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<p>1. Pergunta 1</p><p>0,1/0,1</p><p>De conformidade com o Código Civil, artigo 1.210: “O possuidor tem direito a ser</p><p>mantido na posse em caso de turbação, restituído no esbulho, e segurado de violência</p><p>iminente, se tiver justo receio de ser molestado”. Assim, pode o possuidor valer-se das</p><p>ações possessórias para proteger a posse de determinado bem.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Código</p><p>Civil. 13. ed. São Paulo: Associação dos Advogados de São Paulo – AASP, 2017. p. 144.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a classificação da posse</p><p>quanto os efeitos, pode-se afirmar sobre os efeitos da posse que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. é defendida pelas ações diretas possessórias, pelo detentor.</p><p>2. é defendida pelo proprietário.</p><p>3. decorre da autorização do proprietário do bem.</p><p>4. possui caráter material.</p><p>5. a posse pode ser defendida pelas ações diretas e pelo lapso de tempo.</p><p>Resposta correta</p><p>2. Pergunta 2</p><p>0,1/0,1</p><p>Fernanda, proprietária da fazenda “Fique, é sua!”, por simpatizar com a história de</p><p>vida de Marcelino, que se aventurou pelo mundo para alcançar seu sonho de ser um</p><p>fazendeiro, permitiu que ele morasse na casa dos fundos da sua fazenda. Ele</p><p>permanece no local há mais de 25 anos, como caseiro da fazenda.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os elementos da posse,</p><p>pode-se afirmar que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. há uma relação de independência entre o proprietário da coisa e o</p><p>detentor.</p><p>2. o detentor (fâmulo da posse) possui interesse na coisa/no bem.</p><p>3. os atos de mera permissão ou tolerância não induzem em posse.</p><p>Resposta correta</p><p>4. a posse e a detenção possuem os mesmos efeitos legais.</p><p>5. o detentor exerce os poderes de proprietário em nome próprio.</p><p>3. Pergunta 3</p><p>0,1/0,1</p><p>Considere que Rafael, proprietário de um imóvel em Ilha Bela, contratou Arnaldo como</p><p>caseiro da casa e este trabalha no imóvel há dois anos. Arnaldo reside no próprio local</p><p>de trabalho, em uma casa cedida pelo proprietário para sua moradia. Rafael, pensando</p><p>em obter uma renda extra, resolveu alugar a casa de praia para Donivaldo, que passou</p><p>a residir no imóvel.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre posse e detenção, pode-</p><p>se afirmar sobre Arnaldo e de Donivaldo:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. que Arnaldo é possuidor do imóvel e Donivaldo é detentor.</p><p>2. que Arnaldo é detentor e Donivaldo é possuidor do imóvel.</p><p>Resposta correta</p><p>3. que Arnaldo e Donivaldo têm a posse justa do imóvel.</p><p>4. que Arnaldo tem a posse precária do imóvel e Donivaldo tem a</p><p>propriedade</p><p>5. que Arnaldo pode impedir que Donivaldo continue no imóvel.</p><p>4. Pergunta 4</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“A classificação da posse tem importância na definição dos direitos titulados pelo</p><p>possuidor: o prazo da usucapião, por exemplo, será diferente segundo a posse seja de</p><p>boa ou má-fé; o possuidor indireto não tem acesso aos interditos contra o direto, mas</p><p>este o tem contra aquele, e assim por diante.”</p><p>Fonte: COELHO, F. U. Curso de direito civil: direito das coisas, direito autoral. 2. ed. São</p><p>Paulo: Thomsom Reuters, 2020. p. 19.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a posse e suas</p><p>classificações, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. As posses direta e indireta colidem e excluem-se.</p><p>II. O locatário e o comodatário gozam da proteção possessória.</p><p>III. A posse precária origina-se do abuso de confiança.</p><p>IV. Considera-se possuidor aquele que exerce todos os poderes da propriedade.</p><p>Está correto apenas o que se afirma em:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. II e III.</p><p>Resposta correta</p><p>2. I, III e IV.</p><p>3. I e II.</p><p>4. III e IV.</p><p>5. I e III.</p><p>5. Pergunta 5</p><p>0,1/0,1</p><p>No direito real, há várias teorias acerca da sua classificação, entretanto, em especial,</p><p>somente, duas se destacaram: a teoria unitária personalista, na qual “[…] o direito real</p><p>apresenta uma relação jurídica entre o seu titular e a coletividade, portadora do dever</p><p>jurídico […]” e a teoria clássica ou realista, que afirma que “[…] no direito real existe</p><p>uma relação direta e imediata entre o sujeito e o objeto do direito […]”.</p><p>Fonte: NEDER, P. Curso de direito civil: direito das coisas. 7. ed. rev., atual. e ampl. Rio</p><p>de Janeiro: Forense, 2019. p. 39.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a classificação e a</p><p>diferença do direito real e do direito pessoal, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. Para a teoria personalista, o direito real é uma obrigação passiva, que conta com o</p><p>titular do direito, o objeto e todos da sociedade.</p><p>II. A teoria clássica afirma que o direito real é o poder secundário que a pessoa exerce</p><p>sobre a coisa, sem eficácia contra todos (erga omnes).</p><p>III. Em relação aos direitos reais, o Código Civil adotou a teoria clássica ou tradicional,</p><p>em razão dos elementos que essa teoria traz.</p><p>IV. Na teoria clássica ou tradicional, o sujeito ativo exerce um poder jurídico sobre a</p><p>coisa.</p><p>Está correto apenas o que se afirma em:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. I, III e IV.</p><p>Resposta correta</p><p>2. III e IV.</p><p>3. II e IV.</p><p>4. I e II.</p><p>5. I e III.</p><p>6. Pergunta 6</p><p>0,1/0,1</p><p>Segundo o artigo 1.196 do Código Civil: “Considera-se possuidor todo aquele que tem</p><p>de fato o exercício, pleno ou não, de alguns dos poderes inerentes à propriedade.”</p><p>Entretanto, a posse é classificada por diversos critérios técnicos, os quais acarreta</p><p>determinados efeitos.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Código</p><p>Civil. 13. ed. São Paulo: Associação dos Advogados de São Paulo – AASP, 2017. p. 143.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a classificação da posse,</p><p>pode se afirmar que a posse, quanto à sua subjetividade, é:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. exclusiva, quando os poderes possessórios exercidos por uma única</p><p>pessoa.</p><p>2. de boa-fé, quando não há vício ou obstáculo que impede a aquisição da</p><p>coisa.</p><p>Resposta correta</p><p>3. ligada à coisa sobre a qual se exerce.</p><p>4. justa, quando há vícios de atos de violência, clandestinidade e</p><p>precariedade.</p><p>5. nova, quando não for superior a um ano e um dia.</p><p>7. Pergunta 7</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>‘‘O art. 485 do Código Civil de 1916, ao definir o possuidor, aludia aos poderes</p><p>inerentes ao domínio, ou propriedade. O vocábulo domínio tem caráter restritivo, pois</p><p>é usado somente em relação às coisas corpóreas. Já a palavra propriedade abrange</p><p>também as incorpóreas […], o Código Civil de 2002 suprimiu a expressão “ao domínio”,</p><p>que a doutrina considerava ociosa, sem afastar do âmbito da posse qualquer espécie</p><p>de bem.”</p><p>Fonte: GONÇALVES, C. A. Direito civil: direito das coisas. 14. ed. São Paulo: Saraiva,</p><p>2019. p. 58.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a diferença de posse e</p><p>propriedade, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:</p><p>I. O possuidor é todo aquele que tem a propriedade do bem.</p><p>Porque:</p><p>II. A propriedade é o direito pessoal de usar, fruir, dispor e reivindicar a coisa.</p><p>A seguir, assinale a alternativa correta:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma</p><p>justificativa correta da I.</p><p>2. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>3. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>4. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Resposta correta</p><p>5. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>8. Pergunta 8</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“A expressão Direito das Coisas sempre gerou dúvidas do ponto de vista teórico e</p><p>metodológico, principalmente quando confrontada com o termo Direitos Reais. Muito</p><p>didaticamente, pode-se afirmar que o Direito das Coisas é o ramo do Direito Civil que</p><p>tem como conteúdo relações jurídicas estabelecidas entre pessoas e coisas</p><p>determinadas, ou mesmo determináveis […].”</p><p>Fonte: TARTUCE, F. Direito</p><p>Civil: direito das coisas. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense,</p><p>2019. p. 26.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a conceituação e a</p><p>classificação do direito das coisas, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s)</p><p>verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):</p><p>I. ( ) O objeto do direito das coisas são os bens tangíveis.</p><p>II. ( ) Os direitos autorais são englobados no objeto do direito das coisas.</p><p>III. ( ) No direito das coisas, o objeto possui valor econômico e fartura.</p><p>IV. ( ) Coisa é tudo o que existe e é apto à apropriação, exceto o ser humano.</p><p>V. ( ) No direito das coisas, a palavra “coisa” pode ser no sentido amplo e estrito.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. V, V, V, F, F.</p><p>2. F, V, V, F, V.</p><p>3. F, F, F, V, V.</p><p>4. V, F, F, V, F.</p><p>5. V, F, F, V, V.</p><p>Resposta correta</p><p>9. Pergunta 9</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“Os modos de aquisição possessória dividem-se segundo a vontade do possuidor e a</p><p>origem da posse. De acordo com a vontade do possuidor, poderá ele adquiri-la</p><p>unilateralmente ou bilateralmente. Por ato unilateral, por exemplo, o possuidor</p><p>adquire a coisa pela apreensão, apropriando-se de coisas sem dono, que possam ter</p><p>sido abandonadas (res derelicta), ou que não pertençam a qualquer pessoa (res</p><p>nullius).”</p><p>Fonte: AZEVEDO, Á. Direito civil: direito das coisas. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educação,</p><p>2019. p. 48.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre o modo de aquisição da</p><p>posse, pode-se afirmar que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. a sucessão vertical é modalidade de aquisição da posse pela forma</p><p>originária.</p><p>2. a apreensão da coisa sem dono é uma forma de aquisição da posse</p><p>derivada.</p><p>3. a lei elucida as formas de aquisição da posse.</p><p>4. a posse originária ocorrer pela apreensão e pela forma consensual.</p><p>5. a aquisição da posse se dá pela apreensão e pelo exercício de direito.</p><p>Resposta correta</p><p>10. Pergunta 10</p><p>0,1/0,1</p><p>Para a teoria subjetiva da posse, que tem como fundador Friedrich Carl von Savigny, é</p><p>necessário que o possuidor tenha o contato com a coisa e o desejo de tê-la como dono.</p><p>Estando ausente esse desejo de possuí-la, não há que se falar em posse.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que a teoria</p><p>subjetiva da posse exige:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1. o elemento corpus (apreensão do bem).</p><p>2. o elemento corpus, no qual está implícito o desejo de possuir.</p><p>3. o elemento objetivo (corpus) e o elemento subjetivo (animus).</p><p>Resposta correta</p><p>4. o elemento animus (intenção de ser dono).</p><p>5. a detenção da coisa e o comportamento de ser dono.</p>