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2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 1 de 84 
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja 
para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
 1 
 2 
 3 
 4 
Brasília 5 
20216 
Acompanhamento 
Farmacoterapêutico 
 
Guia de processo de trabalho 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 2 de 84 
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja 
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 7 
8 
 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 
 
Acompanhamento Farmacoterapêutico - Guia de processo de trabalho. – Brasília Sociedade 
Brasileira de Farmácia Clínica, 2021. 
XXX p. : il. 
 
ISSN 
 
1.Ensino. 2. Serviços farmacêuticos. 3. Promoção da saúde. III. Título. 
 
CDU:614 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 3 de 84 
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja 
para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica - Biênio 2019-2021 9 
Tarcísio José Palhano 10 
Diretor Presidente 11 
 12 
Sílvia Storpirtis 13 
Diretora Vice-Presidente 14 
 15 
Dayani Galato 16 
Diretora Secretária 17 
 18 
Wellington Barros da Silva 19 
Diretor Tesoureiro 20 
 21 
Angelita Cristine de Melo 22 
Diretora de Formação 23 
 24 
Lucia de Araújo Costa Beisl Noblat 25 
Diretora de Desenvolvimento Profissional e de Certificação 26 
 27 
Patrick Luís Cruz de Sousa 28 
Diretor Científico e de Publicações 29 
 30 
Francilene Amaral da Silva 31 
Conselho Fiscal 32 
 33 
Ivonete Batista de Araújo 34 
Conselho fiscal 35 
 36 
Marcos Valério Santos da Silva 37 
Conselho Fiscal 38 
39 
How to cite this document 
 
Formato ABNT: 
 
Formato NLM (Vancouver): 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 4 de 84 
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja 
para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
 40 
1) Autores 41 
 42 
1.1) Processo de trabalho 43 
Aline de Fátima Bonetti 44 
Desenvolve preceptoria há mais de quatro anos no Ambulatório de Atenção Farmacêutica do Complexo do 45 
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, onde se realiza o serviço de acompanhamento 46 
farmacoterapêutico direcionado a pacientes com comorbidades cardiometabólicas. Possui experiência em 47 
Farmácia Clínica há mais de sete anos. 48 
Universidade Federal do Paraná (professora substituta do curso de graduação em Farmácia). 49 
Conselho Federal de Farmácia (membro do GT de Educação Permanente). 50 
 51 
Ítalo Assis Bezerra da Silva 52 
Experiência de três anos no Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade Federal da Paraíba. 53 
Universidade Federal da Paraíba (mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, atuando na 54 
área de concentração Política, Gestão e Cuidado). 55 
 56 
Marta Maria de França Fonteles 57 
Coordena o Centro de Estudos em Atenção Farmacêutica (CEATENF) e o Grupo de Pesquisa em Atenção 58 
Farmacêutica (GRUPATF, cadastrado do Diretório de Pesquisas do CNPq). Tem a missão de desenvolver 59 
atividades teorico-práticas e práticas relacionadas aos Serviços Farmacêuticos Clínicos, e estruturação de 60 
Unidades de Cuidado Farmacêutico (UCF) em diferentes pontos de atenção à saúde, contemplando aspectos de 61 
implantação e implementação, destacando a realização do serviço de Acompanhamento farmacoterapêutico 62 
para pacientes/usuários- alvo. 63 
Universidade Federal do Ceará (professora titular do curso de graduação em Farmácia; docente permanente dos 64 
Programas de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF, em Desenvolvimento e Inovação 65 
Tecnológica em Medicamentos- PPGDITM, e em Farmacologia - PPGF). 66 
Conselho Federal de Farmácia (membro e consultor ad hoc). 67 
 68 
Natália Fracaro Lombardi Asinelli 69 
Desenvolve atividade de tutoria Farmacêutica tutora no Ambulatório de Atenção Farmacêutica no Complexo do 70 
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC UFPR), onde se realiza o serviço de 71 
acompanhamento farmacoterapêutico direcionado a pacientes com comorbidades cardiometabólicas. Também 72 
desenvolve atividades no Ambulatório de Hepatites Virais e HIV no CHC UFPR, realizando orientações e 73 
participando do acompanhamento de pacientes com hepatite B, C, e pessoas vivendo com HIV. 74 
 75 
Thais Teles de Souza 76 
Desenvolve atividades teorico-práticas relacionadas aos diferentes Serviços Farmacêuticos diretamente 77 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 5 de 84 
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para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
destinados ao paciente, família e comunidade, junto aos alunos da Universidade Federal da Paraíba, incluindo o 78 
serviço de acompanhamento farmacoterapêutico. Coordena a Liga Academia de Farmácia Clínica e Cuidado 79 
Farmacêutico da UFPB. 80 
Universidade Federal da Paraíba (professora adjunta do curso de graduação em Farmácia). 81 
Conselho Federal de Farmácia (membro do GT de Educação Permanente). 82 
 83 
Wallace Entringer Bottacin 84 
Mestre em Ciências Farmacêuticas com ênfase em Farmácia Clínica pela Universidade Federal do Paraná 85 
(UFPR), onde desenvolveu competências como farmacêutico clínico no Ambulatório de Atenção Farmacêutica 86 
no Hospital de Clínicas da mesma universidade. É graduado pela Universidade Federal de Ouro Preto, com 87 
experiência internacional obtida na University of Missouri-Kansas City (UMKC) e University of Minnesota-88 
Minneapolis (U of M), ambas nos Estados Unidos. 89 
Conselho Federal de Farmácia (membro do GT de Educação Permanente). 90 
 91 
Wálleri Christini Torelli Reis 92 
Desenvolve pesquisas na área de Cuidado Farmacêutico aplicado a pacientes com doenças crônicas e 93 
transtornos mentais. É idealizadora do Ambulatório Interprofissional de Cuidado Farmacêutico da UFPB. 94 
Universidade Federal da Paraíba (professora adjunta do curso de graduação em Farmácia). 95 
Líder do núcleo de Cuidado em Saúde – UFPB 96 
Programa de pós-graduação em saúde coletiva – UFPB 97 
Programa de pós-graduação em saúde da família – RENASF 98 
Conselho Federal de Farmácia (membro do GT de Educação Permanente). 99 
 100 
1.2) Busca da evidência científica 101 
Aline Ansbach Garabeli 102 
Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2015) Pesquisa e atua com 103 
serviços clínicos providos por farmacêuticos desde 2009. Participou e coordenou projetos de acompanhamento 104 
farmacoterapêutico e outros serviços enquanto foi docente na Universidade Estadual de Ponta Grossa (2015-105 
2017). Atualmente é doutoranda em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná e pesquisa 106 
serviços farmacêuticos no Brasil, realizando revisões sistemáticas e colaborando com outros projetos da área. 107 
 108 
Beatriz Böger 109 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2020), com experiência 110 
profissional na área de Saúde Baseada em Evidência e Avaliação em Tecnologias em Saúde na Saúde 111 
Suplementar. 112 
 113 
Danielly Chierrito de Oliveira Tolentino 114 
Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE (2016). 115 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 6 de 84 
Todos osdireitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja 
para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Doutoranda em Ciências Farmacêuticas na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Possui experiência na 116 
área de Saúde Baseada em Evidências e Avaliação de Tecnologias em Saúde. 117 
 118 
Fernanda Stumpf Tonin 119 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2019) e em Sócio-Farmácia 120 
pela Universidade de Lisboa - UL, Portugal. Pesquisadora visitante na University Technology Sydney - UTS 121 
(Austrália) e integrante do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS) da UFPR. Vice-presidente do 122 
grupo especial (SIG) de Farmácia Prática da International Pharmaceutical Federation (FIP). Membro do corpo 123 
editorial da revista Pharmacy Practice. Consultora técnica-científica nas áreas de economia da saúde e pesquisa 124 
clínica (HEOR) e acesso ao mercado (market access). 125 
 126 
Helena Hiemisch Lobo Borba 127 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2017). Realizou doutorado 128 
sanduíche pelo período de seis meses na Private Universität für Gesundheitswissenschaften, Medizinische 129 
Informatik und Technik (UMIT) - Áustria, durante o qual desenvolveu análises de custo-efetividade e custo-130 
utilidade. Atualmente é professora adjunta do Departamento de Farmácia da UFPR (disciplina de Atenção 131 
Farmacêutica) e desenvolve projetos de pesquisa na área de Avaliação de Tecnologias em Saúde, trabalhando 132 
com revisões sistemáticas, meta-análises e avaliações econômicas. 133 
 134 
Inajara Rotta 135 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2015), tendo realizado 136 
doutorado sanduíche em Sócio-Farmácia pela Universidade de Lisboa - UL, Portugal. Atua há 6 anos como 137 
preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Hematologia/Oncologia do Complexo Hospital de 138 
Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR). Desenvolve há 10 anos estudos na área de Avaliação 139 
de Tecnologias em Saúde (revisão sistemática, meta-análise e network meta-análise). 140 
Farmacêutica do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. 141 
 142 
Letícia Paula Leonart Garmatter 143 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2019). Possui experiência 144 
em saúde baseada em evidências (revisão sistemática, meta-análise e economia da saúde). 145 
Pesquisadora do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde da Universidade Federal do Paraná (NATS-146 
UFPR). 147 
Pós-doutoranda na UFPR. 148 
 149 
Mariana Millan Fachi 150 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2020) e Especialista em 151 
Farmácia Clínica pela Faculdade Pequeno Príncipe. Possui experiência em Saúde Baseada em Evidências e 152 
Avaliação de Tecnologias em Saúde. 153 
 154 
 
 
 
 
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Suzane Virtuoso 155 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2016). 156 
Professora Adjunta do Curso de Farmácia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste - PR 157 
Assessora da Procuradoria Geral do Estado do Paraná com elaboração de notas técnicas na área de Saúde 158 
Baseada em Evidências. 159 
 160 
Yohanna Ramires 161 
Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2017), na área de Cuidados 162 
em Saúde e Assistência Farmacêutica, com enfoque em Cuidados Farmacêuticos em idosos. Especialista em 163 
Gestão em Saúde pela Faculdade Pequeno Príncipe. Professora das disciplinas de Farmacologia da Infecção e 164 
Metodologia da Pesquisa na Capacitare Pós-Graduação. Possui experiência nas áreas de Avaliação de 165 
Tecnologias em Saúde, Indústria Farmacêutica, Farmácia Clínica e Farmácia Hospitalar. 166 
 167 
2) Organização 168 
 169 
2.1) Geral 170 
Angelita Cristine de Melo 171 
Atua em Farmácia Clínica há mais de 20 anos (pesquisa/docência/cuidado direto a pacientes). Participou da 172 
elaboração das Resoluções 585 e 586/2013 e da Lei 13.021/2014 e outros documentos norteadores nacionais. 173 
Universidade Federal de São João Del-Rei 174 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 175 
Grupo de Pesquisa em Farmácia Clínica, Assistência Farmacêutica e Saúde Coletiva - UFSJ 176 
 177 
2.2) Processo de trabalho 178 
Wálleri Christini Torelli Reis 179 
Atua em Farmácia Clínica há 10 anos. Desenvolve pesquisas na área de Cuidado Farmacêutico aplicado a 180 
pacientes com doenças crônicas e transtornos mentais. É idealizadora do Ambulatório Interprofissional de 181 
Cuidado Farmacêutico da UFPB. 182 
Universidade Federal da Paraíba (professora adjunta do curso de graduação em Farmácia). 183 
Líder do núcleo de Cuidado em Saúde – UFPB 184 
Programa de pós-graduação em saúde coletiva – UFPB 185 
Programa de pós-graduação em saúde da família – RENASF 186 
Conselho Federal de Farmácia (membro do GT de Educação Permanente). 187 
 188 
2.3) Busca da evidência científica 189 
Inajara Rotta 190 
Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (2015), tendo realizado 191 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 8 de 84 
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doutorado sanduíche em Sócio-Farmácia pela Universidade de Lisboa - UL, Portugal. Atua há 6 anos como 192 
preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Hematologia/Oncologia do Complexo Hospital de 193 
Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR). Desenvolve há 10 anos estudos na área de avaliação 194 
de tecnologias em saúde (revisão sistemática, meta-análise e network meta-análise). 195 
Farmacêutica do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. 196 
 197 
3) Equipe de Revisão 198 
 199 
3.1) Revisão de conteúdo 200 
 201 
Incluir nomes de outros revisores e instituições convidadas ao final da revisão dos mesmos. 202 
 203 
Sílvia Storpirtis 204 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 205 
Universidade de São Paulo 206 
 207 
Tarcísio José Palhano 208 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 209 
Conselho Federal de Farmácia 210 
 211 
3.2) Revisão linguística 212 
 213 
Tarcísio José Palhano 214 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 215 
Conselho Federal de Farmácia 216 
 217 
4) Comitê Editorial 218 
Angelita Cristine de Melo 219 
Comitê de Enfrentamento à Covid-19 Divinópolis 220 
Universidade Federal de São João Del-Rei 221 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 222 
Grupo de Pesquisa em Farmácia Clínica, Assistência Farmacêutica e Saúde Coletiva - UFSJ 223 
 224 
Tarcísio José Palhano 225 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 226 
Conselho Federal de Farmácia 227 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 9 de 84 
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 228 
Sílvia Storpirtis 229 
Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 230 
Universidade de São Paulo231 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 10 de 84 
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Lista de Siglas 233 
ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar 234 
APS – Atenção Primária à Saúde 235 
CFF - Conselho Federal de Farmácia 236 
CFF - Conselho Federal de Farmácia 237 
CMTM - Comprehensive Medication Therapy Management 238 
DECS - Descritores em Saúde 239 
DEPICT - Descriptive Elements of Pharmacist Intervention Characterization Tool 240 
ECNR - Ensaio Clínico Não-Randomizado 241 
ECNR - Ensaio Clínico Não Randomizado 242 
ECR - Ensaio Clínico Randomizado 243 
EQUATOR - Enhancing the Quality and Transparency of health Research 244 
EUA - Estados Unidos 245 
HMP - História Médica Pregressa 246 
I2 - Indice de Heterogeneidade 247 
IC - Intervalo de Confiança 248 
MD - Mean Difference 249 
MESH - Medical Subject Headings 250 
MRPA – Monitorização Residencial da Pressão Arterial. 251 
MTM - Medication Therapy Managenement 252 
 
 
 
 
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MTM - Medication Therapy Management 253 
OPM - Orteses, Próteses e Materiais Especiais 254 
OR - Odds Ratio 255 
PACIR - Pharmacist patient care services intervention reporting 256 
PRM - Problemas Relacionados a Medicamentos 257 
PRM - Problemas Relacionados a Medicamentos 258 
PW - Pharmacotherapy Workup 259 
PWDT - Pharmacist Workup of Drug Therapy 260 
RNM - Resultados Negativos Associados a Medicamentos 261 
RR - Risco Relativo 262 
RRR - Redução do Risco Relativo 263 
RS - Revisão Sistemática 264 
RSMA: Revisão Sistemática com Meta-Análise 265 
SAI - Sistema de Informação Ambulatorial 266 
SBFC - Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica 267 
SOAP - Subjective, Objective, Assessment, Plan 268 
SUS - Sistema Único de Saúde 269 
TOM -Therapeutic Outcomes Monitoring270 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 12 de 84 
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 271 
Lista de Tabelas 272 
 273 
Tabela 1. Estratégias de busca utilizadas nas bases de dados Medline (via Pubmed) e 274 
Scopus. 275 
Tabela 2. Graus de recomendação e níveis de evidência (CEBM, 2009). 276 
Tabela 3. Comparação entre os métodos de Acompanhamento Farmacoterapêutico. 277 
Tabela 4. Informações sobre pagamento pelos serviços de revisão da farmacoterapia. 278 
Tabela 5. Similaridades e distinções entre Revisão clínica da farmacoterapia, 279 
acompanhamento farmacoterapêutico e gestão de uma condição de saúde. 280 
Tabela 6. Sistemas de classificação de diagnóstico farmacêutico. 281 
Tabela 7. Classificação das intervenções do farmacêutico destinadas a prevenir ou resolver 282 
resultados negativos associados ao medicamento. 283 
Tabela 8. Sistema de classificação de serviços. 284 
Tabela 9. Sistema de classificação de serviços. 285 
Tabela 10. Classificação de intervenções. 286 
Tabela 11. Síntese da evidência do impacto do serviço de acompanhamento 287 
farmacoterapêutico.288 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 13 de 84 
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 289 
Lista de Figuras 290 
Figura 1. Linha do tempo da evolução do cuidado clínico e sua relação com o 291 
acompanhamento farmacoterapêutico. 292 
Figura 2: Processo geral de trabalho na provisão do acompanhamento farmacoterapêutico. 293 
Figura 3. Modelo de prontuário do Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade 294 
Federal da Paraíba (UFPB) – Parte 1. “Cedido com autorização do autor”. 295 
Figura 4. Modelo de prontuário do Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade 296 
Federal da Paraíba (UFPB) – Parte 2. “Cedido com autorização do autor”. 297 
Figura 5. Modelo de Instrumento Psicométrico para rastreamento e acompanhamento de 298 
pacientes com ansiedade utilizado no Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade 299 
Federal da Paraíba (UFPB). “Cedido com autorização do autor”. 300 
Figura 6. Modelo de Instrumento Psicométrico para rastreamento e acompanhamento de 301 
pacientes com depressão utilizado no Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade 302 
Federal da Paraíba (UFPB). “Cedido com autorização do autor”. 303 
Figura 7. Modelo de Ficha de Acompanhamento Farmacoterapêutico utilizada para pacientes 304 
com artrite reumatoide, da Unidade de Cuidado Farmacêutico, do Hospital Universitário 305 
Walter Cantídio (UCF/HUWC/UFC) – Parte 1. “Cedido com autorização do autor”. 306 
Figura 8. Modelo de Ficha de Acompanhamento Farmacoterapêutico utilizada para pacientes 307 
com artrite reumatoide da Unidade de Cuidado Farmacêutico do Hospital Universitário Walter 308 
Cantídio (UCF/HUWC/UFC) – Parte 2. “Cedido com autorização do autor”. 309 
Figura 9. Modelo de Ficha de Evolução Farmacêutica do Serviço de Cuidado Farmacêutico 310 
do Hospital Universitário Walter Cantídio (UCF/HUWC/UFC). “Cedido com autorização do 311 
autor”. 312 
Figura 10. Modelo de Registro Farmacêutico do Ambulatório de Atenção Farmacêutica do 313 
Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. “Cedido com autorização 314 
do autor”. 315 
Figura 11. Modelo de Encaminhamento Farmacêutico do Ambulatório de Atenção 316 
Farmacêutica do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. 317 
Figura 12. Fluxograma do processo de seleção dos estudos.318 
 
 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 14 de 84 
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 319 
Sumário 320 
1. Apresentação ............................................................................. 16 321 
1.1. Público-alvo ................................................................................ 17 322 
1.2. População ................................................................................... 18 323 
1.3. Objetivos ..................................................................................... 18 324 
1.3.1. Objetivo geral ............................................................................ 18 325 
1.3.2. Objetivos específicos ................................................................. 18 326 
1.4. Escopo e questões norteadoras ............................................... 18 327 
1.4.1. Escopo ......................................................................................... 18 328 
1.4.2. Questões norteadoras ............................................................... 19 329 
1.4.2.1. Pergunta Geral ..................................................................... 19 330 
1.4.2.2. Perguntas Específicas ........................................................... 19 331 
1.5. Análise da evidência: estratégia de busca e critérios de 332 
seleção da evidência ............................................................................ 19 333 
1.6. Consulta pública e revisão por pares ...................................... 22 334 
1.7. Independência editorial ............................................................ 22 335 
2. Introdução .................................................................................. 22 336 
3. Remuneração ............................................................................. 29 337 
4. Recomendações ......................................................................... 30 338 
4.1. Definição do serviço ..................................................................30 339 
4.1.1. Termos relacionados ................................................................. 30 340 
4.1.2. Termos a serem evitados ......................................................... 31 341 
4.2. Processo de trabalho ................................................................. 31 342 
4.2.1. Acolhimento ............................................................................... 34 343 
4.2.2. Identificação das necessidades de saúde ................................. 35 344 
4.2.2.1. Sistemas de classificação de diagnósticos .......................... 35 345 
4.2.2.1.1. Problemas relacionados a medicamentos e resultados 346 
negativos associados a medicamentos .............................................. 35 347 
 
 
 
 
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4.2.3. Definição de Plano de Cuidado e Intervenções ...................... 37 348 
4.2.3.1 Sistemas de classificação de intervenção ........................... 38 349 
4.2.4. Avaliação de resultados ............................................................ 46 350 
4.2.5. Documentação do cuidado prestado ....................................... 48 351 
4.2.5.1. Formulários de atendimento .............................................. 51 352 
4.2.5.2. Exemplos de documentação do processo de cuidado ...... 57 353 
4.2.5.3. Aspectos legais da documentação do cuidado .................. 60 354 
6. Síntese da Evidência .................................................................. 61 355 
7. Previsão de atualização ............................................................. 72 356 
8. Referências ................................................................................. 72 357 
9. Apêndice A. Revisões sistemáticas excluídas com seus 358 
respectivos motivos ............................................................................. 80 359 
 360 
361 
 
 
 
 
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1. Apresentação 362 
 363 
A Farmácia é arte milenar que se originou com o próprio 364 
desenvolvimento da sociedade. No Brasil, os primeiros farmacêuticos 365 
iniciaram suas atividades em 1900 e, a partir de 1960, com a criação 366 
do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e dos Conselhos Regionais 367 
de Farmácia (CRFs), a regulação das atividades e o exercício 368 
profissional começaram a ser desenvolvidos. Assim sendo, o sistema 369 
CFF/CRFs tem como missão a valorização do profissional 370 
farmacêutico, visando à defesa da sociedade. 371 
 372 
Desde a década de 1960 a profissão farmacêutica experimentou imensas transformações 373 
trazidas pela inovação tecnológica, com o objetivo de apoiar as necessidades em saúde da 374 
sociedade, considerando sua missão e campo de atuação. Além disso, o papel significativo 375 
dos farmacêuticos na promoção, manutenção e melhoria da saúde dos pacientes, das 376 
famílias e das comunidades é fundamental para a sustentabilidade do sistema de saúde. 377 
 378 
Nas últimas décadashouve o incremento da complexidade da terapêutica, o que resultou em 379 
uma verdadeira epidemia invisível de problemas associados à farmacoterapia e colaborou 380 
para o surgimento da Farmácia Clínica. Desde então, ocorreram muitas inovações em relação 381 
à provisão de tecnologias leves, na forma de serviços farmacêuticos, avaliados positivamente 382 
em relaçãoa seus impactos em benefício dos pacientes, famílias e comunidades, eao 383 
financiamento dos sistemas de saúde. 384 
 385 
A partir do reconhecimento desses impactos positivos, vários sistemas de saúde introduziram 386 
o financiamento para a provisão de diferentes serviços farmacêuticos e, em 2016, o Conselho 387 
Federal de Farmácia (CFF), publicou o documento “Serviços farmacêuticos diretamente 388 
destinados ao paciente, à família e à comunidade - contextualização e arcabouço conceitual”1 389 
com o intuito de colaborar com a implantação e o financiamento destes serviços no país. 390 
 391 
 
1 Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/Profar_Arcabouco_TELA_FINAL.pdf 
 
 
 
 
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Em 2019, em documento de posição intitulado “Origem da Farmácia Clínica no Brasil, seu 392 
desenvolvimento, conceitos relacionados e perspectivas - Documento de posição da SBFC”2, 393 
a SBFC manifestou-se favorável às iniciativas do CFF em relação aos serviços farmacêuticos. 394 
Entretanto, decorridos mais de quatro anos do lançamento do referido arcabouço conceitual, 395 
o país ainda carece de guias que clarifiquem os processos de trabalho para distintos serviços 396 
farmacêuticos. 397 
 398 
Assim sendo, no ensejo do cumprimento da sua missão, ou seja, 399 
Congregar os farmacêuticos clínicos brasileiros e promover a Farmácia Clínica, como 400 
área científica e especialidade profissional, dentro dos mais elevados níveis de 401 
excelência e qualidade técnico-assistencial, estabelecendo os padrões de formação, de 402 
prática especializada e de desenvolvimento profissional, favorecendo o intercâmbio de 403 
experiências entre os seus associados, o compartilhamento de expertises e o avanço 404 
da área no Brasil, 405 
 406 
a Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica (SBFC) iniciou, em junho de 2020, um programa 407 
de cooperação entre especialistas para a elaboração dos guias de processo de trabalho dos 408 
serviços farmacêuticos. 409 
 410 
O presente guia é um dos produtos dos dez grupos de trabalho que envolveram, diretamente, 411 
XXX especialistas. Este documento traz instruções norteadoras, de caráter geral, elaboradas 412 
considerando evidências científicas, além daquilo que é possível, prático, aceitável e 413 
adaptável às necessidades e ao contexto de cada farmacêutico que atua nos diferentes níveis 414 
de atenção à saúde. A SBFC deseja que este guia contribua, de forma significativa, para 415 
estruturar o papel atual e futuro do farmacêutico na provisão do Acompanhamento 416 
Farmacoterapêutico, colaborando, por conseguinte, com a saúde coletiva brasileira. 417 
 418 
1.1. Público-alvo 419 
 420 
Este guia se destina a farmacêuticos em todos os níveis da atenção à saúde, em equipes 421 
interprofissionais ou em farmácias comunitárias, nos sistemas público e privado. 422 
 423 
 
2 Disponível em: http://www.farmaciaclinica.org.br/wp-content/uploads/2021/01/SBFC_Documento-de-
posi%C3%A7%C3%A3o_Vers%C3%A3o-final_2020_01_17_Revis%C3%A3o-
formata%C3%A7%C3%A3o_S%C3%ADlvia_2020_01_19_v_final.pdf 
 
 
 
 
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1.2. População 424 
 425 
Este Guia se destina a pacientes atendidos por farmacêuticos em todos os níveis da atenção 426 
à saúde, em equipes interprofissionais ou em farmácias comunitárias, no sistema público ou 427 
privado. 428 
 429 
1.3. Objetivos 430 
 431 
1.3.1. Objetivo geral 432 
 433 
Padronizar e sistematizar o processo de trabalho para a provisão do acompanhamento 434farmacoterapêutico nos diferentes pontos de atenção à saúde. 435 
 436 
1.3.2. Objetivos específicos 437 
 Sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre o impacto do acompanhamento 438 
farmacoterapêutico. 439 
 Apresentar a definição, termos relacionados e o processo geral de trabalho para a 440 
provisão do acompanhamento farmacoterapêutico. 441 
 Indicar as informações para a elaboração de formulários de atendimento, sistemas de 442 
classificação de diagnóstico e de intervenções para o acompanhamento 443 
farmacoterapêutico. 444 
 Desenvolver padrões para a documentação e registro do acompanhamento 445 
farmacoterapêutico. 446 
 447 
1.4. Escopo e questões norteadoras 448 
 449 
O escopo e as questões a serem respondidas foram elaboradas em reunião com a equipe de 450 
elaboração do instrumento e norteada pelas dúvidas frequentemente demandadas por 451 
profissionais farmacêuticos ou outros da área da saúde. 452 
 453 
1.4.1. Escopo 454 
 455 
 
 
 
 
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O escopo deste Guia refere-se à descrição do processo de trabalho do farmacêutico, na 456 
provisão do acompanhamento farmacoterapêutico, a pacientes de todos os níveis de atenção 457 
à saúde, em sistema público ou privado. 458 
 459 
1.4.2. Questões norteadoras 460 
 461 
1.4.2.1. Pergunta Geral 462 
 463 
Qual é o processo de trabalho para a provisão do acompanhamento farmacoterapêutico nos 464 
diferentes pontos de atenção à saúde? 465 
 466 
1.4.2.2. Perguntas Específicas 467 
 468 
 Qual é o processo de trabalho para a provisão do acompanhamento farmacoterapêutico 469 
nos diferentes pontos de atenção à saúde? 470 
 Qual é o efeito do acompanhamento farmacoterapêutico, ofertado por farmacêuticos, a 471 
pacientes em todos os níveis de atenção à saúde, sobre indicadores de processo de uso 472 
dos medicamentos, desfechos clínicos, humanísticos ou econômicos? 473 
 474 
1.5. Análise da evidência: estratégia de busca e critérios de seleção da 475 
evidência 476 
 477 
Com o objetivo de avaliar o efeito do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico na 478 
obtenção de desfechos em saúde, foi realizada uma revisão de revisões sistemáticas 479 
(overview), seguindo as recomendações da Colaboração Cochrane (Higgins et al., 2019) e 480 
Checklist PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) 481 
(Moher et al., 2010). 482 
 483 
Para tanto, foram conduzidas buscas sistemáticas nas bases de dados MEDLINE (Pubmed) e 484 
Scopus. Estas, foram complementadas por buscas manuais nas listas de referências dos 485 
estudos incluídos e em motores de busca convencionais da internet (Google, Google 486 
Scholar), sem limitações de datas ou idioma (buscas conduzidas em 17/11/2020). Em 487 
 
 
 
 
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situações nas quais a revisão sistemática recuperada estivesse desatualizada, a sua versão 488 
mais atual foi buscada, manualmente, em motores de busca de internet. 489 
 490 
As estratégias de busca foram elaboradas a partir de uma combinação de descritores 491 
relacionados ao serviço e ao desenho do estudo, Tabela 1. Após as buscas e remoção de 492 
duplicatas, dois revisores independentes conduziram a primeira fase de seleção dos estudos 493 
por meio da leitura dos títulos e resumos (screening - triagem). Os artigos considerados 494 
‘potencialmente relevantes’ foram obtidos e lidos na íntegra pelos mesmos dois revisores 495 
independentes, atentando-se aos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos. Na presença 496 
de desacordos, estes foram resolvidos por um terceiro revisor. 497 
 498 
Tabela 1. Estratégias de busca utilizadas nas bases de dados Medline (via Pubmed) e 499 
Scopus. 500 
Base de 
dados 
Estratégia de busca 
Medline 
(via 
Pubmed) 
#1 “Medication Therapy Management”[MH] OR ((medicines[TIAB] OR “drug therapy”[TIAB] OR 
“medication therapy”[TIAB]) AND (management[TIAB])) OR “pharmacotherapeutic follow-up”[TIAB] 
#2 Pharmacists[MH] OR pharmacist*[TIAB] OR “pharmaceutical services”[TIAB] 
#3 “Systematic review”[PT] OR “Systematic Reviews as Topic”[MH] OR “systematic review”[TIAB] 
OR “systematic literature review”[TIAB] OR “systematic evidence review”[TIAB] OR “systematic 
evidence synthesis”[TIAB] OR “systematic meta-review”[TIAB] OR “overview”[TIAB] OR Meta-
Analysis[PT] OR “Meta-Analysis as Topic”[MH] OR “meta-analysis”[TIAB] OR “metanalysis”[TIAB] 
OR “meta-analyses”[TIAB] OR “meta-analyzes”[TIAB] OR “meta-synthesis”[TIAB] OR “meta-
analytical”[TIAB] 
#1 AND #2 AND #3 
Scopus TITLE-ABS-KEY(“medication therapy management” OR “drug therapy management” OR 
“medicines management” OR “pharmacotherapeutic follow-up”) AND TITLE-ABS-KEY(pharmacist* 
OR “pharmaceutical services”) AND TITLE-ABS-KEY(“systematic review” OR “systematic evidence 
review” OR “systematic evidence synthesis” OR “systematic meta-review” OR “meta-analysis” OR 
“metanalysis” OR “meta-analyses” OR “meta-analyzes” OR “meta-synthesis” OR “meta analytical”) 
Fonte: autoria própria. 501 
liaç 502 
Foram considerados elegíveis os registros referentes a revisões sistemáticas (com ou sem 503 
meta-análises) de estudos intervencionais ou observacionais analíticos, que avaliassem o 504 
impacto da realização do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico comparado a um 505 
grupo controle de cuidado usual, ou ao mesmo serviço realizado por outro profissional de 506 
saúde, ou ainda, sem grupo comparador. Como desfechos foram considerados indicadores 507 
do processo de uso de medicamentos ou resultados clínicos, humanísticos ou econômicos. 508 
Foram consideradas revisões sistemáticas com enfoque em qualquer cenário de prática e não 509 
foram feitas limitações em relação aos beneficiários dos serviços. Estudos que avaliaram 510 
 
 
 
 
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serviços conduzidos por equipe multiprofissional só foram incluídos quando a intervenção 511 
realizada pelo farmacêutico foi objetivamente descrita. 512 
 513 
Os critérios de exclusão estabelecidos foram: 1) revisões sistemáticas que tenham incluído 514 
estudos primários em que o serviço provido não fosse o de interesse; que tenham incluído 515 
estudos nos quais foram ofertados múltiplos serviços; 2) estudos cujos resultados dos efeitos 516 
do serviço não sejam numéricos, não sendo reportada qualquer medida de efeito; 3) revisões 517 
sistemáticas de diretrizes, outras overviews de revisões sistemáticas já publicadas, opiniões 518 
de especialistas e revisões temáticas não sistemáticas; 3) revisões sistemáticas focadas em 519 
recomendações clínicas ou farmacológicas, voltadas ao manejo de uma determinada 520 
condição de saúde ou tratamento; 4) estudos publicados em caracteres não-romanos. 521 
 522 
A fim de analisar as evidências obtidas, os seguintes dados foram extraídos dos estudos 523 
recuperados: autor/ano de publicação, escopo da revisão sistemática, número de estudos 524 
primários incluídos e desenho epidemiológico, descrição do serviço farmacêutico e os 525 
resultados reportados para cada desfecho. A evidência encontrada foi sintetizada, sendo 526 
realizada análise qualitativa dos resultados. Ainda, as evidências foram avaliadas conformeo 527 
grau de recomendação e nível de evidência científica, seguindo o modelo do Centro de 528 
Medicina Baseada em Evidências da Universidade de Oxford, Inglaterra (CEBM, 2009), 529 
Tabela 2. 530 
 531 
Tabela 2: Graus de recomendação e níveis de evidência (CEBM, 2009). 532 
Grau de 
Recomendação 
Nível de 
Evidência 
Características do estudo 
A 1 A Revisão sistemática com meta-análise de estudos clínicos controlados e 
randomizados, com homogeneidade 
1 B Ensaio clínico controlado e randomizado com intervalo de confiança (IC 95%) 
estreito 
1 C Resultados terapêuticos do tipo “tudo ou nada” 
B 2 A Revisão sistemática com meta-análise de estudos de coorte, com 
homogeneidade ou extrapolações de estudos de nível 1 
2 B Estudo de coorte (incluindo estudo clínico randomizado e controlado de baixa 
qualidade) ou extrapolações de estudos de nível 1 
2 C Observação de resultados terapêuticos e estudos ecológicos ou 
extrapolações de estudos de nível 1 
3 A Revisão sistemática com meta-análise de estudos caso-controle, com 
homogeneidade ou extrapolações de estudos de nível 1 
3 B Estudo caso-controle ou extrapolações de estudos de nível 1 
C 4 Relatos de casos ou estudos observacionais analíticos (coorte e caso-
 
 
 
 
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controle) de baixa qualidade, ou extrapolações de estudos de níveis 2 ou 3 
D 5 Opinião de especialistas sem avaliação crítica explícita, com base em 
consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais, ou estudos 
inconsistentes/inconclusivos de qualquer nível 
Fonte: Adaptado de Centre for Evidence-Based Medicine (2009). 533 
 534 
Nos casos em que os resultados apresentados foram inconclusivos (ensaios clínicos 535 
randomizados com intervalo de confiança largo, metanálises heterogêneas (I2 > 75%), 536 
ausência de análises estatísticas que permitissem avaliar a diferença entre os grupos 537 
comparativos) foi adicionado um sinal de “-” após o nível de evidência e o grau de 538 
recomendação considerado foi D. 539 
 540 
1.6. Consulta pública e revisão por pares 541 
 542 
Detalhamento descrito após a consulta. 543 
 544 
1.7. Independência editorial 545 
 546 
A Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica selecionou os autores baseando-se no conjunto 547 
de expertises individuais que poderia melhor contribuir para a elaboração do guia. Os autores 548 
tiveram independência para a condução dos trabalhos. 549 
 550 
Todos os autores não foram remunerados financeiramente para a sua execução e 551 
preencheram declarações informando se havia conflitos de interesse. 552 
 553 
2. Introdução 554 
 555 
Ao mesmo tempo que os medicamentos trazem benefícios para os indivíduos e a sociedade, 556 
também podem causam problemas de saúde com seus efeitos adversos. O entendimento 557 
dessa característica dicotômica dos impulsionou transformações que focaram na provisão 558 
responsável da farmacoterapia e em resultados definidos que melhoram os desfechos do 559 
paciente (ALDRIDGE et al., 2018; BENEY; BERO; BOND, 2000; HOWARD et al., 2007; 560 
HOWARD; AVERY, 2006). 561 
 562 
 
 
 
 
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Em 1960, começou o movimento da Farmácia clínica, na Universidade de Michigan, mas 563 
muito do trabalho pioneiro foi feito por David Burkholder, Paul Parker e Charles Walton na 564 
Universidade de Kentucky no final dos anos 1960 (MILLER, 1981). 565 
 566 
Os educadores norteamericanos, mais especialmente do grupo da Faculdade de Farmácia da 567 
Universidade da Califórnia, em São Francisco, incentivaram o desenvolvimento de novas 568 
disciplinas das ciências farmacêuticas, como a biofarmácia e a farmacocinética, cuja inclusão 569 
no currículo e nas atividades de investigação influenciaram o posterior desenvolvimento da 570 
farmácia clínica. O movimento da farmácia clínica nos Estados Unidos tentou desenvolver o 571 
conceito de farmacêutico consultor terapêutico e produziu uma profunda transformação na 572 
prática e no exercício da Farmácia, além do respeito e grau de confiança que passou a 573 
desempenhar o profissional farmacêutico para a sociedade (SBFC, 2021; HEPLER, 1987; 574 
LEVY, 1983). 575 
 576 
Em 1972, o Professor Aquiles Arancibia Orrego, juntamente com a Dra. Raquel González, 577 
então diretora da Faculdade de Ciências Químicas e Farmacêuticas da Universidade do 578 
Chile, trouxe a Farmácia Clínica de San Francisco, Califórnia, Estados Unidos (EUA), para o 579 
Chile (SBFC, 2021). 580 
 581 
Ao longo dos anos, alguns métodos de acompanhamento farmacoterapêutico foram criados e, 582 
posteriormente, adaptados. Todos esses visam fornecer suporte ao farmacêutico para 583 
realização do atendimento clínico. Entre os mais utilizados e com maior número de 584 
publicações envolvendo suas aplicações, destacam-se o Pharmacotherapy Workup (PW), 585 
Therapeutic Outcomes Monitoring (TOM), Método Dáder e Medication Therapy 586 
Managenement (MTM) (ARMANDO et al., 2005). Os métodos PW e Dáder visam facilitar a 587 
aprendizagem para realização do acompanhamento farmacoterapêutico de usuários, por meio 588 
de uma documentação mais estruturada para o atendimento clínico. O Dáder tem como ponto 589 
positivo a oportunização de tempo para avaliação das informações em conjunto com a fase 590 
de estudo, porém a abordagem para obtenção das respostas é extensa, mas bastante 591 
completa (CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 1998; HERNÁNDEZ, D. S. CASTRO; DÁDER, 592 
2007). 593 
 594 
 
 
 
 
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O TOM é voltado para enfermidades específicas, necessitando da elaboração de formulários 595 
específicos para o tipo de atendimento que será realizado. Sendo assim, apesar de facilitar a 596 
avaliação de uma doença específica e conseguir analisar os resultados terapêuticos e a 597 
qualidade de vida do usuário de forma mais robusta, há o risco de não considerar o usuário 598 
de forma integral (HURLEY, 1998; WHO, 1998). 599 
 600 
O CMTM (Comprehensive Medication Therapy Management) é um serviço clínico interativo 601 
guiado por uma tecnologia de informação de saúde própria, sendo um processo terapêutico 602 
baseado em evidências, realizado por farmacêuticos treinados, para o tratamento de 603 
pacientes com doenças crônicas. O CMTM foi estudado e comprovado para melhorar o 604 
estado de saúde dos pacientes, ao mesmo tempo que reduz custos desnecessários de 605 
cuidados. É uma abordagem centrada no paciente para otimizar o uso de medicamentos e 606 
melhorar os resultados de saúde do paciente, fornecida por um farmacêutico clínico que 607 
trabalha em colaboração com o paciente e outros profissionais de saúde. Este processo de 608 
cuidado garante que os medicamentos de cada paciente (sejam prescritos, não prescritos, 609 
alternativos, tradicionais, vitaminas ou suplementos nutricionais) sejam avaliados 610 
individualmente para determinar se cada medicamento tem uma indicação adequada, é eficaz 611 
para a condição médica e atinge o objetivo clínico definido para o paciente, é seguro, diante 612 
das comorbidades e outros medicamentos que estão sendo tomados, e que o paciente é 613 
capaz de tomar o medicamento conforme pretendido e aderir ao regime prescrito. Talserviço 614 
abrange a condição do paciente, histórico clínico, intervenções testadas e reprovadas, 615 
resultados de exames e laboratórios anteriores e atuais, lista de problemas e notas clínicas do 616 
prontuário eletrônico. Frequentemente, o programa é estabelecido na atenção primária ou 617 
locais de prática de grupo designados exclusivamente para farmacêuticos avaliarem 618 
pacientes e fornecerem serviços de gerenciamento de medicamentos. Para permitir esse 619 
nível de atendimento ao paciente, programas de CMTM bem-sucedidos estabelecem acordos 620 
de prática ampla e colaborativa entre farmacêuticos e organizações médicas. Esses acordos 621 
escritos permitem que os farmacêuticos tratem de todos os problemas de terapia 622 
medicamentosa de um paciente de forma rápida e eficiente, o que inclui adicionar, remover ou 623 
trocar medicamentos sem a aprovação do médico, mas em alinhamento com os protocolos 624 
clínicos. O farmacêutico atua como parte da equipe de atendimento e interage regularmente 625 
com o médico da atenção primária, especialistas, enfermeiras e outros médicos. Tal serviço 626 
 
 
 
 
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gera um retorno financeiro considerável (MCINNIS, WEBB, & STRAND, 2012; MCINNIS, 627 
CAPPS, 2016). 628 
 629 
 630 
 631 
No Brasil, o movimento clínico cresceu nas últimas décadas, após a publicação das 632 
resoluções do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que regulamentam a prescrição 633 
farmacêutica e as atribuições clínicas do farmacêutico (Resoluções CFF nº 585/13 e 586/13) 634 
e na Lei Federal nº 13.021/14, que definiu então as farmácias e drogarias como unidades de 635 
prestação de serviços de saúde, estabelecendo a obrigatoriedade da presença do profissional 636 
farmacêutico (CFF, 2013a, 2013b; CN, 2014). 637 
 638 
Em 2016, o Conselho Federal de Farmácia publicou o Arcabouço conceitual dos Serviços 639 
Farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade, no qual é 640 
apresentada a definição de acompanhamento farmacoterapêutico como “serviço pelo qual o 641 
farmacêutico realiza o gerenciamento da farmacoterapia, por meio da análise das condições 642 
de saúde, dos fatores de risco e do tratamento do paciente, da implantação de um conjunto 643 
de intervenções gerenciais, educacionais e do acompanhamento do paciente, com o objetivo 644 
principal de prevenir e resolver problemas da farmacoterapia, a fim de alcançar bons 645 
resultados clínicos, reduzir os riscos, e contribuir para a melhoria da eficiência e da qualidade 646 
da atenção à saúde. Inclui, ainda, atividades de prevenção e proteção da saúde”, tendo como 647 
termos relacionados: seguimento farmacoterapêutico, gestão da terapêutica, gestão da 648 
terapia medicamentosa, gerenciamento da terapia medicamentosa, gestão da farmacoterapia, 649 
serviço de gerenciamento integral da farmacoterapia, manejo da farmacoterapia, medicines 650 
management, pharmacotherapeutic follow up, medication management, drug therapy 651 
management e seguimiento farmacoterapêutico (CFF, 2016). Na Figura 1 é apresentada a 652 
linha do tempo da evolução do cuidado clínico e sua relação com o acompanhamento 653 
farmacoterapêutico. 654 
É importante ressaltar que a remuneração pelos serviços foi o fator preponderante para a 
mudança do MTM para CMTM (MCINNIS, CAPPS, 2016). 
 
 
 
 
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 655 
1MELO; RIBEIRO; STORPIRTIS, 2006; 2 CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 1998, 2004; STRAND; MORLEY; CIPOLLE, 1988; 3 656 
STRAND et al., 1990; 4 OPAS, 2004; 5 HURLEY, 1998; GRAINGER-ROUSSEAU et al., 1997; WHO, 1998; 6 MACHUCA; 657 
FERNÁNDEZ-LLIMÓS; FAUS, 2003; 7 CDC, 2020; 8 CONSENSUS COMITEE, 2007; 9 MCINNIS, CAPPS, 2016; 10 CFF, 658 
2016. 659 
 660 
Figura 1. Linha do tempo da evolução do cuidado clínico e sua relação com o acompanhamento 661 
farmacoterapêutico. 662 
Fonte: autoria própria. 663 
 664 
Uma descrição mais detalhada sobre os principais métodos de acompanhamento 665 
farmacoterapêutico e alguns termos que caracterizam o desenvolvimento do 666 
acompanhamento farmacoterapêutico são apresentados no Tabela 3.667 
 
 
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Tabela 3. Comparação entre os métodos de Acompanhamento Farmacoterapêutico. 668 
Informação 
Pharmacotherapy 
Workup (PW)1 
Therapeutic Outcomes Monitoring (TOM)2 Método Dáder3 
Medication-Therapy 
Managenement 
(MTM)4 
E
s
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c
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 Em 1988, o método 
denominado 
Pharmacist Workup of 
Drug Therapy (PWDT), 
com o objetivo de 
identificar e resolver 
PRM específicos dos 
pacientes. 3 etapas. 
Desenvolvido em 1997 por Charles Hepler 
na Universidade da Flórida (EUA) e derivado 
do PWDT, este método tem por objetivo 
servir de suporte para as atividades do 
farmacêutico desenvolvidas em farmácias 
comunitárias 
O Método Dáder foi desenvolvido em 1999 pelo Grupo de 
Investigación em Atención Farmacéutica da Universidad de 
Granada (Espanha), para ser aplicado a nível comunitário, a 
qualquer usuário. Também é derivado do PWDT, e procura tornar 
mais executável a coleta de dados do usuário, bem como 
oferecer um espaço de tempo para análise dos dados coletados. 
Serviço provido por 
um grupo de 
profissionais da 
saúde, incluindo 
farmacêuticos, 
voltado a pacientes 
polimedicados do 
Medcare para 
otimização da 
terapia. 
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1. Agendamento de um encontro, com esclarecimentos sobre as 
atividades que o profissional farmacêutico realiza. Caso o usuário 
demonstre interesse, solicita-se que o mesmo, no dia aprazado, 
traga todos os medicamentos que possui em casa, bem como 
todos os documentos referente à sua saúde, sejam esses 
exames laboratoriais, diagnósticos e outras informações. 
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A
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1. Entrevista, com a 
finalidade de coletar 
informações gerais 
sobre o paciente, da 
adequação, segurança 
e efetividade da 
farmacoterapia para 
identificar PRMs. 
1. Coleta, interpretação e registro de 
informações relevantes dos pacientes: 
expectativas e conhecimentos do paciente 
sobre a enfermidade e sua farmacoterapia, 
identificação de PRM e estimativa da adesão 
à farmacoterapia 
2. Primeira entrevista: informações da história farmacoterapêutica 
(perguntas específicas sobre a utilização), de dados sobre 
problemas de saúde e preocupações do paciente e revisão de 
sistemas. O encontro é finalizado com a orientação sobre o uso 
correto dos medicamentos. 
3. Análise situacional: busca da relação entre os problemas de 
saúde e o uso dos medicamentos, é dividida em: fase de estudo 
(o profissional deve obter todas as informações necessárias) e 
fase de avaliação (identificação das suspeitas de PRM 
fundamentada nos achados da fase de estudo). 
1. Revisão da 
farmacoterapia 
2. Registro pessoal 
de medicamentos 
 
 
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Informação 
Pharmacotherapy 
Workup (PW)1 
Therapeutic OutcomesMonitoring (TOM)2 Método Dáder3 
Medication-Therapy 
Managenement 
(MTM)4 
P
la
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 d
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2. Analisadas as 
informações sobre o 
histórico de doença 
atual, os PRM 
identificados na etapa 
anterior a serem 
solucionados e 
possíveis alterações da 
farmacoterapia em 
detrimento da melhora 
no desfecho clínico do 
paciente 
2. Identificação dos objetivos terapêuticos: 
para avaliar a evolução dos resultados 
terapêuticos. 
3. Avaliação da adequabilidade do plano 
terapêutico: revisão da farmacoterapia, 
levando em consideração os objetivos 
terapêuticos, PRM, expectativas e poder 
aquisitivo dos usuários. 
4. Desenvolvimento de um plano de 
monitorização: adaptado a protocolos 
padrões de tratamento, por meio da 
organização dos dados necessários para 
monitorar a evolução do paciente, visando 
atingir as metas terapêuticas 
5. Dispensação do medicamento: verificar o 
entendimento do paciente sobre a forma 
correta de utilização do medicamento, bem 
como instruí-lo para seu uso racional. 
6. Implementação do plano de 
monitorização: com agendamento de novo 
encontro, colocar em prática o plano como 
fora definido. 
4. Fase de intervenção: elaboração de plano de atuação em 
acordo com o paciente, com implantação de intervenções 
necessárias para resolver ou prevenir os PRM. Este plano é 
apresentado ao usuário em um segundo encontro. 
3. Plano de ação 
relacionado a 
medicamentos 
4. Intervenção ou 
encaminhamento 
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3. Acompanhamento 
da evolução do 
paciente a partir da das 
metas e ajustar terapia 
a fim da obtenção de 
melhores resultados 
7. Avaliação da evolução do paciente frente 
aos objetivos terapêuticos. 
8. Resolução dos problemas identificados: 
encaminhamento ou notificação ao prescritor 
9. Revisão ou atualização do plano de 
monitorização, se necessário 
5. Resultado da intervenção: visa determinar se o resultado 
desejado foi alcançado. Funciona como a monitorização da 
intervenção proposta. 
6. Nova análise situacional: realizada quando se verificam 
mudanças no estado de saúde do paciente, e na utilização de 
medicamentos, após a intervenção. 
5. Documentação e 
acompanhamento 
D
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 Recomenda 
documentação 
estruturada, que 
permita a avaliação do 
quadro completo do 
paciente. 
Como o TOM é voltado para enfermidades 
específicas, necessita da elaboração de 
formulários específicos para o tipo de 
atendimento que será realizado. 
Todas as etapas são detalhadamente documentadas. 
Todas as etapas 
são documentadas. 
1 CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 1998, 2004; STRAND; MORLEY; CIPOLLE, 1988; 2 HURLEY, 1998; GRAINGER-ROUSSEAU et al., 1997; WHO, 1998; 3 MACHUCA; FERNÁNDEZ-LLIMÓS; 669 
FAUS, 2003; 4 CDC, 2020. 670 
Fonte: autoria própria. 671 
 
 
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3. Remuneração 
 
Em muitos países, o serviço de acompanhamento farmacoterapêutico é remunerado, 
principalmente pelos programas governamentais de saúde. A Tabela 4 mostra informações 
sobre o pagamento deste serviço em diferentes programas e países. Realizou-se a 
padronização dos valores de remuneração, por meio da conversão em dólares americanos, 
utilizando a paridade de poder de compra (OECD, 2020), os valores ajustados para dezembro 
de 2020 conforme o Índice de Preços ao Consumidor americano (U.S. BUREAU OF LABOR 
STATISTICS, 2020). Caso não fosse especificado o ano do valor da remuneração, os valores 
foram definidos para um ano antes da data da publicação. Os valores em reais foram 
convertidos utilizando o conversor de moedas do Banco Central do Brasil (2020). 
 
Tabela 4. Informações sobre pagamento pelos serviços de revisão da farmacoterapia. 
Local Serviço 
Fonte 
pagadora 
Pacientes elegíveis 
Valor 
(US$1 R$2) 
Citação 
A
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 Residential 
Medication 
Management 
Review 
Medicar 
Paciente com risco ou experiência de 
uso acidental de medicamentos 
1º encontro: 
US$: 112,651 
R$: 610,332 
 
2º encontro: 
US$: 56,331 
R$: 305,192 
(PPA, 
2020) 
C
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a
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MedsCheck 
Ontario Drug 
Benefit 
Pacientes que utilizam no mínimo 3 
medicamentos para alguma condição 
crônica e que não consegue 
comparecer à farmácia comunitária 
1º encontro: 
US$: 150,001 
R$: 812,582 
 
2º encontro: 
US$: 25,001 
R$: 135,492 
(ONTARI
O, 2016) 
C
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Medication 
Review 
Follow Up 
Pharmcare 
Pacientes com atendimento prévio de 
revisão da medicação básica ou 
avançada, cumprindo pelo menos um 
dos critérios: não adesão; PRM 
identificado durante revisão da 
medicação; alta hospitalar com 
alteração de medicamentos prévios; 
admissão hospitalar planejada; ou 
solicitação médica ou de enfermagem. 
US$ 15,80 
CAD$ 20,00 
R$ 85,40 
(New 
Scotia 
Pharmacy 
Guide, 
2020) 
C
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Medication 
Review 
Pharmacare 
Pacientes em uso de, pelo menos, 5 
medicamentos nos últimos 6 meses 
(uma vez a cada 6 meses) 
1º encontro: 
US$: 70,001 
R$: 379,652 
 
2º encontro: 
US$: 15,001 
R$: 81,352 
(COLUMB
IA, 2020) 
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Medicines 
Use Review 
National 
Health 
System 
Pacientes que utilizam medicamentos 
de alto risco ou que receberam alta 
recente do hospital. 
£: 28,00 
US$: 37,991 
R$: 205,582 
(COMMIT
TEE, 
2020) 
1Ajustado pelo Índice de Preços ao Consumidor americano. 2Conversor de moedas do Banco Central do Brasil do dia 08 de 
janeiro de 2021. 
Fonte: autoria própria. 
 
 
 
 
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4. Recomendações 
 
São inúmeros os desafios para ampliar a participação do farmacêutico no sistema de saúde, 
harmonizar conceitos e termos, além de processos de trabalho, no que confere à atuação 
clínica do mesmo (OPAS, 2002). Porém, atualmente, o profissional farmacêutico dispõe de 
ferramentas capazes de prover sua atuação no cuidado direto ao paciente, à família e à 
comunidade, com o objetivo de reduzir a morbimortalidade relacionada ao uso de 
medicamentos, promover saúde e prevenir doenças e outras condições (CFF, 2015). 
 
A seguir a SBFC apresenta recomendações com o objetivo de padronizar os processos de 
trabalho, pesquisas na área e a formação como forma de contribuir para o desenvolvimento 
da prática no pais. 
 
4.1. Definição do serviço 
 
O Acompanhamento Farmacoterapêutico é um serviço clínico provido pelo farmacêutico e 
objetiva, por meio de uma série de atendimentos, otimizar a farmacoterapia bem como 
melhorar desfechos clínicos, humanísticos e econômicos do paciente. O Conselho Federal de 
Farmácia (CFF, 2016) definiu, em sua publicação “Serviços farmacêuticos diretamente 
destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual” 
acompanhamento farmacoterapêutico como: 
Serviço pelo qual o farmacêutico realiza o gerenciamento da farmacoterapia, por meio 
da análise das condições de saúde, dos fatores de risco e do tratamento do paciente, 
da implantação de um conjunto de intervenções gerenciais, educacionais e do 
acompanhamento do paciente, com o objetivo principal de prevenir e resolver 
problemas da farmacoterapia, a fim de alcançar bons resultados clínicos, reduzir os 
riscos, e contribuir para a melhoria da eficiência e da qualidade da atenção à saúde. 
Inclui, ainda, atividades de prevenção e proteção da saúde. (CFF, 2013a; CFF, 2016). 
 
4.1.1. Termos relacionados 
 
Analisando-se o “Descritores em saúde” (Decs) (BVS. Biblioteca Virtual em Saúde. DeCS 
(Descritores em Ciências da Saúde), 2021) e o “Medical Subject Headings” (Mesh)(NCBI. 
National Center for Biotechnology Information. MeSH (Medical Subject Headings) is the NLM 
controlled vocabular thesaurus used for indexing articles for PubMed, 2021) e em outros 
documentos da área (CFF, 2016) encontramos os seguintes descritores associados a 
acompanhamento farmacoterapêutico: 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
 Descritor em português: acompanhamento farmacoterapêutico, seguimento 
farmacoterapêutico. 
 Descritor em inglês: medication therapy management, pharmacotherapeutic follow-up, 
pharmaceutical care, Therapeutic Outcomes Monitoring, Comprehensive Medication 
Therapy Managenement, Pharmacotherapy Workup. 
 Descritor em espanhol: seguimento farmacoterapêutico. 
 
4.1.2. Termos a serem evitados 
 
Alguns termos devem ser evitados por não corresponderem ao serviço de acompanhamento 
farmacoterapêutico ou por serem vagos e, por conseguinte, poderem ser utilizados em outros 
serviços: 
 Acompanhamento farmacêutico, revisão da farmacoterapia, medication review, medication 
reconciliation e todas as outras denominações relacionadas a outros serviços descritas 
nos guias de prática clínica publicadas pela SBFC. 
 
4.2. Processo de trabalho 
 
O processo de trabalho do acompanhamento pode ser organizado em etapas que incluem: 
Acolhimento, Identificação da(s) necessidade(s) de saúde, Planejamento e implantação de 
intervenções, Avaliação dos resultados e Retornos agendados para realizar nova(s) 
intervenção(ões) ou Alta, como apresentado na Figura 1. 
 
 
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Figura 2: Processo geral de trabalho na provisão do acompanhamento farmacoterapêutico. 
Fonte: Adaptado do Conselho Federal de Farmácia (2020). 
 
 
 
A alta do serviço pode ocorrer quando: 
1. todos os problemas de saúde relacionados a medicamento tiverem sido resolvidos; 
2. a possibilidade de resolução dos problemas de saúde relacionados a medicamento 
tiver sido esgotada por diferentes motivos; 
3. por solicitação do paciente, mudança de endereço ou de lugar de 
acompanhamento ou mesmo óbito. 
 
 
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O processo de trabalho do acompanhamento farmacoterapêutico apresenta grande 
similaridade com outros dois serviços: revisão clínica da farmacoterapia e gestão de uma 
condição de saúde. O farmacêutico deve compreender a distinção entre estes três serviços 
para escolher aquele de melhor custo-efetividade ao seu paciente a fim de otimizar os 
recursos do sistema de saúde, Tabela 5. 
 
Tabela 5. Similaridades e distinções entre revisão clínica da farmacoterapia, 
acompanhamento farmacoterapêutico e gestão de uma condição de saúde. 
Característica 
Revisão clínica da 
farmacoterapia 
Acompanhamento 
farmacoterapêutico 
Gestão de uma condição de saúde 
Processo geral 
considera 
Necessidade, efetividade, 
segurança e comodidade da 
farmacoterapia 
Necessidade, efetividade, 
segurança e comodidade 
da farmacoterapia 
Necessidade, efetividade, segurança 
e comodidade da farmacoterapia 
Prescrições do paciente Prescrições do paciente Prescrições do paciente 
Anotações do prontuário Anotações do prontuário Anotações do prontuário 
Resultados de exames Resultados de exames Resultados de exames 
Entrevista com o paciente, 
família ou cuidador 
Entrevista com o 
paciente, família ou 
cuidador 
Entrevista com o paciente, família ou 
cuidador 
Sacola de medicamentos Sacola de medicamentos Sacola de medicamentos 
Classificação de 
diagnósticos e 
de intervenção 
Distintos, mas similares em conteúdo. 
Continuidade 
do cuidado 
Não. O farmacêutico analisa a 
situação e emite parecer à 
equipe interprofissional. Pode 
implantar algumas 
intervenções, mas o número 
de consultas geralmente não 
ultrapassa 3 (três). Por isto, é 
muito comum em hospitais 
com alta rotatividade de leitos. 
Sim, até a resolução de 
todos os problemas ou 
esgotamento das 
possibilidades de sua 
solução. Serviço comum 
na Atenção primária à 
saúde. 
Sim, até a resolução de todos os 
problemas ou esgotamento das 
possibilidades de sua solução. 
Serviço comum na em clínicas 
especializadas da APS ou Atenção 
secundária como anticoagulação ou 
oncologia. 
Abrangência 
Todas as condições de saúde 
do paciente 
Todas as condições de 
saúde do paciente 
Condição de saúde na qual o 
farmacêutico é especializado 
 
Todos os medicamentos em 
uso 
Todos os medicamentos 
em uso 
Somente os medicamentos usados 
para a condição de saúde em gestão 
(exemplo: anticoagulantes). 
Fonte: autoria própria. 
Todo o processo de cuidado deve ser documentado. Há diferentes documentos que 
podem ser gerados a partir deste, cada um com um objetivo distinto. Veja o item relativo 
à documentação do cuidado. 
A qualquer momento do processo de cuidado o farmacêutico pode identificar um alerta de 
encaminhamento e proceder à referência do paciente a outro profissional ou serviço de 
saúde. 
 
 
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A principal diferença deste serviço em relação à revisão clínica da farmacoterapia consiste na 
perspectiva de continuidade do cuidado provido pelo farmacêutico em múltiplas consultas 
para avaliação e gerenciamento de toda a farmacoterapia do paciente (CFF, 2016; Correr, 
Otuki, 2013; Reis et al., 2018). Dessa forma, a periodicidade, sistematização e regularidade, 
em um contexto contínuo de identificar, intervir e avaliar a intervenção feita, com base em 
metas delineadas no plano de cuidado para o paciente, denotam o processo de cuidado e 
monitorização nesse serviço clínico. Uma vez alcançada a(s) meta(s) terapêutica(s) num 
tempo determinado, o paciente pode ‘ter alta’ daquela (s) meta (s), finalizando um plano de 
cuidado, que poderá ser reiniciado a qualquer momento, conforme a necessidade de saúde 
do paciente, no mesmo contexto inicial, ou em outro foco, incluindo-se um novo processo e 
planejamento de cuidado para aquele paciente. Ressalta-se que intercorrências no processo 
de cuidado ao paciente poderão acontecer e devem ser relatadas, de modo a se refazer 
metas e alterar o plano de cuidado específico. Existe a obrigatoriedade para a prestação 
desse serviço em lei sendo, portanto, o seu acesso um direito dos pacientes (Brasil, 2014; 
CFF, 2016). 
 
Durante o acompanhamento farmacoterapêutico, podem ser prestados outros serviços 
clínicos providos por farmacêuticos a fim de garantir sua efetividade por meio da implantação 
de intervenções. 
 
4.2.1. Acolhimento 
 
Durante o acolhimento, o farmacêutico deve receber o paciente, se apresentar, explicar o 
serviço e seus objetivos de forma sucinta, levantar as expectativas do mesmo e planejar o 
andamento da consulta, indicando seu tempo previsto e etapas. Considerando os requisitos 
da boa comunicação em saúde, essa etapa deve ser iniciada sempre com uma pergunta 
aberta, a fim de garantir a aproximação entre farmacêutico e paciente. É fundamental que o 
farmacêutico demonstre aspectos relacionados a empatia, cordialidadee atente para a ‘fala’ e 
‘expressão’ do paciente (comunicação verbal e não verbal), de modo a perceber as 
experiências positivas ou negativas do paciente em relação a sua condição de saúde e 
tratamento, além das suas expectativas e preocupações. A ideia é ser iniciada uma possível 
relação terapêutica entre o farmacêutico e o paciente. Ressalta-se que, um bom acolhimento 
pode favorecer o desenvolvimento das outras etapas, viabilizando, dentre outros aspectos, o 
 
 
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sentimento de atenção e segurança ao paciente. Anotações iniciais, de modo sutil, podem ser 
feitas; porém, relacionados aos dados do paciente, como por exemplo, como quer ser 
chamado, de onde vem, qual sua queixa e como está se sentido, até como estratégia para 
iniciar uma entrevista/conversa, e identificar de maneira preliminar os ‘sentimentos’ do 
paciente. Depois desse momento inicial da entrevista, prossegue-se com os registros para a 
identificação das necessidades de saúde. 
 
4.2.2. Identificação das necessidades de saúde 
 
Essa etapa compreende a coleta de dados e avaliação de possíveis problemas do paciente. 
Para tal deve incluir o levantamento do perfil do paciente (nome, idade, peso, altura, 
endereço, contato, cuidador, acesso a medicamentos e serviços de saúde), da história clínica 
(queixa principal, história da doença atual, história médica pregressa, história familiar, história 
social e revisão por sistemas) e da história farmacoterapêutica (medicamentos prescritos e 
não prescritos, terapias complementares, vacinas, experiência de medicação e reações 
adversas a medicamentos). A depender do perfil do paciente atendido, ele pode ser acrescido 
da aferição de parâmetros fisiológicos, exames laboratoriais e/ou instrumentos e protocolos 
de atendimentos específicos, como exemplo: instrumentos psicométricos para avaliação da 
adesão, qualidade de vida, rastreamento de depressão, ansiedade, protocolos de anamnese 
específicos (avaliação do risco de suicídio, avaliação de complicações relacionadas ao 
diabetes, dentre outros). Ao registrar as informações, o farmacêutico deve atentar para 
continuar com ‘foco’ no paciente; nesse sentido, os registros devem ser rápidos, sucintos e 
poderão ser reforçados e complementados após a consulta e no decorrer dos retornos. 
 
4.2.2.1. Sistemas de classificação de diagnósticos 
 
O acompanhamento farmacoterapêutico permite ao farmacêutico aplicar seus conhecimentos 
sobre medicamentos, com a intenção de buscar e solucionar problemas relacionados a 
medicamentos (PRM), e possibilita maior interação com o usuário e a equipe de saúde 
(SANTOS et al., 2007). 
 
4.2.2.1.1. Problemas relacionados a medicamentos e resultados negativos 
associados a medicamentos 
 
Os problemas relacionados a medicamentos (PRM) são definidos como todos os problemas 
 
 
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decorrentes do uso, ou não uso de medicamentos clinicamente necessários para um 
paciente. Tais problemas influenciam diretamente na morbidade, mortalidade e na qualidade 
de vida para o paciente. Dessa forma, muitos autores estudaram estratégias de detecção e 
classificação de PRM com a finalidade de prevenir e resolvê-los (CIPOLLE; STRAND; 
MORLEY, 2004; CONSENSUS COMITEE, 2002, 2007; FERNANDEZ-LLIMOS et al., 2004). 
 
Strand e colaboradores (1990) definiram PRM como sendo “uma experiência indesejada 
vivida pelo paciente e que envolve a farmacoterapia, interferindo real ou potencialmente com 
os resultados desejados do paciente”. Inicialmente, os autores propuseram uma classificação 
de PRM em oito categorias, porém mais tarde (1998) foi alterada e atualizada para 6 
categorias (Tabela 6) (STRAND et al., 1990). 
 
Ainda em 1998, durante o Primeiro Consenso de Granada, Espanha, farmacêuticos 
concluíram que a farmacoterapia deve atender três quesitos: necessidade, efetividade e 
segurança (FAUS; ROMERO, 1999). Excluindo, assim, a adesão (PRM 7 proposto pelo grupo 
Minnesota), que foi considerada causa e não PRM em si. Dessa forma, propuseram uma 
classificação de PRM em 6 categorias, que mais tarde (2002), durante o Segundo Consenso 
de Granada, foi revisada e melhorada, objetivando ampliar a visão sobre a magnitude real do 
problema de saúde (CONSENSUS COMITEE, 2002; DADER; MUÑOZ; MARTÍNEZ-
MARTÍNEZ, 2008). 
 
No entanto, apesar das alterações realizadas no Segundo Consenso de Granada, os 
conceitos referentes às causas e resultados permaneceram confusos. E, apesar de até então 
o termo PRM ter sido bastante utilizado na literatura, existia uma mescla envolvendo os 
conceitos de processo e resultados (DADER; MUÑOZ; MARTÍNEZ-MARTÍNEZ, 2008; 
FERNANDEZ-LLIMOS et al., 2004). Sendo assim, o Fórum de Atenção Farmacêutica definiu 
(2006) os conceitos de PRM e de Resultados Negativos Associados a Medicamentos (RNM), 
servindo de base para que o comitê do Terceiro Consenso de Granada, realizado em 2007, 
definisse a diferença entre PRM e RNM e a classificação de RNM (Tabela 6). 
 
Haja vistas as especificidades de terminologias e os sistemas de classificação de problemas 
da farmacoterapia, o uso de diferentes sistemas gerou um problema na comparação de 
resultados dentre as diferentes publicações e consequentemente na comprovação de 
benefícios do mesmo (CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 2004). Apesar de diversos trabalhos 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
utilizarem as classificações citadas anteriormente, bem como outras descritas na literatura, há 
uma predominância no uso da classificação espanhola nos países latino-americanos 
(Segundo e Terceiro Consenso de Granada). A classificação do Terceiro Consenso sintetizou 
com bastante clareza os conceitos de PRM e RNM, fazendo com que o farmacêutico e 
demais profissionais partam de um novo foco, com a finalidade prevenir a morbimortalidade 
causada por medicamentos, por meio da garantia de uma farmacoterapia adequada (BAENA 
et al., 2006; FERNANDEZ-LLIMOS et al., 2004), Tabela 6. 
 
Recentemente, iniciativas na área de qualidade da pesquisa em Farmácia Clínica indicaram a 
necessidade de descrição dos elementos do diagnóstico ao invés da descrição de um número 
de PRM para o problema, Tabela 6. 
 
Tabela 6. Sistemas de classificação de diagnóstico farmacêutico. 
Bloco 
Classificação de PRM1 Classificação RNM2 
Tipo Classificação Tipo Classificação 
Necessidade 
PRM 1 
Necessidade de um 
medicamento 
adicional. 
Problema de 
saúde não tratado 
O paciente sofre de um problema de 
saúde em consequência de não 
receber um medicamento que 
necessita. 
PRM 2 
Terapia 
medicamentosa 
desnecessária. 
Efeito de 
medicamento não 
necessário 
O paciente sofre de um problema de 
saúde em consequência de receber 
um medicamento que não necessita. 
Efetividade 
PRM 3 
Medicamento sem 
efetividade. 
Inefetividade não 
quantitativa 
O paciente sofre de um problema de 
saúde em consequência de uma 
inefetividade não quantitativa do 
medicamento. 
PRM 4 
Medicamento com 
baixa dose. 
Inefetividade 
quantitativa 
O paciente sofre de um problema de 
saúde em consequência de uma 
inefetividade quantitativa do 
medicamento 
Segurança 
PRM 5 
Presença de reações 
adversas. 
Insegurança não 
quantitativaO paciente sofre de um problema de 
saúde em consequência de uma 
insegurança não quantitativa de um 
medicamento. 
PRM 6 
Medicamento com 
dose alta. 
Insegurança 
quantitativa 
O paciente sofre de um problema de 
saúde em consequência de uma 
insegurança quantitativa de um 
medicamento. 
Adesão PRM 7 
Não adere (não 
cumpre) a 
farmacoterapia. 
- - 
1 Adaptado Cipolle, Strand e Morley, 1998; 2 BAENA et al., 2006; FERNANDEZ-LLIMOS et al., 2004. 
Fonte: autoria própria. 
 
4.2.3. Definição de Plano de Cuidado e Intervenções 
 
O plano de cuidado deve ser organizado com objetivos e metas claros, de maneira conjunta 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
com o paciente e com a equipe multiprofissional. É a ‘famosa’ e imprescindível ‘negociação 
com o paciente’, em que o farmacêutico, com sua habilidade e, respeitando as características 
biopsicossociais e clínicas do paciente, apresenta estratégias e condutas para promover o 
maior benefício do tratamento, com medidas farmacológicas ou não. Nesse contexto, sempre 
que possível, o farmacêutico deve estimular o sentimento de empoderamento do paciente, 
onde ele deve se sentir participante do processo e principal ator para êxito do plano de 
cuidado e alcance de metas. A interação com os diferentes profissionais de saúde envolvidas 
no processo de cuidado do paciente é necessária em muitos momentos do plano de cuidado. 
É desejável que ele inclua ações de curto, médio e longo prazo, a fim de organizar o processo 
de trabalho. Ele inclui intervenções e ações direcionadas ao paciente ou a outros profissionais 
e/ou serviços de saúde, como os encaminhamentos. Ainda, nessa etapa, além dos 
encaminhamentos, é comum incluir documentação com registros específicos e intervenções 
educativas, para viabilizar o entendimento das prescrições médicas, calendários com o 
processo de tomada dos medicamentos e recomendações apresentadas e registradas, 
formalmente, como prescrições farmacêuticas. É importante que toda consulta conte com um 
fechamento, que inclua a avaliação da compreensão dos acordos estabelecidos 
(farmacêutico-paciente), levantamento de dúvidas e o agendamento de retorno. 
 
4.2.3.1 Sistemas de classificação de intervenção 
 
Algumas classificações dos diferentes tipos de intervenção que o farmacêutico pode realizar 
nos serviços de acompanhamento farmacoterapêutico foram propostas por estudos prévios, 
destacando-se as classificações de Farré e colaboradores (2000) e Sabater e colaboradores 
(2005). O primeiro autor classifica as intervenções em três grandes categoriais: tipos 
(indicação, posologia, via de administração, interação e eventos adversos), impacto 
(efetividade e toxicidade) e significação (extremamente significativo, muito significativo, 
significativo, indiferente, inapropriado, muito inapropriado, extremamente inapropriado). 
 
Paralelamente, Sabater e colaboradores (2005), com base em um estudo observacional 
realizado entre 2002 e 2003, propuseram nove tipos de intervenções farmacêuticas, os quais 
foram divididos em três categoriais: quantidade de medicamento, estratégia farmacológica e 
educação ao paciente. Os autores definem as intervenções farmacêuticas como a ação 
proposta no tratamento e/ou a ação no paciente com o objetivo de encontrar uma solução ou 
prevenir resultados negativos associados ao medicamento. Porém, reitera-se que 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
dependendo da intervenção, em especial aquelas relacionadas às modificações da estratégia 
farmacológica, o farmacêutico deverá possuir anuência do prescritor, exceto em casos de 
automedicação. Os detalhes desta classificação estão descritos no Tabela 7. De maneira 
similar, Souza (2017) propôs um sistema de classificação de intervenções dividido em 5 
grupos: intervenções e aconselhamento, alteração ou sugestão de alteração na terapia, 
recomendação de monitoramento, encaminhamento e provisão de materiais. Este sistema é 
utilizado atualmente por alguns serviços de acompanhamento farmacoterapêutico realizados 
no Brasil (Tabela 7) (SOUZA, 2010). 
 
Tabela 7. Classificação das intervenções do farmacêutico destinadas a prevenir ou resolver 
resultados negativos associados ao medicamento. 
Elemento 
Sabater et al (2005)1 
Souza (2017)2 
Intervenção Definição 
A
lt
e
ra
ç
õ
e
s
 n
o
 
m
e
d
ic
a
m
e
n
to
 
Modificar a dose 
Modificação da quantidade de 
medicamento a ser 
administrado. 
 Aumento da dose diária 
 Redução de dose diária 
Modificar o regime 
posológico 
Modificação da frequência 
e/ou duração de tratamento. 
Alteração na frequência ou horário de 
adm. sem alteração da dose diária 
Modificar o cronograma de 
administração 
Modificação do esquema de 
distribuição das doses do 
medicamento do dia. 
- 
- - Alteração de forma farmacêutica 
- - Alteração de via de administração 
E
s
tr
a
té
g
ia
 f
a
rm
a
c
o
ló
g
ic
a
 
Adicionar um ou mais 
medicamentos 
Adição de um novo 
medicamento que o paciente 
não esteja utilizando. 
Início de novo medicamento 
Retirar um ou mais 
medicamentos 
Suspensão de algum 
medicamento utilizado pelo 
paciente. 
Suspensão de medicamento 
Substituir um ou mais 
medicamentos 
Substituição de algum 
medicamento por outro de 
diferente composição, forma 
farmacêutica ou via de 
administração. 
Substituição de medicamento 
- - 
Outras alterações na terapia não 
especificadas 
E
d
u
c
a
ç
ã
o
 a
o
 p
a
c
ie
n
te
 
Reduzir a não adesão 
involuntária (educação 
sobre o uso correto dos 
medicamentos) 
Educação sobre as instruções 
e precauções relacionadas ao 
uso dos medicamentos. 
Aconselhamento: 
 ao paciente/cuidador sobre um 
tratamento específico 
 ao paciente/cuidador sobre os 
tratamentos de forma geral 
 ao paciente/cuidador sobre medidas 
não farmacológicas 
 ao paciente/cuidador sobre condição 
de saúde específica 
 ao paciente/cuidador sobre as 
condições de saúde de forma geral 
 sobre automonitoramento 
 outro não especificado 
Reduzir a não adesão 
voluntária (mudança de 
comportamentos acerca do 
tratamento) 
Ênfase na importância de 
aceitação do paciente do 
tratamento. 
Educar sobre medidas não 
farmacológicas 
Educação do paciente sobre 
higiene e modificações na 
dieta que possam auxiliar no 
alcance das metas 
terapêuticas. 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
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o
 
d
e
 
m
o
n
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o
ra
m
e
n
to
 - - Recomendação de exame laboratorial 
- - 
Recomendação de monitoramento não 
laboratorial 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Elemento 
Sabater et al (2005)1 
Souza (2017)2 
Intervenção Definição 
- - Recomendação de automonitoramento 
- - 
outras recomendações de 
monitoramento não especificadas 
 
Elemento 
Sabater et al (2005)1 
Souza (2017)2 
Intervenção Definição 
E
n
c
a
m
in
h
a
m
e
n
to
 
- - outro serviço farmacêutico 
- - médico 
- - psicólogo 
- - nutricionista 
- - serviço de suporte social 
- - programa de educação estruturada 
- - pronto-atendimento 
- - 
Outros encaminhamentos não 
especificados 
P
ro
v
is
ã
o
 d
e
 m
a
te
ri
a
is
 
 
Lista ou Calendário posológico de 
medicamentos 
 Rótulos / Instruções pictóricas 
 
Informe terapêutico/ carta ao médico 
ou outros profissionais 
 Material educativo impresso/ Panfleto 
 Informação científica impressa 
 Diário para automonitoramento 
 
Organizador de comprimidos ou 
dispositivo para auxiliar na adesão ao 
tratamento 
 Dispositivo para automonitoramento 
 Prescrição Farmacêutica 
1 SABATER et al., 2005; 2 SOUZA, 2017. 
Fonte: autoria própria. 
 
Adicionalmente, considerando a complexidade das intervenções que compõem os serviços 
clínicos providos por farmacêuticos, em 2012 pesquisadores da área da Farmácia Clínica 
desenvolveram uma ferramenta para identificação e caracterização dos componentes destes 
serviços, denominada DEPICT (Descriptive Elements of Pharmacist Intervention 
Characterization Tool). Trata-se de uma diretriz que padroniza descrição dos serviços clínicos 
providos por farmacêuticos nos estudos, de modo a facilitar a transposição dessas 
intervenções da literatura científica para os serviços de saúde. Sendo assim, a uniformidade 
no processo de reporte permite uma melhor comparabilidade entre os serviços e uma maior 
reprodutibilidade destes na prática clínica (ROTTA et al., 2015). Portanto, esta diretriz pode 
ser considerada um sistema de classificação de serviços. 
 
A versão 2 deste instrumento (até o momento a mais atualizada) é composta por 10 domínios 
que norteiam a construção e a padronização de um serviço farmacêutico clínico (Tabela 8). 
Os detalhes do projeto DEPICT, o manual de interpretação dos domínios que compõem este 
instrumento, bem como das publicações que serviram de base para a sua construção estão 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
disponíveis no site <http://depictproject.org/>. Reitera-se que este instrumento também está 
presente na plataforma EQUATOR network (Enhancing the Quality and Transparency of 
health Research), uma iniciativa internacional que reúne mais de 400 diretrizes precisas e 
transparentes que guiam o processo de condução e reporte dos diversos tipos de estudos 
(https://www.equator-network.org/). 
 
Recentemente, outras diretrizes relacionadas a descrição dos serviços farmacêuticos foram 
elaboradas, destacando-se o PACIR (Pharmacist patient care services intervention reporting), 
também disponível na plataforma EQUATOR. Trata-se de uma ferramenta que orienta os 
autores da área a Farmácia Clínica a detalhar as intervenções que compõem os serviços 
clínicos providos por farmacêuticos de modo a melhorar a consistência das produções 
científicas. Os autores elencaram nove elementos que contribuem para a caracterização de 
um determinado serviço farmacêutico clínico, conforme destacado no Tabela 8 (CLAY et al., 
2019). 
 
Os autores deste instrumento reforçam a necessidade de utilizar outras diretrizes já validadas 
para complementar este processo de reporte (CLAY et al., 2019). Adicionalmente, assim 
como para o DEPICT, para garantir um emprego adequado, recomenda-se que os 
farmacêuticos compreendam previamente os domínios que compõem estes instrumentos em 
sua integralidade. Para tal, os manuais destes instrumentos podem ser acessados em suas 
publicações originais (CLAY et al., 2019) ou na plataforma EQUATOR. 
 
Paralelamente, o sistema de saúde brasileiro conta com tabelas de procedimentos que 
classificam as intervenções passíveis de remuneração pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O Sistema de Gerenciamento da Tabela de 
Procedimentos, Medicamentos e OPM (órteses, próteses e materiais especiais) disponibiliza 
49 procedimentos vinculados ao SUS, os quais podem ser realizados por farmacêuticos. Tais 
procedimentos estão diretamente relacionados aos serviços de rastreamento em saúde, 
educação em saúde, manejo de problemas de saúde autolimitados, monitoramento 
farmacoterapêutico, conciliação medicamentosa, revisão da farmacoterapia, gestão da 
condição de saúde e acompanhamento farmacoterapêutico. Adicionalmente, a ANS também 
reconhece tais procedimentos, embora com nomenclaturas relativamente distintas (MELO, 
2020). 
 
https://www.equator-network.org/
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Melo e colaboradores (2019) sintetizaram e compararam estes procedimentos reconhecidos 
pelo SUS e ANS, categorizando-os por serviço farmacêutico (MELO, 2020). Com relação ao 
serviço de acompanhamento farmacoterapêutico, foram elencados os procedimentos 
descritos no Tabela 9. 
 
 
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proibida. 
Tabela 8. Sistema de classificação de serviços. 1 
 Elementos Detalhamento 
D
E
P
IC
T
1
 
1) Contato Maneira de como ocorreu o contato com o paciente ou profissional de saúde: individual ou coletivamente 
2) Local 
Local onde ocorreu o contato com o paciente ou profissional de saúde: farmácia comunitária; beira de leito hospitalar; unidade de emergência; farmácia 
hospitalar; ambulatório; consultório; residência; instituição de longa permanência; locais públicos; salas de aula; outros. 
3) Foco 
Característica do paciente beneficiado direta ou indiretamente pela intervenção: condição de saúde específica; medicamento/classe farmacológica/ forma 
farmacêutica específicos; condição sociodemográfica específica; sem restrições. 
4) Fontes de dados 
Local onde o farmacêutico obteve as informações para a avaliação do paciente: prescrição de medicamentos; registros físicos; testes realizados no local 
(p. ex. glicemia capilar); lista/ sacola ou caixa de medicamentos; dados de autoavaliação do paciente (por exemplo: monitorização da pressão arterial); 
ferramentas de medida de adesão; avaliação física ou funcional; avaliação mental ou cognitiva; testes laboratoriais; entrevista com o paciente ou cuidador 
(anamnese); prontuário; resumo de alta hospitalar; carta de encaminhamento; contato com o profissional de saúde; bases de dados clínicas; sistemas de 
alerta (p. ex. Micromedex®); outras. 
 5) Variáveis avaliadas 
Parâmetros avaliados para construir a intervenção: escolha do princípio ativo concentração, forma farmacêutica e/ou posologia; efetividade do 
medicamento; segurança do medicamento; necessidade e crenças do paciente/cuidador; necessidade de informação do profissional de saúde; adesão à 
terapia medicamentosa; lista de medicamentos/ acurácia da história da farmacoterapia; nutrição e estilo de vida do paciente; resultados de triagem; custo 
do tratamento; acesso e disponibilidade aos medicamentos; armazenamento e validade dos medicamentos; processos de administração e/ou dispensação 
dos medicamentos; testes laboratoriais; critérios legais ou administrativos; outros. 
 6) Ações 
O que é feito pelo farmacêutico diante dos problemas identificados: programa educacional estruturado; orientação sobre o uso de medicamentos; 
lembretes/ notificação sobre não adesão; encaminhamento para outro profissional ou serviço; mudança ou sugestão de mudança na farmacoterapia; 
solicitação de testes laboratoriais; atualização da lista de medicamentos; monitoramento dos resultados; outros. 
 7) Momento 
Em que momento a ação ou as ações foram realizadas: na admissão do paciente ao serviço; na alta do paciente do serviço; pós alta precoce (1 mês); na 
transferência entre instituições; após episódio de agudização ou exacerbação; na dispensação de medicamentos; com horário marcado; em qualquer 
momento; a cada nova prescrição ou mudançade prescrição; outros. 
 8) Materiais 
Itens entregues como parte do serviço: carta de encaminhamento; materiais educativos; dispositivo de adesão aos medicamentos; lista de medicamentos/ 
tabela de horários; diário do paciente; diretrizes clínicas/ protocolos; dispositivo de automonitoramento; etiquetas educativas/ figuras/ lembretes; outros. 
 9) Repetição Frequência das ações realizadas (item 6): um contato; múltiplos contatos. 
 10) Comunicação Comunicação com o paciente ou profissional da saúde alvo do serviço farmacêutico: pessoalmente; escrita; telefone; vídeo conferência. 
P A C I R 2 1) Replicabilidade Descrever a(s) intervenção(ões) para permitir a implementação. 
 2) População de 
pacientes 
O autor do serviço deve identificar descritores suficientes dos destinatários da intervenção (ou população) para avaliar a generalização. 
 3) Pacientes e outras 
fontes de dados 
Descrever a(s) fonte(s) e mecanismo(s) pelos quais os dados do paciente ou outros dados para a condução da intervenção foram obtidos ou acessados. 
 4) Meio ambiente Descrever o contexto de atendimento, aspectos geográficos ou locais físicos onde ocorreu a intervenção, incluindo qualquer infraestrutura necessária. 
 5) Entrega Descrever o(s) modo(s) de aplicação da intervenção. 
 6) Frequência e duração Descrever a frequência, número e duração das sessões para a intervenção. 
 
7) Papel e 
responsabilidade do 
farmacêutico 
Descrever a(s) função(ões) e responsabilidade(s) do(s) farmacêutico(s) e outros envolvidos na intervenção. 
 8) Atribuição Descrever o grau em que os resultados foram diretamente atribuíveis às funções e responsabilidades do farmacêutico. 
 9) Atributos únicos Descrever os fatores não abordados em outros elementos que podem afetar a replicação do serviço. 
1 ROTTA, 2015; 2 CLAY, 2019. 2 
Fonte: autoria própria.3 
 
 
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proibida. 
Tabela 9. Sistema de classificação de serviços. 4 
Procedimentos farmacêuticos no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) Sistema 
único de Saúde1 
Procedimentos farmacêuticos descritos pela Agência Nacional de Saúde 
Suplementar2 
Código Detalhamento Código Detalhamento 
1030029 Visita domiciliar/institucional por profissional de nível superior 101030029 Visita domiciliar/institucional por profissional de nível superior 
101040024 Avaliação antropométrica 101040024 Avaliação antropométrica 
214010015 Glicemia capilar 301010099 Consulta para avaliação clínica do fumante 
214010066 Teste de gravidez 214010015 Glicemia capilar 
301010013 Consulta do paciente curado de tuberculose (tratamento supervisionado) 301010013 Consulta do paciente curado de tuberculose (tratamento supervisionado) 
301010099 Consulta para avaliação clínica do fumante 301010161 Consulta atendimento domiciliar na atenção especializada 
301010161 Consulta atendimento domiciliar na atenção especializada 301050031 
Assistência domiciliar por equipe multiprofissional na atenção 
especializada 
301020027 Acompanhamento de paciente portador de sequelas relacionadas ao trabalho 301070067 Atendimento/acompanhamento em reabilitação nas múltiplas deficiências 
301040095 Exame do pé diabético 301080046 Acompanhamento de paciente em saúde mental (residência terapêutica) 
301050031 Assistência domiciliar por equipe multiprofissional na atenção especializada 301080151 Atendimento em oficina terapêutica Il- saúde mental 
301070067 Atendimento/acompanhamento em reabilitação nas múltiplas deficiências 301080208 Atendimento individual de paciente em centro de atenção psicossocial 
301080046 Acompanhamento de paciente em saúde mental (residência terapêutica) 301090017 Atendimento em geriatria (1 turno) 
301080151 Atendimento em oficina terapêutica Il – saúde mental 301090025 Atendimento em geriatria (2 turno) 
301080216 Atendimento em grupo de paciente em centro de atenção psicossocial 301100020 Administração de medicamentos em atenção básica (por paciente) 
301080224 Atendimento familiar em centro de atenção psicossocial 301100039 Aferição de pressão arterial 
301080240 
Atendimento domiciliar para pacientes de centro de atenção psicossocial e/ou 
familiares 
301100101 Inalação/Nebulização 
301080259 Ações de articulação de redes intra e intersetoriais 301100187 Terapia de reidratação oral 
301080267 
Fortalecimento do protagonismo de usuários de centro de atenção psicossocial e 
seus familiares 
301120013 Acompanhamento de paciente fenilcetonúria 
301080291 Atenção as situações de crise 301120021 Acompanhamento de paciente c/ fibrose cística 
301080305 Matriciamento de equipes da atenção básica 301120030 Acompanhamento de paciente com hemoglobinopatias 
301080313 Ações de redução de danos 301120048 Acompanhamento de paciente c/ hipotireoidismo congénito 
301080321 
Acompanhamento de serviço residencial terapêutico por centro de atenção 
psicossocial 
301120056 
Acompanhamento de paciente pós-cirurgia bariátrica por equipe 
multiprofissional 
301080348 Ações de reabilitação psicossocial 506010023 
Acompanhamento de paciente pós-transplante de rim, fígado, coração, 
pulmão, células tronco hematopoiéticas e/ou pâncreas 
301080372 
Acompanhamento de pessoas adultas com sofrimento ou transtornos mentais 
decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas em unidades de acolhimento 
adulto (UAA) 
 
301080380 
Acompanhamento da população infanto-juvenil com sofrimento ou transtornos 
mentais decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas em unidades de 
acolhimento infanto Juvenil (UAI) 
301080399 
Matriciamento de equipes de pontos de atenção de urgência e emergência, e dos 
serviços hospitalares de referência para atenção a pessoas com sofrimento ou 
transtornos mentais e com necessidades de saúde decorrente do uso de álcool, 
crack e outras drogas 
 
 
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proibida. 
Procedimentos farmacêuticos no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) Sistema 
único de Saúde1 
Procedimentos farmacêuticos descritos pela Agência Nacional de Saúde 
Suplementar2 
301090017 Atendimento em geriatria (1 turno) 
301090025 Atendimento em geriatria (2 turno) 
301100020 Administração de medicamentos em atenção básica (por paciente) 
301100039 Aferição de pressão arterial 
301100101 Inalação/Nebulização 
301100187 Terapia de reidratação oral 
301120013 Acompanhamento de paciente fenilcetonúria 
301120021 Acompanhamento de paciente c/ fibrose cística 
301120030 Acompanhamento de paciente com hemoglobinopatias 
301120048 Acompanhamento de paciente c/ hipotireoidismo congénito 
301120056 Acompanhamento de paciente pós-cirurgia bariátrica por equipe multiprofissional 
301130035 
Acompanhamento no processo transexualizado exclusivamente para atendimento 
clínico 
301130051 Acompanhamento multiprofissional em DRC estágio 04 pré diálise 
301130060 Acompanhamento multiprofissional em DRC estágio 05 pré-diálise 
506010023 
Acompanhamento de paciente pós-transplante de rim, fígado, coração, pulmão, 
células tronco hematopoiéticas e/ou pâncreas 
FONTE: Adaptado de Melo (2019).5 
 
 
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4.2.4. Avaliação de resultados 6 
 7 
Uma das principais características do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico, como 8 
previamente definido, é a continuidade docuidado ao paciente. Além disso, durante todo o 9 
processo de atendimento, o farmacêutico deve ter em mente que o objetivo principal do 10 
serviço é prevenir e resolver problemas da farmacoterapia. Dessa forma, a avaliação dos 11 
resultados assume um papel extremamente relevante para a entrega do objetivo proposto 12 
pelo serviço – e todo o processo de trabalho desse serviço é organizado para que o 13 
farmacêutico realize essa entrega (CORRER; OTUKI, 2011). 14 
 15 
Após acolher, identificar as necessidades de saúde e definir um plano de cuidado com 16 
intervenções apropriadas para a realidade do paciente, que respeita as suas características 17 
biopsicossociais e clínicas, o paciente vai voltar para a sua rotina normal e cumprir (ou não) 18 
com o que foi negociado durante a consulta. A partir desse ponto, a avaliação dos resultados 19 
é a única forma de conhecer o real impacto do serviço na vida e saúde do paciente, e garantir 20 
que o farmacêutico identifique pontos de melhoria ou manutenção das intervenções adotadas 21 
(CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 2004). 22 
 23 
Para isso, a avaliação dos resultados deve ser feita considerando-se, pelo menos, três 24 
domínios: o clínico, o de processo e o econômico. Os desfechos clínicos guardam relação 25 
com a história natural da doença e dos seus sinais e sintomas. Por exemplo, um desfecho 26 
clínico favorável de um paciente com hipertensão seria o controle da pressão arterial; já para 27 
um paciente com diabetes, seria o controle dos níveis glicêmicos visualizado por meio dos 28 
exames laboratoriais ou de automonitoramento, como glicemia jejum, hemoglobina glicada ou 29 
outro definido por diretriz ou protocolo específico. Ao avaliar um paciente em relação aos 30 
desfechos clínicos, o farmacêutico pode categorizar os problemas de acordo com a sua 31 
resolução ou controle, sendo assim, são cinco possibilidades: melhora, melhora parcial, piora 32 
parcial, piora ou óbito. É importante destacar que o farmacêutico deve manter ou mudar o 33 
plano de cuidado e intervenções com base nesses resultados, sempre redefinindo as 34 
necessidades de saúde do paciente a cada nova consulta (CIPOLLE; STRAND; MORLEY, 35 
2004). 36 
 37 
Porém, é improvável que o farmacêutico consiga, junto com o paciente, atingir desfechos 38 
clínicos favoráveis quando esses são avaliados e almejados de forma isolada. Por isso, os 39 
 
 
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desfechos clínicos devem ser avaliados e abordados em associação com os desfechos de 40 
processo e desfechos econômicos. Em relação aos desfechos de processo, o farmacêutico 41 
deve se lembrar do processo de uso dos medicamentos e de todas as suas etapas – seleção 42 
e prescrição, dispensação, administração e monitoramento. Por exemplo, ao identificar um 43 
medicamento prescrito de forma inapropriada para o paciente, solicitar ajuste de dose ao 44 
prescritor, ou ainda verificar como o perfil de adesão aos medicamentos pelo paciente se 45 
comporta ao longo do tempo, o farmacêutico está lidando com desfechos de processo 46 
(JENNINGS; STAGGERS; BROSCH, 1999) 47 
 48 
Os desfechos econômicos estão relacionados com o acesso do paciente aos medicamentos 49 
mais custo-efetivos para o seu tratamento. Nem sempre um aumento no custo do 50 
medicamento reflete em uma melhoria significativa em sua efetividade ou perfil de segurança. 51 
Por outro lado, um aumento do custo pode reduzir o acesso do paciente ao seu tratamento – 52 
o que irá comprometer não apenas os desfechos econômicos, mas também os desfechos 53 
clínicos e de processo. O farmacêutico deve avaliar os resultados desses desfechos 54 
econômicos com base no perfil socioeconômico do paciente e alternativas terapêuticas 55 
acessíveis para ele. Além disso, deve-se lembrar que esses desfechos também podem se 56 
aplicar ao serviço no qual o profissional está inserido, onde é possível ser verificado, por 57 
exemplo, a redução de custo pelo estabelecimento com medicamentos que não apresentam 58 
um bom perfil de custo-efetividade (MANT, 2001). 59 
 60 
Além da avaliação dos resultados com base nos desfechos clínicos, de processo e 61 
econômicos, há ainda os resultados relativos às intervenções realizadas. Todas as 62 
intervenções realizadas com o paciente ou outros profissionais de saúde podem ser 63 
classificadas como aceitas ou não aceitas. Já os problemas centrais dessas intervenções 64 
podem ser resolvidos ou não. Dessa forma, o farmacêutico pode classificar as intervenções 65 
como: 66 
 67 
No caso de intervenções não aceitas, o farmacêutico deve avaliar a situação para entender o 68 
porquê desse desfecho. Após essa identificação, ele pode traçar planos para que a 69 
intervenção seja aceita em um segundo momento, seja junto a outro profissional de saúde ou 70 
ao próprio paciente. Quando uma intervenção é aceita e o problema não é resolvido, 71 
provavelmente a intervenção escolhida não era apropriada, Tabela 10. Nesse caso, é o 72 
momento para o farmacêutico reavaliar se a identificação das necessidades de saúde do 73 
 
 
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paciente foi adequada. Dessa forma, é possível corrigir o curso do acompanhamento 74 
farmacoterapêutico. Por fim, no caso de uma intervenção não é ser aceita e o problema ser 75 
resolvido, o farmacêutico também precisa reavaliar a identificação das necessidades de 76 
saúde do paciente e descobrir o que foi feito (ou não feito) para que o problema tenha sido 77 
resolvido (KOMAROMY, 2016). 78 
 79 
Tabela 10. Classificação de intervenções. 80 
 
Em relação ao problema 
Resolvido Não resolvido 
Em relação à intervenção 
Aceita Aceita e resolvido 
Aceita e não 
resolvido 
Não aceita Não aceita e resolvido 
Não aceita e não 
resolvido 
Fonte: autoria própria. 81 
 82 
Após realizar essas análises, o farmacêutico pode identificar novas necessidades de saúde 83 
do paciente, bem como propor um novo plano de cuidado, com novas intervenções. Isso se 84 
repete até que o paciente tenha todos os seus resolvidos e receba alta do serviço. Ademais, 85 
por ser um serviço complexo, sistemático e longitudinal, o paciente pode desejar ser 86 
acompanhado indefinidamente, mesmo com o alcance total ou parcial das metas terapêuticas 87 
(ZHOU, 2016). Assim, o serviço de Acompanhamento da Farmacoterapêutico se confirma 88 
como um processo cíclico no qual as etapas são reiniciadas a cada consulta. 89 
 90 
 91 
 92 
4.2.5. Documentação do cuidado prestado 93 
 94 
A documentação do processo de cuidado é de extrema importância para registro das 95 
informações, acompanhamento e evolução dos dados do paciente, acreditação do serviço, 96 
estatística de saúde, continuidade do cuidado e compartilhamento das informações com 97 
A alta do serviço pode ocorrer quando: 
4. todos os problemas de saúde relacionados a medicamento tiverem sido resolvidos; 
5. a possibilidade de resolução dos problemas de saúde relacionados a medicamento 
tiver sido esgotada por diferentes motivos; 
6. por solicitação do paciente, mudança de endereço ou de lugar de 
acompanhamento ou mesmo óbito. 
 
 
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outros profissionais de saúde integrantes do cuidadoao paciente. 98 
Os principais documentos produzidos nas consultas farmacêuticas como parte do serviço de 99 
acompanhamento farmacoterapêutico são: registro de atendimento farmacêutico, receitas, 100 
encaminhamentos a outros profissionais ou serviços de saúde e plano personalizado de 101 
aconselhamento ao paciente. 102 
 103 
O prontuário deve conter no mínimo as seguintes informações: Identificação do paciente 104 
(Nome, idade, sexo e outras informações sociodemográficas, Número do prontuário, cadastro 105 
de pessoa física e outras informações pertinentes), Motivação para o atendimento (Queixa ou 106 
preocupação do paciente), Anamnese e verificação de parâmetros clínicos (Dados subjetivos 107 
e objetivos obtidos do paciente), Avaliação do profissional (Hipótese diagnóstica da(s) 108 
necessidade(s) de saúde do paciente), Plano de cuidado (Condutas ou intervenções e os 109 
objetivos terapêuticos), Identificação profissional (Nome completo, número do registro 110 
profissional e assinatura) e Anexos (Exames e outros documentos relevantes à avaliação da 111 
condição de saúde do paciente) (CFF, 2015). 112 
 113 
Existem várias formas de registro das informações do paciente. Os prontuários podem ser 114 
extensos e detalhados ou curtos e específicos, podem ser em conjunto com a equipe ou com 115 
evolução apenas do farmacêutico. De modo geral, todos os métodos de cuidado farmacêutico 116 
disponíveis advêm de adaptações do método clínico clássico de atenção à saúde e do 117 
sistema de registro SOAP (Subjective, Objective, Assessment, Plan) proposto por Weed na 118 
década de setenta (CORRER; OTUKI, 2011). 119 
 120 
O SOAP, por não necessitar de formulário específico, necessita de maior experiência do 121 
profissional na sua realização, pois não existem itens que sirvam de “guia”. O maior ponto 122 
positivo deste método é a simplificação da documentação e registro (MCANAW, J. J. 123 
MCGREGOR, A. M. HUDSON, 2001). Isso ocorre devido ao método ter sido criado para 124 
diagnóstico médico e não para avaliação da farmacoterapia ou PRM (HURLEY, 1998). 125 
 126 
Entretanto, o registro de atendimento no formato SOAP, recomendado tanto nacional quanto 127 
mundialmente, não exige, necessariamente, a utilização de um sistema de classificação de 128 
intervenções, uma vez que o objetivo central do farmacêutico é traçar um plano de cuidado 129 
conforme os problemas identificados em consulta, independente de classificá-los. O 130 
farmacêutico deve priorizar as intervenções que impactam diretamente nos desfechos 131 
 
 
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clínicos, humanísticos e econômicos de acordo com a avaliação dos dados subjetivos e 132 
objetivos identificados nas consultas de acompanhamento farmacoterapêutico. 133 
 134 
Considerando a necessidade de cuidado centrado no paciente, de forma interprofissional para 135 
uma saúde mais qualificada e integral, diretrizes internacionais recomendam que o serviço de 136 
acompanhamento seja reprodutível, simples e de fácil comunicação com os demais membros 137 
da equipe. Dessa forma, baseado no método clínico, recomenda-se a utilização de registro na 138 
forma SOAP, organizado em dados subjetivos, objetivos, avaliação (que contempla os 139 
problemas da farmacoterapia) e plano de cuidado ((PPA), 2020; “Importance of 140 
interprofessional teamwork | IPSF - International Pharmaceutical Students Federation”, [s.d.]; 141 
“Principles of Practice for Pharmaceutical Care | American Pharmacists Association”, [s.d.]; 142 
MINISTRY OF HEATH SINGAPORE, 2019; ONTARIO, 2016; VAN MIL; SCHULZ; TROMP, 143 
2004). 144 
 145 
SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação, Plano) 146 
 147 
O SOAP é um método de registro comumente utilizado para documentar a situação de saúde 148 
dos pacientes de forma organizada e estruturada (ZIERLER-BROWN, S. BROWN; D.; 149 
BLACKBURN, 2007). “SOAP” é um acrônimo, no qual cada letra se refere a uma parte 150 
específica do processo de atendimento ao usuário a ser empregada durante a consulta 151 
farmacêutica (HURLEY, 1998). 152 
 153 
Esse método é utilizado por diversos profissionais de saúde, devido seu fácil entendimento e 154 
utiliza uma documentação voltada para o problema de saúde, em que “S” se refere às 155 
informações subjetivas (informações obtidas do usuário, com a ectoscopia ou somatoscopia 156 
do paciente – avaliação global do doente para obtenção de dados gerais), “O” às informações 157 
objetivas (dados objetivos, bem como sinais vitais, resultados de exames laboratoriais e 158 
exames físicos), “A” à avaliação do problema (identificação de problemas pelo farmacêutico) e 159 
“P” ao plano de cuidado (planejamento das condutas a serem aplicadas em acordo com o 160 
paciente e a monitorização dos resultados do plano) (HURLEY, 1998; ROVERS, 2003). 161 
 162 
Embora não obrigatório, recomenda-se que o registro de atendimento farmacêutico seja 163 
realizado de acordo com o método SOAP (S – subjetivo; O – objetivo; A – avaliação; P – 164 
plano). Prescrições farmacêuticas também podem ser realizadas caso o farmacêutico 165 
 
 
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identifique algum problema de saúde autolimitado nas consultas. Entretanto, esta 166 
documentação específica será detalhada no guia de “Manejo de problemas de saúde 167 
autolimitados”. Abaixo serão apresentados os modelos de cada documento com seus 168 
respectivos exemplos práticos. 169 
 170 
 171 
 172 
4.2.5.1. Formulários de atendimento 173 
 174 
A depender das características da população e condições de saúde a serem acompanhadas, 175 
diferentes modelos de formulários para registro farmacêutico podem ser utilizados. 176 
Abaixo são apresentados modelos de formulários de serviços de acompanhamento já 177 
implementados e consolidados no Brasil. 178 
 179 
 180 
Figura 3. Modelo de prontuário do Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade Federal da 181 
No âmbito das equipes multiprofissionais o registro de todos os profissionais deve ocorrer 
no prontuário único do paciente tanto para efeitos de acompanhamento clínico do 
paciente quanto para fiscalização sanitária ou do exercício profissional. Assim, é vedado 
o uso de fichas farmacoterapêuticas avulsas para o farmacêutico. 
 
 
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fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Paraíba (UFPB) – Parte 1. “Cedido com autorização do autor”. 182 
 183 
 184 
Figura 4. Modelo de prontuário do Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade Federal da 185 
Paraíba (UFPB) – Parte 2. “Cedido com autorização do autor”. 186 
Figura 5. Modelo de Instrumento Psicométrico para rastreamento e acompanhamento de pacientes 187 
 
 
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com ansiedade utilizado no Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade Federal da 188 
Paraíba (UFPB). “Cedido com autorização do autor”. 189 
 190 
 191 
Figura 6. Modelo de Instrumento Psicométrico para rastreamento e acompanhamento de pacientes 192 
com depressãoutilizado no Ambulatório de Cuidado Farmacêutico da Universidade Federal da 193 
Paraíba (UFPB). “Cedido com autorização do autor”. 194 
 195 
 196 
 197 
 
 
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 198 
Figura 7. Modelo de Ficha de Acompanhamento Farmacoterapêutico utilizada para pacientes com 199 
artrite reumatoide, da Unidade de Cuidado Farmacêutico, do Hospital Universitário Walter Cantídio 200 
(UCF/HUWC/UFC) – Parte 1. “Cedido com autorização do autor”. 201 
 202 
 203 
Figura 8. Modelo de Ficha de Acompanhamento Farmacoterapêutico utilizada para pacientes com 204 
artrite reumatoide da Unidade de Cuidado Farmacêutico do Hospital Universitário Walter Cantídio 205 
(UCF/HUWC/UFC) – Parte 2. “Cedido com autorização do autor”. 206 
 207 
 
 
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 208 
 209 
Figura 9. Modelo de Ficha de Evolução Farmacêutica do Serviço de Cuidado Farmacêutico do 210 
Hospital Universitário Walter Cantídio (UCF/HUWC/UFC). “Cedido com autorização do autor”. 211 
 212 
 213 
 214 
 215 
 216 
 217 
 218 
 219 
 220 
 221 
 222 
 223 
 224 
 225 
 226 
 227 
 228 
 
 
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 229 
Modelo: 230 
 231 
Informações do local de prestação do serviço 232 
 233 
REGISTRO DE ATENDIMENTO FARMACÊUTICO 234 
 235 
dia/mês/ano 236 
 237 
Nome do(a) paciente, idade, escolaridade. 238 
HMP: inserir a história médica pregressa. 239 
 240 
#S: inserir os dados subjetivos (informações relatadas pelo paciente, principalmente 241 
relacionadas as suas queixas). Os verbos mais utilizados nesta seção são: relatar, referir, 242 
alegar, negar. Quando se deseja retratar exatamente o que o paciente reportou, recomenda-243 
se a utilização da sigla “s.i.c” ao final da frase (sigla do latim que significa “assim como é” ou 244 
“exatamente dessa forma”). 245 
 246 
#O: inserir os dados objetivos (exames laboratoriais com suas respectivas datas; prescrição 247 
médica e demais informações que são mensuráveis pelo farmacêutico, como: valores de 248 
pressão arterial, temperatura corporal, glicemia capilar, frequência cardíaca). Caso o 249 
farmacêutico preferir, a prescrição médica poderá ser inserida logo abaixo da história médica 250 
pregressa (HMP). 251 
 252 
#A: inserir a avaliação farmacêutica, considerando os dados subjetivos e objetivos. Dentre os 253 
pontos a serem avaliados, destacam-se: adesão, prescrição, armazenamento dos 254 
medicamentos, reações adversas, queixas, condições de saúde e hábitos de vida. 255 
 256 
#P: inserir o plano terapêutico proposto para a resolução dos problemas avaliados na seção 257 
anterior. Embora não obrigatório, recomenda-se utilizar verbos na primeira pessoa do 258 
singular, tais como: oriento, forneço, sugiro, solicito, encaminho, prescrevo. 259 
 260 
Acompanho, 261 
 262 
Assinatura do(a) farmacêutico(a) 263 
Nome do(a) farmacêutico(a) 264 
CRF/XX – XXXX (ou carimbo) 265 
 266 
 267 
 268 
 269 
 270 
 271 
 272 
 273 
 274 
 
 
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 275 
4.2.5.2. Exemplos de documentação do processo de cuidado 276 
 277 
Figura 10. Modelo de Registro Farmacêutico do Ambulatório de Atenção Farmacêutica do Complexo 278 
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. “Cedido com autorização do autor”. 279 
 
 
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 280 
Modelo 281 
 282 
Informações do local de prestação do serviço, incluindo o telefone 283 
 284 
ENCAMINHAMENTO 285 
 286 
dia/mês/ano 287 
Ao profissional ou serviço de saúde 288 
 289 
O (a) paciente Nome do(a) paciente), idade anos, realiza acompanhamento 290 
farmacoterapêutico neste local. Apresenta histórico médico de: inserir os diagnósticos 291 
médicos. 292 
Possui prescrição médica de: inserir os medicamentos prescritos. 293 
 294 
Inserir as sugestões ao profissional ou serviço de saúde, confrontando os problemas 295 
evidenciados em consulta com as evidências científicas. 296 
Comprometo-me a avaliar a adesão, efetividade e segurança ao tratamento. 297 
À disposição, 298 
 299 
 300 
 301 
Assinatura do(a) farmacêutico(a) 302 
Nome do(a) farmacêutico(a) 303 
CRF/XX – XXXX (ou carimbo) 304 
 
 
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 305 
Exemplo: 306 
Figura 11. Modelo de Encaminhamento Farmacêutico do Ambulatório de Atenção Farmacêutica do 307 
Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. 308 
 
 
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4.2.5.3. Aspectos legais da documentação do cuidado 
 
 
No que diz respeito aos aspectos legais da documentação, esse registro deve seguir 
as regulamentações sanitárias, as normas institucionais e as demais legislações 
pertinentes. É importante destacar que o prontuário pode conter apenas o registro 
do farmacêutico, quando este estiver atuando em ambiente que não vinculados a 
outros profissionais ou serviços de saúde. Nos casos nos quais o farmacêutico 
estiver inserido em uma equipe de saúde, o registro deverá ser feito em prontuário 
único do paciente. Destaca-se que o farmacêutico precisa guardar o prontuário do 
paciente por no mínimo 5 anos a partir da última consulta nos casos de atuação 
apenas do farmacêutico e 20 anos nos casos de atuação do farmacêutico em equipe 
de saúde. O paciente ou seu representante legal pode solicitar acesso ao prontuário 
assim como órgão de vigilância sanitária, conselho profissional ou representante 
familiar nomeado por juiz em caso de óbito do paciente. O prontuário deve ser 
devidamente arquivado, facilmente localizado e manter a confidencialidade das 
informações nele registradas (CFF, 2001, 2008, 2011a, 2015). 
 
5. Materiais de apoio 
 
5.1. Guias de organizações e entidades 
 
Medication Therapy Management (MTM) Services - American Public Health 
Association 
 
COVID-19 – Informações Seguras, Baseadas em Evidências – Conselho Federal de 
Farmácia 
 
Professional Pharmacy Services Guidebook 3.0 - Ministryof Health andLong-Term 
Care, Queen’s Printer for Ontario 
 
5.2. Links úteis 
 
Advance Service Payments 
https://psnc.org.uk/funding-and-statistics/funding-distribution/advanced-service-
payments/ 
 
https://psnc.org.uk/funding-and-statistics/funding-distribution/advanced-service-payments/
https://psnc.org.uk/funding-and-statistics/funding-distribution/advanced-service-payments/2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 61 de 84 
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COVID-19 – Informações Seguras, Baseadas em Evidências 
http://covid19.cff.org.br/wp-content/uploads/2020/05/04-Corona-CFF-
12pag_15abr2020.pdf 
 
Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 
http://abccardiol.org/wp-content/uploads/2020/11/DBHA-2020.x64000.pdf 
 
Mask Use in the Context of COVID-19 
https://www.who.int/publications/i/item/advice-on-the-use-of-masks-in-the-
community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-
coronavirus-(2019-ncov)-outbreak 
 
OECD – Better Policies for Better Lives 
http://www.oecd.org/ 
 
Professional Pharmacy Services Guidebook 3.0 
http://www.health.gov.on.ca/en/pro/programs/drugs/medscheck/docs/guidebook.pdf 
 
Residential Medication Management Review 
https://www.ppaonline.com.au/wp-content/uploads/2020/04/RMMR-Program-Rules-
COVID-19.pdf 
 
Sociedade Brasileira de Pedriatria - Reflexões da Sociedade Brasileira de Pediatria 
sobre o retorno às aulas durante a pandemia de Covid-19 
https://static.poder360.com.br/2020/09/SBP-RECOMENDAC%CC%A7OES-
RETORNO-AULAS-final-1.pdf 
 
 
 
6. Síntese da Evidência 
 
Inicialmente foram encontrados 219 registros potencialmente relevantes, dos quais 
145 foram excluídos na etapa de triagem. Foram obtidos e lidos na íntegra 74 
artigos, sendo 69 excluídos por diferentes motivos. No final, 5 revisões sistemáticas 
atenderam aos critérios de inclusão, sendo adicionado um estudo por meio de busca 
manual - totalizando assim 6 estudos para a síntese de evidências. Os motivos de 
exclusão das 69 revisões sistemáticas são apresentados no Apêndice A. 
 
http://covid19.cff.org.br/wp-content/uploads/2020/05/04-Corona-CFF-12pag_15abr2020.pdf
http://covid19.cff.org.br/wp-content/uploads/2020/05/04-Corona-CFF-12pag_15abr2020.pdf
http://abccardiol.org/wp-content/uploads/2020/11/DBHA-2020.x64000.pdf
https://www.who.int/publications/i/item/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak
https://www.who.int/publications/i/item/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak
https://www.who.int/publications/i/item/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak
http://www.oecd.org/
http://www.health.gov.on.ca/en/pro/programs/drugs/medscheck/docs/guidebook.pdf
https://www.ppaonline.com.au/wp-content/uploads/2020/04/RMMR-Program-Rules-COVID-19.pdf
https://www.ppaonline.com.au/wp-content/uploads/2020/04/RMMR-Program-Rules-COVID-19.pdf
https://static.poder360.com.br/2020/09/SBP-RECOMENDAC%CC%A7OES-RETORNO-AULAS-final-1.pdf
https://static.poder360.com.br/2020/09/SBP-RECOMENDAC%CC%A7OES-RETORNO-AULAS-final-1.pdf
 
 
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Figura 12. Fluxograma do processo de seleção dos estudos. 
 
Nas seis revisões sistemáticas analisadas foram incluídos uma mediana de 10 
estudos primários (IQR 6-14,75; mínimo de 3 e máximo de 44) de diferentes 
desenhos (ensaios clínicos randomizados, ensaios não-randomizados, estudos do 
tipo antes-depois, estudos observacionais analíticos do tipo coorte e caso-controle e 
estudos observacionais descritivos) que avaliaram o efeito do serviço de 
acompanhamento farmacoterapêutico em diferentes cenários de saúde. O principal 
comparador foi o cuidado usual ou padrão estabelecido nos estudos. Destas seis 
revisões, três delas (50,0%) conduziram análises estatísticas (meta-análises). Ao 
todo, foram avaliados 60 desfechos diferentes, sendo 27 desfechos clínicos (45,0%), 
18 desfechos de processo (30,0%), 10 econômicos (16,7%) e 5 humanísticos 
(8,3%). Os desfechos mais comumente reportados nos estudos foram: redução de 
diferentes tipos de custos (n=10) (p. ex. medicamentos, testes laboratoriais, 
consultas de emergência, hospitalizações); adesão (n=6), a qual foi avaliada por 
diferentes ferramentas (p. ex. número de comprimidos tomados, porcentagem de 
doses prescritas, escala de Morisky); redução do nível de LDL-c (n=4); e redução de 
readmissão hospitalar em diferentes tempos (n=4). 
 
 
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O efeito do serviço farmacêutico foi positivo em 10 desfechos de processo (10/18 = 
55,6%), não significativo quando comparado ao grupo controle em 4 desfechos 
(22,2%), e, para outros 4 casos (22,2%), incluindo adesão e redução de readmissão 
hospitalar, os resultados dos estudos foram contraditórios, ou seja, a favor e contra a 
intervenção. Em relação aos desfechos clínicos, em 11 deles (11/27 = 40,7%) o 
efeito do serviço foi positivo e significativo, em 12 casos (44,4%) não houve 
diferença entre os grupos intervenção e controle, e, em 4 desfechos (14,8%) os 
resultados foram contraditórios. Para os 5 desfechos humanísticos, os resultados 
foram positivos a favor da intervenção em 2 casos (40,0%) e não significativos para 
outros 2 desfechos (40,0%) que avaliaram qualidade de vida por meio de diferentes 
ferramentas. Para o desfecho de satisfação do paciente com o serviço ofertado 
(20,0%) os resultados foram contraditórios. Em relação aos desfechos econômicos 
(n=10), foi demonstrado em dois desfechos (20,0%) uma economia significativa de 
recursos com medicação (em termos de co-participação e seguro saúde) a partir da 
oferta do serviço farmacêutico. Para outros casos de despesas totais, custos com 
testes, consultas ou hospitalização, os resultados entre estudos foram contraditórios 
- com valores variando entre economia e despesas mensais por paciente, sem 
diferenças significativas entre intervenção e o controle. 
O nível de evidência encontrado foi muito variado. Praticamente metade dos 
desfechos (em torno de 48%) foi classificada como Grau D (nível 1B-), tendo sido o 
grau da evidência reduzido pela baixa qualidade dos estudos primários (ensaios 
clínicos randomizados) e devido à falta de dados estatísticos completos ou 
conclusivos. Evidências de mais alto nível [grau A (nível 1A ou 1B)] foram 
encontradas em um terço dos casos. Somente 10% dos desfechos foram 
classificados como de Grau C (nível 4). Para mais informações, Tabela 11. 
 
 
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Tabela 11. Síntese da evidência do impacto do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico. 
Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
Bach, 2019 RS 
Avaliar o papel do 
farmacêutico na 
redução das 
readmissões 
hospitalares 
13 em MTM 
(9 com 
farmacêutico) 
ECR 
ECNR 
Observacional 
Intervenção: 
educação, 
conciliação, 
aconselhamento, 
coordenação e 
transição do 
cuidado com 
acompanhamento 
 
Controle: 
cuidado padrão 
Redução de 
readmissão hospitalar 
9 
5 de 9 estudos com 
resultadosfavoráveis à 
intervenção 
farmacêutica 
(variação absoluta 
7,8% a 20,0%) 
Grau D 
(nível 2A-) 
Hanlon, 2004 RS 
Avaliar o impacto dos 
serviços clínicos 
providos por 
farmacêuticos nos 
problemas 
relacionados a 
medicamentos e 
desfechos clínicos em 
idosos 
14 
(3 em AF) 
ECR 
Intervenção: 
consultas 
farmacêuticas 
prévias à alta 
hospitalar com 
posterior 
acompanhamento 
em domicílio 
 
Controle: 
cuidado padrão 
Regimes adequados 
recebidos pelo 
paciente 
1 
p=0,01 a favor da 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
Redução em número 
de medicamentos 
1 
p<0,05 a favor da 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
Regimes menos 
complexos 
1 
p<0,05 a favor da 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
Melhor conhecimento 
da terapêutica 
2 
1 estudo a favor da 
intervenção; 1 
estudo sem 
diferença 
Grau D 
(nível 1B-) 
Melhor adesão ao 
tratamento 
1 
p<0,001 a favor da 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
Conformidade do uso 
da terapia 
1 
p<0,001 a favor da 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
Redução de consultas, 
readmissão hospitalar 
1 
p<0,05 a favor da 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
Uso de 
recursos/custos 
satisfação do paciente 
2 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1B-) 
 
 
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Tabela 11. Síntese da evidência do impacto do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico. 
Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
Lowry 
2020 
RSM
A 
Avaliar se intervenção 
de telessaúde 
realizada por 
farmacêutico para 
gestão da medicação 
altera marcadores 
substitutos de 
condições de saúde 
11 ECR 
Intervenção: 
teleconsultas 
realizadas por um 
farmacêutico 
registrado. Essas 
intervenções foram 
definidas como 
qualquer serviço 
cognitivo entregue 
verbalmente e 
remotamente por 
meio digital (com ou 
sem aspecto 
visual), 
acompanhadas ou 
não de estratégias 
adjuvantes como 
monitoramento 
doméstico ou uso 
de portais ou 
aplicativos 
eletrônicos 
 
Controle: 
cuidado padrão 
(modelos 
tradicionais de 
prestação de 
serviço) ou outros 
serviços recentes 
como intervenções 
Proporção de 
pacientes com RNI 
fora do intervalo (3 
meses) 
1 
84,0% vs. 100%; 
RR 0,84 
[95% IC 0,70; 1,01] 
Grau A 
(nível 1B) 
Proporção de 
pacientes com RNI 
2,0-3,0 
(3 meses) 
1 
46,0% vs. 24,0%; 
RR 1,89 
[95% IC 1,20; 3,00] 
Grau A 
(nível 1B) 
Pacientes com valores 
subterapêuticos <2,0 
(3 meses) 
1 
43,0% vs. 52,0%; 
RR 0,83 
[95% IC 0,60; 1,15] 
Grau A 
(nível 1B) 
Pacientes com valores 
supraterapêuticos >3,0 
(3 meses) 
1 
11,0% vs. 24,0%; 
RR 0,47 
[95% IC 0,23; 0,98] 
Grau A 
(nível 1B) 
Tempo de 
anticoagulação no 
alvo terapêutico 
1 
MD 22 
[95% IC 5; 39] 
Grau A 
(nível 1B) 
Proporção de 
pacientes com HbA1c 
>7% 
(6 meses) 
1 
67,0% vs. 31,0%; 
RR 3,3 
[95% IC 1,2; 9,1] 
Grau A 
(nível 1B) 
Mudanças na HbA1c 7 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Proporção de 
pacientes com 
colesterol total 
<5mmol/L (6 meses) 
1 
65,0% vs. 55,0%; 
RR 1,8 
[95% IC 1,2; 2,8] 
Grau A 
(nível 1B) 
Proporção de 
pacientes com LDL-c 
<2,6 mmol/L (12 
meses) 
1 
65,0% vs. 60,0%; 
RR 1,4 
[95% IC 1,0 a 1,8] 
Grau A 
(nível 1B) 
 
 
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Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
online ou 
telessaúde 
entregue por outro 
profissional 
Proporção de 
pacientes com LDL-c 
<1,8 mmol/L (12 
meses) 
1 
17,0% vs. 19,0%; 
RR 1,0 [95% IC 0,6 
a 1,5] 
Grau A 
(nível 1B) 
Mudança no nível de 
colesterol total 
4 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Mudança no nível de 
triglicerídeos 
4 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Mudança no nível de 
HDL-c 
4 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Mudança no nível de 
LDL-c 
5 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Mudança no IMC 
(6 meses) 
2 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Mudança no IMC 
(12 meses) 
2 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Pacientes com 
pressão arterial 
<120/80 mmgHg (6 
meses) 
1 
72,0% vs. 45,0%; 
RR 1,6 
[95% IC 1,3; 2,0] 
Grau A 
(nível 1B) 
Pacientes com 
pressão arterial 
<120/80 mmgHg (12 
meses) 
1 
71,0% vs. 53,0%; 
RR 1,3 
[95% IC 1,1; 1,6] 
Grau A 
(nível 1B) 
Pacientes com 
pressão arterial 
<120/80 mmgHg (18 
meses) 
1 
72,0% vs. 57,0%; 
RR 1,3 
[95% IC 1,1; 1,5] 
Grau A 
(nível 1B) 
Mudança na pressão 
sistólica (6-12 meses) 
8 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
 
 
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Tabela 11. Síntese da evidência do impacto do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico. 
Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
Mudança na pressão 
diastólica (6-12 
meses) 
7 
Sem diferença 
estatística 
Grau D 
(nível 1A-) 
Lu 
2008 
RS 
Avaliar a melhora da 
qualidade e da 
eficiência do uso de 
medicamentos na 
gestão do cuidado 
nos Estados Unidos 
entre 2001 e 2007 
15 
(5 sem viés) 
ECR 
Estudo pré-pós 
Intervenção: 
cuidado 
colaborativo 
envolvendo 
farmacêutico 
 
Controle: 
cuidado padrão 
Adesão terapêutica 
(MPR) (6 meses) 
1 +7,8 
Grau D 
(nível 1B-) 
Uso de recursos 
(consultas) 
1 -19,0 
Grau D 
(nível 1B-) 
Taxa de uso de 
benzodiazepínicos 
1 -8,0 
Grau D 
(nível 1B-) 
Redução da pressão 
arterial sistólica 
1 +6,5 (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Redução da pressão 
arterial sistólica 
(6 meses) 
1 +5,4 (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Pacientes que 
alcançaram pressão 
arterial alvo 
1 17,0% (p<0,05) 
Grau A 
(nível 1B) 
Redução do nível 
colesterol 
1 +11,0 (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Redução do nível de 
LDL 
1 +18,8 (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Redução de LDL (6,5 
meses) 
1 +20,8 (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Pacientes que 
alcançaram LDL <100 
mg/dl (6,5 meses) 
1 54,0% (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Redução de LDL 
(18 meses) 
1 +12,2 (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
Aumento do screening 
de pacientes 
1 30,0% (p<0,001) 
Grau A 
(nível 1B) 
 
 
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Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviçoe do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
Pacientes que 
receberam ao menos 
1 medicamento de 
acordo com guidelines 
1 +2,0 
Grau D 
(nível 1B-) 
Total de consultas 
(médicos e 
farmacêuticos) 
1 +21,2 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custos totais por 
paciente 
1 +4,0 
Grau D 
(nível 1B-) 
Aumento da qualidade 
de vida (função física 
SF-36) 
1 +5,6 
Grau D 
(nível 1B-) 
Thomas, 2014 
RSM
A 
Avaliar o efeito de 
intervenções 
farmacêuticas na 
redução de admissão 
hospitalar não-
planejada em idosos 
16 
(9 em 
cuidados 
primários) 
ECR 
Intervenção: 
intervenções 
farmacêuticas em 
cuidados de saúde 
primários ou 
secundários para 
idosos (>60 anos): 
visitas e entrevistas 
para avaliação da 
medicação 
 
Controle: 
cuidado padrão 
 
Redução de admissão 
hospitalar não-
planejada 
(qualquer tempo) 
9 
RR 1,07 
[95% IC 0,96; 1,20]; 
I2=33% 
Grau A 
(nível 1A) 
Redução de admissão 
hospitalar não-
planejada (3 meses) 
3 
RR 0,73 
[95% IC 0,49; 1,06] 
Grau A 
(nível 1A) 
Redução de admissão 
hospitalar não-
planejada (6 meses) 
6 
RR 1,16 
[95% IC 0,99; 1,35] 
Grau A 
(nível 1A) 
Redução de admissão 
hospitalar não-
planejada (12 meses) 
6 
RR 0,95 
[95% IC 0,81; 1,11] 
Grau A 
(nível 1A) 
Viswanathan, 
2015 
RSM
A 
Avaliar o efeito de 
intervenções de 
manejo da terapia 
medicamentosa em 
pacientes 
ambulatoriais com 
44 
ECR 
ECNR 
Coorte 
Caso-controle 
Intervenção: 
revisão dos 
medicamentos, 
educação junto ao 
paciente e 
acompanhamento 
Número médio de 
consultas 
ambulatoriais 
3 
MD 0,05 
[95% IC -0,03; 0,13]; 
p=0,25; I2=0% 
Grau A 
(nível 1A) 
Número médio de 
hospitalizações 
3 
MD 0,04 
[95% IC -0,01; 0,08]; 
p=0,09; I2=0% 
Grau A 
(nível 1A) 
 
 
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Tabela 11. Síntese da evidência do impacto do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico. 
Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
doenças crônicas 
Controle: 
cuidado padrão 
Identificação de PRM 1 RD 6,1%; p=0,06 
Grau C 
(nível 4) 
Número de PRM 
resolvidos 
1 
MD -1,00 
[95% IC -1,97; 
0,03); p=0,04 
Grau C 
(nível 4) 
Adesão terapêutica 
(>80% comprimidos 
tomados) 
1 
100% vs. 88.9%; 
p=0,12 
Grau D 
(nível 1B-) 
Adesão terapêutica 
(% doses prescritas 
tomadas) 
1 
MD -0,04 
[95% IC -0,101; 
0,02]; p=0,20 
Grau C 
(nível 4) 
Adesão terapêutica 
(Morisky scale) 
1 
MD 0,090 
[95%IC -0,08; 0,26]; 
p=0,29 
Grau D 
(nível 1B-) 
Dosagem medicação 1 
MD -2,2 
[95%IC -3,74; -0,66] 
Grau D 
(nível 1B-) 
Anticoagulação: RNI 
terapêutico alcançado 
1 
100% vs. 16,7%; 
p=0,048 
Grau D 
(nível 1B-) 
HbA1c (6 meses) 1 
MD -0,20 
[95% IC -0,93; 0,53]; 
p=0,59 
Grau D 
(nível 1B-) 
HbA1c (12 meses) 1 
OR 56,5 
[95%IC 2,81; 
1133,9]; p=0,008 
Grau D 
(nível 1B-) 
Mudança em LCL-c 
(%) (12 meses) 
1 
OR 56,0 
[95%IC 5,58; 561,7] 
Grau D 
(nível 1B-) 
Pacientes (%) 
alcançaram objetivo 
terapêutico de pressão 
arterial (12 meses) 
1 
OR 28,88 
[95% IC 5,49; 
151,9]; p<0,001 
Grau D 
(nível 1B-) 
 
 
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Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
Pacientes (%) com 
eventos adversos 
(12 meses) 
1 
OR 0,65 
[95% IC 0,37; 1,15]; 
p=0,14 
Grau D 
(nível 1B-) 
Função física e 
cognitiva 
1 
p>0,05 
(sem diferenças) 
Grau D 
(nível 1B-) 
Função afetiva 
(CES-D score) 
1 
MD -1,10 
[95% IC -3,80; 1,62]; 
p=0,43 
Grau D 
(nível 1B-) 
Função afetiva 
(score ansiedade) 
1 
MD -0,10 
[95% IC -2,39; 2,19]; 
p=0,09 
Grau D 
(nível 1B-) 
Fumção afetiva 
(score Beck 
depressão e 
ansiedade) 
1 
OR 2,41 
[95% IC 0,60; 9,63]; 
p=0,22 
Grau D 
(nível 1B-) 
Mortalidade 1 
OR 0,59 
[95% IC 0,12; 2,49]; 
p=0,48 
Grau D 
(nível 1B-) 
Eventos 
gastrointestinais 
(sangramento) 
1 RRR 60%; p=0,001 
Grau C 
(nível 4) 
Qualidade de vida 
(vitalidade) 
1 
MD 2,797 
[95%IC 0,65; 4,94]; 
p=0,01 
Grau D 
(nível 1B-) 
Qualidade de vida 
(função emocional) 
1 
MD 5,396 
[95%IC -7,24; 18,01] 
Grau D 
(nível 1B-) 
Qualidade de vida 
(diabetes mellitus) 
1 
p>0,05 (sem 
diferenças) 
Grau D 
(nível 1B-) 
Satisfação do 
paciente 
3 
Sem diferença em 
17 dos 24 itens; 
4 itens favorecem 
intervenção 
Grau D 
(nível 1B-) 
 
 
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Tabela 11. Síntese da evidência do impacto do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico. 
Autor 
ano 
Tipo 
estu
do 
Escopo pesquisa 
N. estudos 
incluídos 
Desenhos 
estudos 
Descrição do 
serviço e do 
comparador 
Desfechos 
N. 
estudos / 
desfecho 
Resultados 
Grau 
Recomenda
ção (Nível 
de 
Evidência) 
Uso de recursos 
(formulação genérica) 
1 OR -0,01 a 0,06 
Grau C 
(nível 4) 
Custos da medicação 
(co-participação) 
1 
MD -$80,40 
[95%IC 10,43; 
150,4]; p=0,24 
Grau C 
(nível 4) 
Custos da medicação 
(seguro de saúde) 
3 
Variação média 
-CaD$34 a -$293 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custos da medicação 
(despesas totais) 
6 
Variação média 
-$20,16 a $5,25 / 
mês 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custos da medicação 
e outras despesas 
2 
Variação média 
-CaD$8,1 a $1947 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custos de pacientes 
externos 
3 
Variação média 
-$11.92 vs. 
CaD$1.13 
consulta/mês 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custos de testes 
laboratoriais 
3 
Variação média 
CaD$15 a -$140 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custos consultas 
emergenciais 
2 
Variação média 
-$52 a CaD$5,60 
Grau D 
(nível 1B-) 
Custo hospitalização 3 
Variação média 
-$221.00 a $2402; 
p=0,05 
Grau D 
(nível 1B-) 
Nota: ECNR: ensaio clínico não-randomizado; ECR: ensaio clínico randomizado; ECNR: ensaio clínico não randomizado; Estudo pré-pós: estudo comparativo antes/depois; IC: intervalo de 
confiança; I2: índice de heterogeneidade; MD: mean difference (diferença entre médias); MTM: medication therapy management; OR: odds ratio; RR: risco relativo; RRR: redução do risco relativo; 
RS: revisão sistemática; RSMA: revisão sistemática com meta-análise 
 
 
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7. Previsão de atualização 
 
Este guia será revisado em até 2 anos da sua data de publicação. 
 
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ZIERLER-BROWN, S. BROWN, T. R.; CHEN, D.; BLACKBURN, R. W. Clinical 
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que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. Venda proibida. 
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qualquer fim comercial. Venda proibida. 
9. Apêndice A. Revisões sistemáticas excluídas com seus respectivos motivos 
Título do artigo Motivo da exclusão 
Li E H, Foisy M M. Antiretroviral and Medication Errors in Hospitalized HIV-Positive Patients. Annals of Pharmacotherapy. 2014; 48(8);998-1010. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Fernandes O, Baker M. Can pharmacists collaborate with patients and interprofessional teams to reduce medication-related risk at interfaces of care 
and improve meaningful patient outcomes? Journal of Pharmacy Practice and Research. 2017; 47(5);327-332. 
Desenho do estudo 
Kitts N K, Reeve A R, Tsu L. Care transitions in elderly heart failure patients: Current practices and the pharmacist's role. Consultant Pharmacist. 
2014; 29(3);179-190. 
Desenho do estudo 
Wagle K C, Skopelja E N,Campbell N L. Caregiver-Based Interventions to Optimize Medication Safety in Vulnerable Elderly Adults: A Systematic 
Evidence-Based Review. Journal of the American Geriatrics Society. 2018; 66(11);2128-2135. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Barboza-Zanetti M O, Barboza-Zanetti A C, Rodrigues-Abjaude S A, Pinto-Simões B, Leira-Pereira L R. Clinical pharmacists’ contributions to 
hematopoietic stem cell transplantation: A systematic review. Journal of Oncology Pharmacy Practice. 2019; 25(2);423-433. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Stemer G, Lemmens-Gruber R. Clinical pharmacy activities in chronic kidney disease and end-stage renal disease patients: A systematic literature 
review. BMC Nephrology. 2011; 12(1). 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Milosavljevic A, Aspden T,Harrison J. Community pharmacist-led interventions and their impact on patients’ medication adherence and other health 
outcomes: a systematic review. International Journal of Pharmacy Practice. 2018; 26(5);387-397. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Gillani S W, Alsubaihi L I, Zaghloul H A, Ansari I A, Ma M I,Baig M R. Compare the clinical management of warfarin among physician versus 
pharmacist-led coagulation clinic: Structured systematic review. Biomedical Research (India). 2018; 29(7);1327-1332. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Richardson T E, O'Reilly C L,Chen T F. A comprehensive review of the impact of clinical pharmacy services on patient outcomes in mental health. 
International Journal of Clinical Pharmacy. 2014; 36(2);222-232. 
Dados incompletos 
sobre o serviço 
Yi Z M, Li T T, Tang Q Y, Zhang Y, Willis S,Zhai S D. Content and impact of pharmacy services for patients with Parkinson's disease: A systematic 
review and meta-analysis. Medicine (Baltimore). 2020; 99(27);e20758. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Michot P, Catala O, Supper I, Boulieu R, Zerbib Y, Colin C, et al. [Cooperation between general practitioners and pharmacists: a systematic review]. 
Sante Publique. 2013; 25(3);331-41. 
Dados incompletos 
sobre o serviço 
Título do artigo Motivo da exclusão 
Touchette D R, Doloresco F, Suda K J, Perez A, Turner S, Jalundhwala Y, et al.; Economic evaluations of clinical pharmacy services: 2006-2010; 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
Kwak A, Moon Y J, Song Y K, Yun H Y,Kim K; Economic Impact of Pharmacist-Participated Medication Management for Elderly Patients in Nursing 
Homes: A Systematic Review. Int J Environ Res Public Health. 2019; 16(16). 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Fahey T, Schroeder K,Ebrahim S; Educational and organisational interventions used to improve the management of hypertension in primary care: a 
systematic review. Br J Gen Pract. 2005; 55(520);875-82. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Li X, Mao M,Ping Q; Effect of pharmaceutical care programs on glycemic control in patients with diabetes mellitus: A meta-analysis of randomized 
controlled trials; Journal of Pharmacy Technology. 2010; 26(5);255-263. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
El Hajj M S, Jaam M J,Awaisu A. Effect of pharmacist care on medication adherence and cardiovascular outcomes among patients post-acute 
coronary syndrome: A systematic review. Res Social Adm Pharm. 2018; 14(6);507-520. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Collins C, Limone B L, Scholle J M,Coleman C I. Effect of pharmacist intervention on glycemic control in diabetes. Diabetes Research and Clinical 
Practice. 2011; 92(2);145-152. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
 
 
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qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Título do artigo Motivo da exclusão 
Jia X, Zhou S, Luo D, Zhao X, Zhou Y,Cui Y M. Effect of pharmacist-led interventions on medication adherence and inhalation technique in adult 
patients with asthma or COPD: A systematic review and meta-analysis. Journal of Clinical Pharmacy and Therapeutics. 2020; 45(5);904-917. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Meta-analysis of Pharmaceutical Care Components. Ann Pharmacother. 2018; 52(2);198-211. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
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randomized controlled trials. BMC Fam Pract. 2017; 18(1);5. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Dokbua S, Dilokthornsakul P, Chaiyakunapruk N, Saini B, Krass I,Dhippayom T. Effects of an Asthma Self-Management Support Service Provided by 
Community Pharmacists: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Manag Care Spec Pharm. 2018; 24(11);1184-1196.Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Desenho do estudo 
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analysis. International Journal of Clinical Pharmacy. 2014; 36(6);1230-1240. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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delivery: evaluation of the literature. Journal of Mental Health. 2016; 25(6);550-559. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
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quantitative review of economic evaluations in primary care. Br J Gen Pract. 2019; 69(682); e304-e313. 
Serviço farmacêutico 
avaliado 
Krzyzaniak N,Bajorek B. A global perspective of the roles of the pharmacist in the NICU. Int J Pharm Pract. 2017; 25(2);107-120. Desenho do estudo 
Kiesel E, Hopf Y. Hospital pharmacists working with geriatric patients in Europe: A systematic literature review. European Journal of Hospital 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
Meece J. Improving medication adherence among patients with type 2 diabetes. Journal of Pharmacy Practice. 2014; 27(2);187-194. Desenho do estudo 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 82 de 84 
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja para venda ou 
qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Título do artigo Motivo da exclusão 
 
Título do artigo Motivo da exclusão 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Desenho do estudo 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
 
 
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Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja para venda ou 
qualquer fim comercial. Venda proibida. 
Título do artigo Motivo da exclusão 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Desenho do estudo 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Dados incompletos 
sobre o serviço 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado e Desenho 
do estudo 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
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Serviço farmacêutico 
avaliado 
 
 
2021 Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica Página 84 de 84 
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qualquer fim comercial. Venda proibida.

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