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<p>TÉCNICO EM QUALIDADE</p><p>LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 2</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 3</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 – LEITURA E INTERPRETAÇÃO DESENHO MECÂNICO .................................................................................. 4</p><p>2 - NORMAS ............................................................................................................................... 5</p><p>3 - FORMATOS DE PAPEL – NBR – 5984/1980 (DIN 476) ................................................................. 5</p><p>4 - LEGENDA ............................................................................................................................... 7</p><p>5 - MEDIDA DO DESENHO ............................................................................................................ 8</p><p>6 - LINHAS ............................................................................................................................................. 9</p><p>EXERCÍCIOS ......................................................................................................................................... 14</p><p>7 - COTAGEM ............................................................................................................................ 15</p><p>8 - PEÇAS PLANAS ................................................................................................................................ 19</p><p>9 - PERSPECTIVAS ................................................................................................................................ 20</p><p>EXERCICIO ........................................................................................................................................... 21</p><p>9 - CORTES ........................................................................................................................................... 28</p><p>9.1 - CORTE TOTAL ................................................................................................................................ 28</p><p>9.2 - MEIO CORTE .................................................................................................................................. 29</p><p>9.3 - OMISSÃO DE CORTE ...................................................................................................................... 29</p><p>9.4 - CORTES COMPOSTOS .................................................................................................................... 30</p><p>9.5 - CORTE PARCIAL ............................................................................................................................. 31</p><p>10 - RUPTURAS (ENCURTAMENTO) ..................................................................................................... 32</p><p>11 - SEÇÃO FORA DA VISTA .................................................................................................................. 33</p><p>12 - SEÇÕES ......................................................................................................................................... 34</p><p>12.1 - SEÇÃO SOBRE A VISTA .............................................................................................................................. 34</p><p>12.2 - SEÇÃO INTERROMPENDO A VISTA ............................................................................................... 35</p><p>EXERCICIO ........................................................................................................................................... 36</p><p>13 - SINAIS CONVENCIONAIS ............................................................................................................... 36</p><p>14 - SUPRESSÃO DE VISTAS ......................................................................................................................... 37</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O desenho técnico sem dúvida é a linguagem gráfica utilizada na indústria. Para que esta</p><p>linguagem seja entendida no mundo inteiro, existe uma série de regras internacionais que compõem</p><p>as normas gerais de Desenho técnico cuja regulamentação no Brasil é feita pela Associação Brasileira</p><p>de Normas Técnicas (ABNT).</p><p>O Desenho técnico é um desenho operativo, ou seja, após sua confecção segue-se uma operação</p><p>de fabricação e/ou montagem. Desta forma, para fabricarmos ou montarmos qualquer tipo de</p><p>equipamento ou construção civil, em todas as áreas da indústria, sempre precisaremos de um Desenho</p><p>Técnico.</p><p>O QUE É DESENHO TECNICO</p><p>O desenho técnico é uma forma de representação gráfica usada, entre outras finalidades, para</p><p>ilustrar instrumentos de trabalho, como máquinas, peças e ferramentas, por exemplo. É também a</p><p>linguagem universal para identificar um produto segundo sua forma gráfica. Pois, representam corpos,</p><p>formas, dimensões e o material de que são constituídos. O desenho técnico deve transmitir com exatidão</p><p>todas as características do objeto a ser representado.</p><p>1 – LEITURA E INTERPRETAÇÃO DESENHO MECÂNICO</p><p>Na indústria, para a execução de uma determinada peça, as informações podem ser</p><p>apresentadas de diversas maneiras:</p><p>A PALAVRA - Dificilmente transmite a ideia da forma de uma peça.</p><p>A PEÇA – Nem sempre pode servir de modelo.</p><p>A FOTOGRAFIA – Não esclarece os detalhes internos da peça.</p><p>O DESENHO – Transmite todas as ideias de forma e dimensões de uma peça, e ainda fornece uma série de</p><p>informações, como:</p><p>- O material de que é feita a peça;</p><p>- O acabamento das superfícies;</p><p>- A tolerância de suas medidas, etc.</p><p>O desenho mecânico, como linguagem técnica, tem necessidade fundamental do</p><p>estabelecimento de regras e normas. É evidente que o desenho mecânico de uma determinada peça</p><p>possibilita a todos que intervenham na sua construção, mesmo que em tempos e lugares diferentes,</p><p>interpretar e produzir peças tecnicamente iguais.</p><p>Isso, naturalmente, só é possível quando se têm estabelecidas, de forma fixa e imutável, todas as regras</p><p>necessárias para que o desenho seja uma linguagem técnica própria e autêntica, e que possa cumprir a</p><p>função de transmitir ao executor da peça as ideias do desenhista.</p><p>Por essa razão, é fundamental e necessário que o desenhista conheça todas as normas do desenho</p><p>técnico mecânico.</p><p>Como em outros países, existe no Brasil uma Associação (ABNT) que estabelece, fundamenta e recomenda</p><p>as normas do desenho técnico mecânico, além das normas da ABNT existem outras normas como as DIN</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 5</p><p>e a ISO.</p><p>2 - NORMAS</p><p>NORMAS ABNT</p><p>Editadas e distribuídas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.</p><p>NORMAS ISO</p><p>Editadas e distribuídas pela ISO – International Organization for Standardization.</p><p>NORMAS DIN</p><p>DIN – Deutsche Normen (antigamente Deutsche Industrie Normen)</p><p>Editada pelo DIN – Deutsche Institut fur Normung (Instituto Alemão para Normatização)</p><p>Representante no Brasil: ABNT – que possui na sua sede no Rio de Janeiro e na delegacia de São Paulo</p><p>coleções completas e em dia de todas as normas DIN.</p><p>3 - FORMATOS DE PAPEL – NBR – 5984/1980 (DIN 476)</p><p>Os formatos de papel para a execução dos desenhos técnicos são padronizados obedecendo as normas</p><p>estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O formato básico, designado por A0 é</p><p>o do retângulo de lado medindo 841 e 1189 mm, tendo área de 1 m². A partir deste formato básico</p><p>derivam os demais da série A (figura 15), pela bipartição ou duplicação sucessiva, que são: A0, A1, A2,</p><p>A3 e A4 os mais usados, porém existem ainda formatos menores que A4 e maiores que A0.</p><p>FIGURA – Formato básico e suas derivações</p><p>passa, com a medida</p><p>mínima.</p><p>O calibrador de boca ajustável resolve o problema das indústrias médias e pequenas pela redução do</p><p>investimento inicial na compra desses equipamentos. O calibrador ajustável para eixo tem dois ou quatro</p><p>parafusos de fixação e pinos de aço temperado e retificado. É confeccionado de ferro fundido, em forma de</p><p>ferradura. A dimensão máxima pode ser ajustada entre os dois pinos anteriores, enquanto a dimensão</p><p>mínima é ajustada entre os dois pinos posteriores.</p><p>Figura: Telecurso 2000 – Metrologia</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 62</p><p>Calibrador de rosca.</p><p>Verificar rosca consiste no uso de calibradores com perfil e passo idêntico ao da rosca conhecida,</p><p>obedecendo a dimensões e condições de cada tipo de rosca. Podemos usar o calibrador de anel para rosca</p><p>externa, e calibrador tampão de rosca para verificação de rosca interna.</p><p>Figura: Telecurso 2000 - Metrologia</p><p>Calibrador regulável de rosca:</p><p>Geralmente é de roletes e de boca progressiva, não sendo necessário virar o calibrador, porque ele não se</p><p>aparafusa à peça. Os roletes cilíndricos possuem o mesmo passo da rosca a ser calibrada. As vantagens em</p><p>relação aos calibradores de anéis são: verificação mais rápida; menor desgaste e uso de apenas um calibrador</p><p>para vários diâmetros.</p><p>BLOCO PADRÃO</p><p>Ao realizar qualquer medida, é necessário estabelecer um padrão de referência.</p><p>Ao longo do tempo, diversos padrões foram adotados: o pé, o braço etc. mais tarde, no século XVIII,</p><p>foi introduzido, na França, o sistema métrico.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 63</p><p>Em 1898, C. E. Johansson solicitou a patente de blocos-padrão: peças de 30 ou 35 mm x 9 mm, variando de</p><p>espessura a partir de 0.5 mm. Atualmente, nas indústrias são encontradas blocos-padrão em milímetro e em</p><p>polegada.</p><p>Figura: Mitutoyo Instruments Corporation</p><p>Muito utilizados como padrão de referência na indústria moderna, desde o laboratório até a oficina,</p><p>são de grande utilidade nos dispositivos de medição, nas traçagens de peças nas próprias máquinas</p><p>operatrizes.</p><p>Existem jogos de blocos-padrão com diferentes quantidades de peças. Não devemos, porém, adotá-</p><p>los apenas por sua quantidade de peças, mas pela variação de valores existentes em seus blocos fracionários.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 64</p><p>Bloco padrão protetor</p><p>A fabricação dos blocos protetores obedece às normas utilizadas na construção dos blocos-padrão</p><p>normais. Entretanto, emprega-se material que permite a obtenção de maior dureza.</p><p>Geralmente são fornecidos em jogos de dois blocos, e suas espessuras normalmente são de 1, 2 ou 2.5</p><p>mm, podendo variar em situações especiais.</p><p>Os blocos protetores têm como finalidade proteger os blocos-padrão no momento de sua utilização.</p><p>Composição de um jogo de blocos-padrão, contendo 114 peças</p><p> 2 blocos-padrão protetores de 2.00 mm de espessura</p><p> 1 bloco-padrão de 1.0005 mm</p><p> 9 blocos-padrão de 1.001; 1.002; 1.003…1.009 mm</p><p> 49 blocos-padrão de 1.01, 1.02, 1.03…1,49 mm</p><p> 49 blocos-padrão de 0.50, 1.00, 1.50, 2.00…24.5 mm</p><p> 4 blocos-padrão de 25, 50, 75 e 100 mm</p><p>Materiais utilizados na confecção dos blocos-padrão</p><p>Aço: É o mais utilizado na indústria. O aço é tratado termicamente para garantir a estabilidade dimensional, além de</p><p>assegurar dureza de 800 HV.</p><p>Metal duro: São blocos geralmente fabricados em carbureto de tungstênio. Hoje, este tipo de bloco-padrão é mais</p><p>utilizado como bloco protetor. A dureza deste tipo de bloco padrão situa-se acima de 1500 HV.</p><p>Cerâmica: O material básico utilizado é o zircônio. A utilização deste material ainda é recente, e suas principais</p><p>vantagens são a excelente estabilidade dimensional e a resistência à corrosão. A dureza obtida nos blocos- padrão de</p><p>cerâmica situa-se acima de 1400 HV.</p><p>Exemplo: Os blocos-padrão podem ser usados para verificar um rasgo em forma de rabo de andorinha com</p><p>roletes, no valor de 12.573 + 0.005. Devemos fazer duas montagens de blocos-padrão, uma na dimensão mínima de</p><p>12.573 mm e outra na dimensão máxima de 12.578 mm.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 65</p><p>EXERCICIOS;</p><p>+ 0,005 + 0,009</p><p>62,473 - 0,008 47,865 - 0,007</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 66</p><p>Exercícios</p><p>1. Considere a composição de um jogo de blocos-padrão, contendo 114 peças. Determine o</p><p>empilhamento dos blocos-padrão nos itens abaixo.</p><p>a) 49,125 mm</p><p>b) 98,996 mm</p><p>c) 56,123 mm</p><p>d) 89,564 mm</p><p>e) 101,333 mm</p><p>f) 75,452 mm</p><p>g) 62,351 mm</p><p>2. Determine os lados PNP para as seguintes simbologias de ajuste. Logo em seguida determine o</p><p>empilhamento dos blocos-padrão para os lados PNP.</p><p>a) 25 E8</p><p>b) 77 H7</p><p>c) 11 j7</p><p>d) 95 k6</p><p>e) 35 G6</p><p>f) 82 f7</p><p>g) 18 h5</p><p>h) 15 N7</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 1</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Ferramentas da</p><p>Qualidade</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 2</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>TÓPICO</p><p>01</p><p>CUSTO DA QUALIDADE</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 3</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>1. CUSTOS DA QUALIDADE E DA NÃO QUALIDADE</p><p>O conceito de custos da qualidade tem sua origem em Joseph M. Juran em sua obra</p><p>Quality Control Handbook (1951) e desde então várias teorias surgiram sobre essa temática</p><p>que classifica os custos da qualidade ou custos da não qualidade de diversas formas, porém,</p><p>de modo geral, eles têm a mesma natureza com nomes diferentes.</p><p>As definições de custos da qualidade variam entre os especialistas de acordo com a</p><p>definição de qualidade e as estratégias adotadas pela empresa, que induzem a diferentes</p><p>aplicações e interpretações, mas sua aplicação deve ser capaz de responder, segundo</p><p>TOLEDO (2002), as seguintes questões:</p><p>• Qual o valor da qualidade que a empresa oferece?</p><p>• Quanto custa à qualidade que está sendo obtida na empresa?</p><p>• Quanto está custando à falta de qualidade para a empresa?</p><p>• Quanto custa à perda de um cliente por problemas de qualidade?</p><p>• Em que é viável investir para reduzir os custos da não qualidade?</p><p>• Como está o desempenho da empresa em qualidade?</p><p>Através deste questionário fica claro que o estudo dos custos se torna importante</p><p>para o reconhecimento e a organização do conjunto relativo à qualidade, para identificar as</p><p>categorias mais significativas, bem como suas tendências de comportamento ao longo do</p><p>tempo, além de se tornar um guia para redução de custos e melhoria da qualidade, devendo,</p><p>portanto, ser acompanhado de um programa.</p><p>Os princípios destes custos devem ser conhecidos para que se possam determinar os</p><p>parâmetros da qualidade, sendo estes: refugos, unidades defeituosas, desperdícios, sobras e</p><p>reclamações, para sua análise e controle:</p><p>Refugo: é o produto ou parte dele que não está dentro dos padrões de qualidade</p><p>admissíveis e que não pode ser reparado, podendo este ser vendido a baixo preço.</p><p>Unidade defeituosa: este produto, ao contrário do refugo, poderá ser retrabalhado e</p><p>vendido como peça normal ou defeituosa.</p><p>Desperdício: é o gasto desnecessário ou aplicado em excesso, assim como os resíduos</p><p>da produção que não podem ser retrabalhados ou vendidos.</p><p>Sobras: são materiais extraídos na fabricação de um produto que podem ser</p><p>comercializados com outras fábricas como um subproduto ou sucata.</p><p>Reclamações: são feitas nos prazos de garantia de um produto e em alguns casos fora,</p><p>uma vez detectado o erro de projeto ou montagem (recall). Os custos vão desde sua</p><p>apresentação até o pleno funcionamento do produto.</p><p>Na concepção de Juran os custos da qualidade devem ser divididos em quatro</p><p>categorias: custos de prevenção, custos de avaliação, custos das falhas internas e custos das</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 4</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>falhas externas que por sua vez são agrupados em custos do controle e custos das falhas,</p><p>conforme representado no diagrama.</p><p>Fonte: Adaptado de GOMES, L. D. Ferreira et al., 2003.</p><p>A partir desta divisão pode se analisar as tendências de alocação dos recursos entre</p><p>os custos do controle e os custos das falhas. A relação básica entre eles demonstra que</p><p>investimentos em controle melhoram a qualidade e podem reduzir as falhas, porém também</p><p>podem inviabilizar a produção se forem altos demais.</p><p>O gráfico abaixo mostra que quando os custos do controle forem zero, o produto será</p><p>100% defeituoso e o custo das falhas tende a ser muito alto. Por outro lado, quando o</p><p>produto é 100% dentro do nível de qualidade, não há falhas, porém, os custos do controle</p><p>tendem a ser muito altos. A ideia, então, é que se encontre um ponto ótimo para que se</p><p>possam equilibrar os custos, ressaltando que tais porcentagens poderão variar conforme a</p><p>estratégia da empresa e os tipos diferentes de produtos.</p><p>Fonte: Adaptado de TOLEDO, José Carlos (de), 2002.</p><p>Segundo ROSÁRIO (2006) quanto mais cedo a empresa identificar um erro e</p><p>desenvolver meios para que não torne a acontecer, menor é o seu custo com os mesmos,</p><p>porém as empresas gastam muito pouco com prevenção, o que provoca maiores custos</p><p>devido à falta de controle.</p><p>Richard W. Anderson, gerente geral da Divisão de Sistemas de Computadores da</p><p>Hewlett-Packard ilustra bem este fato:</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 5</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>“Quanto mais cedo você detectar e prevenir um defeito, mais você poderá</p><p>economizar. Se você jogar fora uma resistência defeituosa de 2 centavos antes de usá-la,</p><p>perderá 2 centavos. Se não o descobrir até que esteja soldada em um componente de</p><p>computador, poderá custar-lhe US$ 10 para reparar o componente. Se você não descobrir o</p><p>componente defeituoso até que esteja nas mãos do usuário do computador, o reparo custará</p><p>centenas de dólares. Na verdade, se um computador de US$ 5.000 tiver que ser reparado no</p><p>campo, a despesa pode exceder o custo de fabricação. ”</p><p>De acordo com estas premissas, são apresentados na sequência os conceitos dos</p><p>respectivos componentes ou elementos desta divisão baseado em TOLEDO (2002).</p><p>1.1 CUSTOS DE PREVENÇÃO:</p><p>Estes custos têm como papel desenvolver nas organizações um sistema de gestão da</p><p>qualidade associado ao projeto, implementação e operação em todo o ciclo de produção</p><p>para que todos os elementos a serem produzidos não sejam concebidos com defeitos ou em</p><p>outras palavras, referem-se aos gastos com o intuito de se evitar tais defeitos. Com esta</p><p>atitude preventiva os custos serão compensados à medida que a qualidade aumenta. Seus</p><p>elementos são:</p><p>Identificação das necessidades dos clientes: são os custos incorridos relacionados à</p><p>avaliação contínua das necessidades e percepção do cliente e/ou usuário quanto à qualidade</p><p>(incluindo dados de confiabilidade e desempenho), que afetam a sua satisfação com os</p><p>produtos e/ou serviços fornecidos.</p><p>Desenvolvimento do projeto do produto: são os custos necessários para gerenciar a</p><p>qualidade na fase de desenvolvimento de um novo produto ou serviço, antes de liberar a</p><p>documentação autorizada para a produção inicial.</p><p>Suprimentos: são os custos voltados para assegurar a conformidade e minimizar o</p><p>impacto das não conformidades dos materiais adquiridos na qualidade dos produtos e/ou</p><p>serviços, envolvendo as atividades antes e após a colocação do pedido de compra.</p><p>Planejamento da Qualidade do Processo Produtivo: são aqueles custos incorridos</p><p>para garantir a capacidade das operações produtivas em atingir os requisitos e padrões da</p><p>qualidade.</p><p>Administração da Qualidade: são os custos voltados para administrar e gerenciar a</p><p>função qualidade.</p><p>Educação para a Qualidade: são os custos necessários à educação para a qualidade</p><p>de todas as funções da empresa que possam afetar, direta ou indiretamente, a qualidade dos</p><p>produtos e/ou serviços.</p><p>1.2 CUSTOS DE AVALIAÇÃO:</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 6</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Depois de feita a prevenção vem os custos de avaliação que são associados às</p><p>medidas, avaliações e auditorias, ou seja, a avaliação da qualidade propriamente dita. Nesta</p><p>etapa é feita a identificação de todas as peças defeituosas e fora dos padrões, como matérias-</p><p>primas, componentes e produtos, afim de que não venham seguir adiante no processo antes</p><p>de serem recuperadas. Seus elementos são:</p><p>Inspeções e ensaios em produtos/serviços adquiridos: são os custos voltados para</p><p>atividades de inspeção e/ou de teste de produtos ou serviços adquiridos, necessárias para</p><p>determinar sua adequação ao uso. Tais atividades podem ser executadas como parte da</p><p>inspeção de recebimento ou como inspeção realizada no próprio fornecedor.</p><p>Avaliação de operações (fabricação ou serviço): são aqueles custos incorridos com</p><p>as inspeções, testes ou auditorias exigidas para determinar e garantir a obediência aos</p><p>requisitos durante todas as fases de execução de um produto ou de um serviço.</p><p>Avaliação externa: são os custos relacionados com as avaliações efetuadas nas</p><p>instalações do cliente, antes da aceitação oficial do produto pelo mesmo.</p><p>1.3 CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS:</p><p>São os custos que correspondem aos produtos acabados que não satisfazem os</p><p>padrões de qualidade com o especificado no projeto, causando perdas na produção. Essas</p><p>falhas são identificadas antes de o produto deixar a empresa e seguir para o consumidor,</p><p>podendo elas serem aproveitadas ou não. Seus elementos são:</p><p>Falhas de projeto de produto/serviço: são aqueles custos não planejados que existem</p><p>em função das inadequações inerentes ao projeto e sua relação com a execução das</p><p>operações da produção. Destaca-se que não estão considerados os custos relativos às</p><p>alterações solicitadas pelo cliente para melhoria do produto, ou os esforços maiores de</p><p>reprojetos que fazem parte do plano de marketing da empresa.</p><p>Falhas de suprimentos: são os custos devidos às falhas de materiais de fornecedores</p><p>em relação aos requisitos da qualidade, inclusive com o pessoal envolvido nessas atividades.</p><p>Falhas de operação (produto/serviço): custos de falhas de operação quase sempre</p><p>representam uma significativa porção dos custos gerais da qualidade e podem, geralmente,</p><p>serem vistos como os custos relacionados com produtos ou serviços defeituosos,</p><p>descobertos durante as operações de processo.</p><p>Outros Custos de Falhas Internas: problema de embarque de material; Reelaboração</p><p>de propostas antes de submetê-las aos clientes; Comparecimento a reuniões internas sobre</p><p>problemas da qualidade; Redução de receita e penalidade devido a atraso nas vendas</p><p>faturadas; projetar novamente um item devido a erros ou problemas de fabricação.</p><p>1.4 CUSTOS DAS FALHAS EXTERNAS:</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 7</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>São os custos decorrentes de falhas no produto acabado quando estes são</p><p>distribuídos para o mercado e/ou adquiridos pelos consumidores. Estes custos ocasionam</p><p>grandes perdas na imagem e na credibilidade das empresas e quanto mais tardes forem</p><p>detectadas maiores serão os prejuízos.</p><p>Seus elementos são:</p><p>Administração de reclamações: são os custos incorridos na investigação, julgamento</p><p>e resposta às reclamações individuais dos clientes ou usuários por razões de qualidade.</p><p>Responsabilidade civil pelo item: São os custos incorridos pela empresa devido às</p><p>reclamações de responsabilidade pelo</p><p>produto ou serviço, inclusive, custos com advogados,</p><p>registros e indenizações.</p><p>Produtos ou serviços devolvidos: são os custos incorridos para manusear, transportar</p><p>e contabilizar produto devolvido, bem como avaliar e reparar ou trocar bens que não</p><p>atendem os requisitos de aceitação pelo cliente ou usuário devido a problemas de qualidade.</p><p>Não inclui gastos com reparos realizados como parte de uma manutenção rotineira.</p><p>Solicitação em garantia: é o custo total envolvido na correção de não conformidades</p><p>nos produtos em garantia. Devem-se adicionar os custos de pessoal de serviço e</p><p>administrativo que não podem ser custeados na conta de garantia, mas que estão fazendo</p><p>trabalho associado com garantia.</p><p>Alteração das especificações de projeto: são os custos para atualizar ou alterar as</p><p>especificações de produtos/serviços no local de operação, para uma nova condição de</p><p>projeto, baseado em recálculos significativos para minimizar ou mesmo eliminar as</p><p>deficiências do projeto anterior. Incluem somente aquelas últimas modificações devidas aos</p><p>problemas da qualidade. Incluem-se os custos incorridos como resultado do recolhimento de</p><p>produtos ou componentes já em uso, a fim de corrigir problemas que não puderam ser</p><p>previstos (custos com recall).</p><p>Penalidades pós-entrega: são os custos incorridos para o pagamento das penalidades</p><p>por falhas no atendimento aos requisitos contratuais pós-entrega do produto/serviço.</p><p>Concessões ao cliente/usuário: são os custos incorridos, sobre e acima dos custos de</p><p>vendas normais, com clientes ou usuários que não estão completamente satisfeitos com a</p><p>qualidade dos produtos ou serviços recebidos.</p><p>Perdas de vendas: são os custos incorridos pela perda de margem de lucro devido à</p><p>redução de vendas por problemas de qualidades. Exemplo: quantidade de negócios que</p><p>perdidos no período medido. Este elemento está associado com a perda da imagem pela</p><p>empresa do ponto de vista do cliente.</p><p>Outros custos de falhas externas: inclui-se aqui qualquer outra conta associada ao</p><p>produto/serviço no local de operação (ex: assistência técnica), diretamente atribuída à</p><p>correção de imperfeições ou testes especiais, mas que não se inclui nos itens anteriores.</p><p>A partir destes conceitos é necessário desenvolver um sistema de mensuração, que</p><p>possa oferecer a organização informações que auxiliem a identificação das áreas que</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 8</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>necessitem de refinamento; um sistema que vise à melhoria contínua e a utilização dos</p><p>programas de controle dos custos em conjunto com programas de qualidade.</p><p>Para o sucesso da implementação deste sistema é importante conhecer os custos da</p><p>qualidade sob sua dimensão plena, o seu domínio além dos processos de produção e as</p><p>principais áreas que necessitem de aprimoramentos. GOMES (2003) sugere que para a</p><p>implementação de um sistema de identificação dos custos da qualidade, devesse adotar as</p><p>seguintes diretrizes:</p><p>• Disseminação do conceito de custos da qualidade através de treinamento para</p><p>toda organização;</p><p>• Definição de todos os elementos que irão compor esses custos em conjunto</p><p>com o departamento de contabilidade sendo que a alta administração deve</p><p>aprovar tais definições;</p><p>• Constituição de uma equipe interdisciplinar responsável pela implantação</p><p>sendo esta nomeada pela alta direção também;</p><p>• Criação de planilhas e elaboração de um banco de dados desses custos,</p><p>indicando os responsáveis pelas coletas assim como seu cronograma;</p><p>• Obtenção dos dados para um período e revisá-los com cada departamento;</p><p>• Obtenção de dados para mais um período;</p><p>• Emissão do primeiro relatório;</p><p>• Exibição dos dados comparando-os com os demais indicadores de desempenho</p><p>para o alto escalão da empresa (gerência, chefia e supervisão);</p><p>• Elaboração de um plano de ação para que possa reduzir os custos levantados;</p><p>• Implantação desse plano de ação;</p><p>• Verificação através de dados comparativos posteriores a eficácia das ações</p><p>tomadas.</p><p>Com esta implantação, uma vez organizada as informações, as organizações poderão</p><p>visualizar soluções para tomada de decisões, aprimorando e melhorando os programas</p><p>relacionados às perdas devidas da não qualidade, o que o torna um importante instrumento</p><p>gerencial por possibilitar a identificação sistêmica, priorizando as oportunidades que levarão</p><p>a reduzir os custos entre todos os departamentos envolvidos.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 9</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>TÓPICO</p><p>02</p><p>FERRAMENTAS DA QUALIDADE</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 10</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>2 FERRAMENTAS DA QUALIDADE</p><p>Neste tópico serão vistas as 7 principais ferramentas do Controle de Qualidade sendo:</p><p>Fluxograma, Diagrama Ishikawa (Espinha-de-Peixe), Folha de Verificação, Diagrama de</p><p>Pareto, Histograma, Diagrama de Dispersão e Cartas de Controle. Estas ferramentas</p><p>pertencem a uma parte de um grupo estatístico, que devem ser de conhecimento de todas</p><p>as pessoas envolvidas com a empresa.</p><p>Para que seja implantado o sistema de gestão da qualidade são necessárias algumas</p><p>ferramentas para analisar fatos e auxiliar na tomada de decisão.</p><p>Esses instrumentos são conhecidos como ferramentas da gestão da qualidade. O</p><p>objetivo de utilizá-las é chegar a um grau de eficiência/eficácia em uma determinada</p><p>atividade ou processo. Mas, deve-se ter profissionais capacitados para que as ferramentas</p><p>sejam aplicadas de maneira correta, pois senão corre-se o risco de ter resultados incorretos.</p><p>As 7 Ferramentas da Qualidade são um conjunto de metodologias reunidas por Kaoru</p><p>Ishikawa e amplamente difundidas como forma de melhorar os processos das empresas.</p><p>Desde então, elas vêm sendo utilizadas nos sistemas de gestão e auxiliam na melhoria dos</p><p>serviços e processos.</p><p>Essas ferramentas são utilizadas para definir, mensurar, analisar e propor soluções</p><p>aos problemas que interferem no desempenho e no resultado das empresas. Elas ajudam a</p><p>estabelecer métodos mais elaborados de resolução baseados em fatos e dados, o que</p><p>aumenta a taxa de sucesso dos planos de ação conforme a tabela a seguir:</p><p>7 ferramentas</p><p>da qualidade</p><p>O que é Para que utilizar</p><p>Diagrama de</p><p>Pareto</p><p>Diagrama de barra que ordena as</p><p>ocorrências de problemas de maior</p><p>frequência para os problemas de menor</p><p>frequência.</p><p>Priorizar os poucos problemas que</p><p>possuem o maior impacto no</p><p>resultado.</p><p>Diagrama de</p><p>causa e efeito</p><p>Expressa de modo simples e fácil, a série</p><p>de possíveis causas para um problema.</p><p>Ampliar a quantidade de causas</p><p>potenciais a serem analisadas.</p><p>Diagrama</p><p>de</p><p>dispersão</p><p>Gráfico que representa a relação entre</p><p>duas variáveis.</p><p>Verificar a correlação entre duas</p><p>variáveis.</p><p>Histograma</p><p>Diagrama de barras que representa a</p><p>frequência dos dados.</p><p>Fornece um caminho fácil para</p><p>avaliar a distribuição dos dados</p><p>http://www.blogdaqualidade.com.br/gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa/</p><p>http://www.blogdaqualidade.com.br/gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa/</p><p>http://www.blogdaqualidade.com.br/gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa/</p><p>http://www.blogdaqualidade.com.br/gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa/</p><p>http://www.blogdaqualidade.com.br/gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa/</p><p>http://www.blogdaqualidade.com.br/gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa/</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 11</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Fluxograma</p><p>Representação gráfica dos passos de um</p><p>processo.</p><p>Permite uma visão global do</p><p>processo por onde passa o produto</p><p>e permite analisar limites,</p><p>fronteiras e</p><p>Carta</p><p>Controle</p><p>de</p><p>Gráfico construído a partir de variáveis de</p><p>um produto ou serviço medidas.</p><p>Utilizado para</p><p>determinar se um</p><p>processo produzirá produtos ou</p><p>serviços com propriedades</p><p>mensuráveis e consistentes.</p><p>Folha</p><p>verificação</p><p>de Tabelas ou Planilhas utilizadas para coleta</p><p>e análise de dados.</p><p>Facilita a coleta de</p><p>dados nos processos.</p><p>2.1 Diagrama de Pareto</p><p>O Diagrama de Pareto tem por objetivo mostrar a distribuição e organização dos itens,</p><p>do mais frequente para o menos frequente. Este diagrama é utilizado para definir os</p><p>problemas e determinar prioridades, ilustrando os problemas detectados. Os dados são</p><p>demonstrados de forma gráfica, apresentando as causas mais frequentes de um problema</p><p>ou situação específica.</p><p>Como fazer?</p><p>• Determinar os fatores que serão comparados no gráfico;</p><p>• Determinar a medida de comparação (frequência, tempo, custo) e o total de</p><p>ocorrências no período analisado para cada um dos fatores;</p><p>• Somar as ocorrências, para determinar o valor total;</p><p>• Calcular o percentual de cada ocorrência, de acordo com o valor total;</p><p>• Calcular o percentual acumulado das ocorrências, chegando a 100%;</p><p>• Listar os fatores, do mais frequente para o menos frequente, e colocá-los no eixo</p><p>horizontal do gráfico;</p><p>• Desenhar um eixo vertical na esquerda do eixo horizontal, colocar a medida de</p><p>comparação e desenhar as barras para cada fator;</p><p>• Desenhar um eixo vertical do lado direito do eixo horizontal, colocar o percentual</p><p>acumulado e desenhar a linha de acordo com cada fator;</p><p>• Analisar o diagrama, identificando o ponto em que a linha do percentual</p><p>acumulado começa a se estabilizar. Os fatores que estão listados até o ponto</p><p>identificado são as que necessitam de maior priorização.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 12</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Exemplo: O proprietário de uma pizzaria está analisando em qual bairro da cidade faz</p><p>mais entregas de pizza, tendo a finalidade de verificar qual seria o ponto estratégico para</p><p>abrir uma nova filial. Durante 15 dias, o entregador de pizzas anotou a quantidade de viagens</p><p>que foram feitas para cada um dos bairros descriminados na tabela abaixo.</p><p>Bairro/ Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Total</p><p>Aventureiro 3 5 8 4 7 6 2 10 3 5 4 9 2 5 6 79</p><p>Costa e Silva 7 2 9 6 3 5 10 3 5 7 8 3 6 3 4 81</p><p>Bom Retiro 6 9 3 7 11 8 8 13 9 16 2 12 9 10 16 139</p><p>Vila Nova 10 7 15 5 9 12 8 7 13 15 8 18 14 9 10 160</p><p>Pirabeiraba 2 8 3 5 8 9 10 10 7 9 6 9 6 4 3 99</p><p>Bairro Total Total acumulado Percentual Percentual acumulado</p><p>Vila Nova 160 160 29% 29%</p><p>Bom Retiro 139 299 25% 54%</p><p>Pirabeiraba 99 398 18% 71%</p><p>Costa e Silva 81 479 15% 86%</p><p>Aventureiro 79 558 14% 100%</p><p>Assim, o proprietário da pizzaria, pode perceber que os bairros Vila Nova e Bom</p><p>Retiro, possuem a maioria quantidades de vendas, a decisão foi uma filial entre os dois</p><p>bairros.</p><p>2.2 Diagrama de causa e efeito</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 13</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>O Diagrama de Causa e Efeito, é também conhecido como “Gráfico de Espinha de</p><p>Peixe” devido a sua aparência e Gráfico de Ishikawa devido ao homem que popularizou o seu</p><p>uso no Japão. É utilizado através da criação de uma lista da causa de problemas. Esta lista é</p><p>disposta de uma linha horizontais central com ramos principais para exibir as principais</p><p>causas e linhas que saem dos ramos principais para mostrar as subcausas de um problema</p><p>específico.</p><p>Ela permite que uma equipe possa identificar, explorar e apresentar todas as</p><p>possíveis causas relacionadas a um problema.</p><p>Os problemas sempre são classificados em seis tipos de causas principais.</p><p>1- Máquinas</p><p>Considerar todas as causas originadas de falhas no maquinário usado durante o processo.</p><p>Exemplos: Funcionamento incorreto, falha mecânica,...</p><p>2- Materiais</p><p>Material não está de acordo com as especificações.</p><p>Exemplos: Tamanho incorreto, vencido, fora da temperatura,..</p><p>3- Mão de obra</p><p>Atitudes erradas e dificuldades das pessoas na execução do processo.</p><p>Exemplos: Pressa, imprudência, falta de qualificação,...</p><p>4- Meio ambiente</p><p>Analisar ambientes interno e externo da empresa e identificar quais os fatores que</p><p>favorecem a ocorrência dos problemas.</p><p>Exemplos: Poluição, calor, umidade,...</p><p>5- Métodos</p><p>Analisar o quanto a forma de trabalhar influenciou o problema.</p><p>Exemplos: Houve planejamento, foi executado de acordo com planejamento, as ferramentas</p><p>eram adequadas,...</p><p>6- Medidas</p><p>Causas que envolvem as métricas usadas para medir, monitorar e controlar o trabalho.</p><p>Exemplos: Calibração dos instrumentos, indicadores,...</p><p>Elaboração do Ishikawa</p><p>Primeiro passo: definir o problema.</p><p>Segundo passo: desenhar o gráfico</p><p>Terceiro passo: reunir a equipe e fazer um brainstorming</p><p>Quarto passo: definir as causas mais prováveis e colocar na categoria correspondente,</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 14</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Fonte: http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>2.3 Diagrama de dispersão</p><p>Este diagrama exibe o padrão entre duas variáveis que se relacionam. Onde</p><p>estabelece, que quanto mais próximos os pontos estão em uma linha diagonal, mais haverá</p><p>uma estreita relação de um para com o outro. Portanto, é uma ferramenta gráfica que</p><p>permite exibir muitos pontos de dados de maneira a mostrar um padrão de correlação entre</p><p>duas variáveis.</p><p>2.4 Histograma</p><p>O objetivo do Histograma é encontrar e mostrar a distribuição de dados dentro de um</p><p>processo. As amostras devem ser obtidas de forma aleatória. No exemplo abaixo são</p><p>apresentadas as estaturas dos funcionários de uma determinada empresa por uma amostra</p><p>de 55 pessoas.</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>http://npu.com.br/gestao-da-qualidade-3-metodos/</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 15</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>1,85 1,89 1,79 1,69 1,86 1,65 1,65 1,69 1,62 1,72</p><p>1,92 1,99 1,82 1,83 1,68 1,47 1,70 1,53 1,71 1,63</p><p>1,90 1,59 1,79 1,47 1,69 1,76 1,51 1,70 1,64 1,55</p><p>1,85 1,60 1,81 1,68 1,65 1,71 1,68 1,77 1,72 1,76</p><p>1,82 1,93 1,45 1,77 1,76 1,62 1,73 1,63 1,75 1,55</p><p>1,78 1,78 1,79 1,72 1,71</p><p>Amostra de altura dos funcionários</p><p>Este cálculo é o segundo item a ser feito. A amplitude de uma série de dados</p><p>numéricos de uma amostra é a diferença entre o maior e o menor valor dos dados, sendo</p><p>representada pela letra R (range, em inglês)</p><p>R Maior altura - Menor altura</p><p>R 1,99 - 1,45 = 0,54</p><p>O próximo passo é a determinação do número de classe, não existe uma regra</p><p>determinada para esta escolha. O número de faixas não deve ser muito grande, de forma a</p><p>dispersar demasiadamente os dados; nem muito pequeno, de forma a descaracterizar o</p><p>histograma. Como a amostra do exemplo apresentado possui 55 elementos, serão utilizadas</p><p>7 classes.</p><p>Nº de valores da tabulação Nº de classes (K)</p><p>Abaixo de 50 5 – 7</p><p>50 – 100 6 – 10</p><p>100 – 250 7 – 12</p><p>Acima de 250 10 - 20</p><p>Quarto passo: cálculo do intervalo das classes.</p><p>O cálculo do intervalo entre as classes, deve ser dividido a amplitude pelo número de</p><p>classes, de acordo com a fórmula a seguir:</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 16</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Onde:</p><p>• H = intervalo de classes</p><p>• R = amplitude</p><p>• K = número de classes</p><p>0,54</p><p>7</p><p>= 0,08</p><p>Assim, seleciona-se o menor valor da amostra e, se for necessário pode-se arredondar</p><p>para baixo, para facilitar os cálculos.</p><p>Para que haja a determinação do limite superior da primeira classe, basta somar o valor</p><p>do intervalo de classe (H), conforme abaixo:</p><p>Onde:</p><p>• LS = limite superior da casse</p><p>• LI = limite inferior da classe</p><p>• H = intervalo da classe</p><p>LS = LI + H</p><p>LS = 1,45 + 0,08 = 1,53 m</p><p>Os limites das demais classes são calculados de forma análoga aos limites da primeira</p><p>classe, através da fórmula anterior.</p><p>O último item é montar uma tabela com as frequências dos elementos de cada classe,</p><p>com estas informações podemos montar o histograma, conforme gráfico abaixo.</p><p>Item Classes Frequência</p><p>1 1,45 ˫ 1,53 5</p><p>2 1,53 ˫ 1,60 4</p><p>3 1,60 ˫ 1,68 11</p><p>4 1,68 ˫ 1,76 16</p><p>5 1,76 ˫ 1,84 11</p><p>6 1,84 ˫ 1,91 5</p><p>7 1,91 ˫ 1,99 3</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 17</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>2.5 Fluxogramas</p><p>Utilizam-se os fluxogramas para representarem graficamente a metodologia de uma</p><p>atividade ou funcionamento de algum processo. Estes são estruturados através de símbolos,</p><p>que deva possuir um significado claro e inteligível.</p><p>Com a utilização dos fluxogramas é possível visualizar situações como:</p><p>▪ Quais operações são realizadas</p><p>▪ Onde e quem realiza as operações</p><p>▪ Quais as entradas e saídas</p><p>▪ Como fluem as informações</p><p>▪ Quais os recursos gastos no processo</p><p>▪ Qual o volume de trabalho</p><p>▪ Qual o tempo de execução, parcial ou total</p><p>▪ Permite visão ampla de todo o processo</p><p>Com o seu uso pode-se evitar:</p><p>▪ Dupla interpretação, pelo padrão dos símbolos</p><p>▪ Falhas de funcionamento e gargalos</p><p>▪ Duplicidade de procedimentos</p><p>▪ Complexidades desnecessárias</p><p>Segue abaixo alguns símbolos usados no fluxograma:</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 18</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Início e final do fluxograma</p><p>Operação de entrada de dados</p><p>Operação de saídas de dados em vídeo</p><p>Operação de atribuição</p><p>Decisão</p><p>Seta conectora de fluxo de dados</p><p>Conector que indica a conexão do fluxo de execução em outra</p><p>página</p><p>Exemplo:</p><p>Início</p><p>Receber o material</p><p>Está</p><p>conforme?</p><p>Realizar a conferencia do</p><p>material</p><p>D ar entrada NF</p><p>Comunicar ao comprador</p><p>Está</p><p>conforme?</p><p>Fim Devolver</p><p>Não</p><p>Não</p><p>Sim</p><p>Sim</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 19</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>2.6 Carta de controle</p><p>Carta de Controle: São gráficos que auxiliam no controle e acompanhamento de um</p><p>processo; exibem dados e estabelecem comunicação fácil em um formato visual. Os dados</p><p>podem ser representados através de gráficos de barras, de linha, de pizza e de controle. O</p><p>gráfico comumente, usado é o de linha gráfico de linha contendo limites de controle superior</p><p>e inferior. Abaixo segue um gráfico, exemplificando.</p><p>As variações nos processos ocorrem em função de variações comuns e variações</p><p>especiais.</p><p>As variações comuns são aleatórias e inevitáveis. Quando o processo apresenta somente</p><p>causas de variação comuns as variáveis do processo seguem uma distribuição normal.</p><p>As variações especiais ocorrem por motivos claramente identificáveis, e que podem ser</p><p>eliminados. As causas especiais alteram o parâmetro do processo, média e desvio padrão e</p><p>estão fora dos limites de controle.</p><p>A ferramenta é realizada em sete etapas.</p><p>Primeira Etapa - Determinar a ferramenta mais adequada para coleta de dados.</p><p>Segunda Etapa - Definir a amostra que será analisada e coletar os dados.</p><p>Terceira Etapa - Definir os limites do processo, analisando a base histórica do processo para</p><p>verificar como o processo de comporta. Fazer uma média e desvio padrão dos dados obtidos</p><p>para determinar os limites inferior, superior e média.</p><p>Quarta Etapa - Construir o gráfico inserindo os dados analisados.</p><p>Quinta Etapa - Identificar as variações, verificando se existem dados que ultrapassem a linha</p><p>de limite.</p><p>Sexta Etapa - Identificar causas da variação e elaborar plano de ação, usando ferramentas</p><p>como Diagrama de Ishikawa (encontrar a causa raiz) e 5W2H (elaborar o plano de ação).</p><p>Sétima Etapa - Melhorar o processo. É possível usar o gráfico de controle para diminuir cada</p><p>vez mais a variação do processo.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 20</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>2.7 Folhas de verificação</p><p>Aplicação: Método pelo qual se faz a constatação de quantas vezes um evento em</p><p>particular ocorre, mostrando a frequência de sua ocorrência.</p><p>Características: Uma folha de verificação bem elaborada é o ponto de partida de todo</p><p>procedimento de transformações de opiniões em fatos e dados.</p><p>Facilita a coleta de dados em formato que permita a interpretação dos resultados.</p><p>Organiza os dados durante a coleta, eliminando a necessidade de rearranjo posterior.</p><p>Existem diferentes aplicações: classificação, localização de anomalias, identificação de</p><p>causas mais prováveis.</p><p>Deve ser feito um pré-teste da folha de verificação para eliminar possíveis falhas em</p><p>sua elaboração.</p><p>A tabela abaixo exemplifica o funcionamento de uma folha de verificação, utilizada</p><p>para verificar se houve ocorrência ou não de alguns dos defeitos mais comuns para uma peça</p><p>que tenha sofrido um processo de desmoldagem.</p><p>Característica</p><p>Lote</p><p>1</p><p>Lote</p><p>2</p><p>Lote</p><p>3</p><p>Lote</p><p>4</p><p>Lote</p><p>5</p><p>Lote</p><p>6</p><p>Lote</p><p>7</p><p>Lote</p><p>8</p><p>Lote</p><p>9</p><p>Manchas x x x x</p><p>Rugosidade x x x</p><p>Quebra durando a extração x</p><p>Falhas de Injeção x x x</p><p>Problemas de Soldagem x x x</p><p>2.8 Plano de ação</p><p>Seu objetivo é indicar medidas para resolver problemas através da elaboração de um</p><p>plano.</p><p>De um modo geral, o plano de ação deve conter os seguintes itens:</p><p>• Objetivo geral a ser alcançando com o plano de ações;</p><p>• Lista de ações e atividades a serem executadas;</p><p>• Data de início e fim previsto para cada ação ou atividade;</p><p>• Orçamento alocado para cada ação ou atividade;</p><p>• Responsável pela execução de cada ação;</p><p>• Objetivos de cada ação ou atividade a ser executada;</p><p>• Riscos previstos na execução e o seus respectivos planos de contingência.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 21</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>O Plano de Ação geralmente é disposto por meio do 3W, 5W1H OU 5W2H.</p><p>Ele deve ser elaborado, desenvolvido e encerrado. Essencialmente, podemos dividir o</p><p>ciclo dos Planos de Ações em 5 situações:</p><p>• Iniciação</p><p>• Planejamento</p><p>• Execução</p><p>• Monitoramento</p><p>• Encerramento</p><p>2.9 Métodos dos cinco porquês</p><p>É uma técnica sistemática de perguntas utilizadas durante a fase de análise de</p><p>problemas para buscar possíveis causas principais de um problema. Durante esta fase os</p><p>membros da equipe podem sentir que tem suficientes respostas para as perguntas. Porém</p><p>isto pode resultar numa falha da equipe em buscar profundidade no problema. A técnica</p><p>requer que se pergunte pelo menos 5 porquês na provável causa identificada.</p><p>Poderá haver situações onde será necessário perguntar mais vezes.</p><p>Não é permitido fazer a pergunta “quem”, pois o trabalho é solucionar causas no</p><p>processo e não em membros da equipe.</p><p>PROBLEMA</p><p>CAUSA</p><p>CAUSA</p><p>CAUSA</p><p>CAUSA</p><p>CAUSA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 22</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>É conveniente trabalhar em equipes de 4 a 8 pessoas. Havendo um facilitador para</p><p>conduzir a dinâmica do grupo e evitar que o excesso de perguntas</p><p>possa desagradar algumas</p><p>pessoas do grupo.</p><p>2.10 Análise do tópico</p><p>As ferramentas da qualidade são utilizadas para definir, mensurar, analisar e propor</p><p>soluções aos problemas identificados que interferem no desempenho dos processos</p><p>organizacionais. Ajudam a estabelecer melhorias de qualidade</p><p>As sete ferramentas da qualidade ajudam a organização a elevar seu nível de</p><p>qualidade, através da identificação dos problemas e consequentemente, a diminuição de</p><p>seus</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 23</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>TÓPICO</p><p>03</p><p>OS CINCO SENSOS</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 24</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>3 HOUSE KEEPING</p><p>O termo ‘‘5S’’ representa 5 palavras japonesas:</p><p>• Seiri (liberação de área, utilização);</p><p>• Seiton (organização, ordenação);</p><p>• Seiso (limpeza, zelo);</p><p>• Seiketsu (asseio, higiene, integridade);</p><p>• Shitsuke (Disciplina, educação, compromisso).</p><p>Mas isso não quer dizer que você precisa ser japonês para praticar os 5S.</p><p>Vamos dar uma olhada em cada palavra, entender o que significa e como pode se</p><p>aplicar a nós.</p><p>SEIRI</p><p>Significado: Liberação área, retirando os itens desnecessários e jogando-os</p><p>fora.</p><p>SEITON</p><p>Significado: Dispor os itens necessários em uma ordem apropriada para que</p><p>possam ser facilmente localizados para uso.</p><p>SEISOU</p><p>Significado: Limpar seu local de trabalho completamente para que não haja</p><p>pó ou sujeira em lugar nenhum.</p><p>SEIKETSU</p><p>Significado: Manter sempre um alto padrão de arrumação, e organização do</p><p>local de trabalho.</p><p>SHITSUKE</p><p>Significado: Treinar as pessoas para seguirem uma boa disciplina de</p><p>housekeeping espontaneamente.</p><p>3.1 Como é o seu local de trabalho?</p><p>Antes de você aprender mais sobre os 5S, vamos dar uma olhada no seu local de</p><p>trabalho. Qual dos itens abaixo descrevem melhor a condição atual de seu local de trabalho?</p><p>‘‘No meu trabalho ninguém faz bagunça. Todos ajudam a manter o local limpo. ’’</p><p>‘‘No meu trabalho as pessoas fazem bagunça, mas existem pessoas encarregadas de</p><p>arrumar tudo. ’’</p><p>‘‘No meu trabalho todo mundo faz bagunça e não tem ninguém para limpar. ’’</p><p>Muito bem, a que classe seu local de trabalho pertence? Pertencem-se à 1ª classe,</p><p>parabéns!</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 25</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Continue assim, e aprenda como melhorar seu housekeeping. No entanto, se o seu</p><p>local de trabalho pertence à 2ª ou 3ª classe, você deve considerar seriamente o fato de</p><p>colocar os 5S em prática!</p><p>3.2 Como eu prático o seiri?</p><p>Vamos ver como podemos praticar o seiri etapa por etapa.</p><p>ETAPA 1: Dê uma olhada a sua volta. Existem coisas e dados que não têm mais utilidade</p><p>nenhuma? Por exemplo: agendas desatualizadas que não contêm informações úteis, canetas</p><p>que não tem mais tinta, ferramentas quebradas ou inúteis. Jogue essas coisas fora</p><p>imediatamente!</p><p>ETAPA 2: Existem coisas que pertencem a outras pessoas ou à empresa que parecem</p><p>desnecessárias? Você não deve jogá-las fora imediatamente porque outra pessoa possa</p><p>precisar delas. O que você pode fazer é colocar uma etiqueta de controle no objeto. A etiqueta</p><p>de controle deve conter informações como descrição do item, por que o item deve ser jogado</p><p>fora, data de colocação de etiqueta para o dono do item responder se deve ser jogado fora.</p><p>ETAPA 3: Ao final do período estipulado, verifica-se a etiqueta de controle para ver se</p><p>alguém respondeu ou ágio de acordo. Todas as empresas deveriam estabelecer padrões</p><p>objetivos para reter e jogar coisas fora. Em todos os casos, a alta direção deve a palavra final.</p><p>3.3 Como eu prático o seiton?</p><p>ETAPA 1: Veja como as coisas estão dispostas em seu local de trabalho. As coisas estão</p><p>dispostas de acordo com um sistema determinado ou são colocadas aleatoriamente?</p><p>Efetuando o seiton, lembre-se sempre de que tudo deve estar em seu devido lugar. Portanto,</p><p>primeiro você tem que decidir em que lugar se deve colocar cada coisa. Tendo elaborado um</p><p>plano de localização das coisas, você e seus colegas poderão encontrá-las mais facilmente.</p><p>ETAPA 2: Ao decidir onde colocar, o que tem que considerar a frequência de uso dessas</p><p>coisas. Aquelas que você precisa com frequência devem ser colocadas bem próximas de sua</p><p>estação de trabalho, para que possa alcançá-las facilmente e não tenha que desperdiçar</p><p>tempo percorrendo uma longa distância para buscá-las. Coisas que não são usadas com tanta</p><p>frequência podem ser colocadas a uma distância maior de sua estação de trabalho, mas</p><p>também devem ter seu local apropriado para que você possa localizá-las quando precisar.</p><p>ETAPA 3: É possível que, depois de algum tempo, ocorra de você esquecer onde</p><p>colocou determinado objeto, principalmente se ele não for usado frequentemente. Para evitar</p><p>que isso ocorra, você pode manter uma lista de coisas com suas localizações. Pode também</p><p>etiquetar cada armário claramente para mostra o que se guarda ali.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 26</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>3.4 Como eu prático o seisou?</p><p>Abaixo estão algumas dicas sobre Seiso que você poderá seguir:</p><p>Não espere até as coisas ficarem sujas para limpá-las. Limpe-as regularmente para que</p><p>nem tenham chance de ficarem sujas.</p><p>Reserve 3 minutos todos os dias para limpar seu local de trabalho. Limpar é bem mais</p><p>fácil e rápido se isso for feito todos os dias, uma vez que o pó acumulado seria pouco.</p><p>Seus colegas e você devem ser responsáveis pela limpeza da área ao redor de sua</p><p>estação de trabalho. As pessoas encarregadas da limpeza poderão então se concentra nas</p><p>áreas comuns.</p><p>Evite ao máximo colocar coisas fora do lugar ou fazer sujeira. Não suponha que sempre</p><p>haverá pessoas para arrumar a bagunça que você faz.</p><p>Seisou não inclui meramente a limpeza de sua própria estação de trabalho. Envolve</p><p>também a limpeza regular de maquinas e ferramentas que você também usa. Imagine que sua</p><p>máquina é capaz de falar. O que você acha que ela dirá de você?</p><p>3.5 Como eu pratico o seiketsu?</p><p>Muito bem, agora você já jogou todos os itens desnecessários fora e ordenou os itens</p><p>necessários. Você também limpou seu local de trabalho para garantir que não haja pó, não</p><p>pare aqui. Aí vai como você pode fazer:</p><p>Se você não tentar, conscientemente, mantiver o ambiente limpo, muito em breve</p><p>descobrirá que seu local de trabalho está sujo outra vez. Todos os seus esforços foram</p><p>desperdiçados.</p><p>Crie um sistema de manutenção para o housekeeping. Por exemplo, faça uma</p><p>programação para limpeza e organização de seu local de trabalho. Sua empresa também pode</p><p>promover competições interdepartamentais de housekeeping. Isso permitirá a você e seus</p><p>clientes estarem mais conscientes da condição de seu local de trabalho.</p><p>Fonte: http://lkxlokmax.blogspot.com.br/2015/02/kanban-e-uma-palavra-japonesa-que.html</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 27</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>3.6 Como eu prático o shitsuke?</p><p>Chegamos à parte mais difícil de um bom housekeeping – Shitsuke é principalmente</p><p>uma responsabilidade da gerência de uma empresa. A gerência deve treinar seu grupo e tentar</p><p>desenvolver uma cultura dentro da empresa, pela qual o bom housekeeping deve tornar-se</p><p>hábito de todos.</p><p>Contudo, o shitsuke é bem mais fácil de alcançar se todos nós cumprirmos bem nossos</p><p>papéis. Aí vai como podemos ajudar:</p><p>Lembre-se sempre do valor de seus próprios esforços de housekeeping. As pessoas</p><p>terão uma boa impressão de você ver que sua estação de trabalho, máquinas e ferramentas</p><p>estão limpas e dispostas com asseio. Por outro lado, se notarem que sua estação de trabalho</p><p>e máquinas está sujas, isso irá gerar uma má impressão de você, e não do pessoal da limpeza!</p><p>Trate seu local de trabalho como sua segunda casa. Pense nisso: na verdade, você</p><p>passa a maior parte do seu tempo acordado no trabalho. Se você mantém sua casa limpa e</p><p>confortável, não é igualmente importante garantir que seu local de trabalho esteja da mesma</p><p>forma?</p><p>Para desenvolver um papel adequado no Shitsuke, você também deve estar consciente</p><p>de suas próprias atitudes e hábitos. Você pode esforçar-se para arrumar e limpar as coisas no</p><p>seu local de trabalho, mas inconscientemente torna a sujá-las por causa de maus hábitos?</p><p>3.7 Análise do tópico</p><p>O Programa 5S é uma filosofia de trabalho que busca promover a disciplina na empresa</p><p>através de consciência e responsabilidade de todos, de forma a tornar o ambiente de trabalho</p><p>agradável, seguro e produtivo.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 28</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>TÓPICO</p><p>04</p><p>NORMA ISO - PADRONIZAÇÃO</p><p>INDICADORES</p><p>SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA</p><p>PDCA – MELHORIA CONTINUA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 29</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>4 NORMA ISO - PADRONIZAÇÃO</p><p>Existem várias normas ISO, sendo estas desenvolvidas pela Organização Internacional</p><p>de Padronização (ISO), a sua finalidade é obter uma melhorar a qualidade de produtos e</p><p>serviços, ondes há uma padronização dos procedimentos, medidas, materiais e seu uso, em</p><p>todos os ramos de atividade. Atualmente a ISO, pode ser considerada uma das maiores</p><p>organizações no desenvolvimento de normas no mundo, e foi criada a partir da união da</p><p>International Federation of the National Standardizing Associations (ISA) e a United Nations</p><p>Standards Coordinating Committee (UNSCC). Assim, a ISO começou a funcionar oficialmente</p><p>no ano de 1947.</p><p>O propósito destas normas é certificar os produtos e serviços em diversas organizações</p><p>no mundo. A normalização se fundamentada em um documento, padrão para a implantação</p><p>do Sistema de Gestão da Qualidade. No Brasil, estas normas são compostas pela sigla NBR.</p><p>Sendo criadas e gerenciadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As normas</p><p>mais conhecidas são:</p><p>• ABNT NBR ISO 9000 - Sistema de Gestão da Qualidade (Fundamentos e Vocabulário)</p><p>- documento que contém todos os termos utilizados no sistema;</p><p>• ABNT NBR ISO 9001 - Sistema de Gestão da Qualidade (Requisitos) - explica os</p><p>requisitos para obter a certificação;</p><p>• ABNT NBR ISO 9004 - Gestão para o Sucesso Sustentado de uma Organização (Uma</p><p>abordagem de Gestão da Qualidade) - é um documento com instruções para</p><p>implantar o Sistema de Gestão da Qualidade.</p><p>As normas ISO 9000 e 9001, são as principais normas relacionadas ao modelo de gestão</p><p>da qualidade. São utilizadas por empresas que desejam empregar os sistemas de gestão e</p><p>serem certificadas.</p><p>A empresa que escolhe seguir estas normas, deverá estipular as metas a serem</p><p>atingidas para obter a certificação. Além disso, deverá passar por um projeto com várias</p><p>etapas para implantar a gestão da qualidade e obter o certificado ISO.</p><p>5 INDICADORES</p><p>Os indicadores, tem por objetivo demonstra de forma quantitativa, dentro de uma</p><p>indústria, o seu desenvolvimento e o desempenho dos seus negócios, qualidade dos produtos</p><p>e serviços, participação e motivação de seus colaboradores.</p><p>Uma grande parte dos indicadores estão associados aos objetivos da qualidade.</p><p>Podendo ter diversos indicadores para um único objetivo.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 30</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Objetivos: Os objetivos da qualidade são estratificados da Política da Qualidade da</p><p>organização. Eles devem traduzir como deveremos acompanhar a evolução de um</p><p>determinado processo, produto ou negócio. Todos os objetivos devem ser medidos e</p><p>quantificados através de indicadores.</p><p>Metas: Cada indicador deve ser acompanhado de uma meta, que seja tangível,</p><p>fornecendo informações de sucesso ou fracasso na sua respectiva avaliação.</p><p>Conhecidos também como KPIs – Key Performance Indicator – os indicadores de</p><p>qualidade nada mais são do que ferramentas que permitem uma minuciosa medição da</p><p>produtividade e da concretização dos objetivos empresariais.</p><p>Em outras palavras, esses indicadores são recursos que ajudam no monitoramento de</p><p>toda a empresa, avaliando a sua performance e destacando tudo aquilo que ainda pode ser,</p><p>de algum modo, melhorado internamente.</p><p>É importante destacar ainda que os indicadores de gestão da qualidade devem sempre</p><p>relatar números e dados concretos como resposta de sua análise e jamais opiniões. Por isso,</p><p>é indispensável também que cada empresa defina quais são os melhores para si, a fim de que</p><p>possam, através de seus resultados, encontrar boas alternativas para melhorar e crescer.</p><p>Os indicadores de qualidade precisam ser práticos e ágeis em demonstrar o quão perto,</p><p>ou quão longe, a empresa está de alcançar os seus principais objetivos.</p><p>De acordo com o que é apresentado nos relatórios dos KPIs, viabilizam-se alterações e</p><p>reformulações do planejamento estratégico de modo que fique sempre o mais alinhado</p><p>possível com a realidade do empreendimento.</p><p>5.1 Representação dos indicadores</p><p>Os indicadores devem ser representados pelo seu modelo matemático, periodicidade</p><p>e método de coleta, além dos objetivos e das metas.</p><p>Os indicadores podem ser apresentados graficamente, para se ter ideia de</p><p>variabilidade e tendência, que ajudarão na pesquisa de soluções para melhoria contínua, com</p><p>o intuito de atingir a meta proposta ou de definir novas metas para aquele indicador.</p><p>A definição do método de coleta é bastante interessante quando se tem a composição</p><p>de diferentes variáveis para se obter o indicador, de maneira que se pode ter certeza de que</p><p>todas essas variáveis foram contempladas e utilizadas na obtenção do indicador.</p><p>Confira a seguir quais são os 5 principais indicadores para as indústrias e</p><p>demais segmentos:</p><p>1. Competitividade</p><p>Esse indicador mede o nível de competitividade da sua empresa perante o mercado do</p><p>qual faz parte, sendo possível utilizar-se de várias métricas para obter tais resultados como</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 31</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>uma análise do mercado, valores comercializados entre as empresas, tipos de propaganda e</p><p>etc.</p><p>1. Índice de turnover</p><p>Focado no clima do ambiente interno o índice de turnover demonstra o número de</p><p>funcionários que estão abandonando a empresa e é indispensável para uma gestão de pessoas</p><p>mais assertiva em suas práticas visto que, cada saída, de alguma forma, gera prejuízo interno.</p><p>2. Ociosidade</p><p>Quanto tempo determinada máquina ou linha de produção fica parada, sem produzir</p><p>nada, e por que acontece isso? Seja porque alguns equipamentos estragam ou falta de serviço,</p><p>trabalhar esses períodos é importante e aumenta os resultados.</p><p>3. Percentual de lucro</p><p>Indispensável, toda empresa precisa saber qual está sendo o seu percentual de lucro a</p><p>fim de trabalhar melhor com os valores no mercado, realizar investimentos ou cortes</p><p>conforme esse índice, entre outros.</p><p>4. Produção</p><p>Para as linhas de produção e indústria, um dos mais importantes indicadores é o da</p><p>produção. Ele indica quantas peças estão sendo produzidas, qual o tempo estimado para que</p><p>essa produção possa ocorrer e outros detalhes que podem ser usados de modo estratégico.</p><p>5. Qualidade</p><p>Outro dos mais importantes e indispensáveis indicadores, o de qualidade é auferido</p><p>em dois momentos: No setor de qualidade em que se verificam quais peças podem seguir para</p><p>o mercado e posteriormente com a avaliação do cliente, sendo importante ficar atento ao</p><p>feedback dos consumidores.</p><p>6 PDCA</p><p>– Melhoria contínua</p><p>O Ciclo PDCA, também conhecido como Ciclo de Shewhart ou Ciclo de Deming, é uma</p><p>ferramenta de gestão muito utilizada pelas empresas do mundo todo. Este sistema foi</p><p>concebido por Walter A. Shewhart e amplamente divulgado por Willian E. Deming e, assim</p><p>como a filosofia Kaizen, tem como foco principal a melhoria contínua.</p><p>Seu objetivo principal é tornar os processos da gestão de uma empresa mais ágeis,</p><p>claros e objetivos. Pode ser utilizado em qualquer tipo de empresa, como forma de alcançar</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 32</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>um nível de gestão melhor a cada dia, atingindo ótimos resultados dentro do sistema de</p><p>gestão do negócio.</p><p>O Ciclo PDCA tem como estágio inicial o planejamento da ação, em seguida tudo</p><p>o que foi planejado é executado, gerando, posteriormente, a necessidade de checagem</p><p>constante destas ações implementadas. Com base nesta análise e comparação das ações com</p><p>aquilo que foi planejado, o gestor começa então a implantar medidas para correção das falhas</p><p>que surgiram no processo ou produto.</p><p>Fonte: Gustavo Periard</p><p>Abaixo a descrição das etapas do PDCA isoladamente:</p><p>P = Plan (planejamento): Durante esta etapa, deve-se estabelecer metas,</p><p>identificando os elementos que possam causar problemas que impeçam o atingimento das</p><p>metas esperadas. Existe a necessidade de analisar os fatores que influenciam este problema,</p><p>bem como identificar as suas possíveis causas. Ao final, o gestor precisa definir um plano de</p><p>ação eficiente.</p><p>D = Do (execução): Nesta etapa os responsáveis devem realizar todas as atividades que</p><p>foram descriminadas e planejadas dentro do plano de ação.</p><p>C = Check (verificação): Após execução, há necessidade de o gestor monitorar e avaliar</p><p>os resultados obtidos, através da execução das atividades. Avaliar processos e resultados,</p><p>confrontando-os com o planejado, com objetivos, especificações, consolidando as</p><p>informações, eventualmente confeccionando relatórios específicos.</p><p>A = Act (ação): Esta é a última etapa, cujo objetivo é aplicar ações corretivas de modo</p><p>a estar sempre e continuamente aperfeiçoando o projeto. É simultaneamente fim e começo,</p><p>pois após uma minuciosa apuração do que tenha causado erros anteriores, todo o ciclo PDCA</p><p>é refeito com novas diretrizes e parâmetros.</p><p>Quanto ao Ciclo PDCA é deve ser lembrado que este é um ciclo, e por isso deve “girar”</p><p>constantemente, ou seja, não possui obrigatoriamente um fim definido. Ao aplicar as ações</p><p>corretivas ao final do primeiro ciclo é desejável que seja feito um novo planejamento para a</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 33</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>gerar uma melhoria de determinado procedimento, iniciando novamente todo o processo do</p><p>Ciclo PDCA. Este novo ciclo, a partir do anterior, é fundamental para o sucesso da utilização</p><p>desta ferramenta.</p><p>7 SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA - SGI</p><p>O Sistema de Gestão Integrada é um conjunto de processos, procedimentos e práticas</p><p>que a organização escolhe implementar buscando o aumento da eficiência através da</p><p>melhoria da qualidade, redução dos riscos protegendo a saúde e a segurança do trabalhador</p><p>e redução dos perigos e riscos ao meio ambiente e melhoria na eficiência do uso dos recursos</p><p>ambientais.</p><p>O estabelecimento de um SGI para a empresa começa pelo comprometimento da alta</p><p>direção através do entendimento de que este processo será benéfico, mas que para isso a</p><p>empresa incorrerá em custos que serão compensados ao longo do tempo com o</p><p>aprimoramento dos processos através de uma metodologia de melhoria contínua. Ao optar</p><p>pela adoção deste conjunto de normas, a empresa deverá estabelecer uma política de SGI que</p><p>englobe a busca pela melhoria contínua e o respeito pelo meio ambiente e por seus</p><p>colaboradores, bem como outros aspectos relacionados ao negócio.</p><p>A busca pela melhoria contínua é trilhada no estabelecimento de indicadores para a</p><p>qualidade, para o meio ambiente e para a saúde e segurança do trabalhador. Estes indicadores</p><p>medirão o desempenho de cada atividade e são personalizados para cada negócio.</p><p>“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define</p><p>o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia”. William Edwards Deming</p><p>Alguns exemplos de indicadores de SGI</p><p>• Qualidade: número de produtos com defeitos, insatisfação do consumidor, horas de</p><p>produção paralisadas;</p><p>• Meio Ambiente: consumo de água, quantidade de resíduos gerados por quantidade</p><p>produzida;</p><p>• Saúde e Segurança operacional: número de acidentes de trabalho, número de dias</p><p>sem ocorrência de acidentes, número de horas de treinamento.</p><p>Quem pode se beneficiar com o Sistema de Gestão Integrado?</p><p>As empresas que queiram e precisem melhorar seus processos internos de forma</p><p>competitiva, garantindo o atendimento de padrões internacionais.</p><p>Com a adoção do SGI, a organização pode atender todas as exigências de uma só vez e</p><p>obter um único sistema de gestão documentado. Assim como todas as normas de gestão são</p><p>construídas sobre o princípio comum do aperfeiçoamento contínuo,</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 34</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Quais são os benefícios do Sistema de Gestão Integrada?</p><p>• Melhoria de qualidade e aumento da produtividade em produtos e serviços;</p><p>• Realização de objetivos e metas da empresa;</p><p>• Economia de tempo e custos através da otimização dos processos de trabalho;</p><p>• Transparência dos processos internos e redução da burocracia através da gestão</p><p>documental;</p><p>• Fortalecimento da imagem da empresa e aumento na participação no mercado;</p><p>• Satisfação dos critérios dos investidores estratégicos e melhoria do acesso ao capital;</p><p>• Oportunidades para conservação de recursos ambientais e energia;</p><p>• Melhoria do relacionamento com todas as partes interessadas (Clientes,</p><p>Colaboradores, Fornecedores, Sociedade, Meio Ambiente e Acionistas.);</p><p>• Permite a consideração de custos ambientais e de segurança em paralelo com os</p><p>custos da qualidade;</p><p>• Prevenção de reclamações, redução dos riscos e impactos ambientais, além dos riscos</p><p>de acidentes com os colaboradores através da adoção e priorização de práticas de</p><p>prevenção;</p><p>• Melhoria do know-how e as competências com base na definição da responsabilidade</p><p>individual;</p><p>• Possibilita a redução dos custos de seguros;</p><p>• Demonstrar, para reguladores e governo, um comprometimento em obter</p><p>conformidade legal e regulatória.</p><p>Adicionalmente, a ISO 9001 foi desenvolvida para ser compatível com outras normas e</p><p>especificações de sistemas de gestão, tais como a OHSAS 18001 de Saúde Ocupacional e de</p><p>Segurança e a ISO 14001 de Meio Ambiente. Elas se integram perfeitamente através da Gestão</p><p>Integrada. Estas normas compartilham muitos princípios comuns, portanto a escolha de um</p><p>sistema de gestão integrada pode agregar um excelente valor ao investimento.</p><p>A ISO 14001 é uma norma internacionalmente reconhecida que define o que deve ser</p><p>feito para estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) efetivo. A norma é desenvolvida</p><p>com objetivo de criar o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto</p><p>ambiental; com o comprometimento de toda a organização. Com ela é possível que sejam</p><p>atingidos ambos objetivos.</p><p>OHSAS 18001 é um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (SGSSO)</p><p>promove um ambiente de trabalho seguro e saudável através de uma estrutura que permite</p><p>à sua organização identificar e controlar consistentemente os riscos à saúde e segurança,</p><p>reduzir o potencial de acidentes, auxiliar na conformidade legislativa e melhorar o</p><p>desempenho geral.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 35</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Etapas para elaboração e implantação</p><p>do SGI na empresa:</p><p>• Levantar e analisar os procedimentos existentes em todas as áreas da empresa,</p><p>visando à sua padronização e formalização em procedimentos escritos, para utilização</p><p>por todos os níveis organizacionais;</p><p>• Divulgar a política da empresa de acordo com padrões SGI;</p><p>• Organização de cursos e palestras, visando à conscientização e envolvimento de todas</p><p>as áreas da empresa em relação ao SGI;</p><p>• Participar de reuniões do Comitê para análise crítica do SGI;</p><p>• Dar tratamento estatístico aos dados relacionados com ao SGI, para elaboração de</p><p>relatórios gerenciais;</p><p>• Apoiar as demais áreas na solução de problemas, identificando e removendo barreiras</p><p>e obstáculos, atuando como facilitador para mudança de comportamentos e</p><p>assimilação de mudanças;</p><p>• Fazer o acompanhamento das recomendações feitas às áreas auditadas para verificar</p><p>a sua implementação ou as ações corretivas adotadas;</p><p>• Identificar deficiências em processos, sistemas e tarefas, promovendo a</p><p>conscientização das pessoas e setores diretamente envolvidos, visando o seu</p><p>engajamento na busca de soluções e implementação das ações corretivas;</p><p>• Avaliar a eficácia das modificações ou correções de procedimentos implantadas</p><p>7.1 Análise do tópico</p><p>ISO 9001 é um conjunto de normas de padronização para um determinado serviço ou</p><p>produto.</p><p>O ISO 9001 tem como objetivo melhorar a gestão de uma empresa e pode ser aplicado</p><p>em conjunto com outras normas de funcionamento, como normas de saúde ocupacional, de</p><p>meio ambiente e de segurança.</p><p>Para obter a certificação da ISO, uma empresa deve cumprir certos requisitos, para que</p><p>as várias fases sejam cumpridas de forma adequada. Através do ISO 9001, uma empresa aplica</p><p>nos seus processos padrões para o seu sistema de gestão e qualidade.</p><p>Os princípios de gestão da norma ISO 14000 são comuns aos princípios da ISO 9000,</p><p>referente à gestão da qualidade.</p><p>ISO 14001 demonstra comprometimento com práticas sustentáveis. Entre as</p><p>vantagens de possuir a certificação: fortalecimento do conceito de sustentabilidade, a</p><p>possibilidade de exportar, evitar multas ambientais que podem inviabilizar o negócio e</p><p>financiamento a juros mais baixos.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 36</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>TÓPICO</p><p>05</p><p>GERENCIAMENTO DA ROTINA DO</p><p>TRABALHO DO DIA A DIA</p><p>GERENCIAMENTO PELAS DIRETRIZES</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 37</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>8 GERENCIAMENTO DA ROTINA DO TRABALHO DO DIA A</p><p>DIA</p><p>Para “arrumar a casa”, concentre sua mente e suas ações no seguinte:</p><p>• Escolha uma área de sua empresa que não vai bem. Inicie a arrumação por este</p><p>pior local. Gerenciar é resolver problemas!</p><p>• Defina os problemas desta área (problema é resultado indesejável).</p><p>• Podem surgir problemas localizados num setor ou problemas interfuncionais</p><p>de caráter mais amplo.</p><p>Exemplo de problemas localizados: alto índice de refugos, excesso de quebra de</p><p>equipamento, elevado número de erros de faturamento, excesso de erros em compras, etc.</p><p>Exemplo de problemas interfuncionais: reclamações de clientes, devolução de</p><p>mercadorias, excesso de estoques, queda de vendas, etc.</p><p>Os problemas interfuncionais devem ser desdobrados em problemas localizados.</p><p>Para cada problema localizado defina um irem de controle. Por exemplo: índice de</p><p>refugos. Faça um gráfico mostrando a situação atual e sua meta.</p><p>Planeje atingir a meta em seis meses, seguindo as recomendações contidas nos</p><p>primeiros sete capítulos deste livro. Quais sejam:</p><p>Tudo que você fizer deve ser focado nesta meta. Só faça aquelas coisas que o ajudem</p><p>a atingir a sua meta. O resto é, no momento, desperdício de tempo e de recursos.</p><p>8.1 O que é ''gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia”</p><p>(daily work routine management).</p><p>Numa empresa, a maioria das pessoas consome a maior parte do seu tempo</p><p>trabalhando nas funções operacionais.</p><p>Dessa forma é muito difícil que as funções gerenciais possam ser conduzidas de forma</p><p>eficaz, se as funções operacionais não funcionam bem.</p><p>“Arrumar a casa” significa essencialmente tomar providências para que as pessoas, ao</p><p>exercerem as funções operacionais, sejam as melhores do mundo naquilo que fazem. (Se a</p><p>padronização fosse perfeita e se todos cumprissem os padrões, não deveria haver anomalias!).</p><p>Além disto, arrumar a casa significa também eliminar as anomalias (eliminar</p><p>completamente é impossível, mas podemos baixar o número de anomalias a níveis</p><p>insignificantes).</p><p>Essencialmente, “arrumar a casa” significa melhorar o seu “gerenciamento da rotina</p><p>do trabalho do dia a dia”.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 38</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Hoje você já pratica este gerenciamento, mas certamente existe espaço para melhorá-</p><p>lo.</p><p>Este tipo de gerenciamento é conduzido por todos os níveis hierárquicos até o nível</p><p>individual.</p><p>8.2 O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado:</p><p>Na perfeita definição da autoridade e da responsabilidade de cada pessoa;</p><p>Na padronização dos processos e do trabalho;</p><p>Na monitoração dos resultados destes processos e sua comparação com as metas;</p><p>Na ação corretiva no processo, a partir dos desvios encontrados nos resultados,</p><p>quando comparados com as metas;</p><p>Num bom ambiente de trabalho (55) e na máxima utilização do potencial mental das</p><p>pessoas (CCQ e sistema de sugestões);</p><p>Na busca contínua da perfeição;</p><p>Quanto melhor for o gerenciamento da rotina, mais tempo disporá o gerente para</p><p>participar do ‘’gerenciamento interfuncional’’;</p><p>Quanto mais se sobe na hierarquia mais se pratica tanto o “gerenciamento pelas</p><p>diretrizes” como o “gerenciamento da rotina” de forma interfuncional;</p><p>Finalmente, poderíamos definir o “gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia”</p><p>como “as ações e verificações diárias conduzidas para que cada pessoa possa assumir as</p><p>responsabilidades no cumprimento das obrigações conferidas a cada indivíduo e a cada</p><p>organização”.</p><p>O Gerenciamento da rotina é a base da administração da empresa, devendo ser</p><p>conduzido com o máximo cuidado, dedicação, prioridade, autonomia e responsabilidade.</p><p>8.3 Gerente como líder de mudanças</p><p>Uma empresa, para sobreviver à guerra comercial numa economia globalizada, tem</p><p>que atingir metas rigorosas.</p><p>Não se atingem metas sem que se façam mudanças.</p><p>Para atingir metas rigorosas são necessárias mudanças rigorosas.</p><p>O processo gerencial é um processo de mudanças. Gerenciar é atingir metas.</p><p>Nós, seres humanos, não gostamos de mudanças. Inventamos as mais variadas,</p><p>complexas e inteligentes explicações para não mudarmos.</p><p>Dizemos: “Gosto muito de aplicar este método! É sensacional! Mas acho que preciso</p><p>de mais treinamento, pois sinto dificuldades...”</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 39</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Dizemos também: “Fui a uma conferência e descobri outros conhecimentos... Vamos</p><p>discutir mais estas coisas. Depois nós trabalharemos este método...”</p><p>Dizemos ainda: “Puxa vida! Nunca estive tão ocupado em minha vida! Não estou tendo</p><p>tempo para aplicar o método...”</p><p>Às vezes, falamos assim: “acho que existem outros métodos mais apropriados ao caso</p><p>de áreas administrativas e de serviço. O método proposto é muito bom para manufatura. “O</p><p>nosso caso é diferente...”.</p><p>O papel do líder (gerente) é compreender esta situação e conduzir as pessoas sob sua</p><p>autoridade para as mudanças necessárias para enfrentar uma economia globalizada e garantir</p><p>a sobrevivência da empresa e dos empregos.</p><p>Neste processo de mudanças, dois fatores são decisivos:</p><p>• LIDERANÇA</p><p>• EDUCAÇÃO E TREINAMENTO</p><p>A experiência tem mostrado que a empresa vai bem quando tem</p><p>um bom líder. Numa</p><p>empresa que vai bem, algumas fábricas vão bem e outras nem tão bem. Nas fábricas que vão</p><p>bem, alguns departamentos vão bem e outros não. Tudo depende do líder local.</p><p>Boa liderança é sinônimo de boas mudanças.</p><p>Quando uma pessoa vai a um curso ou lê um livro, ela adquire “conhecimento mental”.</p><p>Com o tempo, este conhecimento desaparece. Pior: a pessoa pensa que sabe as coisas, mas</p><p>na verdade não sabe.</p><p>Quando uma pessoa faz alguma coisa com este conhecimento, ela adquiriu o</p><p>“conhecimento prático”. Este conhecimento nunca acaba.</p><p>8.4 Quem sabe faz.</p><p>O “conhecimento prático” é superior ao “conhecimento mental” porque o primeiro</p><p>engloba o último.</p><p>Somente a prática do conhecimento agrega valor (traz benefício para as pessoas).</p><p>As MUDANÇAS numa empresa são a PRATICA DO CONHECIMENTO.</p><p>Então, o líder deve conduzir as mudanças da seguinte maneira:</p><p>Primeiro dê o conhecimento do tema ao seu pessoal (educação).</p><p>Depois ensine seu pessoal a aplicar este conhecimento, homem a homem, no local de</p><p>trabalho (treinamento), imediatamente. Ensine-lhes como fazer, pessoalmente.</p><p>Deixe-os fazer, acompanhando-os no início.</p><p>Elogie o bom resultado alcançado.</p><p>Lidere estas mudanças! Lembre-se: nós, seres humanos, detestamos mudanças. Não é</p><p>fácil liderar mudanças.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 40</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Gerência é lugar para líderes. Nem todos nós somos líderes.</p><p>8.5 Como planejar a melhoria de seu gerenciamento</p><p>O Gerenciamento da Rotina é baseado no método e no humanismo.</p><p>Não existe um método rígido de melhoria do seu gerenciamento.</p><p>As frentes indicadas devem ser atacadas simultaneamente.</p><p>Algumas pessoas costumam dizer: ''Primeiro vamos melhorar a padronização, depois</p><p>melhoramos o resto”.</p><p>Na linguagem da resistência às mudanças, primeiro quer dizer:</p><p>“Bem devagar” e depois quer dizer: “nunca”.</p><p>Portanto, vá trabalhando simultaneamente no PDCA, padronização, itens de controle,</p><p>5S, eliminação de anomalias, etc.</p><p>Cada empresa é um caso diferente. Tem cultura diferente. Está num estágio de avanço</p><p>gerencial diferente. Por isso é possível ter um plano de melhoria do gerenciamento que seja</p><p>igual para todas as empresas.</p><p>No entanto, aconselho-o a colocar-se uma meta: Tornar o seu gerenciamento da rotina</p><p>excelente em dois anos. No máximo.</p><p>Depois, monte um plano de melhoria do Gerenciamento da Rotina para sua própria</p><p>gerência</p><p>8.6 Promovendo a mudança por meio dos sensos</p><p>Implantar o 55 é uma boa maneira de iniciar o melhoramento do seu Gerenciamento</p><p>da Rotina</p><p>O 55 potencializa o seu Gerenciamento da Rotina.</p><p>O 55 promove o aculturamento das pessoas a um ambiente de economia, organização,</p><p>limpeza, higiene e disciplina, fatores fundamentais à elevada produtividade.</p><p>O 55 pertence a todas as pessoas.</p><p>Você deve fazer todo esforço para que o 55 seja muito bem-sucedido em sua área.</p><p>9 GERENCIAMENTO PELAS DIRETRIZES</p><p>9.1 Conceito de gerenciamento pelas diretrizes</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 41</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Desempenho dos concorrentes crescem mais rápido que a capacidade de</p><p>melhoramento do gerenciamento da rotina em sua organização, é necessário introduzir o</p><p>gerenciamento pelas diretrizes, para responder a estes desafios.</p><p>O gerenciamento pelas diretrizes é uma atividade voltada para solucionar os</p><p>problemas relativos aos temas prioritários da organização.</p><p>Ou, ainda: o “gerenciamento pelas diretrizes é um mecanismo que concentra toda a</p><p>força intelectual de todos os funcionários, focalizando-a para as metas de sobrevivência da</p><p>organização”.</p><p>Assim, o gerenciamento pelas diretrizes é um sistema voltado para atingir as metas</p><p>que não podem ser atingidas pelo gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia; para</p><p>resolver os problemas crônicos e difíceis da organização, que apesar de muito esforço ainda</p><p>não foram resolvidos; para resolver os problemas importantes e desafiantes que aparecem</p><p>pela necessidade de sobrevivência da organização.</p><p>Nesse sentido, são condições vitais:</p><p>• Liderança (comprometimento, fé e participação intensa) da alta administração;</p><p>• Focalização da emoção, do entusiasmo e do. Conhecimento de todos os</p><p>funcionários nos temas estabelecidos para solução.</p><p>O gerenciamento pelas diretrizes é um sistema de gestão que conduz o</p><p>estabelecimento e a execução do plano anual.</p><p>As metas anuais da empresa são o ponto de partida concreto do gerenciamento pelas</p><p>diretrizes.</p><p>Um dos documentos básicos de referência para o estabelecimento das metas anuais é</p><p>o plano de longo prazo.</p><p>Se não houver um plano de longo prazo, este poderá ser oficialmente estabelecido</p><p>algum tempo após o início da adoção do gerenciamento pelas diretrizes.</p><p>O plano anual consta de metas anuais concretas, seus respectivos planos de ação</p><p>(5W1H) e um orçamento para dar suporte às ações e aos projetos prioritários e suficientes</p><p>para atingir estas metas.</p><p>A administração estratégica é composta pelo gerenciamento pelas diretrizes e pelo</p><p>gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia.</p><p>9.2 Método de gerenciamento</p><p>Quando se fala em “implantação” do gerenciamento pelas diretrizes, não se está</p><p>introduzindo nada de novo. A única coisa realmente importante é que se irá gerenciar pelo</p><p>método PDCA.</p><p>Qualquer organização tem suas diretrizes, do contrário teria sua sobrevivência</p><p>ameaçada. O PDCA operacionaliza estas diretrizes.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 42</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Sucintamente, significa:</p><p>• P - Estabelecimento das diretrizes para todos os níveis gerenciais;</p><p>• D - Execução das medidas prioritárias e suficientes;</p><p>• C - Verificação dos resultados e do grau de avanço das medidas;</p><p>• A - Reflexão (análise da diferença entre as metas e os resultados alcançados,</p><p>determinação das causas deste desvio e recomendações de medidas</p><p>corretivas/contramedidas).</p><p>Existem organizações que executam um planejamento esplêndido, utilizam todo tipo</p><p>de recursos tais como matrizes, diagramas, gráficos coloridos, etc., no entanto, não existe</p><p>gerenciamento. As metas não são alcançadas na sua totalidade e nada acontece apesar disso.</p><p>Quando um diretor ou um gerente verifica o resultado das metas e detecta metas não</p><p>alcançadas, é necessário que o responsável pela meta apresente sua reflexão (análise). Esta</p><p>reflexão não pode resumir-se numa “desculpa” ou numa “explicação”. “Explicações” não</p><p>garantem a sobrevivência de uma organização.</p><p>Esta reflexão significa analisar através de informações (fatos e dados) a diferença entre</p><p>o resultado obtido e o valor previsto no plano, identificar as causas que geraram tal diferença</p><p>e apresentar as contramedidas a essas causas.</p><p>Se não houver a análise do mau resultado, é preferível não conduzir o Gerenciamento</p><p>pelas Diretrizes. A força deste gerenciamento é a boa reflexão.</p><p>9.3 Relacionamento entre o gerenciamento pelas diretrizes e o</p><p>gerenciamento da rotina</p><p>A base do trabalho de uma empresa é o gerenciamento da rotina do trabalho do dia a</p><p>dia. Todo o faturamento da organização decorre de trabalho executado através deste</p><p>gerenciamento.</p><p>O gerenciamento pelas diretrizes só se mostrará totalmente eficiente quando o</p><p>gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia estiver bem entendido e amplamente</p><p>praticado.</p><p>O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é uma atividade que busca a</p><p>manutenção (confiabilidade) e a melhoria incremental (competitividade) do nível de controle</p><p>(resultados).</p><p>Gerenciamento pelas diretrizes é uma atividade que busca a melhoria da organização</p><p>promovendo o rompimento da situação atual (breakthrough) para atingir os resultados</p><p>necessários à sua sobrevivência.</p><p>Estes dois tipos de gerenciamento se relacionam através da</p><p>UDESC -2009</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 6</p><p>CALIGRAFIA TÉCNICA</p><p>O estilo das letras e números adotados em Desenho Técnico é o Gótico Comercial, constituído de traços</p><p>simples com espessura uniforme. Pode-se utilizar tanto letras verticais como também inclinadas. NBR</p><p>8402</p><p>a) Dicas para desenho simplificado de letras:</p><p>• Utilize a altura mínima de 3mm.</p><p>• Escolha a altura das letras maiúsculas e dívida em 3 partes iguais.</p><p>• Utilize 1/3 para baixo para a altura das minúsculas.</p><p>• A perna ou haste das letras (j, l, t, etc.) ocupa 1/3 para cima ou para baixo.</p><p>• Evite letras grandes que possam aparecer mais que os desenhos.</p><p>b) Proporção entre as letras e algarismos (figura 17) Os algarismos devem ter a mesma altura das</p><p>letras maiúsculas.</p><p>• Altura: as minúsculas devem ter 5/7 da altura das maiúsculas.</p><p>• Largura: as minúsculas devem ter 4/7 da largura das maiúsculas.</p><p>• Minúsculas: b, d, f, h, k, l, t devem ter a mesma altura das maiúsculas.</p><p>• Minúsculas: g, j, p, q, y devem ultrapassar a pauta inferior 2/7 h.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 7</p><p>4 - LEGENDA</p><p>A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A3, A2, A1 ou ao longo da largura da folha de</p><p>desenho no formato A4.</p><p>A legenda consiste de:</p><p>1 – Título do Desenho;</p><p>2 – Código;</p><p>3 – Escala;</p><p>4 – Firma;</p><p>5 – Data e nomes;</p><p>6 – Descrição dos componentes: - Posição (peça);</p><p>- Denominação;</p><p>- Quantidade;</p><p>- Material.</p><p>Escala NBR 8196/1983 (DIN 823)</p><p>Escala é a proporção definida existente entre as dimensões de uma peça e as do seu respectivo desenho.</p><p>O desenho de um elemento de máquina pode estar em:</p><p>Escala natural : 1 : 1</p><p>Escala de redução: 1 : 5</p><p>Escala de ampliação: 2 : 1 5 -</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 8</p><p>MEDIDA DO DESENHO</p><p>1: 5</p><p>MEDIDA REAL DA PEÇA</p><p>Na representação através de desenhos executados em escala natural (1 : 1) , as dimensões da peça</p><p>correspondem em igual valor às apresentadas no desenho.</p><p>Na representação através de desenhos executados em escala de redução, as dimensões do desenho</p><p>se reduzem numa proporção definida em relação às dimensões reais das peças.</p><p>1:2 1:5 1:10 1:20 1:50 1:100</p><p>Escala 1 : 2, significa que 1mm no desenho corresponde a 2mm na peça real.</p><p>Na representação através de desenhos executados em escala de ampliação, as dimensões do desenho</p><p>aumentam numa proporção definida em relação às dimensões reais das peças.</p><p>2 : 1 5 : 1 10 : 1</p><p>Na escala 5 : 1, significa dizer que 5mm no desenho correspondem a 1mm na peça real.</p><p>Dimensão do desenho Escala Dimensão da peça</p><p>1 : 1</p><p>300</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 9</p><p>340</p><p>170</p><p>65</p><p>5 : 1</p><p>50</p><p>300</p><p>32</p><p>1 : 2</p><p>125</p><p>25</p><p>10 : 1</p><p>1220</p><p>6 - LINHAS</p><p>As linhas de qualquer desenho devem ser feitas todas à lápis, ou a nanquim, uniformemente</p><p>pretas, densas e nítidas.</p><p>São necessariamente três espessuras de linhas: grossa, média de metade da espessura da grossa e a</p><p>fina com metade da espessura da média.</p><p>LINHA DENOMINAÇÃO APLICAÇÃO GERAL</p><p>A Contínua larga A1 contornos visíveis</p><p>A2 arestas visíveis</p><p>B Contínua estreita B1 linhas de interseção imaginárias B2</p><p>linhas de cotas</p><p>B3 linhas auxiliares</p><p>B4 linhas de chamada</p><p>B5 hachuras</p><p>B6 contornos de seção rebatidas na própria</p><p>vista</p><p>B7 linhas de centros curtas</p><p>C</p><p>Contínua estreita a mão</p><p>livre</p><p>C1 limites de vistas ou cortes parciais ou</p><p>interrompidas se o limite não coincidir</p><p>com linhas traço e ponto.</p><p>D</p><p>Contínua estreita em</p><p>ziguezague</p><p>D1 esta linha destina-se a desenhos</p><p>confeccionados por máquinas</p><p>E</p><p>Tracejada larga E1 contornos não visíveis E2</p><p>arestas não visiveis</p><p>___________</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 10</p><p>F</p><p>Tracejada estreita F1 contornos não visíveis</p><p>F2 arestas não visíveis</p><p>G</p><p>Traço e ponto estreitos G1 linhas de centro</p><p>G2 linhas de simetrias</p><p>G3 trajetórias</p><p>H</p><p>Traço e ponto estreitos,</p><p>larga nas extremidades e na</p><p>mudança de direção</p><p>H1 planos de corte</p><p>J</p><p>Traço e ponto largo J1 indicação das linhas ou superficies com</p><p>indicação especial</p><p>K</p><p>Traço dois pontos</p><p>estreita</p><p>K1 contornos de peças adjacentes K2</p><p>posição limite de peças moveis K3</p><p>linhas de centro de gravidade K4</p><p>cantos antes da conformação</p><p>K5 detalhes sitados antes do plano de</p><p>corte</p><p>A1= B1=</p><p>B2= B3=</p><p>B4= B5=</p><p>B6= B7=</p><p>D1= F1=</p><p>G1= G2=</p><p>G3= J1=</p><p>K1= K2=</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 11</p><p>Tipos e Emprego</p><p>Ao analisarmos um desenho, notamos que ele apresenta linhas de tipos e espessuras</p><p>diferentes. O conhecimento destas linhas é indispensável para a interpretação dos desenhos.</p><p>Quanto à espessura, as linhas devem ser: grossas, médias e finas.</p><p>A espessura da linha média deve ser a metade da linha grossa e a espessura da linha fina, metade</p><p>da linha média.</p><p>Linhas para arestas e contornos visíveis são de espessura grossa e traço contínuo</p><p>Linhas para arestas e contornos não visíveis são de espessura média e tracejadas.</p><p>Linhas de centro e eixo de simetria são de espessura fina e formadas por traços e pontos.</p><p>Linhas de cota são de espessura fina, traço contínuo, limitadas por setas nas extremidades.</p><p>Linhas de chamada ou extensão são de espessura fina e traço contínuo. Não devem tocar o contorno do</p><p>desenho e prolongam-se alem da ultima linha de cota que limitam.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 12</p><p>Linhas de corte são de espessura grossa, formadas por traços e pontos. Servem pra indicar cortes e seções.</p><p>Linhas de rupturas curtas são de espessura média, traço contínuo e sinuoso e servem para indica pequenas rupturas</p><p>e cortes parciais.</p><p>Linhas de rupturas longas são de espessura fina, traço continuo e com ziguezague, conforme figura abaixo.</p><p>Linha para representações simplificadas são de espessura media, traço contínuo e servem para indicar o</p><p>fundo de filetes de roscas e dentes de engrenagens.</p><p>Linha de centro, de simetria, arestas e contornos não visíveis.</p><p>A aparência de um desenho perfeito pode ser prejudicada por linhas de centro e de</p><p>simetria descuidadamente produzidas. Tente observar as seguintes regras simples:</p><p>1. Certifique-se de que os traços e os espaços de uma linha tracejada tenham o mesmo</p><p>comprimento por toda ela. Um traço de cerca de 3mm seguido por um espaço de 2mm produzirão uma</p><p>linha tracejada de boa proporção.</p><p>2. Onde são definidos centros, então as linhas (de centro) deverão cruzar-se em trechos contínuos e não nos</p><p>espaços.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 13</p><p>3. As linhas de centro não devem estender-se para os espaços entre as vistas e também não devem</p><p>terminar em outra linha do desenho.</p><p>4. Quando um ângulo é formado por linhas de simetria, traços longos devem-se interceptar e definir</p><p>o ângulo.</p><p>5. Geralmente, as linhas tracejadas que representam um detalhe não-visível devem tocar uma linha</p><p>externa sem interrupção, como mostrada abaixo. As tracejadas também se encontram e se cruzam, e a</p><p>junção deve ser arranjada como um “T” ou um “X”.</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>a) Coloque dentro dos círculos dos desenhos, os números correspondentes aos tipos de linhas indicadas</p><p>na tabela A2:</p><p>Leitura e Interpretação de</p><p>padronização. O objetivo</p><p>do Gerenciamento pelas Diretrizes é modificar os padrões de trabalho para alcançar os</p><p>resultados necessários.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 43</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>Ambas as atividades de gerenciamento são conduzidas simultaneamente.</p><p>9.4 Sistema de gerenciamento pelas diretrizes</p><p>Para que o gerenciamento ocorra, é necessário cumprir fielmente as etapas do PDCA.</p><p>Portanto, para assegurar que estas etapas serão cumpridas por todos na organização,</p><p>é preciso estabelecer um sistema de gerenciamento pelas diretrizes, padronizá-lo e treinar as</p><p>pessoas. Nos primeiros dois anos de prática do gerenciamento pelas diretrizes, a ênfase vai</p><p>estar no estabelecimento deste sistema (padronização do sistema e treinamento das pessoas</p><p>envolvidas).</p><p>Depois que este sistema estiver funcionando a contento, a ênfase será colocada no</p><p>desenvolvimento da prática do planejamento de tal forma a transformar todos os</p><p>participantes em verdadeiros dragões.</p><p>9.5 Filosofia do gerenciamento pelas diretrizes</p><p>O gerenciamento pelas diretrizes é centrado na concepção de que os resultados são</p><p>conseguidos pela atuação criativa e dedicada das pessoas. É um sistema que focaliza o esforço</p><p>de todos.</p><p>O Gerenciamento pelas Diretrizes é implementado para conduzir as mudanças que se</p><p>fazem necessárias para que os resultados possam ser atingidos. No entanto, muitas pessoas</p><p>ainda acreditam que podem obter resultados sem promover mudanças.</p><p>O gerenciamento pelas diretrizes baseia-se na inovação. É uma busca permanente da</p><p>melhor forma de se fazerem as coisas.</p><p>O mercado impõe metas desafiadoras, de difícil atingimento. Se nada for feito no</p><p>processo que gera o resultado, a meta não será atingida. Atingir estas metas implica conduzir</p><p>mudanças rigorosas na organização.</p><p>O sistema de gerenciamento pelas diretrizes é um meio para conduzir estas mudanças</p><p>rigorosas.</p><p>Não se pode almejar um sistema de gerenciamento pelas diretrizes que seja perfeito e</p><p>complexo no seu primeiro ano. Devemos, dentro da mentalidade do melhoramento contínuo,</p><p>começar de forma bem simples, envolvendo todas as pessoas da organização, e, então,</p><p>aperfeiçoar gradativamente a prática do sistema.</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 44</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>TÓPICO</p><p>06</p><p>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 45</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>10 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO</p><p>Plano estratégico possui um longo prazo (5 a 10 anos) de atividade - Neste devem ser</p><p>definidas estratégias (meios) para se atingir a visão de futuro (fins) da empresa. Estas</p><p>estratégias têm por objetivo trazer mudanças estruturais (devem contemplar medidas radicais</p><p>reformuladoras da estrutura da organização, que proporcionará a competitividade nos</p><p>próximos anos).</p><p>O planejamento possui um médio prazo de 3 anos, que são estabelecidas metas sobre</p><p>as estratégias do plano de longo prazo, sendo feitas projeções financeiras que suportem as</p><p>medidas para o atingimento das metas.</p><p>Plano anual: Neste plano, é feito um detalhamento do primeiro ano dos planos de</p><p>longo e médio prazos, com metas concretas, até o ponto de se terem os planos de ação e o</p><p>orçamento anual.</p><p>As estratégias serão implementadas ao longo dos anos e são a base para o plano de</p><p>longo prazo.</p><p>O Plano de longo prazo é o documento que ilumina o plano anual, dando-lhe a direção</p><p>a seguir.</p><p>Tanto o plano de longo prazo quanto o de médio prazo são revistos anualmente e</p><p>atualizados com novas informações.</p><p>Atualmente as organizações têm sido obrigadas a fazer grandes mudanças em sua</p><p>estrutura para atender às exigências do mercado, se tornar importante que:</p><p>• Um planejamento de médio e longo prazos, referente à inovação de sua</p><p>estrutura, considerando novas tecnologias de fabricação e de administração;</p><p>• Um planejamento de médio e longo prazos, referente à inovação de sua linha</p><p>de produtos, considerando novas tecnologias e novos materiais.</p><p>Portanto, o estabelecimento de um plano estratégico torna-se a tarefa mais</p><p>importante da alta administração.</p><p>O gerenciamento pelas diretrizes tem como objetivo transformar as estratégias da</p><p>organização em realidade.</p><p>A Análise SWOT é um instrumento utilizado para planejamento estratégico que</p><p>consiste em recolher dados importantes que caracterizam o ambiente interno (forças e</p><p>fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) da empresa.</p><p>A Análise SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise ambiental, sendo a base</p><p>da gestão e do planejamento estratégico numa empresa ou instituição. Graças à sua</p><p>simplicidade pode ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 46</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>um blog à gestão de uma multinacional. Este é o exemplo de um sistema simples destinado a</p><p>posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa/instituição no ambiente em questão.</p><p>Matriz SWOTAs informações referidas abaixo devem ser enquadradas nas categorias</p><p>SWOT para análise do cenário da empresa:</p><p>Strengths (forças) - vantagens internas da empresa em relação às concorrentes. Ex.:</p><p>qualidade do produto oferecido, bom serviço prestado ao cliente, solidez financeira, etc.</p><p>Weaknesses (fraquezas) - desvantagens internas da empresa em relação às</p><p>concorrentes. Ex.: altos custos de produção, má imagem, instalações desadequadas, marca</p><p>fraca, etc.;</p><p>Opportunities (oportunidades) – aspectos externos positivos que podem potenciar a</p><p>vantagem competitiva da empresa. Ex.: mudanças nos gostos dos clientes, falência de</p><p>empresa concorrente, etc.;</p><p>Threats (ameaças) - aspectos externos negativos que podem pôr em risco a vantagem</p><p>competitiva da empresa. Ex.: novos competidores, perda de trabalhadores fundamentais, etc.</p><p>Modelo de Matriz SWOT. Fonte: blog.iset.com.br</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 47</p><p>Ferramentas</p><p>da</p><p>Qualidade</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>1. FALCONI, Vicente. Qualidade Total: Padronização de Empresas. Nova Lima: INDG</p><p>Tecnologia e Serviços Ltda. 2004.</p><p>2. OLIVERIA, Otávio J.; PALMISANO, Angelo. Gestão da Qualidade, Tópicos Avançados.</p><p>Editora Thomson. 2004.</p><p>3. O’HANLON, Tim. Facilitadores da Qualidade: Requisitos e Habilidades. 2ª Edição. São</p><p>Paulo: Pioneira; Rio de Janeiro: Grifo Enterprises. 1997.</p><p>4. JURAN, Joseph M.; GRYNA, Frank M.. Quality Control Handbook. 4ª edição. 1988.</p><p>5. GOMES, L. D. Ferreira et al. A Relevância do Custo da Qualidade como Instrumento de</p><p>Decisão para Otimizar Resultados. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE</p><p>PRODUÇÃO – ENEGEP, 23., 2003, Ouro Preto. Anais. Ouro Preto; ABEPRO, 2003.</p><p>6. TOLEDO, José Carlos (de). Conceitos sobre Custos da Qualidade. 2002. 14 f. Apostila</p><p>(GEPEQ – Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade) - Departamento de Engenharia de</p><p>Produção, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.</p><p>7. ROSÁRIO, Eduardo Luiz (do). Custo da Não Qualidade na Produção. 2006. 109 f.</p><p>Monografia (Especialização em Engenharia de Produção) - Curso de Pós-Graduação em</p><p>Engenharia de Produção, Universidade do Estado de</p><p>Santa Catarina, Joinville.</p><p>8. http://www.economiadomeioambiente.com.br/servi%C3%A7os/sistemade-</p><p>gest%C3%A3o-integrada-sgi/</p><p>9. http://www.abcq.org.br/13/indicadores--objetivos-metas-qualidade.html</p><p>10. http://gestao-de-qualidade.info/normas-iso.html</p><p>11. http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetosconceito.html</p><p>12. http://www.sobreadministracao.com/o-ciclo-pdca-deming-e-a-melhoriacontinua/</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>http://www.portal-administracao.com/2015/09/gestao-de-projetos-conceito.html</p><p>Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 14</p><p>7 - COTAGEM</p><p>- Todas as cotas necessárias à caracterização da forma e da grandeza do objeto devem ser indicadas</p><p>diretamente sobre o desenho de modo a não exigir posteriormente, o cálculo ou a estimativa de</p><p>medidas.</p><p>- A cotagem deve ser executada considerando a função, fabricação e a inspeção do objeto.</p><p>- As cotas devem ser indicadas com a máxima clareza de modo a admitir uma única interpretação.</p><p>- Deve ser evitada a repetição de cotas.</p><p>- Cada cota deve ser indicada na vista que mais claramente representar a forma do elemento cotado.</p><p>- Nos desenhos de máquinas e estruturas metálicas as cotas serão expressas em milímetros</p><p>excepcionalmente no caso de ser conveniente empregar outra unidade, o símbolo deve ser escrito ao lado</p><p>da cota ou indicado junto à legenda.</p><p>-</p><p>As cotas maiores são colocadas por fora das menores, a fim de evitar cruzamentos.</p><p>a) A distância mínima entre a linha de cota e a linha de contorno da peça deve ser de 8 a 10 mm.</p><p>b) As linhas de chamada devem passar da linha de cota em torno de 5 mm além da ponta de seta.</p><p>c) A ponta de seta deve seguir a forma de uma flecha pontiaguda a fim de determinar uma</p><p>uniformidade no desenho técnico.</p><p>Detalhe da ponta de seta:</p><p>Exemplo de cotagem mais adequada a cada caso. Espaço limitado.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 15</p><p>Cotagem utilizando faces de referência em linha, e face de referência em paralelo.</p><p>A cotagem de cantos chanfrados é feita conforme indicação nos exemplos abaixo:</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 16</p><p>A indicação de medidas angulares deve ser feita como nos exemplos abaixo:</p><p>Antecede-se a cota com um “r” minúsculo, quando o centro não está indicado (raios muito</p><p>pequenos ou excessivamente grandes).</p><p>Obs: No caso de raios muito grandes, a linha de cota deverá ser indicada sempre em direção ao seu</p><p>centro.</p><p>Raios de grandes dimensões, cujos centros estejam fora da simetria da peça e dos limites do desenho,</p><p>devem ser indicados com uma linha de cota “quebrada”. Nestes casos suprime-se a letra “r”.</p><p>Poderão deixar de ser cotadas certas partes de menor importância (arredondamentos de cantos vivos e</p><p>outras concordâncias) sujeitas a variações que, todavia, deverão acompanhar o mais possível a forma</p><p>indicada no desenho.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 17</p><p>8 - PEÇAS PLANAS</p><p>As peças planas, como placas, juntas, guarnições, desde que não apresentem elementos que</p><p>forcem a representação de uma segunda vista, podem ser desenhadas em uma só vista, sendo a espessura</p><p>anotada, de preferência, dentro do desenho, quando para isso houver espaço suficiente.</p><p>Exemplos:</p><p>9 - PERSPECTIVAS</p><p>O desenho em perspectiva mostra o objeto como ele aparece aos olhos do observador. Dá ideia clara de</p><p>sua forma por apresentar diversas faces do objeto.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 18</p><p>A perspectiva isométrica (medidas iguais) é das mais simples e</p><p>eficientes. Parte de três eixos a 120°, denominados eixos</p><p>isométricos sobre os quais se marcam as medidas da peça, sem</p><p>redução, como ilustrado ao lado.</p><p>EXERCICIO</p><p>a) Complete à mão livre, as projeções das peças apresentadas e coloque o nome em cada uma das vistas:</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 19</p><p>b) Identifique e numere as projeções correspondentes a cada peça apresentada em perspectiva:</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 20</p><p>• Desenhe a mão livre, as perspectivas isométricas das peças abaixo:</p><p>Escreva na resposta a letra correspondente à perspectiva</p><p>correta. Observação: Para cada projeção há 4 perspectivas, porém</p><p>só uma é correta</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 21</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 22</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 23</p><p>c) Complete a mão livre, os desenhos abaixo, conforme modelos em tamanho menor.</p><p>d) Desenhe a mão livre, a perspectiva isométrica da peça apresentada.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 24</p><p>9 - CORTES</p><p>Os cortes são utilizados para representar de modo claro, os detalhes internos das peças ou de conjuntos. Em</p><p>desenhos de conjunto ressaltam a posição das peças que o constituem.</p><p>Além de indicarem o material de que é feita a peça ou peças, facilitam a colocação de cotas</p><p>internas.</p><p>9.1 - CORTE TOTAL</p><p>Observação: Normalmente não se representam arestas invisíveis nas regiões cortadas.</p><p>- Os cortes podem ser representados em qualquer das vistas do desenho técnico.</p><p>- Conforme for necessário pode ser aplicado mais de um corte em qualquer vista do desenho técnico.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 25</p><p>Indicação de Corte</p><p>Observação:</p><p>Quando necessitamos representar a verdadeira localização do corte, o mesmo é indicado com linha</p><p>traço-ponto estreita e traço-ponto larga nos extremos. Para mostrar a direção de observação do corte</p><p>colocam-se setas como no exemplo acima.</p><p>9.2 - MEIO CORTE</p><p>É o corte que se emprega, às vezes, no desenho de peças simétricas, onde somente meia vista aparece em</p><p>corte. Na metade da vista não cortada, não são representadas arestas ou contornos invisíveis.</p><p>9.3 - OMISSÃO DE CORTE</p><p>Pinos, rebites, parafusos, porcas, arruelas, chavetas, nervuras, eixos, braços de polias, não devem ser</p><p>desenhado em corte no sentido longitudinal, mesmo quando situados na linha de corte.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 26</p><p>9.4 - CORTES COMPOSTOS</p><p>Cortes Compostos por Planos Paralelos (Corte em Desvio)</p><p>A direção do corte, normalmente, passa pelo eixo principal da peça, mas pode também, quando</p><p>isso se fizer necessário, mudar de direção (corte em desvio), para passar por detalhes situados fora do</p><p>eixo e que devem ser mostrados em corte. A mudança de direção do corte é feita mediante dois traços</p><p>grossos em ângulo.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 27</p><p>Corte Composto por Planos Sucessivos (Corte Rebatido) FIG. A. Corte</p><p>Composto por Planos Concorrentes (Corte Rebatido) FIG. B.</p><p>Peças com partes ou detalhes não na vertical, ou na horizontal, tem sua representação em corte, facilitada</p><p>com deslocamento em rotação dessas partes, sobre o eixo principal, evitando assim a projeção</p><p>deformada desses elementos.</p><p>9.5 - CORTE PARCIAL</p><p>É o corte que se representa sobre parte de uma vista, para mostrar algum detalhe interno da</p><p>peça, evitando com isso o corte total.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 28</p><p>- A linha utilizada para representação do corte parcial é a contínua estreita a mão livre.</p><p>- É o único corte que permite a utilização de linhas tracejadas na vista onde se encontra o corte.</p><p>OBS: Tipos de hachuras de acordo com os materiais empregados, conforme ABNT.</p><p>Superfícies Finas em Corte: Vistas, em corte, de peças finas,</p><p>tais como juntas, molas com fios delgados, perfilados,</p><p>estruturas metálicas, em vez de hachuradas serão</p><p>enegrecidas</p><p>por completo.</p><p>10 - RUPTURAS (ENCURTAMENTO)</p><p>Peças simples, porém longas (como chapas, aço em barras, tubos para fins diversos), não precisam</p><p>ser desenhadas em folhas de papel de dimensões exageradas e nem em escala muito reduzida para caber</p><p>em papel de formato habitual.</p><p>Economiza-se espaço e tempo, empregando rupturas.</p><p>Quebra-se imaginariamente a peça nos dois extremos e remove-se a parte quebrada,</p><p>aproximando as extremidades partidas. O comprimento será dado pela cota real.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 29</p><p>11 - SEÇÃO FORA DA VISTA</p><p>Peças cilíndricas, na maioria das vezes, podem ser representadas por uma única vista. Os detalhes</p><p>como rasgos de chavetas, rebaixos excêntricos, furos com roscas, etc., são representados através de seções</p><p>desenhadas fora das vistas, com linhas contínuas largas e devem ser identificadas conforme</p><p>exemplo abaixo.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 30</p><p>12 - SEÇÕES</p><p>12.1 - SEÇÃO SOBRE A VISTA</p><p>São executadas diretamente sobre a vista, com linha média traço-ponto, permitindo o recurso prático</p><p>e satisfatório de se representar o perfil de certas partes de uma mesma peça, tais como: nervuras, braços</p><p>de volante, perfilados, etc.</p><p>Evitam-se, assim, vistas que nem sempre identificam com clareza a forma da peça.</p><p>O eixo da seção é sempre perpendicular ao eixo principal da peça ou da parte seccionada.</p><p>Exemplos:</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 31</p><p>12.2 - SEÇÃO INTERROMPENDO A VISTA</p><p>Quando as linhas de contorno da peça interferem na clareza da seção, a vista pode ser</p><p>interrompida, por linhas de rupturas, deixando espaço suficiente para representação da seção, que neste</p><p>caso será desenhada com linha grossa cheia.</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 32</p><p>EXERCICIO</p><p>a) Desenhe a seção da peça apresentada abaixo na interrupção da vista.</p><p>b) Desenhe a seção AA fora da vista.</p><p>13 - SINAIS CONVENCIONAIS</p><p>Estes sinais são empregados sempre antes da designação de bitola dos materiais perfilados:</p><p>Leitura e Interpretação de Desenho</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 33</p><p>Exemplos:</p><p>14 - SUPRESSÃO DE VISTAS</p><p>Observações:</p><p>- Em superfícies planas não identificáveis na vista, devem ser traçadas duas diagonais com linha estreita</p><p>contínua.</p><p>Metrologia</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 4</p><p>A metrologia aplica-se a todas as grandezas determinadas e, em particular, às dimensões lineares e</p><p>angulares das peças mecânicas. Nenhum processo de usinagem permite que se obtenha rigorosamente uma</p><p>dimensão prefixada. Por essa razão, é necessário conhecer a grandeza do erro tolerável, antes de se</p><p>escolherem os meios de fabricação e controle convenientes.</p><p>a) INTRODUÇÃO A METROLOGIA INDUSTRIAL</p><p>A metrologia é a ciência das medidas e das medições. Desta forma, ela trata dos conceitos básicos, dos</p><p>métodos, dos erros e sua propagação, das unidades e dos padrões envolvidos na quantificação de</p><p>grandezas físicas, bem como da caracterização do comportamento estático e dinâmico dos sistemas de</p><p>medição.</p><p>Entendemos que é a ciência das medições e abrange todos os aspectos técnicos e práticos relativos às</p><p>medições, qualquer que seja a incerteza, no campo da ciência ou tecnologia. A metrologia é uma das funções</p><p>básicas e necessárias a todo Sistema da Garantia da Qualidade.</p><p>Resolução</p><p>Menor diferença entre indicações de um dispositivo mostrador (escala) que pode ser</p><p>significativamente percebida.</p><p>(VALOR DE DIVISÃO / INCREMENTO / DIVISÃO DE ESCALA).</p><p>Padrão</p><p>É a medida materializada, instrumento de medição, material de referência ou sistema de medição</p><p>destinado a definir, realizar, conservar ou reproduzir uma unidade ou um ou mais valores de uma grandeza</p><p>para servir como referência.</p><p>Rastreabilidade</p><p>Manter as mesmas referências, o mesmo padrão num processo de medição, através de um controle</p><p>contínuo de comparações, todas tendo incertezas estabelecidas.</p><p>A medição divide-se em:</p><p>a) Medição Direta, a qual consiste em avaliar a grandeza e medir, por comparação direta com instrumentos,</p><p>aparelhos e máquinas de medir;</p><p>b) Medição Indireta, a qual consiste em determinar a grandeza de uma peça com relação à outra, de padrão</p><p>ou dimensão aproximada.</p><p>O que é processo de medição?</p><p>É a operação de medição realizada de forma mais genérica, por um sistema de medição. O sistema de</p><p>medição é a união das pessoas mais os instrumentos, aparelhos ou equipamentos de medição e o método</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 5</p><p>usado para medir algo.</p><p>O que é medir?</p><p>Medir é comparar grandezas com base em um padrão. Medir é monitorar, acompanhar a produção,</p><p>ou investigar um processo; para evitar a aprovação de produtos ruins ou reprovação de produtos bons,</p><p>(redução de custo). A medição é fundamental para a tomada de decisões, pois fornece dados importantes</p><p>para a análise do que está acontecendo no processo de produção dos produtos industrializados.</p><p>Assim, para obter uma medição correta, é necessária a existência de um sistema de medidas</p><p>ou unidades, através dos órgãos que estabeleçam o sistema compulsoriamente, e isto é feito no Brasil através</p><p>do CONMETRO. O segundo é feito através da manutenção de padrões de referência e de meios de</p><p>disseminação para os usuários, e isto é feito - à semelhança do National Bureau of Standard (NBS) nos EUA -</p><p>pelo INMETRO. Estas unidades padronizadas, conhecidas por unidade de medida, que permitem a conversão de</p><p>abstrações como comprimento e massa em grandezas quantificáveis como metro e quilograma, etc. Os</p><p>instrumentos são calibrados em torno destas unidades de medidas padronizadas.</p><p>Importância da metrologia industrial.</p><p>"Só o que é mensurável pode ser melhorado". Melhorar continuamente é o caminho da sobrevivência</p><p>das empresas, impulsionado pela necessidade de satisfazer o "cliente", que assume a posição, cada vez mais</p><p>determinante, no direcionamento dos mercados e na determinação dos produtos que são consumidos.</p><p>O princípio vale para todas as empresas que disputam mercado, cada vez mais dinâmico e concorrido,</p><p>cada qual buscando superar as barreiras técnicas, impostas aos produtos de exportação.</p><p>Neste contexto a criação das ISOS veio para melhorar a qualidade na fabricação destes produtos,</p><p>reduzindo o gasto com retrabalho, através de auditorias internas ou externas, controlando e mantendo</p><p>a qualidade.</p><p>Medir torna-se, portanto, um elemento central nas ações em busca da satisfação do cliente e na</p><p>conquista de espaço maior no mercado interno e externo.</p><p>Onde a metrologia industrial se faz presente:</p><p> No projeto de um produto:</p><p> Na transformação de um produto.</p><p> No projeto deve considerar a possibilidade de execução das fases do Processo, da Fabricação, e da</p><p>Garantia da Qualidade do produto.</p><p>Processo de Fabricação pode ser dividido em:</p><p> Recebimento de Materiais (Almoxarifado);</p><p> Fabricação do produto (Projeto);</p><p> Montagem do produto (Linha de produção).</p><p>O que se recebe de fornecedores, o que está sendo produzido e o produto final é avaliado através de</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 6</p><p>Medições e Ensaios, nos laboratórios de metrologia, com equipamentos calibrados, para se avaliar se está</p><p>dentro dos requisitos estipulados pelo cliente. Caso algum requisito não esteja sendo atendido, as Ações de</p><p>Controle são colocadas em prática, tais como:</p><p>→Rejeição de lotes de peças e/ou produto;</p><p>→ajuste dos</p><p>parâmetros do processo da produção;</p><p>→manutenção de máquinas e outras.</p><p>Antes da liberação da produção seriada de uma nova peça entrar em produção ou para determinados</p><p>lotes de peças, há uma aprovação prévia do processo, baseada na validação de peças de uma pré-série,</p><p>formalmente conhecida como aprovação de peças de produção.</p><p>O conceito da qualidade relacionado ao laboratório de metrologia e ao produto evoluiu, rapidamente,</p><p>ao longo do tempo, passando a compreender não apenas o produto final e suas características, mas também</p><p>os processos, bem como, os meios de produção, sistemas de gerenciamento e as pessoas envolvidas.</p><p>Neste contexto, cresceu continuamente a exigência sobre o gerenciamento e calibração dos meios de</p><p>medição, incluindo máquinas, instrumentos e dispositivos de medição e máquinas e dispositivos de ensaio.</p><p>Portanto, a calibração, normalmente, busca a determinação de dados e parâmetros metrológicos,</p><p>visando otimizar os resultados da medição e a seleção do meio de medição mais adequado. Além disso, a</p><p>calibração possibilita uma condição muitas vezes considerada obrigatória em um contexto industrial: "a</p><p>rastreabilidade metrológica".</p><p>Algumas normas de procedimento são importantes quando se realizam medições, ou seja, é necessário:</p><p>a) tranquilidade;</p><p>b) limpeza;</p><p>c) cuidado;</p><p>d) paciência;</p><p>e) senso de responsabilidade;</p><p>f) sensibilidade;</p><p>g) conhecer a finalidade de medida;</p><p>h) empregar o instrumento adequado;</p><p>i) domínio sobre o instrumento.</p><p>1.1 - FINALIDADE DO CONTROLE</p><p>O controle não tem por fim somente reter ou rejeitar os produtos fabricados fora das normas, destina-</p><p>se, antes, a orientar a fabricação, evitando erros. Representa, por conseguinte, um fator importante na</p><p>redução das despesas gerais e no acréscimo da produtividade.</p><p>Um controle eficaz deve ser total, isto é, deve ser exercido em todos os estágios de</p><p>transformação da matéria, integrando-se nas operações depois de cada fase de usinagem.</p><p>Todas as operações de controle dimensional são realizadas por meio de aparelhos e</p><p>instrumentos, deve-se, portanto, controlar não somente as peças fabricadas, mas também os</p><p>aparelhos e instrumentos verificadores:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 7</p><p> De desgastes, nos verificadores com dimensões fixas;</p><p> De regulagem, nos verificadores com dimensões variáveis.</p><p>Isto se aplica também às ferramentas, aos acessórios e às máquinas ferramenta utilizadas na</p><p>fabricação.</p><p>1.2 - MEDIÇÃO</p><p>O conceito de medir traz, em si, uma ideia de comparação. Como só se podem comparar “coisas”</p><p>da mesma espécie, cabe apresentar para medição a seguinte definição, que, como as demais, está sujeita</p><p>a contestações: “medir é comparar uma grandeza com outra da mesma espécie, tomada como unidade”.</p><p>1.3 - UNIDADE</p><p>Entende-se por unidade um determinado valor em função do qual outros valores são</p><p>enunciados. Usando-se a unidade metro, pode-se dizer, por exemplo, qual é o comprimento de um corredor.</p><p>A unidade é fixada por definição e independente do prevalecimento de condições físicas como</p><p>temperatura, grau hidroscópico (unidade), pressão, etc.</p><p>1.4 - PADRÃO</p><p>O padrão é a materialização da unidade, é influenciado por condições físicas, podendo-se dizer que</p><p>é a materialização da unidade, somente sob condições específicas. O metro padrão, por exemplo, tem o</p><p>comprimento de um metro, somente quando está a uma determinada temperatura, a uma determinada</p><p>pressão e suportado, também, de um modo definido. É óbvio que a mudança de qualquer uma dessas</p><p>condições alterará o comprimento original.</p><p>1.5 - MÉTODO, INSTRUMENTO E OPERADOR</p><p>O sucessivo aumento de produção e a melhoria de qualidade requerem um ininterrupto</p><p>desenvolvimento e aperfeiçoamento na técnica de medição quanto maiores são as exigências, com</p><p>referência à qualidade e ao rendimento, maiores são as necessidades de aparatos, ferramentas de medição</p><p>e elementos capazes.</p><p>Na tomada de quaisquer medidas, devem ser considerados três elementos fundamentais: o método,</p><p>o instrumento e o operador.</p><p>1.7 - INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO</p><p>A exatidão relativa das medidas depende, evidentemente, da qualidade dos instrumentos de</p><p>medição empregados. Assim, a tomada de um comprimento com um método defeituoso dará</p><p>resultado duvidoso, sujeito a contestações. Portanto, para tomada de uma medida, é indispensável que o</p><p>instrumento esteja aferido e que a sua aproximação permita a grandeza em causa, com a precisão</p><p>exigida.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 8</p><p>1.8 - OPERADOR</p><p>O operador é, talvez, dos três, o elemento mais importante, ele é a parte inteligente na</p><p>apreciação das medidas. De sua habilidade depende, em grande parte, a precisão conseguida. Um bom</p><p>operador, servindo-se de instrumentos relativamente débeis, consegue melhores resultados do que um</p><p>operador inábil com excelentes instrumentos.</p><p>Deve, pois, o operador, conhecer perfeitamente os instrumentos que utiliza, ter iniciativa para adaptar</p><p>às circunstâncias, o método mais aconselhável é possuir conhecimentos suficientes para interpretar os</p><p>resultados encontrados.</p><p>1.9 - LABORATÓRIO DE METROLOGIA</p><p>Nos casos de medição de peças muito precisas, torna-se necessária uma climatização do local, esse local</p><p>deve satisfazer às seguintes exigências:</p><p> Temperatura Constante;</p><p> Grau Hidrométrico Correto;</p><p> Ausência de Vibrações e Oscilações;</p><p> Espaço Suficiente;</p><p> Boa Iluminação e Limpeza.</p><p>1.10 - TEMPERATURA, UMIDADE, VIBRAÇÃO E ESPAÇO</p><p>A Conferência Internacional do Ex-comitê I.S.A. fixou em 20 °C a temperatura de aferição dos</p><p>instrumentos destinados a verificar as dimensões ou formas.</p><p>Em consequência, o laboratório deverá ser mantido dentro dessa temperatura, sendo tolerável</p><p>a variação de +- 1 °C; para isso, faz-se necessário a instalação de reguladores automáticos. A umidade relativa</p><p>do ar não deverá ultrapassar 55%; é aconselhável instalar um hidrosto (aparelho regulador de umidade); na</p><p>falta desta, usa-se o cloreto de cálcio industrial, cuja propriedade química retira cerca de 15% da umidade</p><p>relativa do ar.</p><p>Para se protegerem as máquinas e aparelhos contra vibração do prédio, forra-se a mesa com tapete de</p><p>borracha, com espessura de 15 a 20 mm, e sobre este se coloca uma chapa de aço de 6 mm;</p><p>No laboratório, o espaço deve ser suficiente para acomodar em armários todos os</p><p>instrumentos e, ainda, proporcionar bem estar a todos que nele trabalham.</p><p>1.11 - ILUMINAÇÃO E LIMPEZA</p><p>A iluminação deve ser uniforme, constante e disposta de maneira que evite ofuscamento.</p><p>Nenhum dispositivo de precisão deve estar exposto ao pó, para que não haja desgastes e para que as</p><p>partes óticas não fiquem prejudicadas por constantes limpezas. O local de trabalho deverá ser o mais limpo</p><p>e organizado possível, evitando-se que as peças fiquem umas sobre as outras.</p><p>1.12 - SISTEMAS DE UNIDADES</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 9</p><p>Trabalhamos com, basicamente, dois tipos de sistemas de unidades:</p><p> Sistema Métrico</p><p> Sistema Inglês (polegadas)</p><p>MEDIDAS E CONVERSÕES</p><p>Sistema Métrico</p><p>O sistema oficialmente adotado hoje no Brasil, e na maioria dos países, é o Sistema Internacional de</p><p>Unidades (SI) estabelecido em 1960, através 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM), com base no</p><p>Sistema Métrico Decimal.</p><p>No SI, a unidade fundamental de comprimento é o metro, que pode ser utilizado com seus múltiplos</p><p>e submúltiplos como mostrado a seguir:</p><p>Exemplos</p><p>a) 10 cm .................... dm</p><p>b) 9,5 cm .................... m</p><p>c) 2,7 mm .................. centésimos</p><p>d) 6.35 dm .................. mm</p><p>e) 5,8 m ...................... mm</p><p>f) 19.05 m .................. décimos</p><p>g) 25,4 mm .................. cm</p><p>h) 9.5 mm .................... milésimos</p><p>LEITURA DE MEDIDA EM POLEGADA</p><p>A polegada</p><p>dividiu-se em frações ordinárias de denominadores iguais a: 2,4,8,16,32,64, 128.</p><p>Temos, então, as seguintes divisões da polegada:</p><p>1 ” (meia polegada)</p><p>2</p><p>1 ” (um quarto de polegada)</p><p>4</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 10</p><p>1 ” (um oitavo de polegada)</p><p>8</p><p>1 ” (um dezesseis avos de polegada)</p><p>16</p><p>1 ” (um trinta e dois avos de polegada)</p><p>32</p><p>1 ” (um sessenta e quatro avos de polegada)</p><p>64</p><p>1 ” (um cento e vinte oito avos de polegada)</p><p>128</p><p>Os numeradores das frações devem ser números impares:</p><p>1” , 3” , 5”, 15” , ...</p><p>2 4 8 16</p><p>Quando o numerador for par, deve-se proceder à simplificação da fração:</p><p>6” ÷ 2 → 3” ...</p><p>8 ÷ 2 4</p><p>8” ÷ 8 → 1” ...</p><p>64 ÷ 8 8</p><p>CONVERSÕES</p><p>Sempre que uma medida estiver em uma unidade diferente da dos equipamentos utilizados, deve-se</p><p>convertê-la (ou seja, mudar a unidade de medida). Para converter polegada fracionária em milímetro, deve</p><p>se multiplicar o valor em polegada fracionária por 25,4 mm.</p><p>EXEMPLOS:</p><p>a) 2 ” = 2 x 25,4 = 50,8 mm</p><p>b) 3” = 3 x 25,4 = 76,2 = 9, 525 mm</p><p>8 8 8</p><p>Para você fixar melhor a conversão de polegadas em milímetros (mm), faça os exercícios a seguir.</p><p>Verificando o entendimento</p><p>Converter polegada fracionária em milímetro:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 11</p><p>a) 5” b) 5” c) 7”</p><p>16 64</p><p>d) 5” e)1 5” f) 3”</p><p>8 8 4</p><p>g) 27” h) 33” i) 2 1”</p><p>64 128 8</p><p>Regra Prática - Para converter milímetro em polegada ordinária, basta multiplicar o valor em</p><p>milímetro por 5, 04, mantendo-se 128, como denominador. Arredondar se necessário.</p><p>Exemplos:</p><p>a) 12,7 x 5,04 = 64,008 arredondando: 64”, simplificando: 1”. 128</p><p>128 128 2</p><p>b) 19,8 x 5,04 = 99,792 arredondando: 100”, simplificando: 25”. 128</p><p>128 128 32</p><p>Observação:</p><p>O valor 5,04 foi encontrado pela relação</p><p>128</p><p>25,4</p><p>= 5,03937 que arredondada é igual a 5,</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 12</p><p>Verificando o entendimento Faça</p><p>agora. Estes exercícios:</p><p>a) 1,5875 mm =....................................................................................................................</p><p>b) 19,05 mm = ....................................................................................................................</p><p>c) 25.00 mm = …………………………………………………………………………........................................</p><p>d) 31,750 mm = ………………………………………………………………………….....................................</p><p>e) 127,00 mm = ...................................................................................................................</p><p>2-</p><p>f) 9,9219 mm = ...................................................................................................................</p><p>g) 4,3656 mm = .................................................................................................................</p><p>h) 10,319 mm = …………………………………………...................................……………………………….</p><p>i) 14.648 mm = …………………………...................................……………………………………………….</p><p>j) 18,256 mm = ………………………………………...................................………………………………….</p><p>l) 88,900 mm = ……………………………...................................…………………………………………….</p><p>m) 133,350 mm = …………………………………………………...................................…………………….</p><p>2- TOLERÂNCIA</p><p>Nos desenhos utilizados nas indústrias mecânicas encontramos certas medidas das peças acompanhadas de</p><p>algarismos adicionais precedidos de sinais positivos e negativos.</p><p>+0,02</p><p>Exemplo: 20 -0,01</p><p>Em tais casos se diz que qualquer dessas medidas fixa uma tolerância de fabricação ou uma tolerância</p><p>de usinagem. O número principal, em algarismo maior, indica a dimensão nominal. Os números em</p><p>algarismos menores, precedidos de sinal, representam os limites de tolerância admitida para a</p><p>usinagem, em relação à dimensão nominal.</p><p>+0,02</p><p>Exemplo: 20 -0,01 a medida admite dois limites</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 13</p><p>Limite superior:</p><p>20,00 + 0,02 = 20,02 mm = Dimensão máxima permitida na execução da peça 20,00 –</p><p>0,01 = 19,99 mm = Dimensão mínima permitida na execução da peça</p><p>Denomina-se TOLERÂNCIA a diferença entre a dimensão máxima e a dimensão mínima.</p><p>2.1 – EXERCÍCIOS</p><p>1. Conforme as especificações abaixo, determine:</p><p>A</p><p>128,03 ± 0,02</p><p>Dimensão máxima</p><p>Dimensão nominal</p><p>Dimensão mínima</p><p>B</p><p>3,82 +0,015</p><p>Dimensão máxima</p><p>Dimensão nominal</p><p>Dimensão mínima</p><p>C</p><p>70,09 -0,2</p><p>Dimensão máxima</p><p>Dimensão nominal</p><p>Dimensão mínima</p><p>D</p><p>102,01 +0,02</p><p>Dimensão máxima</p><p>Dimensão nominal</p><p>Dimensão mínima</p><p>E</p><p>436,3 + 0,02</p><p>Dimensão máxima</p><p>Dimensão nominal</p><p>Dimensão mínima</p><p> Métodos de Medição</p><p> Geométricos</p><p>Métodos de medição geométricos são os utilizados para controle. Quando um laboratório de</p><p>metrologia está medindo uma peça, por exemplo, está realizando uma medição geométrica.</p><p>Exemplos: Paquímetro, Micrômetro, Goniômetro, Súbito, Relógio Apalpador, etc.</p><p> Não Geométricos</p><p>São métodos de medição que medem o processo, não geram uma medida linear como a de paquímetros e</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 14</p><p>micrômetros, por exemplo, mas medidas como pressão, amperagem, etc.</p><p>Exemplos: Barômetro, Amperímetro, Voltímetro, Manômetro, etc.</p><p>3 – INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO</p><p> Régua graduada, metro e trena.</p><p>A régua graduada, o metro articulado e a trena são os mais simples entre os instrumentos de medida</p><p>linear. A régua apresenta-se, normalmente, em forma de lâmina de aço-carbono ou de aço inoxidável.</p><p>Nessa lâmina estão gravadas as medidas em centímetro (cm) e milímetro (mm), conforme o sistema</p><p>métrico, ou em polegada e suas frações, conforme o sistema inglês.</p><p>3.1 - RÉGUA GRADUADA</p><p>Régua graduada ou escala graduada é o instrumento de medição mais elementar, utilizado em oficinas</p><p>e laboratórios, para a tomada de medidas lineares. Para que seja completa, deverá estar graduada no sistema</p><p>métrico e no sistema inglês.</p><p>Utiliza-se a régua graduada nas medições com “erro admissível” superior a menor graduação.</p><p>Normalmente, essa graduação equivale a 0,5 mm. Ou 1/32”.</p><p>As réguas graduadas apresentam-se nas dimensões de 150,200,250,300, 500,600, 1000,1500,2000 e</p><p>3000 mm. As mais utilizadas nas oficinas são as de 150 mm. (6”) 3 300 mm. (12”).</p><p>Tipos e usos de réguas</p><p>Régua de encosto interno, destinada às medições que apresentam faces internas de referência.</p><p>Figura: Telecurso 2000 – Metrologia</p><p>Neste caso quando não conseguimos apoio para a régua, subtraímos do resultado o valor acrescido</p><p>para melhor visualizar a medida.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 15</p><p>Características da régua</p><p>De modo geral, uma escala apresenta bom acabamento superficial, bordas retas, graduação bem</p><p>definidas uniformes e equidistantes e finos, o material de preferência aço inoxidável.</p><p>Leitura no sistema métrico</p><p>Cada centímetro na escala encontra-se dividido em 10 partes iguais, e cada parte equivale a 1 mm.</p><p>Assim, a leitura pode ser feita em milímetro, conforme mostra abaixo de forma ampliada.</p><p>Figuras: Telecurso 2000 - Metrologia</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 16</p><p>Faça os exercícios abaixo, colocando as medidas nos espaços pontilhados</p><p>Figuras: Telecurso 2000 – Metrologia</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 17</p><p>Leitura no sistema inglês, polegada fracionária.</p><p>Neste sistema, a polegada divide-se em 2, 4, 8, 16 ... partes iguais. As escalas de precisão chegam a apresentar</p><p>32 divisões por polegada, enquanto as demais só apresentam frações de 1/16”. Veja a seguir a representação em</p><p>tamanho</p><p>ampliado.</p><p>Faça os exercícios abaixo:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 18</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 19</p><p>3.2 - TRENA</p><p>Trata-se de um instrumento de medição constituído por uma fita de aço, fibra ou tecido,</p><p>graduada em uma ou em ambas as faces, no sistema métrico e / ou no sistema inglês, ao longo de seu</p><p>comprimento, com traços transversais.</p><p>Em geral, a fita está acoplada a um estojo ou suporte dotado de um mecanismo que permite recolher</p><p>a fita de modo manual ou automático. Tal mecanismo, por sua vez, pode ou não ser dotado de trava.</p><p>A fita das trenas de bolso é de aço fosfatizado ou esmaltado e apresentam largura de 12,7 mm e</p><p>comprimento 2m e 5m.</p><p>Quando à geometria, as fitas das trenas podem ser planas ou curvas. As de geometria plana permitem</p><p>medir perímetros de cilindros.</p><p>Não se recomenda medir perímetros com trenas de bolso cujas fitas sejam curvas.</p><p>As trenas apresentam, na extremidade livre, uma pequenina chapa metálica dobrada em ângulo</p><p>de 90º. Essa chapa é chamada encosto de referência ou gancho de zero absoluto.</p><p>3.3 - PAQUÍMETRO</p><p>O paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e de</p><p>profundidade de uma peça. Consiste em uma régua graduada, com encosto fixo, sobre a qual desliza um</p><p>cursor.</p><p>1. Orelha fixa;</p><p>2. Orelha móvel;</p><p>3. Nônio ou vernier (polegada);</p><p>4. Parafuso de trava;</p><p>5. Cursor;</p><p>6. Escala fixa de polegadas;</p><p>7. Bico fixo;</p><p>8. Encosto fixo;</p><p>9. Encosto móvel;</p><p>10. Bico móvel;</p><p>11. Nônio ou vernier (milímetro);</p><p>12. Impulsor;</p><p>13. Escala fixa de milímetros;</p><p>14. Haste de profundidade.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 20</p><p>PAQUÍMETRO DE PROFUNDIDADE</p><p>Serve para medir a profundidade de furos não vazados, rasgos, rebaixos, etc. Esse</p><p>tipo de paquímetro pode se apresentar haste simples ou haste com gancho. Veja a</p><p>seguir duas situações de uso do paquímetro de profundidade.</p><p>O cursor ajusta-se à régua e permite sua livre movimentação, com um mínimo de folga.</p><p>Ele é dotado de uma escala auxiliar, chamada nônio ou vernier.</p><p>Essa escala permite leitura de frações da menor divisão da escala fixa.</p><p>O paquímetro é usado quando a quantidade de peças que se quer medir é pequena. Os instrumentos mais</p><p>utilizados apresentam uma resolução de:</p><p>0,05 mm, 0,02 mm, 1” ou .001”</p><p>128</p><p>As superfícies do paquímetro são planas e polidas, e o instrumento geralmente é feito de aço</p><p>inoxidável. Suas graduações são calibradas a 20ºC.</p><p>PAQUÍMETRO UNIVERSAL</p><p>É utilizado em medições internas, externas, de profundidade e de ressaltos. Trata-se do tipo</p><p>mais usado.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 21</p><p>Principio do nônio</p><p>A escala do cursor é chamada de nônio ou vernier, em homenagem ao português Pedro Nunes e ao</p><p>francês Pierre Vernier, considerados seus inventores. O nônio possui uma divisão a mais que a unidade usada</p><p>na escala fixa.</p><p>No sistema métrico, existem paquímetros em que o nônio possui dez divisões</p><p>equivalentes a nove milímetros ( 9mm ).</p><p>Há, portanto, uma diferença de 0,1 mm entre o primeiro traço da escala fixa e o primeiro traço</p><p>da escala móvel.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 22</p><p>Essa diferença é de 0,2 mm entre o segundo traço de cada escala; de 0,3 mm entre os terceiros</p><p>traços e assim por diante.</p><p>Cálculo de resolução</p><p>As diferenças entre a escala fixa e a escala móvel de um paquímetro podem ser calculadas pela</p><p>sua resolução.</p><p>A resolução é a menor medida que o instrumento oferece. Ela é calculada utilizando- se a</p><p>seguinte fórmula:</p><p>Resolução = UEF</p><p>NDN</p><p>UEF = Unidade de Escala Fixa</p><p>NDN = Número de divisões do nônio</p><p>Exemplo:</p><p> Nônio com 10 divisões</p><p>Resolução = 1mm = 0,1 mm</p><p> Nônio com 20 divisões Resolução</p><p>= 1mm = 0,05 mm</p><p> Nônio com 50 divisões Resolução</p><p>= 1mm = 0,02 mm</p><p>LEITURA NO SISTEMA MÉTRICO</p><p>Na escala fixa ou principal do paquímetro, a leitura feita antes do zero do nônio</p><p>corresponde à leitura em milímetro.</p><p>Em seguida, você deve contar os traços do nônio até o ponto em que um deles coincidir com</p><p>um traço da escala fixa.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 23</p><p>Depois, você soma o número que leu na escala fixa ao número que leu no nônio.</p><p>Para você entender o processo de leitura no paquímetro, são representados, a seguir, dois</p><p>exemplos de leitura.</p><p>Escala em milímetro e nônio com 10 divisões</p><p>Resolução: UEF = 1 mm = 0,1 mm NDH</p><p>10 div.</p><p>Leitura</p><p>1,0 mm – Escala fixa</p><p>0,3 mm – Nônio ( traço coincidente: 3° ) 1,3</p><p>mm – Total ( leitura final )</p><p>Leitura</p><p>103,0 mm – escala fixa</p><p>0,5 mm – nônio ( traço coincidente: 5° )</p><p>103,5 – total ( leitura final )</p><p>Faça a leitura e escreva a medida nas linhas pontilhadas.</p><p>Escala em milímetro e nônio com 20 divisões</p><p>Resolução: 1 mm = 0,05 mm</p><p>20</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 24</p><p>Leitura</p><p>73,00 mm – escala fixa</p><p>0,65 mm – nônio</p><p>73,65 mm – total</p><p>Faça a leitura e escreva as medidas nas linhas pontilhadas:</p><p>Escala em milímetro e nônio com 50 divisões</p><p>Resolução= 1 mm = 0,02 mm</p><p>50</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 25</p><p>Leitura</p><p>68,00 mm – escala fixa</p><p>0,32 mm – nônio</p><p>68,32 mm - total</p><p>Não esqueça de calcular a resolução do paquímetro. Faça leitura e escreva :</p><p>Faça os exercícios abaixo:</p><p>a) Leitura: b) Leitura:</p><p>c) Leitura: d) Leitura:</p><p>e) Leitura: f) Leitura:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 26</p><p>g) Leitura: h) Leitura:</p><p>i) Leitura: j) Leitura:</p><p>k) Leitura: l) Leitura:</p><p>m) Leitura: n) Leitura:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 27</p><p>o) Leitura: p) Leitura:</p><p>q) Leitura: r) Leitura:</p><p>ERROS DE LEITURA</p><p>Além da falta de habilidade do operador, outros fatores podem provocar erros de leitura</p><p>no paquímetro, como, por exemplo, a paralaxe e a pressão de medição.</p><p>Paralaxe</p><p>Dependendo do ângulo de visão do operador, pode ocorrer o erro por paralaxe, pois devido</p><p>a esse ângulo, aparentemente há coincidência entre um traço da escala fixa com outro do móvel.</p><p>O cursor onde é gravado o nônio, por razões técnicas de construção, normalmente tem urna</p><p>espessura mínima (a), e é posicionado sobre a escala principal. Assim, os traços do nônio (TN) são mais</p><p>elevados que os traços da escala fixa (‘UM).</p><p>Colocando o instrumento em posição não perpendicular à vista e estando sobrepostos os</p><p>traços ‘TN e TM, cada um dos olhos projeção traço N em posição oposta, o que ocasiona um erro de</p><p>leitura. Para não cometer o erro de paralaxe, é aconselhável que se faça a leitura situando o</p><p>paquímetro em uma posição perpendicular aos olhos.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 28</p><p>Pressão de medição</p><p>Já o erro de pressão de medição origina-se no jogo do cursor, controlado por uma mola.</p><p>Pode ocorrer uma inclinação do cursor em relação a régua, o que altera a medida.</p><p>Para se deslocar com facilidade sobre a régua, o cursor deve estar bem regulado: nem muito</p><p>preso, nem muito solto. O operador deve, portanto, regular a mola, adaptando o instrumento a</p><p>sua mão. Caso exista uma folga anormal, os parafusos de regulagem da mola devem ser ajustados,</p><p>girando-os até encostar no fundo e, em seguida, retornando 1/8 de volta aproximadamente. Após esse</p><p>ajuste, o movimento do cursor deve ser suave, porém sem folga.</p><p>TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO DO PAQUÍMETRO</p><p>Para ser usado corretamente, o paquímetro</p><p>precisa ter:</p><p> Seus encostos limpos;</p><p> A peça a ser medida deve estar posicionada corretamente entre os encostos.</p><p>É importante abrir o paquímetro com uma distância maior que a dimensão do objeto a ser</p><p>medido.</p><p>O centro do encosto fixo deve ser encostado em uma das extremidades da peça.</p><p>Convém que o paquímetro seja fechado suavemente até que o encosto móvel toque a outra</p><p>extremidade.</p><p>Feita a leitura da medida, o paquímetro deve ser aberto e a peça retirada, sem que os</p><p>encostos se toquem.</p><p> Externas;</p><p> Internas;</p><p> De profundidade;</p><p> De ressaltos.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 29</p><p>Nas medidas externas, a peça a ser medida deve ser colocada o mais profundamente possível</p><p>entre os bicos de medição para evitar qualquer desgaste na ponta dos bicos.</p><p>Para maior segurança nas medições, as superfícies de medição dos bicos e da peça devem</p><p>estar bem apoiadas.</p><p>Nas medidas internas, as orelhas precisam ser colocadas o mais profundamente</p><p>possível. O paquímetro deve estar sempre paralelo á peça que está sendo medida.</p><p>Para maior segurança nas medições de diâmetros internos, as superfícies de medição das</p><p>orelhas devem coincidir com a linha de centro do furo.</p><p>Tenha muito cuidado quando medir furos pequenos com as orelhas, a leitura tende a ser</p><p>menor que o diâmetro real, isto se deve ao desenho do instrumento. A leitura estará dentro das</p><p>seguintes tolerâncias:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 30</p><p>Diâmetros 5 mm / 10 mm</p><p>Leitura menor em 0,03 mm a 0,05 mm / 0,01 mm a 0,02 mm</p><p>Toma-se, então, a máxima leitura para diâmetros internos e a mínima leitura para faces</p><p>planas internas.</p><p>No caso de medidas de profundidade, apoia-se o paquímetro corretamente sobre a peça,</p><p>evitando que ele fique inclinado.</p><p>Nas medidas de ressaltos, coloca-se a parte do paquímetro apropriada para ressaltos</p><p>perpendicularmente a superfície de referência da peça.</p><p>Não se deve usar a haste de profundidade para esse tipo de medição, porque ele não permite</p><p>apoio firme.</p><p>CONSERVAÇÃO</p><p> Manejar o paquímetro sempre com todo cuidado, evitando choques.</p><p> Não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas, o que pode lhe causar danos.</p><p> Evitar arranhaduras ou entalhes, pois isso prejudica a graduação.</p><p> Ao realizar a medição, não pressionar o cursor além do necessário.</p><p> Limpar e guardar o paquímetro em local apropriado, após sua utilização.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 31</p><p>3.4 – GONIÔMETRO</p><p>O goniômetro é um instrumento de medição ou de verificação de medidas angulares.</p><p>O goniômetro simples, também conhecido como transferidor de grau, é utilizado em</p><p>medidas angulares que não necessitam extremo rigor. Sua menor divisão é de 1º (um grau). Há</p><p>diversos modelos de goniômetro. A seguir, mostramos um tipo bastante usado, em que podemos</p><p>observar as medidas de um ângulo agudo e de um ângulo obtuso.</p><p>Na figura que segue, temos um goniômetro de precisão. O disco graduado apresenta quatro</p><p>de graduações de 0 a 90º. O articulador gira com o disco do vernier e, em sua extremidade, há</p><p>um ressalto adaptável à régua.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 32</p><p>LEITURA DO GONIÔMETRO</p><p>Os graus inteiros são lidos na graduação do disco, com traço zero do nônio. Na escala fixa, a</p><p>leitura pode ser feita tanto no sentido horário quanto no sentido anti-horário.</p><p>A leitura dos minutos, por sua vez, é realizada a partir do zero nônio, seguindo a mesma</p><p>direção da leitura dos graus.</p><p>Assim, nas figuras acima, as medidas são, respectivamente :</p><p>A1 = 64º B1 = 30’ Leitura completa 64º 30’ A2 =</p><p>42º B2 = 20’ Leitura completa 42º 20’ A3 = 9º</p><p>B3 = 15’ Leitura completa 9º 15’</p><p>CONSERVAÇÃO</p><p> Evitar quedas e contato com ferramentas de oficina.</p><p> Guardar o instrumento em local apropriado, sem expor ao pó ou à umidade.</p><p> Evitar ranhuras.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 33</p><p>EXERCÍCIOS</p><p>1.</p><p>3.</p><p>5. Leitura: ................................................ 6. Leitura: ..................................................</p><p>7. Leitura: ................................................ 8. Leitura: ..................................................</p><p>2.</p><p>4.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 34</p><p>1</p><p>9.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 35</p><p>Relógio Comparador e apalpador</p><p>Para Peters (2014) O Relógio comparador é um instrumento de grande precisão e</p><p>sensibilidade, tem geralmente um aspecto de relógio, pelo movimento de um ponteiro, num</p><p>mostrador dividido em 100 partes iguais, o comparador acusa desvios ou diferenças de medidas da</p><p>ordem de centésimos ou milésimos de milímetro, conforme sua menor medida.</p><p>Quando sua ponta de contato sofre uma pressão, a ponteira maior gira no sentido horário a</p><p>diferença é positiva, isso significa que a peça esta maior em relação ao padrão pré-estabelecida, se</p><p>gira no sentido anti-horário a diferença é negativa, ou seja, ela esta menor.</p><p>Figuras: Mitutoyo Instruments Corporation</p><p>Existem vários modelos de relógios comparadores. Os mais utilizados possuem resolução de</p><p>0,01 mm. O curso do relógio também varia de acordo com o modelo, porém os mais comuns são de 1</p><p>mm, 10 mm, 0.25” ou 1”.</p><p>Relógio comparador eletrônico</p><p>Este relógio comparador possibilita uma leitura rápida, indicando instantaneamente a medida</p><p>no display em milímetros, com conversão para polegada, zeragem em qualquer ponto e com saída</p><p>para microprocessadores estatísticos.</p><p>Condições de uso</p><p>Peters (2014) afirma que Antes de medir a peça, devemos nos certificar de que o relógio se</p><p>encontra em boas condições de uso.</p><p>A verificação de possíveis erros é feita da seguinte maneira com o auxílio de um suporte de</p><p>relógio, tomam-se as diversas medidas nos blocos-padrão. Em seguida, deve-se observar se as medidas</p><p>obtidas no relógio correspondem às dos blocos. São encontrados também calibradores específicos</p><p>para relógios comparadores.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 36</p><p>Usar blocos padrão com diversas medidas.</p><p>Figuras: Telecurso 2000 – Metrologia</p><p>Aplicações dos relógios comparadores</p><p>a) Verificação de paralelismo</p><p>b) Verificação de concentricidade</p><p>Figuras: Telecurso 20 grau – Metrologia</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 37</p><p>c) Verificação do alinhamento das pontas de um torno</p><p>Figura: Tele curso 2º grau – Metrologia</p><p>Figura: Relógio comparador de dupla face Mitutoyo</p><p>Relógio com ponta de contato de alavanca (apalpador)</p><p>É um dos relógios mais versáteis que se usa na mecânica. Seu corpo monobloco possui três guias</p><p>que facilitam a fixação em diversas posições. Existem dois tipos de relógios apalpadores. Um deles</p><p>possui reversão automática do movimento da ponta de medição; outro tem alavanca inversora, a qual</p><p>seleciona a direção do movimento de medição ascendente ou descendente. “O mostrador giratório</p><p>“com resolução de 0.01 mm, 0.002 mm, 0.01” ou ainda 0.001”.</p><p>Figura: Mitutoyo Instruments Corporation</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 38</p><p>Por sua enorme versatilidade, pode ser usado para grande variedade de aplicações, tanto</p><p>na produção como na inspeção final.</p><p>Exemplos:</p><p> Excentricidade de peças,</p><p> Alinhamento e centragem de peças nas máquinas,</p><p> Paralelismo entre faces,</p><p> Medições internas,</p><p> Medições de detalhes de difícil acesso.</p><p>Exercícios</p><p>1. Faça a leitura</p><p>dos relógios apalpadores abaixo:</p><p>a) _ b)</p><p>e) f)</p><p>c)</p><p>_</p><p>d)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 39</p><p>g) h)</p><p>j)</p><p>k) l)</p><p>i)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 43</p><p>m) n)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 45</p><p>r)</p><p>Leitura:........................................... Leitura:....................................</p><p>s) t)</p><p>Leitura:........................................... Leitura:....................................</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 46</p><p>Micrômetro Externo</p><p>A Precisão de medição que se obtém com o paquímetro, às vezes, não é suficiente, para medições</p><p>mais rigorosas, utiliza-se o micrometro, que assegura uma exatidão de 0,01mm.</p><p>O micrometro é um instrumento de dimensão variável que permite medir, por leitura direta,</p><p>as dimensões reais com uma aproximação de até 0,001mm.</p><p>Princípio de funcionamento</p><p>Assemelha-se ao do sistema parafuso e porca. Assim, há uma porca fixa e um parafuso móvel que, se</p><p>der uma volta completa, provocará um deslocamento igual ao seu passo.</p><p>Figura: Telecurso 2o grau - Metrologia</p><p>Tipos de micrômetros</p><p> Micrômetro para medição externa;</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 47</p><p> Micrômetro para a medição de espessura de tubos;</p><p> Micrômetro com discos para a medição de espessura de papel, cartolina e borracha;</p><p> Micrômetro Oltimeter para a medição de diâmetros externos de peças com números ímpares</p><p>de divisões tais como machos, fresas e eixos entalhados;</p><p> Micrômetro para a medição de roscas;</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 48</p><p> Micrômetro digital;</p><p> Micrômetro Mitutoyo Passa e Não Passa (PNP).</p><p>Micrômetros com resolução de 0,01 mm</p><p>A cada volta completa do tambor o fuso micrométrico avança uma distância chamada passo (p). Para</p><p>obter a medida, divide-se o passo pelo número de divisões do tambor.</p><p>Resolução = Passo da rosca do fuso micrométrico</p><p>Número de divisões do tambor</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 49</p><p>c)</p><p>Micrômetro com resolução de 0,001 mm.</p><p>Quando no micrômetro houver nônio, ele indicará o valor a ser acrescentado à leitura obtida na bainha e</p><p>no tambor. A medida indicada no nônio é igual à leitura do tambor, dividida pelo número de divisões do nônio.</p><p>Se o nônio tiver dez divisões marcadas na bainha, sua resolução será:</p><p>Resolução = 0,01 .= 0,001 mm.</p><p>10</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 50</p><p>Exercícios:</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 51</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 52</p><p>I)</p><p>j)</p><p>Leitura ..............................</p><p>k)</p><p>l)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 53</p><p>m)</p><p>n)</p><p>Leitura..............................</p><p>o)</p><p>p)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 54</p><p>q)</p><p>r)</p><p>s)</p><p>t)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 55</p><p>u)</p><p>v)</p><p>x)</p><p>z)</p><p>Leitura..............................</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 56</p><p>5.2 Micrômetro Interno</p><p>Este tipo de instrumento de alta precisão para medições de diâmetros internos, permitindo leitura</p><p>rápida e direta, sua característica principal é de ser auto-centrante, pois a forma e a disposição de suas pontas</p><p>de contacto que formam entre - si um ângulo de 120º facilita este processo, também conhecido como imicro.</p><p>Sua leitura é feita no sentido contrário à do micrômetro externo.</p><p>A leitura em micrômetros internos de três contatos é realizada da seguinte maneira:</p><p> O tambor encobre a divisão da bainha corresponde a 36,5 mm;</p><p> A esse valor deve ser somado aquele fornecido pelo tambor: 0,240 mm;</p><p> O valor total da medida será, portanto 36,740 mm.</p><p>Exercícios</p><p>Faça a leitura das medidas abaixo:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 57</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>VERIFICADORES</p><p>São instrumentos de verificação indireta, que se aplica para controle de peças no sentido visual, e não</p><p>mensurável, pois não há existência de escalas ou mesmo nônio, para informar valores correspondentes, aplicando-se</p><p>respectivamente nas oficinas para um controle rápido.</p><p>Réguas de controle</p><p>São instrumentos para verificação de superfícies planas, construídas de aço, ferro fundido ou de granito.</p><p>Apresentam diversas formas e tamanhos, e classificam-se em dois grandes grupos:</p><p> Fios retificados;</p><p> Réguas de faces lapidadas, retificadas ou rasqueteadas.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 58</p><p>Réguas de fio retificado</p><p>Construída de aço carbono em forma de faca (biselada), temperada e retificada, com o fio</p><p>ligeiramente arredondado. É muito utilizada na verificação de superfícies planas.</p><p>Verificador de ângulo de broca</p><p>Serve para a verificação do ângulo de 59 e para a medição da aresta de corte de brocas.</p><p>Figuras: Telecurso 2000 – Metrologia</p><p>Esquadro de precisão</p><p>É um instrumento em forma de ângulo reto, construído de aço ou granito. Usa-se para verificação de</p><p>superfícies em ângulo de 90.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 59</p><p>Classificação quanto à forma e ao tamanho</p><p>a) Forma: Esquadro simples ou plano de uma só peça.</p><p>b) Tamanho: Esquadro de lâmina biselada, para se obter melhor visualização, em virtude da pequena</p><p>superfície de contato.</p><p>Verificador de raio</p><p>Serve para verificar raios internos e externos. Em cada lâmina é estampada a medida do raio. Suas</p><p>dimensãoes variam, geralmente, de 1 a 15 mm ou de 1/32 a ½.</p><p>Verificador de ângulos</p><p>Usa-se para verificar superfícies em ângulos. Em cada lâmina vem gravado o ângulo, que varia de 1 a 45.</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 60</p><p>Verificador de rosca</p><p>Usa-se para verificar roscas em todos os sistemas. Em suas lâminas está gravado o número de fios</p><p>por polegada ou o passo da rosca em milímetros.</p><p>7- CALIBRADORES</p><p>São instrumentos que estabelecem os limites máximos e mínimos das dimensões que desejamos</p><p>comparar. Podem ter formatos especiais, dependendo da aplicações , como, por exemplo as medidas de</p><p>roscas, furos e eixos. Normalmente são fabricados de materiais resistentes e retificados.</p><p>São utilizados em trabalhos de produção em série de peças intercambiáveis, para verificação do</p><p>limite máximo e o limite mínimo, quer dizer passa/ não passa.</p><p>Tipos de calibrador</p><p>Calibrador tampão</p><p>O funcionamento do calibrador tampão é bem simples: o furo que será medido deve permitir a</p><p>entrada da extremidade mais longa do tampão (lado passa), mas não da outra extremidade (lado não-passa).</p><p>Por exemplo, no calibrador tampão 50H7, a extremidade cilíndrica da esquerda (50 mm + 0,000 mm, ou seja,</p><p>50 mm) deve passar pelo furo. O diâmetro da direita (50 mm + 0,030 mm) não deve passar pelo furo. O lado</p><p>não passa tem uma marca vermelha. Esse tipo de calibrador é normalmente utilizado em furos e ranhuras</p><p>de até 100 mm.</p><p>Calibrador de boca</p><p>METROLOGIA</p><p>Assessoritec – Formando Profissionais de Sucesso Página 61</p><p>Possui duas bocas para controle: um passa, com a medida máxima, e a outra não</p>

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