p><p>caracterizar a realidade social, econômica, ambiental e institucional de</p><p>determinada região, a taxa de fecundidade expressa</p><p>a) o espectro de doenças relacionadas com a decomposição de matéria</p><p>orgânica.</p><p>b) a intensidade de aplicação de fertilizantes na cultura hortifrutícola.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 106</p><p>c) o grau de contaminação dos alimentos pelo uso de agrotóxicos.</p><p>d) o número médio de filhos que as mulheres têm durante seu período</p><p>reprodutivo.</p><p>e) o conjunto de espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A taxa de fecundidade expressa o número médio de filhos que as mulheres</p><p>têm no decorrer da vida. Nas últimas décadas, os índices da taxa vêm caindo no</p><p>Brasil. O mínimo indicado para que a população se mantenha estável, não</p><p>diminua, é de 2,1 filhos por mulher – duas crianças substituem os pais, a fração</p><p>0,1 compensa as meninas que morrem antes de atingir a idade reprodutiva. Esse</p><p>número é considerado a taxa de reposição populacional. A taxa de fecundidade</p><p>do Brasil já está abaixo da taxa de reposição populacional.</p><p>Gabarito: D</p><p>45) (FCC/DPE SP/2013 – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA)</p><p>Diariamente, os meios de comunicação nos informam sobre assaltos,</p><p>assassinatos e chacinas nas cidades brasileiras. Estes fatos que, antes</p><p>eram encontrados apenas nas grandes cidades, hoje ocorrem também</p><p>nas pequenas e médias cidades. Sobre a violência urbana no Brasil são</p><p>feitas as seguintes afirmações:</p><p>I. A partir da década de 2000, a falta de planejamento urbano e o tráfico</p><p>de drogas fizeram eclodir “guerras” nas periferias das cidades</p><p>aumentando a violência.</p><p>II. A redução dos índices de pobreza e a estabilidade econômica do país</p><p>não foram acompanhadas da queda nos índices de criminalidade.</p><p>III. Na última década, os setores policiais que atuam nas áreas urbanas</p><p>aumentaram. Apesar disso, as estatísticas mostram que</p><p>houve crescimento nos índices de violência.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I.</p><p>b) I e II.</p><p>c) I e III.</p><p>d) II.</p><p>e) II e III.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 87 de 106</p><p>I – Errada. O planejamento urbano ainda é deficiente, mas tem melhorado no</p><p>Brasil por meio de um conjunto de políticas públicas. Não se pode generalizar</p><p>que houve a eclosão de “guerras” nas periferias das cidades. A “guerra” dos</p><p>traficantes dos morros do Rio de Janeiro não é uma realidade que pode ser</p><p>transposta automaticamente para a periferia de todas as cidades.</p><p>II – Certa. A estabilidade econômica e a redução dos índices de pobreza</p><p>alcançados pelo Brasil nas duas últimas décadas não foram acompanhadas da</p><p>queda nos índices de criminalidade. Isso demonstra que a melhoria da situação</p><p>socioeconômica não é fator suficiente para a redução desses índices.</p><p>III – Certa. Cresceu a estrutura dos setores policiais que atuam nas áreas</p><p>urbanas na década passada. Mesmo com este aumento, houve crescimento nos</p><p>índices de violência. Veja-se que o Brasil é o país com a maior quantidade de</p><p>assassinatos no mundo.</p><p>Correta a alternativa E (II e III).</p><p>46) (UEPA/SEFAZ PA/2013 – AUDITOR FISCAL DE RECEITAS</p><p>ESTADUAIS) O debate internacional sobre o tráfico e o consumo de</p><p>drogas resultou, no Brasil, na criação da Lei Federal n. 11.343, de 2006,</p><p>que isentou usuários de drogas da pena de prisão (enquanto aumentou</p><p>a pressão sobre o tráfico), impondo penas alternativas e leves, como</p><p>serviço comunitário e comparecimento a cursos educativos. Os juízes,</p><p>no caso brasileiro, são os que determinam a finalidade da droga</p><p>apreendida, vaticinando consumo pessoal ou comercialização. Esta</p><p>prerrogativa implica:</p><p>a) na adoção de um princípio subjetivo, em grande medida, de punição</p><p>aos que lidam com drogas ilícitas.</p><p>b) na possibilidade de avaliação particular dos acusados, prevalecendo</p><p>uma postura favorável à descriminalização.</p><p>c) num maior rigor na punição aos traficantes, o que tem abalado</p><p>decisivamente</p><p>o comércio ilegal de drogas no país.</p><p>d) na identificação dos usuários e indicação de tratamentos adequados</p><p>e eficazes garantidos pelo estado.</p><p>e) num passo decisivo em direção à legalização do consumo de drogas</p><p>no país, como ocorreu em países como Holanda e Uruguai.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A Lei Federal nº 11.343/2006 estabelece no art. 28 que “quem adquirir,</p><p>guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 88 de 106</p><p>pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou</p><p>regulamentar será submetido às seguintes penas:</p><p>I - advertência sobre os efeitos das drogas;</p><p>II - prestação de serviços à comunidade;</p><p>III - medida educativa de comparecimento à programa ou curso</p><p>educativo.”</p><p>Submetem-se as mesmas medidas aquele que para seu consumo pessoal,</p><p>semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade</p><p>de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.</p><p>Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz</p><p>atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às</p><p>condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais,</p><p>bem como à conduta e aos antecedentes do agente.</p><p>Esta prerrogativa do juiz implica na adoção de um princípio subjetivo, em</p><p>grande medida, de punição aos que lidam com drogas ilícitas.</p><p>Gabarito: A</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 89 de 106</p><p>LISTA DE QUESTÕES:</p><p>01) (VUNESP/MPE SP/2016 – OFICIAL DE PROMOTORIA) O Ministério</p><p>da Justiça lançou nesta terça-feira (13.10.2015) uma nova campanha</p><p>contra a xenofobia e a intolerância no país.</p><p>Com o slogan “Brasil, a imigração está no nosso sangue”, a campanha</p><p>visa mostrar os diferentes momentos de entrada de migrantes que</p><p>compuseram a história do Brasil, e, com isso, mostrar a diversidade do</p><p>país.</p><p>(http://folha.com/no1693439. Adaptado)</p><p>Essa providência deve-se, entre outros fatores, ao forte aumento, em</p><p>2015, do fluxo de refugiados</p><p>a) angolanos.</p><p>b) senegaleses.</p><p>c) paraguaios.</p><p>d) sírios.</p><p>e) coreanos.</p><p>02) (MS CONCURSOS/CASSEMS/2016 – ASSISTENTE</p><p>ADMINISTRATIVO) Leia o texto a seguir, a atribua V (verdadeiro) ou F</p><p>(falso) aos itens e assinale a alternativa correta. O Aedes aegypti é um</p><p>mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de</p><p>outros locais frequentados por pessoas, tem hábitos preferencialmente</p><p>diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao</p><p>entardecer. O Aedes aegypti é transmissor</p><p>( ) da febre maculosa.</p><p>( ) da febre por vírus Zika.</p><p>( ) da febre de chikungunya.</p><p>( ) da Influenza A/H1N1.</p><p>a) V, V, V, V.</p><p>b) F, V, V, V.</p><p>c) V, V, F, V.</p><p>d) F, V, V, F</p><p>03) (IDECAN/UFPB/2016 – ADMINISTRADOR) Muito noticiadas nos</p><p>últimos meses nos veículos de comunicação do Brasil e motivo de</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 90 de 106</p><p>grande preocupação das autoridades, principalmente da área de saúde,</p><p>as doenças dengue, chikungunya e zika têm em comum:</p><p>I. O fato de serem transmitidas pelo mesmo agente (Aedes aegypti).</p><p>II. A mesma família bacteriológica, da qual as três doenças são</p><p>integrantes.</p><p>III. A transmissão do vírus ao feto em mulheres grávidas, gerando</p><p>microcefalia nos recém-nascidos.</p><p>IV. O tratamento à base de repouso, ingestão de líquidos e remédios</p><p>que aliviam os sintomas (desde que não contenham AAS).</p><p>É correto o que se complementa somente em</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) I, apenas.</p><p>C) I e IV, apenas.</p><p>D) II e III, apenas.</p><p>04) (VUNESP/MPE SP/2016 – OFICIAL DE PROMOTORIA) O Órgão</p><p>Especial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo determinou a</p><p>suspensão do fornecimento da substância fosfoetalonamina, nesta</p><p>quarta-feira (11.11.2015).</p><p>Mais de duas mil liminares já tinham pedido a droga, que era distribuída</p><p>pela USP São Carlos. A USP recorreu, afirmando que não tinha condições</p><p>de produzir o remédio em larga escala e que, além disso, não há</p><p>pesquisas que atestem a eficácia da droga.</p><p>(http://goo.gl/R8iSzt. Adaptado)</p><p>Supostamente, a droga teria efeito</p><p>a) contra a hepatite tipo C.</p><p>b) na cura de meningite viral.</p><p>c) no retardamento das consequências da osteoporose.</p><p>d) no combate ao câncer.</p><p>e) na prevenção do diabetes.</p><p>05) (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/2016 – PROFESSOR)</p><p>Assinale a alternativa que indica corretamente as doenças transmitidas</p><p>pelo mosquito Aedes aegypti.</p><p>a) Dengue, zika e chikungunya.</p><p>b) AIDS, dengue, zika e chikungunya.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 91 de 106</p><p>c) Cólera, dengue, zika e chikungunya.</p><p>d) Febre tifoide, dengue e febre amarela.</p><p>e) Febre amarela, AIDS, dengue, zika e chikungunya.</p><p>06) (VUNESP/AMLURB/2016 – ANALISTA FISCAL DE SERVIÇOS)</p><p>Estudantes ocuparam na manhã desta segunda-feira (14 de dezembro)</p><p>mais quatro escolas da rede estadual de Educação em Goiás. Em seis</p><p>dias, o movimento fechou oito unidades.</p><p>G1, 14 dez.15. Disponível em: < http://goo.gl/oxGNAs> Adaptado)</p><p>Os estudantes protestam contra</p><p>a) a redução de investimentos, que tirou dos estudantes a possibilidade</p><p>de continuarem os estudos no Ensino Superior público.</p><p>b) o corte radical de verbas na educação, que levou muitas escolas a</p><p>sofrerem com a falta de produtos básicos para o seu funcionamento.</p><p>c) o projeto do governo de Goiás de terceirizar a gestão da rede pública</p><p>de ensino por meio de organizações sociais.</p><p>d) a proposta de reorganização escolar do governo de Goiás, que inclui</p><p>a privatização de escolas a partir da realização de leilões e licitações</p><p>e) a estagnação salarial vivida nos últimos anos por professores da rede</p><p>pública, atualmente proibidos de fazerem greve por salários.</p><p>07) (VUNESP/AMLURB/2016 – ANALISTA FISCAL DE SERVIÇOS)</p><p>“Primeira grande epidemia de zika vírus acontece no Brasil”, diz</p><p>infectologista</p><p>iG, 13 jan.16. Disponível em: < http://goo.gl/yQ2rNr> Adaptado)</p><p>Entre as doenças possivelmente causadas pelo zika vírus, encontra-se</p><p>a) a anencefalia.</p><p>b) a paralisia infantil.</p><p>c) a síndrome de Guillain-Barré.</p><p>d) a malária.</p><p>e) a febre amarela.</p><p>08) (IDECAN/UFPB/2016 – ADMINISTRADOR) Em maio de 2015, a</p><p>Agência Brasil (EBC) divulgou um levantamento da Organização Não-</p><p>Governamental (ONG) Safernet, que há alguns anos tem um serviço de</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 92 de 106</p><p>denúncias online, que aponta que, em 2014, foram registrados 224</p><p>casos de sexting – um aumento de 120% em relação a 2013 – quando</p><p>foram registrados 101 casos. A instituição tem realizado várias</p><p>campanhas de alerta com depoimentos de jovens que foram vítimas de</p><p>sexting. Os relatos, em geral, envolvem ameaças, sofrimento e o medo</p><p>da reação de outras pessoas. Esta prática consiste na</p><p>A) utilização de perfis fictícios (fake) para denegrir, criticar, atacar ou</p><p>acusar outra pessoa nas redes sociais.</p><p>B) quebra do sigilo de outras pessoas nas redes sociais seguida de furto</p><p>e divulgação de documentos pessoais da vítima.</p><p>C) promoção da pornografia infantil com o comércio de fotos e vídeos</p><p>de menores nus, em atos sexuais ou se prostituindo.</p><p>D) divulgação de mensagens, fotos ou gravações de conteúdo erótico</p><p>ou sensual por meio eletrônico, principalmente,</p><p>celulares.</p><p>(CESPE/FUB/2015 – TÉCNICO) No ano em que o Estatuto da Criança e</p><p>do Adolescente (ECA) faz vinte e cinco anos, a votação da redução da</p><p>idade penal põe em discussão o tratamento dado a jovens infratores. O</p><p>tema divide o Judiciário. Para uns, a medida não inibirá a violência e</p><p>pode incentivar o recrutamento de crianças mais novas. Para outros, o</p><p>medo das consequências é essencial para coibir crimes.</p><p>Cotidiano. In: Folha de S.Paulo, 12/7/2015, p. 6 (com adaptações).</p><p>Em relação ao assunto abordado nesse trecho, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>09) Na primeira votação, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta</p><p>que diminui de dezoito para dezesseis anos a maioridade para crimes</p><p>considerados graves, como, por exemplo, o homicídio doloso, em que há</p><p>intenção de matar.</p><p>10) Está previsto no ECA a internação de menores infratores por um</p><p>período de, no máximo, três anos, exceto quando o crime for</p><p>considerado hediondo, como o latrocínio e o estupro.</p><p>11) Recentes pesquisas de opinião mostram a inequívoca rejeição da</p><p>sociedade brasileira à redução da maioridade penal.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 93 de 106</p><p>12) (VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE/2016 –</p><p>ENGENHEIRO) Complicações neurológicas reforçam ligação entre zika</p><p>vírus e microcefalia</p><p>Pacientes infectados mostraram complicações neurológicas, aponta</p><p>estudo.</p><p>(G1, 18.11.2015. Disponível em: Adaptado)</p><p>Estudos como esse vieram à tona depois que</p><p>a) houve um grande aumento de casos de microcefalia no Nordeste,</p><p>possivelmente associados ao surto recente de zika vírus.</p><p>b) o surto de zika vírus espalhou-se pelo Brasil, transformando a</p><p>microcefalia em epidemia nacional.</p><p>c) os casos de dengue aumentaram muito, apesar da extinção do aedes</p><p>aegypti, mosquito transmissor do zika vírus.</p><p>d) os casos de microcefalia foram relacionados à dengue e à</p><p>chicungunya, transmitidas pelo aedes.</p><p>e) gestantes que não usam repelente, mais expostas a insetos, sofreram</p><p>com maior incidência de dengue, zika vírus e microcefalia.</p><p>13) (FUNRIO/IF PA/2016 – ASSISTENTE DE LABORATÓRIO) O Brasil e</p><p>o mundo têm assistido perplexos ao desenvolvimento de verdadeiras</p><p>epidemias de doenças provocadas por vírus, que tem os mosquitos,</p><p>sobretudo os do gênero Aedes, como agentes transmissores. Um dos</p><p>maiores problemas no combate a essas doenças no Brasil têm sido, além</p><p>da pobreza e a falta de saneamento, a ignorância de parte da população</p><p>em adotar as medidas básicas para evitar a proliferação dos mosquitos</p><p>transmissores destas enfermidades. Dentre as medidas que podem ser</p><p>adotadas pela população para o controle dos vetores, assinale aquela</p><p>que além de ser menos onerosa, é muito eficaz.</p><p>a) Comparecer regularmente aos postos de vacinação para fazer a</p><p>profilaxia de doenças como a Dengue, Zica e Chikungunya.</p><p>b) Usar repelentes naturais a base de urucum e citronela.</p><p>c) Eliminar os focos de proliferação dos vetores, eliminado depósitos de</p><p>águas paradas.</p><p>d) Introduzir na natureza mosquitos transgênicos que ao se</p><p>reproduzirem gerem insetos estéreis.</p><p>e) Usar diariamente aerossóis de inseticidas a fim de eliminar</p><p>definitivamente os mosquitos da natureza.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 94 de 106</p><p>(CESPE/DEPEN/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) O Ministério da</p><p>Justiça realizou, no período de 2003 a 2012, um levantamento das taxas</p><p>de homicídios nas capitais e nas regiões metropolitanas do país, bem</p><p>como nas cidades do interior. A análise dos indicadores aponta as</p><p>causas do aumento dessas taxas e auxilia na formulação das políticas</p><p>de segurança pública e de cidadania que devem ser adotadas para</p><p>impedir o avanço da criminalidade. Por sua vez, o Instituto de Pesquisa</p><p>Econômica Aplicada realizou, em 2013, um estudo sobre os fatores que</p><p>têm elevado as taxas de homicídios no Brasil, a fim de avaliar os efeitos</p><p>das políticas de repressão que estão sendo adotadas no país para</p><p>reduzir essas taxas.</p><p>A partir dessas informações, julgue os próximos itens.</p><p>14) O crescimento econômico das cidades sem o adequado investimento</p><p>em infraestrutura e segurança pública, e a atuação do crime organizado</p><p>são fatores que contribuem para o aumento das taxas de homicídio.</p><p>15) Estudos comprovam que, em geral, o aumento do número de prisões</p><p>e a intensificação do policiamento nas ruas são medidas ineficazes para</p><p>reduzir as taxas de homicídio no interior e nas regiões metropolitanas</p><p>do Brasil.</p><p>16) Na última década, o crescimento das taxas de homicídio tem sido</p><p>maior nas metrópoles que nas cidades do interior do Brasil.</p><p>17) Em 2013, foram registradas mais de cem mortes violentas por dia,</p><p>associadas principalmente a homicídio doloso, roubo seguido de morte</p><p>e lesões corporais seguidas de morte.</p><p>18) Julgue o item a seguir, referente ao sistema prisional brasileiro e às</p><p>políticas de segurança pública e cidadania. Nesse sentido, considere que</p><p>a sigla SUSP, sempre que empregada, se refere ao Sistema Único de</p><p>Segurança Pública.</p><p>Segundo dados do DEPEN, nos últimos anos, mais da metade da</p><p>população carcerária brasileira participa de atividade educacional no</p><p>cárcere, o que é resultado dos muitos incentivos estabelecidos pela</p><p>legislação penal no que se refere à assistência educacional dos presos.</p><p>19) Com relação ao sistema prisional brasileiro, julgue o item seguinte.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 95 de 106</p><p>Atualmente, o Brasil ainda se confronta com o desafio de superar alguns</p><p>aspectos, ultrapassados, remanescentes do modelo penitenciário</p><p>vigente à época de criação dos primeiros estabelecimentos prisionais do</p><p>país.</p><p>20) No Brasil, o sistema de justiça criminal e prisional deve ser</p><p>harmônico e integrar os poderes, de modo a apresentar processos ágeis,</p><p>competências definidas e ser capaz de assegurar a ordem pública, ao</p><p>executar e garantir a aplicação coativa das leis, cumprir os objetivos da</p><p>execução penal e promover a paz social. O sistema de justiça criminal e</p><p>prisional deve, ainda, zelar pelos recursos públicos, garantir a</p><p>supremacia do interesse público e priorizar a vida, a saúde, o patrimônio</p><p>e o bem-estar das pessoas.</p><p>Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>O crescente aumento da criminalidade está diretamente relacionado ao</p><p>inchaço das grandes metrópoles, que se soma à situação econômica, à</p><p>ausência de políticas públicas e sociais, bem como à impunidade que</p><p>ainda vigora em grande parte dos crimes praticados atualmente.</p><p>21) (FCC/DPE SP/2012 – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA) O Brasil</p><p>vive hoje uma revolução econômica e ao mesmo tempo uma revolução</p><p>demográfica, que não é muito comentada. Da econômica todos falam,</p><p>bem ou mal: se crescemos menos de 1% de um trimestre a outro, o</p><p>tema vira manchete na imprensa. [...].</p><p>Na revolução demográfica há sinais tão importantes quanto na outra.</p><p>(Adaptado: Carta Capital, 26/12/2012. Ano XVIII. n. 729. p.23)</p><p>Um dos fatos importantes que fazem parte da revolução demográfica</p><p>mencionada no texto é</p><p>a) a existência de cerca de 50 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos,</p><p>isto é, na idade produtiva.</p><p>b) o crescente aumento da renda per capita, atualmente por volta de 28</p><p>mil dólares.</p><p>c) a diminuição da taxa de fecundidade, atualmente abaixo da reposição</p><p>populacional.</p><p>d) o esvaziamento das pequenas e médias cidades com o consequente</p><p>aumento da população das metrópoles.</p><p>e) a redução expressiva da taxa de analfabetismo em virtude dos</p><p>investimentos em educação.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ</p><p>Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 96 de 106</p><p>22) (FCC/DPE RR/2015 – AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Segundo dados</p><p>do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao</p><p>Ministério da Justiça, 2.077 pessoas receberam status de refugiados do</p><p>governo brasileiro de 2011 até agosto deste ano (2015). Trata-se da</p><p>nacionalidade com mais refugiados reconhecidos no Brasil.</p><p>O número é superior ao dos Estados Unidos (1.243) e ao de países no</p><p>sul da Europa que recebem grandes quantidades de imigrantes ilegais.</p><p>(Adaptado de: http://www.bbc.com/portuguese/noticias)</p><p>Os refugiados citados na notícia têm origem</p><p>a) na Bolívia.</p><p>b) no México.</p><p>c) na Síria.</p><p>d) no Paraguai.</p><p>e) no Egito.</p><p>23) (VUNESP/CRO SP/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) A Câmara</p><p>dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (2 de julho),</p><p>em primeiro turno, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos</p><p>para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de</p><p>morte. O texto “mais brando” votado nessa sessão foi considerado uma</p><p>“pedalada regimental” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha</p><p>(PMDB-RJ), para reverter a rejeição da proposta no dia anterior.</p><p>(UOL, 02.07.15. Disponível em: <http://goo.gl/sDIuXR>. Adaptado)</p><p>Em relação aos projetos sobre a redução da maioridade penal, o que</p><p>mudou entre uma votação e outra foi</p><p>a) a possibilidade de oferecer medidas socioeducativas a todos os</p><p>jovens apreendidos, mesmo aos menores de 16 anos.</p><p>b) a proposta de se considerar a idade de jovens entre 16 e 18 anos</p><p>como atenuante no momento do julgamento.</p><p>c) a renúncia a uma punição generalizada a todos os jovens infratores,</p><p>que só poderão ser julgados por crimes cometidos a partir dos 14 anos.</p><p>d) a limitação da punição aos jovens infratores apenas em caso de</p><p>reincidência, estabelecendo medidas socioeducativas para a primeira</p><p>apreensão.</p><p>e) a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado</p><p>do rol de crimes que fariam o jovem responder como um adulto.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 97 de 106</p><p>24) (FCC/DPE RR/2015 – AUXILIAR ADMINISTRATIVO) A redação final</p><p>do projeto de lei que se relaciona ao trabalhador brasileiro, aprovado</p><p>pela Câmara dos deputados na última semana, chegou ao Senado nesta</p><p>terça-feira (28/04). Cercado de polêmicas, o texto deve sofrer</p><p>alterações dos senadores e ter uma tramitação lenta na Casa. A</p><p>proposta estava parada na Câmara havia 11 anos, e foi resgatada pelo</p><p>presidente da Casa.</p><p>(Adaptado de: http://glo.bo/1douoPC)</p><p>O projeto de lei regulamenta</p><p>a) o trabalho das empregadas domésticas.</p><p>b) a ampliação da idade para aposentadoria de 65 para 70 anos.</p><p>c) o pagamento parcelado de benefícios como o décimo terceiro.</p><p>d) a licença maternidade.</p><p>e) a terceirização do trabalho.</p><p>25) (FCC/DPE RR/2015 – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) Uma</p><p>pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da</p><p>Universidade Candido Mendes, mapeou a avaliação que os policiais têm</p><p>do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), criado em 2008.</p><p>Justamente por causa do crescimento do número de confrontos,</p><p>acreditam os pesquisadores, há uma queda da avaliação positiva dessa</p><p>política de segurança nos últimos anos.</p><p>(Adaptado de: http://www.valor.com.br/brasil)</p><p>As UPPs, conhecidas em todo o Brasil pelos constantes confrontos entre</p><p>policiais e traficantes, foram criadas para aumentar a segurança da</p><p>cidade</p><p>a) de São Paulo.</p><p>b) do Rio de Janeiro.</p><p>c) de Belo Horizonte.</p><p>d) de Salvador.</p><p>e) de Fortaleza.</p><p>26) (FCC/DPE RR/2015 – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A Câmara</p><p>dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19/08) em segundo turno,</p><p>por 320 votos a favor, 152 contra e 1 abstenção, a proposta de emenda</p><p>à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.</p><p>O texto segue agora para o Senado, onde precisará passar por duas</p><p>votações para ser promulgado.</p><p>(Adaptado de: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015)</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 98 de 106</p><p>A redução da maioridade ocorrerá quando o menor praticar atos como</p><p>a) discriminação de raça ou homofobia.</p><p>b) roubos e assaltos em ambientes públicos.</p><p>c) uso frequente de armas brancas: punhais e canivetes.</p><p>d) consumo de drogas que indique vício.</p><p>e) crimes hediondos, a exemplo do estupro.</p><p>27) (VUNESP/CRO SP/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) A Câmara</p><p>dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (2 de julho),</p><p>em primeiro turno, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos</p><p>para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de</p><p>morte. O texto “mais brando” votado nessa sessão foi considerado uma</p><p>“pedalada regimental” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha</p><p>(PMDB-RJ), para reverter a rejeição da proposta no dia anterior.</p><p>(UOL, 02.07.15. Disponível em: <http://goo.gl/sDIuXR>. Adaptado)</p><p>Em relação aos projetos sobre a redução da maioridade penal, o que</p><p>mudou entre uma votação e outra foi</p><p>a) a possibilidade de oferecer medidas socioeducativas a todos os</p><p>jovens apreendidos, mesmo aos menores de 16 anos.</p><p>b) a proposta de se considerar a idade de jovens entre 16 e 18 anos</p><p>como atenuante no momento do julgamento.</p><p>c) a renúncia a uma punição generalizada a todos os jovens infratores,</p><p>que só poderão ser julgados por crimes cometidos a partir dos 14 anos.</p><p>d) a limitação da punição aos jovens infratores apenas em caso de</p><p>reincidência, estabelecendo medidas socioeducativas para a primeira</p><p>apreensão.</p><p>e) a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado</p><p>do rol de crimes que fariam o jovem responder como um adulto.</p><p>(CESPE/DPF/2014 – AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL) Um homem</p><p>australiano foi considerado o primeiro criminoso a ser condenado por</p><p>pedofilia no mundo depois de cair em uma armadilha tecnológica e</p><p>propor sexo a uma menina virtual de nove anos. A polícia de uma cidade</p><p>australiana, que o monitorava, usou uma personagem de computação</p><p>gráfica, criada por uma ONG holandesa, para atraí-lo. O criminoso fez</p><p>ofertas sexuais, despiu-se e enviou imagens suas sem roupa para a</p><p>suposta criança em uma sala de bate-papo sobre sexo na Internet.</p><p>O Globo, 22/10/2014, p. 29 (com adaptações).</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 99 de 106</p><p>Tendo o fragmento de texto acima como referência e considerando a</p><p>amplitude do tema que ele aborda, julgue o item subsequente.</p><p>28) No Brasil, as investigações no submundo da rede mundial de</p><p>computadores — que possibilitariam, por exemplo, a prisão de pedófilos</p><p>— ainda estão cerceadas legalmente, o que inviabiliza operações dessa</p><p>natureza até que se aprove emenda constitucional que as autorize.</p><p>29) (VUNESP/MPE SP/2014 – AUXILIAR DE PROMOTORIA) Em 2013, o</p><p>Brasil atingiu os 200 milhões de habitantes. Além de apresentar essa</p><p>estimativa, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)</p><p>também divulgou tendências atuais da população brasileira, dentre as</p><p>quais</p><p>a) o esvaziamento das pequenas e médias cidades do interior.</p><p>b) a progressiva diminuição da esperança de vida da população.</p><p>c) o aumento do êxodo rural, isto é, da migração campo-cidade.</p><p>d) o crescimento da taxa de mortalidade infantil nas áreas urbanas.</p><p>e) a contínua redução das taxas de fecundidade e natalidade.</p><p>30) (IADES/SES DF/2014 – AUXILIAR OPERACIONAL DE SERVIÇOS</p><p>DIVERSOS) Nos meses de abril e maio de 2014, foi realizada a 16a</p><p>Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A respeito</p><p>do</p><p>tema, assinale a alternativa correta.</p><p>a) As vacinas foram oferecidas em troca de um quilo de alimento, que</p><p>foi doado posteriormente a instituições de caridade.</p><p>b) Alguns dos alvos principais da campanha de vacinação foram as</p><p>pessoas com 60 anos ou mais e as crianças entre seis meses e cinco</p><p>anos de idade.</p><p>c) A Síndrome Respiratória Aguda Grave é a doença com mais casos</p><p>notificados no Distrito Federal e a maior causadora de morte em adultos</p><p>com idade entre 25 e 40 anos.</p><p>d) A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema</p><p>respiratório, porém apresenta baixa transmissibilidade e é difícil de se</p><p>disseminar por meio de epidemias sazonais.</p><p>e) A transmissão da gripe Influenza ocorre apenas por meio da</p><p>transfusão de sangue de pessoas contaminadas.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 100 de 106</p><p>31) (IADES/SES DF/2014 – TÉCNICO DE LABORATÓRIO) De janeiro a</p><p>abril de 2014, foram confirmados pouco mais de 4,6 mil casos de dengue</p><p>no Distrito Federal, um número 44% menor do que o registrado no</p><p>mesmo período de 2013. A dengue é objeto constante de campanhas de</p><p>prevenção, pois é uma das doenças que causa maior impacto na saúde</p><p>pública em todo o Brasil. A respeito desse assunto, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>a) Para ajudar no combate à dengue, deve-se manter bem arejados</p><p>tonéis, barris d’água e lixeiras. O lixo deve ser colocado, para a coleta,</p><p>em caixas abertas de papelão reciclável.</p><p>b) A dengue na criança, na maioria das vezes, apresenta-se como uma</p><p>síndrome febril com sinais e sintomas inespecíficos: apatia, sonolência,</p><p>recusa da alimentação, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas.</p><p>c) Há grande dificuldade para a confirmação da dengue e o respectivo</p><p>diagnóstico clínico, pois, além de provocar sintomas comuns a outras</p><p>doenças, os exames laboratoriais levam mais de duas semanas para</p><p>terem o resultado disponibilizado.</p><p>d) A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, por</p><p>meio da água, de alimentos contaminados ou por contato direto com um</p><p>doente.</p><p>e) Campanhas de vacinação anuais, para que a população tome a</p><p>“vacina do mosquito”, têm sido feitas desde 2005 pelas secretarias de</p><p>saúde em todo o País, como uma das formas de reduzir a contaminação</p><p>pela dengue.</p><p>32) (CESPE/TJDFT/2013 – Analista Judiciário) A respeito de aspectos</p><p>diversos relativos ao cenário geopolítico brasileiro e mundial, julgue o</p><p>próximo item.</p><p>A internação compulsória de usuários de crack, uma das metas do plano</p><p>de governo Crack, é possível vencer!, foi adotada, na maioria das</p><p>capitais brasileiras, como política pública de combate ao uso de drogas.</p><p>(CESPE/TRT 10/2013 – Analista Judiciário) Primeiro vieram as ONGs.</p><p>Depois, as unidades de polícia pacificadora. Agora é a hora de as</p><p>agências de comunicação digital chegarem às favelas do Rio de Janeiro.</p><p>E a primeira delas está funcionando a pleno vapor no Complexo da Maré.</p><p>Fundada há dois anos, a agência emprega o conhecimento tecnológico</p><p>e social dos jovens dos morros e ajuda na formação profissional deles.</p><p>O Estado de S.Paulo, caderno Link, 7/1/2013, p. L6 (com adaptações).</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 101 de 106</p><p>Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial e</p><p>considerando a amplitude do tema por ele focalizado, julgue os itens</p><p>subsequentes.</p><p>33) O texto enfatiza a solitária intervenção do poder público em favelas</p><p>cariocas, por meio de uma força policial especialmente preparada para</p><p>pacificar áreas convulsionadas pela violência e pela ação do crime</p><p>organizado, já que setores da sociedade civil ainda se encontram</p><p>desprovidos de meios para também atuar nessas regiões.</p><p>34) Nas últimas décadas, ampliou-se consideravelmente o quadro de</p><p>violência em áreas periféricas dos grandes centros urbanos. Esse</p><p>fenômeno, presente em muitos países, adquiriu especial relevância no</p><p>Brasil e, em geral, caracteriza-se pela ausência ou pela presença</p><p>excessivamente tímida do poder público nas comunidades, o que</p><p>contribui para o fortalecimento da ação de grupos criminosos nelas</p><p>instalados.</p><p>(CESPE/DEPEN/2013 – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL)</p><p>Atualmente, a indústria da moda tem sido alvo de denúncias de uso de</p><p>mão de obra escrava na sua linha de produção. Fiscalizações recorrentes</p><p>em oficinas de costura em São Paulo já flagraram bolivianos</p><p>trabalhando em condições degradantes para grifes. Estudiosos do tema</p><p>garantem que o consumidor tem condições de saber, de antemão,</p><p>quantos escravos estão por trás desse ou daquele estilo de vida. O</p><p>cálculo pode ser realizado em sítios que disponibilizam uma plataforma</p><p>online, na qual o consumidor pode calcular sua rede de escravos</p><p>contemporâneos.</p><p>O Globo, caderno Amanhã, 4/6/2013, p. 3 (com adaptações).</p><p>A partir das informações apresentadas no texto acima, e considerando</p><p>a amplitude do tema por ele focalizado, julgue o item que se segue.</p><p>35) Uma característica marcante da sociedade mundial contemporânea</p><p>é a crescente preocupação com determinados temas, como a defesa da</p><p>sustentabilidade ambiental e o combate às formas degradantes de</p><p>trabalho.</p><p>36) Empresas flagradas em uso de mão de obra escrava costumam</p><p>enfrentar algum tipo de prejuízo financeiro, como quedas no valor de</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 102 de 106</p><p>suas ações e boicote dos consumidores, além de prejuízos em sua</p><p>imagem institucional.</p><p>37) No Brasil, as denúncias acerca de trabalho em condições análogas</p><p>à escravidão referem-se a atividades do setor terciário, sempre nos</p><p>grandes centros urbanos.</p><p>(CESPE/POLÍCIA CIVIL DF/2013 – AGENTE DE POLÍCIA) Um racha</p><p>resultou em um acidente com seis mortes. O motorista de um dos</p><p>carros, de quarenta e um anos de idade, dirigia em alta velocidade</p><p>quando perdeu a direção e atingiu um grupo de dez jovens que estava</p><p>em um terreno próximo à estrada. De acordo com a polícia, o condutor</p><p>participava de uma corrida com outro carro e os dois veículos se</p><p>tocaram. O outro motorista fugiu.</p><p>Correio Braziliense, 29/9/2013, p. 11 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a amplitude</p><p>do tema sobre o qual ele versa, julgue o item subsequente.</p><p>38) No Distrito Federal, pioneiro no respeito às faixas de pedestre, o</p><p>número de acidentes de trânsito, no primeiro semestre de 2013, caiu a</p><p>níveis insignificantes, o que ajuda a explicar a sensível redução na</p><p>demanda por pronto atendimento para vítimas desse tipo de acidente</p><p>nos hospitais da rede pública.</p><p>39) A imprudência no volante, potencializada pelo consumo de bebidas</p><p>alcoólicas por parte dos condutores de veículos, é causa de significativo</p><p>número de acidentes de trânsito, os quais representam prejuízos</p><p>econômicos para o país e oneram os serviços previdenciários e de saúde</p><p>pública.</p><p>(CESPE/POLÍCIA CIVIL DF/2013 – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) Com a</p><p>escalada de violência que acontece nos últimos dias, especialmente no</p><p>Rio de Janeiro, com saques e depredações de patrimônios públicos e</p><p>privados, ficou claro que as grandes manifestações de massas não</p><p>representaram somente um terremoto na política nacional, mas estão</p><p>impondo novos desafios para o Estado democrático de direito. Os</p><p>policiais do Police Executive Research Forum, com sede em Washington,</p><p>enumeraram alguns pontos fundamentais para lidar com manifestações</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 103 de 106</p><p>de massas em contextos democráticos e</p><p>que tem maior incidência</p><p>de chikungunya do país. Pernambuco é o Estado líder em mortes pela doença</p><p>no Nordeste.</p><p>Não há vacina para a chikungunya.</p><p>O mosquito Aedes é também responsável pela febre do Zika vírus.</p><p>A febre do Zika ainda é pouco conhecida e seus sintomas também lembram os</p><p>da dengue. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1947, em macacos na</p><p>Floresta Zika, em Uganda, África.</p><p>Atualmente não há vacina ou medicamento para o zika.</p><p>Por fim, o zika vírus está ligado à microcefalia, uma condição rara em</p><p>que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. Na maior</p><p>parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pela mãe,</p><p>especialmente no primeiro trimestre da gravidez, que é quando o cérebro do</p><p>bebê está sendo formado.</p><p>Em 90% dos casos a microcefalia vem associada a um atraso no</p><p>desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor. O tipo e o nível de gravidade</p><p>da sequela variam caso a caso, e em alguns casos a inteligência da criança não</p><p>é afetada. Déficit cognitivo, visual ou auditivo e epilepsia são alguns problemas</p><p>que podem aparecer nas crianças com microcefalia.</p><p>Cientistas e organismos de saúde têm afirmado que já é possível</p><p>comprovar a relação da microcefalia com o zika vírus. Ou seja, mulheres que</p><p>foram picadas pelo mosquito, contraíram o zika vírus e pouco tempo depois</p><p>engravidaram, deram à luz a bebês que nasceram com microcefalia.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 106</p><p>Por fim, cientistas e organismos de saúde tem afirmado que o zika vírus</p><p>pode ser transmitido por relações sexuais. Para alguns já há comprovação</p><p>científica; várias pesquisas estão em andamento neste sentido.</p><p>Outra doença que causa preocupação no Brasil é a síndrome de Guillain-</p><p>Barré. Especialistas veem uma “forte evidência” de que o aumento de casos da</p><p>síndrome de Guillain-Barré em algumas regiões tem relação com a chegada do</p><p>zika vírus ao Brasil. A síndrome afeta o sistema nervoso e pode provocar</p><p>fraqueza muscular e paralisia dos membros. Até o momento, porém, o</p><p>Ministério da Saúde não confirma a correlação.</p><p>A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência de</p><p>saúde pública internacional pela microcefalia e outras anormalidades</p><p>neurológicas relacionadas ao zika vírus.</p><p>Na América, 26 países já reportaram casos de zika vírus. A OMS acredita</p><p>que com exceção do Chile e do Canadá, o vírus zika se espalhará por todo o</p><p>continente americano. Os Estados Unidos emitiram alerta para que gestantes</p><p>não viajassem a países onde circula o zika vírus e alguns governos nacionais</p><p>aconselharam mulheres a não engravidar.</p><p>Diante da ampliação da epidemia de dengue e da gravíssima situação das</p><p>demais enfermidades causadas pelo aedes aegypti, o Governo Federal publicou</p><p>Medida Provisória (MP), autorizando os agentes de saúde a forçarem a entrada</p><p>em imóveis públicos ou particulares para destruir focos do mosquito, mesmo</p><p>quando o dono não for localizado ou o local estiver abandonado. A MP também</p><p>prevê que os agentes de saúde poderão pedir ajuda à polícia, quando for</p><p>necessário, para entrar em algum local com suspeita de ter criadouros do Aedes.</p><p>A globalização das doenças</p><p>Os fluxos migratórios e o aumento das locomoções intercontinentais,</p><p>favorecido pela globalização e as mudanças ambientais são fatores que</p><p>contribuem para que as doenças infecciosas espalhem-se cada vez mais</p><p>rapidamente pelo mundo. Doenças infecciosas são aquelas transmitidas por</p><p>microrganismos como vírus, bactérias, fungos ou parasitas. Essas doenças</p><p>podem ser contagiosas – passadas de um ser humano para outro, como a gripe,</p><p>a tuberculose e a aids – ou transmitidas por vetores, como o mosquito aedes</p><p>aegypti.</p><p>Migrantes contaminados carregam consigo vírus de doenças infecciosas,</p><p>nos seus deslocamentos pelo mundo. Na atualidade, há um número recorde de</p><p>migrantes pelo mundo, seja de migrantes econômicos ou de refugiados.</p><p>Quanto ao aumento das locomoções intercontinentais, em 2015, mais de</p><p>3,5 bilhões de pessoas viajaram de avião, muitas delas trazendo em seu corpo</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 106</p><p>doenças infecciosas. Dessa forma, os vírus podem dar a volta ao mundo em</p><p>questão de horas e se disseminar com uma velocidade impressionante sem</p><p>serem inicialmente detectados. Em alguns casos, a simples viagem de uma</p><p>pessoa infectada a outro país é suficiente para iniciar um ciclo que pode dar</p><p>origem a uma pandemia mundial.</p><p>Os grandes navios, que abastecem o intenso comércio internacional,</p><p>também levam microrganismos patogênicos (transmissores de doenças) no</p><p>casco, nos tanques de água de lastro, na própria carga transportada ou</p><p>tripulação. Por tudo isso, as autoridades médicas consideram inevitável o</p><p>surgimento de novas pandemias.</p><p>As doenças infecciosas são muito comuns em regiões tropicais e</p><p>equatoriais, nas quais o clima úmido e quente favorece a proliferação de vetores.</p><p>O frio é uma barreira natural para a disseminação de muitas doenças. Ao elevar</p><p>a temperatura média de determinadas regiões do planeta, o aquecimento global</p><p>poderá propiciar o espalhamento de doenças como a malária e a dengue para</p><p>áreas que antes estavam "protegidas" dessas epidemias pelo frio e outras</p><p>condições climáticas.</p><p>(VUNESP/SAP/2015 – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA</p><p>PENITENCIÁRIA) Leia a seguinte notícia de 30.10.2014.</p><p>Menos de dois meses após a confirmação dos primeiros casos</p><p>autóctones (de transmissão local) da febre chicungunha (chikungunya),</p><p>ela está se espalhando rapidamente pelo país, com epidemias na Bahia</p><p>e no Amapá e casos em outros 11 Estados e no Distrito Federal.</p><p>Segundo o Ministério da Saúde, 828 pessoas foram infectadas até 25 de</p><p>outubro. Dados mais atuais dos municípios, porém, apontam que os</p><p>casos passam de mil – há um mês, não chegavam a 80. Os sintomas da</p><p>doença são febre, mal-estar, dores fortes nas articulações e manchas</p><p>vermelhas.</p><p>(Folha de S.Paulo, http://goo.gl.C24fKH. Adaptado)</p><p>Sobre a epidemia chicungunha, é correto afirmar que</p><p>(A) o vírus causador é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue.</p><p>(B) a cura depende de antibióticos importados e de alto custo.</p><p>(C) a propagação da doença ocorre pela água contaminada.</p><p>(D) a doença pode ser combatida com a vacina contra a febre amarela.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 106</p><p>(E) a febre é transmitida pelo contato direto entre as pessoas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A chikungunya pode ser transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o</p><p>mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus. A cura</p><p>não depende de remédios importados, de alto custo. O tratamento dos sintomas</p><p>pode ser feito com remédios como o paracetamol. A propagação da doença</p><p>ocorre pela água limpa e não há vacina para a chikungunya. A dengue não é</p><p>transmitida de pessoa para pessoa, a transmissão se dá pela picada do mosquito</p><p>na pessoa.</p><p>Gabarito: A</p><p>Pílula do câncer</p><p>Desde o final da década de 1980, Gilberto Orivaldo Chierice, pesquisador</p><p>do Instituto de Química da USP São Carlos, pesquisa e desenvolve uma pílula,</p><p>que teria uma ação anticancerígena, denominada de fosfoetanolamina</p><p>sintética.</p><p>Para verificar a sua eficácia e segurança, a pílula deveria ter passado por</p><p>vários testes legalmente exigidos. Após os testes, seria necessário obter o</p><p>registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A partir daí,</p><p>poderia ser utilizada como medicamento no combate ao câncer.</p><p>Segundo o pesquisador, a pílula só passou por um dos testes, o da dose</p><p>letal, que verifica a quantidade da substância capaz</p><p>de comunicação globalizada e</p><p>instantânea, fruto da experiência adquirida pela polícia dos países</p><p>desenvolvidos pós-Seattle99: planejamento, coordenação com outras</p><p>agências de segurança e logística das forças policiais ou do evento.</p><p>Merval Pereira. Repressão na democracia. In: O Globo, 24/7/2013, p. 4 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os diversos</p><p>aspectos que envolvem o tema nele abordado, julgue o item.</p><p>40) De acordo com o texto, mesmo sob a democracia, com a absoluta</p><p>prevalência do direito, as forças encarregadas de zelar pela segurança</p><p>pública devem agir de modo relativamente semelhante ao praticado em</p><p>um Estado autoritário.</p><p>41) (CESPE/DEPEN/2013 – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL) A</p><p>Polícia Federal prendeu o traficante colombiano conhecido como El</p><p>Índio no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele é</p><p>procurado na Colômbia sob a acusação de comércio de drogas e de ter</p><p>corrompido um juiz para ficar livre de processo penal.</p><p>O Estado de S.Paulo, 4/6/2013, p. A15 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial, e considerando os múltiplos</p><p>aspectos relativos ao tema por ele abordado, julgue o item seguinte.</p><p>Segundo especialistas em segurança pública, o fato de o Brasil se</p><p>recusar a participar da Interpol, a polícia internacional, dificulta a prisão</p><p>de criminosos de alta periculosidade no país, a exemplo de poderosos</p><p>narcotraficantes.</p><p>(CESPE/POLÍCIA FEDERAL/2013 – AGENTE ADMINISTRATIVO)</p><p>Segundo a Pesquisa Nacional de Vitimização, a parte da população</p><p>afetada pela violência é maior do que se poderia imaginar. Um em cada</p><p>cinco brasileiros que vivem nas cidades com mais de 15 mil habitantes</p><p>foi vítima de uma ação criminosa — agressão, sequestro, fraude, ofensas</p><p>sexuais, discriminação, furto e roubo — no período de doze meses</p><p>abrangido pela pesquisa. A porcentagem da população vítima desses</p><p>vários tipos de ocorrência varia muito de estado para estado.</p><p>O Estado de S.Paulo, 17/12/2013, p. A3 (com adaptações).</p><p>Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial e</p><p>considerando a amplitude do tema que ele focaliza, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 104 de 106</p><p>42) Nos centros urbanos do Brasil, especialmente nos de maior</p><p>dimensão demográfica, a ação das facções criminosas contribui</p><p>decisivamente para o aumento dos índices de violência.</p><p>43) O fortalecimento das ações na área de segurança nos estados</p><p>brasileiros deveu-se à fusão das polícias civil e militar, ocorrida em</p><p>2012, mediante a aprovação de emenda constitucional.</p><p>44) (FCC/SEFAZ SP/2013 – AGENTE FISCAL DE RENDAS) Dentre os</p><p>indicadores de desenvolvimento sustentável utilizados para</p><p>caracterizar a realidade social, econômica, ambiental e institucional de</p><p>determinada região, a taxa de fecundidade expressa</p><p>a) o espectro de doenças relacionadas com a decomposição de matéria</p><p>orgânica.</p><p>b) a intensidade de aplicação de fertilizantes na cultura hortifrutícola.</p><p>c) o grau de contaminação dos alimentos pelo uso de agrotóxicos.</p><p>d) o número médio de filhos que as mulheres têm durante seu período</p><p>reprodutivo.</p><p>e) o conjunto de espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção.</p><p>45) (FCC/DPE SP/2013 – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA)</p><p>Diariamente, os meios de comunicação nos informam sobre assaltos,</p><p>assassinatos e chacinas nas cidades brasileiras. Estes fatos que, antes</p><p>eram encontrados apenas nas grandes cidades, hoje ocorrem também</p><p>nas pequenas e médias cidades. Sobre a violência urbana no Brasil são</p><p>feitas as seguintes afirmações:</p><p>I. A partir da década de 2000, a falta de planejamento urbano e o tráfico</p><p>de drogas fizeram eclodir “guerras” nas periferias das cidades</p><p>aumentando a violência.</p><p>II. A redução dos índices de pobreza e a estabilidade econômica do país</p><p>não foram acompanhadas da queda nos índices de criminalidade.</p><p>III. Na última década, os setores policiais que atuam nas áreas urbanas</p><p>aumentaram. Apesar disso, as estatísticas mostram que</p><p>houve crescimento nos índices de violência.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 105 de 106</p><p>b) I e II.</p><p>c) I e III.</p><p>d) II.</p><p>e) II e III.</p><p>46) (UEPA/SEFAZ PA/2013 – AUDITOR FISCAL DE RECEITAS</p><p>ESTADUAIS) O debate internacional sobre o tráfico e o consumo de</p><p>drogas resultou, no Brasil, na criação da Lei Federal n. 11.343, de 2006,</p><p>que isentou usuários de drogas da pena de prisão (enquanto aumentou</p><p>a pressão sobre o tráfico), impondo penas alternativas e leves, como</p><p>serviço comunitário e comparecimento a cursos educativos. Os juízes,</p><p>no caso brasileiro, são os que determinam a finalidade da droga</p><p>apreendida, vaticinando consumo pessoal ou comercialização. Esta</p><p>prerrogativa implica:</p><p>a) na adoção de um princípio subjetivo, em grande medida, de punição</p><p>aos que lidam com drogas ilícitas.</p><p>b) na possibilidade de avaliação particular dos acusados, prevalecendo</p><p>uma postura favorável à descriminalização.</p><p>c) num maior rigor na punição aos traficantes, o que tem abalado</p><p>decisivamente o comércio ilegal de drogas no país.</p><p>d) na identificação dos usuários e indicação de tratamentos adequados</p><p>e eficazes garantidos pelo estado.</p><p>e) num passo decisivo em direção à legalização do consumo de drogas</p><p>no país, como ocorreu em países como Holanda e Uruguai.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 106 de 106</p><p>01 – D 02 – D 03 - C 04 – D 05 – A</p><p>06 - C 07 - C 08 - D 09 - C 10 – E</p><p>11 - E 12 - A 13 - C 14 - C 15 – E</p><p>16 - E 17 - C 18 - E 19 – C 20 – C</p><p>21 – C 22 – C 23 - E 24 - E 25 – B</p><p>26 – E 27 – E 28 – E 29 – E 30 –B</p><p>31 – B 32 – E 33 – C 34 – C 35 – C</p><p>36 – C 37 – E 38 – E 39 – C 40 – E</p><p>41 – E 42 - C 43 - E 44 - D 45 - E</p><p>46 - A **** **** **** ****</p><p>de matar metade de uma</p><p>população de animais de teste. Chierice diz que a substância não provocou a</p><p>morte de nenhuma cobaia e ele concluiu que seria seguro testá-la em humanos.</p><p>Depois disso, ainda segundo o pesquisador, as cápsulas começaram a ser</p><p>administradas a pacientes com câncer do Hospital Amaral Carvalho, de Jaú. O</p><p>hospital especializado em câncer, porém, afirma que não há nenhum registro</p><p>sobre a utilização da cápsula por pacientes da instituição.</p><p>Após a polêmica, a “pílula do câncer” entrou em fase de testes clínicos,</p><p>conduzidos pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).</p><p>Chierice diz que, apesar da falta de documentação sobre o efeito da</p><p>fosfoetanolamina nesses pacientes, “algumas pessoas tiveram melhora” e a</p><p>existência de uma “cápsula da USP” para tratar câncer começou a ser divulgada.</p><p>Mesmo depois de o hospital deixar de administrar o produto aos pacientes,</p><p>alguns familiares continuaram indo até o Instituto de Química da USP São Carlos</p><p>para pedir novas doses e o instituto se manteve produzindo para atender a essa</p><p>demanda e a de novos pacientes.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 106</p><p>O Instituto estava produzindo 50 mil cápsulas por mês, mas interrompeu</p><p>a produção em 2013. Vários pacientes, porém, estão conseguindo na Justiça o</p><p>direito de receberem a substância, por isso o Instituto continua produzindo e</p><p>fornecendo o produto para atender às demandas judiciais.</p><p>Em março de 2016, o Senado aprovou um projeto de lei que autoriza o</p><p>uso, distribuição e fabricação da fosfoetanolamina sintética. A Anvisa criticou a</p><p>aprovação, pois a substância não passou por testes que garantam sua segurança</p><p>e eficácia.</p><p>A lei foi sancionada, sem vetos, pela presidente Dilma Rousseff. O produto</p><p>poderá ser usado pelos pacientes, "por livre escolha", desde que tenham laudo</p><p>médico que comprove o diagnóstico e assinatura de termo de consentimento e</p><p>responsabilidade dos próprios pacientes ou de seus representantes legais. No</p><p>entanto, em decisão provisória, o STF suspendeu a lei.</p><p>Surto da gripe H1N1</p><p>O surto fora de época do vírus H1N1, causador da gripe H1N1, está</p><p>assustando a população e lotando os hospitais do país. Até o final do mês de</p><p>março, havia se espalhado por 11 estados, com 45 mortes. A H1N1 foi detectada</p><p>no México, em abril de 2009, e se disseminou rapidamente, causando uma</p><p>pandemia mundial chamada, na época de gripe suína ou Influenza. Só no</p><p>Brasil, naquela época, foram 50 mil casos e mais de 2 mil pessoas morreram.</p><p>Em 2016, o vírus apareceu mais cedo, em março – ele é esperado</p><p>normalmente para maio, junho e julho.</p><p>Uma das hipóteses para o agravamento no número de casos é a mudança</p><p>climática. Para o professor de imunologia da Universidade Mackenzie, Jan Carlo</p><p>Delorenzi, o verão menos intenso deste ano pode ter contribuído para o surto.</p><p>A segunda possibilidade levantada pelo imunologista é a fragilidade da</p><p>atual epidemia que cerca o Brasil. “A população já está atingida por três grandes</p><p>surtos. Isso causa uma forte vulnerabilidade epidemiológica nas pessoas”, diz</p><p>Delorenzi. “Eu diria que existe a probabilidade de uma pessoa com H1N1 já ter</p><p>sofrido anteriormente por uma infeção de dengue, zika ou chikungunya”.</p><p>Outros especialistas dizem que o atual surto pode estar relacionado</p><p>diretamente ao vírus. De acordo com eles, é possível que o sorotipo atual seja</p><p>mais violento do que o dos anos anteriores – mais próximo, talvez, ao do surto</p><p>de 2009, quando a letalidade apresentou índices bem elevados e se transformou</p><p>em uma pandemia mundial.</p><p>Sarampo está eliminado no Brasil</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 106</p><p>O sarampo é uma doença viral que afeta sobretudo crianças. Transmitida</p><p>por fluidos nasais e orais, o sarampo se espalha facilmente pelo ar, por gotículas</p><p>expelidas em tosses e espirros. A doença manifesta-se cerca de dez dias após a</p><p>contaminação, e causa febre, coriza, olhos avermelhados e manchas brancas</p><p>dentro da boca. Pintas vermelhas aparecem alguns dias depois na pele, iniciando</p><p>na face e no pescoço, espalhando-se para o corpo.</p><p>Não há tratamento específico para o sarampo e a maior parte dos</p><p>pacientes se recupera em até três semanas. Em crianças desnutridas e pessoas</p><p>com imunidade deficiente, a doença pode matar ou causar pneumonia,</p><p>encefalite, cegueira e morte.</p><p>Em 2015, a OMS anunciou que a cobertura mundial de vacinação de</p><p>crianças contra sarampo avançou nos últimos 15 anos, mas está aquém da meta</p><p>de chegar aos 90% de cobertura. Entre as áreas onde a cobertura de vacinação</p><p>é mais deficiente estão a África subsaariana, o Sudeste asiático e Ásia Central.</p><p>O Brasil tinha tido uma redução drástica na incidência de sarampo entre</p><p>1985 até 2000 e ficou sem registrar casos autóctones até março de 2013,</p><p>quando um novo surto eclodiu em Pernambuco e no Ceará. Houve surtos</p><p>também em 2014 e 2015, principalmente nesses dois estados.</p><p>No entanto, desde julho de 2015, o Brasil não registra nenhum caso de</p><p>sarampo. Após um ano sem a doença, a circulação endêmica do vírus do</p><p>sarampo foi considerada interrompida no país, segundo a presidente do Comitê</p><p>Internacional de Avaliação e Documentação da Eliminação do Sarampo,</p><p>Merceline Dalh-Regis. Para o médico Renato Kfouri, vice-presidente da</p><p>Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a erradicação do sarampo “é um</p><p>avanço e uma prova inequívoca daquilo que as imunizações são capazes de</p><p>fazer.”</p><p>5. Violência e segurança pública</p><p>O número total de mortos por causas violentas é muito alto no Brasil, e</p><p>o de homicídios (assassinatos) é o maior do mundo. Relatório publicado pela</p><p>OMS/ONU em 2014, com dados de 2012, informa que 13% por cento dos</p><p>homicídios mundiais ocorrem no Brasil. Considerando a taxa de homicídios por</p><p>100 mil habitantes, o Brasil é o 11º país mais violento do mundo.</p><p>Segundo o Atlas da Violência (Ipea/FBSP), houve pelo menos 59.627</p><p>assassinatos no Brasil em 2014, a maior taxa já registrada no país. A</p><p>Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que, qualquer taxa acima de</p><p>dez homicídios por 100 mil habitantes ao ano já é considerada uma</p><p>situação de violência epidêmica e, portanto, inaceitável. A taxa de homicídios</p><p>no Brasil, nos últimos anos, tem oscilado entre 25 a 29 homicídios por 100</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 106</p><p>mil habitantes ao ano, ou seja, há uma epidemia de violência no Brasil. Em</p><p>2014, foi de 29,1 mortes por 100 mil habitantes.</p><p>O gráfico abaixo mostra que, em pouco mais três décadas que o número</p><p>total de homicídios e a taxa de homicídios mais que triplicaram no Brasil. Como</p><p>dissemos, em 2014 foram de 59.627 assassinatos e 29,1 mortes por 100 mil</p><p>habitantes.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 106</p><p>Segundo o estudo Diagnóstico dos Homicídios no Brasil, do Ministério da</p><p>Justiça, em 2014, 71% dos homicídios foram cometidos por armas de fogo.</p><p>Mais da metade de todos os assassinatos no Brasil é de jovens (brasileiros</p><p>na faixa etária de 15 a 29 anos), dos quais mais de 90% são do sexo masculino</p><p>e mais de 70% são negros. A violência é a principal causa de morte de</p><p>jovens – e a terceira da população em geral. A violência não faz parte do</p><p>cotidiano da juventude só pelo lado do número de vítimas. Mais da metade de</p><p>todos os presidiários do Brasil, tem entre 18 e 29 anos. E também aí, há</p><p>a marca de desigualdades sociais e vulnerabilidade: 61% dos detentos</p><p>são</p><p>negros e 58% não completaram o ensino fundamental.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 106</p><p>Perfil da Criminalidade:</p><p>Faixa etária: jovem (15 a 29 anos)</p><p>Gênero: masculino</p><p>Classe social: pobre</p><p>Meio social: periferia das cidades</p><p>Cor da pele: preta/parda</p><p>Escolaridade: ensino fundamental incompleto</p><p>5.1 Mudança de perfil</p><p>Desde 2002, a taxa de homicídios varia pouco no Brasil. Mas isso não é</p><p>uma boa notícia. Primeiro, porque é um patamar muito elevado de mortes.</p><p>Segundo, porque essa aparente estabilidade disfarça mudanças significativas no</p><p>perfil da violência no país.</p><p>Uma delas diz respeito à distribuição geográfica: há uma interiorização</p><p>dos homicídios, das grandes regiões metropolitanas e conglomerados</p><p>urbanos para capitais menores e destas para cidades do interior. O</p><p>crescimento econômico de cidades do interior sem o adequado investimento em</p><p>segurança pública e infraestrutura é tido como uma das causas para isso. Outro</p><p>motivo é o fato de que muitos pequenos municípios são controlados pelo crime</p><p>organizado por estar em rota de tráfico de drogas e contrabando.</p><p>Há também uma nítida mudança nos índices de violência entre as regiões</p><p>brasileiras. A violência explodiu no Norte e no Nordeste, são as regiões com as</p><p>maiores taxas de homicídios. Depois, seguem o Centro-Oeste, Sudeste e Sul,</p><p>essa última, a região que apresenta os menores índices do país. Segundo o 9º</p><p>Anuário de Segurança Pública, Alagoas e São Paulo são respectivamente os</p><p>Estados com a maior e menor taxa de mortes intencionais (homicídios,</p><p>latrocínios, lesão corporal seguida de morte e em confrontos com a polícia).</p><p>Alagoas ocupa o primeiro lugar em números absolutos. Já para o Diagnóstico</p><p>dos Homicídios no Brasil, Ceará e Santa Catarina são os Estados com as menores</p><p>taxas de homicídios, e, a Bahia ocupa o primeiro lugar em números absolutos.</p><p>O Sudeste é a região onde as taxas de homicídios tiveram a maior queda,</p><p>puxadas por São Paulo e Rio de Janeiro. O aumento da violência contra o</p><p>conjunto da população negra é outra mudança escondida na taxa média e</p><p>estável do país. Nos últimos anos, o número de homicídios teve queda acentuada</p><p>entre brancos e aumentou na população negra.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 106</p><p>De acordo com especialistas em segurança pública, a queda de homicídios</p><p>no Estado de São Paulo se deve, fundamentalmente, ao melhor aparelhamento</p><p>da Polícia Civil – responsável pelas investigações – e da Polícia Militar. Outra</p><p>causa é um dado demográfico: a população de idosos do Estado aumenta. E os</p><p>homicídios atingem principalmente a população mais jovem, que se envolve com</p><p>mais frequência em situações de risco, como o tráfico de drogas. Assim,</p><p>conforme a população idosa se torna proporcionalmente maior, cai o índice de</p><p>assassinatos. A partir dos 50 anos de idade, inclusive, o homicídio nem sequer</p><p>aparece entre as quatro principais causas de morte de homens e mulheres no</p><p>Brasil.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 106</p><p>5.2 Causas da violência</p><p>Até a metade da década de 1950, o Brasil era um país majoritariamente</p><p>rural. A partir desta data passou por um processo de urbanização acelerada, que</p><p>teve como causas um rápido processo de industrialização e o êxodo rural.</p><p>A mecanização do campo liberou grandes contingentes de trabalhadores</p><p>das suas atividades rurais. Esse fator somado a histórica concentração de terras,</p><p>as péssimas condições de vida no meio rural e a maior oferta de emprego nas</p><p>cidades levou milhões de trabalhadores a se deslocarem do campo para a cidade,</p><p>em um período de poucas décadas.</p><p>As cidades não tiveram tempo, nem condições de se adaptarem,</p><p>ocasionado o surgimento de grandes problemas urbanos. Os migrantes do</p><p>campo foram residir na periferia e na periferia da periferia das cidades. Nesses</p><p>lugares faltava quase tudo, infraestrutura, saneamento, áreas verdes e de lazer,</p><p>saúde, educação, transporte de qualidade e moradia. Soma-se a isso tudo a</p><p>carência de emprego e temos um ambiente propício para a explosão da violência</p><p>e da criminalidade.</p><p>A criminalidade tem como causas:</p><p>- Ausência ou omissão do Estado (poder público), principalmente</p><p>nas periferias – Lembre-se sempre que, educação, saúde, trabalho, moradia,</p><p>lazer e segurança são direitos sociais garantidos constitucionalmente aos</p><p>cidadãos. Cabe ao Poder Público provê-los à coletividade.</p><p>- Exclusão social ou desigualdade social ou má distribuição de</p><p>renda – Observa-se que a pobreza é a principal causa da criminalidade, mas</p><p>não a única. A relação não é direta, não é de causa e efeito, pois não se pode</p><p>dizer que os ladrões surgem todos da pobreza. Aliás, sabemos disso muito bem</p><p>no Brasil, vide o grande número de larápios provenientes das classes mais</p><p>abastadas.</p><p>- Ação dos traficantes de drogas ilícitas – O narcotráfico contribui</p><p>significativamente para o aumento da violência e da sensação de insegurança</p><p>nas cidades brasileiras.</p><p>Pessoal, sem separar das causas acima, considero importante citar dois</p><p>fatores:</p><p>- Juventude em risco social: Situações como deixar a casa antes dos 15</p><p>anos de idade, não ir à escola, ou ter um lar desestruturado sem pai ou mãe</p><p>afeta diretamente na iniciação do jovem no crime. Segundo o Ministério Público</p><p>de São Paulo, dois em cada três jovens da Fundação Casa vieram de lares sem</p><p>o pai, e grande parcela deles não têm qualquer contato com o pai.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 106</p><p>- Armamentos: A facilidade de acesso a armas mortíferas, principalmente</p><p>as ramas de fogo.</p><p>5.3 Violência policial</p><p>Nos últimos meses, a atuação, considerada, violenta da polícia em</p><p>manifestações populares tem sido objeto de críticas e denunciadas por</p><p>instituições de defesa dos direitos humanos. Essas instituições denunciam</p><p>também um conjunto de violações policiais, onde se incluem crimes por</p><p>vingança, desaparecimento forçados e execuções.</p><p>Segundo o Atlas da Violência, 3.009 pessoas morreram assassinadas em</p><p>ações das polícias Civil e Militar em todo o país em 2014 – um aumento de 27%</p><p>em relação ao ano anterior. O número é considerado altíssimo nas comparações</p><p>internacionais, evidenciando o uso abusivo da força letal como resposta pública</p><p>ao crime e à violência.</p><p>De modo geral, os assassinatos de civis por policiais aparecem nos boletins</p><p>de ocorrência como “auto de resistência” ou “homicídios decorrentes de</p><p>intervenção policial”, o que, em tese, caracterizaria mortes lícitas no entender</p><p>da Justiça, decorrentes de confrontos. Ou seja, parte-se do pressuposto de que</p><p>o policial agiu em legítima defesa. Mas isso nem sempre condiz com a realidade,</p><p>já que a coleta dos dados é feita sem o rigor e a transparência necessários. Em</p><p>muitos casos, essas situações acabam camuflando mortes de civis inocentes.</p><p>Também representam graves casos de violações policiais as chamadas</p><p>execuções extrajudiciais.</p><p>A truculência da Polícia Militar em diversos episódios recentes acaba</p><p>expondo a figura do agente policial, que, na verdade, responde a uma cadeia de</p><p>comando liderada pelos governadores dos estados, que são os responsáveis</p><p>diretos por garantir a segurança da população e combater a criminalidade. Para</p><p>muitos especialistas, os governantes e as autoridades de segurança comportam-</p><p>se de forma passiva, tolerando os abusos e não punindo devidamente os</p><p>responsáveis. Em última instância, são os</p><p>governadores que direcionam a</p><p>atuação dos agentes e impõe – ou não – os limites à repressão.</p><p>O que se discute é o padrão operacional das polícias dentro de um modelo</p><p>de segurança pautado pela “lógica do enfrentamento e da garantia da ordem</p><p>acima de direitos”, de acordo com o Atlas da Violência. Especialistas apontam</p><p>que a separação das funções das polícias Civil e Militar, adotada durante a</p><p>ditadura militar (1964-1985) é uma das causas da violência policial. Além disso,</p><p>como resquício da ditadura, foi mantida pela Polícia Militar uma postura</p><p>repressora e abusiva de ataque ao “inimigo”, reproduzida até hoje na sua</p><p>atuação e na formação e treinamento dos jovens policiais.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 106</p><p>Além disso, os policiais estão inseridos em um sistema de segurança que</p><p>não valoriza o trabalho do agente e não garante as condições básicas para a</p><p>atividade. Os baixos salários, a falta de treinamento e equipamentos adequados,</p><p>serviços de inteligência precários e o despreparo psicológico da polícia para lidar</p><p>com situações de extrema tensão acabam potencializando os erros e as</p><p>consequentes mortes nas ações policiais.</p><p>Além de campeão de homicídios, o Brasil detém outro triste título: é um</p><p>dos países em que os policiais mais matam – e também mais morrem. Conforme</p><p>dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2013, 2.212 pessoas</p><p>morreram assassinadas em ações das polícias Civil e Militar em todo o país. Em</p><p>2014, foram 3.009. Se consideramos de 2009 a 2014, a soma chega a 14.196</p><p>mortes. É uma média de 6,5 pessoas por dia. É um número altíssimo. Para efeito</p><p>de comparação, a média da polícia norte-americana é de pouco mais de 1 pessoa</p><p>morta por dia. Segundo o Anuário, essa é uma “evidência empírica de que as</p><p>polícias brasileiras mantêm um padrão absolutamente abusivo do uso da força</p><p>letal como resposta pública ao crime e à violência”.</p><p>No alvo da violência policial aparecem novamente os negros. Estudo</p><p>divulgado em 2014, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mostra</p><p>que a proporção de negros mortos por ações da Polícia Militar de São Paulo,</p><p>entre 2010 e 2011, foi três vezes maior que a de brancos. A pesquisa também</p><p>constatou que a própria vigilância policial é operada de modo diferente. A taxa</p><p>de flagrantes de negros é mais do que o dobro da verificada para brancos.</p><p>Segundo os pesquisadores, os dados demonstram que a vigilância policial</p><p>reconhece os negros como suspeitos criminais em potencial, flagrando em maior</p><p>intensidade as suas condutas ilegais, ao passo que os brancos gozam de menor</p><p>vigilância da polícia.</p><p>Se, por um lado, o grau de letalidade da polícia brasileira é alto, por outro,</p><p>os policiais também são vítimas desse mesmo sistema. De acordo com o Anuário</p><p>de Segurança Pública, 408 policiais foram mortos em 2013; em 2014, outros</p><p>398 policiais – média de pelo menos um por dia – segundo o FBSP. Nos países</p><p>desenvolvidos, como o Reino Unido, dificilmente mais do que uma dezena de</p><p>policiais perdem a vida por ano em decorrência de sua profissão.</p><p>Um dado que chama a atenção é que do total de policiais brasileiros</p><p>assassinados em 2014, 78 estavam em serviço, enquanto 329 não estavam</p><p>trabalhando oficialmente no momento da morte. Uma das explicações para esse</p><p>fenômeno é que, devido à baixa remuneração, muitos policiais prestam serviço</p><p>por conta própria, fazendo “bicos” para aumentar a renda. Essa é uma das</p><p>situações em que muitos deles perdem a vida, quando estão sem o apoio de</p><p>colegas. Muitos são também mortos por perseguição de facções criminosas fora</p><p>do trabalho.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 106</p><p>5.4 Sistema Prisional</p><p>Por lei, a grande responsabilidade pela manutenção dos presos no país</p><p>está a cargo dos estados. Segundo o Ministério da Justiça (2016, com dados do</p><p>1º semestre de 2014), a população carcerária chegou a 607.731. É o maior</p><p>número da história e, em termos mundiais, o país só fica atrás de Estados Unidos</p><p>(2,228 milhões), China (1,65 milhão) e Rússia (673.818). Ao se considerar as</p><p>prisões domiciliares no Brasil, que totalizam 147.937, segundo dados do CNJ</p><p>(Conselho Nacional de Justiça), o Brasil chega a 775.668 presos, supera a</p><p>população carcerária da Rússia e assume a terceira posição mundial.</p><p>O problema é que o total de vagas disponível no sistema penitenciário é</p><p>de 357.219 (CNJ/junho de 2014). Em outras palavras, há 1,6 presos para cada</p><p>vaga. E o excedente de detentos só cresce, com o aumento das prisões</p><p>provisórias – realizadas antes do julgamento e condenação – na última década.</p><p>Segundo o CNJ, 41% dos detentos são presos em situação provisória (sem</p><p>julgamento). Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que produz o</p><p>Anuário da Segurança Pública, os números elevados de encarceramento</p><p>resultam da política de guerra às drogas em vários estados e da morosidade</p><p>judicial – há acusados que respondem a todo o processo, presos, às vezes por</p><p>dois anos ou mais.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 106</p><p>Apesar da taxa média de superlotação no país ser de 1,6 presos por vaga,</p><p>ela é maior que isso em 15 estados. A defasagem de vagas é mais grave nas</p><p>regiões mais pobres: Nordeste e Norte, nos Estados de Alagoas, Amazonas,</p><p>Pernambuco, Amapá, Rio Grande do Norte e Bahia. O Tocantins, Espírito Santo</p><p>e Paraná têm o menor déficit do Brasil.</p><p>A superlotação agrava a precariedade das penitenciárias. Celas lotadas,</p><p>em que os presos têm de se revezar para dormir, com falta de condições</p><p>sanitárias, contribuem para a disseminação de doenças, a violência interna e o</p><p>crescimento das facções criminosas, ao facilitar o contato entre presos perigosos</p><p>e os detidos por delitos leves. O excedente de detentos cresce também devido</p><p>a outros fatores, como a lentidão da Justiça e, consequentemente, o aumento</p><p>das prisões provisórias, realizadas antes do julgamento e condenação.</p><p>Diante deste contexto, o Ministério da Justiça lançou a Política Nacional</p><p>de Alternativas Penais com o objetivo de reduzir o número de presos no país</p><p>por meio da aplicação de punições que substituam a privação da liberdade. Pelo</p><p>plano, será criado um grupo de trabalho com integrantes do Judiciário, do Poder</p><p>Executivo e da sociedade civil para elaborar um modelo de gestão de alternativas</p><p>penais a serem aplicadas pelas autoridades estaduais. Serão cinco eixos</p><p>principais de trabalho: promoção de desencarceramento e da intervenção</p><p>policial mínima; enfrentamento à cultura de encarceramento; ampliação e</p><p>qualificação da rede de serviços de acompanhamento das alternativas penais,</p><p>fomento ao controle e à participação social nos processos de formulação,</p><p>implementação, monitoramento e avaliação da política de alternativas penais, e</p><p>qualificação da gestão da informação.</p><p>(CESPE/DEPEN/2015 – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR) Julgue os itens a</p><p>seguir, referentes ao sistema prisional brasileiro e às políticas de</p><p>segurança pública e cidadania. Nesse sentido, considere que a sigla</p><p>SUSP, sempre que empregada, se refere ao Sistema Único de Segurança</p><p>Pública.</p><p>O Brasil tem a décima quarta maior população carcerária do mundo e</p><p>atinge o décimo lugar se forem considerados os indivíduos que</p><p>cumprem prisão domiciliar.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo. Se for</p><p>considerado os indivíduos que cumprem prisão domiciliar, o país tem a terceira</p><p>maior população carcerária do mundo. Gabarito: Errado</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 106</p><p>5.5 Violência contra a mulher</p><p>A taxa de homicídios de mulheres no Brasil é de 4,8 para cada 100 mil</p><p>mulheres, o que coloca o Brasil na vergonhosa quinta posição, entre 83 nações,</p><p>no ranking mundial de proporção de assassinatos de mulheres. Em 2014, ao</p><p>menos 106.824 brasileiras precisaram de atendimento médico por violência</p><p>doméstica e sexual.</p><p>As mulheres negras são as vítimas prioritárias da violência. No período de</p><p>1980 a 2013, o homicídio de mulheres brancas diminuiu 9,8%, enquanto o</p><p>homicídio de negras aumentou 54,2%.</p><p>De acordo com Matias (2016), “os assassinatos de mulheres têm duas</p><p>características que o distinguem dos homicídios masculinos: os meios utilizados</p><p>e o local onde acontecem. O uso de força física e de objetos cortantes e</p><p>penetrantes indica motivos passionais. E o fato de boa parte dos crimes</p><p>ocorrerem na residência mostra o caráter doméstico desses homicídios”.</p><p>O estupro é outra forma brutal e comum de violência contra a mulher. Em</p><p>2014, foram registrados mais de 47 mil casos, o segundo maior índice mundial,</p><p>atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, segundo especialistas, o número</p><p>de estupros pode ser até dez vezes maior, ou seja, quase 500 mil casos por ano</p><p>(ESTADÃO, 30-06-2015). Há uma subnotificação, ou seja, o número de</p><p>mulheres que faz o registro da ocorrência do crime nos órgãos policiais é muito</p><p>menor do que os estupros efetivamente ocorridos.</p><p>Em 2016, a Lei Maria da Penha faz 10 anos. O seu nome é uma</p><p>homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, cearense, farmacêutica e</p><p>bioquímica foi vítima da violência doméstica por 23 anos durante seu casamento.</p><p>Em 1983, o marido tentou assassiná-la por duas vezes. Na primeira vez, com</p><p>arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e</p><p>afogamento.</p><p>Após essa tentativa de homicídio, ela tomou coragem e o denunciou. O</p><p>processo contra o marido de Maria da Penha demorou 19 anos, ele foi condenado</p><p>a oito anos de prisão. Ficou preso só por dois anos, sendo solto em 2004.</p><p>Revoltada com o poder público, Maria da Penha denunciou o caso à</p><p>Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA – Organização dos</p><p>Estados Americanos, em 1988. Na OEA, o Brasil foi condenado por não dispor</p><p>de mecanismos suficientes e eficientes para coibir a prática de violência</p><p>doméstica contra a mulher.</p><p>O país teve que mudar a legislação para proteger as mulheres. Em 07 de</p><p>agosto de 2006, foi sancionada a Lei nº 11.340 que introduziu o parágrafo 9, no</p><p>artigo 129 do Código Penal. A norma possibilita que agressores de mulheres em</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 106</p><p>âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão</p><p>preventiva decretada.</p><p>Os agressores também não podem mais ser punidos com penas</p><p>alternativas. A legislação aumentou o tempo máximo de detenção do agressor</p><p>e prevê medidas que vão desde a remoção do agressor do domicílio à proibição</p><p>de sua aproximação da mulher agredida.</p><p>Em um primeiro momento, após a edição da lei, em 2007, ocorreu uma</p><p>queda nos números e nas taxas de violência contra a mulher. Mas, já no ano de</p><p>2008, os índices começaram a aumentar, sendo atualmente bem maiores dos</p><p>que foram registrados no ano de 2008. Só no ano de 2014, 4.832 mulheres</p><p>foram mortas no país, uma média de 13 por dia.</p><p>Outra lei protetiva das mulheres, que entrou em vigor, em 2015, é a Lei</p><p>do Feminicídio, que classifica o feminicídio como um crime hediondo.</p><p>Feminicídio é o assassinato de mulheres motivado apenas pelo fato de a vítima</p><p>ser mulher. Um feminicida mata a mulher por ódio e pelo sentimento de posse</p><p>sobre ela.</p><p>Conforme a lei, condenados por esse tipo de crime merecem a pena</p><p>máxima de reclusão (30 anos), não têm direito a indulto (perdão) ou anistia, e</p><p>nem a responder a processo em liberdade mediante o pagamento de fiança.</p><p>O Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres no Brasil aponta a</p><p>impunidade como um dos fatores que explicam a violência de gênero – o</p><p>índice de elucidação dos crimes de homicídio seria apenas de 5% a 8%.</p><p>Analisando a violência contra as mulheres, o estudo Tolerância Social à</p><p>Violência contra as Mulheres (IPEA, 2014), conclui, entre outros fatores, que o</p><p>ordenamento patriarcal da sociedade permanece enraizado em nossa</p><p>cultura, é reforçado na violência doméstica e leva a sociedade a aceitar</p><p>a violência sexual.</p><p>O Mapa da Violência vai no mesmo sentido. Segundo Waiselfisz, autor do</p><p>estudo, a “normalidade” da violência contra a mulher na lógica patriarcal justifica</p><p>e mesmo autoriza que o homem a pratique com a finalidade de punir e corrigir</p><p>comportamentos femininos que transgridam o papel esperado de mãe, esposa</p><p>e dona de casa. Lógica justificadora que também aparece, conforme Waiselfisz,</p><p>nas agressões de desconhecidos contra mulheres que eles consideram</p><p>transgressoras do comportamento culturalmente esperado delas. Em ambos os</p><p>casos, culpa-se a vítima pela agressão sofrida.</p><p>5.6 Drogas</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 106</p><p>Para o projeto Ameripol, o Brasil se tornou o epicentro do narcotráfico</p><p>mundial. Estudos do projeto indicam que o país é refúgio para chefões do tráfico</p><p>da América Latina em fuga, ponte principal para a distribuição da droga</p><p>produzida no continente para a Europa, provedor de produtos químicos para a</p><p>produção de algumas delas e também tornou-se um importante mercado</p><p>consumidor. Além disso, o país virou a base das grandes novas rotas do tráfico</p><p>mundial, que, segundo o estudo, passa pela África para seguir à Europa e à Ásia.</p><p>O uso de drogas cresce no Brasil e os problemas sociais vinculados</p><p>a ele se agravam. Quase 3 milhões de brasileiros usaram cocaína, aspiraram</p><p>(pó) ou fumaram (crack ou oxi), nos 12 meses anteriores ao Levantamento</p><p>Nacional de Álcool e Drogas no Brasil, realizado em 2012 pela Universidade</p><p>Federal de São Paulo (Unifesp). Esses números representam 20% do consumo</p><p>global da droga e colocam o Brasil como o segundo mercado de cocaína, atrás</p><p>apenas dos Estados Unidos. O Brasil é o maior consumidor de crack do mundo.</p><p>A parte mais visível dos usuários se encontra em regiões degradadas das</p><p>cidades, nas chamadas “cracolândias”, que se espalham muito além das</p><p>metrópoles. Mas, sabe-se que o conjunto desses usuários abarca um público em</p><p>todas as classes sociais, cujos integrantes têm algo em comum: 80% deles</p><p>afirmam que tiveram acesso fácil à droga, apesar disso ser ilegal.</p><p>Os programas públicos para o tratamento de dependentes químicos</p><p>passaram a incluir a possibilidade da internação de pacientes à revelia de sua</p><p>vontade. O dispositivo já era previsto na legislação brasileira, e, recentemente,</p><p>foram criadas parcerias entre as áreas de saúde, assistência social e justiça para</p><p>que pudesse ser utilizado como política pública.</p><p>Na internação involuntária, parentes podem solicitar a internação do</p><p>paciente, desde que, aceita por um médico psiquiatra. Nesses casos, o Ministério</p><p>Público precisa ser informado da internação e dos motivos. Na internação</p><p>compulsória, a determinação cabe apenas ao juiz, após um pedido formal feito</p><p>por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre suas</p><p>capacidades psicológicas e físicas.</p><p>Legal ou ilegal</p><p>A ampliação do tráfico e do uso de drogas coloca em discussão a forma de</p><p>tratar o assunto. A Lei nº 11.343/2006 isentou os usuários da pena de prisão,</p><p>ainda que o porte de drogas seja crime. Ao mesmo tempo, endureceu as</p><p>condenações por tráfico. Ao usuário, a lei prevê três tipos de pena: advertência</p><p>sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade (de cinco a dez</p><p>meses) e medida educativa de comparecimento à programa ou</p><p>curso. A quem</p><p>produz ou trafica entorpecentes, a lei prevê de cinco a 15 anos de prisão e multa</p><p>de 500 a 1.500 reais. Cabe ao juiz determinar qual a finalidade da droga</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 106</p><p>apreendida – se para consumo pessoal ou tráfico –, pois a lei não especifica</p><p>quantidades para a diferenciação. Esse ponto é polêmico: a fronteira imprecisa</p><p>entre usuário e traficante favorece a fixação arbitrária da pena.</p><p>Quando se fala sobre a legalização das drogas, está se falando da</p><p>legalização da maconha e não de outras drogas mais. Termos diferentes como</p><p>legalizar ou descriminalizar (descriminar também é correto) têm sido, muitas</p><p>vezes, usados indistintamente no debate da legislação sobre drogas.</p><p>• Legalização - Há projetos distintos de legalização: estatizante,</p><p>controlada ou liberal. Nos debates, a legalização de inspiração liberal é a mais</p><p>abordada. Significa colocar as drogas no mesmo patamar do cigarro e do álcool,</p><p>ou seja, produção e consumo regulados e o Estado recolhe impostos sobre essas</p><p>operações. Defensores dessa via argumentam que, ao regulamentar o comércio,</p><p>as drogas sairiam das mãos dos traficantes e a violência seria menor. Essa</p><p>posição era defendida por Milton Friedman (1912-2006), prêmio Nobel de</p><p>Economia, um dos pais do neoliberalismo. Para ele, o mercado regularia o</p><p>consumo da droga. Mesmo assim, temia que houvesse um aumento expressivo</p><p>de consumidores e viciados.</p><p>• Descriminalização - Esse conceito diz respeito ao usuário: é a ideia de</p><p>deixar de caracterizar o porte, a compra e o uso de drogas como crime. Ou seja,</p><p>não cometeria crime quem fosse flagrado consumindo ou portando drogas em</p><p>quantidade compatível com o consumo individual. O crime seria do traficante.</p><p>No Brasil, o movimento pela descriminalização tem a participação do ex-</p><p>presidente Fernando Henrique Cardoso, que preside a organização Comissão</p><p>Global de Políticas sobre Drogas.</p><p>• Manter a proibição - A possibilidade de expansão do consumo de</p><p>substâncias que podem causar forte dependência é o principal argumento de</p><p>quem defende manter a proibição ao uso e tráfico de drogas.</p><p>O STF está votando uma ADIN que descriminaliza o porte de maconha</p><p>para consumo pessoal. O processo em análise no STF refere-se à condenação</p><p>de um mecânico que assumiu a posse de 3 gramas de maconha dentro de uma</p><p>cela na prisão em Diadema (SP). A Defensoria Pública recorreu, argumentando</p><p>que o artigo da Lei Antidrogas que define o porte como crime contraria a</p><p>Constituição, pois a conduta é parte da intimidade da pessoa e não prejudica a</p><p>saúde pública. Três ministros já votaram, todos a favor da descriminalização: o</p><p>relator Gilmar Mendes, Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 106</p><p>5.7 Redução da maioridade penal</p><p>De tempos em tempos, o tema da redução da maioridade penal ganha</p><p>destaque na política e sociedade brasileira. O tema é objeto de diversas</p><p>Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e da Comissão Especial do Senado</p><p>que está analisando mudanças para um novo Código Penal. A maioridade penal</p><p>define a idade mínima pela qual um indivíduo é reconhecido como adulto</p><p>consciente das consequências de seus atos, podendo ser processado pelo</p><p>sistema judiciário.</p><p>A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 19 de agosto, a redução da</p><p>maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, como sequestro e</p><p>estupro, para homicídio doloso (quando houve intenção de matar) e lesão</p><p>corporal seguida de morte. Como se trata de uma PEC, o texto aprovado ainda</p><p>deve passar por duas votações no Senado para que a Constituição seja alterada.</p><p>Devido a polêmica que o debate está gerando, elencamos a seguir cinco</p><p>argumentos a favor e contra a redução da maioridade penal:</p><p>Contra A Favor</p><p>1. A redução da maioridade penal fere</p><p>uma das cláusulas pétreas (aquelas</p><p>que não podem ser modificadas por</p><p>congressistas) da Constituição de</p><p>1988. O artigo 228 é claro: "São</p><p>penalmente inimputáveis os menores</p><p>de 18 anos.</p><p>1. A mudança do artigo 228 da</p><p>Constituição de 1988 não seria</p><p>inconstitucional. O artigo 60 da</p><p>Constituição, no seu inciso 4º,</p><p>estabelece que as PECs não podem</p><p>extinguir direitos e garantias</p><p>individuais. Defensores da PEC 171</p><p>afirmam que ela não acaba com</p><p>direitos, apenas impõe novas regras.</p><p>2. A inclusão de jovens a partir de 16</p><p>anos no sistema prisional brasileiro</p><p>não iria contribuir para a sua</p><p>reinserção na sociedade. Relatórios</p><p>de entidades nacionais e</p><p>internacionais vêm criticando a</p><p>qualidade do sistema prisional</p><p>brasileiro.</p><p>2. A impunidade gera mais violência.</p><p>Os jovens "de hoje" têm consciência</p><p>de que não podem ser presos e</p><p>punidos como adultos. Por isso</p><p>continuam a cometer crimes.</p><p>3. A pressão para a redução da</p><p>maioridade penal está baseada em</p><p>casos isolados, e não em dados</p><p>estatísticos. Segundo a Secretaria</p><p>Nacional de Segurança Pública,</p><p>3. A redução da maioridade penal iria</p><p>proteger os jovens do aliciamento</p><p>feito pelo crime organizado, que tem</p><p>recrutado menores de 18 anos para</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 106</p><p>jovens entre 16 e 18 anos são</p><p>responsáveis por menos de 0,9%</p><p>dos crimes praticados no país. Se</p><p>forem considerados os homicídios e</p><p>tentativas de homicídio, esse número</p><p>cai para 0,5%.</p><p>atividades, sobretudo, relacionadas</p><p>ao tráfico de drogas.</p><p>4. Em vez de reduzir a maioridade</p><p>penal, o governo deveria investir em</p><p>educação e em políticas públicas para</p><p>proteger os jovens e diminuir a</p><p>vulnerabilidade deles ao crime. No</p><p>Brasil, segundo dados do IBGE, 486</p><p>mil crianças, entre cinco e 13 anos,</p><p>eram vítimas do trabalho infantil em</p><p>todo o Brasil em 2013. No quesito</p><p>educação, o Brasil ainda tem 13</p><p>milhões de analfabetos com 15</p><p>anos de idade ou mais.</p><p>4. O Brasil precisa alinhar a sua</p><p>legislação à de países desenvolvidos,</p><p>como os Estados Unidos, onde, na</p><p>maioria dos Estados, adolescentes</p><p>acima de 12 anos de idade podem ser</p><p>submetidos a processos judiciais da</p><p>mesma forma que adultos.</p><p>5. A redução da maioridade penal iria</p><p>afetar, preferencialmente, jovens</p><p>negros, pobres e moradores de áreas</p><p>periféricas do Brasil, na medida em</p><p>que este é o perfil de boa parte da</p><p>população carcerária brasileira.</p><p>Estudo da UFSCar (Universidade</p><p>Federal de São Carlos) aponta que</p><p>72% da população carcerária</p><p>brasileira é composta por negros.</p><p>5. A maioria da população brasileira é</p><p>a favor da redução da maioridade</p><p>penal. Em 2013, pesquisa</p><p>realizada pelo instituto CNT/MDA</p><p>indicou que 92,7% dos brasileiros</p><p>são a favor da medida. No mesmo</p><p>ano, pesquisa do instituto Datafolha</p><p>indicou que 93% dos paulistanos</p><p>são a favor da redução.</p><p>(CESPE/FUB/2015 – TÉCNICO) No ano em que o Estatuto da Criança e</p><p>do Adolescente (ECA) faz vinte e cinco anos, a votação da redução da</p><p>idade penal põe em discussão o tratamento dado a jovens infratores. O</p><p>tema divide o Judiciário. Para uns, a medida não inibirá a violência e</p><p>pode incentivar o recrutamento de crianças mais novas. Para outros, o</p><p>medo das consequências é essencial para coibir crimes.</p><p>Cotidiano. In: Folha de S.Paulo, 12/7/2015, p. 6 (com adaptações).</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 106</p><p>Em relação ao assunto abordado nesse trecho, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>Está previsto no ECA a internação de menores infratores por um período</p><p>de, no máximo, três anos, exceto quando o crime for considerado</p><p>hediondo,</p><p>como o latrocínio e o estupro.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A internação em estabelecimento educacional é uma das medidas que</p><p>podem ser aplicadas pelas autoridades competentes aos adolescentes que</p><p>praticarem atos infracionais nos termos da lei. Dispõe o Estatuto da Criança e</p><p>do Adolescente que em nenhuma hipótese o período máximo de internação</p><p>excederá a três anos.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>6. Olímpiadas de 2016</p><p>Olimpíada é o nome dado ao período de quatro anos entre duas edições</p><p>dos Jogos Olímpicos. O termo "Olimpíada", também costuma ser utilizado para</p><p>designar uma edição dos Jogos Olímpicos, conhecidos coletivamente como</p><p>"Olimpíadas".</p><p>As Olimpíadas acontecem de 4 em 4 anos, onde atletas de centenas de</p><p>países, se reúnem num país para disputarem um conjunto de modalidades</p><p>esportivas. A própria bandeira olímpica representa essa união de povos e raças,</p><p>pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes</p><p>e suas cores (o anel azul corresponde à Europa, o anel amarelo à Ásia, o preto</p><p>à África, o verde à Oceania e o vermelho às Américas).</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 106</p><p>Os Jogos Olímpicos tiveram início na cidade de Olímpia na Grécia antiga,</p><p>os participantes realizavam para homenagear o deus Zeus. Os homens</p><p>participavam dos jogos em honra a Zeus e as mulheres tinham seus próprios</p><p>jogos em honra à Hera. O vencedor recebia uma coroa de louro ou de folhas de</p><p>oliveira.</p><p>Na era moderna, a primeira Olimpíada aconteceu em 1896, em Atenas,</p><p>com a participação de 14 países. Em 1916, devido à I Guerra Mundial e em 1940</p><p>e 1944, devido à II Guerra Mundial, não houve Olimpíadas.</p><p>Os Estados Unidos são os maiores vencedores dos jogos, seguidos da</p><p>URSS. As Olímpiadas de 2012 foram realizadas em Londres, Reino Unido,</p><p>vencidas pelos Estados Unidos. Em 2020, serão em Tóquio, Japão.</p><p>Ainda faltam quatro anos para as Olimpíadas de 2020, mas elas já foram</p><p>objeto de polêmica. A logomarca dos jogos foi mudada, após a acusação de</p><p>plágio. O desenho do japonês Kentaro Sano apresentava similaridades com a</p><p>Marca do Teatro de Liége, da Bélgica.</p><p>Ao longo do tempo, os esportes e as modalidades olímpicas tiveram seu</p><p>número acrescido. Na Olímpiada de Atenas (1896), eram apenas nove esportes,</p><p>no Rio de Janeiro foram 33 esportes e 42 modalidades.</p><p>A política nas Olimpíadas</p><p>Pelo seu tamanho e relevância, os Jogos Olímpicos tornaram-se um palco</p><p>recorrente de manifestações políticas dos mais diversos tipos, que marcaram a</p><p>história. Isso acontece apesar do Comitê Olímpico Internacional (COI) proibir</p><p>qualquer tipo de protesto ou propaganda de cunho político, religioso ou</p><p>racial nas áreas dos Jogos. Vamos relembrar alguns momentos em que</p><p>os Jogos e a política se encontraram?</p><p>Adolf Hitler aproveitou a Olimpíada de Berlim, Alemanha, em 1936, para</p><p>fazer propaganda nazista e propalar a sua tese de superioridade da raça ariana.</p><p>A Alemanha liderou o ranking de medalhas, mas nenhum de seus atletas ganhou</p><p>mais ouros do que o afro-americano Jesse Owens, com quatro vitórias no</p><p>atletismo.</p><p>Em 1968, durante as olimpíadas da Cidade do México, ocorreu um dos</p><p>momentos mais marcantes de toda a história dos Jogos: dois corredores</p><p>americanos, Tommie Smith e John Carlos, subiram ao pódio para receber o ouro</p><p>e o bronze dos 200 metros rasos. Durante a execução do hino dos Estados</p><p>Unidos, os dois levantaram os braços para o alto, com os punhos cerrados.</p><p>Esse era o gesto do movimento Panteras Negras, um dos grupos mais</p><p>radicais na luta pelos direitos civis para os negros nos Estados Unidos. 1968,</p><p>também foi o ano em que o líder do movimento pelos direitos civis dos negros,</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 106</p><p>Martin Luther King, foi assassinado, demonstrando a tensão racial existente</p><p>naquele país. Como manifestações políticas de qualquer natureza são proibidas</p><p>pelo COI nos ambientes dos Jogos, ambos os atletas foram expulsos do evento.</p><p>Novamente na Alemanha, desta vez em Munique, 1972, o grupo terrorista</p><p>palestino Setembro Negro ataca a delegação de Israel na vila olímpica, onde</p><p>mata dois e faz nove reféns. Na tentativa de resgate, os reféns, cinco terroristas,</p><p>um policial e um piloto morrem.</p><p>Em 1976, 22 países africanos deixaram os jogos em protesto contra a</p><p>Nova Zelândia, cujo time de rúgbi fez uma turnê de jogos pela África do Sul,</p><p>furando o embargo a eventos esportivos sob o regime do apartheid.</p><p>Em 1980, devido à invasão do Afeganistão pela URSS (União Soviética),</p><p>os Estados Unidos lideram um boicote de 66 nações no Jogos de Moscou. A URSS</p><p>responde na Olímpiada seguinte, em Los Angeles, EUA, em 1984, liderando um</p><p>boicote do bloco de países socialistas.</p><p>Na edição brasileira, podemos dizer que a política já invadiu os Jogos?</p><p>Pode-se dizer que sim:</p><p>Assim como aconteceu na Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014, os</p><p>Jogos Olímpicos do Rio também estão servindo de mote para manifestações</p><p>sobre as mais diversas demandas. Ativistas protestaram contra os elevados</p><p>custos dos Jogos enquanto falta de serviços básicos para a população e atraso</p><p>nos salários dos servidores públicos. A remoção de milhares de cariocas para</p><p>bairros distantes em virtude das obras para os Jogos, a poluição na Baía de</p><p>Guanabara e o aumento da violência policial também ganharam destaque entre</p><p>as manifestações.</p><p>No final de junho, chamou a atenção um protesto realizado por policiais</p><p>civis e militares, além de bombeiros, contra as más condições de trabalho e o</p><p>atraso de salários. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, os servidores</p><p>estenderam uma faixa que dizia em inglês: “Bem-vindo ao inferno. A polícia e</p><p>os bombeiros não recebem pagamento. Quem vier para o Rio de Janeiro não</p><p>estará seguro”.</p><p>Durante os jogos alguns torcedores protestaram contra o presidente em</p><p>exercício Michel Temer. Esses torcedores foram advertidos e/ou retirados dos</p><p>locais do evento por agentes de segurança. Segundo os agentes de segurança,</p><p>os protestos teriam violado a Lei da Olímpiada que proíbe qualquer tipo de</p><p>protesto ou propaganda de cunho político, religioso ou racial nas áreas dos</p><p>Jogos. Como já dissemos, esta é uma imposição do COI em Olimpíadas. No</p><p>entanto, uma decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou o fim da</p><p>repressão às manifestações políticas durante a Olimpíada.</p><p>Atualidades para o TJ ʹ SP ʹ Escrevente Técnico Judiciário</p><p>Prof. Leandro Signori</p><p>Prof. Leandro Signori www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 106</p><p>O poder econômico nos jogos olímpicos</p><p>O lema “O importante não é vencer, mas competir” surgiu nas Olimpíadas</p><p>de Londres, em 1908, popularizado pelo barão de Coubertin, idealizador dos</p><p>jogos na era moderna. E para a maioria das nações principalmente aquelas que</p><p>não estão no grupo dos desenvolvidos, o papel nos jogos fica restrito mesmo à</p><p>competição.</p><p>A força do capital e dos investimentos sociais afastam os mais pobres das</p><p>conquistas e limitam o pódio olímpico a uma pequena elite esportiva e financeira.</p><p>O poder do dinheiro e dos investimentos sociais são determinantes para a</p><p>performance olímpica.</p><p>O pódio costuma ser uma área limitada a uma elite esportiva, que não por</p><p>coincidência, também são quase todos países ricos e desenvolvidos. Entre as</p><p>cinco nações que mais ganharam medalhas na história, quatro estão no G-7</p><p>(grupo dos países mais ricos do mundo): Estados Unidos (1º), Alemanha (3º),</p><p>Reino Unido (4º) e França (5º).</p><p>Os altos investimentos em educação, o incentivo à prática esportiva e as</p><p>boas condições de vida para a população acabam tendo reflexo direto no quadro</p><p>de medalhas. Na maioria das vezes, os países menos desenvolvidos acabam</p><p>dependendo</p>

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