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<p>WBA0834_v1.0</p><p>APRENDIZAGEM EM FOCO</p><p>FERRAMENTAS PARA</p><p>O PLANEJAMENTO E</p><p>CONTROLE DE OBRAS</p><p>2</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>Autoria: Hudson Goto</p><p>Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro</p><p>O planejamento na construção civil é uma atividade que demanda</p><p>uma grande quantidade de informações, que possibilitará o controle</p><p>das diversas atividades e etapas que ocorrem ao longo da execução de</p><p>uma obra. Estas informações ainda favorecem a correção de eventuais</p><p>falhas ou problemas que possam surgir no processo, permitindo a sua</p><p>identificação e correção de forma breve e eficiente.</p><p>Portanto, manter o controle dos trabalhos que se desenvolvem na</p><p>construção é essencial para o sucesso de um empreendimento. Caso</p><p>contrário, o seu caminho é o fracasso e o desperdício de recursos.</p><p>E esta não é uma tarefa nada fácil, pois uma obra é composta de</p><p>equipes bastante multidisciplinares, como as de projetos, orçamentos,</p><p>suprimentos, obras, meio ambiente, financeiro, jurídico, entre outras,</p><p>conforme cada caso. Estas equipes ainda podem ser próprias ou</p><p>terceirizadas, podendo mudar a dinâmica da forma de controle da</p><p>obra. Podemos ainda mencionar a participação de fornecedores de</p><p>materiais e equipamentos necessários para que o resultado final seja</p><p>atingido, afinal, sem insumos, não há obra! Logo, podemos concluir que</p><p>a utilização de ferramentas para o planejamento e controle de obras</p><p>é uma boa prática (ou até mesmo necessária!), que pode contribuir</p><p>para a economia de recursos, aumentando a qualidade final do</p><p>empreendimento.</p><p>Assim, ao longo desta disciplina, estudaremos algumas ferramentas</p><p>que podem ser aplicadas ao planejamento e controle de obras,</p><p>proporcionando o gerenciamento de custos e prazos de execução de</p><p>forma adequada. Inicialmente estudaremos os conceitos básicos de</p><p>uma EAP, ou Estrutura Analítica de Projeto, que são os primeiros passos</p><p>3</p><p>para o planejamento. Na sequência, estudaremos métodos como o</p><p>PERT/CPM para o planejamento e acompanhamento das atividades</p><p>de obra, sempre buscando, em conjunto, entender e identificar as</p><p>atividades que são mais críticas durante o processo construtivo,</p><p>e que demandam, assim, maior atenção e controle por parte dos</p><p>responsáveis da obra. Veremos, ainda, outra ferramenta que pode</p><p>auxiliar gestores de obra e demais envolvidos a serem mais assertivos</p><p>em suas responsabilidades: a curva ABC, que proporciona o controle</p><p>dos custos totais de uma obra, de forma ordenada e classificada,</p><p>focando as ações de negociações com fornecedores e reduções</p><p>de custos de forma mais efetiva. E, por fim, conheceremos alguns</p><p>softwares disponíveis para o planejamento e controle de obras e suas</p><p>principais funcionalidades.</p><p>Com os conceitos que serão apresentados nesta disciplina,</p><p>esperamos que você consiga aplicá-los em situações práticas, como os</p><p>planejamentos que ocorrem em construtoras ou incorporadoras do</p><p>mercado da construção civil para a execução de empreendimentos,</p><p>permitindo identificar os imprevistos que podem ocorrer em obras</p><p>e que geram atrasos e perda de recursos, caso soluções não sejam</p><p>tomadas de forma rápida e eficaz.</p><p>Portanto, o estudo desta área deve ser constante, devendo ir além dos</p><p>pontos que serão abordados nesse material, mas que servirão como</p><p>ponto de partida para novos conhecimentos futuros! Bons estudos!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira</p><p>direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática</p><p>abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar</p><p>reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática</p><p>profissional. Vem conosco!</p><p>Planejamento de obra</p><p>empregando EAP</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Márcia Elisa Jacondino Pretto</p><p>Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro</p><p>TEMA 1</p><p>5</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Nesse Direto ao Ponto vamos agregar mais alguns termos em</p><p>inglês e definições apresentados pelo guia PMBOK (PMI, 2017) e</p><p>relacionados à Estrutura Analítica de Projetos (EAP).</p><p>Estrutura Analítica do Projeto (EAP) (Work Breakdown Structure -</p><p>WBS): é a decomposição hierárquica do escopo total do trabalho a</p><p>ser executado pela equipe da obra a fim de alcançar os objetivos</p><p>da obra e criar as entregas exigidas.</p><p>Criar EAP (Create WBS): criar o processo de subdivisão das</p><p>entregas e do trabalho da obra em componentes menores e de</p><p>gerenciamento mais fácil.</p><p>Componente da estrutura analítica do projeto (Work Breakdown</p><p>Structure Component): Um item na estrutura analítica do projeto</p><p>que pode estar em qualquer nível da EAP.</p><p>Dicionário da EAP (WBS Dictionary): é um documento que</p><p>fornece informações detalhadas sobre entregas, atividades e</p><p>agendamento de cada componente da Estrutura Analítica do</p><p>Projeto.</p><p>Código de contas (Code of Accounts): sistema de numeração</p><p>utilizado para identificar cada componente da estrutura analítica</p><p>do projeto (EAP).</p><p>Linha de base do escopo (Scope Baseline): é a versão aprovada de</p><p>uma declaração de escopo, EAP e seu dicionário EAP associado.</p><p>Pode ser aterada com a utilização de procedimentos formais de</p><p>controle de mudanças e usada como base para comparação com</p><p>resultados reais no controle do cronograma de obra.</p><p>6</p><p>Cronograma mestre (Master Schedule): é um cronograma</p><p>sumarizado da obra que identifica as principais entregas e</p><p>componentes da estrutura analítica do projeto (EAP) e os</p><p>principais marcos do cronograma.</p><p>Cronograma de marcos (Milestone Schedule): é um tipo de</p><p>cronograma que apresenta marcos com datas planejadas.</p><p>Marco (Milestone): é um ponto ou evento significativo de um</p><p>cronograma de obra.</p><p>Estrutura analítica dos recursos (Resource Breakdown Structure): é</p><p>a representação hierárquica dos recursos, por categoria e tipo.</p><p>Estrutura analítica dos riscos (EAR) (Risk Breakdown Structure</p><p>- RBS): é a representação hierárquica de potenciais fontes de</p><p>riscos.</p><p>Categorização dos riscos (Risk Categorization): Organização por</p><p>fontes de risco (por exemplo: utilização da estrutura analítica de</p><p>riscos (RBS)), a área do projeto afetada (por exemplo: utilização da</p><p>estrutura analítica de projetos (EAP)) ou alguma outra categoria</p><p>útil (por exemplo: fase da obra) para determinar as etapas da</p><p>obra mais expostas aos efeitos de incerteza.</p><p>Estrutura analítica organizacional (EAO) (Organizational Breakdown</p><p>Structure - OBS): é uma representação hierárquica da organização</p><p>da obra que ilustra o relacionamento entre as atividades do</p><p>projeto e as unidades organizacionais que executarão tais</p><p>atividades.</p><p>Agregação de custos (Cost Aggregation): consiste em somar</p><p>estimativas de custo de nível inferior associadas aos vários</p><p>pacotes de trabalho para um determinado nível dentro da EAP ou</p><p>para uma determinada conta de controle de custo.</p><p>7</p><p>Estimativa “bottom-up” (Bottom-Up Estimating): método de</p><p>estimativa da duração ou custo do projeto pela agregada das</p><p>estimativas dos componentes de nível mais baixo da estrutura</p><p>analítica do projeto (EAP).</p><p>Referências</p><p>PMI. Guia do conhecimento em gerenciamento de projetos. Guia PMBOK.</p><p>Project Management Institute. 6. ed. 2017.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>No planejamento empregando a EAP é possível controlar o</p><p>cronograma e o orçamento da obra. Logo, é muito importante que</p><p>você compreenda o quão decisivo são as etapas de orçamentação</p><p>de uma obra na definição dos prazos do cronograma.</p><p>Na etapa final deste processo, quando estará sendo elaborado o</p><p>orçamento detalhado da obra, serão previstos os custos, não só de</p><p>material, mas de mão de obra também, que irão impactar a previsão</p><p>das equipes e, consequentemente, nos prazos da obra.</p><p>Mas, você sabe quais são essas etapas? Sabe como a mão de obra é</p><p>definida e quantificada? Sabe como dimensionar as equipes a partir</p><p>do orçamento?</p><p>O orçamento, assim como o projeto, passa por etapas que vão</p><p>desde uma estimativa de custos, geralmente por parametrização,</p><p>até o orçamento detalhado, empregando composições de custo.</p><p>No orçamento paramétrico, como o nome diz, usamos</p><p>parâmetros de custos de obras similares</p><p>já realizadas. Esses</p><p>parâmetros também podem ser elaborados nos mais diversos</p><p>8</p><p>níveis, dependendo do grau de detalhamento que se deseja, por</p><p>exemplo, podemos criar um parâmetro de custo de instalações de</p><p>água fria por metro quadrado de construção, outro parâmetro de</p><p>custo de alvenaria por metro quadrado entre outros parâmetros,</p><p>ou simplesmente criar um custo de construção por apartamento ou</p><p>salada comercial.</p><p>Já no orçamento detalhado, empregamos composições de custo</p><p>como as das tabelas de composições de preços para orçamentos</p><p>(TCPO, 2010) ou Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices</p><p>da Construção Civil (SINAPI), em que cada material e cada mão</p><p>de obra empregam parâmetros de consumo e produtividade,</p><p>que multiplicados pela quantidade, geram um volume total de</p><p>material e de horas de trabalho. Com isso, conseguimos prever</p><p>a quantidade de horas de cada tipo de mão de obra empregada</p><p>(servente, pedreiro, pintor, carpinteiro etc.) e, consequentemente,</p><p>dimensionarmos a equipe. Ou seja, se para determinada atividade</p><p>totalizou 10 horas de pedreiro e cada pedreiro leva 10 horas para</p><p>executar, poderíamos alocar somente um pedreiro nessa atividade</p><p>e ele terminaria em 10 horas de trabalho. Por outro lado, se</p><p>colocarmos 10 pedreiros, em uma hora o serviço estará pronto, logo</p><p>tudo irá depender do porte da obra e das definições de reembolso</p><p>de pagamento.</p><p>Assim, concluímos que o cronograma está diretamente relacionado</p><p>ao orçamento e como ele será gerenciado, controlado e planejado.</p><p>Referências</p><p>TCPO. Tabelas de composições de preços para orçamentos. 13.</p><p>ed. São Paulo: PINI, 2010.</p><p>9</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Quando se inicia o orçamento de uma obra é necessário montar o</p><p>escopo orçamentário com base no planejamento da obra. Ou seja,</p><p>na sequência de execução das atividades: fundação; estrutura;</p><p>vedações; revestimento; acabamento; cobertura.</p><p>Imagine que você foi contratado para elaborar o orçamento e</p><p>o planejamento de uma obra de ampliação que contempla a</p><p>construção de uma guarita de um condomínio. Pensando na EAP</p><p>analítica, como você subdividiria as atividades de construção dessa</p><p>guarita? Apresente em forma de tabela. Posteriormente, monte o</p><p>EAP empregando o formato em árvore ou mapa mental.</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>Indicações de leitura</p><p>10</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>O trabalho elaborou uma ferramenta de gerenciamento de projetos de</p><p>obras públicas, atentando para a ordem de finalização de cada serviço,</p><p>prazos e possíveis custos, empregando o modelo de estrutura analítica</p><p>de projeto de obras públicas, atendendo às necessidades e realidade</p><p>da Prefeitura de Joinville (SC), podendo ser adaptado aos diversos tipos</p><p>de obras públicas.</p><p>CARVALHO, C. S. Modelo de Estrutura Analítica de Projeto de Obras</p><p>Púbicas. 2010. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Pós-</p><p>Graduação em Administração Pública) – Fundação Getúlio Vargas,</p><p>Joinville, 2010.</p><p>Indicação 2</p><p>O artigo apresenta o estudo da EAP criada para a reforma e ampliação</p><p>do Estádio Nacional de Brasília (DF).</p><p>PEDROSA, W. A importância da estrutura analítica do projeto - EAP</p><p>no gerenciamento de projetos em empresa de grande porte no ramo</p><p>da construção civil. CONIC – SEMESP. 13º Congresso Nacional de</p><p>Inovação Científica. Campinas, 2013.</p><p>11</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da</p><p>questão.</p><p>1. A EAP é uma estrutura hierárquica, em níveis, em que se</p><p>decompõe a totalidade da obra em pacotes de trabalho</p><p>progressivamente menores. Sobre a EAP analise as afirmativas</p><p>abaixo:</p><p>I. A EAP pode ser representada de forma analítica, mapa</p><p>mental e diagrama em árvore.</p><p>II. A EAP, deve-se inicialmente identificar as entradas, as</p><p>ferramentas, técnicas e por fim as saídas.</p><p>III. Como ferramentas e técnicas na elaboração da EAP, deve-se</p><p>empregar softwares, sem considerar a expertise dos envolvidos</p><p>Estão corretas,</p><p>a. Apenas I.</p><p>b. Apenas II.</p><p>c. Apenas III.</p><p>d. Apenas I e II.</p><p>e. Apenas I, II e III.</p><p>12</p><p>2. Acerca da relação do orçamento, suas características e diferentes</p><p>tipos com o planejamento da obra, marque a afirmativa</p><p>incorreta.</p><p>a. O orçamento paramétrico prevê a quantidade de horas de</p><p>mão de obra empregadas nas atividades da obra que serão</p><p>empregadas no dimensionamento de equipes.</p><p>b. O escopo do orçamento deverá ser realizado pensando na</p><p>ordem cronológica das atividades.</p><p>c. O escopo do orçamento poderá ser empregado para montar a</p><p>estrutura analítica da EAP.</p><p>d. O planejamento poderá prever o controle de custos a partir do</p><p>orçamento da obra.</p><p>e. O orçamento é elaborado em etapas, assim como os projetos,</p><p>podendo existir o chamado “orçamento executivo”.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta D</p><p>Resolução: Como ferramentas e técnicas, entra a opinião</p><p>especializada e a decomposição, que envolve a expertise dos</p><p>envolvidos na elaboração do EAP, que contribuirão com seus</p><p>conhecimentos e experiências em obras anteriores.</p><p>Questão 2 - Resposta A</p><p>Resolução: O orçamento detalhado, e não o paramétrico, prevê a</p><p>quantidade de horas de mão de obra empregadas nas atividades</p><p>da obra que serão empregadas no dimensionamento de equipes.</p><p>Aplicação do método PERT e CPM</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Márcia Elisa Jacondino Pretto</p><p>Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro</p><p>TEMA 2</p><p>14</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Uma das bibliografias referência no assunto de gerenciamento de</p><p>projetos como um todo, bem como para as principais metodologias</p><p>empregadas é o PMBOK (PMI, 2017). O Guia apresenta muitos</p><p>conceitos e muitas siglas (algumas inclusive oriundas dos termos</p><p>em inglês) para descrevê-los de forma rápida. Logo, é comum, que</p><p>depois de uma primeira leitura, ainda não se ter memorizado todos</p><p>esses termos e siglas. Com o intuito de lhe ajudar nesta tarefa, a</p><p>seguir são apresentadas as principais expressões empregadas, bem</p><p>como seus termos em inglês, siglas e significados. Boa leitura!</p><p>Método do caminho crítico:</p><p>Atividade do caminho crítico (Critical Path Activity): representa</p><p>qualquer atividade no caminho crítico do cronograma de uma obra.</p><p>Caminho crítico (Critical Path): é a sequência de atividades que</p><p>determina a menor duração possível, por meio do caminho mais</p><p>longo de um CPM de uma obra.</p><p>Método do caminho crítico (MCC) (Critical Path Method - CPM) é um</p><p>método usado para estimar a duração mínima da obra e determinar</p><p>o grau de flexibilidade nos caminhos lógicos da rede dentro do</p><p>modelo do cronograma.</p><p>Caminho de ida (Forward Pass): é uma técnica do método do</p><p>caminho crítico, que percorre o caminho de ida do modelo do</p><p>cronograma a partir da data do início da obra ou em um dado</p><p>momento, para calcular as datas de início mais cedo e datas de início</p><p>mais tarde.</p><p>Caminho de volta (Backward Pass): é uma técnica</p><p>do método do</p><p>caminho crítico, que percorre a lógica de rede do cronograma pelo</p><p>15</p><p>seu caminho de volta, a partir da data do término da obra, para</p><p>calcular as datas de início mais tarde e término mais tarde das</p><p>atividades.</p><p>Data de início mais cedo (IMC) (Early Start Date - ES): é o momento</p><p>mais cedo possível, no qual as partes incompletas de uma atividade</p><p>do cronograma da obra podem ser iniciadas, no método do caminho</p><p>crítico. Considerando a lógica de rede do cronograma, a data dos</p><p>dados e as restrições do cronograma.</p><p>Data de início mais tarde (IMT) (Late Start Date - LS): é o momento</p><p>mais tarde possível, no qual as partes incompletas de uma atividade</p><p>do cronograma da obra, podem ser iniciadas no método do caminho</p><p>crítico. Considerando a lógica de rede do cronograma, a data de</p><p>término da obra e eventuais restrições do cronograma.</p><p>Data de término mais cedo (TMC) (Early Finish Date - EF): é o</p><p>momento mais cedo possível, no qual as partes incompletas de uma</p><p>atividade do cronograma da obra podem ser terminadas no método</p><p>do caminho crítico. Considerando a lógica de rede do cronograma, a</p><p>data dos dados e as restrições do cronograma.</p><p>Data de término mais tarde (TMT) (Late Finish Date - LF): é o</p><p>momento mais tarde possível no qual as partes incompletas de</p><p>uma atividade do cronograma da obra podem ser terminadas no</p><p>método do caminho crítico. Considerando a base na lógica de rede</p><p>do cronograma, a data de término da obra e eventuais restrições do</p><p>cronograma.</p><p>Estabilização de recursos (Resource Smoothing): é a utilização da folga</p><p>livre e da folga total para otimizar recursos, sem afetar o caminho</p><p>crítico.</p><p>16</p><p>Diagramas de rede</p><p>- Caminho de rede (Network Path): sequência de atividades</p><p>conectadas por relação lógica em um diagrama de rede do</p><p>cronograma do projeto.</p><p>- Diagrama de rede do cronograma do projeto (Project Schedule</p><p>Network Diagram): representação esquemática das relações lógicas</p><p>entre as atividades do cronograma do projeto.</p><p>- Lógica de rede (Network Logic): todas as dependências das</p><p>atividades em um diagrama de rede do cronograma do projeto.</p><p>- Nó (Node): ponto no qual linhas de dependência se conectam em</p><p>um diagrama de rede do cronograma.</p><p>- Rede (Network): relativo ao diagrama do cronograma do projeto.</p><p>Referências</p><p>PMI. Guia do conhecimento em gerenciamento de projetos. Guia</p><p>PMBOK. Project Management Institute. 2017.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>No controle dos cronogramas de obras, costuma-se empregar</p><p>alguns indicadores, tais como o VPR, IDP, IDC conforme</p><p>apresentados pelo guia PMBOK (PMI, 2017) e detalhados a seguir.</p><p>A variação de prazos (VPR) é a quantidade de adiantamento</p><p>ou atraso da obra quanto à data de entrega planejada, em um</p><p>determinado momento. É uma medida de desempenho do</p><p>17</p><p>cronograma expressa como a diferença entre o valor agregado</p><p>(VA) e o valor planejado (VP).</p><p>VPR = VA – VP</p><p>Valor agregado (VA) é a medida do trabalho executado expressa</p><p>em termos do orçamento autorizado associado ao trabalho que</p><p>foi concluído. É frequentemente usado para calcular o percentual</p><p>realizado de um projeto e para estimar as tendências de</p><p>desempenho a longo prazo.</p><p>Para indicar que uma obra está atrasada ou adiantada em relação</p><p>à linha de base do cronograma, faz-se a comparação entre a</p><p>linha de base da medição do desempenho com o cronograma</p><p>executivo e o desempenho dos custos da obra. Esta é a técnica da</p><p>variação de prazos da AVA (análise de valor agregado).</p><p>A variação de prazos da AVA será igual a zero quando a obra</p><p>acabar, pois todos os valores planejados terão sido agregados.</p><p>A variação de prazos é mais bem utilizada em conjunto com a</p><p>programação via método do caminho crítico (MCC ou CPM) e o</p><p>gerenciamento dos riscos.</p><p>O índice de desempenho de prazos (IDP) é um indicador de</p><p>eficiência do cronograma expressa como a razão entre valor</p><p>agregado e valor planejado.</p><p>IDP= VA/VP</p><p>O IDP mede o grau de eficiência com que a equipe da obra está</p><p>realizando determinado serviço.</p><p>IDP 1 – indica que foi executado mais trabalho do que o</p><p>planejado.</p><p>Uma vez que o IDP mede todo os serviços da obra, o desempenho</p><p>no caminho crítico deve também ser analisado para determinar</p><p>se a obra acabará antes ou depois da data de término planejada.</p><p>Geralmente o IDP é usado em conjunto com o índice de</p><p>desempenho de custos (IDC) para prever as estimativas finais do</p><p>término do projeto. O índice de desempenho de custos (IDC) é um</p><p>indicador da eficiência de custos dos recursos orçados, expressa</p><p>como a razão entre valor agregado e custo real.</p><p>IDC = VA/CR</p><p>IDC 1 – indica custo abaixo do previsto no trabalho executado</p><p>até a data.</p><p>Referências</p><p>PMI. Guia do conhecimento em gerenciamento de projetos. Guia PMBOK.</p><p>Project Management Institute. 6. ed. 2017.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Imagine-se no canteiro de obra com a etapa de revestimento</p><p>e acabamento liberadas pela conclusão da alvenaria para ser</p><p>executada. Você, encarregado do planejamento e controle da obra,</p><p>deve orientar as equipes com relação aos prazos de início de cada</p><p>atividade. Para isso, conta com o quadro a seguir, o qual apresenta</p><p>os prazos de cura de cada atividade que devem ser finalizados para</p><p>a execução da atividade seguinte.</p><p>19</p><p>Quadro 1 – Prazos de cura para as atividades</p><p>Etapa</p><p>Cura parcial</p><p>(dias)</p><p>Instrução de prazo para início</p><p>Alvenaria. 14 Finalizada!</p><p>Chapisco. 3</p><p>Aguardar 14 dias de cura da</p><p>argamassa de assentamento da</p><p>alvenaria para iniciar a aplicação</p><p>do chapisco.</p><p>Emboço. 7 / 21</p><p>Aguardar 3 dias de cura do</p><p>chapisco para aplicação do</p><p>emboço.</p><p>Reboco. 28</p><p>Aguardar 7 dias da aplicação do</p><p>emboço.</p><p>Pintura. - Após 28 dias de cura do reboco.</p><p>Assentamento</p><p>de pastilhas</p><p>cerâmicas.</p><p>3 Após 21 dias de cura do emboço.</p><p>Rejunte. -</p><p>Aguardar 3 dias após o</p><p>assentamento das pastilhas.</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>20</p><p>Para a resolução do problema e orientar as equipes com relação</p><p>aos prazos de início de cada atividade, você deve criar um diagrama</p><p>de redes de uma obra considerando as seguintes atividades após a</p><p>execução da alvenaria:</p><p>Internamente: chapisco; emboço; reboco; e pintura.</p><p>Externamente: chapisco; emboço; assentamento de pastilhas</p><p>cerâmicas; e rejuntamento.</p><p>Após a finalização de todas as etapas, a obra será entregue.</p><p>Calcular também os prazos de acordo com a metodologia PERT,</p><p>prevendo os três cenários: otimista; mais provável; e pessimista.</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>Indicações de leitura</p><p>21</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>O artigo apresenta um estudo de caso de aplicação das ferramentas</p><p>PERT/CPM empregando o software MS Project no planejamento de</p><p>um projeto de construção de uma escola.</p><p>BARRA, R. B. M.; SEPTIMO, G. A.; MARTINS, V. W. B. Elaboração de</p><p>rede PERT/CPM na indústria da construção civil através da utilização</p><p>do software Ms Project: um estudo de caso. XXXIII ENCONTRO</p><p>NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO. Salvador. 2013.</p><p>Indicação 2</p><p>O artigo apresenta um estudo de caso de aplicação das ferramentas</p><p>PERT/CPM na etapa de fundações da construção de um centro</p><p>médico, composto</p><p>por três pavimentos e com área total de 3361,6 m²,</p><p>localizado na cidade de Maringá (PR).</p><p>CHIODELLI, J. H.; GIANDON, A. C. Análise comparativa entre duas</p><p>ferramentas de planejamento e controle em uma obra em fase de</p><p>fundações: estudo de caso. Revista UNINGÁ Review. v. 29, n. 1, p. 14-</p><p>23, jan./mar. 2017.</p><p>22</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da</p><p>questão.</p><p>1. No planejamento de obras, em especial em relação ao</p><p>andamento físico do cronograma, é possível empregar algumas</p><p>metodologias. Uma das metodologias empregadas é o Método</p><p>PERT/CPM.</p><p>Sobre o método do caminho crítico, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A sigla CPM significa caminho para metas.</p><p>II. O método do caminho crítico também pode ser chamado de</p><p>MCC.</p><p>III. Um caminho crítico é caracterizado por não possuir folgas</p><p>entre as atividades.</p><p>Estão corretas:</p><p>a. Apenas I.</p><p>b. Apenas II.</p><p>c. Apenas III.</p><p>d. Apenas II e III.</p><p>e. Apenas I, II e III.</p><p>23</p><p>2. Uma das maneiras de visualizar e facilitar o controle dos</p><p>prazos da obra é empregar metodologias como PERT/CPM.</p><p>Assim, sobre o diagrama de rede, marque a alternativa que</p><p>contém a afirmativa correta:</p><p>a. É impossível empregar o diagrama de redes juntamente com</p><p>uma escala de tempo.</p><p>b. O diagrama de rede é a representação gráfica das atividades</p><p>de uma obra, sem considerar as dependências entre elas.</p><p>c. Existem dois métodos de elaboração de um diagrama de rede</p><p>d. Existem somente uma estimativa de prazo, que é o tempo</p><p>mais provável, devido ao caminho crítico.</p><p>e. O termo caminho crítico surgiu no CPM.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta D</p><p>Resolução: CPM do inglês, Critical Path Method, ou Método do</p><p>Caminho Crítico, pelo que também pode ser chamado de MCC,</p><p>por sua sigla em português consta de um caminho crítico, o</p><p>qual é caracterizado por não possuir folgas entre as atividades</p><p>justamente porque não podem ocorrer atrasos.</p><p>Questão 2 - Resposta C</p><p>Resolução: O diagrama de rede é a representação gráfica das</p><p>atividades de uma obra, levando em conta as dependências</p><p>entre elas. Dessa forma, é possível empregar o diagrama de</p><p>redes juntamente com uma escala de tempo. Existem dois</p><p>métodos de elaboração de um diagrama de rede: o método</p><p>das flechas (Arrow Diagramming Method – ADM) e o método</p><p>dos blocos (Precedent Diagramming Method – PDM). O sistema</p><p>24</p><p>PERT produz três estimativas do tempo de atividade: otimista;</p><p>pessimista; e mais provável e embora o CPM que tenha</p><p>incorporado ao nome o termo “caminho crítico”, foi no PERT</p><p>que surgiu a expressão.</p><p>Curva ABC para construção civil</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Hudson Goto</p><p>Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro</p><p>TEMA 3</p><p>26</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>O planejamento de uma obra tem o seu início já na etapa de</p><p>orçamento, em que podemos identificar facilmente os insumos</p><p>mais recorrentes e representativos, tomando como base seus</p><p>custos unitários e totais. Esta identificação é importante para os</p><p>engenheiros e gestores de obra que efetuarão o controle das</p><p>atividades dentro do canteiro, pois os auxiliam em tomadas de</p><p>decisões mais assertivas, priorizando-as conforme a necessidade. E</p><p>esta priorização pode ser obtida com a elaboração de curvas ABC, a</p><p>qual começa com a elaboração da planilha da curva ABC de insumos</p><p>de obra, como apresentado na Figura 1.</p><p>Figura 1 – Planilha da curva ABC de insumos de obra</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>27</p><p>As faixas de insumos “A”, “B” e “C”, apresentadas na planilha acima,</p><p>são agrupadas conforme seus percentuais de custos acumulados,</p><p>como é proposto por Mattos (2019) no gráfico da Figura 2.</p><p>Figura 2 – Representação gráfica das faixas A, B e C</p><p>Fonte: adaptada de Mattos (2019).</p><p>Assim, a curva ABC é uma ferramenta completamente aplicável à</p><p>construção civil, como podemos verificar no Quadro 1.</p><p>Quadro 1 – Aplicações da curva ABC na construção civil</p><p>Hierarquia de</p><p>insumos.</p><p>Os insumos de maior peso econômico podem</p><p>ser rapidamente identificados, pois estão</p><p>listados no topo da tabela.</p><p>28</p><p>Planejamento</p><p>das negociações.</p><p>Os insumos da faixa “A” devem ser negociados</p><p>preferencialmente pelo gestor da obra. Pequenos</p><p>descontos na faixa “A” podem resultar em maiores</p><p>ganhos do que grandes descontos na faixa “C”.</p><p>Definição</p><p>de responsáveis.</p><p>A aquisição dos insumos de menor impacto</p><p>financeiro para o custo da obra pode ser</p><p>delegada para os compradores da empresa.</p><p>O gestor de obra pode concentrar esforços para</p><p>a aquisição dos insumos principais, gerando</p><p>maiores resultados para a obra.</p><p>Avaliação de</p><p>alterações.</p><p>A curva ABC auxilia na avaliação do impacto que</p><p>aumentos ou reduções de preços de insumos</p><p>podem ter no custo total da obra.</p><p>Quanto mais próximo do topo da tabela, maior</p><p>será o seu impacto.</p><p>Metas de</p><p>produtividade.</p><p>Os serviços da faixa “A” devem ser prioridade no</p><p>controle da obra. Um ganho de produtividade</p><p>nesta faixa pode ter um impacto positivo maior</p><p>do que um ganho num serviço da faixa “C”. O</p><p>mesmo pode ser considerado para os impactos</p><p>negativos.</p><p>Fonte: adaptado de Mattos (2019).</p><p>Referências</p><p>MATTOS, Aldo D. Como preparar orçamentos de obras. São Paulo: Oficina de</p><p>Textos 2019. 328 p.</p><p>29</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>A curva ABC é uma ferramenta bastante versátil, que pode ser aplicada</p><p>em diversos segmentos de produção. Além das aplicações para análise</p><p>de insumos e serviços na construção civil, a curva ABC também pode</p><p>ser utilizada para a análise de fornecedores, resultando na curva ABC</p><p>de fornecedores.</p><p>Solano (2003) propõe uma contribuição aos gerentes de planejamento,</p><p>programação, controle e gerenciamento de empreendimentos e obras,</p><p>em que a curva ABC pode ser utilizada para:</p><p>a. Fomentar o relacionamento com fornecedores por meio</p><p>de cadastros, avaliação de produtividade, de possibilidade</p><p>de manutenção de preços, de entrega conforme prazos</p><p>acordados, de fornecimento de prazos e custos de créditos, de</p><p>possibilidade de parcerias e de desempenho.</p><p>b. Propor novas tecnologias aos fornecedores, visando melhorar</p><p>a qualidade e reduzir custos ou prazos de execução. Ex.:</p><p>adotar sistemas pré-moldados, com um único fornecedor</p><p>industrial, reduzindo pelo menos três tipos de fornecedores</p><p>tradicionais: de aço; de concreto usinado; e de madeira.</p><p>c. Efetuar compras racionalizadas, em que a aquisição</p><p>antecipada de lotes de insumos esteja alinhada com um</p><p>processo de entregas e pagamentos planejados, conforme</p><p>o andamento da obra e o fluxo de caixa da construtora. Isto</p><p>proporciona a redução de itens no estoque da obra, custos</p><p>e menores controles no almoxarifado. Em contrapartida, o</p><p>fornecedor teria previsão em suas receitas e manutenção do</p><p>cliente.</p><p>d. Definir critérios para avaliação de fornecedores quanto aos</p><p>seus depósitos, almoxarifados e estoques, pois estes podem</p><p>efetuar grandes compras.</p><p>30</p><p>e. Elaborar sistemas para criação, manutenção e controle de</p><p>indicadores para os fornecedores da Curva ABC, que resultaria</p><p>em menos itens controlados, em relação ao controle efetuado</p><p>pela curva ABC de insumos.</p><p>f. Criar um sistema de controle dos índices de reajuste de preços</p><p>para os insumos situados nos principais grupos da curva</p><p>ABC de fornecedores, correspondendo a um maior ganho</p><p>financeiro, evitando o mesmo controle feito por curvas ABC de</p><p>insumos, muito maiores.</p><p>Assim, apesar de amplamente utilizada para a análise de insumos e</p><p>serviços na construção civil, as possibilidades de utilização da Curva</p><p>ABC podem ser ampliadas, como neste exemplo, para a análise de</p><p>fornecedores.</p><p>Referências</p><p>SOLANO, Renato da S. Curva ABC de fornecedores: uma contribuição ao</p><p>planejamento, programação, controle e</p><p>gerenciamento de empreendimentos</p><p>e obras. 2003. 167 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)</p><p>-Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade</p><p>Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Considere uma obra hipotética, cujos quantitativos dos serviços são</p><p>os seguintes:</p><p>31</p><p>Quadro 1 – Quantitativos de serviços</p><p>Serviço Unidade Quantidade</p><p>Alvenaria de</p><p>blocos de concreto.</p><p>m² 230,00</p><p>Chapisco. m² 460,00</p><p>Emboço. m² 400,00</p><p>Reboco. m² 150,00</p><p>Porcelanato. m² 200,00</p><p>Pintura. m² 460,00</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Durante a execução da obra, o porcelanato teve um aumento atípico</p><p>no seu preço, de 50%. A empresa construtora que estava executando</p><p>a edificação apresentou imediatamente a seu cliente um pleito de</p><p>reajuste de preços. Sabendo das notícias sobre a alta dos preços na</p><p>construção civil, o cliente concordou com o pedido da construtora, por</p><p>se tratar de um caso fortuito.</p><p>Neste pedido, a construtora explicou que o aumento de preço do</p><p>porcelanato onerou o seu custo em 22%, solicitando, assim, um</p><p>realinhamento de preços neste valor.</p><p>O cliente, buscando confirmar se o valor era correto, solicitou a você,</p><p>um engenheiro orçamentista, que elaborasse um parecer técnico</p><p>sobre a questão.</p><p>Diante disto, relacione as etapas que você deverá seguir neste parecer</p><p>técnico e avalie se o pleito solicitado pela construtora está correto.</p><p>32</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>Este trabalho apresenta uma proposta para melhorar o processo</p><p>de compras na construção civil, implantando um planejamento</p><p>estratégico com base nos prazos de contratação considerando</p><p>os produtos tipo “A” da curva ABC. Os resultados obtidos foram a</p><p>otimização dos recursos financeiros utilizados no projeto.</p><p>OSPEDAL, C. Z. Planejamento de compras na construção civil</p><p>baseado na curva ABC – Um Estudo de Caso. 2016. 34 f. Trabalho</p><p>Indicações de leitura</p><p>33</p><p>de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão de Suprimentos) –</p><p>Departamento de Engenharia de Produção, Universidade Federal do</p><p>Paraná, Curitiba, 2016.</p><p>Indicação 2</p><p>Este artigo teve como objetivo utilizar a curva ABC como alternativa</p><p>para redução de custos na execução de edificações residenciais</p><p>de alto padrão. A obra em análise localizava-se em Uberaba</p><p>(MG). O estudo mostrou que as etapas mais onerosas eram os</p><p>revestimentos das paredes e pisos e a superestrutura. A curva</p><p>mostrou que 18 serviços, de um total de 50 itens do orçamento,</p><p>perfazem 80% do custo da obra. O estudo verificou, ainda, que é</p><p>possível economizar 9,37% do custo da obra executando algumas</p><p>composições in loco e investindo em tecnologia.</p><p>CAMPOS, P. J. T.; NAVARRO, F. A. R.; BARBOSA, M. C. Determinação</p><p>Da Classificação Abc Dos Serviços De Uma Edificação Residencial</p><p>De Alto Padrão. In: 18ª Conferência Internacional da LARES. São</p><p>Paulo: Editora Latin American Real Estate Society (LARES), 2018.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>34</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. A curva ABC é uma ferramenta que fornece informações</p><p>importantes ao gestor de obra, em que os insumos são</p><p>categorizados nas faixas “A”, “B” e “C”. Sobre estas faixas,</p><p>assinale a alternativa correta:</p><p>a. A faixa “A” requer menor atenção do gestor, pois totalizam</p><p>cerca de 20% dos insumos da obra.</p><p>b. As faixas “B” e “C” requerem menor atenção do gestor, pois</p><p>totalizam cerca de 20% do custo da obra.</p><p>c. As faixas “A” e “C” requerem maior atenção do gestor, pois</p><p>totalizam cerca de 20% dos insumos da obra.</p><p>d. As faixas “A” e “B” requerem maior atenção do gestor, pois</p><p>totalizam cerca de 80% do custo da obra</p><p>e. A faixa “B” requer menor atenção do gestor, pois totaliza cerca</p><p>de 20% do custo da obra.</p><p>2. Além de auxiliar na análise dos insumos da construção civil,</p><p>a curva ABC também pode ser utilizada para a análise de</p><p>serviços e seu posterior planejamento. Sobre a curva ABC de</p><p>serviços, assinale a alternativa correta:</p><p>a. Ganhos de produtividade nos serviços da faixa “A” da curva</p><p>ABC geram maiores resultados do que ganhos na faixa “C”.</p><p>b. Como possuem menos serviços, ganhos de produtividade</p><p>na faixa “B” da curva ABC geram menores resultados do que</p><p>ganhos na faixa “C”.</p><p>c. Como possuem mais serviços, ganhos de produtividade na</p><p>faixa “A” da curva ABC geram menores resultados do que</p><p>ganhos na faixa “C”.</p><p>35</p><p>d. Como possuem menos serviços, ganhos de produtividade</p><p>na faixa “A” da curva ABC geram menores resultados do que</p><p>ganhos na faixa “C”.</p><p>e. Ganhos de produtividade nos serviços da faixa “B” da curva</p><p>ABC geram menores resultados do que ganhos na faixa “C”.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta D</p><p>Resolução: As faixas “A” e “B” somadas compreendem cerca</p><p>80% do custo de uma obra, sendo compostas por cerca de 20%</p><p>dos insumos. Este resultado está de acordo com o princípio</p><p>80/20 ou de Pareto, portanto requerem maio atenção.</p><p>Questão 2 - Resposta A</p><p>Resolução: Ao elaborar a curva ABC de serviços, verifica-se que</p><p>é necessário priorizar os serviços agrupados na faixa “A” e “B”,</p><p>pois terão impacto maior no resultado da obra do que ganhos</p><p>de produtividade obtidos na faixa “C”, mesmo que esta última</p><p>apresente um maior número de atividades agrupadas.</p><p>Softwares para o planejamento</p><p>e controle de obra</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Hudson Goto</p><p>Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro</p><p>TEMA 4</p><p>37</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>No campo da informática, podemos dizer que a evolução e as</p><p>mudanças são constantes. Logo, os softwares utilizados para o</p><p>gerenciamento de obras também evoluem ou mudam conforme</p><p>novas necessidades surgem. Mas, em linhas gerais, podemos citar</p><p>alguns softwares que são comumente utilizados para o planejamento e</p><p>controle de obras, e que estão descritos no Quadro 1 a seguir.</p><p>Quadro 1 – Principais softwares para o planejamento</p><p>e controle de obras</p><p>Software Principais características</p><p>Primavera</p><p>Tem capacidade para efetuar planejamentos,</p><p>estimativas, monitoramentos e controle de obras, seja</p><p>para um único ou múltiplos projetos. Quanto ao banco</p><p>de dados, pode ser utilizado em conjunto com Oracle ou</p><p>Microsoft SQL Server.</p><p>Volare</p><p>Utilizado para elaborar orçamentos, possui um módulo</p><p>para efetuar o planejamento de obras, gerando</p><p>automaticamente cronogramas físicos e financeiros.</p><p>Calcula o tempo de execução das atividades, o</p><p>dimensionamento de equipes e fornece informações</p><p>para a compra de insumos. O software usa como base</p><p>os dados da TCPO (Tabela de Composição de Preços</p><p>para Orçamentos), incluindo ainda preços de insumos.</p><p>Pode ainda trabalhar de forma conjunta com o MS-</p><p>Project e sistema BIM.</p><p>38</p><p>MS-Project</p><p>2016</p><p>Um dos mais utilizados, pode planejar, programar e</p><p>apresentar graficamente as informações dos projetos,</p><p>facilitando</p><p>correta:</p><p>a. O software Volare, da PiniWeb, tem como base de dados o Oracle</p><p>ou Microsoft SQL Server.</p><p>b. O software MS-Project 2016, da PiniWeb, tem como base de</p><p>dados a TCPO.</p><p>c. O software Volare, da PiniWeb, tem como base de dados a TCPO.</p><p>d. O software Primavera Enterprise, da Oracle, tem como base de</p><p>dados a TCPO.</p><p>e. O software Primavera Enterprise, da Oracle, tem como base de</p><p>dados o Volare.</p><p>45</p><p>2. O MS-Project 2016 é uma das ferramentas mais utilizadas</p><p>para o planejamento e controle de obras, apresentando uma</p><p>interface bastante intuitiva ao usuário. Sobre a possibilidade de</p><p>efetuar anotações e inserções de informações adicionais nas</p><p>tarefas da EAP, assinale a alternativa correta:</p><p>a. Visualizadas por uma figura ao lado da atividade, as anotações</p><p>podem ser inseridas apenas nas tarefas resumo do projeto.</p><p>b. As anotações em tarefas podem ser visualizadas por meio de</p><p>figuras ao lado da atividade, e anotações em tarefas resumo</p><p>do projeto são visualizadas por meio de relatórios analíticos.</p><p>c. As anotações em tarefas resumo do projeto podem ser</p><p>visualizadas por meio de hyperlinks ao lado da atividade, e</p><p>anotações em tarefas são visualizadas por meio de relatórios</p><p>analíticos.</p><p>d. Visualizadas por meio de um relatório analítico, as anotações</p><p>podem ser inseridas em tarefas ou tarefas resumo do projeto.</p><p>e. Visualizadas por uma figura ao lado da atividade, as anotações</p><p>podem ser inseridas em tarefas ou tarefas resumo do projeto.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta C</p><p>Resolução: Desenvolvido pela PiniWeb, o Volare tem como base</p><p>os dados compilados da TCPO (Tabela de Composição de Preços</p><p>para Orçamentos). Já o Primavera, representado pela Verano,</p><p>pode ser utilizado em conjunto com bancos de dados, como</p><p>Oracle ou Microsoft SQL Server.</p><p>Questão 2 - Resposta E</p><p>Resolução: Ao inserir uma anotação, na primeira coluna</p><p>do cronograma do MS-Project é inserida uma figura, que</p><p>46</p><p>representa esta anotação/inserção. Ao passar o mouse sobre</p><p>esta figura, uma caixa de texto abre-se, mostrando o conteúdo</p><p>inserido. Isto pode ser feito tanto para a tarefa quanto para a</p><p>tarefa resumo do projeto.</p><p>BONS ESTUDOS!</p><p>Apresentação da disciplina</p><p>Introdução</p><p>TEMA 1</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 2</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 3</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 4</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>Inicio 2:</p><p>Botão TEMA 4:</p><p>Botão TEMA 1:</p><p>Botão TEMA 2:</p><p>Botão TEMA 3:</p><p>Botão TEMA 9:</p><p>Inicio :</p>correta:
a. O software Volare, da PiniWeb, tem como base de dados o Oracle 
ou Microsoft SQL Server.
b. O software MS-Project 2016, da PiniWeb, tem como base de 
dados a TCPO.
c. O software Volare, da PiniWeb, tem como base de dados a TCPO. 
d. O software Primavera Enterprise, da Oracle, tem como base de 
dados a TCPO.
e. O software Primavera Enterprise, da Oracle, tem como base de 
dados o Volare.
45
2. O MS-Project 2016 é uma das ferramentas mais utilizadas 
para o planejamento e controle de obras, apresentando uma 
interface bastante intuitiva ao usuário. Sobre a possibilidade de 
efetuar anotações e inserções de informações adicionais nas 
tarefas da EAP, assinale a alternativa correta: 
a. Visualizadas por uma figura ao lado da atividade, as anotações 
podem ser inseridas apenas nas tarefas resumo do projeto.
b. As anotações em tarefas podem ser visualizadas por meio de 
figuras ao lado da atividade, e anotações em tarefas resumo 
do projeto são visualizadas por meio de relatórios analíticos.
c. As anotações em tarefas resumo do projeto podem ser 
visualizadas por meio de hyperlinks ao lado da atividade, e 
anotações em tarefas são visualizadas por meio de relatórios 
analíticos.
d. Visualizadas por meio de um relatório analítico, as anotações 
podem ser inseridas em tarefas ou tarefas resumo do projeto.
e. Visualizadas por uma figura ao lado da atividade, as anotações 
podem ser inseridas em tarefas ou tarefas resumo do projeto.
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: Desenvolvido pela PiniWeb, o Volare tem como base 
os dados compilados da TCPO (Tabela de Composição de Preços 
para Orçamentos). Já o Primavera, representado pela Verano, 
pode ser utilizado em conjunto com bancos de dados, como 
Oracle ou Microsoft SQL Server.
Questão 2 - Resposta E
Resolução: Ao inserir uma anotação, na primeira coluna 
do cronograma do MS-Project é inserida uma figura, que 
46
representa esta anotação/inserção. Ao passar o mouse sobre 
esta figura, uma caixa de texto abre-se, mostrando o conteúdo 
inserido. Isto pode ser feito tanto para a tarefa quanto para a 
tarefa resumo do projeto.
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
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