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<p>MOVIMENTOS SOCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA</p><p>A proclamação da República foi feita para atender aos interesses da elite agroexportadora cafeeira do oeste paulista. Nessa região, a</p><p>grande produção de café escoada através das ferrovias e a utilização do trabalho assalariado geravam um grande mercado</p><p>consumidor. Sem o respaldo necessário para fazer valer seus interesses, essa elite retirou seu apoio ao Império e apoiou a republica.</p><p>Para defender seus interesses, essa nova elite se empenhou pela continuidade da política liberal econômica e jamais pretendeu</p><p>estender a liberdade social e política aos demais grupos sociais. Essas elites republicanas pretendiam continuar com a construção de</p><p>uma nacionalidade sem cidadania – “pertencer sem exercer”, que desconsiderava a maioria da população enquanto sujeito apto a</p><p>participar das decisões acerca dos destinos da nação. Nesse sentido, a República e o liberalismo não resultaram em democracia.</p><p>Esse período, conhecido como República Velha (1889 – 1930) foi marcado por conflitos e resistências à exclusão social. A nova elite</p><p>respaldava suas ações na liberal-democracia, de inspiração norte-americana, e no autoritarismo, de inspiração positivista* diante disso</p><p>o governo tomou para si a “missão” de decidir o destino da população fundamentado na razão e na ciência positivista. Exemplo disso</p><p>são as reformas urbanas promovidas no Rio de Janeiro, como a reforma Pereira Passos (1903) e a Revolta da Vacina. (1904).</p><p>*O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro.</p><p>Rio de Janeiro antes do higienismo.</p><p>Pereira Passos, o prefeito demolidor.</p><p>A situação do RJ, no início do séc. XX, era precária, não existia um sistema eficiente de saneamento básico e isso provocava epidemias. A</p><p>população pobre dos cortiços eram as principais vítimas. A cidade era chamada pelos jornalistas de pocilga e pútrida, por conta do</p><p>crescimento desordenado da população, das constantes epidemias e a falta de higiene que cercava tanto os numerosos cortiços como as</p><p>ruas centrais da cidade. Em 1903, o engenheiro Pereira Passos foi nomeado pelo Presidente Rodrigues Alves, como prefeito do RJ. A partir</p><p>dai o governo deu inicio a melhoramentos no porto e a campanhas higienistas, além da reurbanização do centro do Rio. Para rasgar a</p><p>Avenida Central e alargar outras vias, Pereira Passos ordenou a demolição, que, em nove meses, botou abaixo 614 prédios de cortiços</p><p>habitados pelas camadas mais pobres, além da igreja de valor arquitetônico inestimável. (...) Apesar de muitas dessas medidas serem</p><p>necessárias ao saneamento da cidade, o autoritarismo do prefeito provocou grande descontentamento popular. A Revolta da Vacina (1904)</p><p>faz parte desse contexto, pois, ambos sintetizam as ações autoritárias do governo republicano para resolver os problemas de saúde pública e</p><p>de consolidação do processo civilizatório. Rodrigues Alves, representante de elite cafeicultora, sabia da ameaça representada pela febre</p><p>amarela aos emigrantes que trabalhavam na lavoura e das consequências negativas para as atividades econômicas, especialmente no setor</p><p>agroexportador cafeeiro. Para erradicar as doenças infecciosas, ele tomou medidas autoritárias, como a vacinação obrigatória da população</p><p>liderada pelo médico sanitarista, especialista em microbiologia pelo Instituto Pasteur, Osvaldo Cruz. O médico foi convidado por Rodrigues</p><p>Alves para assumir o cargo de diretor de Saúde Pública e empreender o trabalho de erradicação de doenças infecciosas, como a febre</p><p>amarela, peste bubônica e varíola. A campanha de vacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904. Embora seu objetivo</p><p>fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as</p><p>pessoas à força, provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte das pessoas não conhecia o</p><p>que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos. A revolta foi impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto</p><p>custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade. As manifestações populares se espalham, destroem</p><p>bondes, apedrejam prédios e espalham a desordem pela cidade. O presidente então revoga a lei da vacinação obrigatória, colocando nas</p><p>ruas o exército, a marinha e a polícia. Em poucos dias a cidade voltava à calma.</p><p>A imprensa da época publicou muitas caricaturas que documentam as manifestações de resistência à vacinação obrigatória. O maior alvo era Osvaldo Cruz</p><p>O autoritarismo caracterizou as políticas de saúde pública na República Velha (1889 – 1939). Essas práticas se estenderam</p><p>para solucionar problemas econômico-sociais, sobretudo referentes à população pobre, tanto no campo quanto nas cidades.</p><p>Atividades</p><p>1.O que foi o Higienismo ou sanitarismo?</p><p>2. O que é positivismo?</p><p>3. Qual foi o objetivo da proclamação da república?</p><p>5. Por que a elite cafeeira retirou seu apoio ao império?</p><p>5. O que significa a expressão: “pertencer sem exercer”?</p><p>6. O que motivou os conflitos na republica velha?</p><p>7. Por que o R.J era chamado, por jornalistas, de pocilga e pútrida?</p><p>8. Diante da situação do RJ, qual foi a ação do prefeito?</p><p>9. Por que a ação do prefeito, mesmo sendo necessária à</p><p>modernização, provocou descontentamento?</p><p>10. Quais doenças eram epidemias nessa época?</p><p>11. Quem era o médico responsável pela vacinação?</p><p>12. Por que aconteceu a Revolta da vacina?</p><p>13. Por que as epidemias da época atrapalhavam os lucros da elite?</p><p>A Guerra de Canudos foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio</p><p>religioso. A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas e desemprego, passava por uma grave crise</p><p>econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio</p><p>Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e</p><p>da exclusão econômica e social. O conflito aconteceu no governo de Prudente de Moraes (1894 - 1898).</p><p>Quando a influência do movimento de Antônio Conselheiro atingia seu auge, o Brasil havia proclamado a República.</p><p>Conselheiro era tradicionalista e recusou-se a aceitar o novo regime, alegando ser a República um instrumento do anticristo,</p><p>uma ordem estabelecida por Satanás, que teve a audácia de separar a Igreja do Estado, além de instituir o casamento civil,</p><p>usurpando da Igreja o poder oficial e exclusivo de celebrar matrimônios. Para conselheiro, cobrança de impostos efetuada de</p><p>forma violenta, a celebração do casamento civil e a separação entre Igreja e Estado (Estado Laico) eram provas da proximidade</p><p>do "fim do mundo". Após um ano de incensáveis lutas, o arraial chamado Belmonte, fundado por Antônio Conselheiro, na Bahia,</p><p>foi arrasado. Nas palavras de Euclides da Cunha: “Canudos não se rendeu foi expugnando palmo a palmo, no dia 5, ao</p><p>entardecer, caíram seus últimos defensores. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos</p><p>quais rugiam ruidosamente 5.000 soldados". Antônio Conselheiro, com a saúde fragilizada, morreu dias antes do último</p><p>combate. Ao encontrarem seu corpo, deceparam sua cabeça e a enviaram para que estudassem as características do crânio de</p><p>um “louco fanático”.</p><p>Guerra de Contestado. O nome da região do Contestado foi fruto da disputa de territórios entre Santa Catarina e Paraná,</p><p>ocorrida desde o Império e resolvida em 1916, por um acordo imposto pelo presidente Wenceslau Brás que concedeu ao</p><p>Paraná a posse do território. O conflito ocorreu entre 1913 e 1916, envolvendo 8 mil militares das tropas do governo contra 10</p><p>mil combatentes do Exército Encantado de São Sebastião, composto na maioria de caboclos luso-brasileiros. A insurreição do</p><p>sertanejo catarinense, João Maria, foi uma reação ao avanço</p><p>do capitalismo estrangeiro na região, influenciada pela construção</p><p>da ferrovia e da madeireira Lumber Company, além da disputa de territórios entre Paraná e Santa Catarina. O conflito foi</p><p>marcado pelo jogo de interesses entre as oligarquias e os políticos, bem como pelo misticismo dos caboclos, ampliado pela luta</p><p>pela posse da terra. O fanatismo dos caboclos tem origem na crença do sebastianismo lusitano. O povo estava desamparado</p><p>pelas autoridades públicas e pela Igreja, vivendo isolados, esses fatores favoreceram o surgimento do messianismo (crença no</p><p>retorno de um enviado divino libertador, um messias) através da figura de João Maria, morto pelas tropas catarinense em 1912.</p><p>O movimento messiânico foi revigorado em 1913, quando surgiu outra “cidade-santa”, formado por discípulos de João Maria que</p><p>acreditavam na sua ressurreição, assim como aconteceria com D. Sebastião de Portugal. Como em Canudos, o governo</p><p>republicano reagiu com violência ao movimento e após várias investidas, massacrou os adeptos ao movimento e ignorou as os</p><p>rebeldes.</p><p>Atividades</p><p>1. Quais os aspectos comuns entre o conflito de Canudos e o do Contestado?</p><p>2. Por que aconteceu a guerra de Canudos?</p><p>3. Por que Antônio Conselheiro não aceitava a Republica?</p><p>4. O que é Estado Laico?</p><p>5. Por que a cidade de Joao Maria ficou conhecida como Contestado?</p><p>6. O que motivou a revolta de Contestado?</p><p>7. O que foi o sebastianismo?</p><p>8. O que são oligarquias?</p><p>9. Preencha os espaços com as respostas para as perguntas.</p><p>Conflitos messiânicos Canudos Contestado</p><p>Quem era o líder do movimento</p><p>Quem era o presidente do Brasil?</p><p>Onde aconteceu o conflito?</p><p>Qual era a crença fanática.</p><p>Fanatismo?</p><p>Como foi o fim do conflito? Quem</p><p>venceu?</p><p>Revolta da Chibata João Bonturi - Especial para a Folha de S.Paulo</p><p>Em 22 de novembro de 1910, o município do RJ amanheceu sob a ameaça dos encouraçados SP e MG, pertencentes à Marinha</p><p>brasileira. O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um</p><p>colega. Nessa ocasião, os marinheiros revoltaram-se, assassinaram o comandante Batista das Neves e prenderam os oficiais. Para</p><p>surpresa geral, eles não pretendiam derrubar o governo. "Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente Hermes da</p><p>Fonseca e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já. Caso não a tenhamos, bombardearemos as cidades e os navios que não</p><p>se revoltarem." Isso aconteceu porque os marinheiros eram negros ou mulatos, comandados por oficiais brancos; o uso de castigos</p><p>físicos era semelhante aos da escravidão, abolida em 1888. Além da extinção da chibata, os revoltosos comandados por João Cândido</p><p>exigiram a anistia aos envolvidos no movimento. A Marinha atacou os revoltosos. Além de revidar, os marinheiros bombardearam a</p><p>ilha das Cobras, exigiram o aumento dos ordenados e a diminuição das horas de trabalho. O governo cedeu, mas, para não evidenciar</p><p>a derrota, exigiu uma declaração de arrependimento dos revoltosos. Porém as hostilidades prosseguiram. Um novo levante aconteceu,</p><p>na ilha das Cobras, mas, dessa vez, o governo, que sabia de tudo, reprimiu a revolta com violência alguns marinheiros morreram,</p><p>outros foram enviados para a Amazônia, onde teriam trabalhos forçados na produção de borracha. João Cândido foi expulso da</p><p>Marinha e internado no Hospital de Alienado.</p><p>Conclusão: podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da República.</p><p>Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais</p><p>como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das</p><p>armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares. Assim a República exibia cruamente a mentalidade</p><p>escravista da elite brasileira. Disponível em: . Data de acesso: 08/10/2008</p><p>ATIVIDADES</p><p>Leia a letra da música.</p><p>O Mestre Sala dos Mares (João Bosco / Aldir Blanc) (letra original</p><p>sem censura)</p><p>Há muito tempo nas águas da Guanabara/ O dragão do mar</p><p>reapareceu</p><p>Na figura de um bravo marinheiro/ A quem a história não esqueceu</p><p>Conhecido como o almirante negro/ Tinha a dignidade de um</p><p>mestre sala</p><p>E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas</p><p>Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas</p><p>Jovens polacas e por batalhões de mulatas</p><p>Rubras cascatas jorravam das costas</p><p>dos negros pelas pontas das chibatas</p><p>Inundando o coração de toda tripulação</p><p>Que a exemplo do marinheiro gritava então</p><p>Glória aos piratas, às mulatas, às sereias</p><p>Glória à farofa, à cachaça, às baleias/ Glória a todas as lutas</p><p>inglórias</p><p>Que através da nossa história / Não esquecemos jamais</p><p>Salve o almirante negro / Que tem por monumento</p><p>As pedras pisadas do cais / Mas faz muito tempo</p><p>O Mestre Sala dos Mares (João Bosco / Aldir Blanc) (letra após</p><p>censura da ditadura militar)</p><p>Há muito tempo nas águas da Guanabara/ O dragão do mar</p><p>reapareceu</p><p>Na figura de um bravo feiticeiro/ A quem a história não esqueceu</p><p>Conhecido como o navegante negro/ Tinha a dignidade de um mestre</p><p>sala</p><p>E ao acenar pelo mar na alegria das regatas</p><p>Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas</p><p>Jovens polacas e por batalhões de mulatas</p><p>Rubras cascatas jorravam das costas</p><p>dos santos entre cantos e chibatas</p><p>Inundando o coração do pessoal do porão</p><p>Que a exemplo do feiticeiro gritava então</p><p>Glória aos piratas, às mulatas, às sereias</p><p>Glória à farofa, à cachaça, às baleias/ Glória a todas as lutas inglórias</p><p>Que através da nossa história/ Não esquecemos jamais</p><p>Salve o navegante negro / Que tem por monumento</p><p>As pedras pisadas do cais / Mas faz muito tempo</p><p>Disponível em: http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html. Data de acesso: 09/10/2008</p><p>1. “Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da</p><p>Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de</p><p>coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resistem. Leia a letra original sem censura e a letra</p><p>após censura durante ditadura militar e explique as alterações que foram feitas.</p><p>2. Observando os quadrinhos, reconte resumidamente a revolta da vacina.</p><p>3. O que deu inicio á Revolta da Chibata?</p><p>4. Quais eram as reivindicações dos marinheiros?</p><p>5. Por que os marinheiros eram maltratados?</p><p>6. Quem era o líder da Revolta da Chibata?</p><p>7. O que aconteceu com os marinheiros depois que o movimento foi reprimido?</p><p>8. Por que se dizia que a mentalidade republicana era escravista?</p><p>http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html</p><p>História do Cangaço</p><p>Os cangaceiros eram homens que vagavam pelas cidades em busca de justiça e vingança pela falta de emprego, alimento e</p><p>cidadania causando o desordenamento da rotina dos camponeses. O termo cangaço vem da palavra canga ( peça de madeira</p><p>usada para prender junta de bois a carro ou arado; jugo ).No início da República, surgiu, no nordeste brasileiro, grupos de</p><p>homens armados conhecidos como cangaceiros. Estes grupos apareceram em função, das péssimas condições sociais da</p><p>região e ao latifúndio, que concentrava terra e renda nas mãos dos fazendeiros, deixava às margens da sociedade a maioria da</p><p>população. Portanto, podemos entender o cangaço como um fenômeno social, caracterizado por atitudes violentas por parte</p><p>dos cangaceiros. Estes, que andavam em bandos armados, espalhavam o medo pelo sertão. Promoviam saques em fazendas,</p><p>atacavam comboios e chegavam a sequestrar fazendeiros para obtenção de resgates. Aqueles que respeitavam e acatavam as</p><p>ordens dos cangaceiros não sofriam, pelo contrário, eram muitas vezes ajudados. Esta atitude, fez com que os cangaceiros</p><p>fossem respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época. Os cangaceiros possuíam uma vida nômade,</p><p>indo de uma cidade para outra. Ao chegarem às cidades pediam ajuda aos moradores, os que se recusavam</p><p>a ajudar eram</p><p>mortos. Como não seguiam as leis estabelecidas pelo governo, eram perseguidos pelos policiais. Usavam roupas e chapéus de</p><p>couro para protegerem os corpos, durante as fugas, da vegetação cheia de espinhos da caatinga. Os cangaceiros conseguiram</p><p>dominar o sertão durante muito tempo, porque eram protegidos de coronéis, que se utilizavam os cangaceiros para cobrança de</p><p>dívidas, entre outros serviços "sujos". Nessa época as rivalidades políticas eram grandes entre as poderosas famílias. E estas</p><p>famílias se cercavam de jagunços para se defender. Porém, chegou o momento em que começaram a surgir os primeiros</p><p>bandos armados, livres do controle dos fazendeiros. Os coronéis não tinham poder suficiente para impedir a ação dos</p><p>cangaceiros. Existiram diversos bandos de cangaceiros. Porém, o mais conhecido e temido da época foi o de Lampião</p><p>(Virgulino Ferreira da Silva), o “Rei do Cangaço”. O cangaceiro Lampião - tornou-se personagem do imaginário nacional, ora</p><p>caracterizado como uma espécie de Robin Hood, ora como uma figura pré-revolucionária, que questionava e subvertia a ordem</p><p>social de sua época e região. O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do então Presidente da República, Getúlio Vargas,</p><p>de eliminar todo foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus</p><p>cangaceiros na categoria de extremistas. Os cangaceiros que não se rendessem eram mortos. Lampião finalmente foi</p><p>apanhado em uma emboscada e foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita, e mais nove cangaceiros e tiveram suas</p><p>cabeças decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria desestimular esta prática na região.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1.Quem eram os cangaceiros?</p><p>2. Onde surgiu o cangaço?</p><p>3. O que deu origem ao cangaço?</p><p>4. Quais eram as ações dos cangaceiros?</p><p>5. Quais atitudes dos cangaceiros fizeram com que eles</p><p>fossem respeitados e admirados pelo povo?</p><p>6. Por que os cangaceiros eram perseguidos pela polícia?</p><p>7. Por que os cangaceiros usavam roupas de couro?</p><p>8. Por que os cangaceiros dominaram o sertão por tanto</p><p>tempo?</p><p>9. Que grupo de cangaceiros foi o mais importante da</p><p>História?</p><p>10. Por que Lampião foi chamado de Robin Hood?</p><p>11. Quem era o presidente do Brasil quando acabou o</p><p>cangaço? E qual foi a justificativa para eliminar o cangaço</p><p>no Brasil?</p><p>12. Como foi o fim do bando de Lampião? 13. O que a imagem acima representa?</p><p>Interprete as imagens.</p><p>14. Quais pessoas foram marcadas nas fotos?</p><p>15. Que lugar estâ identificado no</p><p>mapa acima? 16. Qual a importancia dos</p><p>personagem acima para o cangaço</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Map_of_Canga%C3%A7o.png</p>

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