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<p>Nome: Caroline Nogueira da Silva</p><p>Matrícula: 22116080299 Polo: Rio das Flores</p><p>Disciplina: Alfabetização 1</p><p>Coordenação: Carla Sass Sampaio</p><p>Tutora: Tânia Mara Barreto Alves</p><p>AD2 – 2024.1</p><p>Avaliação Escrita à Distância - Valor: 6,0</p><p>Caro estudante,</p><p>Para responder às questões propostas,</p><p>- utilize a linguagem formal e desenvolva respostas claras, coerentes, objetivas e completas;</p><p>- respeite os comandos;</p><p>- lance mão do material da disciplina e de outros textos acadêmicos complementares, fazendo</p><p>a referenciação, se for o caso, de acordo com as normas da ABNT;</p><p>- não faça plágio, porque essa atitude implicará nota zero à sua resposta.</p><p>A equipe de Alfabetização 1 lhe deseja um excelente trabalho!</p><p>LEIA OS TEXTOS ABAIXO: “Alfabetização sem receita e receita de alfabetização”, apresentados por</p><p>Marlene Carvalho em seu livro “Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática”.</p><p>Receita de alfabetização</p><p>Pegue uma criança de seis anos e lave-a bem. Enxugue-a com cuidado, enrole-a num</p><p>uniforme e coloque-a sentadinha na sala de aula. Repita o processo com as demais crianças da</p><p>mesma turma.</p><p>Nas oito primeiras semanas, alimente-as com exercícios de prontidão. Na nona semana, ponha uma</p><p>cartilha nas mãos das crianças. Tome cuidado para que elas não se contaminem no contato com os</p><p>livros, revistas, jornais e outros perigosos materiais impressos. Abra a boca das crianças e faça com</p><p>que elas engulam as vogais. Quando as tiverem digerido, mande-as mastigar, uma a uma, as</p><p>palavras da cartilha. Cada palavra deve ser mastigada no mínimo 60 vezes, como na alimentação</p><p>macrobiótica. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos.</p><p>Mantenhas as crianças em banho-maria durante quatro meses fazendo muitos exercícios de</p><p>cópia. Em seguida, faça com que elas engulam algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não</p><p>embolar.</p><p>Ao final do oitavo mês, espete as crianças com um palito, ou melhor, aplique uma prova de</p><p>leitura e verifique se elas devolvem pelo menos 70% das palavras engolidas. Se isso acontecer,</p><p>considere-as alfabetizadas. Enrole-as num bonito papel de presente e despache-as para a série</p><p>seguinte.</p><p>Se alguma criança não devolver o que lhe foi dado para engolir, recomece a receita desde o</p><p>início, isto é, volte aos exercícios de prontidão.</p><p>Repita a receita quantas vezes forem necessárias. Ao final de três anos, caso não obtenha</p><p>sucesso, embrulhe a criança num papel pardo e coloque um rótulo: aluno renitente.</p><p>P.S.: Cuidado! Não se envolva muito com essas crianças ou elas poderão se tornar seres</p><p>pensantes.</p><p>Alfabetização sem Receita – Marlene Carvalho</p><p>Pegue uma criança de seis anos – ou mais –, no estado em que estiver – suja ou limpa – e</p><p>coloque-a em uma sala de aula junto com outras crianças do mesmo formato e onde existam</p><p>muitas coisas escritas para olhar e examinar. Servem jornais, revistas diversas, propaganda</p><p>eleitoral, rótulos de enlatados e de caixas, sacolas de supermercados e de lojas, panfletos, encartes,</p><p>manuais de eletroeletrônicos. Enfim, tudo que estiver entulhando os armários da escola e da sua</p><p>casa. Convide as crianças para brincar de ler, adivinhando o que está escrito: você vai descobrir que</p><p>elas já sabem muitas coisas.</p><p>Converse com as crianças, troque ideias sobre quem são vocês e as coisas que gostam e não</p><p>gostam. Escreva no quadro algumas coisas que foram ditas e leia para elas. Peça às crianças que</p><p>olhem as coisas escritas que existem por aí, nas lojas, no ônibus, nas ruas, na televisão, nos</p><p>outdoors. Escreva algumas dessas coisas no quadro e leia para elas. Deixe-as recortar letras,</p><p>palavras e frases dos jornais e das revistas, mas não se esqueça de pedir para que limpem o chão</p><p>depois para não criar problemas na escola.</p><p>Todos os dias leia para as crianças alguma coisa interessante, em voz alta: uma história, uma</p><p>poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhação. Mostre a elas alguns tipos de coisas</p><p>escritas que talvez elas não conheçam: um catálogo telefônico ou um livro de receitas, por</p><p>exemplo.</p><p>Desafie as crianças a pensarem sobre a escrita e pense você também. Quando as crianças estiverem</p><p>tentando escrever, deixe-as perguntar ou ajudar o colega.</p><p>Não se apavore se uma criança estiver comendo letras: até hoje não houve caso de</p><p>indigestão alfabética. Acalme a diretora e a supervisora se elas ficarem alarmadas.</p><p>Invente sua própria cartilha. Use sua imaginação e sua capacidade de observação para</p><p>ensinar a ler. Leia e estude você também.</p><p>P.S.: Você corre um grande risco de se envolver demasiadamente com todas essas crianças e</p><p>torná-las seres pensantes.</p><p>TEXTO DISPONÍVEL EM: https://pactosllirios.wordpress.com/2013/06/22/receita-de-alfabetizacao-e-alfabetizacao-sem-receita/</p><p>RESPONDA ÀS QUESTÕES ABAIXO:</p><p>QUESTÃO 1 (Valor: 2,0 pontos)</p><p>Os textos “Alfabetização sem receita e receita de alfabetização”, apresentados por Marlene</p><p>Carvalho em seu livro “Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática”, foram publicados</p><p>sem indicação de autoria no Boletim Informativo n.1, da Secretaria Municipal de Educação em julho</p><p>de 1989 e pelo Boletim Carpe Diem, do Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação</p><p>da Prefeitura de Belo Horizonte (ano IV, n.4), na edição de janeiro-fevereiro de 1994.</p><p>A partir da leitura do material citado acima, reflita sobre o processo de alfabetização e escreva</p><p>um pequeno texto apresentando o seu posicionamento em relação à constante busca por uma</p><p>receita de alfabetização, trazendo argumentos claros, coerentes e fundamentados em leituras</p><p>acadêmicas.</p><p>Resposta:</p><p>A receita da alfabetização, na minha percepção tem que ser a de fácil entendimento ao</p><p>aluno como a alfabetização sem receita, assim trabalhando com o aluno suas percepções</p><p>em relações as palavras de seu conhecimento.</p><p>Trabalhar com aluno encima da sua percepção de mundo mesmo que sejam pequenos</p><p>isso tem uma grande importância, pois eles não se tornam robotizados obrigados a</p><p>engolirem palavras que muitas das vezes nem apresentados foram, assim trazendo vários</p><p>questionamentos e muitas das vezes a cobrança incessante sobre o conhecimento,</p><p>sabemos que o cérebro infantil consegue absorver várias informações porém cada uma em</p><p>seu tempo, alfabetizar esse publico alvo e adentrar no universo da imaginação , porque ao</p><p>invés do só ensinar que A,E,I,O,U são 5 a vogais que se juntando com as demais letras</p><p>começam a formarem sons e palavras diferentes.</p><p>Mais ao invés disso traz as vogais para o universo da imaginação da criança, pergunta</p><p>qual profissão se imaginaria perante essas letras, quais frutas contém essas letras, será</p><p>que o brinquedo que mais gostam de brincar contem alguma delas, é se sim poderiam</p><p>trazer para vermos eles. Assim facilitando o entendimento do que o educador que passar,</p><p>e qual a importância delas no dia a dia deles.</p><p>Até mesmo na hora da chamadinha, o professor dizer olha o nome da Amanda começa</p><p>com a vogal A, o da Ester com a letrinha E é assim sucessivamente. Ali percebemos que a</p><p>criança descobriu a função que essas 5 letras tem em seu dia a dia, voltando a ressaltar,</p><p>fazendo a aula mais prazerosa e a participação da turma chega a ser 100%.</p><p>https://pactosllirios.wordpress.com/2013/06/22/receita-de-alfabetizacao-e-alfabetizacao-sem-receita/</p><p>QUESTÃO 2 (Valor: 4,0 pontos)</p><p>Reflita sobre o seu processo de alfabetização e escreva um pequeno texto a partir das questões</p><p>abaixo:</p><p>a) Neste espaço, você deverá narrar como foi a sua alfabetização e como o processo que viveu</p><p>influenciou em sua formação como sujeito ativo, que lê e escreve textos. Queremos muito ouvir</p><p>sua história! Caso não se lembre, você pode narrar sobre como foi ou sobre como tem sido a</p><p>alfabetização de alguma criança próxima: filhos, sobrinhos, netos, etc.</p><p>Resposta: A minha alfabetização não vou me recordar, porém vou relatar um pouco da</p><p>minha filha de 4 anos que migrou para a escola esse ano.</p><p>A alfabetização</p><p>da minha filha ainda está no estagio inicial, mais o que me chama muito a</p><p>atenção por ela vivenciar, eu com meus alunos de aulas particulares, ela me pediu para</p><p>ensina lá as letras alfabéticas, onde eu comecei pelas vogais por ser apenas 5 letras, o</p><p>entendimento será mais fácil, como faço isso, eu comprei umas atividades para ela de</p><p>alfabetização, onde eu trabalho encima da curiosidade dela assim fazendo o seu</p><p>entendimento. Mas esse papel não exerço sozinha pois eu entrei em contato com a</p><p>professora dela , enfatizando que comecei a ensinar a minha filha as vogais, pedi para</p><p>professora deixar ela falar caso ela começa a pronunciar, pois assim saberei que</p><p>realmente esta assimilando o que está sendo passado a ela.</p><p>É o bom que trabalho em conjunta com a escola, pois a professora disse que vai começar</p><p>o trabalho com o alfabeto ainda com a turma dela. Não é que eu queira que a minha</p><p>menina fique a frente da turma mais pelo contrário, eu aproveite que um momento nosso</p><p>que posso ensinar através da brincadeira com ela, e assim fazendo ela se sentir além de</p><p>minha filha, também minha aluna como as outras crianças.</p><p>b) A partir de suas lembranças, você acredita que a professora que lhe alfabetizou seguia uma</p><p>“receita”? Conte-nos qual (quais) método(s) apareceu(ram) em sua história de alfabetização e a</p><p>respaldaram, mostrando o que foi positivo e o que foi negativo. Para isso, ancore-se no texto</p><p>indicado para realização desta AD e também naqueles já lidos nesta disciplina.</p><p>Como o relato da alfabetização e relacionado a minha filha tenho a certeza que a</p><p>professora dela ira alfabetizar ela é a turma através do texto Alfabetização sem receita,</p><p>pois através do brincar. Trazendo os alunos para esse meio, sem essa cobrança de engolir</p><p>conteúdos, lembrando que são apenas crianças</p><p>O texto demostra muito isso, quando diz:</p><p>Pegue uma criança de seis anos – ou mais –, no estado em que estiver – suja ou</p><p>limpa – e coloque-a em uma sala de aula junto com outras crianças do mesmo formato e</p><p>onde existam muitas coisas escritas para olhar e examinar. Servem jornais, revistas</p><p>diversas, propaganda eleitoral, rótulos de enlatados e de caixas, sacolas de</p><p>supermercados e de lojas, panfletos, encartes, manuais de eletroeletrônicos. Enfim, tudo</p><p>que estiver entulhando os armários da escola e da sua casa. Convide as crianças para</p><p>brincar de ler, adivinhando o que está escrito: você vai descobrir que elas já sabem muitas</p><p>coisas.</p><p>Através dessa análise, o educador além de perceber algumas limitações no</p><p>aprendizado dos alunos, vai saber um método adequado para conseguir alcançar com</p><p>aptidão a absorção do conteúdo, pois é através do brincar que a assimilação infantil para</p><p>determinado assunto e alcançada com êxodo.</p>