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<p>Nesse estudo, nota-se que a dificuldade da equipe de saúde em lidar com a morte no que deveria ser o início da vida é ainda mais agravante, dificulta a instalação do processo de luto nos pais, tendo posturas que inviabilizam o contato dos mesmos com o filho falecido. Mesma postura é vista na família, que busca “limpar” qualquer resquício de existência daquele bebê, se desfazendo de móveis e roupas que seriam do mesmo. O início de processo de luto é agravado pela não constatação real da perda e da existência, já que os pais não conseguem ter acesso a nada. Dessa forma, não reconhecendo a perda como real, a sociedade tira dos pais o direito de sofrer pelo filho. O papel do psicólogo é extremamente importante, pois dá espaço de fala e escuta, possibilitando a elaboração da perda. A conclusão desse estudo de caso diz: “Fica um grande vazio: relato de mulheres que experenciaram a morte fetal durante a gestação. Foi concluído, mais uma vez, a importância de tanto a equipe de saúde como os familiares acolherem essas mães, dando voz a sua subjetividade e espaço para que a mesma fale e entenda o que está acontecendo, tomando decisões importantes sobre os rituais fúnebres e o que irá fazer com os pertences do filho. Sentir -se acolhida e ouvida é funda mental para que as mães possam dar início ao seu processo de luto.</p>

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