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<p>UNIVERSIDADE LICUNGO</p><p>FACULDADE DE EDUCAÇÃO</p><p>LICENCIATURA EM ENSINO DE QUÍMICA</p><p>ALCÍDIO JOÃO PIQUETE</p><p>TIMBA JOÃO TIMBA</p><p>MONDINHO MATIAS BUBUTELA</p><p>ROSIMINE FRANCISCO LUÍS</p><p>DZACA ALBERTINO</p><p>O MODELO ATÔMICO DE JOSEPH THOMSON</p><p>DONDO</p><p>2024</p><p>ALCÍDIO JOÃO PIQUETE</p><p>TIMBA JOÃO TIMBA</p><p>MONDINHO MATIAS BUBUTELA</p><p>ROSIMINE FRANCISCO LUÍS</p><p>DZACA ALBERTINO</p><p>O MODELO ATÔMICO DE JOSEPH THOMSON</p><p>Trabalho a ser entregue na Faculdade de Educação, no Curso de Licenciatura de Ensino de Química com Habilitação do Laboratório, com fins avaliativos na cadeira de Química Geral.</p><p>Docente: MSC.Jackson Celestino Momade</p><p>DONDO</p><p>2024</p><p>Sumário</p><p>I.	Introdução	1</p><p>1.	A estrutura do átomo	2</p><p>2.	Radioactividade	4</p><p>3.	Modelo atómico de Thomson (1904)	4</p><p>4.	Características do modelo atômico de Thomson	5</p><p>5.	Problemas apontados no modelo atômico de Thomson	5</p><p>II.	Conclusão	6</p><p>III.	Referências Bibliográficas	7</p><p>12</p><p>I. Introdução</p><p>No início do século XX, a estrutura do átomo era um mistério. A visão predominante era a de que o átomo era uma esfera maciça e indivisível. Essa perspectiva começou a mudar com as descobertas de J.J. Thomson, um físico britânico que revolucionou o estudo do átomo. Thomson, conhecido por suas pesquisas com raios catódicos, descobriu que esses raios eram compostos por partículas carregadas negativamente, que ele chamou de elétrons. Essa descoberta lançou uma nova luz sobre a estrutura do átomo, desafiando a ideia de que os átomos eram indivisíveis.</p><p>Baseado em seus experimentos, Thomson propôs um novo modelo atômico, conhecido como “modelo do pudim de passas”, em 1904. Nesse modelo, o átomo era descrito como uma esfera de carga positiva, com elétrons (partículas negativas) incrustados, similarmente às passas em um pudim. Essa ideia revolucionou o pensamento científico da época, introduzindo o conceito de uma estrutura interna para o átomo. O modelo de Thomson foi um avanço significativo, pois oferecia uma explicação para a natureza elétrica da matéria e para a existência de elétrons</p><p>1. A estrutura do átomo</p><p>Contudo, um vasto conjunto de informação obtida experimentalmente a qual, aliás, teve lugar num período de tempo relativamente curto – meados do século 19 e início de século 20 – conduziram ao abandono do átomo de Dalton produzindo uma revisão drástica nos conceitos da estrutura da matéria.</p><p>Dentre os resultados experimentais de maior importância que serviram de base a uma formulação mais adequada da estrutura da matéria, referem-se em seguida os mais representativos:</p><p>· Conceito de carga eléctrica, consequência dos trabalhos de Faraday (1883)</p><p>sobre a electrólise. Descobriu que certas substâncias, quando dissolvidas em água, conduziam a corrente eléctrica.</p><p>· Descarga nos gases a baixas pressões. Descoberta de raios catódicos</p><p>(1875). Descoberta do electrão (Thomson, 1897).</p><p>Fig.1: Raios catódicos produzidos em um tubo de descarga</p><p>In: Raymond Chang Quimica Geral 7th edicion</p><p>Propriedades dos raios catódicos: (i) Os electrões movem-se em linha recta do cátodo para o eléctrodo positivo. (ii) Possuem energia considerável e tem carga negativa e (iii) a massa é extremamente pequena (9,1.10-31Kg). Os raios catódicos (ou electrões (e)) têm propriedades idênticas independentemente do gás usado no tubo de descarga ou do metal usado como eléctrodo. (vi) Foi obtida a relação carga-massa (e/m) para o electrão, 1,76.1011 C/Kg e foi determinada a carga do electrão (Millikan, 1909). O seu valor é igual a 1,6.10-19 C.</p><p>Fig.2:Desvio dos raios catódicos depende do campo magnético e eléctrico aplicados</p><p>In:Brown, LeMay, Bursten. Chemistry The Central Science 90 Edition</p><p>Fig.3: Experimento da gota de óleo, Millikan determinou a carga do electrão.</p><p>In:Brown, LeMay, Bursten. Chemistry The Central Science 90 Edition</p><p>· Descoberta dos raios canal (Goldstein, 1886). Possuem carga positiva e massa da mesma ordem de grandeza dos átomos do gás usado. São, portanto iões do gás usado no tubo de descarga. A formação de iões positivos era uma prova de que cada átomo deve conter uma ou mais unidades de carga positiva, prótons (p), massa absoluta de 1,673.10-24 g.</p><p>· Descoberta da radioactividade natural por Becquerel (1896)</p><p>· Descoberta dos isótopos de neon por Aston (1913).</p><p>2. Radioactividade</p><p>Em 1896 Becquerel descobriu a radioactividade. Inicialmente ele verificou que os sais de urânio ou minério de urânio emitem radiações capazes de impressionar chapas fotográficas envolvidas por papel preto.</p><p>Radioactividade é a transformação espontânea de um isótopo instável de um elemento químico, no isótopo de outro elemento, transformação esta acompanhada de uma emissão de partículas elementares ou de núcleos.</p><p>Os elementos radioactivos emitem três tipos de radiações, denominados de raios ,  e . Para investigar a natureza dessas radiações foram elas submetidas à acção de campos eléctricos e magnéticos (figura 4).</p><p>Fig.4. Comportamento dos raios ,  e .em um campo magnético.</p><p>In:Brown, LeMay, Bursten. Chemistry The Central Science 90 Edition</p><p>Os raios  ( He2+) e  (e-) sofrem desvios, daí ter-se desde logo, concluído que são ambos constituídos de partículas portadoras de cargas eléctricas. Os raios  (ondas electromagnéticas de natureza semelhante aos raios X) não sofrem desvio algum.</p><p>Os raios que constituem a radioactividade resultam dos núcleos dos átomos de elementos pesados que se desintegram formando núcleos de átomos de outros elementos. A radioactividade é uma prova da divisibilidade dos átomos.</p><p>3. Modelo atómico de Thomson (1904)</p><p>Até ao fim do século 19 não havia ainda ideias definidas da estrutura atómica. A produção de electrões idênticos, a partir de diferentes gases mostrou que aquelas partículas são constituintes essenciais da matéria.</p><p>Assim, em 1904, Thomson apresentou um modelo atómico com base nesses dados. Segundo Thomson, o átomo era formado por uma esfera com carga positiva</p><p>contendo no seu interior um número de electrões suficiente para neutralizar essa carga, figura.5.</p><p>Fig.5 – Modelo atómico de Thomson</p><p>4. Características do modelo atômico de Thomson</p><p>As principais características desse modelo são:o átomo não é maciço como uma bola de bilhar, como propunha Dalton;</p><p>· o átomo é divisível;</p><p>· no átomo, há partículas negativas e positivas, fazendo dele uma estrutura neutra;</p><p>· as partículas negativas estão espalhadas por todo o átomo.</p><p>5. Problemas apontados no modelo atômico de Thomson</p><p>Apesar de revolucionário, esse modelo apresentava algumas ideias problemáticas, especialmente se considerarmos os conhecimentos que temos atualmente. Entre elas, podemos mencionar:</p><p>· a falta de eficácia para explicar fenômenos relacionados ao átomo;</p><p>· a inexistência de um sistema completamente estável no átomo;</p><p>· o fato de que os elétrons não estão incrustados no átomo, e sim se deslocando livremente pela eletrosfera.</p><p>II. Conclusão</p><p>O modelo de Thomson, apesar de inovador, apresentava limitações. Ele não conseguia explicar fenômenos como a dispersão de partículas alfa, que posteriormente levaria à descoberta do núcleo atômico. Além disso, o modelo não conseguia explicar os espectros de emissão atômica, que mostram linhas espectrais discretas, características de cada elemento.</p><p>Apesar de suas limitações, o modelo de Thomson teve um papel fundamental na evolução da teoria atômica. Ele introduziu a ideia de que o átomo possui uma estrutura interna, e que os elétrons desempenham um papel fundamental nessa estrutura. Essa ideia abriu caminho para novas pesquisas e teorias, impulsionando a investigação sobre a estrutura da matéria. O modelo de Thomson foi uma peça importante no quebra-cabeça da compreensão do átomo, preparando o terreno para modelos mais precisos e completos que viriam a seguir.</p><p>III. Referências Bibliográficas</p><p>Brown, Theodore L., Lemay, H. Eugene, Bursten, Bruce E., Burdge, Julia R.; Química: a ciência central; 9 ed.; Rio de Janeiro; Pearson; 2005.</p><p>Chang, Raymond; Química Geral: Conceitos Essenciais; 4ªed.; São Paulo;McGraw-Hill;2007.</p><p>Maia, Daltamir Justino; Bianchi, José Carlos de Azambuja; Química geral: fundamentos;</p><p>São Paulo;Prentice-Hall; 2007.</p><p>ROSENBERG, Jerome L; EPSTEIN, Lawrence M.; Química Geral; 8ª ed.; Porto Alegre; Bookman; 2003.</p><p>R. Chang, QUIMICA, 7ª Edición, McGraw-Hill, 2002.</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.jpg</p>

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